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Sexualidade na Velhice
O início de tudo: uma visão dos povos primitivos 
Segundo Branden (1982), nas tribos primitivas as relações entre os sexos não eram 
mantidas com o intuito afetivo ou pelo desejo de ter o outro para si, e sim para 
estabelecer uma unidade com o propósito de sobrevivência física. 
No entanto, como tem sido verificado, entre os povos primitivos mais 
contemporâneos, eles continuam apresentando características iguais aos seus 
antepassados, sendo ainda a desvinculação afetiva, em suas relações sexuais, a 
preocupação maior destes grupos. Entretanto, mesmo com a reprenssão afetiva, a 
questão da sexualidade em relação à sua manifestação não é reprimida; pelo 
contrário, existe um incentivo, pois a procriação tem sido o principal fator a reforçar 
seu exercício, em diversos tempos e em sociedades diferentes. 
A questão do idoso, no entanto, não é comentada nesse período até mesmo pela falta 
da possibilidade de uma longevidade. Se, por ventura, ocorresse algum problema 
nessa área, seja pela idade ou infertilidade, o distanciamento seria inevitável, já que, 
entre eles, o envolvimento emocional é censurado severamente.
Segundo momento: Grécia 
A antiga Grécia ficou marcada como uma época na qual a beleza física era o ponto 
central de devoção e idolatria. Paralelamente a ela, os gregos valorizavam também o 
espírito, como afirma Cabral (1995). 
A posição feminina na sociedade era vista de forma desvalorizada e, enquanto a 
mulher não se casava, ela ficava subjugada à autoridade do pai ou a de algum parente 
próximo. Durante a vida de casada, a mulher passava a maior parte do seu tempo em 
seus aposentos, realizando afazeres femininos, sem direito a uma educação formal, 
sem informações políticas, e seus passeios eram realizados somente com 
acompanhantes. 
O casamento era visto como uma união com interesses pessoais, como por exemplo: 
filhos legítimos, formação de capital, uma forma de assegurar o patrimônio familiar e 
segurança para a velhice, demonstrando, assim, que as uniões por amor estavam, a 
princípio, em segundo plano, dificultando possivelmente as trocas afetivas entre 
pessoas que deveriam unir-se por sentimentos mais profundos. Este tipo de união faz 
lembrar as relações sexuais dos povos primitivos, cujo objetivo central era a procriação 
para a sobrevivência de seu povo.
Terceiro momento: Roma 
Tannahill (1983) salienta que o aparecimento de rugas poderia ser um motivo de 
divórcio. Neste caso, a observação da questão da velhice feminina era um fator 
prejudicial na relação e que, provavelmente, poderia atrapalhar o convívio do casal por 
perda dos padrões estéticos de beleza e, conseqüentemente, falta de atração sexual. 
Dessa forma, verifica-se que o envelhecimento feminino esteve mais pré 
conceitualizado do que o masculino, demonstrando, assim, a importância da beleza 
física dessa época até os dias atuais. 
As características do comportamento e dos papéis sexuais na antiga Roma possuem 
muito mais fatores para serem comentados. No entanto, este trabalho enfoca a 
questão da velhice. Sendo assim, após a citação do autor, observa-se que a população 
de Roma caracteriza-se pela baixa faixa etária. Desta forma, a sexualidade e velhice 
nesta população, a priori, não deveriam ser tão presentes.
Quarto momento: Cristianismo, uma grande 
mudança 
Ao final do Império Romano, em sua desintegração, surge uma nova força cultural e 
histórica que começaria a causar grande impacto sobre o mundo ocidental, a qual iria 
afetar as relações entre homens e mulheres tão profundamente quanto afetou o resto 
da cultura ocidental: o cristianismo. 
Cabral (1995) comenta que o sexo casual tornou-se polêmico do século VII ao XII, entre 
os componentes da Igreja. Todavia, através de discussões, os componentes da Igreja 
definiram o casamento como: “uma união consentida e abençoada por Deus, que 
conferia ao mesmo tempo a indulgência ao ato sexual, a intenção de procriar.” (p.107) 
Dessa forma, o conceito de atividade sexual e reprodução torna-se mais forte, ou seja, 
o sexo permanece ligado à reprodução de seres e não a uma reprodução de trocas 
afetivas de quem se ama, dificultando, assim, a manifestação da sexualidade entre 
idosos.
Quinto movimento e o rótulo final: Idade média 
A Idade Média caracterizou-se por ser um período da história onde a sociedade estava muito 
preocupada e interessada em modificar os padrões morais e do comportamento sexual. Neste 
momento, a Igreja medieval proclamava que os assuntos relativos à moral estavam dentro de 
sua circunscrição, sendo assim, esteve na frente, possuindo um papel dominante na definição 
do que era um comportamento sexual apropriado. 
Apesar dos esforços da Igreja medieval, o período foi considerado como sendo relativamente 
aberto, ou seja, houve uma certa liberdade sexual no final da Idade Média. 
Sendo os preconceitos voltados para o comportamento sexual desviante, desvinculado da 
procriação, a atividade sexual dos idosos, naquela época, era também considerada como algo 
negativo, já que, nessa idade, o coito e o desejo sexual não eram bem aceitos pela Igreja.
Séculos concentrados no reforço às sexualidade do 
idoso 
Covey (op.cit.) salienta que as crenças ocidentais sobre a as sexualidade do idoso estão sendo 
sustentadas desde a Idade Média, ao disseminarem que o apetite sexual desaparece com o 
envelhecimento, que o sexo é perverso na velhice e que os idosos que tentavam praticá-lo 
sofriam uma auto decepção pelas dificuldades oriundas da idade. Ainda comenta que: “Em 
adição, os conceitos tradicionais relacionados à sexualidade, tais como: beleza, atração, 
potência sexual e orgasmos femininos não eram referidos às pessoas idosas e sim as excluíam.” 
(p. 3) 
Quanto ao trabalho de Burrow, publicado em 1986, Covey (op.cit.) constata o comportamento 
sexual do idoso era considerado inapropriado e ainda salienta que: “Aqueles idosos que 
permaneciam em atividades sexuais eram julgados como tendo um comportamento 
inapropriado em relação à idade, apresentando assim uma variedade de respostas sociais 
negativas.” (p. 5) 
O sexo realizado entre os idosos casados era visto também como não natural e representava 
uma afronta à dignidade. Em 1988 esta visão ajudava aos mais jovens a não sentirem os idosos 
como competidores sexuais (Barash, cit. por Covey, 1989), esta visão ajudava aos mais jovens a 
não sentirem os idosos como competidores sexuais. Esta percepção talvez tenha sido e continue 
a ser o motivo principal pelo qual a sociedade visualiza o idoso como “sem sexo”.
A sexualidade do idoso: O resultado da história no 
século XX 
Diante de tantos tabus, a sociedade continua com dificuldades em lidar com a questão da 
sexualidade, principalmente, no que se refere ao idoso. A grande força negativa que o grupo de 
idosos possui, em relação à sua manifestação do desejo ou da atividade sexual, vem das normas 
de comportamento existentes nos séculos anteriores. 
Na existência de percepções positivas e negativas na fase da velhice, Libman (1989) comenta 
que, atualmente, os gerontologistas estão trabalhando para a quebra ou diminuição dos 
preconceitos de conotação negativa e dos estereótipos que são atribuídos aos idosos, como o 
de serem degenerativos. Ainda segundo a autora, é importante tomar cuidado, pois nesses 
combates podem surgir os chamados “contra-mitos”, que são imagens super otimistas do idoso, 
igualmente não-realistas. Neste caso, o importante não é a criação dos “contra-mitos” e, sim, 
demonstrar e permitir que o idoso manifeste sua sexualidade sem culpa, sem considerar que 
esta atitude ou sentimento seja percebido como anormais. 
É o jovem, entretanto, quem mais abertamente pré conceitualizada a sexualidade do idoso, 
ridicularizando qualquer manifestação sexual dos mais velhos.
A sexualidade do idoso: O resultado da história no 
século XX 
Para demonstrar a existência dessa energia e da dificuldade de expressão do desejo sexual, 
Werlang (1989) realizou uma análise sobre um texto de Clarisse Lispector, intitulado Ruídos de 
passos, de 1974, onde a autora relata a angústia de uma idosa diante de seu desejo sexual. 
Percebendo a importância do texto, resolvemos transcrevê-lo para enriquecer o nosso trabalho 
através de sua análise. 
Ruídos de passos 
Clarisse Lispector:
“Tinha oitenta e um anos de idade. Chama-se 
dona Cândida Raposo. 
Essa senhora tinha a vertigem de viver. A 
vertigem se acentuava quando ia passar dias 
numa fazenda: a altitude, o verde das árvores, a 
chuva, tudo isso a piorava. Quando ouvia Liszt se 
arrepiava toda. Fora linda na juventude. E tinha 
vergonha quando cheirava profundamente uma 
rosa. 
Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo 
de prazer não passava. 
Teve enfim a grande coragem de ir a um 
ginecologista. 
E perguntou-lhe envergonhada, de cabeça baixa: 
- Quando é que passa? 
- Passa o quê, minha senhora? 
- A coisa. 
- Que coisa? 
- A coisa, repetiu. O desejo de prazer, disse 
enfim. 
- Minha senhora, lamento lhe dizer que não 
passa nunca. 
Olhou-o espantada. 
- Mas eu tenho oitenta e um anos de idade! 
- Não importa, minha senhora. É até o morrer. 
- Mas isso é o inferno! 
- É a vida, senhora Raposo. 
A vida era isso, então? Essa falta de vergonha? 
- E o que é que eu faço? Ninguém me quer mais... 
O médico olhou-a com piedade. 
- Não há remédio, minha senhora. 
- E se eu pagasse? 
Não ia adiantar de nada. A senhora tem que se 
lembrar que tem oitenta e um anos de idade. 
- E... e se eu me arranjasse sozinha? O senhor 
entende o que eu quero dizer? 
- É, disse o médico. Pode ser um remédio. 
Então saiu do consultório. A filha esperava-a 
embaixo, de carro. Um filho Cândida perdera na 
guerra, era um pracinha. Tinha essa intolerável dor 
no coração: a de sobreviver a um ser adorado. 
Nessa mesma noite deu um jeito e solitariamente 
satisfez-se. Mudos fogos de artifícios. Depois 
chorou. Tinha vergonha. Daí em diante usaria o 
mesmo processo. Sempre triste. É a vida, senhora 
Raposo, é a vida. Até a bênção da morte. 
A morte. 
Parece-lhe ouvir o ruído de passos. Os passos de 
seu marido Antenor Raposo.’ (p. 93)
A sexualidade do idoso: O resultado da história no 
século XX 
Diante da obra de Clarice Lispector, verifica-se que a manifestação da sexualidade não termina 
com a idade. Sendo assim, o ser humano não deve continuar acreditando que o desejo e a 
necessidade da manifestação sexual na Terceira Idade sejam atribuídos a questões diabólicas ou 
que seja um comportamento negativo em suas vidas, como era visto na Idade Média. E nem 
como diz Rieman (1995), que para algumas pessoas “o desejo pode ser um presente de grego.” 
(p. 36) 
A falta de informação sobre o processo de envelhecimento, assim como das mudanças na 
sexualidade, em diferentes faixas etárias e especialmente na velhice, tem auxiliado a 
manutenção de preconceitos e, conseqüentemente, trouxeram muitas estagnações das 
atividades sexuais das pessoas com mais idade. 
Muitas pessoas, pela formação reprimida que tiveram, possuem uma dificuldade em falar sobre 
sexo, dificultando muitas vezes, o esclarecimento de suas dificuldades nesta área.
Mas o que é 
sexualidade?
Considera-se sexualidade as diversas formas, jeitos, maneiras que as 
pessoas buscam para obter ou expressar prazer. É basicamente a busca do 
prazer humano em suas diversas formas. A idéia de prazer irá variar de 
pessoa para pessoa, levando em conta a realidade de cada indivíduo. 
Quando uma pessoa está sentindo prazer, ela está vivenciando a sua 
sexualidade. A busca do prazer se dá de várias formas, em variadas 
circunstâncias.
Asexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contato, 
ternura, intimidade, que se integra no modo como nos sentimos, 
movemos, tocamos e somos tocados; É ser-se sexual. 
Ela influencia pensamentos, sentimentos, ações internas e por isso 
influencia também a nossa saúde física e mental, portanto, ela é 
essencial. 
A sexualidade não deve ser confundida com relação sexual, que é 
apenas um dos componentes da sexualidade.
Desde o nascimento a vida se desenvolve de tal forma que a idade 
cronológica passa a se definir pelo tempo que avança. E o tempo fica 
definido como um sinônimo para uma eternidade quantificada, ou seja, 
uma cota. Desta forma, o homem e o tempo se influenciam mutuamente, 
o que resulta em um aproveitamento diferente do tempo para diferentes 
pessoas (Goldfarb, 1998). 
Em geral, a literatura classifica, didaticamente, as pessoas acima de 60 
anos como idosos e participantes da Terceira Idade. A idade pode ser 
biológica, psicológica, ou ainda, sociológica à medida que se enfoca o 
envelhecimento em diferentes proporções das várias capacidades dos 
indivíduos. Entretanto, a transformação da velhice em problema social 
não pode ser encarada apenas como decorrente do aumento demográfico 
da população idosa.
Biológico - Alterações fisiológicas especialmente quanto a 
resistência física. 
Social – Alterações dos papeis que o idoso tem na sociedade, 
impostos pela mesma. 
Psicológico – A forma como cada um se percebe - com base 
em suas próprias crenças e vivências anteriores - sua 
identidade.
Sexualidade ignorada 
Na verdade, mesmo ocorrendo mudanças nas áreas social, política e 
médica, os preconceitos em relação à atividade sexual precisam ser 
discutidos e analisados, visando uma melhor explicação e orientação 
das verdadeiras mudanças existentes no comportamento sexual do 
idoso, para que este grupo possa não se sentir culpado pelos seus 
desejos sexuais, independentemente da forma de sua manifestação.
A sociedade insiste em acreditar, que a atividade sexual 
desapareça com a idade. 
Continuam 
sendo 
sexualment 
e ativos. 
80% 
Preferem 
manter 
interesse 
sexual 
90%
Sexualidade na velhice - Abordagem sócio-histórica
A população acima de sessenta anos está crescendo de maneira significativa, não só 
no Brasil como no mundo. Acompanhando a elevação do contingente populacional 
de idosos, houve a necessidade de se criarem espaços sociais para atendê-los. 
A formação de grupos de terceira idade constitui-se numa das formas de agregar e 
socializar os indivíduos idosos, prática que tem se difundido para todas as 
localidades do país. 
A freqüência dos idosos nos grupos é de extrema importância, porque o convívio 
social leva a que troquem experiências, adquiram novos conhecimentos e 
mantenham e ampliem seu grupo de amizades, o que poderá lhes transmitir maior 
segurança e suporte social. 
Como se pode constatar, também surgem laços amorosos além da formação de 
amizades, Desperta, ainda a sexualidade, o interesse por alguém especial, que se 
destaca dentre outros.
Descrevem-se como variáveis que podem comprometer a atividade sexual na 
maturidade, alguns fatores: 
 A capacidade e interesse do(a) companheiro(a); 
 O estado de saúde; 
 Problemas de impotência no homem ou de dispareunia (dor durante o ato sexual) 
na mulher; 
 Efeitos colaterais de medicamentos e 
 Perda de privacidade, como por exemplo, viver na casa dos filhos.
MULHERES 
HOMENS
 Para a maioria dos investigadores, a diminuição da atividade sexual na 
velhice se relaciona tanto com as mudanças físicas do envelhecimento, 
como com as influências de atitudes e expectativas impostas pelo modelo 
social. 
 Diz um ditado que “envelhece-se como se viveu”. 
 O progressivo aumento do período entre as ereções e a maior dificuldade 
para consegui-las, pode produzir uma ansiedade crescente no homem, e 
esta ansiedade prejudicará ainda mais sua capacidade de resposta sexual. 
 Completa-se um círculo vicioso mantido pela ansiedade. O mesmo sucede 
com a dispareunia de introdução nas mulheres devida à diminuição de 
estrógenos pós-menopáusica. A dor na relação (dispareunia) provoca 
ansiedade antecipatória com conseguinte aumento da dor, também 
formando um círculo vicioso difícil de romper (Serna, 1996).
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  • 2. O início de tudo: uma visão dos povos primitivos Segundo Branden (1982), nas tribos primitivas as relações entre os sexos não eram mantidas com o intuito afetivo ou pelo desejo de ter o outro para si, e sim para estabelecer uma unidade com o propósito de sobrevivência física. No entanto, como tem sido verificado, entre os povos primitivos mais contemporâneos, eles continuam apresentando características iguais aos seus antepassados, sendo ainda a desvinculação afetiva, em suas relações sexuais, a preocupação maior destes grupos. Entretanto, mesmo com a reprenssão afetiva, a questão da sexualidade em relação à sua manifestação não é reprimida; pelo contrário, existe um incentivo, pois a procriação tem sido o principal fator a reforçar seu exercício, em diversos tempos e em sociedades diferentes. A questão do idoso, no entanto, não é comentada nesse período até mesmo pela falta da possibilidade de uma longevidade. Se, por ventura, ocorresse algum problema nessa área, seja pela idade ou infertilidade, o distanciamento seria inevitável, já que, entre eles, o envolvimento emocional é censurado severamente.
  • 3. Segundo momento: Grécia A antiga Grécia ficou marcada como uma época na qual a beleza física era o ponto central de devoção e idolatria. Paralelamente a ela, os gregos valorizavam também o espírito, como afirma Cabral (1995). A posição feminina na sociedade era vista de forma desvalorizada e, enquanto a mulher não se casava, ela ficava subjugada à autoridade do pai ou a de algum parente próximo. Durante a vida de casada, a mulher passava a maior parte do seu tempo em seus aposentos, realizando afazeres femininos, sem direito a uma educação formal, sem informações políticas, e seus passeios eram realizados somente com acompanhantes. O casamento era visto como uma união com interesses pessoais, como por exemplo: filhos legítimos, formação de capital, uma forma de assegurar o patrimônio familiar e segurança para a velhice, demonstrando, assim, que as uniões por amor estavam, a princípio, em segundo plano, dificultando possivelmente as trocas afetivas entre pessoas que deveriam unir-se por sentimentos mais profundos. Este tipo de união faz lembrar as relações sexuais dos povos primitivos, cujo objetivo central era a procriação para a sobrevivência de seu povo.
  • 4. Terceiro momento: Roma Tannahill (1983) salienta que o aparecimento de rugas poderia ser um motivo de divórcio. Neste caso, a observação da questão da velhice feminina era um fator prejudicial na relação e que, provavelmente, poderia atrapalhar o convívio do casal por perda dos padrões estéticos de beleza e, conseqüentemente, falta de atração sexual. Dessa forma, verifica-se que o envelhecimento feminino esteve mais pré conceitualizado do que o masculino, demonstrando, assim, a importância da beleza física dessa época até os dias atuais. As características do comportamento e dos papéis sexuais na antiga Roma possuem muito mais fatores para serem comentados. No entanto, este trabalho enfoca a questão da velhice. Sendo assim, após a citação do autor, observa-se que a população de Roma caracteriza-se pela baixa faixa etária. Desta forma, a sexualidade e velhice nesta população, a priori, não deveriam ser tão presentes.
  • 5. Quarto momento: Cristianismo, uma grande mudança Ao final do Império Romano, em sua desintegração, surge uma nova força cultural e histórica que começaria a causar grande impacto sobre o mundo ocidental, a qual iria afetar as relações entre homens e mulheres tão profundamente quanto afetou o resto da cultura ocidental: o cristianismo. Cabral (1995) comenta que o sexo casual tornou-se polêmico do século VII ao XII, entre os componentes da Igreja. Todavia, através de discussões, os componentes da Igreja definiram o casamento como: “uma união consentida e abençoada por Deus, que conferia ao mesmo tempo a indulgência ao ato sexual, a intenção de procriar.” (p.107) Dessa forma, o conceito de atividade sexual e reprodução torna-se mais forte, ou seja, o sexo permanece ligado à reprodução de seres e não a uma reprodução de trocas afetivas de quem se ama, dificultando, assim, a manifestação da sexualidade entre idosos.
  • 6. Quinto movimento e o rótulo final: Idade média A Idade Média caracterizou-se por ser um período da história onde a sociedade estava muito preocupada e interessada em modificar os padrões morais e do comportamento sexual. Neste momento, a Igreja medieval proclamava que os assuntos relativos à moral estavam dentro de sua circunscrição, sendo assim, esteve na frente, possuindo um papel dominante na definição do que era um comportamento sexual apropriado. Apesar dos esforços da Igreja medieval, o período foi considerado como sendo relativamente aberto, ou seja, houve uma certa liberdade sexual no final da Idade Média. Sendo os preconceitos voltados para o comportamento sexual desviante, desvinculado da procriação, a atividade sexual dos idosos, naquela época, era também considerada como algo negativo, já que, nessa idade, o coito e o desejo sexual não eram bem aceitos pela Igreja.
  • 7. Séculos concentrados no reforço às sexualidade do idoso Covey (op.cit.) salienta que as crenças ocidentais sobre a as sexualidade do idoso estão sendo sustentadas desde a Idade Média, ao disseminarem que o apetite sexual desaparece com o envelhecimento, que o sexo é perverso na velhice e que os idosos que tentavam praticá-lo sofriam uma auto decepção pelas dificuldades oriundas da idade. Ainda comenta que: “Em adição, os conceitos tradicionais relacionados à sexualidade, tais como: beleza, atração, potência sexual e orgasmos femininos não eram referidos às pessoas idosas e sim as excluíam.” (p. 3) Quanto ao trabalho de Burrow, publicado em 1986, Covey (op.cit.) constata o comportamento sexual do idoso era considerado inapropriado e ainda salienta que: “Aqueles idosos que permaneciam em atividades sexuais eram julgados como tendo um comportamento inapropriado em relação à idade, apresentando assim uma variedade de respostas sociais negativas.” (p. 5) O sexo realizado entre os idosos casados era visto também como não natural e representava uma afronta à dignidade. Em 1988 esta visão ajudava aos mais jovens a não sentirem os idosos como competidores sexuais (Barash, cit. por Covey, 1989), esta visão ajudava aos mais jovens a não sentirem os idosos como competidores sexuais. Esta percepção talvez tenha sido e continue a ser o motivo principal pelo qual a sociedade visualiza o idoso como “sem sexo”.
  • 8. A sexualidade do idoso: O resultado da história no século XX Diante de tantos tabus, a sociedade continua com dificuldades em lidar com a questão da sexualidade, principalmente, no que se refere ao idoso. A grande força negativa que o grupo de idosos possui, em relação à sua manifestação do desejo ou da atividade sexual, vem das normas de comportamento existentes nos séculos anteriores. Na existência de percepções positivas e negativas na fase da velhice, Libman (1989) comenta que, atualmente, os gerontologistas estão trabalhando para a quebra ou diminuição dos preconceitos de conotação negativa e dos estereótipos que são atribuídos aos idosos, como o de serem degenerativos. Ainda segundo a autora, é importante tomar cuidado, pois nesses combates podem surgir os chamados “contra-mitos”, que são imagens super otimistas do idoso, igualmente não-realistas. Neste caso, o importante não é a criação dos “contra-mitos” e, sim, demonstrar e permitir que o idoso manifeste sua sexualidade sem culpa, sem considerar que esta atitude ou sentimento seja percebido como anormais. É o jovem, entretanto, quem mais abertamente pré conceitualizada a sexualidade do idoso, ridicularizando qualquer manifestação sexual dos mais velhos.
  • 9. A sexualidade do idoso: O resultado da história no século XX Para demonstrar a existência dessa energia e da dificuldade de expressão do desejo sexual, Werlang (1989) realizou uma análise sobre um texto de Clarisse Lispector, intitulado Ruídos de passos, de 1974, onde a autora relata a angústia de uma idosa diante de seu desejo sexual. Percebendo a importância do texto, resolvemos transcrevê-lo para enriquecer o nosso trabalho através de sua análise. Ruídos de passos Clarisse Lispector:
  • 10. “Tinha oitenta e um anos de idade. Chama-se dona Cândida Raposo. Essa senhora tinha a vertigem de viver. A vertigem se acentuava quando ia passar dias numa fazenda: a altitude, o verde das árvores, a chuva, tudo isso a piorava. Quando ouvia Liszt se arrepiava toda. Fora linda na juventude. E tinha vergonha quando cheirava profundamente uma rosa. Pois foi com dona Cândida Raposo que o desejo de prazer não passava. Teve enfim a grande coragem de ir a um ginecologista. E perguntou-lhe envergonhada, de cabeça baixa: - Quando é que passa? - Passa o quê, minha senhora? - A coisa. - Que coisa? - A coisa, repetiu. O desejo de prazer, disse enfim. - Minha senhora, lamento lhe dizer que não passa nunca. Olhou-o espantada. - Mas eu tenho oitenta e um anos de idade! - Não importa, minha senhora. É até o morrer. - Mas isso é o inferno! - É a vida, senhora Raposo. A vida era isso, então? Essa falta de vergonha? - E o que é que eu faço? Ninguém me quer mais... O médico olhou-a com piedade. - Não há remédio, minha senhora. - E se eu pagasse? Não ia adiantar de nada. A senhora tem que se lembrar que tem oitenta e um anos de idade. - E... e se eu me arranjasse sozinha? O senhor entende o que eu quero dizer? - É, disse o médico. Pode ser um remédio. Então saiu do consultório. A filha esperava-a embaixo, de carro. Um filho Cândida perdera na guerra, era um pracinha. Tinha essa intolerável dor no coração: a de sobreviver a um ser adorado. Nessa mesma noite deu um jeito e solitariamente satisfez-se. Mudos fogos de artifícios. Depois chorou. Tinha vergonha. Daí em diante usaria o mesmo processo. Sempre triste. É a vida, senhora Raposo, é a vida. Até a bênção da morte. A morte. Parece-lhe ouvir o ruído de passos. Os passos de seu marido Antenor Raposo.’ (p. 93)
  • 11. A sexualidade do idoso: O resultado da história no século XX Diante da obra de Clarice Lispector, verifica-se que a manifestação da sexualidade não termina com a idade. Sendo assim, o ser humano não deve continuar acreditando que o desejo e a necessidade da manifestação sexual na Terceira Idade sejam atribuídos a questões diabólicas ou que seja um comportamento negativo em suas vidas, como era visto na Idade Média. E nem como diz Rieman (1995), que para algumas pessoas “o desejo pode ser um presente de grego.” (p. 36) A falta de informação sobre o processo de envelhecimento, assim como das mudanças na sexualidade, em diferentes faixas etárias e especialmente na velhice, tem auxiliado a manutenção de preconceitos e, conseqüentemente, trouxeram muitas estagnações das atividades sexuais das pessoas com mais idade. Muitas pessoas, pela formação reprimida que tiveram, possuem uma dificuldade em falar sobre sexo, dificultando muitas vezes, o esclarecimento de suas dificuldades nesta área.
  • 12. Mas o que é sexualidade?
  • 13. Considera-se sexualidade as diversas formas, jeitos, maneiras que as pessoas buscam para obter ou expressar prazer. É basicamente a busca do prazer humano em suas diversas formas. A idéia de prazer irá variar de pessoa para pessoa, levando em conta a realidade de cada indivíduo. Quando uma pessoa está sentindo prazer, ela está vivenciando a sua sexualidade. A busca do prazer se dá de várias formas, em variadas circunstâncias.
  • 14. Asexualidade é uma energia que nos motiva a procurar amor, contato, ternura, intimidade, que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; É ser-se sexual. Ela influencia pensamentos, sentimentos, ações internas e por isso influencia também a nossa saúde física e mental, portanto, ela é essencial. A sexualidade não deve ser confundida com relação sexual, que é apenas um dos componentes da sexualidade.
  • 15. Desde o nascimento a vida se desenvolve de tal forma que a idade cronológica passa a se definir pelo tempo que avança. E o tempo fica definido como um sinônimo para uma eternidade quantificada, ou seja, uma cota. Desta forma, o homem e o tempo se influenciam mutuamente, o que resulta em um aproveitamento diferente do tempo para diferentes pessoas (Goldfarb, 1998). Em geral, a literatura classifica, didaticamente, as pessoas acima de 60 anos como idosos e participantes da Terceira Idade. A idade pode ser biológica, psicológica, ou ainda, sociológica à medida que se enfoca o envelhecimento em diferentes proporções das várias capacidades dos indivíduos. Entretanto, a transformação da velhice em problema social não pode ser encarada apenas como decorrente do aumento demográfico da população idosa.
  • 16. Biológico - Alterações fisiológicas especialmente quanto a resistência física. Social – Alterações dos papeis que o idoso tem na sociedade, impostos pela mesma. Psicológico – A forma como cada um se percebe - com base em suas próprias crenças e vivências anteriores - sua identidade.
  • 17. Sexualidade ignorada Na verdade, mesmo ocorrendo mudanças nas áreas social, política e médica, os preconceitos em relação à atividade sexual precisam ser discutidos e analisados, visando uma melhor explicação e orientação das verdadeiras mudanças existentes no comportamento sexual do idoso, para que este grupo possa não se sentir culpado pelos seus desejos sexuais, independentemente da forma de sua manifestação.
  • 18. A sociedade insiste em acreditar, que a atividade sexual desapareça com a idade. Continuam sendo sexualment e ativos. 80% Preferem manter interesse sexual 90%
  • 20. A população acima de sessenta anos está crescendo de maneira significativa, não só no Brasil como no mundo. Acompanhando a elevação do contingente populacional de idosos, houve a necessidade de se criarem espaços sociais para atendê-los. A formação de grupos de terceira idade constitui-se numa das formas de agregar e socializar os indivíduos idosos, prática que tem se difundido para todas as localidades do país. A freqüência dos idosos nos grupos é de extrema importância, porque o convívio social leva a que troquem experiências, adquiram novos conhecimentos e mantenham e ampliem seu grupo de amizades, o que poderá lhes transmitir maior segurança e suporte social. Como se pode constatar, também surgem laços amorosos além da formação de amizades, Desperta, ainda a sexualidade, o interesse por alguém especial, que se destaca dentre outros.
  • 21. Descrevem-se como variáveis que podem comprometer a atividade sexual na maturidade, alguns fatores:  A capacidade e interesse do(a) companheiro(a);  O estado de saúde;  Problemas de impotência no homem ou de dispareunia (dor durante o ato sexual) na mulher;  Efeitos colaterais de medicamentos e  Perda de privacidade, como por exemplo, viver na casa dos filhos.
  • 23.  Para a maioria dos investigadores, a diminuição da atividade sexual na velhice se relaciona tanto com as mudanças físicas do envelhecimento, como com as influências de atitudes e expectativas impostas pelo modelo social.  Diz um ditado que “envelhece-se como se viveu”.  O progressivo aumento do período entre as ereções e a maior dificuldade para consegui-las, pode produzir uma ansiedade crescente no homem, e esta ansiedade prejudicará ainda mais sua capacidade de resposta sexual.  Completa-se um círculo vicioso mantido pela ansiedade. O mesmo sucede com a dispareunia de introdução nas mulheres devida à diminuição de estrógenos pós-menopáusica. A dor na relação (dispareunia) provoca ansiedade antecipatória com conseguinte aumento da dor, também formando um círculo vicioso difícil de romper (Serna, 1996).