SlideShare uma empresa Scribd logo
PRINCÍPIO BÁSICO DA
TRELIÇA
1
O princípio básico de funcionamento de uma treliça é o triângulo. Imaginando que o
suporte para plantas é um triângulo pendurado na parede, teremos um diagrama
parecido com o seguinte:
Ao se preocupar com a treliça, a engenharia não se preocupa se é vaso ou outro
objeto qualquer. A engenharia vê, no lugar o objeto, uma força que puxa a treliça
para baixo. Vamos chamar essa força de Fa pois é uma força atuante. Ora, para
equilibrar essa força, a engenharia, pelo princípio da Ação e Reação, imagina no
lugar o prego na parede, uma força que segura a treliça junto à parede. Vamos
chamar essa força de força resistente Fr, pois é ela que resiste e não deixa o vaso
cair.
SENTIDO E VALOR DA FORÇA 2
A treliça é formada por 3 barras que vamos identicar como barra horizontal B1,
barra vertical B2 e barra inclinada B3. Como veremos mais adiante, cada uma das
barras da treliça estará submetido a esforços individuais.
Numa barra de treliça só pode existir dois tipos de forças: Uma força que comprime
a barra e outra que traciona a barra.
Outros tipos de força como o Momento Fletor que tende a envergar a barra ou o
Momento de Torsão que tende a torcer a barra não existem numa barra de uma
treliça.
Separando cada uma das barras da treliça, teremos o desenho seguinte:
No próximo capítulo veremos como se determina o sentido da força em cada barra
e também como se calcula o valor dessa força.
Toda e qualquer treliça é formada por barras retas que formam triângulos.
Figura N0
1:
As barras de uma treliça são unidas entre si pelas extremidades. As extremidades
de uma barra de treliça é chamada de NÓ.
Figura N0
2:
Numa barra de treliça só pode existir dois tipos de forças: Uma força que comprime
a barra e outra que traciona a barra.
Outros tipos de força como o Momento Fletor que tende a envergar a barra ou o
Momento de Torsão que tende a torcer a barra não existem numa barra de uma
treliça.
Vejamos, agora, como podemos determinar o sentido e o valor de cada uma das
forças que atua em cada uma das barras da treliça.
Figura N0
3:
Sempre partimos de um ponto onde o valor da força é conhecido. No caso do nosso
exemplo do suporte para vaso de flores, vamos supor que o vaso pesa 10
quilogramas-força.
Isto significa que uma das forças já é conhecida, isto é, Fa = 10 quilogramas.
Devemos representar o "quilograma" pela sigla kgf que significa "quilograma-
força".
NOTA EXPLICATIVA: Qual é a diferença entre kg e kgf? É a diferença entre massa e
pêso. Uma pessoa que tem a massa M = 70 kg tem pesos diferentes em diferentes
locais da terra pois a aceleração da gravidade é diferente de local para local. Só
para você ter uma idéia, uma pessoa de massa M= 70 kg pode ter os seguintes
pesos conforme o local onde é feita a pesagem. Veja a tabela seguinte:
LOCAL
MASSA
(kg)
ACELERAÇÃO DA
GRAVIDADE
PESO
em Newtons
(N)
em quilograma-força
(kgf)
Equador 70 9,789 685 68,5
Polo 70 9,823 688 68,8
Valor
Médio
70 9,8 686 68,6
Na Lua 70 1,6 112 11,2
Na engenharia, não se usa o kfg, preferindo-se usar o Newton que se representa
por N. Parece que é mais "chic", mas no fundo é a mesma coisa, exceto que o
Newton equivale a 0,1 kgf.
Então, para nós aqui, Fa = 10 kgf e para o engenheiro Fa = 100 N.
Chama-se NÓ a extremidade da barra onde é feita a ligação de uma barra com a
outra. A determinação (cálculo) do sentido e valor da força em uma barra é feita
pelo estudo de equilíbrio do nó.
Figura N0
4:
Primeiramente vamos analisar o equilíbrio do nó N1:
Figura N0
5:
No nó N1 atua a força Fa e pelo nó N1 passam as barras B1 e B3. A força na barra
B1,obrigatoriamente deve estar na direção da barra B1 o mesmo acontecendo na
barra B3. O sentido e o valor dessas forças F1 e F3 devem ser de tal forma que na
composição com a força Fa mantenha o nó N1 em equilibrio.
Podemos determinar o valor das forças F1 e F2 de duas maneiras:
1 - Determinação das forças pelo método gráfico:
No métido gráfico, traçamos na extremidade da força, linhas paralelas às barras:
Figura N0
6:
A força conhecida Fa deve ser decomposta em duas forças na direção das barras B1
e B2:
Figura N0
7:
Com o auxílio de uma escala, você vai descobrir que as forças valem Fa1 = 10 kgf e
Fa3 = 14 kgf.
Figura N0
8:
2 - Determinação das forças pelo método analítico:
Na alternativa de calcular as forças analiticamente, você vai precisar conhecer um
pouco de trigonometria, isto é, seno, cosseno e tangente.
Figura N0
9:
No caso, Fa1 = Fa.tan(45) e Fa3 = Fa/cos(45).
Sendo tan(45) = 1 e cos(45) = 0,71, temos: Fa1 = 10 kgf e Fa3 = 14 kgf.
Agora que você já tem as forças nas barra B1 e B3, basta aplicar o mesmo raciocíio
para os nós N2 e N3 para se ter a força na barra B2.
Observe que a força Fa1 é uma força de tração, isto é, a barra B1 vai ficar
tracionada (puxada) e a força Fa3 é uma força de compressão, isto é, a barra B3
vai ficar comprimida (apertada).
Nos casos de barra submetida à força de compressão, é necessário calcular o efeito
da flambagem. Veja no próximo capítulo o que é Flambagem e de como de calcula
esse efeito.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Estatica corpos rigidos
Estatica corpos rigidosEstatica corpos rigidos
Estatica corpos rigidos
joelma dos santos Joelma
 
Apostila estruturas em trelica
Apostila estruturas em trelicaApostila estruturas em trelica
Apostila estruturas em trelica
Lucas Tozzi
 
Reações de Apoio em Estruturas
Reações de Apoio em EstruturasReações de Apoio em Estruturas
Reações de Apoio em Estruturas
camilapasta
 
Lista de exercícios
Lista de exercícios    Lista de exercícios
Lista de exercícios
josejunio
 
04. movimento em duas e três dimensões
04. movimento em duas e três dimensões04. movimento em duas e três dimensões
04. movimento em duas e três dimensões
leonardoenginer
 
Estatica dos-corpos-rigidos parte3
Estatica dos-corpos-rigidos parte3Estatica dos-corpos-rigidos parte3
Estatica dos-corpos-rigidos parte3
Emerson Assis
 
Estática do corpo extenso
Estática do corpo extensoEstática do corpo extenso
Estática do corpo extenso
cristina resende
 
Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1
Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1
Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1
Ricardo Alves Parente
 
Estatica
EstaticaEstatica
Estatica
alemaz
 
E flexao pura
E   flexao puraE   flexao pura
Orientação de estudo para movimento circular uniforme
Orientação de estudo para movimento circular uniformeOrientação de estudo para movimento circular uniforme
Orientação de estudo para movimento circular uniforme
Marcelo Ipiau
 
Flexibilidade
FlexibilidadeFlexibilidade
Flexibilidade
Micael Oliveira
 
Trelicas
TrelicasTrelicas
F flexao simples
F   flexao simplesF   flexao simples
F flexao simples
Everton Costa
 
Apostila estatica
Apostila estaticaApostila estatica
Apostila estatica
lucianogaldino
 
Treliças
TreliçasTreliças
Treliças
Paulo Doniseti
 
Apostila sensacional !! deformacao de vigas em flexao
Apostila sensacional !! deformacao de vigas em flexaoApostila sensacional !! deformacao de vigas em flexao
Apostila sensacional !! deformacao de vigas em flexao
Henrique Almeida
 
Aula est+ítica
Aula est+íticaAula est+ítica
Aula est+ítica
guest90f440
 
Resolução da lista 1
Resolução da lista 1Resolução da lista 1
Resolução da lista 1
Ronaldo Chaves
 
Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...
Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...
Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...
Vídeo Aulas Apoio
 

Mais procurados (20)

Estatica corpos rigidos
Estatica corpos rigidosEstatica corpos rigidos
Estatica corpos rigidos
 
Apostila estruturas em trelica
Apostila estruturas em trelicaApostila estruturas em trelica
Apostila estruturas em trelica
 
Reações de Apoio em Estruturas
Reações de Apoio em EstruturasReações de Apoio em Estruturas
Reações de Apoio em Estruturas
 
Lista de exercícios
Lista de exercícios    Lista de exercícios
Lista de exercícios
 
04. movimento em duas e três dimensões
04. movimento em duas e três dimensões04. movimento em duas e três dimensões
04. movimento em duas e três dimensões
 
Estatica dos-corpos-rigidos parte3
Estatica dos-corpos-rigidos parte3Estatica dos-corpos-rigidos parte3
Estatica dos-corpos-rigidos parte3
 
Estática do corpo extenso
Estática do corpo extensoEstática do corpo extenso
Estática do corpo extenso
 
Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1
Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1
Resistênca dos Materiais Avançado - Lista de Exercícios 1
 
Estatica
EstaticaEstatica
Estatica
 
E flexao pura
E   flexao puraE   flexao pura
E flexao pura
 
Orientação de estudo para movimento circular uniforme
Orientação de estudo para movimento circular uniformeOrientação de estudo para movimento circular uniforme
Orientação de estudo para movimento circular uniforme
 
Flexibilidade
FlexibilidadeFlexibilidade
Flexibilidade
 
Trelicas
TrelicasTrelicas
Trelicas
 
F flexao simples
F   flexao simplesF   flexao simples
F flexao simples
 
Apostila estatica
Apostila estaticaApostila estatica
Apostila estatica
 
Treliças
TreliçasTreliças
Treliças
 
Apostila sensacional !! deformacao de vigas em flexao
Apostila sensacional !! deformacao de vigas em flexaoApostila sensacional !! deformacao de vigas em flexao
Apostila sensacional !! deformacao de vigas em flexao
 
Aula est+ítica
Aula est+íticaAula est+ítica
Aula est+ítica
 
Resolução da lista 1
Resolução da lista 1Resolução da lista 1
Resolução da lista 1
 
Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...
Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...
Física - Equilíbrio de Um Corpo Rígido - Resolução de Exercícios - www.Centro...
 

Semelhante a Sentido e valor da força

13. equilíbrio
13. equilíbrio13. equilíbrio
13. equilíbrio
leonardoenginer
 
Aula6 força e movimento ii
Aula6 força e movimento iiAula6 força e movimento ii
Aula6 força e movimento ii
Weslley Murdock
 
1º lista de exercícios
1º lista de exercícios 1º lista de exercícios
1º lista de exercícios
Wanderson Francy Dos Santos
 
Fisica 1 exercicios gabarito 08
Fisica 1 exercicios gabarito 08Fisica 1 exercicios gabarito 08
Fisica 1 exercicios gabarito 08
comentada
 
Exercicios area 1 com resposta
Exercicios area 1 com respostaExercicios area 1 com resposta
Exercicios area 1 com resposta
Bruna Racoski
 
Módulo da força
Módulo da forçaMódulo da força
Módulo da força
Joana Figueredo
 
Física - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto Material
Física - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto MaterialFísica - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto Material
Física - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto Material
Joana Figueredo
 
www.AulasDeFisicaApoio.com - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...
www.AulasDeFisicaApoio.com  - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...www.AulasDeFisicaApoio.com  - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...
www.AulasDeFisicaApoio.com - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...
Videoaulas De Física Apoio
 
Aplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas Isostáticas
Aplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas IsostáticasAplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas Isostáticas
Aplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas Isostáticas
danielceh
 
Aula eliane1 0204
Aula eliane1 0204Aula eliane1 0204
Aula eliane1 0204
Leonardo Ferreira
 
Aula 06 mecância - dinâmica - atrito e plano inclinado
Aula 06   mecância - dinâmica - atrito e plano inclinadoAula 06   mecância - dinâmica - atrito e plano inclinado
Aula 06 mecância - dinâmica - atrito e plano inclinado
Jonatas Carlos
 
Fisica cn2 parte3 plano inclinado
Fisica cn2 parte3 plano inclinadoFisica cn2 parte3 plano inclinado
Fisica cn2 parte3 plano inclinado
2marrow
 
Teoria res mat_uff
Teoria res mat_uffTeoria res mat_uff
Teoria res mat_uff
Alexandre Paiva
 
3. cálculo dos esforços em vigas
3. cálculo dos esforços em vigas3. cálculo dos esforços em vigas
3. cálculo dos esforços em vigas
Willian De Sá
 
Mecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdf
Mecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdfMecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdf
Mecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdf
TomCosta18
 
Elite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdf
Elite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdfElite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdf
Elite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdf
RobertoNeiva2
 
Leisdenewton 120303064334-phpapp01
Leisdenewton 120303064334-phpapp01Leisdenewton 120303064334-phpapp01
Leisdenewton 120303064334-phpapp01
marcianunes33
 
06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado
06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado
06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado
Eletrons
 
Proposta de resolução Física e Química_v1
Proposta de resolução Física e Química_v1Proposta de resolução Física e Química_v1
Proposta de resolução Física e Química_v1
David Azevedo
 
Fisica cn2 parte6 maquinas simples
Fisica cn2 parte6 maquinas simplesFisica cn2 parte6 maquinas simples
Fisica cn2 parte6 maquinas simples
cavip
 

Semelhante a Sentido e valor da força (20)

13. equilíbrio
13. equilíbrio13. equilíbrio
13. equilíbrio
 
Aula6 força e movimento ii
Aula6 força e movimento iiAula6 força e movimento ii
Aula6 força e movimento ii
 
1º lista de exercícios
1º lista de exercícios 1º lista de exercícios
1º lista de exercícios
 
Fisica 1 exercicios gabarito 08
Fisica 1 exercicios gabarito 08Fisica 1 exercicios gabarito 08
Fisica 1 exercicios gabarito 08
 
Exercicios area 1 com resposta
Exercicios area 1 com respostaExercicios area 1 com resposta
Exercicios area 1 com resposta
 
Módulo da força
Módulo da forçaMódulo da força
Módulo da força
 
Física - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto Material
Física - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto MaterialFísica - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto Material
Física - Exercícios Resolvidos de Equilíbrio de um Ponto Material
 
www.AulasDeFisicaApoio.com - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...
www.AulasDeFisicaApoio.com  - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...www.AulasDeFisicaApoio.com  - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...
www.AulasDeFisicaApoio.com - Física – Exercícios Resolvidos de Equilíbrio do...
 
Aplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas Isostáticas
Aplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas IsostáticasAplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas Isostáticas
Aplicação do Cálculo Diferencial e Integral no Estudo de Vigas Isostáticas
 
Aula eliane1 0204
Aula eliane1 0204Aula eliane1 0204
Aula eliane1 0204
 
Aula 06 mecância - dinâmica - atrito e plano inclinado
Aula 06   mecância - dinâmica - atrito e plano inclinadoAula 06   mecância - dinâmica - atrito e plano inclinado
Aula 06 mecância - dinâmica - atrito e plano inclinado
 
Fisica cn2 parte3 plano inclinado
Fisica cn2 parte3 plano inclinadoFisica cn2 parte3 plano inclinado
Fisica cn2 parte3 plano inclinado
 
Teoria res mat_uff
Teoria res mat_uffTeoria res mat_uff
Teoria res mat_uff
 
3. cálculo dos esforços em vigas
3. cálculo dos esforços em vigas3. cálculo dos esforços em vigas
3. cálculo dos esforços em vigas
 
Mecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdf
Mecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdfMecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdf
Mecanica dos Materiais Beer Johnston 7 edicao.pdf
 
Elite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdf
Elite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdfElite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdf
Elite_Resolve_ITA_2015_Fisica.pdf
 
Leisdenewton 120303064334-phpapp01
Leisdenewton 120303064334-phpapp01Leisdenewton 120303064334-phpapp01
Leisdenewton 120303064334-phpapp01
 
06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado
06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado
06 Dinâmica - Atrito e plano inclinado
 
Proposta de resolução Física e Química_v1
Proposta de resolução Física e Química_v1Proposta de resolução Física e Química_v1
Proposta de resolução Física e Química_v1
 
Fisica cn2 parte6 maquinas simples
Fisica cn2 parte6 maquinas simplesFisica cn2 parte6 maquinas simples
Fisica cn2 parte6 maquinas simples
 

Sentido e valor da força

  • 1. PRINCÍPIO BÁSICO DA TRELIÇA 1 O princípio básico de funcionamento de uma treliça é o triângulo. Imaginando que o suporte para plantas é um triângulo pendurado na parede, teremos um diagrama parecido com o seguinte: Ao se preocupar com a treliça, a engenharia não se preocupa se é vaso ou outro objeto qualquer. A engenharia vê, no lugar o objeto, uma força que puxa a treliça para baixo. Vamos chamar essa força de Fa pois é uma força atuante. Ora, para equilibrar essa força, a engenharia, pelo princípio da Ação e Reação, imagina no lugar o prego na parede, uma força que segura a treliça junto à parede. Vamos chamar essa força de força resistente Fr, pois é ela que resiste e não deixa o vaso cair. SENTIDO E VALOR DA FORÇA 2
  • 2. A treliça é formada por 3 barras que vamos identicar como barra horizontal B1, barra vertical B2 e barra inclinada B3. Como veremos mais adiante, cada uma das barras da treliça estará submetido a esforços individuais. Numa barra de treliça só pode existir dois tipos de forças: Uma força que comprime a barra e outra que traciona a barra. Outros tipos de força como o Momento Fletor que tende a envergar a barra ou o Momento de Torsão que tende a torcer a barra não existem numa barra de uma treliça. Separando cada uma das barras da treliça, teremos o desenho seguinte: No próximo capítulo veremos como se determina o sentido da força em cada barra e também como se calcula o valor dessa força. Toda e qualquer treliça é formada por barras retas que formam triângulos.
  • 3. Figura N0 1: As barras de uma treliça são unidas entre si pelas extremidades. As extremidades de uma barra de treliça é chamada de NÓ. Figura N0 2: Numa barra de treliça só pode existir dois tipos de forças: Uma força que comprime a barra e outra que traciona a barra. Outros tipos de força como o Momento Fletor que tende a envergar a barra ou o Momento de Torsão que tende a torcer a barra não existem numa barra de uma treliça. Vejamos, agora, como podemos determinar o sentido e o valor de cada uma das forças que atua em cada uma das barras da treliça. Figura N0 3:
  • 4. Sempre partimos de um ponto onde o valor da força é conhecido. No caso do nosso exemplo do suporte para vaso de flores, vamos supor que o vaso pesa 10 quilogramas-força. Isto significa que uma das forças já é conhecida, isto é, Fa = 10 quilogramas. Devemos representar o "quilograma" pela sigla kgf que significa "quilograma- força". NOTA EXPLICATIVA: Qual é a diferença entre kg e kgf? É a diferença entre massa e pêso. Uma pessoa que tem a massa M = 70 kg tem pesos diferentes em diferentes locais da terra pois a aceleração da gravidade é diferente de local para local. Só para você ter uma idéia, uma pessoa de massa M= 70 kg pode ter os seguintes pesos conforme o local onde é feita a pesagem. Veja a tabela seguinte: LOCAL MASSA (kg) ACELERAÇÃO DA GRAVIDADE PESO em Newtons (N) em quilograma-força (kgf) Equador 70 9,789 685 68,5 Polo 70 9,823 688 68,8 Valor Médio 70 9,8 686 68,6 Na Lua 70 1,6 112 11,2 Na engenharia, não se usa o kfg, preferindo-se usar o Newton que se representa por N. Parece que é mais "chic", mas no fundo é a mesma coisa, exceto que o Newton equivale a 0,1 kgf. Então, para nós aqui, Fa = 10 kgf e para o engenheiro Fa = 100 N. Chama-se NÓ a extremidade da barra onde é feita a ligação de uma barra com a outra. A determinação (cálculo) do sentido e valor da força em uma barra é feita pelo estudo de equilíbrio do nó. Figura N0 4:
  • 5. Primeiramente vamos analisar o equilíbrio do nó N1: Figura N0 5: No nó N1 atua a força Fa e pelo nó N1 passam as barras B1 e B3. A força na barra B1,obrigatoriamente deve estar na direção da barra B1 o mesmo acontecendo na barra B3. O sentido e o valor dessas forças F1 e F3 devem ser de tal forma que na composição com a força Fa mantenha o nó N1 em equilibrio. Podemos determinar o valor das forças F1 e F2 de duas maneiras: 1 - Determinação das forças pelo método gráfico: No métido gráfico, traçamos na extremidade da força, linhas paralelas às barras: Figura N0 6:
  • 6. A força conhecida Fa deve ser decomposta em duas forças na direção das barras B1 e B2: Figura N0 7: Com o auxílio de uma escala, você vai descobrir que as forças valem Fa1 = 10 kgf e Fa3 = 14 kgf. Figura N0 8: 2 - Determinação das forças pelo método analítico: Na alternativa de calcular as forças analiticamente, você vai precisar conhecer um pouco de trigonometria, isto é, seno, cosseno e tangente. Figura N0 9: No caso, Fa1 = Fa.tan(45) e Fa3 = Fa/cos(45).
  • 7. Sendo tan(45) = 1 e cos(45) = 0,71, temos: Fa1 = 10 kgf e Fa3 = 14 kgf. Agora que você já tem as forças nas barra B1 e B3, basta aplicar o mesmo raciocíio para os nós N2 e N3 para se ter a força na barra B2. Observe que a força Fa1 é uma força de tração, isto é, a barra B1 vai ficar tracionada (puxada) e a força Fa3 é uma força de compressão, isto é, a barra B3 vai ficar comprimida (apertada). Nos casos de barra submetida à força de compressão, é necessário calcular o efeito da flambagem. Veja no próximo capítulo o que é Flambagem e de como de calcula esse efeito.