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Metodologia do AtletismoSalto em distância
HistóricoA história nos diz que a ambição de saltar o maior comprimento possível é certamentetão velha quanto a própria história do atletismo. O salto foi tratado sobre várias formas desdea antigüidade. Na Grécia, a impulsão se dava a partir de uma espécie de marca (bater) depedras, sobre o solo plano (skumma), ou com ajuda de pesos (halteres). Estes pesavam entredois quilos e meio a cinco quilos e ajudavam especialmente os particulares do pentatlo daépoca, a obter os melhores resultados no salto em distância.Procurando novas idéias, para aperfeiçoamento da técnica do salto, em 1886 foiintroduzida a tábua de impulsão, cuja utilização ainda hoje é discutida, tendo já sido fatídicapara muitos atletas.02
Por exemplo, nos Jogos Olímpicos de 1952, havia apenas um grande favorito: o negroamericano chamado George Brown, que até então fizera 41 competições sem nunca ter sidoderrotado. Três vezes caiu próximo da marca dos oito metros e por três vezes o árbitro ergueua bandeira vermelha, por ter pisado além da tábua de impulsão. Por ter sido retirado da caixade areia, onde permanecia deitado, imóvel, tamanho foi seu desconsolo. Nesta oportunidade,a medalha de ouro foi ganha com a marca de 7.57 metros.Porém, retirar a tábua de impulsão para o salto em distância seria o mesmo que retirar oestímulo e a expectativa que a mesma causa.Foi desta forma que, na Cidade do México, durante as Olimpíadas de 1968, que oamericano Bob Beamon saltou a fantástica distância de 8,90 metros, um recorde mundialdificílimo de ser superado.03
Medição e RegrasA distância do salto será medida do ponto em que o saltador tocou a areia até a tábua de salto. Se o saltador, ao cair colocar as mãos para trás para se apoiar, será medido a partir do local em que tocou o chão com as mãos.O existe uma linha limite para o salto que fica na borda da tábua e deve ser coberta de areia mais fina, cal ou outro material que possibilite registrar a impressão do pé do atleta, se caso ele pisar além da linha. Geralmente só pode cometer 2 dessas faltas a terceira o atleta está fora.O atleta pode tentar apenas três saltos onde será computado o melhor deles. A medida do salto, geralmente, é feita em ângulo reto, do ponto atingido pelo atleta, com qualquer parte do corpo, na caixa de areia, até a linha limite. Considera-se como ponto atingido a marca mais próxima a essa linha limite. Se o atleta cair fora da caixa de areia é considerado falta. Se isso se der na terceira tentativa, o saltador é eliminado, pelo juiz da prova ou seus auxiliares.04
A distância aferida se divide em trêsDistância horizontal "CI"- É a distância entre a extremidade distal da tábua ide              impulsão e a projeção vertical do centro de gravidade no momento da impulsão.Distância de vôo "CII - Distância entre o fim da impulsão e o momento do ataqueDistância de queda "CIII"- Distância entre a projeção da curva da parábola e o toque aferido.Fatores que determinam as distâncias:CI: Capacidades físicas, precisão da impulsão, posição do corpo no momento da impulsão;CII:Altura do centro de gravidade, ângulo de saída e velocidade da saídaCIII: Posição do corpo e ações na queda.05
A Técnica do salto em distância          O salto em distância é tecnicamente mais simples que o salto com vara e que oslançamentos, porém, a atleta, para obter sucesso, deve, segundo o treinador soviético W.Popow, ser rápido como um velocista, ter a força de impulsão de um saltador em altura e oritmo de um baterista. É, porém, a corrida juntamente com a impulsão o fator de maiorimportância para a realização de um bom salto. Mas são muitos os saltadores em potencialque confiaram apenas nessas duas qualidades, mas não progrediram porque não sededicaram à assimilação dos movimentos técnicos do salto.No salto em distância podemos observar quatro fases que são as seguintes:a) Corrida de aproximaçãob) Impulsãoc) Vôod) Queda06
Corrida de aproximaçãoA corrida de aproximação é de importância vital para o salto em distância. Quanto maiorfor a velocidade de aproximação que o saltador puder transferir para a impulsão sem grandeperda de momento, tanto melhor será o resultado final. Por isso mesmo os bons saltadores dedistância (e triplo) correr muito bem os cem metros rasos.O atleta inicia a corrida de pé e vai acelerando gradativamente, para chegar à tábua deimpulsão com a velocidade máxima e na melhor posição para colocar o pé chato em cheiocom grande exatidão.A freqüência e a amplitude da passada da corrida até a preparação da impulsão. Otronco do saltador ergue-se neste caso gradualmente. Durante as últimas três a cincopassadas, o saltador prepara a transferência da corrida (velocidade horizontal) para aimpulsão (velocidade vertical).07
A preparação para a impulsão requer certas adaptações. O saltador toma uma atitudemais ereta e os joelhos são bem levantados à frente para preparar a enérgica elevação daperna livre.A penúltima passada da corrida é em muitos casos maior que as demais.Depois de atingir a melhor velocidade as passadas do saltador ficam constantes e oligeiro aumento a última passada provoca um pequeno atraso do centro de gravidade(aumentando sua trajetória de aceleração) e pelo fato da última passada ser novamentediminuída concentra-se mais força para cima. Este é um fenômeno que ocorre naturalmente epode ser explorado conscientemente quando o atleta já tem bastante experiência da prova.Porém, não é recomendável preocupar os iniciantes com este detalhe.08
É feito no transcurso da corrida uma marca intermediária que é atingida pelo pé deimpulsão do saltador. Serve para dar mais segurança e ao mesmo tempo orientar o atleta,que ao passar por ela, sai mais confiante para o salto. Esta marca fica no início do últimoterço da corrida, isto é, a cinco ou seis passadas antes da tábua de impulsão. Algunssaltadores já com mais experiência preferem não usá-la bem como opostamente o inicianteainda não a usa.09
ImpulsãoA impulsão dura apenas 12 a 13 centésimos de segundo, durante este breve espaço detempo todos os movimentos devem ser executados na sua correta seqüência                                  e com boa coordenação.A impulsão, segundo Schomolinsky  pode ser ainda subdividida em três fases principais:10
1- A Colocação do pé de impulsãoHá um assentamento ativo do pé impulsor sobre a tábua. O saltador não espera que opé toque o solo, antes move a perna para baixo e para trás em rápido movimento de “patada”.Ao bater na prancha a perna estará quase completamente estendida (170º).11
2- A Fase de amortização ou absorção do impacto da impulsãoNesta fase as forças resultantes do assentamento ativo do pé de impulsão sãoabsorvidas por uma ligeira flexão das articulações do tornozelo, do joelho e quadril. A flexãodo joelho da perna impulsora atinge 145º a 150º.12
3- A Impulsão ativaQuando a fase de amortização criou condições favoráveis para um salto ativo a ação deelevação propriamente dita não apresenta maiores dificuldades.O movimento de impulsão inicia-se com a extensão das articulações do joelho e pé daperna impulsora. A coxa da perna livre quase alcança a horizontal, enquanto que a sua parteinferior pende verticalmente.O tronco pode apresentar uma ligeira inclinação para trás, que não é incorreta. Osbraços auxiliam o movimento respectivamente, um para frente e para cima e o outro para tráse para cima com projeção dos cotovelos, permitindo-se assim a elevação dos ombros econservar o equilíbrio.13
Os braços devem ainda ser bloqueados aproximadamente na alturados ombros,  juntamente com o bloqueio do joelho elevado, para um melhor aproveitamentoda fase seguinte. A velocidade varia conforme idade, sexo e o grau de preparação de cadaatleta enquanto que o ângulo de saída é em todos os casos de 18 a 22 graus. No final daimpulsão, a perna impulsora forma um ângulo de impulsão de 76 a 80 graus, segundoSchomolinsky.14
O VôoÉ durante a fase do vôo que os estilos se definem. Esta fase de sustentação no ar que começa imediatamente após a impulsão, tem afinalidade de manter o equilíbrio e preparar o atleta para uma aterrizagem com o máximo de aproveitamento.15
A QuedaAo tocar na areia com as pernas mais estendidas possível o atleta procurará evitar cairsentado ou colocar as mãos atrás. Para isso utilizará dos recursos de flexionar as pernas nomomento do contato com o solo e elevar os braços à frente, enquanto executa um “golpe”com o quadril, para levar o corpo à frente.Alguns bons atletas, na queda flexionam um dos joelhos e firmam o outro no momentoem que os calcanhares tocam o solo, o movimento que tem por finalidade fazer com que oatleta caia lateralmente, voltado ligeiramente para frente.Passamos agora a análise de alguns dos mais conhecidos saltos em distância.Conforme já mencionada, as diferenças encontradas são apenas na fase do vôo, umavez que a maneira de correr e se impulsionar é igual em todas elas.16
1- O Salto grupadoConstando de movimentos simples, o salto grupado, é freqüentemente o mais usadonas escolas e nos clubes para atletas iniciantes, com resultados de cerca de 6 metros.Após a impulsão, as pernas são fletidas para a frente e para o alto. Logo em seguida,quando tiver alcançado a máxima elevação no ar, o corpo se flexiona com braços a frente noinício e bruscamente atrás depois. As pernas são estendidas à frente, para cair na areia e osbraços são novamente levados à frente na direção dos pés.Schomolinsky acha que a técnica do salto grupado está superada e deve ser suprimidamesmo para os escolares sendo substituída por uma outra, que é chamada de técnica depassada.17
2- Técnica de passadaNesta, a posição de passada da fase de impulsão é mantida durante um intervalo maior.Esta técnica, embora bastante simples, tem a desvantagem da dificuldade da manutenção doequilíbrio.A perna impulsora que vai um pouco mais atrás, só imediatamente antes do contato como solo, é que vem a frente ao encontro da perna de balanço. O tronco é mantido ereto até estemomento. Só quando o atleta levanta as pernas em preparação para a aterrizagem é que otronco se flete para a frente em movimentos de compensação.Os movimentos dos braços estabilizam o vôo, sendo levados na maioria das vezes, o dolado da perna impulsora, para frente e para cima e o outro para baixo e para trás e acima emsemicírculo.Do alto ambos vão para baixo e atrás, terminado sua movimentação novamente à frente.18
3- Técnica do arcoApós ter conseguido a maior elevação o atleta adianta o seu quadril deixando atrasar aperna de impulsão e os braços.Enquanto a perna de impulsão se dirige para trás, a perna livre para a frente. A seguirambas as pernas estão fletidas atrás, próximas uma da outra formando um ângulo reto comas coxas. A figura formada é um arco, daí o nome da técnica.Esta posição é mantida até cerca da metade da parábola da linha de vôo.Os braços continuam em movimento de subida iniciado na impulsão para depoismovimentarem para trás em cima da cabeça em forma de arco, posição mantida até cerca dametade da parábola da linha de vôo.A queda é iniciada quando as pernas se movem para cima e para diante e o troncoabaixa.Imediatamente, antes de tocar o solo, as pernas são projetadas bem para diante e osbraços começam a estender para a frente.19
Técnica das passadas no arEsta técnica é geralmente usada por atletas de alto nível, com resultados acima de 7metros, é também erroneamente conhecida entre nós por tesoura. Nela diz-se que realmenteo saltador continua a correr no ar, dando até 3,5 passos.A perna de impulsão estendida é levada para trás do tronco, onde flete, enquanto que aperna de balanço oscila para frente. Neste caso a coxa eleva-se quase paralelamente ao solocom a perna suspensa. As passadas no ar são auxiliadas com movimentos opostos decircundação sincronizados dos braços. O tronco encontra-se um pouco inclinado para trás esó na queda é que é projetado para frente.Imediatamente antes do contato com o solo, os braços são levados ligeiramente atrásdo corpo, e quando os calcanhares já tocaram o solo, são vigorosamente atirados para diante.20
21
Análise de um salto em distânciaSalto de Thiago Carahyba22
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAShttp://demotu.org/x/salto/fundamentos.htmlhttp://www.esec-tomas-cabreira.rcts.pt/alunos/20012002/nuno/Trabalho%20Escolar.html23

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  • 2. HistóricoA história nos diz que a ambição de saltar o maior comprimento possível é certamentetão velha quanto a própria história do atletismo. O salto foi tratado sobre várias formas desdea antigüidade. Na Grécia, a impulsão se dava a partir de uma espécie de marca (bater) depedras, sobre o solo plano (skumma), ou com ajuda de pesos (halteres). Estes pesavam entredois quilos e meio a cinco quilos e ajudavam especialmente os particulares do pentatlo daépoca, a obter os melhores resultados no salto em distância.Procurando novas idéias, para aperfeiçoamento da técnica do salto, em 1886 foiintroduzida a tábua de impulsão, cuja utilização ainda hoje é discutida, tendo já sido fatídicapara muitos atletas.02
  • 3. Por exemplo, nos Jogos Olímpicos de 1952, havia apenas um grande favorito: o negroamericano chamado George Brown, que até então fizera 41 competições sem nunca ter sidoderrotado. Três vezes caiu próximo da marca dos oito metros e por três vezes o árbitro ergueua bandeira vermelha, por ter pisado além da tábua de impulsão. Por ter sido retirado da caixade areia, onde permanecia deitado, imóvel, tamanho foi seu desconsolo. Nesta oportunidade,a medalha de ouro foi ganha com a marca de 7.57 metros.Porém, retirar a tábua de impulsão para o salto em distância seria o mesmo que retirar oestímulo e a expectativa que a mesma causa.Foi desta forma que, na Cidade do México, durante as Olimpíadas de 1968, que oamericano Bob Beamon saltou a fantástica distância de 8,90 metros, um recorde mundialdificílimo de ser superado.03
  • 4. Medição e RegrasA distância do salto será medida do ponto em que o saltador tocou a areia até a tábua de salto. Se o saltador, ao cair colocar as mãos para trás para se apoiar, será medido a partir do local em que tocou o chão com as mãos.O existe uma linha limite para o salto que fica na borda da tábua e deve ser coberta de areia mais fina, cal ou outro material que possibilite registrar a impressão do pé do atleta, se caso ele pisar além da linha. Geralmente só pode cometer 2 dessas faltas a terceira o atleta está fora.O atleta pode tentar apenas três saltos onde será computado o melhor deles. A medida do salto, geralmente, é feita em ângulo reto, do ponto atingido pelo atleta, com qualquer parte do corpo, na caixa de areia, até a linha limite. Considera-se como ponto atingido a marca mais próxima a essa linha limite. Se o atleta cair fora da caixa de areia é considerado falta. Se isso se der na terceira tentativa, o saltador é eliminado, pelo juiz da prova ou seus auxiliares.04
  • 5. A distância aferida se divide em trêsDistância horizontal "CI"- É a distância entre a extremidade distal da tábua ide impulsão e a projeção vertical do centro de gravidade no momento da impulsão.Distância de vôo "CII - Distância entre o fim da impulsão e o momento do ataqueDistância de queda "CIII"- Distância entre a projeção da curva da parábola e o toque aferido.Fatores que determinam as distâncias:CI: Capacidades físicas, precisão da impulsão, posição do corpo no momento da impulsão;CII:Altura do centro de gravidade, ângulo de saída e velocidade da saídaCIII: Posição do corpo e ações na queda.05
  • 6. A Técnica do salto em distância O salto em distância é tecnicamente mais simples que o salto com vara e que oslançamentos, porém, a atleta, para obter sucesso, deve, segundo o treinador soviético W.Popow, ser rápido como um velocista, ter a força de impulsão de um saltador em altura e oritmo de um baterista. É, porém, a corrida juntamente com a impulsão o fator de maiorimportância para a realização de um bom salto. Mas são muitos os saltadores em potencialque confiaram apenas nessas duas qualidades, mas não progrediram porque não sededicaram à assimilação dos movimentos técnicos do salto.No salto em distância podemos observar quatro fases que são as seguintes:a) Corrida de aproximaçãob) Impulsãoc) Vôod) Queda06
  • 7. Corrida de aproximaçãoA corrida de aproximação é de importância vital para o salto em distância. Quanto maiorfor a velocidade de aproximação que o saltador puder transferir para a impulsão sem grandeperda de momento, tanto melhor será o resultado final. Por isso mesmo os bons saltadores dedistância (e triplo) correr muito bem os cem metros rasos.O atleta inicia a corrida de pé e vai acelerando gradativamente, para chegar à tábua deimpulsão com a velocidade máxima e na melhor posição para colocar o pé chato em cheiocom grande exatidão.A freqüência e a amplitude da passada da corrida até a preparação da impulsão. Otronco do saltador ergue-se neste caso gradualmente. Durante as últimas três a cincopassadas, o saltador prepara a transferência da corrida (velocidade horizontal) para aimpulsão (velocidade vertical).07
  • 8. A preparação para a impulsão requer certas adaptações. O saltador toma uma atitudemais ereta e os joelhos são bem levantados à frente para preparar a enérgica elevação daperna livre.A penúltima passada da corrida é em muitos casos maior que as demais.Depois de atingir a melhor velocidade as passadas do saltador ficam constantes e oligeiro aumento a última passada provoca um pequeno atraso do centro de gravidade(aumentando sua trajetória de aceleração) e pelo fato da última passada ser novamentediminuída concentra-se mais força para cima. Este é um fenômeno que ocorre naturalmente epode ser explorado conscientemente quando o atleta já tem bastante experiência da prova.Porém, não é recomendável preocupar os iniciantes com este detalhe.08
  • 9. É feito no transcurso da corrida uma marca intermediária que é atingida pelo pé deimpulsão do saltador. Serve para dar mais segurança e ao mesmo tempo orientar o atleta,que ao passar por ela, sai mais confiante para o salto. Esta marca fica no início do últimoterço da corrida, isto é, a cinco ou seis passadas antes da tábua de impulsão. Algunssaltadores já com mais experiência preferem não usá-la bem como opostamente o inicianteainda não a usa.09
  • 10. ImpulsãoA impulsão dura apenas 12 a 13 centésimos de segundo, durante este breve espaço detempo todos os movimentos devem ser executados na sua correta seqüência e com boa coordenação.A impulsão, segundo Schomolinsky pode ser ainda subdividida em três fases principais:10
  • 11. 1- A Colocação do pé de impulsãoHá um assentamento ativo do pé impulsor sobre a tábua. O saltador não espera que opé toque o solo, antes move a perna para baixo e para trás em rápido movimento de “patada”.Ao bater na prancha a perna estará quase completamente estendida (170º).11
  • 12. 2- A Fase de amortização ou absorção do impacto da impulsãoNesta fase as forças resultantes do assentamento ativo do pé de impulsão sãoabsorvidas por uma ligeira flexão das articulações do tornozelo, do joelho e quadril. A flexãodo joelho da perna impulsora atinge 145º a 150º.12
  • 13. 3- A Impulsão ativaQuando a fase de amortização criou condições favoráveis para um salto ativo a ação deelevação propriamente dita não apresenta maiores dificuldades.O movimento de impulsão inicia-se com a extensão das articulações do joelho e pé daperna impulsora. A coxa da perna livre quase alcança a horizontal, enquanto que a sua parteinferior pende verticalmente.O tronco pode apresentar uma ligeira inclinação para trás, que não é incorreta. Osbraços auxiliam o movimento respectivamente, um para frente e para cima e o outro para tráse para cima com projeção dos cotovelos, permitindo-se assim a elevação dos ombros econservar o equilíbrio.13
  • 14. Os braços devem ainda ser bloqueados aproximadamente na alturados ombros, juntamente com o bloqueio do joelho elevado, para um melhor aproveitamentoda fase seguinte. A velocidade varia conforme idade, sexo e o grau de preparação de cadaatleta enquanto que o ângulo de saída é em todos os casos de 18 a 22 graus. No final daimpulsão, a perna impulsora forma um ângulo de impulsão de 76 a 80 graus, segundoSchomolinsky.14
  • 15. O VôoÉ durante a fase do vôo que os estilos se definem. Esta fase de sustentação no ar que começa imediatamente após a impulsão, tem afinalidade de manter o equilíbrio e preparar o atleta para uma aterrizagem com o máximo de aproveitamento.15
  • 16. A QuedaAo tocar na areia com as pernas mais estendidas possível o atleta procurará evitar cairsentado ou colocar as mãos atrás. Para isso utilizará dos recursos de flexionar as pernas nomomento do contato com o solo e elevar os braços à frente, enquanto executa um “golpe”com o quadril, para levar o corpo à frente.Alguns bons atletas, na queda flexionam um dos joelhos e firmam o outro no momentoem que os calcanhares tocam o solo, o movimento que tem por finalidade fazer com que oatleta caia lateralmente, voltado ligeiramente para frente.Passamos agora a análise de alguns dos mais conhecidos saltos em distância.Conforme já mencionada, as diferenças encontradas são apenas na fase do vôo, umavez que a maneira de correr e se impulsionar é igual em todas elas.16
  • 17. 1- O Salto grupadoConstando de movimentos simples, o salto grupado, é freqüentemente o mais usadonas escolas e nos clubes para atletas iniciantes, com resultados de cerca de 6 metros.Após a impulsão, as pernas são fletidas para a frente e para o alto. Logo em seguida,quando tiver alcançado a máxima elevação no ar, o corpo se flexiona com braços a frente noinício e bruscamente atrás depois. As pernas são estendidas à frente, para cair na areia e osbraços são novamente levados à frente na direção dos pés.Schomolinsky acha que a técnica do salto grupado está superada e deve ser suprimidamesmo para os escolares sendo substituída por uma outra, que é chamada de técnica depassada.17
  • 18. 2- Técnica de passadaNesta, a posição de passada da fase de impulsão é mantida durante um intervalo maior.Esta técnica, embora bastante simples, tem a desvantagem da dificuldade da manutenção doequilíbrio.A perna impulsora que vai um pouco mais atrás, só imediatamente antes do contato como solo, é que vem a frente ao encontro da perna de balanço. O tronco é mantido ereto até estemomento. Só quando o atleta levanta as pernas em preparação para a aterrizagem é que otronco se flete para a frente em movimentos de compensação.Os movimentos dos braços estabilizam o vôo, sendo levados na maioria das vezes, o dolado da perna impulsora, para frente e para cima e o outro para baixo e para trás e acima emsemicírculo.Do alto ambos vão para baixo e atrás, terminado sua movimentação novamente à frente.18
  • 19. 3- Técnica do arcoApós ter conseguido a maior elevação o atleta adianta o seu quadril deixando atrasar aperna de impulsão e os braços.Enquanto a perna de impulsão se dirige para trás, a perna livre para a frente. A seguirambas as pernas estão fletidas atrás, próximas uma da outra formando um ângulo reto comas coxas. A figura formada é um arco, daí o nome da técnica.Esta posição é mantida até cerca da metade da parábola da linha de vôo.Os braços continuam em movimento de subida iniciado na impulsão para depoismovimentarem para trás em cima da cabeça em forma de arco, posição mantida até cerca dametade da parábola da linha de vôo.A queda é iniciada quando as pernas se movem para cima e para diante e o troncoabaixa.Imediatamente, antes de tocar o solo, as pernas são projetadas bem para diante e osbraços começam a estender para a frente.19
  • 20. Técnica das passadas no arEsta técnica é geralmente usada por atletas de alto nível, com resultados acima de 7metros, é também erroneamente conhecida entre nós por tesoura. Nela diz-se que realmenteo saltador continua a correr no ar, dando até 3,5 passos.A perna de impulsão estendida é levada para trás do tronco, onde flete, enquanto que aperna de balanço oscila para frente. Neste caso a coxa eleva-se quase paralelamente ao solocom a perna suspensa. As passadas no ar são auxiliadas com movimentos opostos decircundação sincronizados dos braços. O tronco encontra-se um pouco inclinado para trás esó na queda é que é projetado para frente.Imediatamente antes do contato com o solo, os braços são levados ligeiramente atrásdo corpo, e quando os calcanhares já tocaram o solo, são vigorosamente atirados para diante.20
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  • 22. Análise de um salto em distânciaSalto de Thiago Carahyba22