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CURSO IP

IP HISTÓRIA

Disciplina: História Geral
Professor: Josafá S. Lima

ROTEIRO DE AULA
CONTEÚDO I: REVOLUÇÃO FRANCESA
O final do século XVIII, diversos setores da sociedade
francesa se uniram para pôr fim ao absolutismo. A
burguesia liderou o movimento, pois queria expandir
seus negócios, mas os resquícios do sistema feudal
atrapalhavam seus planos. As massas populares,
estimuladas pelos ideais iluministas de liberdade,
igualdade e fraternidade, também aderiram ao
movimento. O movimento radicalizou-se, originando
uma verdadeira revolução. No final, tudo ficou com a
cara da burguesia. Estamos falando da tão celebrada
Revolução Francesa. Ela inspirou movimentos de
libertação em diversas partes do mundo e abriu
caminho para a expansão definitiva do capitalismo.
Significações e importâncias
Revolução Francesa:

históricas

da

* Pôs fim ao absolutismo monárquico na França
* Aboliu os privilégios da nobreza e do clero
* Significou a concretização dos ideais iluministas em
nome da burguesia
* Acabou com os vestígios do sistema feudal e do
Antigo Regime na França.
* Assinala o fim da Idade Moderna e o início da Idade
Contemporânea
* Influenciou os processos de independência na
América (sem incluir os E.U. A)
* Abriu caminho para a expansão do capitalismo na
França.
A França Pré-Revolucionária:
* Em termos sociais – A França era o país mais
populoso da Europa Ocidental (com mais de 25
milhões de habitantes), a maioria da população residia
no campo, sendo explorada de forma feudal, sociedade
dividida em estamentos sociais (estados ou ordens
rigidamente estabelecida) e bastante diversificada (o 1º
e 2º Estados não pagavam impostos, somente o 3º
Estado era que pagava).
Primeiro Estado – formado pelo clero (Alto Clero e
Baixo Clero), contava com aproximadamente 120 mil
pessoas.
Segundo estado – contava com aproximadamente 350
mil pessoas, formado pela nobreza que estava dividida
em três grupos: Nobreza Cortesã – vivia no palácio de
Versalhes, à custa de pensões e cargos públicos;

Nobreza Provincial – era latifundiária e aristocrática,
vivia nos campos à custa das explorações dos servos,
através das obrigações servis; Nobreza de Toga –
formada por ricos burgueses que em função do seu
poder econômico comprovam títulos de nobreza e
cargos políticos de prestígio.
Terceiro Estado – com mais de 24 milhões de
pessoas, era a grande maioria da nação francesa.
Formava uma massa economicamente heterogênea
dividida em: camponeses/servos, burguesia (grande,
média e pequena) e os sans culottes (camada social
urbana, composta de aprendizes de ofícios,
assalariados, desempregados e artesãos). O Terceiro
Estado se opunha aos privilégios do clero e da nobreza
e reivindicava um regime jurídico de igualdade de
todos perante a lei.
*
Em
termos
econômicos
–
economia
predominantemente agrária dentro de uma estrutura
feudal, onde 80% da população trabalhavam no campo,
havia falta de alimentos ocasionada principalmente por
problemas
climáticos
(secas
e inundações),
desemprego, miséria, fome, e dificuldades graves em
função da crise da indústria têxtil francesa que sofria
com a concorrência da indústria têxtil inglesa. Além
desse quadro, havia um grande déficit público e
crônico em função de envolvimento da França na
Guerra dos Sete Anos (com a Inglaterra) e na luta de
independência das Treze Colônias na América.
Em termos políticos – o absolutismo monárquico já se
apresentava como uma política decadente sem ter
noção de que o desenvolvimento do capitalismo exigia
uma reestruturação do Estado. Essa consciência
provinha da burguesia que utilizando o fundamento
filosófico das idéias iluministas difundiam os
princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.
O Processo Revolucionário
O processo revolucionário francês foi bastante longo,
contraditório e complexo. Nesse sentido fica mais
prático e objetivo dividi-lo em fases:
I – A Revolta Aristocrática Foi ocasionada pela
decisão do rei Luís XVI, diante da crise financeira do
Estado, propor a cobrança de impostos também do 1º e
2º Estados. Estes, porém, não concordaram e
convenceram o rei a levar a decisão, em 1787, à
Assembléia dos Estados Gerais, que não se reunia
desde 1614. Essa Assembléia era constituída por
representantes das três ordens sociais. O sistema de
votação comumente adotado era feito em grupo, por
estado, cabendo um voto para cada ordem social.

1
Assim, clero e nobreza, unidos, teriam sempre dois
votos, contra apenas um do 3º. Estado. Contando com
um grande número de deputados, os representantes do
3º. Estado queria alterar esse sistema de votação para o
voto individual. Apoiados pela monarquia, a nobreza e
o alto clero não concordaram. Não havendo acordo
entre as ordens, o 3º. Estado, em 1789, se rebelou e
proclamou-se em Assembléia Nacional Constituinte. A
convocação da Assembléia dos Estados Gerais, por
parte do clero e da nobreza, significou o suicídio
político do 1º. e 2º. Estados. Já que ignoraram e
subestimaram perigosamente a força e a capacidade
políticas do 3º. Estado.
II - A Assembléia Nacional Constituinte – O rei
apesar de reagir através da força militar contra essa
insubordinação do 3º. Estado, não teve forças
suficientes para conter a revolta que já tomava conta
das camadas populares e já tinha espalhado por
diversas regiões do país. Em seguida, em célebre
jornada revolucionária, a população invadiu e tomou a
velha prisão da Bastilha (símbolo do poder absoluto do
rei. Impotente para dominar a agitação político-social,
o rei Luís XVI foi obrigado a reconhecer a realidade
consumada da Assembléia Nacional Constituinte e
procurou tomar medidas de grande alcance popular,
tais como: extinção dos direitos feudais devidos pelos
camponeses ao rei, à Igreja e aos nobres. Também foi
proclamada a “Declaração dos Direitos do Homem e
do Cidadão” (tinha como base o ideário burguês do
Iluminismo). Em 1790, houve o confisco das terras da
Igreja, subordinando o clero católico à autoridade do
Estado francês através do documento denominado
Constituição Civil do Clero, com isso membros da
nobreza e do clero fugiram da França.
III –A Monarquia Constitucional – No ano de 1791
foi concluída a Constituição elaborada pelos membros
da Assembléia Constituinte, tornando a França uma
monarquia constitucional, dominada pela alta
burguesia. Essa Constituição estabelecia: igualdade
jurídica de todos os indivíduos, liberdade completa de
produção e de circulação dos bens e a não interferência
do Estado na vida econômica, separação entre Estado e
Igreja, liberdade de crença, divisão de dois poderes
Executivo – rei / Legislativo – deputados, eleições
diretas.
IV – A República e a Convenção Nacional – Apesar
de Luís XVI aceitar a monarquia constitucional,
secretamente tramava contra a revolução. Porém, suas
intenções foram descobertas e o rei acabou preso e as
forças estrangeiras que tentaram ajudar ao rei foram
desarticuladas. Com isso a monarquia constitucional
foi substituída pelo regime republicano em que a antiga
Assembléia Nacional foi substituída por uma
Convenção Nacional, que deveria elaborar uma nova
Constituição para a França. Durante esse período, o
cenário político francês foi dominado pelos seguintes
grupos: Girondinos (Alta burguesia, eram moderados
e temiam o controle político por parte das camadas

2

populares), Jacobinos (representavam a pequena e
média burguesia, o proletariado urbano, os sans
culottes. Eram radicais. Sentavam-se à esquerda da
Assembléia), e por fim O Grupo da Planície
(representava a burguesia financeira. Mudava suas
posições políticas de acordo suas conveniências).
Nesse ambiente, o rei Luís XVI foi levado a
julgamento e acabou condenado a guilhotina por
pressões dos jacobinos, liderados por Robespierre e por
Saint-Just. Forças absolutistas de outros países se
organizaram na tentativa de invadir a França, mas
acabaram derrotados. Os jacobinos instauram o
Comitê de Salvação Pública (controle do Exército e
da administração do país) e o Tribunal
Revolucionário (perseguição aos inimigos da
revolução) e tem início a ditadura jacobina, conhecida
também como a Fase do Terror. Em 1794, os
Girondinos e o Grupo da Planície se unem contra o
governo de Robespierre, liquidam alguns líderes
populares, prendem Robespierre e o leva a guilhotina.
Tem início o controle político da França por parte dos
Girondinos e do Grupo da Planície que estabelecem o
governo do Diretório.
V – O Governo do Diretório É um regime
republicano, que seria controlado por um Diretório
composto por cinco membros eleitos pelo Legislativo
que integravam os Girondinos e o Grupo da Planície.
Uma nova Constituição foi aprovada em que procurou
eliminar a influência popular nas decisões políticas e
voltou-se para a realização dos objetivos
socioeconômicos da burguesia, estabeleceu uma
política de plena liberdade comercial. No plano
externo, adotou uma política de expansão dos domínios
franceses. É nesse contexto que se dá a ascensão de
Napoleão Bonaparte.
Pois temendo as reações
populares, grupos monarquistas e grupos jacobinos que
tentavam tomar o poder. Napoleão Bonaparte, com o
apoio dos Girondinos, Grupo da Planície e da alta
burguesia financeira dissolveu o Diretório através do
“Golpe de 18 Brumário” e estabeleceu um novo
governo, denominado Consulado. Com o Golpe de 18
Brumário, Napoleão Bonaparte consolidou as
conquistas da burguesia francesa, encerrando o ciclo de
turbulência revolucionária.
CONTEÚDO II: ERA NAPOLEÔNICA
A partir do “Golpe de 18 Brumário” teve início a
chamada Era Napoleônica, um período de
aproximadamente 15 anos, que pode ser dividido em:
Consulado, Império e Governo dos Cem Dias.
I – Consulado – (1799 – 1804) Faziam parte do
Consulado Napoleão Bonaparte e mais dois outros
cônsules: Roger e Sieyès. Posteriormente, em 1799, foi
votada uma Constituição que fornecia amplos poderes
a Napoleão, que fora eleito Primeiro-Cônsul da
República. Teve início, então, uma verdadeira ditadura
militar, disfarçada pelas instituições democráticas.
Principais realizações desse período: centralização
administrativa, criação do Banco da França, que
controlava a emissão de moedas, diminuição da
inflação, tarifas protecionistas, construções de várias
obras públicas, fortalecimento do comércio e da
indústria, reorganização do ensino francês, controle da
educação, elaboração de novos códigos jurídicos, como
o Código Civil (Código Napoleônico que consagrava
as aspirações da burguesia, como liberdade individual,
respeito à propriedade privada), através da Concordata,
em 1801, entre a Igreja Católica e o Estado Francês, o
papa reconhecia o confisco das terras da Igreja, em
troca do amparo do Estado ao clero, reconhecimento
do catolicismo como a religião da maioria dos
franceses). Todas essas medidas significaram ganhos
somente para a burguesia, já que sufocou os ideais de
liberdade, igualdade e fraternidade difundidos pela
Revolução Francesa. Depois disso, Napoleão foi
proclamado cônsul vitalício, na prática, representava a
instituição de um regime monárquico.
II – Império –1804-1815, com o apoio dos franceses,
Napoleão implantou definitivamente o Império que
teve, através de um plebiscito, a aprovação de 60% da
população. Foi nesse período que foi construído o
Arco do Triunfo (Obra Neoclássica, inspirada na
arquitetura clássica romana). Nesse período também
tem início as guerras napoleônicas contra a coligação
da Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia. Já que
interessava a Napoleão o domínio da Europa e não
somente da França. Várias batalhas foram travadas, até
que em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio
Continental, na ânsia de derrotar a Inglaterra
economicamente. De nada adiantou. E o Império
Napoleônico entra em decadência, principalmente pelo
fracasso do Bloqueio Continental, reação nacionalista
dos povos dominados e dos próprios franceses e
principalmente da derrota do Exército francês quando
da tentativa de invadir a Rússia e ser derrotado pelo
“general inverno”. Assumiu o poder na França Luís
XVIII, irmão de Luís XVI
III – Governo dos Cem Dias –1815 – Napoleão
decidiu regressar à França, depois de receber como
principado a ilha de Elba, no mar Mediterrâneo,
prometendo reformas democráticas. Quando chegou a
Paris foi recebido como herói e
instalou-se no poder, obrigando a fuga de Luís XVIII.
Sua permanência no poder durou apenas 100 dias até
que foi derrotado definitivamente na Batalha de
Waterloo e exilado na ilha de Santa Helena, no oceano
Atlântico. Luís XVIII foi reconduzido ao trono francês.
CONTEÚDO III: CONGRESSO DE VIENA E
SANTA ALIANÇA
Os países vencedores contra a França Napoleônica, sob
a liderança do príncipe Metternich, organizaram o
Congresso de Viena (1814-1815). O objetivo básico
desse Congresso era propor medidas para restabelecer

o equilíbrio político do continente europeu, tendo em
vista os interesses das monarquias conservadoras.
Os países que participaram foram: Áustria, Inglaterra,
Rússia e Prússia. Entre as principais propostas
firmadas, destacaram-se: restauração, legitimidade e
solidariedade
A SANTA ALIANÇA
Para garantir, em termos práticos, a aplicação das
medidas conservadoras do Congresso de Viena, o Czar
Alexandre I propôs, em 1815, a criação da Santa
Aliança. Esta seria uma organização internacional
entre países cristãos, que se comprometiam a se
defender mutuamente e a combater movimentos
liberais revolucionários burgueses.
Sua base política e ideológica era a aliança entre duas
forças tradicionais: o trono e o altar, isto é, a
monarquia e a Igreja. A Inglaterra negou-se a
participar, pois apoiava os movimentos de
independência na América Latina (por razões
econômicas, ligadas à conquista de mercados para seus
produtos industriais).
Os monarcas da Santa Aliança assumiram o direito de
intervir militarmente em qualquer país, onde
despontassem movimentos inspirados no liberalismo
democrático, como foi o exemplo na Itália e na
Espanha. Porém, na América não conseguiram deter a
luta pela independência.
Em 1825, a Santa Aliança e o sistema conservador
europeu começaram a enfraquecer. Revoluções liberais
e nacionalistas irrompiam em várias regiões da Europa,
e as próprias grandes potências conservadoras, por sua
vez, começaram a enfrentar divergências entre si.
CONTEÚDO IV: LIBERALISMO /
NACIONALIS-MO / SOCIALISMO
Síntese das teses do Liberalismo: Setor Político
(Regime de governo de caráter democrático. Os
poderes do Estado deveriam ser limitados por uma
Constituição e estar separados em Legislativo,
Executivo e Judiciário. O Estado deveria servir o
cidadão, respeitando sua liberdade e sua dignidade.)
Setor Econômico ( O Estado deveria intervir na vida
econômica o menos possível, limitando-se coordena os
setores ligados à ordem e à segurança pública. As
atividades econômicas deveriam ficar a cargo da
iniciativa privada) Setor Religioso (O Estado deveria
estar completamente separado da Igreja. Cada cidadão
deveria praticar livremente sua crença religiosa. A
liberdade de culto e de convicções filosóficas deveria
ser um direito de todos).
Síntese das teses do Nacionalismo: Respeito pela
formação natural dos povos, ligados por laços étnicos,
lingüísticos e por outros traços culturais; Direito de
todos os povos lutarem por sua independência como

3
nação; Direito dos povos de viverem, com
autodeterminação, num território unificado.
Síntese das teses do Socialismo: Contra as injustiças da
sociedade capitalista, é contra a exploração do homem
pelo homem, é contra a propriedade privada, em
termos sociais, o motor da história é a luta de classes,
que só cessaria com o aparecimento da sociedade
comunista perfeita, o lucro é apropriação indevida pelo
capitalista
CONTEÚDO V: REVOLUÇÕES EUROPÉIAS DE
1830/1848
No início do século XIX, tudo parecia calmo e sob o
controle das elites conservadoras européias. Para elas,
não havia o que reclamar. Certos ideais iluministas da
Revolução Francesa, que apontavam para a igualdade
social, tinham sido sufocados, e Napoleão fora
derrotado. Os reis, a nobreza e o clero recuperaram
seus poderes e privilégios. Mas a França voltou a ser o
“barril de pólvora” de outros tempos. Tudo começou
porque o rei francês provocou demasiadamente a
burguesia. Aí explodiu uma revolução, com grandes
repercussões. Aproveitando o momento, as ideologias
liberais, nacionalistas e socialistas, fervilharam em
diversos países. O clima insurrecional tomou conta de
toda a Europa.
De 1830 a 1848, verificamos na Europa um complexo
conjunto de fatores econômicos sociais negativos:
queda de colheitas, situação de miséria do proletariado,
ausência de garantias e direitos fundamentais para o
trabalhador e repressão à liberdade de expressão. Essa
situação generalizada de crise e de insatisfação social
possibilitou uma aliança temporária entre setores da
pequena e média burguesia com o proletariado, cada
vez mais consciente da exploração social de que era
vítima. Dessa aliança instável nasceram diversos
movimentos revolucionários de contestação às
estruturas de poder vigentes em grande parte da
Europa. Misturando ideais nacionalistas, liberais e
socialistas, esses movimentos explodiram em
diferentes lugares, como França, Itália, Áustria,
Irlanda, Alemanha, Suíça, Hungria etc. Esses
movimentos se denominaram Revoluções Européias ou
Liberais de 1830 e 1848, ou Primavera dos Povos.
A partir de 1848, entretanto, a burguesia européia
começou a assumir posições mais cautelosas,
apavorada com a possibilidade de rebeliões do
proletariado, inspiradas pelos novos grupos socialistas.
Foi justamente nesse ao de 1848 que Marx e Engels
lançaram o “Manifesto Comunista”, documento que
conclamava os trabalhadores de todas as nações a se
unirem contra as injustiças da sociedade capitalista. Os
grupos liberais e nacionalistas continuaram
encontrando grande apoio dos influentes setores da
burguesia. Em termos ideológicos, o liberalismo e o
nacionalismo desempenharam um papel de grande

4

importância nos processos de unificação da Itália e da
Alemanha.
Essas Revoluções Liberais tiveram início na França e
foram marcadas pelos seguintes acontecimentos: a
restauração dos Bourbon, a Revolução de 1830 e a
Revolução de 1848.
I – Restauração dos Bourbon – Depois da queda de
Napoleão, a dinastia dos Bourbon, através de Luís
XVIII, governou a França até 1824. Seu governo foi
marcado pelo terror branco (repressão aos grupos
bonapartistas e grupos liberais. Com a morte de Luís
XVIII, assumiu o poder Carlos X (até 1830) que
procurou fazer alianças com a Igreja e a aristocracia.
Esse tipo de política antiliberal acabou provocando a
reação das forças burguesas, que temiam o
restabelecimento pleno do absolutismo monárquico.
II – A Revolução de 1830 – Para reprimir a
organização das forças burguesas liberal, Carlos X
dissolveu a Câmara dos Deputados e impôs severa
censura à imprensa. A alta burguesia financeira reagiu
e depôs o rei e em seu lugar conduziu Luís Felipe
D’Orleans (1830-1848). Nesse período teve início a
chamada idade de ouro da alta burguesia, período em
que o capitalismo francês apresentou grande
desenvolvimento industrial e financeiro, assim como
desenvolveu uma política de expansão colonial em
direção à África e à Oceania. Enquanto isso, o
operariado vivia em péssimas condições de miséria
social e econômica e inicia um levante popular contra
o reinado dos banqueiros.
III – A Revolução de 1848 – marcado pelo levante das
classes populares e com o apoio das oposições políticas
lideradas por liberais e por socialistas que acabaram
por derrubar Luís Felipe D’Orleans. Apavorada com a
revolta, a burguesia reuniu-se em torno do general
Eugène Cavaignac que reprimiu violentamente a
revolta. Os líderes burgueses então resolvem
promulgar uma nova Constituição da República e Luís
Napoleão Bonaparte (sobrinho de Napoleão
Bonaparte) tornou-se o primeiro presidente da Segunda
República Francesa e temeroso dos apoios do Exército,
da Igreja e da burguesia, deu um golpe de Estado,
proclamando-se imperador dos franceses, com o título
de Napoleão III, que governou até 1870.
CONTEÚDO VI: UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA
Até 1850, a Itália era uma região dividida em sete
pequenos reinos e ducados. Desse conjunto, quatro
estavam submetidos ao domínio do Império austríaco,
um pertencia ao papa, outro à dinastia francesa dos
Bourbon e o último era o reino Sardo-Piemontês,
governado pelo rei Vítor Emanuel II (sendo que todos
falavam a mesma língua, tinham as mesmas crenças, os
mesmos costumes, os mesmos hábitos, mas não tinham
bandeira e nem nação). Possuindo uma Constituição de
caráter liberal, o reino Sardo-Piemontês tornou-se uma
espécie de modelo para a burguesia dos demais
Estados italianos. Em 1848, sob a influência das
revoluções liberais que se espalharam pela Europa,
começaram a se organizar na Itália movimentos em
prol de sua unificação política, tendo à frente
Giuseppe Mazzini (precursor do movimento já em
1840), Conde de Cavour (presidente do Conselho de
Estado do Reino Sardo-Piemontês) Giuseppe
Garibaldi (juntamente com Anita Garibaldi) e os
chamados Camisas Vermelhas (exército de mil
voluntários ligados a Garibaldi).
Apoiado pela França, Cavour entrou em guerra contra
a dominação austríaca (1859). Alcançando expressivas
vitórias, conseguiu anexar ao reino Sardo-Piemontês as
regiões da Lombardia, Toscana, Parma e Modena. Em
1860, Giuseppe Garibaldi com os Camisas Vermelhas,
ocupou o reino das Duas Sicílias (que estavam sob o
domínio dos Bourbon) e conseguiu a anexação de mais
essa região. No final de 1870, a unificação da Itália já
estava praticamente concluída, mas ainda restava
resolver o Estado do Papa que se arrastou na chamada
Questão Romana, até 1929, quando Mussolini
resolveu a questão assinando o Tratado de Latrão
com o Papa Pio XI. Por esse tratado, ficou decidida a
criação oficial do pequeno Estado do Vaticano, sob a
direção da Igreja Católica, com área de 0,44 Km² em
Roma.
CONTEÚDO VII: UNIFICAÇÃO DA
ALEMANHA
Até 1850 não existia no mapa da Europa um país
chamado Alemanha, unificado politicamente. O que
existia era um conjunto de trinta e nove Estados
independentes. Esses Estados, que se mantinham sob a
liderança da Prússia e da Áustria, formavam, desde
1815, a Confederação Germânica. Os que estavam
sob o domínio da Áustria a economia era agrária, os da
Prússia eram mais desenvolvidos comercialmente e
industrialmente. A Prússia foi quem liderou o processo
de unificação, já que buscava a edificação de um
grande Estado germânico. Esse passo inicial foi dado,
inicialmente, em 1834, com a criação do Zollverein –
união alfandegária, que derrubou as barreiras
aduaneiras entre os Estados alemães, proporcionando
uma efetiva união econômica que dinamizava o
capitalismo alemão. Os Estados sob o domínio da
Áustria não fizeram parte do Zollverein, por temer a
crescente hegemonia exercida pela Prússia.
A partir de 1860, a Prússia assumiu firmemente o
processo político da unificação da Alemanha através
do primeiro-ministro
Otto Von
Bismarck.
Primeiramente, fortaleceu e modernizou os exércitos
prussianos, fazendo da força militar a principal
alavanca para a unificação alemã, já que o caminho era
através da guerra e da repressão. Em 1864, aliou-se à
Áustria e entrou em guerra contra a Dinamarca e
conseguiu anexar as províncias de Schleswig e
Holstein. Em 1866, lançou-se numa guerra direta

contra a Áustria. Após a vitória alcançada sobre a
Áustria, dissolveu a antiga Confederação Germânica
e criou a Confederação Alemã do Norte. Em 1870, a
França de Napoleão III declara guerra à Prússia. A
derrota da França para a Prússia foi fulminante, na
Batalha de Sedan. Em conseqüência dessa derrota, a
França, através do Tratado de Frankfurt, perdeu a
região da Alsácia-Lorena (rica em minérios) para a
Prússia, e teve que pagar uma pesada indenização.
Assim, formou-se a poderosa Alemanha.
Na França, em 1871, em função da queda de Napoleão
III, surge em meio aos milhares de proletariados
descontentes, a tentativa de criar um Estado socialista,
tendo como influência o “Manifesto Comunista” de
Karl Marx e Engels, que ficou conhecido como
Comuna de Paris. Mas o sonho durou pouco. Mesmo
em 1871, o exército do governo esmagou a Comuna. A
Comuna de Paris foi considerada a primeira conquista
do poder político pela classe operária e a primeira
tentativa de criação de uma democracia socialista. Do
seu fracasso, os revolucionários procuraram extrair
lições, tendo sido algumas delas empregadas na
Revolução Russa de 1917.
CONTEÚDO VIII: EXPANSÃO DO
IMPERIALISMO OU NEOCOLONIALISMO DO
SÉC. XIX
O progresso técnico e o extraordinário crescimento
industrial europeu durante o século XIX levaram a
grandes transformações geopolíticas em todo o planeta.
A produção industrial era tanta que os empresários, na
busca voraz do lucro, precisavam ampliar seus
mercados. Era necessário expandir o universo
econômico. Foi aí que as grandes potências partiram
para uma nova corrida colonial, lançando-se à
conquista de novas terras pelo mundo. A África foi
totalmente retalhada. Boa parte da Ásia e da Oceania
foi dominada. E ingleses e franceses acabaram ficando
com a parte do leão.
O Neocolonialismo do século XIX foi impulsionado
pelo capitalismo industrial e financeiro, que gerou,
entre as grandes potências européias, um clima de
competição e de disputas por matérias-primas e por
mercados consumidores. Nesse sentido, “O
Neocolonialismo do século XIX é filho da
industrialização” e se difere do Colonialismo do século
XVI.
Na última metade do século XIX o progresso técnicocientífico levou à utilização de novas fontes de energia
(eletricidade e petróleo), contribuindo para a criação de
novas indústrias nos setores químicos e eletrotécnico.
Por sua vez, o desenvolvimento industrial impulsionou
a revolução dos transportes (locomotiva, motor a
gasolina, automóvel, motor a diesel) e das
comunicações (telégrafo, telefone, fonógrafo). Essas
transformações costumam ser caracterizadas como a
Segunda Revolução Industrial, cujos principais

5
resultados foram: a expansão do comércio, a integração
da economia em escala mundial e a aceleração do
processo produtivo. Por fim, essa fase foi marcada pela
concentração da produção e do capital em torno de
grandes empresas (ou associações de empresas). Aos
poucos, as empresas vencedoras foram concentrando
capitais e dominando a produção em determinadas
áreas econômicas. Surgiram, assim, os monopólios
industriais, que por sua vez proporcionaram os
chamados cartéis, trustes e holdings. Nessa fase surge
então o capitalismo monopolista e financeiro. Por outro
lado, os mercados europeus já estavam estagnados e
muitas nações industrializadas tomavam medidas
protecionistas.
Dentre os fatores responsáveis pelo Neocolonialismo
do século XIX merecem destaques: o desenvolvimento
industrial e tecnológico, as disputas por mercados
consumidores e produtores de matérias-primas (ferro,
cobre, petróleo, manganês, trigo, algodão, metais
preciosos), disputas por colônias para também
instalarem parte de seus excedentes populacionais, o
poderio político-militar, o mito da superioridade racial
e cultura (farsa da missão civilizadora através de
missionários européia, o capitalismo monopolista
financeiro, a estagnação dos mercados europeus,
conquista de bases estratégicas que garantissem a
segurança do comércio marítimo nacional.
As principais potências européias que se lançaram à
Expansão do Neocolonialismo do século XIX, no
contexto da África, Ásia e Oceania, foram: Bélgica,
Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Holanda,
Espanha, Alemanha e Itália (depois das unificações).
Na mesma época, também Estados Unidos e Japão
exerceram práticas imperialistas, especialmente em
suas regiões de influência, respectivamente na América
Latina e na costa Oriental da Ásia (Coréia e
Manchúria). Mas, especificamente o Neocolonialismo
ou Imperialismo do século XIX teve como áreas de
dominação a África e a Ásia, embora inclua também a
Oceania.
Os domínios coloniais na África e na Ásia não se
deram de forma tranqüila, nem no contexto das
grandes potências européias e nem das áreas
dominadas, mas sim através de conflitos e guerras. Aí
falou mais alto a superioridade militar dos europeus.
Domínios da França: Argélia, Senegal, Guiné, Costa
do Marfim e Marrocos (África), Indochina, atualmente
Vietnã, Cambodja e Laos (Ásia), onde foram
desenvolvidas plantações de seringueira para a
fabricação de borracha)
Domínios da Inglaterra: se deu durante o reinado da
rainha Vitória ou Era Vitoriana (a Inglaterra como
oficina do mundo), na África: África do Sul, Orange
(extração de diamantes e de ouro nessa região levou a
intensas lutas entre os ingleses e os africanos de
origem holandesa, os chamados bôeres, que culminou
com a Guerra dos Bôeres – 1899-1902), Rodésia,
Tanganica, Quênia, Uganda e Sudão, além de

6

manterem influência sobre o Egito. Na Ásia: Índia
(cuja dominação gerou a Revolta dos Cipaos –
1857/58, brutalmente reprimida pelos ingleses) e na
China (que acabou gerando a Guerra do Ópio – 184042, que só terminou quando os ingleses obrigaram a
China a assinar o Tratado de Nanquim (1842). Por
esse tratado, a Inglaterra conseguiu uma série de
vantagens econômicas: abertura de cinco de seus
portos ao livre comércio, e o direito sobre a cidade
portuária de Hong Kong, que somente foi devolvida à
China em 1997. Depois, em 1860, foi assinado outro
tratado (Tratado de Pequim), pelo qual mais sete
portos seriam abertos ao comercio internacional, assim
como também definia a instalação de embaixadas
européias e o direito de atuação de missões cristãs na
China. A Inglaterra também dominou a Austrália
(Oceania).
O fenômeno da dominação imperialista européia do
continente africano (cerca de 90,4 %) é conhecido
como Partilha da África, que foi decidida em 1885,
entre 14 países europeus, junto com os Estados Unidos
e a Rússia quando celebraram um acordo na
Conferência de Berlim, estipulando entre si princípios
reguladores das dominações . Essa conferência
estimulou corrida sobre o que restava de territórios
livres na África. Como conseqüência do
Neocolonialismo e da Partilha da África, o mundo
inteiro ficou dividido entre as grandes potências
européias, e consequentemente o choque de
Imperialismos terminará por deflagrar a Primeira
Guerra Mundial (1914-1918).
resultados foram: a expansão do comércio, a integração
da economia em escala mundial e a aceleração do
processo produtivo. Por fim, essa fase foi marcada pela
concentração da produção e do capital em torno de
grandes empresas (ou associações de empresas). Aos
poucos, as empresas vencedoras foram concentrando
capitais e dominando a produção em determinadas
áreas econômicas. Surgiram, assim, os monopólios
industriais, que por sua vez proporcionaram os
chamados cartéis, trustes e holdings. Nessa fase surge
então o capitalismo monopolista e financeiro. Por outro
lado, os mercados europeus já estavam estagnados e
muitas nações industrializadas tomavam medidas
protecionistas.
Dentre os fatores responsáveis pelo Neocolonialismo
do século XIX merecem destaques: o desenvolvimento
industrial e tecnológico, as disputas por mercados
consumidores e produtores de matérias-primas (ferro,
cobre, petróleo, manganês, trigo, algodão, metais
preciosos), disputas por colônias para também
instalarem parte de seus excedentes populacionais, o
poderio político-militar, o mito da superioridade racial
e cultura (farsa da missão civilizadora através de
missionários européia, o capitalismo monopolista
financeiro, a estagnação dos mercados europeus,
conquista de bases estratégicas que garantissem a
segurança do comércio marítimo nacional.
As principais potências européias que se lançaram à
Expansão do Neocolonialismo do século XIX, no
contexto da África, Ásia e Oceania, foram: Bélgica,
Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Holanda,
Espanha, Alemanha e Itália (depois das unificações).
Na mesma época, também Estados Unidos e Japão
exerceram práticas imperialistas, especialmente em
suas regiões de influência, respectivamente na América
Latina e na costa Oriental da Ásia (Coréia e
Manchúria). Mas, especificamente o Neocolonialismo
ou Imperialismo do século XIX teve como áreas de
dominação a África e a Ásia, embora inclua também a
Oceania.
Os domínios coloniais na África e na Ásia não se
deram de forma tranqüila, nem no contexto das
grandes potências européias e nem das áreas
dominadas, mas sim através de conflitos e guerras. Aí
falou mais alto a superioridade militar dos europeus.
Domínios da França: Argélia, Senegal, Guiné, Costa
do Marfim e Marrocos (África), Indochina, atualmente
Vietnã, Cambodja e Laos (Ásia), onde foram
desenvolvidas plantações de seringueira para a
fabricação de borracha)
Domínios da Inglaterra: se deu durante o reinado da
rainha Vitória ou Era Vitoriana (a Inglaterra como
oficina do mundo), na África: África do Sul, Orange
(extração de diamantes e de ouro nessa região levou a
intensas lutas entre os ingleses e os africanos de
origem holandesa, os chamados bôeres, que culminou
com a Guerra dos Bôeres – 1899-1902), Rodésia,
Tanganica, Quênia, Uganda e Sudão, além de

6

manterem influência sobre o Egito. Na Ásia: Índia
(cuja dominação gerou a Revolta dos Cipaos –
1857/58, brutalmente reprimida pelos ingleses) e na
China (que acabou gerando a Guerra do Ópio – 184042, que só terminou quando os ingleses obrigaram a
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  • 1. CURSO IP IP HISTÓRIA Disciplina: História Geral Professor: Josafá S. Lima ROTEIRO DE AULA CONTEÚDO I: REVOLUÇÃO FRANCESA O final do século XVIII, diversos setores da sociedade francesa se uniram para pôr fim ao absolutismo. A burguesia liderou o movimento, pois queria expandir seus negócios, mas os resquícios do sistema feudal atrapalhavam seus planos. As massas populares, estimuladas pelos ideais iluministas de liberdade, igualdade e fraternidade, também aderiram ao movimento. O movimento radicalizou-se, originando uma verdadeira revolução. No final, tudo ficou com a cara da burguesia. Estamos falando da tão celebrada Revolução Francesa. Ela inspirou movimentos de libertação em diversas partes do mundo e abriu caminho para a expansão definitiva do capitalismo. Significações e importâncias Revolução Francesa: históricas da * Pôs fim ao absolutismo monárquico na França * Aboliu os privilégios da nobreza e do clero * Significou a concretização dos ideais iluministas em nome da burguesia * Acabou com os vestígios do sistema feudal e do Antigo Regime na França. * Assinala o fim da Idade Moderna e o início da Idade Contemporânea * Influenciou os processos de independência na América (sem incluir os E.U. A) * Abriu caminho para a expansão do capitalismo na França. A França Pré-Revolucionária: * Em termos sociais – A França era o país mais populoso da Europa Ocidental (com mais de 25 milhões de habitantes), a maioria da população residia no campo, sendo explorada de forma feudal, sociedade dividida em estamentos sociais (estados ou ordens rigidamente estabelecida) e bastante diversificada (o 1º e 2º Estados não pagavam impostos, somente o 3º Estado era que pagava). Primeiro Estado – formado pelo clero (Alto Clero e Baixo Clero), contava com aproximadamente 120 mil pessoas. Segundo estado – contava com aproximadamente 350 mil pessoas, formado pela nobreza que estava dividida em três grupos: Nobreza Cortesã – vivia no palácio de Versalhes, à custa de pensões e cargos públicos; Nobreza Provincial – era latifundiária e aristocrática, vivia nos campos à custa das explorações dos servos, através das obrigações servis; Nobreza de Toga – formada por ricos burgueses que em função do seu poder econômico comprovam títulos de nobreza e cargos políticos de prestígio. Terceiro Estado – com mais de 24 milhões de pessoas, era a grande maioria da nação francesa. Formava uma massa economicamente heterogênea dividida em: camponeses/servos, burguesia (grande, média e pequena) e os sans culottes (camada social urbana, composta de aprendizes de ofícios, assalariados, desempregados e artesãos). O Terceiro Estado se opunha aos privilégios do clero e da nobreza e reivindicava um regime jurídico de igualdade de todos perante a lei. * Em termos econômicos – economia predominantemente agrária dentro de uma estrutura feudal, onde 80% da população trabalhavam no campo, havia falta de alimentos ocasionada principalmente por problemas climáticos (secas e inundações), desemprego, miséria, fome, e dificuldades graves em função da crise da indústria têxtil francesa que sofria com a concorrência da indústria têxtil inglesa. Além desse quadro, havia um grande déficit público e crônico em função de envolvimento da França na Guerra dos Sete Anos (com a Inglaterra) e na luta de independência das Treze Colônias na América. Em termos políticos – o absolutismo monárquico já se apresentava como uma política decadente sem ter noção de que o desenvolvimento do capitalismo exigia uma reestruturação do Estado. Essa consciência provinha da burguesia que utilizando o fundamento filosófico das idéias iluministas difundiam os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. O Processo Revolucionário O processo revolucionário francês foi bastante longo, contraditório e complexo. Nesse sentido fica mais prático e objetivo dividi-lo em fases: I – A Revolta Aristocrática Foi ocasionada pela decisão do rei Luís XVI, diante da crise financeira do Estado, propor a cobrança de impostos também do 1º e 2º Estados. Estes, porém, não concordaram e convenceram o rei a levar a decisão, em 1787, à Assembléia dos Estados Gerais, que não se reunia desde 1614. Essa Assembléia era constituída por representantes das três ordens sociais. O sistema de votação comumente adotado era feito em grupo, por estado, cabendo um voto para cada ordem social. 1
  • 2. Assim, clero e nobreza, unidos, teriam sempre dois votos, contra apenas um do 3º. Estado. Contando com um grande número de deputados, os representantes do 3º. Estado queria alterar esse sistema de votação para o voto individual. Apoiados pela monarquia, a nobreza e o alto clero não concordaram. Não havendo acordo entre as ordens, o 3º. Estado, em 1789, se rebelou e proclamou-se em Assembléia Nacional Constituinte. A convocação da Assembléia dos Estados Gerais, por parte do clero e da nobreza, significou o suicídio político do 1º. e 2º. Estados. Já que ignoraram e subestimaram perigosamente a força e a capacidade políticas do 3º. Estado. II - A Assembléia Nacional Constituinte – O rei apesar de reagir através da força militar contra essa insubordinação do 3º. Estado, não teve forças suficientes para conter a revolta que já tomava conta das camadas populares e já tinha espalhado por diversas regiões do país. Em seguida, em célebre jornada revolucionária, a população invadiu e tomou a velha prisão da Bastilha (símbolo do poder absoluto do rei. Impotente para dominar a agitação político-social, o rei Luís XVI foi obrigado a reconhecer a realidade consumada da Assembléia Nacional Constituinte e procurou tomar medidas de grande alcance popular, tais como: extinção dos direitos feudais devidos pelos camponeses ao rei, à Igreja e aos nobres. Também foi proclamada a “Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão” (tinha como base o ideário burguês do Iluminismo). Em 1790, houve o confisco das terras da Igreja, subordinando o clero católico à autoridade do Estado francês através do documento denominado Constituição Civil do Clero, com isso membros da nobreza e do clero fugiram da França. III –A Monarquia Constitucional – No ano de 1791 foi concluída a Constituição elaborada pelos membros da Assembléia Constituinte, tornando a França uma monarquia constitucional, dominada pela alta burguesia. Essa Constituição estabelecia: igualdade jurídica de todos os indivíduos, liberdade completa de produção e de circulação dos bens e a não interferência do Estado na vida econômica, separação entre Estado e Igreja, liberdade de crença, divisão de dois poderes Executivo – rei / Legislativo – deputados, eleições diretas. IV – A República e a Convenção Nacional – Apesar de Luís XVI aceitar a monarquia constitucional, secretamente tramava contra a revolução. Porém, suas intenções foram descobertas e o rei acabou preso e as forças estrangeiras que tentaram ajudar ao rei foram desarticuladas. Com isso a monarquia constitucional foi substituída pelo regime republicano em que a antiga Assembléia Nacional foi substituída por uma Convenção Nacional, que deveria elaborar uma nova Constituição para a França. Durante esse período, o cenário político francês foi dominado pelos seguintes grupos: Girondinos (Alta burguesia, eram moderados e temiam o controle político por parte das camadas 2 populares), Jacobinos (representavam a pequena e média burguesia, o proletariado urbano, os sans culottes. Eram radicais. Sentavam-se à esquerda da Assembléia), e por fim O Grupo da Planície (representava a burguesia financeira. Mudava suas posições políticas de acordo suas conveniências). Nesse ambiente, o rei Luís XVI foi levado a julgamento e acabou condenado a guilhotina por pressões dos jacobinos, liderados por Robespierre e por Saint-Just. Forças absolutistas de outros países se organizaram na tentativa de invadir a França, mas acabaram derrotados. Os jacobinos instauram o Comitê de Salvação Pública (controle do Exército e da administração do país) e o Tribunal Revolucionário (perseguição aos inimigos da revolução) e tem início a ditadura jacobina, conhecida também como a Fase do Terror. Em 1794, os Girondinos e o Grupo da Planície se unem contra o governo de Robespierre, liquidam alguns líderes populares, prendem Robespierre e o leva a guilhotina. Tem início o controle político da França por parte dos Girondinos e do Grupo da Planície que estabelecem o governo do Diretório. V – O Governo do Diretório É um regime republicano, que seria controlado por um Diretório composto por cinco membros eleitos pelo Legislativo que integravam os Girondinos e o Grupo da Planície. Uma nova Constituição foi aprovada em que procurou eliminar a influência popular nas decisões políticas e voltou-se para a realização dos objetivos socioeconômicos da burguesia, estabeleceu uma política de plena liberdade comercial. No plano externo, adotou uma política de expansão dos domínios franceses. É nesse contexto que se dá a ascensão de Napoleão Bonaparte. Pois temendo as reações populares, grupos monarquistas e grupos jacobinos que tentavam tomar o poder. Napoleão Bonaparte, com o apoio dos Girondinos, Grupo da Planície e da alta burguesia financeira dissolveu o Diretório através do “Golpe de 18 Brumário” e estabeleceu um novo governo, denominado Consulado. Com o Golpe de 18 Brumário, Napoleão Bonaparte consolidou as conquistas da burguesia francesa, encerrando o ciclo de turbulência revolucionária. CONTEÚDO II: ERA NAPOLEÔNICA A partir do “Golpe de 18 Brumário” teve início a chamada Era Napoleônica, um período de aproximadamente 15 anos, que pode ser dividido em: Consulado, Império e Governo dos Cem Dias. I – Consulado – (1799 – 1804) Faziam parte do Consulado Napoleão Bonaparte e mais dois outros cônsules: Roger e Sieyès. Posteriormente, em 1799, foi votada uma Constituição que fornecia amplos poderes a Napoleão, que fora eleito Primeiro-Cônsul da República. Teve início, então, uma verdadeira ditadura militar, disfarçada pelas instituições democráticas.
  • 3. Principais realizações desse período: centralização administrativa, criação do Banco da França, que controlava a emissão de moedas, diminuição da inflação, tarifas protecionistas, construções de várias obras públicas, fortalecimento do comércio e da indústria, reorganização do ensino francês, controle da educação, elaboração de novos códigos jurídicos, como o Código Civil (Código Napoleônico que consagrava as aspirações da burguesia, como liberdade individual, respeito à propriedade privada), através da Concordata, em 1801, entre a Igreja Católica e o Estado Francês, o papa reconhecia o confisco das terras da Igreja, em troca do amparo do Estado ao clero, reconhecimento do catolicismo como a religião da maioria dos franceses). Todas essas medidas significaram ganhos somente para a burguesia, já que sufocou os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade difundidos pela Revolução Francesa. Depois disso, Napoleão foi proclamado cônsul vitalício, na prática, representava a instituição de um regime monárquico. II – Império –1804-1815, com o apoio dos franceses, Napoleão implantou definitivamente o Império que teve, através de um plebiscito, a aprovação de 60% da população. Foi nesse período que foi construído o Arco do Triunfo (Obra Neoclássica, inspirada na arquitetura clássica romana). Nesse período também tem início as guerras napoleônicas contra a coligação da Inglaterra, Áustria, Prússia e Rússia. Já que interessava a Napoleão o domínio da Europa e não somente da França. Várias batalhas foram travadas, até que em 1806, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, na ânsia de derrotar a Inglaterra economicamente. De nada adiantou. E o Império Napoleônico entra em decadência, principalmente pelo fracasso do Bloqueio Continental, reação nacionalista dos povos dominados e dos próprios franceses e principalmente da derrota do Exército francês quando da tentativa de invadir a Rússia e ser derrotado pelo “general inverno”. Assumiu o poder na França Luís XVIII, irmão de Luís XVI III – Governo dos Cem Dias –1815 – Napoleão decidiu regressar à França, depois de receber como principado a ilha de Elba, no mar Mediterrâneo, prometendo reformas democráticas. Quando chegou a Paris foi recebido como herói e instalou-se no poder, obrigando a fuga de Luís XVIII. Sua permanência no poder durou apenas 100 dias até que foi derrotado definitivamente na Batalha de Waterloo e exilado na ilha de Santa Helena, no oceano Atlântico. Luís XVIII foi reconduzido ao trono francês. CONTEÚDO III: CONGRESSO DE VIENA E SANTA ALIANÇA Os países vencedores contra a França Napoleônica, sob a liderança do príncipe Metternich, organizaram o Congresso de Viena (1814-1815). O objetivo básico desse Congresso era propor medidas para restabelecer o equilíbrio político do continente europeu, tendo em vista os interesses das monarquias conservadoras. Os países que participaram foram: Áustria, Inglaterra, Rússia e Prússia. Entre as principais propostas firmadas, destacaram-se: restauração, legitimidade e solidariedade A SANTA ALIANÇA Para garantir, em termos práticos, a aplicação das medidas conservadoras do Congresso de Viena, o Czar Alexandre I propôs, em 1815, a criação da Santa Aliança. Esta seria uma organização internacional entre países cristãos, que se comprometiam a se defender mutuamente e a combater movimentos liberais revolucionários burgueses. Sua base política e ideológica era a aliança entre duas forças tradicionais: o trono e o altar, isto é, a monarquia e a Igreja. A Inglaterra negou-se a participar, pois apoiava os movimentos de independência na América Latina (por razões econômicas, ligadas à conquista de mercados para seus produtos industriais). Os monarcas da Santa Aliança assumiram o direito de intervir militarmente em qualquer país, onde despontassem movimentos inspirados no liberalismo democrático, como foi o exemplo na Itália e na Espanha. Porém, na América não conseguiram deter a luta pela independência. Em 1825, a Santa Aliança e o sistema conservador europeu começaram a enfraquecer. Revoluções liberais e nacionalistas irrompiam em várias regiões da Europa, e as próprias grandes potências conservadoras, por sua vez, começaram a enfrentar divergências entre si. CONTEÚDO IV: LIBERALISMO / NACIONALIS-MO / SOCIALISMO Síntese das teses do Liberalismo: Setor Político (Regime de governo de caráter democrático. Os poderes do Estado deveriam ser limitados por uma Constituição e estar separados em Legislativo, Executivo e Judiciário. O Estado deveria servir o cidadão, respeitando sua liberdade e sua dignidade.) Setor Econômico ( O Estado deveria intervir na vida econômica o menos possível, limitando-se coordena os setores ligados à ordem e à segurança pública. As atividades econômicas deveriam ficar a cargo da iniciativa privada) Setor Religioso (O Estado deveria estar completamente separado da Igreja. Cada cidadão deveria praticar livremente sua crença religiosa. A liberdade de culto e de convicções filosóficas deveria ser um direito de todos). Síntese das teses do Nacionalismo: Respeito pela formação natural dos povos, ligados por laços étnicos, lingüísticos e por outros traços culturais; Direito de todos os povos lutarem por sua independência como 3
  • 4. nação; Direito dos povos de viverem, com autodeterminação, num território unificado. Síntese das teses do Socialismo: Contra as injustiças da sociedade capitalista, é contra a exploração do homem pelo homem, é contra a propriedade privada, em termos sociais, o motor da história é a luta de classes, que só cessaria com o aparecimento da sociedade comunista perfeita, o lucro é apropriação indevida pelo capitalista CONTEÚDO V: REVOLUÇÕES EUROPÉIAS DE 1830/1848 No início do século XIX, tudo parecia calmo e sob o controle das elites conservadoras européias. Para elas, não havia o que reclamar. Certos ideais iluministas da Revolução Francesa, que apontavam para a igualdade social, tinham sido sufocados, e Napoleão fora derrotado. Os reis, a nobreza e o clero recuperaram seus poderes e privilégios. Mas a França voltou a ser o “barril de pólvora” de outros tempos. Tudo começou porque o rei francês provocou demasiadamente a burguesia. Aí explodiu uma revolução, com grandes repercussões. Aproveitando o momento, as ideologias liberais, nacionalistas e socialistas, fervilharam em diversos países. O clima insurrecional tomou conta de toda a Europa. De 1830 a 1848, verificamos na Europa um complexo conjunto de fatores econômicos sociais negativos: queda de colheitas, situação de miséria do proletariado, ausência de garantias e direitos fundamentais para o trabalhador e repressão à liberdade de expressão. Essa situação generalizada de crise e de insatisfação social possibilitou uma aliança temporária entre setores da pequena e média burguesia com o proletariado, cada vez mais consciente da exploração social de que era vítima. Dessa aliança instável nasceram diversos movimentos revolucionários de contestação às estruturas de poder vigentes em grande parte da Europa. Misturando ideais nacionalistas, liberais e socialistas, esses movimentos explodiram em diferentes lugares, como França, Itália, Áustria, Irlanda, Alemanha, Suíça, Hungria etc. Esses movimentos se denominaram Revoluções Européias ou Liberais de 1830 e 1848, ou Primavera dos Povos. A partir de 1848, entretanto, a burguesia européia começou a assumir posições mais cautelosas, apavorada com a possibilidade de rebeliões do proletariado, inspiradas pelos novos grupos socialistas. Foi justamente nesse ao de 1848 que Marx e Engels lançaram o “Manifesto Comunista”, documento que conclamava os trabalhadores de todas as nações a se unirem contra as injustiças da sociedade capitalista. Os grupos liberais e nacionalistas continuaram encontrando grande apoio dos influentes setores da burguesia. Em termos ideológicos, o liberalismo e o nacionalismo desempenharam um papel de grande 4 importância nos processos de unificação da Itália e da Alemanha. Essas Revoluções Liberais tiveram início na França e foram marcadas pelos seguintes acontecimentos: a restauração dos Bourbon, a Revolução de 1830 e a Revolução de 1848. I – Restauração dos Bourbon – Depois da queda de Napoleão, a dinastia dos Bourbon, através de Luís XVIII, governou a França até 1824. Seu governo foi marcado pelo terror branco (repressão aos grupos bonapartistas e grupos liberais. Com a morte de Luís XVIII, assumiu o poder Carlos X (até 1830) que procurou fazer alianças com a Igreja e a aristocracia. Esse tipo de política antiliberal acabou provocando a reação das forças burguesas, que temiam o restabelecimento pleno do absolutismo monárquico. II – A Revolução de 1830 – Para reprimir a organização das forças burguesas liberal, Carlos X dissolveu a Câmara dos Deputados e impôs severa censura à imprensa. A alta burguesia financeira reagiu e depôs o rei e em seu lugar conduziu Luís Felipe D’Orleans (1830-1848). Nesse período teve início a chamada idade de ouro da alta burguesia, período em que o capitalismo francês apresentou grande desenvolvimento industrial e financeiro, assim como desenvolveu uma política de expansão colonial em direção à África e à Oceania. Enquanto isso, o operariado vivia em péssimas condições de miséria social e econômica e inicia um levante popular contra o reinado dos banqueiros. III – A Revolução de 1848 – marcado pelo levante das classes populares e com o apoio das oposições políticas lideradas por liberais e por socialistas que acabaram por derrubar Luís Felipe D’Orleans. Apavorada com a revolta, a burguesia reuniu-se em torno do general Eugène Cavaignac que reprimiu violentamente a revolta. Os líderes burgueses então resolvem promulgar uma nova Constituição da República e Luís Napoleão Bonaparte (sobrinho de Napoleão Bonaparte) tornou-se o primeiro presidente da Segunda República Francesa e temeroso dos apoios do Exército, da Igreja e da burguesia, deu um golpe de Estado, proclamando-se imperador dos franceses, com o título de Napoleão III, que governou até 1870. CONTEÚDO VI: UNIFICAÇÃO DA ITÁLIA Até 1850, a Itália era uma região dividida em sete pequenos reinos e ducados. Desse conjunto, quatro estavam submetidos ao domínio do Império austríaco, um pertencia ao papa, outro à dinastia francesa dos Bourbon e o último era o reino Sardo-Piemontês, governado pelo rei Vítor Emanuel II (sendo que todos falavam a mesma língua, tinham as mesmas crenças, os mesmos costumes, os mesmos hábitos, mas não tinham bandeira e nem nação). Possuindo uma Constituição de caráter liberal, o reino Sardo-Piemontês tornou-se uma espécie de modelo para a burguesia dos demais
  • 5. Estados italianos. Em 1848, sob a influência das revoluções liberais que se espalharam pela Europa, começaram a se organizar na Itália movimentos em prol de sua unificação política, tendo à frente Giuseppe Mazzini (precursor do movimento já em 1840), Conde de Cavour (presidente do Conselho de Estado do Reino Sardo-Piemontês) Giuseppe Garibaldi (juntamente com Anita Garibaldi) e os chamados Camisas Vermelhas (exército de mil voluntários ligados a Garibaldi). Apoiado pela França, Cavour entrou em guerra contra a dominação austríaca (1859). Alcançando expressivas vitórias, conseguiu anexar ao reino Sardo-Piemontês as regiões da Lombardia, Toscana, Parma e Modena. Em 1860, Giuseppe Garibaldi com os Camisas Vermelhas, ocupou o reino das Duas Sicílias (que estavam sob o domínio dos Bourbon) e conseguiu a anexação de mais essa região. No final de 1870, a unificação da Itália já estava praticamente concluída, mas ainda restava resolver o Estado do Papa que se arrastou na chamada Questão Romana, até 1929, quando Mussolini resolveu a questão assinando o Tratado de Latrão com o Papa Pio XI. Por esse tratado, ficou decidida a criação oficial do pequeno Estado do Vaticano, sob a direção da Igreja Católica, com área de 0,44 Km² em Roma. CONTEÚDO VII: UNIFICAÇÃO DA ALEMANHA Até 1850 não existia no mapa da Europa um país chamado Alemanha, unificado politicamente. O que existia era um conjunto de trinta e nove Estados independentes. Esses Estados, que se mantinham sob a liderança da Prússia e da Áustria, formavam, desde 1815, a Confederação Germânica. Os que estavam sob o domínio da Áustria a economia era agrária, os da Prússia eram mais desenvolvidos comercialmente e industrialmente. A Prússia foi quem liderou o processo de unificação, já que buscava a edificação de um grande Estado germânico. Esse passo inicial foi dado, inicialmente, em 1834, com a criação do Zollverein – união alfandegária, que derrubou as barreiras aduaneiras entre os Estados alemães, proporcionando uma efetiva união econômica que dinamizava o capitalismo alemão. Os Estados sob o domínio da Áustria não fizeram parte do Zollverein, por temer a crescente hegemonia exercida pela Prússia. A partir de 1860, a Prússia assumiu firmemente o processo político da unificação da Alemanha através do primeiro-ministro Otto Von Bismarck. Primeiramente, fortaleceu e modernizou os exércitos prussianos, fazendo da força militar a principal alavanca para a unificação alemã, já que o caminho era através da guerra e da repressão. Em 1864, aliou-se à Áustria e entrou em guerra contra a Dinamarca e conseguiu anexar as províncias de Schleswig e Holstein. Em 1866, lançou-se numa guerra direta contra a Áustria. Após a vitória alcançada sobre a Áustria, dissolveu a antiga Confederação Germânica e criou a Confederação Alemã do Norte. Em 1870, a França de Napoleão III declara guerra à Prússia. A derrota da França para a Prússia foi fulminante, na Batalha de Sedan. Em conseqüência dessa derrota, a França, através do Tratado de Frankfurt, perdeu a região da Alsácia-Lorena (rica em minérios) para a Prússia, e teve que pagar uma pesada indenização. Assim, formou-se a poderosa Alemanha. Na França, em 1871, em função da queda de Napoleão III, surge em meio aos milhares de proletariados descontentes, a tentativa de criar um Estado socialista, tendo como influência o “Manifesto Comunista” de Karl Marx e Engels, que ficou conhecido como Comuna de Paris. Mas o sonho durou pouco. Mesmo em 1871, o exército do governo esmagou a Comuna. A Comuna de Paris foi considerada a primeira conquista do poder político pela classe operária e a primeira tentativa de criação de uma democracia socialista. Do seu fracasso, os revolucionários procuraram extrair lições, tendo sido algumas delas empregadas na Revolução Russa de 1917. CONTEÚDO VIII: EXPANSÃO DO IMPERIALISMO OU NEOCOLONIALISMO DO SÉC. XIX O progresso técnico e o extraordinário crescimento industrial europeu durante o século XIX levaram a grandes transformações geopolíticas em todo o planeta. A produção industrial era tanta que os empresários, na busca voraz do lucro, precisavam ampliar seus mercados. Era necessário expandir o universo econômico. Foi aí que as grandes potências partiram para uma nova corrida colonial, lançando-se à conquista de novas terras pelo mundo. A África foi totalmente retalhada. Boa parte da Ásia e da Oceania foi dominada. E ingleses e franceses acabaram ficando com a parte do leão. O Neocolonialismo do século XIX foi impulsionado pelo capitalismo industrial e financeiro, que gerou, entre as grandes potências européias, um clima de competição e de disputas por matérias-primas e por mercados consumidores. Nesse sentido, “O Neocolonialismo do século XIX é filho da industrialização” e se difere do Colonialismo do século XVI. Na última metade do século XIX o progresso técnicocientífico levou à utilização de novas fontes de energia (eletricidade e petróleo), contribuindo para a criação de novas indústrias nos setores químicos e eletrotécnico. Por sua vez, o desenvolvimento industrial impulsionou a revolução dos transportes (locomotiva, motor a gasolina, automóvel, motor a diesel) e das comunicações (telégrafo, telefone, fonógrafo). Essas transformações costumam ser caracterizadas como a Segunda Revolução Industrial, cujos principais 5
  • 6. resultados foram: a expansão do comércio, a integração da economia em escala mundial e a aceleração do processo produtivo. Por fim, essa fase foi marcada pela concentração da produção e do capital em torno de grandes empresas (ou associações de empresas). Aos poucos, as empresas vencedoras foram concentrando capitais e dominando a produção em determinadas áreas econômicas. Surgiram, assim, os monopólios industriais, que por sua vez proporcionaram os chamados cartéis, trustes e holdings. Nessa fase surge então o capitalismo monopolista e financeiro. Por outro lado, os mercados europeus já estavam estagnados e muitas nações industrializadas tomavam medidas protecionistas. Dentre os fatores responsáveis pelo Neocolonialismo do século XIX merecem destaques: o desenvolvimento industrial e tecnológico, as disputas por mercados consumidores e produtores de matérias-primas (ferro, cobre, petróleo, manganês, trigo, algodão, metais preciosos), disputas por colônias para também instalarem parte de seus excedentes populacionais, o poderio político-militar, o mito da superioridade racial e cultura (farsa da missão civilizadora através de missionários européia, o capitalismo monopolista financeiro, a estagnação dos mercados europeus, conquista de bases estratégicas que garantissem a segurança do comércio marítimo nacional. As principais potências européias que se lançaram à Expansão do Neocolonialismo do século XIX, no contexto da África, Ásia e Oceania, foram: Bélgica, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Holanda, Espanha, Alemanha e Itália (depois das unificações). Na mesma época, também Estados Unidos e Japão exerceram práticas imperialistas, especialmente em suas regiões de influência, respectivamente na América Latina e na costa Oriental da Ásia (Coréia e Manchúria). Mas, especificamente o Neocolonialismo ou Imperialismo do século XIX teve como áreas de dominação a África e a Ásia, embora inclua também a Oceania. Os domínios coloniais na África e na Ásia não se deram de forma tranqüila, nem no contexto das grandes potências européias e nem das áreas dominadas, mas sim através de conflitos e guerras. Aí falou mais alto a superioridade militar dos europeus. Domínios da França: Argélia, Senegal, Guiné, Costa do Marfim e Marrocos (África), Indochina, atualmente Vietnã, Cambodja e Laos (Ásia), onde foram desenvolvidas plantações de seringueira para a fabricação de borracha) Domínios da Inglaterra: se deu durante o reinado da rainha Vitória ou Era Vitoriana (a Inglaterra como oficina do mundo), na África: África do Sul, Orange (extração de diamantes e de ouro nessa região levou a intensas lutas entre os ingleses e os africanos de origem holandesa, os chamados bôeres, que culminou com a Guerra dos Bôeres – 1899-1902), Rodésia, Tanganica, Quênia, Uganda e Sudão, além de 6 manterem influência sobre o Egito. Na Ásia: Índia (cuja dominação gerou a Revolta dos Cipaos – 1857/58, brutalmente reprimida pelos ingleses) e na China (que acabou gerando a Guerra do Ópio – 184042, que só terminou quando os ingleses obrigaram a China a assinar o Tratado de Nanquim (1842). Por esse tratado, a Inglaterra conseguiu uma série de vantagens econômicas: abertura de cinco de seus portos ao livre comércio, e o direito sobre a cidade portuária de Hong Kong, que somente foi devolvida à China em 1997. Depois, em 1860, foi assinado outro tratado (Tratado de Pequim), pelo qual mais sete portos seriam abertos ao comercio internacional, assim como também definia a instalação de embaixadas européias e o direito de atuação de missões cristãs na China. A Inglaterra também dominou a Austrália (Oceania). O fenômeno da dominação imperialista européia do continente africano (cerca de 90,4 %) é conhecido como Partilha da África, que foi decidida em 1885, entre 14 países europeus, junto com os Estados Unidos e a Rússia quando celebraram um acordo na Conferência de Berlim, estipulando entre si princípios reguladores das dominações . Essa conferência estimulou corrida sobre o que restava de territórios livres na África. Como conseqüência do Neocolonialismo e da Partilha da África, o mundo inteiro ficou dividido entre as grandes potências européias, e consequentemente o choque de Imperialismos terminará por deflagrar a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
  • 7. resultados foram: a expansão do comércio, a integração da economia em escala mundial e a aceleração do processo produtivo. Por fim, essa fase foi marcada pela concentração da produção e do capital em torno de grandes empresas (ou associações de empresas). Aos poucos, as empresas vencedoras foram concentrando capitais e dominando a produção em determinadas áreas econômicas. Surgiram, assim, os monopólios industriais, que por sua vez proporcionaram os chamados cartéis, trustes e holdings. Nessa fase surge então o capitalismo monopolista e financeiro. Por outro lado, os mercados europeus já estavam estagnados e muitas nações industrializadas tomavam medidas protecionistas. Dentre os fatores responsáveis pelo Neocolonialismo do século XIX merecem destaques: o desenvolvimento industrial e tecnológico, as disputas por mercados consumidores e produtores de matérias-primas (ferro, cobre, petróleo, manganês, trigo, algodão, metais preciosos), disputas por colônias para também instalarem parte de seus excedentes populacionais, o poderio político-militar, o mito da superioridade racial e cultura (farsa da missão civilizadora através de missionários européia, o capitalismo monopolista financeiro, a estagnação dos mercados europeus, conquista de bases estratégicas que garantissem a segurança do comércio marítimo nacional. As principais potências européias que se lançaram à Expansão do Neocolonialismo do século XIX, no contexto da África, Ásia e Oceania, foram: Bélgica, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Holanda, Espanha, Alemanha e Itália (depois das unificações). Na mesma época, também Estados Unidos e Japão exerceram práticas imperialistas, especialmente em suas regiões de influência, respectivamente na América Latina e na costa Oriental da Ásia (Coréia e Manchúria). Mas, especificamente o Neocolonialismo ou Imperialismo do século XIX teve como áreas de dominação a África e a Ásia, embora inclua também a Oceania. Os domínios coloniais na África e na Ásia não se deram de forma tranqüila, nem no contexto das grandes potências européias e nem das áreas dominadas, mas sim através de conflitos e guerras. Aí falou mais alto a superioridade militar dos europeus. Domínios da França: Argélia, Senegal, Guiné, Costa do Marfim e Marrocos (África), Indochina, atualmente Vietnã, Cambodja e Laos (Ásia), onde foram desenvolvidas plantações de seringueira para a fabricação de borracha) Domínios da Inglaterra: se deu durante o reinado da rainha Vitória ou Era Vitoriana (a Inglaterra como oficina do mundo), na África: África do Sul, Orange (extração de diamantes e de ouro nessa região levou a intensas lutas entre os ingleses e os africanos de origem holandesa, os chamados bôeres, que culminou com a Guerra dos Bôeres – 1899-1902), Rodésia, Tanganica, Quênia, Uganda e Sudão, além de 6 manterem influência sobre o Egito. Na Ásia: Índia (cuja dominação gerou a Revolta dos Cipaos – 1857/58, brutalmente reprimida pelos ingleses) e na China (que acabou gerando a Guerra do Ópio – 184042, que só terminou quando os ingleses obrigaram a China a assinar o Tratado de Nanquim (1842). Por esse tratado, a Inglaterra conseguiu uma série de vantagens econômicas: abertura de cinco de seus portos ao livre comércio, e o direito sobre a cidade portuária de Hong Kong, que somente foi devolvida à China em 1997. Depois, em 1860, foi assinado outro tratado (Tratado de Pequim), pelo qual mais sete portos seriam abertos ao comercio internacional, assim como também definia a instalação de embaixadas européias e o direito de atuação de missões cristãs na China. A Inglaterra também dominou a Austrália (Oceania). O fenômeno da dominação imperialista européia do continente africano (cerca de 90,4 %) é conhecido como Partilha da África, que foi decidida em 1885, entre 14 países europeus, junto com os Estados Unidos e a Rússia quando celebraram um acordo na Conferência de Berlim, estipulando entre si princípios reguladores das dominações . Essa conferência estimulou corrida sobre o que restava de territórios livres na África. Como conseqüência do Neocolonialismo e da Partilha da África, o mundo inteiro ficou dividido entre as grandes potências européias, e consequentemente o choque de Imperialismos terminará por deflagrar a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).