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EUROPA: DA ASCENÇÃO DO IMPÉRIO FRANCO À
LEGITIMAÇÃO DO ABSOLUTISMO SOB LUIZ XIV –
REVOLUÇÃO FRANCESA E A NOVA ORDEM SOCIAL
– A CONSOLIDAÇÃO DA BURGUESIA NO PODER: A
ERA NAPOLEÔNICA
A coroação de Carlos Magno, 25 de
Dezembro de 800. Imperador de todos
os povos cristão e de toda a Europa.
Inicio de uma nova era marcada pela
reestruturação da educação, letras e
artes. Reorganização de territórios
comandados por tribos bárbaras como
parte do Império. Restauração do título
de Imperador do Império Romano do
Ocidente, ideia do então Papa Leão III e
aclamado pelo povo “Vitória e vida a
Carlos Augusto, imperador romano
grande e pacífico, coroado por Deus!”.
Pintura Mural e
ao lado Iluminura.
Séc. IX.
Reinos posteriores a queda de Roma e o período
chamado Idade das Trevas
Ascenção de Carlos Magno e o Império Ocidental
REVOLUÇÃO FRANCESA E OS IDEAIS DE UMA NOVA ORDEM
SOCIAL , POLÍTICA E COMPORTAMENTAL 1789 -1799
FRANÇA ANTERIOR À REVOLUÇÃO
Desde o século XII atribuía-se aos reis franceses curas milagrosas posto que, segundo
reza a lenda, estes soberanos eram ungidos com um óleo sagrado trazido por um pombo
que lhes definiam como representantes do divino. Estas ações consolidariam ao longo
dos séculos uma série de cerimônias magníficas que construiriam a imagem de
superioridade dos reis bem como para a consolidação do Absolutismo em 1661;
A origem destes reis soberanos e ungidos pelo sagrado está em Hugo Capeto, fundador
da dinastia que viria a ter diversos ramos e que asseguraria a passagem do título de rei
ao primogênito pelo processo da sagração. A ramificação dos Capeto assim se
desenhava: Valois - Órleans, Valois – Angoulême, Valois – Bourbon e Valois;
Em 1643 Luiz XIV herdou o trono ainda menor, sendo o cardeal Mazarino e a sua Mãe,
Ana D’Austria a manterem certa unidade política que, no mesmo ano pelas ambições e
insatisfação de membros da corte e parlamento eclodiria a Fronda, movimento de
oposição que obrigou a família real a se alojar no Palácio de Caça, Versalhes, local que
mais tarde seria a sede oficial do reinado de Luiz XIV;
O ABSOLUTISMO
Sistema político desenhado pelo então rei Luiz XIV em 9 de março de 1661, no qual
afastou sistematicamente os familiares e as mais antiga nobreza do poder;
Constituição de um novo ministério afastando antigos conselheiros e familiares em prol
de membros reconhecidos pelo trabalho, liderança e competência: Colbert, conhecido
por suas qualificações tornou-se controlador geral do reino, administrando uma França
de modo regrado, produzindo leis e ampliando o sistema acadêmico – Pequena
Academia (1663), Academia de Ciências ( 1666), Academia da França em Roma (1666),
Academia de Música (1669), Academia de Arquitetura (1671);
Desejo expansionista e projeção da ideia de império desgastam a economia francesa,
com cobrança de impostos cada vez mais altos gerando insatisfação, porém rapidamente
esquecidas pelo Terceiro Estado que vê em Luiz XIV um deus, um presente (Deodato);
A guerra com os Augsburgo (1688 – 1697) levam ao empobrecimento da França mas não
a megalomania e grandeza do então rei, detentor de todos os poderes;
Esta conduta centralizadora de Luiz XIV definiria o perfil do absolutismo que, quanto
menos parentes na corte e nos ministérios, mais difícil seria perder a coroa. Segundo o
cortesão Saint-Siimon “Os espiões e informantes eram infinitos” a serviço do rei;
Palácio de Versalhes. Pintura de 1772. Sede do reinado Absolutista.
Luiz XIV, o Rei Sol. Rigaud, óleo s/
tela, século XVII.
LUIZ XV: O BEM AMADO (1710 – 1774)
Bisneto de Luiz XIV, herdeiro direto do trono aos cinco anos em setembro de 1715,
tendo o seu reino regido pelo príncipe e primo Felipe de Orléans;
Em 1722, com a maioridade, se afasta da Espanha, proximidade existente desde a crise
com os protestantes durante o século XVI, aproximando uma relação cada vez maior
com os Ingleses, obrigando o Rei a devolver a noiva espanhola ao reino da Espanha
(sob o poder dos Bourbon, para tanto pertencentes à mesma linhagem familiar),
casando-se depois com a polonesa Maria Leczinska em 1725;
Após guerras desastrosas e a delegação de autoridade há inúmeros ministros.
Gradativamente Luiz se entregava aos prazeres da vida, lançando o reino dos Bourbon
ao declínio e especulação principalmente pelos iluministas. A postura de bon-vivant, as
amantes declaradas e a mais próxima, madame de Pompadour que, deliberadamente
passou a governar o reino;
O isolamento de Luiz XV leva a França e seus domínios ao declínio, perdendo antigas
colônias como a do Canadá em 1763. Quando a Polônia é aniquilada e dividida entre
os reinos da Áustria, Prússia e Rússia, o reinado de Luiz XV é desmoralizado. Tais fatos
entregam uma França ao herdeiro Luiz XVI completamente descrente e convulsionada;
Luiz XV, O Bem Amado.
Madame
Pompadour
LUIZ XVI: O DECAPITADO (1754 – 1793)
Aos onze anos tornou-se herdeiro da coroa francesa, sendo neto de Luiz XV. Por dois
anos a rainha Maria Leczinska cuida do futuro rei e após a sua morte, as tias paternas
ficaram encarregadas de sua educação. Aos 15 anos Luiz XVI casou-se com Maria
Antonieta d’Áustria, filha do então sacro imperador Romano Francisco I;
Luiz XVI desafia a coroa Britânica apoiando os colonos ingleses na guerra de
independência contra a coroa. Necker, protestante e proveniente do setor privado,
assume as finanças da França e em 1781 publica a situação calamitosa da França;
Luiz XVI gradativamente foi se isolando de suas obrigações na monarquia. A oposição
ao reinado tornava-se cada vez maior tendo e o parlamento seu principal opositor. A
cobrança de impostos e a situação caótica inflamavam os atos contra o rei a política,
tanto na nobreza quanto na Igreja Católica;
1789, os representantes da classe mais numerosa, nem sacerdotes, nem nobres,
exigem que os votos de todas as classes tivessem o mesmo valor e peso, no qual o rei
não aceita e, os revoltosos, declararam a Assembléia Nacional que culminará com a
queda da Bastilha em 14 de Julho daquele ano e a revogação aos direitos feudais da
nobreza;
Luiz XVI.
Maria Antonieta
O FIM DO ABSOLUTISMO E O NASCIMENTO DOS IDEAIS DAS SOCIEDADES
CONTEMPORÂNEAS
Luiz XVI fora pressionado a se submeter a uma constituição, algo que não aceita. Tenta
fugir de Paris e é capturado e reconduzido à cidade. A Áustria em ultima manobra de
apoio a Luiz XVI lançou um ataque aos revoltosos. Em resposta o rei é preso e conduzido a
julgamento. Motivo: Traição.
Em 1793, Luiz XVI foi executado (guilhotinado) na atual Praça da Concordia, Paris. Um
período de sangue e terror iniciava-se na França pós a morte do monarca;
CONSIDERAÇÕES GERAIS ACERCA DO ABSOLUTISMO E SEUS DESDOBRAMENTOS NA
CONSTRUÇÃO DO CONTEMPORANEO
Centralização do poder e a criação e desenvolvimento de uma imagem austera, forte,
equivalente aos deuses – um salvacionista tocado pelas mãos do sagrado;
Imagem associada ao triunfo, ao grandioso, ao eterno – o poder do símbolo;
Sistematização da educação e academia – Processo Institucionalizado;
Criação dos Liceus de Artes e Ofícios (educação técnica), primordialmente o desenho,
para a aplicação no espaço privado e público – Modelo seguido por tantos outros países
e ainda ativo na contemporaneidade;
Desenvolvimento de aparato mobiliário único, personalizado, atrelado ao gosto da
realeza e desejado por todos;
Rígida manutenção do sistema conhecido como Três Estados, colocando cada grupo
social atrelado às suas realidades econômicas, sociais e de linhagem e sangue de família;
Igreja e alto clero com poderes além da religião. Influencia política definida e
centralizadora – preservação de interesses de classe;
Retrato de Luiz XVI. Óleo s/
tela. Joseph Duplessis, 1777
DO ABSOLUTISMO A REVOLUÇÃO FRANCESA DE 1789
O fim do Absolutismo francês não significou o apagamento total de um
sistema controlado por representantes únicos e interessados na manutenção
dos privilégios da nobreza e dos burgueses, em sua vasta maioria, donos de
grandes lotes de terra, comércios, mercados, navios, comércio ultramarino,
etc ;
A Assembleia Nacional Constituinte de maio de 1789, formada sobretudo
pelo Terceiro Estado (camponeses, artesãos e burgueses), eliminava os
privilégios do Clero e da nobreza e obrigava o Rei a governar sob a orientação
de uma constituição geral. No entanto vale salientar que, as manobras para a
efetivação dessa constituinte e de todo o processo revolucionário tinham a
presença indireta de homens da própria nobreza insatisfeitos com a realeza
e, sem embargo, dos Iluministas, como Diderot, Montesquieu, Jacques
Rosseau, Voltaire e John Locke que, efetivamente, alimentaram os
revolucionários com ideias sobre a liberdade religiosa, a razão frente a
emoção, o conhecimento estruturado sobre as crenças e superstições, o uso
da razão como meio libertador posto que, levaria o homem a visualizar os
problemas de seu tempo pelo caminho analítico;
John Locke (1632-1704): para John o homem, com o passar do tempo, adquiria
conhecimento por meio do empirismo.
Montesquieu (1689-1755): o poder deve ser divido em: Legislativo, Executivo e
Judiciário.
Voltaire (1694-1778): acreditava na liberdade de pensamento e era bastante crítico
quando se tratava de intolerância religiosa.
Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): o estado democrático deve garantir igualdade a
todos.
Écrasez l'Infâme (Esmagai a infame): Referia-se a Igreja Católica que era chamada de
infame e escreveu a “Cartas Inglesas”.
Diderot (1713-1784): Criou uma enciclopédia com os pensamentos e conhecimentos da
época.
Como o Iluminismo questionava e criticava o regime absolutista na qual a França vivia,
foi usado como inspiração para lutar por novas formas de governo, economia e
sociedade. A monarquia era tida como impedimento para o desenvolvimento do
comércio e da burguesia.
A tomada da Bastilha. Óleo s/ tela.
GRUPOS NO PODER – FRANÇA REVOLUCIONÁRIA
A direita estavam os girondinos: representavam a alta burguesia (banqueiros, grandes
empresários e comerciantes) e inicialmente controlavam o governo. Defendiam posições
moderadas, temendo que as camadas populares assumissem o controle da revolução e
prejudicassem seus negócios. À esquerda, os jacobinos: representavam a média burguesia
(funcionários reais, profissionais liberais, como médicos, professores, advogados), a
pequena burguesia (pequenos comerciantes e artesãos mais ricos) , os camponeses e
sans-culottes (proletariado e demais trabalhadores urbanos de baixa condição).
Defendiam posições radicais, estimulando a agitação popular.
Jacques Pierre Brissot, líder dos Girondinos;
Robespierre, líder dos Jacobinos e talvez a principal figura da Revolução. Implantou o
“Grande Terror”, com perseguições e assassinatos de outros representantes políticos e
opositores;
Robespierre e Georges Jacques Danton
A morte de Marat
(Jean Paul Marat).
Óleo s/ tela.
Jacques Louis
David.
Assassinado por
Charlotte Corday,
simpatizante dos
Girondinos em
1793.
A medida que a Revolução crescia e adquiria mais adeptos a favor da instauração de uma
República, a monarquia já frágil, buscou aliados além do Estado Francês, sendo Leopold II
da Áustria e irmão de Maria Antonieta a movimentar-se na organização de uma coligação
de potências europeias (Espanha, Grã-Bretranha, Nápoles, Sardenha e Prússia), afim de
restaurar a honra do rei e da família real, bem como sufocar a Revolução;
Para este fim, fora enviada em 6 de julho de 1791 a “Circular de Pádua”, documento em
que tais propostas de restauração da ordem eram apresentadas aos outros soberanos;
Em agosto de 1791, na Declaração de Pillnitz – Alemanha, junto ao conde de Artois, irmão
de Luiz XVI, convoca todos os soberanos da Europa alinhados à França que, intercedam
imediatamente ao lado da Família real, reestabelecendo todos os direitos desta e para a
segurança da França;
Em setembro a Constituição Francesa foi aprovada e logo, em Outubro, os atritos entre
Luiz XVI e a Assembleia Legislativa começavam, com os vetos das decisões desta por Luiz
XVI;
A Revolução ao final do ano de 1791 estava totalmente enraizada na ideia de conflito
armado, por um lado os Girondinos acreditavam que a guerra e os ideais da Revolução
seriam levados as outras nações enquanto os Jacobinos defendiam a ideia de que, a
guerra, poria a descoberta as relações e interesses entre a França e os Soberanos
europeus;
Áustria sob o comando de Leopold II e a Prússia com Frederico Guilherme, foram as
primeiras potências a traçarem um pacto contra a França revolucionária e, sem
embargo, a estabeleceram a partilha do território francês, ficando a Alsácia e Lorena
para a Áustria e a partilha da Polônia para a Prússia;
O reino da Sardenha declarou guerra à França no verão de 1792 e em 1793, após a
execução de Luiz XVI e a retirada dos embaixadores da Espanha e das Províncias
Unidas, o conflito e o cenário político europeu tomava novo rumo, adquirindo
proporções além França, tornando o conflito de fato europeu, certo que a Inglaterra,
mesmo evitando um contato direto atrairia outras nações para a guerra na promessa
de pagamentos dos subsídios de guerra;
Os anos de 1794 e 1795 os franceses avançavam em conquistas e asseguravam
novos territórios obrigando a Prússia e a Espanha a assinar o Tratado de Paz em
Basiléia (abril e julho) que, em seguida, favorecia a França tendo a Espanha ao seu
lado, retirando assim suas tropas da Catalunha e Navarra;
Em 1796 Napoleão Bonaparte, então com 23 anos assumiu o comando do Exército
na Itália rapidamente sufocando os exércitos austríacos e dos reinos de Piemonte,
Lombardia. Sucessão de vitórias dariam a Napoleão grande prestígio e
reconhecimento;
Napoleão Bonaparte aos 23 anos. O
gênio tático lhe asseguraria
reconhecimento e os rumos da França
nos anos finais da Revolução.
Além das guerras em partes da Europa em que a França lutava contra seus inimigos, no
plano interno a situação não era das melhores. O Diretório entre 1794 e 1799, período
posterior ao Jacobinismo que defendia os interesses sociais das classes menos
favorecidas, suprimiu o direito de voto e a participação igualitária de todos os atores
sociais implantadas pelos jacobinos, bem como a divisão de terras e posses do clero e
da nobreza, assim como organizações de trabalhadores em sindicatos. De uma certa
forma a burguesia voltava ao poder suprimindo veladamente os interesses da primeira
fase da revolução.
Os ideais da Revolução como Liberdade, Igualdade e Fraternidade, Direitos do Homem
e do Cidadão, participação política igual para todos e direito de manifestação contra
seus representantes adquiriu força ao longo dos anos para outras nações e alimentaram
a ideia de liberdade contida na sociedade contemporânea, porém tais ideais não se
consolidaram em sua totalidade, mas abriram portas para um novo cenário político e
social que se tecia em fins do século XVIII e que viria a ser o estofo para a construção
das sociedades atuais;
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Revolução francesa e seus desdobramentos

  • 1. EUROPA: DA ASCENÇÃO DO IMPÉRIO FRANCO À LEGITIMAÇÃO DO ABSOLUTISMO SOB LUIZ XIV – REVOLUÇÃO FRANCESA E A NOVA ORDEM SOCIAL – A CONSOLIDAÇÃO DA BURGUESIA NO PODER: A ERA NAPOLEÔNICA
  • 2. A coroação de Carlos Magno, 25 de Dezembro de 800. Imperador de todos os povos cristão e de toda a Europa. Inicio de uma nova era marcada pela reestruturação da educação, letras e artes. Reorganização de territórios comandados por tribos bárbaras como parte do Império. Restauração do título de Imperador do Império Romano do Ocidente, ideia do então Papa Leão III e aclamado pelo povo “Vitória e vida a Carlos Augusto, imperador romano grande e pacífico, coroado por Deus!”. Pintura Mural e ao lado Iluminura. Séc. IX.
  • 3. Reinos posteriores a queda de Roma e o período chamado Idade das Trevas
  • 4. Ascenção de Carlos Magno e o Império Ocidental
  • 5.
  • 6. REVOLUÇÃO FRANCESA E OS IDEAIS DE UMA NOVA ORDEM SOCIAL , POLÍTICA E COMPORTAMENTAL 1789 -1799 FRANÇA ANTERIOR À REVOLUÇÃO Desde o século XII atribuía-se aos reis franceses curas milagrosas posto que, segundo reza a lenda, estes soberanos eram ungidos com um óleo sagrado trazido por um pombo que lhes definiam como representantes do divino. Estas ações consolidariam ao longo dos séculos uma série de cerimônias magníficas que construiriam a imagem de superioridade dos reis bem como para a consolidação do Absolutismo em 1661; A origem destes reis soberanos e ungidos pelo sagrado está em Hugo Capeto, fundador da dinastia que viria a ter diversos ramos e que asseguraria a passagem do título de rei ao primogênito pelo processo da sagração. A ramificação dos Capeto assim se desenhava: Valois - Órleans, Valois – Angoulême, Valois – Bourbon e Valois; Em 1643 Luiz XIV herdou o trono ainda menor, sendo o cardeal Mazarino e a sua Mãe, Ana D’Austria a manterem certa unidade política que, no mesmo ano pelas ambições e insatisfação de membros da corte e parlamento eclodiria a Fronda, movimento de oposição que obrigou a família real a se alojar no Palácio de Caça, Versalhes, local que mais tarde seria a sede oficial do reinado de Luiz XIV;
  • 7. O ABSOLUTISMO Sistema político desenhado pelo então rei Luiz XIV em 9 de março de 1661, no qual afastou sistematicamente os familiares e as mais antiga nobreza do poder; Constituição de um novo ministério afastando antigos conselheiros e familiares em prol de membros reconhecidos pelo trabalho, liderança e competência: Colbert, conhecido por suas qualificações tornou-se controlador geral do reino, administrando uma França de modo regrado, produzindo leis e ampliando o sistema acadêmico – Pequena Academia (1663), Academia de Ciências ( 1666), Academia da França em Roma (1666), Academia de Música (1669), Academia de Arquitetura (1671); Desejo expansionista e projeção da ideia de império desgastam a economia francesa, com cobrança de impostos cada vez mais altos gerando insatisfação, porém rapidamente esquecidas pelo Terceiro Estado que vê em Luiz XIV um deus, um presente (Deodato); A guerra com os Augsburgo (1688 – 1697) levam ao empobrecimento da França mas não a megalomania e grandeza do então rei, detentor de todos os poderes; Esta conduta centralizadora de Luiz XIV definiria o perfil do absolutismo que, quanto menos parentes na corte e nos ministérios, mais difícil seria perder a coroa. Segundo o cortesão Saint-Siimon “Os espiões e informantes eram infinitos” a serviço do rei;
  • 8. Palácio de Versalhes. Pintura de 1772. Sede do reinado Absolutista.
  • 9.
  • 10. Luiz XIV, o Rei Sol. Rigaud, óleo s/ tela, século XVII.
  • 11. LUIZ XV: O BEM AMADO (1710 – 1774) Bisneto de Luiz XIV, herdeiro direto do trono aos cinco anos em setembro de 1715, tendo o seu reino regido pelo príncipe e primo Felipe de Orléans; Em 1722, com a maioridade, se afasta da Espanha, proximidade existente desde a crise com os protestantes durante o século XVI, aproximando uma relação cada vez maior com os Ingleses, obrigando o Rei a devolver a noiva espanhola ao reino da Espanha (sob o poder dos Bourbon, para tanto pertencentes à mesma linhagem familiar), casando-se depois com a polonesa Maria Leczinska em 1725; Após guerras desastrosas e a delegação de autoridade há inúmeros ministros. Gradativamente Luiz se entregava aos prazeres da vida, lançando o reino dos Bourbon ao declínio e especulação principalmente pelos iluministas. A postura de bon-vivant, as amantes declaradas e a mais próxima, madame de Pompadour que, deliberadamente passou a governar o reino; O isolamento de Luiz XV leva a França e seus domínios ao declínio, perdendo antigas colônias como a do Canadá em 1763. Quando a Polônia é aniquilada e dividida entre os reinos da Áustria, Prússia e Rússia, o reinado de Luiz XV é desmoralizado. Tais fatos entregam uma França ao herdeiro Luiz XVI completamente descrente e convulsionada;
  • 12. Luiz XV, O Bem Amado.
  • 14. LUIZ XVI: O DECAPITADO (1754 – 1793) Aos onze anos tornou-se herdeiro da coroa francesa, sendo neto de Luiz XV. Por dois anos a rainha Maria Leczinska cuida do futuro rei e após a sua morte, as tias paternas ficaram encarregadas de sua educação. Aos 15 anos Luiz XVI casou-se com Maria Antonieta d’Áustria, filha do então sacro imperador Romano Francisco I; Luiz XVI desafia a coroa Britânica apoiando os colonos ingleses na guerra de independência contra a coroa. Necker, protestante e proveniente do setor privado, assume as finanças da França e em 1781 publica a situação calamitosa da França; Luiz XVI gradativamente foi se isolando de suas obrigações na monarquia. A oposição ao reinado tornava-se cada vez maior tendo e o parlamento seu principal opositor. A cobrança de impostos e a situação caótica inflamavam os atos contra o rei a política, tanto na nobreza quanto na Igreja Católica; 1789, os representantes da classe mais numerosa, nem sacerdotes, nem nobres, exigem que os votos de todas as classes tivessem o mesmo valor e peso, no qual o rei não aceita e, os revoltosos, declararam a Assembléia Nacional que culminará com a queda da Bastilha em 14 de Julho daquele ano e a revogação aos direitos feudais da nobreza;
  • 17. O FIM DO ABSOLUTISMO E O NASCIMENTO DOS IDEAIS DAS SOCIEDADES CONTEMPORÂNEAS Luiz XVI fora pressionado a se submeter a uma constituição, algo que não aceita. Tenta fugir de Paris e é capturado e reconduzido à cidade. A Áustria em ultima manobra de apoio a Luiz XVI lançou um ataque aos revoltosos. Em resposta o rei é preso e conduzido a julgamento. Motivo: Traição. Em 1793, Luiz XVI foi executado (guilhotinado) na atual Praça da Concordia, Paris. Um período de sangue e terror iniciava-se na França pós a morte do monarca;
  • 18. CONSIDERAÇÕES GERAIS ACERCA DO ABSOLUTISMO E SEUS DESDOBRAMENTOS NA CONSTRUÇÃO DO CONTEMPORANEO Centralização do poder e a criação e desenvolvimento de uma imagem austera, forte, equivalente aos deuses – um salvacionista tocado pelas mãos do sagrado; Imagem associada ao triunfo, ao grandioso, ao eterno – o poder do símbolo; Sistematização da educação e academia – Processo Institucionalizado; Criação dos Liceus de Artes e Ofícios (educação técnica), primordialmente o desenho, para a aplicação no espaço privado e público – Modelo seguido por tantos outros países e ainda ativo na contemporaneidade; Desenvolvimento de aparato mobiliário único, personalizado, atrelado ao gosto da realeza e desejado por todos; Rígida manutenção do sistema conhecido como Três Estados, colocando cada grupo social atrelado às suas realidades econômicas, sociais e de linhagem e sangue de família; Igreja e alto clero com poderes além da religião. Influencia política definida e centralizadora – preservação de interesses de classe;
  • 19.
  • 20.
  • 21. Retrato de Luiz XVI. Óleo s/ tela. Joseph Duplessis, 1777
  • 22. DO ABSOLUTISMO A REVOLUÇÃO FRANCESA DE 1789 O fim do Absolutismo francês não significou o apagamento total de um sistema controlado por representantes únicos e interessados na manutenção dos privilégios da nobreza e dos burgueses, em sua vasta maioria, donos de grandes lotes de terra, comércios, mercados, navios, comércio ultramarino, etc ; A Assembleia Nacional Constituinte de maio de 1789, formada sobretudo pelo Terceiro Estado (camponeses, artesãos e burgueses), eliminava os privilégios do Clero e da nobreza e obrigava o Rei a governar sob a orientação de uma constituição geral. No entanto vale salientar que, as manobras para a efetivação dessa constituinte e de todo o processo revolucionário tinham a presença indireta de homens da própria nobreza insatisfeitos com a realeza e, sem embargo, dos Iluministas, como Diderot, Montesquieu, Jacques Rosseau, Voltaire e John Locke que, efetivamente, alimentaram os revolucionários com ideias sobre a liberdade religiosa, a razão frente a emoção, o conhecimento estruturado sobre as crenças e superstições, o uso da razão como meio libertador posto que, levaria o homem a visualizar os problemas de seu tempo pelo caminho analítico;
  • 23. John Locke (1632-1704): para John o homem, com o passar do tempo, adquiria conhecimento por meio do empirismo. Montesquieu (1689-1755): o poder deve ser divido em: Legislativo, Executivo e Judiciário. Voltaire (1694-1778): acreditava na liberdade de pensamento e era bastante crítico quando se tratava de intolerância religiosa. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778): o estado democrático deve garantir igualdade a todos. Écrasez l'Infâme (Esmagai a infame): Referia-se a Igreja Católica que era chamada de infame e escreveu a “Cartas Inglesas”. Diderot (1713-1784): Criou uma enciclopédia com os pensamentos e conhecimentos da época. Como o Iluminismo questionava e criticava o regime absolutista na qual a França vivia, foi usado como inspiração para lutar por novas formas de governo, economia e sociedade. A monarquia era tida como impedimento para o desenvolvimento do comércio e da burguesia.
  • 24. A tomada da Bastilha. Óleo s/ tela.
  • 25. GRUPOS NO PODER – FRANÇA REVOLUCIONÁRIA A direita estavam os girondinos: representavam a alta burguesia (banqueiros, grandes empresários e comerciantes) e inicialmente controlavam o governo. Defendiam posições moderadas, temendo que as camadas populares assumissem o controle da revolução e prejudicassem seus negócios. À esquerda, os jacobinos: representavam a média burguesia (funcionários reais, profissionais liberais, como médicos, professores, advogados), a pequena burguesia (pequenos comerciantes e artesãos mais ricos) , os camponeses e sans-culottes (proletariado e demais trabalhadores urbanos de baixa condição). Defendiam posições radicais, estimulando a agitação popular. Jacques Pierre Brissot, líder dos Girondinos; Robespierre, líder dos Jacobinos e talvez a principal figura da Revolução. Implantou o “Grande Terror”, com perseguições e assassinatos de outros representantes políticos e opositores;
  • 26. Robespierre e Georges Jacques Danton
  • 27. A morte de Marat (Jean Paul Marat). Óleo s/ tela. Jacques Louis David. Assassinado por Charlotte Corday, simpatizante dos Girondinos em 1793.
  • 28. A medida que a Revolução crescia e adquiria mais adeptos a favor da instauração de uma República, a monarquia já frágil, buscou aliados além do Estado Francês, sendo Leopold II da Áustria e irmão de Maria Antonieta a movimentar-se na organização de uma coligação de potências europeias (Espanha, Grã-Bretranha, Nápoles, Sardenha e Prússia), afim de restaurar a honra do rei e da família real, bem como sufocar a Revolução; Para este fim, fora enviada em 6 de julho de 1791 a “Circular de Pádua”, documento em que tais propostas de restauração da ordem eram apresentadas aos outros soberanos; Em agosto de 1791, na Declaração de Pillnitz – Alemanha, junto ao conde de Artois, irmão de Luiz XVI, convoca todos os soberanos da Europa alinhados à França que, intercedam imediatamente ao lado da Família real, reestabelecendo todos os direitos desta e para a segurança da França; Em setembro a Constituição Francesa foi aprovada e logo, em Outubro, os atritos entre Luiz XVI e a Assembleia Legislativa começavam, com os vetos das decisões desta por Luiz XVI; A Revolução ao final do ano de 1791 estava totalmente enraizada na ideia de conflito armado, por um lado os Girondinos acreditavam que a guerra e os ideais da Revolução seriam levados as outras nações enquanto os Jacobinos defendiam a ideia de que, a guerra, poria a descoberta as relações e interesses entre a França e os Soberanos europeus;
  • 29.
  • 30. Áustria sob o comando de Leopold II e a Prússia com Frederico Guilherme, foram as primeiras potências a traçarem um pacto contra a França revolucionária e, sem embargo, a estabeleceram a partilha do território francês, ficando a Alsácia e Lorena para a Áustria e a partilha da Polônia para a Prússia; O reino da Sardenha declarou guerra à França no verão de 1792 e em 1793, após a execução de Luiz XVI e a retirada dos embaixadores da Espanha e das Províncias Unidas, o conflito e o cenário político europeu tomava novo rumo, adquirindo proporções além França, tornando o conflito de fato europeu, certo que a Inglaterra, mesmo evitando um contato direto atrairia outras nações para a guerra na promessa de pagamentos dos subsídios de guerra; Os anos de 1794 e 1795 os franceses avançavam em conquistas e asseguravam novos territórios obrigando a Prússia e a Espanha a assinar o Tratado de Paz em Basiléia (abril e julho) que, em seguida, favorecia a França tendo a Espanha ao seu lado, retirando assim suas tropas da Catalunha e Navarra; Em 1796 Napoleão Bonaparte, então com 23 anos assumiu o comando do Exército na Itália rapidamente sufocando os exércitos austríacos e dos reinos de Piemonte, Lombardia. Sucessão de vitórias dariam a Napoleão grande prestígio e reconhecimento;
  • 31. Napoleão Bonaparte aos 23 anos. O gênio tático lhe asseguraria reconhecimento e os rumos da França nos anos finais da Revolução.
  • 32. Além das guerras em partes da Europa em que a França lutava contra seus inimigos, no plano interno a situação não era das melhores. O Diretório entre 1794 e 1799, período posterior ao Jacobinismo que defendia os interesses sociais das classes menos favorecidas, suprimiu o direito de voto e a participação igualitária de todos os atores sociais implantadas pelos jacobinos, bem como a divisão de terras e posses do clero e da nobreza, assim como organizações de trabalhadores em sindicatos. De uma certa forma a burguesia voltava ao poder suprimindo veladamente os interesses da primeira fase da revolução. Os ideais da Revolução como Liberdade, Igualdade e Fraternidade, Direitos do Homem e do Cidadão, participação política igual para todos e direito de manifestação contra seus representantes adquiriu força ao longo dos anos para outras nações e alimentaram a ideia de liberdade contida na sociedade contemporânea, porém tais ideais não se consolidaram em sua totalidade, mas abriram portas para um novo cenário político e social que se tecia em fins do século XVIII e que viria a ser o estofo para a construção das sociedades atuais;
  • 33. A Coroação de Napoleão. Óleo s/ Tela. Jacques Louis David