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ODONTOLOGIA



  ANATOMIA DO
   PESCOÇO


     ITPAC PORTO
         2012
Profa. Maribel Fernández
FÁSCIAS DO PESCOÇO
 As estruturas no pescoço são circundadas por uma camada
de tecido subcutâneo (tela subcutânea)               e são
compartimentalizadas por camadas da fáscia cervical.

                      TELA SUBCUTÂNEA
É uma camada de tecido conjuntivo adiposo situada entre a derme da pele
e a lâmina superficial da fáscia cervical.
Observações: NÃO FAZ PARTE DA FÁSCIA CERVICAL.

Contém:
quantidades variáveis de gordura,
vasos sanguíneos,
vasos linfáticos,
nervos cutâneos,
linfonodos cervicais superficiais,
ántero-lateralmente contém ao M. Platisma.
Fáscia cervical


Consiste em 4 lâminas
  (bainhas) fasciais:

  Superficial
  Pré-traqueal
  Pré-vertebral
   Sustentam vísceras,
      músculos, vasos
        sanguíneos e
   linfonodos profundos.

     Bainhas caróticas
  Ao redor das Artérias
  carótidas comuns, das
  Veias jugulares internas
  e dos Nervos vagos.
Estruturas superficiais do pescoço:
             Regiões Cervicais
Região Cervical     Anterior   (Trígono   anterior     do
pescoço)

Região Esternocleidomastóidea

Região Cervical Lateral (Trígono lateral do pescoço)

Região Cervical Posterior (Trígono posterior do
pescoço)

Região Suboccipital (Trígono suboccipital)
Região cervical anterior
           (trígono anterior do pescoço)

          Limites:
Limite anterior formado pela linha
mediana do pescoço.
Limite posterior formado pela
margem anterior do ECM.
Limite superior formado pela
margem inferior da mandíbula.
Ápice localizado na incisura
jugular no manúbrio.
Teto     formado      por   tecido
subcutâneo       contendo  o    M.
platisma.
Assoalho formado pela faringe,
laringe e tireóide.
Região cervical anterior

                   Trígono submentual

         LIMITES:
Inferior: Corpo do hióide
Laterais:    Ventres     anteriores
direito e esquerdo dos músculos
digástricos.
Assoalho: Músculos milo-hióideos

         Conteúdo:
Linfonodos submentuais
Pequenas veias que se unem
para formar a veia jugular anterior
Região cervical anterior

                 Trígono submandibular

            LIMITES:
Entre a margem inferior da
mandíbula e os ventres anterior e
posterior do músculo digástrico.
Assoalho: Músculos milo-hióideo,
hipoglosso e constritor médio da
faringe.

            Conteúdo:
Glândula submandibular
Linfonodos submandibulares
N. hipoglosso
N. milo-hióideo
Parte da artéria e veia faciais
Região cervical anterior

                     Trígono carótico

          LIMITES:
Ventre superior do M. omo-
hióideo
Ventre     posterior do M.
digástrico
Margem anterior do ECM

         Conteúdo:
Bainha carótica contendo a A.
carótida comum e seus ramos,
V. jugular interna, N. vago, A.
carótida       externa,      N.
hipoglosso,     N.   acessório,
glândula tireóide, laringe e
faringe, linfonodos cervicais
profundos, ramos do plexo
cervical
Região cervical anterior

                     Trígono muscular

            LIMITES
Ventre superior do M. omo-hióideo
Margem anterior do ECM
Plano mediano do pescoço

            Conteúdo:
Músculos infra- hióideos
Tireóide
Paratireóides
Laringe
Região Esternocleidomastóidea


M. esternocleidomastóideo
Parte superior da V. jugular
externa
N. auricular magno
N. cervical transverso


Fossa supra clavicular
menor
- Parte inferior da V. jugular
interna
Região cervical lateral
           (trígono lateral do pescoço)

            LIMITES:
Esta região é limitada:
Anteriormente       pela    margem
posterior do ECM.
Posteriormente      pela    margem
anterior do trapézio.
Inferiormente pelo terço médio da
clavícula entre o trapézio e o ECM.
Por um ápice, onde o ECM e o
trapézio encontram-se na linha
nucal superior do osso occipital.
Por um teto, formado pela lâmina
superficial da fáscia cervical.
Por um assoalho, formado por
músculos cobertos pela lâmina
pré-vertebral da fáscia cervical.
Região cervical lateral


1. Trígono occipital
- Parte da V. jugular externa
-   Ramos posteriores do plexo
    cervical de nervos
-   N. acessório
-   Troncos do plexo braquial
-   A. cervical transversa
-   Linfonodos cervicais
2. Trígono omoclavicular
-   A. subclávia
-   Parte da V. subclávia
-   A. supra-escapular
-   Linfonodos supraclaviculares
MÚSCULOS DA REGIÃO CERVICAL
          LATERAL
     O assoalho desta região é formado pela lâmina pré-
     vertebral que cobre 4 músculos:

1.   M. esplênio da cabeça
2.   M. levantador da escápula
3.   M. escaleno médio
4.   M. escaleno posterior
5.   Algumas vezes o M. escaleno anterior e o M. escaleno
     mínimo aparecem nesta região.
Região cervical posterior
Região suboccipital
ESQUELETO DO PESCOÇO
1.   Vértebras cervicais.

2.   Osso hióide.
VÉRTEBRAS CERVICAIS
           VÉRTEBRAS CERVICAIS TÍPICAS

                      De C3 a C6
1.   Corpo vertebral pequeno e mais longo no
     comprimento látero-lateral.
2.   Forame vertebral grande e triangular.
3.   Processos transversos que incluem forames
     transversários.
4.   Faces superiores dos processos articulares
     voltadas súpero-anteriormente, e faces inferiores
     ínfero-posteriormente.
5.   Processos espinhosos curtos e bífidos.
VÉRTEBRAS CERVICAIS ATÍPICAS

                    C1 (Atlas)

Osso anular.
Não possui processo espinhoso ou corpo.
Consiste em duas massas laterais unidas por arcos
anterior e posterior.


                     C2 (Áxis)

Possui uma estaca denominada dente (poçesso odontóide)
que se projeta superiormente a partir de seu corpo.
VÉRTEBRAS CERVICAIS ATÍPICAS (Cont.)

             C7 (Vértebra proeminente)

1.   Processo espinhoso longo, que não é bífido.
2.   Possui grandes processos transversos
3.   Forames transversários pequenos (quando
     existem).
OSSO HIÓIDE
Situado na parte anterior do pescoço no nível
da vértebra C3 no ángulo entre a mandíbula e a
cartilagem tireóidea.

Não se articula com outro osso, é suspenso
pelos processos estilóides dos ossos
temporais através dos ligamentos estilo-
hióideos e está firmemente unido à cartilagem
tireóidea.
MÚSCULOS CUTÂNEOS E
   SUPERFICIAIS DO PESCOÇO
Platisma

Esternocleidomastóideo

Trapézio
M. PLATISMA

     Inserção superior: Margem inferior da mandíbula, pele e
     tecido subcutâneos da parte inferior da face.

     Inserção inferior: Fáscia que reveste as partes superiores
     dos músculos peitoral maior e deltóide.

     Inervação: Ramo cervical do nervo facial.

     Ações:
1.   Abaixa os ângulos da boca e alarga-a como em
     expressões de tristeza e medo.
2.   Levanta a pele do pescoço quando os dentes são
     “cerrados”.
M. ESTERNOCLEIDOMASTÓIDEO
    Inserção superior: Face lateral do processo mastóide do osso
    temporal e metade lateral da linha nucal superior.

    Inserção inferior:
  Cabeça esternal: face anterior do manúbrio do esterno.
  Cabeça clavicular: face superior do terço médio da clavícula.

    Inervação: Nervo acessório, Nervos C2 e C3.

    Ações:

Contração unilateral: Flexão lateral do pescoço com rotação.

Contração bilateral:
1.  Extensão do pescoço nas articulações atlantoccipitais.
2.  Flexão das vértebras cervicais aproximando o queixo do manúbrio.
3.  Extensão das vértebras cervicais superiores enquanto flete as
    vértebras inferiores, de forma que o queixo é levado para a frente
    com a cabeça mantida no mesmo nível.
M. TRAPÉZIO
   Inserção superior: Terço medial da linha nucal superior,
   protuberância occipital externa, ligamento nucal,
   processos espinhosos das vértebras C7-T12.

   Inserção inferior: Terço lateral da clavícula, acrômio e
   espinha da escápula.

   Inervação: Nervo acessório, Nervos C2 e C3.

   Ações:
1. Eleva, retrai e roda a escápula.
2. Com os ombros fixos:
Contração bilateral: Extensão do pescoço.
Contração unilateral: Flexão lateral para o mesmo lado.
MÚSCULOS DA REGIÃO CERVICAL
              ANTERIOR
                       Músculos hióideos
              Estabilizam ou movimentam o hióide e a laringe

1.    Músculos supra-hióideos:

      Estão superiores ao hióides e o unem ao crânio. Constituem a
      substância do assoalho da boca, sustentando o hióide para fornecer
      uma base a partir da qual a língua atua, e elevando o hióde e a
      laringe em relação à deglutição e produção de tom.

1.    Músculo infra-hióideos:

       Estão inferiores ao hióides. Fixam hióides, esterno, clavícula e
      escápula e deprimem o hióde e a laringe durante a deglutição e a
      fala.
      Atuam junto com os músculos supra-hióideos para estabilizar o
      hióides, oferecendo uma firme base para a língua.
MÚSCULOS SUPRA-HIÓIDEOS
                SUPRA-

1.   M. milo-hióideo

2.   M. estilo-hióideo

3.   M. gênio-hióideo

4.   M. digástrico
MÚSCULO INFRA-HIÓIDEOS
                INFRA-

     Plano superficial
1.   M. esterno-hióideo
2.   M. omo-hióideo

     Plano profundo
1.   M. esterno-tireóideo
2.   M. tireo-hióideo
VÍSCERAS DO PESCOÇO
Vísceras do pescoço
Da região superficial para a profunda:

          Camada endócrina:
           GlândulaTireóide
        Glândulas Paratireóides

         Camada respiratória:
              Laringe
             Traquéia

          Camada alimentar:
              Faringe
              Esôfago
Camada endócrina:

  Glândula Tireóide

Glândulas Paratireóides
CAMADA ENDÓCRINA DAS VÍSCERAS CERVICAIS

                     TIREÓIDE

Maior glândula endócrina do corpo.
Produz hormônios tireoidianos e calcitonina.
Localização anterior ao nível de C5 a T1.
Situada profundamente aos músculos esternotireóideo e
esterno-hióideo.
Formada pelos lobos direito e esquerdo, situados ântero-
lateralmente em relação à laringe e traquéia.
Istmo: une os lobos, anteriormente aos 2º e 3º anéis
traqueais.
Circundada por uma cápsula fibrosa fina que envia septos
profundos para o interior da glândula, externamente há
uma bainha frouxa formada pela parte visceral da lámina
pré-traqueal da fáscia cervical.
VASCULARIZAÇÃO DA TIREÓIDE

                ARTÉRIAS
Situam-se entre a cápsula fibrosa e a bainha
fascial frouxa.
A. tireóidea superior: Ramos das AA.
carótidas externas. Os ramos anterior e
posterior suprem a face ântero-superior da
glândula.
A. tireóidea inferior: Maiores ramos dos
troncos tireocervicais que se originam das
AA. subclávias. Suprem a parte póstero-
inferior incluindo os polos inferiores da
glândula.
A. Tireóidea Ima
Origem:
• Tronco braquiocefálico
• Arco da aorta
• A.    carótida    comum
  direita
• A. subclávia
• A. torácica interna.

Supre superfície anterior
  da traquéia e istmo da
  tireóide.
DRENAGEM VENOSA DA TIREÓIDE

Três pares de veias tireóideas formam o plexo
venoso tireóideo na superfície anterior da
tireóide e anterior à traquéia.

V. tireóidea superior.
V. tireóidea média.
Estas duas drenam para as VJI
V. tireóidea inferior.
Drenam para as VV. braquiocefálicas
posteriormente ao manúbrio
DRENAGEM LINFÁTICA DA TIREÓIDE

          Vasos linfáticos da tireóide
Seguem no tecido conjuntivo interlobular e comunicam-
se com uma rede capsular de vasos linfáticos .

Linfonodos pré-laríngeos.
Drenam para os linfonodos cervicais profundos
superiores.
Linfonodos pré-traqueais.
Linfonodos para-traqueais.
Drenam para os linfonodos cervicais profundos
inferiores, para onde também drenam os vasos linfáticos
situados ao longo das VV. Tireóideas superiores
(lateralmente).
INERVAÇÃO DA TIREÓIDE

Derivados dos gânglios simpáticos cervicais
superiores, médios e inferiores.
Chegam à glândula através dos plexos
cardíaco e periarteriais tireóideos superior e
inferior    que  acompanham       às   artérias
tireóideas.
São fibras vasomotoras (vasoconstrição), não
secretomotoras.
A secreção endócrina da tireóide é controlada
hormonalmente pela hipófise (TSH) que por
sua vez é controlada pelo hipotálamo (TRH)
CAMADA ENDÓCRINA DAS VÍSCERAS CERVICAIS

        GLÂNDULAS PARATIREÓIDES

 Situam-se externamente à cápsula tireóidea na
 metade medial da superfície posterior de cada
 lobo da tireóide, dentro de sua bainha.
 O número varia de 2 a 4 glândulas. 5% das
 pessoas tem mais de 4.
 As superiores estão situadas no nível da
 margem inferior cartilagem cricóidea.
 As inferiores estão situadas perto dos pólos
 inferiores da tireóide, mas podem situar-se em
 várias posições.
VASCULARIZAÇÃO DAS
       GLÂNDULAS PARATIREÓIDES



A. tireóidea inferior.
A. tireóidea superior.
A. tireóidea Ima.
AA. Laríngeas.
AA. Traqueais.
AA. Torácicas.
DRENAGEM VENOSA DAS PARATIREÓIDES



          VV. Paratireóideas.

 Drenam para o plexo venoso tireóideo.
DRENAGEM LINFÁTICA DAS
          PARATIREÓIDES

    Vasos linfáticos das paratireóides

Drenam para os linfonodos cervicais profundos e
linfonodos paratraqueais.
INERVAÇÃO DAS PARATIREÓIDES

Derivada de ramos tireóideos dos gânglios
simpáticos cervicais.
São fibras vasomotoras (vasoconstrição), não
secretomotoras.
A    secreção    endócrina   é   controlada
hormonalmente.
Camada respiratória:

      Laringe

      Traquéia
Camada respiratória
As vísceras desta camada contribuem para as
funções respiratórias do corpo.

                   FUNÇÕES

Direcionamento de ar para o trato respiratório
Oferta de uma via aérea permeável e de um
meio para fechá-la temporariamente.

Produção da voz.
LARINGE
Composição: 9 cartilagens unidas por membranas e
ligamentos e contendo as pregas vocais.

Situação: Região anterior do pescoço no nível dos corpos
das vértebras C3-C6. Une a parte inferior da faringe à
traquéia.

Função principal: Proteger as vias aéreas, principalmente
durante a deglutição, quando serve como esfíncter ou
válvula do trato respiratório inferior, mantendo assim uma
via aérea permeável.
ESQUELETO DA LARINGE
 Consiste em 9 cartilagens:
         Impares
         Tireóidea
         Cricóidea
         Epiglótica

           Pares
        Aritenóidea
        Corniculada
        Cuneiforme
Classificação dos músculos da laringe
              EXTRÍNSECOS

              Supra-hióideos
               Infra-hióideos


              INTRÍNSECOS:

                 Adutores
                 Abdutores
                Relaxadores
                 Tensores
                Esfíncteres
Classificação dos músculos intrínsecos
               da laringe
Adutores: Cricoaritenóideos laterais
         Aritenóideo transverso
         Aritenóideo obliquo

Abdutores: Cricoaritenóideos posteriores


Relaxadores: Tireoaritenóideos
              Vocal

Tensores: Cricotireóideos

Esfíncteres: Cricoaritenóideos laterais
           Aritenóideo transverso
           Aritenóideo obliquo
Músculos da laringe

               Cricoaritenóideo lateral


Origem: Arco da cartilagem cricóidea.

Inserção:      Processo   muscular    da   cartilagem
aritenóidea.

Ação: Abdução das pregas vocais na parte
interligamentar e adução da outra parte.

Inervação: Nervo laríngeo inferior.
Músculos da laringe

        Aritenóideos transverso e oblícuo


Origem: Uma cartilagem aritenóidea.

Inserção: Cartilagem aritenóidea contralateral.

Ação:    Aduzem    as    cartilagens   aritenóideas
(aduzindo a parte intercartilagínea das pregas
vocais, fechando a rima da glote posterior).

Inervação: Nervo laríngeo inferior.
Músculos da laringe

             Cricoaritenóideo posterior


Origem: Face posterior da lâmina da cartilagem
cricóidea.

Inserção:      Processo   muscular    da   cartilagem
aritenóidea.

Ação: Abduz as pregas vocais.

Inervação: Nervo laríngeo inferior.
Músculos da laringe
                  Tireoaritenóideo

Origem: Metade inferior da face posterior do
ângulo      da    lâmina   tireóidea    e   ligamento
cricotireóideo.

Inserção:      Face   ântero-lateral   da   cartilagem
aritenóidea.

Ação: Relaxa o ligamento vocal.

Inervação: Nervo laríngeo inferior.
Músculos da laringe

                      Vocal


Origem: Face lateral do processo vocal da
cartilagem aritenóidea.

Inserção: Ligamento vocal ipsilateral.

Ação:   Relaxa    o   ligamento   vocal   posterior
enquanto mantém a tensão da parte anterior.

Inervação: Nervo laríngeo inferior.
Músculos da laringe
                 Cricotireóideo

Origem: parte ântero-lateral da cartilagem
cricóidea.

Inserção: Margem inferior e corno inferior da
cartilagem tireóidea.

Ação: Estende e tensiona o ligamento vocal.

Inervação: Nervo laríngeo externo.
VARIAÇÕES DO FORMATO DA RIMA DA GLOTE
INTERIOR DA LARINGE
                  CAVIDADE DA LARINGE

  Estende-se do ádito da laringe até o nível da margem
  inferior da cartilagem cricóidea.

Inclui:
  Vestíbulo da laringe: entre o ádito da laringe e as pregas
  vestibulares.
  Parte media da cavidade da laringe: cavidade central entre
  as pregas vestibulares e vocais.
  Ventrículo da laringe: recessos que se estendem
  lateralmente da parte média da cavidade da laringe entre
  as pregas vestibulares e vocais.
  Cavidade infraglótica: cavidade inferior da laringe entre as
  pregas vocais e a margem inferior da cartilagem cricóidea.
VASCULARIZAÇÃO DA LARINGE
         Ramos da Artéria tireóidea superior:

1.   Artéria laríngea superior: supre a face interna
     da laringe.
2.   Artéria cricotireóidea: supre o músculo
     cricotireóideo.

          Ramo da Artéria tireóidea inferior:

1.   Artéria laríngea inferior: supre a mucosa e os
     músculos na parte inferior da laringe.
DRENAGEM VENOSA DA LARINGE
Veia laríngea superior:
Se une à V. tireóidea superior e através dela drena
para a V. jugular interna.

Veia laríngea inferior:
Une-se à veia tireóidea inferior ou ao plexo venoso
sobre a face anterior da traquéia, que drena para a
V. braquiocefálica esquerda.
DRENAGEM LINFÁTICA DA LARINGE
Vasos linfáticos laríngeos superiores às
pregas vocais: acompanham a artéria laríngea
superior através da membrana tireo-hióidea.
Drenam para os linfonodos cervicais profundos
superiores.

Vasos linfáticos laríngeos inferiores às pregas
vocais: Drenam para os linfonodos pré-traqueais
ou paratraqueais, que drenam para os linfonodos
profundos inferiores.
INERVAÇÃO DA LARINGE

1.   Nervo laríngeo superior:
     Origina-se do gânglio vagal inferior na
     extremidade superior do trígono carótico.
     Divide-se em 2 ramos terminais na bainha
     carótica:
NERVOS LARÍNGEOS RECORRENTES
Relação clínica


Fraturas do esqueleto da laringe
Produzem:
Hemorragia e edema da submucosa.
Obstrução respiratória.
Rouquidão.
Incapacidade temporária para falar.
TRAQUÉIA
Situação: Se estende da laringe até o tórax.
Termina inferiormente se dividindo em brônquios
principais esquerdo e direito.

                   Funções
Transporta o ar que entra e sai dos pulmões.

Seu epitélio impulsiona o mucus com resíduos das
vias respiratórias em direção à faringe para
expulsão pela boca.
Características anatômicas
É um tubo fibrocartilagíneo, sustentado por anéis
traqueais cartilagíneos incompletos.

Esses anéis mantém a estrutura permeável: são
deficientes posteriormente onde a traquéia é
adjacente ao esôfago.

Posteriormente a abertura nos anéis é transposta
pelo músculo liso traqueal (involuntário) que une
as suas extremidades.
VASCULARIZAÇÃO DA TRAQUÉIA

1.   Artéria tireóidea superior

2.   Artéria tireóidea inferior

3.   AA. Bronquiais.

4.   As vezes A. torácica interna
INERVAÇÃO DA TRAQUÉIA

1.   Nervo laríngeo recorrente

2.   Ramos do plexo pulmonar e simpático