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VÍRUS
VÍRUS
PROF. KAÍS RODRIGUES
NA AULA DE HOJE...
SEGURAR O ESPIRRO
FAZ MAL?
SEGURAR O ESPIRRO
FAZ MAL?
Descubra no final da aula
SURTOS DE VIROSES MAIS IMPACTANTES NA HISTÓRIA
SURTOS DE VIROSES MAIS IMPACTANTES NA HISTÓRIA
Causa: vírus H1N1.
Uma das pandemias mais
mortais da história. Infectou
cerca de 1/3 da população
mundial. Cerca de 40
milhões de mortes.
Causa: vírus HIV.
Síndrome da
Imunodeficiência
Adquirida (AIDS).
Desde 1980 já causou
milhões de mortes.
Causa: H1N1.
A pandemia de gripe
suína começou no
México e resultou em
milhares de mortes
em todo o mundo.
Causa: coronavírus
SARS-CoV-2. Pandemia
recente mais impactante
da história. Começou na
na China e se espalhou
globalmente, resultando
em mais de 6 milhões de
mortes.
GRIPE ESPANHOLA
GRIPE ESPANHOLA HIV/AIDS
HIV/AIDS COVID-19
COVID-19
GRIPE SUÍNA
GRIPE SUÍNA
1918-1919 1980 2009-2010 desde 2019
VÍRUS
VÍRUS
São entidades biológicas microscópicas que não
possuem estruturas celulares como membrana
plasmática, citoplasma ou organelas.
SÃO CONSIDERADOS PARASITAS INTRACELULARES OBRIGATÓRIOS
SÃO CONSIDERADOS PARASITAS INTRACELULARES OBRIGATÓRIOS
Só podem se replicar
dentro das células de
organismos vivos.
OS VÍRUS SÃO
SERES VIVOS?
OS VÍRUS SÃO
SERES VIVOS?
O que você acha?
VÍRUS NÃO SÃO CONSIDERADOS SERES VIVOS
VÍRUS NÃO SÃO CONSIDERADOS SERES VIVOS
Embora tenham algumas características de organismos vivos (capacidade de
se replicar e evoluir), eles geralmente não são considerados seres vivos.
Isso acontece porque
eles não atendem a
todos os critérios para
serem classificados
como seres vivos:
Não têm células
1
1
3
3
2
2 Não tem metabolismo próprio
Não se reproduzem sem
ajuda da célula hospedeira
VÍRUS
VÍRUS
Alguns também têm
uma membrana lipídica
adicional, chamada
envelope viral, derivada
da célula hospedeira.
São compostos por material genético, que pode ser DNA
ou RNA, envolto por uma cápsula proteica: o capsídeo.
O envelope é importante para a entrada do vírus nas células hospedeiras.
Bacteriófago
DNA
ou RNA
Capsídeo
Para se replicarem, os vírus
inserem seu material genético
na célula hospedeira e usam
seus recursos celulares para
produzir novos vírus.
Os vírus não conseguem se reproduzir ou realizar
atividades metabólicas independentemente.
VÍRUS
VÍRUS
Esse processo muitas vezes resulta na destruição da célula hospedeira.
Adesão
Penetração
M
aturação
Biossíntese
Liberação
Os vírus podem ser classificados de várias maneiras
com base em diferentes critérios, como:
TIPO DE
ÁCIDO NUCLEICO
(DNA OU RNA) PRESENÇA DE
ENVELOPE VIRAL
CLASSIFICAÇÃO
DOS VÍRUS
CLASSIFICAÇÃO
DOS VÍRUS
1
1
2
2 3
3
4
4
ESTRUTURA
DO CAPSÍDEO
TIPO DE HOSPEDEIRO
QUE INFECTAM
1
1 Tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA):
Composto por uma única cadeia de DNA.
Possuem duas cadeias de
DNA complementares.
Ex: Parvovírus, um grupo de vírus que
infectam mamíferos, incluindo humanos.
Ex: Herpesvírus, Adenovírus, Papilomavírus.
DNA DE FITA SIMPLES
DNA DE FITA SIMPLES
DNA DE FITA DUPLA
DNA DE FITA DUPLA
Vírus de DNA: Possuem
ácido desoxirribonucleico
(DNA) como material
genético. Podem ser:
1
1 Tipo de ácido nucleico (DNA ou RNA):
Exemplo: vírus da gripe, sarampo,
poliomielite.
Composto por uma única cadeia de RNA.
Possuem duas cadeias de RNA
complementares.
Exemplo: rotavírus.
RNA DE FITA SIMPLES
RNA DE FITA SIMPLES
RNA DE FITA DUPLA
RNA DE FITA DUPLA
Vírus de RNA: Possuem
ácido ribonucleico (RNA)
como material genético.
Podem ser:
2
2 Estrutura do capsídeo:
Os capsídeos podem ter várias formas e estruturas e são classificados em
diferentes tipos. A forma do capsídeo está relacionada ao tipo de vírus.
HELICOIDAL
HELICOIDAL ICOSAÉDRICA
ICOSAÉDRICA COMPLEXA
COMPLEXA
3
3 Presença de envelope viral:
Vírus envelopados: Possuem uma
camada adicional de membrana
lipídica: o envelope viral, derivada
da membrana da célula hospedeira.
Vírus não envelopados: Não possuem
envelope viral.
Exemplo: Retrovírus. Exemplo: Parvovírus.
Capsídeo
Envelope
4
4 Tipo de hospedeiro que infectam:
Vírus animais: Infectam animais, incluindo humanos e
outras espécies de mamíferos, aves, répteis, peixes,
insetos, etc.
Vírus vegetais: Infectam plantas e podem causar
doenças como mosaico, murcha e manchas foliares.
Bacteriófagos: Infectam bactérias e atuam na regulação
das populações bacterianas em ambientes naturais e em
biotecnologia.
CICLO DE “VIDA” DOS VÍRUS
CICLO DE “VIDA” DOS VÍRUS
Os vírus se multiplicam dentro de células hospedeiras usando diferentes
estratégias. Existem dois tipos de mecanismos de reprodução viral:
Caracterizado pelo rápido
aumento na produção de vírus
e pela destruição da célula
hospedeira.
Ciclo lítico
Permite que o vírus coexista
com a célula hospedeira por
longos períodos sem destruir
imediatamente a célula.
Ciclo lisogênico
1 2
A multiplicação dos vírus ocorre em várias etapas e depende da capacidade
do vírus de se ligar, entrar e usar os recursos da célula hospedeira.
CICLO LÍTICO DOS VÍRUS
CICLO LÍTICO DOS VÍRUS
1
1
O vírus se liga à
superfície da célula
hospedeira por
proteínas virais que
interagem com a
membrana celular.
2
2
O vírus injeta seu
material genético
(DNA ou RNA) na
célula hospedeira.
3
3
O vírus usa os
recursos celulares
para se replicar. O
material genético
viral serve como
modelo para a
síntese de novos
ácidos nucleicos.
4
4
As novas partículas
virais são liberadas
da célula hospedeira,
muitas vezes
destruindo a célula
no processo.
5
5
As partículas virais
liberadas podem
infectar novas
células hospedeiras
e o ciclo lítico
continua.
CICLO LISOGÊNICO DOS VÍRUS
CICLO LISOGÊNICO DOS VÍRUS
1
1
O vírus se liga à
superfície da célula
hospedeira e injeta
seu material
genético.
2
2
Em vez de iniciar
imediatamente a
replicação, o
material genético
viral é integrado
ao genoma da
célula hospedeira.
3
3
O vírus permanece
inativo, sem causar
danos à célula
hospedeira. O vírus
é chamado profago
(bacteriófago) ou
provírus (células
eucarióticas).
4
4
Ativação: Em
resposta a sinais
ambientais, estresse
celular ou outros
estímulos, o vírus
pode ser ativado,
iniciando o ciclo
lítico.
5
5
O vírus começa a se
replicar ativamente,
produzindo novas
partículas virais e
eventualmente
causando a lise
(morte) da célula
hospedeira.
CICLO
LISOGÊNICO
CICLO
LISOGÊNICO
CICLO
LÍTICO
CICLO
LÍTICO
1
1
2
2
3
3
4
4
5
5
3
3
4
4
1
1 2
2 3
3
Exemplo: O bacteriófago, vírus que ataca bactérias
e apresenta DNA como material genético.
O vírus injeta o DNA viral,
inativa o DNA da bactéria e
assume o controle do
metabolismo celular.
Depois, ele fabrica cópias
de seu DNA e as proteínas
da cápsula viral, formando
novos vírus.
Por último, ele digere a parede
bacteriana, destruindo a
célula e liberando os novos
vírus formados.
CICLO DE “VIDA” DE UM BACTERIÓFAGO
CICLO DE “VIDA” DE UM BACTERIÓFAGO
Bacteriófagos podem se
multiplicar pelos dois
mecanismos: o ciclo
lítico e o ciclo lisogênico.
CICLO DE “VIDA” DE UM BACTERIÓFAGO
CICLO DE “VIDA” DE UM BACTERIÓFAGO
O ciclo lítico termina com a lise e a morte da célula hospedeira,
enquanto no ciclo lisogênico a célula hospedeira permanece viva.
Alta taxa de mutação devido à essa enzima:
rápida evolução viral e variantes resistentes.
RETROVÍRUS: UM VÍRUS DIFERENTE
RETROVÍRUS: UM VÍRUS DIFERENTE
São capazes de converter
seu material genético
(RNA) em DNA, que é
integrado ao genoma da
célula hospedeira.
ENZIMA
Exemplo de retrovírus: vírus da imunodeficiência humana (HIV), que causa a AIDS.
E QUANDO UM VÍRUS INVADE NOSSO CORPO?
E QUANDO UM VÍRUS INVADE NOSSO CORPO?
Quando um vírus invade nosso corpo, ele desencadeia uma
série de eventos que podem levar a uma resposta imunológica.
SISTEMA IMUNOLÓGICO INATO
SISTEMA IMUNOLÓGICO INATO
Primeira e segunda
linha de defesas do
corpo contra infecções
virais:
Mantém os patógenos fora do corpo ou os
neutraliza antes que uma infecção se inicie.
A pele, as membranas mucosas e
determinadas substâncias antimicrobianas
são parte dessas defesas.
1
1
2
2 Retarda ou limita as infecções quando a
primeira linha de defesa falha. Ela inclui
proteínas que produzem inflamação, a febre
que aumenta a atividade das citocinas,
fagócitos e células NK que atacam e destroem
as células tumorais e aquelas infectadas por
vírus.
SISTEMA IMUNOLÓGICO ADAPTATIVO
SISTEMA IMUNOLÓGICO ADAPTATIVO
Terceira linha de
defesas do corpo
contra infecções virais:
Inclui os linfócitos, que têm como alvo a
destruição de patógenos específicos,
quando as defesas de segunda linha falham
em controlar as infecções. Incluem um
componente de memória que permite ao
corpo responder de forma mais eficiente ao
mesmo patógeno no futuro.
3
3
Produção de anticorpos que se
ligam ao vírus e marcam as
células infectadas para destruição
por outras células.
Isso significa que um vírus
pode infectar apenas um
tipo específico de célula
ou um grupo de células.
Os vírus geralmente são altamente
específicos em relação às suas
células hospedeiras.
ESPECIFICIDADE
DOS VIRUS
ESPECIFICIDADE
DOS VIRUS
Exemplo: HIV, que infecta principalmente as células do
sistema imunológico humano, como os linfócitos T.
SEGURAR O ESPIRRO FAZ MAL?
SEGURAR O ESPIRRO FAZ MAL?
Sim! O espirro é um mecanismo de defesa do
organismo diante da presença de partículas ou
micróbios, como os vírus.
O ar que sai de um espirro pode atingir uma
velocidade maior que 160 km por hora!
Ao segurar o espirro, a pressão se volta para
dentro da cabeça, podendo provocar tontura,
ruptura dos tímpanos ou inflamação.