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REPRODUÇÃO & EMBRIOLOGIA

    PROFESSOR VASCO
REPRODUÇÃO ASSEXUADA

• Participação de apenas um indivíduo.
• Formação de novos indivíduos ocorre por
  mitoses sucessivas, originando seres
  geneticamente idênticos (clones ).
Exemplos de processos
           de reprodução assexuada
DBS ( BIPARTIÇÃO ou CISSIPARIDADE )
Comum em seres unicelulares.
Um indivíduo se divide originando dois novos
seres geneticamente iguais.
LACERAÇÃO ( FISSÃO ou FRAGMENTAÇÃO )
O ser fragmenta o próprio corpo onde cada pedaço
formará um novo ser. Ex.: Poríferos, Cnidários,
Vermes, Equinodermos.
Laceração seguida de regeneração em
             Planárias
BROTAMENTO (GEMIPARIDADE)
Em uma parte do corpo forma-se um broto, por
mitoses sucessivas, que pode se destacar e
formar um novo ser independente ou pode se
desenvolver aderido ao corpo do ser de origem,
formando uma colônia.
Ex.: Poríferos , Cnidários.
ESTROBILIZAÇÃO (ESTROBILAÇÃO)
• Ocorre um processo de fragmentação do corpo do
  ser em vários segmentos , sendo o corpo
  denominado estróbilo.
• Ex.: Platelmintos ( Tênias), Cnidários.
• Em cnidários, cada segmento formado é
  denominado ÉFIRA ( forma jovem) que, ao se
  destacar, forma um cnidário adulto.
PARTENOGÊNESE
• Desenvolvimento do óvulo sem ter sido
  fecundado pelo espermatozóide, não
  havendo, portanto, mistura de genes de
  dois gametas diferentes. Ex.: Insetos
  (abelhas, pulgões), vermes, crustáceos
  ( pulga-d água), algumas espécies de
  peixes e anfíbios.
OBSERVAÇÃO
 A partenogênese nas abelhas produz o zangão,
  sendo as fêmeas produzidas por fecundação.
 A partenogênese pode ser:
Haplóide: os indivíduos surgem de óvulos
  haplóides. Ex.: zangão e pulga-d`água.
Diplóide: quando o óvulo é produzido por mitose
  ou por duplicação cromossomial (tetraploidia).
  Ex.: Alguns insetos e lagartos.
 Porém, a partenogênese diplóide também pode
ocorrer por fusão do óvulo com o segundo glóbulo
polar. Ex.: algumas espécies de Drosophila.
TIPOS DE PARTENOGÊNESE
 ARRENÓTOCA ( ARRENO= MACHO; TOCO=PARTO )
Produz apenas machos.
Ex.: abelhas
 TELÍTOCA ( TELE= FÊMEA )
Produz apenas fêmeas.
Ex.: pulgão-das-videiras, durante a primavera e
verão.
 DEUTERÓTOCA
Produz machos e fêmeas. Ex.: ocorre no outono
com o pulgão-das-videiras.
REPRODUÇÃO SEXUADA
• É caracterizada pela troca de material
  genético entre os indivíduos, através da
  fusão gamética ( células haplóides ),
  formando uma célula diplóide.
• Promove maior variabilidade genética,
  levando a maior taxa de sobrevivência nas
  espécies. Isso é devido a dois processos:
           -Crossing-over
           -Distribuição independente dos
           cromossomos
GAMETAS
• De acordo com a forma e tamanho, podem
  ser:
• Tamanho e forma semelhantes :
  ISOGAMIA
• Tamanho e forma diferentes :
  HETEROGAMIA
FECUNDAÇÃO
Pode ser:
• Externa: fusão gamética fora do organismo.
• Interna: fusão gamética ocorre no interior do
  organismo.
• Cruzada: presente em organismos hermafroditas
  onde um ser atua como macho e outro como
  fêmea.
• A fecundação cruzada pode ser recíproca ou
  mútua, onde os dois seres envolvidos atuam, ao
  mesmo tempo, como macho e outro como
  fêmea, doando e recebendo espermatozoides.
REPRODUÇÃO ASSEXUADA
         VANTAGENS                     DESVANTAGENS
    - FORMAÇÃO DE CLONES               - VARIABILIDADE
                                 GENÉTICAPRATICAMENTE NULA
   - TODOS PODEM ORIGINAR
        DESCENDENTES                 - DIFÍCIL ADAPTAÇÃO A
                                    ALTERAÇÕES AMBIENTAIS
    - RÁPIDA PRODUÇÃO DE
   DESCENDENTES COM BAIXO        NÃO FAVORECE A EVOLUÇÃO DAS
     DISPÊNDIO DE ENERGIA                 ESPÉCIES

FORMAÇÃO DE COLÔNIAS A PARTIR
      DE UM ÚNICO SER

               REPRODUÇÃO SEXUADA
        VANTAGENS              DESVANTAGENS
- MAIOR VARIABILIDADE GENÉTICA         - PROCESSO LENTO

   - MAIOR CAPACIDADE DE         - GRANDE GASTO DE ENERGIA NA
SOBREVIVÊNCIA EM OCORRÊNCIA       FORMAÇÃO DE GAMETAS E NOS
 DE MUDANÇAS AMBIENTAIS E         PROCESSOS QUE RESULTAM NA
         CLIMÁTICAS                      FECUNDAÇÃO

  - FAVORECE A EVOLUÇÃO NAS
           ESPÉCIES
FORMAÇÃO DO EMBRIÃO
•   Fecundação;
•   Segmentação ou Clivagem;
•   Blastulação;
•   Gastrulação;
•   Neurulação.
Clivagem
• A partir da primeira divisão mitótica, inicia-se o
  desenvolvimento embrionário;
• Formação de blastômeros;
• Formação da mórula (bola maciça de células)
• O vitelo é uma proteína encontrada no ovo e
  tem a função de nutrir o embrião;
• Zigoto:
Pólo vegetativo: muito vitelo (dificulta a divisão);
Pólo animal: pouco vitelo (facilita a divisão).
Classificação dos ovos
• Isolécito ou Oligolécito – Possui pouco vitelo, homogênea ou
   quase homogeneamente distribuído pelo citoplasma.
   Ocorrência: Mamíferos (menos os MONOTREMADOS).
• Heterolécito ou Mediolécito – Muito vitelo. Distinção entre
   pólo animal, que contém o núcleo, e o pólo vegetativo, que contém
   o vitelo.
   Ocorrência: Peixes (alguns) e anfíbios
• Telolécito – óvulos grandes, com muito vitelo no pólo vegetativo.
   Nítida separação entre o citoplasma e o vitelo no pólo animal.
   Ocorrência: Peixes (alguns), répteis e aves.
• Centrolécito – Vitelo ocupa praticamente toda a célula e não se
   mistura com citoplasma, que reduzido a uma pequena região na
   periferia da célula e junto ao núcleo.
   Ocorrência: Artrópodes
BLÁSTULA
• Surgimento de um líquido interno no
  centro da massa celular.
• Cavidade interna = Blastocele
GÁSTRULA
• Formação dos folhetos embrionários;
• Formação do arquêntero; ( intestino primitivo)
• Formação do blastóporo ( abertura do arquêntero):
PROTOSTÔMIOS: blastóporo origina a boca primeiro;
DEUTEROSTÔMIOS: blastóporo origina o ânus primeiro.
FOLHETOS EMBRIONÁRIOS OU GERMINATIVOS


           • ECTODERME
           • MESODERME
           • ENDODERME
CLASSIFICAÇÃO DOS ANIMAIS QUANTO AO
                CELOMA
• ACELOMADOS
Não formam celoma.
Ex.: Platelmintos
• PSEUDOCELOMADOS
Cavidade embrionária é revestida parcialmente por
mesoderme e por endoderme. Ex.: Nematelmintos
• CELOMADOS
Cavidade embrionária totalmente revestida por
mesoderme. Ex.: Anelídeos, Moluscos, Equinodermas,
Cordados.
CLASSIFICACAÇÃO DOS ANIMAIS
     QUANTO AO CELOMA
NEURULA
• É a fase de formação do tubo neural
DESTINO DOS FOLHETOS GERMINATIVOS
Ectoderma:
- Epiderme e anexos cutâneos (pelos e glândulas mucosas);
- Todas as estruturas do sistema nervoso (encéfalo, nervos, gânglios
nervosos e medula espinhal);
- epitélio de revestimento das cavidades nasais, bucal e anal.

Mesoderma:
- Forma a camada interna da pele (derme).
- Músculos lisos e esqueléticos;
- Sistema circulatório (coração, vasos sanguíneos, tecido linfático,
tecido conjuntivo);
- Sistema esquelético (ossos e cartilagem);
- Sistema excretor e reprodutor (órgãos genitais, rins, uretra, bexiga e
gônadas).

Endoderma:
- Epitélio de revestimento e glândulas do trato digestivo, com exceção
da cavidade oral e anal;
- Sistema respiratório (pulmão);
- Fígado e pâncreas.
ANEXOS EMBRIONÁRIOS
• Os anexos embrionários são estruturas que se originam
  dos folhetos germinativos e que, entre outras funções,
  protegem e nutrem o embrião. Eles desaparecem durante
  o desenvolvimento e não estão presentes nos adultos:

                  Saco vitelínico
                    Alantoide
                     Âmnio
                     Córion
                    Placenta
Saco vitelínico
• Presente nos peixes, répteis, aves e mamíferos. É uma
  estrutura em forma de saco, revestida externamente pela
  mesoderme e, internamente, pela endoderme.

• Sua principal função é armazenar reservas nutritivas durante
  o desenvolvimento do embrião.

• Nos mamíferos esse anexo é reduzido, pois a placenta
  assume a função de nutrição do embrião



                                          Alevino apresentando
                                          saco vitelínico
Alantoide

• Ocorre nos répteis, aves e mamíferos. É uma estrutura
  em forma de saco ou vesícula, ligada a parte posterior do
  intestino do embrião. Assim como o saco vitelínico, o
  alantoide é formado pela mesoderme e endoderme.
• Sua principal função é remover e armazenar excretas
  produzidas pelo metabolismo do embrião.
• Nos embriões dos répteis e aves, o alantóide
  apresenta também função de extrair o cálcio da
  casca do ovo, que será utilizado na formação do
  esqueleto. A descalcificação da casca facilita seu
  rompimento no momento da eclosão do filhote.
Âmnio
• Presente nos répteis, nas aves e nos mamíferos. É uma
  fina membrana, formada pela ectoderme e a
  mesoderme, que envolve o embrião delimitando uma
  cavidade preenchida pelo líquido amniótico.
• O líquido amniótico evita o ressecamento do embrião e
  o protege contra choques mecânicos.
• O âmnio surge pela primeira vez nos répteis e é uma
  importante adaptação à vida no meio terrestre. Isso
  porque protege o embrião da dessecação e torna a
  reprodução independente da presença de água.
OBSERVAÇÃO
• Os répteis, as aves e os mamíferos são
  amniotas e alantoidianos, por formarem
  âmnion e alantóide, respectivamente. Os
  peixes e os anfíbios são anamniotas e
  analantoidianos, por não formarem âmnion
  nem alantóide.
Córion
• Ocorre nos répteis, aves e mamíferos.
  Membrana formada, assim como o âmnio, pela
  ectoderme e a mesoderme.
• É o anexo mais externo; envolve e protege os
  demais anexos. Em répteis e aves, o córion se
  une ao alantóide, formando o alantocórion. O
  alantocórion fornece proteção e realiza trocas
  gasosas entre o embrião e o meio externo.
• Nos mamíferos, o córion se une ao alantóide
  formando a placenta.
Placenta
• Ocorre apenas nos mamíferos e é formada pela
  união do córion e alantoide, do embrião, mais o
  endométrio materno. Por ser formada pela
  união de anexos embrionários fetais mais
  tecidos maternos, muitos autores consideram a
  placenta como um órgão, e não como um anexo
  embrionário.
• A placenta permite a fixação do embrião na
  parede do útero, realiza trocas gasosas entre o
  feto e o sangue materno, permite a passagem de
  nutrientes para o embrião e promove a retirada
  de excretas.
Cordão umbilical
• Origina-se a partir do pedúnculo
  embrionário. Procede como estrutura de
  comunicação entre o embrião e a
  placenta. Longo, mais ou menos cilíndrico,
  encerra três grossos vasos: uma veia (que
  conduz sangue arterial) e duas artérias
  (que conduz sangue venoso).
SISTEMA REPRODUTOR HUMANO
• Sistema Genital Masculino
  - Pênis: órgão reprodutor e excretor do organismo masculino, contendo em seu
  interior um ducto (a uretra) responsável pela eliminação da urina (excreta
  nitrogenada / ureia) e também condução do sêmen que contém os
  espermatozoides. Esse órgão é formado por tecido cavernoso e esponjoso, que
  se intumesce em razão da grande vascularização, de acordo com a libido do
  indivíduo em ocasião à reprodução, proporcionando a ereção deste órgão.

  - Bolsa escrotal: cavidade que aloja e protege os testículos, sendo responsável
  pela manutenção da temperatura adequada à fisiologia dos mesmos;

  - Testículos: são glândulas que, além de produzirem os gametas masculinos
  (espermatogênese) no interior dos túbulos seminíferos a partir de células
  germinativas primordiais, também possuem células intersticiais ( células de
  Leydig) que sintetizam a testosterona, hormônio sexual masculino;
SISTEMA GENITAL MASCULINO (CONTINUAÇÃO)

• - Epidídimo: ducto formado por um canal emaranhado que coleta,
  armazena e conduz os espermatozoides. Neste local os gametas atingem
  a maturidade e mobilidade, tornando-os aptos à fecundação;

  - Canal deferente: canal que transporta os espermatozoides do
  epidídimo até um complexo de glândulas anexas;

  - Glândulas anexas: conjunto formado pela próstata, vesículas
  seminais e glândulas bulbo uretrais, produzindo a secreção que
  compõem o sêmen, fluido que nutri e proporciona meio de
  sobrevivência aos espermatozoides, por exemplo, neutralizando o pH
  levemente ácido da uretra.
Sistema Genital Feminino
 - Vulva ou pudendo: conjunto de estruturas que formam o aparelho
 reprodutor feminino externo (lábios vaginais, orifício da uretra, abertura
 da vagina e clitóris).

 - Lábios vaginais (Grandes e pequenos lábios): são dobras da
 pele formadas por tecido adiposo, sendo responsáveis pela proteção do
 aparelho reprodutor feminino.

 - Clitóris: órgão sensível e prazeroso do organismo feminino;

 - Vagina: canal que recebe o pênis durante o ato sexual, servindo
 também como conduto para eliminação do fluxo menstrual e concepção
 no momento do parto normal (canal que por ação hormonal se dilata
 para o nascimento de um bebê);
SISTEMA GENITAL FEMININO (CONTINUAÇÃO)
- Útero: órgão que recepciona o ovo / zigoto, proporcionando o seu
desenvolvimento durante o período gestacional. Além de proteger o
embrião contra choques mecânicos, também impede a transposição de
impurezas e contaminação contra micro-organismos patogênicos, bem
como auxilia a manutenção da nutrição (formação da placenta e cordão
umbilical);

- Tubas uterinas ou tropas de falópio: são ovidutos que possuem
numerosos cílios em sua superfície interna, desempenhando a função de
transportar o “óvulo” (ovócito secundário) do ovário até o útero.
Normalmente é nas trompas que ocorre a fecundação, ou seja, o
encontro do espermatozoide com o “óvulo”.

- Ovários: são glândulas responsáveis pela ovulação periódica dos
“óvulos”, de acordo com o ciclo menstrual feminino iniciado na
puberdade, produzindo também os hormônios sexuais: estrógeno e
progesterona.
OBSERVAÇÃO
  GONADOTROFINA CORIÔNICA HUMANA
                 (beta-HCG)
• Hormônio produzido pelas células do
  sincíciotrofoblasto da placenta sendo
  indicativo positivo em testes de gravidez.
• Ele é produzido após a fixação do embrião na
  parede do útero. É através da alta
  concentração desse hormônio no sangue e na
  urina que se consegue detectar uma gravidez.
CICLO MENSTRUAL
• 1º dia do ciclo à endométrio bem desenvolvido,
  espesso e vascularizado começa a descamar à
  menstruação


• Hipófise aumenta a produção de FSH, que atinge a
  concentração máxima por volta do 7º dia do ciclo.



• Amadurecimento dos folículos ovarianos
• Secreção de estrógeno pelo folículo em
desenvolvimento


• Concentração alta de estrógeno inibe
secreção de FSH e estimula a secreção de LH
pela hipófise / concentração alta de estrógeno
estimula ocrescimento do endométrio.


• Concentração alta de LH estimula a ovulação
(por volta do 14º dia de um ciclo de 28 dias)
• Alta taxa de LH estimula a formação do corpo lúteo
ou amarelo no folículo ovariano



• Corpo lúteo inicia a produção de progesterona



• Estimula as glândulas do endométrio a
secretarem seus produtos
• Aumento da progesterona inibe produção
de LH e FSH



• Corpo lúteo regride e reduz concentração
de progesterona




           Menstruação
Reprodução e Embriologia (Aula em Power Point)