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Regiões do Brasil: Norte




Imagem coletada de: www.brasilrepublica.com/norte.htm



Aspectos Gerais
Essa é a maior região brasileira, com uma área de 3 853 327,2 km2
correspondendo a 45% do total de todo território. Apesar de possuir
um extenso território é pouco povoado, somente 7,6% da população
do país habita a região. Já no contexto da população indígena abriga
a maior quantidade do país, aproximadamente 163 mil índios.

Essa região tem destaque em relação aos recursos e paisagens
naturais, é caracterizada principalmente pela Floresta Amazônica,
além de possuir um clima quente e úmido, relevo irregularmente
plano e a concentração de uma grande quantidade de rios.

A região norte entrou no processo de urbanização, povoamento e
desenvolvimento econômico de maneira efetiva somente no decorrer
do século XX, quando foram implantadas medidas econômicas e de
infra-estrutura (estradas, pontes, portos etc). Além de programas
políticos com intuito de povoar a região. A busca para desenvolver
essa parte do Brasil tem crescido nas últimas décadas, no entanto, o
modo como está ocorrendo é desordenado e sem nenhum tipo de
planejamento prévio, isso ocasiona uma série de problemas de
caráter social, ambiental em todos os estados que compõem a Região
Norte.

A Região Norte em seu extenso território abriga sete Estados da
Federação Brasileira. A seguir o número de habitantes e a área de
cada estado que compõe a região.

*Rondônia (RO): População de 1 379 787 habitantes, distribuídos
em uma área de 237 576 Km2.

*Acre (AC): População de 557 526 habitantes, distribuídos em uma
área de 152 581 km2.

*Amazonas (AM): População de 2 812 557 habitantes, distribuídos
em uma área de 1 570 745 km2.

*Roraima (RR): População de 324 397 habitantes, distribuídos em
uma área de 224 298 km2.

*Pará (PA): População de 6 192 307 habitantes, distribuídos em
uma área de 1 247 689 km2.

*Amapá (AP): População de 477 032 habitantes distribuídos em
uma área de 142 814 km2.

*Tocantins (TO): População de 1 157 098 habitantes distribuídos
em uma área de 277 620.

Somando a população de todos os Estados da Região Norte o total é
de 12 900 704 habitantes.

Distribuição Populacional
A partir de 1980 a população da região Norte obteve um bom nível de
crescimento vegetativo, porém o número de habitantes ainda é
modesto. Atualmente a população dessa região é composta por 14
698 878 habitantes, responde por apenas 8% do povo brasileiro,
distribuída em uma gigantesca extensão territorial de 3 869 637,9
Km2. A população absoluta da região Norte supera somente a da
região Centro-Oeste.

Dentro da região Norte existe uma grande disparidade entre os
estados quanto à concentração da população, por exemplo, o Pará
abriga cerca de 6 970 586 habitantes, isso lhe dá a condição de mais
populoso regionalmente, enquanto que Roraima possui apenas 391
317 habitantes.
De forma geral, a densidade demográfica de todos os estados do
Norte é pequena, a população em sua grande maioria se encontra
concentrada em centros urbanos (cidades), são aproximadamente
500 municípios.




Vista parcial de Belém (PA), uma das maiores cidades da Região Norte.

Um aspecto comum da população da região Norte, tanto habitantes
do campo quanto das cidades, é a incidência de concentração de
pessoas às margens de rios. As principais cidades da região se
encontram estabelecidas às margens de rios, como Manaus, Belém,
Porto Velho, Santarém, Marabá e Altamira. Essa configuração recebe
o nome de população ribeirinha.

O fato de a população se concentrar às margens de rios é
proveniente de diversos fatores, o principal é a dificuldade para se
locomover dentro da floresta Amazônica e a falta de infra-estrutura
de transporte, como rodovias e ferrovias, sendo assim, a melhor
alternativa é a utilização dos rios com via de circulação (hidrovia).

Um problema enfrentado por praticamente todos os estados da
região Norte é o desprovimento parcial de redes de esgoto e água
tratada, existem estados como o Acre onde apenas 44,3% da
população têm acesso à rede de esgoto, Tocantins 23,7%, e o estado
de maior percentual não ultrapassa 57,8% (Pará).

Hidrografia
A região Norte do Brasil é a menos povoada, no entanto, é a mais
rica em biodiversidade e paisagens naturais. Quanto às
características da hidrografia e também do relevo, ambos
estabelecem uma relação de interdependência efetiva, isto é, uma
influencia no outro.




Amazonas: o maior rio do Mundo (imagem coletada de:
www.cnpm.embrapa.br/destaque/livroamazonia)

A região abriga a maior rede hidrográfica do mundo, a Bacia
Amazônica, nome dado em razão do seu rio principal, o Amazonas. O
mesmo é o maior do mundo em extensão e volume, durante os 6571
km que ele percorre e drena as águas de aproximadamente 7 mil
afluentes.

A maioria dos rios da região são extensos e volumosos, isso
proveniente do relevo plano. Os rios de maior destaque são:
Amazonas e Tocantins. A rede hidrográfica se caracteriza pelo
potencial de navegação, tendo em vista que existem cerca de 25 mil
km de percurso viáveis para o deslocamento de embarcações fluviais.
Diversos rios que compõe a Bacia Amazônica percorrem áreas
compostas por planaltos, fator que propicia a utilização dos mesmos
para a exploração hidráulica, ou seja, produção de energia elétrica.
Mas, em razão da distância entre esses rios e os principais centros
industriais e urbanos do país, a exploração dos mesmos para essa
finalidade se torna inviável.

Existem diferentes características de relevo (planícies, depressões e
planaltos aplainados) na região Norte, entretanto, o que predomina é
uma superfície bastante plana, ou seja, as planícies. Em toda
extensão territorial são identificados 5 planaltos, 5 depressões e 4
planícies, além de três picos elevados, são eles: Monte Caburaí, com
1.456 metros de altitude; Monte Roraima, com 2.727 metros; e o
ponto mais elevado do país, o Pico da Neblina, como 2.993 metros.

Hidrovias:




Como o relevo predominante na região Norte é o de planície, praticamente todos os
rios são navegáveis, sendo as embarcações fluviais o principal meio de transporte
para a população da região Norte.

Os rios da região Norte é parte integrante da vida dos habitantes
dessa região do Brasil. A característica dos rios amazônicos é
favorável à navegação, pois muitos são extensos e volumosos e suas
águas fluem lentamente. Tal condição faz com que os rios sejam uma
importante via de transporte para os habitantes da região.

Em rios como o Negro, é comum o grande fluxo de embarcações. Os
barcos transitam repletos de gêneros alimentícios, eletrodomésticos,
peças de tratores e automóveis, material de construção,
medicamentos e muitas outras coisas. Além das mercadorias, há
diariamente um grande fluxo de pessoas.

Os portos existentes na região embarcam simultaneamente
mercadorias de todas as espécies e pessoas. Os passageiros viajam
acomodados em redes, que deixam o convés dos barcos totalmente
colorido.

O transporte hidroviário é praticamente a única alternativa de
transporte, tendo em vista que as rodovias são bastante restritas e
as que existem não possibilitam o trânsito, como por exemplo, a
transamazônica.

Economia
Indústria:




Zona Franca de Manaus (AM)

Dentre todas as regiões brasileiras a norte é a menos desenvolvida
industrialmente. Há várias décadas a região tem suas atividades
econômicas vinculadas aos setores com pouca aplicação tecnológica e
que atuam nos ramos agroindustriais que produzem alimentos, têxtil,
couro, borracha, etc.

Apesar disso, no final do século passado essa região começou a
desenvolver, na Amazônia oriental atividades como mineração e
metalurgia foram as que mais cresceram. Já na Amazônia ocidental o
desenvolvimento ocorreu na indústria, sobretudo de eletroeletrônica.

Na parte oriental as mudanças ocorreram em decorrência da extração
mineral na Serra dos Carajás e de Oriximiná, além da proximidade
com a usina hidrelétrica de Tucuruí e a instalação do complexo
metalúrgico do alumínio nas proximidades de Belém.

Na parte ocidental o desenvolvimento industrial aconteceu
principalmente a partir de 1967, com a criação da Zona Franca de
Manaus, esse centro industrial atraiu empresas incentivadas por uma
série de benefícios de ordem tributária, além de isenção de taxa de
importação para componentes. Diante disso, as empresas que
produzem televisores, DVDs, celulares, motos e diversos outros
produtos foram os que mais se beneficiaram com a criação desse pólo
industrial.

A criação da Zona Franca de Manaus foi uma iniciativa do governo
federal com o objetivo de desenvolver economicamente e socialmente
a região. No entanto, o resultado não foi o esperado, pois as
indústrias não atribuíram nenhum beneficio à população local.

Extrativismo Vegetal:




Extração de Açaí

A coleta de frutos e raízes constitui uma das mais primitivas maneiras
de extração dos meios de subsistência do homem. No entanto, essa
atividade, chamada de extrativismo vegetal, ainda é praticada.
Corresponde à coleta de produtos retirados da natureza.

Na região Norte, essa atividade foi por tempo a única fonte de renda.
Hoje, outras atividades são praticadas, como a mineração, a
agricultura e a pecuária. Mas ainda assim a extração vegetal é
realizada, podemos destacar os principais tipos de extração:

• Extração de madeira: que são utilizadas especialmente na
fabricação de móveis, produção de carvão e na construção civil. As
madeiras mais exploradas são cedro, mogno e cerejeira.

• Cupuaçu: fruta usada na fabricação de sucos, cremes, geléias,
doces, sorvetes, entre muitas outras aplicações.

• Açaí: fruta apreciada em diversas partes do Brasil, usada na
fabricação de sucos, cremes, concentrados, polpas, entre outros.

• Quina, jaborandi e copaíba: são vegetais com propriedades
medicinais usados na fabricação de remédios e produtos de beleza.

• Látex: substância extraída de uma árvore denominada de
seringueira, é usada na fabricação da borracha.

• Castanha-do-pará: é uma castanha oriunda da castanheira. Seu
fruto serve para a fabricação de alimentos, cosméticos, óleos e
remédios.

• A piaçava e a malva: são usadas na fabricação de fibras.

• A sorva e a balata: plantas usadas na fabricação de gomas não-
elásticas.

A extração é uma atividade econômica que deve ser incentivada na
região Norte, pois consegue aliar renda e conservação ambiental. A
implantação de programas de orientação familiar na extração e a
formação de cooperativas são de grande valia para melhorar a vida
dos ribeirinhos, além dos mesmos contribuírem na preservação,
tendo em vista que a floresta é que fornece o seu sustento.

Extração Mineral:

As atividades ligadas à mineração na região Norte têm se despontado
como uma relevante fonte de geração de riqueza, especialmente com
a instalação de grandes empresas mineradoras. Atualmente existem
cerca de 1 milhão de Km2 de área com potencial para a mineração
que se encontram no controle de grandes empresas, porém somente
1% dessa área está sendo explorada de maneira efetiva. Dentre as
principais jazidas existentes na região Norte, as de maior destaque é
a Serra dos Carajás e Oriximiná.

A Serra dos Carajás figura como uma das maiores jazidas do mundo,
está situada no sudeste do Pará, no Parque Ecológico de Carajás,
município de Parauapebas, região sul do estado, entre o rio Tocantins
e Xingu. No local há uma grande reserva de minérios, como minério
de ferro (considerado como o mais puro do mundo), manganês,
cobre, bauxita, ouro, níquel, estanho entre outros. A partir da década
de 70 o governo brasileiro realizou diversos investimentos na
estruturação da região, de maneira que oferecesse condições de
extração, processamento e transporte dos minérios.




Estrada de Ferro Carajás



O principal projeto instituído pelo governo recebeu o nome de o
Grande Carajás, o investimento para a implantação do mesmo foi de
aproximadamente cinco bilhões de dólares, valor levantado para a
construção da usina hidrelétrica de Tucuruí no rio Tocantins, isso para
a geração de energia para suprir as necessidades do projeto. Além da
construção da Estrada de Ferro Carajás, que favoreceu a circulação e
escoamento da produção e também a criação do porto Ponta da
Madeira, localizado na cidade de São Luiz (Maranhão). A construção
desse porto possibilitou o acesso de navios oriundos de diversos
lugares do mundo, em outras palavras, facilitou o processo de
exportação.

Na Serra de Oriximiná é extraído bauxita, a empresa responsável
pela exploração da jazida é a Empresa de Mineração Rio do Norte,
composta pela Companhia Vale do Rio Doce, empresas transnacionais
e nacionais. A grande maioria da produção tem como destino a
exportação.

Garimpo:

Uma atividade desenvolvida na região Norte bastante questionada é a
garimpagem. Como a região abriga em seu subsolo inúmeras jazidas
de ouro, a atividade intensificou-se e atraiu milhares de pessoas.
A garimpagem é uma atividade extrativa mineral, que usa de técnicas
rudimentares. A maioria dos garimpos que existem na região
buscam, especialmente, ouro e diamante. As grandes áreas de
concentração de jazidas se encontram no Pará, o vale do rio Tapajós;
em Rondônia, o vale do rio Madeira; no Tocantins, rio Tocantins. É
bom ressaltar que na Serra Pela (Pará), ainda existe essa atividade.




Área deteriorada por garimpeiros



O garimpo não gera somente riqueza, pelo contrário, ocasiona uma
série de problemas para a região Norte, muitos deles de caráter
social. Isso em virtude da baixa qualidade de vida dos trabalhadores
do garimpo, que vivem em pequenos povoados sem qualquer tipo de
infra-estrutura (água tratada, esgoto, saúde, escolas, entre outros).
Eles também desestabilizam a paz, pois invadem terras indevidas,
como reservas do Estado e indígenas, muitas vezes, na base de
confrontos violentos.

Os garimpeiros produzem também enormes impactos ambientais na
região Amazônica. O principal causador dos inúmeros impactos
produzidos, sem dúvida, é o mercúrio, substância usada para retirar
as impurezas do ouro. O mercúrio é tóxico, contamina o trabalhador,
os rios, os peixes, os animais silvestres e as pessoas que utilizam as
águas da região.

Vegetação e Clima
Nesta região existe a maior floresta equatorial do mundo, a
Amazônia. Essa parte do país ainda possui grandes áreas de florestas
preservadas, onde podemos encontrar coberturas vegetais bastante
heterogêneas, como áreas de Cerrado, Campos e vegetação
Litorânea, mas a principal é a floresta Amazônica, que abrange
aproximadamente 80% da região Norte.




O predomínio do clima quente e úmido resulta em floresta verde e exuberante o
ano todo.

Apesar da aparência de homogeneidade da floresta Amazônica, a
mesma possui distinções quanto à formação vegetal que varia de
acordo com a altitude do relevo. Devido a esse fator, a Amazônia é
classificada em quatro tipos: mata de igapó, mata de várzea, mata
de terra firme e floresta semi-úmida. A cobertura vegetal da
Amazônia é composta por plantas do tipo latifoliadas e perenifólias,
ou seja, que possuem folhas grossas e que não caem em nenhum
período do ano.

Já o clima que prevalece ao longo da região é o equatorial úmido,
caracterizado por elevadas temperaturas e grande quantidade de
chuvas durante todo o ano. Algumas áreas restritas não apresentam
tal característica climática, como o Tocantins e partes do Pará e
Roraima. Na parte sudeste do Pará e em todo Estado do Tocantins é
identificado o clima tropical, com duas estações bem definidas, sendo
uma chuvosa e uma seca. Já no noroeste do Pará e leste de Roraima
o clima que predomina é o equatorial semi-úmido, com períodos
curtos de seca, temperaturas sempre elevadas durante todo o ano e
índices pluviométricos inferiores ao clima do tipo equatorial úmido.
Na região Norte, em geral, as temperaturas ficam em torno dos 26°C,
com índices pluviométricos que oscilam entre 1700 e 3000 mm ao
ano e baixa amplitude térmica.

Na região Norte existe uma enorme interdependência entre o clima e
a vegetação, isso porque há uma influência recíproca entre os
mesmos. O clima influencia na floresta, pois as temperaturas são
elevadas é há abundante quantidade de chuvas, permitindo a
proliferação de uma imensa diversidade de plantas, além de propiciar
que elas permaneçam verdes o ano inteiro. Em contrapartida, a
floresta contribui diretamente no clima, especialmente nos índices
pluviométricos. Tal influência acontece pelo fato das plantas
transpirarem através das folhas, quando isso ocorre formam-se
gotículas de águas sobre as mesmas, então, com o processo de
evaporação, a água contida nas plantas vai para a atmosfera,
favorecendo a formação de chuvas.
Aproximadamente 50% da umidade que se transforma em chuvas
são provenientes da floresta. Diante dessa afirmativa, percebemos
que a conservação da Amazônia é indispensável para a funcionalidade
do clima na região e manutenção da biodiversidade que abriga.



Biodiversidade
A Floresta Amazônica possui uma das mais ricas biodiversidades do
mundo, isso significa que nessa floresta reside uma grande variedade
de seres vivos, vegetal e animal.

No contexto das espécies de fauna presentes na Floresta Amazônica
existem registros de cerca de 1.800 espécies diferentes de aves,
2.500 de peixes, 320 de mamíferos e dezenas de espécies de répteis,
anfíbios e insetos.

A Flora Amazônica é bastante rica, de acordo com alguns estudos
esse bioma abriga cerca de 30 milhões de espécies vegetais, dentre
esses as de maior destaque são a seringueira, castanheira, cacaueiro
e um dos símbolos da Amazônia: a vitória-régia.

No entanto, esses números apresentados não são totalmente
definitivos, pois por falta de pesquisas, muitas espécies de vegetais e
de animais ainda continuam desconhecidas pela classe científica e
pelo público em geral. Uma das dificuldades para coletar dados
acerca da biodiversidade da Floresta Amazônica está na grande
extensão da floresta e as barreiras impostas pelas adversidades do
lugar que impedem a locomoção até as áreas propícias à descoberta
de novas espécies da fauna e da flora.

Esse rico ecossistema detém uma imensa quantidade seres vivos,
desde microrganismos até animais de grande porte, de briófitas até
árvores de grande porte, nessa perspectiva a seguir alguns dos
principais exemplares da fauna e da flora da Floresta Amazônica.

Animais:

Guariba-de-mão-ruiva (alouatta belzebul)
Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus)

Arara-vermelha (Ara macao)

Preguiça-de-três-dedos (Bradypus Tridactylus)

Borboleta-azul (Morpha menelaus menelaus)

Uirapuru (Cyphorhinus arada)

Quati (Nasua nasua)

Jaguar (Panthera onça)

Capivara (Hydrochaeris hydrocaeris)

Tartaruga-da-amazônia (Padocnemis expansa)

Sucuri (Eunectes murinus)

Jacaré-açu (Melano suchisniger)

Pequeno sapo (Dendrobates leucomelos)

Plantas:

Bromeliácea (Streptocalyx poeppigii)

Aninga (Montrichardia arborescens)

Cactácea cuprea do gênero Rhipsalis

Vitória-régia (Victoria amazônica)



Bibliografia:

http://www.brasilescola.com/brasil/rios-amazonicos-
principais-vias-transporte.htm

http://indoafundo.com

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RegiõEs Do Brasil Norte

  • 1. Regiões do Brasil: Norte Imagem coletada de: www.brasilrepublica.com/norte.htm Aspectos Gerais Essa é a maior região brasileira, com uma área de 3 853 327,2 km2 correspondendo a 45% do total de todo território. Apesar de possuir um extenso território é pouco povoado, somente 7,6% da população do país habita a região. Já no contexto da população indígena abriga a maior quantidade do país, aproximadamente 163 mil índios. Essa região tem destaque em relação aos recursos e paisagens naturais, é caracterizada principalmente pela Floresta Amazônica, além de possuir um clima quente e úmido, relevo irregularmente plano e a concentração de uma grande quantidade de rios. A região norte entrou no processo de urbanização, povoamento e desenvolvimento econômico de maneira efetiva somente no decorrer do século XX, quando foram implantadas medidas econômicas e de infra-estrutura (estradas, pontes, portos etc). Além de programas políticos com intuito de povoar a região. A busca para desenvolver essa parte do Brasil tem crescido nas últimas décadas, no entanto, o modo como está ocorrendo é desordenado e sem nenhum tipo de
  • 2. planejamento prévio, isso ocasiona uma série de problemas de caráter social, ambiental em todos os estados que compõem a Região Norte. A Região Norte em seu extenso território abriga sete Estados da Federação Brasileira. A seguir o número de habitantes e a área de cada estado que compõe a região. *Rondônia (RO): População de 1 379 787 habitantes, distribuídos em uma área de 237 576 Km2. *Acre (AC): População de 557 526 habitantes, distribuídos em uma área de 152 581 km2. *Amazonas (AM): População de 2 812 557 habitantes, distribuídos em uma área de 1 570 745 km2. *Roraima (RR): População de 324 397 habitantes, distribuídos em uma área de 224 298 km2. *Pará (PA): População de 6 192 307 habitantes, distribuídos em uma área de 1 247 689 km2. *Amapá (AP): População de 477 032 habitantes distribuídos em uma área de 142 814 km2. *Tocantins (TO): População de 1 157 098 habitantes distribuídos em uma área de 277 620. Somando a população de todos os Estados da Região Norte o total é de 12 900 704 habitantes. Distribuição Populacional A partir de 1980 a população da região Norte obteve um bom nível de crescimento vegetativo, porém o número de habitantes ainda é modesto. Atualmente a população dessa região é composta por 14 698 878 habitantes, responde por apenas 8% do povo brasileiro, distribuída em uma gigantesca extensão territorial de 3 869 637,9 Km2. A população absoluta da região Norte supera somente a da região Centro-Oeste. Dentro da região Norte existe uma grande disparidade entre os estados quanto à concentração da população, por exemplo, o Pará abriga cerca de 6 970 586 habitantes, isso lhe dá a condição de mais populoso regionalmente, enquanto que Roraima possui apenas 391 317 habitantes.
  • 3. De forma geral, a densidade demográfica de todos os estados do Norte é pequena, a população em sua grande maioria se encontra concentrada em centros urbanos (cidades), são aproximadamente 500 municípios. Vista parcial de Belém (PA), uma das maiores cidades da Região Norte. Um aspecto comum da população da região Norte, tanto habitantes do campo quanto das cidades, é a incidência de concentração de pessoas às margens de rios. As principais cidades da região se encontram estabelecidas às margens de rios, como Manaus, Belém, Porto Velho, Santarém, Marabá e Altamira. Essa configuração recebe o nome de população ribeirinha. O fato de a população se concentrar às margens de rios é proveniente de diversos fatores, o principal é a dificuldade para se locomover dentro da floresta Amazônica e a falta de infra-estrutura de transporte, como rodovias e ferrovias, sendo assim, a melhor alternativa é a utilização dos rios com via de circulação (hidrovia). Um problema enfrentado por praticamente todos os estados da região Norte é o desprovimento parcial de redes de esgoto e água tratada, existem estados como o Acre onde apenas 44,3% da população têm acesso à rede de esgoto, Tocantins 23,7%, e o estado de maior percentual não ultrapassa 57,8% (Pará). Hidrografia A região Norte do Brasil é a menos povoada, no entanto, é a mais rica em biodiversidade e paisagens naturais. Quanto às características da hidrografia e também do relevo, ambos
  • 4. estabelecem uma relação de interdependência efetiva, isto é, uma influencia no outro. Amazonas: o maior rio do Mundo (imagem coletada de: www.cnpm.embrapa.br/destaque/livroamazonia) A região abriga a maior rede hidrográfica do mundo, a Bacia Amazônica, nome dado em razão do seu rio principal, o Amazonas. O mesmo é o maior do mundo em extensão e volume, durante os 6571 km que ele percorre e drena as águas de aproximadamente 7 mil afluentes. A maioria dos rios da região são extensos e volumosos, isso proveniente do relevo plano. Os rios de maior destaque são: Amazonas e Tocantins. A rede hidrográfica se caracteriza pelo potencial de navegação, tendo em vista que existem cerca de 25 mil km de percurso viáveis para o deslocamento de embarcações fluviais. Diversos rios que compõe a Bacia Amazônica percorrem áreas compostas por planaltos, fator que propicia a utilização dos mesmos para a exploração hidráulica, ou seja, produção de energia elétrica. Mas, em razão da distância entre esses rios e os principais centros industriais e urbanos do país, a exploração dos mesmos para essa finalidade se torna inviável. Existem diferentes características de relevo (planícies, depressões e planaltos aplainados) na região Norte, entretanto, o que predomina é uma superfície bastante plana, ou seja, as planícies. Em toda extensão territorial são identificados 5 planaltos, 5 depressões e 4
  • 5. planícies, além de três picos elevados, são eles: Monte Caburaí, com 1.456 metros de altitude; Monte Roraima, com 2.727 metros; e o ponto mais elevado do país, o Pico da Neblina, como 2.993 metros. Hidrovias: Como o relevo predominante na região Norte é o de planície, praticamente todos os rios são navegáveis, sendo as embarcações fluviais o principal meio de transporte para a população da região Norte. Os rios da região Norte é parte integrante da vida dos habitantes dessa região do Brasil. A característica dos rios amazônicos é favorável à navegação, pois muitos são extensos e volumosos e suas águas fluem lentamente. Tal condição faz com que os rios sejam uma importante via de transporte para os habitantes da região. Em rios como o Negro, é comum o grande fluxo de embarcações. Os barcos transitam repletos de gêneros alimentícios, eletrodomésticos, peças de tratores e automóveis, material de construção, medicamentos e muitas outras coisas. Além das mercadorias, há diariamente um grande fluxo de pessoas. Os portos existentes na região embarcam simultaneamente mercadorias de todas as espécies e pessoas. Os passageiros viajam
  • 6. acomodados em redes, que deixam o convés dos barcos totalmente colorido. O transporte hidroviário é praticamente a única alternativa de transporte, tendo em vista que as rodovias são bastante restritas e as que existem não possibilitam o trânsito, como por exemplo, a transamazônica. Economia Indústria: Zona Franca de Manaus (AM) Dentre todas as regiões brasileiras a norte é a menos desenvolvida industrialmente. Há várias décadas a região tem suas atividades econômicas vinculadas aos setores com pouca aplicação tecnológica e que atuam nos ramos agroindustriais que produzem alimentos, têxtil, couro, borracha, etc. Apesar disso, no final do século passado essa região começou a desenvolver, na Amazônia oriental atividades como mineração e metalurgia foram as que mais cresceram. Já na Amazônia ocidental o desenvolvimento ocorreu na indústria, sobretudo de eletroeletrônica. Na parte oriental as mudanças ocorreram em decorrência da extração mineral na Serra dos Carajás e de Oriximiná, além da proximidade
  • 7. com a usina hidrelétrica de Tucuruí e a instalação do complexo metalúrgico do alumínio nas proximidades de Belém. Na parte ocidental o desenvolvimento industrial aconteceu principalmente a partir de 1967, com a criação da Zona Franca de Manaus, esse centro industrial atraiu empresas incentivadas por uma série de benefícios de ordem tributária, além de isenção de taxa de importação para componentes. Diante disso, as empresas que produzem televisores, DVDs, celulares, motos e diversos outros produtos foram os que mais se beneficiaram com a criação desse pólo industrial. A criação da Zona Franca de Manaus foi uma iniciativa do governo federal com o objetivo de desenvolver economicamente e socialmente a região. No entanto, o resultado não foi o esperado, pois as indústrias não atribuíram nenhum beneficio à população local. Extrativismo Vegetal: Extração de Açaí A coleta de frutos e raízes constitui uma das mais primitivas maneiras de extração dos meios de subsistência do homem. No entanto, essa atividade, chamada de extrativismo vegetal, ainda é praticada. Corresponde à coleta de produtos retirados da natureza. Na região Norte, essa atividade foi por tempo a única fonte de renda. Hoje, outras atividades são praticadas, como a mineração, a agricultura e a pecuária. Mas ainda assim a extração vegetal é realizada, podemos destacar os principais tipos de extração: • Extração de madeira: que são utilizadas especialmente na
  • 8. fabricação de móveis, produção de carvão e na construção civil. As madeiras mais exploradas são cedro, mogno e cerejeira. • Cupuaçu: fruta usada na fabricação de sucos, cremes, geléias, doces, sorvetes, entre muitas outras aplicações. • Açaí: fruta apreciada em diversas partes do Brasil, usada na fabricação de sucos, cremes, concentrados, polpas, entre outros. • Quina, jaborandi e copaíba: são vegetais com propriedades medicinais usados na fabricação de remédios e produtos de beleza. • Látex: substância extraída de uma árvore denominada de seringueira, é usada na fabricação da borracha. • Castanha-do-pará: é uma castanha oriunda da castanheira. Seu fruto serve para a fabricação de alimentos, cosméticos, óleos e remédios. • A piaçava e a malva: são usadas na fabricação de fibras. • A sorva e a balata: plantas usadas na fabricação de gomas não- elásticas. A extração é uma atividade econômica que deve ser incentivada na região Norte, pois consegue aliar renda e conservação ambiental. A implantação de programas de orientação familiar na extração e a formação de cooperativas são de grande valia para melhorar a vida dos ribeirinhos, além dos mesmos contribuírem na preservação, tendo em vista que a floresta é que fornece o seu sustento. Extração Mineral: As atividades ligadas à mineração na região Norte têm se despontado como uma relevante fonte de geração de riqueza, especialmente com a instalação de grandes empresas mineradoras. Atualmente existem cerca de 1 milhão de Km2 de área com potencial para a mineração que se encontram no controle de grandes empresas, porém somente 1% dessa área está sendo explorada de maneira efetiva. Dentre as principais jazidas existentes na região Norte, as de maior destaque é a Serra dos Carajás e Oriximiná. A Serra dos Carajás figura como uma das maiores jazidas do mundo, está situada no sudeste do Pará, no Parque Ecológico de Carajás, município de Parauapebas, região sul do estado, entre o rio Tocantins e Xingu. No local há uma grande reserva de minérios, como minério de ferro (considerado como o mais puro do mundo), manganês,
  • 9. cobre, bauxita, ouro, níquel, estanho entre outros. A partir da década de 70 o governo brasileiro realizou diversos investimentos na estruturação da região, de maneira que oferecesse condições de extração, processamento e transporte dos minérios. Estrada de Ferro Carajás O principal projeto instituído pelo governo recebeu o nome de o Grande Carajás, o investimento para a implantação do mesmo foi de aproximadamente cinco bilhões de dólares, valor levantado para a construção da usina hidrelétrica de Tucuruí no rio Tocantins, isso para a geração de energia para suprir as necessidades do projeto. Além da construção da Estrada de Ferro Carajás, que favoreceu a circulação e escoamento da produção e também a criação do porto Ponta da Madeira, localizado na cidade de São Luiz (Maranhão). A construção desse porto possibilitou o acesso de navios oriundos de diversos lugares do mundo, em outras palavras, facilitou o processo de exportação. Na Serra de Oriximiná é extraído bauxita, a empresa responsável pela exploração da jazida é a Empresa de Mineração Rio do Norte, composta pela Companhia Vale do Rio Doce, empresas transnacionais e nacionais. A grande maioria da produção tem como destino a exportação. Garimpo: Uma atividade desenvolvida na região Norte bastante questionada é a garimpagem. Como a região abriga em seu subsolo inúmeras jazidas de ouro, a atividade intensificou-se e atraiu milhares de pessoas.
  • 10. A garimpagem é uma atividade extrativa mineral, que usa de técnicas rudimentares. A maioria dos garimpos que existem na região buscam, especialmente, ouro e diamante. As grandes áreas de concentração de jazidas se encontram no Pará, o vale do rio Tapajós; em Rondônia, o vale do rio Madeira; no Tocantins, rio Tocantins. É bom ressaltar que na Serra Pela (Pará), ainda existe essa atividade. Área deteriorada por garimpeiros O garimpo não gera somente riqueza, pelo contrário, ocasiona uma série de problemas para a região Norte, muitos deles de caráter social. Isso em virtude da baixa qualidade de vida dos trabalhadores do garimpo, que vivem em pequenos povoados sem qualquer tipo de infra-estrutura (água tratada, esgoto, saúde, escolas, entre outros). Eles também desestabilizam a paz, pois invadem terras indevidas, como reservas do Estado e indígenas, muitas vezes, na base de confrontos violentos. Os garimpeiros produzem também enormes impactos ambientais na região Amazônica. O principal causador dos inúmeros impactos produzidos, sem dúvida, é o mercúrio, substância usada para retirar as impurezas do ouro. O mercúrio é tóxico, contamina o trabalhador, os rios, os peixes, os animais silvestres e as pessoas que utilizam as águas da região. Vegetação e Clima Nesta região existe a maior floresta equatorial do mundo, a Amazônia. Essa parte do país ainda possui grandes áreas de florestas preservadas, onde podemos encontrar coberturas vegetais bastante heterogêneas, como áreas de Cerrado, Campos e vegetação
  • 11. Litorânea, mas a principal é a floresta Amazônica, que abrange aproximadamente 80% da região Norte. O predomínio do clima quente e úmido resulta em floresta verde e exuberante o ano todo. Apesar da aparência de homogeneidade da floresta Amazônica, a mesma possui distinções quanto à formação vegetal que varia de acordo com a altitude do relevo. Devido a esse fator, a Amazônia é classificada em quatro tipos: mata de igapó, mata de várzea, mata de terra firme e floresta semi-úmida. A cobertura vegetal da Amazônia é composta por plantas do tipo latifoliadas e perenifólias, ou seja, que possuem folhas grossas e que não caem em nenhum período do ano. Já o clima que prevalece ao longo da região é o equatorial úmido, caracterizado por elevadas temperaturas e grande quantidade de chuvas durante todo o ano. Algumas áreas restritas não apresentam tal característica climática, como o Tocantins e partes do Pará e Roraima. Na parte sudeste do Pará e em todo Estado do Tocantins é identificado o clima tropical, com duas estações bem definidas, sendo uma chuvosa e uma seca. Já no noroeste do Pará e leste de Roraima o clima que predomina é o equatorial semi-úmido, com períodos curtos de seca, temperaturas sempre elevadas durante todo o ano e índices pluviométricos inferiores ao clima do tipo equatorial úmido. Na região Norte, em geral, as temperaturas ficam em torno dos 26°C, com índices pluviométricos que oscilam entre 1700 e 3000 mm ao ano e baixa amplitude térmica. Na região Norte existe uma enorme interdependência entre o clima e a vegetação, isso porque há uma influência recíproca entre os mesmos. O clima influencia na floresta, pois as temperaturas são elevadas é há abundante quantidade de chuvas, permitindo a proliferação de uma imensa diversidade de plantas, além de propiciar
  • 12. que elas permaneçam verdes o ano inteiro. Em contrapartida, a floresta contribui diretamente no clima, especialmente nos índices pluviométricos. Tal influência acontece pelo fato das plantas transpirarem através das folhas, quando isso ocorre formam-se gotículas de águas sobre as mesmas, então, com o processo de evaporação, a água contida nas plantas vai para a atmosfera, favorecendo a formação de chuvas. Aproximadamente 50% da umidade que se transforma em chuvas são provenientes da floresta. Diante dessa afirmativa, percebemos que a conservação da Amazônia é indispensável para a funcionalidade do clima na região e manutenção da biodiversidade que abriga. Biodiversidade A Floresta Amazônica possui uma das mais ricas biodiversidades do mundo, isso significa que nessa floresta reside uma grande variedade de seres vivos, vegetal e animal. No contexto das espécies de fauna presentes na Floresta Amazônica existem registros de cerca de 1.800 espécies diferentes de aves, 2.500 de peixes, 320 de mamíferos e dezenas de espécies de répteis, anfíbios e insetos. A Flora Amazônica é bastante rica, de acordo com alguns estudos esse bioma abriga cerca de 30 milhões de espécies vegetais, dentre esses as de maior destaque são a seringueira, castanheira, cacaueiro e um dos símbolos da Amazônia: a vitória-régia. No entanto, esses números apresentados não são totalmente definitivos, pois por falta de pesquisas, muitas espécies de vegetais e de animais ainda continuam desconhecidas pela classe científica e pelo público em geral. Uma das dificuldades para coletar dados acerca da biodiversidade da Floresta Amazônica está na grande extensão da floresta e as barreiras impostas pelas adversidades do lugar que impedem a locomoção até as áreas propícias à descoberta de novas espécies da fauna e da flora. Esse rico ecossistema detém uma imensa quantidade seres vivos, desde microrganismos até animais de grande porte, de briófitas até árvores de grande porte, nessa perspectiva a seguir alguns dos principais exemplares da fauna e da flora da Floresta Amazônica. Animais: Guariba-de-mão-ruiva (alouatta belzebul)
  • 13. Tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus) Arara-vermelha (Ara macao) Preguiça-de-três-dedos (Bradypus Tridactylus) Borboleta-azul (Morpha menelaus menelaus) Uirapuru (Cyphorhinus arada) Quati (Nasua nasua) Jaguar (Panthera onça) Capivara (Hydrochaeris hydrocaeris) Tartaruga-da-amazônia (Padocnemis expansa) Sucuri (Eunectes murinus) Jacaré-açu (Melano suchisniger) Pequeno sapo (Dendrobates leucomelos) Plantas: Bromeliácea (Streptocalyx poeppigii) Aninga (Montrichardia arborescens) Cactácea cuprea do gênero Rhipsalis Vitória-régia (Victoria amazônica) Bibliografia: http://www.brasilescola.com/brasil/rios-amazonicos- principais-vias-transporte.htm http://indoafundo.com