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RECOMEÇAR
Um caminho de cura para o corpo, a alma e o espírito
Um guia de apoio e esperança para mulheres que vivenciaram
violência física, psicológica ou emocional
Raquel Alves
Terapeuta Cristã
"O Senhor está perto dos que têm o coração quebrantado e salva os de espírito abatido."
Salmos 34:18
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Uma palavra de Raquel Alves
Se você está lendo este e-book, quero que saiba, antes de qualquer coisa: você não está sozinha, e o que aconteceu
com você não define quem você é.
Como terapeuta cristã, já ouvi histórias de mulheres que atravessaram a dor da violência física, psicológica e
emocional. Vi corpos machucados, mentes cansadas de tanto se defender e corações que quase esqueceram como é
sentir paz. Mas também vi, repetidas vezes, a força que nasce quando uma mulher decide pedir ajuda e dar o
primeiro passo rumo à cura.
Este material foi escrito com carinho para ser um mapa simples e prático: como pedir ajuda, onde buscar apoio
gratuito, e como cuidar de você por inteiro — corpo, mente, emoções e espírito. Não é um substituto para
acompanhamento profissional, mas um ponto de partida e um lembrete de que existe uma rede pronta para te
acolher.
Se em algum momento, durante a leitura, você perceber que está em perigo imediato, interrompa a leitura e
ligue agora para 190 (Polícia Militar) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Sua segurança vem antes
de tudo.
"Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo." —
Salmos 23:4
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Neste e-book você vai encontrar
• Como reconhecer a violência física, psicológica e emocional
• Por que é tão difícil pedir ajuda — e como dar o primeiro passo
• Uma lista de ajudas gratuitas disponíveis no Brasil
• Como cuidar do corpo depois da violência
• Como cuidar da mente e das emoções
• Como cuidar da alma e do espírito
• Passos práticos para reconstruir a vida
• Uma oração final e uma palavra de esperança
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Capítulo 1 — Reconhecendo a violência
Muitas mulheres demoram anos para reconhecer que estão em uma relação ou situação de violência, porque a
violência nem sempre deixa marcas visíveis. Reconhecer é o primeiro passo para se proteger.
Violência física
Qualquer ato que cause ou tente causar dano ao corpo: empurrões, tapas, socos, chutes, queimaduras, uso de objetos
ou armas, privação de cuidados médicos.
Violência psicológica
Humilhação, ameaças, isolamento da família e dos amigos, controle excessivo, perseguição, destruição de objetos
pessoais, manipulação e chantagem emocional.
Violência emocional
Desprezo constante, comparações depreciativas, silêncio como punição, culpabilização, desvalorização dos
sentimentos, sabotagem da autoestima.
Se você se identificou com qualquer um destes pontos, respire fundo. Reconhecer não é fraqueza — é coragem. E
coragem é o primeiro tijolo da reconstrução.
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Capítulo 2 — O primeiro passo: pedir ajuda
Pedir ajuda costuma ser o passo mais difícil, porque envolve medo, vergonha e, muitas vezes, dependência
emocional ou financeira de quem causa a dor. Mas pedir ajuda não é trair ninguém — é um ato de amor-próprio e de
fé em dias melhores.
Algumas verdades importantes
• Você não é culpada pela violência que sofreu.
• Pedir ajuda não é exagero, mesmo que a violência pareça "pequena".
• Existem redes de apoio gratuitas, sigilosas e preparadas para te acolher.
• Você pode buscar ajuda mesmo sem ainda saber se vai deixar a relação.
• Deus não deseja que você viva com medo dentro da própria casa.
Como começar
1. Conte para alguém de confiança — uma amiga, um familiar, um líder religioso ou um profissional.
2. Documente o que puder, com segurança: datas, mensagens, fotos de lesões, boletins de ocorrência.
3. Ligue para um dos canais gratuitos listados no próximo capítulo.
4. Monte, se possível, um plano de segurança: um lugar para ir, um valor guardado, documentos separados.
"Não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou o teu Deus." — Isaías 41:10
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Capítulo 3 — Ajudas gratuitas disponíveis no Brasil
Você não precisa enfrentar isso sozinha nem pagar para ser ouvida. Estes serviços são gratuitos, e alguns funcionam
24 horas por dia, todos os dias da semana.
Emergência policial 190 Para situações de risco imediato à vida. Acione a Polícia
Militar.
Ligue 180 180 Central de Atendimento à Mulher. Gratuita, sigilosa, 24h,
todos os dias. Orienta sobre direitos, denúncias e
encaminha para a rede de apoio mais próxima. Também
atende por WhatsApp (61) 9610-0180.
Disque 100 100 Disque Direitos Humanos, para denúncias de violações de
direitos humanos em geral.
Casa da Mulher
Brasileira
— Unidade que reúne, em um só local, delegacia
especializada, Defensoria Pública, apoio psicossocial,
promoção de autonomia econômica e, em alguns casos,
abrigo temporário.
Delegacia da Mulher
(Deam)
— Delegacia especializada para registrar boletim de
ocorrência e pedir medidas protetivas.
Defensoria Pública — Assistência jurídica gratuita para quem não pode pagar
advogado, incluindo pedidos de medida protetiva com base
na Lei Maria da Penha.
CRAS / CREAS — Centros de Assistência Social que oferecem acolhimento,
orientação e encaminhamento a outros serviços da rede
pública.
CAPS — Centros de Atenção Psicossocial do SUS, com atendimento
psicológico e psiquiátrico gratuito.
Além dos canais oficiais, muitas universidades mantêm clínicas-escola de Psicologia com atendimento terapêutico
gratuito ou de baixo custo, abertas à comunidade. Vale pesquisar se há uma universidade com esse serviço perto de
você.
Igrejas e organizações religiosas também costumam oferecer aconselhamento pastoral, grupos de apoio e, em alguns
casos, encaminhamento para abrigo temporário. Procure um líder ou ministério de assistência social da sua
comunidade de fé.
Guarde estes números em um lugar seguro, longe do alcance de quem te agride, e memorize pelo menos o 180
e o 190.
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Capítulo 4 — Cuidando do corpo
O corpo guarda memórias da dor, mas também é capaz de se recuperar. Cuidar do corpo é parte do processo de cura.
• Procure uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou pronto-socorro para avaliação médica, mesmo sem lesões
visíveis.
• Se houve violência sexual, procure atendimento em até 72 horas: hospitais de referência oferecem profilaxias
gratuitas pelo SUS.
• Priorize o sono, mesmo que em pequenos períodos; o corpo cansado cicatriza mais devagar.
• Reaprenda o toque gentil: um banho morno, um alongamento leve, uma caminhada ao ar livre.
• Beba água, alimente-se com paciência consigo mesma — o apetite pode oscilar em momentos de tensão, e isso
é normal no início.
Cuidar do corpo não precisa ser perfeito. Comece pequeno: um copo d'água, uma respiração funda, um momento de
descanso.
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Capítulo 5 — Cuidando da mente e das emoções
A violência deixa marcas invisíveis: medo constante, dificuldade de confiar, culpa, vergonha, tristeza profunda ou
explosões de raiva. Tudo isso é uma resposta natural a algo que não era natural você viver.
Terapia e acompanhamento psicológico
• CAPS (Centro de Atenção Psicossocial): atendimento psicológico e psiquiátrico gratuito pelo SUS.
• Clínicas-escola de universidades: sessões de terapia gratuitas ou com valor social, conduzidas por estagiários
supervisionados.
• Grupos de apoio a mulheres em situação de violência, muitas vezes oferecidos pela Casa da Mulher Brasileira
ou por ONGs locais.
• Linhas de apoio emocional por telefone ou chat, como o CVV (Centro de Valorização da Vida), pelo número
188, gratuito e sigiloso, 24h.
Pequenas práticas diárias
• Escrever os sentimentos em um diário, sem julgamento.
• Respiração consciente: inspirar em 4 tempos, segurar 4, soltar em 6.
• Nomear a emoção sentida, em vez de reprimi-la: "estou com medo", "estou triste", "estou aliviada".
• Buscar uma rotina simples, com pequenas metas diárias, para devolver ao corpo e à mente uma sensação de
estabilidade.
Não existe prazo certo para a cura emocional. Cada mulher tem seu tempo, e todos os tempos são válidos.
"Perto está o Senhor dos que têm o coração quebrantado e salva os contritos de espírito." — Salmos
34:18
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Capítulo 6 — Cuidando da alma e do espírito
Como terapeuta cristã, acredito que a cura completa passa também pelo espírito. A fé não substitui o tratamento
médico e psicológico — ela caminha ao lado dele, trazendo esperança onde a dor tentou instalar desespero.
Práticas espirituais que ajudam na cura
• Oração honesta: converse com Deus como quem conversa com um Pai, sem esconder a raiva, o medo ou o
cansaço.
• Leitura de salmos de lamento e consolo, que dão voz à dor sem negar a fé (Salmos 34, 46, 91, 121, 147:3).
• Aconselhamento pastoral com um líder religioso preparado para o tema da violência doméstica.
• Participação em uma comunidade de fé que acolha sem julgar e sem pressionar a permanecer em situação de
risco.
• Perdão como processo, não como obrigação imediata — perdoar não significa voltar para quem machucou,
nem apagar a necessidade de justiça e proteção.
Deus vê a sua dor. Ele não pede que você sofra em silêncio — Ele caminha com você em direção à cura, à segurança
e à restauração.
"Ele sara os quebrantados de coração e liga as suas feridas." — Salmos 147:3
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Capítulo 7 — Passos práticos para reconstruir a vida
1. Priorize a sua segurança física antes de qualquer outra decisão.
2. Construa uma rede de apoio: pessoas de confiança que sabem da sua situação e podem ajudar em uma
emergência.
3. Busque orientação jurídica gratuita para entender seus direitos, incluindo medidas protetivas.
4. Inicie ou retome acompanhamento terapêutico, mesmo que em grupo ou por telefone, no começo.
5. Cuide das finanças aos poucos: busque programas de autonomia econômica oferecidos pela rede de apoio à
mulher.
6. Reconecte-se com o que te faz bem: um hobby, uma amizade, um espaço de fé.
7. Celebre pequenas vitórias — sair da cama, fazer uma ligação, contar sua história a alguém são passos gigantes.
A reconstrução não é uma linha reta. Existem dias de avanço e dias de recuo, e tudo bem. O importante é continuar
caminhando, um passo de cada vez.
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Uma palavra final
Se você chegou até aqui, já deu um passo importante: o de buscar informação e esperança. Que este e-book seja
apenas o começo da sua jornada de cura — uma jornada que inclui ajuda profissional, apoio da rede pública,
cuidado com o corpo e com as emoções, e a certeza de que você não caminha sozinha.
Você foi criada para viver em paz, com dignidade e segurança. Não desista de si mesma.
Oração
Senhor, eu entrego a Ti a minha dor, o meu medo e as minhas feridas. Dá-me coragem para pedir ajuda, sabedoria
para tomar as decisões certas, e a certeza de que Tu estás comigo em cada passo. Cura o meu corpo, acalma a
minha mente e restaura a minha alma. Em nome de Jesus, amém.
Se você está em perigo agora, ligue 190.
Para orientação e apoio, ligue 180 — gratuito, sigiloso, funciona 24 horas.
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Quem é Raquel Alves?
Professora, Terapeuta, Jornalista e Escritora Independente.
Natural de Juazeiro do Norte, Ceará – Brasil, é autora premiada em âmbito nacional e internacional, com poesias
publicadas em antologias de renomadas editoras.
Dedica-se a semear romances sobrenaturais, histórias fantásticas e poesias ultrarromânticas, conduzindo seus
leitores por universos intensos, sensíveis e cheios de emoção.
Prêmios e Participações em Antologias:
Certificado de Participação II Prêmio Licinho Campos de Poesia de Amor 2013
III Prêmio Literário Cidade da Poesia (Antologia Poética) 2013- Nome da Poesia: Noite dos Corvos
Caderno Literário Pragmatha (poesias) contribuo com poesias há mais de um ano
101 Vira-latas (Antologia poética) 2014- Nome da Poesia: Você e eu
Prêmio Literário Galinha Pulando 2014 (Antologia poética)-Nome da Poesia: A Saída dessa miséria
Participação da X Bienal Internacional do Livro de Pernambuco (2015) (lançamento do livro O Reino Mágico de
Mystic)
Certificado de Participação VI Concurso de Poesias Prof. Roberto Tonellotti (2016)- Nome da poesia: O choro de
Lázaro
11º Concurso on-line "Sueli Bittencourt" de poesias- Tema Paz (2016)- Nome da Poesia: Borboleta
5ª mostra BNB de Poesia- Abril para leitura 2016 (Antologia poética)- Nome da Poesia: O romantismo precoce do
poeta das penas negras
1ª Coletânea de Poemas- projeto Apparere- 2017 Poema: Por favor, não morra!
6ª mostra BNB de Poesia- Abril para leitura 2017 (Antologia poética)- Nome da Poesia: A não existência
Participação do I Prêmio Miau de Literatura: Editora Costelas Felinas (2017)
9º lugar no concurso da Revista Inversos (4ª edição) em homenagem ao Dia Internacional da Criança Africana –
2018 Poesia: Minha criança
1ª Coletânea de Poemas de Amor- projeto Apparere- 2018 Poema: Adeus
Participação da 2ª Mostra Poemas para Maria - Beata Maria de Araújo, Biblioteca Municipal de Juazeiro do Norte-
Prefeitura Municipal (2019)
8ª Mostra BNB de Poesia- Abril para a leitura, Centro Cultural do Banco do Nordeste- Juazeiro do Norte (2019)
Participação do e-book "2020-2021's Edition of the Nature International Literary Contest"
Participação na antologia literária "Versos de Outono" da Editora Pragmatha- 2022
5ª Mostra Poemas para Maria - Beata Maria de Araújo- Juazeiro do Norte- 2022
Participação da Antologia Literária "Versos de Outono" da Editora Pragmata com a poesia "Lírio" (2022)
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Projeto Folhinha Poética 2023- Poesia Mentira Distópica
Participação da Coletânea de Poetas Brasileiros 2023 volume II da Editora Persona (poesia Inveja das Flores
Mortas)
Participação da 4ª Temporada da Antologia Poemas da Terra (poesia Terra) da WebTV e Comissão de Autores
Literários (CAL)- 2024
19º lugar na Revista Literária Digital Eco das Palavras (edição nº19 jan/fev2024) pela poesia "Abismo" 2024
Participação da antologia literária "A arte do eu" da Editora Persona, com a poesia "Rei do Carma"- 2024
Participação da 8ª Coletânea de Poemas do Projeto Apparere (poesia Jardim dos meus filhos)- 2025
Participação da Coletânea de Poemas do Projeto Apparere "Quando me perdi de mim" (poesia Justine)- 2026
https://clubedeautores.com.br/livros/autores/raquel-alves