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Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Adilson Motta
Radiografia de Bom Jardim – MA.
História e Geografia
(Contribuindo para uma Educação Contextual)
1ª edição - 2007
Revisão: Julho de 2021
E-mail para contato e Sugestões: webinformatica62@gmail.com
Bom Jardim-MA
2023
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Os conteúdos deste documento são de inteira responsabilidade do
autor, portanto, sua reprodução só será permitida, desde que citado o
autor. E sua alteração, mediante assinatura por escrito do mesmo.
MOTTA, Adilson Pires
Radiografia de uma cidade brasileira. E a sua? História e
geografia / Adilson Pires Motta. - Bom Jardim – MA. 2010.
293 p.: il.
1. Bom Jardim - MA – Aspectos geográficos 3. Bom Jardim
– MA. – Aspectos culturais I Título
CDD 900 (UFMA, 2006)
CDU 908 (812-1)
ISBN: 978-65-901596-1-8
ORGANIZAÇÃO:
Adilson Motta
DIGITAÇÃO:
Adilson Motta
Colaboração: Luzinete Silva Vieira
Fotografia:
Rogério Matos
Sibimba (fotógrafo)
CARTOGRAFIA: (mapas)
IBGE
Adilson Motta
Antônio dos Santos Júnior
Araão (Ex-secretário de Saúde)
REVISÃO
Adilson Motta
Firmino Viveiros dos Santos
Claudyomilton Santos
Valderlene Gomes e Silva.
Francisco Pires Mota
José Arnaldo da Silva
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Sobre o autor
Adilson Motta, filho de Luzanira, nascido em Bom Jardim-MA (Região do Vale do Pindaré).
Formado em Letras pela Universidade Federal do Maranhão em 2005. Já foi comerciante, e
atualmente é professor e escritor. Escreveu o livro “Radiografia de Bom Jardim – Aspectos
históricos, geográficos e culturais”. Sem apoio para publicá-lo, fez uma doação aos
munícipes, o qual se encontra disponível em Rede Social no formato pdf.
Desde cedo, apesar da mãe ser analfabeta, - produto de um contexto social, por não ter podido
estudar, e ter criado sete filhos no árduo labor e dificuldades com a ajuda de seus avós, a mãe
colocou algo precioso nas mãos dos filhos: revistas em quadrinhos e gibis – e incentivo para
estudarem, o que no futuro despertou para outras leituras, e suas riquezas, tal como os
caminhos da pesquisa e produção textual (como hoby predileto). Além deste trabalho, existe
mais oito (08) que estão disponíveis em sites e lojas virtuais na internet. De 1981 a 1985
morou em Barcelos (Amazonas). E em meado dos anos 80 retornou a Bom Jardim, onde por
um longo tempo exerceu a atividade de comerciante, (varejista e atacadista). E mais uma vez
ruma ao Norte do país, onde durante 6 anos residiu em Parauapebas-PA. Em 2012, retorna a
Bom Jardim-MA, onde se restabeleceu.
“É necessário conhecer o passado para se ter
percepção do hoje, e conhecer o hoje para planejar o
futuro”.
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DEDICATÓRIA
Dedico este trabalho aos estudantes, professores e sociedade em geral que
precisam deste conhecimento. A todos que desejam conhecer o passado e a
realidade desta terra.
Dedico-o também, especialmente, em memória às primeiras famílias que
assentaram as bases para construir a história de Bom Jardim:
Primeiras Famílias Bonjardinenses
Dos anos 59 a 70 * Gerso Meireles
* Nélio (de Dona Maria Estela)-Comerciante
* Frederico Varão
* Elias Ribeiro* Zé Marinheiro
* Nilo Ribeiro* Zeferino Gomes Pereira
*Chico Milhão* Miguel Milhão
* Bernardo Meireles
* Benjamin Olegório Ribeiro
* Raimundo Fuíca
*Antonio Joaquim (Biribute)
*Chico Cobó * Raimundo Santos
* Bernardo Carvalho
* Antonio de Sales (1ª Farmácia)
* Zé de Sales
* Dico da Vespa (Empresário-Oficina)
* João Sendero
* Ex-vereador Binóca
* Chico Celestino
* Ze Gorim (Dono de Restaurante)
* Chico Vítor * Pedro Carvalho
* Antonio Leandro (Liandra)
* Chico Firme
*Sibimba (Alfaiate/Fotógrafo)
* Joaquim Bezerra (Pai do Biribute)
* Mário Santiago
* Raimundo Varão
* Valdivino Amorim (Comerciante)
* Antonio Curador
* Manoel Matias (Pai do Chico Betel)
* Antonio Surdo(Fundador do Povoado Santa Luz)
*Chico Dentista (Comerciante)
* Dona Toinha (do Comércio)
* Genesão (Comerciante)
*Raimundo Massau
* Miguel Meireles
* Biribute da Calçadeira
* Manoel Pereira Mota
* João Bombom (Da calçadeira)
* Antonio de Santos (Antonio do Dudú)
* Zé Braz (Pai do Chico do Braz)
* Zequinha Joalheiro
* Manoel Chagas
* Raimundo Cícero Gome (Seu Dico)
* José Pedro Vasconcelos
* Binóca Prachedes
*Maneco Sousa
* Manoel Polino
* Sebastião Bispo
*Adroaldo Alves Matos
* Mauzol Miguel
* Corinto (Cabeleireiro)
*Raimundo Danana
* Zé da Joana
*Família Gama
* Pedro Sotero
* João Marruá
* Arlindo Trindade (da Gregória)
* Amador (Irmão de Benedito Bogé)
* Pedro Novo
* Mundico Guimarães (Pai de Boanerges)
* Miguel Gogó
*Joaquim Memória
* João do Rádio
* Romão Cosme do Nascimento
* Simão Lopes
*Antonio Piauí
* Expedito Pereira
*Chico Rumano
* Pacífico Ferreira de Melo
* Joca Soares de Melo
* Raimundo Oleiro
* Zezé (Comerciante)
* Manoel Frota
* Benedito Barbado
* Ozano Bezerra
* Tarzan do Sindicato
* Valquírio Bertoldo
* Valdemar Sapateiro
* Alcides (Sogro do Dionísio)
* Família Venâncio
**********************
* Gildásio Ferreira Brabo(1º prefeito eleito)
*João Batista Feitosa(1º prefeito por intervenção)
* Pedro Juvino (Comerciante)
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SUMÁRIO
HISTÓRIA VERSUS CIDADANIA..................................................................09
1. INTRODUÇÃO (CONSIDERAÇÕES GERAIS)...............................................10
2. GEOGRAFIA BONJARDINENSE................................................................11
2.1 Meio Ambiente (com mapa ambiental de Bom Jardim).............................26
2.2 Meio ambiente bonjardinense..............................................................26
2.3 Medidas corretivas aos problemas ambientais de Bom Jardim..................28
3 UM BREVE HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO NO VALE DO PINDARÉ....................37
3.1 Primeiros escritos da História de Bom Jardim – MA. .......................................42
4. HISTÓRIA DA ORIGEM DE BOM JARDIM...................................................43
4.1 Contexto da política Estadual e Nacional................................................54
4.2 Evolução sócio-político da história de Bom Jardim...................................55
4.3 Biografia dos Prefeitos.........................................................................82
4.4 Vultos bonjardinenses.......................................................................84
5 ASPECTOS SOCIAIS.............................................................................88
6. ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA...........................................93
6.1 Símbolos municipais..........................................................................111
7 CONHECENDO SÃO LUÍS.......................................................................112
8.HISTÓRIA DOS PRINCIPAIS DISTRITOS DE BOM JARDIM-MA (Rosário, Novo Caru,
Vila Bandeirante, Região da Miril, Tirirical e Cassimiro)..............................114
8.1REGIÃO DA MIRIL, VARIG, BREJO SOCIAL, AEROPORTO E ANTONIO
CONSELHEIRO..............................................................................123
8.1 Indício de Colonização na Região Caru................................................143
8.2 Descobrindo nossas origens................................................................146
8.3 Programas sociais, benefícios, emprego...............................................147
9. INSTITUIÇÕES, SINDICATOS E ASSOCIAÇÕES.......................................147
9.1 INFRAESTRUTURA HABITACIONAL......................................................156
9.2 SETOR DE COMUNICAÇÃO..................................................................135
10 EDUCAÇÃO E CULTURA......................................................................137
10.1 História da educação de Bom Jardim................................................137
10.2 As Primeiras Escolas em Bom Jardim................................................137
10.3 Situação Político-Educacional dos anos 60a 80 em Bom Jardim............144
10.4 Gráficos Situacionais da Educação em Bom Jardim.............................148
10.5 Contexto histórico da EJAI (educação de jovens, adultos e idosos em Bom Jardim – MA.
10.6 Possível Explicação para o Fracasso Escolar .......................................154
11 ASPECTOSCULTURAIS DE BOM JARDIM..........................................159
11.1 Manifestações Folclóricas..................................................................187
11.2 Danças: dança do coco, mangaba, quadrilha, bumba-meu-boi..............187
11.3 O casamento na roça.......................................................................191
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11.4 O bumba-meu-boi em Bom Jardim.....................................................194
11.5 O Auto do Bumba-meu-boi/ Interpretação e Histórico...........................198
11.6 Festas: Festival do peixe, Carnaval, Festejo de São Francisco de Assis,
Festa do divino, Festas juninas...............................................................199
12 LENDA: PADRE CORDEIRO - A EXCOMUNHÃO......................................205
12.1 CANTORES E ESCRITORES DA TERRA ...............................................206
12.2 Teatro...........................................................................................209
12.3 Artes plásticas...............................................................................210
12.4 Aspectos desportivos..................................................................... 212
12.5 A capoeira..................................................................................................213
13 INSTITUIÇÕES RELIGIOSAS (EVOL. HISTÓRICA)...................................218
13.1 A MAÇONARIA EM BOM JARDIM......................................................230
13.2 AS RELIGIÕES AFRO (MACUMBA, UMBANDA,CANDOMBLÉ).................321
14 POPULAÇÃO INDÍGENA....................................................................237
14.1 População Indígena Mundial ...........................................................237
14.2 Panorama Maranhense da População Indígena (com mapa das reservas)...........237
14.3 A população Guajajara....................................................................238
14.4 População Indígena de Bom Jardim (Reservas Pindaré e Caru)..............239
14.5 Estrutura da Sociedade Guajajara.....................................................241
14.6 Crendices Indígenas........................................................................245
14.7 Lendas e mitos dos guajajara............................................................246
15 ASPECTOS ECONÔMICOS DE BOM JARDIM-DADOS EVOLUTIVOS..............248
5.1 Agropecuária Bonjardinense..............................................................249
15.2 Extrativismo e Recursos naturais....................................................250
15.3 A DECADÊNCIA AGRÍCOLA NO MUNICÍPIO DE BOM JARDIM................253
15.4 Economia de Bom Jardim – MA.......................................................255
15.5 Infra Estrutura Bancária e Histórico..................................................268
CONSIDERAÇÕES FINAIS........................................................................271
REFERÊNCIAS.................................................................................................................................272
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O Desafio
O presentetrabalho, conjugado aos demais foi o maior desafio de minha
vida atéhoje; um projeto iniciado com recursospróprios, em fevereiro de 2004
dei início nestetrabalhoe outros. Apesarda falta deapoio dasautoridades local
(Bom Jardim), jamais desisti e decidi ir até o fim.
Não foi muito fácil, pois, vivemos em um país, onde se fala muito em
cultura, mas na íntegra esta fica em último lugar.
No caso, Radiografia de uma cidade brasileira, tendo como centro e
enfoquemaior a cidadede Bom Jardim, éabrangente, propondo-se a resgatar
vários aspectos da história que vai além do município em estudo – contempla
várias cidades na Microrregião do Vale do Pindaré.
As dificuldades surgiam exatamente no fato dehaver os que não valorizam o
resgate da história a qual não foi eles que fizeram e argumentam dizendo:
“quem gosta de passado é museu”.
Lamentavelmente, ninguém éeterno!Morrem os desbravadores e junto
com eles a história queajudarama construir. É óbvio, um povo sem história é
um povo sem raízes, sem identidade.
Duranteas pesquisasforam muitas as situações deimpacto;mas não vem
ao caso; corruptos, ignorantes, tentam podar tudo relacionado à cultura, para
que o povo continue a admirá-los, sem saber o quanto são perniciosos.
Tratando-se de desvalorização da cultura, os políticos na maioria são
recordistas. Quandobuscavainformações para integrarao corpodestetrabalho,
informaçõesforam negadas, e, percebi que, as evasivas eram por temer, que
fosse descoberto o que buscam manter no anonimato. Informação é poder, e
eles sabem disso; e um povo sem cultura ou desinformado de sua realidade é
facilmentemanobrado. Existedinheiro para tudo, menos paracontribuir com o
resgateda história do município,ondese inclui o herói anônimo que depositou
seu voto de confiança elegendo um bom ou mau administrador.
As experiências vividas durante o desempenho deste trabalho me
fizeram ver que a maioria dos seres humanos não se dão conta que estamos
aquisó de passagem, além demostrar claramente, que tudo é possível, basta
acreditare lutar. As dificuldades foramsuperadas e aqui está: Radiografia de
uma cidadebrasileira – um presentee doação quefaço ao povo de Bom Jardim.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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História Versus Cidadania
Os dicionários definem que a história se conceitua como Ciência que estuda a vida
humana através dos tempos. É necessário como cidadãos estudarmos história mais do que
nessa simples visão informativa e inteirativa; o essencial é estudá-la como um instrumento de
mudança, que nos permita olharmos para trás e sabermos o que queremos para o futuro que
começa em cada presente. O passado e o presente são inseparáveis, pois somos produtos do
passado e perspectiva de um futuro. O passado histórico, além de ser de extrema importância
para se compreender o presente, as atuais formas de relacionamento entre os homens, as
comunidades e entre os países, pode servir para conscientizar a todos da tarefa de
construirmos um mundo mais justo, mais digno; ajudando então a transformar o país, estado e
municípios para melhor. Conhecer nossa história, a transformação de nossa sociedade e sua
análise (apreender os fatos e compreendê-los diante de outras variáveis) pode ajudar-nos, a
saber, onde estamos e a escolher para onde vamos. E, em outras convergências, é preciso
conhecer a história para corrigir erros e ressaltar acertos. O povo que não conhece seu
passado, a sua história, certamente pode voltar a viver tempos tenebrosos e de triste memória
como tempos idos e não muito distante.
A dialética de Karl Marx aponta que o eixo das transformações históricas são
alimentadas ou produzidas a partir da dinâmica das contradições que permeiam os
acontecimentos sociais e leva a seus opostos. Já outros autores apontam que as ações próprias
do homem – passadas, presentes ou futuras - se lhe aparecem sob o manto da necessidade e
que o indivíduo pode ser uma grande força social de transformação. Principalmente numa
sociedade onde exista pessoas informadas de direitos e deveres, enfim dotadas de espírito
crítico. É nesse sentido que é válida a afirmação de que as particularidades das
personalidades determinam o aspecto individual dos acontecimentos históricos. É dessa
forma que o indivíduo vai cumprir o seu papel na história – enquanto conhecedor e
participante no processo (Plekhanov, 2002, p.110 a 118 e 152).
A história acontece no cenário das lutas “lutadas”, “calada”, “reclamadas”,
“confiadas”, “omissas”, e muitas vezes, sob manobras sociais em formas diversas. E às vezes,
até na atividade ou passividade de cada cidadão.
A política, neste contexto, é o instrumento central onde se desenvolve todo cenário
de acontecimentos que se constitui o fazer histórico. Segundo Creusa Capalbo (apud
SANTOS, 2000, p.98), “a conscientização utilizará uma pedagogia que proporcionará ao
homem condições para descobrir-se, conquistar-se, formar-se como sujeitos de sua própria
história”. Em consonância com o que foi afirmado, veja o que diz Marilena Chauí (1980, p.
114): “ Enquanto não houver um conhecimento da história real, enquanto a teoria não mostrar
o significado da prática imediata dos homens, enquanto a experiência comum de vida for
mantida sem crítica e sem pensamento, a ideologia de dominação se manterá.”
Não é apenas em uma grande cidade, estado e país que a história acontece;
uma pequena comunidade no interior de um município é também um espaço ou cenário onde
acontece história. E nessa relação sociedade&história, veja o que diz a doutora Rita Santos em
(SANTOS, 2000, P. 112):
“Cada sociedade é, pois, um espaço de vida, no qual a sua própria história se vai
escrevendo...”
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1. Introdução
Considerações Gerais
Foi na percepção da carência de material didático, histórico e geográfico
acerca dos municípios que resolvi desenvolver o presente trabalho. E ao mesmo
tempo, atendendo a Lei Orgânica dos municípios em seu artigo 173, que define
como obrigatório à inclusão nos currículos escolares do ensino da história do
Município, da 1ª a 4ª série do 1º grau; e ao que solicita a LDB 9394/96, que
determina que a educação, além de interdisciplinar, seja contextual. E para que
uma educação seja contextual é indispensável arremeter informações e
conhecimento da realidade local onde o aluno está inserido. Grande parte das
informações é de exclusiva importância para o município de Bom Jardim. Entretanto,
há um grande número de informações que, apesar de retratar Bom Jardim, transpõe
uma base de estudo bem além do município em foco. É intenção que a presente
obra sirva de convite e modelo, como uma espécie de livro-projeto para outros
municípios brasileiros. É um trabalho científico, pois resulta de entrevistas e buscas
de informações fidedignas em fontes oficiais, precisas e confiáveis.
Por ser um material histórico e geográfico, necessitará de constantes
atualizações e possíveis revisões. Pois história não é apenas o que passou, envolve
também o presente.
O livro “Radiografia de Bom Jardim-MA” é fruto de uma ampla pesquisa acerca do
Município de Bom Jardim, no Estado do Maranhão. Sua abordagem vai desde o aspecto
sócio-político, econômico e cultural do município em estudo. É uma obra social, sendo uma
contribuição para a cultura e a informação do povo bonjardinense e outros que dela
precisarem; tendo como objetivo informar os órgãos educacionais, Poder Público, professores,
alunos e sociedade em geral, a história do município abordando: sua origem, demografia,
superfície (geografia), cultura, indicadores sociais, incluindo os símbolos municipais,
bandeira, brasão, hino, aspectos físico e socioeconômico, a história da educação de Bom
Jardim, situação educacional da população escolarizável atendida pelos órgãos competentes
no município, contemplando através do Plano Decenal de Educação de Bom Jardim, os
indicadores educacionais (número de matrículas, aprovação, reprovação, evasão e distorção
idade-série). O mesmo é de suma importância para a elaboração de projetos em
âmbito municipal pelo Poder Público e como subsídio na elaboração de Projetos
Pedagógicos na área educacional.
É incluído especialmente um capítulo sobre a população indígena; sendo
uma contribuição de Padre Carlo Ubialli, que vivera por muito tempo e em longa
relação com os guajajaras da reserva indígena do Pindaré e Caru. Deixando um
rico material histórico e cultural dessa população, e durante essa vivênciafez um
estudo antropológico sobre os indígenasda região (Pindaré/Bom Jardim), com os
quais vivera por longos e pacíficos anos.
Inclui-se também um breve histórico do desenvolvimento no Vale do
Pindaré, microrregião onde o município está localizado.
A história é como um livro sempre aberto, porque está sempre sendo
escrita num presente que caminha para um futuro... O futuro de nossas gerações
que continuarão a viver, a fazer e a retomar os próximos capítulos que
continuam...
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2. A GEOGRAFIA BONJARDINENSE COM MAPAS
O município de Bom Jardim está localizado na mesorregião Oeste do
Maranhão, na microrregião do Vale do Pindaré. Localiza-se em área
pertencente à Amazônia Legal e tem como coordenadas de latitude 4º,
44 min. 30 seg, de longitude 44º, 21 min. 00 seg. e de Altitude 40,689m.
Localizando-se na microrregião do Vale do Pindaré, faz limites com os
lmunicípios de Monção, Açailândia, Tufilândia, Pindaré Mirim, São João do
Caru, Newton Belo, Alto Alegre do Pindaré, Buriticupu, Bom Jesus das
Selvas, Centro Novo do Maranhão e Itinga do Maranhão. O município tem
6.590,48 km³ de área territorial. A área urbana corresponde a 113
km². A referida área detém 35% da população total, sendo que 65% da
população se concentra na zona rural. A densidade demográfica do
município é de 5,93 habitantes por km² .
A distância de Bom Jardim a São Luís é de 275 km. Os principais
rios que formam a hidrografia do município são: rio Pindaré, Caru, rio Azul
ou Poranguetê, rio Ubim, os dois últimos são braços do rio Pindaré, na
região da Miril. Existe também os igarapés Água Preta, Limoeiro,
Crumaçu, Arvoredo, Galego e Turizinho. O rio Pindaré, nome que significa
“anzol pequeno”, nasce ao leste da Serra da Cinta e desemboca no rio
Mearim, após um curso de 750 km de extensão. É um rio caudaloso,
extenso, navegável e rico em peixes.
Bacia Hidrográfica é o conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus
afluentes e subafluentes. As bacias hidrográficas dos rios Pindaré e Caru são sub
bacias do rio Mearim, e são tidas por bacias hidrográficas estaduais.
Na Bacia Hidrográfica do Rio Mearim habitam 1,681.307 habitantes, numa
área de 99.058,68 km² - abrangendo 85 municípios.
A temperatura média (na região que compreende a área geográfica
de Bom Jardim) é de 30º e o clima é quente e úmido como da Amazônia
Equatorial. Índice de chuvas por ano:2000 a 2200 mm anuais. Período
chuvoso vai de janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho. Período
seco: Julho a Dezembro.
A vegetação ou plantas nativas do município é formada de cocais e
matas (árvores grossas e capoeira). As madeiras nativas no município
(atualmente escasseando) são: pau-d´arco, maçaranduba, pequi, jatobá,
mirindiba e cedros, ressaltando também os capins Jaraguá e canarana.
Árvores frutíferas mais predominantes são os mangueirais.
No ranking por área territorial, entre as 217 cidades maranhenses, Bom Jardim é o 7º maior
município.
1º: Balsas: 13.141,7 km²
2º: Alto Parnaíba: 11.132,1 km²
3º: Grajaú: 8.830,9 km²
4º: Mirador: 8.450,8 km²
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5º: Centro Novo do Maranhão: 8.258,4 km²
6º: Amarante: 7.438,1 km²
7º: Bom Jardim: 6.590,5 km²
8º: Carolina: 6.441,6
9º: Riachão: 6.373,0 km²
10º: Açailândia: 5.806,4 km²
A menor cidade em área territorial no estado do Maranhão é o município de Raposa, com
66,2 km².
Fonte: IBGE 2013
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Ordenamento Territorial – Zona Urbana
O município apresenta uma área territorial de 6.590,48 km³ e é o 7º maior no ranking
do estado. A área urbana corresponde a 113 km², ou seja, 1,7% da área territorial do
município. A referida área detém 35% da população total, sendo que 65% da população se
concentra na zona rural. A densidade demográfica do município é de 5,93 habitantes por km².
Se focalizarmos a densidade demográfica só na zona urbana, vamos encontrar um número
totalmente diferente: 107 Hab. / KM². Essas informações são de alta importância, pois nos
permitem perceber que existe um alto aglomerado de pessoa por km² na área urbana
merecendo por isso uma atenção especial à questão ambiental (da referida área, sem excluir a
zona rural). A zona urbana possui 10 bairros:
• Bairro Joana Dark
• Bairro Vila Muniz
• Bairro Vila Pedrosa
• Bairro Vila Meireles
• Centro
• Birro Santa Clara
• Vila Nova Esperança
• Alto dos Praxedes
• Bairro Mutirão
• Bairro União (Bairro novo que fica atrás e entre o Bairro Joana Dark e Vila Muniz)
• Vila São Bernardo
• Bairro Nobre
• Bairro Nova Jerusalém
• Bairro Firmino
• Bairro 28 de Julho
• Bairro Portela
• Bairro Davi.
Dos 39.049 habitantes, 41% residem na zona urbana, o equivalente a 16.010 habitantes.
IBGE, 2022. https://censo2022.ibge.gov.br/panorama/
42,45%
65,49%
0%
97,85%
0,00% 20,00%40,00%60,00%80,00%
100,00%
120,00%
Arborização
Via Pavimentada
Via Sinalizada para bicicleta
Iluminação Pública
Características do entorno
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Ordenamento Territorial – Zona Rural
O município possui Polos Administrativos que foram criados para fins
administrativos, numa perspectiva da geopolítica local no intuito de promoção e
planejamento das políticas públicas. A criação destes polos serve de “agregação” de
povoados adjacentes a outros maiores para fins de abranger blocos de povoados no sentido de
mapeamento de concursados por blocos regionais; em outro caso, serve como agregação de
povoados para fins de apuração eleitoral (como aconteceu na eleição de 2012) para apuração
eleitoral, a qual muito se especulava temores de que por trás de certa “inovação” – o que
dantes não acontecia, fosse corromper os resultados da disputada eleição dos dois fortalecidos
blocos.
• Polo Bela Vista;
• Polo Brejo Social e Antônio Conselheiro;
• Polo Caru, Cassimiro, Vila Bandeirante e Igarapé dos Índios;
• Polo Vila Varig;
• Polo Santa Luz, Tirirical e Oscar;
• Cohab.
O município possui 127 povoados (grandes e pequenos), os principais e maiores são:
Povoado 18, Boa Esperança, Oscar, Galego, Barrote, Cassimiro, Rapadurinha, Escada
do Caru, Traíras, Igarapé dos índios, Vila Bandeirantes, São Pedro do Caru, Novo Caru,
Centro do Alfredo, São João do Turi, Três Olhos D Água, Turizinho do Augusto, Sapucaia,
Nascimento, Rapadura Velho, Boa Vista, Barraca Lavada, Jatobá Ferrado, Santa Luz, Barra
do Galego, Rosário, Escada do Caru, Povoado Tirirical, Zé Bueiro, Varig, Vila da Pimenta,
Vila da Palha, Vila Cristalândia, Povoado União, Miril, Vila Jacutinga, Aeroporto, Vila Bom
Jesus, Brejo Social, Povoado Flecha, Terra Livre e Antonio Conselheiro.
O município está num processo contínuo de migração da população do campo a cidade
apresentando uma taxa migratória anual de 1,9%. Dos 39.049 habitantes, 59% residem na
zona rural – o correspondente a 23.039 habitantes.
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Reserva Biológica – REBIO/Gurupi
Bom Jardim, São João do Caru e Centro Novo do Maranhão
Rebio Gurupi - Criada em 1988, através do Decreto Federal nº 95.614 de 12
de janeiro de 1988, com uma área de 341.650 ha e é a única Proteção Integral do
Maranhão com uma área de 271.197 há, abrangendo três municípios: Bom Jardim
onde compreende uma área de (35,49%), Centro Novo do Maranhão (59,01%), São
João do Caru (5,5%) no Estado do Maranhão.
Ela (REBIO) está situada na região do Arco do Desmatamento e é estratégica
para a conservação, pois, somada às três terras indígenas que fazem fronteira com
ela - Alto Turiaçu, Awa e Caru - constitui a última fronteira de área contínua
amazônica do Maranhão.
A REBIO Gurupi sofre ameaças ao seu território desde que foi criada. Grupos
de madeireiros e pequenos agricultores, que vivem dentro dos limites da reserva,
destroem a floresta para exploração ilegal de madeira, criação de gado, trabalho
escravo e plantações de maconha. Há também conflitos entre colonos, grileiros,
sem-terra, e povos indígenas aliciados ao garimpo.
Hoje a cobertura florestal da REBIO/Gurupi está reduzida a 65% do original.
Toras arrmazenadas na Rebio do Gurupi. Foto: Nelson Feitosa.
Caminhão apreendido em flagrante e depois liberado por decisão judicial. (Foto 2)
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
16
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
17
Fonte: Edições Michelany, 2006
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
18
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
19
Bom Jardim(espaço verde) dentro do Estado do Maranhã
Bom Jardim, região e estradas de acesso
Fonte: IBGE, 2006.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
20
TIPOS DE SOLOS NO MUNICÍPIO DE BOM JARDIM – MA
Fonte:Secretaria Municipal de
Agricultura. Plano Municipal
Desenvolvimento Rural
Sustentável de Bom Jardim-MA.
Embrapa Solos. 2015.Vigência
2013-2016.
LEGENDA DE DOMÍNIO DE SOLOS
Latos solos amarelos (LA)
Latos solos vermelho escuro húmico
Latos solo vermelho escuro
Latos solos roxo
Terra roxa estruturada
Podzólico vermelho amarelo
Podzólico acinzentado
Podzólico vermelho amarelo trófico
Plintossolo
Planossolos
Candis solos
Vertissolo
Solos de mangue
Oleissolo
Solo aluviais
Areias quartzosas
Dunas
Solos litólicos
Convenção:
• Sede Municipal
............ Drenagem
______ Estradas
______ Rodovias
Água
Mapa Exploratório Reconhecimento
de solos do Município de Bom
Jardim – MA. 2015.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
21
Mapa de distância de vários municípios a Bom Jardim
Fonte: Gerência Regional de Negócios de Santa Inês 2004
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
22
MAPA DAS RUAS E BAIRROS DE BOM JARDIM – MARANHÃO (IBGE, 2002)
Fonte: https://pt.slideshare.net/adilsonmottam/mapa-das-ruas-de-bom-jardim-
ibge?from_action=save
(Para baixar com mais visibilidade e detalhamento, nome ruas, bairros).
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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23
MAPA DA REGIÃO CARU
Por Adilson Motta, 2015.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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24
MAPA REGIÃO MIRIL VARIG, ANTONIO CONSELHEIRO E
DEMAIS COM DISTÂNCIAS
Fonte: SUCAM/FUNASA2014
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
26
HIDROGRAFIA DO VALE DO PINDARÉ
Fonte: Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos. Perfil da Região do Pindaré 2008 . _São Luís :
IMESC, 2009 ‐
Mapa fornecido pelo professor Júnior
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
27
O Maranhão possui 640 quilômetros de costa, que corresponde a faixa entre a foz do rio
Gurupi, na divisa com o Pará, e a desembocadura do rio Parnaíba, nos limites com o Piauí.
Fonte: Atlas do Maranhão, Rio de Janeiro, IBGE, 1984.
Fotos por Rogério Matos, in 2005.
Rio Pindarée Caru – extensos enavegáveis – apresentando praias lacustres ao
longo de seus leitos.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
28
2.1 Meio Ambiente
5 de junho – Dia internacional do Meio Ambiente.
O meio ambiente é um complexo ecossistema onde as formas diversas de vida
mutuamente se dependem. O homem tem que viver nesse meio, criar
desenvolvimento, mas na responsabilidade e perspectiva de que ele está
decidindo por ele e outras formas de existência que, em sua totalidade garantem
o equilíbrio e a harmonia do planeta. Não somos auto-suficientes e a autonomia
de nossas decisões tem que corresponder com as outras formas de vida, que não
tiveram esse privilégio que temos: da racionalidade e inteligência.
A questão ambiental está conjugada a questão “Saúde” pois um meio
ambiente saudável e favorável a saúde daqueles que nele vivem, seja o homem ou
a espécie animal. Conclui-se, portanto, que a qualidade de vida da população está
associada à qualidade do meio em que esta vive.
O homem é um produto do meio assim como o meio é produto do homem. Se
nessa relação perpetuar a forma perniciosa, sem um desenvolvimento sustentável, e
o perdedor for o meio ambiente, com certeza o perdedor seremos nós, porque será
nossa existência que estará em risco. É o que também adverte o CACIQUE
SEATLE in (Emilia Amaral et al. 2000, p.520), quando diz: “ensinem as suas
crianças: que a terra é nossa mãe. Tudo que acontecer a terra, acontecerá aos filhos
da terra. Todas as coisas estão ligadas como o sangue que une uma família. Há
uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filho da terra”.
Aquestão ambiental é um dos grandes problemas em pleno século XXI, pois
se relaciona com a própria existência de toda a forma de vida presente e futura que
habita o planeta. Você já parou pra pensar o que significa a palavra “progresso”?
pois então pense: estradas, usinas, cidades, máquinas, exploração mineral e muitas
outras coisas que ainda estão por vir, principalmente na Amazônia onde 40% do seu
território é área pré-cambriana (área onde estão as maiores reservas de ferro
conhecidas, manganês, etc., sem mencionar-se ouro, cobre, níquel, pedras
preciosas, material de construção, etc. O progresso, da forma como vem sendo feito,
tem acabado com o ambiente ou, em outras palavras, é nocivo e degrada o planeta
terra e a natureza. O atual modelo de crescimento econômico hoje no mundo gerou
enormes desequilíbrios. Se, por um lado, nunca houve tanta riqueza e fartura, por
outro lado, a miséria, a degradação ambiental e a poluição aumentam dia-a-dia.
Considerada o pulmão do mundo, a maior floresta tropical do planeta está
ameaçada de extinção, o que será fatal para a humanidade. Segundo cientistas, o
desmatamento e o aquecimento global podem provocar o desaparecimento da
Amazônia. Nos últimos 35 anos a Amazônia perdeu quase 17% de sua cobertura e
advertem:
➢ Se a floresta perder mais de 40% de sua cobertura, o processo de
destruição será irreversível, pois a mata, segundo pesquisadores, tem
o poder de multiplicar as chuvas.
➢ O desmatamento e as queimadas na Amazônia são responsáveis por
mais de 75% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil.
➢ A Amazônia abriga 16% de toda água doce do planeta e 73% de água
disponível no Brasil para consumo.
Segundo as Nações Unidas, o Brasil possui 52% das florestas da América
Latina; e que o país perde anualmente de florestas com o desaparecimento
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
29
de 3,1 milhões de hectares. A perda anual de florestas em todo o planeta chega a
7,3 milhões de hectares, o equivalente a um país como o Panamá.
Diante de tudo isso e similares que ocorre em outros países, o clima da terra
assim como fenômenos fora do normal estão dando suas respostas em vários
cantos do planeta. A título de exemplo, vale citar a seca em plena Amazônia em
2005, que segundo pesquisadores, foi resultado do possível aquecimento do
planeta, que resulta no efeito estufa, consequente das queimadas, emissões de
gases lançados à atmosfera, tornados devastadores nos Estados Unidos, tsunami
na Ásia, redução de calota de gelo no polo norte consequente da abertura na
camada de ozônio, ciclones nos Estados Unidos, pesados terremotos em várias
partes do mundo que dizimam milhares de pessoas e a desertificação. Diante desta
constatação surge a ideia do desenvolvimento sustentável (DS), buscando conciliar
o desenvolvimento econômico como a preservação ambiental, atendendo as
necessidades do presente sem comprometer a possibilidade de futuro para as
futuras gerações.
O que acontecerá com a continuação do desmatamento
Amazônico?
Vale também o alerta da LBA (Biosfera Amazônica de Larga Escala, sigla em
inglês), maior estudo científico sobre ecossistemas tropicais já realizado no planeta,
que envolve 500 pesquisadores de 100 instituições internacionais que advertem:
“Se o desmatamento da Amazônia continuar no ritmo atual, em 100 anos algumas
regiões da floresta tropical podem se tornar uma árida savana”.
Todos os anos, a proliferação da iniciativa agropecuária e a exploração ilegal
de madeira põem abaixo quase 20 mil quilômetros quadrados de mata. Da floresta
que se estende por seis milhões de quilômetros quadrados, 600 mil já foram
destruídos, o que representa uma área do tamanho da Bélgica. “É possível que haja
um aumento na temperatura e uma diminuição no volume de chuvas, o que
transformaria as áreas sul, leste e norte da Amazônia em savanas no prazo de um
século”, avalia Carlos Nobre, coordenador científico do LBA e do Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (Inpe), o representante brasileiro do projeto.
As savanas são o correspondente ao cerrado e têm clima semelhante ao de Brasília.
São regiões muito áridas, onde as chuvas se concentram num único período do ano.
(Isto é, n.1758, p. 78/79, jun.2003).
O desequilíbrio provocado pelo efeito estufa poderá ser o mais catastrófico da
história humana se não buscarmos alternativas e solução ao problema. As
empresas não podem operar em um vácuo político, precisam de liderança firme dos
governos e incentivos.
Veja o que disse príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, em junho de 2008:
“(...) milhares de pessoas que moram na região da floresta amazônica “vivem com
uma renda muito baixa. Elas precisam de maneiras para garantir que o esforço de
não destruir as florestas valha a pena. Seria preciso criar algum tipo de pacote em
forma de incentivos para que essas pessoas não degradem as florestas. Não
podemos esperar por novas tecnologias. Não há tempo para isso. Se o
desmatamento não diminuir rapidamente, haverá mais seca e fome em grande
escala”. E a previsão, segundo cientistas, é que, em décadas não muito longe, se
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
30
perdurar os problemas sem busca concreta de solução, haverá 150 milhões de
refugiados em todo mundo.
O aumento da pecuária na região que transforma a floresta em pastos é responsável por uma
grande parte do desmatamento somado às queimadas.
E cita mais: “Os governos, grandes empresas e consumidores devem se unir em um esforço
conjunto para pôr fim à devastação florestal”.
2.2 Meio ambiente bonjardinense
Logo na origem de Bom Jardim nascem também nossos problemas
ambientais. Com as grandes roças sob queimadas e a mudança constante de
agricultores repetindo essa prática em vários locais fazendo desaparecer grande
parte de nossas matas e florestas. Segundo relatos de (-os) primeiros moradores de
Bom Jardim, aqui existia mata fechada com muitos animais como onças, porcos,
queixadas, tatu, paca, macaco, etc…
A forma primitiva de agricultura praticada até hoje no município e em muitos
municípios maranhenses é nociva ao meio ambiente, porque devastam nossas
florestas, nossos cocais e vai extinguindo, consequentemente, a fauna da região.
Nos 5.561 municípios que tem o Brasil, a decadência de nossas matas e florestas
incluindo a redução de nossa fauna está associada à ausência de um
desenvolvimento sustentável e às vezes mal planejado, e quando às vezes
planejado, não seguido, expondo o meio ambiente aos riscos e degradação. Como o
caso das roças sob queimadas, um processo que perdura, gerando grandes roças e
magras safras, em troca de magras florestas que ficam como resultado. E o que
ficará para as futuras gerações?
A prefeitura municipal, através da lei orgânica do município deveria atuar no
sentido de assegurar a todos os cidadãos bonjardinenses o direito ao meio ambiente
ecologicamente saudável e equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à
qualidade de vida (lei orgânica e constituição federal ART. 225).
Para assegurar tal direito o município deve articular-se com os órgãos
competentes estaduais, regionais e federais, e ainda quando for o caso, com outros
municípios, objetivando a solução de problemas comuns relativos à proteção
ambiental.
Listagem dos problemas ambientais de Bom Jardim
1. Derrubadas e queimadas de palmeiras;
2. Roças sob queimadas;
3. Lixões a céu aberto, sem aterro sanitário e sem tratamento. A maioria
desses lixões se encontram nos braços dos igarapés (em declive), onde no inverno,
as águas das chuvas que ali caem, levam seus dejetos e contaminações para esses
igarapés que poluem e contaminam seus ecossistemas. Lembrando que esses
igarapés desembocam no rio Pindaré (Abetel→Pimenta→Limoeiro→Pindaré). Das
atividades da pesca se alimenta grande número de pessoas que vivem nas regiões
ribeirinhas e lacustres. Há presença de entulhos e focos de lixos dentro de alguns
braços de igarapés, pondo consequentemente em risco seu desaparecimento no
futuro.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
31
A partir de um mapa dos igarapés que foi elaborado, recebendo um nome de
“Mapa Ambiental Urbano (ver página 26)”, ficou percebido que esses igarapés
formam uma espécie de “cinturão verde” – numa perspectiva ambiental - que
envolvem e adentram o município (em especial no centro urbano).
4. pesca predatória (realizada antes do crescimento dos peixes ou na fase de
desova).
5- Temos também a questão dos esgotos, para os quais não existe uma
rede de tratamento, encontrando-se a céu aberto, permeando nosso
ambiente social e despejando seus poluentes e contaminações nos
igarapés. O rio Pindaré, que atravessa o município tendo como
afluente na margem esquerda o rio caru, está em risco de
desaparecimento em seu curso devido assoreamento causado pelo
desmatamento em suas margens, e uma alta carga de contaminação
que recebe dos esgotos das comunidades e cidades que se localizam
nas regiões ribeirinhas.
6- Diante da grande importância social e do potencial econômico dos rios
Pindaré e Caru para o estado e região do vale do Pindaré – cabe não
só a comunidade através de campanhas de conscientização e
educativas, mas, também ao poder público e o Ministério do meio
ambiente desenvolve projeto de preservação.
7- Ao longo da estrada Bom Jardim/São João do Caru, é visto a
“matança” do curso de muitos igarapés pela não-colocação de bueiros
sobre os mesmos, que perpassam ao longo da estrada que interliga os
dois municípios.
Taxa de Desmatamento (km²) de Bom Jardim e algumas Cidades
Maranhenses entre 1988 e 2009
Os dados do Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica por Satélite (PRODES),
evidencia que, no período de 2002 e 2009 alguns municípios no estado tiveram incremento de
desmatamento em áreas de biomas Amazônico entre 90 e 400 km², o que requer atenção
redobrada do sistema de monitoramento e fiscalização sobre estes territórios.
Tabela 1. Municípios do Maranhão com maior área de desmatamento no bioma Amazônico,
no período entre 2002 e 2009:
Nº Município Área Territorial
do Município
KM²
Área natural
de Floresta
Amazônica.
KM²
Incremento
absoluto de
desmatamento
entre 2002-
2009. Km²
Incremento
relativo de
desmatamento
entre 2002-
2009
%
1 Barra do Corda 8.054 5.551,4 400,5 7,2
2 Bom Jardim 6.647 5.584,9 399,6 7,2
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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3 Itinga do Maranhão 3.612 3.474,6 381,5 11,0
4 Amarante do
Maranhão
7.737 5.967,7 335,3 5,6
5 Açailândia 5.844 5.812,2 331,6 5,7
6 Centro Novo do
Maranhão
8.366 7.794,8 312,4 4
7 Grajaú 7.480 2.722,2 301,0 11,1
8 Bom Jesus das
Selvas
2.700 2.617,8 289,6 11,1
9 Buriticupu 2.567 2.514,5 279,0 11,1
10 São Domingos do
Maranhão
1.321 1.205,2 240,5 20,0
11 Tuntum 3.619 1.644,8 170,1 10,3
12 Santa Luzia 6.193 6.190,7 162,2 2,6
Segundo o relatório, 50% dos municípios listados como maiores desmatadores do bioma
Amazônico (2002-2009) não possuem registros de autorização para supressão vegetal para o
período 2008-2010.
De acordo com os dados da pesquisa, no município de Bom Jardim, de 2002 a 2009 (no
transcorrer de 7 anos) foram devastadas 399,6 km² de floresta natural (amazônica). Superior à
área territorial do município de Santa Inês, que é de 381 km².
18/07/2012
Segundo o documento Indicadores Ambientais do Maranhão (2009), o
município deBom Jardim apresentou 1.438 focos de queimadas (anual). Já o
índice de desflorestamentoglobalapresentadoé de 52%, (significa que 48% das
áreas florestais no município já desapareceram).
Destruiçãoou desmatamento
em grande escala de
palmeiras - estrada do
povoado Rosário. Em
desconformidadecom as leis
ambientais.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
33
Taxa percentual de desflorestamento, Hidrografia, Área de floresta
existente
Município Taxa de desflorestamento
do Município da Amazônia
Legal 2007
Área de Floresta
(%)
Área d a
Floresta (km²)
Hidrografia
%
Hidrografia (km²)
Bom Jardim 51 32% 2.126 - 7 km²
Fonte: INPE, 2007
Igarapés que já desapareceram na área urbana deBom Jardim
Igarapé Abetel (curso cortado)Igarapé do Abetel, ano: 12/2012
Finado Igarapé do Abetel. Por longos anos, era água corrente e servia de banho nos finais de
semana para muitas pessoas no município como lazer. Mataram suas nascentes e seus cursos
construindo estradas e ruas – a chegada nociva do progresso sem conciliar meio ambiente
nem natureza – ou melhor, sem planejamento nem desenvolvimento sustentável. Éste é
apenas um dos defuntos hídricos de nosso ecossistema local.
Crescimento
desordenado e não
acompanhamento dos
órgãos oficiais como
Secretaria de Meio
Ambiente,
infraestrutura e
saneamento básico na
política pública local.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
34
2.3 Medidas Corretivas ao Problema Ambiental do
Município de Bom Jardim
* Reflorestamento nas imediações dos igarapés.
* Fazer aterro sanitário no lixão e procurar lugares estratégicos e distante
dos igarapés e lagos para depositar os futuros lixos.
* Conscientizar e proibir a população de jogar lixos nas imediações ou
braços dos igarapés e rios.
* Dragagem (drenagem) e recanalização do leito do rio Pindaré e Caru
para que eles não venham a desaparecer.
* Reciclagem.
Lembrando que na zona urbana, que corresponde a 1,7% da área
territorial do município é onde se concentra 35,2 % da população total que
corresponde a 12.126 habitantes (IBGE /2000). A densidade demográfica de
todo município é de 5,2 habitantes/km². Em 2010, segundo o IBGE, o número de
habitantes é de 39.049 habitantes. Se focalizarmos a densidade demográfica só
na zona urbana, vamos encontrar um número totalmente diferente: 107 Hab. /
KM². Essas informações são de alta importância, pois nos permitem perceber que
existe um alto aglomerado de pessoa por km² na área urbana merecendo por
isso uma atenção especial à questão ambiental (da referida área, sem excluir a
zona rural).
Todos e cada um de nós estamos diretamente ligados ao meio ambiente, e
dependemos desse meio para sobreviver; é nesse meio onde moram os seres
vivos dos quais também fazemos parte e dependemos; E está situada à escola e
aqueles que a frequentam.
Só a escola poderá não resolver os problemas detectados no meio
ambiente bonjardinense, mas é o caminho viável para acelerar as ações do poder
público com políticas ambientais voltadas para a preservação. É possível conciliar
desenvolvimento e meio ambiente. A questão da preservação não é só uma
iniciativa do poder público. E, não se deve, porém, excluir a participação de
comunidadedo processo de preservar. A comunidade deve ser transformada em
parceira essencial do poder público na promoção da ação educativa e na
formação de consciência da sociedade em favor da preservação ambiental para
as presentes e futuras gerações.
“É necessário dentro desse grande país, com uma grande biodiversidade que
temos, construir uma nação com grande consciência ecológica. Já que somos
considerados por todos como o “pulmão do mundo”. E darmos exemplo e lição,
e não sermos vistos como “bárbaros devastadores daquilo que é de todos
inclusive das futuras gerações”.
Por Adão Alves, 2007
Pela ausência de infraestrutura em urbanismo, veja uma das
inundações em uma das ruas de Bom Jardim em junho de 2006.
Saneamento básico é o conjunto de medidas, visando preservar
ou modificar as condições do ambiente com a finalidade de
prevenir doenças e promover saúde. Investir em saneamento,
principalmente no tratamento de esgotos, diminui a incidência
de doenças e internações hospitalares e evita o
comprometimento dos recursos hídricos do município.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
35
MAPA AMBIENTAL DE BOM JARDIM
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
36
O Mapa Ambiental do município de Bom Jardim visto anteriormente compreende a
circunferência hidrográfica dos Igarapés na Zona Urbana do município onde, no inverno, se
verificava sua integração “arterial” - especialmente no período do inverno. Um fato
verificado, quando na elaboração do presente mapaé que, o mesmo expressa as “artérias” os
igarapés e lagos do município, os quais afluem ao rio Pindaré.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
37
Outro fato verificado é a existência de grande quantidade de lixos e lixões nas
imediações ou adjacência desses igarapés – que, com seu chorume e poluentescontaminam os
ecossistemas desses mananciais. Contaminando também, os lençóis freáticos que são
reservatórios naturais de água potável que servem e servirão de consumo à população atual,
e as gerações futuras.
Igaarapé do abetel, antes e atualmente (2013).
Igarapé do Betel – Recebe alta carga de contaminações e dejetos do lixão
mostrado abaixo - que fica em terreno declive, propício para as águas das
chuvas durante o inverno. Além do mais, no referido lixão (onde até
mesmo lixo hospitalar é jogado sem o mínimo de critério ou incineração) –
muitas crianças, jovens e adultos caminham por dentre os resíduos
encontrados.
Foto tirada por: Natana, 2009.
Não é só o Meio Ambiente que é injustiçado, por muitos anos, os moradores desta casa e
outros que se localizam a menos de 100 metros sofreram (-em) os riscos do impacto das
doenças que podem ser causadas pelo lixo.
Apesar da palavra de ORDEM do atual século ser: “Meio Ambiente & Preservação
Ambiental”, em junho de 2009, a “matança” injustificada de muitas árvores no município,
ao longo da BR 316, em pleno centro da cidade gerou muita polêmica, discussão e
insatisfação. Nas rádios locais foram o objeto de uma semana de especulação e debate e pelos
recantos informais da cidade. Frente a situação, o nome de Bom Jardim até chegou a mudar!
Muitos chamaram de “A Cidade do Pau Pelado” outros: “A Cidade da Cara pelada”. Sem
respostas para o ato, muitos se perguntavam: “Será que a AVENIDA agora vai sair?
Logo nos três meses de governo, a administração Beto/Lidiane Rocha cumpriram o que
prometiam em palanque: Retirar o lixão do inadequado local onde se encontrava, como
mostra as fotos ao lado.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
38
07/2010
1ª etapa da avenida: a iluminação – 3 anos.
Fonte: Natana, 06/2009
E assim foi um dia... Depois da “pelação”
Por falta de comunicação, conscientização e sintonia com a comunidade, houve o incidente
da “devastação” para alguns, das árvores. Sendo em seguida recomposto com projeto de
arborização.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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39
Importância das árvores em uma cidade
As ÁRVORES desempenham um importante papel na diminuição da poluição
atmosférica.Uma VEGETAÇÃO densa representa um verdadeiro filtro contra as
bactérias;As folhas das ÁRVORES retêm a poeira;
Os ESPAÇOS VERDES podem ser um refúgio e lazer de sombras para homens,
mulheres e crianças –, um presente da natureza;
As ÁRVORES produzem oxigénio para a nossa respiração;
As ÁRVORES regularizam a umidade atmosférica e a temperatura;
Os ESPAÇOS VERDES atenuam o ruído da cidade;
As ÁRVORES diminuem a poluição causada pelos veículos motorizados;
E retiram gases tóxicos da atmosfera.
Cria uma certa umidade, que reduz a temperatura.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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40
3. UM BREVE HISTÓRICO DO DESENVOLVIMENTO
NO VALE DO PINDARÉ
Devido o fato do município de Bom Jardim se
localizar na microrregião do Vale do Pindaré, é de suma
importância fazer uma breve retrospectiva
da referida região. Pois é o contexto onde o
município está inserido.
Falar sobre o desenvolvimento na região do Vale do
Pindaré é imprescindível tocar também na questão dos
engenhos. Ou, sendo mais específico,
o Engenho Central acerca do que representou aquela
fábrica localizada no Vale do Pindaré, a qual foi a alavanca para o desenvolvimento e
colonização na referida região. Subsistindo hoje, como patrimônio tombado pelo estado.
Engenho central
Fonte: http://historiadesantaines.blogspot.com.br/
A instalação do primeiro engenho em terras maranhenses foi feita em meados do
século XVII, mais precisamente em 1662, às margens do rio Itapecuru, pelo então provedor
da fazenda real, Antonio Munis Barreiros.
Em 1860, no Maranhão haviam 420 engenhos, sendo que 98 destes, era no Vale do
Pindaré. A produção, por essa época, era em torno de 100 mil sacos de açúcar, mas mesmo
assim o Maranhão queria produzir em escala bem maior.
Enfatiza-se no papel dos engenhos as ações políticas promovidas pelo governo
provincial que fomentava o desenvolvimento agroindustrial através da concessão dos
subsídios para empreendimentos fundados em concepções modernas (era da máquina, da
indústria).
Procurava-se através do engenho promover a economia maranhense investindo no
setor industrial, especialmente no fabrico moderno do açúcar de demais produtos da
exploração canavieira, tendo com base a instalação dos engenhos centrais.
A instalação dos engenhos centrais do Brasil corresponde aos anos de transição, pelos
quais passariam a economia e a sociedade brasileira na segunda metade do século XIX,
representados, fundamentalmente pela crise do trabalho escravo. O Maranhão entrou em
decadência com a abolição dos escravos, cujos braços sustentavam toda atividade produzida
do estado.
A relevância política e social do engenho central São Pedro, na região de Pindaré-
Mirim, pode ser compreendida em relação à posição que as camadas de proprietários de
engenhos, como segmentos da classe produtora escravista, ocupou na estrutura de poder da
sociedade brasileira, durante o século XIX, membros de setor acreditavam, ser a mecanização
Pindaré-Mirim
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
41
altamente sofisticada, do setor de beneficiamento de cana-de-açúcar a tábula de salvação para
os problemas que afetavam a economia açucareira na segunda metade do referido século.
Produzir muito e barato, era a fórmula salvadora realizada por meio dos engenhos
centrais.
Os engenhos, sendo uma grande fábrica altamente equipada, totalmente importada, das
estruturas de ferro a máquinas e parafusos, inteiramente montados por técnicos franceses e
ingleses, seria a solução para os problemas, que tanto afetaram os senhores de engenhos,
representados fundamentalmente, pelas baixas sucessivas no preço do açúcar no mercado
internacional. Bem como, pela crise do trabalho escravo que ameaçava a produção
exatamente no momento em que se buscava superar as baixas através de um incremento da
produção açucareira.
O imperador do Brasil, D. Pedro II, era um entusiasta das novas tecnologias e em 1857
foi elaborado um programa de modernização da produção de açúcar. Assim surgiram os
Engenhos Centrais, que deveriam somente moer a cana-de-açúcar, ficando o cultivo (da
cana) por conta dos fornecedores.
A criação dos engenhos foi produto de meses de discussão no parlamento e estado;
sensibilizados pelos senhores de engenhos, e, em 29 de setembro de 1875, foi promulgado o
decreto legislativo nº 2.658, o qual foi autorizado pelo governo a conceder isenção de direitos
de importação para todos os materiais destinados a construção e exploração de engenhos, por
fábricas centrais que tivesse sido ou fosse contratada pelos governos da província, ou pelo
geral, fixadas previamente a quantidade e qualidade dos materiais favorecidos com aisenção.
A instalação do engenho central promovido pelo grupo Martins Hoyer, portanto,
deveria introduzir mudanças no cultivo de cana na zona do Pindaré, onde existiam muitos
produtores dessa matéria prima e senhores de engenhos. Por localizar-se às margens do rio
Pindaré com a abundancia de peixes e caças isso garantia o sustento da maioria dos
trabalhadores ligados, formal ou informalmente, ao engenho central: no eito, na unida fabril,
no ramal ferroviário, nas atividades portuárias nas casas administrativas ou mesmo nas casas
de residências de gerentes e demais funcionários graduados. A energia elétrica chegou à
colônia (São Pedro) em 1883. Tal fato deu a região à classificação pioneira do Brasil, pois
somente em 1892 é que a cidade fluminense de campos teve sua iluminação elétrica
efetivamente inaugurada.
Apesar do município de Santa Inês emancipar-se apenas em dezembro de 1966, já
existia como povoado desde 1879; fundada por senhores de escravos. O primeiro nome do
município era Ponta da Linha, passou a ser chamado de Conceição e por fim Santa Inês em
razão de um voto de uma senhora que lhe deu o nome como padroeira da cidade. Mani Viana
e Severino Costa foram os primeiros moradores do município de Santa Inês.
A estrada de ferro foi inaugurada em 13 de setembro de 1883. A inauguração do
engenho efetuou-se em 6 de agosto de 1884. Do engenho até a Ponta da Linha, se fixava a
estrada de ferro com 12 quilômetros que ia até os canaviais das quadras.Sobre elas, trilhos
rodavam 105 vagões carregando 315 toneladas de cana-de-açúcar, um panorama inédito no
Maranhão.
A partir de 1884, o engenho central encontrava-se em declínio, através de déficit de
largas proporções, a empresa continuava a lutar para sobreviver aos elevados juros que
aumentavam assustadoramente o seu débito. A irregularidade nas estações, com invernos
rigorosos trouxe um agravamento maior à crise; além disso, a linha férrea foi danificada. E
anos que seguiram, a seca, para piorar a situação.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
42
O engenho central ficou, nessas condições sem fornecedores de matéria prima, e,
portanto, impedido de funcionar. Sendo vendido para terceiros e revendido para a Companhia
Progresso Agrícola, que também foi à falência e arrematado em leilões por bancos no valor de
90 contos, e, num processo de revendas que se seguiam, chegando a 750 contos.
Através da lei estadual nº 800, de 22 de março de 1918 a antiga colônia onde estava
situado o referido engenho (hoje em ruínas), foi elevado à categoria de vila e posteriormente
pela lei nº 1052, de 10 de abril de 1923, essa vila foi elevada à categoria de cidade conhecida
como: São Pedro. Mais tarde, pelo decreto estadual nº 75, de 22 de abril de 1931, o município
foi extinto. Em seguida restabelecido pelo decreto nº 121, de 12 de junho do mesmo ano. A
partir daí, a cidade não parava de crescer. Na década de 60, o município de São Pedro teve
que ceder mais de 50% de suas terras para criação dos municípios de Santa Inês e Santa
Luzia.
Emerso num contexto maior, Maranhão, é importante frisar que, a partir da década de
20 o quadro econômico passou por uma pequena alteração proveniente do fluxo migratório
nordestino, decorrente de secas e crises econômicas, resolvendo-se parcialmente o problema
da falta de mão-de-obra.
Conclui-se, pois, que na primeira metade do século XX o Maranhão continuava com
seus aspectos primários de produção sujeita a flutuações do mercado mundial.
No processo de alteração do quadro econômico, produtos anteriormente considerados
de ponta vão dar lugar ao babaçu e ao arroz. O primeiro como atividade extrativa, e o
segundo, sendo cultivados pelos pequenos lavradores.
É então que surge o babaçu em nossa história econômica, quando da primeira guerra
mundial, e permite um primeiro reequilíbrio nas finanças estaduais que vinham se
alimentando precariamente de empréstimos, e oferecer, a nosso comércio, com as exportações
dessas amêndoas oleaginosa, em desafio desafogo que cria um clima de recuperação cujo
processo de desenvolvimento, ressente-se da carência de capitais.
A agricultura foi a atividade que congregou homens e mulheres, constituindo-se na
principal fonte da vida e de trabalho nos anos que se seguiam na região.
O arroz se tornou o responsável em grande parte pela ocupação das extensas terras
livres, pois à medida que ia ocorrendo o desmatamento para plantio, surgiam pequenos
aglomerados rurais que iam se desenvolvendo, e sendo envolvidos em moldes capitalista de
estratificação, e formando-se desse modo pequenos e grandes núcleos de povoamentos, que
resultou no surgimento de novas cidades em nível de estado e na região do Vale do Pindaré.
O pequeno produtor vai deixando de ser autônomo e se tornar o último colocado em
uma pirâmide que envolve plantio e ocorre para o “auxílio” da colheita, ficando empenhado
na mão de comerciantes. Em troca das compras (querosene, açúcar, ferramentas, remédios e
possíveis empréstimos em dinheiro). A consequência dessa relação é a dependência do
pequeno produtor que é expropriado, chegando a perder a sua propriedade para os grandes
latifundiários.
Com o declínio da produção açucareira no Vale do Pindaré e consequentemente dos
engenhos, formou-se no transcorrer dos anos que se seguiram, novas formas de
desenvolvimento na referida região, cotado pela agricultura, pecuária e comercial. Somados a
projetos do governo estadual e federal e não de forma isolada. A título de exemplo, cabe citar
projetos como: a abertura de várias rodovias tais como, a estrada BR – 316, a – 222, e a
Belém-Brasília e projetos como SUDENE (superintendência do desenvolvimento do norte),
projetos estaduais como o CEPLAMA. Revendo a construção da BR 222, vale citar o que diz
Asselin (apud Valverde, p.94):
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
43
A construção da BR 222, entre Santa Inês e Açailândia abriu
caminho a posseiros, que subiram rapidamente aos vales do
Pindaré e do Zituia. Em contrapartida, vagas sucessivas de
grileiros, poderosos fazendeiros de Minas Gerais, São Paulo,
Paraná e Goiás, apoiados em Imperatriz, desceram com seus
pistoleiros em sentido contrário, expropriando os camponeses sem
títulos legítimos e compelindo os outros, pelas mais diversas
formas, a abandonar suas terras. Asselin, o referido autor, cita
que os camponeses da região têm sido usados para desbravar as
terras e trabalhar para os latifundiários, sem direito a nada. Isto
com a conivência das autoridades do governo na época, em todos
os níveis.
Execução de projetos estaduais do Maranhão, PLANAGRO (Plano de Colonização e
Desenvolvimento Agropecuário) e o projeto Carajás que atravessa a região, os quais deram o
maior impulso no desenvolvimento da região e estado.
Apesar da cana de açúcar, cujo nome científico é Saccharum officicinarum, ter entrado
em declínio seu cultivo em função do declínio da fase
açucareira e falência dos engenhos, deixou no entanto, na
região a certeza e a informação de que as terras ali
existentes são ricas para seu cultivo. E isto gera
perspectiva no fato da existência de um novo produto que
surge e irá demandar no mercado nacional e internacional, o
BIOCOMBUSTÍVEL (ou álcool) gerado a partir da cana-de-
açúcar. O qual, além de ser uma alternativa para evitar o uso
de combustível poluente derivados do petróleo, irá gerar emprego e ser um benefício
ambiental.
Fonte da foto: Internet, 2007.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
44
MUNICÍPIO DE SANTA INÊS – VALE DO PINDARÉ
Há uma estação ferroviária
Fonte: MESQUITA, Wagner.
Raridade histórica da Região do Pindaré. Povoado Santa Inês, 1908.
Igreja Matriz
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
45
3.1 Primeiros Escritos da História de Bom Jardim
• O primeiroescrito acerca da históriadeBom Jardim foi uma monografia
descritiva realizada pela 1ª Secretária de Educação de Bom Jardim, a
Senhora Mirene – como um documento oficial.
• O segundo foium trabalho acadêmico desenvolvido pela Senhora Irene
Matos em sua formação depedagoga, quedescrevecronologicamente a
narrativa da história de Bom Jardim - seus primeiros gestores,
indicadores da época dos primeiros dias, história da educação, etc.
• O terceiro escrito foi desenvolvido pelo professor Jesus Tavares num
livro intitulado “Meus Versus & Minha Vida”, cujo contexto, no gênero
poético/literárioatravés depoemas, acrósticose crônicas – nos quais são
pintadosa vida pessoalefamiliar do autor, enestecontexto, a conjuntura
política de Bom Jardim.
• O quartoemais completo livro acerca da história de Bom Jardim numa
ampla visão histórico, geográfica, cultural e indicadores sociais – com
atualizações – servindo-se em termos interdisciplinar e intertextos de
outras obras é o livro: “Radiografia de uma Cidade Brasileira”, que
abrangehistóricosdemuitos povoadosdeBom jardim (em seus confins),
e cidades que estão interrelacionadas em termos contextuais com a
história de Bom Jardim. Tal trabalho, escrito por Adilson Motta,
mobilizou anos de pesquisas.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
46
4 A HISTÓRIA DA ORIGEM DE BOM JARDIM
No início de sua história, essa região hoje chamada Bom Jardim era
pertencente à Monção, uma região longínqua, onde só vinham caçadores residentes
em Águas Boas que caçavam, pescavam e retornavam. No entanto, o Sr. José
Pedro Vasconcelos chegou disposto a ficar, o qual era descendente do Ceará e
residia em Águas Boas. O primeiro contato que o referindo primeiro morador teve
com o lugar foi em 29 de fevereiro de 1959. Porém, a data oficial da fundação se
deu com seu estabelecimento em 4 de outubro de 1959; data em que este aqui
chegou, vindo também um agrupamento de 20 homens, retirantes nordestinos (do
Ceará e Piauí) que aqui também se estabeleceram.
Segundo esses primeiros moradores, o local era uma verdadeira floresta, com
mata fechada, e a existência de uma rica fauna e uma rica flora, os animais
existentes eram: onças, veados, pebas, tatus, porcos caititus, pacas, etc.…
A área atualmente tida como território do município de Bom Jardim desde
tempos memoriais foi habitada por populosas tribos indígenas, destacando os
guajajaras. Quando os pioneiros aqui chegaram encontraram essa população já
existente, os primeiros habitantes dessa terra. Houve rumores de ameaças de
perseguição por parte dos indígenas. José Pedro teve várias vezes que fugir,
temendo ser atacado (pois segundo os mais antigos moradores, era avisado com
ameaças), contudo, retornava. Em verdade, estava produzindo o encontro entre dois
mundos, entre duas culturas que se desconheciam e tinham, portanto, posturas
distintas quanto à convivência recíproca na área: uns porque nela viviam ao logo do
tempo, outro porque nela visavam realizar sonhos impossíveis em seus locais de
origem, como, por exemplo, ter um lugar, um pedaço de terra para produzir sua
subsistência.
A primeira atividade econômica nesses primeiros dias dos primeiros
moradores era na agricultura no manejo de roças, os quais faziam seus limites de
áreas, por serem devolutas, através de veredas. Segundo relatos de primeiros
habitantes, anos depois chegaram muitos poderosos e fazendeiros que, “na marra, e
sob pressão nem respeito cercavam de arame as terras desses agricultores, dantes
demarcadas na vareda” e delas se apossavam.
Com a chegada de outras famílias, migrantes nordestinos, o local passou a
ser denominado centro do Zé Pedro, em virtude da liderança do pioneiro, que a
exercia estimulando a que os demais atuassem na região como um grupo e não
disperso como sugere uma ocupação de terras devolutas. O local se tornou um
pequeno povoado sob a administração de Monção, cujo prefeito era o senhor
Antonilson.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
47
Monção, 2009.
Cidade de Monção - 250 anos depois de sua fundação (Foto tirada julho de 2006).
A mãe de quase todas as cidades na região do Vale do Pindaré e algumas na região
Turi (Zé Doca, Newton Belo...). Existe a insatisfação por parte de muitos cidadãos
daquele lugar, devido ter dois séculos e meio de existência e apresentar morosidade
e atraso no seu desenvolvimento. Existiu como vila, segundo Joana Matos dos
Santos (professora de Monção) desde 16 de julho de 1757, fundação da 1ª Vila, a
qual foi consumida por um incêndio. A segunda surgiu em 9 de junho de 1959,
tendo sua emancipação política logo em seguida em 26 de novembro de 1959.
Em 2007, a população de Monção era de 27.586 habitantes. Em 2010 esse número
caiu para 24.125 habitantes. Muitas famílias migram em busca de melhoria, já que o
espaço político não está atingindo esta meta para o social.
Muitos municípios na região do Vale do Pindré e Turi apresentam altos índices de
pobreza e subdesenvolvimento e vivem praticamente de repasses constitucionais;
somando-se a isto a corrupção, que é um dos maiores entraves ao desenvolvimento.
Já o povoado Bom Jardim cresceu rapidamente devido às constantes
migrações de lavradores que ali andavam atrás das matas destruindo-as para a
construção de lavouras temporárias. Bom Jardim foi o maior produtor de arroz na
região, “um verdadeiro garimpo” atraindo assim migrantes oriundos do Ceará, Piauí
e outras regiões (fugitivos da seca) e do próprio Maranhão. O povoado recebeu
inicialmente o nome de centro do Zé Pedro, em homenagem ao seu fundador. Em
1960, aproximadamente às 16 horas, um certo número de pessoas da comunidade,
entre elas, Zé Pedro, sua esposa dona Maria, Valdivino (pai de Carmelita), Dona
Neusa e outros, estavam no Barracão do próprio Zé Pedro reunidos para discutir
sobre a mudança do nome do povoado.E, por apresentar grandes quantidades de
Antonilson, prefeito de Monção na
época da emancipação política de Bom
Jardim também deu a sua colaboração.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
48
pau d´arco e cedro com bastantes flores; razão pela qual os seus moradores
passaram a chamá-lo de Belo Jardim; e em seguida devido o lugar apresentar clima
aprazível, solo fértil e variadas qualidades de frutas nativas, tais como tuturubá,
bacuri, coroatá, (croatá), cacau, manga, etc… Então o Sr. José Pedro, unânime com
os amigos decidiram que o nome do povoado não seria Belo Jardim nem Centro
José Pedro. Como vinha prevalecendo, considerando que o lugar não era só dele, e
sim de todos, mas que o nome seria definitivamente Bom Jardim. O lugar era “bom e
parecia um jardim”. Associaram então as duas palavras surgindo Bom Jardim que é
seu nome atual.
Dona Maria e Dona Neusa, co-responsáveis e protagonistas pelo atual nome da cidade de Bom Jardim.
Na época de Bom Jardim povoado, antes mesmo da construção da BR 316, o
baixão que se localiza entre o posto de Nildão e Hospital Municipal existia uma
ponte de pranchas de madeira – por onde os moradores de Bom Jardim transitavam
do alto José Pedro ao alto dos Praxedes.
Pau-d´arco – Árvore predominante nos primeiros dias do povoado Bom Jardim
às margens da BR 316
Na medicina, o Pau d’Arco é considerado como um excelente anti-inflamatório,
antibacteriano, antifúngico e laxativo; além de ser bastante usado para tratar úlceras, infecções
urinárias, psoríase, diabetes e alergias, Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), como
sífilis, candidíases e cancro, além de problemas gastrointestinais e alergias..
O Sr. José Pedro Vasconcelos é tido como primeiro administrador do
povoado. Isso se deu em função de que todos quantos nele chegavam,
procuravam–no para solicitar-lhe um local para construírem suas residências. Era
ele quem determinava a aberturas das ruas, designando os locais para as
construções de casas, motivo pelo qual foi tornando-se o chefe administrativo do
Para o Sertanejo a floração do Pau-D´arco, colorido
de amarelo, é uma experiência de inverno.
Além de indicar o período chuvoso, o vegetal tem
utilidade no tratamento de diversas doenças virais
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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lugar. Nos anos 60 só se fazia compras em Santa Inês e Pindaré montados a
cavalos e burros.No inverno a dificuldade era maior ainda, pois só iam montados até
a beira do igarapé ou rio, e então atravessavam de canoa e em seguida iam a pés.
Os transportes que facilitavam a passagem dos viajantes indo e voltando de Santa
Inês pertenciam aos índios; eram eles que, sendo pagos, faziam a passagem das
pessoas. Atravessava desse modo, o rio Pindaré com os próprios animais dentro de
canoas.
Existiam outras variantes feitas pela PETROBRAS, quando por aqui
passaram em sondagem a existência de petróleo na região. Estas serviam de
caminhos usados pelos índios Guajajaras da Aldeia Gonçalves Dias às margens do
Rio Pindaré. Outras demarcações com fins de averiguação e pesquisa que se deu
entre Bom Jardim e o povoado Boa Vista – às margens da BR 316.
Nos primórdios do município a situação era difícil, os primeiros moradores
enfrentavam as dificuldades de toda ordem. Segundo Alcides Bezerra, (Um dos 1º
moradores):
No começo era difícil, pois quando precisávamos comprar
mantimentos para o sustento da família, tínhamos que ir para
Santa Inês ou Pindaré a pé ou montados em animais e a
viagem demorava dois dias (ida e volta). Quando adoecíamos,
ficávamos isolados e distantes da cidade, onde existiam
farmácias e hospitais.
As cidades de Santa Inês, Pindaré-Mirim e Monção tiveram um papel
importante no processo de frente de expansão para os pioneiros no
desenvolvimento da região, pois era nesses municípios que acorriam grande número
de pessoas de outros municípios para realizarem suas transações comerciais.
Nos anos 60 a 62, o centro de José Pedro (depois Bom Jardim) continuou
crescendo em ritmo acelerado em face do surgimento cada vez maior de casas
residenciais, casas comerciais, muitas em formas de barracas ou edificações
improvisadas, cujos donos eram migrantes de outros estados e de outras regiões
maranhenses. O certo é que no ano 1962, Bom Jardim, já na categoria de Distrito
município de Monção ganhava seu 1º líder político, o vereador Maneco Souza,
residente no Distrito, juntamente com outros dois vereadores, Afonso Pinto e
Valdivino Amorim.
O primeiro grande salto no desenvolvimento do povoado se deu com a
chegada da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE). Dois
anos depois, após sua fundação.
o principal objetivo da SUDENE era, pois, promover o
desenvolvimento harmônico de uma região estagnada e reduzir
o grande fosso* que a separava dos centros dinâmicos
nacionais. Eliminando a causa desse desequilíbrio, houve da
SUDENE uma concentração dos investimentos dos projetos
voltados para o fortalecimento da infraestrutura econômica com
vista à elevação da oferta de serviços de transportes, energia,
escola e saneamento básico.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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A região era estagnada devido à ausência de infraestrutura como estradas,
eletrificação, escolas, hospitais e etc. sendo isso um fator de subdesenvolvimento.
No entanto, a referida região apresentava uma grande produção agrícola, daí o
sentido de ser tachado como um verdadeiro garimpo agrícola, que por longas
décadas produzia arroz em grande escala para a exportação.
Data desta época a construção do aeroporto que foi um fator importante no
desenvolvimento, facilitando o transporte para outras localidades distantes, pois na
época a então BR – 22 atual BR – 316 era uma estrada vicinal que chegava a ficar
interditada no inverno.
Fonte: Américo, Pedro Juvino (por Manin)
A SUDENE instalou também uma unidade de assistência médica no
lugar, uma escola próxima ao aeroporto, a extinta Escola Estadual
Unidade Integrada Bom Jardim, a qual os bonjardinenses chamavam de
“Colégio da Sudene” (por ter sido construída por ela), esforço que ocorreu
também no sistema educacional e nos programas e projetos estratégicos
para o desenvolvimento da região.
No período de três anos após o estabelecimento da SUDENE, houve
uma aceleração no crescimento populacional, cuja população ultrapassou
a da sede da cidade mãe (Monção), elevando-o assim a categoria de
distrito do município de Monção.
Além da SUDENE, houve também o projeto RONDON, que através
de estagiários de universidade, faziam pesquisas no povoado Bom Jardim,
os quais trouxeram remédios e projetos relacionados à saúde. Pois no
momento era grande o número de malária na região.
Por intrigas e indecisões políticas entre situação e oposição que
ocorriam entre Monção e Bom Jardim, a SUDENE aqui se instalou e,
portanto, não permaneceu, indo se estabelecer em Zé Doca, em 1964;
sendo esta a versão dos gestores da época. No entanto existe a versão
popular e de outros políticos, de que a saída da SUDENE de Bom Jardim
para outro município tenha sido porque políticos de situação da época na
região acreditavam que a SUDENE tinha ligação com os comunistas, que,
segundo eles, tentavam dominar o país no momento. (Veja também
Michalany, 1986, p. 361), que confirma o fato da intenção comunista;
O aeroporto por muito tempo
serviu de espaço para a
realização de corrida de cavalos;
evento que atraía grande número
de bonjardinenses como diversão
e lazer.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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exceto que a SUDENE tivesse vínculo algum com eles. O temor era
produto de uma experiência que o país acabara de passar, onde a
democracia brasileira, que estava em perigo e cujo presidente, João
Goulart, era comprometido com os comunistas – fato este, que resultou
em sua cassação e deposição.
Foto fornecida por Ziraldo
(De Zé Doca)
Primeiro morador de
José Timóteo conhecido por Zé Doca.
Foi assassinado a tiros em uma
emboscada (relatos da esposa).
O município de Zé Doca em 2007 apresenta 45.064 habitantes e uma área
territorial de 2.414 km².
Prainha em Zé Doca
Zé Doca.
Município de Zé Doca atualmente/jul./2006
Vila do Bec – Zé Doca
Farol da Educação: O que
era para ser um projeto
implantado em todo
estado, em muitos
municípios foi consumido
pela corrupção.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
52
A Sudene ia se estabelecer em Governador Newton Belo, no entanto,
segundo relatos, a mesma versão lá correu e a rejeitaram. Onde a Sudene se
estabelecesse ia levar progresso e desenvolvimento, pois esse era o objetivo de
sua instituição pelo governo federal.
Governador Newton Belo - 10 anos depois de sua emancipação política em 10 de
novembro de 1994 ao ser desmembrado do município de Zé Doca. (foto tirada
em julho/2006). Poucas mudanças... Por alguns é conhecida como “a cidade
que parou no tempo” por conta do descaso de administradores.
O primeiro nome do município era Chapéu de Couro em homenagem a Raimundo Coelho
Filho, conhecido Chapéu de Couro. O mesmo era maranhense e descendente da cidade de
Coroatá. Enquanto morava no povoado que levava seu nome, exerceu a atividade de
comerciante. Faleceu em 24 de dezembro de 1991 na cidade de Parauapebas. Sua família,
hoje residente no município de Parauapebas é insatisfeita pela troca do nome do lugar que era
Chapéu de Couro – que era um morador e filho da terra, o qual foi trocado por Governador
Newton Belo, e que se sabe, nunca foi lá.
Foto fornecida por Antonia L.
Governador Newton Belo
Fundação: 11 de novembro de 1994
Microrregião: Pindaré
Mesorregião: Oeste maranhense
Área: 1.160,866 km²
População: 13.119 hab. IBGE: 2006
Densidade: 11,3 hab. por km²
Em 2007 essa população caiu para 11.005 habitantes.
IDH: 0,494 PNU/2000/ IDH 2010: 0,521
Renda percapita: R$ 1.238,92 IBGE/2003.
Índice de exclusão social: 0,276
Expectativa de vida: 55 anos
Raimundo Coelho Filho, conhecido por
Chapéu de Couro.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Renda per capita: R$ 44,00
Mortalidade infantil: 15,96%
Índice de analfabetismo em 2000: 43,6%
Índice de analfabetismo em 2010: 33,21% (IBGE)
Bom Jardim: 31,84% (Dados de 2011, acima de 15 anos)
Governador Newton Belo, segundo o Jornal Pequeno (2007, Edição 21,563), é a 5ª
mais pobre do Maranhão.
No transcorrer dos anos 62 a 65, o Distrito de Bom Jardim, já contava com um
acentuado fluxo migratório, tornando-se um verdadeiro canteiro de obras. E mesmo
de maneira desordenada, surgiam muitas casas comerciais, com diversos ramos de
negócio, atendendo em grande parte, as necessidades dos moradores, em número
cada vez maior. As primeiras residências eram construídas de tábua, em sua
maioria, devido à facilidade de madeira e outras de taipas, devido a grande
dificuldade de acesso a cidade de Pindaré-Mirim - cidade que oferecia material de
construção de primeira qualidade. Pindaré era e o celeiro e ponto de convergência
de toda região.
Tendo em vista o excepcional desenvolvimento econômico e demográfico, o
povoado Bom Jardim tornou-se dos Distritos de Monção o mais importante Centro
comercial do município.
Nasceu entre seus moradores um forte desejo de emancipação político-
administrativa. Os comerciantes e o senhor José Pedro Vasconcelos, o seu
fundador, considerados representantes da sociedade bonjardinense e prevalecendo
a opinião geral, sem dissidência, optavam pela emancipação de Bom Jardim.
Iniciaram uma grande luta política pelo objetivo proposto. A partir daí, começou o
movimento político através e um grupo de jovens comerciantes. Os protagonistas
dessa luta foram os senhores Gildásio Ferreira Brabo, João Batista Feitosa, César
Sales, Gaspar Meireles, Zeferino Gomes Pereira e Mauzol Miguel de Souza. Um
nome também, que é relevante ser lembrado nesse processo de emancipação é o
de Arlindo Menezes, que no período era gerente do banco do Estado, no município
de Pindaré. Em homenagem a este, é que existe a rua Arlindo Menezes.
O primeiro morador, José Pedro Vasconcelos faleceu em 2 de outubro de
2002, na cidade de Rio Preto da Eva, Amazonas.
.
Em princípio de 1964, já se destacara a campanha tendo em vista as eleições
para governador que realizou-se em 1965. Concorria para candidato do Maranhão, a
governador o Deputado Federal José Sarney. O qual, devido sua eleição como o 2º
deputado federal mais votado do Estado, lhe rendeu as credenciais necessárias
1º morador de Bom Jardim e
família José Pedro
Vasconcelos
Foto fornecida por Srª
Antônia
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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para que o mesmo pleiteasse a candidatura a governador pelo grupo “Frente de
Oposições Coligadas”. Na ocasião, o grupo de comerciantes que conspirava a
possível passagem do povoado Bom Jardim para município, resolveu convidar o
candidato José Sarney para uma visita ao lugar. O candidato aceitou o convite e no
dia do seu comparecimento em reunião com os representantes bonjardinenses,
estes firmaram o compromisso de apoiá-lo na sua campanha para governador do
Maranhão. Expuseram suas ideias em relação ao povoado e reivindicaram a
emancipação de Bom Jardim, o movimento contou com a adesão do prefeito de
Monção.
Naquele ano de 1966, por imposição do prefeito de Monção. Sr. José Bastos,
deu-se início a uma série de negociações, com referência ao processo de
desmembramento de Bom Jardim, dado o fato daquele Prefeito só concordar com o
desmembramento tão sonhado caso houvesse as renúncias de dois vereadores do
povoado Bom Jardim; com isto, automaticamente cairiam também às posições dos
suplentes de vereador. Não havendo outra solução, tudo ficou concordado e o velho
“cacique”, José Sarney, mais uma vez entra em cena, acertando tudo em nome de
Bom Jardim do Município de Monção.
Assim foi que, no ano de 1966, já com vereadores pelo novo partido a
“ARENA”, assumiria a liderança política de Bom Jardim, o Sr. Gildásio Ferreira
Brabo, que foi determinado na época por José Sarney, como representante do
povoado Bom Jardim na esfera Estadual, tendo a frente das negociações políticas
João Batista Feitosa e como suplentes de vereador, Bernardo Carvalho e José Alves
de Souza. O candidato José Sarney fez um comício na praça que hoje leva seu
nome, em seu discurso deixou explicitado ao povo bonjardinenses que um de seus
primeiros atos quando governador do Maranhão seria a elevação do povoado Bom
Jardim à categoria de cidade. Vale salientar que todas as manobras políticas da
época tinham sempre à atuação de José Sarney, o qual foi eleito como Governador
do Estado em 15 de Novembro de 1965, com expressiva margem de votos. O
deputado José Sarney, que ao assumir o governo tratou logo de cumprir sua
promessa aos bonjardinenses. Foi o Deputado Estadual Newton Serra que entrou
com o projeto de emancipação de Bom Jardim na Assembleia Legislativa do Estado,
no ano de 1966.
Foto tirada pelo 1º fotógrafo de Bom Jardim: Pedro Juvino por (Manin).
Com a promulgação da Lei nº 2735, de 30 de dezembro de 1966,
sete anos após sua fundação, o povoado Bom Jardim passou à categoria
JoséSarney e cúpula
política em comício
nos princípios da
emancipaçãopolítica
de Bom Jardim.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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de cidade. No entanto, em 14 de março de 1967 foi realizada sua
instalação pública. A partir desta data, Bom Jardim adquiriu sua
autonomia política – juridicamente organizada, ganhando com isso mais
recursos como município criado, Bom Jardim emancipou com 750 eleitores
(segundo Batista Feitosa). Geralmente, quando o município de Bom
Jardim comemora sua Emancipação Política, leva-se em conta (sua idade)
– não a data em que a Lei foi aprovada na Assembleia Legislativa do
Estado, e sim a data de sua Instalaçõ Pública ((14 de março de 1967).
Foi com a coordenação de José Sarney que João Batista Feitosa
assumiu o cargo de Interventor por dois anos; tudo isto, com o
compromisso de coordenar e financiar toda a campanha da candidatura a
Prefeito de Gildásio Ferreira Brabo.
Tomou posse o seu primeiro governante, João Batista Feitosa,
nomeado a interventor do município pelo Governador do Estado, José
Sarney.
A instalação da primeira Prefeitura de Bom Jardim foi em uma das
casas do fundador do lugar, cedida por ele e sua esposa Euzamar Oliveira
Vasconcelos localizada na Avenida José Pedro.
Na administração do interventor João Batista Feitosa foram implantadas as
bases político-administrativas do município. Foi instalada a primeira Coletoria
Estadual, foi comprado o prédio próprio da Prefeitura Municipal e iniciada a
construção do Colégio Governador José Sarney. O registro da história de Bom
Jardim, no aspecto administrativo, consta a primeira autoridade policial do município,
na pessoa do Sr. Mário Santiago de Oliveira, como Inspetor de Quarteirão,
autoridade que, na época fazia às vezes de um delegado de polícia, resolvendo
todos os casos de responsabilidade da polícia, inclusive subordinado a Secretaria de
Segurança Pública do Estado, que lhe dava todo o apoio no exercício de suas
funções. Mário Santiago de Oliveira, que chegou neste município no ano de 1961,
desempenhava função de Inspetor de Quarteirão até a chegada do primeiro
Delegado de policia, em 1962, o Sr. Maximiano Costa, que se tornou muito
conhecido e muito temido, pela maneira enérgica como exercia seu cargo, sem
interferência de políticos e ou pessoas influentes.
O 1º Cartório de Bom Jardim, como Município, foi implantado em 1968, tendo
como categoria jurídica, Cartório de Oficio Único e subordinado à Comarca de Santa
Inês, até 29 de Agosto de 1987, quando foi implantado a Comarca Bom Jardim,
João Batista Feitosa, 1º prefeito por
interventoria de Bom Jardim
Foto fornecida por Batista Feitosa.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
56
passando a contar com os cartórios 1º e 2º Oficio. O primeiro Cartório de Bom
Jardim teve como escrivã a Sra. Esmeraldina Lopes Araújo, que exerce até os dias
atuais. Hoje, é titular do Cartório de 2º Oficio, desde a criação da comarca de Bom
Jardim.
Os meios de transportes e comunicação de Bom Jardim nos anos 60 no verão
era caminhão jardineira (um ônibus com carroceria de madeira e mista) e a empresa
Florência Ferreira. Durante o inverno, eram utilizadas tropas de burros, lanchas e
canoa. Em Bom Jardim surgiu telefone no mandato do Prefeito Adroaldo em 1973. O
primeiro rádio foi do senhor João do rádio, a primeira televisão pertenceu ao senhor
Antonio Joaquim, onde muitas pessoas se reuniam para assistir; o primeiro
proprietário de carro foi o senhor Raimundo Timóteo, o carro era um pick-up azul, e
o senhor Frazão possuiu o primeiro caminhão; as tropas de animais que trafegavam
a serviço da comunidade nos anos 60 –principalmente no inverno - transportando
pessoas e produtos de Bom Jardim para a beira do rio Pindaré e de lá a Santa
pertenciam aos Senhores:Sebastião Bispo, Manuel Chagas, Severino Leite,
Geraldinho e Camilo, - este último, segundo relatos, foi o primeiro tropeiro a fazer
fretes de Bom Jardim a Santa Inês, sua tropa era de 15 burros. A primeira moto a
circular em Bom Jardim pertenceu ao senhor Dico da Vespa, o mesmo já faleceu.
O primeiro magarefe foi o senhor José Vieira dos Santos, conhecido como
Zezé (comerciante).
O primeiro comerciante: Benedito Bogér, seu comércio era numa casa de
taipa onde hoje é o comércio Casa Betel e a primeira casa de telha foi do senhor
Antonio Surdo.
Empresa de ônibus muito conhecida na época: Florêncio – anos 80. (Foto por
Washinghton Oliveira, 2013).
COMPLEMENTAR
Em 1980, o Governo Federal João Figueiredo, preocupado com as
tensões sociais na região que hoje chamamos de Projeto Ferro Carajás,
resolveu criar o Grupo Executivo das Terras do Araguaia-Tocantins
(GETAT), subordinado ao Conselho de Segurança Nacional.
Ao GETAT foram dadas as mesmas atribuições do INCRA,
restringindo-se porém à sua área específica, a qual abrangia cerca de
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
57
450.000 km², sendo 60% no Pará, o Estado de Goiás, 22%; e o
Maranhão com 18%, envolvendo os municípios de: Amarante do
Maranhão, Açailândia, Bom Jardim, Carolina, Carutapera, Estreito,
Imperatriz, João Lisboa, Montes Altos, Porto Franco, Riachão, Santa
Luzia e Sítios Novos.
Em 06 de maio de 1984, ainda povoado de Marabá, Parauapebas foi
invadidopor dois mil garimpeiros. Todas as ruas, desde as correntes da
Portaria da Vale até a saída do povoado ficaram cheias de garimpeiros,
os quais destruíram vários prédios públicos. Revoltados e enfurecidos
(com o fechamento do garimpo Serra Pelada pelo governo federal),
queriam a todo custo invadir a Serra dos Carajás. E do lado de dentro das
correntes estava a polícia, e chegavam aviões cheios de homens do
exército – que impediram o ato.
4.1 CONTEXTO DA POLÍTICA ESTADUAL E NACIONAL
❖ Presidência de Juscelino Kubitschek (1956 a 1961)
Em 1960, inauguração de Brasília.
Abertura de grandes rodovias como a Estrada Belém/ Brasília.
Construção de grandes usinas hidrelétrica (furnas três Maria em
Minas Gerais). Grande impulso a indústria nacional.
❖ Presidência de Jânio Quadros (de 31/01 de 1961 até 25/08
do mesmo ano). Com sete meses de governo renunciou.
❖ Presidência de João Goulart: (1961 a 1964)
Ao tentar levar o país para o socialismo ao modelo de Cuba
desencadeou a revolução de 64 (da qual os militares governaram até
1985).
❖ Presidência: Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco
(primeiro governo revolucionário, 1964 a 1967).
Governador do Estado: Newton Belo (1961 a 1966)
Principais realizações:
Instituiu um Plano de Colonização e Desenvolvimento Agropecuário
(PLANAGRO).
Criou uma Comissão Executiva do Planejamento Educacional do Maranhão
(CEPLAMA), que traçou o plano trianual de Educação. A revolução de 64
poria fim a sua carreira política, foram cassados seus direitos políticos por
dez anos. (Sendo substituído por Alfredo Duailibe até 1966).
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
58
Você sabia... Que a estrada que liga Bom Jardim a São João do
Caru foi iniciada na administração de João Batista Feitosa. E que, até o
povoado Barrote foi feito à máquina.Do Barrote até o povoado Gurvia foi
feito em atividade braçal.
4.2 EVOLUÇÃO SÓCIO-POLÍTICO DA HISTÓRIA DE BOM JARDIM.
1º MANDATO (1969-72)
Em 1968 deflagra-se a campanha em prol das eleições para prefeito e
vereadores em todos em todos os Estados do Brasil. Candidatou-se para Prefeito de
Bom Jardim, o senhor Gildásio Ferreira Brabo (ARENA I) e Expedito Ribamar
Pereira (ARENA II – Aliança Renovadora Nacional).
Realizadas as eleições, foram eleitos: Gildásio Ferreira Brabo para Prefeito
municipal e para vice-prefeito, José Alves de Souza. Para a primeira Legislatura do
Município foram eleitos os vereadores: Adroaldo Alves Matos e Bernardo Carvalho
Nunes (ARENA II), Luís Ferreira Lima, Raimundo Nonato Figueiredo, Agostinho
Maranhão Oliveira, Miguel Alves Meireles, João Soares de Melo, José Jesus
Carvalho e Zeferino Gomes Ferreira (ARENAI), Edis que foram a primeira Câmara
Municipal de Bom Jardim instalada através da ata de posse da Câmara Municipal no
dia 06 de Janeiro de 1969. O primeiro presidente da Câmara de vereadores de Bom
Jardim foi Luís Ferreira Lima.
Principais obras realizadas:
A instalação do Departamento de educação e Cultura, conforme a
Lei nº. 32 de Março de 1971, término da construção do Hospital Municipal,
implantação do ginásio Bandeirante, já que o estado montava sua rede de
ginásio em cerca de 25% dos municípios maranhenses, percentual que
deveria crescer ano a ano, tanto é que atingiu em 1971, 91 dos 130
municípios do Estado. O ponto mais crítico residia no ensino primário,
principalmente na zona rural; para tentar modificar esta situação foi
concebido o “Projeto João de Barro” pela equipe de assessoramento do
Governador. O objetivo do Projeto “João de Barro” foi assim anunciado
através de um processo de educação integrada em nível elementar,
inserir o homem rural no processo de desenvolvimento socioeconômico
Primeiro Prefeito eleito de Bom Jardim
Gildásio Ferreira Brabo.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
59
realizado, foi construído um posto médico na sede, e ampliação das
escolas na zona rural.
Contexto da política estadual e nacional (1969/1972)
Presidente
Presidência de Costa e Silva (1967-1969)
Vindo a falecer em 17 de dezembro de 1969, não terminou seu
mandato. Em função de sua morte os Deputados Federais e Senadores
elegem o General Emilio Garrastazu Médice para a presidência
(1969/1974). Obras realizadas: construção da rodovia Transamazônica e
da Rodovia Cuiabá-Santarém
Governador
José Sarney (1966-1970). Pontos relevantes em seu governo:
A criação da Superintendência do Desenvolvimento do Maranhão
(SUDEMA). A qual caberia traçar e supervisionar o plano de
desenvolvimento do Estado. Criou no programa escolar a escola João de
Barro, para o mais pronto combate ao analfabetismo, e a instituição da
Televisão Educativa, para a maior difusão do ensino médio; e ainda, no
campo da educação a criação das escolas superiores de Agricultura,
Administração e Engenharia, em São Luís e de Educação em Caxias.
Alargou a rede rodoviária do Governo Federal, e o início da energização
dos municípios, em fase da construção da hidrelétrica de Boa Esperança
pela União; asfaltamento das artérias do centro urbano, a construção da
ponte sobre o rio Anil, construção do porto do Itaqui.
Neiva de Santana (1971 a 1975)
O PROJETO DE COLONIZAÇÃONO GOVERNO PEDRO NEIVA (1971-1974)
Na década de 1970,0 Brasil vivia sobo regime discricionário implantado pelo golpe
militar de 1964. Naquela época, os governadores estaduais eram indicados pelos
generais-presidentes e depois eleitos pelas respectivas Assembleias Legislativas.
O médico e ex-prefeito de São Luís Pedro Neiva de Santana foi indicado pelo
presidente da República Gal. Emílio Garrastazu Médici ao governo do Maranhão e,
em seguida, eleito pela Assembleia Legislativa. Empossado como governador do
Estado, Pedro Neiva de Santana dispunha-se a desenvolver uma política de
colonização agrária no Estado. Para tanto, contava com o apoio irrestrito do então
presidente da República, que o havia nomeado. O General Emesto Geisel, que
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
60
sucedeu a Médici, também apoiava grandemente a iniciativa, de modo que só
restava dar início à elaboração do grande projeto agrícola.
Por outro lado, dada a necessidade de imprimir velocidade e dinamização no
processo de ocupação ordenada das terras devolutas do Maranhão, fazia-se
necessária a criação de uma companhia de colonização. Com esse fim, no dia 6 de
dezembro de 1971, o Projeto de Lei n2 3.230 foi encaminhado à Assembleia
Legislativa, onde foi apreciado e aprovado em caráter de urgência. O ato autorizava
o governador Pedro Neiva de Santana a criar a Companhia Maranhense de
Colonização (COMARCO), estruturada sob a forma de sociedade anônimade
economia mista.
Em seu governo deu ênfase ao sistema rodoviário, a rede de energização e de
saneamento do interior e uma política de colonização e de saneamento do interior e
colonização agrária.No campo da educação instituiu o Conselho Estadual de Cultura
e da Fundação Cultural do Maranhão com vista a uma futura universidade
estadual.No campo econômico, além da política de colonização agrária, a atividade
do banco de desenvolvimento do Maranhão, e a criação da Federação das Escolas
Superiores do Maranhão, a Companhia Progresso do Maranhão; no campo de
segurança, a interiorização da Polícia Militar, com a criação de 5 batalhões, sediados
em São Luis, Caxias, Pindaré-Mirim, Imperatriz e Livramento. Terminou a construção
do porto do Itaqui.
❖ 2º MANDATO (1973 a1976)
No ano de 1972 realizaram-se novas eleições no país. Concorriam às eleições Municipais
de Bom Jardim Adroaldo Alves Matos e Augustinho Maranhão; sendo eleito Prefeito
Municipal Adroaldo Alves Matos e Miguel Alves Meireles, vice-prefeito. Os vereadores
foram: José Nilo Ribeiro, Mauzol Miguel de Sousa, Ângelo Jorge Vieira, Aldimar da Silva
Porto, João Soares de Melo, Martinho Gomes de Azevedo, Raimundo Nonato Figueiredo,
Antonio Carvalho e Zeferino Gomes Pereira.
PRINCIPAIS OBRAS REALIZADAS
Implantação da rede distribuidora de energia elétrica, proveniente da Hidrelétrica
de Boa Esperança sob administração da CEMAR. Conclusões dos serviços de
abastecimento de água realizadas pela CAEMA, construção do mercado público
municipal de abastecimento, construção de escolas na zona rural.
CONTEXTO DA POLÍTICA NACIONAL E ESTADUAL
PRESIDENTE
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
61
❖ Presidência de Ernesto Geisel (1973 a1976)
Meta prioritária do seu governo:
- Desenvolver o sistema Ferroviário, Fluvial e Marítimo;
- Aumentar as exportações, as pesquisas minerais e o aproveitamento do xisto e
do carvão;
Desenvolver a qualquer preço a tecnologia nacional e ampliar a fronteira Agrícola
em todas as áreas de produção.
Houve o acordo de cooperação nuclear (Brasil//Alemanha) para suprir a crise
energética e petrolífera do país.
❖ GOVERNADOR: Nunes Freire: (1975 a 1979)
Osvaldo da Costa Nunes Freire concluía um mandato de deputado estadual pela
ARENA (Aliança Renovadora Nacional), quando foi indicado pelo governo federal
a substituir o governador Pedro Neiva. Seu nome, então, foi escolhido pela
Assembleia Legislativa, da mesma forma que seu antecessor. Como se
encontrava doente na data da posse (15 de março de 1975), a faixa de
governador foi recebida por seu vice, o Dr. José Duailibe Murad, que permaneceu
interinamente no cargo até o dia 31 de março do mesmo ano, data em que o
titular se integrou ao seu mandato.
As expectativas por parte dos colonos eram as melhores possíveis. Todos
estavam esperançosos por melhores dias e pela continuidade do Projeto de
Colonização no interior do Estado. Assumia o governo do Estado do Maranhão o
Dr. Nunes Freire. Com um perfil diferente de seu antecessor, o novo governador
tentou mudar radicalmente a política agrária no Estado, dentre outros setores
administrativos.
Como ficou o projeto?
Ficou parado! Isso mesmo, durante todo o seu governo, nenhum
investimento foi aplicado no tão sonhado Projeto de Colonização. O
governo se limitou apenas à manutenção do funcionalismo e em inaugurar
algumas obras executadas pelo prof. Pedro Neiva.
❖ 3º MANDATO (1977 a1982)
No ano 1976 novas eleições foram realizadas. Concorriam as eleições
municipais de Bom Jardim Miguel Meireles e João Franco Sousa. Sendo
eleito Miguel Alves Meireles, Prefeito Municipal e Joaquim Servo de
Araújo, vice-prefeito. Para vereadores foram eleitos: Valquírio Bertoldo do
Nascimento, Mauzol Miguel de Sousa, José Nilo Ribeiro, João Sobral, José
Abreu de Oliveira, João Soares de Melo, Hélio Ferreira da Paixão,
Francisco Cândido de Araújo.
PRINCIPAIS OBRAS REALIZADAS
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
62
Instalação do primeiro posto de serviço telefônico (TELMA), e a estação
repetidora da Rede Globo por intermédio da TV difusora Maranhão canal
4, construção do Cemitério Publico, Praça Governador José Sarney e São
Francisco de Assis; em Novo Caru, o serviço de eletrificação com motor a
Diesel, ficando ainda implantados os postes para o recebimento da rede
de distribuição de hidrelétrica, sendo que este serviço não foi concluído
pela administração seguinte, em consequência, os postes caíram, mas
atualmente, Novo Caru já está todo iluminado com energia elétrica em
postes de cimento proveniente da hidrelétrica de Boa Esperança.
Construção do colégio Municipal Ney Braga (frente a CAEMA, o qual hoje
funciona como Secretaria de Agricultura); e o Jardim de Infância Topo
Gígio (onde hoje é o Centro Cultural). Construção de escolas na zona
rural. Em Novo Caru foi também construída a praça denominada “Praça
Raimundo Nonato Pinheiro”, em homenagem ao seu primeiro morador.
Realizou-se também abertura de estradas carroçáveis do Centro do
igarapé dos Índios e de São João do Caru, construção de mine-postos de
saúde nos povoados da zona rural.
CONTEXTO DA POLÍTICA NACIONAL E ESTADUAL
PRESIDENTE
Presidência de João Batista Figueiredo (5º Presidente Revolucionário)
criou a lei de Anistia (onde todos exilados de 1961 a 1979 retornaram).
Fez a abertura democrática. Houve a campanha das “diretas Já” que
expressava a vontade geral do povo. A vontade do povo não foi acolhida quanto
a presidente.
GOVERNADOR
João Castelo Ribeiro Gonçalves (1979 a 1982)
No dia 15 de março de 1979, o ex-diretor do Banco da
Amazônia e ex-deputado federal João Castelo Ribeiro Gonçalves assumia o
governo do Estado. Com sua posse, surgia novamente a expectativa de
melhores dias para o homem do campo. Os colonos esperavam ansiosos
por novos investimentos no Projeto. Eles, apesar de terem sofrido com o
atraso do governo anterior, não desanimaram. Alimentaram-se de
esperanças que, felizmente, foram concretizadas.O novo governador, logo
ao assumir o cargo, tratou imediatamente de atender as reivindicações
Miguel Meireles
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
63
dos colonos, inclusive criando a Secretaria do Interior, dentre as quinze já
existentes. João Castelo organizou sua equipe e exigiu — em caráter de
urgência — um levantamento das necessidades do Projeto de Colonização.
Em seguida, iniciou os tão sonhados investimentos.
Reformulou a alta administração que, afora os dois
gabinetes civil e militar, passou a contar com mais 15 secretárias, a
saber: de planejamento e coordenação (SEPLAN), de Agricultura
(SAGRIMA), de Indústria, comércio e turismo (SICT) DE Segurança
Pública (SSP), de(SEAD), de Educação e Cultura (SEC), de Saúde Pública
(SSPI), de Trabalho e Ação Social (STAS) e as recém criadas, Secretaria
de Recursos Naturais, Tecnologia e Meio Ambiente (SERNAT), de Justiça
(SJ) e do Interior, (SI).
FOTOS ANTIGAS DE BOM JARDIM DE 1983
Mercado Municipal de Bom Jardim, 1983.
Rua do Comércio ano: 1983 A Prefeitura e Câmara Municipal era
localizada na Rua do Comercio.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
64
A assembleia de Deus era localizada onde hoje é a
.Prefeitura de Bom Jardim
Hospital Municipal.
4º MANDATO (1983 A 1988)
Em 1982 são realizadas novas eleições para governadores, senadores,
deputados, prefeitos e vereadores. Concorriam as eleições Adroaldo
Matos, Joca Soares e Gildásio Ferreira Brabo.
Foram eleitos em Bom Jardim, Adroaldo Alves Matos, prefeito Municipal e
Dr. Muniz Alves, vice-prefeito, para o poder Legislativo foram eleito os
vereadores: Francisco Nascimento, José Abreu de Oliveira, Manoel
Carreiro Varão, Bernardo Luís de Andrade, Benedito Alves de Carvalho,
Apolinário Antonio de Araújo, Joaquim Severo de Araújo, Pedro Costa de
Fonte: Arquivo pessoal de Pedro Juvino.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Souza, Salomão da Silva Pereira. Miguel Dias Brasil,Raimundo Alves
Ferreira e Francisco dos Santos Pereira, os quais tomaram posse no dia 1º
de Fevereiro de 1983.
Dr. Muniz. Foto fornecida pelo Sr. Dir .
Bom Jardim/ Anos 80.
Principais obras realizadas
Construção do prédio da Câmara de Vereadores, do Fórum (antes em frente ao
mercado), colégio municipal Ney Braga II, para o ensino de 2º Grau (foi quando iniciou o
Ensino Médio em Bom Jardim na escola pública). Em convênio com o programa
EDURURAL, deu continuidade as construções dos Colégios na zona rural. Efetuou o
calçamento com pedras em várias ruas na rede do município. Iniciou o programa de
distribuição de alimentos a gestantes (INAM). Comprou um motor de luz para os povoados:
Rosário, Cassimiro e Tirirical.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Dois prefeitos mortos por pistoleiros
Adroaldo Alves Matos foi assassinado no interior de sua residência
quando este estava em reunião com lideranças comunitárias, na praça
Governador José Sarney (centro da cidade) mais ou menos às 19h do dia
10 de abril de 1987, por pistoleiros até hoje não identificados. Apesar
das mais de 10 testemunhas oculares do assinato brutal, nem matadores
nem mandantes jamais foram identificados pela polícia. O inquérito nem
foi encaminhado à justiça. Está até hoje na Delegacia de Santa Inês,
segundo Alzinete Matos, (apud Jornal Pequeno, 07/10/2007).
Três dias após a morte do prefeito, tomou posse através da Câmara
Municipal o vice-prefeito Dr. Antonio Muniz Alves, que deu
prosseguimento aos trabalhos administrativos do Município. Sendo este,
também assassinado, logo no término de seu mandato, quando se
encontrava no Posto Magnólia.
As principais obras realizadas em seu curto período de governo foram:
Posto Central da Telma (junto ao mercado central), Prefeitura Municipal,
dois quilômetros de asfaltos (na rua do comércio). Foi no governo de Dr.
Muniz, que iniciou o processo de eletrificação rural em Bom jardim,
através de apoio e parceria com o Deputado Federal Cid Carvalho. Antes
só existia em alguns povoados, através de motor de luz (à Diesel).
Alzinete Matos mostra onde o pai
(destaque) caiu, crivado com 29 tiros.
Fonte: Jornal Pequeno, (07/10/2007)
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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CONTEXTO DA POLÍTICA NACIONAL E ESTADUAL (1983 A 1988)
PRESIDENTE
José Sarney. Fim dos Governos Revolucionários. Início da nova República. Em
eleição realizada pelo colégio Eleitoral, ganha Tancredo neves, o qual, vindo a
falecer, assumiu o vice José Sarney em 22 de Fevereiro de 1985 a 1990. Sarney
fez a abertura democrática do país, atendendo o apelo às “Diretas Já”.
Consolidando desta forma, o processo de redemocratização do país.
Governador Luís Rocha (1983 -1986)
O PROJETO DE COLONIZAÇÃO NO GOVERNO LUÍS ROCHA (1983- 1986)
Durante o governo de Luís Alves Coelho Rocha, o Projeto sofreria novamente o
descaso. O governador até que freqüentou o Projeto, mas não deu a devida
assistência aos colonos, que padeciam sem as condições necessárias para
continuar a árdua tarefa de lavrar aterra. Foi uma época em que não houve
grandes investimentos. No momento, grande número de homens deixavam suas
famílias, rumo ao Estado do Pará para aventurar a sorte principalmente nos
garimpos da Serra Pelada. Tal fenômeno que durou até meados dos anos oitenta,
causou grandes desilusões e problemas àqueles lavradores &garimpeiros e às
suas respectivas famílias que passavam a ser chefiadas pelas esposas.
❖ 5º MANDATO (1988 A 1992)
Em 15 de novembro de 1988 realizam-se novas eleições no país. Concorriam as
eleições Antonio Soares Pedrosa, Joca Soares, Dr. Carlos Celso, Miguel Meireles e
Agenor da Conceição. Foram eleitos em Bom Jardim, Antonio Soares Pedrosa
(Fogoió), Prefeito Municipal e Adelaide Sales Rios Matos, Vice-Prefeito, os
vereadores foram: Francisco dos Santos Pereira, (Presidente da Câmara) Ozimo
Jansen, Elizeu Alves da Costa, Raimundo Alves Ferreira, Manoel Carreiro Varão,
João Batista Feitosa, Raimundo Pereira Leite, Bernardo Luís de Andrade, José
Rodrigues Neto, Aldery Sebastião Ferreira, Misael Santos Souza, Antonio Feitosa
Primo, Boanerges da Silva Andrade.
Antonio Soares Pedrosa, Fogoió
Fonte: Bomjardimmamemoria/Instagram
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Principais obras realizadas
Em seu governo foi realizado calçamento na zona urbana, Construção do ginásio
de Esporte Pedrosão, a construção de casas populares na zona urbana, o
terminal Rodoviário com o apoio do Deputado Federal Cid Carvalho. Na
administração de Antonio Soares Pedrosa houve um grande avanço na
eletrificação rural do município. Uma das ações também importante foi
transportar muitas pessoas doentes para Teresina, com hotel e remédio tudo
pago pela prefeitura.
Terminal Rodoviário. No período em Ginásio Poliesportivo Pedrosão.
que foi conseguido – era um sonho.
Contexto da política nacional e estadual
Fernando Color de Melo: (1990 a1992)
Extinção do cruzado novo.
-Bloqueio das cadernetas e contas-corrente, que ultrapassaram 50.000 cruzados
novos.
Congelamento de preço e salário.
No dia 26 de agosto de1992, foi realizado o impeachment de Color, afastado e
teve seus direitos políticos suspensos por 8 anos. Assumindo Itamar Franco
(1992 a 1994).
GOVERNADOR
Epitácio Afonso Pereira Cafeteira (1987 a1991)
Em seu governo foi construído o CLA (Centro de Lançamento de Alcântara).
Passou o cargo ao vice João Alberto de Sousa, que completaria seu governo
enquanto iria para o Senado.
6ª MANDATO (1993 a 1996)
Em 1992 realizaram-se novas eleições no país. Concorriam as eleições Dr.
Carlos Celso e Manoel Gralhada. Foram eleitos em Bom Jardim, Dr. Carlos Celso
Ribeiro Vieira, Prefeito Municipal e João Soares de Melo, vice-prefeito.
Os vereadores foram: Jorge Ângelo Vieira da Silva, Antonio Otávio
Oliveira, Bernardo Luis de Andrade, Boanerges da Silva Andrade, Eliseu Alves da
Costa, Francisco Soares de Melo, José Rodrigues Neto, Misael Santos Souza,
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Alciomar Sales Rios, Manoel Carreiro Varão, Marinete dos Santos de Abreu,
Raimundo Alves Ferreira, Raimundo Pereira Leite.
Dr. Carlos Celso
Principais obras realizadas:
• Centro Informal;
• Bairrro Santa Clara (Compra e doação dos terrenos – da área).
Contexto da política nacional e estadual
PRESIDENTE
Itamar Franco (1992 a 1994)
GOVERNADOR
Edson Lobão (1991 a 1994). Renunciou no fim do seu mandato e se candidatou
ao senado, entregando o exercício da governança a seu vice, José Ribamar
Fiquene. (1994 a 1995).
7º MANDATO (1997 a 2000)
Em 1996 realizaram-se novas eleições no país. Concorriam as eleições Manoel
Gralhada, Dr. Roque Portela e Professor Raimundo. Foram eleitos em Bom
Jardim, Manoel Lídio Alves Matos (Manoel Gralhada), Prefeito Municipal e
Chiquinho do Abdon, vice-prefeito.
Os vereadores eleitos foram: Raimundo Pereira Leite, (Presidente da Câmara),
Eliseu Alves da Costa, Antonio Otávio Oliveira, Antonio Lopes Varão, Aldery
Sebastião Ferreira, Pedro Costa Sousa, Francisco Ferreira Lopes, Bernardo Alves
Meireles, Marinete dos Santos de Abreu, Remy Rodrigues Silva, Demétrio Santos
Passos, João Batista Feitosa, Leny Pacheco Silva.
Manoel Gralhada
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Principais obras realizadas nos dois mandatos de Manoel
Lídio Alves Matos:
Teve um bom avanço e desempenho na construção de escolas em muitos
povoados da zona rural e na sede. Entre estas a escola Fernanda Sarney, onde
funcionou 4 cursos da UFMA (Unidade Federal do Maranhão) em cursos de nível
superior em Licenciatura Plenas para profissionais na área da educação (cursos
de Letras, Matemática, Pedagogia e História).
Construiu também o conjunto habitacional COHAB, fez asfaltamento nas
principais ruas do centro urbano e construção de poços artesianos na zona rural.
Fez eletrificação rural em alguns povoados da zona rural, a construção de um
Centro Cultural e postos de saúde.
Contexto nacional e estadual
PRESIDENTE
Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2000)
Buscou integrar a economia brasileira ao mercado mundial (era da
globalização).
Aproveitando-se da onda de privatizações determinadas pela política
neoliberalinduzida pelo governo americano, FHC privatizou quase todas as
empresas estatais do país alegando gerar divisas e pagar as contas públicas – o
que não aconteceu, ao contrário, no final de seu governo, a dívida pública (interna e
externa) apenas subiu, R$ 1,34 trilhão - deixando ao povo brasileiro e seu sucessor
Lula, o “abacaxi”. Entre as empresas privatizadas, a mais polêmica é a da CVRD
(Companhia Vale do Rio Doce) onde, segundo movimentos sociais, especialistas e
defensores pela reestatização, a empresa gerava enormerendas para o país e era
estratégica para o desenvolvimento do Brasil. A CVRD foi vendida por 3,3 bilhões de
reais em 1997; E, na avaliação de um ex-diretor da empresa, a mesma estaria
valendo em torno de 100 bilhões. Segundo pesquisas particulares, apenas Carajás,
que tinha previsão de exploração por 400 anos (hoje caiu para 200) pelo aumento e
velocidade da exploração como a empresa está atuando, vale mais de R$ 1 trilhão.
Mais de 60% de seus acionistas são estrangeiros. A CVRD explora minério em 14
estados brasileiros e atua em 17 países, comprou a INCO canadense(que explora
níquel) por US$ 18 bilhões, tornando-se a segunda maior mineradora do mundo.
Possui concessões por tempo ilimitado para realizar pesquisas e explorar o subsolo
em 23 milhões de hectares do território brasileiro, uma área correspondente aos
estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte.
Em seu governo foi também criado o programa FUNDEF(Fundo de manutenção e
desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério) através do
qual houve maior valorização ao professor.
Você sabia que...
O lucro da Vale em 2008, R$ 21,279 bilhões. Enquanto isto, a pobreza no Brasil cresce.
Este lucro durante um ano daria para manter o orçamento do estado do Maranhão com seus
217 municípios, cujo orçamento (2007) foi de 6,1 bilhões durante 3,4 anos (três anos e quatro
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
71
meses).
Essa enorme riqueza que vai para fora do Brasil é fabulosa, o que fica demonstrado
nos lucros da Vale citado acima. Segundo o INEP, a erradicação do analfabetismo no Brasil
exigiria 200 mil educadores. Esses alfabetizadores ganham apenas (R$ 420,00) como salário.
O gasto de pessoal dos 200 mil educadores por ano (considerando 12 meses) corresponderia a
R$ 1,008 bilhão. Considerando o lucro da Vale em 2007, isto daria para erradicar 21,1 vezes
o analfabetismo do Brasil.
E que, segundo dados da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, (Fiesp),
publicados em reportagem de Cristina Bonfati da Agência Unnb, a corrupção no Brasil
“saqueia” dos cofres públicos o equivalente a R$ 27,1 bilhões. O valor corresponde a 81% do
orçamento da educação no país tomando como base 2008.
GOVERNADOR(A):
Roseana Sarney 1º mandato (1995 a 1999), sendo reconduzida a um
segundomandato em 15 de março de 1999 a 2002. Extinguiu as clássicas
Secretarias que eram cópias dos Ministérios Federais, substituindo-as por sete
Gerências (de Administração e Modernização, de Alimentação de Bens Móveis e
Imóveis; de Desenvolvimento Social; de justiça, Segurança Pública e Cidadania;
de Desenvolvimento Humano; da Receita Estadual;e de Qualidade de Vida) que
tinha como função à execução de atividades coordenadas e fiscalizadas em todo
o território do estado, pelas Gerências Regionais.
❖ 8º MANDATO (2001 A 2004)
Em outubro de 2000 foram realizadas novas eleições para Deputados,
Governador, Senador, Prefeitos e Vereadores. Concorriam às eleições
Manoel Gralhada e Dr. Roque Portela. Foram eleitos em Bom Jardim,
Manoel Lídio Alves Matos, Prefeito Municipal e Eliseu Alves da Costa, vice-
prefeito. Os vereadores eleitos foram: Reginaldo Meireles Cunha
(Presidente), Antonio Lopes Varão, Raimundo Pereira Leite, Aldery
Sebastião Ferreira, Alcionildo Sales Rios Matos, Antonia da Silva, Clara
Maria Araújo Maciel, Elberfran Oliveira Costa, Francisco Cruz, Francisco
Ferreira Lopes, Francisco Santos Pereira, Leny Pacheco Silva e José Vieira
Santos Filho.
Manoel Lídio, o “Manoel Gralhada”, chegou a ter seu mandato cassado
pelo juiz da 78ª Zona Eleitoral de Bom Jardim, Júlio César Prazeres, em
maio de 2004, sob acusação de abuso de poder econômico na eleição de
Gerência Regional da Microrregião
Vale do Pindaré em Santa Inês.
(Extinta no governo de Jackson
Lago).
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
72
2000, mas deixou a cadeira de prefeito por apenas 50 horas, sendo
diplomado Antonio Roque Portela (provisoriamente). Manoel Gralhada foi
reconduzido ao cargo por uma nova decisão judicial.
A Lei de ResponsabilidadeFiscal(LRF) surgiu em 2000, com o objetivo de
regulamentar a gestão fiscal dos entes públicos, estruturando etapas
transparentes para este fim. Como Influência dessas determinações da Política
Fiscal e a passos lentos, o município de Bom Jardim-MA, sob a gestão do
prefeito ManuelGralhadadeterminou a elaboração de seu 1º Plano Decenal de
Educação 2003 a 2013 (sob o comando da Secretaria de Educação, um grupo
pioneirodeprofessorescoordenadosporDoutorFrazão, professor da UFMA –
sob o risco de perdas de orçamentos na educação Municipal. O plano era um
amplo diagnósticocompiladodemetas, Programas eum Descritivo da Dinâmica
funcionalparaseatingir certas metasno intuitodeassegurar a lisura e eficiência
no gasto do Orçamento Público. Mas não era apenas esta a Meta prioritária na
legislação então vigente(LRF), exigia-se também quea Folha dePagamentodos
Municípios– atéentão feitas em mãos, num filão nas prefeituras – passassem
obrigatoriamentea ser em InstituiçõesBancárias pormeios decontas Físicas ou
Jurídicas, paraasseguraro processodetransparência – que era a principal meta
da Nova Lei (LRF).
Frente às exigências então determinadas pela Lei, e ao fato de muitos
assaltos estarem acontecendo em municípios vizinhos – o gestor Manuel
Gralhada, logo no 1º ano de seu segundo mandato, como prevenção e já sendo
também uma exigência da Legislação e um Projeto enviado para a Câmara –
resolveu firmar um convênio com o Banco do Brasil (cujo gerente era o Sr.
Cleuber) – o qual foi aprovado. E a partir daí, as Folhas de Pagamentos do
FuncionalismoPúblico deBom Jardim-MA. Contratados e efetivos passaram a
ser via Sistema Bancáriodiretonas contasdiretamente;e não mais em mãos, nos
filões – onde imperava injustiça social de toda sorte, desde descontos
“estranhos” de salários, salários retidos por razões político-partidárias,
arbitrariedades diversas cometidas com o funcionalismo público então
desamparado – quevinham sendoacometidosna trajetória de gestões passadas
(sem exceção de governo).
Os Planos Plurianuais (PPA)com a participaçãoda sociedade/comunidade
passaa ser também um ato de exigência para assegurar a Gestão Democrática
com a participaçãopopular,exigência esta, expressana Lei de Responsabilidade
Fiscal. O qual é um dos instrumentos de planejamento e gestão pública do
Estado brasileiro e está previsto pelo Artigo 165 da Constituição Federal. No
âmbito municipal, as legislações estabelecem queos prefeitos devem apresentar
ao Poder Legislativo, no primeiro anodemandato, o projeto de lei do PPA para
os quatro anos subsequentes. O PPA nasceu da necessidade de retomada do
planejamento como ferramenta de gestão pública, no âmbito do Estado
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federativo e democrático preconizado pela Constituição de 1988. O primeiro
PPA elaborado no âmbito federal cobriu o período 1991-1995. Desde aquele
momento atéhoje, os PPAs têm refletido as diferentes orientações políticas dos
governos que se sucederam.
Contexto nacional e estadual
PRESIDENTE
Fernando Henrique Cardoso (2000 a 2003)
Luís Inácio lula da Silva (2003 / 2007)
GOVERNADOR
José Reinaldo Tavares (2003 a 2007)
Seu governo iniciou com bons acenos, porém, houve alegações de que grupos
políticos tradicionais, junto ao “Governo Federal” articularam corte de
recursos que entravam no Estado – principalmente no setor educacional,
que foi o maior prejudicado. Os professore, além de não receberem seus
proventos em dias (estando em acúmulos mais de três meses), tiveram-
no reduzidos a mais da metade. As aulas do ensino Médio foram
interrompidas em pleno funcionamento letivo (em muitos povoados) das
cidades maranhenses, Inclusive Bom Jardim.
Sendo este, um dos grandes impasses político que o estado já teve.
Ficando um questionamento para a sociedade maranhense: Essa crise
teve origem em razão políticas ou econômicas?
Se sua origem é econômica, porquê antes não a conhecíamos?
Se tiver origem política, a sociedade maranhense não está sendo
respeitada. Seja por políticos de situação e de oposição, que na
perspectivas da busca ao poder, tudo “vale” até prejudicar a sociedade no
objetivo de uma melhor cotação política.
❖ 9º MANDATO (2005 A 2008)
Em três de outubro de 2004 ocorreram novas eleições. Concorrem Dr.
Roque Portela e Chiquinho do Abdon. Sendo eleito Dr. Roque e vice-
prefeito Eliseu.
Os vereadores eleitos foram: Alciomar Sales Rios Matos, Francisca Elia de
Mesquita, Antonio Lopes Varão, Lenir Pacheco Silva, José Vieira dos
Santos Filho, Aldery Sebastião Ferreira, Elberfran Oliveira Costa, Francisco
Ferreira Lopes, Márcio Sousa Pereira. Sendo presidente da Câmara:
Aldery Sebastião Ferreira.
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❖ 10º MANDATO (2009 A 2012)
Em 5 de outubro de 2008 foram realizadas novas eleições para Prefeitos e
Vereadores em todo país. Concorriam às eleições em Bom Jardim: Manoel
Gralhada (3.572 votos), Antonio Roque Portela (nulos), Eliseu Alves (87 votos),
Beto Rocha (5.386 votos), Alcionildo Matos (2.129 votos) e Nilo Ribeiro (139
votos). Foram eleitos em Bom Jardim, a prefeito: Beto Rocha (segundo colocado
com 5.386 votos, pois o primeiro colocado Antonio Roque Portela teve seus votos
inválidos (nulos: 7.133) - pois concorria na condição de uma 3ª reeleição – por
ter assumido em maio de 2004, quando Manoel Gralhada fora cassado. Para não
ficar na “amarga derrota”, o mesmo recorreu a Brasília, o centro da anuência e
dos jogos de cintura, onde teve o direito concedido de assumir o mandato em
janeiro de 2008. Sua vice-prefeita: Lenir Pacheco Silva. Os vereadores eleitos
foram: Antonio Cesarino, Silvano Andrade, Zé Filho, Pedrinho, Chico do Braz,
Puaka, Sinego, Seloneide Noronha e Seu Augusto.
Número de eleitores na eleição de 2008: 19.834.
Por Anésio Lopes& Juca in 12/2007
Escola Estadual de Ensino
Médio 06/2007. Construída pelo
Governo do Estado; a parceria
do município foi a doação do
terreno.
Iluminação Pública construída
na Administração Roque
Portela – Foi uma de suas obras
relevantes.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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SUFRÁGIO DE 2006
Em 29 de outubro de 2006 houve novas eleições para deputado,
senador, governador e presidente – Sendo reeleito a presidente da
República Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com mais de 58 milhões de
votos (60,83% dos votos válidos) vencendo em segundo turno o
candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Geraldo
Alckmin.
A governador do Maranhão, Jackson Lago. Num governo que se
estenderá de 2007 a 2010. O primeiro ato administrativo de seu governo
foi à desintegração das Gerências de Desenvolvimento Humano. E em
seus discursos, deixou claro que a nova via de promoção para o
desenvolvimento do estado seria através de um governo integrado com os
municípios para alavancar e resgatar o estado dos piores indicadores que
ostenta para o país.
Em abril de 2009, Lago e seu vice foram acusados e cassados pela
coligação: a “Força do Povo”, por abuso de poder político – de terem sido
favorecidos por um suposto esquema que cooptava ecorrompia lideranças
políticas, articulado pelo ex-governador José Reinaldo (PSB), para eleger
o seu sucessor.
ROSEANA SARNEY – O EMPRÉSTIMO DA “SALVAÇÃO” (2013)
Faltando apenas 1 ano e 7 meses para as eleições a governo do estado, um baixo índice de
aceitação e uma oposição fortalecida na pessoa de Flávio Dino, onde as pesquisas apontavam
62% de intenção de votos. As pesquisas também mostravam que 83,69% dos entrevistados
disseram que o melhor para o futuro do Maranhão seria eleger um governador que
representasse a mudança. E apenas 12,3% achavam que o melhor para o estado seria a
continuidade do grupo Sarney no comando do estado.
Como estratégia para resolver velhos problemas relegados a anos e décadas – no sentido de
promover “obras sociais”, e tentar melhorar a imagem do governo, ou de seu candidato,
Roseana Sarney fez empréstimo politicamente estratégico na ordem de R$ 3,8 bilhões, junto
ao BNDES. Do qual, R$ 1 bilhão foi destinado a aplicação em estradas e hospitais.
Ao todo, 550 km de asfalto para 9 rodovias estaduais.
(Fonte: Gazeta da Ilha, 13/03/2013)
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Protesto em São Luis (em 2013) contra a corrupção endêmica instalada no
estado, que a nível nacional tem o título de 1º.
TRECHOS A SEREM PAVIMENTADOS
MA-123 – Coelho Neto – Afonso Cunha
MA-138 – São Pedro dos Crentes – Fortaleza dos Nogueiras
MA-272 – Barra do Corda – Fernando Falcão
MA-278 – Barão de Grajaú – S. Francisco do Maranhão
MA-282 – Lagoa do Mato – Gavião
MA-307 – Presidente Médici – Centro do Guilherme
MA-318 – Bom Jardim – São João do Caru
MA-320 – Santo Amaro – Primeira Cruz
MA-320 – Entroncamento da BR 402 – Santo Amaro
MA-334 – Riachão – Feira Nova
Diante das obras, e em exclamações duvidosas acerca de sua conclusão – devido
experiências passadas vive-se a euforia de que a estrada dos sonhos se torne
realmente uma Estrada Real, cujo valor esteveacima de 118 milhões, conforme
Placa abaixo.
12/2013
Diante da situação predita, muitos gestores – seja por conta da
grande extensão territorial, difícil acesso e econômico, distância e ou
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mesmo por falta de um Planejamento integrado e proposto, cujo
populacional servia-se apenas de possibilidade para a somatória dos
recursos que ali entrava sem terem de volta sua devida retribuição, e nem
tampouco, usufruir os benefícios da zona urbana. O que por longos anos
era a “Estrada dos Sonhos” (interligar Bom Jardim a São João mdo Caru),
até novembro de 2015, está visivelmente tornando-se uma realidade.
A construção da MA-318 contribui para tirar muitos povoados do
isolamento e promoçãodo desenvolvimento na região.
O Escândalo dos Ratos que Comem Filé
O “Escândalo dos Ratos no Filé do Povo” foi um escândalo que se deu na Gestão
Roque Portela no ano de 2012, bem próximo a uma campanha eleitoral. Cujo Secretário de
Saúde era Dr. Francisco, que de imediato passara a pasta da Secretaria a Silvano Andrade,
vereador e apoiador do Governo então dominante no município (no momento do escândalo).
O vídeo e denúncia, que na época foi bombástica, e em plena proximidade de uma
eleição tido como alta periculosidade à saúde pública, foi “silenciado” pelos órgãos
competentes da esfera municipal e Poder Público (Câmara de Vereadores, Ministério Público
e Vigilância Sanitária). Nem sequer as mídias relevantes da região fizeram menção. Tal
vídeo, devido ter sido comunicado e nada ser feito, e sendo um absurdo a perpetrar, foi
encaminhado e denunciado por Léo, que depois ficou bastante conhecido por Léo do Rato –
cujo nome levou sua candidatura a vereador apoiando Beto Rocha, em cuja denúncia
animava-o a uma pretensa candidatura a prefeito de Bom Jardim pelo PC do B (cuja
especulação não foi tão abraçada pelo grupo que compunha o partido) – como se especulava
no restrito bastidor.
A mensagem bombástica do vídeo era enfática: “Ratos Comem o Filé Mion e o Povo
Bebe o Caldo e Roe o Osso”, na voz do interlocutor e locutor Zequinha.As cenas gravadas
mostram um cenário que vai desde o matadouro, (local onde proliferava grande quantidade
de urubus – no local onde servia concomitantemente para o abate) que era realizado. No
mercado municipal (cenas ainda piores eram e foram registradas: vários ratos sobre a
carne que seria vendida no dia seguinte para o consumo da população). Tal vídeo
encontra-se em função da eleição que se aproximava em milhares espalhados nas residências
dos cidadãos bonjardinenses.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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No entanto, apesardesses e outrosescândalos intercalados da mídia local
e regionale sem o título deexcelência, e com alta impopularidade, o candidato
do então governo tirou uma somatória de 9.289 votos, num eleitorado que
estimava 22.000 (em todo município) na época. O vídeo termina com uma
ironia:“MÉDICO, PREFEITO! QUE PROMETEU MELHORAR A QUALIDADE DE
VIDA DE SEU POVO!”
Imagens extraídas do vídeo – cada ponto vermelho deste são ratos sobre a carne e se
alimentando do filé. Na segunda imagem, vê-se a proliferação de urubus, no local onde o
gado é abatido e levado para o mercado Municipal, de onde sairá para o consumo da
população.
O NOVEMBRO DAS INVASÕES em 2012
O fato das invasões é como um bolo que inchou - de longos anos sem política
habitacional ou frágil política para o setor local que venha a suprir o problema dos
sem-teto. Os números estavam inchados nos recantos da cidade em aluguéis
estampados e casas “inchadas”. Sou a favor que haja política habitacional para
resolver o problema. Mas acontece que o Sr. Gestor (do momento) não promoveu a
devida política, e a coisa explodiu, ou viu na situação de transição de governo a
oportunidade viável as invasões. Dois dos lotes invadidos eram para construir casas
do programa Minha Casa Minha Vida. Acontece que faz um bom tempo que o
governo Roque Portela tinha simplesmente que doar os terrenos para a Caixa
Econômica, e não o fez, se omitiu. Os outros terrenos, localizados dentro do
perímetro urbano - há muito tempo era para já ter sidos adquiridos e loteados aos
sem teto. E por outro lado, os donos desses terrenos não pretendendo abrir mão
(vender ou lotear, como fez a Srª Joana Vieira), e, no entanto, deu no que deu.
Para uns é a força da necessidade que está movendo a ocorrência dessas invasões.
Para outros, é a força da ganância, pois existem pessoas que no momento possuíam
2, 3 lotes invadidos e até residência. E isso foge a regra da necessidade das invasões
frente a ausência de fiscalização, já que o fato é irregular e desordenado. Há de fato
uma necessidade social de que se promova política habitacional no município para os
reais sem-teto, e não para os gananciosos que, se aproveitando da onda dos fatos
invadem para se “apossar do alheio” – o que de fato é crime.
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11 Invasões em pouco mais de uma Semana
A primeira invasão foi na primeira semana de novembro às casas do Programa
Minha Casa Minha Vida, que foram destinadas aos moradores que residem próximo
ao lixão. Suspeita-se que a ação de invasão tenha vínculo com a política partidária
perniciosa, que há muito tempo opera no município.
A segunda invasão se deu no terreno que equivocadamente muitos
chamam de terreno do Roque, que na verdade, segundo moradores, foi comprado
com dinheiro público para a construção das casas do Programa Minha Casa Minha
Vida, ao qual estava destinada a construção de 300 casas.
A terceira invasão aconteceu no mesmo dia à noite, num terreno logo
adjacente, de propriedade do Sr. Pereira.
A quarta invasão ocorreu também num terreno logo emendado aos
demais invadidos, pertencente à Senhora Maria Raimunda, que há muito tempo,
segundo a comunidade, o gestor tentava comprar, sem resultado.
A quinta invasão, os moradores do Bairro São Bernardo e outros
reuniram-se em mutirão e resolveram invadir o terreno, mais conhecido pelos
próprios moradores deste bairro como Solta do Pedroza. Os integrantes desse
movimento para marcar presença colocaram fogo nas moitas de mato, horas depois
estava vindo tiro que vinha em direção da fazenda do proprietário somente para
amedrontar os invasores, nada resolvido, Chegou a policia Militar que apenas olhou
e nada pode fazer, e assim mais um terreno em Bom Jardim Invadido.
A sexta invasão ocorreu no terreno que era também destinado ao
programa Minha Casa Minha Vida, na Vila Abreu.
Para alguns, o fato é como um “bolo’ que “inchou”, resultante do problema
habitacional não suprido nas políticas públicas do município. Para outros, foram
“ordens sugestivas” de cunho político partidário que desencadeou o enredo das
invasões. Frente ao problema instalado, remover os invasores é conflitante e ao
mesmo tempo imprevisível do que venha a acontecer.
Imagens das invasões:
A primeira invasão, onde ttudo começou, o Terreno do Programa Minha Casa Minha Vida.
Projeto já contava com 23 casas onde beneficiaria os moradores do lixão que de invernoa
verão, vivem em condições sub-humanas. De acordo com informações
nenhuma família invasora é uma das contempladas.
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7º Terreno - Invasão do terreno da associação do Clube Cresb.
Em 16/11/2012 PM e GOE no local da invasão. PM e Invasores em Dialogo. Foto Gilvana Lopes. Facebook
O 8º terreno invadido,também pertencenteà SrªMaria Raimunda – na rua do
Mary Sérgio (beco em frente a torre da Mirante).
O 9º terreno invadido, é localizado antes do lixão (pertencia ao município).
10º terreno invadido fica depois do lixão (uma grande área que foi dividida
entreos sem-tetos. Segundo Gildásio Ferreira Brabo, esta área era pertencente
ao município quando ainda era povoado.
11ª invasão: Atrás do Jesso Meireles, ao lado da pousada (Vila Pedrosa).
Terreno do Fogoió invadido. Foto site bom jardim. 11/2012
Ações Executivas Pós Derrota
No final do mandato de Roque Portela, após constatação de sua derrota, e
aproveitando o tempo que lhe restavade aproximadamente dois meses, resolveu
convocar os concursados (fato normal na gestão pública e por dieito aos
concursados), logo em seguida, o prefeito que teve seu candidato derrotado (e
passara 08 (oito) anos brigando com a classe educadores baixou decreto
convocando cerca de 380 excedentes concedendo suas portarias e a aprovação do
Plano de Cargo e Carreira (o que dobrou o salário dos professores). Antes, o salário
dos profissionais da era cerca de R$ 800,00, e após a aprovação, subiu para cerca
de R$ 1.600,00. Gerando assim, um certo impasse entre os dois poderes.
➢ 11º MANDATO: LIDIANE/BETO ROCHA (2012-2016)
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Uma eleição muito conturbada, e no entanto diferente da de 2009, que apresentava muitos
grupos de oposições de expressividade. No entanto, a eleição de 2012 foi polarizada, apesar
de quatro candidatos concorrerem às eleições: Beto Rocha (Vice Malrinete Gralhada), Dr.
Francisco (Cujo Vice era Zé Filho), Rivelino e Zé Lopes – mas na evidência do povo
preponderava Beto Rocha e Dr. Francisco.
As circunstâncias políticas e articulações complexas de “jogadas” engendraram o tabuleiro
político no que gerou o fortalecido grupo Beto Rocha que derrotou o grupo Roque Portela na
pessoa de seu candidato Dr. Francisco. Não pretendendo correr o risco e entregar o troféu da
vitória nas mãos do adversário, por conta de processo na justiça, Beto Rocha resolveu então
lançar Lidiane Leite – com a nomenclatura Lidiane Rocha - como candidata substituta – o
que no momento, provocou um certo impasse no grupo da Coligação A Esperança do Povo -
quanto a sua aceitação.
Beto Rocha Lidiane Leite
Por outro lado, e por conta da situação, segundo Abigahil (Biga) da região Miril onde
Beto Rocha acreditava ter um alto índice de aceitação, houve uma alta “derrama” de compra
de votos, além de panfletos “mal intencionados” que espalhavam mensagens de que, devido a
substituição de Beto Rocha por Lidiane, o novo número da candidata substituta a ser votado
não seria 33, e sim o número 10 (do PRB, partido da filiação da referida candidata) – o que
gerou muita dúvida e complicação na cabeça do eleitorado da região. O número 10 era correto
na legenda do PRB da substituta.No entanto, o que prevalecia era o número 33 com a imagem
do respectivo candidato – Beto Rocha - que renunciara em substituição.
Apesar da situação e o forte desejo por mudanças de uma grande parte da população
desassistida, e como num grito de protesto – isto gerou consequentemente,um alto índice de
aceitação à candidatura deBeto/Lidiane, na agregação das várias oposições que em torno se
articulavam, o que levou consequentemente a vitóriado grupo opositor com uma margem
mínima de286 votos.
Beto Rocha: 9.575
Dr. Francisco: 9.289
Vereadores Eleitos (2012-2016)
• Adriano Varão: 982 votos
• Ana Cesarina: 862 votos
• Silvano Andrade: 857 votos
• Sandra do Salomão: 798 votos
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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• Poré: 752 votos
• Hiater: 711 votos
• Chico do Braz: 701 votos
• Manim: 665 votos
• Arão: 549 votos
• Professor Marcony: 519 votos
• Sinego: 493 votos
• Sonia Brandão: 458 votos
• Roberty Meireles: 354 votos.
Após a posse, o ato legal e rotineiro que deveria ocorrer – A TRANSIÇÃO DE
GOVERNO – conforme o que determina a lei fiscal, não aconteceu. E, desta forma,
o que possibilitaria a normalidade de um governo, tornou-se uma sucessão de
anomalias administrativas e demoras; por outro lado, o ex-gestor, após constatação
definitiva de sua derrota, havia convocado os concursados aprovados (que por
quase dois anos se arrastavam sem convocação); logo em seguida, baixou também
um decreto dando termo de posse a quase quatrocentos excedentes. Outro fato
também agravante é que, a antiga situação (na pessoa do grupo Portela) cristalizou -
se transformando na nova oposição, na pessoa do então presidente da câmara de
vereadores eleitos, Silvano de Andrade – extensão do ex-gestor.
No impasse político, o
lixo.
Reunião polêmica sobre a situação no município.
E na dificuldade de gerir a máquina pública, diante dos fatos, e muitos
documentos haverem sumidos da prefeitura, o que logo em seguida houve a
apreensão dos referidos documentos na casa do Ex-prefeito Roque Portela.
A nova gestão, Beto/Lidiane, inicia o governo sem a composição da Câmara de
Vereadores e num pensamento equivocado de que se governa na unilateralidade – sem o
Poder Legislativo, pelos quais passam a aprovação e fiscalização do Poder Executivo; e por
outro, a ausência de um diálogo que construísse pontes para a governabilidade. Desta forma,
e sendo assim, a nova gestão governa em circunstâncias de conflito com o Poder Legislativo.
Por duas vezes, durante os dois primeiros anos de governo, conseguiu “ter” maioria na no
Poder Legislativo, com duração provisória por conta da falta de diálogo equilibrado enquanto
grupo político organizado.
Num clima de ameaça de redução do Piso Salarial dos Profissionais do Magistério,
instalou-se greve geral nas escolas, sob o comando do Sindicato dos Professores da Rede
Municipal, que durara estimativamente cerca de um mês de paralização e, junto a isto,
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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denúncias começaram a estampar nos principais jornais da região de corrupção e falta de
merenda nas escolas – onde por conta da situação, muitos alunos eram liberados mais cedo
das aulas nas escolas.
E, em imitação ao que se condenava, (à gestão anterior) por ausência da gestora a
acompanhar e gerir os problemas municipais, que eram muitos, a mesma se ausentava, e era
muito vista nas redes sociais – em ostentação de luxo, riqueza e poder.
Diante dessa situação, por três vezes a prefeita Lidiane Leite foi cassada de seu cargo
por improbidade administrativa e má gestão da coisa pública que se espalhava no caos
instalado da gestão municipal.
A gravidade das coisas elevou-se quando a reportagem Bom Dia Brasil na Globo e
Globo News (Internacional) reportaram a situação e os acontecimentos denunciados pela
oposição e a “Operação Eden” que já acontecia em monitoração – e os denunciantes
encontravam-se sob pressão pelas gravações feitas (testemunhos dados), o que levou a Polícia
Federal a antecipar os mandados de prisão a Beto Rocha, Antonio Cesarino (Secretário de
Agricultura) e a gestora Lidiane Leite. Desta forma, Bom Jardim tornou-se sob os holofotes
da grande mídia do país (Bom Dia Brasil, Globo News, Revista Veja, Band, Record, CQC e
Jornais estrangeiros) destaque nacional negativamente como símbolo de corrupção.
Os advogados de defesa de Beto e Lidiane procuraram recurso de Habeas Corpus nas
instâncias de justiça em Brasília o que lhes fora negado.
Devido prefeita não se apresentar no município no tempo previsto, conforme
dita a Lei Orgânica e demora da Câmara Municipal em empossar a vice-prefeita
Malrinete Gralhada a prefeita, a Justiça o fez no dia 28 de agosto de 2015, no Fórum
de Bom Jardim, pelo juiz titular da 2ª Vara da Comarca Cristóvão Sousa Barros. A
cidade estava sem gestor desde que a prefeita Lidiane Leite fugiu. A posse deveria
ter sido realizada pela Câmara de Vereadores, mas o presidente da casa não estava
na cidade. O Ministério Público Estadual do Maranhão solicitou em 04 de setembro
de 2015 o afastamento imediato da prefeita Lidiane por suspeita de fazer uso ilegal
de suas atribuições públicas.
O primeiro ato de Malrinete Gralhada enquanto gestora substituta foi
promover uma auditoria nas contas do município e o recadastramento do quadro de
funcionários da rede municipal. O segundo ato, a convocação de cerca de 370
excedentes “empossados” que haviam por força de um decreto municipal, perdido
os direitos de permanecerem nos cargos.
Em outubro de 2016, já em foco articulações políticas para as novas eleições,
houve a cassação de Malrinete de seu cargo de prefeita.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
84
A decisão foi baseada em uma Ação Civil Pública (ACP) proposta pelo o
Ministério Público do Maranhão (MP-MA) o qual responsabilizava civilmente
Malrinete Gralhada pela prática de atos ilícitos, consolidados em sucessivas
contratações de empresas para prestar serviços públicos com dispensa ou
inelegibilidade de licitação.A ACP (Ação Civil Pública) do órgão ministerial afirma
que “O Município de Bom Jardim, em meados de setembro de 2015, passou a ser
gerido e representado pela prefeita Malrinete Matos, que, na sua condição de
gestora municipal, iniciou sua administração efetuando uma contratação em grande
escala de várias empresas sem efetuar licitação, e com valores contratuais
excessivos e incompatíveis com a realidade do Município, com provável intuito de
desviar recursos públicos e descaso com os recursos municipais”.
Ao determinar o afastamento de Malrinete Matos e a indisponibilidade de
bens, a Justiça impôs ao Presidente em exercício da Câmara Municipal de
Vereadores de Bom Jardim, no prazo de 24h, a convocação de sessão solene
extraordinária e, posse e exercício provisório de Manoel da Conceição Ferreira Filho
ao cargo de Prefeito de Bom Jardim.
OBRAS REALIZADAS NA GESTÃO LIDIANE LEITE
EMEB. Antonio Carlos Beckman – povoado Tirirical. projeto adquirido no
governo deLidiane leite. A obra nãofoi concluída em seu governo (ficou neste
estágio).
Fonte: o bomja.com.br, 2019.
Projeto de cunho Federal adquirido na Gestão de Lidiane Leite, ficou incompleta. EMEB.
Francisca Germana de Brito.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Fonte: https://omunicipalista.com/2020/07/20/bom-jardim-prefeito-dr-francisco-entrega-escola-municipal-no-povoado-santa-luz/. O
municipalista. Correio dos Municípios. 2020.
UBS José Abreu de Oliveira Filho, localizado na Vila Boa Esperança
UBS – José Abreu de Oliveira Filho, localizado na Vila Boa Esperança, adquirido como
recurso Federal na Gestão de Lidiane Leite, concluída e inaugurada na Gestão de Dr.
Francisco em 2020.
12º MANDATO: DR. FRANCISCO PSDB (2017-2020)
Em 02 de outubro de 2016 houve novas eleições para Governador, Deputados e Prefeito. Em
Bom Jardim concorriam ao cargo de prefeito Dr. Francisco (PSDB), Malrinete Gralhada
(PMDB), Chiquinho do Abdon (PDT), Lindomar Pescador (PC do B) e Zé Lopes (PPL).
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Foram eleitos Dr. Francisco Prefeito e João Rodrigues, Vice-prefeito. A votação deu o
seguinte resultado:
Dr. Francisco 62,57%
Malrinete Gralhada 28,17%
Chiquinho do Abdon 6,72%
Lindomar da Pesca 1,81%
Zé Lopes 0,73%
TSE, 2016.
Vereadores eleitos para compor a nova legislatura:
Ordem
de
votação
Nome do Vereador eleito Total de votos
1 Duvan Boiadeiro 1.175
2 Manin 1.163
3 Christiane Varão 1.051
4 Homero do Zé Filho 978
5 Lebreu 807
6 Sinego 761
7 Antonio Cesarino 732
8 Dandor 524
9 Markony Mendes 514
10 Filho – Transa Essporte 458
11 Professor Klebson 485
12 Vania 484
13 Sonia 479 TSE, 2016
Fonte: tse, 2017
Em outubro de 2017, Dr. Francisco foi afastado do cargo de Prefeito pelo
Ministério Público por atos de improbidade administrativa. A improbidade
administrativa deu-se devido, conforme G1. MA (10/2017), devido desvio de
recursos públicos que ocorreu por meio de contrato de fornecimento de combustível,
celebrado com o Posto Varão. O prefeito escolhia quem deveria ter acesso aos
abastecimentos, por meio de cota aos vereadores da base aliada. O esquema,
segundo a Reportagem, era controlado pelo secretário de Administração. A
Promotoria de Justiça também colheu depoimentos de funcionários do posto de
combustíveis que confirmaram o abastecimento dos carros particulares dos
vereadores e parentes do prefeito. O prefeito teve afastado do cargo por 05 dias, e
retornou por decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão por meio do
Desembargador Cleones Cunha.
OBRAS REALIZADAS
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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Conclusão e inauguração da obra da EMEB. Antonio Carlos Beckman –
povoado Tirirical, projeto adquirido na gestão de Lidiane Leite.
Fonte foto: https://obomja.com/portal/2020/11/concluida-obras-da-nova-escola-do-povoado-tirirical/ 9 de novembro de 2020.
PRAÇA DA FAMÍLIA – 2020.
Fonte foto: Karlos Geromy 09/10/2020
Projeto de cunho Federal adquirido na Gestão de Lidiane Leite, ficou incompleta. EMEB.
Francisca Germana de Brito. Concluída e inaugurada na Gestão Dr. Francisco.
julho/2020.
Fonte: https://omunicipalista.com/2020/07/20/bom-jardim-prefeito-dr-francisco-entrega-escola-municipal-no-povoado-santa-luz/. O
municipalista. Correio dos Municípios. 2020.
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UBS José Abreu de Oliveira Filho, localizado na Vila Boa Esperança
Restaurante Popular – Iniciativa do Governo do Estado Inaugurado na Gestão Dr.
Francisco em 14 de Março de 2018.
OBRA DO GOVERNO DO ESTADO FLÁVIO DINO, 2018.
13º MANDATO: CHRISTIANNEDE ARAÚJO VARÃO PL (2021-2024)
Em 04 de outubro de 2020 houve novas eleições no país para Prefeito. Em Bom Jardim
concorriam ao cargo de prefeito Dr. Francisco (PSDB), Cristiane Varão (PL), Alcionildo
UBS – José Abreu de Oliveira
Filho, localizado na Vila Boa
Esperança, adquirido como recurso
Federal na Gestão de Lidiane
Leite, concluída e inaugurada na
Gestão de Dr. Francisco em 2020.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Matos (PDT) e Sandra do Salomão (PT). Num total de 20.040 eleitores, dos quais 7.531
(27,31%) foram abstenções – deixaram de comparecer, mais do que a votação da 1ª colocada.
Foram eleitos Cristiane Varão e Flanekson Gralhada, Vice-prefeito. A votação deu o seguinte
resultado:
Cristiane Varão 6.429 votos 33,41%
Dr. Francisco 6.254 votos 32,50%
Alcionildo Matos 6.201 votos ,72%
Sandra do Salomão 358 votos 1,86%
TSE, 2020.
Vereadores eleitos para compor a nova legislatura:
Ordem
de
votação
Nome do Vereador eleito Total de votos
1 Antonio Cesarino 923
2 Duvan Boiadeiro 681
3 Marcos Caldeiras 681
4 Dandor 634
5 Vânia Alcântara 605
6 Marlley Sampayo 596
7 Manin 579
8 Lindomar Pescador 578
9 Rhony do Igarapé dos índios 490
10 Raidon Braz 474
11 Elisnelson do Novo Caru 456
12 Rubem Silva 425
13 Fred Abdon 396
Fonte: tse, 2020
As Eleições de 04 de outubro de 2020, no momento de sua apuração/contagem
via sistema (Online)TSE, foi turbulenta, e caiu (saiu do ar) no momento de sua
apuração. A qual voltou a normalidade já com os resultados computados, ou
faltandopouquíssimoparafinalização – em grandeparte - Brasil afora. E no dia
seguinte, as grandes e médias Mídias e jornais do país anunciavam Invasão ao
Sistema do TSE porhackers,conformelinks abaixo, gerando dúvidas, incertezas
por parteda classepolítica e cidadãosacerca da lisura/transparência no processoe
resultados, sendo esclarecido pela autoridade competente (TSE).
Reportagem 01. Justiça aceita denúncia contra quatro hackers que invadiram sistema do TSE
https://veja.abril.com.br/politica/justica-aceita-denuncia-contra-quatro-hackers-que-invadiram-sistema-do-tse/
Reportagem 02: Hackers se tornam réus por ataques ao sistema do TSE em 2020
https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/pol%C3%ADtica/hackers-se-tornam-r%C3%A9us-por-ataques-ao-
sistema-do-tse-em-2020-1.1008929
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
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Reportagem 03: Tentativas de ataques de hackers ao sistema do TSE não afetaram resultados das Eleições, afirma
Barroso. O mesmo Ministro que proferiu: “Eleição não se vence, se toma”
https://www.tse.jus.br/comunicacao/noticias/2020/Novembro/tentativas-de-ataques-de-hackers-ao-sistema-do-tse-nao-
afetaram-resultados-das-eleicoes-afirma-barroso
Reportagem 04: Hackers invadem TSE e acessam 28 bancos de dados; ataques prosseguem
https://obastidor.com.br/investigacao/hackers-invadem-tse-e-acessam-28-bancos-de-dados-ataques-prosseguem-65
Reportagem 05. Hacker no TSE? Entenda o ataque que ocorreu durante as eleições
https://www.dci.com.br/politica/eleicoes-2020/hacker-no-tse-entenda-o-ataque-que-ocorreu-durante-as-eleicoes/46677/
Reportagem 05. Hacker no TSE? Entenda o ataque que ocorreu durante as eleições
Reportagem 06. Eleições 2020: hackers que invadiram sistema do TSE tornam-se réus
https://www.mpdft.mp.br/portal/index.php/comunicacao-menu/sala-de-imprensa/noticias/noticias-2023/14628-eleicoes-2020-
hackers-que-invadiram-sistema-do-tse-tornam-se-reus
Reportagem 07. PF prende suspeito de invadir sistema do Tribunal Superior Eleitoral. sistema do TSE
https://www.cnnbrasil.com.br/politica/pf-prende-suspeito-de-invadir-sistemas-do-tribunal-superior-eleitoral/
Reportagem 09. Declaração de Barroso de que ‘eleição não se vence, se toma’ gera polêmica.
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/declaracao-de-barroso-de-que-eleicao-nao-se-vence-se-toma-acirra-guerra-com-
bolsonaro.html
https://jovempan.com.br/jorge-serrao/desmentido-de-barroso-sobre-eleicao-nao-se-vence-se-toma-nao-alivia-seus-erros.html
Reportagem10.Eleiçãonãoseganha,setoma':Barrosoesclarecefrase
https://www.leiaja.com/politica/2021/08/11/eleicao-nao-se-ganha-se-toma-barroso-esclarece-frase/
A conclusão e releitura do contexto político (desse período eleitoral) fica por conta de cada leitor.
Um Descritivo dos Avanços de Bom Jardim entre 2021 e 2025 na Gestão
Christianne Varão
Eleita em 2020 e reeleita em 2024 com 63,93% dos votos, a prefeita Cristiane
Varão esteve à frente de um período de transformações administrativas e
estruturais no município de Bom Jardim, Maranhão, entre os anos de 2021 e
2025.
Ao longo desseintervalo, a gestão foi marcada pela reorganização de serviços
essenciais, incluindo a regularização depagamentose a estruturação da coleta de
resíduossólidos, quepassou a contarcom aterrocontrolado e foi ampliada para
a zona rural, alcançando comunidades anteriormente não atendidas.
Na infraestrutura, as intervenções se distribuíram entre a sede e os povoados.
Bairros como Vila Santa Clara, Vila São Bernardo, 28 de Julho, Alto dos
Praxedes, Vila Portela, Bairro Zequinha, Vila Meireles, COHAB e Vila
Esperança receberam pavimentação em asfalto e bloquetes. Paralelamente,
povoados passaram a integrar esse tipo de investimento, com bloqueteamento
em localidades como Cassimiro, Zé Boeiro, Tirirical, Vila Bandeirantes,Oscar e
Igarapédos Índios, além da pavimentação asfáltica no povoado Santa Luz. A
construção e recuperação de estradas vicinais ampliaram a ligação entre
comunidades como Novo Caru, UNICEM, Boa Esperança, Canaã, Barra do
Galego e Rosário.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
91
Outrasações urbanas incluíram a implantação deiluminação pública em trechos
de povoadose a construção de uma avenida às margens da BR-316, no trecho
entrea prefeitura eo hospital, criando um espaço voltado à mobilidade, prática
esportiva e convivência.
Na área da saúde, o hospitalmunicipalpassoupormodernização estrutural e de
atendimento. O município passou a contar com o Serviço de Atendimento
Móvelde Urgência (SAMU), além da ampliação da frota de ambulâncias, que
chegou a seteveículos. Também foram implantados um laboratório municipal
de análises clínicas, um centro de especialidadesmédicas e uma UnidadeBásica
de Saúdeno povoado Zé Boeiro, além da disponibilização de transporte para
pacientes em tratamento fora do município.
Na educação, foram construídas escolasem localidades como Vila União, Miril,
Rio dos Bois e Baixão das Yumas, enquantounidades existentes passaram por
climatização. A implantaçãodeuma sala de robótica introduziu novas práticas
pedagógicas, com participação deestudantesem competições internacionais. No
ensino superior, a oferta de formação foi ampliada por meio do programa
PAFOR, em parceria com a Universidade Federal do Maranhão (UFMA).
Ainda na área educacional e social, o município foi reconhecido com o Selo
UNICEF, iniciativado Fundo das Nações Unidas para a Infância que certifica
municípiosqueavançam em políticaspúblicas voltadas à garantia dos direitos
de crianças e adolescentes, especialmente em áreas como educação, saúde e
proteçãosocial. No mesmo contexto, Bom Jardimtambém recebeu o Selo Ouro
nacional de compromisso com a alfabetização, reconhecimento concedido a
redes de ensino que alcançam resultados consistentes na aprendizagem das
crianças.
A perfuração de poços atendeu demandas históricas relacionadas ao
abastecimento de água em comunidades como Vila Muniz, 28 de Julho, São
Bernardo, Jatobá, Vila Santa Clara, Barrote e COHAB.
No campo sociale econômico, foram criados equipamentose iniciativascomo o
Centro do Idoso, a Feira do Artesanato e a Feira do Agricultor, além de
programasvoltadosà juventude, com foco na inserção no mercado detrabalho e
no estímulo ao comércio local.
Outras intervenções incluíram a reconstrução do mercado municipal, a
construçãodepraças equadraspoliesportivas em bairros como COHAB e Vila
Esperança, além da implantação de uma arena esportiva e novos espaços
públicos voltados ao lazer e à convivência.
Além das obras e ações já executadas, a gestão também projeta novos
investimentos para 2026.Entreeles, está prevista, em parceria com o Governo
Federal, a construçãode90 casas populares, além da implantação da Praça de
Eventos, obra planejada para ampliar os espaços de convivência, cultura e
realização de eventos públicos no município.
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Ao final do período, observa-se que as ações realizadas entre 2021 e 2025,
somadas aos projetos previstos para os anos seguintes, se caracterizam pela
abrangência territorial e pela diversidade de áreas atendidas, compondo um
conjunto de mudanças que passam a integrar o registro recente da história de
Bom Jardim, Maranhão. (Por Rafael Gonçalves, 2025).
14º MANDATO: CHRISTIANNE DE ARAÚJO VARÃO PL
ELEIÇÕES 2024. MANDATO 2025-2028
Em 04 de outubrode2024 houvenovaseleições no país paraPrefeito. Em Bom
Jardim concorriam ao cargo de prefeito Christiane Varão, Alcionildo Matos e
Dr. Mirlley.
Foram eleitos CristianeVarão e Pastor Isaias, Vice-prefeito. A votação deu o
seguinte resultado:
Candidatos % de Votos
obtidos
Total de votos
obtidos
ChristianeVarão 63,93% 13.551 votos
Alcionildo Matos 29,99% 6.357 votos
Dr. Mirlley 6,07% 1.287 votos
Lista de Vereadores eleitos:
Fonte: Estadão, 2024.
Candidato Eleito Partido Número
de
Eleitores
Antonio Cesarino PRD 1.615
Manin PDT 1.407
Rony do Igarapé dos índios PL 1.344
Elisnelson do Novo Caru PL 949
Vania Alcântara PRD 928
Nildo Perninha PL 830
Divino Mendes PDT 731
Evaldo Liarte PDT 695
Homero Vieira PRD 693
Elizângela do Alex MDB 623
Dandor da Casa de Apoio PL 541
Jorge Guerreiro MDB 486
Márcio da Pesca PSB 434
Fonte: TSE, 2024.
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Obras Realizadas na Administração Christianne Varão:
Obra de Asfaltamento Bloquete – Vila São Bernardo
Bloquete – Povoado Zé Boeiro Asfaltamento Vila Pedrosa
Pavimentação: Pov. Cassimiro
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Asfaltamento: Alto dos Praxedes
Asfaltamentos de Ruas foi um grande marco na Administração Christianne
Varão.
Empiçarramento Estrada Novo Caru
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Reconstrução e reforma de Escolas: Povoado Escada
Reconstrução e reforma de Escolas
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Aquisição de ambulâncias.
Modernização eaquisição deleitos hospitalares. SAMU – BaseDescentralizada
UBS – Povoado Zé Boeiro.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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vila Esperança Quadra e Praça.
Programa Trabalho Jovem
Perfuração de Poços artesianos
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
98
RECONSTRUÇÃO DO MERCADO MUNICIPAL
Foto em 05/06/2026.
REESTRUTURAÇÃO E MELHORIADA AVENIDA E CALÇADÃO DE
CAMINHADAS
Fonte: Adilson Motta, 2026.
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
99
Feiras de artesanatos, do Agricultor e do Empreendedor ganhou destaque na
Gestão Christiane Varão.
Feiras de artesanatos Feira de Produtores
CONQUISTAS NA EDUCAÇÃO: MEDALHISTAS E ROBÓTICA
Créditos referenciais: Rafael Gonçalves (2026)
Radiografia de. Bom Jardim – Maranhão
Adilson Motta
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Erros capitais cometidos na política bonjardinense
1 – Rejeição da Sudene em 1963/64.
2- Não perdão da dívida dos agricultores através do PLANAGRO em 1982.
3 – Rejeição de um posto do INSS para Bom Jardim em 1989.
4- Aprovação de Contas Tecnicamente Rejeitadas pelo Tribunal de Contas do
Estado de Prefeitos corruptos – onde essas contas foram e são aprovadas por um
parecer “amigo” e ou “político partidária, ou sob o tilintar da moeda” pela
Câmara de Vereadores. A última aprovada foi em 2017, - onde o Ministério
Público, a exemplo do que acontece em vários estados, pode questionar exigindo
um Parecer Técnico dos Vereadores que “endossam” a aprovação.
Tudo isto foi e é assistido passivamente pela sociedade bonjadinense, inclusive a
Câmara de vereadores, que são os representantes da sociedade como poder
público.
Bom Jardim/ Jul. /2006 Bom Jardim Janeiro/2010
4.3 BIOGRAFIA DOS PREFEITOS
Gildásio Ferreira Brabo
Nasceu em 8 de dezembro de 1928
Na cidade de Pedreiras /MA
Chegou em Bom Jardim em 1961
Construção do posto do INSS em Bom Jardim, que
na negligência da gestão pública – quase dois anos
fechados e com infraestrutura comprometida. No
entanto, no ano de 2017 foi restaurado e acionado
seu funcionamento para atendimento ao público.
Vale lembrar que, por longos anos muitas pessoas,
para terem seus direitos à aposentadoria
reconhecidos tinham que se deslocar para Santa
Inês e, meio de articulações de especuladores e
advogados, ligados a sindicatos e independentes
tinham que dividir seus benefícios.
Julho/2011