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Aluna: Stefanie Ferreira Rodrigues
Curso: Psicologia (1º Período)
Livro: Psicologias – Uma nova introdução
I - A PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA INDEPENDENTE
1 - Quais as dificuldades envolvidas na criação de uma nova ciência
e, especificamente, na elaboração de uma psicologia científica?
R: O processo de criar uma nova ciência é bem complexo porque é
preciso mostrar que esta tem um objeto próprio e métodos
adequados ao estudo deste objeto. No que diz respeito a psicologia
científica mesmo após anos de esforços para que a mesma fosse
criada, os estudos psicológicos mantém relações muito estreitas com
as ciências biológicas e as ciências sociais. Um psicólogo ao estudar
certos temas, inevitavelmente irá se aproximar de outras ciências.
2 - Como você vê a questão da independência da psicologia e das
suas relações com as demais ciências? Justifique a sua resposta.
R: Concordo com a posição de Comte quando ele afirma: “não há
lugar para uma psicologia independentee melhor faríamos se
desenvolvêssemos novos estudos psicológicos junto a estas outras
disciplinas dentro de seus centros de pesquisa.”(pg. 15)
A psicologia nasceu de mentes que eram estudiosas de outras
ciências, a meu ver está tudo interligado, não tem como estudar
psicologia sem outras ciências. Tudo está unido e inserido, para que
cada dia seja possível melhorar ainda mais o desenvolvimento da
psicologia.
II - PRECONDIÇÕES SOCIOCULTURAIS PARA O
APARECIMENTO DA PSICOLOGIA NO SÉCULO XIX
1 - Em que condições a experiência da subjetividade privatizada
se aprofunda e generaliza? Por que isto ocorre? Quais são para
você, nas nossas atuais condições de vida, os fatores
socioculturais que propiciam a privatização das experiências?
Exemplifique.
R: Quando ocorrem situações de crise social, quando valores,
normas e costumes são contestados e surgem novas formas de vida.
Quando homens se veem obrigados a tomar decisões para as quais
não conseguem apoio na sociedade. A meu ver em nossas atuais
condições de vida o homem se vê obrigado a privatizar suas
experiências porque atualmente, muita coisa se encontra fora da
moralidade, diversas situações são vistas como falta de moral e ética.
O homem perdeu sua privacidade, tornou-se vigiado por todos os
lados, então a sua única alternativa é recorrer para o seu eu interior
e se resguardar do que é certo ou errado em seu foro íntimo.
2 - Porque o sistema mercantil plenamente desenvolvido
favorece o aprofundamento e generalização da experiência
subjetiva privatizada? Mostre na sua resposta as implicações do
mercado de bens e do mercado de trabalho para a existência
social dos indivíduos.
R: Na maioria das sociedades ocorrem atividades de troca comercial
entre as comunidades. O produto de uma família pode ser trocado de
tempos em tempos com outras famílias, essa produção é efetuada
para atender as necessidades de quem produz esses produtos, cada
comunidade procura se tornar autossuficiente. Com o tempo isso
muda e cada um passa a identificar a sua especialidade e se
aperfeiçoar e assim produzem para levar esses produtos ao mercado.
Os homens que não tem meios próprios para produzir e sobreviver,
alugam sua capacidade de trabalho e em troca recebem salário para
assim comprarem os produtos que precisam. Esses homens ficam
dependentes dos proprietários dos meios de produção, assim ocorre
uma padronização das atividades que esse homem exerce.
3 - O que se ganha e o que se perde com a ‘liberdade negativa’?
R: Com a liberdade negativa o sujeito perde a solidariedade do seu
grupo e de sua família. Perde a proteção de um senhor e o individuo
passa a ficar por conta própria, passa a depender de sua capacidade,
de sua força de vontade e determinação. O sujeito ganha a
oportunidade de ser livre para produzir e vender sua força de
trabalho a proprietários privados, ele tem condições de mudar na
sociedade, ele nasce pobre e com isso tem a oportunidade de morrer
rico. Mas a situação do indivíduo com a liberdade negativa tem seus
dois lados, o homem pode subir na vida, mas pode também descer e
chegar a miséria.
4 - Por que a ideologia liberal e o movimento romântico podem
ser considerados como manifestações da experiência subjetiva
privatizada nos tempos modernos?
R: Ambas expressam os problemas do indivíduo, as preferências
individuais de cada um. Para a Ideologia liberal todos são iguais,
mas tem seus interesses individuais. Já o Romantismo acredita que
essa liberdade não é tão boa porque os homens acabam se sentindo
sozinhos com a carga que carregam por serem livres. É o que vemos
nos dias atuais, os homens tem seus interesses individuais, são
livres para realizar o que acham interessante em suas vidas, mas ao
mesmo tempo sofrem com essa liberdade porque tem que resolver
tudo sozinhos, não podem dividir as responsabilidades de suas vidas
com outros, vivem em sociedade, mas ao mesmo tempo vivem
sozinhos porque tem que se responsabilizar por suas vidas e seus
atos sem ter um grupo junto com eles que se responsabilize
juntamente com esse indivíduo para dividir o peso e a carga que
carregam sobre o ombro por serem livres.
5 - O que quer dizer: ‘Fazer ciência é sempre ir além das
aparências e para isto é preciso que eu desconfie delas’? Quais
as consequências desta afirmação para a criação de uma
psicologia científica?
R: Quer dizer que fazer ciência é ir além, é questionar, pesquisar,
não acreditar apenas naquilo que se vê, é entender que por traz de
determinadas coisas, sempre tem algo mais. Se não existe
desconfiança em relação a alguma coisa, não há porque se fazer a
psicologia científica, se é fácil de compreender o que está por traz de
determinadas situações, não é preciso questionar, entender e achar
os fatos.
6 - O que faz com que a experiência subjetiva privatizada entre
em crise? Discuta a partir do texto e das suas próprias vivências
as ideias de liberdade e singularidade do indivíduo.
R: A subjetividade privada entra em crise, quando se descobre que a
liberdade e a diferença são em grande medida ilusões. Os indivíduos
tem seus interesses particulares, mas esses interesses acabam
levando-os a conflitos por não serem livres por completo, por terem
que se subordinar as leis do estado. Ao se sentirem não tão livres
começam a se questionar sobre si mesmos e ficam um tanto
perplexos diante do que veem a respeito de suas vidas e suas
obrigações.
7 - Para que e com que finalidades as grandes agências de
controle social (estado, as forças armadas, as empresas etc.) se
interessam pela psicologia científica?
R: As agências de controle social usam a psicologia científica, para
controlar os indivíduos, educá-los com eficácia e treiná-los. Usam
dessa situação para padronizar os indivíduos disciplinando-os, para
que estejam a serviço da ordem social.
III - A PRÁTICA CIENTÍFICA E A EMERGÊNCIA DA
PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA
1 - Mostre as relações entre a metodologia científica própria da
ciência moderna e o interesse nos fatores subjetivos.
R: Na ciência moderna, o homem é visto como o senhor que tem
poder sobra a natureza, colocando-a a seu serviço. Isto está ligado a
subjetividade porque nesse contexto o homem decidi e age de acordo
com seus próprios interesses. O homem elabora suas crenças e é
livre do domínio das tradições e das autoridades, age de acordo com
o que está em sua mente.
2 - Que contradição o texto aponta na relação da metodologia
científica com a subjetividade?
R: A metodologia científica de um lado enxerga sujeitos livres e
diferenciados, por outro lado tenta dominar essa liberdade e esse
diferencial tentando reduzir e eliminar as diferenças entre essa
individualidade.
IV - OS PROJETOS DE PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA
INDEPENDENTE
1 - Exponha a posição de Wundt sobre a natureza da psicologia.
R: Para wundt a psicologia era uma ciência intermediária entre as
ciências da natureza e as ciências da cultura. Para ele o objeto da
psicologia era a experiência imediata dos sujeitos, embora não
estivesse interessado nas diferenças individuais em primeiro caso.
2 - Por quais vias Wundt procurava ir além da “experiência
imediata” e porque ele não se contentava com a
experimentação?
R: Wundt usava um método experimental onde eram pesquisados os
processos elementares da vida mental e realizava analise dos
fenômenos culturais. Wundt não se contentava com a
experimentação porque para ele através das análises dos fenômenos
culturais, como religião, linguagem e mitos, era onde se
manifestavam os processos superiores da vida mental do indivíduo.
3 - Wundt deu início a uma psicologia como ciência
intermediária ou, na verdade, a duas psicologias relativamente
autônomas? Justifique sua resposta.
R: Wundit acreditava que a psicologia estava entre a ciência da
natureza e a ciência da cultura. Como ele não entendia como o corpo
e mente se ligavam um ao outro, ele acaba criando duas psicologias
autônomas acreditando que estava fazendo uma coisa só. Essas
psicologias são denominadas psicologia fisiológica e psicologia social
ou ‘dos povos’.
4 - Como Titchener pode ser diferenciado de seu mestre Wundt
no que concerne a sua concepção do objeto da psicologia e da
natureza desta ciência?
R: Com Titchener a psicologia deixa de ser tão independente, ele
defende a posição denominada de paralelismo psicofísico, em que os
atos mentais ocorrem lado a lado a processos psicofisiológicos. No
contexto de Titchener os sujeitos experimentais seriam treinados
para observar atentamente e descrever com objetividade suas
experiências individuais. Dessa forma Titchener deixa de lado a obra
de Wundt que é orientada para a psicologia social.
5 - Como os psicólogos americanos funcionalistas podem ser
diferenciados de Titchener no que concerne as suas concepções
do objeto da psicologia?
R: Os funcionalistas partem do pressuposto da biologia evolutiva,
para eles os seres vivos – e entre eles os animais – sobrevivem se
possuem as características orgânicas e comportamentais que são
adequadas a sua adaptação ao meio ambiente. Para os
funcionalistas o objeto da psicologia são os processos e operações
mentais, sendo que o estudo cientifico desses processos exige uma
diversidade de métodos. Os funcionalistas acham que a introspecção
experimental é muito artificial, não confiam na auto-observação.
6 - Qual a principal oposição de Watson a todos os psicólogos
anteriormente estudados?
R: Para Watson o objeto da psicologia científica não é a mente. Para
ele o objeto de estudo é o próprio comportamento e suas interações
com o ambiente. O método deve ser o de qualquer ciência, seja
observação, experimentação, mas sempre deve envolver
comportamentos que sejam publicamente observáveis e que evite a
auto-observação.
7 - Por que é possível dizer que a doutrina Titcheriana do
paralelismo psicofísico acabava favorecendo a vitória do
comportamentalismo?
R: O paralelismo psicofísico tirava a especificidade da vida mental e
também sua importância. O psíquico acompanhava apenas o físico,
os dois não interagiam, não exerciam influência sobre o
comportamento. Com isso não tinha sentido estudar a mente.
8 - Qual a solução de Watson para a questão da ‘unidade
psicofísica’?
R: Watson supunha que não seria necessário dizer que mente e
corpo caminham lado a lado ou interagem. Watson achou melhor
estudar o comportamento, os movimentos do corpo e suas relações
com o ambiente.
9 - Qual o sentido, no contexto do comportamentalismo, de
experiências com animais não humanos?
R: Para o comportamento os seres não humanos, como ratos,
pombos e macacos, não representa um obstáculo para o
comportamentalismo de Watson. Watson não tem o menos interesse
na vivência do sujeito e nas suas experiências imediatas, ele se
interessa pelo comportamento observável, com o objetivo de
controlá-lo e prevê-lo de forma eficaz.
10 - Que relações podem ser estabelecidas entre a mudança de
objeto para a psicologia proposta por Watson e a crise da
experiência subjetiva privatizada? O autor do texto parece não
aceitar totalmente esta mudança, pelo menos na forma proposta
por Watson. Por quê? E você, como vê a questão?
R: Porque essa mudança de objeto proposta por Watson expulsa
todas as crenças de que os indivíduos são seres livres,
autoconscientes, responsáveis e únicos. Os indivíduos passam a ser
apenas organismos sujeitos às leis gerais do comportamento ao
interagirem com o ambiente.
11 - Explicite as opções dos psicólogos ‘humanistas’ no que
concerne ao objeto de estudo da psicologia.
R: Os psicólogos humanistas insistem na necessidade de se
dedicarem aos estudo da experiência imediata dos sujeitos. Eles
negam a auto-observação. O objetivo desses psicólogos é
compreender os seres humanos captando suas vivências e suas
experiências imediatas individuais.
12 - Que problemas o autor do texto vê nas propostas ‘das
psicologias’ humanistas?
R: Para o autor as psicologias humanistas tornam-se incapazes de
duas coisas: de explicar os comportamentos, por só se interessarem
na compreensão de como vive o sujeito, e não em como o sujeito age
e incapazes de ultrapassar a experiência imediata, de questioná-la,
explicá-la e compreendê-la em maior profundidade. Dessa forma o
autor acredita que as psicologias humanistas, tornam-se incapazes
de fazer psicologia cientifica.
13 - Pelo conceito de ‘gestalt’ os psicólogos gestaltistas ou
psicólogos ‘da forma’ supõem que seja possível unificar os níveis
fenomenológico, cultural, biológico e físico; o que você entendeu
por ‘estruturas isomórficas’?
R: Estruturas isomórficas são estruturas equivalentes, nesse
contexto em que estamos estudando, seria a equivalência entre
mente e corpo. Seria a interação entre físico e psíquico, não chegaria
a ser uma relação de causa e efeito, não é que o físico seja a causa
do emocional, mas é uma composição semelhante e unitária entre
esses dois eventos.
14 - Como Skinner trata do mundo privado e como se diferencia
do comportamentalismo de Watson?
R: Skinner não rejeita a experiência imediata, mas trata de entender
sua gênese e sua natureza. Não duvida que os homens sintam sem
que expressem seus sentimentos, que os homens reflitam sobre si
mesmos. Skinner defendia que devemos investigar as condições da
vida subjetiva privatizada, como ela se desenvolve. Para Skinner, as
experiências subjetivas não tem nada de imediato, para Skinner
aquilo que mais nos pertence não é nosso, é apenas um produto
social.
15 - Por que as experiências subjetivas privatizadas não são
nunca verdadeiramente experiências imediatas para Skinner?
R: Porque para Skinner essas experiências são sempre construídas
pela sociedade. Skinner vê essas experiências do ponto de vista
social. Para ele, o que o individuo vê, pensa, sente, fala, deseja,
depende da maneira como a sociedade o ensinou.
16 - O que se aproxima os enfoques de Piaget e de Freud?
R: O que os aproxima é a perspectiva de estudar a gênese do sujeito,
levando em consideração a experiência imediata desse sujeito, mas
sem se restringir apenas a essas experiências. Os dois buscam
compreensões e explicações mais profundas.
17 - Por que a parte mais teórica da obra de Freud é chamada de
metapsicologia?
R: Porque Freud não se contenta em compreender a experiência
imediata do paciente. Freud quer explicar essa experiência e para
isso precisa desenvolver uma teoria da psique e do desenvolvimento
psicológico. Como essa teoria acaba indo além do psicológico é
denominada metapsicologia (além da psicologia) essa psicologia, não
vai só além do psicológico, mas além do vívido também.
18 - O autor do texto parece defender uma dada maneira de
fazer psicologia. Tente, nas suas palavras, explicitar esta
posição. Em seguida, diga o que você pensa a respeito.
R: Parece que o autor defende os pensamentos de Skinner em
relação aos estudo do comportamento dos organismos. O fato de
Skinner não rejeitar a experiência imediata, mas tentar entender
como essa experiência funciona. Concordo com esse pensamento,
acho interessante e importante investigar em que condições a vida
privatizada do indivíduo se desenvolve, o que influencia esse
indivíduo a ser e agir.
19 - Afinal: há ou não lugar para uma psicologia cientifica?
Justifique sua resposta.
R: Sim, porque a psicologia cientifica está sempre indo além, sempre
querendo buscar mais e saber o porquê das situações que ocorrem
com o indivíduo. Mas a psicologia científica sempre irá esbarrar com
outras áreas de estudo da ciência. É preciso que os pesquisadores e
estudiosos tomem cuidado para que a psicologia científica não deixe
de ser psicologia ao ir além dos estudos do comportamento, para que
a psicologia não corra o risco de ser vista apenas como mais um tipo
de ciência.
V - A PSICOLOGIA COMO PROFISSÃO E COMO
CULTURA
1 - Como se pode explicar o fato de que a psicologia clínica é a
que mais atrai e a que mais cresce entre todas as áreas de
atuação do psicólogo?
R: Porque a psicologia clínica se coloca a serviço do individuo e de
grupos de indivíduos. Com a crise da subjetividade privada a
procura pelos serviços do psicólogo clínico aumenta e faz com que o
psicólogo clínico fique em evidência.
2 - Que consequências tem tido a ‘psicologização da cultura’?
Tente responder a partir do texto e das suas observações e
vivências.
R: A psicologização traz a ilusão da liberdade e da singularidade de
cada um, tem servido para sustentar a ideia de cada um na sua,
pensando em seus próprios problemas e interesses, em sua própria
felicidade, mostra o ser como se ele fosse o centro do universo

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Questões de psicologia - Livro psicologias uma nova introdução

  • 1. Aluna: Stefanie Ferreira Rodrigues Curso: Psicologia (1º Período) Livro: Psicologias – Uma nova introdução I - A PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA INDEPENDENTE 1 - Quais as dificuldades envolvidas na criação de uma nova ciência e, especificamente, na elaboração de uma psicologia científica? R: O processo de criar uma nova ciência é bem complexo porque é preciso mostrar que esta tem um objeto próprio e métodos adequados ao estudo deste objeto. No que diz respeito a psicologia científica mesmo após anos de esforços para que a mesma fosse criada, os estudos psicológicos mantém relações muito estreitas com as ciências biológicas e as ciências sociais. Um psicólogo ao estudar certos temas, inevitavelmente irá se aproximar de outras ciências. 2 - Como você vê a questão da independência da psicologia e das suas relações com as demais ciências? Justifique a sua resposta. R: Concordo com a posição de Comte quando ele afirma: “não há lugar para uma psicologia independentee melhor faríamos se desenvolvêssemos novos estudos psicológicos junto a estas outras disciplinas dentro de seus centros de pesquisa.”(pg. 15) A psicologia nasceu de mentes que eram estudiosas de outras ciências, a meu ver está tudo interligado, não tem como estudar
  • 2. psicologia sem outras ciências. Tudo está unido e inserido, para que cada dia seja possível melhorar ainda mais o desenvolvimento da psicologia. II - PRECONDIÇÕES SOCIOCULTURAIS PARA O APARECIMENTO DA PSICOLOGIA NO SÉCULO XIX 1 - Em que condições a experiência da subjetividade privatizada se aprofunda e generaliza? Por que isto ocorre? Quais são para você, nas nossas atuais condições de vida, os fatores socioculturais que propiciam a privatização das experiências? Exemplifique. R: Quando ocorrem situações de crise social, quando valores, normas e costumes são contestados e surgem novas formas de vida. Quando homens se veem obrigados a tomar decisões para as quais não conseguem apoio na sociedade. A meu ver em nossas atuais condições de vida o homem se vê obrigado a privatizar suas experiências porque atualmente, muita coisa se encontra fora da moralidade, diversas situações são vistas como falta de moral e ética. O homem perdeu sua privacidade, tornou-se vigiado por todos os lados, então a sua única alternativa é recorrer para o seu eu interior e se resguardar do que é certo ou errado em seu foro íntimo.
  • 3. 2 - Porque o sistema mercantil plenamente desenvolvido favorece o aprofundamento e generalização da experiência subjetiva privatizada? Mostre na sua resposta as implicações do mercado de bens e do mercado de trabalho para a existência social dos indivíduos. R: Na maioria das sociedades ocorrem atividades de troca comercial entre as comunidades. O produto de uma família pode ser trocado de tempos em tempos com outras famílias, essa produção é efetuada para atender as necessidades de quem produz esses produtos, cada comunidade procura se tornar autossuficiente. Com o tempo isso muda e cada um passa a identificar a sua especialidade e se aperfeiçoar e assim produzem para levar esses produtos ao mercado. Os homens que não tem meios próprios para produzir e sobreviver, alugam sua capacidade de trabalho e em troca recebem salário para assim comprarem os produtos que precisam. Esses homens ficam dependentes dos proprietários dos meios de produção, assim ocorre uma padronização das atividades que esse homem exerce. 3 - O que se ganha e o que se perde com a ‘liberdade negativa’? R: Com a liberdade negativa o sujeito perde a solidariedade do seu grupo e de sua família. Perde a proteção de um senhor e o individuo passa a ficar por conta própria, passa a depender de sua capacidade, de sua força de vontade e determinação. O sujeito ganha a oportunidade de ser livre para produzir e vender sua força de trabalho a proprietários privados, ele tem condições de mudar na sociedade, ele nasce pobre e com isso tem a oportunidade de morrer rico. Mas a situação do indivíduo com a liberdade negativa tem seus
  • 4. dois lados, o homem pode subir na vida, mas pode também descer e chegar a miséria. 4 - Por que a ideologia liberal e o movimento romântico podem ser considerados como manifestações da experiência subjetiva privatizada nos tempos modernos? R: Ambas expressam os problemas do indivíduo, as preferências individuais de cada um. Para a Ideologia liberal todos são iguais, mas tem seus interesses individuais. Já o Romantismo acredita que essa liberdade não é tão boa porque os homens acabam se sentindo sozinhos com a carga que carregam por serem livres. É o que vemos nos dias atuais, os homens tem seus interesses individuais, são livres para realizar o que acham interessante em suas vidas, mas ao mesmo tempo sofrem com essa liberdade porque tem que resolver tudo sozinhos, não podem dividir as responsabilidades de suas vidas com outros, vivem em sociedade, mas ao mesmo tempo vivem sozinhos porque tem que se responsabilizar por suas vidas e seus atos sem ter um grupo junto com eles que se responsabilize juntamente com esse indivíduo para dividir o peso e a carga que carregam sobre o ombro por serem livres. 5 - O que quer dizer: ‘Fazer ciência é sempre ir além das aparências e para isto é preciso que eu desconfie delas’? Quais as consequências desta afirmação para a criação de uma psicologia científica? R: Quer dizer que fazer ciência é ir além, é questionar, pesquisar, não acreditar apenas naquilo que se vê, é entender que por traz de
  • 5. determinadas coisas, sempre tem algo mais. Se não existe desconfiança em relação a alguma coisa, não há porque se fazer a psicologia científica, se é fácil de compreender o que está por traz de determinadas situações, não é preciso questionar, entender e achar os fatos. 6 - O que faz com que a experiência subjetiva privatizada entre em crise? Discuta a partir do texto e das suas próprias vivências as ideias de liberdade e singularidade do indivíduo. R: A subjetividade privada entra em crise, quando se descobre que a liberdade e a diferença são em grande medida ilusões. Os indivíduos tem seus interesses particulares, mas esses interesses acabam levando-os a conflitos por não serem livres por completo, por terem que se subordinar as leis do estado. Ao se sentirem não tão livres começam a se questionar sobre si mesmos e ficam um tanto perplexos diante do que veem a respeito de suas vidas e suas obrigações. 7 - Para que e com que finalidades as grandes agências de controle social (estado, as forças armadas, as empresas etc.) se interessam pela psicologia científica? R: As agências de controle social usam a psicologia científica, para controlar os indivíduos, educá-los com eficácia e treiná-los. Usam dessa situação para padronizar os indivíduos disciplinando-os, para que estejam a serviço da ordem social.
  • 6. III - A PRÁTICA CIENTÍFICA E A EMERGÊNCIA DA PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA 1 - Mostre as relações entre a metodologia científica própria da ciência moderna e o interesse nos fatores subjetivos. R: Na ciência moderna, o homem é visto como o senhor que tem poder sobra a natureza, colocando-a a seu serviço. Isto está ligado a subjetividade porque nesse contexto o homem decidi e age de acordo com seus próprios interesses. O homem elabora suas crenças e é livre do domínio das tradições e das autoridades, age de acordo com o que está em sua mente. 2 - Que contradição o texto aponta na relação da metodologia científica com a subjetividade? R: A metodologia científica de um lado enxerga sujeitos livres e diferenciados, por outro lado tenta dominar essa liberdade e esse diferencial tentando reduzir e eliminar as diferenças entre essa individualidade.
  • 7. IV - OS PROJETOS DE PSICOLOGIA COMO CIÊNCIA INDEPENDENTE 1 - Exponha a posição de Wundt sobre a natureza da psicologia. R: Para wundt a psicologia era uma ciência intermediária entre as ciências da natureza e as ciências da cultura. Para ele o objeto da psicologia era a experiência imediata dos sujeitos, embora não estivesse interessado nas diferenças individuais em primeiro caso. 2 - Por quais vias Wundt procurava ir além da “experiência imediata” e porque ele não se contentava com a experimentação? R: Wundt usava um método experimental onde eram pesquisados os processos elementares da vida mental e realizava analise dos fenômenos culturais. Wundt não se contentava com a experimentação porque para ele através das análises dos fenômenos culturais, como religião, linguagem e mitos, era onde se manifestavam os processos superiores da vida mental do indivíduo. 3 - Wundt deu início a uma psicologia como ciência intermediária ou, na verdade, a duas psicologias relativamente autônomas? Justifique sua resposta. R: Wundit acreditava que a psicologia estava entre a ciência da natureza e a ciência da cultura. Como ele não entendia como o corpo
  • 8. e mente se ligavam um ao outro, ele acaba criando duas psicologias autônomas acreditando que estava fazendo uma coisa só. Essas psicologias são denominadas psicologia fisiológica e psicologia social ou ‘dos povos’. 4 - Como Titchener pode ser diferenciado de seu mestre Wundt no que concerne a sua concepção do objeto da psicologia e da natureza desta ciência? R: Com Titchener a psicologia deixa de ser tão independente, ele defende a posição denominada de paralelismo psicofísico, em que os atos mentais ocorrem lado a lado a processos psicofisiológicos. No contexto de Titchener os sujeitos experimentais seriam treinados para observar atentamente e descrever com objetividade suas experiências individuais. Dessa forma Titchener deixa de lado a obra de Wundt que é orientada para a psicologia social. 5 - Como os psicólogos americanos funcionalistas podem ser diferenciados de Titchener no que concerne as suas concepções do objeto da psicologia? R: Os funcionalistas partem do pressuposto da biologia evolutiva, para eles os seres vivos – e entre eles os animais – sobrevivem se possuem as características orgânicas e comportamentais que são adequadas a sua adaptação ao meio ambiente. Para os funcionalistas o objeto da psicologia são os processos e operações mentais, sendo que o estudo cientifico desses processos exige uma diversidade de métodos. Os funcionalistas acham que a introspecção experimental é muito artificial, não confiam na auto-observação.
  • 9. 6 - Qual a principal oposição de Watson a todos os psicólogos anteriormente estudados? R: Para Watson o objeto da psicologia científica não é a mente. Para ele o objeto de estudo é o próprio comportamento e suas interações com o ambiente. O método deve ser o de qualquer ciência, seja observação, experimentação, mas sempre deve envolver comportamentos que sejam publicamente observáveis e que evite a auto-observação. 7 - Por que é possível dizer que a doutrina Titcheriana do paralelismo psicofísico acabava favorecendo a vitória do comportamentalismo? R: O paralelismo psicofísico tirava a especificidade da vida mental e também sua importância. O psíquico acompanhava apenas o físico, os dois não interagiam, não exerciam influência sobre o comportamento. Com isso não tinha sentido estudar a mente. 8 - Qual a solução de Watson para a questão da ‘unidade psicofísica’? R: Watson supunha que não seria necessário dizer que mente e corpo caminham lado a lado ou interagem. Watson achou melhor estudar o comportamento, os movimentos do corpo e suas relações com o ambiente.
  • 10. 9 - Qual o sentido, no contexto do comportamentalismo, de experiências com animais não humanos? R: Para o comportamento os seres não humanos, como ratos, pombos e macacos, não representa um obstáculo para o comportamentalismo de Watson. Watson não tem o menos interesse na vivência do sujeito e nas suas experiências imediatas, ele se interessa pelo comportamento observável, com o objetivo de controlá-lo e prevê-lo de forma eficaz. 10 - Que relações podem ser estabelecidas entre a mudança de objeto para a psicologia proposta por Watson e a crise da experiência subjetiva privatizada? O autor do texto parece não aceitar totalmente esta mudança, pelo menos na forma proposta por Watson. Por quê? E você, como vê a questão? R: Porque essa mudança de objeto proposta por Watson expulsa todas as crenças de que os indivíduos são seres livres, autoconscientes, responsáveis e únicos. Os indivíduos passam a ser apenas organismos sujeitos às leis gerais do comportamento ao interagirem com o ambiente.
  • 11. 11 - Explicite as opções dos psicólogos ‘humanistas’ no que concerne ao objeto de estudo da psicologia. R: Os psicólogos humanistas insistem na necessidade de se dedicarem aos estudo da experiência imediata dos sujeitos. Eles negam a auto-observação. O objetivo desses psicólogos é compreender os seres humanos captando suas vivências e suas experiências imediatas individuais. 12 - Que problemas o autor do texto vê nas propostas ‘das psicologias’ humanistas? R: Para o autor as psicologias humanistas tornam-se incapazes de duas coisas: de explicar os comportamentos, por só se interessarem na compreensão de como vive o sujeito, e não em como o sujeito age e incapazes de ultrapassar a experiência imediata, de questioná-la, explicá-la e compreendê-la em maior profundidade. Dessa forma o autor acredita que as psicologias humanistas, tornam-se incapazes de fazer psicologia cientifica. 13 - Pelo conceito de ‘gestalt’ os psicólogos gestaltistas ou psicólogos ‘da forma’ supõem que seja possível unificar os níveis fenomenológico, cultural, biológico e físico; o que você entendeu por ‘estruturas isomórficas’? R: Estruturas isomórficas são estruturas equivalentes, nesse contexto em que estamos estudando, seria a equivalência entre mente e corpo. Seria a interação entre físico e psíquico, não chegaria
  • 12. a ser uma relação de causa e efeito, não é que o físico seja a causa do emocional, mas é uma composição semelhante e unitária entre esses dois eventos. 14 - Como Skinner trata do mundo privado e como se diferencia do comportamentalismo de Watson? R: Skinner não rejeita a experiência imediata, mas trata de entender sua gênese e sua natureza. Não duvida que os homens sintam sem que expressem seus sentimentos, que os homens reflitam sobre si mesmos. Skinner defendia que devemos investigar as condições da vida subjetiva privatizada, como ela se desenvolve. Para Skinner, as experiências subjetivas não tem nada de imediato, para Skinner aquilo que mais nos pertence não é nosso, é apenas um produto social. 15 - Por que as experiências subjetivas privatizadas não são nunca verdadeiramente experiências imediatas para Skinner? R: Porque para Skinner essas experiências são sempre construídas pela sociedade. Skinner vê essas experiências do ponto de vista social. Para ele, o que o individuo vê, pensa, sente, fala, deseja, depende da maneira como a sociedade o ensinou.
  • 13. 16 - O que se aproxima os enfoques de Piaget e de Freud? R: O que os aproxima é a perspectiva de estudar a gênese do sujeito, levando em consideração a experiência imediata desse sujeito, mas sem se restringir apenas a essas experiências. Os dois buscam compreensões e explicações mais profundas. 17 - Por que a parte mais teórica da obra de Freud é chamada de metapsicologia? R: Porque Freud não se contenta em compreender a experiência imediata do paciente. Freud quer explicar essa experiência e para isso precisa desenvolver uma teoria da psique e do desenvolvimento psicológico. Como essa teoria acaba indo além do psicológico é denominada metapsicologia (além da psicologia) essa psicologia, não vai só além do psicológico, mas além do vívido também. 18 - O autor do texto parece defender uma dada maneira de fazer psicologia. Tente, nas suas palavras, explicitar esta posição. Em seguida, diga o que você pensa a respeito. R: Parece que o autor defende os pensamentos de Skinner em relação aos estudo do comportamento dos organismos. O fato de Skinner não rejeitar a experiência imediata, mas tentar entender como essa experiência funciona. Concordo com esse pensamento, acho interessante e importante investigar em que condições a vida privatizada do indivíduo se desenvolve, o que influencia esse indivíduo a ser e agir.
  • 14. 19 - Afinal: há ou não lugar para uma psicologia cientifica? Justifique sua resposta. R: Sim, porque a psicologia cientifica está sempre indo além, sempre querendo buscar mais e saber o porquê das situações que ocorrem com o indivíduo. Mas a psicologia científica sempre irá esbarrar com outras áreas de estudo da ciência. É preciso que os pesquisadores e estudiosos tomem cuidado para que a psicologia científica não deixe de ser psicologia ao ir além dos estudos do comportamento, para que a psicologia não corra o risco de ser vista apenas como mais um tipo de ciência. V - A PSICOLOGIA COMO PROFISSÃO E COMO CULTURA 1 - Como se pode explicar o fato de que a psicologia clínica é a que mais atrai e a que mais cresce entre todas as áreas de atuação do psicólogo? R: Porque a psicologia clínica se coloca a serviço do individuo e de grupos de indivíduos. Com a crise da subjetividade privada a procura pelos serviços do psicólogo clínico aumenta e faz com que o psicólogo clínico fique em evidência.
  • 15. 2 - Que consequências tem tido a ‘psicologização da cultura’? Tente responder a partir do texto e das suas observações e vivências. R: A psicologização traz a ilusão da liberdade e da singularidade de cada um, tem servido para sustentar a ideia de cada um na sua, pensando em seus próprios problemas e interesses, em sua própria felicidade, mostra o ser como se ele fosse o centro do universo