SlideShare uma empresa Scribd logo
“O prontuário do paciente representa segurança para os
médicos cultos e conscienciosos, ameaça constante para
 audazes sem escrúpulos, ignorantes incorrigíveis e uma
           barreira intransponível contra reclamações e
                    caprichos de clientes descontentes.”
                                            (Lacassagne)
Prontuário (médico, do paciente, de papel, eletrônico...)


         Algumas reflexões em torno de nossos
             cuidados, atenções e organizações

                         Eduardo Guagliardi - UNIPLAC
Prontuário médico
 A prática médica ensina que o profissional precisa ter, além de
conhecimentos para diagnosticar e tratar doenças noções fundamentais
             sobre atividades de apoio ao exercício da medicina, como:
                                            administração hospitalar,
                                                         ética médica,
                             psicologia das relações médico-paciente
                                                   vigilância sanitária,
                                                   infecção hospitalar,
                                               metodologia científica,
                                                   linguagem médica,
                                    uso correto do prontuário.
 Conhecimentos sobre ética e prontuário não trazem necessariamente
        fontes de ganhos financeiros, mas podem evitar sérias perdas.
 É primordial que todos os envolvidos com a assistência ao
  paciente,     profissionais, estagiários e acadêmicos tenham seus
  primeiros contatos com o prontuário e suas normas por intermédio de
  orientadores especializados, especialmente os que atuam em controle
  de prontuários . A desassistência institucional ao prontuário, qualquer
  seja sua causa, configura inobservância ao princípio bioético de
  beneficência. O desconhecimento das normas do prontuário e de suas
  implicações ético-profissionais pode ser apontado como causa de mal
  prática e de outras infrações.
 O Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Resolução n.º
  1.638/02, define prontuário como “documento único, constituído
  de um conjunto de informações, sinais e imagens
  registrados, gerados a partir de fatos, acontecimentos e situações
  sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de
  caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação
  entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da
  assistência prestada ao indivíduo”. Para simplificar – é o conjunto
  de documentos relativos à assistência prestada a um paciente.
 O nome prontuário, provém do latim prontuarium, lugar em que
  se guardam as coisas que devem estar à mão, despensa, armário.
  Daí, por extensão, manual de informações úteis; de
  promptus, preparado, que está à mão; de promere, tirar uma coisa
  de onde está guardada, fazer sair (Houaiss, 2001).
 A expressão prontuário médico é amplamente usada, o que lhe dá
  legitimidade. Mas é ambígua e, por isso, objeto de
  críticas, sobretudo de outros profissionais de saúde. O adjetivo
  médico significa medicinal, relativo ao médico, à medicina, àquilo
  que cura.
 Isto leva à ideia de que o prontuário é do médico ou versa sobre
  ele ou é usado só por médicos. Tal denominação pode
  desencorajar profissionais não-médicos de aí fazer suas
  observações, atitude que pode desfavorecer o enfermo e a equipe
  assistencial.
 Embora o prontuário seja escrito, no mais das vezes, pelos
  médicos, refere-se ao paciente, e os dados aí constantes
  pertencem a este e à instituição que o assiste. Segundo o parecer
  CRM-DF 43/2000, toda documentação referente ao atendimento
  prestado ao assistido pertence a este.
 Prontuário nosológico do paciente ou prontuário médico do
  paciente são expressões completas e expressivas, que podem ser
  adotadas em comunicações científicas formais. Prontuário do
  paciente é denominação encurtada, aceitável por ser expressiva e
  “politicamente adequada”.
 Segundo Van Bemmel (1997), o prontuário em papel vem sendo
  usado há muitos anos. Hipócrates, no século V a.C., estimulou os
  médicos a fazerem registros escritos, dizendo que o prontuário
  tinha dois propósitos: refletir de forma exata o curso da doença e
  indicar as possíveis causas das doenças.
 Até o início do século XIX, os médicos baseavam suas observações
  e consequentemente suas anotações, no que ouviam, sentiam e
  viam e as observações eram registradas em ordem
  cronológica, estabelecendo assim o chamado prontuário
  orientado pelo tempo em uso desde então.
 Em 1880, William Mayo, em Minnesota ( Estados
  Unidos), observou que a maioria dos médicos mantinham o
  registro de anotações das consultas de todos os pacientes em
  forma cronológica em um documento único. O conjunto de
  anotações trazia dificuldade para localizar informação específica
  sobre um determinado paciente.
Prontuário   Paciente 1 Evoluindo bem, sem intercorrências
da clínica   registradas, referiu dor de cabeça pela manhã, aliviada
             com uso de analgésico. Preocupado com a família....
X / mês de
novembro     Paciente 2 Paciente agitado no leito, refere não ter
             dormido à noite, com mal estar difuso, apresentou PA
             elevada, plantonista foi comunicado...

             Paciente 1 Apresenta-se melhor, não fez uso de
             analgésicos, recebeu visita da família...
 Em 1907, a Clínica Mayo adota um registro individual das
  informações de cada paciente que passaram a ser arquivadas
  separadamente. Isto dá origem ao prontuário médico centrado no
  paciente e orientado ainda de forma cronológica.


                Prontuários da Clínica

           Paciente Paciente Paciente
              1        2        3
 Em 1920, a Clínica Mayo passa a padronizar o conteúdo dos
  prontuários através da definição de um conjunto mínimo de dados
  que deveriam ser registrados.
 Este conjunto mínimo de dados criou uma estrutura mais
  sistematizada de apresentação da informação médica que
  caracteriza o prontuário do paciente de hoje.
 Entretanto, apesar de todos os esforços de padronização, o
  prontuário ainda contém uma mistura de queixas, resultados de
  exames, considerações, planos terapêuticos e achados clínicos de
  forma muitas vezes desordenada nem sempre sendo fácil obter
  uma clara informação sobre a evolução do paciente, principalmente
  daqueles que possuem mais de uma enfermidade ou múltiplos
  problemas de saúde.
 Ao considerar o conteúdo do prontuário do paciente, vale destacar
  que todo e qualquer atendimento em saúde pressupõe o
  envolvimento e a participação de múltiplos profissionais:
As atividades de atendimento ao paciente acontecem em diferentes
  locais.
Para realização destas atividades, são necessárias múltiplas
  informações de diferentes fontes.
São fontes diferentes de dados, gerando consequentemente uma
  grande variedade de informações. Tais dados precisam ser agregados
  e organizados de modo a produzir um contexto que servirá de apoio
  para tomada de decisão sobre o tipo de tratamento ao qual o
  paciente deverá ser submetido, orientando todo o processo de
  atendimento à saúde de um indivíduo ou de uma população.
 Atualmente entende-se que o prontuário tem como funções:
Apoiar o processo de atenção à saúde, servindo de fonte de
  informação clínica e administrativa para tomada de decisão e
  meio de comunicação compartilhado entre todos os profissionais;
 É o registro legal das ações médicas;
Deve apoiar a pesquisa (estudos
  clínicos, epidemiológicos, avaliação da qualidade);
Deve promover o ensino e gerenciamento dos
  serviços, fornecendo dados para cobranças e
  reembolso, autorização dos seguros, suporte para aspectos
  organizacionais e gerenciamento do custo.
Novo modelo de atendimento.
Novo prontuário?
 Nos últimos anos vem ocorrendo uma forte tendência de
  mudanças no modelo tradicional de atendimento à saúde. As
  características do novo modelo são:
Maior integração e gerenciamento do cuidado, ou seja, o
  atendimento clínico tem que ser visto como um todo, a
  informação integrada para permitir gerenciar e analisar de forma
  contínua os sucessos e fracassos da atenção de saúde;
Foco do atendimento é o nível primário.
Pagamento do atendimento prestado é dirigido por melhor
 gerenciamento do processo de atenção, onde o apropriado é
 melhor, encorajando a eficiência (custo-benefício) do atendimento e
 na utilização de recursos;
Procedimento médico é baseado na melhor prática, exigindo dos
 profissionais maior competência e capacitação do profissional. Requer
 envolvimento e responsabilidade com os avanços da profissão e
 manter-se atualizado é dever de cada profissional;
A equipe que atende é interdisciplinar, colaborativa, conduzida por
 uma organização horizontal. Não existe um profissional que seja mais
 importante que outro, uma vez que todos colaboram para que o
 paciente se restabeleça. O cliente dos serviços de saúde não é o
 médico e sim, o paciente.
 Este modelo de atendimento utiliza a informação e a integração
  como elementos essenciais de organização. Neste aspecto, a
  estrutura computacional que surge oferecendo solução é o
  chamado Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que é uma
  forma proposta para unir todos os diferentes tipos de dados
  produzidos em variados formatos, em épocas diferentes, feitos por
  diferentes profissionais da equipe de saúde em distintos locais.
  Assim, deve ser entendido como sendo a estrutura eletrônica para
  manutenção de informação sobre o estado de saúde e o cuidado
  recebido por um indivíduo durante todo seu tempo de vida.
 O Institute of Medicine (IOM, 1997), entende que o prontuário
  eletrônico do paciente é “um registro eletrônico que reside em um
  sistema especificamente projetado para apoiar os usuários
  fornecendo acesso a um completo conjunto de dados
  corretos, alertas, sistemas de apoio à decisão e outros
  recursos, como links para bases de conhecimento médico”.
Keeping Canadians Informed - Canada
Health Infoway

 https://www.infoway-inforoute.ca/lang-en/about-ehr/public-
  education-campaign-about-ehr
Vídeo TED

http://www.ted.com/talks/thomas_goetz_it_s_time_to_redesign_medic
al_data.html
 Facebook: Curta a página “e-Saúde
  Mental”

 Palestra disponibilizada em
  http://slideshare.net/eduardoguagliardi

 humana.mente@hotmail.com

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Palestra "cuidados paliativos"
Palestra "cuidados paliativos" Palestra "cuidados paliativos"
Palestra "cuidados paliativos"
areacuidadospaliativos
 
Finitude morte e cuidados no final da vida.pptx
Finitude morte e cuidados no final da vida.pptxFinitude morte e cuidados no final da vida.pptx
Finitude morte e cuidados no final da vida.pptx
IsadoraPereira32
 
Segurança do paciente
Segurança do pacienteSegurança do paciente
Segurança do paciente
HIAGO SANTOS
 
Aula saude do idoso
Aula saude do idosoAula saude do idoso
Aula saude do idoso
morgausesp
 
Saúde Coletiva - Aula 6 epidemiologia das doenças transmitidas por via aérea
Saúde Coletiva - Aula 6   epidemiologia das doenças transmitidas por via aéreaSaúde Coletiva - Aula 6   epidemiologia das doenças transmitidas por via aérea
Saúde Coletiva - Aula 6 epidemiologia das doenças transmitidas por via aérea
Mario Gandra
 
Redes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúdeRedes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúde
Ricardo Nunes
 
POLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptx
POLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptxPOLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptx
POLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptx
KatiuciaVieira1
 
Vigilância Sanitária
Vigilância SanitáriaVigilância Sanitária
Vigilância Sanitária
Ghiordanno Bruno
 
Clínica Médica l
Clínica Médica lClínica Médica l
Clínica Médica l
Paulo Alambert
 
Rede de urgência e emergência crs leste
Rede de urgência e emergência crs lesteRede de urgência e emergência crs leste
Rede de urgência e emergência crs leste
Rubens Kon
 
Admissão do paciente na unidade
Admissão do paciente na unidadeAdmissão do paciente na unidade
Admissão do paciente na unidade
ISCISA
 
Internação domiciliar
Internação domiciliarInternação domiciliar
Internação domiciliar
Nancy Cabral
 
AdministraçãO De Enfermagem Parte 1
AdministraçãO De Enfermagem Parte 1AdministraçãO De Enfermagem Parte 1
AdministraçãO De Enfermagem Parte 1
Eduardo Gomes da Silva
 
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptx
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptxAS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptx
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptx
VivianePereira485260
 
Introdução à Atenção Farmacêutica
Introdução à Atenção FarmacêuticaIntrodução à Atenção Farmacêutica
Introdução à Atenção Farmacêutica
Cassyano Correr
 
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEMSAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
Centro Universitário Ages
 
Entidades de classes - Enfermagem
Entidades de classes - EnfermagemEntidades de classes - Enfermagem
Entidades de classes - Enfermagem
Pedro Miguel
 
Auditoria em gestão hospitalar
Auditoria em gestão hospitalarAuditoria em gestão hospitalar
Auditoria em gestão hospitalar
Adelissa Pedro AmorEterno
 
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
Tania Jesus
 
Higiene hospitalar ieda
Higiene  hospitalar iedaHigiene  hospitalar ieda
Higiene hospitalar ieda
Ieda Noronha
 

Mais procurados (20)

Palestra "cuidados paliativos"
Palestra "cuidados paliativos" Palestra "cuidados paliativos"
Palestra "cuidados paliativos"
 
Finitude morte e cuidados no final da vida.pptx
Finitude morte e cuidados no final da vida.pptxFinitude morte e cuidados no final da vida.pptx
Finitude morte e cuidados no final da vida.pptx
 
Segurança do paciente
Segurança do pacienteSegurança do paciente
Segurança do paciente
 
Aula saude do idoso
Aula saude do idosoAula saude do idoso
Aula saude do idoso
 
Saúde Coletiva - Aula 6 epidemiologia das doenças transmitidas por via aérea
Saúde Coletiva - Aula 6   epidemiologia das doenças transmitidas por via aéreaSaúde Coletiva - Aula 6   epidemiologia das doenças transmitidas por via aérea
Saúde Coletiva - Aula 6 epidemiologia das doenças transmitidas por via aérea
 
Redes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúdeRedes de atenção à saúde
Redes de atenção à saúde
 
POLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptx
POLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptxPOLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptx
POLÍTICAS NACIONAL DE SAÚDE DO IDOSO.pptx
 
Vigilância Sanitária
Vigilância SanitáriaVigilância Sanitária
Vigilância Sanitária
 
Clínica Médica l
Clínica Médica lClínica Médica l
Clínica Médica l
 
Rede de urgência e emergência crs leste
Rede de urgência e emergência crs lesteRede de urgência e emergência crs leste
Rede de urgência e emergência crs leste
 
Admissão do paciente na unidade
Admissão do paciente na unidadeAdmissão do paciente na unidade
Admissão do paciente na unidade
 
Internação domiciliar
Internação domiciliarInternação domiciliar
Internação domiciliar
 
AdministraçãO De Enfermagem Parte 1
AdministraçãO De Enfermagem Parte 1AdministraçãO De Enfermagem Parte 1
AdministraçãO De Enfermagem Parte 1
 
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptx
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptxAS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptx
AS PRINCIPAIS SÍNDROMES GERIÁTRICAS 06-10-22.pptx
 
Introdução à Atenção Farmacêutica
Introdução à Atenção FarmacêuticaIntrodução à Atenção Farmacêutica
Introdução à Atenção Farmacêutica
 
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEMSAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
SAÚDE DO IDOSO: ENFERMAGEM
 
Entidades de classes - Enfermagem
Entidades de classes - EnfermagemEntidades de classes - Enfermagem
Entidades de classes - Enfermagem
 
Auditoria em gestão hospitalar
Auditoria em gestão hospitalarAuditoria em gestão hospitalar
Auditoria em gestão hospitalar
 
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)Aula 2   cuidados de saúde do idoso (2)
Aula 2 cuidados de saúde do idoso (2)
 
Higiene hospitalar ieda
Higiene  hospitalar iedaHigiene  hospitalar ieda
Higiene hospitalar ieda
 

Semelhante a Prontuário médico

8723 35029-1-pb
8723 35029-1-pb8723 35029-1-pb
8723 35029-1-pb
valneide
 
Apostila técnicas básicas de enfermagem
Apostila técnicas básicas de enfermagemApostila técnicas básicas de enfermagem
Apostila técnicas básicas de enfermagem
EDSON OLIVEIRA
 
PDF_Minicurso-1.pdf
PDF_Minicurso-1.pdfPDF_Minicurso-1.pdf
PDF_Minicurso-1.pdf
ANDERSONDIASDESOUSA1
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
RaquelOlimpio1
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
AndriellyFernandaSPi
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
JoaraSilva1
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
DheniseMikaelly
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
RicaTatiane2
 
gestão da clínica.ppt
gestão da clínica.pptgestão da clínica.ppt
gestão da clínica.ppt
Zoraide6
 
Rafael Zarvos
Rafael ZarvosRafael Zarvos
Rafael Zarvos
Rafael Zarvos
 
Critérios de avaliação fisioterapêutica em uti
Critérios de avaliação fisioterapêutica em utiCritérios de avaliação fisioterapêutica em uti
Critérios de avaliação fisioterapêutica em uti
Fisioterapeuta
 
PráTicas Baseadas Em EvidêNcias
PráTicas Baseadas Em EvidêNciasPráTicas Baseadas Em EvidêNcias
PráTicas Baseadas Em EvidêNcias
Isabella Oliveira
 
Ressumo do ary professora karol
Ressumo do ary  professora karolRessumo do ary  professora karol
Ressumo do ary professora karol
Jose Maciel Dos Anjos
 
Práticas de enfermagem baseadas em evidências
Práticas de enfermagem baseadas em evidênciasPráticas de enfermagem baseadas em evidências
Práticas de enfermagem baseadas em evidências
gisorte
 
Apostila de clínica cirúrgica
Apostila de clínica cirúrgicaApostila de clínica cirúrgica
Apostila de clínica cirúrgica
André Fidelis
 
A Importância Da Relação Médico Versao Explicita
A Importância Da Relação Médico Versao ExplicitaA Importância Da Relação Médico Versao Explicita
A Importância Da Relação Médico Versao Explicita
Josiane M F Tonelotto
 
Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínica
Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínicaEpidemiologia clínica e gerenciamento da clínica
Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínica
Ricardo Alexandre
 
Prontuario 2
Prontuario 2Prontuario 2
Prontuario 2
Gabriel Filliph
 
Cuidado centrado na pessoa
Cuidado centrado na pessoaCuidado centrado na pessoa
Cuidado centrado na pessoa
Centro Universitário Ages
 
Aula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdf
Aula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdfAula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdf
Aula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdf
profalicebolelli
 

Semelhante a Prontuário médico (20)

8723 35029-1-pb
8723 35029-1-pb8723 35029-1-pb
8723 35029-1-pb
 
Apostila técnicas básicas de enfermagem
Apostila técnicas básicas de enfermagemApostila técnicas básicas de enfermagem
Apostila técnicas básicas de enfermagem
 
PDF_Minicurso-1.pdf
PDF_Minicurso-1.pdfPDF_Minicurso-1.pdf
PDF_Minicurso-1.pdf
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
 
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.pptME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
ME e Angelina - aula anotações de enfermagem.ppt
 
gestão da clínica.ppt
gestão da clínica.pptgestão da clínica.ppt
gestão da clínica.ppt
 
Rafael Zarvos
Rafael ZarvosRafael Zarvos
Rafael Zarvos
 
Critérios de avaliação fisioterapêutica em uti
Critérios de avaliação fisioterapêutica em utiCritérios de avaliação fisioterapêutica em uti
Critérios de avaliação fisioterapêutica em uti
 
PráTicas Baseadas Em EvidêNcias
PráTicas Baseadas Em EvidêNciasPráTicas Baseadas Em EvidêNcias
PráTicas Baseadas Em EvidêNcias
 
Ressumo do ary professora karol
Ressumo do ary  professora karolRessumo do ary  professora karol
Ressumo do ary professora karol
 
Práticas de enfermagem baseadas em evidências
Práticas de enfermagem baseadas em evidênciasPráticas de enfermagem baseadas em evidências
Práticas de enfermagem baseadas em evidências
 
Apostila de clínica cirúrgica
Apostila de clínica cirúrgicaApostila de clínica cirúrgica
Apostila de clínica cirúrgica
 
A Importância Da Relação Médico Versao Explicita
A Importância Da Relação Médico Versao ExplicitaA Importância Da Relação Médico Versao Explicita
A Importância Da Relação Médico Versao Explicita
 
Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínica
Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínicaEpidemiologia clínica e gerenciamento da clínica
Epidemiologia clínica e gerenciamento da clínica
 
Prontuario 2
Prontuario 2Prontuario 2
Prontuario 2
 
Cuidado centrado na pessoa
Cuidado centrado na pessoaCuidado centrado na pessoa
Cuidado centrado na pessoa
 
Aula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdf
Aula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdfAula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdf
Aula 1-2. Cuidado de Enf, Anotações e Evolução.pdf
 

Mais de eduardo guagliardi

Meu paciente está tomando medicação. E agora?
Meu paciente está tomando medicação. E agora?Meu paciente está tomando medicação. E agora?
Meu paciente está tomando medicação. E agora?
eduardo guagliardi
 
Curso de introdução à informática em saúde apresentação ao colegiado
Curso de introdução à informática em saúde   apresentação ao colegiadoCurso de introdução à informática em saúde   apresentação ao colegiado
Curso de introdução à informática em saúde apresentação ao colegiado
eduardo guagliardi
 
What is health information
What is health informationWhat is health information
What is health information
eduardo guagliardi
 
Referral or follow up
Referral or follow upReferral or follow up
Referral or follow up
eduardo guagliardi
 
Keeping up
Keeping upKeeping up
Keeping up
eduardo guagliardi
 
Is a consultation...
Is a consultation...Is a consultation...
Is a consultation...
eduardo guagliardi
 
Improving services with informatics tools
Improving services with informatics toolsImproving services with informatics tools
Improving services with informatics tools
eduardo guagliardi
 
How decision support tools help define clinical problems
How decision support tools help define clinical problemsHow decision support tools help define clinical problems
How decision support tools help define clinical problems
eduardo guagliardi
 
How computers help make efficient...
How computers help make efficient...How computers help make efficient...
How computers help make efficient...
eduardo guagliardi
 
How computers can help to share understanding with patients
How computers can help to share understanding with patientsHow computers can help to share understanding with patients
How computers can help to share understanding with patients
eduardo guagliardi
 
Glossary of health informatics terms
Glossary of health informatics termsGlossary of health informatics terms
Glossary of health informatics terms
eduardo guagliardi
 
E health and the future, promise or peril
E health and the future, promise or perilE health and the future, promise or peril
E health and the future, promise or peril
eduardo guagliardi
 
Communication and navigation...
Communication and navigation...Communication and navigation...
Communication and navigation...
eduardo guagliardi
 
Why is this patient here today
Why is this patient here todayWhy is this patient here today
Why is this patient here today
eduardo guagliardi
 
Prontuário médico
Prontuário médicoProntuário médico
Prontuário médico
eduardo guagliardi
 
Prontuario eletronico usp opas
Prontuario eletronico usp opasProntuario eletronico usp opas
Prontuario eletronico usp opas
eduardo guagliardi
 
Depressão , unipolar ou bipolar
Depressão , unipolar ou bipolarDepressão , unipolar ou bipolar
Depressão , unipolar ou bipolar
eduardo guagliardi
 
Informática em saúde na uniplac
Informática em saúde na uniplacInformática em saúde na uniplac
Informática em saúde na uniplac
eduardo guagliardi
 
Projeto Descritivo Caps Ad
Projeto Descritivo   Caps AdProjeto Descritivo   Caps Ad
Projeto Descritivo Caps Ad
eduardo guagliardi
 
Avaliação caps cremesp
Avaliação caps   cremespAvaliação caps   cremesp
Avaliação caps cremesp
eduardo guagliardi
 

Mais de eduardo guagliardi (20)

Meu paciente está tomando medicação. E agora?
Meu paciente está tomando medicação. E agora?Meu paciente está tomando medicação. E agora?
Meu paciente está tomando medicação. E agora?
 
Curso de introdução à informática em saúde apresentação ao colegiado
Curso de introdução à informática em saúde   apresentação ao colegiadoCurso de introdução à informática em saúde   apresentação ao colegiado
Curso de introdução à informática em saúde apresentação ao colegiado
 
What is health information
What is health informationWhat is health information
What is health information
 
Referral or follow up
Referral or follow upReferral or follow up
Referral or follow up
 
Keeping up
Keeping upKeeping up
Keeping up
 
Is a consultation...
Is a consultation...Is a consultation...
Is a consultation...
 
Improving services with informatics tools
Improving services with informatics toolsImproving services with informatics tools
Improving services with informatics tools
 
How decision support tools help define clinical problems
How decision support tools help define clinical problemsHow decision support tools help define clinical problems
How decision support tools help define clinical problems
 
How computers help make efficient...
How computers help make efficient...How computers help make efficient...
How computers help make efficient...
 
How computers can help to share understanding with patients
How computers can help to share understanding with patientsHow computers can help to share understanding with patients
How computers can help to share understanding with patients
 
Glossary of health informatics terms
Glossary of health informatics termsGlossary of health informatics terms
Glossary of health informatics terms
 
E health and the future, promise or peril
E health and the future, promise or perilE health and the future, promise or peril
E health and the future, promise or peril
 
Communication and navigation...
Communication and navigation...Communication and navigation...
Communication and navigation...
 
Why is this patient here today
Why is this patient here todayWhy is this patient here today
Why is this patient here today
 
Prontuário médico
Prontuário médicoProntuário médico
Prontuário médico
 
Prontuario eletronico usp opas
Prontuario eletronico usp opasProntuario eletronico usp opas
Prontuario eletronico usp opas
 
Depressão , unipolar ou bipolar
Depressão , unipolar ou bipolarDepressão , unipolar ou bipolar
Depressão , unipolar ou bipolar
 
Informática em saúde na uniplac
Informática em saúde na uniplacInformática em saúde na uniplac
Informática em saúde na uniplac
 
Projeto Descritivo Caps Ad
Projeto Descritivo   Caps AdProjeto Descritivo   Caps Ad
Projeto Descritivo Caps Ad
 
Avaliação caps cremesp
Avaliação caps   cremespAvaliação caps   cremesp
Avaliação caps cremesp
 

Prontuário médico

  • 1. “O prontuário do paciente representa segurança para os médicos cultos e conscienciosos, ameaça constante para audazes sem escrúpulos, ignorantes incorrigíveis e uma barreira intransponível contra reclamações e caprichos de clientes descontentes.” (Lacassagne)
  • 2. Prontuário (médico, do paciente, de papel, eletrônico...) Algumas reflexões em torno de nossos cuidados, atenções e organizações Eduardo Guagliardi - UNIPLAC
  • 4.  A prática médica ensina que o profissional precisa ter, além de conhecimentos para diagnosticar e tratar doenças noções fundamentais sobre atividades de apoio ao exercício da medicina, como:  administração hospitalar,  ética médica,  psicologia das relações médico-paciente  vigilância sanitária,  infecção hospitalar,  metodologia científica,  linguagem médica,  uso correto do prontuário.  Conhecimentos sobre ética e prontuário não trazem necessariamente fontes de ganhos financeiros, mas podem evitar sérias perdas.
  • 5.  É primordial que todos os envolvidos com a assistência ao paciente, profissionais, estagiários e acadêmicos tenham seus primeiros contatos com o prontuário e suas normas por intermédio de orientadores especializados, especialmente os que atuam em controle de prontuários . A desassistência institucional ao prontuário, qualquer seja sua causa, configura inobservância ao princípio bioético de beneficência. O desconhecimento das normas do prontuário e de suas implicações ético-profissionais pode ser apontado como causa de mal prática e de outras infrações.
  • 6.  O Conselho Federal de Medicina (CFM), pela Resolução n.º 1.638/02, define prontuário como “documento único, constituído de um conjunto de informações, sinais e imagens registrados, gerados a partir de fatos, acontecimentos e situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada, de caráter legal, sigiloso e científico, que possibilita a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo”. Para simplificar – é o conjunto de documentos relativos à assistência prestada a um paciente.
  • 7.  O nome prontuário, provém do latim prontuarium, lugar em que se guardam as coisas que devem estar à mão, despensa, armário. Daí, por extensão, manual de informações úteis; de promptus, preparado, que está à mão; de promere, tirar uma coisa de onde está guardada, fazer sair (Houaiss, 2001).
  • 8.  A expressão prontuário médico é amplamente usada, o que lhe dá legitimidade. Mas é ambígua e, por isso, objeto de críticas, sobretudo de outros profissionais de saúde. O adjetivo médico significa medicinal, relativo ao médico, à medicina, àquilo que cura.  Isto leva à ideia de que o prontuário é do médico ou versa sobre ele ou é usado só por médicos. Tal denominação pode desencorajar profissionais não-médicos de aí fazer suas observações, atitude que pode desfavorecer o enfermo e a equipe assistencial.
  • 9.  Embora o prontuário seja escrito, no mais das vezes, pelos médicos, refere-se ao paciente, e os dados aí constantes pertencem a este e à instituição que o assiste. Segundo o parecer CRM-DF 43/2000, toda documentação referente ao atendimento prestado ao assistido pertence a este.  Prontuário nosológico do paciente ou prontuário médico do paciente são expressões completas e expressivas, que podem ser adotadas em comunicações científicas formais. Prontuário do paciente é denominação encurtada, aceitável por ser expressiva e “politicamente adequada”.
  • 10.  Segundo Van Bemmel (1997), o prontuário em papel vem sendo usado há muitos anos. Hipócrates, no século V a.C., estimulou os médicos a fazerem registros escritos, dizendo que o prontuário tinha dois propósitos: refletir de forma exata o curso da doença e indicar as possíveis causas das doenças.
  • 11.  Até o início do século XIX, os médicos baseavam suas observações e consequentemente suas anotações, no que ouviam, sentiam e viam e as observações eram registradas em ordem cronológica, estabelecendo assim o chamado prontuário orientado pelo tempo em uso desde então.
  • 12.  Em 1880, William Mayo, em Minnesota ( Estados Unidos), observou que a maioria dos médicos mantinham o registro de anotações das consultas de todos os pacientes em forma cronológica em um documento único. O conjunto de anotações trazia dificuldade para localizar informação específica sobre um determinado paciente.
  • 13. Prontuário Paciente 1 Evoluindo bem, sem intercorrências da clínica registradas, referiu dor de cabeça pela manhã, aliviada com uso de analgésico. Preocupado com a família.... X / mês de novembro Paciente 2 Paciente agitado no leito, refere não ter dormido à noite, com mal estar difuso, apresentou PA elevada, plantonista foi comunicado... Paciente 1 Apresenta-se melhor, não fez uso de analgésicos, recebeu visita da família...
  • 14.  Em 1907, a Clínica Mayo adota um registro individual das informações de cada paciente que passaram a ser arquivadas separadamente. Isto dá origem ao prontuário médico centrado no paciente e orientado ainda de forma cronológica. Prontuários da Clínica Paciente Paciente Paciente 1 2 3
  • 15.  Em 1920, a Clínica Mayo passa a padronizar o conteúdo dos prontuários através da definição de um conjunto mínimo de dados que deveriam ser registrados.  Este conjunto mínimo de dados criou uma estrutura mais sistematizada de apresentação da informação médica que caracteriza o prontuário do paciente de hoje.  Entretanto, apesar de todos os esforços de padronização, o prontuário ainda contém uma mistura de queixas, resultados de exames, considerações, planos terapêuticos e achados clínicos de forma muitas vezes desordenada nem sempre sendo fácil obter uma clara informação sobre a evolução do paciente, principalmente daqueles que possuem mais de uma enfermidade ou múltiplos problemas de saúde.
  • 16.  Ao considerar o conteúdo do prontuário do paciente, vale destacar que todo e qualquer atendimento em saúde pressupõe o envolvimento e a participação de múltiplos profissionais: As atividades de atendimento ao paciente acontecem em diferentes locais. Para realização destas atividades, são necessárias múltiplas informações de diferentes fontes. São fontes diferentes de dados, gerando consequentemente uma grande variedade de informações. Tais dados precisam ser agregados e organizados de modo a produzir um contexto que servirá de apoio para tomada de decisão sobre o tipo de tratamento ao qual o paciente deverá ser submetido, orientando todo o processo de atendimento à saúde de um indivíduo ou de uma população.
  • 17.  Atualmente entende-se que o prontuário tem como funções: Apoiar o processo de atenção à saúde, servindo de fonte de informação clínica e administrativa para tomada de decisão e meio de comunicação compartilhado entre todos os profissionais;  É o registro legal das ações médicas; Deve apoiar a pesquisa (estudos clínicos, epidemiológicos, avaliação da qualidade); Deve promover o ensino e gerenciamento dos serviços, fornecendo dados para cobranças e reembolso, autorização dos seguros, suporte para aspectos organizacionais e gerenciamento do custo.
  • 18. Novo modelo de atendimento. Novo prontuário?  Nos últimos anos vem ocorrendo uma forte tendência de mudanças no modelo tradicional de atendimento à saúde. As características do novo modelo são: Maior integração e gerenciamento do cuidado, ou seja, o atendimento clínico tem que ser visto como um todo, a informação integrada para permitir gerenciar e analisar de forma contínua os sucessos e fracassos da atenção de saúde;
  • 19. Foco do atendimento é o nível primário. Pagamento do atendimento prestado é dirigido por melhor gerenciamento do processo de atenção, onde o apropriado é melhor, encorajando a eficiência (custo-benefício) do atendimento e na utilização de recursos; Procedimento médico é baseado na melhor prática, exigindo dos profissionais maior competência e capacitação do profissional. Requer envolvimento e responsabilidade com os avanços da profissão e manter-se atualizado é dever de cada profissional; A equipe que atende é interdisciplinar, colaborativa, conduzida por uma organização horizontal. Não existe um profissional que seja mais importante que outro, uma vez que todos colaboram para que o paciente se restabeleça. O cliente dos serviços de saúde não é o médico e sim, o paciente.
  • 20.  Este modelo de atendimento utiliza a informação e a integração como elementos essenciais de organização. Neste aspecto, a estrutura computacional que surge oferecendo solução é o chamado Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que é uma forma proposta para unir todos os diferentes tipos de dados produzidos em variados formatos, em épocas diferentes, feitos por diferentes profissionais da equipe de saúde em distintos locais. Assim, deve ser entendido como sendo a estrutura eletrônica para manutenção de informação sobre o estado de saúde e o cuidado recebido por um indivíduo durante todo seu tempo de vida.
  • 21.  O Institute of Medicine (IOM, 1997), entende que o prontuário eletrônico do paciente é “um registro eletrônico que reside em um sistema especificamente projetado para apoiar os usuários fornecendo acesso a um completo conjunto de dados corretos, alertas, sistemas de apoio à decisão e outros recursos, como links para bases de conhecimento médico”.
  • 22. Keeping Canadians Informed - Canada Health Infoway  https://www.infoway-inforoute.ca/lang-en/about-ehr/public- education-campaign-about-ehr
  • 24.  Facebook: Curta a página “e-Saúde Mental”  Palestra disponibilizada em http://slideshare.net/eduardoguagliardi  humana.mente@hotmail.com