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S U M Á R I O
1. GRUPO GESTOR DA ESCOLA BEATRIZ........................................................................1
2. IDENTIFICAÇÃO................................................................................................................2
3. INTRODUÇÃO....................................................................................................................3
4. A HISTÓRIA DO BAIRRO PANTANAL E O SURGIMENTO DA ESCOLA BEATRIZ....4
5. ESTRUTURA FÍSICA.........................................................................................................8
6. RECURSOS HUMANOS....................................................................................................9
7. REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO ...............................................................12
8. CONTINUANDO A CONVERSA .....................................................................................17
8.1. Quadro de turmas / alunose profissionais em 16/03/2015.........................................18
8.2. Croqui da Escola.......................................................................................................19
9. CALENDÁRIO...................................................................................................................22
10. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA CURRICULAR.........................................................24
10.1. Gêneros textuais ..................................................................................................25
10.2. Sequências didáticas.............................................................................................28
10.3. Planejamento.......................................................................................................30
11. ROTINA DO TRABALHO PEDAGÓGICO ...................................................................33
11.1. Biblioteca.............................................................................................................36
11.2. Sala Informatizada................................................................................................37
12. AVALIAÇÃO..................................................................................................................39
12.1. Conselho de Classe...............................................................................................41
12.2. Normas de estágio curricular obrigatório...............................................................44
12.3. O IDEB da Escola Beatriz........................................................................................49
13. GESTÃO DEMOCRÁTICA ...........................................................................................51
REFERÊNCIAS........................................................................................................................52
ANEXO 1 - PROJETO: A ESCOLA BEATRIZ PARA ALÉM DOS SEUS MUROS 2015. .....54
ANEXO 2 - REGIMENTO INTERNO DA ESCOLA BÁSICA MUNICIPAL BEATRIZ DE
SOUZA BRITO.........................................................................................................................60
ANEXO 3 - RESOLUÇÃO CME Nº02/2011............................................................................94
ANEXO 4 – PORTARIA Nº 005/15..........................................................................................98
ANEXO 5 - PORTARIA Nº 010/15 ........................................................................................ 106
ANEXO 6 – PROGRAMA NACIONAL DE ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA.............. 107
1
1. GRUPO GESTOR DA ESCOLA BEATRIZ
 Edilton Luis Piacentini *Diretor da Escola
* professor de matemática
* coordenador do PIBID de matemática
* presidente do Conselho do FUNDEB
 Myliane D. Nascimento Gonçalves *Secretária
*atendimento a alunos e pais
*substituir o diretor em sua ausência
*atividades relacionados com a
secretaria
 Salma Normélia da Silva *Professora
*organização do trabalho administrativo
*ficha de controle freqüência
*controle de estagiários
*articuladora do PSE (Programa de
Saúde do Escolar)
 Pedro Cabral Filho *Professor
*coordenação do trabalho pedagógico do
6º ao 9º ano
*elaboração do projeto da Escola de
Tempo integral
 Maria Aparecida A. Demaria *Supervisora
*coordenação do trabalho pedagógico do
1º ao 5º ano
*articuladora do PSE (Programa de
Saúde do Escolar)
 Gládis Helena Machado *Professora
*organização do trabalho pedagógico do
1º ao 9º ano
*organização do projeto Beatriz para
além dos seus muros
 Fernanda C. Lückmann da Silva *Bibliotecária
*orientação à pesquisa escolar
*promoção da leitura
*atividades relacionadas à biblioteca
 Débora Vanusa B. Machado *Professora
*coordenadora do PIBID de educação
física
*articuladora do grêmio estudantil no
Beatriz
2
2. IDENTIFICAÇÃO
Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito
Código INEP 42000777
Rua Deputado Antônio Edu Vieira, nº 600, Pantanal
Florianópolis, Santa Catarina
CEP: 88040 000
Fone: + 55 (48) 3234-5792
3234-1513
www.escolabeatrizdesouzabrito.blogspot.com
www.facebook.com/ebmbeatrizdesouzabrito
escolabeatrizdesouzabrito@gmail.com
Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis
Rua Conselheiro Mafra, nº 656, Centro
Florianópolis, Santa Catarina
CEP: 88010 914
Fone: +55 (48) 3251-5900
3
3. INTRODUÇÃO
A Escola Beatriz tem construído o seu projeto político-pedagógico em torno
do eixo “ler e escrever: compromisso de todas as áreas do conhecimento” desde
2002, quando realizamos as primeiras oficinas sobre texto dissertativo, ministradas
pelas Professoras de Língua Portuguesa Albertina Seemann e Ângela Beirith. A
partir de 2004, com o início do Curso de Formação, ministrado pela Professora
Terezinha Bertin, o que era uma ação incipiente e pontual, tornou-se convicção,
tornou-se projeto vivo.
Neste sentido, partilhamos da perspectiva de Ilma Passos A. Veiga de que “o
projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido
explícito, um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto
pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente
articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da
população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do
cidadão para um tipo de sociedade”, e prossegue a autora, “o projeto não é algo
que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades
educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas”.
Neste contexto, estamos encaminhando a versão do Projeto Político
Pedagógico da Escola Beatriz, que seguirá sendo discutido, avaliado e
(re)elaborado em 2015 e nos anos subsequentes.
4
4. A HISTÓRIA DO BAIRRO PANTANAL E O SURGIMENTO DA ESCOLA
BEATRIZ
A Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito está localizada no bairro
Pantanal, na cidade de Florianópolis. O bairro Pantanal1, formado no final do século
XIX, era constituído na sua maioria por famílias pobres, descendentes de açorianos
e negros. Várzea, em 1990, descreveu dessa forma o bairro:
O Pantanal é um arraial muito inferior em população e construções ao
arraial do Saco, e acha-se situado à falda de uns cerros ao sul, de que é
padrasto Morro do Rio Tavares, tendo em frente, pelo norte, o vale formado
entre os altos da Carvoeira e os daquele monte. Os sítios que contém são
em geral terras de cultura, com simples, mas risonhas casinhas rústicas e
engenhos primitivos, uns feitos de alvenaria, muitos só de pau-a-pique
barreado, cobertos de telha ou palha, em meios aos lençóis verde-escuro
da rama da mandioca, as espanadas verde-claro dos canaviais que
ondulam ao vento como uma floresta de alfanges, ou entre cafeeiros
tufados e pomares de altas frontes, onde sobressaem a laranjeira, o
pessegueiro, a ameixeira e a fruta-de-conde. O nome Pantanal vem-lhe
talvez desse vale onde serpenteia o riacho dos limões que deságua à praia
do Saco, vale em cujo terreno são freqüentes os banhados, mas que é de
um pitoresco impressionista pela linha rasa dos campos e no pendor das
espaldas, ondulando em tonalidades sem fim de verdura a uma e outra
margem da estrada, atravessada de pontes em seu leito arenoso e largo.
Essa estrada, que descreve uma admirável curva de mais de três
quilômetros de extensão, sempre orlada de altas cercas de espinheiros,
interrompidas, cá e lá, por alguns pequenos trechos roçados ou renques de
bastas árvores seculares, que o machado do lavrador poupara não se sabe
porque benéfica singularidade – vai terminar no vasto largo da Santíssima
Trindade, quase em frente ao sítio de onde parte a magnífica estrada que
daí conduz a cidade pelas Carreiras e pela Pedra Grande. (Várzea, apud
Cabral Filho, 1998, p. 9-10)
No início do século XX existia a escola masculina do Pantanal, localizada no
alto de um dos morros do bairro, o chamado Sertão do Pantanal. De acordo com
Cabral Filho (1998: 16) “é provável que essa escola tenha se tornado a escola mista
do Pantanal, que o relatório do Prefeito Mauro Ramos citou em 1935 como a Escola
Municipal do Sertão – Distrito da Trindade, como pertencente ao município de
1 Para saber mais sobre a constituição do bairro Pantanal, ver: DALLABRIDA, Norberto. Uma história do bairro do
Pantanal. Florianópolis, 1989. Monografiade conclusão de curso(Graduação em História) – Departamento de História.
Universidade Federal de Santa Catarina; TESSEROLLI, Miriam A. Da ruralidade à urbanidade. História do bairro do
Pantanal. Florianópolis, 1992. Relatório de pesquisa – Departamentode História. Universidade Federal de Santa Catarina.
5
Florianópolis.” Ainda de acordo com esse autor, “a escola do Sertão fazia parte da
categoria isolada onde um só professor ensinava, no mesmo horário e na mesma
sala de aula, as crianças/adolescentes com diferentes níveis de adiantamento
escolar e de escolarização. Após concluírem o quarto ano primário, as crianças
dirigiam-se a bairros vizinhos para continuarem os estudos, mas muitos encerravam
aí o seu período de escolaridade.” (Ibid, p. 18)
As crianças/adolescentes que freqüentavam a Escola do Sertão eram os
moradores do próprio local e alguns outros da parte baixa do Bairro. Como a Escola
era só até a quarta série do ensino fundamental, muitos optavam por estudar no
Grupo Escolar Olívio Amorim, no bairro Trindade, ou no Grupo Escolar Getúlio
Vargas, no Saco dos Limões. Essa situação, aliada à idade avançada da sua única
professora, acarretou a desativação da Escola.
No início dos anos 50, o número de crianças que moravam na parte baixa do
bairro Pantanal era muito grande, o que provocou a criação da primeira casa-
escola. A casa-escola era um chalé bem velho, antigo, de madeira, e que
funcionava em três períodos: das 8 às 11 horas, das 11 às 14 horas e das 14 às 17
horas. Com o tempo e a crescente demanda foram surgindo outras três casas-
escola2. Em 1958, o então Prefeito de Florianópolis, Osmar Cunha, regularizou a
situação das casas-escola, desdobrando a Escola Isolada do Pantanal, através do
decreto nº 55, de 1º de março. Apesar desse ato as casas-escola continuaram
funcionando como escolas mistas e nas mesmas casas. Até 1962 a UFSC já tinha
gerado mais de 267 empregos. O início da instalação da sede da ELETROSUL –
Centrais Elétricas do Sul do Brasil, em 1968, também contribuiu para essa
transformação. A conclusão da obra se deu no ano de 1978, mas ao contrário da
UFSC, o quadro técnico-administrativo exigido pela ELETROSUL era qualificado e o
ingresso via concurso público. Mesmo assim, os moradores do Pantanal também se
beneficiaram com a implantação da Empresa alugando imóveis e vendendo
terrenos para os “novos” moradores do bairro, os empregados da ELETROSUL.
(Cabral Filho, 1998)
2 “Nos documentos da Diretoria de Educaçãoda Prefeitura de Florianópolis, essas casas funcionavam como uma única
escola isolada, conforme decreto nº 06, de fevereiro de 1957 do Prefeito Osmar Cunha.” (Cabral Filho, 1998: 20)
6
A transformação do Bairro implicou mudanças também no serviço
educacional oferecido pelo Município. No ano de 1963, durante o mandato do
prefeito Osvaldo Machado, foram unidas as quatro casas-escola do bairro Pantanal,
sendo criado em um único lugar o Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito.
O Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito era composto por quatro salas de
aula, cozinha, sala de direção, banheiros e um pátio coberto. Os professores e a
direção participavam de reuniões promovidas pela Prefeitura Municipal de
Florianópolis através de seu Departamento de Educação. Nessas reuniões
apresentava-se o rendimento dos estudantes, trocavam-se experiências e
discutiam-se orientações gerais para as necessidades da escola.
Conforme Cabral Filho (1998: 39 e 40) “de 1972 a 1985, o corpo docente da
Escola Beatriz foi composto em sua maioria por professores normalistas efetivas,
substitutos e bolsistas, situação comum na Rede Municipal de Ensino, que durante
a década de 70 realizou apenas dois concursos públicos para o magistério, em
1972 e 1978. O número de matrículas do Grupo Escolar Beatriz em 1972 foi de 240
crianças e adolescentes”.
No ano de 1986 a Prefeitura Municipal de Florianópolis transformou o então
Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito em Escola Básica, tendo como um de seus
objetivos atender a demanda do bairro Pantanal, oportunizando-lhe a continuidade
dos estudos após a 4ª série do 1º grau, evitando que os mesmos interrompessem
sua trajetória escolar, já que as outras escolas ficavam em outros bairros.
A transformação do Grupo Escolar em Escola Básica viabilizou-se
legalmente através de estudos do Instituto de Planejamento Urbano – IPUF que
criou o processo de expansão do ensino Fundamental (5ª a 8ª série) no município
de Florianópolis. Esse estudo foi enviado ao Diretor da 1ª Unidade de Coordenação
Regional de Ensino – UCRE, José Carlos Cechinel e, logo em seguida, o então
Prefeito de Florianópolis, Edson Andrino, assinou o decreto nº 84, de 2 de maio de
1986, no qual era oficializada a transformação do Grupo em Escola Básica.
Ao final do ano de 1986 foi realizado um concurso público para o magistério
municipal, através do qual a Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito
recebeu doze professores efetivos de 5ª à 8ª série, todos com formação superior.
7
Ainda no mesmo ano foi instituída a lei municipal nº 2.415, de 8 de julho, que
estabelecia eleições diretas para diretores de Escolas Básicas da Rede Municipal
de Ensino de Florianópolis. A Escola Beatriz participou desse processo elegendo
Catarina Maria Silveira dos Santos, professora das séries iniciais, moradora do
Bairro e que já ocupava esse cargo como diretora indicada há mais de 17 anos.
8
5. ESTRUTURAFÍSICA
Em 2015, a Escola Beatriz deverá passar por uma grande reforma, o que
alterará significativamente a distribuição e organização de seus espaços internos e
externos.
Sendo assim, os espaços em funcionamento atualmente são os seguintes:
10 salas de aula, 1 sala informatizada, 1 biblioteca, 04 espaços socráticos, 1 sala
multiuso, 1 ginásio de esportes, 1 secretaria, 1 sala de direção, 1 sala de auxiliares
de ensino, 1 sala de professores, 1 sala de coordenação pedagógica, 1 sala de
planejamento, 1 sala de apoio pedagógico, 1 cozinha e depósito, 1 refeitório, 1
almoxarifado, 6 banheiros, 1 banheiro adaptado e 1 depósito de material de
limpeza.
9
6. RECURSOS HUMANOS
PROFESSORES QUE ATUAM NOS ANOS INICIAIS
NOME DISCIPLINA TURMA/ANO
2015
CARGA
HORÁRIA
SITUAÇÃO
FUNCIONAL
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Ana Letítica da Rosa Corrêa Aux. Ed.
Especial
4º ano
T. 42
20h ACT Pedagogia incompleto
Camila Porciuncula Santos Anos Iniciais 3º anos
T. 31 e 32
40h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais
Especialização em
Desenvolvimento e Aprendizagem
Débora V. B. Machado Ed. Física Mat./Vesp 40h Efetiva Educação Física
Especialização em Educação
Física Escolar
Edvania Cristina Nogueira Anos Iniciais 2º ano
T. 22
20h ACT Pedagogia Séries Iniciais
Especialização em
Psicopedagogia
Elizete Justino a Costa Anos Iniciais 4º ano
T. 42
20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais
Fernanda Ramos do Nascimento
Furtado
Anos Iniciais 1º ano
T. 12
20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais
Especialização em Educação
Infantil e Anos Iniciais
Iara Maria Stein Benítez Anos Iniciais 2ºano
T. 21
20h Efetiva Pedagogia Educ.Inf./Séries Iniciais
Especialização Educ. Infantil e A.I.
Esp. em Docência Ens. Superior
Loélia Maia dos Santos Artes
Visuais
Mat./Vesp. 20h Efetiva Artes/ Plásticas
Especialização em Ensino de
Artes Visuais
Maria Nilda Martins Anos Iniciais 1º ano
T. 11
20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais
Especialização em
Psicopedagogia
Matilde Maria Zanotto Azevedo Anos Iniciais 4º ano
T. 41
20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais
Especialização em
Psicopedagogia
Terezinha de Jesus Bernardino Anos Iniciais 5º anos
T. 51 e 52
40h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais e
Orientação Educacional
Especialização em Met. do Ensino
PROFESSORES QUE ATUAM NOS ANOS FINAIS
NOME DISCIPLINA TURMAS
2015
CARGA
HORÁRIA
SITUAÇÃO
FUNCIONAL
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Ácmon Francisco Pedrosa Bhering Matemática Mat./Vesp 40h ACT Matemética
Oceanografia
André GanzarolliMartins Ciências Matutino 20h ACT Biologia
Flávia Stela de Araújo Lima Amorim História Matutino 20h ACT História
Espec. em História Sóciocultural
Direito
Especialização em Direito Civil
Fabio Segatto Marchiori Geografia Mat./Vesp. 40h Efetivo Geografia
Júlia Mara Pegoraro Silvestrin Ed. Física Vespertino 20h ACT Educação Física
Mestrado em Educação Física
Nailse Pereira de Azevedo Pazin História Vespertino 20h Efetiva História
Mestrado em Educação
Doutorado em História
10
Pedro Cabral Filho Artes Mat./Vesp 40h Efetivo Artes/Música
Mestrado em Teoria e Prática
Pedagógica
Doutorado em História e
Historiografia da Educação
Rita de Cássia dos Santos Vanderlim Ciências Vespertino 20h ACT Biologia
Especialização em Biologia do
Desenvolvimento
Mestrado em Neurociências
Rita de Cássia Peres Português Mat./Vesp. 40h Efetiva Letras / Português
Especialização em Gestão Escolar
Sirley Yolanda da Silva Matemática Vespertino 10h ACT Matemática
PROFESSORES QUE ATUAM NOS ANOS INICIAIS E FINAIS
NOME DISCIPLINA TURMAS
2015
CARGA
HORÁRIA
SITUAÇÃO
FUNCIONAL
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Cinthia de Melo Marques Inglês Mat./Vesp. 40h ACT Letras / Inglês incompleto
Ciências Sociais
Leopoldo Escher Kother Ed. Física Vespertino 20h ACT Educação Física
Especialização em Gestão
Escolar
Paula Pereira Ferrugem Por/ Inglês Mat./Vesp 20h ACT Letras/Inglês/Português
Marilete Terezinha de Souza Pereira Artes/Música Mat./Vesp 30h ACT Artes - Música
Especialização em Metodologia do
Ensino de Música
PROFISSIONAIS DE APOIO PEDAGÓGICO/ADMINISTRATIVO
NOME FUNÇÃO NA
ESCOLA
TURMAS
2015
CARGA
HORÁRIA
SITUAÇÃO
FUNCIONAL
FORMAÇÃO ACADÊMICA
Andreia Bernadete da S. Gonçalves Professora
Auxiliar de
Ensino
Matutino 20h ACT Pedagogia
Especialização em Educação
Especial e Mídias
Edilton Luis Piacentini Diretor Mat./Vesp. 40h Efetivo Matemática
Mestrado em Educação
Eligia da Silva Michels Professora
Auxiliar de
Ensino
Mat./Vesp. 40h ACT Pedagogia incompleto
Fernanda Cláudia Lückmann da Silva Bibliotecária Mat./Vesp. 40h Efetiva Biblioteconomia
Especialização em Estratégias e
Qualidade em Unidades de
Informação
Graziela da Silva Varela Batistaa Professora
Auxiliar de
Ensino
Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia
Gládis Helena Machado Apoio
Pedagógico
Mat./Vesp. 40h Efetiva Biologia
Maria Aparecida de A. Demaria Coordenação
Pedagógica
Anos Iniciais
Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia Supervisão Escolar
Maria José Lenzi Professora
Auxiliar de
Ensino
Vespertino 20h ACT Pedagogia
Especialização em
Psicopedagogia
Especialização em Educ. Especial
11
Marília Gabriela Petry Apoio
pedagógico
Mat./Vesp. 40h ACT Pedagogia Séries Iniciais
Mestrado em Educação
Myliane Demétrio Nascimento Secretária Mat./Vesp. 40h Comissionada Pedagogia Orientação
Supervisão Anos Iniciais e
Educação Infantil
Especialização em
Psicopedagogia Institucional
Regiane Aparecida Amaral Auxiliar de
Ensino –
Tecnologia
Educacional
Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia Ed. Infantil e Séries
Iniciais
Especialização em Educação à
Distância
Roque Vitório Pereira Auxiliar
Biblioteca
Vespertino 20h Readaptado Filosofia
Especialização em Ciências
Sociais
Salma Normélia da Silva Valente Auxiliar
Secretaria
Mat./Vesp. 40h Readaptada Pedagogia Ed. Infantil e Séries
Iniciais Especialização em Prática
de Ensino Interdisciplinar
Silvana de Melo Amorim Auxiliar
Biblioteca
Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais
Especialização Práticas
Pedagógicas Interdisciplinares
PROFISSIONAIS DE APOIO ADMINISTRATIVO/PEDAGÓGICO
NOME FUNÇÃO NA
ESCOLA
CARGA HORÁRIA SITUAÇÃO FUNCIONAL
Amauri Ramos Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK)
Andréa Félix Merendeira 40h Terceirizado (SEPAT)
Claudete Alves Lima Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK)
Denise Daufenbach Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK)
Eliane Ester Henrique Merendeira 40h Terceirizada (SEPAT)
Elisangela Maria Vicente Pedro Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK)
Jacilva Martins Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK)
Juliana Maria da Silva Serviços Gerais 40h Terceirizado (SEPAT)
Jurema Gonçalves Apolinário Merendeira 40h Terceirizada (SEPAT)
Maria das Graças de Assis Serviços Gerais 40h Efetiva
Silvio Olavio Alves Serviços Gerais 30h Terceirizado (ORBENK)
12
7. REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO
Assumir a palavra é condição de cidadania. O domínio da linguagem, como
atividade discursiva e cognitiva, é condição de maior participação social. Pela
linguagem os indivíduos se comunicam, acessam a informação, defendem e
partilham visões de mundo, produzem cultura.
A importância e o valor atribuídos aos usos da linguagem são determinados
historicamente, de acordo com as demandas sociais de cada momento. Hoje, os
níveis de leitura exigidos são bem diferentes dos que satisfizeram as demandas
sociais há poucos anos. Autores como Magda Soares (2001), estudiosos dedicados
à área do ensino da leitura e escrita, apontam para “a mudança na maneira de
considerar o significado do acesso à leitura e à escrita em nosso país – da mera
aquisição da ‘tecnologia’ do ler e do escrever à inserção nas práticas sociais de
leitura e escrita”. O que significa dizer que não basta saber ler e escrever: é preciso
fazer uso dessa tecnologia nas práticas sociais de leitura e escrita3. Portanto, é
importante e necessário que se invista na formação de uma geração de leitores
para um mundo em permanente mudança, cada vez mais exigente quanto à
qualidade da leitura e da escrita.
Sendo assim, no contexto atual das sociedades e culturas mundializadas, a
interação com as diversas linguagens não é apenas condição de comunicabilidade,
mas também de apropriação de conhecimento e, por conseguinte, de
desenvolvimento cognitivo; ganhando destaque, neste universo da comunicação, a
linguagem falada e escrita.
A língua pode ser considerada como o principal instrumento de ensino e
aprendizagem de todas as disciplinas, pois a quase totalidade das atividades tem
como suporte o texto, quer enquanto objeto de leituras, quer enquanto trabalho de
produção. Nas práticas em sala de aula, observa-se que as crianças/adolescentes
3 De acordo comMagda Soares “a alfabetizaçãoé umcomponente do letramento, mas é preciso distinguir claramente o
que é alfabetização – a aquisiçãodo sistema de escrita, a aquisiçãoda tecnologiada escrita – do que é letramento – o
uso dessatecnologia, o exercíciodas práticas sociais de leitura e de escrita. (...) Usando um verb o que ainda não está
dicionarizado, eudiria que devemos alfabetizar letrando:ensinar a ler e a escrever por meiode práticassociais reais de
leitura e de escrita.” (SOARES, 2004, p. 7)
13
leem textos relacionados às diferentes disciplinas do currículo para aprender seus
conteúdos, sem que, de maneira geral, alguém lhes tenha ensinado como fazer
isso. É comum à grande maioria dos professores pressupor que as
crianças/adolescentes já saibam ler, pois já estão alfabetizados, bastando, portanto,
que se apropriem dos conteúdos, tomando por princípio que os textos sejam
autoexplicativos. Isto se deve, em grande parte, à formação inicial dos professores
das diferentes áreas do conhecimento, excetuados os de Língua Portuguesa, que
pouca ou nenhuma relevância dá aos aspectos relacionados ao ensino da língua.
A leitura do texto expositivo, por exemplo, um dos gêneros mais recorrentes
nas disciplinas de História, Geografia e Ciências, praticamente não é ensinada, pois
não é considerada por essas áreas como conteúdo de ensino.
Nossa tradição escolar, que certamente remonta ao modelo de ensinar
calcado pelos jesuítas, no conhecido método de Ratio Studiorum4, nos deixa como
herança um ensino centrado em aulas expositivas, o que, certamente, não seria o
mais adequado se pensarmos a sala de aula como espaço de formação de leitores
e escritores. Além disso, a leitura de textos, quando é feita em sala de aula,
normalmente é baseada em comandos gerais de compreensão do texto, como se
este processo fosse algo intuitivo e espontâneo. Os procedimentos que envolvem a
compreensão de textos são reduzidos a clichês - do tipo: “O que você achou do
texto?”; “Qual a mensagem do autor?”; “Retire as informações principais.”; “Qual o
assunto do texto?” -, aplicados a diferentes textos, sem que o professor perceba a
necessidade e possibilidade de sistematização dos processos que envolvem o ato
de ler, ou que justamente as especificidades de cada texto, os gêneros5, requerem
estratégias diferenciadas para seu entendimento e, por conseguinte, para o
4 Ver a este respeito: CHATEAU, Jean. La Pedagogia de los Jesuítas. México, Fundo Econômico de Cultura, 1992.
5 “Todas as esferasda atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da
língua. Nãoé de surpreender que o caráter e os modos dessautilizaçãosejam tão variados como as próprias esferas da
atividade humana, o que nãocontradiza unidade nacional de uma língua. A utilizaçãoda língua efetua-se em forma de
enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, que emanamdos integrantes duma ou doutra esfera da atividade
humana. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu
conteúdo (temático)e por seuestiloverbal, ou seja, pelaseleção operada nos recursos da língua – recursos lexicais,
fraseológicos e gramaticais –, mas também, e sobretudo, por sua construção composicional. Esses três elementos
(conteúdotemático, estilo e construçãocomposicional) fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado, e todos
eles sãomarcados pela especificidade de uma esfera de comunicação. Qualquer enunciado consideradoisoladamente é,
claro, individual, mas cada esfera de utilizaçãoda língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, sendo
isso que denominamos gêneros do discurso.” (BAKHTIN, 1997, p. 279)
14
entendimento do conteúdo que desejam ensinar.
Neste processo, o professor, muitas vezes, acaba desconsiderando o fato de
que uma leitura implica mobilizar conhecimentos prévios, retroceder para avançar,
reconhecer códigos e imagens, criar hipóteses, refutar ou confirmar antecipações,
levantar dados, associar informações presentes em diferentes pontos do texto,
estabelecer relações, contextualizar, produzir deduções e inferências, desvelar
aquilo que está implícito, posicionar-se, reelaborar e/ou reordenar o que foi lido.
Outro aspecto fundamental, que nos parece secundarizado em muitas
práticas pedagógicas envolvendo o ensino da leitura, diz respeito à clareza de seus
objetivos. Para Isabel Solé,
sempre deve existir um objetivo para guiar a leitura. (...) O leque de
objetivos e finalidades que faz com que o leitor se situe perante um texto é
amplo e variado: devanear, preencher um momento de lazer e desfrutar;
procurar uma informação concreta; seguir uma pauta ou instruções para
realizar determinada atividade (...); informar-se sobre um determinado fato
(...); confirmar ou refutar um conhecimento prévio; (...). Uma nova
implicação derivada da anterior é que a interpretação que nós leitores,
realizamos dos textos que lemos depende em grande parte do objetivo da
nossa leitura. Isto é, ainda que o conteúdo de um texto permaneça
invariável, é possível que dois leitores com finalidades diferentes extraiam
informação distinta do mesmo. Assim, os objetivos da leitura são elementos
que devem ser levados em conta quando se trata de ensinar as crianças a
ler e a compreender (SOLÉ, 1998, p. 22).
Estudar o tema da leitura implica destacar questões como: o que é ler, para
que ler, como ensinar a ler e a quem compete essa tarefa. As respostas a essas
questões orientam nossa concepção de ensino.
Quando falamos em leitura tomamos como referência a concepção
bakhtiniana, que considera a leitura como uma atividade interativa altamente
complexa de produção de sentidos realizada com base nos elementos linguísticos
presentes na superfície textual e na sua forma de organização, mas requer a
mobilização de um vasto conjunto de saberes. Essa concepção põe em foco o leitor
e seus conhecimentos em interação com o autor e o texto para a construção do
sentido. Nessa perspectiva o leitor, como sujeito ativo na construção do sentido do
texto, lança mão de uma série de estratégias como seleção, formulação de
hipóteses, inferências, verificação, por meio das quais realiza o processamento do
texto.
15
Para Mikhail Bakhtin,
toda compreensão da fala viva, do enunciado vivo é de natureza
ativamente responsiva (embora o grau desse ativismo seja bastante
diverso); toda compreensão é prenhe de resposta, e nessa ou naquela
forma a gera obrigatoriamente: o ouvinte se torna falante (BAKHTIN, 1997,
p.271).
Assim, pensar a leitura e a escrita como atividades interativas indica que
nossas concepções sobre os objetos e métodos de ensino precisam ser revistas, no
sentido de implementar uma outra prática pedagógica capaz de atribuir sentido aos
processos de ensinar e aprender como atividade essencialmente humana.
Posto que a realização dos propósitos educativos depende invariavelmente
de um grau importante do domínio do código linguístico escrito e do
desenvolvimento dos processos mentais que se encontram em sua base,
acreditamos não ser possível pensar em mudanças no ensino da leitura e da escrita
sem estender tal problemática a todas as áreas do conhecimento, em uma
perspectiva interdisciplinar. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) fazem
referência a essa perspectiva:
A língua, sistema de representação do mundo, está presente em todas as
áreas do conhecimento. A tarefa de formar leitores e usuários competentes
da escrita não se restringe, portanto, à área de Língua Portuguesa, já que
todo professor depende da linguagem para desenvolver os aspectos
conceituais de sua disciplina (BRASIL, 1998, p. 31).
Nesse contexto, a idéia de que expressar-se com propriedade é “coisa para a
aula de língua portuguesa”, enquanto as demais disciplinas se preocupam com os
“conteúdos específicos”, não se sustenta. Sendo a língua o principal instrumento de
ensino e de aprendizagem na escola, a tarefa de formar leitores e usuários
competentes da escrita não pode estar restrita à disciplina de Língua Portuguesa, já
que todo professor depende da linguagem para desenvolver os aspectos
conceituais de sua disciplina. Pela linguagem, os indivíduos se comunicam,
acessam as informações, defendem e partilham visões de mundo, produzem
cultura.
Disto decorre que um programa de formação de professores passa
necessariamente por sua formação como utilizadores proficientes da língua,
16
devendo-se, ao mesmo tempo, propiciar a eles os meios necessários à apropriação
de saberes que conduzam a uma inovação didática. É preciso exercitar uma nova
didática que cumpra a função primordial da escola, que é a de favorecer a
autonomia e a descoberta de ser leitor nas múltiplas faces da língua, nas diversas
disciplinas que compõem o currículo escolar. É fundamental inserir todos os grupos
sociais nas práticas de uso da leitura e da escrita, a fim de que se tornem usuários
e críticos dessas práticas. E esta não é apenas uma opção técnica em busca da
competência contra o fracasso na escola; é, sobretudo, uma opção política pela
formação/inclusão de todos.
Uma formação de professores praticantes de leitura e escrita, capazes de
evidenciar perante as crianças o comportamento leitor e escrevente, é uma das
condições para mudarmos os preocupantes indicadores de desempenho escolar,
pois a ninguém é dado o “dom” de ensinar aquilo que não sabe.
Diante desse desafio, a Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito,
pertencente à Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, desenvolveu, durante
uma década, o curso de formação continuada “Ler e escrever: compromisso da
escola, compromisso de todas as áreas”, envolvendo os professores de todas as
séries/anos e de todas as disciplinas do ensino fundamental.
Os estudos e debates realizados ao longo deste processo de formação
continuada em torno do ensino e da aprendizagem da leitura e da escrita foram se
constituindo como referencial teórico e metodológico para a discussão e elaboração
da proposta pedagógica da Escola.
A partir desse referencial teórico e dessa experiência sobre os limites e as
possibilidades das novas práticas pedagógicas gestadas ao longo desses anos, é
que a Escola tem focado suas discussões sobre o currículo. Superar a visão
pautada na crença de que aos anos iniciais cabe ensinar a ler e escrever e aos
anos finais, os conteúdos específicos, é defender a apropriação da leitura e da
escrita nas suas dimensões histórica e cultural para todas as áreas do currículo
escolar. Este tem sido um grande desafio para o coletivo desta Escola.
17
8. CONTINUANDO A CONVERSA ...
ANO 2015 ALGUMAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES
COEB 2015: Nossa Escola esteve representada no COEB através de seu diretor e
demais profissionais da Unidade.
Lista de presença dos alunos: será entregue uma lista provisória das turmas para
todos os docentes para ser utilizada no período de 11/02 a 09/03. Os diários de
classe com a listagem definitiva serão entregues a partir de 09 de março.
Troca de turno e/ou turma: as solicitações serão analisadas por uma Comissão de
acordo com os critérios da Escola.
Uso dos equipamentos e espaços de apoio a sala de aula: os espaços de apoio e os
equipamentos são de uso comum das 18 turmas, necessitam de agendamento
prévio.
Equipamentos disponíveis: aparelhos de som, projetor multimídia/ARTHUR,
retroprojetor (agendamento prévio na Secretaria da Escola); máquina fotográfica e
filmadora (agendar na Sala Informatizada).
Espaços de apoio: sala informatizada e biblioteca (agendamento com as
responsáveis pelos espaços: Regiane e Fernanda, respectivamente); sala multiuso
agendamento na secretaria.
Material didático-pedagógico: solicitação e aquisição será feita no almoxarifado,
preferencialmente, pelo próprio professor e fora do horário de aula.
Fotocópias: cada professor terá uma cota mensal distribuída conforme o número de
alunos e a capacidade mensal das máquinas que a Escola dispõe e deverá ser
entregue com 24 horas de antecedência, na Secretaria. Cada professor terá uma
pasta com nome onde serão colocados os materiais copiados.
Ficha de frequência: deverá ser preenchida diariamente e, se necessário, anexar
com clips, os comprovantes de formação ou os atestados médicos.
Obsevação: justificativas com relação às faltas, saídas antecipadas e/ou chegadas
tardias deverão ser comunicadas diretamente à Direção.
Uso do estacionamento: temos apenas 15 vagas para atender uma demanda de 20
a 25 carros diariamente (Creche e Escola), portanto, os usuários utilizarão apenas
uma vaga.
Refeitório:a alimentação servida é exclusiva para os alunos, exceto para os
professores que acompanham seus alunos no recreio ou em projetos extraclasse.
Lanche: é feita uma arrecadação mensal para compra de pão, café, chá, açúcar e
adoçante – R$ 10,00 (professores de 20h) e R$ 20,00 (professores de 40h).
Observação: a APP/Conselho de Escola contribui com R$ 50,00 mensais, a
princípio, para o pão, café e/ou chá dado aos alunos, pais/responsáveis, estagiários
e visitantes em geral.
Vale Transporte: recadastramento na SME; desconto a partir de 5 pisos / R$ 3.110,00
18
8.1. Quadro de turmas / alunos e profissionais em 16/03/2015
ANO
Nº DE ALUNOS
POR TURNO
Nº DE
TURMAS
Nº DE ALUNOS
POR SÉRIE
1º M = 25 V= 22 2 47
2º M = 25 V = 22 2 47
3º M = 22 V= 25 2 47
4º M = 25 V= 27 2 52
5º M = 29 V= 30 2 59
6º M = 35 V= 35 2 70
7º M = 35 V= 27 2 62
8º M = 36 V= 26 2 62
9º M = 34 V = 31 2 52
TOTAL M = 266 V= 245 18 511
ÁREA Nº PROFISSIONAIS
Séries Iniciais 8
Português 2
Matemática 2
História 2
Geografia 1
Ciências 2
Inglês 2
Ed. Física 3
Artes 3
Merendeira 3
Serviços gerais 8
Vigias 4
Aux. de ensino 4
Aux. Ed. Especial 1
Sala informatizada 1
Bibliotecária 1
Aux. Biblioteca 2
Secretária 1
Aux. Secretaria 1
Equipe Pedagógica 1
Direção 1
Total 53
19
8.2. Croqui da Escola
ALA ESQUERDA
QUADRA DEESPORTES
4º Bloco
AUDITÓRIO
SALA DEVíDEO
3º Bloco
DEP.
MERENDA
WC
REFEITÓRIO
COZINHA
2º Bloco
Dep.
Mat.
Limpeza
WC
MASC.
WC
FEM.
WC
Def. Físico
1º Bloco
COORD.
PEDAG.
E
SALA
PLANEJ.
SALA
PROF.
WC SALA
DIREÇÃO
SECRETARIA
SALA
AUX.
HALL
ALA DIREITA
ALMOXARIFADO
4º Bloco
Nº
SALA
Multiuso
Almo-
xarifa-
do
Sala
de
Planejamento
11 12
Mat.
Projetos Artes
Vesp.
3ºBloco
Nº
SALA
07 08 09 10
Mat. T. 41 T. 11 T. 21 T.31
Vesp. T. 42 T. 12 T. 22 T. 32
2º Bloco
Nº
SALA
06
Mat. Sala Biblioteca
Vesp. Informatizada Escolar
1º Bloco
Nº
SALA
01 02 03 04 05
Mat. T. 51 T. 61 T. 71 T. 81 T. 91
Vesp. T. 52 T. 62 T. 72 T. 82 T.92
20
MATERIAL ESCOLAR SOLICITADO AOS PAIS E RESPONSÁVEIS EM DEZEMBRO
DE 2014
1º ao 5º ano 6º ao 8º ano
02 lápispreto 01 lápispreto
01 lápispreto 6B 01 lápispreto 6B
01 borracha 01 apontador
01 caixadegiz decera 01 canetaazul
01 caixa delápisde cor 01 borracha
01 tesourasem ponta 01 caixadelápisde cor
01 apontador 01 tubode cola
01 régua 01 tesoura sem ponta
01 tubo de cola 01 esquadro –45° e 90°
01 caixademassa demodelar 01 compasso
01 canetaazul oupreta (para 4º e 5º anos) 01 régua(30 cm)
20 folhasde papelalmaçocompauta
CADERNOS: CADERNOS:
1º ano, 2º ano e 3º ano 6º ano, 7º ano e 8º ano:
03 cadernospequenos(96folhas) 05 cadernosindividuaispordisciplina (96folhas)
03 cadernospequenos(48folhas) 02 cadernosindividuaispordisciplina (48folhas)
01 cadernodedesenhogrande 02 cadernosdedesenhogrande
01 cadernomeiapauta (1ºe 2º anos)
01 cadernodecaligrafia(3ºano)
01 pacotedefolhasofício colorida
10 folhasde papelquadriculado(1 cm)
4º ano e 5º ano:
04 cadernospequenos(96folhas)
03 cadernospequenos(48folhas)
01 cadernodecaligrafia(4ºano)
01 cadernodedesenhogrande
10 folhasde papelquadriculado(1 cm)
01 blocodefolhascom pauta
* Os livrosdidáticos serãoemprestadospelaEscolae deverão serencapadoseidentificadospelo
aluno.
* Ao final doano letivo deverão ser devolvidos em perfeitoestado,sem qualquertipoderasura.
* A agendaescolar serádoadapelaSecretariaMunicipaldeEducação.
* Acolhimento a alunos e pais do 1º ano com um lanche coletivo em sala de aula.
21
Todos os profissionais da Escola estão convocados a comparecer, conforme sua carga horária,
durante o período de 09 a 18 de fevereiro no horário das 7h45 às 11h45 e das 13h30 às 17h30.
NÃO É RECOMENDÁVEL:
 dar carona para alunos;
 usar banheiro dos alunos;
 usar celular e outros equipamentos para uso particular em sala de aula;
 entregar a chave do carro para funcionário, em horário de expediente, para serviços
particulares;
 tirar alunos de sala para buscar água e outros objetos pessoais;
 deixar objetos de valor nos ambientes abertos da Escola.
22
9. CALENDÁRIO
23
24
10. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA CURRICULAR
A trajetória da Escola Beatriz nos permite afirmar que a concepção de que
o ensino da leitura e da escrita é um compromisso de todas as áreas do
conhecimento está consolidada em nosso Projeto Político Pedagógico. Assim,
a principal função do ensino de 1º ao 9º ano é favorecer/ensinar a
criança/adolescente procedimentos de leitura e de escrita para que, ao final do
9º ano, ele seja um leitor autônomo dos gêneros mais recorrentes em nossa
sociedade e autônomo na escrita de alguns desses gêneros.
Desta forma, ao concluir o Ensino Fundamental, espera-se que o
adolescente seja um exímio leitor de Histórias em Quadrinhos, Fábulas,
Notícias, Contos, Reportagens, entre outros. Já, em se tratando da escrita,
espera-se que o estudante seja autônomo na produção de Legendas,
Relatórios, Contos, Propagandas, Bilhetes, Cartas, Listas, Convites, Diários,
Relatos, Poemas, Resumos, Mapas Conceituais, Textos Informativos, Tabelas,
Gráficos, Crônicas, entre outros.
Os conteúdos conceituais dos professores especialistas sempre estão
contidos em algum gênero textual. Cada disciplina tem os seus gêneros mais
recorrentes e/ou fundamentais. Cabe ao professor ensinar o estudante a LER
e a ESCREVER cada gênero textual que a sua disciplina MAIS requer. A
assimilação do conteúdo conceitual passa a ser consequência desse
procedimento, ou seja, o de ensinar como se lê um gênero textual e como se
escreve um determinado gênero textual. Não cabe ao professor de Geografia
gastar tempo ensinando a criança/adolescente a escrever Poemas ou
Histórias em Quadrinhos sobre bacias hidrográficas brasileiras, por exemplo,
porque estes não são os gêneros mais recorrentes da disciplina, porém isso
não o impede de apresentar um Poema, uma Tirinha, uma Letra de música
como intertexto para motivação e letramento. Na Disciplina de Geografia, os
gêneros mais recorrentes são: Textos Expositivos/Informativos, Mapas,
Legendas, Gráficos, entre outros. São estes os gêneros textuais cujo estudo
no âmbito da leitura e da escrita devem ser enfatizados. Um outro exemplo a
25
ser citado, diz respeito ao foco nas disciplinas de Matemática e de Educação
Física que nem sempre é textual, mas, enunciados e problemas, no caso da
Matemática, precisam ter o mesmo tratamento de ensino de leitura e de
escrita.
Ao ensinar procedimentos de leitura e de escrita, a partir dos gêneros
mais recorrentes da sua disciplina, os professores estarão praticando a
interdisciplinaridade; independente do cruzamento de conteúdos temáticos.
Portanto, podemos dizer que é através do ensino de procedimentos de
leitura e de escrita, e não só de abordagens de temáticas comuns, que
poderemos trabalhar de forma interdisciplinar com as diferentes áreas do
conhecimento.
10.1. Gêneros textuais
Segundo Gagliari e Amaral,
A palavra “gênero” significa “família, grupo”, portanto, os gêneros textuais são
“famílias”, grupos de textos, orais ou escritos, que têm origens próximas e são
ligadas entre si por pertencerem a uma mesma área de conhecimento e
ocorrem em situações semelhantes. Um exemplo é o jornal, que é uma forma
de divulgação de informações. Todos os gêneros que são produzidos nesse
veículo são chamados de “gêneros jornalísticos” (notícias, editoriais,
reportagens...) e têm muitos aspectos em comum, determinados pela maneira
como o conhecimento jornalístico é produzido e organizado. Além desse
conhecimento mais formal, a cultura popular possui gêneros construídos ao
longo de séculos e transmitidos boca a boca entre as gerações familiares,
como cantigas de ninar, de roda, contos, fábulas, lendas, adivinhas, entre
outros. Os gêneros textuais são formas de linguagem produzidas em toda e
qualquer situação de comunicação, que podem ser reconhecidos e utilizados
pelas pessoas que estão se comunicando por terem formas conhecidas. Ao
contar uma piada, passar uma receita, dar uma instrução qualquer, já
sabemos de antemão quais são as formas, as características do gênero que
vamos usar. Quem conversa conosco, do mesmo modo, também reconhece
os elementos do gênero que está sendo usado e ri da piada, anota a receita
ou presta atenção às instruções. Os gêneros, por terem marcas reconhecidas
pelas pessoas que se comunicam são instrumentos que possibilitam o
entendimento entre as pessoas. (GAGLIARDI, Eliana; AMARAL, Heloisa. 2004)
Para estas autoras, a escola deve trabalhar com a sistematização de uma
grande diversidade de gêneros textuais, pois em nosso cotidiano nos
defrontamos com situações de comunicação que mudam constantemente, uma
mesma pessoa usa vários gêneros num só dia, porque muda de lugar social nas
26
diferentes situações de produção de linguagem. Podemos concluir que, como só
nos comunicamos por meio de gêneros textuais, quanto mais gêneros
dominarmos maior será nossa capacidade de comunicação, nosso
desenvolvimento pessoal e nossa capacidade de exercer a cidadania. É de
fundamental importância destacar que embora muitos dos gêneros que
utilizamos são aprendidos informalmente nas relações sociais mais próximas,
outros gêneros orais e/ou escritos exigem ensino sistematizado para serem
aprendidos. A Escola é a responsável pelo ensino sistematizado de gêneros
mais formais.
A ESCOLA É A RESPONSÁVEL PELO ENSINO SISTEMATIZADO DE GÊNEROS MAIS
FORMAIS.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) priorizaram os gêneros
utilizados em situações públicas de uso da linguagem e sugerem uma listagem
de gêneros que podem e devem ser privilegiados para a prática de escuta, de
leitura e de produção; sejam eles orais e/ou escritos. Cada domínio
(agrupamento de gêneros) favorece o desenvolvimento de algumas capacidades
globais a serem construídas ao longo da escolaridade. Os pesquisadores
SCHNEUWLY; DOLZ, 2004, propõem cinco agrupamentos, que supõem a
aprendizagem de capacidades e operações diferenciadas. São eles:
ASPECTOS TIPOLÓGICOS
Domínios Sociais de
Comunicação
Capacidades de
Linguagem Dominantes
Exemplos de Gêneros
Orais e Escritos
Cultura Literária Ficcional NARRAR
Mimeses de ação através
da criação de intriga no
domínio do verossímil
Conto maravilhoso
Fábula
Lenda
Narrativa de aventura
Narrativa de ficção
científica
Narrativa de enigma
Novela fantástica
Conto parodiado
Documentação e
memorização das ações
humanas
RELATAR
Representação pelo
discurso de experiências
vividas, situadas no tempo
Relato de experiência
vivida
Relato de viagem
Testemunho
27
Curriculum vitae
Notícia
Reportagem
Crônica esportiva
Ensaio biográfico
Discussão de problemas
sociais controversos
ARGUMENTAR
Sustenção, refutação,
negociação de tomadas de
posição
Texto de opinião
Diálogo argumentativo
Carta do leitor
Carta de reclamação
Deliberação informal
Debate regrado
Discurso de defesa
(advogado)
Discurso de acusação
(adv.)
Transmissão e
construção de saberes
EXPOR
Apresentação textual de
diferentes formas de
saberes
Seminário
Conferência
Artigo ou verbete de
enciclopédia
Entrevista de especialista
Tomada de notas
Resumo de textos
“expositivos” ou
explicativos
Relatório de experiência
científica
Instruções e
prescrições
DESCREVER AÇÕES
Regulação mútua de
comportamentos
Instrução de montagem
Receita
Regulamento
Regras de jogo
Instruções de uso
Instruções
QUADRO SÍNTESE DE GÊNEROS RECORRENTES NAS DISCIPLINAS DE 6º AO 9º
ANOS
ARTES
Em Arte,é
preciso
ensinar a ler
textos sem
palavras
Gêneros
privilegiados
CIÊNCIAS
Conhecer textos expositivos e
instrucionais para questionar
Gêneros
privilegiados .Text
o expositivo
. Texto instrucional
. Texto jornalístico
EDUCAÇÃO FÍSIC
A
Ler o que o corpo
produz
Gêneros
privilegiados
. Linguagem
GEOGRAFIA
Leitura de mapas
e paisagens
Gêneros
privilegiados
. Texto
expositivo
28
. Imagem
.Texto verbal
. Filme
Procediment
o de estudo
.Comentário
Procedimento de estudo
.Relatório
corporal
.Texto instrucional
.Texto de opinião/
argumentativo
Procedimento de
estudo
. Esquema gráfico
. Entrevista
.Debate
. Texto
jornalístico
.Texto
literário .
Mapa
. Legendas
Procedimento
de estudo
.Croqui
cartográfico
HISTÓRIA
A leitura
crítica de
fontes
históricas
Gêneros
privilegiados
.Texto
literário
. Imagem
.Texto
jornalístico
Procediment
o de estudo
. Relato
LÍNGUA ESTRANGEIRA
A importância do contexto
Gêneros privilegiados
. Biografia
.Texto jornalístico
.Texto instrucional
. Canção
Procedimento
de estudo
. Esquema
MATEMÁTICA
Problemas
matemáticos sem
problemas
Gêneros
privilegiados
.Enunciado de
problema
.Tabela e gráfico
Procedimento de
estudo
.Justificativa
LÍNGUA
PORTUGUES
A Explorar a
diversidade
priorizando os
gêneros literários
e opinativos
Gêneros
privilegiados
.Poema
.Crônica
.Conto
.Texto opinativo
(artigo de
opinião, carta de
leitor,
propaganda)
Procedimento
de estudo
.Relato
10.2. Sequências didáticas
De acordo com AMARAL, 2004, “As sequências didáticas são um
conjunto sistematizado de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar
29
um conteúdo etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o
professor quer alcançar para a aprendizagem de suas crianças/adolescentes,
elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação”.
As diferentes áreas do conhecimento usam as sequências didáticas para
trabalhar um determinado gênero textual, em geral, aquele mais comum de sua
área de conhecimento. Isso é feito levando-se em conta o que a
criança/adolescente já sabe sobre esse gênero e realizando diversas atividades
para que ele possa chegar, gradualmente, a um domínio cada vez maior da
leitura e da escrita desse gênero.
A organização de sequências didáticas possibilita ao professor planejar
etapas do trabalho de modo a orientar suas crianças/adolescentes a ler e
estudar diversos exemplares do gênero escolhido para que dominem suas
características próprias pouco a pouco.
Ao aplicar sequências didáticas e explorar as diferentes características de
um gênero textual, o professor reúne de modo natural atividades de leitura,
escrita e gramática. Isso ocorre porque, para trabalhar com um determinado
gênero com as crianças/adolescentes, o professor deverá mostrar como ele é
organizado, como começa, como se articulam suas partes, como é concluído.
Finalmente, ele vai auxiliar a criança/adolescente, ao longo do trabalho com a
sequência didática, a observar como aquele gênero de texto é escrito, dando
condições para que os mesmos possam utilizar esse conhecimento e escrever
seu próprio texto do gênero escolhido.
É importante “diagnosticar” o que as crianças/adolescentes já sabem do
gênero em questão solicitando aos mesmos que façam uma escrita inicial, com
poucas orientações. Assim é possível recolher dados e planejar melhor o estudo
do gênero a ser trabalhado.
Durante a sequência didática, o professor pode avaliar continuamente o
progresso das crianças/adolescentes, interferindo de forma que os auxilie no
domínio gradual do gênero em estudo. Ao término desse estudo, as
crianças/adolescentes estarão mais instrumentalizadas para escrever o texto
final de acordo com o gênero escolhido.
A opção que a Escola Beatriz faz por trabalhar prioritariamente com esta
modalidade de ensino se justifica em função: da necessidade de estudo da
temática pelo conjunto dos professores, do curso de formação continuada da
30
Escola, da estrutura dos livros didáticos escolhidos pelos profissionais e por
entendermos que esta forma de organização do planejamento garante uma
maior sistematização dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais a
serem trabalhados em sala de aula.
10.3. Planejamento
Motivadas pela preocupação com a educação das crianças/adolescentes
no século XXI, várias pessoas, de diferentes países, vêm desenvolvendo
discussões e propostas inovadoras de currículos e projetos educacionais para o
ensino. Também motivado pelo firme propósito de melhorar o ensino no nosso
país, na metade final da década de 1990 o MEC lançou os novos Parâmetros
Curriculares Nacionais.
Uma característica marcante dos novos Parâmetros Curriculares
brasileiros é a ideia explicitada por Coll e colaboradores (1987) de que os
conteúdos da aprendizagem não são somente aqueles de natureza conceitual,
mais também os que envolvem a aprendizagem de procedimentos e atitudes.
Assim, atualmente as orientações sugeridas pelo MEC para o ensino dão
conta de que ensinar não é somente transmitir uma série de conceitos, fatos e
princípios. Ensinar é ensinar-aprender, além de conteúdos conceituais, também
conteúdos procedimentais e atitudinais.
C O N T E Ú D O S
podem ser
CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS
Não é novidade que o ensino-aprendizagem de conteúdos conceituais (o
saber) já é algo um tanto complexo - e que não se dá exclusivamente por meio
de métodos de transmissão – recepção.
31
Os conteúdos procedimentais referem-se ao “saber fazer”, ou seja,
envolve o ensino-aprendizagem de ações específicas. Por isso, podemos dizer
que estão relacionados à aprendizagem de técnicas, habilidades, estratégias,
métodos e destreza.
Conteúdos procedimentais comuns a todas as áreas:
 Ler e interpretar textos verbais e não-verbais:
 localizar informações e levantar dados do texto;
 fazer inferências a partir dos dados do texto;
 contextualizar as informações do texto;
 estabelecer relações entre as informações do texto;
 intertextualidade: estabelecer relações entre o texto e outros
textos;
 extrapolar sentidos em relação ao texto lido;
 deduzir sentidos de termos ou palavras do texto;
 identificar, reconhecer ou perceber os efeitos de sentido
produzidos pelas escolhas de linguagem.
 Produzir textos verbais e não-verbais em todas as áreas
 Reelaborar ou reescrever textos para aperfeiçoá-los e/ou adequá-
los aos seus propósitos
 Perceber-se, situar-se em relação a um espaço e tempo
 Desenvolver mecanismos de organização e apropriação de
conhecimento: selecionar relevâncias; identificar fatos, dados,
conceitos; sintetizar; resumir; construir esquemas, mapas conceituais,
formas de representar o conteúdo estudado
 Utilizar instrumentos de observação e medida
 Estabelecer relações entre teoria e prática
 Apresentar oralmente textos formais
 Produzir inferências e conclusões a partir de regularidades
observadas
 Saber buscar, selecionar e registrar informações para uma
pesquisa
 Ordenar fatos, dados, observações
 Representar em linguagem verbal e não-verbal fatos e dados
 Estabelecer relações contextuais entre o objeto estudado e outros
dados
 Comparar para estabelecer semelhanças e diferenças
 Propor e aplicar estratégias para a resolução de problemas
 Posicionar-se frente a fatos, dados, ideias e construir
argumentação para sustentar a posição assumida.
32
Quanto aos conteúdos atitudinais estes são muito mais do que o
comportamento da criança/adolescente em sala, sua pontualidade em entregar
trabalhos e tarefas. Estes se referem, de forma geral, ao sentimento ou ao valor
que as crianças/adolescentes atribuem a determinados fatos, normas, regras,
comportamentos determinados (solidariedade, tolerância, respeito) ou atitudes.
Logo, os conteúdos atitudinais são amplos e gerais, e eles podem e devem ser
trabalhados em todas as disciplinas curriculares existentes na escola.
Neste sentido, o desafio para a Escola Beatriz, desde 2004, tem sido a
sistematização e a construção de um currículo que de fato expresse o
COMPROMISSO DE TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO COM A
LEITURA E A ESCRITA. Para alcançá-lo a atual gestão 2014/2016 definiu as
seguintes metas: professores de todas as disciplinas envolvidos com a tarefa de
formar leitores e usuários competentes e autônomos da escrita; currículo da
Escola Beatriz definido em torno do eixo – ler e escrever; espaço escolar
reestruturado em função do currículo.
33
11. ROTINA DO TRABALHO PEDAGÓGICO
 HORÁRIO ESCOLAR
Matutino: 7h45 às 11h45
Recreio: 1º, 2º e 3º anos: 9h50 às 10h com professor
4º e 5º anos: 9h55 às 10h com professor
Todos: 10h às 10h15
Vespertino: 13h30 às 17h30
Recreio: 1º, 2º e 3º anos: 15h35 às 15h45 com professor
4º e 5º anos: 15h40 às 15h45 com professor
Todos: 15h45 às 16h
 ROTINA DA SALA DE AULA
 FREQUÊNCIA
- Registrar a frequência no início do período. Os nomes das
crianças/adolescentes cujas faltas e chegadas tardia excederem a 5 (cinco) dias,
sem justificativa, deverão ser comunicados a equipe pedagógica.
 AGENDA
- Criar o hábito do uso da agenda como um instrumento importante de
planejamento do dia e/ou da semana. Todos os recados, bilhetes, anotações, as
avaliações e conteúdos a serem estudados deverão ser registrados/colados na
agenda.
- Identificar com as crianças/adolescentes o dia do mês, o dia da semana, o ano.
Ter um calendário grande em sala de aula.
- Exigir que a criança/adolescente escreva a data completa em todos os
cadernos utilizados no dia (Florianópolis, 18 de fevereiro de 2015)
 DEVERES
- Todos os dias as crianças/adolescentes deverão levar deveres e solicitar a
assinatura dos pais. Os deveres devem ter relação com os conteúdos
trabalhados em sala de aula.
- Devem ser corrigidos diariamente pelo professor:
1º ano - correção individual com o objetivo de levar a criança a avançar
nas suas hipóteses de produção escrita.
2º ano - algumas atividades individuais devem avançar para a correção
coletiva a partir do segundo semestre.
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3º, 4º e 5º anos - correção individual e a maioria das atividades realizadas
no coletivo.
- Sugestão: deixar um dos cadernos exclusivamente para os deveres.
 LEITURA
- Leitura diária, pelo professor de textos ou livros de diferentes gêneros e
portadores (folders, notícias de jornais ou revistas, verbetes de dicionário ou
enciclopédia, letras de música, cartazes, DVD, CD,...)
O professor é um modelo de leitor. Ler com expressividade e entonação,
pronunciar corretamente e dicção clara das palavras menos comuns do
vocabulário cotidiano das crianças/adolescentes, são atitudes fundamentais para
ampliar o repertório de vocabulário dos mesmos.
“É lendo que adquirimos novos conhecimentos, desafiamos nossa
imaginação e descobrimos o prazer de pensar, conhecer e sonhar.”
 PRODUÇÃO TEXTUAL
- A produção de textos, individual ou coletivo, deverá ser realizada, conforme
orientação do Projeto Político Pedagógico da Escola Beatriz.
 LIVROS DIDÁTICOS
- Os livros didáticos escolhidos coletivamente, por sua qualidade, deverão ser
utilizados cotidianamente.
- Dar ênfase aos cuidados com o seu material escolar, principalmente os livros,
pois estes serão utilizados por mais 2 anos.
 TIPO DE LETRA
- 1º ano: escrever somente com a letra script (letra de imprensa maiúscula ou
caixa alta), mas favorecer o contato com os diferentes tipos de letras: recortes,
comparação e diferenciação na oralidade, exposição delas em sala de aula
- 2º ano: iniciar com letra script e lentamente, a partir do 2º semestre, a escrita
com a letra cursiva.
- 3º, 4º e 5º anos: escrever com letra cursiva
- Nos 1º, 2º e 3º anos as crianças deverão escrever somente com lápis grafite
preto.
- Nos 4º e 5º anos iniciar o uso de caneta azul ou preta. Todas as provas
deverão ser respondidas pelas crianças com caneta azul ou preta.
- Todas as salas de aula do 1º ao 5º ano deverão ter afixado o alfabeto,
calendário e o quadro numérico.
 USO DA RÉGUA
- Ao longo dos anos iniciais as crianças deverão exercitar o uso da régua
sistematicamente e através de exercícios específicos, sempre com a orientação
do professor.
 USO DO CADERNO QUADRICULADO
35
- O caderno quadriculado é de fundamental importância para trabalhar vários
conteúdos: geometria, simetria, ampliação de desenho, padrões, gráficos,
tabelas, quadro da tabuada, outras operações, etc.
 USO DO CABEÇALHO
- Utilizar o cabeçalho à margem esquerda da folha com dados completos e na
ordem correta para identificação das atividades a serem entregues.
Anos Iniciais:
Anos Finais:
- Utiliza o mesmo modelo, porém acrescenta a palavra disciplina abaixo do nome
do professor e o nº do adolescente ao lado do nome.
 REGRAS DE CONVIVÊNCIA
- Criar, com a turma, no início do ano letivo, regras de convivência e discuti-las
sempre que necessário.
- Resgatar o uso das “palavrinhas mágicas”: por favor, com licença, obrigado,
desculpe, bom dia, boa tarde, etc.
- Desenvolver nas crianças/adolescentes o senso crítico e o respeito com o
patrimônio público, preservando e mantendo os bens comuns.
- Preservar a natureza que está ao seu redor: jogando lixo na lixeira, reciclando,
cuidando das plantas, etc.
- uso do uniforme escolar diariamente.
- uso de roupa adequada para as aulas de educação física (roupas confortáveis
que permitam a realização de todos os movimentos) e por uma questão de
segurança é indispensável o uso de tênis.
 AJUDANTES DO DIA/REPRESENTANTE DE TURMA
- Os ajudantes têm como função auxiliar o professor na entrega de materiais,
livros, acompanhar colegas à Equipe Pedagógica, fazer agendamento de espaço
na secretaria, etc.
2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira
 AVALIAÇÃO – RESOLUÇÃO 02/2011
- 1º, 2º e 3º anos: tabela descritiva: habilidades, competências e atitudes
trabalhadas durante os bimestres.
- 4º e 5º aos: avaliação quantitativa: notas (atitudes, conteúdos, trabalhos, testes,
provas).
- Sugestão:
Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito
Professor: ___________________________
Nome: _____________________________________ Turma: ____
Florianópolis, _______ de _______________________ de 20___.
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- Nos anos iniciais variar a disposição das carteiras: em forma de “u”, em duplas,
trios ou no máximo quartetos.
- Nos 1º e 2º anos evitar o uso das carteiras enfileiradas.
11.1. Biblioteca
BIBLIOTECA PAULO FREIRE / I N F O R M E S G E R A I S - 2015
Professor, o acervo e o espaço da Biblioteca existem, principalmente, para apoiá-lo.
Isso requer alguns procedimentos, para que possamos atendê-lo com qualidade. Para
tanto, está organizada assim:
HORÁRIO:A Biblioteca está a sua disposição das 7h45 às 11h45 e das 13h às 17h30,
de 2ª à 6ª feira, fechando apenas durante os recreios e no intervalo do almoço.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
EQUIPE:A equipe é composta de três profissionais, sendo 40h. a Bibliotecária
Fernanda, a Auxiliar de Biblioteca, Silvana de 40h. e o Auxiliar de Biblioteca, Roque de
20h., no período vespertino.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
PESQUISA: Para trazer turmas à Biblioteca, agende com um mínimo de antecedência.
Se necessitar de levantamento bibliográfico prévio do acervo, planeje-se de forma que
haja tempo de verificar se a seleção do material foi satisfatória em qualidade e
quantidade.
- Os alunos devem levar para a Biblioteca somente os materiais necessários para a
realização da pesquisa.
- Se quiser que a Bibliotecária auxilie na orientação da estrutura das pesquisas junto as
turmas, deverá planejar juntamente com a bibliotecária.
- A não utilização do espaço da Biblioteca pelos alunos do outro turno para a execução
de trabalhos solicitados pelo professor, sem o acompanhamento presencial deste, é
decisão de cunho pedagógico.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
EMPRÉSTIMO INTERNO (ESCOLA): Todo o material emprestado para uso em sala de
aula deverá ser devolvido no mesmo dia na Biblioteca.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
EMPRÉSTIMO DOMICILIAR: Os alunos do 1º ao 9º ano possuem horário semanal de
empréstimo e devolução de livros.
- Recomendamos que os alunos respeitassem o horário semanal da sua turma, não
saindo da sala de aula para essa finalidade.
- Os alunos do período vespertino possuem também o horário das 13h às 13h30 para
empréstimo ou devolução de livros, bem como a leitura dos mesmos.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
LIVRO DIDÁTICO: Os livros didáticos são emprestados no início do ano letivo a todos
os alunos, devendo ser encapados e devidamente identificados.
- O professor que decidir emprestar aos que esqueceram em casa deve fazê-lo em seu
nome, pessoalmente ou através de bilhete à Biblioteca, com a quantidade solicitada e
assinatura. Ao término da atividade se responsabilizará pelo recolhimento, conferência e
devolução.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
SUGESTÕES: Nos dias de prova, ou outra atividade que requeira, solicite: revistas,
gibis, livros e outros à Biblioteca e leve para a sala de aula. Ofereça aos alunos que
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terminam a prova antes de acabar a aula, pois é regra da Escola que os alunos
permaneçam em sala. AH! Biblioteca não é lugar de castigo.
----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Somos uma equipe de trabalho e, portanto compartilhamos dos mesmos objetivos, logo
não há nenhuma regra que, diante das circunstâncias e com conversa, não possa ser
alterada, usando sempre o bom senso para bem atender a todos.
A EQUIPE DABIBLIOTECAAGRADECE A COMPREENSÃO DE TODOS !!!
Bibliotecária - Fernanda Cláudia Lückmann da Silva
fernandaluckmann1@gmail.com - 8416-6989
Auxiliar de Biblioteca - Roque Vitório Pereira e Auxiliar de Biblioteca – Silvana Amorim
11.2. Sala Informatizada
- Possui 17 computadores (16 para uso dos alunos);
- Sistema operacional Linux: Incompatibilidade com Windows /mudar extensões.
Salvar para abrir em:
Windows- escolher a extensão doc
Linux- escolher a extensão doc x. Mesmo assim, testar arquivos antes.
- O uso da sala informatizada se dá mediante planejamento e agendamento
prévio junto à responsável da sala. É de responsabilidade do professor;
PLANEJAMENTO CONJUNTO: na medida do possível, com a responsável da
sala. Este poderá ser feito nas aulas vagas e hora atividade de ambos os
profissionais. Minha hora atividade é na 6ª feira.
- Sala informatizada é extensão da sala de aula;
- Ressalto a questão da organização da sala e cuidados específicos com os
equipamentos, tanto pelos alunos como pelos docentes;
- Conversa prévia com os alunos a respeito da atividade que será realizada na
SI. Sugiro planejar uma prévia com os alunos sobre o número de aulas que
serão necessárias para o desenvolvimento da atividade. Elencar as ferramentas
que serão utilizadas.
bre as ferramentas que serão utilizadas. A orientação/mediação sobre a
utilização de cada ferramenta midiática especificamente (o procedimento) será
desenvolvido na sala informatizada.
- MEDIAÇÃO INSTRUMENTAL E PEDAGÓGICA. NÃO É AULADE INFORMÁTICA;
- As pesquisas na internet (roteiro) devem ser previamente analisadas pelo
professor, sugerindo inicialmente alguns sites, e, sobretudo, verificando se os
conteúdos dispostos são condizentes com as propostas e objetivos da atividade.
É preciso orientar a pesquisa, discutir as etapas da pesquisa e ensinar os
alunos a filtrar as informações (localizar, selecionar e usar as informações);
Sugiro que as pesquisas sejam realizadas em etapas, sobretudo, aquelas que
necessitam de uma maior mediação e complexidade.
- A aula na SI ocorre na presença do professor e do responsável da sala;
- No mesmo período de aula podem ser agendadas até 2 aulas para cada turma,
dependendo da necessidade e atividade que será realizada;
- O arquivamento das atividades deverá ser feito no período de aula agendado,
bem como, o local (pasta) e maneira (nomenclatura) serão padronizados para
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facilitar busca e identificação do arquivo. Sugiro que o professor traga seu
pendrive;
IMPORTANTE: TESTAR MÍDIAS ANTES DE UTILIZÁ-LAS;
- Sugestões de sites, vídeos, jogos e slides devem ser feitos com antecedência.
Estes devem ser analisados pelos docentes antes de sua utilização;
- Acesso a redes sociais, somente se estiver atrelada a proposta de trabalho;
(algo a discutir)
- Não poder fazer uso de celulares e fone de ouvido durante a aula; ( algo a
discutir)
- Uso do uniforme;
- Não pode ingerir líquido e alimentos na SI;
- A finalização da atividade ocorrerá 5 minutos antes do término da aula.
(Organização);
Outras questões:
AGENDAMENTO:
TV e note (LG): na sala informatizada;
Outros equipamentos: Datashow, note, som, extensões, cabos..., na secretaria.
Atenção: Todos os equipamentos solicitados devem ser devolvidos nos seus
respectivos lugares e preferencialmente, para a pessoa responsável pelo
agendamento.
Convido você professor a divulgar suas propostas de atividades que se
desenvolvem dentro e fora da sala de aula. Poderei, tendo disponibilidade ou
através de solicitações prévias, estar registrando juntamente com você as etapas
que as compõem, sendo que essas atividades poderão ser publicizadas nas
ferramentas midiáticas da Escola.
Tais ferramentas comunicativas têm como objetivo principal, divulgar as
atividades, eventos, notícias, saídas de estudo..., que acontecem na Escola. É
importante destacar a caráter pedagógico da divulgação, de modo que, nas
informações publicadas devemos ressaltar os objetivos do referido trabalho.
A comunidade educativa terá acesso às produções, podendo estar
compartilhando com outros pares, ampliando e construindo uma rede de
saberes.
“Valorizamos sua dedicação e comprometimento com a educação, só falta
compartilhar!”
Fanpage: www.facebook.com/ebmbeatrizdesouzabrito
Regiane Aparecida do Amaral
Professora Auxiliar de Tecnologia Educacional
regiane.pmf@gmail.com
39
12. AVALIAÇÃO
A proposta de avaliação da Escola Beatriz é fundamentada na Resolução
nº 03/2002 e na Resolução nº 02/20116, que dispõe sobre o processo de
avaliação, recuperação, aprovação/reprovação/promoção, conselho de
classe/colegiado de classe e recursos de ato avaliativo para o Ensino
Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. Nela são
estabelecidos os critérios envolvendo a avaliação dos conteúdos conceituais,
procedimentais e atitudinais.
Tendo clareza de que o que se ensina não é aprendido por todos da
mesma maneira e de que em determinados momentos e em determinados
conteúdos alguns podem ter maior dificuldade do que outros, também são
apresentadas as formas de recuperação paralela definidas pela Escola.
A expressão da avaliação é por conceitos (boletim descritivo) do 1o ao 3o
ano e quantitativa do 4º ao 9º ano (nota de 0 a 10).
O ano letivo é organizado em quatro bimestres, conforme calendário
escolar aprovado anualmente em Assembleia Geral e pela Secretaria Municipal
de Educação.
A avaliação dos conteúdos conceituais e procedimentais será através de
testes, provas e trabalhos de pesquisa, sendo que o professor deverá realizar,
no mínimo, três avaliações por bimestre.
Testes e provas:
 todas as provas ou testes deverão ser agendados no mural da sala
com antecedência;
6 A Proposta de avaliaçãoapresentada neste documento foi elaborada em 2004, tendo por base a Resolução nº
03/2002. Em 2011, uma nova Resolução foi editada pelo Conselho Municipal de Educação, porém a sua
implementação, emaspectos como, por exemplo, o projetode apoiopedagógicopara os alunos “promovidos com
restrição” tem sido bastante difícil tantopor parte dasescolasquantopor parte da Secretaria Municipal de Educação.
Consideramos necessário e urgente repensar e rediscutir essa Resolução a partir das condições objetivas dasescolase
da própria Secretaria. É importante que tenhamos cuidado, poisa aprovação “em massa”, pode ser tão perniciosa
quantoa reprovação praticada emoutros momentos históricos. No texto “A reinvenção da alfabetização”, Magda
Soares nos trás a seguinte reflexão:“Então ela [a criança] repetia, mas, pelo menos, ficava claropara ela que havia o
‘não sei’. Agora, elachega à 8ª série, pensa que tem umnível de EnsinoFundamentale nãotem. Na minha opinião, os
alunos, os pais desses alunos e a sociedade estão sendodesrespeitados. Estamos iludindo-os ao dizer que essas
crianças e esses jovens estãoaprendendoa ler e a escrever, quando na verdade nãoestão.” Lembremos da conhecida
“teoria da curvatura da vara”, muitopropagada na década de setenta, para pensarmos que, talvez, os extremos não
seja a melhor opção na educação.
40
 os conteúdos deverão ser anotados no quadro (ou entregues por
escrito) no momento que o professor marcar a avaliação;
 os testes e provas compor-se-ão de questões objetivas e
dissertativas (mínimo uma) com diferentes graus de dificuldades,
podendo estas receber pesos diferentes;
 as provas e testes deverão ser digitados com enunciados legíveis e
claros;
 o valor de cada questão deverá ser registrado no instrumento
avaliativo;
 as respostas deverão ser completas e coerentes;
 os “erros ortográficos” serão corrigidos em todas as disciplinas,
porém o desconto acontecerá somente na de Língua Portuguesa;
 as questões incompletas ou incorretas deverão ser refeitas pela
criança/adolescente;
 todos os testes e provas serão corrigidos pelo professor, em
seguida devolvidos as crianças/adolescentes, assinados pelos pais
e apresentados ao professor.
Trabalhos de Pesquisa:
 esse procedimento segue as orientações definidas pelos
professores, juntamente, com os profissionais da Biblioteca e Sala
Informatizada da Escola Beatriz.
A avaliação dos conteúdos atitudinais será feita da seguinte forma: no
início de cada bimestre será atribuída nota dez para todas as
crianças/adolescentes da turma. A nota remanescente tem peso 01 (um) na
elaboração da Média Bimestral de cada criança/adolescente. Fazendo todas as
atividades pedagógicas, a criança/adolescente permanecerá com esta nota dez
até o final do bimestre. O valor de cada atividade dependerá do número de
atividades desenvolvidas pelo professor durante o bimestre. Não haverá nota
pela atividade em si, isto é, a criança/adolescente não receberá nota quanto aos
acertos ou erros, apenas será observada e registrada a realização ou não da
atividade.
Aspectos a serem observados pelo professor:
Realização das tarefas
Participação efetiva nas aulas de Educação Física
Organização do material (caderno, livro da disciplina, lápis, caneta, etc.) e esportivo
(bolas, arcos, cordas, raquetes, coletes, luvas, jogos de tabuleiro, etc)
41
Assinatura da prova pelo responsável
Correção da prova / teste
Organização do caderno (registros em dia)
Realização das atividades diárias em sala de aula
Ética e solidariedade nas relações
O cálculo da Média Bimestral (MB) dar-se-á através da média ponderada.
Cada instrumento avaliativo será multiplicado individualmente pelo seu peso e a
somatória final será dividida pelo total dos pesos.
Algumas estratégias que poderão ser utilizadas no processo de
recuperação paralela
Refacção – 4º ano ao 9º ano:
 trata-se de refazer as atividades pedagógicas e/ou os instrumentos de
avaliação com orientação do professor (produção textual: sínteses, resumos,
relatórios, questões dissertativas, cartazes, apresentações, mapas,
maquetes, provas etc.);
 1a versão: corrigida e com nota;
 2a versão: corrigida e com nota (no caso da produção textual, anexar a
primeira versão);
 prazo para entrega da 2ª versão será definido pelo professor;
 deverá sempre prevalecer a maior nota;
 atividades de refacção deverão ser registradas no diário de classe como tal.
12.1. Conselho de Classe
A Escola Beatriz vem estudando e definindo novas metodologias de
trabalho para os seus conselhos de classes. Em 2006, este espaço, deixou de
ser um lugar exclusivo para “queixas por parte dos professores sobre a
indisciplina e a indiferença das crianças/adolescentes com relação ao estudar”,
para tornar-se um momento de socialização das práticas pedagógicas e de
reflexão das mesmas.
Em 2014, como processo de qualificação buscamos uma nova proposta
para o conselho tornando-o um momento de reflexão, socialização e discussão
de nossas práticas pedagógicas, em torno do eixo “LER ESCREVER
COMPROMISSO DE TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO”. Para isto,
resgatamos os compromissos assumidos nos conselhos de anos anteriores para
42
em seguida, iluminados por tais encaminhamentos, vislumbrar ações que
sedimentem nosso compromisso com a qualidade do ensino de nossas
crianças/adolescentes.
O processo do Conselho de Classe da Escola Beatriz é mais um momento
de avaliação das crianças/adolescentes, dos professores e demais instâncias da
Unidade Escolar. Sua execução tem início quando do chamamento mensal
efetuado pela Coordenação Pedagógica onde ao discutir o planejamento das
sequências didáticas nas diferentes disciplinas também busca contemplar
questões vinculadas ao universo da sala de aula.
Em outro momento, durante o bimestre letivo, a Coordenação Pedagógica
deverá, sem a presença dos professores ou qualquer outro membro do grupo
gestor, realizar avaliação de – professores/funcionários/demais instâncias - junto
às crianças/adolescentes com a finalidade expressa do uso da informação obtida
para a qualificação da prática pedagógica e bom andamento de Unidade
Escolar. Após a tabulação dos dados, a avaliação deverá ser entregue pela
Coordenação Pedagógica para cada professor/funcionário/demais instâncias
individualmente, sem a socialização aos demais.
Nos últimos anos presenciamos como atores sociais e protagonistas da
história uma busca por parte da sociedade civil cada vez maior pelo processo de
universalização do ensino. Acesso e permanência tornaram-se condições
fundamentais para a efetivação da educação. Assim sendo, com a opção de
uma escola pública de qualidade, crianças e adolescentes atingidos por estas
metas necessitam de sucesso evitam o abandono e a evasão.
É sabido que um dos motivos para o abandono escolar é a repetência. E
múltiplas repetências significam no mais das vezes um completo desestímulo
para quem o sofre. Por outro lado, ser aprovado sem ter o conhecimento dos
conteúdos escolares é um crime cometido contra nossas crianças e
adolescentes.
A discussão em torno do sucesso escolar, tratada neste texto e nas
práticas da Escola Beatriz, passa ao largo das discussões neoliberais. O termo
aqui utilizado e as nossas práticas não trazem em seu bojo a conotação
empresarial de eficiência/eficácia e sim um conhecimento de cultura geral
emancipadora, respeitada a individualidade de cada sujeito envolvido no
processo educacional.
43
Desta feita, trabalhamos com o conceito de restrição, ou seja, a
criança/adolescente que não se apropriou de um determinado conteúdo
conceitual e/ou procedimental no bimestre deverá refazê-lo no bimestre em
curso.
Assim, cada criança/adolescente com notas entre 0 e 4,5 que não
alcançar a média escolar que é 5,0, será convocada a participar, em horário
inverso, na aula de Apoio Pedagógico na(s) disciplina(s) onde não alcançou a
média. O objetivo da Escola com esta proposta é priorizar o conhecimento não
alcançado, diferente de buscar recuperar sua nota simplesmente. Sucesso.
Num outro grupo, estarão as crianças/adolescentes com notas entre 5,0 a
6,5. Este conjunto se constitui como um coletivo oscilante para cima ou para
baixo no quadro de notas segundo pesquisa realizada pela Coordenação
Pedagógica em nossa Unidade Escolar. Um dos resultados positivos alcançados
através desta pesquisa foi que o chamamento dos pais de forma mais incisiva
por parte da Escola nos provou que no mais das vezes faltou para estas
crianças/adolescentes rotina e acompanhamento familiar, percebemos que a
presença dos pais/responsáveis provocou uma sensível melhora nos bimestres
posteriores.
As crianças/adolescentes com algum diagnóstico – deficiência - estarão
incluídas prioritariamente no grupo com média 6,0. Isto não significa que a
mesma não obtenha nota superior a esta em alguma disciplina que tenha maior
afinidade, porém a nota nunca deverá ser menor que a nota referência.
As demais crianças/adolescentes, com notas entre 7,0 a 10,0 terão
tratamento com grupo de estudos e monitorias incentivados pela Unidade
Escolar, pois geralmente a Escola faz muito pouco por estes, uma vez que
apresentam rotina, disciplina e responsabilidade, quesitos que não são
observados nos outros dois grupos, além de um componente fundamental: o
acompanhamento familiar.
No início de cada bimestre letivo será entregue aos professores uma
planilha para que coloquem suas notas. Ao final de cada bimestre, com data
marcada pela Coordenação Pedagógica e secretaria escolar, a mesma deverá
ser devolvida para que a Coordenação Pedagógica possa lê-las, comparar seus
resultados com a discussão realizada nas reuniões mensais de planejamento e
oferecer junto à comunidade escolar possíveis encaminhamentos.
44
Neste sentido, no bimestre em curso, não se auferirá notas nos boletins
das crianças/adolescentes em restrição, para que as mesmas não se
desestimulem. No entanto, o docente terá as notas em seu diário de classe e as
disponibilizará para a recuperação de conteúdos conceituais/procedimentais com
sucesso. Durante o período de restrição os professores sanarão dúvidas,
realizarão exercícios, pesquisas entre outras atividades necessárias para a
assimilação do conhecimento defasado. Após esta ação e com o cronograma
acertado pela Secretaria da Escola a nota será auferida ainda no bimestre em
curso. A mesma dinâmica se repetirá no 2º e 3º bimestres sucessivamente.
O Conselho do 4º bimestre centrar-se-á na avaliação das turmas e das
crianças/adolescentes individualmente e, em função do encerramento do ano
letivo, na indicação de encaminhamentos por escrito e por disciplina –
diagnóstico - para o ano seguinte.
12.2. Normas de estágio curricular obrigatório
O estágio curricular obrigatório, na Escola Básica Municipal Beatriz de
Souza Brito, segue a Lei Federal nº 9.394/96, a Lei Federal nº 11.788/08, o
Decreto Federal nº 6.755/09, a Lei Municipal nº 7.508/07, a Lei Complementar
Municipal nº 348/09, a Lei Federal nº 11.502/2007, o Decreto Federal nº
70.219/10, a Lei Federal nº 9.608/98 e demais legislações em vigor que apontam
que o primeiro contato do Professor Supervisor de Estágio do Instituto de Ensino
Superior - IES - deverá ser através da Gerência de Formação Permanente –
GEPE - que fará a articulação seguindo legislação própria.
A Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, conforme PPP
aprovado em Assembleia de Pais e respaldado no que reza o PIBID, o PNAIC, a
Portaria de Avaliação da PMF propõe que os estudantes estagiários devam
cumprir parte de sua formação junto às crianças e/ou adolescentes com
restrição,como descrito no corpo desta proposta, exceto as crianças e/ou
adolescentes com deficiência, que deverão ser atendidos pela sala multimeios.
Durante anos, os estágios curriculares na Escola Básica Municipal Beatriz
de Souza Brito estiveram atrelados aos desejos dos professores concedentes e
45
dos estudantes estagiários. Não foram raras às vezes em que os estudantes
estagiários vieram até a Unidade Escolar e, sem muito jeito, quase imploravam
uma vaga de estágio nesta ou naquela disciplina específica ou nas
especialidades da pedagogia.
Em outros momentos, professores supervisores de Instituições de Ensino
Superior chegavam à Unidade Escolar com uma proposta criada por eles para
ser executada. A realidade em que a Escola estava inserida era pouco ou nada
levada em consideração. Mesmo assim, aceitava-se o estágio curricular muito
mais por pena dos alunos-estagiários do que por necessidade da instituição
escolar.
O processo de estágio curricular sempre trouxe em seu bojo muito mais o
interesse do estudante estagiário e das Instituições de Ensino Superior – IES -
do que o das escolas onde buscavam ser realizados. Com uma proposta
bastante hermética, vimos alguns estudantes no fundo das salas escrevendo e
observando o professor regente ministrando suas aulas, anotando todos os seus
“furos” e dizendo para si mesmos que jamais fariam isso ou aquilo. Em outra
ponta, buscavam ler os documentos administrativos das escolas e preparavam-
se para ministrar uma ou duas aulas que lhes custaria, ou não, o certificado de
conclusão da licenciatura. Suas aulas, geralmente construídas com muito
esmero, eram verdadeiros shows, contrastando com a realidade dura do cuspe e
do giz de alguns.
Em 2009, a situação passou a ter uma mudança significativa por parte das
políticas nacionais com a execução de ações de formação continuada de
professores, respaldadas na Política Nacional de Formação de Profissionais do
Magistério da Educação Básica, instituída pelo Decreto nº 6. 755, de 29 de
janeiro de 2009.
Assim, entedia-se que:
Para a Formação Continuada de professores Alfabetizadores foram
definidos conteúdos que contribuem, dentre outros, para o debate
acerca dos direitos de aprendizagem das crianças do ciclo de
alfabetização; para os processos de avaliação e acompanhamento
da aprendizagem das crianças; para o planejamento e avaliação das
situações didáticas; e para o conhecimento e uso dos materiais
46
distribuídos pelo Ministério da Educação voltados para a melhoria
da qualidade do ensino no ciclo de alfabetização.
Esta ação mudou significativamente o olhar dos estágios, estagiários e
supervisores das IES para com as escolas receptoras. No entanto, para
qualificar ainda mais esta leitura dos estágios no interior das Unidades
Escolares, o governo Federal editou o Decreto nº 7.219, de 24 de junho de 2010
que dispõe sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência
(PIBID) onde disciplinas específicas ganhariam, não somente valorização, mas
principalmente um trato mais digno por parte dos envolvidos no processo de
formação das IES.
No Artigo 3º do Decreto nº 7.219 entre os vários objetivos do PIBID ali
contemplados, está o inciso IV que reza sobre:
Inserir os licenciados no cotidiano de escolas da rede pública
de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e
participação em experiências metodológicas, tecnológicas e
práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que
busquem a superação de problemas identificados no processo
de ensino-aprendizagem.
Com mais esta sinalização positiva do programa PIBID, ressaltando a
necessidade de vivenciar a realidade escolar em sua inteireza, fomos remetidos
à leitura atenta da proposta de avaliação 002/2011 do Conselho Municipal de
Educação de Florianópolis. Ali percebemos no artigo 7º: “os estudantes que
concluírem o ano em curso e no final do ano letivo, apresentarem um
desempenho médio “inferior” a 50% (cinquenta por cento) de aprendizagem das
áreas do conhecimento, deverão ir para o ano subsequente, com
acompanhamento pedagógico diferenciado”.
O atendimento diferenciado, colocado na portaria de avaliação 00/2011
será explicado na própria lei, no artigo 10, que assim descreve:
O registro das notas percentuais ou Parecer Descritivo, no
boletim ou equivalente, bem como no Histórico Escolar, deverá
especificar a situação do estudante emtermos de aprendizagem e
47
a observação quanto à situação de promovido ou promovido com
restrição.
§ 1º O termo promovido com restrição determina que o estudante
se obrigue à frequência no projeto de apoio pedagógico em
ampliação de jornada escolar.
Sendo assim, uma nova realidade se impõe positivamente para a Escola
Básica Beatriz de Souza Brito; repensar os conteúdos e o próprio conceito de
apoio pedagógico, restrição e sucesso escolar. Esta reflexão interna provocada
por três instrumentos legais, PNAIC, PIBID e Portaria de Avaliação nos obrigou a
reescrever um capítulo novo no trato com as crianças e/ou adolescentes: a
recuperação de estudos como processo didático-pedagógico onde buscamos
oferecer novas oportunidades de aprendizagem ao estudante para que este
supere as deficiências/necessidades de aprendizagem e possam alcançar - com
sucesso - a meta da Escola que é: Ler e escrever compromisso de todas as
áreas e, consequentemente, alcançarem um conhecimento interdisciplinar
através dos gêneros textuais, assim, descobre-se, nos estagiários,
colaboradores qualificados para a consecução dessa meta no interior de nossa
Unidade Escolar.
Como estratégia, a Escola Beatriz através de seus Professores e equipe
de Coordenadores pedagógicos, visualizará quais são as crianças e/ou
adolescentes que no bimestre não alcançaram os conteúdos conceituais e/ou
procedimentais propostos. Na próxima etapa essas crianças e/ou adolescentes
deverão ser atendidos no turno ou contra turno, dependendo das condições
materiais da Escola e do tempo da mesma. Este atendimento será realizado por
um professor contratado pela Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis.
O tempo em que as crianças e/ou adolescentes ficarão com o professor
de apoio pedagógico ou com o estudante estagiário, dependerá da assimilação
do conhecimento defasado. É fundamental que em cada disciplina específica ou
mesmo nas turmas de anos iniciais, alguns conteúdos listados pelos professores
como pré-requisito para a aquisição de novos conteúdos.
Os professores dos primeiros, segundos e terceiros anos deverão ser
atendidos prioritariamente pelos supervisores do PNAIC da Secretaria de
Educação da Prefeitura Municipal de Florianópolis e da supervisão local e
48
deverão ser chamados à escola para verificar o andamento do ano escolar,
avaliando os encontros e percebendo se os conteúdos trabalhados estão sendo
absorvidos e praticados em sala de aula. Após este diagnóstico, um relatório
deverá ser entregue na Unidade Escolar para avaliação interna.
A Escola Beatriz, como forma de qualificar ainda mais seu processo de
restrição, mapeará as crianças e/ou adolescentes que sempre estiveram em
restrição, como forma de evitar o estigma do “aluno de apoio”. A permanência
das crianças e/ou adolescentes em restrição e sua manutenção no “apoio” além
de ser uma forma cruel de segregação, nega o conhecimento que os mesmos
têm, não levando em consideração seus outros conhecimentos empíricos.
Por isso, o trabalho com restrição torna a crianças e/ou adolescente mais
implicado no processo de aprendizagem. No entanto, as privações sociais e
físicas possíveis, também devem ser colocadas na esteira da discussão, quando
forem executadas as aulas de apoio.
O estágio na Escola Beatriz busca levar em consideração o seu Projeto
Político Pedagógico fazendo com que, o estudante estagiário com a supervisão
do Professor do IES, do Coordenador pedagógico escolar e do Professor
receptor possa vivenciar mais de perto os processos de avaliação e de
aprendizagem das crianças e/ou adolescentes.
Por outro lado, conhecendo o fazer pedagógico, outras experiências
metodológicas e tecnológicas, em sua inteireza, também deixarão o aluno
estagiário mais qualificado para a segunda parte que é a docência propriamente
dita, onde o mesmo ministrará as aulas que o ajudarão a completar o início de
sua formação, uma vez que aula se aprende ministrando no dia-a-dia e não
apenas em uma única experiência.
Assim, ao estagiar na Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, o
estudante estagiário deverá cumprir 50% (cinqüenta por cento) de suas funções
atendendo as crianças e/ou adolescentes selecionados pelo corpo pedagógico
escolar (Professores e Coordenadores) e os outros 50% serão utilizados para
observação e também, para ministrarem suas aulas.
Ao fim deste processo deverá acontecer nova avaliação para detectar os
avanços.
49
12.3. O IDEB da Escola Beatriz
Inúmeras discussões acerca da necessidade de melhorar a qualidade do
ensino no País centram-se no domínio da leitura e da escrita pelas
crianças/adolescentes. No ensino fundamental, os dados de reprovação fazem
supor que na raiz de boa parte do fracasso escolar esteja o domínio precário das
habilidades que envolvem leitura e escrita.
No ano de 2000, o Brasil participou do Programa Internacional de
Avaliação de Alunos (PISA), que avaliou a área de leitura. Os resultados
mostraram que, das crianças/adolescentes que realizaram a prova, 22,21%
encontram-se em nível muito crítico de leitura e 36,76%, estão no nível crítico
(BRASIL, 2008). Os dados indicam o baixo desempenho em leitura e
compreensão de textos simples, em que são solicitadas habilidades básicas
como a localização de informações explícitas no texto. No PISA/2006, o
desempenho das crianças/adolescentes brasileiros em leitura apresentou uma
ligeira queda em relação aos resultados anteriores. Outras avaliações, criadas
para acompanhar a evolução de seu desempenho escolar, como o Sistema
Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), reforçam este diagnóstico.
Podemos contestar os métodos e objetivos dos programas de educação
patrocinados por um consórcio de instituições de países desenvolvidos, como o
da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ao
qual se vincula o PISA, e, ainda, há que se considerarem os abismos existentes
entre as condições sociais e econômicas dos países participantes dessa
avaliação. Os resultados, porém, são de alguma maneira, indicadores dos
nossos níveis de leitura, denunciando que algo vai mal neste campo de ensino.
A realidade da Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito neste
período não era diferente do restante do Brasil. Em 2005, o IDEB7 da Escola nos
anos iniciais era de 3,3 e nos anos finais de 3,9, indicando que algo precisava
7 O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado pelo INEP em 2007 e representa a iniciativa
pioneira de reunir num sóindicador dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo
escolar e médiasde desempenho nas avaliações. Ele agrega aoenfoque pedagógicodos resultados das avaliações em
larga escala doINEPa possibilidade de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de
qualidade educacionalpara os sistemas. O indicador é calculadoa partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos
no CensoEscolar, e médias de desempenhonas avaliações doINEP, o SAEB – para as unidades da Federaçãoe para o
País, e a Prova Brasil – para os municípios. O Planode Desenvolvimentoda Educaçãoestabelece, comometa, que em
2022 o IDEB do Brasil seja 6,0 – médiaque corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável a dos
países desenvolvidos. Para saber mais acesse: www.portalideb.com.br ou www.ideb.inep.gov.br
50
ser feito. Principalmente, se entendermos o domínio da leitura e da escrita como
uma necessidade, talvez uma das mais importantes na formação do ser humano,
pois é na e pela linguagem que o conhecimento acumulado pela humanidade se
encontra registrado.
Neste sentido, podemos afirmar que o crescimento do IDEB da Escola
neste período (ver quadros abaixo) tem relação direta com o Curso de Formação
que é desenvolvido desde 2004.
Anos Iniciais
2005 2007 2009 2011 2013
IDEB do Beatriz 3,3 5,4 5,1 6,1 6,4
IDEB projetado para o Beatriz pelo
INEP/MEC
---- 3,4 3,7 4,1 4,4
Anos Finais
2005 2007 2009 2011 2013
IDEB do Beatriz 3,9 5,1 4,3 5,0 4,8
IDEB projetado para o Beatriz pelo
INEP/MEC
---- 4,0 4,1 4,4 4,8
51
13. GESTÃO DEMOCRÁTICA
A eleição direta quebra a lógica do clientelismo político, característico do
processo de indicação do diretor por livre escolha do prefeito, do vereador ou
mesmo do intendente da região. Uma prática que transforma direitos em
privilégios, ou concessões, e que, dissemina a cultura do privado que se apropria
do público. Nela, o espaço público da escola acaba sendo subsumido pela
“política dos favores”.
O Projeto de Gestão Democrática, caracteriza-se fundamentalmente como
uma possibilidade de continuidade e um esforço no sentido de qualificar o
Projeto Político Pedagógico que vem sendo implementado na Escola. O Projeto
também pode significar ruptura com relações autoritárias e clientelistas.
A eleição de diretores, embora fundamental para o processo de
democratização da gestão escolar, não é suficiente. Como parte constitutiva
desse processo faz-se necessário o Grupo Gestor, Conselho Escolar, a
Associação de Pais e Professores, o Grêmio Livre, as Assembleias Gerais, o
Colegiado de Classe, ou seja, a criação de instrumentos capazes de organizar e
viabilizar a participação dos diferentes segmentos da Escola, nos seus diversos
espaços de discussão e decisão.
Neste sentido, entendemos que o administrativo é uma atividade que
necessita estar integrada ao pedagógico e vice-versa. E esta compreensão
deverá estar permeada pela discussão do público como um compromisso de
todos para construirmos juntos, uma escola que seja verdadeiramente escola,
com uma geração de homens verdadeiramente úteis porque saberão fazer um
trabalho eficiente, com um espírito de laboriosidade, com um método disciplinar
produtivo e de precisão, com ética de solidariedade universal, com os interesses
objetivos de todos, com lógica produtiva de organização de muitos para um só.
(Gramsci, apud Nosella, 1992,p.18)
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  • 1.
  • 2.
  • 3. S U M Á R I O 1. GRUPO GESTOR DA ESCOLA BEATRIZ........................................................................1 2. IDENTIFICAÇÃO................................................................................................................2 3. INTRODUÇÃO....................................................................................................................3 4. A HISTÓRIA DO BAIRRO PANTANAL E O SURGIMENTO DA ESCOLA BEATRIZ....4 5. ESTRUTURA FÍSICA.........................................................................................................8 6. RECURSOS HUMANOS....................................................................................................9 7. REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO ...............................................................12 8. CONTINUANDO A CONVERSA .....................................................................................17 8.1. Quadro de turmas / alunose profissionais em 16/03/2015.........................................18 8.2. Croqui da Escola.......................................................................................................19 9. CALENDÁRIO...................................................................................................................22 10. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA CURRICULAR.........................................................24 10.1. Gêneros textuais ..................................................................................................25 10.2. Sequências didáticas.............................................................................................28 10.3. Planejamento.......................................................................................................30 11. ROTINA DO TRABALHO PEDAGÓGICO ...................................................................33 11.1. Biblioteca.............................................................................................................36 11.2. Sala Informatizada................................................................................................37 12. AVALIAÇÃO..................................................................................................................39 12.1. Conselho de Classe...............................................................................................41 12.2. Normas de estágio curricular obrigatório...............................................................44 12.3. O IDEB da Escola Beatriz........................................................................................49 13. GESTÃO DEMOCRÁTICA ...........................................................................................51 REFERÊNCIAS........................................................................................................................52 ANEXO 1 - PROJETO: A ESCOLA BEATRIZ PARA ALÉM DOS SEUS MUROS 2015. .....54 ANEXO 2 - REGIMENTO INTERNO DA ESCOLA BÁSICA MUNICIPAL BEATRIZ DE SOUZA BRITO.........................................................................................................................60 ANEXO 3 - RESOLUÇÃO CME Nº02/2011............................................................................94 ANEXO 4 – PORTARIA Nº 005/15..........................................................................................98 ANEXO 5 - PORTARIA Nº 010/15 ........................................................................................ 106 ANEXO 6 – PROGRAMA NACIONAL DE ALFABETIZAÇÃO NA IDADE CERTA.............. 107
  • 4. 1 1. GRUPO GESTOR DA ESCOLA BEATRIZ  Edilton Luis Piacentini *Diretor da Escola * professor de matemática * coordenador do PIBID de matemática * presidente do Conselho do FUNDEB  Myliane D. Nascimento Gonçalves *Secretária *atendimento a alunos e pais *substituir o diretor em sua ausência *atividades relacionados com a secretaria  Salma Normélia da Silva *Professora *organização do trabalho administrativo *ficha de controle freqüência *controle de estagiários *articuladora do PSE (Programa de Saúde do Escolar)  Pedro Cabral Filho *Professor *coordenação do trabalho pedagógico do 6º ao 9º ano *elaboração do projeto da Escola de Tempo integral  Maria Aparecida A. Demaria *Supervisora *coordenação do trabalho pedagógico do 1º ao 5º ano *articuladora do PSE (Programa de Saúde do Escolar)  Gládis Helena Machado *Professora *organização do trabalho pedagógico do 1º ao 9º ano *organização do projeto Beatriz para além dos seus muros  Fernanda C. Lückmann da Silva *Bibliotecária *orientação à pesquisa escolar *promoção da leitura *atividades relacionadas à biblioteca  Débora Vanusa B. Machado *Professora *coordenadora do PIBID de educação física *articuladora do grêmio estudantil no Beatriz
  • 5. 2 2. IDENTIFICAÇÃO Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito Código INEP 42000777 Rua Deputado Antônio Edu Vieira, nº 600, Pantanal Florianópolis, Santa Catarina CEP: 88040 000 Fone: + 55 (48) 3234-5792 3234-1513 www.escolabeatrizdesouzabrito.blogspot.com www.facebook.com/ebmbeatrizdesouzabrito escolabeatrizdesouzabrito@gmail.com Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis Rua Conselheiro Mafra, nº 656, Centro Florianópolis, Santa Catarina CEP: 88010 914 Fone: +55 (48) 3251-5900
  • 6. 3 3. INTRODUÇÃO A Escola Beatriz tem construído o seu projeto político-pedagógico em torno do eixo “ler e escrever: compromisso de todas as áreas do conhecimento” desde 2002, quando realizamos as primeiras oficinas sobre texto dissertativo, ministradas pelas Professoras de Língua Portuguesa Albertina Seemann e Ângela Beirith. A partir de 2004, com o início do Curso de Formação, ministrado pela Professora Terezinha Bertin, o que era uma ação incipiente e pontual, tornou-se convicção, tornou-se projeto vivo. Neste sentido, partilhamos da perspectiva de Ilma Passos A. Veiga de que “o projeto busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico com os interesses reais e coletivos da população majoritária. É político no sentido de compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade”, e prossegue a autora, “o projeto não é algo que é construído e em seguida arquivado ou encaminhado às autoridades educacionais como prova do cumprimento de tarefas burocráticas”. Neste contexto, estamos encaminhando a versão do Projeto Político Pedagógico da Escola Beatriz, que seguirá sendo discutido, avaliado e (re)elaborado em 2015 e nos anos subsequentes.
  • 7. 4 4. A HISTÓRIA DO BAIRRO PANTANAL E O SURGIMENTO DA ESCOLA BEATRIZ A Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito está localizada no bairro Pantanal, na cidade de Florianópolis. O bairro Pantanal1, formado no final do século XIX, era constituído na sua maioria por famílias pobres, descendentes de açorianos e negros. Várzea, em 1990, descreveu dessa forma o bairro: O Pantanal é um arraial muito inferior em população e construções ao arraial do Saco, e acha-se situado à falda de uns cerros ao sul, de que é padrasto Morro do Rio Tavares, tendo em frente, pelo norte, o vale formado entre os altos da Carvoeira e os daquele monte. Os sítios que contém são em geral terras de cultura, com simples, mas risonhas casinhas rústicas e engenhos primitivos, uns feitos de alvenaria, muitos só de pau-a-pique barreado, cobertos de telha ou palha, em meios aos lençóis verde-escuro da rama da mandioca, as espanadas verde-claro dos canaviais que ondulam ao vento como uma floresta de alfanges, ou entre cafeeiros tufados e pomares de altas frontes, onde sobressaem a laranjeira, o pessegueiro, a ameixeira e a fruta-de-conde. O nome Pantanal vem-lhe talvez desse vale onde serpenteia o riacho dos limões que deságua à praia do Saco, vale em cujo terreno são freqüentes os banhados, mas que é de um pitoresco impressionista pela linha rasa dos campos e no pendor das espaldas, ondulando em tonalidades sem fim de verdura a uma e outra margem da estrada, atravessada de pontes em seu leito arenoso e largo. Essa estrada, que descreve uma admirável curva de mais de três quilômetros de extensão, sempre orlada de altas cercas de espinheiros, interrompidas, cá e lá, por alguns pequenos trechos roçados ou renques de bastas árvores seculares, que o machado do lavrador poupara não se sabe porque benéfica singularidade – vai terminar no vasto largo da Santíssima Trindade, quase em frente ao sítio de onde parte a magnífica estrada que daí conduz a cidade pelas Carreiras e pela Pedra Grande. (Várzea, apud Cabral Filho, 1998, p. 9-10) No início do século XX existia a escola masculina do Pantanal, localizada no alto de um dos morros do bairro, o chamado Sertão do Pantanal. De acordo com Cabral Filho (1998: 16) “é provável que essa escola tenha se tornado a escola mista do Pantanal, que o relatório do Prefeito Mauro Ramos citou em 1935 como a Escola Municipal do Sertão – Distrito da Trindade, como pertencente ao município de 1 Para saber mais sobre a constituição do bairro Pantanal, ver: DALLABRIDA, Norberto. Uma história do bairro do Pantanal. Florianópolis, 1989. Monografiade conclusão de curso(Graduação em História) – Departamento de História. Universidade Federal de Santa Catarina; TESSEROLLI, Miriam A. Da ruralidade à urbanidade. História do bairro do Pantanal. Florianópolis, 1992. Relatório de pesquisa – Departamentode História. Universidade Federal de Santa Catarina.
  • 8. 5 Florianópolis.” Ainda de acordo com esse autor, “a escola do Sertão fazia parte da categoria isolada onde um só professor ensinava, no mesmo horário e na mesma sala de aula, as crianças/adolescentes com diferentes níveis de adiantamento escolar e de escolarização. Após concluírem o quarto ano primário, as crianças dirigiam-se a bairros vizinhos para continuarem os estudos, mas muitos encerravam aí o seu período de escolaridade.” (Ibid, p. 18) As crianças/adolescentes que freqüentavam a Escola do Sertão eram os moradores do próprio local e alguns outros da parte baixa do Bairro. Como a Escola era só até a quarta série do ensino fundamental, muitos optavam por estudar no Grupo Escolar Olívio Amorim, no bairro Trindade, ou no Grupo Escolar Getúlio Vargas, no Saco dos Limões. Essa situação, aliada à idade avançada da sua única professora, acarretou a desativação da Escola. No início dos anos 50, o número de crianças que moravam na parte baixa do bairro Pantanal era muito grande, o que provocou a criação da primeira casa- escola. A casa-escola era um chalé bem velho, antigo, de madeira, e que funcionava em três períodos: das 8 às 11 horas, das 11 às 14 horas e das 14 às 17 horas. Com o tempo e a crescente demanda foram surgindo outras três casas- escola2. Em 1958, o então Prefeito de Florianópolis, Osmar Cunha, regularizou a situação das casas-escola, desdobrando a Escola Isolada do Pantanal, através do decreto nº 55, de 1º de março. Apesar desse ato as casas-escola continuaram funcionando como escolas mistas e nas mesmas casas. Até 1962 a UFSC já tinha gerado mais de 267 empregos. O início da instalação da sede da ELETROSUL – Centrais Elétricas do Sul do Brasil, em 1968, também contribuiu para essa transformação. A conclusão da obra se deu no ano de 1978, mas ao contrário da UFSC, o quadro técnico-administrativo exigido pela ELETROSUL era qualificado e o ingresso via concurso público. Mesmo assim, os moradores do Pantanal também se beneficiaram com a implantação da Empresa alugando imóveis e vendendo terrenos para os “novos” moradores do bairro, os empregados da ELETROSUL. (Cabral Filho, 1998) 2 “Nos documentos da Diretoria de Educaçãoda Prefeitura de Florianópolis, essas casas funcionavam como uma única escola isolada, conforme decreto nº 06, de fevereiro de 1957 do Prefeito Osmar Cunha.” (Cabral Filho, 1998: 20)
  • 9. 6 A transformação do Bairro implicou mudanças também no serviço educacional oferecido pelo Município. No ano de 1963, durante o mandato do prefeito Osvaldo Machado, foram unidas as quatro casas-escola do bairro Pantanal, sendo criado em um único lugar o Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito. O Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito era composto por quatro salas de aula, cozinha, sala de direção, banheiros e um pátio coberto. Os professores e a direção participavam de reuniões promovidas pela Prefeitura Municipal de Florianópolis através de seu Departamento de Educação. Nessas reuniões apresentava-se o rendimento dos estudantes, trocavam-se experiências e discutiam-se orientações gerais para as necessidades da escola. Conforme Cabral Filho (1998: 39 e 40) “de 1972 a 1985, o corpo docente da Escola Beatriz foi composto em sua maioria por professores normalistas efetivas, substitutos e bolsistas, situação comum na Rede Municipal de Ensino, que durante a década de 70 realizou apenas dois concursos públicos para o magistério, em 1972 e 1978. O número de matrículas do Grupo Escolar Beatriz em 1972 foi de 240 crianças e adolescentes”. No ano de 1986 a Prefeitura Municipal de Florianópolis transformou o então Grupo Escolar Beatriz de Souza Brito em Escola Básica, tendo como um de seus objetivos atender a demanda do bairro Pantanal, oportunizando-lhe a continuidade dos estudos após a 4ª série do 1º grau, evitando que os mesmos interrompessem sua trajetória escolar, já que as outras escolas ficavam em outros bairros. A transformação do Grupo Escolar em Escola Básica viabilizou-se legalmente através de estudos do Instituto de Planejamento Urbano – IPUF que criou o processo de expansão do ensino Fundamental (5ª a 8ª série) no município de Florianópolis. Esse estudo foi enviado ao Diretor da 1ª Unidade de Coordenação Regional de Ensino – UCRE, José Carlos Cechinel e, logo em seguida, o então Prefeito de Florianópolis, Edson Andrino, assinou o decreto nº 84, de 2 de maio de 1986, no qual era oficializada a transformação do Grupo em Escola Básica. Ao final do ano de 1986 foi realizado um concurso público para o magistério municipal, através do qual a Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito recebeu doze professores efetivos de 5ª à 8ª série, todos com formação superior.
  • 10. 7 Ainda no mesmo ano foi instituída a lei municipal nº 2.415, de 8 de julho, que estabelecia eleições diretas para diretores de Escolas Básicas da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. A Escola Beatriz participou desse processo elegendo Catarina Maria Silveira dos Santos, professora das séries iniciais, moradora do Bairro e que já ocupava esse cargo como diretora indicada há mais de 17 anos.
  • 11. 8 5. ESTRUTURAFÍSICA Em 2015, a Escola Beatriz deverá passar por uma grande reforma, o que alterará significativamente a distribuição e organização de seus espaços internos e externos. Sendo assim, os espaços em funcionamento atualmente são os seguintes: 10 salas de aula, 1 sala informatizada, 1 biblioteca, 04 espaços socráticos, 1 sala multiuso, 1 ginásio de esportes, 1 secretaria, 1 sala de direção, 1 sala de auxiliares de ensino, 1 sala de professores, 1 sala de coordenação pedagógica, 1 sala de planejamento, 1 sala de apoio pedagógico, 1 cozinha e depósito, 1 refeitório, 1 almoxarifado, 6 banheiros, 1 banheiro adaptado e 1 depósito de material de limpeza.
  • 12. 9 6. RECURSOS HUMANOS PROFESSORES QUE ATUAM NOS ANOS INICIAIS NOME DISCIPLINA TURMA/ANO 2015 CARGA HORÁRIA SITUAÇÃO FUNCIONAL FORMAÇÃO ACADÊMICA Ana Letítica da Rosa Corrêa Aux. Ed. Especial 4º ano T. 42 20h ACT Pedagogia incompleto Camila Porciuncula Santos Anos Iniciais 3º anos T. 31 e 32 40h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais Especialização em Desenvolvimento e Aprendizagem Débora V. B. Machado Ed. Física Mat./Vesp 40h Efetiva Educação Física Especialização em Educação Física Escolar Edvania Cristina Nogueira Anos Iniciais 2º ano T. 22 20h ACT Pedagogia Séries Iniciais Especialização em Psicopedagogia Elizete Justino a Costa Anos Iniciais 4º ano T. 42 20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais Fernanda Ramos do Nascimento Furtado Anos Iniciais 1º ano T. 12 20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais Especialização em Educação Infantil e Anos Iniciais Iara Maria Stein Benítez Anos Iniciais 2ºano T. 21 20h Efetiva Pedagogia Educ.Inf./Séries Iniciais Especialização Educ. Infantil e A.I. Esp. em Docência Ens. Superior Loélia Maia dos Santos Artes Visuais Mat./Vesp. 20h Efetiva Artes/ Plásticas Especialização em Ensino de Artes Visuais Maria Nilda Martins Anos Iniciais 1º ano T. 11 20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais Especialização em Psicopedagogia Matilde Maria Zanotto Azevedo Anos Iniciais 4º ano T. 41 20h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais Especialização em Psicopedagogia Terezinha de Jesus Bernardino Anos Iniciais 5º anos T. 51 e 52 40h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais e Orientação Educacional Especialização em Met. do Ensino PROFESSORES QUE ATUAM NOS ANOS FINAIS NOME DISCIPLINA TURMAS 2015 CARGA HORÁRIA SITUAÇÃO FUNCIONAL FORMAÇÃO ACADÊMICA Ácmon Francisco Pedrosa Bhering Matemática Mat./Vesp 40h ACT Matemética Oceanografia André GanzarolliMartins Ciências Matutino 20h ACT Biologia Flávia Stela de Araújo Lima Amorim História Matutino 20h ACT História Espec. em História Sóciocultural Direito Especialização em Direito Civil Fabio Segatto Marchiori Geografia Mat./Vesp. 40h Efetivo Geografia Júlia Mara Pegoraro Silvestrin Ed. Física Vespertino 20h ACT Educação Física Mestrado em Educação Física Nailse Pereira de Azevedo Pazin História Vespertino 20h Efetiva História Mestrado em Educação Doutorado em História
  • 13. 10 Pedro Cabral Filho Artes Mat./Vesp 40h Efetivo Artes/Música Mestrado em Teoria e Prática Pedagógica Doutorado em História e Historiografia da Educação Rita de Cássia dos Santos Vanderlim Ciências Vespertino 20h ACT Biologia Especialização em Biologia do Desenvolvimento Mestrado em Neurociências Rita de Cássia Peres Português Mat./Vesp. 40h Efetiva Letras / Português Especialização em Gestão Escolar Sirley Yolanda da Silva Matemática Vespertino 10h ACT Matemática PROFESSORES QUE ATUAM NOS ANOS INICIAIS E FINAIS NOME DISCIPLINA TURMAS 2015 CARGA HORÁRIA SITUAÇÃO FUNCIONAL FORMAÇÃO ACADÊMICA Cinthia de Melo Marques Inglês Mat./Vesp. 40h ACT Letras / Inglês incompleto Ciências Sociais Leopoldo Escher Kother Ed. Física Vespertino 20h ACT Educação Física Especialização em Gestão Escolar Paula Pereira Ferrugem Por/ Inglês Mat./Vesp 20h ACT Letras/Inglês/Português Marilete Terezinha de Souza Pereira Artes/Música Mat./Vesp 30h ACT Artes - Música Especialização em Metodologia do Ensino de Música PROFISSIONAIS DE APOIO PEDAGÓGICO/ADMINISTRATIVO NOME FUNÇÃO NA ESCOLA TURMAS 2015 CARGA HORÁRIA SITUAÇÃO FUNCIONAL FORMAÇÃO ACADÊMICA Andreia Bernadete da S. Gonçalves Professora Auxiliar de Ensino Matutino 20h ACT Pedagogia Especialização em Educação Especial e Mídias Edilton Luis Piacentini Diretor Mat./Vesp. 40h Efetivo Matemática Mestrado em Educação Eligia da Silva Michels Professora Auxiliar de Ensino Mat./Vesp. 40h ACT Pedagogia incompleto Fernanda Cláudia Lückmann da Silva Bibliotecária Mat./Vesp. 40h Efetiva Biblioteconomia Especialização em Estratégias e Qualidade em Unidades de Informação Graziela da Silva Varela Batistaa Professora Auxiliar de Ensino Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia Gládis Helena Machado Apoio Pedagógico Mat./Vesp. 40h Efetiva Biologia Maria Aparecida de A. Demaria Coordenação Pedagógica Anos Iniciais Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia Supervisão Escolar Maria José Lenzi Professora Auxiliar de Ensino Vespertino 20h ACT Pedagogia Especialização em Psicopedagogia Especialização em Educ. Especial
  • 14. 11 Marília Gabriela Petry Apoio pedagógico Mat./Vesp. 40h ACT Pedagogia Séries Iniciais Mestrado em Educação Myliane Demétrio Nascimento Secretária Mat./Vesp. 40h Comissionada Pedagogia Orientação Supervisão Anos Iniciais e Educação Infantil Especialização em Psicopedagogia Institucional Regiane Aparecida Amaral Auxiliar de Ensino – Tecnologia Educacional Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia Ed. Infantil e Séries Iniciais Especialização em Educação à Distância Roque Vitório Pereira Auxiliar Biblioteca Vespertino 20h Readaptado Filosofia Especialização em Ciências Sociais Salma Normélia da Silva Valente Auxiliar Secretaria Mat./Vesp. 40h Readaptada Pedagogia Ed. Infantil e Séries Iniciais Especialização em Prática de Ensino Interdisciplinar Silvana de Melo Amorim Auxiliar Biblioteca Mat./Vesp. 40h Efetiva Pedagogia Séries Iniciais Especialização Práticas Pedagógicas Interdisciplinares PROFISSIONAIS DE APOIO ADMINISTRATIVO/PEDAGÓGICO NOME FUNÇÃO NA ESCOLA CARGA HORÁRIA SITUAÇÃO FUNCIONAL Amauri Ramos Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK) Andréa Félix Merendeira 40h Terceirizado (SEPAT) Claudete Alves Lima Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK) Denise Daufenbach Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK) Eliane Ester Henrique Merendeira 40h Terceirizada (SEPAT) Elisangela Maria Vicente Pedro Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK) Jacilva Martins Serviços Gerais 40h Terceirizado (ORBENK) Juliana Maria da Silva Serviços Gerais 40h Terceirizado (SEPAT) Jurema Gonçalves Apolinário Merendeira 40h Terceirizada (SEPAT) Maria das Graças de Assis Serviços Gerais 40h Efetiva Silvio Olavio Alves Serviços Gerais 30h Terceirizado (ORBENK)
  • 15. 12 7. REFERENCIAL TEÓRICO-METODOLÓGICO Assumir a palavra é condição de cidadania. O domínio da linguagem, como atividade discursiva e cognitiva, é condição de maior participação social. Pela linguagem os indivíduos se comunicam, acessam a informação, defendem e partilham visões de mundo, produzem cultura. A importância e o valor atribuídos aos usos da linguagem são determinados historicamente, de acordo com as demandas sociais de cada momento. Hoje, os níveis de leitura exigidos são bem diferentes dos que satisfizeram as demandas sociais há poucos anos. Autores como Magda Soares (2001), estudiosos dedicados à área do ensino da leitura e escrita, apontam para “a mudança na maneira de considerar o significado do acesso à leitura e à escrita em nosso país – da mera aquisição da ‘tecnologia’ do ler e do escrever à inserção nas práticas sociais de leitura e escrita”. O que significa dizer que não basta saber ler e escrever: é preciso fazer uso dessa tecnologia nas práticas sociais de leitura e escrita3. Portanto, é importante e necessário que se invista na formação de uma geração de leitores para um mundo em permanente mudança, cada vez mais exigente quanto à qualidade da leitura e da escrita. Sendo assim, no contexto atual das sociedades e culturas mundializadas, a interação com as diversas linguagens não é apenas condição de comunicabilidade, mas também de apropriação de conhecimento e, por conseguinte, de desenvolvimento cognitivo; ganhando destaque, neste universo da comunicação, a linguagem falada e escrita. A língua pode ser considerada como o principal instrumento de ensino e aprendizagem de todas as disciplinas, pois a quase totalidade das atividades tem como suporte o texto, quer enquanto objeto de leituras, quer enquanto trabalho de produção. Nas práticas em sala de aula, observa-se que as crianças/adolescentes 3 De acordo comMagda Soares “a alfabetizaçãoé umcomponente do letramento, mas é preciso distinguir claramente o que é alfabetização – a aquisiçãodo sistema de escrita, a aquisiçãoda tecnologiada escrita – do que é letramento – o uso dessatecnologia, o exercíciodas práticas sociais de leitura e de escrita. (...) Usando um verb o que ainda não está dicionarizado, eudiria que devemos alfabetizar letrando:ensinar a ler e a escrever por meiode práticassociais reais de leitura e de escrita.” (SOARES, 2004, p. 7)
  • 16. 13 leem textos relacionados às diferentes disciplinas do currículo para aprender seus conteúdos, sem que, de maneira geral, alguém lhes tenha ensinado como fazer isso. É comum à grande maioria dos professores pressupor que as crianças/adolescentes já saibam ler, pois já estão alfabetizados, bastando, portanto, que se apropriem dos conteúdos, tomando por princípio que os textos sejam autoexplicativos. Isto se deve, em grande parte, à formação inicial dos professores das diferentes áreas do conhecimento, excetuados os de Língua Portuguesa, que pouca ou nenhuma relevância dá aos aspectos relacionados ao ensino da língua. A leitura do texto expositivo, por exemplo, um dos gêneros mais recorrentes nas disciplinas de História, Geografia e Ciências, praticamente não é ensinada, pois não é considerada por essas áreas como conteúdo de ensino. Nossa tradição escolar, que certamente remonta ao modelo de ensinar calcado pelos jesuítas, no conhecido método de Ratio Studiorum4, nos deixa como herança um ensino centrado em aulas expositivas, o que, certamente, não seria o mais adequado se pensarmos a sala de aula como espaço de formação de leitores e escritores. Além disso, a leitura de textos, quando é feita em sala de aula, normalmente é baseada em comandos gerais de compreensão do texto, como se este processo fosse algo intuitivo e espontâneo. Os procedimentos que envolvem a compreensão de textos são reduzidos a clichês - do tipo: “O que você achou do texto?”; “Qual a mensagem do autor?”; “Retire as informações principais.”; “Qual o assunto do texto?” -, aplicados a diferentes textos, sem que o professor perceba a necessidade e possibilidade de sistematização dos processos que envolvem o ato de ler, ou que justamente as especificidades de cada texto, os gêneros5, requerem estratégias diferenciadas para seu entendimento e, por conseguinte, para o 4 Ver a este respeito: CHATEAU, Jean. La Pedagogia de los Jesuítas. México, Fundo Econômico de Cultura, 1992. 5 “Todas as esferasda atividade humana, por mais variadas que sejam, estão sempre relacionadas com a utilização da língua. Nãoé de surpreender que o caráter e os modos dessautilizaçãosejam tão variados como as próprias esferas da atividade humana, o que nãocontradiza unidade nacional de uma língua. A utilizaçãoda língua efetua-se em forma de enunciados (orais e escritos), concretos e únicos, que emanamdos integrantes duma ou doutra esfera da atividade humana. O enunciado reflete as condições específicas e as finalidades de cada uma dessas esferas, não só por seu conteúdo (temático)e por seuestiloverbal, ou seja, pelaseleção operada nos recursos da língua – recursos lexicais, fraseológicos e gramaticais –, mas também, e sobretudo, por sua construção composicional. Esses três elementos (conteúdotemático, estilo e construçãocomposicional) fundem-se indissoluvelmente no todo do enunciado, e todos eles sãomarcados pela especificidade de uma esfera de comunicação. Qualquer enunciado consideradoisoladamente é, claro, individual, mas cada esfera de utilizaçãoda língua elabora seus tipos relativamente estáveis de enunciados, sendo isso que denominamos gêneros do discurso.” (BAKHTIN, 1997, p. 279)
  • 17. 14 entendimento do conteúdo que desejam ensinar. Neste processo, o professor, muitas vezes, acaba desconsiderando o fato de que uma leitura implica mobilizar conhecimentos prévios, retroceder para avançar, reconhecer códigos e imagens, criar hipóteses, refutar ou confirmar antecipações, levantar dados, associar informações presentes em diferentes pontos do texto, estabelecer relações, contextualizar, produzir deduções e inferências, desvelar aquilo que está implícito, posicionar-se, reelaborar e/ou reordenar o que foi lido. Outro aspecto fundamental, que nos parece secundarizado em muitas práticas pedagógicas envolvendo o ensino da leitura, diz respeito à clareza de seus objetivos. Para Isabel Solé, sempre deve existir um objetivo para guiar a leitura. (...) O leque de objetivos e finalidades que faz com que o leitor se situe perante um texto é amplo e variado: devanear, preencher um momento de lazer e desfrutar; procurar uma informação concreta; seguir uma pauta ou instruções para realizar determinada atividade (...); informar-se sobre um determinado fato (...); confirmar ou refutar um conhecimento prévio; (...). Uma nova implicação derivada da anterior é que a interpretação que nós leitores, realizamos dos textos que lemos depende em grande parte do objetivo da nossa leitura. Isto é, ainda que o conteúdo de um texto permaneça invariável, é possível que dois leitores com finalidades diferentes extraiam informação distinta do mesmo. Assim, os objetivos da leitura são elementos que devem ser levados em conta quando se trata de ensinar as crianças a ler e a compreender (SOLÉ, 1998, p. 22). Estudar o tema da leitura implica destacar questões como: o que é ler, para que ler, como ensinar a ler e a quem compete essa tarefa. As respostas a essas questões orientam nossa concepção de ensino. Quando falamos em leitura tomamos como referência a concepção bakhtiniana, que considera a leitura como uma atividade interativa altamente complexa de produção de sentidos realizada com base nos elementos linguísticos presentes na superfície textual e na sua forma de organização, mas requer a mobilização de um vasto conjunto de saberes. Essa concepção põe em foco o leitor e seus conhecimentos em interação com o autor e o texto para a construção do sentido. Nessa perspectiva o leitor, como sujeito ativo na construção do sentido do texto, lança mão de uma série de estratégias como seleção, formulação de hipóteses, inferências, verificação, por meio das quais realiza o processamento do texto.
  • 18. 15 Para Mikhail Bakhtin, toda compreensão da fala viva, do enunciado vivo é de natureza ativamente responsiva (embora o grau desse ativismo seja bastante diverso); toda compreensão é prenhe de resposta, e nessa ou naquela forma a gera obrigatoriamente: o ouvinte se torna falante (BAKHTIN, 1997, p.271). Assim, pensar a leitura e a escrita como atividades interativas indica que nossas concepções sobre os objetos e métodos de ensino precisam ser revistas, no sentido de implementar uma outra prática pedagógica capaz de atribuir sentido aos processos de ensinar e aprender como atividade essencialmente humana. Posto que a realização dos propósitos educativos depende invariavelmente de um grau importante do domínio do código linguístico escrito e do desenvolvimento dos processos mentais que se encontram em sua base, acreditamos não ser possível pensar em mudanças no ensino da leitura e da escrita sem estender tal problemática a todas as áreas do conhecimento, em uma perspectiva interdisciplinar. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) fazem referência a essa perspectiva: A língua, sistema de representação do mundo, está presente em todas as áreas do conhecimento. A tarefa de formar leitores e usuários competentes da escrita não se restringe, portanto, à área de Língua Portuguesa, já que todo professor depende da linguagem para desenvolver os aspectos conceituais de sua disciplina (BRASIL, 1998, p. 31). Nesse contexto, a idéia de que expressar-se com propriedade é “coisa para a aula de língua portuguesa”, enquanto as demais disciplinas se preocupam com os “conteúdos específicos”, não se sustenta. Sendo a língua o principal instrumento de ensino e de aprendizagem na escola, a tarefa de formar leitores e usuários competentes da escrita não pode estar restrita à disciplina de Língua Portuguesa, já que todo professor depende da linguagem para desenvolver os aspectos conceituais de sua disciplina. Pela linguagem, os indivíduos se comunicam, acessam as informações, defendem e partilham visões de mundo, produzem cultura. Disto decorre que um programa de formação de professores passa necessariamente por sua formação como utilizadores proficientes da língua,
  • 19. 16 devendo-se, ao mesmo tempo, propiciar a eles os meios necessários à apropriação de saberes que conduzam a uma inovação didática. É preciso exercitar uma nova didática que cumpra a função primordial da escola, que é a de favorecer a autonomia e a descoberta de ser leitor nas múltiplas faces da língua, nas diversas disciplinas que compõem o currículo escolar. É fundamental inserir todos os grupos sociais nas práticas de uso da leitura e da escrita, a fim de que se tornem usuários e críticos dessas práticas. E esta não é apenas uma opção técnica em busca da competência contra o fracasso na escola; é, sobretudo, uma opção política pela formação/inclusão de todos. Uma formação de professores praticantes de leitura e escrita, capazes de evidenciar perante as crianças o comportamento leitor e escrevente, é uma das condições para mudarmos os preocupantes indicadores de desempenho escolar, pois a ninguém é dado o “dom” de ensinar aquilo que não sabe. Diante desse desafio, a Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, pertencente à Rede Municipal de Ensino de Florianópolis, desenvolveu, durante uma década, o curso de formação continuada “Ler e escrever: compromisso da escola, compromisso de todas as áreas”, envolvendo os professores de todas as séries/anos e de todas as disciplinas do ensino fundamental. Os estudos e debates realizados ao longo deste processo de formação continuada em torno do ensino e da aprendizagem da leitura e da escrita foram se constituindo como referencial teórico e metodológico para a discussão e elaboração da proposta pedagógica da Escola. A partir desse referencial teórico e dessa experiência sobre os limites e as possibilidades das novas práticas pedagógicas gestadas ao longo desses anos, é que a Escola tem focado suas discussões sobre o currículo. Superar a visão pautada na crença de que aos anos iniciais cabe ensinar a ler e escrever e aos anos finais, os conteúdos específicos, é defender a apropriação da leitura e da escrita nas suas dimensões histórica e cultural para todas as áreas do currículo escolar. Este tem sido um grande desafio para o coletivo desta Escola.
  • 20. 17 8. CONTINUANDO A CONVERSA ... ANO 2015 ALGUMAS INFORMAÇÕES IMPORTANTES COEB 2015: Nossa Escola esteve representada no COEB através de seu diretor e demais profissionais da Unidade. Lista de presença dos alunos: será entregue uma lista provisória das turmas para todos os docentes para ser utilizada no período de 11/02 a 09/03. Os diários de classe com a listagem definitiva serão entregues a partir de 09 de março. Troca de turno e/ou turma: as solicitações serão analisadas por uma Comissão de acordo com os critérios da Escola. Uso dos equipamentos e espaços de apoio a sala de aula: os espaços de apoio e os equipamentos são de uso comum das 18 turmas, necessitam de agendamento prévio. Equipamentos disponíveis: aparelhos de som, projetor multimídia/ARTHUR, retroprojetor (agendamento prévio na Secretaria da Escola); máquina fotográfica e filmadora (agendar na Sala Informatizada). Espaços de apoio: sala informatizada e biblioteca (agendamento com as responsáveis pelos espaços: Regiane e Fernanda, respectivamente); sala multiuso agendamento na secretaria. Material didático-pedagógico: solicitação e aquisição será feita no almoxarifado, preferencialmente, pelo próprio professor e fora do horário de aula. Fotocópias: cada professor terá uma cota mensal distribuída conforme o número de alunos e a capacidade mensal das máquinas que a Escola dispõe e deverá ser entregue com 24 horas de antecedência, na Secretaria. Cada professor terá uma pasta com nome onde serão colocados os materiais copiados. Ficha de frequência: deverá ser preenchida diariamente e, se necessário, anexar com clips, os comprovantes de formação ou os atestados médicos. Obsevação: justificativas com relação às faltas, saídas antecipadas e/ou chegadas tardias deverão ser comunicadas diretamente à Direção. Uso do estacionamento: temos apenas 15 vagas para atender uma demanda de 20 a 25 carros diariamente (Creche e Escola), portanto, os usuários utilizarão apenas uma vaga. Refeitório:a alimentação servida é exclusiva para os alunos, exceto para os professores que acompanham seus alunos no recreio ou em projetos extraclasse. Lanche: é feita uma arrecadação mensal para compra de pão, café, chá, açúcar e adoçante – R$ 10,00 (professores de 20h) e R$ 20,00 (professores de 40h). Observação: a APP/Conselho de Escola contribui com R$ 50,00 mensais, a princípio, para o pão, café e/ou chá dado aos alunos, pais/responsáveis, estagiários e visitantes em geral. Vale Transporte: recadastramento na SME; desconto a partir de 5 pisos / R$ 3.110,00
  • 21. 18 8.1. Quadro de turmas / alunos e profissionais em 16/03/2015 ANO Nº DE ALUNOS POR TURNO Nº DE TURMAS Nº DE ALUNOS POR SÉRIE 1º M = 25 V= 22 2 47 2º M = 25 V = 22 2 47 3º M = 22 V= 25 2 47 4º M = 25 V= 27 2 52 5º M = 29 V= 30 2 59 6º M = 35 V= 35 2 70 7º M = 35 V= 27 2 62 8º M = 36 V= 26 2 62 9º M = 34 V = 31 2 52 TOTAL M = 266 V= 245 18 511 ÁREA Nº PROFISSIONAIS Séries Iniciais 8 Português 2 Matemática 2 História 2 Geografia 1 Ciências 2 Inglês 2 Ed. Física 3 Artes 3 Merendeira 3 Serviços gerais 8 Vigias 4 Aux. de ensino 4 Aux. Ed. Especial 1 Sala informatizada 1 Bibliotecária 1 Aux. Biblioteca 2 Secretária 1 Aux. Secretaria 1 Equipe Pedagógica 1 Direção 1 Total 53
  • 22. 19 8.2. Croqui da Escola ALA ESQUERDA QUADRA DEESPORTES 4º Bloco AUDITÓRIO SALA DEVíDEO 3º Bloco DEP. MERENDA WC REFEITÓRIO COZINHA 2º Bloco Dep. Mat. Limpeza WC MASC. WC FEM. WC Def. Físico 1º Bloco COORD. PEDAG. E SALA PLANEJ. SALA PROF. WC SALA DIREÇÃO SECRETARIA SALA AUX. HALL ALA DIREITA ALMOXARIFADO 4º Bloco Nº SALA Multiuso Almo- xarifa- do Sala de Planejamento 11 12 Mat. Projetos Artes Vesp. 3ºBloco Nº SALA 07 08 09 10 Mat. T. 41 T. 11 T. 21 T.31 Vesp. T. 42 T. 12 T. 22 T. 32 2º Bloco Nº SALA 06 Mat. Sala Biblioteca Vesp. Informatizada Escolar 1º Bloco Nº SALA 01 02 03 04 05 Mat. T. 51 T. 61 T. 71 T. 81 T. 91 Vesp. T. 52 T. 62 T. 72 T. 82 T.92
  • 23. 20 MATERIAL ESCOLAR SOLICITADO AOS PAIS E RESPONSÁVEIS EM DEZEMBRO DE 2014 1º ao 5º ano 6º ao 8º ano 02 lápispreto 01 lápispreto 01 lápispreto 6B 01 lápispreto 6B 01 borracha 01 apontador 01 caixadegiz decera 01 canetaazul 01 caixa delápisde cor 01 borracha 01 tesourasem ponta 01 caixadelápisde cor 01 apontador 01 tubode cola 01 régua 01 tesoura sem ponta 01 tubo de cola 01 esquadro –45° e 90° 01 caixademassa demodelar 01 compasso 01 canetaazul oupreta (para 4º e 5º anos) 01 régua(30 cm) 20 folhasde papelalmaçocompauta CADERNOS: CADERNOS: 1º ano, 2º ano e 3º ano 6º ano, 7º ano e 8º ano: 03 cadernospequenos(96folhas) 05 cadernosindividuaispordisciplina (96folhas) 03 cadernospequenos(48folhas) 02 cadernosindividuaispordisciplina (48folhas) 01 cadernodedesenhogrande 02 cadernosdedesenhogrande 01 cadernomeiapauta (1ºe 2º anos) 01 cadernodecaligrafia(3ºano) 01 pacotedefolhasofício colorida 10 folhasde papelquadriculado(1 cm) 4º ano e 5º ano: 04 cadernospequenos(96folhas) 03 cadernospequenos(48folhas) 01 cadernodecaligrafia(4ºano) 01 cadernodedesenhogrande 10 folhasde papelquadriculado(1 cm) 01 blocodefolhascom pauta * Os livrosdidáticos serãoemprestadospelaEscolae deverão serencapadoseidentificadospelo aluno. * Ao final doano letivo deverão ser devolvidos em perfeitoestado,sem qualquertipoderasura. * A agendaescolar serádoadapelaSecretariaMunicipaldeEducação. * Acolhimento a alunos e pais do 1º ano com um lanche coletivo em sala de aula.
  • 24. 21 Todos os profissionais da Escola estão convocados a comparecer, conforme sua carga horária, durante o período de 09 a 18 de fevereiro no horário das 7h45 às 11h45 e das 13h30 às 17h30. NÃO É RECOMENDÁVEL:  dar carona para alunos;  usar banheiro dos alunos;  usar celular e outros equipamentos para uso particular em sala de aula;  entregar a chave do carro para funcionário, em horário de expediente, para serviços particulares;  tirar alunos de sala para buscar água e outros objetos pessoais;  deixar objetos de valor nos ambientes abertos da Escola.
  • 26. 23
  • 27. 24 10. ORGANIZAÇÃO PEDAGÓGICA CURRICULAR A trajetória da Escola Beatriz nos permite afirmar que a concepção de que o ensino da leitura e da escrita é um compromisso de todas as áreas do conhecimento está consolidada em nosso Projeto Político Pedagógico. Assim, a principal função do ensino de 1º ao 9º ano é favorecer/ensinar a criança/adolescente procedimentos de leitura e de escrita para que, ao final do 9º ano, ele seja um leitor autônomo dos gêneros mais recorrentes em nossa sociedade e autônomo na escrita de alguns desses gêneros. Desta forma, ao concluir o Ensino Fundamental, espera-se que o adolescente seja um exímio leitor de Histórias em Quadrinhos, Fábulas, Notícias, Contos, Reportagens, entre outros. Já, em se tratando da escrita, espera-se que o estudante seja autônomo na produção de Legendas, Relatórios, Contos, Propagandas, Bilhetes, Cartas, Listas, Convites, Diários, Relatos, Poemas, Resumos, Mapas Conceituais, Textos Informativos, Tabelas, Gráficos, Crônicas, entre outros. Os conteúdos conceituais dos professores especialistas sempre estão contidos em algum gênero textual. Cada disciplina tem os seus gêneros mais recorrentes e/ou fundamentais. Cabe ao professor ensinar o estudante a LER e a ESCREVER cada gênero textual que a sua disciplina MAIS requer. A assimilação do conteúdo conceitual passa a ser consequência desse procedimento, ou seja, o de ensinar como se lê um gênero textual e como se escreve um determinado gênero textual. Não cabe ao professor de Geografia gastar tempo ensinando a criança/adolescente a escrever Poemas ou Histórias em Quadrinhos sobre bacias hidrográficas brasileiras, por exemplo, porque estes não são os gêneros mais recorrentes da disciplina, porém isso não o impede de apresentar um Poema, uma Tirinha, uma Letra de música como intertexto para motivação e letramento. Na Disciplina de Geografia, os gêneros mais recorrentes são: Textos Expositivos/Informativos, Mapas, Legendas, Gráficos, entre outros. São estes os gêneros textuais cujo estudo no âmbito da leitura e da escrita devem ser enfatizados. Um outro exemplo a
  • 28. 25 ser citado, diz respeito ao foco nas disciplinas de Matemática e de Educação Física que nem sempre é textual, mas, enunciados e problemas, no caso da Matemática, precisam ter o mesmo tratamento de ensino de leitura e de escrita. Ao ensinar procedimentos de leitura e de escrita, a partir dos gêneros mais recorrentes da sua disciplina, os professores estarão praticando a interdisciplinaridade; independente do cruzamento de conteúdos temáticos. Portanto, podemos dizer que é através do ensino de procedimentos de leitura e de escrita, e não só de abordagens de temáticas comuns, que poderemos trabalhar de forma interdisciplinar com as diferentes áreas do conhecimento. 10.1. Gêneros textuais Segundo Gagliari e Amaral, A palavra “gênero” significa “família, grupo”, portanto, os gêneros textuais são “famílias”, grupos de textos, orais ou escritos, que têm origens próximas e são ligadas entre si por pertencerem a uma mesma área de conhecimento e ocorrem em situações semelhantes. Um exemplo é o jornal, que é uma forma de divulgação de informações. Todos os gêneros que são produzidos nesse veículo são chamados de “gêneros jornalísticos” (notícias, editoriais, reportagens...) e têm muitos aspectos em comum, determinados pela maneira como o conhecimento jornalístico é produzido e organizado. Além desse conhecimento mais formal, a cultura popular possui gêneros construídos ao longo de séculos e transmitidos boca a boca entre as gerações familiares, como cantigas de ninar, de roda, contos, fábulas, lendas, adivinhas, entre outros. Os gêneros textuais são formas de linguagem produzidas em toda e qualquer situação de comunicação, que podem ser reconhecidos e utilizados pelas pessoas que estão se comunicando por terem formas conhecidas. Ao contar uma piada, passar uma receita, dar uma instrução qualquer, já sabemos de antemão quais são as formas, as características do gênero que vamos usar. Quem conversa conosco, do mesmo modo, também reconhece os elementos do gênero que está sendo usado e ri da piada, anota a receita ou presta atenção às instruções. Os gêneros, por terem marcas reconhecidas pelas pessoas que se comunicam são instrumentos que possibilitam o entendimento entre as pessoas. (GAGLIARDI, Eliana; AMARAL, Heloisa. 2004) Para estas autoras, a escola deve trabalhar com a sistematização de uma grande diversidade de gêneros textuais, pois em nosso cotidiano nos defrontamos com situações de comunicação que mudam constantemente, uma mesma pessoa usa vários gêneros num só dia, porque muda de lugar social nas
  • 29. 26 diferentes situações de produção de linguagem. Podemos concluir que, como só nos comunicamos por meio de gêneros textuais, quanto mais gêneros dominarmos maior será nossa capacidade de comunicação, nosso desenvolvimento pessoal e nossa capacidade de exercer a cidadania. É de fundamental importância destacar que embora muitos dos gêneros que utilizamos são aprendidos informalmente nas relações sociais mais próximas, outros gêneros orais e/ou escritos exigem ensino sistematizado para serem aprendidos. A Escola é a responsável pelo ensino sistematizado de gêneros mais formais. A ESCOLA É A RESPONSÁVEL PELO ENSINO SISTEMATIZADO DE GÊNEROS MAIS FORMAIS. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) priorizaram os gêneros utilizados em situações públicas de uso da linguagem e sugerem uma listagem de gêneros que podem e devem ser privilegiados para a prática de escuta, de leitura e de produção; sejam eles orais e/ou escritos. Cada domínio (agrupamento de gêneros) favorece o desenvolvimento de algumas capacidades globais a serem construídas ao longo da escolaridade. Os pesquisadores SCHNEUWLY; DOLZ, 2004, propõem cinco agrupamentos, que supõem a aprendizagem de capacidades e operações diferenciadas. São eles: ASPECTOS TIPOLÓGICOS Domínios Sociais de Comunicação Capacidades de Linguagem Dominantes Exemplos de Gêneros Orais e Escritos Cultura Literária Ficcional NARRAR Mimeses de ação através da criação de intriga no domínio do verossímil Conto maravilhoso Fábula Lenda Narrativa de aventura Narrativa de ficção científica Narrativa de enigma Novela fantástica Conto parodiado Documentação e memorização das ações humanas RELATAR Representação pelo discurso de experiências vividas, situadas no tempo Relato de experiência vivida Relato de viagem Testemunho
  • 30. 27 Curriculum vitae Notícia Reportagem Crônica esportiva Ensaio biográfico Discussão de problemas sociais controversos ARGUMENTAR Sustenção, refutação, negociação de tomadas de posição Texto de opinião Diálogo argumentativo Carta do leitor Carta de reclamação Deliberação informal Debate regrado Discurso de defesa (advogado) Discurso de acusação (adv.) Transmissão e construção de saberes EXPOR Apresentação textual de diferentes formas de saberes Seminário Conferência Artigo ou verbete de enciclopédia Entrevista de especialista Tomada de notas Resumo de textos “expositivos” ou explicativos Relatório de experiência científica Instruções e prescrições DESCREVER AÇÕES Regulação mútua de comportamentos Instrução de montagem Receita Regulamento Regras de jogo Instruções de uso Instruções QUADRO SÍNTESE DE GÊNEROS RECORRENTES NAS DISCIPLINAS DE 6º AO 9º ANOS ARTES Em Arte,é preciso ensinar a ler textos sem palavras Gêneros privilegiados CIÊNCIAS Conhecer textos expositivos e instrucionais para questionar Gêneros privilegiados .Text o expositivo . Texto instrucional . Texto jornalístico EDUCAÇÃO FÍSIC A Ler o que o corpo produz Gêneros privilegiados . Linguagem GEOGRAFIA Leitura de mapas e paisagens Gêneros privilegiados . Texto expositivo
  • 31. 28 . Imagem .Texto verbal . Filme Procediment o de estudo .Comentário Procedimento de estudo .Relatório corporal .Texto instrucional .Texto de opinião/ argumentativo Procedimento de estudo . Esquema gráfico . Entrevista .Debate . Texto jornalístico .Texto literário . Mapa . Legendas Procedimento de estudo .Croqui cartográfico HISTÓRIA A leitura crítica de fontes históricas Gêneros privilegiados .Texto literário . Imagem .Texto jornalístico Procediment o de estudo . Relato LÍNGUA ESTRANGEIRA A importância do contexto Gêneros privilegiados . Biografia .Texto jornalístico .Texto instrucional . Canção Procedimento de estudo . Esquema MATEMÁTICA Problemas matemáticos sem problemas Gêneros privilegiados .Enunciado de problema .Tabela e gráfico Procedimento de estudo .Justificativa LÍNGUA PORTUGUES A Explorar a diversidade priorizando os gêneros literários e opinativos Gêneros privilegiados .Poema .Crônica .Conto .Texto opinativo (artigo de opinião, carta de leitor, propaganda) Procedimento de estudo .Relato 10.2. Sequências didáticas De acordo com AMARAL, 2004, “As sequências didáticas são um conjunto sistematizado de atividades ligadas entre si, planejadas para ensinar
  • 32. 29 um conteúdo etapa por etapa. Organizadas de acordo com os objetivos que o professor quer alcançar para a aprendizagem de suas crianças/adolescentes, elas envolvem atividades de aprendizagem e de avaliação”. As diferentes áreas do conhecimento usam as sequências didáticas para trabalhar um determinado gênero textual, em geral, aquele mais comum de sua área de conhecimento. Isso é feito levando-se em conta o que a criança/adolescente já sabe sobre esse gênero e realizando diversas atividades para que ele possa chegar, gradualmente, a um domínio cada vez maior da leitura e da escrita desse gênero. A organização de sequências didáticas possibilita ao professor planejar etapas do trabalho de modo a orientar suas crianças/adolescentes a ler e estudar diversos exemplares do gênero escolhido para que dominem suas características próprias pouco a pouco. Ao aplicar sequências didáticas e explorar as diferentes características de um gênero textual, o professor reúne de modo natural atividades de leitura, escrita e gramática. Isso ocorre porque, para trabalhar com um determinado gênero com as crianças/adolescentes, o professor deverá mostrar como ele é organizado, como começa, como se articulam suas partes, como é concluído. Finalmente, ele vai auxiliar a criança/adolescente, ao longo do trabalho com a sequência didática, a observar como aquele gênero de texto é escrito, dando condições para que os mesmos possam utilizar esse conhecimento e escrever seu próprio texto do gênero escolhido. É importante “diagnosticar” o que as crianças/adolescentes já sabem do gênero em questão solicitando aos mesmos que façam uma escrita inicial, com poucas orientações. Assim é possível recolher dados e planejar melhor o estudo do gênero a ser trabalhado. Durante a sequência didática, o professor pode avaliar continuamente o progresso das crianças/adolescentes, interferindo de forma que os auxilie no domínio gradual do gênero em estudo. Ao término desse estudo, as crianças/adolescentes estarão mais instrumentalizadas para escrever o texto final de acordo com o gênero escolhido. A opção que a Escola Beatriz faz por trabalhar prioritariamente com esta modalidade de ensino se justifica em função: da necessidade de estudo da temática pelo conjunto dos professores, do curso de formação continuada da
  • 33. 30 Escola, da estrutura dos livros didáticos escolhidos pelos profissionais e por entendermos que esta forma de organização do planejamento garante uma maior sistematização dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais a serem trabalhados em sala de aula. 10.3. Planejamento Motivadas pela preocupação com a educação das crianças/adolescentes no século XXI, várias pessoas, de diferentes países, vêm desenvolvendo discussões e propostas inovadoras de currículos e projetos educacionais para o ensino. Também motivado pelo firme propósito de melhorar o ensino no nosso país, na metade final da década de 1990 o MEC lançou os novos Parâmetros Curriculares Nacionais. Uma característica marcante dos novos Parâmetros Curriculares brasileiros é a ideia explicitada por Coll e colaboradores (1987) de que os conteúdos da aprendizagem não são somente aqueles de natureza conceitual, mais também os que envolvem a aprendizagem de procedimentos e atitudes. Assim, atualmente as orientações sugeridas pelo MEC para o ensino dão conta de que ensinar não é somente transmitir uma série de conceitos, fatos e princípios. Ensinar é ensinar-aprender, além de conteúdos conceituais, também conteúdos procedimentais e atitudinais. C O N T E Ú D O S podem ser CONCEITUAIS PROCEDIMENTAIS ATITUDINAIS Não é novidade que o ensino-aprendizagem de conteúdos conceituais (o saber) já é algo um tanto complexo - e que não se dá exclusivamente por meio de métodos de transmissão – recepção.
  • 34. 31 Os conteúdos procedimentais referem-se ao “saber fazer”, ou seja, envolve o ensino-aprendizagem de ações específicas. Por isso, podemos dizer que estão relacionados à aprendizagem de técnicas, habilidades, estratégias, métodos e destreza. Conteúdos procedimentais comuns a todas as áreas:  Ler e interpretar textos verbais e não-verbais:  localizar informações e levantar dados do texto;  fazer inferências a partir dos dados do texto;  contextualizar as informações do texto;  estabelecer relações entre as informações do texto;  intertextualidade: estabelecer relações entre o texto e outros textos;  extrapolar sentidos em relação ao texto lido;  deduzir sentidos de termos ou palavras do texto;  identificar, reconhecer ou perceber os efeitos de sentido produzidos pelas escolhas de linguagem.  Produzir textos verbais e não-verbais em todas as áreas  Reelaborar ou reescrever textos para aperfeiçoá-los e/ou adequá- los aos seus propósitos  Perceber-se, situar-se em relação a um espaço e tempo  Desenvolver mecanismos de organização e apropriação de conhecimento: selecionar relevâncias; identificar fatos, dados, conceitos; sintetizar; resumir; construir esquemas, mapas conceituais, formas de representar o conteúdo estudado  Utilizar instrumentos de observação e medida  Estabelecer relações entre teoria e prática  Apresentar oralmente textos formais  Produzir inferências e conclusões a partir de regularidades observadas  Saber buscar, selecionar e registrar informações para uma pesquisa  Ordenar fatos, dados, observações  Representar em linguagem verbal e não-verbal fatos e dados  Estabelecer relações contextuais entre o objeto estudado e outros dados  Comparar para estabelecer semelhanças e diferenças  Propor e aplicar estratégias para a resolução de problemas  Posicionar-se frente a fatos, dados, ideias e construir argumentação para sustentar a posição assumida.
  • 35. 32 Quanto aos conteúdos atitudinais estes são muito mais do que o comportamento da criança/adolescente em sala, sua pontualidade em entregar trabalhos e tarefas. Estes se referem, de forma geral, ao sentimento ou ao valor que as crianças/adolescentes atribuem a determinados fatos, normas, regras, comportamentos determinados (solidariedade, tolerância, respeito) ou atitudes. Logo, os conteúdos atitudinais são amplos e gerais, e eles podem e devem ser trabalhados em todas as disciplinas curriculares existentes na escola. Neste sentido, o desafio para a Escola Beatriz, desde 2004, tem sido a sistematização e a construção de um currículo que de fato expresse o COMPROMISSO DE TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO COM A LEITURA E A ESCRITA. Para alcançá-lo a atual gestão 2014/2016 definiu as seguintes metas: professores de todas as disciplinas envolvidos com a tarefa de formar leitores e usuários competentes e autônomos da escrita; currículo da Escola Beatriz definido em torno do eixo – ler e escrever; espaço escolar reestruturado em função do currículo.
  • 36. 33 11. ROTINA DO TRABALHO PEDAGÓGICO  HORÁRIO ESCOLAR Matutino: 7h45 às 11h45 Recreio: 1º, 2º e 3º anos: 9h50 às 10h com professor 4º e 5º anos: 9h55 às 10h com professor Todos: 10h às 10h15 Vespertino: 13h30 às 17h30 Recreio: 1º, 2º e 3º anos: 15h35 às 15h45 com professor 4º e 5º anos: 15h40 às 15h45 com professor Todos: 15h45 às 16h  ROTINA DA SALA DE AULA  FREQUÊNCIA - Registrar a frequência no início do período. Os nomes das crianças/adolescentes cujas faltas e chegadas tardia excederem a 5 (cinco) dias, sem justificativa, deverão ser comunicados a equipe pedagógica.  AGENDA - Criar o hábito do uso da agenda como um instrumento importante de planejamento do dia e/ou da semana. Todos os recados, bilhetes, anotações, as avaliações e conteúdos a serem estudados deverão ser registrados/colados na agenda. - Identificar com as crianças/adolescentes o dia do mês, o dia da semana, o ano. Ter um calendário grande em sala de aula. - Exigir que a criança/adolescente escreva a data completa em todos os cadernos utilizados no dia (Florianópolis, 18 de fevereiro de 2015)  DEVERES - Todos os dias as crianças/adolescentes deverão levar deveres e solicitar a assinatura dos pais. Os deveres devem ter relação com os conteúdos trabalhados em sala de aula. - Devem ser corrigidos diariamente pelo professor: 1º ano - correção individual com o objetivo de levar a criança a avançar nas suas hipóteses de produção escrita. 2º ano - algumas atividades individuais devem avançar para a correção coletiva a partir do segundo semestre.
  • 37. 34 3º, 4º e 5º anos - correção individual e a maioria das atividades realizadas no coletivo. - Sugestão: deixar um dos cadernos exclusivamente para os deveres.  LEITURA - Leitura diária, pelo professor de textos ou livros de diferentes gêneros e portadores (folders, notícias de jornais ou revistas, verbetes de dicionário ou enciclopédia, letras de música, cartazes, DVD, CD,...) O professor é um modelo de leitor. Ler com expressividade e entonação, pronunciar corretamente e dicção clara das palavras menos comuns do vocabulário cotidiano das crianças/adolescentes, são atitudes fundamentais para ampliar o repertório de vocabulário dos mesmos. “É lendo que adquirimos novos conhecimentos, desafiamos nossa imaginação e descobrimos o prazer de pensar, conhecer e sonhar.”  PRODUÇÃO TEXTUAL - A produção de textos, individual ou coletivo, deverá ser realizada, conforme orientação do Projeto Político Pedagógico da Escola Beatriz.  LIVROS DIDÁTICOS - Os livros didáticos escolhidos coletivamente, por sua qualidade, deverão ser utilizados cotidianamente. - Dar ênfase aos cuidados com o seu material escolar, principalmente os livros, pois estes serão utilizados por mais 2 anos.  TIPO DE LETRA - 1º ano: escrever somente com a letra script (letra de imprensa maiúscula ou caixa alta), mas favorecer o contato com os diferentes tipos de letras: recortes, comparação e diferenciação na oralidade, exposição delas em sala de aula - 2º ano: iniciar com letra script e lentamente, a partir do 2º semestre, a escrita com a letra cursiva. - 3º, 4º e 5º anos: escrever com letra cursiva - Nos 1º, 2º e 3º anos as crianças deverão escrever somente com lápis grafite preto. - Nos 4º e 5º anos iniciar o uso de caneta azul ou preta. Todas as provas deverão ser respondidas pelas crianças com caneta azul ou preta. - Todas as salas de aula do 1º ao 5º ano deverão ter afixado o alfabeto, calendário e o quadro numérico.  USO DA RÉGUA - Ao longo dos anos iniciais as crianças deverão exercitar o uso da régua sistematicamente e através de exercícios específicos, sempre com a orientação do professor.  USO DO CADERNO QUADRICULADO
  • 38. 35 - O caderno quadriculado é de fundamental importância para trabalhar vários conteúdos: geometria, simetria, ampliação de desenho, padrões, gráficos, tabelas, quadro da tabuada, outras operações, etc.  USO DO CABEÇALHO - Utilizar o cabeçalho à margem esquerda da folha com dados completos e na ordem correta para identificação das atividades a serem entregues. Anos Iniciais: Anos Finais: - Utiliza o mesmo modelo, porém acrescenta a palavra disciplina abaixo do nome do professor e o nº do adolescente ao lado do nome.  REGRAS DE CONVIVÊNCIA - Criar, com a turma, no início do ano letivo, regras de convivência e discuti-las sempre que necessário. - Resgatar o uso das “palavrinhas mágicas”: por favor, com licença, obrigado, desculpe, bom dia, boa tarde, etc. - Desenvolver nas crianças/adolescentes o senso crítico e o respeito com o patrimônio público, preservando e mantendo os bens comuns. - Preservar a natureza que está ao seu redor: jogando lixo na lixeira, reciclando, cuidando das plantas, etc. - uso do uniforme escolar diariamente. - uso de roupa adequada para as aulas de educação física (roupas confortáveis que permitam a realização de todos os movimentos) e por uma questão de segurança é indispensável o uso de tênis.  AJUDANTES DO DIA/REPRESENTANTE DE TURMA - Os ajudantes têm como função auxiliar o professor na entrega de materiais, livros, acompanhar colegas à Equipe Pedagógica, fazer agendamento de espaço na secretaria, etc. 2ª Feira 3ª Feira 4ª Feira 5ª Feira 6ª Feira  AVALIAÇÃO – RESOLUÇÃO 02/2011 - 1º, 2º e 3º anos: tabela descritiva: habilidades, competências e atitudes trabalhadas durante os bimestres. - 4º e 5º aos: avaliação quantitativa: notas (atitudes, conteúdos, trabalhos, testes, provas). - Sugestão: Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito Professor: ___________________________ Nome: _____________________________________ Turma: ____ Florianópolis, _______ de _______________________ de 20___.
  • 39. 36 - Nos anos iniciais variar a disposição das carteiras: em forma de “u”, em duplas, trios ou no máximo quartetos. - Nos 1º e 2º anos evitar o uso das carteiras enfileiradas. 11.1. Biblioteca BIBLIOTECA PAULO FREIRE / I N F O R M E S G E R A I S - 2015 Professor, o acervo e o espaço da Biblioteca existem, principalmente, para apoiá-lo. Isso requer alguns procedimentos, para que possamos atendê-lo com qualidade. Para tanto, está organizada assim: HORÁRIO:A Biblioteca está a sua disposição das 7h45 às 11h45 e das 13h às 17h30, de 2ª à 6ª feira, fechando apenas durante os recreios e no intervalo do almoço. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- EQUIPE:A equipe é composta de três profissionais, sendo 40h. a Bibliotecária Fernanda, a Auxiliar de Biblioteca, Silvana de 40h. e o Auxiliar de Biblioteca, Roque de 20h., no período vespertino. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- PESQUISA: Para trazer turmas à Biblioteca, agende com um mínimo de antecedência. Se necessitar de levantamento bibliográfico prévio do acervo, planeje-se de forma que haja tempo de verificar se a seleção do material foi satisfatória em qualidade e quantidade. - Os alunos devem levar para a Biblioteca somente os materiais necessários para a realização da pesquisa. - Se quiser que a Bibliotecária auxilie na orientação da estrutura das pesquisas junto as turmas, deverá planejar juntamente com a bibliotecária. - A não utilização do espaço da Biblioteca pelos alunos do outro turno para a execução de trabalhos solicitados pelo professor, sem o acompanhamento presencial deste, é decisão de cunho pedagógico. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- EMPRÉSTIMO INTERNO (ESCOLA): Todo o material emprestado para uso em sala de aula deverá ser devolvido no mesmo dia na Biblioteca. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- EMPRÉSTIMO DOMICILIAR: Os alunos do 1º ao 9º ano possuem horário semanal de empréstimo e devolução de livros. - Recomendamos que os alunos respeitassem o horário semanal da sua turma, não saindo da sala de aula para essa finalidade. - Os alunos do período vespertino possuem também o horário das 13h às 13h30 para empréstimo ou devolução de livros, bem como a leitura dos mesmos. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- LIVRO DIDÁTICO: Os livros didáticos são emprestados no início do ano letivo a todos os alunos, devendo ser encapados e devidamente identificados. - O professor que decidir emprestar aos que esqueceram em casa deve fazê-lo em seu nome, pessoalmente ou através de bilhete à Biblioteca, com a quantidade solicitada e assinatura. Ao término da atividade se responsabilizará pelo recolhimento, conferência e devolução. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- SUGESTÕES: Nos dias de prova, ou outra atividade que requeira, solicite: revistas, gibis, livros e outros à Biblioteca e leve para a sala de aula. Ofereça aos alunos que
  • 40. 37 terminam a prova antes de acabar a aula, pois é regra da Escola que os alunos permaneçam em sala. AH! Biblioteca não é lugar de castigo. ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Somos uma equipe de trabalho e, portanto compartilhamos dos mesmos objetivos, logo não há nenhuma regra que, diante das circunstâncias e com conversa, não possa ser alterada, usando sempre o bom senso para bem atender a todos. A EQUIPE DABIBLIOTECAAGRADECE A COMPREENSÃO DE TODOS !!! Bibliotecária - Fernanda Cláudia Lückmann da Silva fernandaluckmann1@gmail.com - 8416-6989 Auxiliar de Biblioteca - Roque Vitório Pereira e Auxiliar de Biblioteca – Silvana Amorim 11.2. Sala Informatizada - Possui 17 computadores (16 para uso dos alunos); - Sistema operacional Linux: Incompatibilidade com Windows /mudar extensões. Salvar para abrir em: Windows- escolher a extensão doc Linux- escolher a extensão doc x. Mesmo assim, testar arquivos antes. - O uso da sala informatizada se dá mediante planejamento e agendamento prévio junto à responsável da sala. É de responsabilidade do professor; PLANEJAMENTO CONJUNTO: na medida do possível, com a responsável da sala. Este poderá ser feito nas aulas vagas e hora atividade de ambos os profissionais. Minha hora atividade é na 6ª feira. - Sala informatizada é extensão da sala de aula; - Ressalto a questão da organização da sala e cuidados específicos com os equipamentos, tanto pelos alunos como pelos docentes; - Conversa prévia com os alunos a respeito da atividade que será realizada na SI. Sugiro planejar uma prévia com os alunos sobre o número de aulas que serão necessárias para o desenvolvimento da atividade. Elencar as ferramentas que serão utilizadas. bre as ferramentas que serão utilizadas. A orientação/mediação sobre a utilização de cada ferramenta midiática especificamente (o procedimento) será desenvolvido na sala informatizada. - MEDIAÇÃO INSTRUMENTAL E PEDAGÓGICA. NÃO É AULADE INFORMÁTICA; - As pesquisas na internet (roteiro) devem ser previamente analisadas pelo professor, sugerindo inicialmente alguns sites, e, sobretudo, verificando se os conteúdos dispostos são condizentes com as propostas e objetivos da atividade. É preciso orientar a pesquisa, discutir as etapas da pesquisa e ensinar os alunos a filtrar as informações (localizar, selecionar e usar as informações); Sugiro que as pesquisas sejam realizadas em etapas, sobretudo, aquelas que necessitam de uma maior mediação e complexidade. - A aula na SI ocorre na presença do professor e do responsável da sala; - No mesmo período de aula podem ser agendadas até 2 aulas para cada turma, dependendo da necessidade e atividade que será realizada; - O arquivamento das atividades deverá ser feito no período de aula agendado, bem como, o local (pasta) e maneira (nomenclatura) serão padronizados para
  • 41. 38 facilitar busca e identificação do arquivo. Sugiro que o professor traga seu pendrive; IMPORTANTE: TESTAR MÍDIAS ANTES DE UTILIZÁ-LAS; - Sugestões de sites, vídeos, jogos e slides devem ser feitos com antecedência. Estes devem ser analisados pelos docentes antes de sua utilização; - Acesso a redes sociais, somente se estiver atrelada a proposta de trabalho; (algo a discutir) - Não poder fazer uso de celulares e fone de ouvido durante a aula; ( algo a discutir) - Uso do uniforme; - Não pode ingerir líquido e alimentos na SI; - A finalização da atividade ocorrerá 5 minutos antes do término da aula. (Organização); Outras questões: AGENDAMENTO: TV e note (LG): na sala informatizada; Outros equipamentos: Datashow, note, som, extensões, cabos..., na secretaria. Atenção: Todos os equipamentos solicitados devem ser devolvidos nos seus respectivos lugares e preferencialmente, para a pessoa responsável pelo agendamento. Convido você professor a divulgar suas propostas de atividades que se desenvolvem dentro e fora da sala de aula. Poderei, tendo disponibilidade ou através de solicitações prévias, estar registrando juntamente com você as etapas que as compõem, sendo que essas atividades poderão ser publicizadas nas ferramentas midiáticas da Escola. Tais ferramentas comunicativas têm como objetivo principal, divulgar as atividades, eventos, notícias, saídas de estudo..., que acontecem na Escola. É importante destacar a caráter pedagógico da divulgação, de modo que, nas informações publicadas devemos ressaltar os objetivos do referido trabalho. A comunidade educativa terá acesso às produções, podendo estar compartilhando com outros pares, ampliando e construindo uma rede de saberes. “Valorizamos sua dedicação e comprometimento com a educação, só falta compartilhar!” Fanpage: www.facebook.com/ebmbeatrizdesouzabrito Regiane Aparecida do Amaral Professora Auxiliar de Tecnologia Educacional regiane.pmf@gmail.com
  • 42. 39 12. AVALIAÇÃO A proposta de avaliação da Escola Beatriz é fundamentada na Resolução nº 03/2002 e na Resolução nº 02/20116, que dispõe sobre o processo de avaliação, recuperação, aprovação/reprovação/promoção, conselho de classe/colegiado de classe e recursos de ato avaliativo para o Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis. Nela são estabelecidos os critérios envolvendo a avaliação dos conteúdos conceituais, procedimentais e atitudinais. Tendo clareza de que o que se ensina não é aprendido por todos da mesma maneira e de que em determinados momentos e em determinados conteúdos alguns podem ter maior dificuldade do que outros, também são apresentadas as formas de recuperação paralela definidas pela Escola. A expressão da avaliação é por conceitos (boletim descritivo) do 1o ao 3o ano e quantitativa do 4º ao 9º ano (nota de 0 a 10). O ano letivo é organizado em quatro bimestres, conforme calendário escolar aprovado anualmente em Assembleia Geral e pela Secretaria Municipal de Educação. A avaliação dos conteúdos conceituais e procedimentais será através de testes, provas e trabalhos de pesquisa, sendo que o professor deverá realizar, no mínimo, três avaliações por bimestre. Testes e provas:  todas as provas ou testes deverão ser agendados no mural da sala com antecedência; 6 A Proposta de avaliaçãoapresentada neste documento foi elaborada em 2004, tendo por base a Resolução nº 03/2002. Em 2011, uma nova Resolução foi editada pelo Conselho Municipal de Educação, porém a sua implementação, emaspectos como, por exemplo, o projetode apoiopedagógicopara os alunos “promovidos com restrição” tem sido bastante difícil tantopor parte dasescolasquantopor parte da Secretaria Municipal de Educação. Consideramos necessário e urgente repensar e rediscutir essa Resolução a partir das condições objetivas dasescolase da própria Secretaria. É importante que tenhamos cuidado, poisa aprovação “em massa”, pode ser tão perniciosa quantoa reprovação praticada emoutros momentos históricos. No texto “A reinvenção da alfabetização”, Magda Soares nos trás a seguinte reflexão:“Então ela [a criança] repetia, mas, pelo menos, ficava claropara ela que havia o ‘não sei’. Agora, elachega à 8ª série, pensa que tem umnível de EnsinoFundamentale nãotem. Na minha opinião, os alunos, os pais desses alunos e a sociedade estão sendodesrespeitados. Estamos iludindo-os ao dizer que essas crianças e esses jovens estãoaprendendoa ler e a escrever, quando na verdade nãoestão.” Lembremos da conhecida “teoria da curvatura da vara”, muitopropagada na década de setenta, para pensarmos que, talvez, os extremos não seja a melhor opção na educação.
  • 43. 40  os conteúdos deverão ser anotados no quadro (ou entregues por escrito) no momento que o professor marcar a avaliação;  os testes e provas compor-se-ão de questões objetivas e dissertativas (mínimo uma) com diferentes graus de dificuldades, podendo estas receber pesos diferentes;  as provas e testes deverão ser digitados com enunciados legíveis e claros;  o valor de cada questão deverá ser registrado no instrumento avaliativo;  as respostas deverão ser completas e coerentes;  os “erros ortográficos” serão corrigidos em todas as disciplinas, porém o desconto acontecerá somente na de Língua Portuguesa;  as questões incompletas ou incorretas deverão ser refeitas pela criança/adolescente;  todos os testes e provas serão corrigidos pelo professor, em seguida devolvidos as crianças/adolescentes, assinados pelos pais e apresentados ao professor. Trabalhos de Pesquisa:  esse procedimento segue as orientações definidas pelos professores, juntamente, com os profissionais da Biblioteca e Sala Informatizada da Escola Beatriz. A avaliação dos conteúdos atitudinais será feita da seguinte forma: no início de cada bimestre será atribuída nota dez para todas as crianças/adolescentes da turma. A nota remanescente tem peso 01 (um) na elaboração da Média Bimestral de cada criança/adolescente. Fazendo todas as atividades pedagógicas, a criança/adolescente permanecerá com esta nota dez até o final do bimestre. O valor de cada atividade dependerá do número de atividades desenvolvidas pelo professor durante o bimestre. Não haverá nota pela atividade em si, isto é, a criança/adolescente não receberá nota quanto aos acertos ou erros, apenas será observada e registrada a realização ou não da atividade. Aspectos a serem observados pelo professor: Realização das tarefas Participação efetiva nas aulas de Educação Física Organização do material (caderno, livro da disciplina, lápis, caneta, etc.) e esportivo (bolas, arcos, cordas, raquetes, coletes, luvas, jogos de tabuleiro, etc)
  • 44. 41 Assinatura da prova pelo responsável Correção da prova / teste Organização do caderno (registros em dia) Realização das atividades diárias em sala de aula Ética e solidariedade nas relações O cálculo da Média Bimestral (MB) dar-se-á através da média ponderada. Cada instrumento avaliativo será multiplicado individualmente pelo seu peso e a somatória final será dividida pelo total dos pesos. Algumas estratégias que poderão ser utilizadas no processo de recuperação paralela Refacção – 4º ano ao 9º ano:  trata-se de refazer as atividades pedagógicas e/ou os instrumentos de avaliação com orientação do professor (produção textual: sínteses, resumos, relatórios, questões dissertativas, cartazes, apresentações, mapas, maquetes, provas etc.);  1a versão: corrigida e com nota;  2a versão: corrigida e com nota (no caso da produção textual, anexar a primeira versão);  prazo para entrega da 2ª versão será definido pelo professor;  deverá sempre prevalecer a maior nota;  atividades de refacção deverão ser registradas no diário de classe como tal. 12.1. Conselho de Classe A Escola Beatriz vem estudando e definindo novas metodologias de trabalho para os seus conselhos de classes. Em 2006, este espaço, deixou de ser um lugar exclusivo para “queixas por parte dos professores sobre a indisciplina e a indiferença das crianças/adolescentes com relação ao estudar”, para tornar-se um momento de socialização das práticas pedagógicas e de reflexão das mesmas. Em 2014, como processo de qualificação buscamos uma nova proposta para o conselho tornando-o um momento de reflexão, socialização e discussão de nossas práticas pedagógicas, em torno do eixo “LER ESCREVER COMPROMISSO DE TODAS AS ÁREAS DO CONHECIMENTO”. Para isto, resgatamos os compromissos assumidos nos conselhos de anos anteriores para
  • 45. 42 em seguida, iluminados por tais encaminhamentos, vislumbrar ações que sedimentem nosso compromisso com a qualidade do ensino de nossas crianças/adolescentes. O processo do Conselho de Classe da Escola Beatriz é mais um momento de avaliação das crianças/adolescentes, dos professores e demais instâncias da Unidade Escolar. Sua execução tem início quando do chamamento mensal efetuado pela Coordenação Pedagógica onde ao discutir o planejamento das sequências didáticas nas diferentes disciplinas também busca contemplar questões vinculadas ao universo da sala de aula. Em outro momento, durante o bimestre letivo, a Coordenação Pedagógica deverá, sem a presença dos professores ou qualquer outro membro do grupo gestor, realizar avaliação de – professores/funcionários/demais instâncias - junto às crianças/adolescentes com a finalidade expressa do uso da informação obtida para a qualificação da prática pedagógica e bom andamento de Unidade Escolar. Após a tabulação dos dados, a avaliação deverá ser entregue pela Coordenação Pedagógica para cada professor/funcionário/demais instâncias individualmente, sem a socialização aos demais. Nos últimos anos presenciamos como atores sociais e protagonistas da história uma busca por parte da sociedade civil cada vez maior pelo processo de universalização do ensino. Acesso e permanência tornaram-se condições fundamentais para a efetivação da educação. Assim sendo, com a opção de uma escola pública de qualidade, crianças e adolescentes atingidos por estas metas necessitam de sucesso evitam o abandono e a evasão. É sabido que um dos motivos para o abandono escolar é a repetência. E múltiplas repetências significam no mais das vezes um completo desestímulo para quem o sofre. Por outro lado, ser aprovado sem ter o conhecimento dos conteúdos escolares é um crime cometido contra nossas crianças e adolescentes. A discussão em torno do sucesso escolar, tratada neste texto e nas práticas da Escola Beatriz, passa ao largo das discussões neoliberais. O termo aqui utilizado e as nossas práticas não trazem em seu bojo a conotação empresarial de eficiência/eficácia e sim um conhecimento de cultura geral emancipadora, respeitada a individualidade de cada sujeito envolvido no processo educacional.
  • 46. 43 Desta feita, trabalhamos com o conceito de restrição, ou seja, a criança/adolescente que não se apropriou de um determinado conteúdo conceitual e/ou procedimental no bimestre deverá refazê-lo no bimestre em curso. Assim, cada criança/adolescente com notas entre 0 e 4,5 que não alcançar a média escolar que é 5,0, será convocada a participar, em horário inverso, na aula de Apoio Pedagógico na(s) disciplina(s) onde não alcançou a média. O objetivo da Escola com esta proposta é priorizar o conhecimento não alcançado, diferente de buscar recuperar sua nota simplesmente. Sucesso. Num outro grupo, estarão as crianças/adolescentes com notas entre 5,0 a 6,5. Este conjunto se constitui como um coletivo oscilante para cima ou para baixo no quadro de notas segundo pesquisa realizada pela Coordenação Pedagógica em nossa Unidade Escolar. Um dos resultados positivos alcançados através desta pesquisa foi que o chamamento dos pais de forma mais incisiva por parte da Escola nos provou que no mais das vezes faltou para estas crianças/adolescentes rotina e acompanhamento familiar, percebemos que a presença dos pais/responsáveis provocou uma sensível melhora nos bimestres posteriores. As crianças/adolescentes com algum diagnóstico – deficiência - estarão incluídas prioritariamente no grupo com média 6,0. Isto não significa que a mesma não obtenha nota superior a esta em alguma disciplina que tenha maior afinidade, porém a nota nunca deverá ser menor que a nota referência. As demais crianças/adolescentes, com notas entre 7,0 a 10,0 terão tratamento com grupo de estudos e monitorias incentivados pela Unidade Escolar, pois geralmente a Escola faz muito pouco por estes, uma vez que apresentam rotina, disciplina e responsabilidade, quesitos que não são observados nos outros dois grupos, além de um componente fundamental: o acompanhamento familiar. No início de cada bimestre letivo será entregue aos professores uma planilha para que coloquem suas notas. Ao final de cada bimestre, com data marcada pela Coordenação Pedagógica e secretaria escolar, a mesma deverá ser devolvida para que a Coordenação Pedagógica possa lê-las, comparar seus resultados com a discussão realizada nas reuniões mensais de planejamento e oferecer junto à comunidade escolar possíveis encaminhamentos.
  • 47. 44 Neste sentido, no bimestre em curso, não se auferirá notas nos boletins das crianças/adolescentes em restrição, para que as mesmas não se desestimulem. No entanto, o docente terá as notas em seu diário de classe e as disponibilizará para a recuperação de conteúdos conceituais/procedimentais com sucesso. Durante o período de restrição os professores sanarão dúvidas, realizarão exercícios, pesquisas entre outras atividades necessárias para a assimilação do conhecimento defasado. Após esta ação e com o cronograma acertado pela Secretaria da Escola a nota será auferida ainda no bimestre em curso. A mesma dinâmica se repetirá no 2º e 3º bimestres sucessivamente. O Conselho do 4º bimestre centrar-se-á na avaliação das turmas e das crianças/adolescentes individualmente e, em função do encerramento do ano letivo, na indicação de encaminhamentos por escrito e por disciplina – diagnóstico - para o ano seguinte. 12.2. Normas de estágio curricular obrigatório O estágio curricular obrigatório, na Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, segue a Lei Federal nº 9.394/96, a Lei Federal nº 11.788/08, o Decreto Federal nº 6.755/09, a Lei Municipal nº 7.508/07, a Lei Complementar Municipal nº 348/09, a Lei Federal nº 11.502/2007, o Decreto Federal nº 70.219/10, a Lei Federal nº 9.608/98 e demais legislações em vigor que apontam que o primeiro contato do Professor Supervisor de Estágio do Instituto de Ensino Superior - IES - deverá ser através da Gerência de Formação Permanente – GEPE - que fará a articulação seguindo legislação própria. A Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, conforme PPP aprovado em Assembleia de Pais e respaldado no que reza o PIBID, o PNAIC, a Portaria de Avaliação da PMF propõe que os estudantes estagiários devam cumprir parte de sua formação junto às crianças e/ou adolescentes com restrição,como descrito no corpo desta proposta, exceto as crianças e/ou adolescentes com deficiência, que deverão ser atendidos pela sala multimeios. Durante anos, os estágios curriculares na Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito estiveram atrelados aos desejos dos professores concedentes e
  • 48. 45 dos estudantes estagiários. Não foram raras às vezes em que os estudantes estagiários vieram até a Unidade Escolar e, sem muito jeito, quase imploravam uma vaga de estágio nesta ou naquela disciplina específica ou nas especialidades da pedagogia. Em outros momentos, professores supervisores de Instituições de Ensino Superior chegavam à Unidade Escolar com uma proposta criada por eles para ser executada. A realidade em que a Escola estava inserida era pouco ou nada levada em consideração. Mesmo assim, aceitava-se o estágio curricular muito mais por pena dos alunos-estagiários do que por necessidade da instituição escolar. O processo de estágio curricular sempre trouxe em seu bojo muito mais o interesse do estudante estagiário e das Instituições de Ensino Superior – IES - do que o das escolas onde buscavam ser realizados. Com uma proposta bastante hermética, vimos alguns estudantes no fundo das salas escrevendo e observando o professor regente ministrando suas aulas, anotando todos os seus “furos” e dizendo para si mesmos que jamais fariam isso ou aquilo. Em outra ponta, buscavam ler os documentos administrativos das escolas e preparavam- se para ministrar uma ou duas aulas que lhes custaria, ou não, o certificado de conclusão da licenciatura. Suas aulas, geralmente construídas com muito esmero, eram verdadeiros shows, contrastando com a realidade dura do cuspe e do giz de alguns. Em 2009, a situação passou a ter uma mudança significativa por parte das políticas nacionais com a execução de ações de formação continuada de professores, respaldadas na Política Nacional de Formação de Profissionais do Magistério da Educação Básica, instituída pelo Decreto nº 6. 755, de 29 de janeiro de 2009. Assim, entedia-se que: Para a Formação Continuada de professores Alfabetizadores foram definidos conteúdos que contribuem, dentre outros, para o debate acerca dos direitos de aprendizagem das crianças do ciclo de alfabetização; para os processos de avaliação e acompanhamento da aprendizagem das crianças; para o planejamento e avaliação das situações didáticas; e para o conhecimento e uso dos materiais
  • 49. 46 distribuídos pelo Ministério da Educação voltados para a melhoria da qualidade do ensino no ciclo de alfabetização. Esta ação mudou significativamente o olhar dos estágios, estagiários e supervisores das IES para com as escolas receptoras. No entanto, para qualificar ainda mais esta leitura dos estágios no interior das Unidades Escolares, o governo Federal editou o Decreto nº 7.219, de 24 de junho de 2010 que dispõe sobre o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) onde disciplinas específicas ganhariam, não somente valorização, mas principalmente um trato mais digno por parte dos envolvidos no processo de formação das IES. No Artigo 3º do Decreto nº 7.219 entre os vários objetivos do PIBID ali contemplados, está o inciso IV que reza sobre: Inserir os licenciados no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem. Com mais esta sinalização positiva do programa PIBID, ressaltando a necessidade de vivenciar a realidade escolar em sua inteireza, fomos remetidos à leitura atenta da proposta de avaliação 002/2011 do Conselho Municipal de Educação de Florianópolis. Ali percebemos no artigo 7º: “os estudantes que concluírem o ano em curso e no final do ano letivo, apresentarem um desempenho médio “inferior” a 50% (cinquenta por cento) de aprendizagem das áreas do conhecimento, deverão ir para o ano subsequente, com acompanhamento pedagógico diferenciado”. O atendimento diferenciado, colocado na portaria de avaliação 00/2011 será explicado na própria lei, no artigo 10, que assim descreve: O registro das notas percentuais ou Parecer Descritivo, no boletim ou equivalente, bem como no Histórico Escolar, deverá especificar a situação do estudante emtermos de aprendizagem e
  • 50. 47 a observação quanto à situação de promovido ou promovido com restrição. § 1º O termo promovido com restrição determina que o estudante se obrigue à frequência no projeto de apoio pedagógico em ampliação de jornada escolar. Sendo assim, uma nova realidade se impõe positivamente para a Escola Básica Beatriz de Souza Brito; repensar os conteúdos e o próprio conceito de apoio pedagógico, restrição e sucesso escolar. Esta reflexão interna provocada por três instrumentos legais, PNAIC, PIBID e Portaria de Avaliação nos obrigou a reescrever um capítulo novo no trato com as crianças e/ou adolescentes: a recuperação de estudos como processo didático-pedagógico onde buscamos oferecer novas oportunidades de aprendizagem ao estudante para que este supere as deficiências/necessidades de aprendizagem e possam alcançar - com sucesso - a meta da Escola que é: Ler e escrever compromisso de todas as áreas e, consequentemente, alcançarem um conhecimento interdisciplinar através dos gêneros textuais, assim, descobre-se, nos estagiários, colaboradores qualificados para a consecução dessa meta no interior de nossa Unidade Escolar. Como estratégia, a Escola Beatriz através de seus Professores e equipe de Coordenadores pedagógicos, visualizará quais são as crianças e/ou adolescentes que no bimestre não alcançaram os conteúdos conceituais e/ou procedimentais propostos. Na próxima etapa essas crianças e/ou adolescentes deverão ser atendidos no turno ou contra turno, dependendo das condições materiais da Escola e do tempo da mesma. Este atendimento será realizado por um professor contratado pela Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis. O tempo em que as crianças e/ou adolescentes ficarão com o professor de apoio pedagógico ou com o estudante estagiário, dependerá da assimilação do conhecimento defasado. É fundamental que em cada disciplina específica ou mesmo nas turmas de anos iniciais, alguns conteúdos listados pelos professores como pré-requisito para a aquisição de novos conteúdos. Os professores dos primeiros, segundos e terceiros anos deverão ser atendidos prioritariamente pelos supervisores do PNAIC da Secretaria de Educação da Prefeitura Municipal de Florianópolis e da supervisão local e
  • 51. 48 deverão ser chamados à escola para verificar o andamento do ano escolar, avaliando os encontros e percebendo se os conteúdos trabalhados estão sendo absorvidos e praticados em sala de aula. Após este diagnóstico, um relatório deverá ser entregue na Unidade Escolar para avaliação interna. A Escola Beatriz, como forma de qualificar ainda mais seu processo de restrição, mapeará as crianças e/ou adolescentes que sempre estiveram em restrição, como forma de evitar o estigma do “aluno de apoio”. A permanência das crianças e/ou adolescentes em restrição e sua manutenção no “apoio” além de ser uma forma cruel de segregação, nega o conhecimento que os mesmos têm, não levando em consideração seus outros conhecimentos empíricos. Por isso, o trabalho com restrição torna a crianças e/ou adolescente mais implicado no processo de aprendizagem. No entanto, as privações sociais e físicas possíveis, também devem ser colocadas na esteira da discussão, quando forem executadas as aulas de apoio. O estágio na Escola Beatriz busca levar em consideração o seu Projeto Político Pedagógico fazendo com que, o estudante estagiário com a supervisão do Professor do IES, do Coordenador pedagógico escolar e do Professor receptor possa vivenciar mais de perto os processos de avaliação e de aprendizagem das crianças e/ou adolescentes. Por outro lado, conhecendo o fazer pedagógico, outras experiências metodológicas e tecnológicas, em sua inteireza, também deixarão o aluno estagiário mais qualificado para a segunda parte que é a docência propriamente dita, onde o mesmo ministrará as aulas que o ajudarão a completar o início de sua formação, uma vez que aula se aprende ministrando no dia-a-dia e não apenas em uma única experiência. Assim, ao estagiar na Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito, o estudante estagiário deverá cumprir 50% (cinqüenta por cento) de suas funções atendendo as crianças e/ou adolescentes selecionados pelo corpo pedagógico escolar (Professores e Coordenadores) e os outros 50% serão utilizados para observação e também, para ministrarem suas aulas. Ao fim deste processo deverá acontecer nova avaliação para detectar os avanços.
  • 52. 49 12.3. O IDEB da Escola Beatriz Inúmeras discussões acerca da necessidade de melhorar a qualidade do ensino no País centram-se no domínio da leitura e da escrita pelas crianças/adolescentes. No ensino fundamental, os dados de reprovação fazem supor que na raiz de boa parte do fracasso escolar esteja o domínio precário das habilidades que envolvem leitura e escrita. No ano de 2000, o Brasil participou do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA), que avaliou a área de leitura. Os resultados mostraram que, das crianças/adolescentes que realizaram a prova, 22,21% encontram-se em nível muito crítico de leitura e 36,76%, estão no nível crítico (BRASIL, 2008). Os dados indicam o baixo desempenho em leitura e compreensão de textos simples, em que são solicitadas habilidades básicas como a localização de informações explícitas no texto. No PISA/2006, o desempenho das crianças/adolescentes brasileiros em leitura apresentou uma ligeira queda em relação aos resultados anteriores. Outras avaliações, criadas para acompanhar a evolução de seu desempenho escolar, como o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (SAEB), reforçam este diagnóstico. Podemos contestar os métodos e objetivos dos programas de educação patrocinados por um consórcio de instituições de países desenvolvidos, como o da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), ao qual se vincula o PISA, e, ainda, há que se considerarem os abismos existentes entre as condições sociais e econômicas dos países participantes dessa avaliação. Os resultados, porém, são de alguma maneira, indicadores dos nossos níveis de leitura, denunciando que algo vai mal neste campo de ensino. A realidade da Escola Básica Municipal Beatriz de Souza Brito neste período não era diferente do restante do Brasil. Em 2005, o IDEB7 da Escola nos anos iniciais era de 3,3 e nos anos finais de 3,9, indicando que algo precisava 7 O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foi criado pelo INEP em 2007 e representa a iniciativa pioneira de reunir num sóindicador dois conceitos igualmente importantes para a qualidade da educação: fluxo escolar e médiasde desempenho nas avaliações. Ele agrega aoenfoque pedagógicodos resultados das avaliações em larga escala doINEPa possibilidade de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem traçar metas de qualidade educacionalpara os sistemas. O indicador é calculadoa partir dos dados sobre aprovação escolar, obtidos no CensoEscolar, e médias de desempenhonas avaliações doINEP, o SAEB – para as unidades da Federaçãoe para o País, e a Prova Brasil – para os municípios. O Planode Desenvolvimentoda Educaçãoestabelece, comometa, que em 2022 o IDEB do Brasil seja 6,0 – médiaque corresponde a um sistema educacional de qualidade comparável a dos países desenvolvidos. Para saber mais acesse: www.portalideb.com.br ou www.ideb.inep.gov.br
  • 53. 50 ser feito. Principalmente, se entendermos o domínio da leitura e da escrita como uma necessidade, talvez uma das mais importantes na formação do ser humano, pois é na e pela linguagem que o conhecimento acumulado pela humanidade se encontra registrado. Neste sentido, podemos afirmar que o crescimento do IDEB da Escola neste período (ver quadros abaixo) tem relação direta com o Curso de Formação que é desenvolvido desde 2004. Anos Iniciais 2005 2007 2009 2011 2013 IDEB do Beatriz 3,3 5,4 5,1 6,1 6,4 IDEB projetado para o Beatriz pelo INEP/MEC ---- 3,4 3,7 4,1 4,4 Anos Finais 2005 2007 2009 2011 2013 IDEB do Beatriz 3,9 5,1 4,3 5,0 4,8 IDEB projetado para o Beatriz pelo INEP/MEC ---- 4,0 4,1 4,4 4,8
  • 54. 51 13. GESTÃO DEMOCRÁTICA A eleição direta quebra a lógica do clientelismo político, característico do processo de indicação do diretor por livre escolha do prefeito, do vereador ou mesmo do intendente da região. Uma prática que transforma direitos em privilégios, ou concessões, e que, dissemina a cultura do privado que se apropria do público. Nela, o espaço público da escola acaba sendo subsumido pela “política dos favores”. O Projeto de Gestão Democrática, caracteriza-se fundamentalmente como uma possibilidade de continuidade e um esforço no sentido de qualificar o Projeto Político Pedagógico que vem sendo implementado na Escola. O Projeto também pode significar ruptura com relações autoritárias e clientelistas. A eleição de diretores, embora fundamental para o processo de democratização da gestão escolar, não é suficiente. Como parte constitutiva desse processo faz-se necessário o Grupo Gestor, Conselho Escolar, a Associação de Pais e Professores, o Grêmio Livre, as Assembleias Gerais, o Colegiado de Classe, ou seja, a criação de instrumentos capazes de organizar e viabilizar a participação dos diferentes segmentos da Escola, nos seus diversos espaços de discussão e decisão. Neste sentido, entendemos que o administrativo é uma atividade que necessita estar integrada ao pedagógico e vice-versa. E esta compreensão deverá estar permeada pela discussão do público como um compromisso de todos para construirmos juntos, uma escola que seja verdadeiramente escola, com uma geração de homens verdadeiramente úteis porque saberão fazer um trabalho eficiente, com um espírito de laboriosidade, com um método disciplinar produtivo e de precisão, com ética de solidariedade universal, com os interesses objetivos de todos, com lógica produtiva de organização de muitos para um só. (Gramsci, apud Nosella, 1992,p.18)