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Projeto de Recuperação Ambiental do Sistema
                              Lagunar de Jacarepaguá




PC-7407-37637-R0
Lagoa de Camorim
 Lagoa de
Jacarepaguá




                                 LOCALIZAÇÃO
• Local: Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá (Sudoeste do Município do Rio de Janeiro).

• Bairros: Região Administrativa de Jacarepaguá (Jacarepaguá, Anil, Gardênia Azul,
           Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Pechincha, Taquara, Praça Seca e
           Tanque) e bairros da Região Administrativa da Barra da Tijuca (Joá, Barra da
           Tijuca, Itanhangá, Camorim, Vargem Grande, Vargem Pequena, Recreio e
           Grumari).
• O Sistema apresenta um espelho d’água de 9,3km².

• Extensão de aproximadamente 13 km.

• É composto pelo Canal da Joatinga e pelas lagoas de Jacarepaguá, Camorim, Tijuca e
  Marapendi.

• Em 2000, a bacia abrigava uma população estimada em cerca de 650 mil de habitantes. A
  recuperação da área beneficiará em 2016 mais de 1.000.000 hab. Diretamente.
Lagoa de
Jacarepaguá
A bacia hidrográfica do sistema lagunar de
Jacarepaguá vem sendo ocupada há várias
décadas de forma desordenada. Apesar de
apresentar uma grande área montanhosa
coberta por florestas, esta bacia possui áreas
majoritariamente     urbanas,    de    grande
densidade populacional e industrial, o que faz
com que este ambiente esteja sujeito ao
lançamento de esgoto doméstico e ao despejo
de resíduos sólidos, tanto de condomínios de
luxo e de classe média, como de favelas
próximas às suas margens.

Os esgotos lançados direta ou indiretamente
nos lagos são uma fonte considerável de
Fósforo e Nitrogênio que são os maiores
responsáveis pelo aumento da produção de
algas (cianofíceas ou cianobactérias).




SITUAÇÃO ATUAL DO SISTEMA LAGUNAR:
            POLUIÇÃO
Tais substâncias, em associação com outras
servem de nutrientes do fitoplâncton (as
"algas" microscópicas que vivem na água),
que podem se reproduzir em grandes
quantidades, tornando a água esverdeada ou
acastanhada.
                                                                 Matéria                    Aumento
Se houver muita matéria orgânica, o DBO                         Orgânica
                                                               (nutrientes)                 do DBO
desta água também aumenta e dessa forma,
as bactérias se multiplicarão em demasia e
disputarão entre si todo o oxigênio disponível.

Quando estas “algas” - e o zooplâncton que
delas se alimenta - começam a morrer, a sua
decomposição pode tornar aquela massa de          Morte da biota aquática                       Proliferação de
água pobre em oxigênio, incapazes de               e outros animais que                        cionobactérias e
                                                    desta se alimentam                            macrófitas
sustentar a vida aeróbia, provocando a morte
de peixes e outros animais e a formação de
gases tóxicos ou de cheiro desagradável.
                                                                              Disputa por
                                                                              oxigênio e
Sendo assim, as lagoas da Tijuca, Camorim e                                   diminuição
Jacarepaguá apresentam um estado de grave                                     do mesmo
degradação ambiental de seu ecossistema,
que favorece o processo de assoreamento e
eutrofização, com o aumento da vegetação
flutuante, floração de algas e eventual
mortandade de peixes.
A implantação de obras de dragagem para
desassoreamento das lagunas da Tijuca, Camorim,               SITUAÇÃO ATUAL: EUTROFIZAÇÃO
Jacarepaguá e Marapendi e canal da Joatinga significa
a revitalização do sistema lagunar pela renovação mais
intensa e rápida de suas águas, com conseqüente
eliminação de material sedimentado proveniente do
esgoto sanitário acumulado durante décadas. Isto
favorecerá não apenas a população que reside
próxima às lagunas, como também beneficiará todas
as pessoas que indiretamente transitam por esta
região, além da fauna e flora local. Trazendo vida à
reserva existente.

 SITUAÇÃO ATUAL DO SISTEMA : ASSOREAMENTO                SITUAÇÃO ATUAL: MORTANDADE DE ESPÉCIES
• Modelo     Utilizado:   Sistema   Base   de   Hidrodinâmica   Ambiental   (SisBAHIA)   –
    COPPE/UFRJ

•   Objetivo da modelagem hidrodinâmica: determinar o padrão de circulação local ao
    longo de 15 dias, iniciando-se em maré de quadratura, utilizando-se como forçante a
    variação temporal da onda de maré na fronteira aberta do domínio.
• Situação Futura 1  remoção aproximada de 2.000.000 m³ incluindo:
  canal principal (de 15.100 m) e 2 canais secundários (de 1.000 m e 3.550 m de
  extensão),

• Situação Futura 2  remoção aproximada de 3.300.000 m³ incluindo: canal
  principal (de 15.100 m) e 2 canais secundários (de 1.000 m e 3.550m de
  extensão); dragagem das áreas críticas nas lagoas da Tijuca e Jacarepaguá
  até a cota de 0,5 m.

• Situação Futura 3  remoção aproximada de 5.600.000 m³ incluindo: canal
  principal (de 15.100 m) e 2 canais secundários (de 1.000 m e 3.550 m de
  extensão); dragagem das áreas críticas nas lagoas da Tijuca, Jacarepaguá e
  Marapendi até a cota de 1,5 m.
• Situação Futura 4  remoção aproximada de 12.000.000m³ incluindo:
  dragagem das lagoas da Tijuca, Camorim e Jacarepaguá e canal da Joatinga
  até a cota 3,0 m; dragagem das áreas críticas na lagoa de Marapendi até a
  cota de 1,5 m.

• Situação Futura 5  remoção aproximada de 5.600.000 m³ incluindo: canal
  principal (de 15.100 m de extensão) e 2 canais secundários (de1.000 m e
  3.550 m de extensão); rebaixamento em mais 0,5 m de dois trechos do canal
  principal: no canal da Joatinga (alcançando a profundidade de 3,5 m) e na
  lagoa de Camorim (passando a apresentar profundidade de 3,0 m); dragagem
  das áreas críticas nas lagoas da Tijuca, Jacarepaguá e Marapendi até a cota
  de 1,5 m.
- Parâmetros Estudados:

   • Vazão

   • Velocidade e Níveis d’água

   • Circulação Hidrodinâmica

   • Troca de Massas d’água

   •Salinidade

   •Temperatura
• Situação atual – início da modelagem – cada cor representa as partículas
de água de uma das lagoas

                              Lagoa de
                            Jacarepaguá
                               (lilás)                    Lagoa da
                                                           Tijuca
                                                         (vermelho)




                                  Lagoa de
                                  Marapendi
                                  (amarelo)
• Situação modelada –180 dias após dragagem.

                         Lagoa de
                       Jacarepaguá
                          (lilás)               Lagoa da
                                                 Tijuca
                                               (vermelho)




                                Lagoa de
                                Marapendi
                                (amarelo)
•   Circulação Hidrodinâmica e Troca de Massas d’água:

 Hoje, observa-se o baixo padrão de circulação das águas deste sistema lagunar,
  principalmente na parte oeste das lagoas da Tijuca e de Jacarepaguá;

 As intervenções propostas trarão uma sensível melhora na circulação e renovação
  das águas entre as lagunas e o mar com a implantação das obras de dragagem.

 Aumento médio para cenários simulados (%):

                   LOCAL                Futuro 1 Futuro 2 Futuro 3 Futuro 4 Futuro 5
          Entrada canal da Joatinga       30       38       48        98       61
         Entrada canal de Marapendi        7       13       38        35       39
           Entrada lagoa da Tijuca        46       63       54       122       59
          Entrada lagoa de Camorim        75       71       78       225       90
         Entrada lagoa de Jacarepaguá     86       80       86       256      100
Vazão:

• Aumento de vazão nas seções de análise de pelo menos 40% no
  cenário simulado;
• Aumento médio para o cenário simulado (%):

                                LOCAL                Futuro
                       Entrada canal da Joatinga      61
                      Entrada canal de Marapendi      39
                        Entrada lagoa da Tijuca       59
                       Entrada lagoa de Camorim       90
                      Entrada lagoa de Jacarepaguá    100
ORGANOGRAMA DO PROJETO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DO SISTEMA LAGUNAR



      1 - PLANEJAMENTO                        2 - ESTUDOS                  3 - GERENCIAMENTO

1.1 - Projeto de Dragagem            2.1 – RAS – Relatório Ambiental   3.1 – Alternativas de
      Espigão.                             Simplificado                      Disposição.

•   Aspectos quantitativos e         2.2 – Investigações de Campo.     •     Disposição em terra ou
    qualitativos do Material a ser                                           no corpo hídrico
    dragado.                         •   Batimetria                    •     Aproveitamento como
•   Método de Dragagem               •   Sondagens                           aterro
•   Alternativas de Disposição       •   Coleta de Amostras            •     Alternativas de
                                                                             tratamento
•   Aspectos Legais
•   Aspectos Ambientais              2.3 – Ensaios de Laboratório
                                                                       3.2 – Análise de Impacto
                                     •   Análises Granulométricas e          Ambiental
1.2 – Programa de Investigações          Físico Químicas,
                                                                       •     Associados à
                                     •   Testes Ecotoxicológicos,
                                                                             Execução
                                     •   Investigações Biológicas
                                                                       •     Associados à
                                                                             Disposição
OBJETIVOS:

• Melhoria da troca hídrica
• Navegação mais segura.
• Evitar o assoreamento por areia proveniente da praia da Barra da Tijuca.
Exemplo de Execução de Projeto: (Construção de Espigão)

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Projeto de Recuperação Ambiental das Lagoas da Barra - Apresentação Grd. - Sub-Sec.SEA - Antonio Da Hora - 21/06/2011 - Parte1

  • 1. Projeto de Recuperação Ambiental do Sistema Lagunar de Jacarepaguá PC-7407-37637-R0
  • 2. Lagoa de Camorim Lagoa de Jacarepaguá LOCALIZAÇÃO
  • 3. • Local: Bacia Hidrográfica de Jacarepaguá (Sudoeste do Município do Rio de Janeiro). • Bairros: Região Administrativa de Jacarepaguá (Jacarepaguá, Anil, Gardênia Azul, Cidade de Deus, Curicica, Freguesia, Pechincha, Taquara, Praça Seca e Tanque) e bairros da Região Administrativa da Barra da Tijuca (Joá, Barra da Tijuca, Itanhangá, Camorim, Vargem Grande, Vargem Pequena, Recreio e Grumari). • O Sistema apresenta um espelho d’água de 9,3km². • Extensão de aproximadamente 13 km. • É composto pelo Canal da Joatinga e pelas lagoas de Jacarepaguá, Camorim, Tijuca e Marapendi. • Em 2000, a bacia abrigava uma população estimada em cerca de 650 mil de habitantes. A recuperação da área beneficiará em 2016 mais de 1.000.000 hab. Diretamente.
  • 5. A bacia hidrográfica do sistema lagunar de Jacarepaguá vem sendo ocupada há várias décadas de forma desordenada. Apesar de apresentar uma grande área montanhosa coberta por florestas, esta bacia possui áreas majoritariamente urbanas, de grande densidade populacional e industrial, o que faz com que este ambiente esteja sujeito ao lançamento de esgoto doméstico e ao despejo de resíduos sólidos, tanto de condomínios de luxo e de classe média, como de favelas próximas às suas margens. Os esgotos lançados direta ou indiretamente nos lagos são uma fonte considerável de Fósforo e Nitrogênio que são os maiores responsáveis pelo aumento da produção de algas (cianofíceas ou cianobactérias). SITUAÇÃO ATUAL DO SISTEMA LAGUNAR: POLUIÇÃO
  • 6. Tais substâncias, em associação com outras servem de nutrientes do fitoplâncton (as "algas" microscópicas que vivem na água), que podem se reproduzir em grandes quantidades, tornando a água esverdeada ou acastanhada. Matéria Aumento Se houver muita matéria orgânica, o DBO Orgânica (nutrientes) do DBO desta água também aumenta e dessa forma, as bactérias se multiplicarão em demasia e disputarão entre si todo o oxigênio disponível. Quando estas “algas” - e o zooplâncton que delas se alimenta - começam a morrer, a sua decomposição pode tornar aquela massa de Morte da biota aquática Proliferação de água pobre em oxigênio, incapazes de e outros animais que cionobactérias e desta se alimentam macrófitas sustentar a vida aeróbia, provocando a morte de peixes e outros animais e a formação de gases tóxicos ou de cheiro desagradável. Disputa por oxigênio e Sendo assim, as lagoas da Tijuca, Camorim e diminuição Jacarepaguá apresentam um estado de grave do mesmo degradação ambiental de seu ecossistema, que favorece o processo de assoreamento e eutrofização, com o aumento da vegetação flutuante, floração de algas e eventual mortandade de peixes.
  • 7.
  • 8. A implantação de obras de dragagem para desassoreamento das lagunas da Tijuca, Camorim, SITUAÇÃO ATUAL: EUTROFIZAÇÃO Jacarepaguá e Marapendi e canal da Joatinga significa a revitalização do sistema lagunar pela renovação mais intensa e rápida de suas águas, com conseqüente eliminação de material sedimentado proveniente do esgoto sanitário acumulado durante décadas. Isto favorecerá não apenas a população que reside próxima às lagunas, como também beneficiará todas as pessoas que indiretamente transitam por esta região, além da fauna e flora local. Trazendo vida à reserva existente. SITUAÇÃO ATUAL DO SISTEMA : ASSOREAMENTO SITUAÇÃO ATUAL: MORTANDADE DE ESPÉCIES
  • 9. • Modelo Utilizado: Sistema Base de Hidrodinâmica Ambiental (SisBAHIA) – COPPE/UFRJ • Objetivo da modelagem hidrodinâmica: determinar o padrão de circulação local ao longo de 15 dias, iniciando-se em maré de quadratura, utilizando-se como forçante a variação temporal da onda de maré na fronteira aberta do domínio.
  • 10. • Situação Futura 1  remoção aproximada de 2.000.000 m³ incluindo: canal principal (de 15.100 m) e 2 canais secundários (de 1.000 m e 3.550 m de extensão), • Situação Futura 2  remoção aproximada de 3.300.000 m³ incluindo: canal principal (de 15.100 m) e 2 canais secundários (de 1.000 m e 3.550m de extensão); dragagem das áreas críticas nas lagoas da Tijuca e Jacarepaguá até a cota de 0,5 m. • Situação Futura 3  remoção aproximada de 5.600.000 m³ incluindo: canal principal (de 15.100 m) e 2 canais secundários (de 1.000 m e 3.550 m de extensão); dragagem das áreas críticas nas lagoas da Tijuca, Jacarepaguá e Marapendi até a cota de 1,5 m.
  • 11. • Situação Futura 4  remoção aproximada de 12.000.000m³ incluindo: dragagem das lagoas da Tijuca, Camorim e Jacarepaguá e canal da Joatinga até a cota 3,0 m; dragagem das áreas críticas na lagoa de Marapendi até a cota de 1,5 m. • Situação Futura 5  remoção aproximada de 5.600.000 m³ incluindo: canal principal (de 15.100 m de extensão) e 2 canais secundários (de1.000 m e 3.550 m de extensão); rebaixamento em mais 0,5 m de dois trechos do canal principal: no canal da Joatinga (alcançando a profundidade de 3,5 m) e na lagoa de Camorim (passando a apresentar profundidade de 3,0 m); dragagem das áreas críticas nas lagoas da Tijuca, Jacarepaguá e Marapendi até a cota de 1,5 m.
  • 12. - Parâmetros Estudados: • Vazão • Velocidade e Níveis d’água • Circulação Hidrodinâmica • Troca de Massas d’água •Salinidade •Temperatura
  • 13. • Situação atual – início da modelagem – cada cor representa as partículas de água de uma das lagoas Lagoa de Jacarepaguá (lilás) Lagoa da Tijuca (vermelho) Lagoa de Marapendi (amarelo)
  • 14. • Situação modelada –180 dias após dragagem. Lagoa de Jacarepaguá (lilás) Lagoa da Tijuca (vermelho) Lagoa de Marapendi (amarelo)
  • 15. Circulação Hidrodinâmica e Troca de Massas d’água:  Hoje, observa-se o baixo padrão de circulação das águas deste sistema lagunar, principalmente na parte oeste das lagoas da Tijuca e de Jacarepaguá;  As intervenções propostas trarão uma sensível melhora na circulação e renovação das águas entre as lagunas e o mar com a implantação das obras de dragagem.  Aumento médio para cenários simulados (%): LOCAL Futuro 1 Futuro 2 Futuro 3 Futuro 4 Futuro 5 Entrada canal da Joatinga 30 38 48 98 61 Entrada canal de Marapendi 7 13 38 35 39 Entrada lagoa da Tijuca 46 63 54 122 59 Entrada lagoa de Camorim 75 71 78 225 90 Entrada lagoa de Jacarepaguá 86 80 86 256 100
  • 16. Vazão: • Aumento de vazão nas seções de análise de pelo menos 40% no cenário simulado; • Aumento médio para o cenário simulado (%): LOCAL Futuro Entrada canal da Joatinga 61 Entrada canal de Marapendi 39 Entrada lagoa da Tijuca 59 Entrada lagoa de Camorim 90 Entrada lagoa de Jacarepaguá 100
  • 17. ORGANOGRAMA DO PROJETO DE RECUPERAÇÃO AMBIENTAL DO SISTEMA LAGUNAR 1 - PLANEJAMENTO 2 - ESTUDOS 3 - GERENCIAMENTO 1.1 - Projeto de Dragagem 2.1 – RAS – Relatório Ambiental 3.1 – Alternativas de Espigão. Simplificado Disposição. • Aspectos quantitativos e 2.2 – Investigações de Campo. • Disposição em terra ou qualitativos do Material a ser no corpo hídrico dragado. • Batimetria • Aproveitamento como • Método de Dragagem • Sondagens aterro • Alternativas de Disposição • Coleta de Amostras • Alternativas de tratamento • Aspectos Legais • Aspectos Ambientais 2.3 – Ensaios de Laboratório 3.2 – Análise de Impacto • Análises Granulométricas e Ambiental 1.2 – Programa de Investigações Físico Químicas, • Associados à • Testes Ecotoxicológicos, Execução • Investigações Biológicas • Associados à Disposição
  • 18. OBJETIVOS: • Melhoria da troca hídrica • Navegação mais segura. • Evitar o assoreamento por areia proveniente da praia da Barra da Tijuca.
  • 19. Exemplo de Execução de Projeto: (Construção de Espigão)