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MATRIZ DE REFERÊNCIA ENEM
EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas de conhecimento)
I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das
linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa.
II. Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do
conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos
da produção tecnológica e das manifestações artísticas.
III. Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar
dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e
enfrentar situações-problema.
IV. Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes
formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir
argumentação consistente.
V. Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para
elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os
valores humanos e considerando a diversidade sociocultural.
Vamos historiar? Segundo Marc Bloch, a história tem por objeto o homem e por isso ela é a ciência que
estuda os homens no tempo; (p.55) “uma ciência dos homens no tempo” (p.67);
A HISTÓRIA DO BRASIL
 Quando começa? Em 1500? “Ora, sabemos hoje que as sociedades indígenas estavam
implantadas no Brasil há mais de 12.000 anos e tiveram muito tempo para se transformar.” (PROUS,
André. O Brasil antes dos brasileiros)
Como está dividida a História do Brasil?
BRASILCOLÔNIA – 1500– 1822
 BRASIL IMPÉRIO PRIMEIROREINADO 1822 - 1831
 PERÍODOREGENCIAL- 1831-1840
 SEGUNDOREINADO - 1840 – 1889
 BRASIL REPÚBLICA– 1889 ATÉHoJe.
OS LATIFÚNDIOS NO BRASIL – questionamentos sobre
desigualdade social
Desde a chegada dos portugueses em 1500,
a questão agrária no Brasil exclui os mais
pobres, enquanto privilegia um pequeno
grupo.
Muita terra para poucos, configurando a
formação dos latifúndios.
Responda: o que é latifúndio?
O que foram as capitanias hereditárias?
Antecedentes históricos no Brasil
 1534 Criação das Capitanias hereditárias;
 Sesmarias: grandes extensões de terras doadas a particulares que tivessem recursos (para compra de
escravos);
 1820: foi extinto regime de sesmarias, provocando rápida expansão de pequenos agricultores e
camponeses que produziam para autoconsumo e vendiam parte da produção nas feiras das cidades;
posse da terra era precária ou ilegal.
 Raízes legais históricas para o problema
 fundiário atual brasileiro:
 Lei Imperial 556, de 25 de junho de 1850.
 Código Comercial Brasileiro.
 Hipoteca de imóveis era feita no Registro do Comércio.
 Lei Imperial 581, de 04 de setembro de 1850.
 “Lei Eusébio de Queiroz - pra inglês ver”
 Proibição do tráfico negreiro no Brasil.
 Lei Imperial 601, de 18 de setembro de 1850.
 Lei de Terras.
O SEGUNDO REINADO 1840 - 1889
Dom Pedro ii
Lei Áurea -13/05/1888 - assinada pela
Princesa Isabel, liberta os escravos sem pagar indenizações aos
senhores escravistas.
1870 – Fundação do Partido Republicano
1873 – Fundação do Partido Republicano
Paulista ( PRP)
13/05/1888 – assinatura da Lei Áurea. Com
a abolição da escravidão, os senhores de
escravos passaram a fazer oposição a Dom
Pedro II.
15/11/1889 – os militares do Exército,
descontentes com os baixos salários, com
as péssimas condições de trabalho,
apoiam o Marechal do Exército Deodoro da
Fonseca a proclamar a República.
E o povo? “assistiu bestializado”, ou seja,
não sabia de nada, assim sendo, não teve
participação.
BRASIL REPÚBLICA – 1889 ATÉ HOJE
 O QUE SIGNIFICA REPÚBLICA? uma forma de governo em que o Chefe de
Estado é eleito pelos representantes dos cidadãos ou pelos próprios cidadãos, e
exerce a sua função durante um tempo limitado. Esta palavra deriva do latim res
publica, expressão que pode ser traduzida como "assunto público“ ou “coisa
pública”.
PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA – 15/11/1889
O Brasil República
No dia 15 de novembro de 1889, por meio de um golpe
liderado pelos militares, o Brasil passou do regime
monárquico ao republicano sem que um único tiro fosse
disparado. O povo soube do acontecido pelas manchetes
dos jornais. Mas, se antes o poder estava nas mãos de
um imperador que concentrava privilégios nas mãos de
poucos, a proclamação da República não mudou as
coisas da noite para o dia.
A República não favorecia em nada
aos mais pobres e também não
contou com a participação desses na
ação efetiva.
Não há uma revolução, ou mesmo grandes
mudanças com a Proclamação da República,
o que há de imediato é a abertura da
política aos homens enriquecidos,
principalmente pela agricultura. Enquanto o
poder da maquina pública no Império estava
concentrado na figura do Imperador, que
administrava de maneira centralizadora as
decisões políticas, na República abre-se
espaço de decisão para a classe enriquecida
que carecia desse poder de decisão política.
Deodoro
da Fonseca
Há então um empenho das classes ativamente
participativas da República recém-fundada para
apagar os vestígios da monarquia no Brasil,
construir heróis republicanos e símbolos que
garantissem que a sociedade brasileira se
identificasse com o novo modelo Republicano
Federalista.
QUESTÕES PARA PRATICAR
1. “A Lei Áurea era mesmo popular e conferia nova visibilidade à princesa Isabel e à Monarquia. No entanto, politicamente, o Império tinha
seus dias contados ao perder o apoio dos fazendeiros do Vale do Paraíba. Apesar do clima de euforia reinante, parecia ser o último ato do
teatro imperial. [...]. Nos jornais e nas imagens da época, Isabel passa a ser retratada como uma santa a redimir os escravos, que aparecem
sempre descalços e ajoelhados, como a rezar e a abençoar a padroeira. Já a princesa surge de pé e ereta, contrastada com a posição
curvada e humilde dos ex-escravos, que parecem manter a sua situação – se não mais real, ao menos simbólica. Aos escravos recém-
libertos só restaria a resposta servil e subserviente, reconhecedora do tamanho do “presente” recebido. Estava inaugurada uma maneira
complicada de lidar com a questão dos direitos civis. Sem a compreensão de que a abolição era resultado de um movimento coletivo,
permaneceríamos atados ao complicado jogo das relações pessoais, suas contraprestações e deveres: chave do personalismo e do próprio
clientelismo. Nova versão para uma estrutura antiga em que as relações privadas se impõem sobre as esferas públicas de atuação. Como
se fôssemos avessos a qualquer associação com a violência, apenas reproduzimos hierarquias que, de tão assentadas, pareciam
legitimadas pela própria natureza. Péssima lição de cidadania: a liberdade combinada com humildade e servidão, distante das noções de
livre-arbítrio e de responsabilidade individual. ”SCHWARCZ, Lilia. Abolição como Dádiva. In: FIGUEIREDO, Luciano (org.) A Era da Escravidão. Rio de Janeiro: Sabin,
2009, p. 88-90. A respeito da Lei Áurea é correto afirmar
a) Além da liberdade, foi concedida para cada ex-escravizado uma gleba de terras para que pudesse trabalhar e manter sua família.
b) Foi estipulada uma indenização individual de um conto de réis para cada ex-escravizado a título de indenização pelo seu trabalho
compulsório anterior.
c) A lei estipulou um sistema jurídico que punia como crime contra a humanidade qualquer forma de exploração e preconceito.
d) A Abolição da escravidão proporcionou, ao Imperador Pedro II, maior apoio dos cafeicultores e, dessa forma, protelou a Proclamação da
República.
e) A assinatura da Lei Áurea não significou o fim do preconceito racial e não propiciou acesso à terra ou a qualquer outra forma de
indenização às populações libertas.
2. (Fatec) Em 4 de setembro de 1850, foi sancionada no Brasil a Lei Eusébio de Queirós (ministro da
Justiça), que abolia o tráfico negreiro em nosso país. Em decorrência dessa lei, o governo imperial
brasileiro aprovou outra, "a Lei de Terras".
Dentre as alternativas a seguir, assinale a correta.
a) A Lei de Terras facilitava a ocupação de propriedades pelos imigrantes que passaram a chegar ao
Brasil.
b) A Lei de Terras dificultou a posse das terras pelos imigrantes, mas facilitou aos negros libertos o
acesso a elas.
c) O governo imperial, temendo o controle das terras pelo coronéis, inspirou-se no "Act Homesteade"
americano, para realizar uma distribuição de terras aos camponeses mais pobres.
d) A Lei de Terras visava a aumentar o valor das terras e obrigar os imigrantes a vender sua força de
trabalho para os cafeicultores.
e) O objetivo do governo imperial, com esta lei, era proteger e regularizar a situação das dezenas de
quilombos que existiam no Brasil.
3. O povo assistiu aquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que
significava. Muitos acreditavam sinceramente estar vendo uma parada.
Aristides Lobo O texto refere-se à Proclamação da República, em 15 de
novembro de 1889. Podemos, então, concluir que:
 a) O movimento contou com sólido apoio popular, luta armada e resistência
violenta dos monarquistas.
 b) A proclamação vitoriosa resultou da conjugação de parte do exército,
fazendeiros do oeste paulista e classes médias urbanas.
 c) A Guerra do Paraguai não teve relação com o crescimento das ideias
republicanas e positivistas, fundamentais para o advento da república.
 d) O Terceiro Reinado era visto de forma positiva e otimista pela população, já que
a Princesa Isabel tinha uma liderança expressiva, apesar dos valores patriarcais da
época.
 e) As críticas à centralização monárquica e o surgimento de novos segmentos
sociais não tiveram influência no sucesso do movimento republicano.

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  • 1. MATRIZ DE REFERÊNCIA ENEM EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas de conhecimento) I. Dominar linguagens (DL): dominar a norma culta da Língua Portuguesa e fazer uso das linguagens matemática, artística e científica e das línguas espanhola e inglesa. II. Compreender fenômenos (CF): construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos da produção tecnológica e das manifestações artísticas. III. Enfrentar situações-problema (SP): selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema. IV. Construir argumentação (CA): relacionar informações, representadas em diferentes formas, e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente. V. Elaborar propostas (EP): recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. Vamos historiar? Segundo Marc Bloch, a história tem por objeto o homem e por isso ela é a ciência que estuda os homens no tempo; (p.55) “uma ciência dos homens no tempo” (p.67);
  • 2. A HISTÓRIA DO BRASIL  Quando começa? Em 1500? “Ora, sabemos hoje que as sociedades indígenas estavam implantadas no Brasil há mais de 12.000 anos e tiveram muito tempo para se transformar.” (PROUS, André. O Brasil antes dos brasileiros) Como está dividida a História do Brasil? BRASILCOLÔNIA – 1500– 1822  BRASIL IMPÉRIO PRIMEIROREINADO 1822 - 1831  PERÍODOREGENCIAL- 1831-1840  SEGUNDOREINADO - 1840 – 1889  BRASIL REPÚBLICA– 1889 ATÉHoJe.
  • 3. OS LATIFÚNDIOS NO BRASIL – questionamentos sobre desigualdade social Desde a chegada dos portugueses em 1500, a questão agrária no Brasil exclui os mais pobres, enquanto privilegia um pequeno grupo. Muita terra para poucos, configurando a formação dos latifúndios. Responda: o que é latifúndio? O que foram as capitanias hereditárias?
  • 4. Antecedentes históricos no Brasil  1534 Criação das Capitanias hereditárias;  Sesmarias: grandes extensões de terras doadas a particulares que tivessem recursos (para compra de escravos);  1820: foi extinto regime de sesmarias, provocando rápida expansão de pequenos agricultores e camponeses que produziam para autoconsumo e vendiam parte da produção nas feiras das cidades; posse da terra era precária ou ilegal.  Raízes legais históricas para o problema  fundiário atual brasileiro:  Lei Imperial 556, de 25 de junho de 1850.  Código Comercial Brasileiro.  Hipoteca de imóveis era feita no Registro do Comércio.  Lei Imperial 581, de 04 de setembro de 1850.  “Lei Eusébio de Queiroz - pra inglês ver”  Proibição do tráfico negreiro no Brasil.  Lei Imperial 601, de 18 de setembro de 1850.  Lei de Terras.
  • 5. O SEGUNDO REINADO 1840 - 1889 Dom Pedro ii
  • 6. Lei Áurea -13/05/1888 - assinada pela Princesa Isabel, liberta os escravos sem pagar indenizações aos senhores escravistas. 1870 – Fundação do Partido Republicano 1873 – Fundação do Partido Republicano Paulista ( PRP) 13/05/1888 – assinatura da Lei Áurea. Com a abolição da escravidão, os senhores de escravos passaram a fazer oposição a Dom Pedro II. 15/11/1889 – os militares do Exército, descontentes com os baixos salários, com as péssimas condições de trabalho, apoiam o Marechal do Exército Deodoro da Fonseca a proclamar a República. E o povo? “assistiu bestializado”, ou seja, não sabia de nada, assim sendo, não teve participação.
  • 7. BRASIL REPÚBLICA – 1889 ATÉ HOJE  O QUE SIGNIFICA REPÚBLICA? uma forma de governo em que o Chefe de Estado é eleito pelos representantes dos cidadãos ou pelos próprios cidadãos, e exerce a sua função durante um tempo limitado. Esta palavra deriva do latim res publica, expressão que pode ser traduzida como "assunto público“ ou “coisa pública”.
  • 8. PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA – 15/11/1889 O Brasil República No dia 15 de novembro de 1889, por meio de um golpe liderado pelos militares, o Brasil passou do regime monárquico ao republicano sem que um único tiro fosse disparado. O povo soube do acontecido pelas manchetes dos jornais. Mas, se antes o poder estava nas mãos de um imperador que concentrava privilégios nas mãos de poucos, a proclamação da República não mudou as coisas da noite para o dia. A República não favorecia em nada aos mais pobres e também não contou com a participação desses na ação efetiva. Não há uma revolução, ou mesmo grandes mudanças com a Proclamação da República, o que há de imediato é a abertura da política aos homens enriquecidos, principalmente pela agricultura. Enquanto o poder da maquina pública no Império estava concentrado na figura do Imperador, que administrava de maneira centralizadora as decisões políticas, na República abre-se espaço de decisão para a classe enriquecida que carecia desse poder de decisão política. Deodoro da Fonseca Há então um empenho das classes ativamente participativas da República recém-fundada para apagar os vestígios da monarquia no Brasil, construir heróis republicanos e símbolos que garantissem que a sociedade brasileira se identificasse com o novo modelo Republicano Federalista.
  • 9. QUESTÕES PARA PRATICAR 1. “A Lei Áurea era mesmo popular e conferia nova visibilidade à princesa Isabel e à Monarquia. No entanto, politicamente, o Império tinha seus dias contados ao perder o apoio dos fazendeiros do Vale do Paraíba. Apesar do clima de euforia reinante, parecia ser o último ato do teatro imperial. [...]. Nos jornais e nas imagens da época, Isabel passa a ser retratada como uma santa a redimir os escravos, que aparecem sempre descalços e ajoelhados, como a rezar e a abençoar a padroeira. Já a princesa surge de pé e ereta, contrastada com a posição curvada e humilde dos ex-escravos, que parecem manter a sua situação – se não mais real, ao menos simbólica. Aos escravos recém- libertos só restaria a resposta servil e subserviente, reconhecedora do tamanho do “presente” recebido. Estava inaugurada uma maneira complicada de lidar com a questão dos direitos civis. Sem a compreensão de que a abolição era resultado de um movimento coletivo, permaneceríamos atados ao complicado jogo das relações pessoais, suas contraprestações e deveres: chave do personalismo e do próprio clientelismo. Nova versão para uma estrutura antiga em que as relações privadas se impõem sobre as esferas públicas de atuação. Como se fôssemos avessos a qualquer associação com a violência, apenas reproduzimos hierarquias que, de tão assentadas, pareciam legitimadas pela própria natureza. Péssima lição de cidadania: a liberdade combinada com humildade e servidão, distante das noções de livre-arbítrio e de responsabilidade individual. ”SCHWARCZ, Lilia. Abolição como Dádiva. In: FIGUEIREDO, Luciano (org.) A Era da Escravidão. Rio de Janeiro: Sabin, 2009, p. 88-90. A respeito da Lei Áurea é correto afirmar a) Além da liberdade, foi concedida para cada ex-escravizado uma gleba de terras para que pudesse trabalhar e manter sua família. b) Foi estipulada uma indenização individual de um conto de réis para cada ex-escravizado a título de indenização pelo seu trabalho compulsório anterior. c) A lei estipulou um sistema jurídico que punia como crime contra a humanidade qualquer forma de exploração e preconceito. d) A Abolição da escravidão proporcionou, ao Imperador Pedro II, maior apoio dos cafeicultores e, dessa forma, protelou a Proclamação da República. e) A assinatura da Lei Áurea não significou o fim do preconceito racial e não propiciou acesso à terra ou a qualquer outra forma de indenização às populações libertas.
  • 10. 2. (Fatec) Em 4 de setembro de 1850, foi sancionada no Brasil a Lei Eusébio de Queirós (ministro da Justiça), que abolia o tráfico negreiro em nosso país. Em decorrência dessa lei, o governo imperial brasileiro aprovou outra, "a Lei de Terras". Dentre as alternativas a seguir, assinale a correta. a) A Lei de Terras facilitava a ocupação de propriedades pelos imigrantes que passaram a chegar ao Brasil. b) A Lei de Terras dificultou a posse das terras pelos imigrantes, mas facilitou aos negros libertos o acesso a elas. c) O governo imperial, temendo o controle das terras pelo coronéis, inspirou-se no "Act Homesteade" americano, para realizar uma distribuição de terras aos camponeses mais pobres. d) A Lei de Terras visava a aumentar o valor das terras e obrigar os imigrantes a vender sua força de trabalho para os cafeicultores. e) O objetivo do governo imperial, com esta lei, era proteger e regularizar a situação das dezenas de quilombos que existiam no Brasil.
  • 11. 3. O povo assistiu aquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditavam sinceramente estar vendo uma parada. Aristides Lobo O texto refere-se à Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Podemos, então, concluir que:  a) O movimento contou com sólido apoio popular, luta armada e resistência violenta dos monarquistas.  b) A proclamação vitoriosa resultou da conjugação de parte do exército, fazendeiros do oeste paulista e classes médias urbanas.  c) A Guerra do Paraguai não teve relação com o crescimento das ideias republicanas e positivistas, fundamentais para o advento da república.  d) O Terceiro Reinado era visto de forma positiva e otimista pela população, já que a Princesa Isabel tinha uma liderança expressiva, apesar dos valores patriarcais da época.  e) As críticas à centralização monárquica e o surgimento de novos segmentos sociais não tiveram influência no sucesso do movimento republicano.