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Investigação em Segurança do Paciente/Doente - Curso
                      Introdutório
                                 Sessão 8
    Aprofundar o Conhecimento em Segurança do
                  Paciente/Doente
   Paulo Sousa, PhD
    Professor na ENSP-UNL
    Coordenador do Mestrado em
   Segurança do Doente

Sessão traduzida e adaptada da original em inglês, elaborada pelo Prof. Albert Wu
Proposta de sessão

 Esta última sessão será dividida em três partes essenciais:


    Príncipais tópicos das sessões anteriores (revisão);

    Desafios que se colocam aos diferentes países lusófonos
     (PALOP’s; Brasil e Portugal);


    Refletir um pouco sobre a formação, investigação e difusão
     da informação/conhecimento (sugestões onde podem encontrar
     outros recursos úteis para aprofundar os conhecimentos).



                                                                  2
Temas Comuns

   A Segurança do Doente é um problema que se coloca a todas as nações;

   A investigação desempenha um papel fundamental na melhoria da segurança
    dos pacientes/doentes:

      identificação e descrição de problemas/fragilidades;
      desenvolvimento e avaliação de soluções/ações que visam melhorar a
       segurança dos pacientes/doentes

   Os temas mais comuns incluem problemas relacionados com o Sistema e com
    fatores humanos;

   É importante obter mais informação sobre a frequência e tipologia de eventos
    adversos e de erros, por país e settings



                                                                                   3
Componentes




              4
Perspetiva Geral da Investigação em Segurança
do Doente – 5 pontos-chave

  ■ A seleção do estudo dependerá do domínio;
  ■ Também dependerá dos recursos disponíveis;
  ■ Estudos qualitativos e quantitativos são ambos válidos;
  ■ É necessário realizar mais estudos de avaliação de impacte de
    medidas/soluções (efetividade, eficiência e disponibilidade)
  ■ É necessário definir o problema de acordo com uma situação
    específica e a obtenção de resultados deve permitir entrar em
    ação.




                                                                5
O que estamos tentando medir?


Erro: falha em executar um plano de ação como pretendido ou aplicação de um
   plano incorreto.
■ Erros Latentes: do sistema, como, por exemplo, design não adequado, recursos
  humanos insuficientes.
■ Erros Ativos: erros cometidos pelos profissionais/staff de saúde que prestam o
  cuidado, como, por exemplo, erro na prescrição/dosagem do medicamento.

Eventos Adversos: há dano no paciente/doente causados pelos cuidados
   de saúde.

Alvos/Metas para a segurança: erros de medicação, infecções associadas ao
cuidado, complicações cirúrgicas, quedas, erros de identificação do
paciente/doente, morte evitável.


                                                                                   6
Não há um instrumento de medida universal para
a segurança do paciente/doente



Familiarizar-se com os instrumentos de medida;
Verificar sua validade, aplicabilidade e aceitabilidade;
Compartilhar experiências sobre sua aplicação.




                                                           7
Métodos básicos de coleta/recolha de dados


1. Observação
2. Entrevistas e questionários
3. Revisão de documentos (fontes)
 ■   Prontuários/processos clínicos
 ■   Outras fontes (farmácia, laboratório)
 ■   Relatórios de necropsias e da comissão de óbitos




                                                        8
Abordagens para medir erros e EA

Prospetiva
■ Observação direta do cuidado aos pacientes/doentes
■ Estudo de coorte
■ Vigilância


Retrospetiva
■   Revisão de prontuários/processos clínicos (em papel ou eletrônico)
■   Análise de reclamações (gabinete do utente)
■   Análise de reclamações de má prática (jurídico)
■   Reuniões de Morbidade e Mortalidade/ Necropsia
■   Sistemas de notificação de incidentes



                                                                         9
Utilidade relativa das abordagens para medir
erros e EA
   Erros Latentes                                           Erros Ativos      Eventos Adversos




 • Notificação de           • Revisão de
 incidentes                 prontuários/processos        Observação Direta   Vigilância
 • Reuniões de Morbidade    clínicos
 e Mortalidade              • Análise de dados
 • Análise de reclamações   administrativos
 de má prática              • Tecnologia da Informação
                                                              Thomas & Petersen, JGIM 2003
Observação Direta


Vantagens
Método adequado para identificar erros ativos;
Dados que de outra forma são indisponíveis;
Potencialmente precisa.



Desvantagens
Treinamento/treino dispendioso;
Sobrecarga de informação;
Efeito de Hawthorne;
Método inadequado para identificar erros latentes.



                                                     11
Donchin et al. (2003)



  Estudo prospectivo
  observacional em
  unidade de terapia
  intensiva que utilizou
  observação direta
  realizada pelos
  médicos seniores.




                           12
Vigilância


Vantagens
Potencialmente exato e preciso para
   identificar EA;
Adequado para testar a efetividade
   das intervenções para reduzir EA;
Poderá tornar-se parte dos cuidados.

Desvantagens
Dispendioso;
Inadequado para detetar erros
   latentes.




                                       13
Hernandez et al. (2005)



  Estudo de coorte para
  estimar a incidência e os
  fatores de risco associados
  à infecção do sítio cirúrgico
  após cirurgia abdominal no
  Peru.




                                  14
Revisão de Prontuários/Processos Clínicos


Vantagens
Utiliza dados disponíveis;
Método muito utilizado.

Desvantagens
Julgamento de EA não confiável;
Dispendioso;
Registros/registos incompletos ou em
   falta;
“Viés retrospectivo” (Hindsight bias).




                                            15
Baker et al. (2004)



Revisão retrospectiva
  de
  prontuários/processo
  s clínicos
  hospitalares para
  identificar EA e EA
  evitáveis no Canadá.




                         16
Estudos Brasileiro e Português


Estudos utilizando a mesma metodologia foram desenvolvidos
no Brasil e em Portugal.

Mendes W, Martins M, Rozenfeld S, Travassos C. The assessment of
adverse events in Brazilian hospitals. International Journal for Quality in
Health Care 2009 :1-6.
Sousa P, Uva AS, Serranheira F, Leite E, Nunes C. Segurança do doente:
eventos adversos em hospitais portugueses: estudo piloto de incidência,
impacte e evitabilidade. Editora Escola Nacional de Saúde Pública:
Lisboa. ISBN 978-989-97342-0-3. Ano 2011.



                                                                        17
Inquéritos a Profissionais de Saúde


Vantagens
Adequado para identificar erros latentes;
Dados de outra forma indisponíveis;
“Sabedoria” coletiva;
Possibilidade de ser mais abrangente.

Desvantagens
“Viés retrospectivo” (Hindsight bias )
(mau resultado = mau cuidado);
Depende de uma elevada taxa de resposta.


                                            18
Wu AW, Folkman S, McPhee SJ, Lo B. Do house officers learn from their
mistakes? JAMA, 1991, 265:2089-2094.


                  Link para o Resumo (HTML)




                                                                        19
Análise de reclamações de má prática


Vantagens
Adequado para identificar erros latentes;
Múltiplas perspetivas (pacientes/doentes, prestadores, advogados).


Desvantagens
“Viés retrospetivo” (Hindsight bias);
Viés do relato (Reporting bias);
Fonte de dados não-padronizada.




                                                                     20
Gandhi TK, Kachalia A, Thomas EJ, et al. Missed and delayed diagnoses
in the ambulatory setting: a study of closed malpractice claims. Ann Intern
Med. 2006;145:488-496.


  Link para o Resumo (HTML)          Linkpara o texto Completo (PDF)




                                                                          21
Sistema de Notificação e Aprendizagem

Vantagens
Adequado para detetar erros latentes;
Múltiplas perspetivas ao longo do tempo;
Procedimento padronizado.



Desvantagens
Viés do relato (Reporting bias);
“Viés retrospetivo” (Hindsight bias).
Viés de informação




                                           22
Em síntese – conhecer a realidade

 Os diversos métodos para medir e compreender os erros e
  eventos adversos apresentam vantagens e desvantagens
  (deve-se ponderar aquando da escolha)


 Abordagens recorrendo a múltiplos métodos podem
  melhorar o conhecimento/compreensão envolvendo, no
  entanto, custos superiores.




                                                        23
Local de Intervenção



   Doente/Paciente
   Profissional de saúde
   Local de Trabalho
   Sistema




                            24
Hierarquia da evidência




                          25
Intervenções para melhorar a Segurança

 Ainda existe muito para aprender sobre intervenções
  efetivas para a melhoria da segurança
   • Identificar intervenções efetivas requer estudos estruturados e orientados
     de forma correta




 Existem intervenções e procedimentos baseados na
  evidência que podem melhorar a segurança
   • Uma vez implementados, devem ser avaliados




                                                                                  26
Como é que sabemos que a prestação de
cuidados é segura?

 Medindo a frequência de dano (incidência, prevalência de EA);

 Avaliando em que medida os cuidados prestados são os
  apropriados;

 Verificando se existe mudança de práticas após “nova”
  aprendizagem/aquisição de conhecimentos;

 Analisando melhoria da cultura de segurança


                                                                  27
Abordagem Integrada para Transpor a Evidência
para a prática

 Realçar o Sistema (como organizamos o trabalho) em vez de destacar
  o cuidado individual aos doentes


 Envolver as equipas multidisciplinares para assumirem a propriedade
  de um projeto de melhoria (como seu projeto)


 Encorajar a adaptação local da intervenção


 Criar uma cultura de colaboração dentro de uma unidade (nivel micro -
  local) e de um sistema maior (macro-instituição de saúde).


                                                                        28
•O que está mal ?


Modelo para a                                 Que mudanças poderão ser
                                               feitas que resultem numa
Melhoria Contínua                                      melhoria?

                                              Qual o Impacte real da sua
                                                      aplicação ?

“Plan, Do, Study, Act”
 em equipa…


 Institute for Healthcare Improvement (IHI)



                                                                      29
Em síntese




             30
2ª parte - Desafios África (PALOP’s) – Patient safety in African
health services – Relatório do Diretor Regional (África) WHO 2008.



- IACS constituem um problema global (5%-10%); Países Africanos (Mali
18.9%Tanzania 14,8%), sendo a maioria associado a procedimentos cirúrgicos;

- Os injetáveis e as transfusões sanguíneas continuam a ser um enorme
problema (não são realizados testes para deteção do HIV e da Hepatite B e C a
todos os dadores);

- Infeções associadas a seringas ou agulhas reutilizadas é ainda uma realidade
com alguma visibilidade;

- Problemas com prescrição, dispensa e administração de medicamento, bem
como o consumo de medicamentos contrafeitos/falsificados (segurança do
doente e efetividade)




                                                                                31
Desafios África (PALOP’s)


 - Falta de estruturas nacionais e consequentemente de politicas para a
 área da Qualidade e da Segurança do Doente;


 - Fragilidades no sistema de prestação de cuidados de saúde
 (infraestruturas inadequadas; défice de equipamentos e materiais
 fundamentais para uma assistência adequada e segura; “problemas” de
 gestão do sistema, como um todo, e das organizações de saúde).




                                                                          32
Desafios África (PALOP’s)


 - Recursos humanos em número insuficiente e com poucas
 oportunidades de fazer formação ao longo da vida

 - Algumas lacunas no sistema de formação inicial e Pós-Graduada;


 - Resíduos hospitalares com tratamento inadequado colocando em risco
 a saúde dos profissionais de saúde; e da comunidade expondo-os a riscos
 de infeção, efeitos tóxicos e outro tipo de lesões.

 - Problemas com a informação (escassa e de qualidade duvidosa)




                                                                           33
Desafios África (PALOP’s)




- Os desafios são imensos e requerem uma mobilização alargada e
sustentada em diretrizes locais, regionais, nacionais e internacionais (OMS
tem papel fundamental).




                                                                              34
Desafios África (PALOP’s) – alguns destaques

- Profissionais de saúde (multiprofissional) do setor público e privado
muito motivados para as questões da Qualidade e da Segurança do
paciente/doente;

- Lideranças fortes e conscientes da importância da segurança dos
cuidados prestados (tornar as instalações mais seguras; medidas objetivas – prescrição
eletrónica e da checklist de cirurgia segura,etc…);

- Preocupações em apostar na formação dos profissionais de saúde e no
desenvolvimento de investigação (com vista a conhecer a realidade e a
desenvolver soluções efetivas);

 Perspetivar um futuro diferente, onde as questões da Q & SD serão mais valorizadas e,
  consequentemente, os cuidados de saúde mais seguros e com maior efetividade e
                             baseados na melhor evidência



                                                                                     35
Desafios Brasil

-    Elaboração de uma política nacional de qualidade e segurança do
     paciente e criação de uma instância (nacional) para gerenciar essa
     agenda política.


-    Estabelecimento de estratégias para o monitoramento/monitorização
     da qualidade e segurança do paciente/doente dos serviços da saúde do
     país;


-    Aperfeiçoamento dos bancos de dados administrativos (qualidade e
     quantidade de informação) existentes de modo a permitirem o cálculo de
     indicadores de qualidade e segurança do paciente;



                                                                              36
Desafios Brasil


 - Incorporação de conteúdos críticos sobre qualidade do cuidado
 e segurança do paciente/doente nos currículos dos cursos de
 graduação de profissionais de saúde;


 - Estímulo à criação de disciplinas voltadas para a investigação
 em qualidade e segurança do paciente/doente nos cursos de pós-
 graduação no país;


 - Fomento à produção de pesquisa em qualidade e segurança
 do paciente/doente.



                                                                    37
Brasil – O que existe – alguns destaques


 - Programas desenvolvidos por Secretarias de Saúde, como por
 exemplo, pela Secretaria Municipal de São Paulo.


 - Excelência das gerências de qualidade e segurança em alguns
 hospitais do país.


 - Portal Proqualis – voltado para disseminação de conhecimento,
 tecnologia e inovação em qualidade e segurança do paciente




                                                                   38
Desafios Portugal

-    Conhecer com maior profundidade a ocorrência e tipologia de
     eventos adverso em hospitais e nos Cuidados de Saúde
     Primários (conhecer para intervir)

-    Uniformizar sistemas de notificação de erros e de EA’s
     (comparações e Benchmarking)

-    Integração e articulação entre os diferentes sistemas de
     informação (otimizar recursos e não desmotivar Profissionais de
     Saúde)

-    Questões da Qualidade e da Segurança do paciente/doente
     serem vistas como investimento e não como despesa (demonstrar
     os potenciais ganhos - compromisso dos gestores e decisores políticos)



                                                                              39
Desafios Portugal

-   Apostar na investigação e                   no   reforço   parcerias
    Universidade/Unidades de Saúde


-   Introduzir na formação inicial (1ºciclo) e Pós-Graduada
    (Mestrados,   Doutoramento,   cursos   de    formação   Pós-graduada)
    conteúdos na área         da    Qualidade        e   Segurança    do
    Paciente/Doente


-   Desafios “internos” (crise económica e necessidade de contenção
    da despesa pública) “externas” - Diretiva da UE reforça a
    mobilidade de pessoas e bens (mobilidade de doentes no espaço
    da UE)



                                                                            40
Desafios em comum
-   A necessidade de formação e investigação;

-   Criação/reforço   de   estruturas   regionais/nacionais   com
    diretrizes;

-   Conhecer a realidade (ver áreas mais vulneráveis ou frágeis)
    definir soluções para melhorar a SD e avaliar a
    implementação/impacte dessas soluções;

-   Tudo isto com Profissionais de Saúde com formação adequada,
    a trabalhar em instituições que reúnam boas condições e
    com uma cultura aberta e de aprendizagem com o erro,
    chefias/lideranças com compromisso e valorização da
    investigação e sua aplicação.


                                                                    41
3ª parte - Formação e Investigação em
Segurança do Doente

        i) Produzir/aumentar conhecimento


        ii) Disseminar informação

        iii) Apoio às tomadas de decisão


        iV) Promoção de práticas baseadas na evidência


        V) Monitorização e avaliação do impacte (efetividade) de
medidas que visam aumentar a segurança dos doentes




                                                                   42
Formação e Investigação em Segurança
 do Doente

                                                Mestrado Segurança do
                                                Doente ENSP-UNL e
                                                ESTeSL-IPL

                                                Formação Pós-Graduada a
                                                grupo Multiprofissional,
                                                promover a formação e a
                                                investigação, reforçar o
                                                networking.

                                                www.ensp.unl.pt
Curriculum Multiprofisional em
Segurança do Paciente/Doente
OMS estamos (Universidade do Algarve e a
ENSP-UNL) a implementar, projeto pioneiro, em
Portugal, com os alunos do curso de Medicina
da Ualgarve, que no próximo ano será alargado
a outras áreas de formação do país).




                                                                           43
Formação e Investigação em Segurança
do Doente




         Brasil                                     Portugal


A preparar um curso de formação Pós-Graduada, de ensino não
presencial, na área da Segurança do Paciente/Doente. Estrutura modular
e contará com professores, investigadores/pesquisadores de Portugal, Brasil
com eventual colaboração de professores de outros países da Europa,
Estados Unidos, Canadá, entre outros.




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Referências

•   AHRQ Patient Safety Network http://www.psnet.ahrq.gov


•   American College of Surgeons National Surgical Quality Improvement Project
    https://acsnsqip.org/login/default.aspx


•   Joint Commission National Patient Safety Goals
    http://www.jointcommission.org/PatientSafety/NationalPatientSafetyGoals/


•   WHO Patient Safety www.who.int/patientsafety


•   Sousa, P; Uva, AS; Serranheira, F. Investigação e Inovação em Segurança do Doente. Revista
    Portuguesa de Saúde Pública, Volume Temático: 10 (2010) 89-95. http://www.ensp.unl.pt/dispositivos-
    de-apoio/cdi/cdi/sector-de-publicacoes/revista/2010/pdf/volume-tematico-seguranca-do-doente/10-
    Investigacao%20e%20inovacao%20em%20seguranca%20do%20doente.pdf




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Designing Clinical Research



Hulley S et al.
Lippincott Williams & Wilkins
3rd Edition




                                46
Segurança dos Doentes



FRAGATA, J. – Segurança dos Doentes – Uma
   Abordagem Prática. Lisboa: Lidel, 2011.




                                             47
http://www.ahrq.gov/




                       48
http://site.acsnsqip.org/




                     49
http://www.jointcommission.org/PatientSafety/NationalPatientSafetyGoals/


                                                                      50
http://www.ihi.org/offerings/ihiopenschool/Pages/default.aspx



                                                                51
http://www.who.int/patientsafety/research/en/




                                                52
www.proqualis.net
Perguntas?




             54
Agradecimentos




                 55
Equipe/equipa da Organização Mundial de Saúde -
Programa de Segurança do paciente

       Itziar Larizgoitia   Maki Kajiwara




       George Banica            Carmen
                                Audera-Lopez




                                               56
Equipe/equipa da Organização Mundial de Saúde -
e-PORTUGUÊSe


                            Cristiana
                            Rodrigues
          Regina Ungerer
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                                             57
Equipe/equipa de Portugal e do Brasil

  Claudia Travassos; José Fragata; Maria João Lage; Mônica Martins;
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Vanessa                                                   Victor Grabois - BR
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Se a tanto me ajudar o engenho e arte”


             Luis Vaz de Camões
                 (canto I proposição)




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Aprofundar o conhecimento em Segurança do Paciente/Doente

  • 1. Investigação em Segurança do Paciente/Doente - Curso Introdutório Sessão 8 Aprofundar o Conhecimento em Segurança do Paciente/Doente Paulo Sousa, PhD  Professor na ENSP-UNL  Coordenador do Mestrado em Segurança do Doente Sessão traduzida e adaptada da original em inglês, elaborada pelo Prof. Albert Wu
  • 2. Proposta de sessão  Esta última sessão será dividida em três partes essenciais:  Príncipais tópicos das sessões anteriores (revisão);  Desafios que se colocam aos diferentes países lusófonos (PALOP’s; Brasil e Portugal);  Refletir um pouco sobre a formação, investigação e difusão da informação/conhecimento (sugestões onde podem encontrar outros recursos úteis para aprofundar os conhecimentos). 2
  • 3. Temas Comuns  A Segurança do Doente é um problema que se coloca a todas as nações;  A investigação desempenha um papel fundamental na melhoria da segurança dos pacientes/doentes:  identificação e descrição de problemas/fragilidades;  desenvolvimento e avaliação de soluções/ações que visam melhorar a segurança dos pacientes/doentes  Os temas mais comuns incluem problemas relacionados com o Sistema e com fatores humanos;  É importante obter mais informação sobre a frequência e tipologia de eventos adversos e de erros, por país e settings 3
  • 5. Perspetiva Geral da Investigação em Segurança do Doente – 5 pontos-chave ■ A seleção do estudo dependerá do domínio; ■ Também dependerá dos recursos disponíveis; ■ Estudos qualitativos e quantitativos são ambos válidos; ■ É necessário realizar mais estudos de avaliação de impacte de medidas/soluções (efetividade, eficiência e disponibilidade) ■ É necessário definir o problema de acordo com uma situação específica e a obtenção de resultados deve permitir entrar em ação. 5
  • 6. O que estamos tentando medir? Erro: falha em executar um plano de ação como pretendido ou aplicação de um plano incorreto. ■ Erros Latentes: do sistema, como, por exemplo, design não adequado, recursos humanos insuficientes. ■ Erros Ativos: erros cometidos pelos profissionais/staff de saúde que prestam o cuidado, como, por exemplo, erro na prescrição/dosagem do medicamento. Eventos Adversos: há dano no paciente/doente causados pelos cuidados de saúde. Alvos/Metas para a segurança: erros de medicação, infecções associadas ao cuidado, complicações cirúrgicas, quedas, erros de identificação do paciente/doente, morte evitável. 6
  • 7. Não há um instrumento de medida universal para a segurança do paciente/doente Familiarizar-se com os instrumentos de medida; Verificar sua validade, aplicabilidade e aceitabilidade; Compartilhar experiências sobre sua aplicação. 7
  • 8. Métodos básicos de coleta/recolha de dados 1. Observação 2. Entrevistas e questionários 3. Revisão de documentos (fontes) ■ Prontuários/processos clínicos ■ Outras fontes (farmácia, laboratório) ■ Relatórios de necropsias e da comissão de óbitos 8
  • 9. Abordagens para medir erros e EA Prospetiva ■ Observação direta do cuidado aos pacientes/doentes ■ Estudo de coorte ■ Vigilância Retrospetiva ■ Revisão de prontuários/processos clínicos (em papel ou eletrônico) ■ Análise de reclamações (gabinete do utente) ■ Análise de reclamações de má prática (jurídico) ■ Reuniões de Morbidade e Mortalidade/ Necropsia ■ Sistemas de notificação de incidentes 9
  • 10. Utilidade relativa das abordagens para medir erros e EA Erros Latentes Erros Ativos Eventos Adversos • Notificação de • Revisão de incidentes prontuários/processos Observação Direta Vigilância • Reuniões de Morbidade clínicos e Mortalidade • Análise de dados • Análise de reclamações administrativos de má prática • Tecnologia da Informação Thomas & Petersen, JGIM 2003
  • 11. Observação Direta Vantagens Método adequado para identificar erros ativos; Dados que de outra forma são indisponíveis; Potencialmente precisa. Desvantagens Treinamento/treino dispendioso; Sobrecarga de informação; Efeito de Hawthorne; Método inadequado para identificar erros latentes. 11
  • 12. Donchin et al. (2003) Estudo prospectivo observacional em unidade de terapia intensiva que utilizou observação direta realizada pelos médicos seniores. 12
  • 13. Vigilância Vantagens Potencialmente exato e preciso para identificar EA; Adequado para testar a efetividade das intervenções para reduzir EA; Poderá tornar-se parte dos cuidados. Desvantagens Dispendioso; Inadequado para detetar erros latentes. 13
  • 14. Hernandez et al. (2005) Estudo de coorte para estimar a incidência e os fatores de risco associados à infecção do sítio cirúrgico após cirurgia abdominal no Peru. 14
  • 15. Revisão de Prontuários/Processos Clínicos Vantagens Utiliza dados disponíveis; Método muito utilizado. Desvantagens Julgamento de EA não confiável; Dispendioso; Registros/registos incompletos ou em falta; “Viés retrospectivo” (Hindsight bias). 15
  • 16. Baker et al. (2004) Revisão retrospectiva de prontuários/processo s clínicos hospitalares para identificar EA e EA evitáveis no Canadá. 16
  • 17. Estudos Brasileiro e Português Estudos utilizando a mesma metodologia foram desenvolvidos no Brasil e em Portugal. Mendes W, Martins M, Rozenfeld S, Travassos C. The assessment of adverse events in Brazilian hospitals. International Journal for Quality in Health Care 2009 :1-6. Sousa P, Uva AS, Serranheira F, Leite E, Nunes C. Segurança do doente: eventos adversos em hospitais portugueses: estudo piloto de incidência, impacte e evitabilidade. Editora Escola Nacional de Saúde Pública: Lisboa. ISBN 978-989-97342-0-3. Ano 2011. 17
  • 18. Inquéritos a Profissionais de Saúde Vantagens Adequado para identificar erros latentes; Dados de outra forma indisponíveis; “Sabedoria” coletiva; Possibilidade de ser mais abrangente. Desvantagens “Viés retrospectivo” (Hindsight bias ) (mau resultado = mau cuidado); Depende de uma elevada taxa de resposta. 18
  • 19. Wu AW, Folkman S, McPhee SJ, Lo B. Do house officers learn from their mistakes? JAMA, 1991, 265:2089-2094. Link para o Resumo (HTML) 19
  • 20. Análise de reclamações de má prática Vantagens Adequado para identificar erros latentes; Múltiplas perspetivas (pacientes/doentes, prestadores, advogados). Desvantagens “Viés retrospetivo” (Hindsight bias); Viés do relato (Reporting bias); Fonte de dados não-padronizada. 20
  • 21. Gandhi TK, Kachalia A, Thomas EJ, et al. Missed and delayed diagnoses in the ambulatory setting: a study of closed malpractice claims. Ann Intern Med. 2006;145:488-496. Link para o Resumo (HTML) Linkpara o texto Completo (PDF) 21
  • 22. Sistema de Notificação e Aprendizagem Vantagens Adequado para detetar erros latentes; Múltiplas perspetivas ao longo do tempo; Procedimento padronizado. Desvantagens Viés do relato (Reporting bias); “Viés retrospetivo” (Hindsight bias). Viés de informação 22
  • 23. Em síntese – conhecer a realidade  Os diversos métodos para medir e compreender os erros e eventos adversos apresentam vantagens e desvantagens (deve-se ponderar aquando da escolha)  Abordagens recorrendo a múltiplos métodos podem melhorar o conhecimento/compreensão envolvendo, no entanto, custos superiores. 23
  • 24. Local de Intervenção  Doente/Paciente  Profissional de saúde  Local de Trabalho  Sistema 24
  • 26. Intervenções para melhorar a Segurança  Ainda existe muito para aprender sobre intervenções efetivas para a melhoria da segurança • Identificar intervenções efetivas requer estudos estruturados e orientados de forma correta  Existem intervenções e procedimentos baseados na evidência que podem melhorar a segurança • Uma vez implementados, devem ser avaliados 26
  • 27. Como é que sabemos que a prestação de cuidados é segura?  Medindo a frequência de dano (incidência, prevalência de EA);  Avaliando em que medida os cuidados prestados são os apropriados;  Verificando se existe mudança de práticas após “nova” aprendizagem/aquisição de conhecimentos;  Analisando melhoria da cultura de segurança 27
  • 28. Abordagem Integrada para Transpor a Evidência para a prática  Realçar o Sistema (como organizamos o trabalho) em vez de destacar o cuidado individual aos doentes  Envolver as equipas multidisciplinares para assumirem a propriedade de um projeto de melhoria (como seu projeto)  Encorajar a adaptação local da intervenção  Criar uma cultura de colaboração dentro de uma unidade (nivel micro - local) e de um sistema maior (macro-instituição de saúde). 28
  • 29. •O que está mal ? Modelo para a Que mudanças poderão ser feitas que resultem numa Melhoria Contínua melhoria? Qual o Impacte real da sua aplicação ? “Plan, Do, Study, Act” em equipa… Institute for Healthcare Improvement (IHI) 29
  • 31. 2ª parte - Desafios África (PALOP’s) – Patient safety in African health services – Relatório do Diretor Regional (África) WHO 2008. - IACS constituem um problema global (5%-10%); Países Africanos (Mali 18.9%Tanzania 14,8%), sendo a maioria associado a procedimentos cirúrgicos; - Os injetáveis e as transfusões sanguíneas continuam a ser um enorme problema (não são realizados testes para deteção do HIV e da Hepatite B e C a todos os dadores); - Infeções associadas a seringas ou agulhas reutilizadas é ainda uma realidade com alguma visibilidade; - Problemas com prescrição, dispensa e administração de medicamento, bem como o consumo de medicamentos contrafeitos/falsificados (segurança do doente e efetividade) 31
  • 32. Desafios África (PALOP’s) - Falta de estruturas nacionais e consequentemente de politicas para a área da Qualidade e da Segurança do Doente; - Fragilidades no sistema de prestação de cuidados de saúde (infraestruturas inadequadas; défice de equipamentos e materiais fundamentais para uma assistência adequada e segura; “problemas” de gestão do sistema, como um todo, e das organizações de saúde). 32
  • 33. Desafios África (PALOP’s) - Recursos humanos em número insuficiente e com poucas oportunidades de fazer formação ao longo da vida - Algumas lacunas no sistema de formação inicial e Pós-Graduada; - Resíduos hospitalares com tratamento inadequado colocando em risco a saúde dos profissionais de saúde; e da comunidade expondo-os a riscos de infeção, efeitos tóxicos e outro tipo de lesões. - Problemas com a informação (escassa e de qualidade duvidosa) 33
  • 34. Desafios África (PALOP’s) - Os desafios são imensos e requerem uma mobilização alargada e sustentada em diretrizes locais, regionais, nacionais e internacionais (OMS tem papel fundamental). 34
  • 35. Desafios África (PALOP’s) – alguns destaques - Profissionais de saúde (multiprofissional) do setor público e privado muito motivados para as questões da Qualidade e da Segurança do paciente/doente; - Lideranças fortes e conscientes da importância da segurança dos cuidados prestados (tornar as instalações mais seguras; medidas objetivas – prescrição eletrónica e da checklist de cirurgia segura,etc…); - Preocupações em apostar na formação dos profissionais de saúde e no desenvolvimento de investigação (com vista a conhecer a realidade e a desenvolver soluções efetivas); Perspetivar um futuro diferente, onde as questões da Q & SD serão mais valorizadas e, consequentemente, os cuidados de saúde mais seguros e com maior efetividade e baseados na melhor evidência 35
  • 36. Desafios Brasil - Elaboração de uma política nacional de qualidade e segurança do paciente e criação de uma instância (nacional) para gerenciar essa agenda política. - Estabelecimento de estratégias para o monitoramento/monitorização da qualidade e segurança do paciente/doente dos serviços da saúde do país; - Aperfeiçoamento dos bancos de dados administrativos (qualidade e quantidade de informação) existentes de modo a permitirem o cálculo de indicadores de qualidade e segurança do paciente; 36
  • 37. Desafios Brasil - Incorporação de conteúdos críticos sobre qualidade do cuidado e segurança do paciente/doente nos currículos dos cursos de graduação de profissionais de saúde; - Estímulo à criação de disciplinas voltadas para a investigação em qualidade e segurança do paciente/doente nos cursos de pós- graduação no país; - Fomento à produção de pesquisa em qualidade e segurança do paciente/doente. 37
  • 38. Brasil – O que existe – alguns destaques - Programas desenvolvidos por Secretarias de Saúde, como por exemplo, pela Secretaria Municipal de São Paulo. - Excelência das gerências de qualidade e segurança em alguns hospitais do país. - Portal Proqualis – voltado para disseminação de conhecimento, tecnologia e inovação em qualidade e segurança do paciente 38
  • 39. Desafios Portugal - Conhecer com maior profundidade a ocorrência e tipologia de eventos adverso em hospitais e nos Cuidados de Saúde Primários (conhecer para intervir) - Uniformizar sistemas de notificação de erros e de EA’s (comparações e Benchmarking) - Integração e articulação entre os diferentes sistemas de informação (otimizar recursos e não desmotivar Profissionais de Saúde) - Questões da Qualidade e da Segurança do paciente/doente serem vistas como investimento e não como despesa (demonstrar os potenciais ganhos - compromisso dos gestores e decisores políticos) 39
  • 40. Desafios Portugal - Apostar na investigação e no reforço parcerias Universidade/Unidades de Saúde - Introduzir na formação inicial (1ºciclo) e Pós-Graduada (Mestrados, Doutoramento, cursos de formação Pós-graduada) conteúdos na área da Qualidade e Segurança do Paciente/Doente - Desafios “internos” (crise económica e necessidade de contenção da despesa pública) “externas” - Diretiva da UE reforça a mobilidade de pessoas e bens (mobilidade de doentes no espaço da UE) 40
  • 41. Desafios em comum - A necessidade de formação e investigação; - Criação/reforço de estruturas regionais/nacionais com diretrizes; - Conhecer a realidade (ver áreas mais vulneráveis ou frágeis) definir soluções para melhorar a SD e avaliar a implementação/impacte dessas soluções; - Tudo isto com Profissionais de Saúde com formação adequada, a trabalhar em instituições que reúnam boas condições e com uma cultura aberta e de aprendizagem com o erro, chefias/lideranças com compromisso e valorização da investigação e sua aplicação. 41
  • 42. 3ª parte - Formação e Investigação em Segurança do Doente i) Produzir/aumentar conhecimento ii) Disseminar informação iii) Apoio às tomadas de decisão iV) Promoção de práticas baseadas na evidência V) Monitorização e avaliação do impacte (efetividade) de medidas que visam aumentar a segurança dos doentes 42
  • 43. Formação e Investigação em Segurança do Doente Mestrado Segurança do Doente ENSP-UNL e ESTeSL-IPL Formação Pós-Graduada a grupo Multiprofissional, promover a formação e a investigação, reforçar o networking. www.ensp.unl.pt Curriculum Multiprofisional em Segurança do Paciente/Doente OMS estamos (Universidade do Algarve e a ENSP-UNL) a implementar, projeto pioneiro, em Portugal, com os alunos do curso de Medicina da Ualgarve, que no próximo ano será alargado a outras áreas de formação do país). 43
  • 44. Formação e Investigação em Segurança do Doente Brasil Portugal A preparar um curso de formação Pós-Graduada, de ensino não presencial, na área da Segurança do Paciente/Doente. Estrutura modular e contará com professores, investigadores/pesquisadores de Portugal, Brasil com eventual colaboração de professores de outros países da Europa, Estados Unidos, Canadá, entre outros. 44
  • 45. Referências • AHRQ Patient Safety Network http://www.psnet.ahrq.gov • American College of Surgeons National Surgical Quality Improvement Project https://acsnsqip.org/login/default.aspx • Joint Commission National Patient Safety Goals http://www.jointcommission.org/PatientSafety/NationalPatientSafetyGoals/ • WHO Patient Safety www.who.int/patientsafety • Sousa, P; Uva, AS; Serranheira, F. Investigação e Inovação em Segurança do Doente. Revista Portuguesa de Saúde Pública, Volume Temático: 10 (2010) 89-95. http://www.ensp.unl.pt/dispositivos- de-apoio/cdi/cdi/sector-de-publicacoes/revista/2010/pdf/volume-tematico-seguranca-do-doente/10- Investigacao%20e%20inovacao%20em%20seguranca%20do%20doente.pdf 45
  • 46. Designing Clinical Research Hulley S et al. Lippincott Williams & Wilkins 3rd Edition 46
  • 47. Segurança dos Doentes FRAGATA, J. – Segurança dos Doentes – Uma Abordagem Prática. Lisboa: Lidel, 2011. 47
  • 56. Equipe/equipa da Organização Mundial de Saúde - Programa de Segurança do paciente Itziar Larizgoitia Maki Kajiwara George Banica Carmen Audera-Lopez 56
  • 57. Equipe/equipa da Organização Mundial de Saúde - e-PORTUGUÊSe Cristiana Rodrigues Regina Ungerer Carvalho Rudolfo Marcia Ito Soares 57
  • 58. Equipe/equipa de Portugal e do Brasil Claudia Travassos; José Fragata; Maria João Lage; Mônica Martins; Paulo Sousa e Walter Mendes. Vanessa Victor Grabois - BR Bárbara Caldas - BR Rodrigues - PT 58
  • 59. “Cantando espalharei a toda a parte Se a tanto me ajudar o engenho e arte” Luis Vaz de Camões (canto I proposição) 59