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Tendências Mundiais de Evolução
Económica, Riscos e o Papel da Energia e
do Petróleo no Crescimento Económico
Banco Económico
Luanda, 9 de Março de 2017
Flavio Inocencio, PhD
 Crescimento global de cerca de 3%.
 Um slowdown da das economias emergentes (em
especial em Países como a Argentina e Brasil).
 Os EUA com um crescimento de cerca de 2,3%.
 A China terá um crescimento de cerca de 6% ao ano e
a Índia de cerca de 7%.
 A Zona Euro um crescimento de cerca de 1,6%.
 O Reino Unido um crescimento de cerca de 1,5%.
World Economic Outlook (FMI)
Janeiro 2017
 Uma questão relevante é a de saber se os principais
Bancos Centrais vão continuar com uma política não
convencional de intervenção nos mercados
(Quantitative Easing ou QE):
a) com taxas de juro negativas em termos reais.
b) de compras de ativos de entidades financeiras (e
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 A subida das taxas de juro reflete um aquecimento da
economia Americana com o consequente aumento da
inflação com a economia a crescer cerca de 2,3%.
 Os Títulos de Dívida Pública (T-Bills) a 10 anos atingiram
cerca de 2,5% com a dívida a 2 anos a atingir os 1,3%. (As
taxas mais altas desde 2009)
 Espera-se uma política orçamental mais expansionista com
a nova Administração.
 Uma apreciação real de 6% do Dólar desde Agosto de 2016.
A Economia Norte-Americana
Janet Yellen
 A taxa de referência dos EUA mantém-se nos 0,750%
 Previsível subida da taxa de juro de referência do FED
em 14/15 Março de 2017 , considerando o duplo
mandato do FED:
 A) Garantir o pleno emprego.
 B) Garantir uma inflação abaixo de 2%.
Banco Central dos EUA (Federal Reserve ou o
FED)
Taxa de Juro do FED
 A maior parte dos analistas prevê um aumento das
taxas de juro para cerca de 1% na próxima reunião de
14/15 de Março de 2017 do Federal Open Market
Committee. (FOMC).
Próxima reunião do Federal Open
Market Committee (FOMC)
 As taxas de juro na zona Euro aproximam-se dos 0% e
isso em parte reflecte os problemas mais profundos
da zona Euro (e as assimetrias regionais).
 Com o previsível aumento das taxas de juro nos EUA e
a melhoria das condições na Zona Euro (se excluirmos
a Europa do Sul), seguir-se-á um aumento das taxas
de juro na zona Euro.
Zona Euro
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 No Reino Unido a taxa de juro está estimada em
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 Com a materialização do Brexit espera-se uma
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 As Gilts britânicas a 10 anos estão estimadas em cerca
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Reino Unido
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 A OPEP publica anualmente o World Oil Outlook (WOO) e a
Agência de Energia Internacional publica o World Energy
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 Ambos relatórios incluem considerações sobre a evolução
dos preços de petróleo mas não são mais do que estimated
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 Existem variáveis impossíveis de quantificar em modelos
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O Petróleo e a volatilidade
 Com a revolução energética nos EUA nos últimos 10 anos e
com o petróleo de xisto a contribuir para a maior parte do
excesso de oferta no mercado.
 A decisão da OPEP em não cortar a produção na reunião de
Novembro de 2014, os preços do crude começaram a cair
significativamente.
 Os Sauditas esperavam que a redução dos preços fosse
levar à inviabilidade dos produtores Norte-Americanos.
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O Choque Petrolífero 2014-2016
Evolução do Preço do Crude
O “Mix” Energético no World Oil
Outlook (WOO)
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da OPEP
 A produção petrolífera de Angola representa apenas
cerca de 1,5% da produção petrolífera mundial (hoje
estimada em cerca de 96 milhões de barris por dia).
 Angola é por isso um price-taker e não um price-setter.
 Como tal , Angola pode participar como price-taker
no âmbito das coligações informais que se forma
dentro da OPEP que representa cerca de 30% da
produção petrolífera global.
Angola e o mercado de crude.
Government take vs. Company Take
Indicadores Macroeconómicos:
Angola
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Petrolífera
 Taxa de referência básica do BNA – 16%.
 Facilidade permanente – 20% .
 Obrigações do Tesouro a 5 anos – 7,75%.
 Bilhetes do Tesouro a 91 dias dias – 16,22%.
 Luibor (overnight) – 23,67% .
 Inflação de cerca de 45% em 2016 (a maior na última
década).
Outros indicadores- Angola
 Um previsível aumento dos custos de financiamento
externo com a nossa dívida pública emitida em Dólares a
ter de pagar juros mais elevados.
 Uma pressão para desvalorização da moeda nacional. Não
podemos olvidar que o câmbio das moedas tem como
base a Procura e Oferta.
 A necessidade de abandono da paridade artificial ou da
taxa de câmbio fixa é por isso um imperativo urgente. Em
em Angola a taxa do Kwanza vis a vis o Dólar é feita
administrativamente pelo BNA sem referência à Procura e
Oferta.
Consequências para Angola?
 O nosso Kwanza não é uma moeda livremente convertível
e o seu valor está dependente da nossa relação com o
Dólar. A convertibilidade do Kwanza é assegurada pelo
BNA através das Reservas Internacionais Líquidas (RIL) em
Dólares que são obtidas pela exportação de crude.
 As RIL estão estimadas em cerca de 20 mil milhões de
Dólares.
 Obviamente a procura por divisas (em espacial pelo Dólar)
ultrapassa em larga medida a oferta junto do BNA e isso
têm efeitos no spread entre o mercado oficial e o não
oficial numa relação de 1 para 3 (166 KZ para 1 Dólar e 390
Kz para 1 Dólar).
Consequências para Angola 2
 “O BNA fixou, efetivamente, a taxa de câmbio oficial desde
abril de 2016, mas a sua provisão de moeda estrangeira não
tem sido suficiente para dar resposta às necessidades. Por
conseguinte, existem desequilíbrios no mercado cambial,
conforme refletido num diferencial alargado, embora volátil,
entre as taxas de câmbio dos mercados oficial e paralelo. Se
não for abordado, é provável que isto enfraqueça a taxa de
câmbio oficial enquanto base para a formação dos preços e
expectativas de inflação, e conduza à má alocação de
recursos na economia.”
Posiçao do FMI relativamente à taxa
de câmbio
 Uma reforma do Kwanza a longo prazo que possa permitir uma
flexibilização da taxa de câmbio e um abandono da paridade
artificial.
 Aceleração das reformas estruturais para transformações
institucionais.
 Continuação das reformas no sector petrolífero com a
restruturação da nossa NOC (Sonangol) e a criação da agência
da agência reguladora independente para oo sector petrolífero.
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Investimento Directo Externo (IDE) e a necessidade de inserção
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Próximos Passos
 Liberalização precede a Diversificação
 Flavio Inocêncio, PhD
 Coventry University
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  • 1. Tendências Mundiais de Evolução Económica, Riscos e o Papel da Energia e do Petróleo no Crescimento Económico Banco Económico Luanda, 9 de Março de 2017 Flavio Inocencio, PhD
  • 2.  Crescimento global de cerca de 3%.  Um slowdown da das economias emergentes (em especial em Países como a Argentina e Brasil).  Os EUA com um crescimento de cerca de 2,3%.  A China terá um crescimento de cerca de 6% ao ano e a Índia de cerca de 7%.  A Zona Euro um crescimento de cerca de 1,6%.  O Reino Unido um crescimento de cerca de 1,5%. World Economic Outlook (FMI) Janeiro 2017
  • 3.  Uma questão relevante é a de saber se os principais Bancos Centrais vão continuar com uma política não convencional de intervenção nos mercados (Quantitative Easing ou QE): a) com taxas de juro negativas em termos reais. b) de compras de ativos de entidades financeiras (e não financeira) para melhorar os seus balanços. Intervenção dos Bancos Centrais
  • 4. Consequências do Quantitative Easing (QE) Rácio Dívida/PIB nos EUA
  • 5.  A subida das taxas de juro reflete um aquecimento da economia Americana com o consequente aumento da inflação com a economia a crescer cerca de 2,3%.  Os Títulos de Dívida Pública (T-Bills) a 10 anos atingiram cerca de 2,5% com a dívida a 2 anos a atingir os 1,3%. (As taxas mais altas desde 2009)  Espera-se uma política orçamental mais expansionista com a nova Administração.  Uma apreciação real de 6% do Dólar desde Agosto de 2016. A Economia Norte-Americana
  • 7.  A taxa de referência dos EUA mantém-se nos 0,750%  Previsível subida da taxa de juro de referência do FED em 14/15 Março de 2017 , considerando o duplo mandato do FED:  A) Garantir o pleno emprego.  B) Garantir uma inflação abaixo de 2%. Banco Central dos EUA (Federal Reserve ou o FED)
  • 8. Taxa de Juro do FED
  • 9.  A maior parte dos analistas prevê um aumento das taxas de juro para cerca de 1% na próxima reunião de 14/15 de Março de 2017 do Federal Open Market Committee. (FOMC). Próxima reunião do Federal Open Market Committee (FOMC)
  • 10.  As taxas de juro na zona Euro aproximam-se dos 0% e isso em parte reflecte os problemas mais profundos da zona Euro (e as assimetrias regionais).  Com o previsível aumento das taxas de juro nos EUA e a melhoria das condições na Zona Euro (se excluirmos a Europa do Sul), seguir-se-á um aumento das taxas de juro na zona Euro. Zona Euro
  • 12.  No Reino Unido a taxa de juro está estimada em 0,250%.  Com a materialização do Brexit espera-se uma volatilidade maior da Libra esterlina e é possível uma desvalorização paulatina e uma eventual paridade com o Euro.  As Gilts britânicas a 10 anos estão estimadas em cerca de 1,23%. Reino Unido
  • 14.  A OPEP publica anualmente o World Oil Outlook (WOO) e a Agência de Energia Internacional publica o World Energy Outlook (WEO).  Ambos relatórios incluem considerações sobre a evolução dos preços de petróleo mas não são mais do que estimated guesses.  Existem variáveis impossíveis de quantificar em modelos que não são mais do que simplificações da realidade, válidas mas não incorpora a totalidade da realidade. O Petróleo e a volatilidade
  • 15.  Com a revolução energética nos EUA nos últimos 10 anos e com o petróleo de xisto a contribuir para a maior parte do excesso de oferta no mercado.  A decisão da OPEP em não cortar a produção na reunião de Novembro de 2014, os preços do crude começaram a cair significativamente.  Os Sauditas esperavam que a redução dos preços fosse levar à inviabilidade dos produtores Norte-Americanos.  Obviamente isso não ocorreu graças a redução de custos operacionais e à verdadeira revolução tecnológica. O Choque Petrolífero 2014-2016
  • 17. O “Mix” Energético no World Oil Outlook (WOO)
  • 18. Monthly Oil Market Report (MOMR) da OPEP
  • 19.  A produção petrolífera de Angola representa apenas cerca de 1,5% da produção petrolífera mundial (hoje estimada em cerca de 96 milhões de barris por dia).  Angola é por isso um price-taker e não um price-setter.  Como tal , Angola pode participar como price-taker no âmbito das coligações informais que se forma dentro da OPEP que representa cerca de 30% da produção petrolífera global. Angola e o mercado de crude.
  • 20. Government take vs. Company Take
  • 22. Taxa de Câmbio, Dívida e Produção Petrolífera
  • 23.  Taxa de referência básica do BNA – 16%.  Facilidade permanente – 20% .  Obrigações do Tesouro a 5 anos – 7,75%.  Bilhetes do Tesouro a 91 dias dias – 16,22%.  Luibor (overnight) – 23,67% .  Inflação de cerca de 45% em 2016 (a maior na última década). Outros indicadores- Angola
  • 24.  Um previsível aumento dos custos de financiamento externo com a nossa dívida pública emitida em Dólares a ter de pagar juros mais elevados.  Uma pressão para desvalorização da moeda nacional. Não podemos olvidar que o câmbio das moedas tem como base a Procura e Oferta.  A necessidade de abandono da paridade artificial ou da taxa de câmbio fixa é por isso um imperativo urgente. Em em Angola a taxa do Kwanza vis a vis o Dólar é feita administrativamente pelo BNA sem referência à Procura e Oferta. Consequências para Angola?
  • 25.  O nosso Kwanza não é uma moeda livremente convertível e o seu valor está dependente da nossa relação com o Dólar. A convertibilidade do Kwanza é assegurada pelo BNA através das Reservas Internacionais Líquidas (RIL) em Dólares que são obtidas pela exportação de crude.  As RIL estão estimadas em cerca de 20 mil milhões de Dólares.  Obviamente a procura por divisas (em espacial pelo Dólar) ultrapassa em larga medida a oferta junto do BNA e isso têm efeitos no spread entre o mercado oficial e o não oficial numa relação de 1 para 3 (166 KZ para 1 Dólar e 390 Kz para 1 Dólar). Consequências para Angola 2
  • 26.  “O BNA fixou, efetivamente, a taxa de câmbio oficial desde abril de 2016, mas a sua provisão de moeda estrangeira não tem sido suficiente para dar resposta às necessidades. Por conseguinte, existem desequilíbrios no mercado cambial, conforme refletido num diferencial alargado, embora volátil, entre as taxas de câmbio dos mercados oficial e paralelo. Se não for abordado, é provável que isto enfraqueça a taxa de câmbio oficial enquanto base para a formação dos preços e expectativas de inflação, e conduza à má alocação de recursos na economia.” Posiçao do FMI relativamente à taxa de câmbio
  • 27.  Uma reforma do Kwanza a longo prazo que possa permitir uma flexibilização da taxa de câmbio e um abandono da paridade artificial.  Aceleração das reformas estruturais para transformações institucionais.  Continuação das reformas no sector petrolífero com a restruturação da nossa NOC (Sonangol) e a criação da agência da agência reguladora independente para oo sector petrolífero.  Plano para abertura de entraves ao comércio externo ao Investimento Directo Externo (IDE) e a necessidade de inserção da economia Angolana nas global supply chains . Próximos Passos
  • 28.  Liberalização precede a Diversificação  Flavio Inocêncio, PhD  Coventry University  flavio.inocencio@coventry.ac.uk  flavioinocencio@gmail.com Contactos

Notas do Editor

  1. St Louis FED https://fred.stlouisfed.org/series/FEDFUNDS
  2. Market Watch http://www.marketwatch.com/story/draghi-moving-toward-his-first-monetary-tightening-2017-03-06
  3. Um aumento de 1 milhão de barris por ano (Procura) http://www.opec.org/opec_web/static_files_project/media/downloads/publications/MOMR%20February%202017.pdf
  4. Relatório do FMI (13 de Fevereiro de 2017) http://www.imf.org/en/Publications/CR/Issues/2017/02/06/Angola-2016-Article-IV-Consultation-Press-Release-Staff-Report-and-Statement-by-the-44628
  5. Ver, página 19 do Relatório do FMI.