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MUNDURUKU
Victória – 6ªD
Luana – 6ªD
Localização e População
• Os munduruku estão situados em regiões e territórios
diferentes nos estados do Pará (sudoeste, calha e
afluentes do rio Tapajós, nos municípios de
Santarém, Itaituba, Jacareacanga), Amazonas (leste, rio
Canumã, município de Nova Olinda; e próximo a
Transamazônica, município de Borba), Mato Grosso
(Norte, região do rio dos Peixes, município e Juara).
Habitam geralmente regiões de florestas, às margens de
rios navegáveis, sendo que as aldeias tradicionais da
região de origem ficam nos chamados “campos do
Tapajós” , classificados entre as ocorrências de savana
no interior da floresta amazônica.
• A população munduruku concentra-se majoritariamente
na Terra Indígena de mesmo nome, com a maioria das
aldeias localizadas no rio Cururu, afluente do
Tapajós. Dados mais recentes sobre sua distribuição
populacional e a situação das terras podem ser
encontrados ao lado em "Terras habitadas".
As atividades do dia a dia
Habitação
• Povo de tradição guerreira, os
mundurukus dominavam culturalmente a
região do Tapajós. Habitam em 32
aldeias, em três áreas no Pará e
Amazonas. Vivem de caça, pesca, coleta e
agricultura. Estão voltados para garantir a
integridade do seu território, ameaçado
pelas pressões das atividades ilegais como
garimpo.
• Também lutam para não instalação de
projetos hidrelétricos em suas terras.
Culturalmente, os mundurukus destacam-
se na
cerâmica, cestaria, trançados, objetos e
utensílios de uso doméstico e pintura
corporal, que leva em conta a
preservação da tradição e transmissão
dos antigos costumes aos membros da
aldeia.
Divisão do Trabalho
• - Homem adulto: são responsáveis pela caça de animais selvagens. Devem garantir a proteção da aldeia e, se
necessário, atoarem nas guerras. São os homens que também devem fabricar as ferramentas, instrumentos de caça e pesca
e a casa (oca).
• - Mulheres adultas: cabe às mulheres cuidarem dos filhos, fornecendo-lhes alimentação e os cuidados necessários. As
mulheres também atuam na agricultura da aldeia, plantando e colhendo (mandioca, milho, feijão, arroz, etc). As mulheres
também devem fabricar objetos de cerâmica (vasos, potes, pratos) e preparar os alimentos para o consumo. Devem ainda
coletar os frutos, fabricar a farinha e tecer redes (artesanato).
• - Crianças: os curumins da aldeia (meninos e meninas) também possuem determinadas funções. Suas brincadeiras são
destinadas ao aprendizado prático das tarefas que deverão assumir quando adultos. Um menino, por exemplo, brinca de
fabricar arco e flecha e caçar pequenos animais. Já as meninas brincam de fazer comida e cuidar de crianças, usando
bonecas.
Festas, rituais, Religião e Arte
• A partir do contato com as frentes econômicas e as instituições não indígenas (missão e
SPI), vários aspectos da vida cultural dos munduruku sofreram mudanças. Sendo um povo
guerreiro, várias expressões culturais significativas estavam relacionadas às atividades de
guerra, que tinham um caráter simbólico marcante para constituição do homem e da sociedade
munduruku.. Os deslocamentos das aldeias tradicionais para o estabelecimento nas margens dos
rios, formando pequenos núcleos populacionais, por certo contribuiu também para o
desaparecimento da casa dos homens, unidade importante na aldeia tradicional e na
permanência de alguns rituais de caráter coletivo que estavam relacionados às atividades de
provisão de alimentos, divididas entre a estação da seca (abril a setembro) e a estação das chuvas
(outubro a março). Entre estes rituais estava o da “mãe do mato”, realizado no início do período
das chuvas, visando obter permissão para as atividades de caça, proteção nas incursões pela
floresta e bons resultados na caçada. Alguns elementos desta atividade ainda estão presentes, ou
foram recriados com novos significados, especialmente na relação de respeito com os animais
caçados, nas práticas do cotidiano do homem caçador para obter caça e nas regras alimentares.
• Os munduruku mantêm algumas práticas culturais relacionadas à pesca, atividade de maior
intensidade no verão, entre as quais estão as brincadeiras que antecedem a pescaria com
timbó, uma raiz que após ser triturada é usada nos rios para facilitar a captura dos peixes.
Geralmente no dia anterior à “tinguejada”, a raiz do timbó é triturada sobre troncos, onde é
batida de forma ritmada com pedaços de paus pelos homens. As mulheres, especialmente as
jovens, apanham urucu ou a seiva em forma de goma branca de um arbusto chamado sorva, e
passam a perseguir os homens com a finalidade de passar estes produtos no rosto e nos cabelos
dos mesmos; estes fogem e configura-se um jogo por toda a aldeia. Para os munduruku esta é
uma forma de alegrar os peixes e obter fartura na pescaria do dia seguinte.

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  • 2. Localização e População • Os munduruku estão situados em regiões e territórios diferentes nos estados do Pará (sudoeste, calha e afluentes do rio Tapajós, nos municípios de Santarém, Itaituba, Jacareacanga), Amazonas (leste, rio Canumã, município de Nova Olinda; e próximo a Transamazônica, município de Borba), Mato Grosso (Norte, região do rio dos Peixes, município e Juara). Habitam geralmente regiões de florestas, às margens de rios navegáveis, sendo que as aldeias tradicionais da região de origem ficam nos chamados “campos do Tapajós” , classificados entre as ocorrências de savana no interior da floresta amazônica. • A população munduruku concentra-se majoritariamente na Terra Indígena de mesmo nome, com a maioria das aldeias localizadas no rio Cururu, afluente do Tapajós. Dados mais recentes sobre sua distribuição populacional e a situação das terras podem ser encontrados ao lado em "Terras habitadas".
  • 3. As atividades do dia a dia
  • 4. Habitação • Povo de tradição guerreira, os mundurukus dominavam culturalmente a região do Tapajós. Habitam em 32 aldeias, em três áreas no Pará e Amazonas. Vivem de caça, pesca, coleta e agricultura. Estão voltados para garantir a integridade do seu território, ameaçado pelas pressões das atividades ilegais como garimpo. • Também lutam para não instalação de projetos hidrelétricos em suas terras. Culturalmente, os mundurukus destacam- se na cerâmica, cestaria, trançados, objetos e utensílios de uso doméstico e pintura corporal, que leva em conta a preservação da tradição e transmissão dos antigos costumes aos membros da aldeia.
  • 5. Divisão do Trabalho • - Homem adulto: são responsáveis pela caça de animais selvagens. Devem garantir a proteção da aldeia e, se necessário, atoarem nas guerras. São os homens que também devem fabricar as ferramentas, instrumentos de caça e pesca e a casa (oca). • - Mulheres adultas: cabe às mulheres cuidarem dos filhos, fornecendo-lhes alimentação e os cuidados necessários. As mulheres também atuam na agricultura da aldeia, plantando e colhendo (mandioca, milho, feijão, arroz, etc). As mulheres também devem fabricar objetos de cerâmica (vasos, potes, pratos) e preparar os alimentos para o consumo. Devem ainda coletar os frutos, fabricar a farinha e tecer redes (artesanato). • - Crianças: os curumins da aldeia (meninos e meninas) também possuem determinadas funções. Suas brincadeiras são destinadas ao aprendizado prático das tarefas que deverão assumir quando adultos. Um menino, por exemplo, brinca de fabricar arco e flecha e caçar pequenos animais. Já as meninas brincam de fazer comida e cuidar de crianças, usando bonecas.
  • 6. Festas, rituais, Religião e Arte • A partir do contato com as frentes econômicas e as instituições não indígenas (missão e SPI), vários aspectos da vida cultural dos munduruku sofreram mudanças. Sendo um povo guerreiro, várias expressões culturais significativas estavam relacionadas às atividades de guerra, que tinham um caráter simbólico marcante para constituição do homem e da sociedade munduruku.. Os deslocamentos das aldeias tradicionais para o estabelecimento nas margens dos rios, formando pequenos núcleos populacionais, por certo contribuiu também para o desaparecimento da casa dos homens, unidade importante na aldeia tradicional e na permanência de alguns rituais de caráter coletivo que estavam relacionados às atividades de provisão de alimentos, divididas entre a estação da seca (abril a setembro) e a estação das chuvas (outubro a março). Entre estes rituais estava o da “mãe do mato”, realizado no início do período das chuvas, visando obter permissão para as atividades de caça, proteção nas incursões pela floresta e bons resultados na caçada. Alguns elementos desta atividade ainda estão presentes, ou foram recriados com novos significados, especialmente na relação de respeito com os animais caçados, nas práticas do cotidiano do homem caçador para obter caça e nas regras alimentares. • Os munduruku mantêm algumas práticas culturais relacionadas à pesca, atividade de maior intensidade no verão, entre as quais estão as brincadeiras que antecedem a pescaria com timbó, uma raiz que após ser triturada é usada nos rios para facilitar a captura dos peixes. Geralmente no dia anterior à “tinguejada”, a raiz do timbó é triturada sobre troncos, onde é batida de forma ritmada com pedaços de paus pelos homens. As mulheres, especialmente as jovens, apanham urucu ou a seiva em forma de goma branca de um arbusto chamado sorva, e passam a perseguir os homens com a finalidade de passar estes produtos no rosto e nos cabelos dos mesmos; estes fogem e configura-se um jogo por toda a aldeia. Para os munduruku esta é uma forma de alegrar os peixes e obter fartura na pescaria do dia seguinte.