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Portugal 2ª metade do séc.
Portugal 2ª metade do séc.
XIX
XIX
O atraso económico
O atraso económico
Portugal em meados do século XIX
destruído empobrecido atrasado
Invasões
Francesas e luta
entre liberais e
absolutistas
Gastos com as
guerras e perda
dos lucros
vindos do Brasil
Não tinham sido
introduzidos os
inventos
técnicos
registados
noutros países
A modernização da agricultura
A modernização da agricultura
Até ao séc. XIX, a maior
parte das pessoas vivia no
campo e trabalhava na
agricultura.
Contudo, a produção
agrícola era pouca e não
chegava para alimentar a
população.
A modernização da agricultura
A modernização da agricultura
Para aumentar a produção
agrícola, o ministro Mouzinho da
Silveira publicou algumas leis:
- Umas para que os camponeses
deixassem de ter as obrigações
nas terras senhoriais
- Outras para criar novos
proprietários que cultivassem o
mato e as florestas
 Estas e outras medidas
provocaram grandes mudanças
na agricultura
Novos proprietários para as
Novos proprietários para as
terras
terras
Novos proprietários de terras
na 2.ª metade do séc. XIX
Burgueses que
compraram as terras
confiscadas ao clero
Todos os filhos
passaram a ser
herdeiros das terras
Camponeses
apropriaram-se de
terras bravias
Até ao séc. XIX, a maior parte das terras pertencia à
nobreza e às ordens religiosas. No séc. XIX, o governo
liberal confiscou parte dessas terras e vendeu-as
Novas áreas cultivadas
Novas áreas cultivadas
Com as novas leis, nos meados do séc. XIX,
os terrenos baldios (terrenos incultos e
utilizados por todos os moradores do lugar)
começaram a ser ocupados e cultivados.
A área cultivada também aumentou com a
destruição de florestas, fertilização de
terrenos arenosos no litoral e ocupação de
zonas de montanha.
Sistema rotativo/alternado
Sistema rotativo/alternado
Sistema de cultura rotativo
Sistema de cultura alternado
Novos produtos agrícolas
Novos produtos agrícolas
Até ao séc. XIX, os solos eram dividido em
pequenas parcelas e uma delas,
rotativamente, ficava em descanso, em
pousio, para se poder renovar.
No séc. XIX, o cultivo da batata dispensou o
pousio. Esta planta não desgasta a terra
que, por isso, passou a ser ocupada, todos
os anos com culturas alternadas.
Mecanização da agricultura
Mecanização da agricultura
 Foi nessa altura que teve início a
mecanização da agricultura.
• As primeiras máquinas
agrícolas em Portugal foram
as ceifeiras e as
debulhadoras, que
começaram a ser utilizadas,
principalmente, nas grandes
propriedades do sul.
Novos produtos agrícolas
Novos produtos agrícolas
No séc. XIX – principais culturas em Portugal:
Milho – no noroeste, cultura de Verão, que era
alternada no Outono/Inverno com prados para o
gado.
Arroz – junto aos rios Sado, Tejo e Mondego:
aumento da área cultivada e passou a ser
consumido em maior quantidade.
Batata – esta cultura espalhou-se por todo o País,
principalmente a norte do rio Tejo, substituindo a
castanha na alimentação.
A máquina a vapor
A máquina a vapor
Foi no séc. XVIII, em
Inglaterra, que surgiu
a máquina a vapor.
Uma só máquina
punha em movimento
muitas máquinas. Ela
trouxe uma
transformação muito
grande na maneira de
produzir: surgiram as
fábricas.
A máquina a vapor.
Exploração mineira
Exploração mineira
 A máquina a vapor também foi utilizada nas minas.
 A procura do carvão como fonte de energia
intensificou a sua exploração.
 Também foi explorado o ferro e o cobre com utilização
industrial, dos transportes e das estruturas.
Evolução e distribuição da
Evolução e distribuição da
indústria
indústria
-Quando os liberais começaram a governar,
Portugal apresentava um grande atraso na
actividade industrial.
-A primeira máquina industrial movida a vapor
só foi introduzida em 1835.
-Até 1852, a industrialização foi
muito lenta. Em 1867, uma nova
lei permitiu a criação das
sociedades industriais.
 Crescimento da indústria.
Evolução e distribuição da
Evolução e distribuição da
indústria
indústria
 Principais áreas industriais:
Lisboa/Setúbal e
Porto/Guimarães.
 Factor: mais transportes, que
faziam chegar às fábricas: o carvão
das minas, mão-de-obra,
máquinas industriais e matérias-
primas do estrangeiro. Por outro
lado, facilitavam a saída dos
produtos para os diferentes
mercados.
 As fábricas eram de grandes
dimensões, eram poucas e
pertenciam aos sectores têxtil, dos
tabacos e da metalurgia.
O arranque industrial: a oficina
O arranque industrial: a oficina
- Havia poucos artesãos. Era necessário muito tempo para aprender
o ofício.
- Utilizavam-se ferramentas e máquinas rudimentares.
- As fontes de energia utilizadas eram a força muscular, a água e o
vento.
PRODUTO FINAL: pouca quantidade e custo
elevado
NA OFICINA
O trabalho na fábrica
O trabalho na fábrica
- Havia muitos artesãos. Era necessário pouco tempo para aprender
o ofício.
- A máquina a vapor punha em funcionamento muitas máquinas.
- A fonte de energia utilizada era o carvão.
PRODUTO FINAL: grande quantidade e baixo
custo
NA FÁBRICA
Os operários
Os operários
- O número de pessoas que chegava dos campos à
procura de trabalho não parava de crescer, em Lisboa e
no Porto.
- Muitos encontraram empregos nas fábricas: tornaram-
se operários.
- Mas os pontos de trabalho eram insuficientes.
- Só eram aceites aqueles que
trabalhavam por menos dinheiro.
- Por isso, os salários eram baixos.
- Os patrões até preferiam muitas vezes
mão-de-obra feminina ou infantil,
porque era mais barata e não reclamava
pelos seus direitos. Trabalho infantil em fábrica – séc. XIX.
Os operários
Os operários
- Para lutar por melhores condições de vida,
os operários formaram associações e fizeram
as primeiras exigências aos patrões.
- A principal arma do operário contra os patrões
foi a greve.
 Formava um novo grupo social: o
operariado.
Greve de operários têxteis ,
Lisboa – séc. XIX.
Condições de trabalho dos operários:
 Horários de trabalho prolongado (média de 12 horas/dia).
 O trabalho era muito duro.
 Em caso de acidente, não havia qualquer espécie de
protecção.
 O local de trabalho era sujo, barulhento, cansativo…
Modernização da indústria
Modernização da indústria
Produção artesanal Produção industrial
Trabalhadores Artesão Operário
Local de
trabalho
O artesão trabalha em casa ou
numa pequena oficina
Os operários trabalham
nas fábricas
Nº
Trabalhadores
O artesão trabalha sozinho ou é
ajudado, normalmente, por
familiares.
Os operários trabalham
em grupos mais ou
menos numerosos.
Instrumentos O artesão utiliza como principal
instrumento as mãos e utensílios
rudimentares
As máquinas são os
principais instrumentos
de trabalho
Energia utilizada Humana e animal, hidráulica
(água) ou eólica (vento)
Vapor de água
Especialização
de tarefas
O artesão realiza todas as tarefas
da produção da obra.
Existe especialização de
tarefas.
Quantidade de
produtos
A produção é reduzida e
produzem-se peças únicas.
A produção é elevada e
em série.
Custo dos
produtos
Os produtos são mais caros. Os produtos são mais
baratos.
Poluição Provoca menos poluição. É mais poluente.
Transportes e comunicações
Transportes e comunicações
Desenvolvimento do País:
vias de comunicação - estradas e linhas
férreas -
instalação de redes de telégrafo
Gastos muito elevados
Governo liberal – “Regeneração”
Um dos principais responsáveis por esta
política de modernização foi Fontes
Pereira de Melo, ministro de D. Maria II,
D. Pedro V e D. Luís I.
Caminhos-de-ferro
Caminhos-de-ferro
- O comboio foi a grande
invenção do séc. XIX, pois
revolucionou os transportes
- Uma só locomotiva puxava
muitas carruagens, que
transportavam muitas pessoas
e mercadorias
- Fez diminuir o preço do
transporte
A viagem inaugural de
comboio em Portugal foi em
1856, entre Lisboa e o
Carregado, numa extensão
de 36 km.
Caminhos-de-ferro
Caminhos-de-ferro
 Para o comboio circular, foi necessário
construir vias férreas e também estações,
pontes e túneis
1856: 50 km
1894: 2353 km
Caminhos-de-ferro
Caminhos-de-ferro
 O comboio aumentou a mobilidade:
facilidade de deslocação de pessoas
 O comboio facilitava o transporte de
mercadorias de uma região para outra
desenvolveu
COMÉRCIO AGRICULTURA INDÚSTRIA
Estradas
Estradas
- Em 1849, iniciou-se a construção de uma rede de estradas
- Até ao início da 2.ª metade do séc. XIX, a rede de
estradas era pequena e estava em muito mau estado
- Em 40 anos, a rede de estradas teve um grande aumento
A mala-posta
A mala-posta
• A mala-posta era um serviço de transporte de
passageiros e de mala de correio que tinha, ao
longo das estradas, pousadas para descanso das
pessoas e muda dos cavalos.
Portos e faróis
Portos e faróis
 O transporte por mar foi sempre muito importante no
País
 Na 2.ª metade do séc. XIX, os barcos a vapor
começaram a substituir os barcos à vela
 Para facilitar o embarque de pessoas e o carregamento
de mercadorias, foi necessário fazer obras nos portos
 Em certos pontos da costa, construíram-se faróis para
aumentar a segurança nas viagens marítimas
O 1º automóvel em Portugal
O 1º automóvel em Portugal
 O primeiro automóvel chega a Portugal em 1895. É um
veículo da marca Panhard & Levassor, importado de Paris
pelo IV Conde de Avilez.
 Na Alfândega de Lisboa, surge a dúvida sobre a taxa
aduaneira a aplicar a tão estranho artefacto. Seria uma
máquina agrícola ou uma máquina movida a vapor?
 Na primeira viagem que realiza, entre Lisboa e
S. Tiago do Cacém, este veículo é protagonista do
primeiro acidente de viação em Portugal ao atropelar um
burro.
Meios de comunicação
Meios de comunicação
Novos meios
de
comunicação
Novos
serviços
TELEFONE
TELÉGRAFO
CORREIOS
Troca de ideias e
de informação
Desenvolvimento
das actividades
económicas
Meios de comunicação
Meios de comunicação
- Os correios foram modernizados:
-criaram-se os selos postais e colocaram-se
marcos do correio.
- Contrataram-se carteiros
-Telégrafo: é um sistema concebido para
transmitir mensagens de um ponto para
outro em grandes distâncias, utilizando
códigos para a rápida e confiável
transmissão. As mensagens eram
transmitidas através de um sistema
composto por fios. Usava-se códigos para
que a informação fosse transmitida de
forma confiável e rápida. O principal código
utilizado pelos telégrafos foi o código
Morse, que surgiu com a criação de
telégrafo eléctrico na década de 1830.
O telégrafo foi o principal sistema de
comunicação a longa distância nos séculos
XIX e começo do século XX. Foi muito
utilizado por indústrias, governos e até
mesmo pelas forças armadas de diversos
países em momentos de guerra.
- Telefone
O fonógrafo foi inventado em 21 de Novembro
de 1877, por Thomas Edison. Servia para gravar
e reproduzir sons.
Alterações registadas
Alterações registadas
Novos meios
de transporte
Novas vias de
comunicação
Outras
construções
- Mala-posta
- Comboio a vapor
- Barco a vapor
- Automóvel
- Estradas
- Vias férreas
- Pontes
- Túneis
- Estações e
apeadeiros
- Faróis
- Portos
Inovações nos meios de
Inovações nos meios de
comunicação
comunicação
Arte e cultura: literatura
Arte e cultura: literatura
 A imprensa teve uma enorme expansão e
contou com a colaboração de muitos
escritores do tempo.
CAMILO CASTELO BRANCO
EÇA DE QUEIRÓS
• O romance, surgido
nesse século,
conquistou um
numeroso público.
• No romance foi
retratada a sociedade
portuguesa de então.
• São autores desta
época Eça de Queirós,
Ramalho Ortigão,
Camilo Castelo Branco,
Júlio Dinis, entre
outros.
Arte e cultura: arquitectura
Arte e cultura: arquitectura
Na segunda metade do séc. XIX, os
arquitectos procuraram estar ao serviço
do crescimento das cidades, construindo
estações de comboios, teatros, pavilhões
para exposições, etc.
O ferro e o vidro eram os materiais mais
utilizados.
Arte e cultura: pintura
Arte e cultura: pintura
Guardando o rebanho, pintura de Silva
Porto (1893)
Os pintores mais
importantes do final do séc.
XIX são: José Malhoa,
Henrique Pousão e Silva
Porto.
O retrato, as paisagens e as
cenas do dia-a-dia são os
principais temas da pintura
desta época.
Arte e cultura: cerâmica
Arte e cultura: cerâmica
 O azulejo com novos motivos decorava
muitos edifícios.
 Em barro surgiram obras de arte
criadas, principalmente, por Rafael
Bordalo Pinheiro.
Ensino
Ensino
 Para realizar as mudanças que o desenvolvimento do País
exigia, o Governo precisava de pessoas preparadas.
 Foi necessário reformar o ensino, desde as escolas
primárias até às universidades.
Neste período, os vários governos
reformaram o ensino:
- o ensino primário tornou-se
obrigatório nos 3 primeiros anos e
criaram-se mais escolas primárias;
- o ensino liceal alargou-se a todas as
capitais de distrito; criaram-se escolas
comerciais, industriais e agrícolas;
-foram criados cursos universitários.
A Defesa dos Direitos Humanos
A Defesa dos Direitos Humanos
 O governo português, de acordo com os
princípios laborais, tomou duas medidas
importantes relacionadas com os Direitos
do Homem:
◦ Código Civil de 1867 – abolição da pena de
morte para crimes civis;
◦ Extinção da escravatura em todos os territórios
portugueses.
Sá da Bandeira (1795-1876).
Foi ministro de D. Maria II e
de D. Luís I, tendo sido o
responsável pelo fim da
escravatura em todos os
territórios portugueses.
A Vida Quotidiana
A Vida Quotidiana
no campo
no campo
A vida nos campos: as actividades
A vida nos campos: as actividades
 Principais actividades :
◦ Agricultura
◦ Criação de gado
 Na sua maioria as pessoas eram gente do povo que trabalhava
normalmente em terras que não eram suas - eram rendeiros (ou
caseiros), jornaleiros (trabalhavam à jorna, ou seja, ao dia),
criados, etc.
Os grandes proprietários continuavam a ser os nobres e os
burgueses.
 Havia ainda os pequenos proprietários (cujas terras mal chegavam
para os sustentar).
 Apesar dos progressos na agricultura, a vida dos camponeses
continuava a ser muito difícil: as máquinas e o aumento da
população trouxeram mais desemprego; trabalhavam de sol a sol e
recebiam baixos salários; viviam pobremente.
A alimentação
A alimentação
O milho, a batata e o arroz vieram melhorar a alimentação,
diminuindo as fomes, responsáveis por tantas epidemias e
mortes, ao longo dos séculos.
Mas o alimento diário dos camponeses continuava a ser pouco:
pão, azeitonas, sardinha, carne de porco, legumes, arroz e batata.
A carne e os doces, alimentos habituais das
famílias ricas, só eram consumidos pelo
povo em dias de festas do calendário
religioso. Nesses dias, cozinhavam receitas
características e variáveis de região para
região.
O vestuário
O vestuário
 O vestuário dos camponeses
não seguia a moda!
 Estava adoptado aos
trabalhos que realizavam e
ao clima de cada região.
 Eram variáveis de região
para região.
A habitação
A habitação
A casa do lavrador não era igual em todas as regiões do País. O clima e
os materiais de construção, diferentes em cada local, faziam variar a
habitação de Norte a Sul de Portugal.
Normalmente, as casas dos camponeses só tinham uma única divisão!
Actividades e Distracções
Actividades e Distracções
Os divertimentos estavam
relacionados com os trabalhos
agrícolas e com as festas religiosas.
 Os trabalhos agrícolas (vindimas,
desfolhadas, ceifas), muitas
vezes, eram acompanhados de
cantares e danças.
 Em situações do quotidiano, tais
como a ida à fonte ou às compras
na tenda, a lavagem da roupa no
rio, a ida à taberna, contava-se as
novidades e cantava-se.
Aos serões, em casa, rezava-se e contavam-se histórias.
Nas festas religiosas, fazia-se procissões, romarias,
organizavam-se jogos populares, havia bailes e feiras.
Baile
Desfolhada
Romaria
A Vida Quotidiana
A Vida Quotidiana
nas cidades
nas cidades
A vida quotidiana na cidade: o trabalho
A vida quotidiana na cidade: o trabalho
 Lisboa e Porto eram as cidades com mais habitantes.
 Nas cidades, viviam nobres e burgueses, mas a grande
parte da população pertencia ao povo.
 Os bancos, o comércio e as indústrias concentravam-se
nas cidades.
Profissões dos burgueses
Comerciantes, industriais,
deputados, banqueiros,
advogados, médicos
Muitos funcionários dos
serviços (ensino, saúde,
comunicações) e
do comércio
Maior importância social Menor importância social
 A maior parte da população da cidade dedicava-
se a outras actividades. Eram operários,
empregados de balcão, criados, vendedores
ambulantes, artesãos, …
O povo das cidades
O povo das cidades
Aguadeiro
de Lisboa
Galinheira
do Porto
Vendedor de cestos
de Lisboa
Vendedora de roupas
de Lisboa
Vendedora de galinhas e de uvas
Empregado da companhia de gás e vendedora
de chapéus
Carvoeira e lavadeira
Pregões da época (grito dos vendedores ambulantes para
anunciar os seus produtos):
 Alecrim: Mér-c´Àlecriim! (1903); Mérc-c´ò mólho d´alecriim! (1903).
 Alhos: Mé-c´á réstia d´ààlhos nóóvos! (1903).
 Amêijoas da Ribeira de Frielas: Quem quér a-mêêi-joas, pr´à àrrõz?! (1903);
Amêêijôas p´r àrrôôz! (1940).
 Broas: Nem p´lô Natal… há brõa igual! Ó meniinas, vinde comprár as brõas
do Manél, que curam a tosse – e sábem a mél! (1903).
 Vassouras, abanos, chapéus de palha: O abano fáz ô bento – bis, Par´ácender
ô fõgão…, Báárre, báárre, bassourinha – bis, Bassourinha bárr´ô chão…, Ólh
´ò lindo cestiinho!!! (1940).
Os mais pobres comiam mal e pouco. A base da
alimentação era o pão. Comiam também bacalhau,
sardinha, toucinho e sopa.
A alimentação
A alimentação
Os burgueses e os nobres tinham uma alimentação mais
abundante e variada. Comiam carne e deliciavam-se com
sobremesas. Não comiam apenas em casa, com a família,
mas também nos restaurante e cafés, onde conviviam.
As distracções
As distracções
Continuavam a apreciar a tourada, o
teatro, o circo e a ópera. No final do
século, surgiu o cinema.
Passeavam nos jardins e praças, como
o Passeio Público (praça) ou o Jardim
Zoológico, em Lisboa. Reuniam-se em
cafés, clubes, jantares e bailes.
Os mais ricos passavam o
Verão nas suas quintas, iam
às termas ou a banhos nas
praias mais próximas.
Começaram a apreciar os
desportos: ginástica,
futebol, corridas de cavalos
ou ténis. Gostavam de
andar de bicicleta.
A vida quotidiana na cidade: o
A vida quotidiana na cidade: o
vestuário
vestuário
 O vestuário do povo
não obedecia à moda,
mas estava adaptada
às tarefas que cada
um desempenhava.
 Os burgueses, pelo
contrário, vestiam-se
ao gosto da moda,
através de revistas
vinda de Paris ou dos
grandes armazéns
portugueses.
Traje feminino: saias até ao chão com muito volume e roda, chegando a
usar-se por baixo uma armação de lâminas de aço – a crinolina. O conceito
de beleza da época impunha as formas do corpo arredondadas e cheias. Para
isso, usava-se a tournure, espécie de almofada sobre os rins para levantar a
saia atrás. A sombrinha era um acessório indispensável nos passeios. Os
cabelos usavam-se compridos e apanhados, por cima punha-se um chapéu.
O vestuário
O vestuário
Traje masculino: a casaca, o colete e as calças eram as peças
principais. A sobrecasaca, que descia até aos joelhos, era também
utilizada. Por baixo, usava-se uma camisa e punha-se uma gravata.
Na cabeça usava-se sempre chapéu alto ou de côco.
A modernização das cidades
A modernização das cidades
Evolução da população em Lisboa e no Porto.
A população de Lisboa o Porto
aumentou na segunda metade
do séc. XIX, o que fez alargar o
espaço destas cidades.
Abriram-se rua e avenidas,
praças e jardins públicos,
construíram-se escolas,
tribunais, hospitais ou
mercados.
Descobre
as
diferenças!
A modernização das cidades
A modernização das cidades
 Água, em grande parte, passou a ser canalizada;
 Ampliaram-se as redes de esgotos;
 Passaram a existir serviços próprios de recolha de
lixos, o que evitou a propagação de doenças,
melhorando a saúde pública;
 Luz das ruas contribuiu para diminuir os roubos e os
assaltos e as pessoas passaram a sentir-se mais
seguras;
 Abriram-se ruas e avenidas;
 Fizeram-se passeios e praças calcetados;
 Arranjaram-se jardins públicos;
 Desenvolveram-se os transportes públicos.
A modernização das cidades
A modernização das cidades
Nos finais do século XIX
apareceram os automóveis,
um luxo dos mais ricos
Prédios com vários andares,
lojas e escritórios
A luz eléctrica começa a
substituir a iluminação a gás
Continuam a
circular carruagens
puxadas a cavalo – o
“americano” e o
“chora” (transportes
públicos)
Os primeiros
eléctricos
surgiram em 1887
Multiplicam-se
os clubes e cafés
Transportes do séc. XIX
Transportes do séc. XIX
Sege Traquitana
Americano Eléctrico
 A cidade aumentou e
apareceram novos bairros em
zonas até então agrícolas.
 Nos bairros mais pobres não
havia esgotos, água potável,
nem espaço para viver e
repousar.
A vida quotidiana na cidade: a
A vida quotidiana na cidade: a
habitação
habitação
• As famílias numerosas viviam em
habitações velhas e húmidas, com
poucos móveis (dormiam no chão).
• Conviviam na rua ou na taberna.
A vida quotidiana na cidade: a
A vida quotidiana na cidade: a
habitação
habitação
• Os mais ricos construíram em Lisboa e no Porto residência
luxuosas, os palacetes. Estes tinham salas decoradas com
requinte e conforto.
• Nos prédios de vários andares viviam muitas famílias
burgueses de classe média.
A Sociedade portuguesa na 2ª
A Sociedade portuguesa na 2ª
metade do Século XIX
metade do Século XIX
Nobreza
•Perdeu cargos a favor da
burguesia;
•Perdeu rendimentos
concedidos pelo rei
•Foram abolidos alguns
impostos pagos pelos
camponeses.
Clero
• perdeu
terras,
conventos
e
mosteiros
Camponeses Operariado
Burguesia
• Aumentou os seus
investimentos na
agricultura;
•Passou a ocupar
cargos no Governo.
Perderam importância social,
política e económica
Mantêm as difíceis
condições de vida
Ganhou poder
político,
económico e
social
Censos
Censos
• Desde há muito tempo que se faziam contagem ou
numeramentos , que permitiam conhecer o número
aproximado de pessoas existentes no País, com o
objectivo de lançar impostos ou recrutar homens para
a guerra.
• O 1.º recenseamento da população portuguesa foi
feito em 1864. Durou 2 anos e apurou-se que havia 3
829 619 habitantes em Portugal.
• A partir de 1890, passaram a ser feitos de 10 em 10
anos.
• Recenseamento: inquéritos periódicos que se
destinam a recolher dados sobre a população.
A população
A população
 Na segunda metade do séc. XIX, registou-se um
crescimento da população.
 Razões do crescimento da população:
Mais
alimentos
Diminuição
do número
de mortos
Mais
higiene
(água canalizada, esgotos e ruas
calcetadas)
Crescimento da
população
Mais cuidados
médicos
(vacinas e novos medicamentos)
Saída dos campos
Saída dos campos
• O aumento da população e a mecanização da
agricultura fizeram aumentar o número de
desempregados.
• Muitos outros tinham salários miseráveis,
que mal davam para sustentar as famílias.
• Registou-se, assim, um êxodo rural – saída
de muitas pessoas do campo para a cidade.
 Os camponeses partiram para as grandes cidades,
como Lisboa e Porto, aumentando o número de
pessoas e aumentando o contraste na distribuição da
população.
Emigração
Emigração
• Muitos partiram para o estrangeiro.
• O Brasil foi o país que recebeu mais portugueses,
sobretudo a partir de 1869, pois foi proibido nessa
data o comércio de escravos no território de África.
• Assim, os portugueses encontraram aí trabalho mais
facilmente.
• Muitos enriqueceram no comércio e regressaram
ricos.
Imigração portuguesa para o Brasil
(séc. XIX)
Décadas Número de imigrantes
1808-1817 24.000
1827-1829 2.004
1837-1841 629
1856-1857 16.108
1881-1900 316.204