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PIS e COFINS 
Lei nº 12.973/14, Riscos, 
Benefícios e Impactos da EFD-Contribuições 
Fabio Rodrigues 
1
Unificação do PIS e da Cofins poderá 
sair depois das eleições, diz Mantega 
Fonte: Agência Brasil 
A proposta de unificação de dois tributos – Programa de Integração Social 
(PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – 
poderá sair até o fim do ano, disse nesta segunda-feira (13) o ministro da 
Fazenda, Guido Mantega. 
“Estamos trabalhando no PIS e na Cofins há algum tempo, de modo que eles 
[os dois tributos] vão vir reformados. Porém, a proposta não tem prazo para 
ficar pronta. Certamente não será nas próximas duas semanas [de campanha 
eleitoral], mas depois, ainda este ano”, disse. 
De acordo com o ministro, a unificação do PIS e da Cofins custaria R$ 15 
bilhões, por causa do estoque de crédito tributário que as empresas de 
serviço e de eletricidade terão direito a receber. Ele, no entanto, disse que o 
ressarcimento pode ser feito em etapas nos próximos dois anos, diluindo o 
custo para o governo.
Importância do PIS e da COFINS 
• Estão entre os tributos mais onerosos para as empresas 
• Mais de 30% da arrecadação da Receita Federal 
• Legislação complexa, esparsa e instável 
• Não cumulatividade totalmente diferente do ICMS e do IPI
Cenário antes e após a Lei n° 
12.973 
Regime cumulativo (Lei nº 9.718/98) 
Art. 2º As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas 
jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, 
observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. 
• Definição anterior 
Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita 
bruta da pessoa jurídica 
• Nova definição 
Art. 3º O faturamento a que se refere o art. 2º compreende a receita bruta de que 
trata o art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977.
Cenário antes e após a Lei n° 
Decreto-Lei nº 1.598/77 
12.973 
“Art. 12. A receita bruta compreende: 
I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; 
II - o preço da prestação de serviços em geral; 
III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e 
IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não 
compreendidas nos incisos I a III.”
Cenário antes e após a Lei n° 
12.973 
Regime não cumulativo (Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003) 
• Definição anterior 
Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, 
assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente 
de sua denominação ou classificação contábil. 
§ 1º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta 
da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais 
receitas auferidas pela pessoa jurídica. 
• Nova definição 
Art. 1º A Contribuição para o PIS/Pasep, com a incidência não cumulativa, incide sobre o 
total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua 
denominação ou classificação contábil. 
§ 1o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita 
bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e todas 
as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica com os respectivos valores decorrentes 
do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, 
de 15 de dezembro de 1976.
Cenário antes e após a Lei n° 
Regime cumulativo 
Faturamento = Receitas 
da atividade 
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Total de Receitas = 
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12.973
O que é total de receitas? 
• Entendimento fiscal 
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contabilidade 
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como receita, salvo expressa previsão legal em sentido 
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patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a 
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quanto ganhos.” 
• Fonte: CPC - Pronunciamento Conceitual Básico
O que é total de receitas? 
• Valores tributados (entendimento fiscal) 
 Créditos não recebidos 
 Recuperações de custos e despesas 
 Descontos obtidos 
 Bonificações desvinculadas de uma compra 
 Doações recebidas 
 Perdão de dívida 
 Subvenção de custeio 
10
O que é total de receitas? 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.107 RIO GRANDE DO SUL 
“O conceito de receita, acolhido pelo art. 195, I, “b”, da Constituição 
Federal, não se confunde com o conceito contábil.” 
“Sob o específico prisma constitucional, receita bruta pode ser definida 
como o ingresso financeiro que se integra no patrimônio na condição 
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Caso concreto: reconheceu que a “transferência de créditos 
decorrentes de exportação” não é receita.
Subvenções 
Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003 
Art. 1º [...] 
§ 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: 
[...] 
IX - de subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou 
redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou 
expansão de empreendimentos econômicos e de doações feitas pelo poder 
público;
Subvenções 
Posição fiscal 
Subvenção para 
investimento 
• Não tributável 
Subvenção para 
custeio 
• Tributável 
Ver: Solução de Consulta nº 135/2012 – 10ª RF
Subvenções 
Posição da Câmara Superior de Recursos Fiscais - 
CSRF 
Acórdão: 9303002.618 
EMENTA: INCENTIVO FISCAL. CRÉDITO FISCAL DO ICMS. BASE DE 
CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO. Não compõe o faturamento ou receita bruta, 
para fins de tributação do PIS, o valor do incentivo fiscal concedido pelo 
Estado sob forma de crédito fiscal, para redução na apuração do ICMS 
devido. 
Excerto do Voto da Relatora (Maria Teresa Martínez López): Receita não é 
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empresa e, ainda, ter vinculação com o resultado desta atividade. Assim, 
volta-se a afirmar, não é qualquer ingresso que constitui uma receita.
Exclusão do ICMS 
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§ 4º Na receita bruta, não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, 
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Posição fiscal e legal: é possível excluir o IPI e o ICMS/ST. 
 A exclusão do ICMS (operação própria) está pendente de decisão do STF. 
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 O Recurso Extraordinário (RE) 240785 não teve efeito “erga omnes”. 
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judicial!
Recurso Extraordinário (RE) 240785
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sejam tributadas 
ou não 
EFD-Contribuições 
ECD • Todas as receitas 
Divergências • Risco Fiscal!
Correntes de interpretação da não 
cumulatividade 
Constitucionalista 
Relação de 
créditos é 
exemplificativa (ou 
inconstitucional!) 
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necessária à 
geração da receita 
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Legalista 
Relação de 
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Somente aquilo 
que está previsto 
na Lei gera crédito
Créditos – Riscos e 
Oportunidades 
Bens para revenda (inciso I) 
 Inclui IPI e ICMS (operação própria) 
 Discussão do ICMS (operação própria) não tem reflexo no crédito 
 Inclui frete, seguro e outras despesas 
 Abrange compras do Simples Nacional 
Insumos (inciso II) 
 Inclui ICMS (operação própria) 
 Discussão do ICMS (operação própria) não tem reflexo no crédito 
 Definição fiscal: gastos aplicados ou consumidos diretamente 
na produção 
 Definição dos tribunais: gastos utilizados de forma direta ou 
indireta na produção
Créditos – Riscos e 
Oportunidades 
Energia (inciso III) 
 Todas as áreas da empresa 
 Não inclui Contribuição de Iluminação Pública 
 Não abrange potência garantida de energia elétrica 
Aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos (inciso IV) 
 Abrange gastos ligados às atividades da empresa 
 Não abrange aluguel de veículos 
 Opção à aquisição de máquinas e equipamentos, cujos 
créditos estão restritos à área produtiva 
 O bem não pode ter integrado o patrimônio da empresa 
20
Créditos – Riscos e 
Oportunidades 
Leasing (inciso V) 
 Amplo: abrange qualquer bem, utilizado em qualquer área 
 Abrange tanto leasing financeiro quanto operacional 
 Opção à aquisição de máquinas e equipamentos, cujos 
créditos estão restritos à área produtiva 
 Bem objeto de leasing não permite aproveitamento a partir 
de depreciação 
 O bem não pode ter integrado o patrimônio da empresa
Créditos – Riscos e 
Oportunidades 
Bens do ativo não circulante (incisos VI, VII e XI) 
 Máquinas, equipamentos e outros bens 
 Restrito à locação a terceiros, produção ou prestação de serviços. 
 Imediato para máquinas e equipamentos 
 Edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros 
 Abrange qualquer área da empresa 
 24 meses se utilizados na produção ou prestação de serviços 
 Bens incorporados ao ativo intangível 
 Restrito à produção ou prestação de serviços 
 Não aplicável a bens adquiridos por arrendamento mercantil 
 Considerar sempre valor histórico
Créditos – Riscos e 
Oportunidades 
Devolução (inciso VIII) 
 Tratamento distinto do regime cumulativo 
 Cumulativo: exclusão da base de cálculo 
 Aplicar alíquota incidente na venda 
 Aplicar alíquota do monofásico, p. ex.
Créditos – Riscos e 
Oportunidades 
Armazenagem de mercadoria e frete na operação de 
venda (inciso IX) 
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Oportunidades 
Vale-transporte, vale-refeição ou vale alimentação, 
fardamento ou uniforme (inciso X) 
 Restrito para as empresas de limpeza, conservação e 
manutenção 
 Jurisprudência favorável para os demais segmentos 
 Desde que ligados à área produtiva 
 Classificar como insumo (inciso II)
É possível recuperar créditos 
dos últimos 5 anos! 
É necessário retificar a EFD-Contribuições? 
• POSIÇÃO DA RFB: 
– Sim - Solução de Consulta nº 178, de 21.06.2012, da 8ª Região Fiscal 
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PIS e COFINS Lei nº 12.973/14, Riscos, Benefícios e Impactos da EFD-Contribuições
PIS e COFINS Lei nº 12.973/14, Riscos, Benefícios e Impactos da EFD-Contribuições
Obrigado! 
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PIS e COFINS Lei nº 12.973/14, Riscos, Benefícios e Impactos da EFD-Contribuições

  • 1. PIS e COFINS Lei nº 12.973/14, Riscos, Benefícios e Impactos da EFD-Contribuições Fabio Rodrigues 1
  • 2. Unificação do PIS e da Cofins poderá sair depois das eleições, diz Mantega Fonte: Agência Brasil A proposta de unificação de dois tributos – Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) – poderá sair até o fim do ano, disse nesta segunda-feira (13) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Estamos trabalhando no PIS e na Cofins há algum tempo, de modo que eles [os dois tributos] vão vir reformados. Porém, a proposta não tem prazo para ficar pronta. Certamente não será nas próximas duas semanas [de campanha eleitoral], mas depois, ainda este ano”, disse. De acordo com o ministro, a unificação do PIS e da Cofins custaria R$ 15 bilhões, por causa do estoque de crédito tributário que as empresas de serviço e de eletricidade terão direito a receber. Ele, no entanto, disse que o ressarcimento pode ser feito em etapas nos próximos dois anos, diluindo o custo para o governo.
  • 3. Importância do PIS e da COFINS • Estão entre os tributos mais onerosos para as empresas • Mais de 30% da arrecadação da Receita Federal • Legislação complexa, esparsa e instável • Não cumulatividade totalmente diferente do ICMS e do IPI
  • 4. Cenário antes e após a Lei n° 12.973 Regime cumulativo (Lei nº 9.718/98) Art. 2º As contribuições para o PIS/PASEP e a COFINS, devidas pelas pessoas jurídicas de direito privado, serão calculadas com base no seu faturamento, observadas a legislação vigente e as alterações introduzidas por esta Lei. • Definição anterior Art. 3º O faturamento a que se refere o artigo anterior corresponde à receita bruta da pessoa jurídica • Nova definição Art. 3º O faturamento a que se refere o art. 2º compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei nº 1.598, de 26 de dezembro de 1977.
  • 5. Cenário antes e após a Lei n° Decreto-Lei nº 1.598/77 12.973 “Art. 12. A receita bruta compreende: I - o produto da venda de bens nas operações de conta própria; II - o preço da prestação de serviços em geral; III - o resultado auferido nas operações de conta alheia; e IV - as receitas da atividade ou objeto principal da pessoa jurídica, não compreendidas nos incisos I a III.”
  • 6. Cenário antes e após a Lei n° 12.973 Regime não cumulativo (Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003) • Definição anterior Art. 1º A contribuição para o PIS/Pasep tem como fato gerador o faturamento mensal, assim entendido o total das receitas auferidas pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1º Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta da venda de bens e serviços nas operações em conta própria ou alheia e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica. • Nova definição Art. 1º A Contribuição para o PIS/Pasep, com a incidência não cumulativa, incide sobre o total das receitas auferidas no mês pela pessoa jurídica, independentemente de sua denominação ou classificação contábil. § 1o Para efeito do disposto neste artigo, o total das receitas compreende a receita bruta de que trata o art. 12 do Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977, e todas as demais receitas auferidas pela pessoa jurídica com os respectivos valores decorrentes do ajuste a valor presente de que trata o inciso VIII do caput do art. 183 da Lei no 6.404, de 15 de dezembro de 1976.
  • 7. Cenário antes e após a Lei n° Regime cumulativo Faturamento = Receitas da atividade Regime não cumulativo Total de Receitas = Faturamento + Outras receitas (p. ex. locação) 12.973
  • 8. O que é total de receitas? • Entendimento fiscal • o conceito tributário de receita tem a mesma extensão dada pela contabilidade  Consequência: tudo aquilo que é reconhecido contabilmente como receita, salvo expressa previsão legal em sentido contrário, seria tributado pelas contribuições no regime não cumulativo.
  • 9. O que é total de receitas? • Definição contábil: – “Receitas são aumentos nos benefícios econômicos durante o período contábil, sob a forma da entrada de recursos ou do aumento de ativos ou diminuição de passivos, que resultam em aumentos do patrimônio líquido, e que não estejam relacionados com a contribuição dos detentores dos instrumentos Patrimoniais”. – “A definição de receita abrange tanto receitas propriamente ditas quanto ganhos.” • Fonte: CPC - Pronunciamento Conceitual Básico
  • 10. O que é total de receitas? • Valores tributados (entendimento fiscal)  Créditos não recebidos  Recuperações de custos e despesas  Descontos obtidos  Bonificações desvinculadas de uma compra  Doações recebidas  Perdão de dívida  Subvenção de custeio 10
  • 11. O que é total de receitas? RECURSO EXTRAORDINÁRIO 606.107 RIO GRANDE DO SUL “O conceito de receita, acolhido pelo art. 195, I, “b”, da Constituição Federal, não se confunde com o conceito contábil.” “Sob o específico prisma constitucional, receita bruta pode ser definida como o ingresso financeiro que se integra no patrimônio na condição de elemento novo e positivo, sem reservas ou condições”. Caso concreto: reconheceu que a “transferência de créditos decorrentes de exportação” não é receita.
  • 12. Subvenções Leis nºs 10.637/2002 e 10.833/2003 Art. 1º [...] § 3º Não integram a base de cálculo a que se refere este artigo, as receitas: [...] IX - de subvenções para investimento, inclusive mediante isenção ou redução de impostos, concedidas como estímulo à implantação ou expansão de empreendimentos econômicos e de doações feitas pelo poder público;
  • 13. Subvenções Posição fiscal Subvenção para investimento • Não tributável Subvenção para custeio • Tributável Ver: Solução de Consulta nº 135/2012 – 10ª RF
  • 14. Subvenções Posição da Câmara Superior de Recursos Fiscais - CSRF Acórdão: 9303002.618 EMENTA: INCENTIVO FISCAL. CRÉDITO FISCAL DO ICMS. BASE DE CÁLCULO. NÃO INCLUSÃO. Não compõe o faturamento ou receita bruta, para fins de tributação do PIS, o valor do incentivo fiscal concedido pelo Estado sob forma de crédito fiscal, para redução na apuração do ICMS devido. Excerto do Voto da Relatora (Maria Teresa Martínez López): Receita não é todo e qualquer ingresso que a empresa tem. Assim, por exemplo, não se cogita que a integralização de capital social seja tributada pela COFINS, mesmo sendo um ingresso de valor para a empresa. Receita surge como decorrência direta da atividade fim desenvolvida pela empresa e, ainda, ter vinculação com o resultado desta atividade. Assim, volta-se a afirmar, não é qualquer ingresso que constitui uma receita.
  • 15. Exclusão do ICMS – Decreto-Lei nº 1.598/77 “Art. 12. [...] § 4º Na receita bruta, não se incluem os tributos não cumulativos cobrados, destacadamente, do comprador ou contratante, pelo vendedor dos bens ou pelo prestador dos serviços na condição de mero depositário. Posição fiscal e legal: é possível excluir o IPI e o ICMS/ST.  A exclusão do ICMS (operação própria) está pendente de decisão do STF.  Foi objeto de Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC).  O Recurso Extraordinário (RE) 240785 não teve efeito “erga omnes”.  Todas empresas devem avaliar a possibilidade de ingressar com medida judicial!
  • 17. • Todas as receitas, sejam tributadas ou não EFD-Contribuições ECD • Todas as receitas Divergências • Risco Fiscal!
  • 18. Correntes de interpretação da não cumulatividade Constitucionalista Relação de créditos é exemplificativa (ou inconstitucional!) Toda despesa necessária à geração da receita gera crédito Legalista Relação de créditos é taxativa Somente aquilo que está previsto na Lei gera crédito
  • 19. Créditos – Riscos e Oportunidades Bens para revenda (inciso I)  Inclui IPI e ICMS (operação própria)  Discussão do ICMS (operação própria) não tem reflexo no crédito  Inclui frete, seguro e outras despesas  Abrange compras do Simples Nacional Insumos (inciso II)  Inclui ICMS (operação própria)  Discussão do ICMS (operação própria) não tem reflexo no crédito  Definição fiscal: gastos aplicados ou consumidos diretamente na produção  Definição dos tribunais: gastos utilizados de forma direta ou indireta na produção
  • 20. Créditos – Riscos e Oportunidades Energia (inciso III)  Todas as áreas da empresa  Não inclui Contribuição de Iluminação Pública  Não abrange potência garantida de energia elétrica Aluguéis de prédios, máquinas e equipamentos (inciso IV)  Abrange gastos ligados às atividades da empresa  Não abrange aluguel de veículos  Opção à aquisição de máquinas e equipamentos, cujos créditos estão restritos à área produtiva  O bem não pode ter integrado o patrimônio da empresa 20
  • 21. Créditos – Riscos e Oportunidades Leasing (inciso V)  Amplo: abrange qualquer bem, utilizado em qualquer área  Abrange tanto leasing financeiro quanto operacional  Opção à aquisição de máquinas e equipamentos, cujos créditos estão restritos à área produtiva  Bem objeto de leasing não permite aproveitamento a partir de depreciação  O bem não pode ter integrado o patrimônio da empresa
  • 22. Créditos – Riscos e Oportunidades Bens do ativo não circulante (incisos VI, VII e XI)  Máquinas, equipamentos e outros bens  Restrito à locação a terceiros, produção ou prestação de serviços.  Imediato para máquinas e equipamentos  Edificações e benfeitorias em imóveis próprios ou de terceiros  Abrange qualquer área da empresa  24 meses se utilizados na produção ou prestação de serviços  Bens incorporados ao ativo intangível  Restrito à produção ou prestação de serviços  Não aplicável a bens adquiridos por arrendamento mercantil  Considerar sempre valor histórico
  • 23. Créditos – Riscos e Oportunidades Devolução (inciso VIII)  Tratamento distinto do regime cumulativo  Cumulativo: exclusão da base de cálculo  Aplicar alíquota incidente na venda  Aplicar alíquota do monofásico, p. ex.
  • 24. Créditos – Riscos e Oportunidades Armazenagem de mercadoria e frete na operação de venda (inciso IX)  Abrange frete na venda  Também é possível frente na compra (incisos I ou II)  Fretes polêmicos:  Transferência de produtos em elaboração. Inciso II?  Transferência de produtos acabados. Inciso IX?
  • 25. Créditos – Riscos e Oportunidades Vale-transporte, vale-refeição ou vale alimentação, fardamento ou uniforme (inciso X)  Restrito para as empresas de limpeza, conservação e manutenção  Jurisprudência favorável para os demais segmentos  Desde que ligados à área produtiva  Classificar como insumo (inciso II)
  • 26. É possível recuperar créditos dos últimos 5 anos! É necessário retificar a EFD-Contribuições? • POSIÇÃO DA RFB: – Sim - Solução de Consulta nº 178, de 21.06.2012, da 8ª Região Fiscal • POSIÇÃO DO CARF (decisão isolada): – Não - ACÓRDÃO 3401-001.577em 01/09/2011, da1ª Turma Ordinária do Conselho de Contribuintes /4ª Câmara
  • 30. Obrigado! fabioroliv@icloud.com fabiorodrigues.com.br facebook.com/fabioroliveira @fabiorodrigueso