SlideShare uma empresa Scribd logo
Cirurgia Plástica
Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados da Santa Casa
de Misericórdia de
São José do Rio Preto
Regência : Dr.Valdemar Mano Sanches
Coordenação: Dr. Osvaldo Miúra
Paralisia Facial
Dr. Brunno Rosique Lara
´´A face é a imagem da alma´´
Cicero, 63 d.C.
Introdução
■ O comprometimento dos movimentos da face determina
a impossibilidade de expressão dos sentimentos
determinando sérios prejuízos psicológicos
■ Ressecamento de conjuntiva e úlcera de córnea
■ Impossibilidade de sorrir e assimetria
■ Incontinência para líquidos
■ Trauma da mucosa oral
■ Posição mais baixa do supercílio
Introdução
■ O comprometimento dos movimentos da face determina a
impossibilidade de expressão dos sentimentos
determinando sérios prejuízos psicológicos, pelo tônus em
repouso e pela contração voluntária e involuntária de cada
hemiface.
■ Esses músculos são responsáveis pelos movimentos faciais
e pela expressão da emoção humana.
Histórico
■ 1550 :
■ GABRIEL FALLOPPIO
(1523 – 1562), anatomista,
percebeu que o Nervo
Facial passava em um
estreito canal do osso
temporal que foi
denominado prominência
do canal facial ou
aqueduto de Fallopius.
Histórico
■ Charles Bell, Sir (1774 -
1842).
■ Médico cirurgião e
anatomista escocês de
Edimburgo.
■ Famoso por seus estudos
dos nervos cranianos e pela
descrição da Paralisia
Facial de Bell.
■ Notou a função Motora do
Nervo Facial e a Sensitiva
do Nervo Trigêmio.
Anatomia
O nervo facial
constitui, com o
homólogo
contralateral, o
sétimo (VII) par de
nervos cranianos.
É constituido por
uma raiz motora
(nervo facial
propriamente dito)
e uma raiz sensitiva
(nervo intermédio
de Wrisberg).
Anatomia
Ele controla os
músculos da
expressão facial,
e a sensação
gustativa dos dois
terços anteriores
da língua. E
sensibilidade no
meato acústico
externo.
Anatomia
■ As informações necessárias
para a correta
movimentação dos
músculos da face vêm do
córtex motor, da região que
contém a representação da
face.
■ Esta região se localiza na
porção lateral e inferior do
córtex pré-motor e do
córtex motor primário.
■ Homúnculo de Penfield
Anatomia
■ As informações geradas
pelo córtex motor trafegam
pelo tronco cerebral através
do trato corticobulbar,
juntamente com o trato
corticoespinal (ou
piramidal), passando pelo
joelho da cápsula interna.
■ Ao chegar à porção média
da ponte, as fibras do trato
corticonuclear se separam
do trato corticoespinal e se
direcionam ao núcleo
facial.
Anatomia
■ O núcleo facial recebe
informações dos dois hemisférios
e está localizado na região lateral
da porção inferior da ponte.
■ Está posicionado rostralmente ao
núcleo ambíguo, medial ao trato
espinal do trigêmeo e lateral ao
fascículo longitudinal medial.
■ Apresenta em torno de 4 mm de
comprimento e contém de 7.000 a
10.500 células nervosas, sendo o
maior entre todos os núcleos
motores cranianos
Anatomia
■ Suas fibras
contornam o
núcleo do nervo
abducente
(colículo facial)
e dirigem-se
para o ângulo
cerebelo-
pontino saindo
do tronco
cerebral pelo
sulco bulbo-
pontino.
FIGURE LEGEND
1. Facial nerve nucleus
2. Trigeminal nerve: Spinal nucleus
3. Superior salivary nucleus
4. Solitary tract
5. Porus acusticus internus
6. Meatal foramen
7. Greater petrosal nerve
8. Sphenopalatine ganglion
9. Maxillary nerve
10. Lacrimal gland
11. Deep petrosal nerve
12. Vidian nerve
13. Nerve to glands of nose and palate
(motor fibers to levator palati muscles)
14.Minor petrosal nerve anastamosis
15. Stapedial nerve
16. Chorda tympani
17. Auricular branch
18. Stylomastoid foramen
19. Lingual nerve
20. Submandibular ganglion
21. Submandibular gland
22. Sublingual gland
Anatomia
■ ►As fibras
parassimpáticas
originam-se do
núcleo salivatório
superior e as
fibras sensoriais
para a gustação
dos 2/3
anteriores da
língua terminam
no núcleo do
trato solitário.
Anatomia
■ Ao penetrar no
meato acústico
interno, o nervo
facial tem um
trajeto tortuoso no
interior da porção
petrosa do osso
temporal.
■ O trajeto
intrapetroso divide-
se em três partes:
labiríntico,
timpânico e
mastóideo
Anatomia
Também é responsável
por levar as fíbras
parassimpáticas para
as glândulas
submandibular e
sublingual, através do
nervo corda do
tímpano e do gânglio
submandibular; e
também das glândulas
lacrimais através do
gânglio
pterigopalatino.
Anatomia
Anatomia
■ Termina nos Ramos : Temporal , Zigomático , Bucal
,Mandibular e Cervical
Epidemiologia
■ Incidência : 30 /100.000 Habitantes ( EUA )
■ Aumenta após 65 anos ( 59: 100.000)
■ Menor antes do 13 anos ( 13: 100.000)
■ História Familiar = 8%
■ Gestação aumenta 3,3 X ( 3o Trimestre)
■ Inverno
■ Maior: Japão (1986)
■ Menor : Suécia ( 1971)
Fisiopatologia
■ O Nervo Facial é o mais comumente paralisado do
corpo.
■ Compressão devido edema (neuropraxia) e isquemia
(axoniotmese ou neurotmese) do nervo em seu trajeto
intra-ósseo.
■ Idiopática (Paralisia de Bell), herpes vírus.
■ Infecciosa (OMA, Mastoidite, Mononucleose, D.de
Lyme, Síndrome de Ramsay-Hunt, Parotidite).
■ Congênitas: Traumas de Parto, malformações.
■ Tumores (Paragangliomas, Colesteatomas, Metástases,
Neurinomas, Tu do Nervo Acústico, Tu de Parótida).
■ Trauma Cranioencefálico, Fraturas de Base de Crânio
■ Cirurgias do osso temporal.
■ Síndrome de Melkerson-Rosental (Edema de Face).
Etiologia
■ Idiopática (Paralisia de Bell), herpes vírus
■ Infecciosa (OMA, Mastoidite,Mononucleose, D.de
Lyme, Síndrome de Ramsay-Hunt , Parotidite)
■ Congênitas: Traumas de Parto, malformações
■ Tumores (Paragangliomas, Colesteatomas, Metástases,
Neurinomas,Tu do Nervo Acústico,Tu de Parótida
■ Trauma cranioencefálico,Fraturas de Base de Crânio
■ Iatrogênicas: Cirurgias do osso temporal
■ Síndrome de Melkerson-Rosental ( Edema de Face)
Etiologia
Infecciosas
■ Otites
■ Mastoidite
■ Parotidite
Síndrome de Ramsay Hunt
■ Caracteriza-se por
paralisia facial
periférica e erupções
vesiculosas no
pavilhão auricular
causadas pelo vírus
do herpes zoster.
■ Pior prognóstico
■ Esta síndrome
ocorre geralmente
em idosos e
imunodeprimidos.
Doença de Lyme
■ A doença de Lyme é uma
enfermidade polissistêmica
que apresenta
manifestações agudas e
crônicas causadas pelo
espiroqueta Borrelia
burgdorferi, sendo causada
pelo carrapato dos servos,
Ixodes dammini.
■ Paralisia do nervo facial
ocorre em 50% dos
pacientes com
envolvimentos neurológico.
Congênitas
■ Incidência : 2/1000 nascimentos
■ Adquiridas: Traumas de parto
■ Genéticas: Malformações do Nervo Facial ou dos
Músculos da Face ( Síndrome de Möebius)
■ Tratamento precoce com enxertos de nervo até 1
ano prevenindo a atrofia muscular
Síndrome de Möebius
• A Seqüência de Möebius é
caracterizada por uma
paralisia total ou parcial
dos VI e VII pares
cranianos
• A doença é muito rara,
ocorrendo em apenas 0,23
a 1,8% da população
• Os primeiros casos foram
descritos por Von Graefe
em 1880, Harlan em 1881
e Chisolm em 1882.
Síndrome de Moebius
• Möebius, em 1888 e 1892
estudou 43 casos de paralisia dos
nervos cranianos, identificando
um grupo de 6 pacientes que
apresentavam paralisia dos
nervos faciais e dos abducentes.
• Desde então, o nome de Möbius
tem sido associado a esta
condição.
Síndrome de Möebius
■ Características: anormalidades na Face (Hipoplasia
lingual e mandibular, microtia), Membros 50%,
(sindactilia, pés valgos), Tórax (Síndrome de Polland) e
Coluna vertebral (escoliose).
■ Etiologia :Angiogênese da Artéria Facial, Misoprostol
■ Tratamento : Retalho Bilateral de Temporal Ortodrômico
com enxerto de Fáscia Lata ( Sorriso)
Retalho Livre de Músculo Grácil reinervados com ramos
do Nervo Massetérico ( morde contrai o grácil e sorri).
Tumores
■ Neuroma do Acústico
■ Tumor Glômico
■ Neuroma do Nervo
Facial
■ Metástase
■ Displasia Fibrosa
Traumas
■ Traumas Cranio-encefálicos, Neonatais,
Fraturas de Temporal , Trauma de Face
Iatrogênico
■ Cirúrgico
■ Embolização
■ Bloqueio Anestésico
Síndrome de Melkerson Rosenthal
■ Edema Orofacial
recidivante , língua
Plicata e Paralisia
facial
■ Raro
■ Etiologia
Desconhecida
Diversos
■ Sistêmicos: DM, Alcoolismo, Hipotiroidismo,
Gravidez
■ Vascular: Aneurisma, AVC ( principal )
■ Tóxico: Talidomida, Tétano, CO ( intoxicação)
■ Granulomatoses
Paralisia de Bell
■ Frigore
■ Atualmente : causada por Herpes- Zoster
Paralisia de Bell
■ Fatores de Risco: Gestantes e DM
■ HF+ em 10%
■ Incidência : 15-40 /100.000 por ano
■ 10-20 a – Feminino e maior de 40a - Masculino
Classificação
■ As lesões que acometem a função motora facial podem
ocorrer desde níveis mais superiores, no córtex cerebral,
até as porções terminais, em contato com a musculatura
da mímica.
■ Além da clássica divisão das paralisias faciais em:
■ Periféricas
■ Centrais,
■ E segundo a posição da lesão em relação ao núcleo facial:
separando-as em:
■ Supranucleares,
■ Nucleares e
■ Infranucleares
Classificação
■ As Lesões Supranucleares se caracterizam por
déficit funcional predominante dos músculos
inferiores da face.
■ Estas lesões raramente promovem paralisia facial
isolada, comprometendo outras regiões do corpo
como a língua, dedos e mãos, devido à proximidade
das regiões corticais de representação e das fibras
do trato corticonuclear.
Classificação
■ As Lesões Nucleares se caracterizam por exibir paralisias
faciais completas, acometendo os músculos superiores e
inferiores da face.
■ As lesões pontinas que incidem sobre o núcleo facial
geralmente estão associadas a alterações relacionadas com
as estruturas adjacentes.
■ O núcleo do abducente (VI par craniano), o núcleo
trigeminal (V par craniano), os núcleos vestibulares e
cocleares (VIII par craniano), assim como os tratos
corticoespinais, espinotalâmicos e fibras do sistema
simpático, encontram-se em grande proximidade do núcleo
facial e freqüentemente apresentam algum grau de
disfunção frente às lesões intrapontinas
Classificação
■ As Lesões Infranucleares também se manifestam com
quadros de paralisia completa.
■ O diagnóstico, assim como nas paralisias nucleares, é
sugerido pelas disfunções associadas, como perdas
auditivas, tonturas, redução do lacrimejamento, perda da
gustação dos dois terços anteriores da língua e diminuição
da salivação.
■ Lesões do ângulo pontocerebelar e do meato acústico
interno exibem distúrbios vestibulococleares, como perdas
auditivas e tonturas, podendo ou não ocorrer alterações
cerebelares
PARALISIA FACIAL
■ Supranuclear
■ Nuclear
■ Periférica
Clínica
■ Início súbito . Máximo: 50% - 48 hrs; 100% - 5 dias
■ Dor retro-auricular, Fraqueza, Paralisia da Hemiface (
Fronte até Pescoço), Hipoacusia, diminuição de lágrimas,
redução do paladar
■ Assimetria de sorriso, Rima palpebral e Labial
■ Recuperação - 80% 30-60 dias
■ Maioria das vezes unilateral,porém, em 10% é bilateral
■ Recorrente em 7%
Classificação Clínica
■ House e Brackmann:
■ Grau 1 : Função Facial Normal
■ Grau 2 : Disfunção Leve
■ Grau 3 : Disfunção Moderada
■ Grau 4 : Disfunção moderadamente Severa
■ Grau 5 : Disfunção Severa
■ Grau 6 : Paralisia Total
Exame Físico
■ Inspeção Estática:
■ Apagamento de Sulcos
e Vincos de região
Frontal e de Sulco
zigomático bucal
■ Incapacidade de
mobilização de
supecílio
Exame Físico
■ Inspeção Dinâmica:
■ Distorção e Lateralização do Sorriso
■ Incapacidade de oclusão palpebral total
■ Sinal de Bell ( rotação cranial e medial do
globo ocular)
Exames Laboratoriais
■ Sorologia para Herpes Virus Simples
■ Sorologia para D. De Lyme ( Epidemia)
■ Glicemia (DM)
Imagenologia
■ Na fase crônica ( maioria melhora em até 8
semanas)
■ Ressonância Nuclear Magnética com gadolínio (
canal do facial) usado para exclusão de Tumores e
para ver edema do nervo facial
■ Tomografia Computadorizada ( Traumas )
Testes
■ Audiometria e Potencial Evocado Auditivo
■ Eletroneurografia ( pos 3dias )
■ Eletromiografia ( Desnervação dos músculo da face ) pós
30 d e repte om 90 d
■ Teste de Schirmer (Função Lacrimal)
■ Fluxo salivar
Eletroneurografia
Clínica - Fatores prognósticos
■ Geralmente Autolimitada com reuperação em 2 semanas
■ Idade (Mais de 60a ),
■ Grau de paralisia ( G.VI)
■ Dor retoauricular, disgeusia
■ Achados eletrofisiológicos (latência de condução, limiar
de excitibalidade)
■ Recorrência em 30%
Tratamento
■ Recuperação Espontânea em 70%
■ Corticosteróides ( Prednisona 60 mg/d por 10d )
■ Aciclovir 800mg vo 5x/d por 10 d
■ AINES
■ Doxicilina ( Doença de Lyme)
■ Exercícios Faciais e Eletroestimulação
■ Cuidados locais
– Lágrima artificial (LACRIMA, ISOPTO-TEARS)
– Curativo oclusivo à noite (EPITEZAN)
Tratamento
■ O lado paralisado tem poucas rugas, sulco nasolabial
menos evidente e queda de comissura labial e do
supercílio. O lado contra lateral responde com reação
hipercinética muscular devido à falta de tônus no lado
paralisado.
■ Este desequilíbrio de força vetorial cria os desvios
faciais que são observados quando o paciente está
em repouso e principalmente ao sorrir.
■ A toxina botulínica pode fazer a redução significativa
da hipercinesia muscular contra lateral à paralisia
facial
Tratmento Cirúrgico
■ Descompressão Cirúrgica
■ Tratamento Estático: visa à melhora apenas em repouso
Ritidoplastia com suturas e enxertos de Fáscia para
suspender a Hemiface paralisada
■ Tratamento Dinâmico: Reinervação dos músculo
paralisados mediante enxertos de nervos , transplantes e
transposições musculares
Tratamento Cirúrgico
■ Cross Face Nerve Graft :
■ Proposto por Scaramella e Smith (1971)
■ Enxertia de Nervo Sural unindo o tronco do nervo
Facial do lado paralisado a um ramo distal do Ramo
Bucal no lado sadio com neurorrafia termino-terminal
■ Paralisia tardia : pode se usar enxerto de Nervo Sural e
Retalho Livre de Músculo Grácil, Grande Dorsal,
Peitoral Menor ou Reto Abdominal
■ Pode ser feito em 1 ou 2 etapas
Tratamento Cirúrgico
■ Cross Face com Neurorrafia Término Lateral:
■ Terzis ,1988. Viterbo ,1992
■ Ocorre sem lesão do nervo doador
■ Une os Ramos Bucais , Temporais e Zigomáticos D e E
com enxerto de Nervo Sural sem seccioná-los ou mesmo
remover seu epineuro
■ Pode ser realizada precocemente,prevenindo a atrofia
muscular
■ Prêmio Hanno Millesi
■ Nova técnica de cirurgia de nervos vai melhorar a
recuperação de pacientes com paralisia facial e outras
patologias nervosas.
■ Trata-se da neurorrafia término-lateral, desenvolvida
pelo cirurgião plástico Fausto Viterbo, da Faculdade
de Medicina da UNESP, câmpus de Botucatu.
■ Pelos dez anos de pesquisa, que resultaram no
método cirúrgico inovador, ele recebeu, em congresso
realizado em março deste ano em Viena, o prêmio
Hanno Millesi – criado pela Sociedade Mundial de
Neurocirurgia para destacar pesquisas em
microcirurgias de nervos.
■ Autoridade mundial em cirurgia plástica, o austríaco
Hanno Millesi foi um dos pesquisadores que
combateu, em anos anteriores, a proposta de cirurgia
de Viterbo. “Em um dos congressos em que nos
encontramos, em 1994, ele argumentou energicamente
contra a técnica, que disse ser um absurdo”, recorda
Viterbo, que foi o primeiro a receber o prêmio, que
Tratamento Cirúrgico
■ Hipoglosso -Facial:
■ Descrito por Korte
em1901
■ Uma mastoidectomia
simples é realizada para
acessar o nervo facial em
sua 3ª porção
(mastóidea) e liberá-lo
até sua emergência no
forâmem estilomastoideo
Tratamento Cirúrgico
■ Tronco do facial é
seccionado
proximalmente e o
nervo hipoglosso , ou a
alça do hipoglosso ,
também é seccionada ,
o mais distal.
■ O coto proximal do
hipoglosso é suturado
término-terminal
Tratamento Cirúrgico
Tratamento Cirúrgico
■ Para se ter movimento na face, o paciente
deve fazer algum movimento específico com
a língua
■ Atrofia da língua
Tratamento Cirúrgico
■ Baby Siter:
■ Como o Cross Face pode levar até 1 ano para
regeneração axonal podendo levar a atrofia muscular
■ Terzis ,1988
■ Cross face mais Enxerto unindo o Nervo Hipoglosso
ao Facial
Tratamento Cirúrgico
■ Retalho Muscular Livre:
■ Paralisias tardias com atrofia musculares
■ Torri, Harii , Ohmori; 1976 (M. Grácil p/ Rima Bucal
usando o nervo temporal)
■ Peitoral Menor
■ Grane Dorsal
■ Serrátil
■ Reto abdominal
■ Pode se usar vários nervos para reanimação do
músculo transferido : Ramos do facia contra lateral ,
Enxertos de nervo Sural , nervo hipoglosso ,
acessório e massetérico ( S. de Mobius)
Retalho de Músculo Temporal
■ Proposto por Gilles,1934
■ Usado para palisias tardias com atrofia muscular
■ Para obter o sorriso o paciente morde contraindo
o masseter ou o temporal
■ Pode se usar também o masseter porém é mais
assimétrico
■ Múculo Temporal : Origem na fossa
temporal e inserção no proceso
coronóide. Vascularização : Art.
Temporais anterior e profunda
Tratamento Cirúrgico
■ Pode atuar na reanimação palpebral e de rima
bucal
■ Ocorre uma vísivel depressão na fossa temporal
anterior e aumento do contorno do zigoma
■ Técnica Antidrômica
( direção 120g Invertida)
Tratamento Cirúrgico
■ Retalho de Músculo Temporal Ortodrômico:
■ Descrito por McLaughlin em 1952
■ Não é modificada a direção do temporal
■ Secção da apófise
do coronóide por
via oral
Tratamento Cirúrgico
■ Peso de Ouro, feito com
anestesia local
■ Reversível
■ Pode ficar aparente
■ Mola de Morel- Fatió
■ Enxerto de cartilagem
conchal
■ Retalho temporal
Paralisia Facial.pptx

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Pares cranianos
Pares cranianosPares cranianos
Pares cranianos
pauloalambert
 
Vascularização da face
Vascularização da faceVascularização da face
Vascularização da face
Priscila Freitas
 
Pares cranianos
Pares cranianosPares cranianos
Pares cranianos
pauloalambert
 
Nervos Cranianos
Nervos CranianosNervos Cranianos
Nervos Cranianos
pauloalambert
 
Fissuras Faciais de Tessier
Fissuras Faciais de TessierFissuras Faciais de Tessier
Fissuras Faciais de Tessier
Brunno Rosique
 
Detecção de Avarias em Computadores
Detecção de Avarias em ComputadoresDetecção de Avarias em Computadores
Detecção de Avarias em Computadores
Mariana Melo
 
Nervo Facial
Nervo FacialNervo Facial
Nervo Facial
Fabiana Vallina
 
Aula cabeça e pescoço
Aula cabeça e pescoçoAula cabeça e pescoço
Aula cabeça e pescoço
Celinha Alves
 
Fases do metabolismo da bilirrubina 2
 Fases do metabolismo da bilirrubina 2 Fases do metabolismo da bilirrubina 2
Fases do metabolismo da bilirrubina 2
Isadora Siqueira
 
10 queimaduras
10   queimaduras10   queimaduras
10 queimaduras
jospa1960
 
Vascularizacao cerebral
Vascularizacao cerebralVascularizacao cerebral
Vascularizacao cerebral
Pedro Augusto Sousa Rodrigues
 
Modelo de portfolio
Modelo de portfolioModelo de portfolio
Modelo de portfolio
Flávia Albuquerque
 
Nervos cranianos
Nervos cranianosNervos cranianos
Nervos cranianos
pauloalambert
 
Sensibilidade 14
Sensibilidade 14Sensibilidade 14
Sensibilidade 14
pauloalambert
 
Estratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez Simões
Estratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez SimõesEstratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez Simões
Estratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez Simões
SMA - Serviços Médicos de Anestesia
 
Lesões Fundamentais da Pele
Lesões Fundamentais da PeleLesões Fundamentais da Pele
Lesões Fundamentais da Pele
pauloalambert
 
Diretriz miocardites e periocardites 2013
Diretriz miocardites e periocardites 2013Diretriz miocardites e periocardites 2013
Diretriz miocardites e periocardites 2013
Arquivo-FClinico
 
Ciclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RN
Ciclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RNCiclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RN
Ciclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RN
Arnaldo Neto
 
Fácies - Profa. Rilva Muñoz
Fácies - Profa. Rilva MuñozFácies - Profa. Rilva Muñoz
Fácies - Profa. Rilva Muñoz
Rilva Lopes de Sousa Muñoz
 
Icterícia 2014
Icterícia 2014Icterícia 2014
Icterícia 2014
pauloalambert
 

Mais procurados (20)

Pares cranianos
Pares cranianosPares cranianos
Pares cranianos
 
Vascularização da face
Vascularização da faceVascularização da face
Vascularização da face
 
Pares cranianos
Pares cranianosPares cranianos
Pares cranianos
 
Nervos Cranianos
Nervos CranianosNervos Cranianos
Nervos Cranianos
 
Fissuras Faciais de Tessier
Fissuras Faciais de TessierFissuras Faciais de Tessier
Fissuras Faciais de Tessier
 
Detecção de Avarias em Computadores
Detecção de Avarias em ComputadoresDetecção de Avarias em Computadores
Detecção de Avarias em Computadores
 
Nervo Facial
Nervo FacialNervo Facial
Nervo Facial
 
Aula cabeça e pescoço
Aula cabeça e pescoçoAula cabeça e pescoço
Aula cabeça e pescoço
 
Fases do metabolismo da bilirrubina 2
 Fases do metabolismo da bilirrubina 2 Fases do metabolismo da bilirrubina 2
Fases do metabolismo da bilirrubina 2
 
10 queimaduras
10   queimaduras10   queimaduras
10 queimaduras
 
Vascularizacao cerebral
Vascularizacao cerebralVascularizacao cerebral
Vascularizacao cerebral
 
Modelo de portfolio
Modelo de portfolioModelo de portfolio
Modelo de portfolio
 
Nervos cranianos
Nervos cranianosNervos cranianos
Nervos cranianos
 
Sensibilidade 14
Sensibilidade 14Sensibilidade 14
Sensibilidade 14
 
Estratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez Simões
Estratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez SimõesEstratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez Simões
Estratificação de Risco Cirúrgico e Anestésico - Dra. Cláudia Marquez Simões
 
Lesões Fundamentais da Pele
Lesões Fundamentais da PeleLesões Fundamentais da Pele
Lesões Fundamentais da Pele
 
Diretriz miocardites e periocardites 2013
Diretriz miocardites e periocardites 2013Diretriz miocardites e periocardites 2013
Diretriz miocardites e periocardites 2013
 
Ciclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RN
Ciclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RNCiclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RN
Ciclo êntero hepático da bilirrubina e Icterícia em RN
 
Fácies - Profa. Rilva Muñoz
Fácies - Profa. Rilva MuñozFácies - Profa. Rilva Muñoz
Fácies - Profa. Rilva Muñoz
 
Icterícia 2014
Icterícia 2014Icterícia 2014
Icterícia 2014
 

Semelhante a Paralisia Facial.pptx

Acidente vascular encefálico parte1
Acidente vascular encefálico parte1Acidente vascular encefálico parte1
Acidente vascular encefálico parte1
Jumooca
 
2017 nervo facial
2017 nervo facial2017 nervo facial
2017 nervo facial
Breno Gois
 
Sequencia de Moebius
Sequencia de MoebiusSequencia de Moebius
Sequencia de Moebius
Brunno Rosique
 
Síndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura Conceitual
Síndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura ConceitualSíndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura Conceitual
Síndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura Conceitual
blogped1
 
Nervo facial
Nervo facialNervo facial
Síndromes neurocutâneas fabio
Síndromes neurocutâneas fabioSíndromes neurocutâneas fabio
Síndromes neurocutâneas fabio
Marcus César Petindá Fonseca
 
Anatomia da coluna vertebral
Anatomia da coluna vertebralAnatomia da coluna vertebral
Anatomia da coluna vertebral
Dr. Peterson Xavier @drpetersonxavier
 
Trauma crânio-encefálico (TCE)
Trauma crânio-encefálico (TCE)Trauma crânio-encefálico (TCE)
Trauma crânio-encefálico (TCE)
Renato Almeida
 
TRM -puc goiás sem fotos pctes (1).ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes (1).pptTRM -puc goiás sem fotos pctes (1).ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes (1).ppt
ELIANAPEREIRA93
 
TRM -puc goiás sem fotos pctes.ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes.pptTRM -puc goiás sem fotos pctes.ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes.ppt
ELIANAPEREIRA93
 
Dctb
DctbDctb
Aula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptx
Aula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptxAula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptx
Aula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptx
Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA)
 
Traumatismo cranioencefálico (1)
Traumatismo cranioencefálico (1)Traumatismo cranioencefálico (1)
Traumatismo cranioencefálico (1)
Eliana Pereira Custodio
 
Espinal medula
Espinal medulaEspinal medula
Espinal medula
FranciscoM72
 
Psicologia Lesões do snc.pptx (Neuroanat
Psicologia Lesões do snc.pptx (NeuroanatPsicologia Lesões do snc.pptx (Neuroanat
Psicologia Lesões do snc.pptx (Neuroanat
BeatrizVieira226546
 
pptx_20221211_210509_0000.pptx
pptx_20221211_210509_0000.pptxpptx_20221211_210509_0000.pptx
pptx_20221211_210509_0000.pptx
RanielyMatias1
 
Síndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervos
Síndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervosSíndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervos
Síndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervos
neuroligaunivasf
 
Fundamentos da avaliação neurológica
Fundamentos da avaliação neurológicaFundamentos da avaliação neurológica
Fundamentos da avaliação neurológica
Faculdade Metropolitanas Unidas - FMU
 
Dores trigêminais
Dores trigêminaisDores trigêminais
Dores trigêminais
Dr. Rafael Higashi
 
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEM
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEMACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEM
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEM
NgelaNascimento11
 

Semelhante a Paralisia Facial.pptx (20)

Acidente vascular encefálico parte1
Acidente vascular encefálico parte1Acidente vascular encefálico parte1
Acidente vascular encefálico parte1
 
2017 nervo facial
2017 nervo facial2017 nervo facial
2017 nervo facial
 
Sequencia de Moebius
Sequencia de MoebiusSequencia de Moebius
Sequencia de Moebius
 
Síndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura Conceitual
Síndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura ConceitualSíndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura Conceitual
Síndromes Neurocutâneas : Revisão e Leitura Conceitual
 
Nervo facial
Nervo facialNervo facial
Nervo facial
 
Síndromes neurocutâneas fabio
Síndromes neurocutâneas fabioSíndromes neurocutâneas fabio
Síndromes neurocutâneas fabio
 
Anatomia da coluna vertebral
Anatomia da coluna vertebralAnatomia da coluna vertebral
Anatomia da coluna vertebral
 
Trauma crânio-encefálico (TCE)
Trauma crânio-encefálico (TCE)Trauma crânio-encefálico (TCE)
Trauma crânio-encefálico (TCE)
 
TRM -puc goiás sem fotos pctes (1).ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes (1).pptTRM -puc goiás sem fotos pctes (1).ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes (1).ppt
 
TRM -puc goiás sem fotos pctes.ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes.pptTRM -puc goiás sem fotos pctes.ppt
TRM -puc goiás sem fotos pctes.ppt
 
Dctb
DctbDctb
Dctb
 
Aula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptx
Aula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptxAula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptx
Aula Mononeuropatias e síndromes compressivas dos membros superiores.pptx
 
Traumatismo cranioencefálico (1)
Traumatismo cranioencefálico (1)Traumatismo cranioencefálico (1)
Traumatismo cranioencefálico (1)
 
Espinal medula
Espinal medulaEspinal medula
Espinal medula
 
Psicologia Lesões do snc.pptx (Neuroanat
Psicologia Lesões do snc.pptx (NeuroanatPsicologia Lesões do snc.pptx (Neuroanat
Psicologia Lesões do snc.pptx (Neuroanat
 
pptx_20221211_210509_0000.pptx
pptx_20221211_210509_0000.pptxpptx_20221211_210509_0000.pptx
pptx_20221211_210509_0000.pptx
 
Síndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervos
Síndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervosSíndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervos
Síndromes do tronco cerebral e de múltiplos nervos
 
Fundamentos da avaliação neurológica
Fundamentos da avaliação neurológicaFundamentos da avaliação neurológica
Fundamentos da avaliação neurológica
 
Dores trigêminais
Dores trigêminaisDores trigêminais
Dores trigêminais
 
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEM
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEMACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEM
ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL PAPEL DA ENFERMAGEM
 

Mais de Brunno Rosique

ABDOMINOPLASTY.ppt
ABDOMINOPLASTY.pptABDOMINOPLASTY.ppt
ABDOMINOPLASTY.ppt
Brunno Rosique
 
Abdominoplastia
 Abdominoplastia  Abdominoplastia
Abdominoplastia
Brunno Rosique
 
Lipoabdominoplastia - Técnica Saldanha
Lipoabdominoplastia - Técnica SaldanhaLipoabdominoplastia - Técnica Saldanha
Lipoabdominoplastia - Técnica Saldanha
Brunno Rosique
 
Excisão Fusiforme.PDF
Excisão Fusiforme.PDFExcisão Fusiforme.PDF
Excisão Fusiforme.PDF
Brunno Rosique
 
Guia de Neoplasia de Pele
Guia de Neoplasia de Pele Guia de Neoplasia de Pele
Guia de Neoplasia de Pele
Brunno Rosique
 
Queimaduras - atendimento.doc
Queimaduras - atendimento.docQueimaduras - atendimento.doc
Queimaduras - atendimento.doc
Brunno Rosique
 
Queimaduras- Tratamento .doc
Queimaduras- Tratamento .docQueimaduras- Tratamento .doc
Queimaduras- Tratamento .doc
Brunno Rosique
 
Queimaduras.doc
Queimaduras.docQueimaduras.doc
Queimaduras.doc
Brunno Rosique
 
Queimadura Química.ppt
Queimadura Química.pptQueimadura Química.ppt
Queimadura Química.ppt
Brunno Rosique
 
Lesões elétricas.doc
Lesões elétricas.docLesões elétricas.doc
Lesões elétricas.doc
Brunno Rosique
 
Prova 2004 Cirurgia Plástica
Prova 2004 Cirurgia Plástica Prova 2004 Cirurgia Plástica
Prova 2004 Cirurgia Plástica
Brunno Rosique
 
Prova 2005 Cirurgia Plástica
Prova 2005 Cirurgia Plástica Prova 2005 Cirurgia Plástica
Prova 2005 Cirurgia Plástica
Brunno Rosique
 
Prova Cirurgia Plástica
Prova Cirurgia Plástica Prova Cirurgia Plástica
Prova Cirurgia Plástica
Brunno Rosique
 
Prova 2002 Cirurgia Plástica
Prova 2002 Cirurgia Plástica Prova 2002 Cirurgia Plástica
Prova 2002 Cirurgia Plástica
Brunno Rosique
 
Prova oral Cirurgia Plástica
Prova oral Cirurgia Plástica Prova oral Cirurgia Plástica
Prova oral Cirurgia Plástica
Brunno Rosique
 
PROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICA
PROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICAPROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICA
PROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICA
Brunno Rosique
 
Prova 2003 Cirurgia Plástica
Prova  2003 Cirurgia Plástica Prova  2003 Cirurgia Plástica
Prova 2003 Cirurgia Plástica
Brunno Rosique
 
Sistema Tegumentar
Sistema TegumentarSistema Tegumentar
Sistema Tegumentar
Brunno Rosique
 
Pé Diabético- Neuropatia
Pé Diabético- NeuropatiaPé Diabético- Neuropatia
Pé Diabético- Neuropatia
Brunno Rosique
 
Peeling
 Peeling Peeling
Peeling
Brunno Rosique
 

Mais de Brunno Rosique (20)

ABDOMINOPLASTY.ppt
ABDOMINOPLASTY.pptABDOMINOPLASTY.ppt
ABDOMINOPLASTY.ppt
 
Abdominoplastia
 Abdominoplastia  Abdominoplastia
Abdominoplastia
 
Lipoabdominoplastia - Técnica Saldanha
Lipoabdominoplastia - Técnica SaldanhaLipoabdominoplastia - Técnica Saldanha
Lipoabdominoplastia - Técnica Saldanha
 
Excisão Fusiforme.PDF
Excisão Fusiforme.PDFExcisão Fusiforme.PDF
Excisão Fusiforme.PDF
 
Guia de Neoplasia de Pele
Guia de Neoplasia de Pele Guia de Neoplasia de Pele
Guia de Neoplasia de Pele
 
Queimaduras - atendimento.doc
Queimaduras - atendimento.docQueimaduras - atendimento.doc
Queimaduras - atendimento.doc
 
Queimaduras- Tratamento .doc
Queimaduras- Tratamento .docQueimaduras- Tratamento .doc
Queimaduras- Tratamento .doc
 
Queimaduras.doc
Queimaduras.docQueimaduras.doc
Queimaduras.doc
 
Queimadura Química.ppt
Queimadura Química.pptQueimadura Química.ppt
Queimadura Química.ppt
 
Lesões elétricas.doc
Lesões elétricas.docLesões elétricas.doc
Lesões elétricas.doc
 
Prova 2004 Cirurgia Plástica
Prova 2004 Cirurgia Plástica Prova 2004 Cirurgia Plástica
Prova 2004 Cirurgia Plástica
 
Prova 2005 Cirurgia Plástica
Prova 2005 Cirurgia Plástica Prova 2005 Cirurgia Plástica
Prova 2005 Cirurgia Plástica
 
Prova Cirurgia Plástica
Prova Cirurgia Plástica Prova Cirurgia Plástica
Prova Cirurgia Plástica
 
Prova 2002 Cirurgia Plástica
Prova 2002 Cirurgia Plástica Prova 2002 Cirurgia Plástica
Prova 2002 Cirurgia Plástica
 
Prova oral Cirurgia Plástica
Prova oral Cirurgia Plástica Prova oral Cirurgia Plástica
Prova oral Cirurgia Plástica
 
PROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICA
PROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICAPROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICA
PROVA RESIDENTES DE CIRURGIA PLÁSTICA
 
Prova 2003 Cirurgia Plástica
Prova  2003 Cirurgia Plástica Prova  2003 Cirurgia Plástica
Prova 2003 Cirurgia Plástica
 
Sistema Tegumentar
Sistema TegumentarSistema Tegumentar
Sistema Tegumentar
 
Pé Diabético- Neuropatia
Pé Diabético- NeuropatiaPé Diabético- Neuropatia
Pé Diabético- Neuropatia
 
Peeling
 Peeling Peeling
Peeling
 

Paralisia Facial.pptx

  • 1. Cirurgia Plástica Serviço de Cirurgia Plástica e Queimados da Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto Regência : Dr.Valdemar Mano Sanches Coordenação: Dr. Osvaldo Miúra
  • 3. ´´A face é a imagem da alma´´ Cicero, 63 d.C.
  • 4. Introdução ■ O comprometimento dos movimentos da face determina a impossibilidade de expressão dos sentimentos determinando sérios prejuízos psicológicos ■ Ressecamento de conjuntiva e úlcera de córnea ■ Impossibilidade de sorrir e assimetria ■ Incontinência para líquidos ■ Trauma da mucosa oral ■ Posição mais baixa do supercílio
  • 5. Introdução ■ O comprometimento dos movimentos da face determina a impossibilidade de expressão dos sentimentos determinando sérios prejuízos psicológicos, pelo tônus em repouso e pela contração voluntária e involuntária de cada hemiface. ■ Esses músculos são responsáveis pelos movimentos faciais e pela expressão da emoção humana.
  • 6. Histórico ■ 1550 : ■ GABRIEL FALLOPPIO (1523 – 1562), anatomista, percebeu que o Nervo Facial passava em um estreito canal do osso temporal que foi denominado prominência do canal facial ou aqueduto de Fallopius.
  • 7.
  • 8. Histórico ■ Charles Bell, Sir (1774 - 1842). ■ Médico cirurgião e anatomista escocês de Edimburgo. ■ Famoso por seus estudos dos nervos cranianos e pela descrição da Paralisia Facial de Bell. ■ Notou a função Motora do Nervo Facial e a Sensitiva do Nervo Trigêmio.
  • 9.
  • 10. Anatomia O nervo facial constitui, com o homólogo contralateral, o sétimo (VII) par de nervos cranianos. É constituido por uma raiz motora (nervo facial propriamente dito) e uma raiz sensitiva (nervo intermédio de Wrisberg).
  • 11. Anatomia Ele controla os músculos da expressão facial, e a sensação gustativa dos dois terços anteriores da língua. E sensibilidade no meato acústico externo.
  • 12. Anatomia ■ As informações necessárias para a correta movimentação dos músculos da face vêm do córtex motor, da região que contém a representação da face. ■ Esta região se localiza na porção lateral e inferior do córtex pré-motor e do córtex motor primário. ■ Homúnculo de Penfield
  • 13.
  • 14. Anatomia ■ As informações geradas pelo córtex motor trafegam pelo tronco cerebral através do trato corticobulbar, juntamente com o trato corticoespinal (ou piramidal), passando pelo joelho da cápsula interna. ■ Ao chegar à porção média da ponte, as fibras do trato corticonuclear se separam do trato corticoespinal e se direcionam ao núcleo facial.
  • 15. Anatomia ■ O núcleo facial recebe informações dos dois hemisférios e está localizado na região lateral da porção inferior da ponte. ■ Está posicionado rostralmente ao núcleo ambíguo, medial ao trato espinal do trigêmeo e lateral ao fascículo longitudinal medial. ■ Apresenta em torno de 4 mm de comprimento e contém de 7.000 a 10.500 células nervosas, sendo o maior entre todos os núcleos motores cranianos
  • 16. Anatomia ■ Suas fibras contornam o núcleo do nervo abducente (colículo facial) e dirigem-se para o ângulo cerebelo- pontino saindo do tronco cerebral pelo sulco bulbo- pontino. FIGURE LEGEND 1. Facial nerve nucleus 2. Trigeminal nerve: Spinal nucleus 3. Superior salivary nucleus 4. Solitary tract 5. Porus acusticus internus 6. Meatal foramen 7. Greater petrosal nerve 8. Sphenopalatine ganglion 9. Maxillary nerve 10. Lacrimal gland 11. Deep petrosal nerve 12. Vidian nerve 13. Nerve to glands of nose and palate (motor fibers to levator palati muscles) 14.Minor petrosal nerve anastamosis 15. Stapedial nerve 16. Chorda tympani 17. Auricular branch 18. Stylomastoid foramen 19. Lingual nerve 20. Submandibular ganglion 21. Submandibular gland 22. Sublingual gland
  • 17. Anatomia ■ ►As fibras parassimpáticas originam-se do núcleo salivatório superior e as fibras sensoriais para a gustação dos 2/3 anteriores da língua terminam no núcleo do trato solitário.
  • 18. Anatomia ■ Ao penetrar no meato acústico interno, o nervo facial tem um trajeto tortuoso no interior da porção petrosa do osso temporal. ■ O trajeto intrapetroso divide- se em três partes: labiríntico, timpânico e mastóideo
  • 19. Anatomia Também é responsável por levar as fíbras parassimpáticas para as glândulas submandibular e sublingual, através do nervo corda do tímpano e do gânglio submandibular; e também das glândulas lacrimais através do gânglio pterigopalatino.
  • 21. Anatomia ■ Termina nos Ramos : Temporal , Zigomático , Bucal ,Mandibular e Cervical
  • 22. Epidemiologia ■ Incidência : 30 /100.000 Habitantes ( EUA ) ■ Aumenta após 65 anos ( 59: 100.000) ■ Menor antes do 13 anos ( 13: 100.000) ■ História Familiar = 8% ■ Gestação aumenta 3,3 X ( 3o Trimestre) ■ Inverno ■ Maior: Japão (1986) ■ Menor : Suécia ( 1971)
  • 23. Fisiopatologia ■ O Nervo Facial é o mais comumente paralisado do corpo. ■ Compressão devido edema (neuropraxia) e isquemia (axoniotmese ou neurotmese) do nervo em seu trajeto intra-ósseo.
  • 24. ■ Idiopática (Paralisia de Bell), herpes vírus. ■ Infecciosa (OMA, Mastoidite, Mononucleose, D.de Lyme, Síndrome de Ramsay-Hunt, Parotidite). ■ Congênitas: Traumas de Parto, malformações. ■ Tumores (Paragangliomas, Colesteatomas, Metástases, Neurinomas, Tu do Nervo Acústico, Tu de Parótida). ■ Trauma Cranioencefálico, Fraturas de Base de Crânio ■ Cirurgias do osso temporal. ■ Síndrome de Melkerson-Rosental (Edema de Face). Etiologia
  • 25. ■ Idiopática (Paralisia de Bell), herpes vírus ■ Infecciosa (OMA, Mastoidite,Mononucleose, D.de Lyme, Síndrome de Ramsay-Hunt , Parotidite) ■ Congênitas: Traumas de Parto, malformações ■ Tumores (Paragangliomas, Colesteatomas, Metástases, Neurinomas,Tu do Nervo Acústico,Tu de Parótida ■ Trauma cranioencefálico,Fraturas de Base de Crânio ■ Iatrogênicas: Cirurgias do osso temporal ■ Síndrome de Melkerson-Rosental ( Edema de Face) Etiologia
  • 27. Síndrome de Ramsay Hunt ■ Caracteriza-se por paralisia facial periférica e erupções vesiculosas no pavilhão auricular causadas pelo vírus do herpes zoster. ■ Pior prognóstico ■ Esta síndrome ocorre geralmente em idosos e imunodeprimidos.
  • 28. Doença de Lyme ■ A doença de Lyme é uma enfermidade polissistêmica que apresenta manifestações agudas e crônicas causadas pelo espiroqueta Borrelia burgdorferi, sendo causada pelo carrapato dos servos, Ixodes dammini. ■ Paralisia do nervo facial ocorre em 50% dos pacientes com envolvimentos neurológico.
  • 29.
  • 30. Congênitas ■ Incidência : 2/1000 nascimentos ■ Adquiridas: Traumas de parto ■ Genéticas: Malformações do Nervo Facial ou dos Músculos da Face ( Síndrome de Möebius) ■ Tratamento precoce com enxertos de nervo até 1 ano prevenindo a atrofia muscular
  • 31. Síndrome de Möebius • A Seqüência de Möebius é caracterizada por uma paralisia total ou parcial dos VI e VII pares cranianos • A doença é muito rara, ocorrendo em apenas 0,23 a 1,8% da população • Os primeiros casos foram descritos por Von Graefe em 1880, Harlan em 1881 e Chisolm em 1882.
  • 32. Síndrome de Moebius • Möebius, em 1888 e 1892 estudou 43 casos de paralisia dos nervos cranianos, identificando um grupo de 6 pacientes que apresentavam paralisia dos nervos faciais e dos abducentes. • Desde então, o nome de Möbius tem sido associado a esta condição.
  • 33. Síndrome de Möebius ■ Características: anormalidades na Face (Hipoplasia lingual e mandibular, microtia), Membros 50%, (sindactilia, pés valgos), Tórax (Síndrome de Polland) e Coluna vertebral (escoliose). ■ Etiologia :Angiogênese da Artéria Facial, Misoprostol ■ Tratamento : Retalho Bilateral de Temporal Ortodrômico com enxerto de Fáscia Lata ( Sorriso) Retalho Livre de Músculo Grácil reinervados com ramos do Nervo Massetérico ( morde contrai o grácil e sorri).
  • 34. Tumores ■ Neuroma do Acústico ■ Tumor Glômico ■ Neuroma do Nervo Facial ■ Metástase ■ Displasia Fibrosa
  • 35. Traumas ■ Traumas Cranio-encefálicos, Neonatais, Fraturas de Temporal , Trauma de Face
  • 37. Síndrome de Melkerson Rosenthal ■ Edema Orofacial recidivante , língua Plicata e Paralisia facial ■ Raro ■ Etiologia Desconhecida
  • 38. Diversos ■ Sistêmicos: DM, Alcoolismo, Hipotiroidismo, Gravidez ■ Vascular: Aneurisma, AVC ( principal ) ■ Tóxico: Talidomida, Tétano, CO ( intoxicação) ■ Granulomatoses
  • 39. Paralisia de Bell ■ Frigore ■ Atualmente : causada por Herpes- Zoster
  • 40. Paralisia de Bell ■ Fatores de Risco: Gestantes e DM ■ HF+ em 10% ■ Incidência : 15-40 /100.000 por ano ■ 10-20 a – Feminino e maior de 40a - Masculino
  • 41. Classificação ■ As lesões que acometem a função motora facial podem ocorrer desde níveis mais superiores, no córtex cerebral, até as porções terminais, em contato com a musculatura da mímica. ■ Além da clássica divisão das paralisias faciais em: ■ Periféricas ■ Centrais, ■ E segundo a posição da lesão em relação ao núcleo facial: separando-as em: ■ Supranucleares, ■ Nucleares e ■ Infranucleares
  • 42. Classificação ■ As Lesões Supranucleares se caracterizam por déficit funcional predominante dos músculos inferiores da face. ■ Estas lesões raramente promovem paralisia facial isolada, comprometendo outras regiões do corpo como a língua, dedos e mãos, devido à proximidade das regiões corticais de representação e das fibras do trato corticonuclear.
  • 43. Classificação ■ As Lesões Nucleares se caracterizam por exibir paralisias faciais completas, acometendo os músculos superiores e inferiores da face. ■ As lesões pontinas que incidem sobre o núcleo facial geralmente estão associadas a alterações relacionadas com as estruturas adjacentes. ■ O núcleo do abducente (VI par craniano), o núcleo trigeminal (V par craniano), os núcleos vestibulares e cocleares (VIII par craniano), assim como os tratos corticoespinais, espinotalâmicos e fibras do sistema simpático, encontram-se em grande proximidade do núcleo facial e freqüentemente apresentam algum grau de disfunção frente às lesões intrapontinas
  • 44. Classificação ■ As Lesões Infranucleares também se manifestam com quadros de paralisia completa. ■ O diagnóstico, assim como nas paralisias nucleares, é sugerido pelas disfunções associadas, como perdas auditivas, tonturas, redução do lacrimejamento, perda da gustação dos dois terços anteriores da língua e diminuição da salivação. ■ Lesões do ângulo pontocerebelar e do meato acústico interno exibem distúrbios vestibulococleares, como perdas auditivas e tonturas, podendo ou não ocorrer alterações cerebelares
  • 45. PARALISIA FACIAL ■ Supranuclear ■ Nuclear ■ Periférica
  • 46. Clínica ■ Início súbito . Máximo: 50% - 48 hrs; 100% - 5 dias ■ Dor retro-auricular, Fraqueza, Paralisia da Hemiface ( Fronte até Pescoço), Hipoacusia, diminuição de lágrimas, redução do paladar ■ Assimetria de sorriso, Rima palpebral e Labial ■ Recuperação - 80% 30-60 dias ■ Maioria das vezes unilateral,porém, em 10% é bilateral ■ Recorrente em 7%
  • 47. Classificação Clínica ■ House e Brackmann: ■ Grau 1 : Função Facial Normal ■ Grau 2 : Disfunção Leve ■ Grau 3 : Disfunção Moderada ■ Grau 4 : Disfunção moderadamente Severa ■ Grau 5 : Disfunção Severa ■ Grau 6 : Paralisia Total
  • 48. Exame Físico ■ Inspeção Estática: ■ Apagamento de Sulcos e Vincos de região Frontal e de Sulco zigomático bucal ■ Incapacidade de mobilização de supecílio
  • 49. Exame Físico ■ Inspeção Dinâmica: ■ Distorção e Lateralização do Sorriso ■ Incapacidade de oclusão palpebral total ■ Sinal de Bell ( rotação cranial e medial do globo ocular)
  • 50. Exames Laboratoriais ■ Sorologia para Herpes Virus Simples ■ Sorologia para D. De Lyme ( Epidemia) ■ Glicemia (DM)
  • 51. Imagenologia ■ Na fase crônica ( maioria melhora em até 8 semanas) ■ Ressonância Nuclear Magnética com gadolínio ( canal do facial) usado para exclusão de Tumores e para ver edema do nervo facial ■ Tomografia Computadorizada ( Traumas )
  • 52. Testes ■ Audiometria e Potencial Evocado Auditivo ■ Eletroneurografia ( pos 3dias ) ■ Eletromiografia ( Desnervação dos músculo da face ) pós 30 d e repte om 90 d ■ Teste de Schirmer (Função Lacrimal) ■ Fluxo salivar
  • 54. Clínica - Fatores prognósticos ■ Geralmente Autolimitada com reuperação em 2 semanas ■ Idade (Mais de 60a ), ■ Grau de paralisia ( G.VI) ■ Dor retoauricular, disgeusia ■ Achados eletrofisiológicos (latência de condução, limiar de excitibalidade) ■ Recorrência em 30%
  • 55. Tratamento ■ Recuperação Espontânea em 70% ■ Corticosteróides ( Prednisona 60 mg/d por 10d ) ■ Aciclovir 800mg vo 5x/d por 10 d ■ AINES ■ Doxicilina ( Doença de Lyme) ■ Exercícios Faciais e Eletroestimulação ■ Cuidados locais – Lágrima artificial (LACRIMA, ISOPTO-TEARS) – Curativo oclusivo à noite (EPITEZAN)
  • 56. Tratamento ■ O lado paralisado tem poucas rugas, sulco nasolabial menos evidente e queda de comissura labial e do supercílio. O lado contra lateral responde com reação hipercinética muscular devido à falta de tônus no lado paralisado. ■ Este desequilíbrio de força vetorial cria os desvios faciais que são observados quando o paciente está em repouso e principalmente ao sorrir. ■ A toxina botulínica pode fazer a redução significativa da hipercinesia muscular contra lateral à paralisia facial
  • 57. Tratmento Cirúrgico ■ Descompressão Cirúrgica ■ Tratamento Estático: visa à melhora apenas em repouso Ritidoplastia com suturas e enxertos de Fáscia para suspender a Hemiface paralisada ■ Tratamento Dinâmico: Reinervação dos músculo paralisados mediante enxertos de nervos , transplantes e transposições musculares
  • 58. Tratamento Cirúrgico ■ Cross Face Nerve Graft : ■ Proposto por Scaramella e Smith (1971) ■ Enxertia de Nervo Sural unindo o tronco do nervo Facial do lado paralisado a um ramo distal do Ramo Bucal no lado sadio com neurorrafia termino-terminal ■ Paralisia tardia : pode se usar enxerto de Nervo Sural e Retalho Livre de Músculo Grácil, Grande Dorsal, Peitoral Menor ou Reto Abdominal ■ Pode ser feito em 1 ou 2 etapas
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62. Tratamento Cirúrgico ■ Cross Face com Neurorrafia Término Lateral: ■ Terzis ,1988. Viterbo ,1992 ■ Ocorre sem lesão do nervo doador ■ Une os Ramos Bucais , Temporais e Zigomáticos D e E com enxerto de Nervo Sural sem seccioná-los ou mesmo remover seu epineuro ■ Pode ser realizada precocemente,prevenindo a atrofia muscular
  • 63. ■ Prêmio Hanno Millesi ■ Nova técnica de cirurgia de nervos vai melhorar a recuperação de pacientes com paralisia facial e outras patologias nervosas. ■ Trata-se da neurorrafia término-lateral, desenvolvida pelo cirurgião plástico Fausto Viterbo, da Faculdade de Medicina da UNESP, câmpus de Botucatu. ■ Pelos dez anos de pesquisa, que resultaram no método cirúrgico inovador, ele recebeu, em congresso realizado em março deste ano em Viena, o prêmio Hanno Millesi – criado pela Sociedade Mundial de Neurocirurgia para destacar pesquisas em microcirurgias de nervos. ■ Autoridade mundial em cirurgia plástica, o austríaco Hanno Millesi foi um dos pesquisadores que combateu, em anos anteriores, a proposta de cirurgia de Viterbo. “Em um dos congressos em que nos encontramos, em 1994, ele argumentou energicamente contra a técnica, que disse ser um absurdo”, recorda Viterbo, que foi o primeiro a receber o prêmio, que
  • 64. Tratamento Cirúrgico ■ Hipoglosso -Facial: ■ Descrito por Korte em1901 ■ Uma mastoidectomia simples é realizada para acessar o nervo facial em sua 3ª porção (mastóidea) e liberá-lo até sua emergência no forâmem estilomastoideo
  • 65. Tratamento Cirúrgico ■ Tronco do facial é seccionado proximalmente e o nervo hipoglosso , ou a alça do hipoglosso , também é seccionada , o mais distal. ■ O coto proximal do hipoglosso é suturado término-terminal
  • 67. Tratamento Cirúrgico ■ Para se ter movimento na face, o paciente deve fazer algum movimento específico com a língua ■ Atrofia da língua
  • 68. Tratamento Cirúrgico ■ Baby Siter: ■ Como o Cross Face pode levar até 1 ano para regeneração axonal podendo levar a atrofia muscular ■ Terzis ,1988 ■ Cross face mais Enxerto unindo o Nervo Hipoglosso ao Facial
  • 69. Tratamento Cirúrgico ■ Retalho Muscular Livre: ■ Paralisias tardias com atrofia musculares ■ Torri, Harii , Ohmori; 1976 (M. Grácil p/ Rima Bucal usando o nervo temporal) ■ Peitoral Menor ■ Grane Dorsal ■ Serrátil ■ Reto abdominal ■ Pode se usar vários nervos para reanimação do músculo transferido : Ramos do facia contra lateral , Enxertos de nervo Sural , nervo hipoglosso , acessório e massetérico ( S. de Mobius)
  • 70.
  • 71. Retalho de Músculo Temporal ■ Proposto por Gilles,1934 ■ Usado para palisias tardias com atrofia muscular ■ Para obter o sorriso o paciente morde contraindo o masseter ou o temporal ■ Pode se usar também o masseter porém é mais assimétrico ■ Múculo Temporal : Origem na fossa temporal e inserção no proceso coronóide. Vascularização : Art. Temporais anterior e profunda
  • 72.
  • 73. Tratamento Cirúrgico ■ Pode atuar na reanimação palpebral e de rima bucal ■ Ocorre uma vísivel depressão na fossa temporal anterior e aumento do contorno do zigoma ■ Técnica Antidrômica ( direção 120g Invertida)
  • 74.
  • 75. Tratamento Cirúrgico ■ Retalho de Músculo Temporal Ortodrômico: ■ Descrito por McLaughlin em 1952 ■ Não é modificada a direção do temporal ■ Secção da apófise do coronóide por via oral
  • 76. Tratamento Cirúrgico ■ Peso de Ouro, feito com anestesia local ■ Reversível ■ Pode ficar aparente ■ Mola de Morel- Fatió ■ Enxerto de cartilagem conchal ■ Retalho temporal