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Métodos de Intervenção Clínica
Por : Wania Andrade e Cristina Pereira
Teoria Psicanalítica
São perturbações do desejo sexual e das modificações
psicofisiológicas que caracterizam o ciclo de resposta sexual e
provocam acentuado mal-estar e dificuldades interpessoais.
Caracterizam-se por fantasias intensas ou comportamentos
recorrentes, sexualmente excitantes, impulsos sexuais intensos
que envolvam objectos, actividades ou situações não habituais e
provocam mal-estar clinicamente significativo, dificuldade no
funcionamento social, ocupacional ou noutras áreas importantes
e envolvem objetos não humanos, sofrimento ou humilhação do
próprio ou de parceiro, crianças ou outras pessoas sob coação.
Introdução
A INDUMENTÁRIA SECRETA
CASO CLÍNICO
L, um contabilista de 43 anos de idade, vem consultar um psiquiatra, depois de a
mulher ter descoberto que ele veste secretamente roupas de mulher.
Ele conta que desde a adolescência veste-se ocasionalmente com roupas do sexo
oposto, mas que consegui ocultar este comportamento à mulher durante os três
anos de casado.
Quando a mulher finalmente descobriu esta prática, ameaçou divorciar-se se ele
não procurasse ajuda de um psiquiatra. L. recorda-se que usou pela primeira vez
roupas de mulher quando aos 7 anos de idade vestiu a roupa interior da mãe.
Quando era adolescente, este comportamento aumentou de frequência, sendo
habitualmente acompanhado por excitação sexual e masturbação. L. comprava em
segredo roupas de mulher, mas de tempos em tempos envergonhava-se com o
travestismo e deitava-as fora. Em alturas de stress, porém, o impulso para se
travestir voltava a aparecer e ele novamente ia às lojas adquirir roupas femininas.
L. foi educado numa família rígida de classe média. O pai, trabalhador incansável e
educador severo era temido pela mãe de L., que era doente e a quem era muito
ligado. L. tem dois irmãos que, tanto quanto se sabe, não têm práticas sexuais
invulgares. Na adolescência, interessava-se por atletismo e fez parte de duas
equipas desportivas no liceu e na universidade.
A seguir à faculdade, cumpriu o serviço militar e recebeu diversos louvores
por bravura, durante o conflito no Vietname. Raramente tinha encontros
com o sexo oposto e a sua experiência sexual anterior ao casamento era
mínima.
Conheceu a futura mulher quando esta lhe prestou acompanhamento
financeiro. Sentiu-se atraído pela sua delicadeza e porque ela o fazia sentir-
se mais seguro.
L. considera seu casamento estável mas repara que a mulher se queixa que
ele está demasiadamente absorvido consigo próprio e se interessa pouco
pela sexualidade dela.
Ele explica que em casa é uma pessoa normalmente tranquila, deixando à
mulher a maior parte das decisões domésticas, nega qualquer infidelidade
matrimonial e não considera que haja qualquer problema na vida sexual do
casal que consiste em terem relações vez por semana.
O travestismo proporciona a L. uma considerável excitação sexual, muito
mais intensa do que quando ele tem relações com uma mulher.
O trabalho de L. exige frequentes viagens nas quais dorme fora de casa, nessas
ocasiões traveste-se nos quartos de hotel e masturba-se, mas nunca apareceu
em público trajando roupas femininas.
Considera o seu comportamento como uma “evasão “ no seu desenvolvimento
e o embaraço que esto lhe provoca é muito ligeiro. É um homem alto e parece
muito másculo. Não tem fantasias homo-heróticas e nunca teve quaisquer
experiências homossexuais. Ocasionalmente se perguntase pergunta se seria
mais feliz como mulher, mas nunca pôs a hipótese de reorientação sexual e na
realidade este pensamento causa-lhe medo.
L. considera-se uma pessoa tranquila e triste, está muito preocupado com a
reação da mulher ao seu travestismo porque este comportamento é muito
importante para ele. Não está seguro daquilo que pretende de um psiquiatra,
exceto quanto a aplacar a ira da mulher. Não quer abrir mão do seu
travestismo.
Durante o exame mental L. refere fluentemente a sua história, sem qualquer
evidência de fenómenos psicopatológicos proeminentes, não manifesta culpa
ou ansiedade ao seu comportamento sexual, não tem sintomas vegetativos
nem pensamentos auto-agressivos ou de autocastração. O seu humor nada
apresenta de notável e o seu sistema nervoso está intacto.
Fetichismo, processo pelo qual o homem desvia o foco do seu interesse
sexual, fixando-se em objetos inanimados, e/ou em partes do corpo do parceiro
sexual, elegendoos como elementos indispensáveis para que atinjam o máximo
prazer sexual.
O foco parafílico no fetichismo envolve o uso de objetos inanimados -“fetiches”.
Entre os objetos de fetiche mais comuns, estão calcinhas, soutiens, meias,
sapatos, botas ou outras peças do vestuário feminino.
O indivíduo fetichista freqüentemente se masturba enquanto segura,
esfrega ou cheira o objeto do fetiche ou pode pedir que o parceiro use o mesmo
durante seus encontros sexuais.
Em geral, o fetiche é exigido ou enfaticamente preferido para a excitação
sexual, podendo os homens, em sua ausência, apresentar disfunção erétil.
Deste modo, o fetichismo considerado como desvio sexual, também
pode aparecer como ingrediente de outros comportamentos sexuais
de caráter mais complexo, como as práticas sadomasoquistas.
Nesse tipo de desvio, a atividade sexual se cerca de rituais em que
Intervêm objetos que atuam como estimulantes eróticos, com uma carga de
significado específica.
Fetichismo
Fetichismo Travestido
O Fetichismo e o Fetichismo Trasvestido envolvem ambos frequentemente o uso de peças de
vestuário feminino para estímulo da excitação erótica.
No Fetichismo Trasvestido a excitação e o atingir do clímax sexual advêm do acto de
trasvestir-se e as fantasias e comportamentos fazem parte do funcionamento sexual “normal”
e não causam significativo mal-estar ou défice do funcionamento social, ocupacional ou
noutras áreas importantes.
No nosso exemplo, L. tem uma relação sexual razoável com a
mulher, embora atinja uma maior satisfação quando está
travestido e masturba-se. Note-se também que, em momento
algum, ele menciona qualquer interferência no seu trabalho ou
no seu meio social, talvez até por seu travestismo ser um
comportamento secreto.
Diagnóstico e Tratamento
O caso de L. foi fundamentado como Fetichismo Travestido, visto que o seu
comportamento vem causando um efeito deletério no seu relacionamento
conjugal. A sua mulher, ao descobrir o seu Travestismo, ficou chocada e ameaçou
divorciar-se, caso ele não se “tratasse”.
Ele próprio não se vê como um caso patológico nem sequer põe a hipótese de abrir
mão do que ele chama de “seu comportamento de evasão”, o travestir-se. No caso,
sua maior preocupação é “aplacar a ira da mulher, razão de ter concordado em ir
à entrevista com o psiquiatra.
O tratamento das parafilias tem sido sido objeto de muito
pouco estudo sistemático, embora existam referências a
tratamentos cognitivos comportamentais, psicodinâmicos,
hormonais e farmacológicos em casos clínicos, onde não
foram ainda estabelecidos nem o tratamento óptimo nem os
seus resultados; antes existe sim um conceito alargado de
essas formas de desvio sexual serem persistentes e resistentes
a tratamentos.
Segundo Freud (1910), “o fetiche é um substituto do pênis; o pênis da mulher
(mãe) em que o menino outrora acreditou, e que por razões que lhe são
familiares, não deseja abandonar”.
Portanto, o menino se recusou a tomar conhecimento do fato de ter percebido
que a mulher não tem pênis. E se isso fosse verdade, então seu próprio pênis
estaria em perigo e este pênis é extremamente importante nesta infância.
E o “... horror da castração ergue um monumento a si próprio na criação
desse substituto” (Freud, 1910).
Então o fetiche é o substituto, contudo, ele substitui não o pênis, mas a sua falta.
É nesse sentido que ele é um “monumento” à castração.
O fetiche, então, se torna um símbolo de um triunfo sobre a ameaça de castração e serve de
proteção contra ela.
Contribuição Psicanalítica
Poucas hipóteses psicanalíticas têm sido formuladas ao que diz
respeito ao Travestismo. Foram raros os comentários de Freud sobre o tema, tendo
o termo aparecido apenas uma vez em sua obra.
Stekel (1922) e Gutheil (1922), seus seguidores, trabalhando um pouco mais no
tema, diferenciaram os Travestis dos Fetichistas, descrevendo-os como
casos de um transtorno obsessivo compulsivo onde o indivíduo se satisfaz em
em obter a aparência do sexo oposto, projetando para o futuro o desejo
de se metamorfosear.
Já os Fetichistas reconstruiriam a cena primária infantil, recolocando-se numa
posição infantil.
Ambos os autores se baseiam em um caso de mulher e não trazem maiores
exemplos de casos masculinos.
Os autores também criticaram Hirschfeld por não dar destaque às causas
psíquicas do travestismo e por ignorar a homossexualidade latente que
estaria presente nestes pacientes.
Contribuição Psicanalítica (I)
CROSSDRESSING “Outra” visão Psicanalítica da Sexualidade
O termo Travestismo foi cunhado pelo médico alemão Magnus
Hirschfeld em1910, para designar aqueles que, independentemente de suas inclinações
sexuais, têm prazer em vestir roupas do sexo oposto.
Nos inúmeros casos que investigou, discriminou as diversas incidências do
travestismo diferenciando-as da homossexualidade.
Com o passar do tempo, contudo, o termo passou a dimensionar
significados pejorativos até tornar-se quase que exclusivo na alusão à
prostituição e aos comportamentos anti-sociais.
Assim, para se desvincularem do estigma do termo (que inclui drag queens,
travestis e transexuais), muitos dos homens (e algumas mulheres) que utilizam o Travestismo
como uma sua forma de estar na vida, passaram a se autodenominar com termo Crossdresser.
Indo um pouco mais além…
Travestismo é a expressão de uma identidade de género feminina através do vestuário, assumida e
praticada por uma pessoa de sexo masculino (travestismo refere-se quase que exclusivamente a homens
que se vestem de mulher, uma vez que, nos dias atuais, a sociedade não opõe nenhuma resistência
significativa a que uma mulher se vista como homem).
Abraham (1910) também relata um caso de travestismo (masculino) e segue
a trilha de Stekel decretando que o paciente teria desejos
homossexuais, ignorando os protestos do mesmo como típicos de uma
negativa que confirma o recalque.
Propõe que a angústia de castração levaria a uma fuga criando uma mulher
fálica imaginária com a qual o crossdresser se identificaria.
Fenichel acrescenta que a presença do falo na mulher aliviaria o
travesti assegurando-lhe que não há castração e Lukianowicz sugere que o
travesti buscaria substituir a mãe perante o pai e suplantá-la enquanto
objeto de atração sexual para o pai.
Muitos analistas aderiram a estes modelos e
os mantêm até hoje, provocando
protestos nos atuais pacientes crossdressers
que se sentem não escutados, não
compreendidos quando resistem a estas
interpretações e que são vistos pelos
analistas como resistentes à análise e como
homossexuais recalcados.
O crossdresser é uma pessoa comum, que não busca um reconhecimento de género e que
apesar de vivenciar diferentes papéis de género, sente-se pertencente ao sexo que lhe foi
atribuído ao nascimento.
O crossdresser – CD’s para os “iniciados”, regularmente assume a aparência do género
feminino a fim de satisfazer uma profunda necessidade pessoal que pode estar ligada aos mais
variados tipos de motivação. 1
O termo crossdresser pode ser recente, porém o fenômeno não o é.
Há relatos referentes ao crossdressing na Antiguidade, Idade Média
e Moderna, bem como as pesquisas etnográficas com tribos americanas,
e comunidades asiáticas, mas estes apresentam um quadro muito esparso
e heterogêneo.
Geralmente, os relatos sobre pessoas que se vestem com roupas do sexo
oposto aparecem em contextos e circunstâncias muito diversas das atuais,
tornando difícil discriminar o quanto se trata do mesmo fenómeno que hoje
denominamos Crossdressing.
Assim, xamãs, babalorixás, santas católicas e outras figuras místicas
podem - em rituais de passagem, em iniciações ou visando à transformação
definitiva - trajar-se com roupas do sexo oposto.
O quanto estes casos superpõem vivências místicas, quadros psicóticos,
práticas eróticas ou rituais, não há como precisar. 2
1- Excerto do texto traduzido e adaptado pelo Dr. Geraldo Eustáquio de Souza, (psicanalista) do texto original The Seahorse Society
2- Sobre o texto da Dra Eliane C. Kogut
O termo fetichismo tem um significado que vai para além do condicionamento
de um simples objeto e/ou de um estímulo qualquer.
Pode ser entendido sobre o viés de vários ramos do saber, a Filosofia, a Psiquiatria, a Sociologia,
a Antropologia, a Psicanálise, entre outras.
Sob o olhar Psicanalítico, o sentido dado ao fetiche foi o de representar um pênis, o falo
feminino que para o perverso é impossível de conformar-se que não exista.
Nesta pespectiva o objeto fetiche pode representar uma perda, a idéia de um falo da
mãe, na qual a criança acredita.
Assim, o significado de fetiche, seja ele aplicado ao sexo ou não, é basicamente o
mesmo: adorar e desejar alguma coisa para satisfazer um desejo, atingir o prazer o mais
fácil e rapidamente possível. (Sobre texto da Drª Rosa Maria Silva dos Santos)
Contudo, o fascínio que os travestis (e/ou crossdressers) relatam pela feminilidade
e o grande prazer que imaginam que a mulher tenha ao usar brincos, calcinhas, meias
finas, etc…dirige-se para a figura feminina, o pénis não é o objeto essencial do interesse,
nem no material clínico egóico, nem nas manifestações do Sujeito do Inconsciente
(sonhos, lapsos, recorrências de significantes e fantasias eróticas), sendo o mais importante a realização do
travestimento, a“montagem” e as mais diversas localizações sensuais
do corpo feminino (praticamente todos os detalhes: lábios,cílios, orelhas, pescoço, quadris,
seios, etc., bem como as zonas erógenas mobilizadas).
A maioria gostaria de nascer ou viver efetivamente como mulher (isto é, sem pênis)
desde que fosse possível manter a consciência masculina. (Sobre texto da Drª Eliane Chermann Kogut)
Conclusão
American Psychiatric Association, Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações
Mentais (2002)(4ª edição; texto revisto), tradução para português:
Climepsi Editores: Lisboa
Frances, Allen; Ross, Ruth (Fevereiro 2004)-Casos Clínicos – DSM – IV – TR Guia para
o Diagnóstico Diferencial , Climepsi Editores - Lisboa
Mcwilliams, Nancy (Setembro 2004) - Formulação Psicanalítica de Casos Climepsi
Editores - Lisboa
Kogut, Chermman Eliane (2006) - Crossdressing Masculino
Uma Visão Psicanalítica da Sexualidade Crossdresser - Tese de
Doutoramento em Psicologia Clínica (Brasil)
Santos , Silva Rosa Maria, (2007) FETICHISMO: PARADIGMA DA PERVERSÃO
Teste de Graduação do Curso de Psicologia -
Faculdade Ruy Barbosa (Brasil)
Symington, Neville – (Agosto 1999) – A Experiência Analítica – Climepsi Editores –
Lisboa
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Parafilia - Fetichismo travestido

  • 1. Métodos de Intervenção Clínica Por : Wania Andrade e Cristina Pereira Teoria Psicanalítica
  • 2. São perturbações do desejo sexual e das modificações psicofisiológicas que caracterizam o ciclo de resposta sexual e provocam acentuado mal-estar e dificuldades interpessoais. Caracterizam-se por fantasias intensas ou comportamentos recorrentes, sexualmente excitantes, impulsos sexuais intensos que envolvam objectos, actividades ou situações não habituais e provocam mal-estar clinicamente significativo, dificuldade no funcionamento social, ocupacional ou noutras áreas importantes e envolvem objetos não humanos, sofrimento ou humilhação do próprio ou de parceiro, crianças ou outras pessoas sob coação. Introdução
  • 4. L, um contabilista de 43 anos de idade, vem consultar um psiquiatra, depois de a mulher ter descoberto que ele veste secretamente roupas de mulher. Ele conta que desde a adolescência veste-se ocasionalmente com roupas do sexo oposto, mas que consegui ocultar este comportamento à mulher durante os três anos de casado. Quando a mulher finalmente descobriu esta prática, ameaçou divorciar-se se ele não procurasse ajuda de um psiquiatra. L. recorda-se que usou pela primeira vez roupas de mulher quando aos 7 anos de idade vestiu a roupa interior da mãe. Quando era adolescente, este comportamento aumentou de frequência, sendo habitualmente acompanhado por excitação sexual e masturbação. L. comprava em segredo roupas de mulher, mas de tempos em tempos envergonhava-se com o travestismo e deitava-as fora. Em alturas de stress, porém, o impulso para se travestir voltava a aparecer e ele novamente ia às lojas adquirir roupas femininas. L. foi educado numa família rígida de classe média. O pai, trabalhador incansável e educador severo era temido pela mãe de L., que era doente e a quem era muito ligado. L. tem dois irmãos que, tanto quanto se sabe, não têm práticas sexuais invulgares. Na adolescência, interessava-se por atletismo e fez parte de duas equipas desportivas no liceu e na universidade.
  • 5. A seguir à faculdade, cumpriu o serviço militar e recebeu diversos louvores por bravura, durante o conflito no Vietname. Raramente tinha encontros com o sexo oposto e a sua experiência sexual anterior ao casamento era mínima. Conheceu a futura mulher quando esta lhe prestou acompanhamento financeiro. Sentiu-se atraído pela sua delicadeza e porque ela o fazia sentir- se mais seguro. L. considera seu casamento estável mas repara que a mulher se queixa que ele está demasiadamente absorvido consigo próprio e se interessa pouco pela sexualidade dela. Ele explica que em casa é uma pessoa normalmente tranquila, deixando à mulher a maior parte das decisões domésticas, nega qualquer infidelidade matrimonial e não considera que haja qualquer problema na vida sexual do casal que consiste em terem relações vez por semana. O travestismo proporciona a L. uma considerável excitação sexual, muito mais intensa do que quando ele tem relações com uma mulher.
  • 6. O trabalho de L. exige frequentes viagens nas quais dorme fora de casa, nessas ocasiões traveste-se nos quartos de hotel e masturba-se, mas nunca apareceu em público trajando roupas femininas. Considera o seu comportamento como uma “evasão “ no seu desenvolvimento e o embaraço que esto lhe provoca é muito ligeiro. É um homem alto e parece muito másculo. Não tem fantasias homo-heróticas e nunca teve quaisquer experiências homossexuais. Ocasionalmente se perguntase pergunta se seria mais feliz como mulher, mas nunca pôs a hipótese de reorientação sexual e na realidade este pensamento causa-lhe medo. L. considera-se uma pessoa tranquila e triste, está muito preocupado com a reação da mulher ao seu travestismo porque este comportamento é muito importante para ele. Não está seguro daquilo que pretende de um psiquiatra, exceto quanto a aplacar a ira da mulher. Não quer abrir mão do seu travestismo. Durante o exame mental L. refere fluentemente a sua história, sem qualquer evidência de fenómenos psicopatológicos proeminentes, não manifesta culpa ou ansiedade ao seu comportamento sexual, não tem sintomas vegetativos nem pensamentos auto-agressivos ou de autocastração. O seu humor nada apresenta de notável e o seu sistema nervoso está intacto.
  • 7.
  • 8. Fetichismo, processo pelo qual o homem desvia o foco do seu interesse sexual, fixando-se em objetos inanimados, e/ou em partes do corpo do parceiro sexual, elegendoos como elementos indispensáveis para que atinjam o máximo prazer sexual. O foco parafílico no fetichismo envolve o uso de objetos inanimados -“fetiches”. Entre os objetos de fetiche mais comuns, estão calcinhas, soutiens, meias, sapatos, botas ou outras peças do vestuário feminino. O indivíduo fetichista freqüentemente se masturba enquanto segura, esfrega ou cheira o objeto do fetiche ou pode pedir que o parceiro use o mesmo durante seus encontros sexuais. Em geral, o fetiche é exigido ou enfaticamente preferido para a excitação sexual, podendo os homens, em sua ausência, apresentar disfunção erétil. Deste modo, o fetichismo considerado como desvio sexual, também pode aparecer como ingrediente de outros comportamentos sexuais de caráter mais complexo, como as práticas sadomasoquistas. Nesse tipo de desvio, a atividade sexual se cerca de rituais em que Intervêm objetos que atuam como estimulantes eróticos, com uma carga de significado específica. Fetichismo
  • 9. Fetichismo Travestido O Fetichismo e o Fetichismo Trasvestido envolvem ambos frequentemente o uso de peças de vestuário feminino para estímulo da excitação erótica. No Fetichismo Trasvestido a excitação e o atingir do clímax sexual advêm do acto de trasvestir-se e as fantasias e comportamentos fazem parte do funcionamento sexual “normal” e não causam significativo mal-estar ou défice do funcionamento social, ocupacional ou noutras áreas importantes. No nosso exemplo, L. tem uma relação sexual razoável com a mulher, embora atinja uma maior satisfação quando está travestido e masturba-se. Note-se também que, em momento algum, ele menciona qualquer interferência no seu trabalho ou no seu meio social, talvez até por seu travestismo ser um comportamento secreto.
  • 10. Diagnóstico e Tratamento O caso de L. foi fundamentado como Fetichismo Travestido, visto que o seu comportamento vem causando um efeito deletério no seu relacionamento conjugal. A sua mulher, ao descobrir o seu Travestismo, ficou chocada e ameaçou divorciar-se, caso ele não se “tratasse”. Ele próprio não se vê como um caso patológico nem sequer põe a hipótese de abrir mão do que ele chama de “seu comportamento de evasão”, o travestir-se. No caso, sua maior preocupação é “aplacar a ira da mulher, razão de ter concordado em ir à entrevista com o psiquiatra. O tratamento das parafilias tem sido sido objeto de muito pouco estudo sistemático, embora existam referências a tratamentos cognitivos comportamentais, psicodinâmicos, hormonais e farmacológicos em casos clínicos, onde não foram ainda estabelecidos nem o tratamento óptimo nem os seus resultados; antes existe sim um conceito alargado de essas formas de desvio sexual serem persistentes e resistentes a tratamentos.
  • 11. Segundo Freud (1910), “o fetiche é um substituto do pênis; o pênis da mulher (mãe) em que o menino outrora acreditou, e que por razões que lhe são familiares, não deseja abandonar”. Portanto, o menino se recusou a tomar conhecimento do fato de ter percebido que a mulher não tem pênis. E se isso fosse verdade, então seu próprio pênis estaria em perigo e este pênis é extremamente importante nesta infância. E o “... horror da castração ergue um monumento a si próprio na criação desse substituto” (Freud, 1910). Então o fetiche é o substituto, contudo, ele substitui não o pênis, mas a sua falta. É nesse sentido que ele é um “monumento” à castração. O fetiche, então, se torna um símbolo de um triunfo sobre a ameaça de castração e serve de proteção contra ela. Contribuição Psicanalítica
  • 12. Poucas hipóteses psicanalíticas têm sido formuladas ao que diz respeito ao Travestismo. Foram raros os comentários de Freud sobre o tema, tendo o termo aparecido apenas uma vez em sua obra. Stekel (1922) e Gutheil (1922), seus seguidores, trabalhando um pouco mais no tema, diferenciaram os Travestis dos Fetichistas, descrevendo-os como casos de um transtorno obsessivo compulsivo onde o indivíduo se satisfaz em em obter a aparência do sexo oposto, projetando para o futuro o desejo de se metamorfosear. Já os Fetichistas reconstruiriam a cena primária infantil, recolocando-se numa posição infantil. Ambos os autores se baseiam em um caso de mulher e não trazem maiores exemplos de casos masculinos. Os autores também criticaram Hirschfeld por não dar destaque às causas psíquicas do travestismo e por ignorar a homossexualidade latente que estaria presente nestes pacientes. Contribuição Psicanalítica (I)
  • 13. CROSSDRESSING “Outra” visão Psicanalítica da Sexualidade O termo Travestismo foi cunhado pelo médico alemão Magnus Hirschfeld em1910, para designar aqueles que, independentemente de suas inclinações sexuais, têm prazer em vestir roupas do sexo oposto. Nos inúmeros casos que investigou, discriminou as diversas incidências do travestismo diferenciando-as da homossexualidade. Com o passar do tempo, contudo, o termo passou a dimensionar significados pejorativos até tornar-se quase que exclusivo na alusão à prostituição e aos comportamentos anti-sociais. Assim, para se desvincularem do estigma do termo (que inclui drag queens, travestis e transexuais), muitos dos homens (e algumas mulheres) que utilizam o Travestismo como uma sua forma de estar na vida, passaram a se autodenominar com termo Crossdresser. Indo um pouco mais além… Travestismo é a expressão de uma identidade de género feminina através do vestuário, assumida e praticada por uma pessoa de sexo masculino (travestismo refere-se quase que exclusivamente a homens que se vestem de mulher, uma vez que, nos dias atuais, a sociedade não opõe nenhuma resistência significativa a que uma mulher se vista como homem).
  • 14. Abraham (1910) também relata um caso de travestismo (masculino) e segue a trilha de Stekel decretando que o paciente teria desejos homossexuais, ignorando os protestos do mesmo como típicos de uma negativa que confirma o recalque. Propõe que a angústia de castração levaria a uma fuga criando uma mulher fálica imaginária com a qual o crossdresser se identificaria. Fenichel acrescenta que a presença do falo na mulher aliviaria o travesti assegurando-lhe que não há castração e Lukianowicz sugere que o travesti buscaria substituir a mãe perante o pai e suplantá-la enquanto objeto de atração sexual para o pai. Muitos analistas aderiram a estes modelos e os mantêm até hoje, provocando protestos nos atuais pacientes crossdressers que se sentem não escutados, não compreendidos quando resistem a estas interpretações e que são vistos pelos analistas como resistentes à análise e como homossexuais recalcados.
  • 15. O crossdresser é uma pessoa comum, que não busca um reconhecimento de género e que apesar de vivenciar diferentes papéis de género, sente-se pertencente ao sexo que lhe foi atribuído ao nascimento. O crossdresser – CD’s para os “iniciados”, regularmente assume a aparência do género feminino a fim de satisfazer uma profunda necessidade pessoal que pode estar ligada aos mais variados tipos de motivação. 1 O termo crossdresser pode ser recente, porém o fenômeno não o é. Há relatos referentes ao crossdressing na Antiguidade, Idade Média e Moderna, bem como as pesquisas etnográficas com tribos americanas, e comunidades asiáticas, mas estes apresentam um quadro muito esparso e heterogêneo. Geralmente, os relatos sobre pessoas que se vestem com roupas do sexo oposto aparecem em contextos e circunstâncias muito diversas das atuais, tornando difícil discriminar o quanto se trata do mesmo fenómeno que hoje denominamos Crossdressing. Assim, xamãs, babalorixás, santas católicas e outras figuras místicas podem - em rituais de passagem, em iniciações ou visando à transformação definitiva - trajar-se com roupas do sexo oposto. O quanto estes casos superpõem vivências místicas, quadros psicóticos, práticas eróticas ou rituais, não há como precisar. 2 1- Excerto do texto traduzido e adaptado pelo Dr. Geraldo Eustáquio de Souza, (psicanalista) do texto original The Seahorse Society 2- Sobre o texto da Dra Eliane C. Kogut
  • 16. O termo fetichismo tem um significado que vai para além do condicionamento de um simples objeto e/ou de um estímulo qualquer. Pode ser entendido sobre o viés de vários ramos do saber, a Filosofia, a Psiquiatria, a Sociologia, a Antropologia, a Psicanálise, entre outras. Sob o olhar Psicanalítico, o sentido dado ao fetiche foi o de representar um pênis, o falo feminino que para o perverso é impossível de conformar-se que não exista. Nesta pespectiva o objeto fetiche pode representar uma perda, a idéia de um falo da mãe, na qual a criança acredita. Assim, o significado de fetiche, seja ele aplicado ao sexo ou não, é basicamente o mesmo: adorar e desejar alguma coisa para satisfazer um desejo, atingir o prazer o mais fácil e rapidamente possível. (Sobre texto da Drª Rosa Maria Silva dos Santos) Contudo, o fascínio que os travestis (e/ou crossdressers) relatam pela feminilidade e o grande prazer que imaginam que a mulher tenha ao usar brincos, calcinhas, meias finas, etc…dirige-se para a figura feminina, o pénis não é o objeto essencial do interesse, nem no material clínico egóico, nem nas manifestações do Sujeito do Inconsciente (sonhos, lapsos, recorrências de significantes e fantasias eróticas), sendo o mais importante a realização do travestimento, a“montagem” e as mais diversas localizações sensuais do corpo feminino (praticamente todos os detalhes: lábios,cílios, orelhas, pescoço, quadris, seios, etc., bem como as zonas erógenas mobilizadas). A maioria gostaria de nascer ou viver efetivamente como mulher (isto é, sem pênis) desde que fosse possível manter a consciência masculina. (Sobre texto da Drª Eliane Chermann Kogut) Conclusão
  • 17. American Psychiatric Association, Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (2002)(4ª edição; texto revisto), tradução para português: Climepsi Editores: Lisboa Frances, Allen; Ross, Ruth (Fevereiro 2004)-Casos Clínicos – DSM – IV – TR Guia para o Diagnóstico Diferencial , Climepsi Editores - Lisboa Mcwilliams, Nancy (Setembro 2004) - Formulação Psicanalítica de Casos Climepsi Editores - Lisboa Kogut, Chermman Eliane (2006) - Crossdressing Masculino Uma Visão Psicanalítica da Sexualidade Crossdresser - Tese de Doutoramento em Psicologia Clínica (Brasil) Santos , Silva Rosa Maria, (2007) FETICHISMO: PARADIGMA DA PERVERSÃO Teste de Graduação do Curso de Psicologia - Faculdade Ruy Barbosa (Brasil) Symington, Neville – (Agosto 1999) – A Experiência Analítica – Climepsi Editores – Lisboa Bibliografia Consultada