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Aqui nasceu Américo Monteiro de Aguiar
no dia 23 de Outubro de 1887
na freguesia de S. Salvador de Galegos
no concelho de Penafiel
Os Pais
Ramiro Monteiro de Aguiar
Teresa Ferreira Rodrigues
Aos  10  anos  entrou  no Colégio do Carmo – Penafiel, e aos 12 no Colégio de Santa Quitéria - Felgueiras
O pai queria que o filho seguisse a carreira comercial
devido ao seu temperamento extrovertido e folgazão
A mãe escutava o seu desejo de seguir a vida eclesiástica
Nesta rua do Porto, com 15 anos emprega-se numa loja de ferragens
Aos 18 anos entra no Instituto Comercial do Porto, que abandona uma ano depois, indo para junto do irmão Jaime em Moçambique
Os irmãos
Em Moçambique trabalha em empresas de navegação como despachante alfandegário
durante 17 anos, sendo um profissional competente, amealha uma considerável fortuna
Em 1923, com 36 anos de idade, uma «martelada» leva-o a entrar no Convento de Vilariño em Espanha
Dois anos depois, o  Capítulo  da  Ordem  Franciscana conclui ser ele «demasiado impressionista»,  pelo  que o aconselhou a procurar outro caminho
No regresso a Portugal o Seminário do Porto recusa-se a recebê-lo,  porque «já tinha  tido  muitos  desgostos» com vocações tardias
O Bispo de Coimbra, com quem se cruzara na sua adolescência, recebe-o no seu Seminário, com um «Que venha, veremos!»
Passados  quatro  anos,  a  28  de  Julho  de  1929,  é ordenado sacerdote, ficando por Coimbra devido a um cansaço que o apoquentava
O seu amor pelos pobres  que  o  acompanha  desde criança, pode agora livremente ser posto em prática
Em 1932, neste edifício da Rua da Matemática, em Coimbra, o Bispo encarrega-o da Sopa dos Pobres:  «Foi o que eu quis ouvir», disse
Também as crianças da rua estavam no seu caminho
No semanário «Correio de Coimbra», com palavras cheias de vida, ateia o fogo do amor pelos Pobres
Aos púlpitos das igrejas de Coimbra, leva Cristo que sofre nos Pobres
De Coimbra passa ao Porto. A Sé, os pardieiros sobre o Douro…
E o Barredo com os seus Pobres
«Foi no Beco do Moreno em Maio de trinta em cinco…»
«…passava eu, por ali,  naquele mês e ano, quando um garoto da rua, embarga o meu caminho…»
«…num angustioso imperativo:»
«Venha ver o meu pai que está na cama e a gente passamos fome.»
«O casebre era ali mesmo.  Subi a escada… Coisas e formas emergiam da sombra…»
«A luz do candeeiro que viera de dentro, mostrava mais claramente o estado deles e o aspecto daquele: Contavam-se os ossos!»
«Desci o casebre num rufo, sem me apoiar nos ombros do rapaz nem no corrimão das escadas…»
«o perigo de cair nos degraus, fora suplantado por outro maior – salvar a vida a estes  seres.»
Levantar-se-iam, desta visita trágica, os alicerces da Obra da Rua
É o início das Colónias do Campo do Garoto da Baixa de Coimbra
Em S. Pedro de Alva e Penacova
em Vila Nova do Ceira e Miranda do Corvo
Os  estudantes  da  Universidade  de  Coimbra  e  do Seminário são os seus primeiros colaboradores apaixonados
Em Julho de 1939, adquire uma casa de campo em Miranda do Corvo
«Sem nome,  sem  influência,  sem  prestígio, sem dinheiro, comprei uma casa para eles…»
«Acabavam-se as horas angustiosas de não poder  remediar  o garoto que não tinha onde ficar, depois das colónias de Verão. Tinha uma casa para eles.»
Em 1941, funda, em Coimbra, um lar para os rapazes sem-eira    nem-beira, que saíam dos Reformatórios
Em Abril de 1944, em Paço de Sousa, funda a segunda Casa do Gaiato
«Constroem-se vivendas de ar e luz para famílias de 9,  14  e 20 rapazes.»
«Vive-se a exuberante alegria que promana do lume da lareira.»
A 5 de Março de 1944 funda o jornal O GAIATO «a porta aberta para entrar, ver, conhecer e amar a Obra da Rua.»
A 3 de Fevereiro de 1945 abre a sucursal  no  Porto  –  uma casa para os que estudam e trabalham na cidade
Obra deles, para eles, por eles
Em Janeiro de 1948, inaugura, em Santo Antão do Tojal, uma nova Casa do Gaiato
Em  1949  inicia  diversas viagens  por  África  e  Brasil, por amor das crianças da rua e dos Pobres…
alertando, a partir de 1951, as consciências para a  realidade dos Pobres sem casa
Nasce o Património dos Pobres com o lema “ cada freguesia cuide dos seus pobres”
Hoje são mais de cinco mil casas
Em 1954 funda a Casa do Gaiato de Beire
e em 1955 a Casa do Gaiato de Setúbal
Depois da sua morte foram fundadas três Casas do Gaiato em África:    Malange e Benguela em Angola   e de Lourenço Marques em Moçambique
«A Obra da Rua é o amparo do  garoto  abandonado…»
«prefere os mais repelentes, os mais viciados…»
«o dia em que recebesse o garoto bom, pelo que não o é, seria a sua decadência.»
na quinta da Torre, em Beire, concelho de Paredes
«Um lugar onde cada padecente leve, sim, mas não arraste a sua cruz dolorosa.»
«Disseram-me que o Calvário era o meu canto de cisne. Talvez  que  não  se  tenham  enganado…»
«A morte anda a rondar-me. Vê-lo-emos.»
E não tardou a realizar-se a premunição deste homem mestre de educadores e recoveiro dos Pobres
Um acidente de viação, atira-o durante três dias, para uma cama do hospital de Santo António, no Porto
«Sangue contra sangue», a morte, como  ele  a  costumava  definir, chegava numa  embolia  cerebral, a 16 de Julho de 1956
 
 
 
 
«Eu sou um revolucionário pacífico, um pobre que sangra um pai que chora, um português que ama.»
«Sangro pelos pobres, nossos irmãos, para os aliviar. Choro a sorte dos farrapões das ruas e quero restaurar o que a sociedade estragou.»
«A verdadeira Revolução é levantar os prostrados e não    deitar abaixo os que caminham.»
No 1.º centenário do nascimento do Pai Américo, os bispos portugueses escreveram em Nota Pastoral:
“ O Padre Américo, pelo que foi, pelo que fez, e pela obra que realizou e que perdura, em favor dos mais desprotegidos da nossa sociedade…”
“ foi um homem que deixou mais rico Portugal…”
“ A história da Igreja entre nós, neste século, não se poderá fazer, sem lhe reconhecer lugar de primeiro plano.”
«A verdade é uma coisa amarga, há muita gente que tem medo dela, e foge, e não quer ouvir, e dobra-se, e mete-se ao cesto…»
«… que linda receita, para morrermos todos, para morrermos todos, receita de morte…»
«…mas tinha as costas quentes…»
«…eu estou a remediar, eu falo para remediar… como todos se alegram…»
«as almas hoje põem as mãos e começam a duvidar se haverá ou não Deus… ele há no mundo força maior do que a alavanca da fé?...»
«Se nós tivéssemos começado no princípio deste século… nós hoje cantávamos vitória… pouco a pouco íamos sendo iguais…»
«… se há cinquenta anos assim tivéssemos começado, nenhum dos ricos estava menos rico, todos tinham o suficiente…»
«…dar a mão…»
«…dê a mão àquele, e guarde o seu nível de vida e transmita aos seus filhos, e produza, não tem sido assim…»
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«…se a autoridade não está com a justiça e com a verdade,  não tem autoridade… mas é que nós temos que ser humildes… gosto desta morte porque espalha a vida.»
 

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Padre Américo

  • 1. Aqui nasceu Américo Monteiro de Aguiar
  • 2. no dia 23 de Outubro de 1887
  • 3. na freguesia de S. Salvador de Galegos
  • 4. no concelho de Penafiel
  • 8. Aos 10 anos entrou no Colégio do Carmo – Penafiel, e aos 12 no Colégio de Santa Quitéria - Felgueiras
  • 9. O pai queria que o filho seguisse a carreira comercial
  • 10. devido ao seu temperamento extrovertido e folgazão
  • 11. A mãe escutava o seu desejo de seguir a vida eclesiástica
  • 12. Nesta rua do Porto, com 15 anos emprega-se numa loja de ferragens
  • 13. Aos 18 anos entra no Instituto Comercial do Porto, que abandona uma ano depois, indo para junto do irmão Jaime em Moçambique
  • 15. Em Moçambique trabalha em empresas de navegação como despachante alfandegário
  • 16. durante 17 anos, sendo um profissional competente, amealha uma considerável fortuna
  • 17. Em 1923, com 36 anos de idade, uma «martelada» leva-o a entrar no Convento de Vilariño em Espanha
  • 18. Dois anos depois, o Capítulo da Ordem Franciscana conclui ser ele «demasiado impressionista», pelo que o aconselhou a procurar outro caminho
  • 19. No regresso a Portugal o Seminário do Porto recusa-se a recebê-lo, porque «já tinha tido muitos desgostos» com vocações tardias
  • 20. O Bispo de Coimbra, com quem se cruzara na sua adolescência, recebe-o no seu Seminário, com um «Que venha, veremos!»
  • 21. Passados quatro anos, a 28 de Julho de 1929, é ordenado sacerdote, ficando por Coimbra devido a um cansaço que o apoquentava
  • 22. O seu amor pelos pobres que o acompanha desde criança, pode agora livremente ser posto em prática
  • 23. Em 1932, neste edifício da Rua da Matemática, em Coimbra, o Bispo encarrega-o da Sopa dos Pobres: «Foi o que eu quis ouvir», disse
  • 24. Também as crianças da rua estavam no seu caminho
  • 25. No semanário «Correio de Coimbra», com palavras cheias de vida, ateia o fogo do amor pelos Pobres
  • 26. Aos púlpitos das igrejas de Coimbra, leva Cristo que sofre nos Pobres
  • 27. De Coimbra passa ao Porto. A Sé, os pardieiros sobre o Douro…
  • 28. E o Barredo com os seus Pobres
  • 29. «Foi no Beco do Moreno em Maio de trinta em cinco…»
  • 30. «…passava eu, por ali, naquele mês e ano, quando um garoto da rua, embarga o meu caminho…»
  • 32. «Venha ver o meu pai que está na cama e a gente passamos fome.»
  • 33. «O casebre era ali mesmo. Subi a escada… Coisas e formas emergiam da sombra…»
  • 34. «A luz do candeeiro que viera de dentro, mostrava mais claramente o estado deles e o aspecto daquele: Contavam-se os ossos!»
  • 35. «Desci o casebre num rufo, sem me apoiar nos ombros do rapaz nem no corrimão das escadas…»
  • 36. «o perigo de cair nos degraus, fora suplantado por outro maior – salvar a vida a estes seres.»
  • 37. Levantar-se-iam, desta visita trágica, os alicerces da Obra da Rua
  • 38. É o início das Colónias do Campo do Garoto da Baixa de Coimbra
  • 39. Em S. Pedro de Alva e Penacova
  • 40. em Vila Nova do Ceira e Miranda do Corvo
  • 41. Os estudantes da Universidade de Coimbra e do Seminário são os seus primeiros colaboradores apaixonados
  • 42. Em Julho de 1939, adquire uma casa de campo em Miranda do Corvo
  • 43. «Sem nome, sem influência, sem prestígio, sem dinheiro, comprei uma casa para eles…»
  • 44. «Acabavam-se as horas angustiosas de não poder remediar o garoto que não tinha onde ficar, depois das colónias de Verão. Tinha uma casa para eles.»
  • 45. Em 1941, funda, em Coimbra, um lar para os rapazes sem-eira nem-beira, que saíam dos Reformatórios
  • 46. Em Abril de 1944, em Paço de Sousa, funda a segunda Casa do Gaiato
  • 47. «Constroem-se vivendas de ar e luz para famílias de 9, 14 e 20 rapazes.»
  • 48. «Vive-se a exuberante alegria que promana do lume da lareira.»
  • 49. A 5 de Março de 1944 funda o jornal O GAIATO «a porta aberta para entrar, ver, conhecer e amar a Obra da Rua.»
  • 50. A 3 de Fevereiro de 1945 abre a sucursal no Porto – uma casa para os que estudam e trabalham na cidade
  • 51. Obra deles, para eles, por eles
  • 52. Em Janeiro de 1948, inaugura, em Santo Antão do Tojal, uma nova Casa do Gaiato
  • 53. Em 1949 inicia diversas viagens por África e Brasil, por amor das crianças da rua e dos Pobres…
  • 54. alertando, a partir de 1951, as consciências para a realidade dos Pobres sem casa
  • 55. Nasce o Património dos Pobres com o lema “ cada freguesia cuide dos seus pobres”
  • 56. Hoje são mais de cinco mil casas
  • 57. Em 1954 funda a Casa do Gaiato de Beire
  • 58. e em 1955 a Casa do Gaiato de Setúbal
  • 59. Depois da sua morte foram fundadas três Casas do Gaiato em África: Malange e Benguela em Angola e de Lourenço Marques em Moçambique
  • 60. «A Obra da Rua é o amparo do garoto abandonado…»
  • 61. «prefere os mais repelentes, os mais viciados…»
  • 62. «o dia em que recebesse o garoto bom, pelo que não o é, seria a sua decadência.»
  • 63. na quinta da Torre, em Beire, concelho de Paredes
  • 64. «Um lugar onde cada padecente leve, sim, mas não arraste a sua cruz dolorosa.»
  • 65. «Disseram-me que o Calvário era o meu canto de cisne. Talvez que não se tenham enganado…»
  • 66. «A morte anda a rondar-me. Vê-lo-emos.»
  • 67. E não tardou a realizar-se a premunição deste homem mestre de educadores e recoveiro dos Pobres
  • 68. Um acidente de viação, atira-o durante três dias, para uma cama do hospital de Santo António, no Porto
  • 69. «Sangue contra sangue», a morte, como ele a costumava definir, chegava numa embolia cerebral, a 16 de Julho de 1956
  • 70.  
  • 71.  
  • 72.  
  • 73.  
  • 74. «Eu sou um revolucionário pacífico, um pobre que sangra um pai que chora, um português que ama.»
  • 75. «Sangro pelos pobres, nossos irmãos, para os aliviar. Choro a sorte dos farrapões das ruas e quero restaurar o que a sociedade estragou.»
  • 76. «A verdadeira Revolução é levantar os prostrados e não deitar abaixo os que caminham.»
  • 77. No 1.º centenário do nascimento do Pai Américo, os bispos portugueses escreveram em Nota Pastoral:
  • 78. “ O Padre Américo, pelo que foi, pelo que fez, e pela obra que realizou e que perdura, em favor dos mais desprotegidos da nossa sociedade…”
  • 79. “ foi um homem que deixou mais rico Portugal…”
  • 80. “ A história da Igreja entre nós, neste século, não se poderá fazer, sem lhe reconhecer lugar de primeiro plano.”
  • 81. «A verdade é uma coisa amarga, há muita gente que tem medo dela, e foge, e não quer ouvir, e dobra-se, e mete-se ao cesto…»
  • 82. «… que linda receita, para morrermos todos, para morrermos todos, receita de morte…»
  • 83. «…mas tinha as costas quentes…»
  • 84. «…eu estou a remediar, eu falo para remediar… como todos se alegram…»
  • 85. «as almas hoje põem as mãos e começam a duvidar se haverá ou não Deus… ele há no mundo força maior do que a alavanca da fé?...»
  • 86. «Se nós tivéssemos começado no princípio deste século… nós hoje cantávamos vitória… pouco a pouco íamos sendo iguais…»
  • 87. «… se há cinquenta anos assim tivéssemos começado, nenhum dos ricos estava menos rico, todos tinham o suficiente…»
  • 89. «…dê a mão àquele, e guarde o seu nível de vida e transmita aos seus filhos, e produza, não tem sido assim…»
  • 91. «…é muito difícil implantar no mundo uma coisa nova…»
  • 92. «…se a autoridade não está com a justiça e com a verdade, não tem autoridade… mas é que nós temos que ser humildes… gosto desta morte porque espalha a vida.»
  • 93.