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OS CONCEITOS
E
OS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO
Priscila Pettine
São Paulo
2007
OS CONCEITOS
E
OS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO
Priscila Pettine
São Paulo
2007
Artigo apresentado a Uni Sant’Anna para
avaliação parcial da disciplina de Oficina
de Leitura e Produção de Textos III, do
3° semestre do curso de Letras, sob
orientação da Professora Tereza Costa.
A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do
seu próprio conhecimento.
Platão
Resumo:
Pode haver um propósito comum da educação capaz de gerar um consenso universal a
seu respeito? Ao longo dos séculos, as nações tentam encontrar a melhor forma de educar,
elencando os princípios e os fins da educação. Contudo, a educação adequada e plena ainda
permanece como um grande ideal a ser atingido por todos. A partir destas considerações,
formulei o presente artigo tentando desvelar os caminhos norteadores da educação, investigando
seus conceitos básicos e fundamentais com o propósito de sondar as possíveis causas das
constantes perdas de êxitos nesse âmbito. Através do questionamento do papel das universidades
na aquisição de conhecimentos fundamentais a sociedade, delineia-se o foco das questões
educacionais levantadas.
Palavras- Chave: Educação, conhecimento, universidade.
1. Introdução
O processo de globalização e o avanço das tecnologias de informação e comunicação
estão reinventando as relações sociais. Na educação não é diferente. Novas formas de interação
entre alunos e educadores abrem um mundo cheio de possibilidades, no entanto, é preciso mais
que estar preparado para assumir os novos desafios, ser capaz de reconhecê-los.
Nos dias de hoje, nota-se que um diploma já não resolve a vida profissional de um
sujeito, e estudar deve ser um processo contínuo no qual o aluno pode assumir tal postura na
universidade. Como estudante ou como profissional, é preciso estar em constante busca de
novas habilidades e competências. No momento inicial de uma vida acadêmica, destacam-se as
necessidades de desenvolvimento da capacidade de encontrar informações para o exercício das
atividades, a coragem para romper os limites do conhecimento de sua área de especialização, e
uma intelectualização que se prime por obter uma visão de mundo compatível com a nossa
realidade.
No Brasil, apesar das promessas trazidas pela tecnologia, é preciso reconhecer a
existência de muitos problemas básicos que ainda não foram resolvidos. Há deficiências graves
na formação de um grande número de estudantes no que se refere a conhecimentos de forma
geral e no que se refere a conceituar os fundamentos da própria formação.
Estamos acostumados a sempre observar a nossa realidade presente com os pontos de
vistas convenientes à nossa sociedade e se isso não bastasse, ainda procuramos apenas observar
as realidades passadas, unicamente através de nossas convenções e valores. A sociedade vê seus
valores e conceitos educacionais balizados em sistemas filosóficos de natureza contingente,
historicista, materialista e profundamente relativista. Deste modo, é preciso dar uma ênfase
maior aos problemas frutos dos excessos do marxismo em nosso sistema educacional vigente,
bem como em nossa cultura de um modo geral, tentando captar uma visão panorâmica destes
problemas.
No meio educacional sempre se afirma que se deve voltar à educação para formar
cidadãos, para preparar os jovens para o mercado de trabalho ou, prepará-los para a vida. Porém,
qual é o fim último da educação? Um fim último seria um fim em si mesmo que por sua vez,
daria sentido à existência de algo. Se perguntássemos a um professor, provavelmente ele não
saberia responder-nos, ou por desconhecer ou por não fazer questão de compreender a grandeza
do que seria fazer parte deste algo. Não apenas os educadores como também a sociedade, quase
que em sua totalidade, se vê mergulhada no imediatismo, embalados certas horas por um
profundo pragmatismo. Se o meio nos influencia, é certo que por vezes nos esquecemos de que
nós também determinamos o meio e determinamos a nós próprios.
2. A educação o que é?
Muitas pessoas que enredam este assunto começam afirmando que este conceito varia de
acordo com o ponto de vista, mas, é justamente aí que começo a averiguar a loucura do mundo
contemporâneo. Se tal pergunta fosse lançada numa sala repleta de educadores todos arriscariam
uma resposta, mas se perguntássemos: o que quer dizer educar? A pergunta ficaria sem resposta,
tamanha a fragmentação do conhecimento humano nos dias de hoje. A maioria das pessoas fala
de inúmeros assuntos com ares dignos de um aristocrata erudito, porém, sem o menor domínio
conceitual. Já que menciono isso, interrogo sobre o que venha a ser um conceito. A palavra
conceito vem do latim con+ceptus, que quer dizer apanhar, tomar, catar. Neste sentido, um
conceito é um símbolo pelo qual nós apanhamos, catamos a realidade. E a educação, o que é?
Um conceito, que por sua vez, vem do latim ex ducere, que quer dizer guiar para fora. Educar
nada mais é do que guiar uma pessoa para que saia de seu mundo subjetivo.
Para tornar isso mais claro, uma analogia é importante, então, pensemos em um bebê de
colo. Ele recebe apenas informações do funcionamento de seu organismo. Toda vez que se
manifesta (chora), ele expressa o recebimento de uma informação de seu organismo (se está com
fome, sujo, etc.). As únicas informações que ele tem é de seu estado físico e nada mais.
Gradativamente, os adultos tentam criar laços com a criança, que seria o ensino da linguagem, a
fim de que o bebê passe a não só receber informações de seu organismo, mas também, do que
está além dele. Neste sentido, através da transmissão/apreensão da linguagem a criança
gradativamente é conduzida, guiada para fora.
Para exteriorizar o conhecimento é preciso uma educação de interesse, de curiosidade,
opondo-se a um esforço artificial. É preciso estimular o desenvolvimento interno, a educação
pela ação em vez da passividade.
O objetivo do trabalho educativo deve supor sempre um propósito. Necessariamente, não
precisa ser o de ensinar muitas coisas, mas o de impedir que sejam adquiridas idéias não claras,
fatos que não sejam compreendidos.
Apesar das dificuldades, a universidade continua tendo espaço especial no contexto
educacional. Nela se têm acesso as mais variadas informações, espaços para debates e atividades
intelectuais diversas. Também é no meio acadêmico que muitos estudantes constroem a
primeira rede de contatos profissionais. Portanto, se há problemas a serem enfrentados, têm de
haver muitas possibilidades. O processo educativo está em nossas mãos (alunos e professores), e
quando se trata de educação, vale lembrar um grande mestre da educação brasileira, Paulo
Freire. Como ele sugere em um de seus livros clássicos, Educação como Prática da Liberdade,
“o aluno deve ser ativo no processo educativo e não apenas simples receptor de informações”.
(FREIRE, 1989: p 38). Em suas palavras, surge a proposta de que se tenha em lugar de
professor, com tradições fortemente doadoras, o coordenador de debates; em lugar da aula
discursiva, o diálogo; em lugar do aluno com tradições passivas, se tenha o participante de
grupo; e em lugar dos pontos e programas alienados, programação compacta, reduzida e
codificada em unidades de aprendizado. Neste contexto, surgem dúvidas tais como: Estamos
preparados para enfrentar os desafios educacionais da nossa época? Os alunos estão preparados
para serem participantes de grupos e não apenas receptores passivos?
Infelizmente, no Brasil e em vários lugares do mundo, o estudante não acredita em sua
capacidade de pesquisa e aprendizado. Muitas vezes, o aluno imagina ser apenas do docente a
responsabilidade pelo processo educativo, como sugeriu Belloni, o conceito de aprendente
autônomo ou independente, capaz de autogestão de seus estudos é ainda embrionário; do
mesmo modo que o estudante autônomo é ainda exceção no universo de nossas universidades
abertas e convencionais (BELLONI, 2002: p. 45)
A única unanimidade em torno do assunto, talvez seja a convicção de que a educação em
geral e o ensino superior em particular, devem transformar-se para dar condições e encorajar
uma aprendizagem autônoma, que propicie e promova a construção do conhecimento, isto é, que
considere “o conhecimento como processo e não mercadoria”. (Paul, 2002: p.132 apud
BELLONI).
As transformações tecnológicas mundiais nos fazem antever grandes modificações na
educação. Na tentativa de incorporar novos recursos tecnológicos, no entanto, a escola não tem
obtido plenos sucessos porque, diversas vezes, quando adquire os novos aparatos, não alteraram
a tradição das aulas acadêmicas. Estas continuam ou dirigindo-se a finalidade dos novos meios
existentes ou ignorando-os, em contra posição a eles. Em nenhum momento, buscam as
instituições de ensino, levar conhecimento das causas geradoras destas transformações
tecnológicas e sociais à mente dos alunos, de forma verdadeira, singela e prioritária, elegendo o
conhecimento dos fatos como bandeira maior.
As transformações vertiginosas da sociedade capitalista e tecnológica mudam
rapidamente. A idéia dessa mudança é cultivada pelas escolas através de uma filosofia de que os
produtos e a maneira de produzi-los também mudam continuamente e que devido a isso, criam-
se novas profissões e extinguem outras. Daí a necessidade de uma educação permanente, que
permita a continuidade dos estudos, e, portanto de acesso às informações, mediante uma
autoformação controlada. Preparar a cabeça dos educandos voltados à demanda desta sociedade
capitalista e tecnológica deve ser mister para uma “boa educação”, é o que diz o discurso de
senso comum dos dirigentes educacionais e da população em geral.
3. O que é hoje a Universidade?
Dificilmente encontraremos algo que tenha mudado tanto a sua forma e continuado com
a mesma identidade como as universidades. Com o passar dos séculos, estas instituições
sofreram verdadeiras metamorfoses que as transformaram significativamente.
Atribuem-se inúmeras funções e prerrogativas para as universidades sem ao menos se
perguntar o que era uma universidade quando estas surgiram. Posso dizer que a universidade dos
dias de hoje é como um homem que era monge e que, em um determinado momento de sua vida
resolveu abandonar a vida monástica para casar-se e ter filhos, e depois disso, decidiu separar-se
e extrapolar com outras mulheres.
Todavia, este homem mesmo após estas condutas, continua a declarar que é um monge
Dominicano.
O mesmo ocorre com as universidades, onde é possível notar de forma clara, fases muito
semelhantes à metáfora descrita acima. Através dos conceitos clássicos, entende-se que a função
básica de uma universidade seria a de preparar e formar uma elite pensante, intelectual,
entretanto, sem a menor compreensão da formação histórica desta instituição, o debate fica
dividido em dois pólos midiáticos e imediatistas. De um lado estão os que crêem nas
universidades privadas e as defendem visando a preparação de profissionais para o mercado de
trabalho; do outro, estão aqueles que defendem que todas as universidades devem ser públicas e
devem formar militantes políticos e intelectuais orgânicos.
Posso afirmar que a discussão está fora de foco, pois ela só se vê polarizada quanto as
suas dimensões pública e privada. Esta, por sua vez, é uma discussão vaga, pois ambas tem
estruturas suficientes para realizar a atividade basilar de uma universidade que é a formação de
uma elite pensante. O que não se discute é justamente a profundidade da problemática que seria
nos perguntar se o estado em que estão as universidades são o de universidades.
Para que seja possível compreender a situação do sistema educacional de nosso país,
procuro apontar alguns tópicos indispensáveis para a compreensão do que são, o que eram e
como estão as universidades.
Para Antônio Gramsci (1979), o intelectual deve ser um militante do partido e, deve
priorizar as demandas deste. O intelectual deve procurar construir estratégias para tomar o poder
dos atuais donos do poder e nada mais. Nesta perspectiva, a cultura fica reduzida a estratagemas
políticos e cacoetes de campanha. Reduz-se a dimensão ontológica da cultura a vil dimensão
maniqueista da política. Em outras palavras, na desculpa de se moralizar a política, os
intelectuais orgânicos politizam a moral (as campanhas de ética), como também a religião (a
teologia da libertação), as relações entre marido e mulher e as relações entre negros e brancos
(os movimentos do politicamente correto).
Deste modo, estes elementos não apenas fazem uma inversão de valores como também
uma profunda perversão destes valores. Posso citar como exemplo desta postura pervertida, o
posicionamento da UNE (União Nacional dos Estudantes), onde o corpo estudantil envolvido
nesta agremiação gritou em um só tom de voz, que eram contra o neoliberalismo, que queriam o
fora FHC. Porém, desconhecendo posturas clássicas, jamais pararam para ponderar e analisar a
atual conjuntura política brasileira frente ao cenário mundial. A única coisa que estes pseudo-
acadêmicos fizeram foi gritar pelas ruas palavras de ordem feitas pelos partidários políticos
como fora FHC e o FMI, ou Fernando um Fernando dois, qual é a... que vem depois?!
Entoando bandeiras e faixas, como também, cantarolando canções como esta: Eu só quero é ser
feliz, pegar Fernando Henrique e tirar sangue do nariz/ E poder me orgulhar, pegar Paulo
Renato e dar porrada até matar!. Nos congressos da UNE, especialmente nas eleições, o que se
vê não é grupo de estudantes a disputar a direção do órgão estudantil, mas sim e apenas,
militantes de partidos políticos de olho na massa de manobra e nos cofres da mesma. Como
exemplo disso, (além do caso do financiamento da campanha do Gomide com o dinheiro das
carteirinhas) ilustra-se também o caso dos famosos estudantes de profissão, que nada mais são
que militantes pagos para estudar em uma Universidade para poder controlar os CA’s - Centros
Acadêmicos). Sem saber ao certo em que ele está a se envolver, o “cordeiro revoltado” sai pelas
ruas a gritar palavras de ordem que mal compreende, mas, como só gente “esclarecida” as grita,
ele segue o andar da carruagem. E isso é a formação de nossa "nata intelectual”.
Vemos um exacerbado culto à cultura popular por parte dos intelectuais ao mesmo tempo
em que olham com certo desdém para a cultura superior. Tal postura acaba por afetar todo o
restante do corpo social, pois estes sempre procuravam apontar para o que havia de melhor e
hoje, faz-se um culto do que há de mais medíocre e insolente. Outro exemplo disso é a apologia
que cientistas sociais fazem a movimentos como o hip-hop, a bandas que fazem apologias ao
uso de drogas e a violência. Que tipo de horizonte uma cultura reduzida a este patamar pode
propiciar aos nossos jovens e adolescentes? Mas os cientistas sociais as acham o máximo, pois,
como dizem eles, é uma forma de resistência a opressão da sociedade. Foi-se o tempo em que os
homens Santos eram símbolo de conduta.
Pois bem, sem perder a diretriz do foco, indago: se a atual situação dos intelectuais
universitários está muito distante do que eram os intelectuais no florescer das Universidades,
como estas eram?
As Universidades não nascerem como instituições oficiais, mas sim, como clubes de
aficionados que eram movidos unicamente pelo anseio de conhecimento. Eram nada mais que
grupos de estudos onde não se mediam esforços para se obter o que havia sido criado de melhor
pela alma humana. Todavia, o que se vê nos dias de hoje, é uma massa de intelectuais que se
movem unicamente pelo anseio ou de realizar a manutenção da eficácia do aparato tecnológico
ou a divisão do poder político. Tudo que se diz em público tem apenas duas finalidades: a
manutenção da ordem político-econômica ou a sua alteração.
Isto faz pensar que precisamos, como educadores brasileiros e latino-americanos, buscar
nossas próprias soluções e unir nossos esforços para o aperfeiçoamento da formação de
professores para um novo tempo, superando os paradigmas classificatórios existentes, que
impedem a inovação educacional numa diretriz coerente.
Se a observação de fato pode indicar os caminhos para um saber renovado, como crê
Stephen Kanitz (2001), a observação dos valores em que se encontram nossos conceitos
educacionais atualmente, deve ser feita imediatamente para que possamos evitar maiores
distorções destes valores sociais e culturais. Para Kanitz, ensinar a observar deveria ser a tarefa
número um da educação, e nessa direção, podemos entender que o repetir das velhas fórmulas
alheias a um conhecimento amplo da realidade, tenha ocasionado o caos educacional atual, no
qual os parâmetros da educação ainda não estão bem delineados.
A uniformidade no pensar e no agir dos seres humanos, propiciou o surgimento de novas
representações sociais, que atualmente, permeiam o mundo em que vivemos. Tais
representações estão presentes na vida de cada indivíduo e fazem com que novas expectativas
sejam criadas a respeito do papel que o professor deve desempenhar nesse momento. A esse
propósito, devemos sempre ter em mente que o indivíduo sofre a pressão das representações
dominantes na sociedade e é nesse meio que pensa ou exprime seus sentimentos. Nesse
contexto, Paulo Freire diria que o indivíduo oprimido sofre a opressão das representações
dominantes e nesse meio se expressa, conforme sugere com outras palavras em seu livro,
Pedagogia do Oprimido.
Nessa esfera, uma mudança de postura como a sugerida por Paulo Freire, na qual o
professor, que é um formador de opinião, com posturas fortemente tradicionalistas, passasse a
coordenar debates renovadores, seria uma esperança de perspectiva educacional positiva. Mas
como este sujeito que é tradicionalista poderia adotar e assumir tal função, se seus conceitos se
primam pela repetição da velha moral? Paulo Freire nos aponta soluções dialéticas de
problemas, mas não mantém apontamentos de como atingir tais soluções objetivamente. A
abordagem dialética da realidade, cujos determinantes se encontram nos fatores econômicos,
políticos e sociais, é sem dúvida, notável. Com uma visão realista, ele considerou que o
conhecer não poderia ser um ato de "doação" do educador ao educando, mas um processo
estabelecido no contato do homem com o mundo vivido, que não é estático, mas dinâmico, em
contínua transformação. Contudo, seu pensamento nos dá margem a indagar, como a sociedade
poderia transformar a mente dos educadores, que são pessoas com valores já cristalizados, antes
destes transformarem a mente dos educandos? Como poderiam eles próprios reformular seus
pontos de vistas para esse fim? O que nos escrevem estudiosos da situação educacional é o que
deveria mudar, mas como a mudança pode ocorrer não nos é passado. Caso contrário, como de
costume, repetiríamos estas fórmulas mágicas e teríamos a transformação.
O que há e sempre haverá, são discussões um tanto infrutíferas sobre as divergências
sociais e educacionais que atravessamos, sem muito visar um objeto final comum, mas apenas
discursar sobre o tema, para a demonstração de um quadro que indicie que alguém “observa”
que algo está errado. Muitos não visam transformar este quadro, mas apenas demonstrá-lo.
Nosso sistema educacional ineficaz está em exposição há séculos, e diversos críticos opinam
sobre ele, mas intocavelmente, ninguém ousa de fato, intervir nesta obra de arte inventada por
poucos e mal interpretada por muitos.
Como de praxe, também analiso estas deficiências, mas na esperança de que soe como
reflexão transformadora da conduta de professores e alunos que neste momento, podem refazer
nossa realidade através da cautelosa observação do nosso historial até aqui. Teria sido esta
também a esperança de muitos críticos sociais? Somos todos responsáveis pelas divergências de
ensino que atravessamos e é preciso reconhecer isto. Os alunos são culpados na medida em que
pensam que os professores são os únicos que devem passar-lhes a educação, sem questionar suas
fontes e passivamente repetindo uma tradição social. Os professores, desmotivados de seus
alunos, prevendo o que já os espera, condenam-os de antemão, pois estes mesmos professores já
estão por vezes, também condenados a um fracasso social, julgando que seu conhecimento
conteudístico é a bandeira mais sublime que podem possuir. Há ainda outros tantos culpados que
tendem a surgir, caso nos dediquemos a esta procura.
Certamente que há formas de solucionar os problemas educacionais que nossa sociedade
apresenta, mas podemos inferir que estas soluções não se apresentam, devido à repetição
constante do quadro destes problemas, ora focando as causas, ora as conseqüências, mas ora
alguma focando formas de intervenção de maneira objetiva e comum a todos.
Intrinsecamente relacionado ao nosso quadro educacional, está o marxismo, e não que
passemos a ignorar um sistema amplo e científico como tal, mas, não podemos delinear
caminhos para uma educação plena e satisfatória, apenas extravasando o tema do capitalismo de
Karl Marx. Até mesmo este sistema necessita auto renovar-se, e por isso, a discussão não
caberia dentro da finalidade do encontro ou do resgate da educação ideal.
A história caminha e novos pensamentos, novas políticas, novas pessoas, novos
problemas surgem. Os grandes ideais não podem se cristalizar na história, se tornar incapaz de
compreender o novo.
4. Caminhos e Soluções
Com todos estes levantes e considerações, tenho a inferir que podemos e devemos
utilizar a própria escola, a própria universidade para a transformação social e educacional. Nessa
vertente, devemos primar que a educação elencando o conhecimento intelectual, deve ser livre
de interesses político-econômicos, pseudo-religiosos e inclusive pessoais. A política, a economia
e mesmo a religião não devem envolver-se com a educação senão como foco de estudo
educacional, como um instrumento para o conhecimento, permitindo a individualidade do objeto
educação com o fim no conhecimento de si mesmo. Nesse processo, o educador deve abster-se
de seus interesses pessoais, não significando isto, que um educador não possa transmitir aquilo
que for verdadeiramente correto ao seu entendimento, apenas discernindo o que é difícil
distinguir e discernir. O educador deve estimular o senso de justiça, a busca da verdade e do
belo, beleza esta que abstratamente, refere-se a exemplos como o altruísmo desinteressado e
sincero.
Valores priorizados por filósofos do conhecimento humano, como Sócrates, Platão e
Aristóteles, ficam ainda hoje, em segundo plano e devido a isso, a educação desde a Grécia
Antiga, ainda nos permeie como um grande ideal, como algo jamais atingido plenamente por
nenhuma geração e que por isso mesmo, se faz tão fundamental.
O propósito da educação deve ser adquirir habilidade, buscar a sabedoria, realizar a
individualidade e alcançar os valores humanos elevados.
A educação passou, recentemente, do controle do clero para o dos advogados e homens
de negócios. E finalmente deve ser entregue aos filósofos e cientistas, educadores do saber, ou
seja, do conhecimento. Os educadores devem ser seres livres, líderes de fato, com o fito de que a
filosofia, a busca da sabedoria, possa tornar-se a busca principal na educação.
A educação que tem sido por muito tempo, regionalista, militarista, exaltadora do ego e
buscadora do sucesso, deve finalmente ser aberta para o mundo, tornar-se idealista, auto-
realizadora e abrangente, permitindo-se um salto para novos níveis de valor. Este salto apenas se
dará quando ela ultrapassar o sistema da economia, baseado puramente na motivação do lucro.
Com a certeza de que há uma grande inversão de valores em nosso meio educacional e
social, podemos buscar um fio condutor que nos guie novamente, ao inverso deste patamar
atual, encontrando assim, um caminho seguro para as soluções. Quando isto ocorrer, as
universidades poderão voltar à realização de seu fim primeiro: formar mentes pensantes e
verdadeiramente preparadas para os desafios de seu tempo atual, ancorando-se em
conhecimentos úteis e renovados.
Retrato por fim, que a educação deve guiar-se de modo tal, que a humanidade possa
gradualmente experimentar os níveis ascendentes da sabedoria, que são:
 O conhecimento das coisas.
 2. A compreensão dos significados.
 3. A apreciação dos valores.
 A nobreza do trabalho – o dever.
 A motivação das metas – a moralidade.
 O amor pelo serviço – o caráter.
 Elevação pessoal – êxitos plenos adquiridos nas realizações por conta das etapas
anteriores.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BELLONI, M. L. A formação na sociedade do espetáculo. São Paulo: Loyola, 2002.
FREIRE, Paulo. Educação como Prática da Liberdade. 19ª ed, Rio de Janeiro: Paz e Terra,
1989.
__________. Pedagogia do Oprimido. 12ª ed, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983.
ZULIAN, Margaret. Posturas do Educador Contemporâneo. Artigo. Disponível em:
http://paginas.terra.com.br/educacao/MargaretZulian/bp10.htm. Acesso em 07/03/2007.
KANITZ, Stephen. Observar e Pensar. Artigo publicado na Revista Veja 04/08/2001.
ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Nova Cultural, 1999.
CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. São Paulo: Cultrix, 1999.
GRAMSCI, Antônio. Concepção Dialética da História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
1996.
__________. Os intelectuais e a organização da cultura. 3ª ed. Rio de Janeiro, Civilização
Brasileira, 1979
KANT, Immanuel. Sobre a Pedagogia. Trad. de Francisco Cock Fontanella. 2ª ed. Piracicaba:
UNIMEP, 1999.
PILETTI, Nelson. Filosofia e História da Educação. 2ª ed. São Paulo: Ática, 1988.
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................... 05
2. A EDUCAÇÃO O QUE É? ..................................................................... 06
3. O QUE É HOJE A UNIVERSIDADE .......................................................08
5. CAMINHOS E SOLUÇÕES ...................................................................11
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................12

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Os conceitos e os caminhos da Educação

  • 1. OS CONCEITOS E OS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO Priscila Pettine São Paulo 2007
  • 2. OS CONCEITOS E OS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO Priscila Pettine São Paulo 2007 Artigo apresentado a Uni Sant’Anna para avaliação parcial da disciplina de Oficina de Leitura e Produção de Textos III, do 3° semestre do curso de Letras, sob orientação da Professora Tereza Costa.
  • 3. A coisa mais indispensável a um homem é reconhecer o uso que deve fazer do seu próprio conhecimento. Platão
  • 4. Resumo: Pode haver um propósito comum da educação capaz de gerar um consenso universal a seu respeito? Ao longo dos séculos, as nações tentam encontrar a melhor forma de educar, elencando os princípios e os fins da educação. Contudo, a educação adequada e plena ainda permanece como um grande ideal a ser atingido por todos. A partir destas considerações, formulei o presente artigo tentando desvelar os caminhos norteadores da educação, investigando seus conceitos básicos e fundamentais com o propósito de sondar as possíveis causas das constantes perdas de êxitos nesse âmbito. Através do questionamento do papel das universidades na aquisição de conhecimentos fundamentais a sociedade, delineia-se o foco das questões educacionais levantadas. Palavras- Chave: Educação, conhecimento, universidade.
  • 5. 1. Introdução O processo de globalização e o avanço das tecnologias de informação e comunicação estão reinventando as relações sociais. Na educação não é diferente. Novas formas de interação entre alunos e educadores abrem um mundo cheio de possibilidades, no entanto, é preciso mais que estar preparado para assumir os novos desafios, ser capaz de reconhecê-los. Nos dias de hoje, nota-se que um diploma já não resolve a vida profissional de um sujeito, e estudar deve ser um processo contínuo no qual o aluno pode assumir tal postura na universidade. Como estudante ou como profissional, é preciso estar em constante busca de novas habilidades e competências. No momento inicial de uma vida acadêmica, destacam-se as necessidades de desenvolvimento da capacidade de encontrar informações para o exercício das atividades, a coragem para romper os limites do conhecimento de sua área de especialização, e uma intelectualização que se prime por obter uma visão de mundo compatível com a nossa realidade. No Brasil, apesar das promessas trazidas pela tecnologia, é preciso reconhecer a existência de muitos problemas básicos que ainda não foram resolvidos. Há deficiências graves na formação de um grande número de estudantes no que se refere a conhecimentos de forma geral e no que se refere a conceituar os fundamentos da própria formação. Estamos acostumados a sempre observar a nossa realidade presente com os pontos de vistas convenientes à nossa sociedade e se isso não bastasse, ainda procuramos apenas observar as realidades passadas, unicamente através de nossas convenções e valores. A sociedade vê seus valores e conceitos educacionais balizados em sistemas filosóficos de natureza contingente, historicista, materialista e profundamente relativista. Deste modo, é preciso dar uma ênfase maior aos problemas frutos dos excessos do marxismo em nosso sistema educacional vigente, bem como em nossa cultura de um modo geral, tentando captar uma visão panorâmica destes problemas. No meio educacional sempre se afirma que se deve voltar à educação para formar cidadãos, para preparar os jovens para o mercado de trabalho ou, prepará-los para a vida. Porém, qual é o fim último da educação? Um fim último seria um fim em si mesmo que por sua vez, daria sentido à existência de algo. Se perguntássemos a um professor, provavelmente ele não saberia responder-nos, ou por desconhecer ou por não fazer questão de compreender a grandeza do que seria fazer parte deste algo. Não apenas os educadores como também a sociedade, quase que em sua totalidade, se vê mergulhada no imediatismo, embalados certas horas por um profundo pragmatismo. Se o meio nos influencia, é certo que por vezes nos esquecemos de que nós também determinamos o meio e determinamos a nós próprios. 2. A educação o que é?
  • 6. Muitas pessoas que enredam este assunto começam afirmando que este conceito varia de acordo com o ponto de vista, mas, é justamente aí que começo a averiguar a loucura do mundo contemporâneo. Se tal pergunta fosse lançada numa sala repleta de educadores todos arriscariam uma resposta, mas se perguntássemos: o que quer dizer educar? A pergunta ficaria sem resposta, tamanha a fragmentação do conhecimento humano nos dias de hoje. A maioria das pessoas fala de inúmeros assuntos com ares dignos de um aristocrata erudito, porém, sem o menor domínio conceitual. Já que menciono isso, interrogo sobre o que venha a ser um conceito. A palavra conceito vem do latim con+ceptus, que quer dizer apanhar, tomar, catar. Neste sentido, um conceito é um símbolo pelo qual nós apanhamos, catamos a realidade. E a educação, o que é? Um conceito, que por sua vez, vem do latim ex ducere, que quer dizer guiar para fora. Educar nada mais é do que guiar uma pessoa para que saia de seu mundo subjetivo. Para tornar isso mais claro, uma analogia é importante, então, pensemos em um bebê de colo. Ele recebe apenas informações do funcionamento de seu organismo. Toda vez que se manifesta (chora), ele expressa o recebimento de uma informação de seu organismo (se está com fome, sujo, etc.). As únicas informações que ele tem é de seu estado físico e nada mais. Gradativamente, os adultos tentam criar laços com a criança, que seria o ensino da linguagem, a fim de que o bebê passe a não só receber informações de seu organismo, mas também, do que está além dele. Neste sentido, através da transmissão/apreensão da linguagem a criança gradativamente é conduzida, guiada para fora. Para exteriorizar o conhecimento é preciso uma educação de interesse, de curiosidade, opondo-se a um esforço artificial. É preciso estimular o desenvolvimento interno, a educação pela ação em vez da passividade. O objetivo do trabalho educativo deve supor sempre um propósito. Necessariamente, não precisa ser o de ensinar muitas coisas, mas o de impedir que sejam adquiridas idéias não claras, fatos que não sejam compreendidos. Apesar das dificuldades, a universidade continua tendo espaço especial no contexto educacional. Nela se têm acesso as mais variadas informações, espaços para debates e atividades intelectuais diversas. Também é no meio acadêmico que muitos estudantes constroem a primeira rede de contatos profissionais. Portanto, se há problemas a serem enfrentados, têm de haver muitas possibilidades. O processo educativo está em nossas mãos (alunos e professores), e quando se trata de educação, vale lembrar um grande mestre da educação brasileira, Paulo Freire. Como ele sugere em um de seus livros clássicos, Educação como Prática da Liberdade, “o aluno deve ser ativo no processo educativo e não apenas simples receptor de informações”. (FREIRE, 1989: p 38). Em suas palavras, surge a proposta de que se tenha em lugar de professor, com tradições fortemente doadoras, o coordenador de debates; em lugar da aula
  • 7. discursiva, o diálogo; em lugar do aluno com tradições passivas, se tenha o participante de grupo; e em lugar dos pontos e programas alienados, programação compacta, reduzida e codificada em unidades de aprendizado. Neste contexto, surgem dúvidas tais como: Estamos preparados para enfrentar os desafios educacionais da nossa época? Os alunos estão preparados para serem participantes de grupos e não apenas receptores passivos? Infelizmente, no Brasil e em vários lugares do mundo, o estudante não acredita em sua capacidade de pesquisa e aprendizado. Muitas vezes, o aluno imagina ser apenas do docente a responsabilidade pelo processo educativo, como sugeriu Belloni, o conceito de aprendente autônomo ou independente, capaz de autogestão de seus estudos é ainda embrionário; do mesmo modo que o estudante autônomo é ainda exceção no universo de nossas universidades abertas e convencionais (BELLONI, 2002: p. 45) A única unanimidade em torno do assunto, talvez seja a convicção de que a educação em geral e o ensino superior em particular, devem transformar-se para dar condições e encorajar uma aprendizagem autônoma, que propicie e promova a construção do conhecimento, isto é, que considere “o conhecimento como processo e não mercadoria”. (Paul, 2002: p.132 apud BELLONI). As transformações tecnológicas mundiais nos fazem antever grandes modificações na educação. Na tentativa de incorporar novos recursos tecnológicos, no entanto, a escola não tem obtido plenos sucessos porque, diversas vezes, quando adquire os novos aparatos, não alteraram a tradição das aulas acadêmicas. Estas continuam ou dirigindo-se a finalidade dos novos meios existentes ou ignorando-os, em contra posição a eles. Em nenhum momento, buscam as instituições de ensino, levar conhecimento das causas geradoras destas transformações tecnológicas e sociais à mente dos alunos, de forma verdadeira, singela e prioritária, elegendo o conhecimento dos fatos como bandeira maior. As transformações vertiginosas da sociedade capitalista e tecnológica mudam rapidamente. A idéia dessa mudança é cultivada pelas escolas através de uma filosofia de que os produtos e a maneira de produzi-los também mudam continuamente e que devido a isso, criam- se novas profissões e extinguem outras. Daí a necessidade de uma educação permanente, que permita a continuidade dos estudos, e, portanto de acesso às informações, mediante uma autoformação controlada. Preparar a cabeça dos educandos voltados à demanda desta sociedade capitalista e tecnológica deve ser mister para uma “boa educação”, é o que diz o discurso de senso comum dos dirigentes educacionais e da população em geral. 3. O que é hoje a Universidade? Dificilmente encontraremos algo que tenha mudado tanto a sua forma e continuado com a mesma identidade como as universidades. Com o passar dos séculos, estas instituições
  • 8. sofreram verdadeiras metamorfoses que as transformaram significativamente. Atribuem-se inúmeras funções e prerrogativas para as universidades sem ao menos se perguntar o que era uma universidade quando estas surgiram. Posso dizer que a universidade dos dias de hoje é como um homem que era monge e que, em um determinado momento de sua vida resolveu abandonar a vida monástica para casar-se e ter filhos, e depois disso, decidiu separar-se e extrapolar com outras mulheres. Todavia, este homem mesmo após estas condutas, continua a declarar que é um monge Dominicano. O mesmo ocorre com as universidades, onde é possível notar de forma clara, fases muito semelhantes à metáfora descrita acima. Através dos conceitos clássicos, entende-se que a função básica de uma universidade seria a de preparar e formar uma elite pensante, intelectual, entretanto, sem a menor compreensão da formação histórica desta instituição, o debate fica dividido em dois pólos midiáticos e imediatistas. De um lado estão os que crêem nas universidades privadas e as defendem visando a preparação de profissionais para o mercado de trabalho; do outro, estão aqueles que defendem que todas as universidades devem ser públicas e devem formar militantes políticos e intelectuais orgânicos. Posso afirmar que a discussão está fora de foco, pois ela só se vê polarizada quanto as suas dimensões pública e privada. Esta, por sua vez, é uma discussão vaga, pois ambas tem estruturas suficientes para realizar a atividade basilar de uma universidade que é a formação de uma elite pensante. O que não se discute é justamente a profundidade da problemática que seria nos perguntar se o estado em que estão as universidades são o de universidades. Para que seja possível compreender a situação do sistema educacional de nosso país, procuro apontar alguns tópicos indispensáveis para a compreensão do que são, o que eram e como estão as universidades. Para Antônio Gramsci (1979), o intelectual deve ser um militante do partido e, deve priorizar as demandas deste. O intelectual deve procurar construir estratégias para tomar o poder dos atuais donos do poder e nada mais. Nesta perspectiva, a cultura fica reduzida a estratagemas políticos e cacoetes de campanha. Reduz-se a dimensão ontológica da cultura a vil dimensão maniqueista da política. Em outras palavras, na desculpa de se moralizar a política, os intelectuais orgânicos politizam a moral (as campanhas de ética), como também a religião (a teologia da libertação), as relações entre marido e mulher e as relações entre negros e brancos (os movimentos do politicamente correto). Deste modo, estes elementos não apenas fazem uma inversão de valores como também uma profunda perversão destes valores. Posso citar como exemplo desta postura pervertida, o posicionamento da UNE (União Nacional dos Estudantes), onde o corpo estudantil envolvido nesta agremiação gritou em um só tom de voz, que eram contra o neoliberalismo, que queriam o
  • 9. fora FHC. Porém, desconhecendo posturas clássicas, jamais pararam para ponderar e analisar a atual conjuntura política brasileira frente ao cenário mundial. A única coisa que estes pseudo- acadêmicos fizeram foi gritar pelas ruas palavras de ordem feitas pelos partidários políticos como fora FHC e o FMI, ou Fernando um Fernando dois, qual é a... que vem depois?! Entoando bandeiras e faixas, como também, cantarolando canções como esta: Eu só quero é ser feliz, pegar Fernando Henrique e tirar sangue do nariz/ E poder me orgulhar, pegar Paulo Renato e dar porrada até matar!. Nos congressos da UNE, especialmente nas eleições, o que se vê não é grupo de estudantes a disputar a direção do órgão estudantil, mas sim e apenas, militantes de partidos políticos de olho na massa de manobra e nos cofres da mesma. Como exemplo disso, (além do caso do financiamento da campanha do Gomide com o dinheiro das carteirinhas) ilustra-se também o caso dos famosos estudantes de profissão, que nada mais são que militantes pagos para estudar em uma Universidade para poder controlar os CA’s - Centros Acadêmicos). Sem saber ao certo em que ele está a se envolver, o “cordeiro revoltado” sai pelas ruas a gritar palavras de ordem que mal compreende, mas, como só gente “esclarecida” as grita, ele segue o andar da carruagem. E isso é a formação de nossa "nata intelectual”. Vemos um exacerbado culto à cultura popular por parte dos intelectuais ao mesmo tempo em que olham com certo desdém para a cultura superior. Tal postura acaba por afetar todo o restante do corpo social, pois estes sempre procuravam apontar para o que havia de melhor e hoje, faz-se um culto do que há de mais medíocre e insolente. Outro exemplo disso é a apologia que cientistas sociais fazem a movimentos como o hip-hop, a bandas que fazem apologias ao uso de drogas e a violência. Que tipo de horizonte uma cultura reduzida a este patamar pode propiciar aos nossos jovens e adolescentes? Mas os cientistas sociais as acham o máximo, pois, como dizem eles, é uma forma de resistência a opressão da sociedade. Foi-se o tempo em que os homens Santos eram símbolo de conduta. Pois bem, sem perder a diretriz do foco, indago: se a atual situação dos intelectuais universitários está muito distante do que eram os intelectuais no florescer das Universidades, como estas eram? As Universidades não nascerem como instituições oficiais, mas sim, como clubes de aficionados que eram movidos unicamente pelo anseio de conhecimento. Eram nada mais que grupos de estudos onde não se mediam esforços para se obter o que havia sido criado de melhor pela alma humana. Todavia, o que se vê nos dias de hoje, é uma massa de intelectuais que se movem unicamente pelo anseio ou de realizar a manutenção da eficácia do aparato tecnológico ou a divisão do poder político. Tudo que se diz em público tem apenas duas finalidades: a manutenção da ordem político-econômica ou a sua alteração. Isto faz pensar que precisamos, como educadores brasileiros e latino-americanos, buscar nossas próprias soluções e unir nossos esforços para o aperfeiçoamento da formação de
  • 10. professores para um novo tempo, superando os paradigmas classificatórios existentes, que impedem a inovação educacional numa diretriz coerente. Se a observação de fato pode indicar os caminhos para um saber renovado, como crê Stephen Kanitz (2001), a observação dos valores em que se encontram nossos conceitos educacionais atualmente, deve ser feita imediatamente para que possamos evitar maiores distorções destes valores sociais e culturais. Para Kanitz, ensinar a observar deveria ser a tarefa número um da educação, e nessa direção, podemos entender que o repetir das velhas fórmulas alheias a um conhecimento amplo da realidade, tenha ocasionado o caos educacional atual, no qual os parâmetros da educação ainda não estão bem delineados. A uniformidade no pensar e no agir dos seres humanos, propiciou o surgimento de novas representações sociais, que atualmente, permeiam o mundo em que vivemos. Tais representações estão presentes na vida de cada indivíduo e fazem com que novas expectativas sejam criadas a respeito do papel que o professor deve desempenhar nesse momento. A esse propósito, devemos sempre ter em mente que o indivíduo sofre a pressão das representações dominantes na sociedade e é nesse meio que pensa ou exprime seus sentimentos. Nesse contexto, Paulo Freire diria que o indivíduo oprimido sofre a opressão das representações dominantes e nesse meio se expressa, conforme sugere com outras palavras em seu livro, Pedagogia do Oprimido. Nessa esfera, uma mudança de postura como a sugerida por Paulo Freire, na qual o professor, que é um formador de opinião, com posturas fortemente tradicionalistas, passasse a coordenar debates renovadores, seria uma esperança de perspectiva educacional positiva. Mas como este sujeito que é tradicionalista poderia adotar e assumir tal função, se seus conceitos se primam pela repetição da velha moral? Paulo Freire nos aponta soluções dialéticas de problemas, mas não mantém apontamentos de como atingir tais soluções objetivamente. A abordagem dialética da realidade, cujos determinantes se encontram nos fatores econômicos, políticos e sociais, é sem dúvida, notável. Com uma visão realista, ele considerou que o conhecer não poderia ser um ato de "doação" do educador ao educando, mas um processo estabelecido no contato do homem com o mundo vivido, que não é estático, mas dinâmico, em contínua transformação. Contudo, seu pensamento nos dá margem a indagar, como a sociedade poderia transformar a mente dos educadores, que são pessoas com valores já cristalizados, antes destes transformarem a mente dos educandos? Como poderiam eles próprios reformular seus pontos de vistas para esse fim? O que nos escrevem estudiosos da situação educacional é o que deveria mudar, mas como a mudança pode ocorrer não nos é passado. Caso contrário, como de costume, repetiríamos estas fórmulas mágicas e teríamos a transformação. O que há e sempre haverá, são discussões um tanto infrutíferas sobre as divergências sociais e educacionais que atravessamos, sem muito visar um objeto final comum, mas apenas
  • 11. discursar sobre o tema, para a demonstração de um quadro que indicie que alguém “observa” que algo está errado. Muitos não visam transformar este quadro, mas apenas demonstrá-lo. Nosso sistema educacional ineficaz está em exposição há séculos, e diversos críticos opinam sobre ele, mas intocavelmente, ninguém ousa de fato, intervir nesta obra de arte inventada por poucos e mal interpretada por muitos. Como de praxe, também analiso estas deficiências, mas na esperança de que soe como reflexão transformadora da conduta de professores e alunos que neste momento, podem refazer nossa realidade através da cautelosa observação do nosso historial até aqui. Teria sido esta também a esperança de muitos críticos sociais? Somos todos responsáveis pelas divergências de ensino que atravessamos e é preciso reconhecer isto. Os alunos são culpados na medida em que pensam que os professores são os únicos que devem passar-lhes a educação, sem questionar suas fontes e passivamente repetindo uma tradição social. Os professores, desmotivados de seus alunos, prevendo o que já os espera, condenam-os de antemão, pois estes mesmos professores já estão por vezes, também condenados a um fracasso social, julgando que seu conhecimento conteudístico é a bandeira mais sublime que podem possuir. Há ainda outros tantos culpados que tendem a surgir, caso nos dediquemos a esta procura. Certamente que há formas de solucionar os problemas educacionais que nossa sociedade apresenta, mas podemos inferir que estas soluções não se apresentam, devido à repetição constante do quadro destes problemas, ora focando as causas, ora as conseqüências, mas ora alguma focando formas de intervenção de maneira objetiva e comum a todos. Intrinsecamente relacionado ao nosso quadro educacional, está o marxismo, e não que passemos a ignorar um sistema amplo e científico como tal, mas, não podemos delinear caminhos para uma educação plena e satisfatória, apenas extravasando o tema do capitalismo de Karl Marx. Até mesmo este sistema necessita auto renovar-se, e por isso, a discussão não caberia dentro da finalidade do encontro ou do resgate da educação ideal. A história caminha e novos pensamentos, novas políticas, novas pessoas, novos problemas surgem. Os grandes ideais não podem se cristalizar na história, se tornar incapaz de compreender o novo. 4. Caminhos e Soluções Com todos estes levantes e considerações, tenho a inferir que podemos e devemos utilizar a própria escola, a própria universidade para a transformação social e educacional. Nessa vertente, devemos primar que a educação elencando o conhecimento intelectual, deve ser livre de interesses político-econômicos, pseudo-religiosos e inclusive pessoais. A política, a economia e mesmo a religião não devem envolver-se com a educação senão como foco de estudo educacional, como um instrumento para o conhecimento, permitindo a individualidade do objeto
  • 12. educação com o fim no conhecimento de si mesmo. Nesse processo, o educador deve abster-se de seus interesses pessoais, não significando isto, que um educador não possa transmitir aquilo que for verdadeiramente correto ao seu entendimento, apenas discernindo o que é difícil distinguir e discernir. O educador deve estimular o senso de justiça, a busca da verdade e do belo, beleza esta que abstratamente, refere-se a exemplos como o altruísmo desinteressado e sincero. Valores priorizados por filósofos do conhecimento humano, como Sócrates, Platão e Aristóteles, ficam ainda hoje, em segundo plano e devido a isso, a educação desde a Grécia Antiga, ainda nos permeie como um grande ideal, como algo jamais atingido plenamente por nenhuma geração e que por isso mesmo, se faz tão fundamental. O propósito da educação deve ser adquirir habilidade, buscar a sabedoria, realizar a individualidade e alcançar os valores humanos elevados. A educação passou, recentemente, do controle do clero para o dos advogados e homens de negócios. E finalmente deve ser entregue aos filósofos e cientistas, educadores do saber, ou seja, do conhecimento. Os educadores devem ser seres livres, líderes de fato, com o fito de que a filosofia, a busca da sabedoria, possa tornar-se a busca principal na educação. A educação que tem sido por muito tempo, regionalista, militarista, exaltadora do ego e buscadora do sucesso, deve finalmente ser aberta para o mundo, tornar-se idealista, auto- realizadora e abrangente, permitindo-se um salto para novos níveis de valor. Este salto apenas se dará quando ela ultrapassar o sistema da economia, baseado puramente na motivação do lucro. Com a certeza de que há uma grande inversão de valores em nosso meio educacional e social, podemos buscar um fio condutor que nos guie novamente, ao inverso deste patamar atual, encontrando assim, um caminho seguro para as soluções. Quando isto ocorrer, as universidades poderão voltar à realização de seu fim primeiro: formar mentes pensantes e verdadeiramente preparadas para os desafios de seu tempo atual, ancorando-se em conhecimentos úteis e renovados. Retrato por fim, que a educação deve guiar-se de modo tal, que a humanidade possa gradualmente experimentar os níveis ascendentes da sabedoria, que são:  O conhecimento das coisas.  2. A compreensão dos significados.  3. A apreciação dos valores.  A nobreza do trabalho – o dever.  A motivação das metas – a moralidade.  O amor pelo serviço – o caráter.  Elevação pessoal – êxitos plenos adquiridos nas realizações por conta das etapas anteriores.
  • 13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BELLONI, M. L. A formação na sociedade do espetáculo. São Paulo: Loyola, 2002. FREIRE, Paulo. Educação como Prática da Liberdade. 19ª ed, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1989. __________. Pedagogia do Oprimido. 12ª ed, Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. ZULIAN, Margaret. Posturas do Educador Contemporâneo. Artigo. Disponível em: http://paginas.terra.com.br/educacao/MargaretZulian/bp10.htm. Acesso em 07/03/2007. KANITZ, Stephen. Observar e Pensar. Artigo publicado na Revista Veja 04/08/2001. ARISTÓTELES. Poética. São Paulo: Nova Cultural, 1999. CAMPBELL, Joseph. O Herói de Mil Faces. São Paulo: Cultrix, 1999. GRAMSCI, Antônio. Concepção Dialética da História. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1996. __________. Os intelectuais e a organização da cultura. 3ª ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1979 KANT, Immanuel. Sobre a Pedagogia. Trad. de Francisco Cock Fontanella. 2ª ed. Piracicaba: UNIMEP, 1999. PILETTI, Nelson. Filosofia e História da Educação. 2ª ed. São Paulo: Ática, 1988.
  • 14.
  • 15. SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO ....................................................................................... 05 2. A EDUCAÇÃO O QUE É? ..................................................................... 06 3. O QUE É HOJE A UNIVERSIDADE .......................................................08 5. CAMINHOS E SOLUÇÕES ...................................................................11 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................12