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OS AFRICANOS NO BRASIL
Inicialmente, os portugueses ocuparam o litoral oeste do continente africano guiados pela esperança
de encontrar ouro. O relacionamento com a população nativa era razoavelmente pacífico, tanto que
os europeus chegavam a casar com mulheres africanas. Mas registros apontam que por volta de
1470 o comércio de escravos oriundos da África tinha se tornado o maior produto de exploração vindo
do continente.
No século XV Portugal e algumas outras regiões da Europa eram os principais destinos para a mão
de obra escrava apreendida no continente africano. Foi a colonização no Novo Mundo que mudou a
rota do mercado consumidor de escravos e fez com que o comércio fosse praticado em grande
escala.
Os escravos capturados na África eram provenientes de várias situações:
 poderiam ser prisioneiros de guerra;
 punição para indivíduos condenados por roubo, assassinato, feitiçaria ou adultério;
 indivíduos penhorados como garantia de pagamento de dívidas;
 raptos em pequenas vilas ou mesmo troca de um membro da comunidade por alimentos;
A maior parte dos escravos vindos da África Centro-Ocidental era fornecida por chefes políticos ou mercadores, os portugueses trocavam algum
produto pelos negros capturados.
A proveniência dos escravos percorria toda a costa oeste da África, passando por Cabo Verde, Congo, Quíloa e Zimbábue. Dividiam-se em três
grupos: sudaneses, guinenos-sudaneses muçulmanos e bantus. Cada um desses grupos representava determinada região do continente e tinha
um destino característico no desenrolar do comércio.
Os sudaneses dividiam-se em três subgrupos: iorubas, gegês e fanti-ashantis. Esse grupo tinha origem do que hoje é representado pela Nigéria,
Daomei e Costa do Ouro e seu destino geralmente era a Bahia. Já os bantus, grupo mais numeroso, dividiam-se em dois subgrupos: angola-
congoleses e moçambiques. A origem desse grupo estava ligada ao que hoje representa Angola, Zaire e Moçambique (correspondestes ao centro-
sul do continente africano) e rinha como destino Maranhão, Pará, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo. Os guineanos-sudaneses
muçulmanos dividiam-se em quatro subgrupos: fula, mandinga, haussas e tapas. Esse grupo tinha a mesma origem e destino dos sudaneses, a
diferença estava no fato de serem convertidos ao islamismo.
Desde os primeiros registros de compras de escravos feitos em terras brasileiras até a extinção do tráfico negreiro, em 1850, calcula-se que tenham
entrado no Brasil algo em torno de quatro milhões de escravos africanos. Mas como o comércio no Atlântico não se restringia ao Brasil, a estimativa
é que o comércio de escravos por essa via tenha movimentado cerca de 11,5 milhões de indivíduos vendidos como mercadorias.
A saudade da terra natal (banzo) e o descontentamento com as
condições de vidas impostas eram a principal razão das fugas, revoltas
e até mesmo dos suicídios dos escravos. A "rebeldia" era punida pelos
feitores com torturas que variavam entre chicotadas, privação de
alimento e bebida e o "tronco". Durante essas punições, os negros
tinham seus ferimentos salgados para provocar mais dor.

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Os africanos no brasil

  • 1. OS AFRICANOS NO BRASIL Inicialmente, os portugueses ocuparam o litoral oeste do continente africano guiados pela esperança de encontrar ouro. O relacionamento com a população nativa era razoavelmente pacífico, tanto que os europeus chegavam a casar com mulheres africanas. Mas registros apontam que por volta de 1470 o comércio de escravos oriundos da África tinha se tornado o maior produto de exploração vindo do continente. No século XV Portugal e algumas outras regiões da Europa eram os principais destinos para a mão de obra escrava apreendida no continente africano. Foi a colonização no Novo Mundo que mudou a rota do mercado consumidor de escravos e fez com que o comércio fosse praticado em grande escala. Os escravos capturados na África eram provenientes de várias situações:  poderiam ser prisioneiros de guerra;  punição para indivíduos condenados por roubo, assassinato, feitiçaria ou adultério;  indivíduos penhorados como garantia de pagamento de dívidas;  raptos em pequenas vilas ou mesmo troca de um membro da comunidade por alimentos; A maior parte dos escravos vindos da África Centro-Ocidental era fornecida por chefes políticos ou mercadores, os portugueses trocavam algum produto pelos negros capturados. A proveniência dos escravos percorria toda a costa oeste da África, passando por Cabo Verde, Congo, Quíloa e Zimbábue. Dividiam-se em três grupos: sudaneses, guinenos-sudaneses muçulmanos e bantus. Cada um desses grupos representava determinada região do continente e tinha um destino característico no desenrolar do comércio. Os sudaneses dividiam-se em três subgrupos: iorubas, gegês e fanti-ashantis. Esse grupo tinha origem do que hoje é representado pela Nigéria, Daomei e Costa do Ouro e seu destino geralmente era a Bahia. Já os bantus, grupo mais numeroso, dividiam-se em dois subgrupos: angola- congoleses e moçambiques. A origem desse grupo estava ligada ao que hoje representa Angola, Zaire e Moçambique (correspondestes ao centro- sul do continente africano) e rinha como destino Maranhão, Pará, Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e São Paulo. Os guineanos-sudaneses muçulmanos dividiam-se em quatro subgrupos: fula, mandinga, haussas e tapas. Esse grupo tinha a mesma origem e destino dos sudaneses, a diferença estava no fato de serem convertidos ao islamismo.
  • 2. Desde os primeiros registros de compras de escravos feitos em terras brasileiras até a extinção do tráfico negreiro, em 1850, calcula-se que tenham entrado no Brasil algo em torno de quatro milhões de escravos africanos. Mas como o comércio no Atlântico não se restringia ao Brasil, a estimativa é que o comércio de escravos por essa via tenha movimentado cerca de 11,5 milhões de indivíduos vendidos como mercadorias. A saudade da terra natal (banzo) e o descontentamento com as condições de vidas impostas eram a principal razão das fugas, revoltas e até mesmo dos suicídios dos escravos. A "rebeldia" era punida pelos feitores com torturas que variavam entre chicotadas, privação de alimento e bebida e o "tronco". Durante essas punições, os negros tinham seus ferimentos salgados para provocar mais dor.