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Curso Técnico:
CORRETA LIGAÇÃO DOMICILIAR À
REDE COLETORA DE ESGOTO
Contato:
Eng. Igor Puff Floriano
igor@echoaengenharia.com.br
Curso de capacitação de empresas e técnicos
“Visa transmitir informações, estimulando reflexões e trocas de
experiências sobre a cultura de saneamento e oferecer
orientações teóricas e práticas para a construção e manutenção
de ligações de esgoto.”
Credenciamento e certificação dos participantes
junto ao programa Floripa se liga na Rede
Curso Técnico:
Como funciona:
O usuário é
informado sobre o
programa
No Evento Regional
ele receberá
orientação técnica
É realizado o
agendamento da
Inspeção
No dia da inspeção,
uma equipe técnica irá
até a sua residência
A equipe irá avaliar as
condições do imóvel
para a regularização
O usuário receberá
um orçamento do
serviço
O proprietário
decide se efetuará a
obra
A ligação será feita por
equipe credenciada no
programa
O pagamento será
realizado direto com a
empresa credenciada
Sua residência constará como regularizada na
ligação de esgoto no cadastro técnico da
Prefeitura Municipal de Florianópolis
Será produzido um croqui com
esclarecimentos e orientações
da obra a ser efetuada
O que é esgoto doméstico?
Esgoto doméstico: efluente resultante da quantidade de água consumida,
variável segundo hábitos e costumes de cada localidade.
NBR 9648/86
Esgoto
Industrial
Esgoto
Doméstico
Esgoto
Sanitário
Águas de
Infiltração
Sistemas de tratamento
coleta e transporte dos esgotos
Sistema
individual
Esgotamento
Sanitário
Sistema coletivo
convencional
Ligação Predial
Rede coletora
Estação elevatória
Estação de tratamento
Fossa/sumidouro
Sistema de Esgotamento Sanitário
INDIVIDUAL
Sistema de Esgotamento Sanitário
COLETIVO
LEI FEDERAL n° 11.445/2007 Princípios de saneamento básico
“Art. 9º Consideram-se serviços públicos de esgotamento sanitário os serviços constituídos por uma ou
mais das seguintes atividades:
I - coleta, inclusive ligação predial, dos esgotos sanitários;
II - transporte dos esgotos sanitários;
III - tratamento dos esgotos sanitários; e
IV - disposição final dos esgotos sanitários e dos lodos originários da operação de
unidades de tratamento coletivas ou individuais, inclusive fossas sépticas”.
“Art. 11. Excetuados os casos previstos nas normas do titular, da entidade de regulação e de meio ambiente,
toda edificação permanente urbana será conectada à rede pública de esgotamento sanitário disponível.
§ 1º Na ausência de rede pública de esgotamento sanitário serão admitidas soluções individuais,
observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos responsáveis pelas políticas ambientais,
de saúde e de recursos hídricos”.
Disposições Legais:
LEI FEDERAL n° 9605/1998 Crimes Ambientais
Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas
e atividades lesivas ao meio ambiente
“Art. 61. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam
resultar em danos à saúde humana...
Multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais)”.
“Art. 62. Incorre nas mesmas multas do art. 61 quem:
IV - dificultar ou impedir o uso público das praias pelo lançamento de substâncias,
efluentes, carreamento de materiais ou uso indevido dos recursos naturais”.
Disposições Legais:
Lei Municipal 239/2006 – Código Sanitário do Município
“Art. 37 ...
§ 1º A pessoa deverá utilizar a rede pública de esgoto sanitário, salvo as residências que comprovarem
a existência de inviabilidade técnica e/ou econômica para tal e garantir que seu sistema de eliminação de dejetos
não comprometa a sua saúde, a de terceiros ou o meio ambiente”.
“Art. 41 ...
§ 3º É proibido o lançamento de águas pluviais na rede coletora de esgoto sanitário”.
Disposições Legais:
ARESC Resolução 046/2016
“Art. 5 ...
§ 1º Toda construção permanente urbana com condições de habitabilidade situada em via pública,
beneficiada com redes públicas de abastecimento de água e/ou de esgotamento sanitário deverá, obrigatoriamente,
interligar-se a rede pública, de acordo com o disposto no Art. 45 da Lei n° 11.445/2007,
respeitando as exigências técnicas do prestador de serviço.
Disposições Legais:
Responsabilidade CLIENTE / CASAN
Aumento na vazão
Rede Coletora
(Transbordamento)
Água pluvial ligada na
rede de esgoto
Entupimento da
rede coletora
Inexistência de
caixa de gordura
Irregularidade/ possível
contaminação do solo
Não ligar corretamente o
domicílio na rede coletora /
Não desativar a fossa
Problemas encontrados em
ligações prediais :
Orientacoes_esgoto_nbr8160_Florianopolis
Fonte: https://www.cesan.com.br/
Fonte: http://www3.lopes.com.br/imovel/loteamento-loteamento-vila+maringa-jundiai-628m2-ref-13268
Ligação Predial – Caixa de Inspeção (CI):
Ligação Predial
Cx. Inspeção
Coletor Predial
Quintal Rua
Caixa de Inspeção - Calçada:
Ligação Predial – Caixa de Inspeção:
• Deve ser locada na testada do imóvel;
• Cada ramal de ligação de esgoto é associado a uma ligação de água ou a um lote;
• < / = 12 economias - CI diâmetro DN 400 concreto /Tubulação Diâmetro 100 mm;
• > 12 economias - CI diâmetro DN 600 concreto /Tubulação Diâmetro 150 mm;
• As Caixas de Inspeção - CI´s deverão estar no passeio e possuir no mínimo 70 cm de
profundidade.
CASAN - Manual de Serviços de Instalação Predial de Água e Esgotos Sanitários
Caixa de Inspeção:
Caixa de Inspeção:
Declividade Ramais de Esgoto:
Ramal de Esgoto:
• Declividades Internas: 2% DN< = 75 mm;
• Declividades Internas: 1% DN> = 100 mm;
• Sub-coletores e Coletor Predial de Esgoto:
• Declividades Externa: 2%
NBR 8160/99 - Sistemas prediais de
esgoto sanitário - Projeto e execução
Válvula de Retenção de Esgoto:
Solução que protege as instalações
prediais de esgoto e hidráulica do refluxo
de esgoto, principalmente nos casos de
inundações, enchentes, entupimentos
ou vazões elevadas nos períodos de
fortes chuvas.
Água de chuva na ligação predial de esgoto:
- A rede de esgoto NÃO é dimensionada para captar águas pluviais;
- Provocando o transbordamento, através dos poços de visita e caixas de inspeção;
- O aumento de vazão extravasa a capacidade das estações elevatórias e ETEs;
* O problema aumenta quando a rede está obstruída, geralmente causada pela camada
de gordura e areia que vão se formando e aderindo junto às paredes dos tubos.
Água de chuva na ligação predial de esgoto:
CASAN - Manual de Serviços de Instalação Predial de Água e Esgotos Sanitários
Fonte: http://blogviniciusdesantana.com/
Caixa de Passagem:
O que é?
Dispositivo destinado a permitir junção de tubulações, manobras de desvio, mudança de declividade.
NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução
• a distância menor do que 25,00m;
• a distância entre a CI e Caixa de passagem menor do que 15,00 m;
• não devem ser instaladas a menos de 2,00 m de distância dos tubos de queda
que contribuem para elas;
NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução
• cilíndricas, ter diâmetro mínimo igual a 0,15 m e, quando prismáticas de base poligonal,
permitir na base a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo igual a 0,15 m;
• ser providas de tampa cega (vedação), quando recebe esgoto primário;
• ter altura mínima 0,10 m;
• ter tubulação de saída dimensionada pela tabela de dimensionamento de ramais de
esgoto, sendo o diâmetro mínimo igual a DN 50 (normalmente DN 100).
Caixa de Passagem:
Caixa de Passagem:
Caixa de Gordura:
O que é?
Caixa destinada a reter a gordura, que devem ser removidas periodicamente, evitando a obstrução da
rede coletora do esgoto.
NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução
• Caixa sifonada
• Instalação em locais de fácil acesso;
• Acumulação da gordura (cálculo de volume) – tempo de detenção;
• Dispositivos de entrada e de saída projetados para que o esgoto escoe normalmente;
• Vedação adequada para evitar águas de lavagem de pisos ou de águas pluviais, etc.
PIA COZINHA, PIA CHURRASQUEIRA E MÁQUINA DE LAVAR LOUÇA
Caixa de Gordura:
NBR8169/99
As caixas de gordura devem ser divididas em duas câmaras, uma receptora e outra
vertedora, separadas por um septo não removível.
Tipos de Caixa de Gordura:
Opções de Caixa de Gordura:
NBR 8160/99: É vedado o uso de caixas de gordura individuais nos andares.
CI Obstruída com Gordura:
Fonte: http://www.treslagoas.ms.gov.br/
Dimensionamento-Caixa de Gordura:
• uma cozinha -> caixa de gordura pequena ou simples; (18L ou 31L)
• duas cozinhas -> caixa de gordura simples ou dupla; (31L ou 120L)
• coleta de três até 12 cozinhas, deve ser usada a caixa de gordura dupla; (120L)
• + 12 cozinhas, ou ainda, para cozinhas de restaurantes, escolas, hospitais,
quartéis, etc., devem ser previstas caixas de gordura especiais. (V = 2N+20)*
NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução
V= Volume útil*
N= Nº pessoas servidas pela cozinha no turno de maior fluxo
Sistema Fossa - Sumidouro:
O que é?
Conjunto de unidades destinadas ao tratamento e à disposição de esgotos de modo individual
Sumidouro – Uso favorável somente em áreas onde o lençol freático é profundo, onde possa garantir
a distância mínima de 1,5m entre o seu fundo e o nível máximo do lençol.
CASAN – recomenda desativar e enterrar o sistema fossa-sumidouro após ligação na rede para evitar
formação e acúmulo de gases.
*Lei Federal 11.445/07 - nos locais em que há rede disponível é obrigatória a ligação das
residências e a desativação das fossas sépticas.
NBR 7229/93 – Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos
Estação Elevatória Compacta:
Devem seguir as normas vigentes (NBR 12.208/92) e serão submetidos à apreciação da
CASAN.
CASAN - Manual de Serviços de Instalação Predial de Água e Esgotos Sanitários
Os efluentes de aparelhos sanitários e dispositivos instalados em residências localizadas em
nível inferior ao da via pública deverão ser reunidos em caixa coletora, construída de modo a
receber esses despejos por gravidade, dessa caixa os despejos serão recalcados para o coletor
público por meio de bombas com controladores de nível.
Cuidados:
Manutenção periódica,
Custos operacionais vinculados ao cliente,
Bomba reserva
Ex: Casas em encostas.
Estação Elevatória Compacta:
Fonte: http://pumpsbrasil.com.br/
Fonte: http://www.aquastar.com.br/
Prumada:
NBR8160 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário
O que é? Conjunto de tubos verticais com função de escoar todo o efluente até destinação final.
Importante Verificar:
1 - Quantidade de prumadas existente na
edificação;
2 - Prumadas espelhadas
Prumadas especiais: águas cinzas e/ou
escuras
Fonte: Profª Heloise G. Knapik – UFPR
Vistoria Residencial - Externa:
1º - Verificar se o logradouro e o imóvel é atendido por rede de esgoto sanitário.
2º - Imóvel é atendido por Caixa de Inspeção (CI)? (geralmente fica na calçada).
3º - Caixa de Inspeção está ligada no coletor predial?
*Verificar se a CI está desobstruída e se possui tubulação de ligação do ramal predial interno, a
inexistência dessa tubulação é um indicador de não ligação à rede pública de esgotamento
sanitário.
Não -> Confirmar a existência de fossa, tanque séptico, filtro ou sumidouro. Orientar a desativar o
sistema e ligar na rede coletora.
Sim -> porém passa pela fossa antes -> Orientar a desativar corretamente o sistema e CONECTAR
a ligação predial na rede de esgoto DIRETAMENTE.
Vistoria - Interna:
4º - Verificar as caixas de passagem: retenção de sólidos e falta de declividade.
5º - Caixas de Gordura: dimensões internas úteis, presença de sifão na saída. Recebem
EXCLUSIVAMENTE efluentes das pias de cozinha, pia de churrasqueira e máquinas de lavar louça.
Caixas de Gordura Especiais: restaurantes, hotéis, estabelecimentos com alto número de
atendimento. Deve-se cuidar com o dimensionamento.
6º - Introdução do corante alimentício em todas os aparelhos sanitários e verificar se os
mesmos passam pelas caixas de gordura e chegam até a caixa de inspeção.
7º - Verificar se a água do telhado, piscina, tanques descobertos e ralos de pisos que recebam
água de chuva estão ligados a rede de esgoto. (Irregular)
*Efluentes de tanques não podem passar pela caixa de gordura.
Orientacoes_esgoto_nbr8160_Florianopolis
EPI – Equipamento de Proteção Individual:
NBR8160 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário
Ministério do Trabalho – NR6/2017 – EPI - dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador,
destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
EPC – Equipamento de Proteção Coletiva:
NBR8160 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário
Ministério do Trabalho NR18 - Sinalização
A sinalização de segurança em vias públicas deve ser dirigida para alertar os motoristas, pedestres e em conformidade
com as determinações do órgão competente.
MUITO
OBRIGADO
Contato:
Eng. Igor Puff Floriano
igor@echoaengenharia.com.br

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  • 1. Curso Técnico: CORRETA LIGAÇÃO DOMICILIAR À REDE COLETORA DE ESGOTO Contato: Eng. Igor Puff Floriano igor@echoaengenharia.com.br
  • 2. Curso de capacitação de empresas e técnicos “Visa transmitir informações, estimulando reflexões e trocas de experiências sobre a cultura de saneamento e oferecer orientações teóricas e práticas para a construção e manutenção de ligações de esgoto.” Credenciamento e certificação dos participantes junto ao programa Floripa se liga na Rede Curso Técnico:
  • 3. Como funciona: O usuário é informado sobre o programa No Evento Regional ele receberá orientação técnica É realizado o agendamento da Inspeção No dia da inspeção, uma equipe técnica irá até a sua residência A equipe irá avaliar as condições do imóvel para a regularização O usuário receberá um orçamento do serviço O proprietário decide se efetuará a obra A ligação será feita por equipe credenciada no programa O pagamento será realizado direto com a empresa credenciada Sua residência constará como regularizada na ligação de esgoto no cadastro técnico da Prefeitura Municipal de Florianópolis Será produzido um croqui com esclarecimentos e orientações da obra a ser efetuada
  • 4. O que é esgoto doméstico? Esgoto doméstico: efluente resultante da quantidade de água consumida, variável segundo hábitos e costumes de cada localidade. NBR 9648/86 Esgoto Industrial Esgoto Doméstico Esgoto Sanitário Águas de Infiltração
  • 5. Sistemas de tratamento coleta e transporte dos esgotos Sistema individual Esgotamento Sanitário Sistema coletivo convencional Ligação Predial Rede coletora Estação elevatória Estação de tratamento Fossa/sumidouro
  • 6. Sistema de Esgotamento Sanitário INDIVIDUAL
  • 7. Sistema de Esgotamento Sanitário COLETIVO
  • 8. LEI FEDERAL n° 11.445/2007 Princípios de saneamento básico “Art. 9º Consideram-se serviços públicos de esgotamento sanitário os serviços constituídos por uma ou mais das seguintes atividades: I - coleta, inclusive ligação predial, dos esgotos sanitários; II - transporte dos esgotos sanitários; III - tratamento dos esgotos sanitários; e IV - disposição final dos esgotos sanitários e dos lodos originários da operação de unidades de tratamento coletivas ou individuais, inclusive fossas sépticas”. “Art. 11. Excetuados os casos previstos nas normas do titular, da entidade de regulação e de meio ambiente, toda edificação permanente urbana será conectada à rede pública de esgotamento sanitário disponível. § 1º Na ausência de rede pública de esgotamento sanitário serão admitidas soluções individuais, observadas as normas editadas pela entidade reguladora e pelos órgãos responsáveis pelas políticas ambientais, de saúde e de recursos hídricos”. Disposições Legais:
  • 9. LEI FEDERAL n° 9605/1998 Crimes Ambientais Dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente “Art. 61. Causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana... Multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) a R$ 50.000.000,00 (cinquenta milhões de reais)”. “Art. 62. Incorre nas mesmas multas do art. 61 quem: IV - dificultar ou impedir o uso público das praias pelo lançamento de substâncias, efluentes, carreamento de materiais ou uso indevido dos recursos naturais”. Disposições Legais:
  • 10. Lei Municipal 239/2006 – Código Sanitário do Município “Art. 37 ... § 1º A pessoa deverá utilizar a rede pública de esgoto sanitário, salvo as residências que comprovarem a existência de inviabilidade técnica e/ou econômica para tal e garantir que seu sistema de eliminação de dejetos não comprometa a sua saúde, a de terceiros ou o meio ambiente”. “Art. 41 ... § 3º É proibido o lançamento de águas pluviais na rede coletora de esgoto sanitário”. Disposições Legais:
  • 11. ARESC Resolução 046/2016 “Art. 5 ... § 1º Toda construção permanente urbana com condições de habitabilidade situada em via pública, beneficiada com redes públicas de abastecimento de água e/ou de esgotamento sanitário deverá, obrigatoriamente, interligar-se a rede pública, de acordo com o disposto no Art. 45 da Lei n° 11.445/2007, respeitando as exigências técnicas do prestador de serviço. Disposições Legais:
  • 13. Aumento na vazão Rede Coletora (Transbordamento) Água pluvial ligada na rede de esgoto Entupimento da rede coletora Inexistência de caixa de gordura Irregularidade/ possível contaminação do solo Não ligar corretamente o domicílio na rede coletora / Não desativar a fossa Problemas encontrados em ligações prediais :
  • 17. Ligação Predial – Caixa de Inspeção (CI): Ligação Predial Cx. Inspeção Coletor Predial Quintal Rua
  • 18. Caixa de Inspeção - Calçada:
  • 19. Ligação Predial – Caixa de Inspeção: • Deve ser locada na testada do imóvel; • Cada ramal de ligação de esgoto é associado a uma ligação de água ou a um lote; • < / = 12 economias - CI diâmetro DN 400 concreto /Tubulação Diâmetro 100 mm; • > 12 economias - CI diâmetro DN 600 concreto /Tubulação Diâmetro 150 mm; • As Caixas de Inspeção - CI´s deverão estar no passeio e possuir no mínimo 70 cm de profundidade. CASAN - Manual de Serviços de Instalação Predial de Água e Esgotos Sanitários
  • 22. Declividade Ramais de Esgoto: Ramal de Esgoto: • Declividades Internas: 2% DN< = 75 mm; • Declividades Internas: 1% DN> = 100 mm; • Sub-coletores e Coletor Predial de Esgoto: • Declividades Externa: 2% NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução
  • 23. Válvula de Retenção de Esgoto: Solução que protege as instalações prediais de esgoto e hidráulica do refluxo de esgoto, principalmente nos casos de inundações, enchentes, entupimentos ou vazões elevadas nos períodos de fortes chuvas.
  • 24. Água de chuva na ligação predial de esgoto: - A rede de esgoto NÃO é dimensionada para captar águas pluviais; - Provocando o transbordamento, através dos poços de visita e caixas de inspeção; - O aumento de vazão extravasa a capacidade das estações elevatórias e ETEs; * O problema aumenta quando a rede está obstruída, geralmente causada pela camada de gordura e areia que vão se formando e aderindo junto às paredes dos tubos.
  • 25. Água de chuva na ligação predial de esgoto: CASAN - Manual de Serviços de Instalação Predial de Água e Esgotos Sanitários Fonte: http://blogviniciusdesantana.com/
  • 26. Caixa de Passagem: O que é? Dispositivo destinado a permitir junção de tubulações, manobras de desvio, mudança de declividade. NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução • a distância menor do que 25,00m; • a distância entre a CI e Caixa de passagem menor do que 15,00 m; • não devem ser instaladas a menos de 2,00 m de distância dos tubos de queda que contribuem para elas;
  • 27. NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução • cilíndricas, ter diâmetro mínimo igual a 0,15 m e, quando prismáticas de base poligonal, permitir na base a inscrição de um círculo de diâmetro mínimo igual a 0,15 m; • ser providas de tampa cega (vedação), quando recebe esgoto primário; • ter altura mínima 0,10 m; • ter tubulação de saída dimensionada pela tabela de dimensionamento de ramais de esgoto, sendo o diâmetro mínimo igual a DN 50 (normalmente DN 100). Caixa de Passagem:
  • 29. Caixa de Gordura: O que é? Caixa destinada a reter a gordura, que devem ser removidas periodicamente, evitando a obstrução da rede coletora do esgoto. NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução • Caixa sifonada • Instalação em locais de fácil acesso; • Acumulação da gordura (cálculo de volume) – tempo de detenção; • Dispositivos de entrada e de saída projetados para que o esgoto escoe normalmente; • Vedação adequada para evitar águas de lavagem de pisos ou de águas pluviais, etc. PIA COZINHA, PIA CHURRASQUEIRA E MÁQUINA DE LAVAR LOUÇA
  • 30. Caixa de Gordura: NBR8169/99 As caixas de gordura devem ser divididas em duas câmaras, uma receptora e outra vertedora, separadas por um septo não removível.
  • 31. Tipos de Caixa de Gordura:
  • 32. Opções de Caixa de Gordura: NBR 8160/99: É vedado o uso de caixas de gordura individuais nos andares.
  • 33. CI Obstruída com Gordura: Fonte: http://www.treslagoas.ms.gov.br/
  • 34. Dimensionamento-Caixa de Gordura: • uma cozinha -> caixa de gordura pequena ou simples; (18L ou 31L) • duas cozinhas -> caixa de gordura simples ou dupla; (31L ou 120L) • coleta de três até 12 cozinhas, deve ser usada a caixa de gordura dupla; (120L) • + 12 cozinhas, ou ainda, para cozinhas de restaurantes, escolas, hospitais, quartéis, etc., devem ser previstas caixas de gordura especiais. (V = 2N+20)* NBR 8160/99 - Sistemas prediais de esgoto sanitário - Projeto e execução V= Volume útil* N= Nº pessoas servidas pela cozinha no turno de maior fluxo
  • 35. Sistema Fossa - Sumidouro: O que é? Conjunto de unidades destinadas ao tratamento e à disposição de esgotos de modo individual Sumidouro – Uso favorável somente em áreas onde o lençol freático é profundo, onde possa garantir a distância mínima de 1,5m entre o seu fundo e o nível máximo do lençol. CASAN – recomenda desativar e enterrar o sistema fossa-sumidouro após ligação na rede para evitar formação e acúmulo de gases. *Lei Federal 11.445/07 - nos locais em que há rede disponível é obrigatória a ligação das residências e a desativação das fossas sépticas. NBR 7229/93 – Projeto, construção e operação de sistemas de tanques sépticos
  • 36. Estação Elevatória Compacta: Devem seguir as normas vigentes (NBR 12.208/92) e serão submetidos à apreciação da CASAN. CASAN - Manual de Serviços de Instalação Predial de Água e Esgotos Sanitários Os efluentes de aparelhos sanitários e dispositivos instalados em residências localizadas em nível inferior ao da via pública deverão ser reunidos em caixa coletora, construída de modo a receber esses despejos por gravidade, dessa caixa os despejos serão recalcados para o coletor público por meio de bombas com controladores de nível. Cuidados: Manutenção periódica, Custos operacionais vinculados ao cliente, Bomba reserva Ex: Casas em encostas.
  • 37. Estação Elevatória Compacta: Fonte: http://pumpsbrasil.com.br/ Fonte: http://www.aquastar.com.br/
  • 38. Prumada: NBR8160 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário O que é? Conjunto de tubos verticais com função de escoar todo o efluente até destinação final. Importante Verificar: 1 - Quantidade de prumadas existente na edificação; 2 - Prumadas espelhadas Prumadas especiais: águas cinzas e/ou escuras Fonte: Profª Heloise G. Knapik – UFPR
  • 39. Vistoria Residencial - Externa: 1º - Verificar se o logradouro e o imóvel é atendido por rede de esgoto sanitário. 2º - Imóvel é atendido por Caixa de Inspeção (CI)? (geralmente fica na calçada). 3º - Caixa de Inspeção está ligada no coletor predial? *Verificar se a CI está desobstruída e se possui tubulação de ligação do ramal predial interno, a inexistência dessa tubulação é um indicador de não ligação à rede pública de esgotamento sanitário. Não -> Confirmar a existência de fossa, tanque séptico, filtro ou sumidouro. Orientar a desativar o sistema e ligar na rede coletora. Sim -> porém passa pela fossa antes -> Orientar a desativar corretamente o sistema e CONECTAR a ligação predial na rede de esgoto DIRETAMENTE.
  • 40. Vistoria - Interna: 4º - Verificar as caixas de passagem: retenção de sólidos e falta de declividade. 5º - Caixas de Gordura: dimensões internas úteis, presença de sifão na saída. Recebem EXCLUSIVAMENTE efluentes das pias de cozinha, pia de churrasqueira e máquinas de lavar louça. Caixas de Gordura Especiais: restaurantes, hotéis, estabelecimentos com alto número de atendimento. Deve-se cuidar com o dimensionamento. 6º - Introdução do corante alimentício em todas os aparelhos sanitários e verificar se os mesmos passam pelas caixas de gordura e chegam até a caixa de inspeção. 7º - Verificar se a água do telhado, piscina, tanques descobertos e ralos de pisos que recebam água de chuva estão ligados a rede de esgoto. (Irregular) *Efluentes de tanques não podem passar pela caixa de gordura.
  • 42. EPI – Equipamento de Proteção Individual: NBR8160 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário Ministério do Trabalho – NR6/2017 – EPI - dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.
  • 43. EPC – Equipamento de Proteção Coletiva: NBR8160 – Sistemas Prediais de Esgoto Sanitário Ministério do Trabalho NR18 - Sinalização A sinalização de segurança em vias públicas deve ser dirigida para alertar os motoristas, pedestres e em conformidade com as determinações do órgão competente.
  • 44. MUITO OBRIGADO Contato: Eng. Igor Puff Floriano igor@echoaengenharia.com.br