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Organização filogenética e
Características gerais dos grupos de
vegetais
Ensino Médio – 3a
Série
Aprofundamento em Biologia
Aula 01 e 02
1
5
3
4
Você está aqui!
Grandes grupos vegetais
Etileno e auxina
Fototropismo
Raíz, caule, folha, flor, fruto e
semente
Reprodução das
espermatófitas
2
Raíz, caule,
folha, flor, fruto
e semente
Mapa do
componente
6
Etileno e auxina
Fototropismo
Objetivos da aula
Recursos didáticos
Habilidades
Duração da aula
50 minutos.
Conteúdos
• Imagens.
• Infográficos.
• Vídeos.
• Formular hipóteses e explicações sobre
fenômenos naturais e suas relações com
dinâmicas sociais, fundamentando-se no
método científico e mobilizando conceitos de
Física, Química e Biologia, além de diferentes
linguagens e tecnologias.
• Demonstrar, com uso de cladogramas, o
processo evolutivo dos vegetais.
• Analisar as formas atuais de classificação dos
vegetais;
• Identificar as principais características dos
grupos de vegetais.
• Filogenia vegetal.
• Classificação dos vegetais.
1 hora e 40 minutos
(CEBRASPE, UNB, 2025, adaptada) Observe o cladograma
representando a evolução das plantas.
Ponto de
partida
Infira quais características poderiam substituir os números 1, 2 e 3 no
cladograma.
COM SUAS PALAVRAS
Fonte: Produzido pela SEDUC-SP
Sistemática filogenética / Cladística
Relembre
Cladograma com hipótese evolutiva de primatas.
Fonte: OGO; GODOY, 2016. Produzido pela SEDUC-SP com imagens © Getty Images.
A sistemática filogenética, ou
cladística, é o método de
classificação dos seres vivos com
base na filogenia, isto é, a história
evolutiva de um grupo, incluindo as
relações de parentesco entre suas
espécies ancestrais em vários níveis
e as espécies descendentes.
• São diagramas que ilustram
hipóteses evolutivas entre um grupo
de organismos.
O que é um cladograma
Relembre
Cladograma com hipótese evolutiva de primatas.
Fonte: OGO; GODOY, 2016. Produzido pela SEDUC-SP com imagens © Getty Images.
Cladogramas não são verdades
absolutas e mudam à medida que
novas informações são descobertas.
DESTAQUE
As partes de um cladograma
• Cada parte possui um nome e representa uma informação
específica.
A estrutura de um
cladograma.
Produzido pela
SEDUC-SP
Nenhum ramo descende do outro
em um cladograma.
DESTAQUE
A imagem está ampliada no
próximo slide.
Relembre
DE OLHO NO MODELO
Estrutura de um cladograma.
Produzido pela SEDUC-SP
Relembre
DE OLHO NO MODELO
Relembre
REECE, Jane B. et al. Biologia de Campbell. 10. ed. Porto Alegre: Artmed, 2015.
Diferentes maneiras de representar a
mesma hipótese evolutiva.
Produzido pela SEDUC-SP
As formas de um cladograma
Construindo
o conceito
As formas de um cladograma
• Uma mesma hipótese evolutiva pode ser representada de
diversas formas – diferentes modelos de cladogramas.
• Observe sempre os grupos formados pelos nós.
Diferentes maneiras de representar a
mesma hipótese evolutiva.
Produzido pela SEDUC-SP.
Construindo
o conceito
Material para um cladograma
• São necessárias informações comparáveis
entre si sobre os organismos analisados.
• Principais fontes de informações:
UM PASSO DE CADA VEZ
Principais fontes de informações comparáveis
para elaborar cladogramas.
Produzido pela SEDUC-SP com imagens © Getty Images.
Construindo
o conceito
Começando um cladograma
1. Escolhemos os organismos a serem analisados.
Organismos hipotéticos a serem
estudados.
Listagem de características e
agrupamento de organismos.
2. Levantamos e listamos as
características comparáveis.
3. Agrupamos os organismos pela
presença/ausência de características.
Construindo
o conceito
Produzido pela SEDUC-SP.
Montando um cladograma
• O primeiro nó possui todos os ramos terminais e é
sustentado por uma característica presente em todos os
organismos analisados.
• À medida que inserimos as características, os ramos vão se
separando e se organizando.
Etapas da montagem do cladograma.
Produzido pela SEDUC-SP
Construindo
o conceito
UM PASSO DE CADA VEZ
Lendo um cladograma
comece pela raiz (ancestral comum)
1
2
3
siga os ramos (linhas) para o lado ou para cima
(tempo)
identificando nós (pontos de ramificação que
indicam ancestrais comuns mais recentes) e
terminais (espécies ou grupos estudados)
Lembrando que as ramificações mostram a divergência evolutiva e que grupos mais
próximos nos ramos (ou com nós mais próximos da raiz) compartilham ancestrais
mais antigos e características em comum.
Conceito base
Construindo
o conceito
Lendo um cladograma
Tome nota
• O cladograma gera grupos-irmãos
(originados no mesmo nó).
• A posição de um ramo no cladograma não
indica maior ou menor evolução, e sim
quando ele surgiu ao longo da evolução do
grupo.
Construindo
o conceito
Construindo
o conceito
Infográfico com
características das plantas.
Produzido pela SEDUC-SP
Construindo
o conceito
Reino Plantae (Plantas)
• Organismos eucariontes multicelulares;
• Possuem tecidos especializados;
• Possuem células com cloroplastos.
Fotografia de células de vegetais sob
microscópio. As estruturas verdes são os
cloroplastos.
Tome nota
Cloroplastos são organelas responsáveis
pela capacidade de realizar fotossíntese.
©
Getty
Images
Relembre
Reino Plantae (Plantas)
• O ramo das plantas se origina em um único nó.
• Todos os ramos terminais apresentam as características marcadas.
Cladograma com a principal hipótese
evolutiva entre os grupos de plantas.
Relembre
Produzido pela SEDUC-SP
Briófitas
Agrupadas por ausência de inovações evolutivas:
Fotografia com três principais grupos de briófitas.
Tome nota
São plantas de pequeno porte,
sem sementes e dependem da
água para a fecundação.
• sem vasos condutores;
• sem sementes;
• sem flores e frutos.
Produzido pela SEDUC-SP com © Getty Images
Construindo
o conceito
Briófitas
Cladograma com a principal hipótese evolutiva das
plantas, com destaque para as briófitas.
Construindo
o conceito
Produzido pela SEDUC-SP
Traqueófitas
• Traqueófitas: grupo
irmão das Briófitas.
• Apresentam vasos
condutores de seiva.
Cladograma com a principal hipótese evolutiva das plantas, com destaque para as traqueófitas.
Construindo
o conceito
Produzido pela SEDUC-SP
Vasos condutores
Infográfico com informações sobre os vasos
condutores das traqueófitas.
Construindo
o conceito
Produzido pela SEDUC-SP
Pteridófitas?
Cladograma com a principal hipótese evolutiva das plantas, com destaque para o grupo parafilético pteridófita.
Construindo
o conceito
Produzido pela SEDUC-SP
Licófitas e monilófitas
O que justifica o grupo Pteridophyta ser classificado como parafilético é
o fato deste incluir o ancestral comum de todas as plantas vasculares,
mas excluir parte dos descendentes dessa linhagem: as plantas com
semente.
Os principais vestibulares ainda usam a nomenclatura “pteridófitas”.
FICA A DICA
Construindo
o conceito
Pteridófitas seria o grupo das plantas vasculares sem
semente. Hoje é considerado um grupo parafilético, ou
seja, não é um grupo verdadeiro (monofilético).
Licófitas
Presença de folhas com
uma única nervura:
microfilos.
Monilófitas
Presença de folhas com
múltiplas nervuras: megafilo
(folhas verdadeiras).
São plantas de pequeno a médio porte, com vasos condutores, sem sementes e que
dependem da água para a fecundação.
Licófitas e monilófitas
Construindo
o conceito
A nova hipótese evolutiva, baseada em estudos anatômicos e
moleculares das plantas divide o antigo grupo “pteridófitas”
em:
Licófitas Monilófitas
Fotografia de Lycopodium. Fotografia de folha de samambaia.
©
Getty
Images
©
Getty
Images
Construindo
o conceito
Licófitas e monilófitas
Monilófita
©
Getty
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Construindo
o conceito
Samambaia
Monilófita
©
Getty
Images
Construindo
o conceito
Cavalinha
Espermatófitas
Cladograma com a principal hipótese evolutiva das plantas, com destaque para o grupo das espermatófitas.
Construindo
o conceito
Produzido pela SEDUC-SP
Espermatófitas
Agrupadas pela:
• presença de semente;
• presença de grão de polén;
• independência da água para a
fecundação.
Construindo
o conceito
Ao pensar em uma planta, grandes chances de pensarmos em uma
espermatófita, o grupo botânico mais diverso da atualidade.
Fotografia de sementes.
Curiosidade
Ao pensar em uma planta, há grandes chances de pensarmos em
uma espermatófita, o grupo botânico mais diverso da atualidade.
©
Getty
Images
Gimnospermas
• Plantas com sementes nuas;
• Sem fruto;
• Sem flores: estróbilos.
Fotografia de pinhão. Fotografia de estróbilos de pinheiros.
©
Getty
Images
©
Getty
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Construindo
o conceito
Exemplos de gimnospermas
Araucária. Cica.
Pinheiro.
©
Getty
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©
Getty
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©
Getty
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Construindo
o conceito
Angiospermas
• Plantas com sementes protegidas por frutos.
• Presença de flores.
Fotografia mostrando a
diversidade de frutos.
Fotografia mostrando a diversidade de flores.
©
Getty
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©
Getty
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Construindo
o conceito
Retomando
(CEBRASPE, UNB, 2025, adaptada) Observe o cladograma
representando a evolução das plantas.
Quais características substituem os números 1, 2 e 3 no
cladograma?
TODO MUNDO ESCREVE
Fonte: Produzido pela SEDUC-SP
Colocando
em prática
Colocando
em prática
Leia as frases e, com base no cladograma analisado na
questão, marque V para verdadeiro e F para falso.
( ) Angiospermas é o grupo mais evoluído de
plantas.
( ) Se agruparmos pteridófitas e gimnospermas,
temos um grupo com validade evolutiva.
( ) Algas verdes formam a raiz do cladograma.
( ) Este cladograma demonstra, de maneira
definitiva e imutável, como as plantas evoluíram.
Fonte: Produzido pela SEDUC-SP
© Getty Images
1
2
O que nós
aprendemos
hoje?
O que são cladogramas?
Quais são as principais características das
plantas?
PROF. WILLIAM DE ANDRADE. Resumo sobre
o reino Plantae-Botânica. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=l80Dqo4
fLrE
. Acesso: 10 jan. 2026.
Link para vídeo
Construindo
o conceito
Saiba mais
Como a classificação dos seres vivos
está relacionada ao uso de
cladogramas?
Saiba como o resultado de um cladograma
impacta como organizamos a vida na Terra,
assistindo ao vídeo abaixo.
DESCOMPLICA. Taxonomia sistemática: classificação dos seres vivos | Quer que
desenhe? | Descomplica. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=eCEOc7J_nqU. Acesso em: 10 jan. 2026.
Link para vídeo
Referências da aula
AMABIS, J. M .; MARTHO, G. R. Fundamentos da Biologia Moderna. São Paulo: Moderna. 2003.
LEMOV, Doug. Aula nota 10 3.0: 63 técnicas para melhorar a gestão da sala de aula / Doug Lemov; tradução: Daniel
Vieira, Sandra Maria Mallmann da Rosa; revisão técnica: Fausta Camargo, Thuinie Daros. 3. ed. Porto Alegre: Penso,
2023.
OGO, M .; GODOY, L. Contato Biologia, v. 1. São Paulo: Quinteto, 2016.
ROSENSHINE, B. “Principles of instruction: research-based strategies that all teachers should know”. In: American
Educator, v. 36, n. 1, Washington, 2012. p. 12-19. Disponível em: https://www.aft.org/ae/spring2012. Acesso em:
21 ago. 2025.
SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa Ensino Médio, 2020. Disponível em:
https://efape.educacao.sp.gov.br/curriculopaulista/wp-content/uploads/2020/08/CURR%C3%8DCULO%20PAULISTA%
20etapa%20Ensino%20M%C3%A9dio.pdf
. Acesso em: 12 ago. 2024.
Referências da aula
Slides 4, 14, 15, 16, 17:
CEBRASPE. UNB. 2025. Disponível em:
https://cdn.cebraspe.org.br/vestibulares/VESTUNB_25/arquivos/009_VEST_UNB_2025_003_01.PDF. Acesso em: 10
jan. 2026.
Slide 16:
PROF. WILLIAM DE ANDRADE. Resumo sobre o reino Plantae-Botânica. YouTube, 19 out. 2019. Disponível
em: https://www.youtube.com/watch?v=l80Dqo4fLrE. Acesso em: 10 jan. 2026.
Slide 22:
DESCOMPLICA. Taxonomia sistemática: classificação dos seres vivos | Quer que desenhe? | Descomplica.
YouTube, 10 jul. 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=eCEOc7J_nqU. Acesso em: 10 jan.
2026.
Identidade visual: imagens © Getty Images
Orientações ao professor
Orientações: pergunte aos estudantes o que é um cladograma. Permita que usem suas palavras para responder. Apresente o conceito de que os
cladogramas são diagramas que ilustram hipóteses (suposições) evolutivas de um grupo de organismos selecionados. Relembre aos estudantes que
evolução se refere a mudanças de características em uma população no decorrer do tempo. O cladograma vai mostrar o surgimento, o
desaparecimento ou a ausência de características em um conjunto de organismos, e eles serão agrupados de acordo com a presença e a ausência
dessas características. Utilize a imagem do slide para exemplificar aos estudantes a explicação e utilize perguntas para conduzir a discussão. O
cladograma do slide apresenta uma hipótese evolutiva entre um grupo de primatas – esta é uma suposição de como cada uma das espécies analisadas
surgiu em relação a outra, de acordo com uma série de características analisadas. Os estudantes devem saber que nesse cladograma não estão todas
as espécies de primatas do planeta. Pergunte o que aconteceria se inseríssemos mais espécies na análise. Eles devem perceber que o cladograma
mudaria. É importante que os estudantes saibam que os cladogramas são representações mutáveis, isto é, que mudam à medida que descobrimos
mais espécies e características, logo, não é a verdade absoluta e sim uma hipótese de como organismos estão relacionados evolutivamente, ou seja,
como surgiram no tempo e no espaço, considerando suas características.
Slide 4
Orientações: esse bimestre, trabalharemos o estudo dos grandes grupos vegetais, sua classificação e fisiologia. Nesta primeira aula, retomaremos o
conceito de cladogramas, o que são, como montar e como fazer a leitura, e tocaremos brevemente na classificação dos grupos vegetais, que será
aprofundada na próxima aula. Inicie a aula apresentando a questão para os estudantes. Peça que observem a imagem com calma, que façam a leitura
dos nomes e como estão interligados pelo diagrama. Relembre que já estudaram classificação de plantas e cladogramas nos anos anteriores. Desta vez,
uniremos as duas informações. Os estudantes devem reconhecer quais características dos grupos vegetais substituem os números 1, 2 e 3. Essas
características são novidades evolutivas que dão a identidade do grupo formado a partir dela. Não apresente explicações sobre o cladograma e suas
partes, pois isso será retomado nos próximos slides. Permita que os estudantes usem suas palavras, troquem ideias com colegas e façam perguntas
para acessar seu conhecimento prévio sobre o assunto.
Slide 5
Slides 6 e 7
Orientações: pergunte aos estudantes onde fica a raiz do cladograma. Espera-se que apontem um nó do cladograma. É importante que saibam que o
cladograma possui partes, cada parte possui um nome, e que representa uma informação específica sobre o cladograma. Resumidamente, pode-se
comparar um cladograma a uma árvore. A árvore possui um ponto de ancoragem, ou uma raiz. No caso do cladograma, a raiz pode ser o nome de um
organismo ou a primeira bifurcação (ou nó) que aparece. O início do cladograma é sempre na ponta oposta aos ramos terminais, que pode ou não
estar associado ao nome de algum organismo (quando o cladograma possui raiz, alguns não possuem e não trabalharemos esta situação). Cada ponto
com bifurcação é chamado de nó, e nessas bifurcações surgem novas linhagens evolutivas. É importante frisar aos estudantes que no cladograma,
nenhum organismo descende ou evolui do outro. Cada organismo (ou linhagem evolutiva) surgirá de nós. Por exemplo, a espécie 2 não surgiu da
espécie 1, ambas tiveram o mesmo ancestral representado pela raiz. Esse ancestral hipotético evoluiu em duas diferentes linhagens, a espécie 1 e o
ancestral presente no próximo nó. No segundo nó, há a bifurcação para a espécie 2 e espécies 3, 4 e 5. Nesse nó, há um ancestral que evoluiu em duas
linhagens diferentes, uma que deu origem à espécie 2 e outra que deu origem às espécies 3, 4 e 5. Assim deve ser feita a leitura do cladograma. O
nome dos organismos analisados forma os ramos terminais, que representam linhagens evolutivas (organismos que evoluíram e que são o que
conhecemos hoje). No cladograma, são indicadas as características estudadas. Por exemplo, a presença de DNA e RNA agrupa todas as espécies
estudadas, isso significa que, após a indicação da característica, todos os ramos terminais a apresentam (a não ser que haja a indicação de seu
desaparecimento). Características presentes no eixo central do cladograma normalmente são compartilhadas por todas as linhagens que surgem após
seu aparecimento (por exemplo, presença de núcleo celular aparece nas espécies 2, 3, 4 e 5). Porém, podem surgir características exclusivas de alguns
grupos, por exemplo, a presença de penas somente na espécie 2. Ajude os estudantes a perceber que não existe característica que determine a
sequência evolutiva das espécies 3, 4 e 5, pois as três surgem do mesmo nó.
Orientações: pergunte aos estudantes que tipo de informação é utilizado na montagem de um cladograma. Com os exemplos apresentados, os
estudantes devem perceber que podem ser usadas características físicas dos organismos. Ajude-os a perceber que, para a montagem de um
cladograma, devem ser usadas informações comparáveis entre si. Por exemplo, ao fazer um cladograma entre um fungo, uma árvore e um cachorro,
usar a característica “presença de focinho” não é comparável com o fungo e com a árvore. A informação tem validade para identificar o cachorro, mas
não para ajudar a compreender o processo evolutivo entre os organismos analisados. Sendo assim, é comum o uso de registro fóssil (utilizam-se a data
e a morfologia de espécies fósseis), anatomia comparada (informações sobre a morfologia dos organismos), genética e biologia molecular
(informações sobre sequências de DNA e RNA) e biogeografia (a distribuição dos organismos no ambiente). Essas são importantes fontes de dados
comparáveis entre si para auxiliar na criação de cladogramas para compreendermos o processo evolutivo entre as diferentes formas de vida no
planeta.
Slides 8 e 9
Orientações: pergunte aos estudantes qual é a diferença entre os quatro cladogramas presentes no slide 8. Permita que leiam e comparem. A única
diferença entres os cladogramas é o estilo de representação, pois os quatro mostram a mesma informação. Existem diferentes formatos de
cladogramas: verticais, horizontais, arredondados. Ajude-os a perceber que os quatro cladogramas mostram a mesma hipótese evolutiva, isto é,
utilizam os mesmos organismos e que estes surgem sempre nos mesmos nós. Essa é uma informação relevante, pois, uma vez que os estudantes
saibam ler cladogramas, podem ler qualquer formato destes. Oriente-os para que sempre fiquem atentos a este aspecto: que ramos terminais surgem
a cada nó; a diferença entre cladogramas reside nesse detalhe, e não na sua forma.
Slide 10
Orientações: pergunte aos estudantes como vamos usar a lista de caracteres para criar o cladograma. Aguarde as respostas. Explique que o
cladograma se resume em criar nós de acordo com o surgimento de características. Pergunte aos estudantes qual característica levantada está
presente em todos os organismos estudados. Eles devem reconhecer que é a bola roxa. Então, puxamos uma pequena linha indicando que todos os
organismos a partir desse ponto tem bola roxa, e cria-se o primeiro nó, com o ancestral comum hipotético a todos os organismos analisados. Pergunte
aos estudantes qual é a próxima característica que é mais compartilhada entre os organismos (ou que forma o maior grupo). Eles devem perceber que
se trata da estrela, esta, porém, não está presente no organismo C. Então, surge nosso segundo nó no cladograma. No primeiro nó, surgirá a espécie C
e no próximo ramo, onde há a indicação do surgimento da característica estrela, surge o segundo nó, de onde saem as espécies A, B e D, pois todas
apresentam estrela. Ela separa a espécie C das demais espécies estudadas. Pergunte aos estudantes qual é outra característica mais compartilhada
entre os organismos (ou que forma o maior grupo): a bolha azul, presente nos organismos B e D. Sendo assim, nesse segundo nó, surge o ramo
terminal D e um outro ramo, onde está indicado o surgimento da característica bolha azul, e um terceiro nó, indicando o surgimento dos ramos B e D.
Por fim, falta indicar a origem da espiral vermelha, que é uma característica única de B. Sendo assim, no ramo do terminal B, deve ser indicado o
surgimento da espiral vermelha. Assim, à medida que vamos indicando o surgimento de características, vai se formando o cladograma, que nos ajuda a
visualizar, no tempo e no espaço, a separação das linhagens evolutivas. É importante frisar para os estudantes que esse é um exemplo bastante
simplificado e que existem análises com centenas de características que requerem índices matemáticos para a chegada de um resultado.
Slide 11
Orientações: pergunte aos estudantes como começamos a montar um cladograma. Permita que eles respondam com suas palavras. Explique que para
iniciar um cladograma, primeiro, é necessário selecionar quais organismos serão analisados. Depois, deve-se levantar e listar as características
encontradas em cada um. Este é um momento importante, pois por meio desse levantamento e listagem é possível verificar se essas características são
compartilhadas entre os organismos e se possuem valor para a construção de hipótese evolutiva entre eles. Utilize a imagem do slide que contém os
diferentes organismos. Convide os estudantes a levantar e a listar as características presentes em cada organismo. Eles devem perceber que o formato
do organismo, sua cor e a presença da bola roxa é algo que todos têm em comum, e que só utilizar essas informações não auxiliará em nada na criação
de uma hipótese evolutiva, pois todos os organismos as possuem (isso não significa que essas características não são importantes, pois elas servem
para agrupar esses organismos, indicando uma possível origem em comum e manutenção dessas características). Após a listagem, deve-se organizar
os organismos estudados pelo compartilhamento ou não dessas características. Utilize as características como guia: Quem tem bola roxa? Quem tem
espiral vermelha? Quem tem estrela? Quem tem bolha azul? Se preferir, faça os estudantes listarem as características presentes nos organismos ou
utilize a imagem do slide. Agrupe os organismos de acordo com a presença de bola roxa, presença de estrela, presença de espiral vermelha e presença
de bolha azul.
Slide 12
Orientações: agora, uniremos o que relembramos sobre cladogramas com os grupos vegetais, alvo de nosso estudo neste bimestre. Pergunte aos
estudantes o que é uma planta. Aguarde respostas. Pode ser que surjam respostas como: ser verde, ter raízes, ter folhas. Questione se todo ser vivo
verde é uma planta, se toda planta tem raiz ou folhas. Aguarde as respostas. Utilize o infográfico do slide para apresentar aos estudantes o que é uma
planta, ou pelo menos o que caracteriza uma. Uma planta é um organismo eucarionte (que apresenta carioteca, membrana nuclear), é multicelular
(formado por muitas células), é autótrofo (produz seu próprio alimento, não sendo necessário ingerir outros seres vivos), é fotossintetizante (produz
seu “próprio alimento” pela fotossíntese, processo metabólico que utiliza a energia luminosa na produção de glicose) e apresenta a organela celular
cloroplasto (responsável pela fotossíntese graças ao pigmento clorofila) com uma dupla membrana. Mostre aos estudantes que definir uma planta é
mais amplo e complexo do que parece, uma vez que, para se definir o que é uma planta, foi necessário estudar muitos organismos. Fazendo-se uso de
um cladograma, chegou-se à hipótese de que todos os organismos que apresentavam as características descritas surgiram de um mesmo nó desse
cladograma, sendo assim chamados de plantas ou Reino Plantae. Pode ser que, com a descoberta de novos organismos e de novas características, essa
situação mude. Reforce com os estudantes que essa condição de mutabilidade ou de mudar é aspecto característico da ciência, que, a cada descoberta,
amplia nossa visão do mundo.
Slides 13 e 14
Slide 15
Orientações: pergunte aos estudantes como deve ser feita a leitura de um cladograma. Aguarde as respostas. Explique que os ramos terminais que
surgem no mesmo nó são chamados de grupos-irmãos. Utilize o cladograma do slide para exemplificar: A é grupo irmão do grupo B, C, D; B é grupo
irmão do grupo C, D; e C é grupo irmão de D. Explique que no cladograma não existe ramo mais evoluído ou menos evoluído que o outro. Terminais
que surgem próximos à raiz são mais antigos, mas não significa que são menos evoluídos, pois, mesmo que sejam mais antigos, eles evoluem dentro
da sua própria linhagem, isto é, não ficaram parados no tempo. Por exemplo, A não é menos evoluído que D, ambos são evoluídos igualmente, o que a
posição de cada um indica é quão antiga é essa linhagem, sendo A mais antiga que D.
Orientações: agora já proficientes na leitura de um cladograma e com a informação sobre as características que agrupam os grandes grupos vegetais,
os estudantes são convidados a retomar a questão inicial. Ajude-os a perceber que o cladograma está enraizado nas algas verdes e que, a cada nó,
surgem dois ramos: um terminal e outro com uma nova característica, compartilhada pelos próximos ramos terminais. Faça a pergunta disparadora
para os estudantes: Quais características substituem os números 1, 2 e 3 e agrupam os grandes grupos vegetais?
Slide 16
Orientações: pergunte aos estudantes quais são os grandes grupos vegetais e quais são suas características. Aguarde a resposta. Apresente aos
estudantes o vídeo do slide (PROF. WILLIAM DE ANDRADE. Resumo sobre o reino Plantae-Botânica. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=l80Dqo4fLrE. Acesso em: 10 jan. 2026).
Peça que anotem em seus cadernos o nome e as características presentes em cada grande grupo vegetal (Briófitas: presença de tecidos; Pteridófitas:
surgimento de vasos condutores; Gimnospermas: surgimento da semente; Angiospermas: surgimento da flor e do fruto). Se necessário, exiba o vídeo
duas vezes.
Slide 17
Orientações: esta atividade é continuidade da anterior, baseada na leitura detalhada do cladograma da questão inicial. Os estudantes devem ler as
frases do slide, baseadas no cladograma estudado, e usar V para as que contenham informações verdadeiras e F para as que contenham informações
falsas.
Slide 18
Expectativas de respostas: os estudantes devem perceber que as briófitas se separam dos demais grupos vegetais por não possuírem vasos
condutores; a presença destes agrupa as “pteridófitas”, gimnospermas e angiospermas (os três grupos são portadores dessa estrutura). A presença da
semente separa as pteridófitas do grupo formado por gimnospermas e angiospermas (ambos apresentam sementes). Enquanto apenas as
angiospermas apresentam flor e fruto.
Slide 19
Expectativas de respostas:
1- Cladogramas são diagramas que ilustram uma hipótese evolutiva de um grupo de organismos.
2- Uma planta é um organismo eucarionte (núcleo com carioteca), multicelular (formado por várias células), autótrofo e fotossintetizante (produz seu
próprio alimento por meio da fotossíntese) e possuidor de cloroplasto com membrana dupla (organela responsável pela fotossíntese).
Slide 20
Expectativas de respostas: espera-se que:
Os estudantes reconheçam que não existe grupo mais ou menos evoluído em um cladograma;
Agrupamentos com validade evolutiva são aqueles cujos ramos terminais surgem no mesmo nó (um grupo somente com pteridófitas e gimnospermas
surge no mesmo nó, porém exclui angiospermas, gerando um grupo parafilético);
Um cladograma é uma hipótese evolutiva e não a representação verdadeira de uma situação;
A raiz do cladograma está presente na ponta oposta à representação dos terminais e pode ou não estar associada a um nome. Neste caso, está
associada às algas verdes.
Tempo previsto: 5 a 7 minutos.
Slide 21
Slide 22
Orientações: pergunte aos estudantes como a classificação dos seres vivos está relacionada ao uso de cladogramas. Isto é, um organismo pode mudar
de classificação de acordo com o resultado de um cladograma? A resposta é sim, pois os cladogramas, ao nos ajudarem a criar uma hipótese evolutiva,
ou seja, uma hipótese sobre como os organismos analisados se relacionam evolutivamente entre si, nos ajudam também a organizá-los, pois, com a
formação de agrupamentos, isso facilita rastrear quais organismos são mais aparentados entre si e que compartilhariam as mesmas classificações.
Apresente o vídeo do slide para os estudantes para ajudá-los a retomar informações sobre a classificação biológica e cladogramas: DESCOMPLICA.
Taxonomia sistemática: classificação dos seres vivos | Quer que desenhe? | Descomplica. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=eCEOc7J_nqU. Acesso em: 10 jan. 2026.
Trilha de exercícios
Para esta aula, são indicados os exercícios 1 e 2 do Bloco “Grandes grupos vegetais”. Dentro desse conjunto, esses exercícios
pretendem consolidar e aprofundar elementos. Eles podem ser feitos em casa, de forma autônoma pelos estudantes, ou você
pode selecioná-los para trabalhar em sala de aula.
No exercício 1, os estudantes lerão a descrição de características presentes em fragmentos de material biológico enviado a um
laboratório e deverão indicar quais das quatro amostras se referem a material oriundo de planta. Os estudantes devem se
recordar de que o grupo das plantas é caracterizado por organismos eucariontes (células com núcleo organizado), multicelulares
(formados por muitas células), autótrofos fotossintetizantes (produzem seu próprio alimento por meio da fotossíntese) e
apresentam cloroplasto com duas membranas (organela celular responsável pela fotossíntese por meio da clorofila). Sendo
assim, os estudantes consolidam seus aprendizados sobre as características do grupo das plantas.
No exercício 2, os estudantes observarão um cladograma ilustrando uma hipótese de evolução entre os diferentes grupos
vegetais. Com base na imagem, eles devem selecionar a alternativa que contenha a informação correta sobre a interpretação do
diagrama. Os estudantes devem se lembrar de que: não existe organismo mais ou menos evoluído em um cladograma; os nós
representam ancestrais hipotéticos para as linhagens que surgem; nenhum organismo analisado dá origem a outro presente no
cladograma; o cladograma mostra o surgimento de características dentro de linhagens evolutivas. Sendo assim, temos que, o
surgimento de tecidos verdadeiros agrupa Briófitas + Pteridófitas + Gimnospermas + Angiospermas; o surgimento de vasos
condutores agrupa Pteridófitas + Gimnospermas + Angiospermas; o surgimento de semente agrupa Gimnospermas +
Angiospermas; e a presença de flor e fruto é uma característica exclusiva de Angiospermas. Nesse exercício, os estudantes
consolidam seus aprendizados sobre os grupos vegetais e cladogramas, e aprofundam suas habilidades na leitura e na
interpretação de cladogramas.