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III Congresso Cearense de Pediatria
III Congresso Cearense de Enfermagem Pediátrica
Rev Pediatr Ceará, 6(2): jul./dec. 2005
ONCO-HEMATOLOGIA
RevistadePediatriadoCeará
Prevalência de anemia e patologias associadas em crianças internadas no setor de enfermaria do
Hospital Maternidade São Lucas - H.M.S.L
Maria das Graças N. Silva, Antônia E. G. Araújo, Maria S. S. B. Santos, Kyara C. S. Ribeiro, Francisca S. S. Martins, Gita S.
Alencar
Faculdade de Medicina do Juazeiro do Norte – CE
Introdução: A anemia ferropriva é a deficiência nutricional
maiscomumemtodoomundo.Dadaasuaelevadaprevalência,
repercussões sobre crescimento, desenvolvimento e
predisposição às infecções, é hoje considerada um dos
principais problemas de saúde pública. As crianças de 4 a 24
meses e os escolares estão entre os principais grupos
populacionais de risco, sendo que na maioria das vezes a
deficiência é sub-clínica, dificultando a intervenção. No Brasil,
não existem dados de prevalência nacional, mas estudos
pontuais revelam taxas que variam de 23% a 83%. Em nossa
região não existem dados sobre esta patologia razão pela qual
destacamos a importância deste trabalho.
Objetivo: Avaliar a prevalência das crianças portadoras de
anemia e patologias associadas internadas no Hospital
Maternidade São Lucas do período de maio a setembro de
2005.
Metodologia: Série de casos. Para o diagnóstico da anemia
considerou-se como ponto de corte os valores de hemoglobina
referidos pela OMS, em que foram consideradas anêmicas as
crianças menores de seis anos com hemoglobina menor que
11g/dl e as maiores de seis anos com hemoglobina menor que
12g/dl.
Resultados:Foramanalisados427prontuários.Em383(89,6%)
constavam resultados de hemograma, dos quais 322 (84,0%)
apresentavam anemia, cuja maior prevalência foi observada
em crianças menores de 6 anos (66,3%), enquanto nas crianças
com faixa etária superior a 6 anos foi de 17,7%. Dentre as
patologias associadas à anemia, observou-se com maior
freqüência: pneumonia (60,8%), enteroinfecção (30,7%),
desidratação (12,7%), asma (10,8%), infecções bacterianas de
pele (7,4%), entre outras.
Discussão: Diante dos dados encontrados alertamos sobre a
elevada prevalência da anemia a fim de que medidas de
prevenção como educação nutricional, melhoria da qualidade
da dieta oferecida, suplementação medicamentosa e controle
de infecções sejam implantadas.
E-mail: granasc@uol.com.br
Alterações no cotidiano familiar de crianças com câncer
Maria Judith Ribeiro Cavalcante, Lívia Fernandes da Silva, Carol Barroso Soares, Ana Lígia Rocha Peixoto, Priscila Pinheiro
Silvestre, Luiz Edilberto Ferreira Júnior, Kérsia Gomes Ribeiro, Márcio Cavalcante Salmito, Juliana Bastos Costa
Universidade Federal do Ceará - UFC
Introdução: O contato com pacientes oncológicos e seus
familiares, durante estágio no Hospital Infantil Albert Sabin
(HIAS), estimulou os integrantes do Projeto de Vivência na
Integração Médico-Paciente (PROVIMP), Projeto de Extensão
da Universidade Federal do Ceará (UFC), a estudarem as
modificações que o câncer ocasiona nessas famílias, bem como
os sentimentos que desperta. Objetivo: O estudo visa
identificar as reações dos pais e sua compreensão sobre as
reais necessidades dos filhos.Apartir daí, pretende-se planejar
estratégias de assistência a crianças e pais, que, tendo suporte
emocional, podem contribuir mais efetivamente no tratamento
de seus filhos.
Metodologia: Os integrantes do Projeto, através de
questionários com perguntas objetivas e subjetivas,
entrevistam acompanhantes de crianças em tratamento
quimioterápico no HIAS, procurando oferecer-lhes apoio.
Resultados: Os pacientes estavam, em média, há dois anos e
oito meses em tratamento. Foi identificado que, na maioria
dos casos, é a mãe quem acompanha a criança ao Hospital, o
que as torna um importante pilar do estudo. Os entrevistados
citaram como principais mudanças em seu cotidiano, após o
adoecimento dos filhos, a diminuição da jornada de trabalho,
a falta de tempo e as viagens freqüentes. Dizem,
freqüentemente, sentir medo e desamparo e chegam a pensar
em desistir do tratamento alegando estresse e a gravidade
dos efeitos colaterais. No entanto, é comum que falem de sua
gratidão pelo serviço hospitalar.
Discussão:Arealidade de ter um filho com câncer afeta toda a
família: os pais adquirem novas responsabilidades, os outros
filhos passam a ter bem menos atenção de seus pais e todos
vivem experiências de estresse. Torna-se importante a atuação
do PROVIMP no auxílio à construção de uma rede de apoio
sócio-econômico e psicológico que ajude a família a enfrentar
esses desafios, reconhecendo sua colaboração como essencial
à recuperação das crianças.
E-mail: judith_cavalcante@yahoo.com.br
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III Congresso Cearense de Pediatria
III Congresso Cearense de Enfermagem Pediátrica
Rev Pediatr Ceará, 6(2): jul./dec. 2005
TU de Wilms com extensão cardíaca
Gisele Correia Pacheco, Carlos Artur da Costa Moraes, Francisco Élder Cavalcante Félix, Maria Ideleide Ponte Souza, Marta
Rejane C. Feitosa, Maria da Conceição Bezerra
Hospital InfantilAlbert Sabin-SESA-CE
Introdução: O tumor de Wilms (TW) é a 5° malignidade mais
comum em pediatria e o tumor renal mais comum em crianças.
A grande maioria destes tumores manifesta-se nos primeiros
cinco anos de vida. As metástases mais freqüentes são:
pulmonar, hepática, óssea, cerebral ou metástases a gânglios
linfáticos distantes.
Objetivo: Relatar caso de paciente com TW e extensão
intracardíaca por meio de revisão de prontuário e levantamento
bibliográfico.
Metodologia: relato de caso
Resultados: F. I. S., sexo: feminino, 3 anos de idade.Admitida
com história de há 2 meses iniciar dor abdominal que a levava
a evacuar, fezes ressecadas e recobertas por sangue vermelho
vivo. Posteriormente evoluiu com febre e pequena massa em
flanco E, perda ponderal e palidez intensa. Realizou USG
abdominal que evidenciou volumosa tumoração abdominal
sólida, lobulada, com áreas líquidas lacunares que ocupava
completamente a loja renal E. Ao exame físico de entrada no
hospital apresentava-se irritada, hipocorada, febril, com roncos
à AP e sopro sistólico à AC. Abdome: globoso, doloroso à
palpação em HCE, com massa endurecida, de contornos
definidos, irregulares, imóveis, que se estendia do RCE até
região umbilical, sem ultrapasssar a linha média, também a
palpando em região lombar E. Quantos aos exames
complementares:anemia,LDH=2477,TCabdomecomsinais
de trombose na veia cava e formação neoplásica no rim E,
sugestiva de TW. Foi iniciada quimioterapia (QT). Criança
evoluiu com insuficiência cardíaca congestiva (ICC), tendo
sido solicitado Ecodoplercardiograma que revelou TU
preenchendo quase totalmente AD e VD, escape mitral e
tricúspide e pequeno derrame pericárdico. Introduziu-se
terapia específica para ICC e seguiu-se com QT. Menor
evoluiu com significativa melhora clínica, redução da massa
tumoral em loja renal e área cardíaca, recebendo alta hospitalar
para seguimento ambulatorial.
Conclusão: No caso relatado observou-se que houve
propagação tumoral da loja renal E, com trombose da veia
cava por extensão do tumor à área intracardíaca.
TU de Wilms e Policitemia: relato de caso
CarlosA. C. Moraes, Selma L. Castro, Nádia M.Trompieri, Marcia L. C. Oliveira, SandraA. Prazeres, Danielli C. Costa
Hospital InfantilAlbert Sabin
Introdução:OtumordeWilmséaneoplasiarenalmaisfrequente
da infância, representando cerca de 5% dos cânceres
diagnosticado nessa faixa etária. São tumores com origem no
tecido metanéfrico e associados com alterações genéticas
características. Há uma maior prevalência em pacientes
portadores de determinadas anomalias congênitas, como
aniridia e má-formações genitourinárias. O quadro clínico é
geralmente determinado pela presença de uma massa
abdominal assintomática. Podem estar presentes também:
hematúria, dor abdominal e hipertensão. Policitemia associada
é raro. O tratamento é baseado em cirurgia, quimioterapia e
radioterapia, de acordo com o estadiamento clínico-cirúrgico.
Metodologia: Relato de caso.
Resultados: Paciente masculino, 7anos, natural e procedente
de Fortaleza-CE. Encaminhado do serviço primário para
investigação de aumento do volume testicular e policitemia.
Foi observado massa abdominal palpável, móvel, contornos
definidos em topografia de loja renal esquerda. O paciente
também apresentava varicocele grau III e foi confirmado a
policitemia pelo hemograma, com número de hemáceas de
cerca de 7,2M/ìL, com VCM de 72,2fl e RDW de 18,6%.
Solicitado ultrassonografia de abdomen que evidenciou
nódulo sólido hiperecogênico localizado no pólo superior do
rim esquerdo, sugestivo de tumor de Wilms. Foi iniciado
quimioterapia neoadjuvante, segundo o Protocolo SIOP-2001,
e após 4 ciclos, observou-se redução de 50% do volume
tumoral e normalização dos índices hematimétricos, sendo
indicada a nefrectomia.
Discussão: Policitemia na faixa etária pediátrica pode ser
primária (devido à mutações em precursores eritróides) ou
secundária (devido à oferta inadequada de oxigênio ou por
aumento na produção aberrante de eritropoetina).Apolicitemia
paraneoplásica pode ocorrer no tumor de Wilms devido a
produção de eritropoetina. É usualmente associado com sexo
masculino, idade maior e doença mais localizada. Apesar de
rara, toda criança com policitemia inexplicada deve ser
investigada para tumores produtores de eritropoetina.
E-mail: gisele_correia@yahoo.com.br
E-mail: selmalessa@uol.com.br
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Onco hematologia

  • 1. 47 III Congresso Cearense de Pediatria III Congresso Cearense de Enfermagem Pediátrica Rev Pediatr Ceará, 6(2): jul./dec. 2005 ONCO-HEMATOLOGIA RevistadePediatriadoCeará Prevalência de anemia e patologias associadas em crianças internadas no setor de enfermaria do Hospital Maternidade São Lucas - H.M.S.L Maria das Graças N. Silva, Antônia E. G. Araújo, Maria S. S. B. Santos, Kyara C. S. Ribeiro, Francisca S. S. Martins, Gita S. Alencar Faculdade de Medicina do Juazeiro do Norte – CE Introdução: A anemia ferropriva é a deficiência nutricional maiscomumemtodoomundo.Dadaasuaelevadaprevalência, repercussões sobre crescimento, desenvolvimento e predisposição às infecções, é hoje considerada um dos principais problemas de saúde pública. As crianças de 4 a 24 meses e os escolares estão entre os principais grupos populacionais de risco, sendo que na maioria das vezes a deficiência é sub-clínica, dificultando a intervenção. No Brasil, não existem dados de prevalência nacional, mas estudos pontuais revelam taxas que variam de 23% a 83%. Em nossa região não existem dados sobre esta patologia razão pela qual destacamos a importância deste trabalho. Objetivo: Avaliar a prevalência das crianças portadoras de anemia e patologias associadas internadas no Hospital Maternidade São Lucas do período de maio a setembro de 2005. Metodologia: Série de casos. Para o diagnóstico da anemia considerou-se como ponto de corte os valores de hemoglobina referidos pela OMS, em que foram consideradas anêmicas as crianças menores de seis anos com hemoglobina menor que 11g/dl e as maiores de seis anos com hemoglobina menor que 12g/dl. Resultados:Foramanalisados427prontuários.Em383(89,6%) constavam resultados de hemograma, dos quais 322 (84,0%) apresentavam anemia, cuja maior prevalência foi observada em crianças menores de 6 anos (66,3%), enquanto nas crianças com faixa etária superior a 6 anos foi de 17,7%. Dentre as patologias associadas à anemia, observou-se com maior freqüência: pneumonia (60,8%), enteroinfecção (30,7%), desidratação (12,7%), asma (10,8%), infecções bacterianas de pele (7,4%), entre outras. Discussão: Diante dos dados encontrados alertamos sobre a elevada prevalência da anemia a fim de que medidas de prevenção como educação nutricional, melhoria da qualidade da dieta oferecida, suplementação medicamentosa e controle de infecções sejam implantadas. E-mail: granasc@uol.com.br Alterações no cotidiano familiar de crianças com câncer Maria Judith Ribeiro Cavalcante, Lívia Fernandes da Silva, Carol Barroso Soares, Ana Lígia Rocha Peixoto, Priscila Pinheiro Silvestre, Luiz Edilberto Ferreira Júnior, Kérsia Gomes Ribeiro, Márcio Cavalcante Salmito, Juliana Bastos Costa Universidade Federal do Ceará - UFC Introdução: O contato com pacientes oncológicos e seus familiares, durante estágio no Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), estimulou os integrantes do Projeto de Vivência na Integração Médico-Paciente (PROVIMP), Projeto de Extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC), a estudarem as modificações que o câncer ocasiona nessas famílias, bem como os sentimentos que desperta. Objetivo: O estudo visa identificar as reações dos pais e sua compreensão sobre as reais necessidades dos filhos.Apartir daí, pretende-se planejar estratégias de assistência a crianças e pais, que, tendo suporte emocional, podem contribuir mais efetivamente no tratamento de seus filhos. Metodologia: Os integrantes do Projeto, através de questionários com perguntas objetivas e subjetivas, entrevistam acompanhantes de crianças em tratamento quimioterápico no HIAS, procurando oferecer-lhes apoio. Resultados: Os pacientes estavam, em média, há dois anos e oito meses em tratamento. Foi identificado que, na maioria dos casos, é a mãe quem acompanha a criança ao Hospital, o que as torna um importante pilar do estudo. Os entrevistados citaram como principais mudanças em seu cotidiano, após o adoecimento dos filhos, a diminuição da jornada de trabalho, a falta de tempo e as viagens freqüentes. Dizem, freqüentemente, sentir medo e desamparo e chegam a pensar em desistir do tratamento alegando estresse e a gravidade dos efeitos colaterais. No entanto, é comum que falem de sua gratidão pelo serviço hospitalar. Discussão:Arealidade de ter um filho com câncer afeta toda a família: os pais adquirem novas responsabilidades, os outros filhos passam a ter bem menos atenção de seus pais e todos vivem experiências de estresse. Torna-se importante a atuação do PROVIMP no auxílio à construção de uma rede de apoio sócio-econômico e psicológico que ajude a família a enfrentar esses desafios, reconhecendo sua colaboração como essencial à recuperação das crianças. E-mail: judith_cavalcante@yahoo.com.br 73 74
  • 2. 48 III Congresso Cearense de Pediatria III Congresso Cearense de Enfermagem Pediátrica Rev Pediatr Ceará, 6(2): jul./dec. 2005 TU de Wilms com extensão cardíaca Gisele Correia Pacheco, Carlos Artur da Costa Moraes, Francisco Élder Cavalcante Félix, Maria Ideleide Ponte Souza, Marta Rejane C. Feitosa, Maria da Conceição Bezerra Hospital InfantilAlbert Sabin-SESA-CE Introdução: O tumor de Wilms (TW) é a 5° malignidade mais comum em pediatria e o tumor renal mais comum em crianças. A grande maioria destes tumores manifesta-se nos primeiros cinco anos de vida. As metástases mais freqüentes são: pulmonar, hepática, óssea, cerebral ou metástases a gânglios linfáticos distantes. Objetivo: Relatar caso de paciente com TW e extensão intracardíaca por meio de revisão de prontuário e levantamento bibliográfico. Metodologia: relato de caso Resultados: F. I. S., sexo: feminino, 3 anos de idade.Admitida com história de há 2 meses iniciar dor abdominal que a levava a evacuar, fezes ressecadas e recobertas por sangue vermelho vivo. Posteriormente evoluiu com febre e pequena massa em flanco E, perda ponderal e palidez intensa. Realizou USG abdominal que evidenciou volumosa tumoração abdominal sólida, lobulada, com áreas líquidas lacunares que ocupava completamente a loja renal E. Ao exame físico de entrada no hospital apresentava-se irritada, hipocorada, febril, com roncos à AP e sopro sistólico à AC. Abdome: globoso, doloroso à palpação em HCE, com massa endurecida, de contornos definidos, irregulares, imóveis, que se estendia do RCE até região umbilical, sem ultrapasssar a linha média, também a palpando em região lombar E. Quantos aos exames complementares:anemia,LDH=2477,TCabdomecomsinais de trombose na veia cava e formação neoplásica no rim E, sugestiva de TW. Foi iniciada quimioterapia (QT). Criança evoluiu com insuficiência cardíaca congestiva (ICC), tendo sido solicitado Ecodoplercardiograma que revelou TU preenchendo quase totalmente AD e VD, escape mitral e tricúspide e pequeno derrame pericárdico. Introduziu-se terapia específica para ICC e seguiu-se com QT. Menor evoluiu com significativa melhora clínica, redução da massa tumoral em loja renal e área cardíaca, recebendo alta hospitalar para seguimento ambulatorial. Conclusão: No caso relatado observou-se que houve propagação tumoral da loja renal E, com trombose da veia cava por extensão do tumor à área intracardíaca. TU de Wilms e Policitemia: relato de caso CarlosA. C. Moraes, Selma L. Castro, Nádia M.Trompieri, Marcia L. C. Oliveira, SandraA. Prazeres, Danielli C. Costa Hospital InfantilAlbert Sabin Introdução:OtumordeWilmséaneoplasiarenalmaisfrequente da infância, representando cerca de 5% dos cânceres diagnosticado nessa faixa etária. São tumores com origem no tecido metanéfrico e associados com alterações genéticas características. Há uma maior prevalência em pacientes portadores de determinadas anomalias congênitas, como aniridia e má-formações genitourinárias. O quadro clínico é geralmente determinado pela presença de uma massa abdominal assintomática. Podem estar presentes também: hematúria, dor abdominal e hipertensão. Policitemia associada é raro. O tratamento é baseado em cirurgia, quimioterapia e radioterapia, de acordo com o estadiamento clínico-cirúrgico. Metodologia: Relato de caso. Resultados: Paciente masculino, 7anos, natural e procedente de Fortaleza-CE. Encaminhado do serviço primário para investigação de aumento do volume testicular e policitemia. Foi observado massa abdominal palpável, móvel, contornos definidos em topografia de loja renal esquerda. O paciente também apresentava varicocele grau III e foi confirmado a policitemia pelo hemograma, com número de hemáceas de cerca de 7,2M/ìL, com VCM de 72,2fl e RDW de 18,6%. Solicitado ultrassonografia de abdomen que evidenciou nódulo sólido hiperecogênico localizado no pólo superior do rim esquerdo, sugestivo de tumor de Wilms. Foi iniciado quimioterapia neoadjuvante, segundo o Protocolo SIOP-2001, e após 4 ciclos, observou-se redução de 50% do volume tumoral e normalização dos índices hematimétricos, sendo indicada a nefrectomia. Discussão: Policitemia na faixa etária pediátrica pode ser primária (devido à mutações em precursores eritróides) ou secundária (devido à oferta inadequada de oxigênio ou por aumento na produção aberrante de eritropoetina).Apolicitemia paraneoplásica pode ocorrer no tumor de Wilms devido a produção de eritropoetina. É usualmente associado com sexo masculino, idade maior e doença mais localizada. Apesar de rara, toda criança com policitemia inexplicada deve ser investigada para tumores produtores de eritropoetina. E-mail: gisele_correia@yahoo.com.br E-mail: selmalessa@uol.com.br 75 76