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O USO DAS MÍDIAS NA SALA DE AULA: RESISTÊNCIAS E APRENDIZAGENS



                                           Alice Virginia Brito de OLIVEIRA /PPGE/UFAL




RESUMO: Este artigo tem como objetivo investigar as questões inerentes às resistências dos
profissionais da educação de incluir no currículo as aprendizagens necessárias à utilização
das mídias em sala de aula bem como as aprendizagens significativas a partir da produção
do novo conhecimento tendo como referência as aulas da disciplina Didática, esta concebida
como a disciplina de formação pedagógica que subsidia o graduando em sua formação
docente. A abordagem utilizada foi a pesquisa qualitativa, tendo como método de
procedimento o estudo de caso em Escolas de Educação Básica, sendo que os dados foram
coletados a partir de questionários, bem como em aulas planejadas com o uso da internet no
laboratório de informática da Universidade Estadual de Alagoas. Os dados comprovaram a
importância do uso das mídias em sala de aula, bem como a significação da pesquisa para a
formação e construção da identidade de ser professor.

PALAVRAS-CHAVE: Internet; Formação Docente; Planejamento Didático.



1 Introdução


         Na sociedade contemporânea com os avanços das tecnologias da informação e
comunicação - TICs, principalmente da internet, não se pode mais ignorar os conhecimentos
desta área ou simplesmente resistir às mudanças sociais que influenciam diretamente na
educação e gradativamente estão sendo inclusas.
           As dificuldades de inserção das mídias em sala de aula ao longo da história da
educação e das práticas educativas estão sendo discutidas apesar de uma parcela da
comunidade educacional ainda não ter acesso a esses bens culturais. Infelizmente, para alguns
teóricos e educadores estes recursos são importante em muitos aspectos, mas não “servem” ou
“dá mais trabalho” seu uso como ferramenta pedagógica em sala de aula. E outros, utilizam-
na de forma mecanizada a qual não viabiliza a verdadeira produção de novos conhecimentos
que é permitida com o trabalho pedagógico a partir das mídias, especialmente da internet.
          As mídias na educação é uma temática que até os dias de hoje é estudada e
discutida com pouca ou nenhuma ênfase nos cursos de formação inicial de professores,
tornando-se uma questão recorrente nas formações continuadas dos profissionais da educação.
Daí, a urgente e necessária importância do debate, estudos e pesquisas nesta área.
Principalmente, na articulação deste conhecimento com as aprendizagens necessárias à
sociedade atual.
          Assim, este trabalho intitulado “O Uso de Mídias na Sala de Aula: Resistências e
Aprendizagens” teve como objetivo investigar as questões inerentes às resistências dos
profissionais da educação de incluir no currículo as aprendizagens necessárias à utilização
destes recursos em sala de aula bem como as aprendizagens significativas a partir da produção
do novo conhecimento.
      Acreditando ser a educação o canal de trazer à tona as novas linguagens
comunicacionais tão importante às novas formas de ensinar e de aprender, as quais viabilizam
aos sujeitos serem participes desta sociedade globalizada e reconheçam a função sócio-
educacional que as mídias vêm desenvolvendo na educação. A informação deve ser capaz de
enriquecer-nos, de mudar-nos, de converter-nos, simplesmente porque nos permite ver o que
era invisível para nós, saber o que ignorávamos, a sentir o que considerávamos inacreditável.
       É a partir da aquisição das informações e dos conhecimentos que os indivíduos têm
uma visão de mundo diferenciado, pois na medida em que se adquirem novos conhecimentos
também se tornam diferentes.
       Nesta perspectiva, as tecnologias podem tornar-se elementos integradores dos
ambientes de aprendizagem desde que sejam pensadas, discutidas e planejadas com base nos
reais contextos educacionais com seus limites e possibilidades. Não se pode ter a ilusão de
que serão a “salvação da pátria”, pois, dependendo do seu uso podem ou não contribuir para
uma aprendizagem que realmente responda aos desafios da sociedade atual.


2 Mídias e Educação Escolar


             A sociedade ao longo dos anos vem se transformando em função de cada época
histórica. Com o advento das Tecnologias da Informação e da Comunicação - TIC, essa
mudança ocorre praticamente de forma instantânea. Assim, muita coisa boa tem acontecido
como também muita coisa que não tem significado.
               Na educação são grandes as contribuições, sobretudo com a chegada das mídias
e dentre elas a internet, possibilitando um vasto conhecimento. Com isso, mudam-se também
os paradigmas de ensinar e aprender.
                A realidade escolar aos poucos vem mudando e modernizando a exemplo das
possibilidades de uso das mídias como, a TV, vídeo, DVD, projetor multimídia, internet, esta
última precisando aumentar sua oferta, principalmente montando laboratórios de informática
de qualidade que atendam as atuais necessidades da comunidade acadêmica, hoje pouco sendo
explorada.
              Nada disso acontece se a escola não dispuser das instalações necessárias para a
implantação de computadores e a manutenção da internet e, conseqüentemente, de pessoas
preparadas para manuseá-los. A esses equipamentos junta-se a visão crítica do professor para
discernir quais informações serão veiculadas na sala de aula. Cabe salientar, contudo, que a
intenção não é substituir o quadro e o giz por recursos tecnológicos, mas uni-los para que a
aprendizagem seja mais eficaz, uma vez que, ensinar com as novas mídias será uma revolução se
mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes
professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no
essencial. A internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode nos ajudar a
rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender (MORAN, 2000, p.
63).
              As escolas enfrentam grandes desafios em relação aos novos paradigmas
educacionais, as novas formas de se comunicar, as novas exigências profissionais, a
diversificação das formas de ensinar e aprender redimensiona e conduz a organização
curricular a partir da inserção das mídias na educação e das exigências da sociedade atual.
Evidencia-se também um processo de transformação constante tanto na vida social quanto na
educacional, modificando ainda os espaços de ensinar e aprender que segundo Moran (2000,
p. 36):
                          a educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas
                          linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de
                          expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para usos
                          democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias que
                          facilitem a educação dos indivíduos.

             Como se pode notar, não se pode desconsiderar as mídias, sua importância na
educação e na formação de professores, visto que as mesmas são imprescindíveis nos novos
processos comunicacionais e sem dúvida o professor é um profissional capaz de desenvolver
seu trabalho se utilizando da mediação das mesmas. Os novos modelos educacionais
contemplam os usos das mídias nas escolas que no dizer de Braslavsky (apud TEDESCO,
2004, p. 87):
                          Parte dessas idéias a que as escolas teriam acesso deveriam ser
                          desenvolvidas através de uma nova didática – ou seja, de uma nova ciência
                          e de uma nova arte – que guie as práticas intencionais de formação de
                          capacidades, a partir das quais os estudantes possam se transformar em
                          gestores de seus próprios processos de auto-aprendizagem.

            Num contexto globalizado, este é o grande desafio do professor, inicialmente
quebrar as barreiras de sua formação e tentar superar as dificuldades da inserção das mídias na
sala de aula e posteriormente é considerar este processo,.
            É interessante ressaltar, porém, conforme alerta Araújo (2004), que não basta
introduzir as mídias na educação apenas para acompanhar o desenvolvimento tecnológico ou
usá-las como forma de passar o tempo, mas que haja uma preparação para que os professores
tenham segurança, não só em manuseá-las, mas principalmente em saber utilizá-las de modo
seguro e satisfatório, transformando-as em aliadas para a aprendizagem de seus alunos. Esta
idéia é compartilhada por Mercado (apud ARAÚJO, 2004, p. 66) o qual assegura que, com as
novas tecnologias, novas formas de aprender e novas competências são exigidas para realizar o
trabalho pedagógico, e assim, é fundamental formar continuamente esse novo professor que vai atuar
neste ambiente telemático em que a tecnologia será um mediador do processo ensino-aprendizagem.
            A citação acima evidencia as transformações trazidas pelas novas tecnologias da
informação e da comunicação, exigindo, inclusive, um novo modelo de currículo, de escola,
do docente e do educando. Dentre o uso das TIC se destaca o uso do computador, mais
precisamente da internet, tendo em vista a velocidade e a quantidade de informações que ela
disponibiliza ao indivíduo assim como as formas dinâmicas, lúdicas e interativas tão
necessárias à educação.


3 Inserção das mídias na sala de aula


           Com a vertiginosa expansão das TIC na educação de forma desestrutural percebe-
se que no auge deste momento as escolas não poderiam se eximir desta realidade. Mediante
projetos governamentais foram surgindo os laboratórios de informática nas escolas, as
formações continuadas de técnicos e professores, mas em contrapartida as dificuldades
enfrentadas com o uso das mídias na sala de aula, sobretudo, do computador como ferramenta
pedagógica continuou sendo uma resistência por parte destes profissionais.
          Profissionais advindos de formações tradicionais as quais não se tinha nos
currículos nada relacionado à temática. Indubitavelmente sofreram um impacto grande
quando solicitados a participarem de algum curso ou momento que fosse utilizado as mídias,
em especial, o computador. O computador tornou-se o medo, o desafio na luta em adaptar-se
a nova realidade social, econômica e educacional que a escola vivencia.

                      [...] A realidade de uma instituição de ensino constitui-se de uma estrutura,
                      uma organização de tempo, de espaço, de grade curricular, que, muitas vezes,
                      dificulta o desenvolvimento de uma nova prática pedagógica. São amarras
                      institucionais que refletem nas amarras pessoais.Não basta o(a) professor (a)
                      querer mudar. É preciso alimentar a sua vontade de estar construindo algo
                      novo, de estar compartilhando os momentos de dúvidas, questionamentos e
                      incertezas, de estar encorajando o seu processo de reconstrução de uma nova
                      prática. Uma prática reflexiva na qual a tecnologia possa ser utilizada a fim de
                      reverter o processo educativo atual. [...] (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 332).

          A partir desta citação, fica explícito o quanto é relevante o contexto institucional
para a formação continuada dos profissionais que nela estão envolvidos, assim como um
redirecionamento da organização estrutural da escola. Considerado o currículo o eixo
norteador dos princípios e finalidades do trabalho escolar, deverá ser discutido, refletido e
organizado no sentido que o mesmo contemple conhecimentos acerca das TIC,
principalmente, nas formações dos profissionais, nos projetos pedagógicos, nos eventos
letivos da escola e nas aulas com os alunos.
           Nesta perspectiva as mídias não mais serão vistas com receio ou medo mais sim
como recursos pedagógicos capazes de dinamizar o processo educativo e com certeza com a
colaboração dos alunos no processo ensino-aprendizagem. A partir das idéias de Mercado
(2000, p.73):
                        A escola, ao invés de passar informações, geralmente desatualizadas e
                        descontextualizadas, terá de se ocupar do aprender a aprender, de levar o
                        aluno a construir o seu próprio conhecimento, mantendo-se alerta para
                        revisões e ampliações necessárias. A pretensão da escola é fazer o aluno
                        pensar, estimular suas faculdades, criar oportunidades de utilizar seus
                        talentos, respeitando os diversos modos de aprender e de expressar. A
                        escola terá que ser um espaço de produção e aplicação do conhecimento.


          Como afirma Mercado (2000), a escola não pode mais ficar de fora deste processo,
as TIC estão em toda parte, muitos jovens já estão inseridos no mundo das tecnologias. A
escola por sua vez precisa realizar um trabalho de qualidade com a inserção das mídias na sala
de aula para que os alunos motivem-se para o ensino-aprendizagem com responsabilidade e
essencialmente tenham aprendizagens significativas.


                      Contudo, com relação à prática pedagógica, alguns educadores não
                      compreendem dessa forma quando trabalham com seus alunos e estes, ante
                      propostas de mudanças, não se interessam. Isso porque a utilização dos
                      computadores deve estar vinculada a fins e objetivos importantes para o
                      processo de ensino e aprendizagem, no qual se organize um trabalho que seja
                      realmente significativo para os alunos, em que ele possa vivenciar a efetiva
                      funcionalidade do aprender e do uso dessa ferramenta nesse processo. Se
                      continuarmos simplesmente introduzindo o uso do computador
                      aleatoriamente, sem reflexão, sem preparo e sem escolhas bem orientadas,
                      essa ferramenta será utilizada para informatizar o caos destrutivo da educação
                      (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 333).

          As referidas autoras são enfáticas ao trazer a discussão do uso do computador
coerentemente com os objetivos e finalidades da educação. De acordo com esse pensamento,
necessário se faz, a escola realizar momentos de reflexões, planejamentos e elaboração de
projetos coletivos os quais priorizem a inserção das mídias e no caso específico do
computador na prática cotidiana da comunidade escolar. Ao incorporar essa prática,
proporcionará a verdadeira construção do conhecimento de forma rica, dinâmica, produtiva,
de qualidade e humana.
         Dentro deste contexto, o trabalho com as mídias na sala de aula pode trazer novas
formas comunicacionais, novas habilidades, novas competências, novas linguagens, novas
aprendizagens, novos conhecimentos, sobretudo, relacionados à nova sociedade. Pressupõe
novos conceitos e novas metodologias de ensinar e aprender onde o planejamento, a
flexibilidade, a leitura, o dialogo sejam o ponto de partida e de chegada da construção do
conhecimento.


4 A Internet como ferramenta pedagógica


          A internet atualmente é um recurso preponderante em vários setores da sociedade,
dentre eles na educação. Como recurso pedagógico tem sido bastante discutido, mais ainda
pouco inserido, pois as dificuldades e resistências acabam excluindo este trabalho do
cotidiano escolar. Para Mercado (2006, p. 57):


                         Integrar a utilização da Internet no currículo de um modo significativo e
                         incorpora-la às atuais práticas de sala de aula, numa aprendizagem
                         colaborativa, poderá fornecer um contexto autêntico em que alunos
                         desenvolvem conhecimento, habilidades e valores. Nesse contexto, as
atividades propostas permitem aos alunos analisar problemas, situações e
                        conhecimentos presentes nas disciplinas e na sua experiência sócio-cultural.

          Quando esta proposta for concretizada, a escola estará realizando um trabalho
articulado com o social em que está inserida assim como melhor cumprindo com sua função
social que é ensinar com qualidade. Qualidade esta, hoje tão questionada, pois os dados
estatísticos apresentam uma realidade caótica da educação brasileira. Segundo Mercado
(2006), as aulas, as atividades com utilização da internet na educação têm que ser motivadoras
dos alunos para que os mesmos busquem os conhecimentos, as informações de forma
investigadora, seletiva e critica considerando as mais importantes para sua aprendizagem.
          Partido do exposto foi desenvolvida a pesquisa de campo sobre a utilização da
internet como ferramenta pedagógica. A pesquisa foi desenvolvida envolvendo os alunos do
Curso de História da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), nas escolas de Educação
Básica. A coleta dos dados aconteceu mediante a utilização da observação, da aplicação de
questionários e realização de entrevistas com os professores. Nesse sentido, as aulas de
Didática no referido curso também foi um espaço da pesquisa, tendo como objetivos verificar
as causas pelas quais os professores resistem em utilizar as mídias em sala de aula; discutir a
importância da aquisição de competências tecnológicas, pedagógicas e inclusão de
metodologias concretas de como integrar as TIC ao Currículo; discutir conceitos e práticas
para o uso das mídias na sala de aula; disponibilizar sites de pesquisa sobre as temáticas em
estudo e proporcionar a inserção da internet nas aulas de Didática no Curso de História por
meio do Laboratório de Informática.
          A pesquisa explicitou mediante observação dos graduandos e, aplicação de
questionários os quais continham questões sobre o planejamento didático e a utilização de
mídias na sala de aula que os professores têm dificuldades de utilizar os recursos tecnológicos
em seu cotidiano e poucos utilizam as mídias como ferramenta de aprendizagem por não
conhecerem. Isso pode ser explicitado na fala do Professor 2: “É mais fácil trabalhar com o
planejamento que já temos organizados do que levar os alunos para o computador”. Já o
Professor 4 afirma :“Achei muito difícil trabalhar com o computador, tenho dificuldades em
manusear assim fica complicado depender de outras pessoas”. Nessas frases fica explicito que
para o professor é muito mais simples seguir o planejamento que ele já conhece porque isso
dá uma certa estabilidade ao trabalho desenvolvido, uma vez que mergulhar na “novidade” da
tecnologia significa quebrar paradigmas, se repensar e em muitas situações “depender de
outras pessoas”, já que esses professores não necessariamente tem os saberes básicos para
trabalhar com os novos recursos tecnológicos, especialmente o computador. O Professor 5
corrobora essa informação, apesar de destacar que aprecia trabalhar com as novas tecnologias:
“Gostei muito de começar a trabalhar com as tecnologias, mas sinto muitas dificuldades de
operacionar os equipamentos, e os técnicos exigem muito em relação a aplicação de projetos
no laboratório de informática sem a gente dominar ainda na prática”.
          Assim, observa-se que na prática pedagógica o uso das mídias em sala de aula
ainda é restrito a alguns profissionais, em especial, os técnicos que não estão ministrando
aulas. Os professores acabam não sendo envolvidos ou alguns não querem ser envolvidos com
as formações continuadas (quando são oferecidas) e projetos didáticos com esta finalidade por
não conhecerem ou simplesmente achar “mais fácil seu antigo planejamento”.
          Os docentes em sua maioria ainda não têm claro que os recursos tecnológicos de
informação e comunicação têm se desenvolvido e se diversificado rapidamente, estando
presente na vida cotidiana de todos os cidadãos, além da existência de um mercado de
trabalho cada vez mais competitivo, exigindo dos profissionais da educação competências e
habilidades para lidar com a complexidade, a diversidade de informações, enfrentarem os
desafios que as novas tecnologias estão trazendo. Poucos utilizam a mídia impressa, a
televisão, o vídeo, o rádio, a internet, a hipermídia como ótimos recursos para mobilizar os
alunos em torno de problemáticas, quando se discute o que fazer para despertar o interesse
para os estudos temáticos, desenvolverem projetos ou trazer novos olhares para os trabalhos
em sala de aula.
          A pesquisa revelou que os profissionais entrevistados infelizmente não utilizam o
planejamento didático de forma sistemática, as mídias na sala de aula nem tampouco a
internet como recurso pedagógico. Apenas utilizam o conteúdo programático como fim em si
mesmo. Como foi dito anteriormente falta formações continuadas que viabilizem esses
momentos para os profissionais que já se encontram nos sistemas de ensino.


                      Percebe-se, no entanto, que as tecnologias da informação de comunicação,
                      quando introduzidas nas escolas, são disponibilizadas de maneira inadequada
                      aos (às) professores (as), não levando em conta a formação necessária,
                      levando-os (às) a frustrações sucessivas. Também reconhecemos que nas
                      instituições envolvidas existe uma certa acomodação e resistência em aceitar a
                      introdução de mudanças de paradigmas, as quais são,percebidas como fatores
                      que podem vir a alterar as rotinas/tarefas conhecidas e aceitas. Essas
                      percepções trazem consigo sentimentos de insegurança e ameaça, pois põem
                      em risco hábitos de trabalho, de métodos e, inclusive, do emprego do tempo
                      (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 331).

          De acordo com as idéias das referidas autoras e os estudos realizados, o processo
de formação torna-se fundamental para que esses profissionais revejam seus paradigmas de
educação, suas concepções acerca da sociedade, do ensino e aprendizagem. Muitas vezes, o
considerado “simples planejamento” estaria redirecionando esta prática. A partir deste
momento acredita-se ser possível um redirecionamento das ações escolares em prol da
aprendizagem significativa dos alunos.
          A pesquisa aconteceu da seguinte maneira: inicialmente foram estudados textos
teóricos acerca do planejamento didático e sobre as tecnologias na educação como mediação
para a aprendizagem em sala de aula. Segundo, os alunos foram realizar a pesquisa de campo
nas Escolas de Educação Básica. Terceiro momento desenvolveu-se no Laboratório de
Informática da Instituição tendo como suporte a utilização do site do Ministério da Educação-
MEC, no link com o Portal do Professor. A pesquisa realizada na internet possibilitou um
estudo analítico comparativo com os referenciais teóricos estudados e os dados coletados em
campo bem como os recursos oferecidos mediante o uso dos links do Portal acima citado.
Quarto momento aconteceu em sala de aula com uma exposição dialogada da pesquisa
realizada e dos resultados obtidos e consequentemente a elaboração de um artigo com a
discussão em pauta.
          Para que não houvesse dicotomia entre os conhecimentos estudados, a realização
da pesquisa e a produção do artigo a pesquisa foi direcionada para a temática do planejamento
de disciplina, no caso em estudo de história. A desvinculação entre teoria e prática sempre
posta em discussão, apresentou-se como um fator contribuidor da dicotomia presente nas
escolas de educação básica assim como nos cursos de licenciaturas entre os conhecimentos
científicos e os conhecimentos pedagógicos, o primeiro estaria relacionado a teoria e o
segundo a prática. Nesse sentido o estudo possibilitou a indissociável teoria e prática na
formação dos futuros professores de história.
          A navegação no portal permitiu o conhecimento de vários instrumentos didáticos
compatíveis com a área de história. Os graduandos puderam percorrer as diversas discussões
sobre planejamento de aulas de história e o mais interessante com o uso de mídias na sala de
aula. Dentre os sites oferecidos para a pesquisa, alguns deles específicos de história
viabilizaram a análise e reflexão das inúmeras possibilidades teórico-metodologicas que o
professor dispõe que por vezes, não é utilizada.
          O link, planos de aulas foi o mais acessado e analisado frente ao conteúdo que
estávamos trabalhando, em especial, os recursos midiáticos que estavam sendo utilizados. E
comparados com a análise dos planos recebidos pelos alunos pesquisadores, detectou-se que a
organização da aula permanece cristalizada nos métodos pelos professores para desenvolver
suas aulas. Portanto, é interessante pensar que esta forma de entender os conteúdos e a
aprendizagem dos alunos está acontecendo conjuntamente com as teorias que preconizam a
importância dos conhecimentos prévios dos alunos e a inclusão deste como sujeito do
conhecimento, não apenas recebendo informações, mas também construindo conhecimentos.
          Um bom exemplo é o da Rede Internacional Virtual de Educação (RIVED) que é
um programa da Secretaria de Educação a Distância        (SEED), que tem por objetivo a
produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Estes
conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes,
associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas. Foram trabalhadas
também algumas atividades deste repositório no laboratório, os alunos puderam conhecer
analisar projetos, roteiros de aulas e essencialmente assistir algumas aulas que tinham
interatividade mediante os recursos selecionados. Nesta perspectiva o desafio que está posto
ao professor que é o estudo, a pesquisa, a construção do conhecimento fundamentado em
paradigmas sócio-educacionais mais humanos e de qualidade. Transformando as concepções
dos professores e alunos em relação ao processo ensino e aprendizagem, serão mais fáceis à
inserção das mídias em sala de aula e assim, professores e alunos terão de se tornar
colaboradores na luta contra os modelos regulatórios e classificatórios de sociedade em face
de um modelo democrático e emancipatório da ideologia vigente.


5 Conclusão


          A partir dos estudos realizados e da pesquisa desenvolvida os resultados
apresentados por meio dos instrumentos utilizados em campo e nas aulas de didática em
relação aos desafios e perspectivas da utilização das mídias em sala de aula, o problema
crucial refere-se à falta de formações continuadas qualitativas associadas à ausência de
autonomia do professor por não saber pesquisar e não usar o computador por medo ou
simplesmente acomodação.
          Todo e qualquer conhecimento novo realmente causa certo impacto, mas com o
estudo e aprendizado são superadas as dificuldades. Isso foi vivenciado pelos graduandos com
as aulas de didática que foram ministradas em laboratório, os que não tinham experiência com
o computador e a navegação na internet com a aprendizagem e orientações oferecidas foram
operacionalizando aos poucos e conseguiram executar as atividades propostas.
          Outra questão que não se deve esquecer é a falta de laboratórios de informática e
recursos humanos capacitados para as formações e orientações didáticas do computador e da
internet como ferramenta pedagógica. Isto afeta sobremodo o interesse de professores e
alunos, causando desmotivação, o que entendemos ser um desafio sob o qual o professor
necessita superar e conseguir implantar projetos voltados para as necessidades da comunidade
escolar em especial para aprendizagem dos alunos.
          Em geral, as perspectivas da utilização das mídias em sala de aula caminham em
um patamar de descobertas, realização de cursos, conhecimentos os quais irão instigando a
participação efetiva dos professores como mediadores deste processo. A partir disso, é
possível que assumam posturas profissionais coerentes com suas funções primando pela
qualidade de seu trabalho, avançando na prática pedagógica por meio da diversidade de
atividades utilizadas em situações que necessitam a resolução de problemas. As mídias se
fazem presentes no cotidiano escolar como forma de mediatizar a prática pedagógica.
           O planejamento, é outro fator de fundamental importância que está sendo aos
poucos percebido como processo necessário a organização administrativa e pedagógica do
contexto escolar. Desta forma, conclui-se que as resistências revelam a falta de conhecimento
e comodismo de práticas arraigadas no tradicionalismo. E, aprendizagem com a inserção das
mídias na sala de aula significa aprendizagens das novas linguagens comunicacionais,
interativas, dos novos conhecimentos. Revelação mediante depoimentos de quem vai se
inserindo neste contexto como sendo aprendizagens motivadoras, dinâmicas, ricas, produtivas
que proporcionam aos envolvidos em projetos e/ou aulas conhecimentos fantásticos no
mundo do conhecimento cientifico e na produção de novos conhecimentos.


Referências

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  • 1. O USO DAS MÍDIAS NA SALA DE AULA: RESISTÊNCIAS E APRENDIZAGENS Alice Virginia Brito de OLIVEIRA /PPGE/UFAL RESUMO: Este artigo tem como objetivo investigar as questões inerentes às resistências dos profissionais da educação de incluir no currículo as aprendizagens necessárias à utilização das mídias em sala de aula bem como as aprendizagens significativas a partir da produção do novo conhecimento tendo como referência as aulas da disciplina Didática, esta concebida como a disciplina de formação pedagógica que subsidia o graduando em sua formação docente. A abordagem utilizada foi a pesquisa qualitativa, tendo como método de procedimento o estudo de caso em Escolas de Educação Básica, sendo que os dados foram coletados a partir de questionários, bem como em aulas planejadas com o uso da internet no laboratório de informática da Universidade Estadual de Alagoas. Os dados comprovaram a importância do uso das mídias em sala de aula, bem como a significação da pesquisa para a formação e construção da identidade de ser professor. PALAVRAS-CHAVE: Internet; Formação Docente; Planejamento Didático. 1 Introdução Na sociedade contemporânea com os avanços das tecnologias da informação e comunicação - TICs, principalmente da internet, não se pode mais ignorar os conhecimentos desta área ou simplesmente resistir às mudanças sociais que influenciam diretamente na educação e gradativamente estão sendo inclusas. As dificuldades de inserção das mídias em sala de aula ao longo da história da educação e das práticas educativas estão sendo discutidas apesar de uma parcela da comunidade educacional ainda não ter acesso a esses bens culturais. Infelizmente, para alguns
  • 2. teóricos e educadores estes recursos são importante em muitos aspectos, mas não “servem” ou “dá mais trabalho” seu uso como ferramenta pedagógica em sala de aula. E outros, utilizam- na de forma mecanizada a qual não viabiliza a verdadeira produção de novos conhecimentos que é permitida com o trabalho pedagógico a partir das mídias, especialmente da internet. As mídias na educação é uma temática que até os dias de hoje é estudada e discutida com pouca ou nenhuma ênfase nos cursos de formação inicial de professores, tornando-se uma questão recorrente nas formações continuadas dos profissionais da educação. Daí, a urgente e necessária importância do debate, estudos e pesquisas nesta área. Principalmente, na articulação deste conhecimento com as aprendizagens necessárias à sociedade atual. Assim, este trabalho intitulado “O Uso de Mídias na Sala de Aula: Resistências e Aprendizagens” teve como objetivo investigar as questões inerentes às resistências dos profissionais da educação de incluir no currículo as aprendizagens necessárias à utilização destes recursos em sala de aula bem como as aprendizagens significativas a partir da produção do novo conhecimento. Acreditando ser a educação o canal de trazer à tona as novas linguagens comunicacionais tão importante às novas formas de ensinar e de aprender, as quais viabilizam aos sujeitos serem participes desta sociedade globalizada e reconheçam a função sócio- educacional que as mídias vêm desenvolvendo na educação. A informação deve ser capaz de enriquecer-nos, de mudar-nos, de converter-nos, simplesmente porque nos permite ver o que era invisível para nós, saber o que ignorávamos, a sentir o que considerávamos inacreditável. É a partir da aquisição das informações e dos conhecimentos que os indivíduos têm uma visão de mundo diferenciado, pois na medida em que se adquirem novos conhecimentos também se tornam diferentes. Nesta perspectiva, as tecnologias podem tornar-se elementos integradores dos ambientes de aprendizagem desde que sejam pensadas, discutidas e planejadas com base nos reais contextos educacionais com seus limites e possibilidades. Não se pode ter a ilusão de que serão a “salvação da pátria”, pois, dependendo do seu uso podem ou não contribuir para uma aprendizagem que realmente responda aos desafios da sociedade atual. 2 Mídias e Educação Escolar A sociedade ao longo dos anos vem se transformando em função de cada época histórica. Com o advento das Tecnologias da Informação e da Comunicação - TIC, essa
  • 3. mudança ocorre praticamente de forma instantânea. Assim, muita coisa boa tem acontecido como também muita coisa que não tem significado. Na educação são grandes as contribuições, sobretudo com a chegada das mídias e dentre elas a internet, possibilitando um vasto conhecimento. Com isso, mudam-se também os paradigmas de ensinar e aprender. A realidade escolar aos poucos vem mudando e modernizando a exemplo das possibilidades de uso das mídias como, a TV, vídeo, DVD, projetor multimídia, internet, esta última precisando aumentar sua oferta, principalmente montando laboratórios de informática de qualidade que atendam as atuais necessidades da comunidade acadêmica, hoje pouco sendo explorada. Nada disso acontece se a escola não dispuser das instalações necessárias para a implantação de computadores e a manutenção da internet e, conseqüentemente, de pessoas preparadas para manuseá-los. A esses equipamentos junta-se a visão crítica do professor para discernir quais informações serão veiculadas na sala de aula. Cabe salientar, contudo, que a intenção não é substituir o quadro e o giz por recursos tecnológicos, mas uni-los para que a aprendizagem seja mais eficaz, uma vez que, ensinar com as novas mídias será uma revolução se mudarmos simultaneamente os paradigmas convencionais do ensino, que mantêm distantes professores e alunos. Caso contrário, conseguiremos dar um verniz de modernidade, sem mexer no essencial. A internet é um novo meio de comunicação, ainda incipiente, mas que pode nos ajudar a rever, a ampliar e a modificar muitas das formas atuais de ensinar e de aprender (MORAN, 2000, p. 63). As escolas enfrentam grandes desafios em relação aos novos paradigmas educacionais, as novas formas de se comunicar, as novas exigências profissionais, a diversificação das formas de ensinar e aprender redimensiona e conduz a organização curricular a partir da inserção das mídias na educação e das exigências da sociedade atual. Evidencia-se também um processo de transformação constante tanto na vida social quanto na educacional, modificando ainda os espaços de ensinar e aprender que segundo Moran (2000, p. 36): a educação escolar precisa compreender e incorporar mais as novas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias que facilitem a educação dos indivíduos. Como se pode notar, não se pode desconsiderar as mídias, sua importância na educação e na formação de professores, visto que as mesmas são imprescindíveis nos novos
  • 4. processos comunicacionais e sem dúvida o professor é um profissional capaz de desenvolver seu trabalho se utilizando da mediação das mesmas. Os novos modelos educacionais contemplam os usos das mídias nas escolas que no dizer de Braslavsky (apud TEDESCO, 2004, p. 87): Parte dessas idéias a que as escolas teriam acesso deveriam ser desenvolvidas através de uma nova didática – ou seja, de uma nova ciência e de uma nova arte – que guie as práticas intencionais de formação de capacidades, a partir das quais os estudantes possam se transformar em gestores de seus próprios processos de auto-aprendizagem. Num contexto globalizado, este é o grande desafio do professor, inicialmente quebrar as barreiras de sua formação e tentar superar as dificuldades da inserção das mídias na sala de aula e posteriormente é considerar este processo,. É interessante ressaltar, porém, conforme alerta Araújo (2004), que não basta introduzir as mídias na educação apenas para acompanhar o desenvolvimento tecnológico ou usá-las como forma de passar o tempo, mas que haja uma preparação para que os professores tenham segurança, não só em manuseá-las, mas principalmente em saber utilizá-las de modo seguro e satisfatório, transformando-as em aliadas para a aprendizagem de seus alunos. Esta idéia é compartilhada por Mercado (apud ARAÚJO, 2004, p. 66) o qual assegura que, com as novas tecnologias, novas formas de aprender e novas competências são exigidas para realizar o trabalho pedagógico, e assim, é fundamental formar continuamente esse novo professor que vai atuar neste ambiente telemático em que a tecnologia será um mediador do processo ensino-aprendizagem. A citação acima evidencia as transformações trazidas pelas novas tecnologias da informação e da comunicação, exigindo, inclusive, um novo modelo de currículo, de escola, do docente e do educando. Dentre o uso das TIC se destaca o uso do computador, mais precisamente da internet, tendo em vista a velocidade e a quantidade de informações que ela disponibiliza ao indivíduo assim como as formas dinâmicas, lúdicas e interativas tão necessárias à educação. 3 Inserção das mídias na sala de aula Com a vertiginosa expansão das TIC na educação de forma desestrutural percebe- se que no auge deste momento as escolas não poderiam se eximir desta realidade. Mediante projetos governamentais foram surgindo os laboratórios de informática nas escolas, as formações continuadas de técnicos e professores, mas em contrapartida as dificuldades
  • 5. enfrentadas com o uso das mídias na sala de aula, sobretudo, do computador como ferramenta pedagógica continuou sendo uma resistência por parte destes profissionais. Profissionais advindos de formações tradicionais as quais não se tinha nos currículos nada relacionado à temática. Indubitavelmente sofreram um impacto grande quando solicitados a participarem de algum curso ou momento que fosse utilizado as mídias, em especial, o computador. O computador tornou-se o medo, o desafio na luta em adaptar-se a nova realidade social, econômica e educacional que a escola vivencia. [...] A realidade de uma instituição de ensino constitui-se de uma estrutura, uma organização de tempo, de espaço, de grade curricular, que, muitas vezes, dificulta o desenvolvimento de uma nova prática pedagógica. São amarras institucionais que refletem nas amarras pessoais.Não basta o(a) professor (a) querer mudar. É preciso alimentar a sua vontade de estar construindo algo novo, de estar compartilhando os momentos de dúvidas, questionamentos e incertezas, de estar encorajando o seu processo de reconstrução de uma nova prática. Uma prática reflexiva na qual a tecnologia possa ser utilizada a fim de reverter o processo educativo atual. [...] (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 332). A partir desta citação, fica explícito o quanto é relevante o contexto institucional para a formação continuada dos profissionais que nela estão envolvidos, assim como um redirecionamento da organização estrutural da escola. Considerado o currículo o eixo norteador dos princípios e finalidades do trabalho escolar, deverá ser discutido, refletido e organizado no sentido que o mesmo contemple conhecimentos acerca das TIC, principalmente, nas formações dos profissionais, nos projetos pedagógicos, nos eventos letivos da escola e nas aulas com os alunos. Nesta perspectiva as mídias não mais serão vistas com receio ou medo mais sim como recursos pedagógicos capazes de dinamizar o processo educativo e com certeza com a colaboração dos alunos no processo ensino-aprendizagem. A partir das idéias de Mercado (2000, p.73): A escola, ao invés de passar informações, geralmente desatualizadas e descontextualizadas, terá de se ocupar do aprender a aprender, de levar o aluno a construir o seu próprio conhecimento, mantendo-se alerta para revisões e ampliações necessárias. A pretensão da escola é fazer o aluno pensar, estimular suas faculdades, criar oportunidades de utilizar seus talentos, respeitando os diversos modos de aprender e de expressar. A escola terá que ser um espaço de produção e aplicação do conhecimento. Como afirma Mercado (2000), a escola não pode mais ficar de fora deste processo, as TIC estão em toda parte, muitos jovens já estão inseridos no mundo das tecnologias. A escola por sua vez precisa realizar um trabalho de qualidade com a inserção das mídias na sala
  • 6. de aula para que os alunos motivem-se para o ensino-aprendizagem com responsabilidade e essencialmente tenham aprendizagens significativas. Contudo, com relação à prática pedagógica, alguns educadores não compreendem dessa forma quando trabalham com seus alunos e estes, ante propostas de mudanças, não se interessam. Isso porque a utilização dos computadores deve estar vinculada a fins e objetivos importantes para o processo de ensino e aprendizagem, no qual se organize um trabalho que seja realmente significativo para os alunos, em que ele possa vivenciar a efetiva funcionalidade do aprender e do uso dessa ferramenta nesse processo. Se continuarmos simplesmente introduzindo o uso do computador aleatoriamente, sem reflexão, sem preparo e sem escolhas bem orientadas, essa ferramenta será utilizada para informatizar o caos destrutivo da educação (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 333). As referidas autoras são enfáticas ao trazer a discussão do uso do computador coerentemente com os objetivos e finalidades da educação. De acordo com esse pensamento, necessário se faz, a escola realizar momentos de reflexões, planejamentos e elaboração de projetos coletivos os quais priorizem a inserção das mídias e no caso específico do computador na prática cotidiana da comunidade escolar. Ao incorporar essa prática, proporcionará a verdadeira construção do conhecimento de forma rica, dinâmica, produtiva, de qualidade e humana. Dentro deste contexto, o trabalho com as mídias na sala de aula pode trazer novas formas comunicacionais, novas habilidades, novas competências, novas linguagens, novas aprendizagens, novos conhecimentos, sobretudo, relacionados à nova sociedade. Pressupõe novos conceitos e novas metodologias de ensinar e aprender onde o planejamento, a flexibilidade, a leitura, o dialogo sejam o ponto de partida e de chegada da construção do conhecimento. 4 A Internet como ferramenta pedagógica A internet atualmente é um recurso preponderante em vários setores da sociedade, dentre eles na educação. Como recurso pedagógico tem sido bastante discutido, mais ainda pouco inserido, pois as dificuldades e resistências acabam excluindo este trabalho do cotidiano escolar. Para Mercado (2006, p. 57): Integrar a utilização da Internet no currículo de um modo significativo e incorpora-la às atuais práticas de sala de aula, numa aprendizagem colaborativa, poderá fornecer um contexto autêntico em que alunos desenvolvem conhecimento, habilidades e valores. Nesse contexto, as
  • 7. atividades propostas permitem aos alunos analisar problemas, situações e conhecimentos presentes nas disciplinas e na sua experiência sócio-cultural. Quando esta proposta for concretizada, a escola estará realizando um trabalho articulado com o social em que está inserida assim como melhor cumprindo com sua função social que é ensinar com qualidade. Qualidade esta, hoje tão questionada, pois os dados estatísticos apresentam uma realidade caótica da educação brasileira. Segundo Mercado (2006), as aulas, as atividades com utilização da internet na educação têm que ser motivadoras dos alunos para que os mesmos busquem os conhecimentos, as informações de forma investigadora, seletiva e critica considerando as mais importantes para sua aprendizagem. Partido do exposto foi desenvolvida a pesquisa de campo sobre a utilização da internet como ferramenta pedagógica. A pesquisa foi desenvolvida envolvendo os alunos do Curso de História da Universidade Estadual de Alagoas (UNEAL), nas escolas de Educação Básica. A coleta dos dados aconteceu mediante a utilização da observação, da aplicação de questionários e realização de entrevistas com os professores. Nesse sentido, as aulas de Didática no referido curso também foi um espaço da pesquisa, tendo como objetivos verificar as causas pelas quais os professores resistem em utilizar as mídias em sala de aula; discutir a importância da aquisição de competências tecnológicas, pedagógicas e inclusão de metodologias concretas de como integrar as TIC ao Currículo; discutir conceitos e práticas para o uso das mídias na sala de aula; disponibilizar sites de pesquisa sobre as temáticas em estudo e proporcionar a inserção da internet nas aulas de Didática no Curso de História por meio do Laboratório de Informática. A pesquisa explicitou mediante observação dos graduandos e, aplicação de questionários os quais continham questões sobre o planejamento didático e a utilização de mídias na sala de aula que os professores têm dificuldades de utilizar os recursos tecnológicos em seu cotidiano e poucos utilizam as mídias como ferramenta de aprendizagem por não conhecerem. Isso pode ser explicitado na fala do Professor 2: “É mais fácil trabalhar com o planejamento que já temos organizados do que levar os alunos para o computador”. Já o Professor 4 afirma :“Achei muito difícil trabalhar com o computador, tenho dificuldades em manusear assim fica complicado depender de outras pessoas”. Nessas frases fica explicito que para o professor é muito mais simples seguir o planejamento que ele já conhece porque isso dá uma certa estabilidade ao trabalho desenvolvido, uma vez que mergulhar na “novidade” da tecnologia significa quebrar paradigmas, se repensar e em muitas situações “depender de outras pessoas”, já que esses professores não necessariamente tem os saberes básicos para trabalhar com os novos recursos tecnológicos, especialmente o computador. O Professor 5
  • 8. corrobora essa informação, apesar de destacar que aprecia trabalhar com as novas tecnologias: “Gostei muito de começar a trabalhar com as tecnologias, mas sinto muitas dificuldades de operacionar os equipamentos, e os técnicos exigem muito em relação a aplicação de projetos no laboratório de informática sem a gente dominar ainda na prática”. Assim, observa-se que na prática pedagógica o uso das mídias em sala de aula ainda é restrito a alguns profissionais, em especial, os técnicos que não estão ministrando aulas. Os professores acabam não sendo envolvidos ou alguns não querem ser envolvidos com as formações continuadas (quando são oferecidas) e projetos didáticos com esta finalidade por não conhecerem ou simplesmente achar “mais fácil seu antigo planejamento”. Os docentes em sua maioria ainda não têm claro que os recursos tecnológicos de informação e comunicação têm se desenvolvido e se diversificado rapidamente, estando presente na vida cotidiana de todos os cidadãos, além da existência de um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, exigindo dos profissionais da educação competências e habilidades para lidar com a complexidade, a diversidade de informações, enfrentarem os desafios que as novas tecnologias estão trazendo. Poucos utilizam a mídia impressa, a televisão, o vídeo, o rádio, a internet, a hipermídia como ótimos recursos para mobilizar os alunos em torno de problemáticas, quando se discute o que fazer para despertar o interesse para os estudos temáticos, desenvolverem projetos ou trazer novos olhares para os trabalhos em sala de aula. A pesquisa revelou que os profissionais entrevistados infelizmente não utilizam o planejamento didático de forma sistemática, as mídias na sala de aula nem tampouco a internet como recurso pedagógico. Apenas utilizam o conteúdo programático como fim em si mesmo. Como foi dito anteriormente falta formações continuadas que viabilizem esses momentos para os profissionais que já se encontram nos sistemas de ensino. Percebe-se, no entanto, que as tecnologias da informação de comunicação, quando introduzidas nas escolas, são disponibilizadas de maneira inadequada aos (às) professores (as), não levando em conta a formação necessária, levando-os (às) a frustrações sucessivas. Também reconhecemos que nas instituições envolvidas existe uma certa acomodação e resistência em aceitar a introdução de mudanças de paradigmas, as quais são,percebidas como fatores que podem vir a alterar as rotinas/tarefas conhecidas e aceitas. Essas percepções trazem consigo sentimentos de insegurança e ameaça, pois põem em risco hábitos de trabalho, de métodos e, inclusive, do emprego do tempo (SANTOS; RADTKE, 2005, p. 331). De acordo com as idéias das referidas autoras e os estudos realizados, o processo de formação torna-se fundamental para que esses profissionais revejam seus paradigmas de
  • 9. educação, suas concepções acerca da sociedade, do ensino e aprendizagem. Muitas vezes, o considerado “simples planejamento” estaria redirecionando esta prática. A partir deste momento acredita-se ser possível um redirecionamento das ações escolares em prol da aprendizagem significativa dos alunos. A pesquisa aconteceu da seguinte maneira: inicialmente foram estudados textos teóricos acerca do planejamento didático e sobre as tecnologias na educação como mediação para a aprendizagem em sala de aula. Segundo, os alunos foram realizar a pesquisa de campo nas Escolas de Educação Básica. Terceiro momento desenvolveu-se no Laboratório de Informática da Instituição tendo como suporte a utilização do site do Ministério da Educação- MEC, no link com o Portal do Professor. A pesquisa realizada na internet possibilitou um estudo analítico comparativo com os referenciais teóricos estudados e os dados coletados em campo bem como os recursos oferecidos mediante o uso dos links do Portal acima citado. Quarto momento aconteceu em sala de aula com uma exposição dialogada da pesquisa realizada e dos resultados obtidos e consequentemente a elaboração de um artigo com a discussão em pauta. Para que não houvesse dicotomia entre os conhecimentos estudados, a realização da pesquisa e a produção do artigo a pesquisa foi direcionada para a temática do planejamento de disciplina, no caso em estudo de história. A desvinculação entre teoria e prática sempre posta em discussão, apresentou-se como um fator contribuidor da dicotomia presente nas escolas de educação básica assim como nos cursos de licenciaturas entre os conhecimentos científicos e os conhecimentos pedagógicos, o primeiro estaria relacionado a teoria e o segundo a prática. Nesse sentido o estudo possibilitou a indissociável teoria e prática na formação dos futuros professores de história. A navegação no portal permitiu o conhecimento de vários instrumentos didáticos compatíveis com a área de história. Os graduandos puderam percorrer as diversas discussões sobre planejamento de aulas de história e o mais interessante com o uso de mídias na sala de aula. Dentre os sites oferecidos para a pesquisa, alguns deles específicos de história viabilizaram a análise e reflexão das inúmeras possibilidades teórico-metodologicas que o professor dispõe que por vezes, não é utilizada. O link, planos de aulas foi o mais acessado e analisado frente ao conteúdo que estávamos trabalhando, em especial, os recursos midiáticos que estavam sendo utilizados. E comparados com a análise dos planos recebidos pelos alunos pesquisadores, detectou-se que a organização da aula permanece cristalizada nos métodos pelos professores para desenvolver suas aulas. Portanto, é interessante pensar que esta forma de entender os conteúdos e a
  • 10. aprendizagem dos alunos está acontecendo conjuntamente com as teorias que preconizam a importância dos conhecimentos prévios dos alunos e a inclusão deste como sujeito do conhecimento, não apenas recebendo informações, mas também construindo conhecimentos. Um bom exemplo é o da Rede Internacional Virtual de Educação (RIVED) que é um programa da Secretaria de Educação a Distância (SEED), que tem por objetivo a produção de conteúdos pedagógicos digitais, na forma de objetos de aprendizagem. Estes conteúdos primam por estimular o raciocínio e o pensamento crítico dos estudantes, associando o potencial da informática às novas abordagens pedagógicas. Foram trabalhadas também algumas atividades deste repositório no laboratório, os alunos puderam conhecer analisar projetos, roteiros de aulas e essencialmente assistir algumas aulas que tinham interatividade mediante os recursos selecionados. Nesta perspectiva o desafio que está posto ao professor que é o estudo, a pesquisa, a construção do conhecimento fundamentado em paradigmas sócio-educacionais mais humanos e de qualidade. Transformando as concepções dos professores e alunos em relação ao processo ensino e aprendizagem, serão mais fáceis à inserção das mídias em sala de aula e assim, professores e alunos terão de se tornar colaboradores na luta contra os modelos regulatórios e classificatórios de sociedade em face de um modelo democrático e emancipatório da ideologia vigente. 5 Conclusão A partir dos estudos realizados e da pesquisa desenvolvida os resultados apresentados por meio dos instrumentos utilizados em campo e nas aulas de didática em relação aos desafios e perspectivas da utilização das mídias em sala de aula, o problema crucial refere-se à falta de formações continuadas qualitativas associadas à ausência de autonomia do professor por não saber pesquisar e não usar o computador por medo ou simplesmente acomodação. Todo e qualquer conhecimento novo realmente causa certo impacto, mas com o estudo e aprendizado são superadas as dificuldades. Isso foi vivenciado pelos graduandos com as aulas de didática que foram ministradas em laboratório, os que não tinham experiência com o computador e a navegação na internet com a aprendizagem e orientações oferecidas foram operacionalizando aos poucos e conseguiram executar as atividades propostas. Outra questão que não se deve esquecer é a falta de laboratórios de informática e recursos humanos capacitados para as formações e orientações didáticas do computador e da internet como ferramenta pedagógica. Isto afeta sobremodo o interesse de professores e
  • 11. alunos, causando desmotivação, o que entendemos ser um desafio sob o qual o professor necessita superar e conseguir implantar projetos voltados para as necessidades da comunidade escolar em especial para aprendizagem dos alunos. Em geral, as perspectivas da utilização das mídias em sala de aula caminham em um patamar de descobertas, realização de cursos, conhecimentos os quais irão instigando a participação efetiva dos professores como mediadores deste processo. A partir disso, é possível que assumam posturas profissionais coerentes com suas funções primando pela qualidade de seu trabalho, avançando na prática pedagógica por meio da diversidade de atividades utilizadas em situações que necessitam a resolução de problemas. As mídias se fazem presentes no cotidiano escolar como forma de mediatizar a prática pedagógica. O planejamento, é outro fator de fundamental importância que está sendo aos poucos percebido como processo necessário a organização administrativa e pedagógica do contexto escolar. Desta forma, conclui-se que as resistências revelam a falta de conhecimento e comodismo de práticas arraigadas no tradicionalismo. E, aprendizagem com a inserção das mídias na sala de aula significa aprendizagens das novas linguagens comunicacionais, interativas, dos novos conhecimentos. Revelação mediante depoimentos de quem vai se inserindo neste contexto como sendo aprendizagens motivadoras, dinâmicas, ricas, produtivas que proporcionam aos envolvidos em projetos e/ou aulas conhecimentos fantásticos no mundo do conhecimento cientifico e na produção de novos conhecimentos. Referências ALMEIDA, F. J. de; JÚNIOR, F. M. F. Projetos e Ambientes Inovadores. Brasília: Ministério da Educação, Seed, 2000. (Série de Estudos, Educação a Distância.) ALMEIDA, M. E. B. Educação, ambientes virtuais e interatividade. In: SILVA, M. (Org.). Educação Online. São Paulo: Loyola, 2003. ARAÚJO, M. I. de M. Uma abordagem sobre as tecnologias da informação e da comunicação na formação do professor. In: MERCADO, L; KULLOK, M. Formação de professores: política e profissionalização. Maceió: EDUFAL, 2004. MERCADO, L. P. L. Construção de material didático para educação à distância na internet: uso de ambiente virtual de aprendizagem TELEDUC. Maceió, AL, 2006. MERCADO,L. P. L. Estratégias didáticas utilizando internet. In: MERCADO, L. P. L. (Org.). Experiências com tecnologias de informação e comunicação na educação. Maceió: EDUFAL, 2006.
  • 12. ______. (Org). Tendências na Utilização das Tecnologias da Informação e Comunicação na Educação. Maceió: EDUFAL, 2004. MERCADO, L. P. L.; VIANA, M. A. P. (Orgs.).Projetos Utilizando Internet: a Metodologia Webquest na Prática. Maceió: Q Gráfica; Marista, 2004. MERCADO, L. P. L. Novas tecnologias na educação: novos cenários de aprendizagem e formação de professores. In: OLIVEIRA, M. (Org.).Reflexões sobre conhecimentos e Educação. Maceió: EDUFAL, 2000. MORAN, J. M. Mudar a forma de ensinar com a Internet: transformar aula em pesquisa e comunicação. Brasília, MEC: um Salto para o Futuro, 1998. ______. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas, SP: Papirus, 2000. SANTOS, B.S.; RADTKE, M.L. Inclusão digital: reflexões sobre a formação docente. In: PELLANDRA, N. M.C., SCHLUNZEN, E. T. M.; JUNIOR, KLAUSS S. (Orgs.). Inclusão digital: tecendo redes afetivas / cognitivas. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. TEDESCO, J. C. (Org.). Educação e Novas Tecnologias: esperança ou incerteza? São Paulo: Cortez ;Buenos Aires: Instituto Internacional de Planejamento de la Educacion; Brasília: UNESCO, 2004.