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O trabalho com os
gêneros textuais no
ensino de Língua
Portuguesa
O Trabalho com Gêneros Textuais será
uma forma de dar conta do ensino
dentro de um dos vetores da proposta
oficial dos PCN”S
PARÂMETROS CURRICULARES
NACIONAIS DA EDUCAÇÃO
• Toda educação verdadeiramente
comprometida com o exercício da
cidadania precisa criar condições
para o desenvolvimento da
capacidade de uso eficaz da
linguagem que satisfaça
necessidades pessoais — que
podem estar relacionadas às ações
efetivas do cotidiano, à transmissão
e busca de informação, ao exercício
da reflexão (PCN’S 1997, pág 25)
PARÂMETROS CURRICULARES
• (...) são os textos que favorecem a
reflexão crítica e imaginativa, o
exercício de formas de
pensamento mais elaboradas e
abstratas, os mais vitais para a
plena participação numa sociedade
letrada (PCN’S 1997, pág: 26)
PARÂMETROS CURRICULARES
(...) Cabe, portanto, à escola viabilizar o
acesso do aluno ao universo dos textos
que circulam socialmente, ensinar a
produzi-los e a interpretá-los. Isso inclui
os textos das diferentes disciplinas, com
os quais o aluno se defronta
sistematicamente no cotidiano escolar e,
mesmo assim, não consegue manejar,
pois não há um trabalho planejado com
essa finalidade (PCN’S 1997, pág: 26)
Texto
• É uma entidade concreta realizada
materialmente e corporificada em algum gênero
textual.
Discurso
• É aquilo que um texto produz ao se manifestar
em alguma instância discursiva. O discurso se
realiza nos textos.
GÊNEROS TEXTUAIS NO
PROCESSO DE ENSINO
COMUNICAÇÃO
AQUISIÇÃO DA
LEITURA E DA
ESCRITA
CONVÍVIO
SOCIAL
Refletindo…
•O que são gêneros textuais?
•Existe diferença entre gêneros e tipos textuais? Se existe,
qual é?
•O que os gêneros textuais podem ter a ver com o
contexto social de circulação dos textos?
•Qual seria a relação entre o gênero e as “condições de
produção” de um texto?
Gêneros, tipos e contexto sociais
de circulação
Leiam os textos a seguir e
apontem a que gênero textual
pertencem.
Que fatores levaram ao
conhecimento de cada gênero?
• Características formais (composicionais)?
• O estilo da linguagem?
• O suporte?
• O contexto (ou esfera social) de
circulação?
• A função e os objetivos?
Porque não confundimos uma bula com uma
carta, uma notícia de jornal com uma oração,
um poema com uma entrevista?
• Porque reconhecemos as características
dessas “espécies” de texto, aprendidas na
convivência social ou na escola. Sabemos
também como cada uma delas funciona
socialmente.
•Não entramos no consultório e esperamos
que o médico nos passe uma receita de bolo
Cada espécie de texto circula em um
determinado portador ou suporte, tem
seu formato próprio, usa um estilo de
linguagem específico e “funciona” em
um dado contexto social.
Essas “espécies” de texto são o que
chamamos gêneros textuais.
Gêneros de texto
São as mais diferentes espécies de textos, escritos
ou falados, que circulam na sociedade e que são
reconhecidos com facilidade pelas pessoas. Por
exemplo: carta, bilhete, poema, sermão, noticia de
jornal, receita culinária, conversa ao telefone,
piada, romance, etc.
Como é que surge um gênero
textual?
Um gênero vai-se constituindo no uso
coletivo da linguagem – oral e escrita. Os
membros de uma comunidade lingüística
vão estabelecendo, no correr de sua
história, modos específicos de se dirigirem
a determinado público, para alcançarem
determinados objetivos ou funções.
Tipos textuais
• Os textos em geral, qualquer que seja seu gênero, são
constituídos por segmentos de natureza e
características diferentes.
• Exemplos: segmentos de exposição de idéias, de
narração, de descrição, de argumentação, de
orientação para a realização de uma ação.
• Esses segmentos, que podem ser reconhecidos pelas
regularidades no emprego dos recursos lingüísticos, é
que têm sido chamados de tipos textuais ou
tipos de discurso.
Qual a diferença entre tipos e gêneros?
Os gêneros
são categorias, padrões, modelos de texto que,
digamos, “têm vida própria”, isto é, circulam de
fato na vida social. São muito numerosos,
porque atendem as necessidades
comunicativas e organizacionais de muitas
áreas da atividade humana, e porque se
renovam, ao longo do tempo, em razão de
novas necessidades, novas tecnologias, novos
suportes.
OS TIPOS
NÃO SÃO TEXTOS CONCRETOS, NÃO “TÊM VIDA
PRÓPRIA”, SÃO ATITUDES ENUNCIATIVAS QUE
ACARRETAM MODOS CARACTERÍSTICOS DE
EMPREGO DOS LINGUÍSTICOS PRESENTES EM UM
TEXTO OU EM SEQUÊNCIAS DE TEXTO. SÃO
COMPONENTES DOS TEXTOS E PODEM
APARECER EM DIFERENTES GÊNEROS, COM
EXCLUSIVIDADE OU ARTICULADOS ENTRE SI.
Os tipos, em geral, se marcam pelo
uso característico dos recursos linguísticos.
O tipo narrativo traz os verbos, predominante, no
tempo passado e principalmente articuladores
(também chamados “organizadores textuais”) que
expressam relações de tempo.
O tipo expositivo se organiza basicamente em torno
do presente verbal e usa sobretudo articuladores que
indicam relações lógicas (causa, conseqüência,
condição, etc.).
O TIPO ARGUMENTATIVO SE DÁ PELO PREDOMÍNIO
DE SEQUÊNCIAS CONTRASTIVAS EXPLÍCITAS. OS
TEXTOS APRESENTAM UMA TESE A SER
DISCUTIDA E OS ARGUMENTOS UTILIZADOS PARA
CONCORDAR OU DISCORDAR DELA.
O TIPO DESCRITIVO TEM UMA ESTRUTURA SIMPLES
COM O VERBO NO PRESENTE OU NO
IMPERFEITO, UM COMPLEMENTO E UMA
INDICAÇÃO CIRCUNSTANCIAL DE LUGAR.
PREDOMINAM AS SEQUÊNCIAS DE
LOCALIZAÇÃO.
NO TIPO INSTRUCIONAL OU INJUNTIVO, PREVALECE
O MODO IMPERATIVO, JÁ QUE SE TRATA DE UM TIPO
QUE ORGANIZA TEXTOS CUJO OBJETIVO É
OFERECER AO LEITOR ORIENTAÇÃO
PARA REALIZAR ALGUMA AÇÃO.
Os gêneros em sala de aula
• O trabalho com os gêneros não deve ser reduzido aos
aspectos formais;
• Eles devem ser trabalhados na sala de aula de
maneira funcional. Isso significa trabalhar com o
objetivo de que os alunos aprendam a usá-los, ou seja:
→ ler os gêneros presentes na vida social, compreendendo sua
função (sua utilidade, seus objetivos) e seu alcance (o contexto
social em que circula, que implicações pode ter na vida dos
usuários, a que estrutura de poder se vincula).
→ Escrever textos em gêneros diversos, o que envolve escolher o
gênero adequado à situação social e à ação de linguagem e
produzir um texto pertinente a esse gênero – quanto ao
conteúdo, à forma e ao estilo de linguagem .
Costa Val, Maria da Graça-Produção escrita: trabalhando com gêneros textuais
Os suportes textuais
Além do contato com os mais diversos gêneros
que circulam na sociedade, o aprendiz precisa
conhecer, também os suportes da escrita (cartazes,
out-door, faixas, livros, revistas, jornais, folhetos
publicitários, folhetos religiosos, murais escolares,
livros didáticos, etc). Tais suportes, na maioria dos
casos, podem ser trazidos para sala de aula, a fim de
serem manuseados pelos aprendizes, reconhecidos e
classificados por eles, em função do seu formato e sua
função comunicativa.
O manuseio de livros é de extrema
importância, para que os alfabetizandos se
familiarizem com a sua perigrafia: capa,
autor, editora, data da publicação, forma de
localização de informações, maneiras de se
consultar o índice e ou sumário. Além dos
livros, é importante também o contato com
jornais, revistas, quadrinhos, etc.
•Jornais
•Revistas
•Livros
•Gibis
•Rádio
•Tv
•Internet
•Livro didático
•Faixas
Suportes textuais
Didático – aulas, seminários, debates,
Jornalístico – reportagens, notícias, entrevista
Publicitário – propagandas, anúncios, slogans
Religioso – orações, jaculatórias, salmos, sermões
Comercial – cartas, memorandos, circulares
Pessoal – bilhetes, cartas, diário
Domínios discursivos
Referências bibliográficas:
• Marcuschi, in: Dionísio, Machado e Bezerra. Gêneros
Textuais e Ensino. Rio: Ed. Lucerna, 2002, p. 23.
• SANTOS, M. Francisca Oliveira et al. Gêneros
textuais na educação de jovens e adultos. 2 ed.
Maceió: FAPEAL, 2004.
• SCHNEUWLY, Bernard; DOLZ, Joaquim; et al.
Gêneros orais e escritos na escola. Campinas:
Mercado de Letras, 2004.