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PRÓ- REITORIA ACADÊMICA
CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR:
ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA
O SISTEMA EDUCACIONAL FRENTE À DISCIPLINA E O
CONTROLE.
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Barra Mansa
2012
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA
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Barra Mansa
2012
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como prisioneiras. As crianças sofrem
uma infantilização que não é delas. Nesse
sentido, é verdade que as escolas se
parecem um pouco com as prisões.”
(FOUCAULT. 1985, p.73)
Ao iniciarmos essa discussão, não é possível discorrer sobre disciplina e controle
sem esbarrar no conceito de poder, principalmente quando entendemos que o
mesmo se encontra em todos os lugares, não se estabelece numa única pessoa,
num único lugar ou numa única ideologia dominante. Nessa análise, Foucault vai
dizer que o poder se espalha pela sociedade e que a disciplina é uma estratégia
de poder, que vai exercer uma força sobre o indivíduo que vai construí-lo e
moldá-lo através das forças disciplinares. Esses corpos irão sofrer a ação
disciplinadora de fora para dentro, mas internalizará nesses corpos os tornando-
os algumas vezes dóceis e vulneráveis à uma ideologia dominante.
De que maneira esse poder disciplinador vai agir sobre esses indivíduos?
Foucault vai perceber através dos seus estudos e observações na sociedade de
que é muito difícil disciplinar um indivíduo num espaço aberto, que são
necessárias as instituições onde deverão ser agrupados esses indivíduos para
exercer o processo de dominação e controle. Essas instituições se estruturam
através dos hospícios, cadeias, escolas, igreja e etc. É através desses lugares
que os indivíduos sofrerão o processo disciplinador mais eficiente.
Nessa abordagem vale lembrar o pensamento de Foucault numa perspectiva
onde a sociedade utiliza de algumas dessas instituições para “vigiar” e
consequentemente “punir” àqueles os quais são julgados como desviantes.
Foucault teve seus estudos consagrados através da obra “vigiar e punir” onde tece
valiosas reflexões a respeito do mesmo poder e controle disciplinar sobre os
indivíduos, mas também pode perceber esse poder disciplinar nas escolas,
fábricas, exércitos e etc.
Nas instituições educacionais é visível a manifestação de poder disciplinar na
medida em que os educandos continuam sendo colocados em fileiras nas salas de
aulas, em filas para entrar nas salas, lugares especiais para àqueles que são
julgados mais inteligentes sob a ótica de deter mais conhecimento, além do
destaque para a uniformização. Essa vigília constante sobre os educandos para
que tod@s se interessem pelos conteúdos e que façam as atividades impostas
não deixa de ser um ato normatizador com caráter de punição.
O relógio é disciplinar, além das provas de conteúdos, nas quais são avaliados
quantativamente os saberes dos educandos. Nessa dinâmica podemos observar
nesse momento técnicas disciplinares de silêncio, de conhecimento, de tempo e
etc. Nas instituições educacionais é perceptivo a disciplina dos educandos e
educadores nessa relação de poder, quando os educadores sofrem um poder
disciplinar de uma superestrutura que exige resultados que satisfaçam aos
interesses dominantes, impõe aos seus educandos o seu poder na utilização
correta dos tempos e de notas e comportamentos almejados.
Traçando um paralelo com as instituições penitenciárias analisadas por Foucault
nas quais os indivíduos deveriam se tornar dóceis para serem reintegrados à
sociedade, a escola se estrutura em um lugar como as prisões na medida em que
o poder disciplinador é evidente, uma hierarquia de comando sob uma vigília
constante. Observa-se essa disciplina de forma discreta quando nas reuniões ou
conselhos de classes as discussões se pautam ao exigir dos educadores
estratégias para os educandos serem mais dedicados para que os cronogramas e
conteúdos sejam cumpridos em tempo. Os horários devem ser cumpridos
rigorosamente , descartando muitas das vezes a individualidade dos educandos e
o mundo plural e diverso que é característico do universo escolar. Além do
controle rígido dos horários sobre professores e alunos, existe ainda os inspetores
de corredores encarregados de impor a ordem e punição. Nessa dinâmica
escolar as relações de imposição de poder se caracteriza hierarquicamente onde a
vigilância é feita pela direção, supervisão pedagógica, orientadores, educadores e
educandos.
Nas instituições educacionais é perceptivo as relações de poder e poder
disciplinador no momento em que ser disciplinado sob uma ideologia dominante
proporciona aos educandos e educadores prêmios e honrarias. O poder disciplinar
normalmente age de forma discreta, sob diferentes estratégias, nota mínima,
cadeiras enfileiradas, uniformização e etc. tende a enquadrar os indivíduos dentro
de uma norma estabelecida que se intitula como “padrão”, que servirá de subsídio
para premiar os “melhores” e excluir ou punir àqueles que não se enquadram
nessa normatização.
Nessa relação de poder disciplinar na medida em que esse indivíduo se torna
dócil, a sua força de trabalho poderá ser facilmente explorada e o seu senso
crítico diminuído, tornando-se peça social importante economicamente e alienado
politicamente.
Toda vigilância, o poder disciplinador e o teor punitivo inerentes das relações de
poder nas instituições educacionais, sugere reflexões na direção de que quanto
mais se dá o enquadramento dos indivíduos pelas normas estabelecidas, na
contra mão desse pensamento podemos observar uma neutralidade dos mesmos
para um movimento revolucionário , contra o poder.
Enquanto educadores, gestores e orientadores atuantes nas instituições
educacionais é necessário uma releitura das práticas educacionais que são
dominantes nas escolas, dando lugar a um senso crítico mais eficaz que se dirija
às classes trabalhadoras, aos filhos destes e uma dinâmica que atenda as
necessidades desse grupo , proporcionando subsídios para que possam se
desenvolver como cidadãos e atores sociais dessa dinâmica.
REFERÊNCIAS:
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/sociedade%20disciplinar/
Disciplina.htm
FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. 5ª edição. Ed. Trad. Roberto
Machado.
Rio de Janeiro: Graal, 1985.
http://www.urutagua.uem.br/005/05edu_borges.htm
http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/levs/article/viewFile/1674/1422

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O SISTEMA EDUCACIONAL FRENTE À DISCIPLINA DO CONTROLE - Prof. Noe Assunção

  • 1. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA PRÓ- REITORIA ACADÊMICA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR: ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA O SISTEMA EDUCACIONAL FRENTE À DISCIPLINA E O CONTROLE. Noe Assunção Barra Mansa 2012
  • 2. CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BARRA MANSA PRÓ- REITORIA ACADÊMICA CURSO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR: ADMINISTRATIVA E PEDAGÓGICA O SISTEMA EDUCACIONAL FRENTE À DISCIPLINA E O CONTROLE. Noé Assunção Atividade executada por Noe Assunção do Curso de Pós Graduação em Gestão Escolar: Administrativa e Pedagógica do Centro Universitário de Barra Mansa, como requisito parcial para a obtenção de nota para disciplina Sociologia das Organizações Educacionais, sob a orientação da Profa. Ana Paula Perrota. Barra Mansa 2012
  • 3. O SISTEMA EDUCACIONAL FRENTE À DISCIPLINA E O CONTROLE. “Não são apenas os prisioneiros que são tratados como crianças, mas as crianças como prisioneiras. As crianças sofrem uma infantilização que não é delas. Nesse sentido, é verdade que as escolas se parecem um pouco com as prisões.” (FOUCAULT. 1985, p.73) Ao iniciarmos essa discussão, não é possível discorrer sobre disciplina e controle sem esbarrar no conceito de poder, principalmente quando entendemos que o mesmo se encontra em todos os lugares, não se estabelece numa única pessoa, num único lugar ou numa única ideologia dominante. Nessa análise, Foucault vai dizer que o poder se espalha pela sociedade e que a disciplina é uma estratégia de poder, que vai exercer uma força sobre o indivíduo que vai construí-lo e moldá-lo através das forças disciplinares. Esses corpos irão sofrer a ação disciplinadora de fora para dentro, mas internalizará nesses corpos os tornando- os algumas vezes dóceis e vulneráveis à uma ideologia dominante. De que maneira esse poder disciplinador vai agir sobre esses indivíduos? Foucault vai perceber através dos seus estudos e observações na sociedade de que é muito difícil disciplinar um indivíduo num espaço aberto, que são necessárias as instituições onde deverão ser agrupados esses indivíduos para exercer o processo de dominação e controle. Essas instituições se estruturam através dos hospícios, cadeias, escolas, igreja e etc. É através desses lugares que os indivíduos sofrerão o processo disciplinador mais eficiente. Nessa abordagem vale lembrar o pensamento de Foucault numa perspectiva onde a sociedade utiliza de algumas dessas instituições para “vigiar” e consequentemente “punir” àqueles os quais são julgados como desviantes. Foucault teve seus estudos consagrados através da obra “vigiar e punir” onde tece valiosas reflexões a respeito do mesmo poder e controle disciplinar sobre os indivíduos, mas também pode perceber esse poder disciplinar nas escolas, fábricas, exércitos e etc. Nas instituições educacionais é visível a manifestação de poder disciplinar na medida em que os educandos continuam sendo colocados em fileiras nas salas de aulas, em filas para entrar nas salas, lugares especiais para àqueles que são julgados mais inteligentes sob a ótica de deter mais conhecimento, além do
  • 4. destaque para a uniformização. Essa vigília constante sobre os educandos para que tod@s se interessem pelos conteúdos e que façam as atividades impostas não deixa de ser um ato normatizador com caráter de punição. O relógio é disciplinar, além das provas de conteúdos, nas quais são avaliados quantativamente os saberes dos educandos. Nessa dinâmica podemos observar nesse momento técnicas disciplinares de silêncio, de conhecimento, de tempo e etc. Nas instituições educacionais é perceptivo a disciplina dos educandos e educadores nessa relação de poder, quando os educadores sofrem um poder disciplinar de uma superestrutura que exige resultados que satisfaçam aos interesses dominantes, impõe aos seus educandos o seu poder na utilização correta dos tempos e de notas e comportamentos almejados. Traçando um paralelo com as instituições penitenciárias analisadas por Foucault nas quais os indivíduos deveriam se tornar dóceis para serem reintegrados à sociedade, a escola se estrutura em um lugar como as prisões na medida em que o poder disciplinador é evidente, uma hierarquia de comando sob uma vigília constante. Observa-se essa disciplina de forma discreta quando nas reuniões ou conselhos de classes as discussões se pautam ao exigir dos educadores estratégias para os educandos serem mais dedicados para que os cronogramas e conteúdos sejam cumpridos em tempo. Os horários devem ser cumpridos rigorosamente , descartando muitas das vezes a individualidade dos educandos e o mundo plural e diverso que é característico do universo escolar. Além do controle rígido dos horários sobre professores e alunos, existe ainda os inspetores de corredores encarregados de impor a ordem e punição. Nessa dinâmica escolar as relações de imposição de poder se caracteriza hierarquicamente onde a vigilância é feita pela direção, supervisão pedagógica, orientadores, educadores e educandos. Nas instituições educacionais é perceptivo as relações de poder e poder disciplinador no momento em que ser disciplinado sob uma ideologia dominante proporciona aos educandos e educadores prêmios e honrarias. O poder disciplinar normalmente age de forma discreta, sob diferentes estratégias, nota mínima, cadeiras enfileiradas, uniformização e etc. tende a enquadrar os indivíduos dentro de uma norma estabelecida que se intitula como “padrão”, que servirá de subsídio para premiar os “melhores” e excluir ou punir àqueles que não se enquadram nessa normatização.
  • 5. Nessa relação de poder disciplinar na medida em que esse indivíduo se torna dócil, a sua força de trabalho poderá ser facilmente explorada e o seu senso crítico diminuído, tornando-se peça social importante economicamente e alienado politicamente. Toda vigilância, o poder disciplinador e o teor punitivo inerentes das relações de poder nas instituições educacionais, sugere reflexões na direção de que quanto mais se dá o enquadramento dos indivíduos pelas normas estabelecidas, na contra mão desse pensamento podemos observar uma neutralidade dos mesmos para um movimento revolucionário , contra o poder. Enquanto educadores, gestores e orientadores atuantes nas instituições educacionais é necessário uma releitura das práticas educacionais que são dominantes nas escolas, dando lugar a um senso crítico mais eficaz que se dirija às classes trabalhadoras, aos filhos destes e uma dinâmica que atenda as necessidades desse grupo , proporcionando subsídios para que possam se desenvolver como cidadãos e atores sociais dessa dinâmica. REFERÊNCIAS: http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/hfe/momentos/sociedade%20disciplinar/ Disciplina.htm FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. 5ª edição. Ed. Trad. Roberto Machado. Rio de Janeiro: Graal, 1985. http://www.urutagua.uem.br/005/05edu_borges.htm http://www2.marilia.unesp.br/revistas/index.php/levs/article/viewFile/1674/1422