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O Romantismo em Portugal
Cláudio Carvalho Fernandes

A ERA ROMÂNTICA

O romantismo foi mais que um programa de ação de um grupo de poetas, romancistas  ,
filósofos ou músicos. Tratou-se de um vasto movimento onde se abrigaramo
conservadorismo e o desejo libertário, a inovação formal e a repetição de mulas
                                                                          fór
consagradas, o namoro com o poder e a revolta radical: um conjunto tão díspar d e
tendências que se torna inconseqüente generalizar apressadamente a riqueza e a
diversidade do movimento. Num esforço didático, é possível dizer que o romantismo foi
marcado por algumas preocupações recorrentes, um certo anticlassicismo, uma vis?

Enquanto estilo de época pode ser datado, ou pelo menos delimitado, a um período que vai
aproximadamente entre o final do século XVIII e meados do século XIX. A sua orige m
deve ser procurada nas literaturas da Alemanha e da Escócia. Enquanto os demais paíse    s
europeus aceitavam os padrões clássicos de arte, essas duas nações de fala anglo-saxô nica
repeliam a imitação dos modelos greco-latinos e desenvolviam, já no século XVIII, uma
atividade literária voltada para os valores nacionais, sentimentais e os inspirados pela
natureza. Em suma, opunham a espontaneidade do Coração ao cálculo da Razão.

A deflagração da Revolução Francesa, em 1789, colaborou na formação do novo estilo de  vida
e de arte. O sistema monárquico de governo cedeu lugar ao regime liberal e
democrático, e a aristocracia de sangue começou a desaparecer em favor da burguesia,
estruturada sobre o dinheiro. Presenciaram-se, então, radicais alterações na sociedade na
                                                                                       e
cultura, que exerceram profunda influência até a atualidade.

O ROMANTISMO EM PORTUGAL



                                              1
O Romantismo teve início, em Portugal, com o poema Camões, de Almeida Garrett      ,
publicado em 1825. Durante seu transcorrer, cultivaram-se a poesia, o conto, a novela, o
romance, historiografia e o teatro. Ocorreram o aparecimento do jornalismo e o prestígio
da Oratória. A poesia apresentou os seguintes nomes principais: Garrett, Castilho,
Herculano, Soares de Passos e João de Deus. No conto, salientaram-se Herculano e Rebelo
da Silva. Na novela, Camilo Castelo Branco. No romance, Júlio Dinis. No teatro, Garret.

A PRIMEIRA GERAÇÃO ROMÂNTICA

Almeida Garret, de vida aventuresca e movimentada, parece, à primeira vista, encarnar a
própria mentalidade romântica, inclusive pelo modo meio escandaloso de vestir-se. A a  su
obra apresenta grande variedade, resultante do temperamento inquieto e dos muitos
talentos que possuía. Em poesia, publicou Flores sem Fruto (1845), Folhas Caídas (1853  )
etc., em que exprime todo o seu dom-joanismo, por vezes tingido duma teatralidade
sincera. Ao mesmo tempo, atribuiu aos versos uma naturalidade próxima do falar cotidiano.
Em prosa, escreveu o Arco de Santana (1847-1850), romance histórico, e as Viagens na
Minha Terra (1843-1845), obra em que se misturam o relato jornalístico, a literatura de
viagens e a história de amor da Joaninha dos Olhos Verdes. Aqui também se estampa se    u
aspecto romântico, expresso numa linguagem fluente, fácil, direta e vibrante. Para o teatro,
criou uma das obras-primas de toda a dramaturgia portuguesa: Frei Luís de Sousa (1843).
O entrecho da peça, transcorrido no século XVII, gravita em torno da vida de Manuel de
Sousa Coutinho, casado com Madalena de Vilhena, viúva de D. João de Portugal, tido
como desaparecido na África com D. Sebastião. A certa altura, porém, o maridode
Madalena de Vilhena ressurge, na pessoa do Peregrino vindo de Jerusalém, e obriga o
casal a abraçar o sacerdócio, ele como frei Luís de Sousa. Com tal argumento históri
                                                                                 co,
Garrett arquitetou uma autêntica tragédia clássica. O fato não deve causar surpresa, p ois
a formação do teatrólogo tinha-se dado dentro do Arcadismo, o que ainda se nota emas  su
obras menores, que refletem claramente a moda neoclássica do século XVIII.

Alexandre Herculano de Araújo cultivou a poesia, o conto, o romance, o ensaio e a
historiografia. Como poeta, alcançou somente notas medianas, por falta de maior



                                             2
sensibilidade. Em compensação, como ficcionista tornou-se um dos mais importantes a       d
primeira época romântica. Os seus contos, reunidos em Lendas e Narrativas (1839-1844),
tratam quase todos de temas históricos medievais. Igualmente de caráter histórico são   os
romances: O Monge de Cister (1841), Eurico, o Presbítero (1843), enfeixados sob o títul    o
de O Monasticon, e O Bobo (1843). Giram em torno de temas extraídos da história da Idad      e
Média, ora focalizando a luta entre cristãos e mouros no século VIII (Eurico, o
Presbítero), ora uma questão de honra durante o reinado de D. João I, ou seja, fins do
século XIV e princípios do XV (O Monge de Cister), ora o despertar da nacionalidade
portuguesa, no século XII (O Bobo). Misturando o fato verdadeiro e a fantasia, tais obras
estão vazadas num estilo clássico, solene, oposto ao de Garrett. No conjunto da produção
de Herculano, provavelmente a historiografia seja mais valiosa que a prosa de ficção  .
Assim, utilizando vasta e rigorosa erudição, baseada em documentos interpretados segund      o
critérios científicos, Herculano veio a ser o reformador da historiografia e o introdutor de
novos métodos de compreensão histórica em Portugal.

Completando a tríade da primeira geração romântica em Portugal, Antônio Felician
                                                                             o de
Castilho, embora quase cego desde os seis anos de idade, prosseguiu os estudos, sobretudo
dos poetas latinos, e diplomou-se em Cânones pela Universidade de Coimbra. Suas
primeiras composições seguem severa contextura clássica; pouco depois, por?

A SEGUNDA GERAÇÃO DO ROMANTISMO: SOARES DE PASSOS E CAMIL
                                                        O
CASTELO BRANCO

Garret, Castilho e Herculano pertencem à primeira geração de escritores românti
                                                                              cos
portugueses. A segunda geração é formada pelos poetas ultra-românticos, que levaram  ao
extremo a tendência sentimental e subjetiva do Romantismo. Dentre eles, ressalta a
figura de Soares de Passos, morto precocemente, constituindo a perfeita encarnação od
Ultra-Romantismo, acima dos poetas de sua geração e próximo de Garret e João de us. De
Porém, na prosa, um dos maiores nomes daquele tempo também recebeu essa influênc ia
romântica extremada para exagerar as razões do coração: Camilo Castelo Branco. De  uma
existência cheia de lances dramáticos, que findaria em suicídio, retirou matéria p ara



                                               3
uma das mais extensas obras da língua portuguesa. Redigiu febrilmente dezenas de
volumes, de poesia, teatro, crítica literária, jornalismo, folhetim, historiografia ,
epistolografia, polêmica, conto, romance e novela. De todas essas modalidades
literárias, a mais destacada é a última.

Camilo cultivou a novela histórica, de aventuras, de humor e sátira, e a passional. As duas
últimas espécies têm mais interesse que as outras, principalmente a novela passiona l,
em que o prosador se tornou um autêntico mestre. Camilo escreveu consideráve l
quantidade de narrativas, das quais as mais conhecidas são: Carlota Ângela (1858), Amo    r
de Perdição (1862), A Doida do Candal (1867), Onde Está a Felicidade? (1856), Um
Homem de Brios (1856), Memórias de Guilherme do Amaral (1856). O novelista seleciona
os personagens na burguesia da época, ocupada com os problemas de amor, do dinheiro e
da honra. Na maioria das vezes, o enredo gira em torno de duas criaturas inflamadas por
uma paixão superior à vontade e às conveniências de família ou de classe social. Arma ada
equação sentimental, o escritor mostra que, no geral, a força da sociedade vence o parde
transgressores, seja conduzindo-os à morte, à loucura, ao suicídio, seja obrigando-os
                                                                                    a
respeitar a moral vigente (Amor de Salvação, 1864). Sabiamente, Camilo altera sempre     a
intriga das novelas, tendo em vista um único alvo: entreter o leitor burguês. No fim d a
vida, o autor compôs quatro romances à moda naturalista para satirizar a corrente implantad a
pelo francês Émile Zola, e acabou criando algumas de suas obras capitais.

A TERCEIRA GERAÇÃO ROMÂNTICA: JOÃO DE DEUS E JÚLIO DINIS

Um poeta, João de Deus, e um prosador, Júlio Dinis, integram a terceira geração român  tica
em Portugal. A obra de João de Deus (Campo de Flores, 1893) desdobra-se em poemas
satíricos e líricos, dos quais estes encerram particular interesse. Revelam uma privilegiada
sensibilidade poética voltada à fixação dos momentos mais delicados e inefáveis do id   ílio
amoroso. Idealismo, espiritualidade, exaltação da mulher e do amor, eis algumas constante    s
dessa lírica esvoaçante que parece retomar a tradição camoniana e trovadoresca. Graças a i
                                                                                         sso,
João de Deus pôde subir ao nível do mais alto poeta romântico português. Jamais se exc  edeu
ou aceitou o esparramamento ultra-romântico. Manteve sempre um raro equilíbrio entre      o



                                               4
sentimento mais alado e a forma mais simples. Granjeou, assim, a simpatia dos realistas,
que o tinham na conta de guia e exemplo de superioridade poética.

Júlio Dinis pode ser considerado o iniciador do romance em Portugal. Em sua curta vida
de trinta e um anos, elaborou apenas quatro romances, todos eles girando ao redor das
questões de namoro (As Pupilas do Senhor Reitor, 1867; A Morgadinha dos Canaviais,
1868; Uma Família Inglesa, 1868; Os Fidalgos da Casa Mourisca, 1872), mas defendendo
teses contrárias às de Camilo: para ele, o amor entre dois adolescentes constitui a suprema
bem-aventurança e leva sempre a um desenlace feliz. Júlio Dinis prega a crença na bonda  de
humana e no poder regenerador da vida amena do campo, pois, a seu ver, a salvação o    d
homem residiria no abandono da maléfica existência nas grandes cidades e n o
reencontro das belezas naturais. Daí que seus personagens estejam aureolados de um halo
de beatitude, idealismo e esperança. Entretanto, os dados em que fundamenta essa visã  o
romântica são-lhe fornecidos pela observação direta dos fatos. Com isso, anunciavao
surgimento do Realismo, então a ensaiar os primeiros passos.



BIBLIOGRAFIA



CADEMARTORI, Ligia. Períodos Literários. Série Princípios. Editora Ática, São P
                                                                              aulo,
1997

CITELLI, Adilson. Romantismo. Série Princípios. Editora Ática, São Paulo, 1986.

ENCICLOPÉDIA BARSA, Volume 04. Encyclopaedia Britannica Editores, Rio de Janeiro,
1975.

MOISÉS, Massaud. A Literatura Portuguesa. Cultrix, São Paulo 30ª edição, 1999




                                              5
www.geocities.com/Athens/Forum/7567/




UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS
DEPARTAMENTO DE LETRAS
INTRODUÇÃO À LITERATURA PORTUGUESA




O ROMANTISMO EM PORTUGAL




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                                       6
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___________________________




Teresina
maio - 2001




Obra original disponível em:
http://www.overmundo.com.br/banco/o-romantismo-em-portugal




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O romantismo em_portugal

  • 1. O Romantismo em Portugal Cláudio Carvalho Fernandes A ERA ROMÂNTICA O romantismo foi mais que um programa de ação de um grupo de poetas, romancistas , filósofos ou músicos. Tratou-se de um vasto movimento onde se abrigaramo conservadorismo e o desejo libertário, a inovação formal e a repetição de mulas fór consagradas, o namoro com o poder e a revolta radical: um conjunto tão díspar d e tendências que se torna inconseqüente generalizar apressadamente a riqueza e a diversidade do movimento. Num esforço didático, é possível dizer que o romantismo foi marcado por algumas preocupações recorrentes, um certo anticlassicismo, uma vis? Enquanto estilo de época pode ser datado, ou pelo menos delimitado, a um período que vai aproximadamente entre o final do século XVIII e meados do século XIX. A sua orige m deve ser procurada nas literaturas da Alemanha e da Escócia. Enquanto os demais paíse s europeus aceitavam os padrões clássicos de arte, essas duas nações de fala anglo-saxô nica repeliam a imitação dos modelos greco-latinos e desenvolviam, já no século XVIII, uma atividade literária voltada para os valores nacionais, sentimentais e os inspirados pela natureza. Em suma, opunham a espontaneidade do Coração ao cálculo da Razão. A deflagração da Revolução Francesa, em 1789, colaborou na formação do novo estilo de vida e de arte. O sistema monárquico de governo cedeu lugar ao regime liberal e democrático, e a aristocracia de sangue começou a desaparecer em favor da burguesia, estruturada sobre o dinheiro. Presenciaram-se, então, radicais alterações na sociedade na e cultura, que exerceram profunda influência até a atualidade. O ROMANTISMO EM PORTUGAL 1
  • 2. O Romantismo teve início, em Portugal, com o poema Camões, de Almeida Garrett , publicado em 1825. Durante seu transcorrer, cultivaram-se a poesia, o conto, a novela, o romance, historiografia e o teatro. Ocorreram o aparecimento do jornalismo e o prestígio da Oratória. A poesia apresentou os seguintes nomes principais: Garrett, Castilho, Herculano, Soares de Passos e João de Deus. No conto, salientaram-se Herculano e Rebelo da Silva. Na novela, Camilo Castelo Branco. No romance, Júlio Dinis. No teatro, Garret. A PRIMEIRA GERAÇÃO ROMÂNTICA Almeida Garret, de vida aventuresca e movimentada, parece, à primeira vista, encarnar a própria mentalidade romântica, inclusive pelo modo meio escandaloso de vestir-se. A a su obra apresenta grande variedade, resultante do temperamento inquieto e dos muitos talentos que possuía. Em poesia, publicou Flores sem Fruto (1845), Folhas Caídas (1853 ) etc., em que exprime todo o seu dom-joanismo, por vezes tingido duma teatralidade sincera. Ao mesmo tempo, atribuiu aos versos uma naturalidade próxima do falar cotidiano. Em prosa, escreveu o Arco de Santana (1847-1850), romance histórico, e as Viagens na Minha Terra (1843-1845), obra em que se misturam o relato jornalístico, a literatura de viagens e a história de amor da Joaninha dos Olhos Verdes. Aqui também se estampa se u aspecto romântico, expresso numa linguagem fluente, fácil, direta e vibrante. Para o teatro, criou uma das obras-primas de toda a dramaturgia portuguesa: Frei Luís de Sousa (1843). O entrecho da peça, transcorrido no século XVII, gravita em torno da vida de Manuel de Sousa Coutinho, casado com Madalena de Vilhena, viúva de D. João de Portugal, tido como desaparecido na África com D. Sebastião. A certa altura, porém, o maridode Madalena de Vilhena ressurge, na pessoa do Peregrino vindo de Jerusalém, e obriga o casal a abraçar o sacerdócio, ele como frei Luís de Sousa. Com tal argumento históri co, Garrett arquitetou uma autêntica tragédia clássica. O fato não deve causar surpresa, p ois a formação do teatrólogo tinha-se dado dentro do Arcadismo, o que ainda se nota emas su obras menores, que refletem claramente a moda neoclássica do século XVIII. Alexandre Herculano de Araújo cultivou a poesia, o conto, o romance, o ensaio e a historiografia. Como poeta, alcançou somente notas medianas, por falta de maior 2
  • 3. sensibilidade. Em compensação, como ficcionista tornou-se um dos mais importantes a d primeira época romântica. Os seus contos, reunidos em Lendas e Narrativas (1839-1844), tratam quase todos de temas históricos medievais. Igualmente de caráter histórico são os romances: O Monge de Cister (1841), Eurico, o Presbítero (1843), enfeixados sob o títul o de O Monasticon, e O Bobo (1843). Giram em torno de temas extraídos da história da Idad e Média, ora focalizando a luta entre cristãos e mouros no século VIII (Eurico, o Presbítero), ora uma questão de honra durante o reinado de D. João I, ou seja, fins do século XIV e princípios do XV (O Monge de Cister), ora o despertar da nacionalidade portuguesa, no século XII (O Bobo). Misturando o fato verdadeiro e a fantasia, tais obras estão vazadas num estilo clássico, solene, oposto ao de Garrett. No conjunto da produção de Herculano, provavelmente a historiografia seja mais valiosa que a prosa de ficção . Assim, utilizando vasta e rigorosa erudição, baseada em documentos interpretados segund o critérios científicos, Herculano veio a ser o reformador da historiografia e o introdutor de novos métodos de compreensão histórica em Portugal. Completando a tríade da primeira geração romântica em Portugal, Antônio Felician o de Castilho, embora quase cego desde os seis anos de idade, prosseguiu os estudos, sobretudo dos poetas latinos, e diplomou-se em Cânones pela Universidade de Coimbra. Suas primeiras composições seguem severa contextura clássica; pouco depois, por? A SEGUNDA GERAÇÃO DO ROMANTISMO: SOARES DE PASSOS E CAMIL O CASTELO BRANCO Garret, Castilho e Herculano pertencem à primeira geração de escritores românti cos portugueses. A segunda geração é formada pelos poetas ultra-românticos, que levaram ao extremo a tendência sentimental e subjetiva do Romantismo. Dentre eles, ressalta a figura de Soares de Passos, morto precocemente, constituindo a perfeita encarnação od Ultra-Romantismo, acima dos poetas de sua geração e próximo de Garret e João de us. De Porém, na prosa, um dos maiores nomes daquele tempo também recebeu essa influênc ia romântica extremada para exagerar as razões do coração: Camilo Castelo Branco. De uma existência cheia de lances dramáticos, que findaria em suicídio, retirou matéria p ara 3
  • 4. uma das mais extensas obras da língua portuguesa. Redigiu febrilmente dezenas de volumes, de poesia, teatro, crítica literária, jornalismo, folhetim, historiografia , epistolografia, polêmica, conto, romance e novela. De todas essas modalidades literárias, a mais destacada é a última. Camilo cultivou a novela histórica, de aventuras, de humor e sátira, e a passional. As duas últimas espécies têm mais interesse que as outras, principalmente a novela passiona l, em que o prosador se tornou um autêntico mestre. Camilo escreveu consideráve l quantidade de narrativas, das quais as mais conhecidas são: Carlota Ângela (1858), Amo r de Perdição (1862), A Doida do Candal (1867), Onde Está a Felicidade? (1856), Um Homem de Brios (1856), Memórias de Guilherme do Amaral (1856). O novelista seleciona os personagens na burguesia da época, ocupada com os problemas de amor, do dinheiro e da honra. Na maioria das vezes, o enredo gira em torno de duas criaturas inflamadas por uma paixão superior à vontade e às conveniências de família ou de classe social. Arma ada equação sentimental, o escritor mostra que, no geral, a força da sociedade vence o parde transgressores, seja conduzindo-os à morte, à loucura, ao suicídio, seja obrigando-os a respeitar a moral vigente (Amor de Salvação, 1864). Sabiamente, Camilo altera sempre a intriga das novelas, tendo em vista um único alvo: entreter o leitor burguês. No fim d a vida, o autor compôs quatro romances à moda naturalista para satirizar a corrente implantad a pelo francês Émile Zola, e acabou criando algumas de suas obras capitais. A TERCEIRA GERAÇÃO ROMÂNTICA: JOÃO DE DEUS E JÚLIO DINIS Um poeta, João de Deus, e um prosador, Júlio Dinis, integram a terceira geração român tica em Portugal. A obra de João de Deus (Campo de Flores, 1893) desdobra-se em poemas satíricos e líricos, dos quais estes encerram particular interesse. Revelam uma privilegiada sensibilidade poética voltada à fixação dos momentos mais delicados e inefáveis do id ílio amoroso. Idealismo, espiritualidade, exaltação da mulher e do amor, eis algumas constante s dessa lírica esvoaçante que parece retomar a tradição camoniana e trovadoresca. Graças a i sso, João de Deus pôde subir ao nível do mais alto poeta romântico português. Jamais se exc edeu ou aceitou o esparramamento ultra-romântico. Manteve sempre um raro equilíbrio entre o 4
  • 5. sentimento mais alado e a forma mais simples. Granjeou, assim, a simpatia dos realistas, que o tinham na conta de guia e exemplo de superioridade poética. Júlio Dinis pode ser considerado o iniciador do romance em Portugal. Em sua curta vida de trinta e um anos, elaborou apenas quatro romances, todos eles girando ao redor das questões de namoro (As Pupilas do Senhor Reitor, 1867; A Morgadinha dos Canaviais, 1868; Uma Família Inglesa, 1868; Os Fidalgos da Casa Mourisca, 1872), mas defendendo teses contrárias às de Camilo: para ele, o amor entre dois adolescentes constitui a suprema bem-aventurança e leva sempre a um desenlace feliz. Júlio Dinis prega a crença na bonda de humana e no poder regenerador da vida amena do campo, pois, a seu ver, a salvação o d homem residiria no abandono da maléfica existência nas grandes cidades e n o reencontro das belezas naturais. Daí que seus personagens estejam aureolados de um halo de beatitude, idealismo e esperança. Entretanto, os dados em que fundamenta essa visã o romântica são-lhe fornecidos pela observação direta dos fatos. Com isso, anunciavao surgimento do Realismo, então a ensaiar os primeiros passos. BIBLIOGRAFIA CADEMARTORI, Ligia. Períodos Literários. Série Princípios. Editora Ática, São P aulo, 1997 CITELLI, Adilson. Romantismo. Série Princípios. Editora Ática, São Paulo, 1986. ENCICLOPÉDIA BARSA, Volume 04. Encyclopaedia Britannica Editores, Rio de Janeiro, 1975. MOISÉS, Massaud. A Literatura Portuguesa. Cultrix, São Paulo 30ª edição, 1999 5
  • 6. www.geocities.com/Athens/Forum/7567/ UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E LETRAS DEPARTAMENTO DE LETRAS INTRODUÇÃO À LITERATURA PORTUGUESA O ROMANTISMO EM PORTUGAL ___________________________ ___________________________ ___________________________ ___________________________ 6
  • 7. ___________________________ ___________________________ Teresina maio - 2001 Obra original disponível em: http://www.overmundo.com.br/banco/o-romantismo-em-portugal 7