SlideShare uma empresa Scribd logo
O Batalhão de Policia-
mento de Trânsito (BPTran)
tem se reinventado no
combateaocrimeemAlagoas.
Todos os dias, a Força Tática
da unidade faz apreensões de
armas e drogas em Maceió e
região metropolitana.
Alagoas l 5 a 11 de julho I ano 08 I nº 384 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br
ATENÇÃO! “CANDIDATOS”
Indenização
do seguro
de vida não
é herança
Adiamento
das eleições
municipais
foi acertada
8 3
4
EM CAMPUS: PARTE XII DE “VIVENTES DAS ALAGOAS E A PANDEMIA”TRAZ MAIS TRÊS HISTÓRIAS DO ISOLAMENTO SOCIAL
ESPORTES
Jovem deixou
a carreira
curta no futebol
profissional
para se
dedicar
aos livros
Rodrigues
FabrícioMelo
ABRIR SEM ESCANCARAR: Centro de Maceió reabre
com medidas de prevenção para evitar “retrocesso”
MÁSCARAS
E BARREIRAS
NO CENTRO
NoCentro,omovimentoquejáeragrandeficouintenso;autoridadesfiscalizam
Pelo menos 12 barreiras
sanitárias foram instaladas no
centrodeMaceió.Emtodaselas,
háaverificaçãodatemperatura
das pessoas. Também estão
sendo distribuídas máscaras
de proteção facial para quem
frequentaocomércio.
BPTran se reinventa
no combate ao crime
SEGURANA PÚBLICA
10
3
2 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
EXPRESSÃO redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 210 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092
Para anunciar,
ligue 3023.2092
EXPEDIENTE
ElianePereira
Diretora-Executiva
DeraldoFrancisco
Editor-Geral
Conselho Editorial Jackson de Lima Neto JoséAlberto Costa JorgeVieiraODiaAlagoas
Elly Mendes (ellymendes71@gmail.com)
E
s t a m o s t o d o s
vivendoumasitua-
ção de calamidade
pública. O medo de ser contami-
nado pelo coronavírus e o exacer-
bado número de mortos pela
Covid-19têmassustadoomundo.
O confinamento social, uma das
inúmeras medidas de segurança
recomendadapelosórgãoseauto-
ridades competentes da saúde,
tem causado certos transtornos,
acertos e desacertos na convi-
vência familiar. A convivência,
algo que deveria ser comum, na
verdade está sendo vista como
um verdadeiro campo de guerra
emocional.
Esposos,esposas,filhosefilhas
estão sendo “obrigados” a passar
mais tempo juntos, diariamente.
Contudo, um fator que deveria
ser corriqueiro, como o simples
ato de conviver em família, está
desvendando as verdadeiras ou
as encobertas relações familia-
res. Há relatos em que as esposas
afirmam que sentem falta da vida
“normal”, em que seus esposos
saíam pela manhã e chegavam à
noite. Estes, quando chegavam
em casa contavam como foi o dia,
tomavam banho, jantavam e iam
dormir,pararecomeçararepetida
rotinanosdiasseguintes.Asespo-
sas, a maior parte delas trabalha-
vamforadecasatambém.Quando
voltavam à casa, encontravam
os filhos, cuidavam das tarefas
domésticaseiamtodosdescansar,
dormir para se recompor para o
dia seguinte.
Atualmente, a maioria da
população brasileira está de uma
forma ou de outra, confinada em
casa, trabalhando de casa, afas-
tada e isolada socialmente. As
mulheres que trabalham de casa
dizem que logo nos primeiros
meses de pandemia, agradece-
ram por poder trabalhar de casa, e
entre um intervalo e outro, desli-
gavam a câmera do computador
ou celular e lavavam a louça,
varriam a casa, faziam comida...
Pareciapráticoedivertido.Asolu-
ção perfeita! E agradeciam por
ter mais tempo com seus filhos e
familiares. Passados mais de 90
dias de confinamento, as coisas
mudaramumpouco.Asmulheres
perceberam que nada que é bom
dura muito tempo, “que alegria
de pobre dura pouco”! Além de
trabalhar de casa profissional-
mente, as obrigações domésticas
quintuplicaram:maiscomidapara
fazer, mais louças e roupas para
lavar, mais limpeza para fazer. E
para completar, orientar e acom-
panharosfilhosnasaulasremotas,
poisnãosepodedeixarascrianças
eadolescentesdiantedastelassem
um acompanhamento expressivo
de um adulto. E essa responsabi-
lidade geralmente fica a cargo da
mãe. Ou seja, o que parecia solu-
cionávelepráticosetornoucumu-
lativo e exaustivo! E quando se
exerce a profissão de professor ou
professora?! Lives e teleconferên-
cias inúmeras, pesquisas, cursos,
estudos, acompanhamento de
diversos grupos via WhatsApp
para dar assistência aos alunos e
outras tantas plataformas...
Diante de tantas dificuldades,
acertos e desacertos, precisamos
seguir em frente, superar as difi-
culdades e enfrentar os desafios.
Asemoçõesestão“àflordapele”!
O socioemocional está abalado e
precisa ser oxigenado. E em algu-
mas situações temos que enfren-
tar as necessidades neuróticas
de determinados seres huma-
nos que querem estar sempre
certos, serem o centro das aten-
ções ou ter sempre o poder sobre
os outros. E a vida continua. A
situação atípica social que esta-
mos vivendo provoca reflexões
e questionamentos sobre quem
somos, o que somos e porque o
somos! Uma coisa é certa: diante
de toda essa situação pandêmica
ninguém será digno de sucessos
e conquistas se não fizer uso dos
fracassos e desafios para superar
a si próprios.
Acertos e desacertos do confinamento social
E
stá se dese-
nhandonoBrasil
agora uma série
de situações que estão demons-
trando como as investigações
de casos de corrupção, que nos
últimos anos acabaram levando
diversas pessoas influentes,
ricas e também alguns políticos
para a cadeia, tanto se desenro-
lavam de maneira ilegal quanto
tambématrapalhavaointeresse
de muitos.
Foram diversas as ilegali-
dades apontadas não apenas
pelos investigados, mas
também reveladas no que ficou
conhecidocomo“vaza-jato”do
site de reportagem investiga-
tiva The Intercept Brasil, sobre
conversas e ajustes ao arrepio
da lei por parte de integrantes
do MPF (Ministério Público
Federal) e o ex-juiz do caso,
Sérgio Moro.
O que está acontecendo
agora é que se tem de um lado
um “lava-jatista” que já esteve
dentro do Governo Bolsonaro
e que só foi parar lá devido à
Operação Lava-Jato, sendo
nomeado ministro da Justiça,
ouseja,SérgioMoro,queaosair
do Ministério acusou o Presi-
dentedeinterferêncianaPolícia
Federalequedesencadeouuma
investigação contra Bolsonaro e
do outro lado o MPF na pessoa
do PGR nomeado pelo Presi-
dente fora da lista tríplice do
órgão,AugustoAras.
Vale lembrar que Aras,
além de ter se candidatado ao
cargo fora da eleição realizada
tradicionalmente pelo órgão
para indicar três nomes para
ser nomeado, sempre deixou
claro qual era a sua posição em
relação ao que ele chamava de
“arbitrariedades do MPF”, o
que, dentro deste arcabouço
revelado pelo The Intercept
coloca também a força-tarefa da
lava-jato no meio.
Recentemente a Sub-Procu-
radora Geral da República,
LindoraAraújo,esteveemCuri-
tiba/PR querendo ter acesso
a dados das investigações da
lava-jato, o que além de ser
estranho à forma como o MPF
trabalha, acabou causando um
desconforto nos procuradores
que integram a lava-jato sendo
que três deles, em protesto,
acabaram pedindo demissão.
O que muitos procurado-
res enxergam é um movimento
interno na PGR para desmontar
a lava-jato, pois além das liga-
ções de Aras com investigados
que se sentiam prejudicados
pela operação, agora se tem
do outro lado o fato de que o
processo contra o Presidente
oriundo da denúncia de Sérgio
Moro estava sendo investigado
pela mesma equipe que atua
na lava-jato, inclusive dos três
procuradores que pediram
demissão.
Nesse sentido nota-se que
há um interesse maior nesses
desmonte, pois ele pode favo-
recer diretamente o Presidente
da República. Informações de
repórteres investigativos apon-
tam que Aras queria que os
relatórios do MPF tendessem
a arquivar o processo contra o
Presidente.
Um nome que também veio
à tona recentemente, depois
de muito tempo apagado, foi
do Procurador Deltan Dallag-
nol sobre fatos denunciados a
muito tempo por investigados
que é a interferência ilegal do
FBI nas investigações da lava-
-jato. Essa evidente ilegalidade
apontada foi revelada também
peloTheInterceptBrasilatravés
de conversas que demonstram
que Dallagnol pulou etapas
legais, mantendo contato direto
com o FBI para obter extradição
e monitorar investigados da
lava-jato nos EUA sem passar
pelos gabinetes brasileiros do
MPF que tratam das relações de
cooperação internacional com
órgãos estrangeiros de investi-
gações.
Nesse cabo de guerra entre
umaoperaçãoquemuitasvezes
atuou ao arrepio da lei para
combater a corrupção e que foi
a base para a eleição vitoriosa
de Bolsonaro e agora as revela-
ções de interferência do Presi-
dente na Polícia Federal aliadas
às investidas de Aras contra a
própria lava-jato farão o Brasil
voltar ao patamar de país sele-
tivo no combate à corrupção?
O combate a corrupção vale
a qualquer preço, mesmo de
forma ilegal? Vamos esperar
para ver o desenrolar dessa
história.
PGR x Lava-Jato e as
relações de Dallagnol
Ariel Cipola
Repórter
O
s dias 15 e 29
de novem-
b r o s e r ã o
as novas datas do Primeiro
e Segundo Turno, respecti-
vamente, das eleições muni-
cipais deste ano, em razão
da pandemia da Covid-19.
O Congresso promulgou
a Emenda Constitucional
107, decorrente da Proposta
de Emenda Constitucio-
nal (PEC) 18/2020, que foi
aprovada em dois turnos
por senadores e deputados.
Vamos saber como votaram
os senadores e deputados da
bancada alagoana?
O texto-base da PEC
18/2020, votado no Senado
atingiu um total de 81 votos,
dos quais 67 senadores
votaram favoráveis ao adia-
mento, 8 contra, 2 se absti-
veram, 3 estavam ausentes
e 1 não votou. Entre os sena-
dores de Alagoas não houve
consenso: Fernando Collor
(PROS) votou contra; Renan
Calheiros (MDB) se absteve e
Rodrigo Cunha, a favor.
A Câmara Federal regis-
trou 513 votos, 402 deputados
foram favoráveis ao adia-
mento das eleições; 90 contra;
4 se abstiveram e 17 estavam
ausentes. A bancada fede-
ral de Alagoas também ficou
dividida. Dos nove deputa-
dos,4votaramafavor(Arthur
Lira-PP; Paulão-PT; Severino
Pessoa-RepublicanoseTereza
Nelma-PSDB. E quatro foram
contrários ao adiamento
(snaldo Bulhões-MDB; Marx
Beltrão-PSD; Nivaldo Albu-
querque-PTB e Sérgio Toledo-
-PL. João Henrique Caldas
–JHC- (PSB) se absteve.
Entre os pré-candida-
tos à Prefeitura de Maceió,
Ronaldo Lessa (PDT),
Alfredo Gaspar (MDB) e
JHC (PSB), houve consenso
sobre a decisão. Para eles,
o Congresso acertou nesse
momento de pandemia. Para
Lenilda Luna (UP), seria
necessária essa posição de
bom senso no Congresso,
mas o adiamento das eleições
não é o suficiente.
3O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
PODER redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
Barreiras sanitárias e
distribuição de máscaras
NO CENTRO
Rafaela Pimentel
Ascom
No primeiro dia em que
a Fase Laranja do Plano
de Distanciamento Social
Controlado começa a valer
em Maceió, o Governo
do Estado adota medidas
sanitárias preventivas mais
rigorosas e fiscalização
intensificada na capital.
Já na sexta-feira (3) come-
çaram a ser implantadas
12 barreiras sanitárias
em pontos estratégicos
do Centro da cidade, que
contam com um técnico de
enfermagem da Secreta-
ria de Saúde (Sesau) para
aferir a temperatura da
população no local. A ação
acontecerá sempre de 10h
às 17h, período em que as
lojas de rua de até 400m²
comfuncionamentopermi-
tido estarão abertas.
Em reforço a estas
medidas preventivas, o
Estado realiza também
a distribuição de másca-
ras viabilizadas por meio
do projeto Proteção para
Todos, da Secretaria de
Desenvolvimento Econô-
mico e Turismo (Sedetur).
Ao todo, serão entregues,
ao longo das próximas
semanas, inicialmente 5
mil kits, totalizando uma
média de 15 mil máscaras
produzidas por profissio-
nais do setor de confecção
de Alagoas, nas principais
ruas do Centro. Além da
região, os bairros do Jacin-
tinho e Cleto Marques Luz
também recebem a ação
a partir desta sexta com a
entrega de mais 2.500 mil
kits para cada.
Outro eixo que será
intensificadonoperíodode
mudançasdefasesdoPlano
de Distanciamento Social
Controlado é a fiscalização.
Além da Guarda Muni-
cipal, equipes da Ronda
no Bairro estarão em dife-
rentes pontos do Centro
de Maceió para assegurar
a ampliação das ativida-
des de monitoramento da
população e dos estabeleci-
mentos, que devem seguir
recomendações gerais e
específicas previstas no
Protocolo Sanitário, publi-
cado no Diário Oficial do
Estado no último dia 15 de
junho.
“Estas ações integrada-
mente irão permitir uma
retomada segura, contro-
lada e gradual dos segmen-
tos da nossa economia. Em
parceria com a Secretaria
de Saúde, vamos acen-
tuar as medidas sanitárias
preventivas em pontos
estratégicos da capital e
garantir mais proteção a
população por meio da
distribuição de máscaras
nos locais com maior possi-
bilidade de aglomeração.
Neste momento, vamos
precisar de todo o apoio
do setor produtivo e dos
trabalhadores no cumpri-
mento das regras sanitárias
e, sobretudo, do cidadão
que passa a ser um grande
aliado do Estado enquanto
fiscal dos estabelecimen-
tos”, corrobora o secretá-
rio de Desenvolvimento
Econômico, Rafael Brito.
Pré-candidatos aprovam o
adiamento das eleições/2020
COMO VOTOU A BANCADA ALAGOANA e as opiniões dos pré-candidatos à Prefeitura de Maceió sobre mais um mês de campanha
Ronaldo Lessa
“Achei a medida correta.Talvez tenha sido um pouco preci-
pitada, porque se não houver uma redução grande nessa
contaminação e nos óbitos o ideal teria sido passado logo
para dezembro, ao invés de 30, 40 dias se dava logo 60,
talvez fosse mais prudente. Porém, foi melhor do que
manter na data que estava prevista. O principal motivo na
minha visão é a questão da participação do povo.A eleição
é um momento de festa da democracia.É um momento de
respeitoondeaspessoassemanifestam.Comessapande-
mia,o mais correto é adiar.Não foi para dezembro como eu
achavaquedeveriaser,masjáéumamedidamelhordoque
manter em outubro”,disse Lessa.
João Henrique Caldas
“A mudança é importante, pois preserva a alternância no
poder, própria da democracia, e confere tempo ao país
para que possa adequar seu processo eleitoral à reali-
dade impostas pela Covid-19. Tenho evitado ao máximo
falar de eleição neste momento para focar apenas nos
cuidados com a saúde da população e recuperação da
economia. Considero essa uma medida importante neste
momento. Apesar disso, como pré-candidato, e por, em
tese,terconflitodeinteresse,entendiporbemmeabster”,
disse ele.
Alfredo Gaspar
“Vejo como uma decisão acertada do Congresso Nacio-
nal, juntamente o Poder Judiciário e Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), ouvindo a ciência e a classe médica,
tendo como objetivo a preservação da vida das pessoas.
Além disso, um mês a mais dará oportunidade de apro-
fundarmos nossos estudos sobre os problemas da
cidade, aperfeiçoando as soluções possíveis”, destaca
Alfredo Gaspar.
Lenilda Luna
“Chegamos a mais de 60 mil mortos no país. Vítimas da
total irresponsabilidade do Governo Federal para lidar com a
pandemiadeCovid19.OCongressoprecisavaterumaposi-
ção de bom senso. Mas adiar a votação não é o suficiente.
Vaiserprecisoorganizaressepleitodentrodeparâmetrosde
segurança sanitária,garantindo o exercício democrático do
votosemcolocaremriscoaindamaisasaúdedosbrasileiros
e brasileiras”,afirma Lenilda Luna,da Unidade Popular.
Iracema Ferro
Repórter
S
e engana quem
pensa que o
Batalhão de
Polícia de Trânsito (BPTran),
queseorgulhadeterasForças
Táticas mais operantes,
resume sua atuação a proble-
mas envolvendo roubos de
veículos, blitze e fiscalização
de trânsito. Embora essas
sejam algumas de suas atri-
buições, a unidade tem se
destaca em outras atuações,
como apreensão de armas de
fogo e substâncias entorpe-
centes.
Isso mesmo. Somente
neste primeiro semestre do
ano foram apreendidas 10
armas de fogo e pouco mais
de 40 quilos de drogas apre-
endidos, entre maconha
(prensada e in natura), coca-
ína e crack.
AUTUAÇÕES NA PANDEMIA
“Pareceestranhoumsaldo
deste para uma unidade da
nossa natureza, mas antes
de sermos do Batalhão de
Polícia de Trânsito, somos da
Polícia Militar e temos uma
equipe bastante atuante, que
recebe muitas informações e
nunca se nega a apoiar opera-
ções de outras unidades nem
deixa de ir em busca quando
percebe algo suspeito, que
em geral termina em prisões
e autuações em flagrante”,
explica o comandante do
BPTran, tenente-coronel
Felipe Lins.
Ele destaca que mesmo
com praticamente metade
deste primeiro semestre ter
sido de isolamento social,
ou seja, período em que as
pessoas deveriam estar mais
tempo em casa e saindo
somente em situações extre-
mamente necessárias (como
para comprar alimentos,
remédios, socorrer alguém
ou trabalhar para quem
exerce suas atividades em
serviços essenciais), as ocor-
rências relacionadas a trân-
sito não declinaram.
Somente neste semestre
foram feitos 3.741 Autos de
Infração de Trânsito (AIT),
19 motoristas foram flagra-
dos embriagados condu-
zindo veículos, sendo que
sete deles no período da
pandemia, outros 42 condu-
tores se recusaram a fazer o
teste do etilômetro, embora
apresentassem sinais claros
de embriaguez.
VEICULOS RECOLHIDOS
Foram recolhidos 66
Certificado de Registro de
Veículo (CRVs) contendo
alguma irregularidade e 189
Carteiras Nacionais de Habi-
litação (CNHs) foram reco-
lhidas por diversos motivos.
O número que mais impres-
siona é a de veículos reco-
lhidos: 8.642. Esse montante
corresponde aos carros e
motos sem documentação
regularizada, conduzidos
por pessoas inabilitadas, com
chassis adulterados, placas
clonadas ou adulteradas,
entre outras irregularidades.
O BPTran também somou
60 prisões em flagrante pelos
mais diversos motivos.
“Nossa tropa não tem
preguiça e gosta do trabalho
policial: é a isso que atribuo
nosso sucesso nas operações,
blitze e no trabalho em geral.
Nossa Força Tática é muito
motivada e atenta”, defende
o comandante.
Em situações suspeitas, as Forças Táticas do BPTran realizam abordagens em diversos pontos da cidade
Apreensão de substâncias entorpecentes tem sido uma constante no BPTran
4 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
ESTADO redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
FT do BPTran apreende 40 kg
de drogas e 10 armas de fogo
AÇÕES VÃO ALÉM DO TRABALHO propriamente de trânsito,como blitze,fiscalização e operações envolvendo roubos de veículos
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5O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
6 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
SOCIAL redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
EM SOCIEDADE Jailthon Sillva
jailthonsilva@yahoo.com.br
Contatos:
3522-2662 / 99944-8050
REFLEXOS E REFLEXÕES
Comopropositivoqueotema/assunto“ReflexoseReflexões
Gerontológicasfrente ao Envelhecimento e a Velhice em
tempospandêmicos,sejadenotadoehistoricizado,aparce-
ria OIA–Observatório do Idoso em Alagoase IIECG– ideias
&IdeaisCursoseEventosGerontológicospromovemnodia
11 de julho, as 14 horas, mais um Encontro Observacional
Sociotecnológico. O evento virtual é o terceiro a ser reali-
zadoem forma sócio-interacionista com a população, uma
vez que a parceria executava de forma remota, somente,
encontros do Clube Social eVitual 60+.O encontro que vai
ser transmitido pela Meet Google (link através do whatssap
996931541)terá como mediado este colunistado Poder
Grisalho – Francisco Silvestre - e os mobilizadores/temá-
ticos são: a psicogerontóloga Cristina Magno (proª facilita-
dora da Unicisati); a fisioterapeuta Fátima Machado(profª
discip. Gerontologia e Geriatriaem Fisioterapia) e a Ed.
Física Dênia Bastos (coord. Projeto Longeviver). Como
propostaeminentedarealização,omicrofoneestaráaberto
para relatospertinentes dos gerontos participantes.
Nesta pandemia que estamos sobrevivendo, o segmento
das pessoas idosas foi o que mais recebeu destaques
para cuidados preventivos devido as pessoas que formam
esse grupo estarem mais sujeitas a maioria das infecções
respiratórias, principalmente virais.Contudo uma outra
parcela deste segmento careceu ainda mais de atenção.
São os idosos que vivem asilados. Comumapopulação
estimada em 110 mil idosos, sendo que deste montante
60 mil moram em instituição públicas ou filantrópicas,
aatenção para esse publico começou a preocupar mais
aindaquandoonúmerodeóbitosficaramalarmantesneste
períy. Medidas emergenciais foram formuladaslogo que a
grande maioria dos asilos brasileiros tem condições para
o acolhimento precário.Aqui em Alagoas a situação ainda
é mais preocupante. Com 17 instituições cadastradas no
Conselho Estadual da Pessoa Idosa todas passam necessi-
dadesfinanceiras.Mas,oquemaisespantaéqueogoverno
federal liderou 3,5 milhões, através de uma parceria entre
o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
(MMFDH) e Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) e
numa relação publicada pelo ministério só figurou 02 insti-
tuições alagoanas da sua totalidade.
ABRIGOS DE IDOSOS
DEDICAÇÃONECESSÁRIA
Com o passar dos tempos,quais
estamos vivenciando,momentos de
diversos tipos de crises pessoais,
comunitárias efamiliaresse compu-
seram emdesafios que foram ultra-
passados de forma salutar e outros
insalutíferos.Crises essasreflexos
decorrentesdeumainusitadaebizarra
pandemia que nos conduziu a um
inconfortável isolamentoque passa-
mos a enfrentar como ensinamentos
ou experiências ocasionais. Mas, um
fato pandêmico vai alémdos percalços
experimentados nesse tempo, que de
formaextraordináriaestá acontecendo
e queficará marcado para sempre
nas vidas dos que são progenitores: a
avôternagem e avóternagem. Com o
significado semelhante a maternagem
e a partenagem, os avós e avôs que
são outorgados por variados motivosa
zelar pelos seus netos devem estar
passando por mais uma situaçãobem
torturante. Respeitantes e respeita-
dores das novas ordens sociais de
prevenções ao coronavírus, os avós e
avôsenvolvidostiveramaindaderesis-
tir ou se adaptar maturamente a nova
ordem social do“fique em casa”eape-
sardisso,suportarodistanciamentoeo
isolamentodosnetos.
RELATOS PROGEMITORES
Contar histórias, dá conselhos,
presentearintuitivamente, preparar e
oferecer deliciosos bolos e iguarias
diversas são uma das principais dedi-
cações que fortalecem asrelaçõesa-
voternais. Nas sociedades modernas
destacam-se também outras formas
de familiarizaçãoque são construídas
ocacionalmentee tem outros valores
maximizadosnasafetividadesfamilia-
res.Porém,essasmençõesempíricas-
mesmo carecendo de observações e
hipóteses baseadas teses, podem
serem solidificadas em relatos
históricos descortinados pela crise
pandêmica que estamos passando.
Aproveitando o ensejo que o dia dedi-
cado aos avós será o dia 26 de julho,
na véspera dia 25 de julho,sábado,as
14horas,teremosumencontrovirtual
comemorativo. O tema tem como
título: Avóternagem / Avôternagem,
Autonomia, Longevidade e Vivências
Pandêmicas. O evento será transmi-
tido pela Meet Google (link através do
whatssap 993285237). Participa-
ção especial da proª Sara Cerqueira,
coordenadora do projeto de extensão
Universidade daTerceira Idade / Uneal
e uma série de relatos ilustrativos que
adornaram a temática.
PODERGrisalho Francisco Silvestre
silvestreanjos@bol.com.br
CORONAVÍRUS
Ditadospopulareseprovérbiosparaosmaisvividos,nasuaépoca
de formação juvenil foram recados de alertas e para reflexão,
citados por seus pais quando imaginavam algum perigo vital,ensi-
namento educacional, ou mesmo em substituição ao que chama-
vam de“surras”,“sovas”,“palmadas”...no sentido de espertar para
não serem surrados pela vida mais tarde neste pandêmico, neste
bloco nós vamos reviver mais umditado, que se bem interpretado
pode alertar e ser benéfico para os Coroavívus de plantão.Estamos
falando damemorável máxima:“seguro morreu de velho”.Trocando
em miúdos,testemunhando que aindaocoronavírus está em tempo
deprevalêncialatenteequeMaceióentrounafaselaranja(sextafeira,
dia 02 de junho) com a abertura de novos setores da economia,é
maduroeconscientequeoscoroavívuslembremtambémdeoutros
ditos populares ilustrativos que com certeza servirão como preven-
ção:“cobra que não anda não engole sapo”,“árvore oca cai por
pouca” e “é melhor prevenir do que remediar”. Portanto, o “fique
em casa”ainda pode ser um bom antídoto eum ótimo antiviral.Até
porque,comércioabertonãoquerdizerqueocovid-19,acabou.
PODEROSO | O amigo Diogo Brito,
se destaca em suas belas fotos
pelas viagens no mundo a fora
LUXOTOTAL |Toda beleza da cirurgiã-dentista Laura Maria,curtindo
intensamente momentos incríveis em sua nova vida.#aplausos
JULHO AMARELO
Julho é o mês da conscientização de hepatites virais e câncer ósseo. O mês foi
escolhido pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais.
A cor foi escolhida por ser o tom que os olhos dos infectados geralmente ficam
quando a doença se manifesta,no fígado.
IN DESTAQUE | Ela Coach de
Estilo,AmandaVas,Ele Jorna-
lista e Cronista Social,Marcos
Leão,ambos são sucesso na
CapitalAlagoana
TODA ELA | Sempre
linda,Aline Rijo é destaque
in Maceió
MADE IN SERGIPE | O sargento
Jailson Lourival,recebeu
ontem,dia 04,os parabéns
por mais uma aniversário.No
click ele posa ao lado de sua
amada esposa DetinhaAragão.
Felicidades sempre!
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7O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
Primeiramentevamosentenderoque
é herança,ok? Então,a herança é o
conjunto de bens,direitos e obrigações
queserãotransferidosparaosherdeiros
de uma pessoa falecida.Os herdeiros,
ousucessores,sãoaspessoasquetêm
o direito,previsto na lei,de receberem
essepatrimônio.Quandohámaisdeum
herdeiro a herança será dividida entre
eles, também de acordo com critérios
definidos na Lei.De forma geral, é o
CódigoCivilquedefineessasregras.
O que muita gente não sabe é que a
indenização do seguro de vida não faz
parte da herança,ou seja,indenização
dosegurodevidanãoéherança.
Essa é uma dúvida recorrente. E para
evitar confusão num momento tão
delicado,é melhor conhecer as regras.
Geralmente, os herdeiros esperam
receber a indenização, mas ela pode
não ser paga a eles. Quem recebe a
indenizaçãosãoaspessoasquetiverem
sidonomeadasnocontratodeseguro.
Quando uma pessoa contrata um
seguro de vida ela deve indicar quem
serão os beneficiários no caso de seu
falecimento.Pode ser uma pessoa só,
oumaisdeuma,quereceberáparcelas
daindenização.
O segurado também pode definir
quanto cada beneficiário deverá rece-
ber. Assim, o valor da indenização
poderá ser dividido em partes diferen-
tesparadiferentesbeneficiários.
Quemescolheosbeneficiárioseovalor
do benefício é o segurado.O segurado
é a pessoa que contrata o seguro e
pagaasprestaçõesdoseguro(prêmio).
Umapessoaquepossuitrêsfilhospode
contratar um seguro de vida e nomear
um irmão como único beneficiário.
Neste caso, os filhos não receberão
nenhumapartedaindenização.
A divisão do valor é livremente definida
pelo segurado.Ele pode indicar que
um filho receba 30% da indenização,
outro receba 70% e um terceiro filho
não receba nada.Assim, o que vale é
a vontade do contratante no momento
dacontratação.
Ovalorserápagopelaseguradoradire-
tamente ao beneficiário, quando ela
receberacomunicaçãodoóbito.Como
esse valor não é parte do patrimônio
do falecido, sobre ele não incide o
Imposto deTransmissão Causa Mortis
eDoaçãodeQuaisquerBens(ITD),que
recaisobretodososbensdaherançae
deve ser pago no ato da transferência
dosbensaosherdeiros.
E se o segurado não indicar os
beneficiários?Aí sim, neste caso, os
herdeiros necessários poderão rece-
ber a indenização.É o que determina o
artigoArt.792 e seu § único do Código
Civil.Deacordocomalei:
“Na falta de indicação da pessoa ou
beneficiário,ou se por qualquer motivo
não prevalecer a que for feita, o capi-
tal segurado será pago por metade ao
cônjuge não separado judicialmente,e
o restante aos herdeiros do segurado,
obedecida a ordem da vocação here-
ditária.
Parágrafo único. Na falta das pessoas
indicadas neste artigo,serão benefici-
ários os que provarem que a morte do
seguradoosprivoudosmeiosnecessá-
riosàsubsistência”.
Em geral, os contratos de seguro de
vida e de acidentes pessoais costu-
mam prever esta hipótese. Assim,
costuma estar descrito no contrato:
não sendo indicados os beneficiários,
considera-se os herdeiros necessários
parapagamentodaindenização.
Os herdeiros necessários são as
pessoas indicadas no artigo 1.845 do
Código Civil (descendentes,os ascen-
denteseocônjuge).
Em algumas empresas, as Conven-
ções Coletivas deTrabalho ouAcordos
Coletivos preveem como benefício do
emprego um seguro de vida. É ideal
o empregado indicar na apólice de
seguro seus beneficiários no mesmo
momento que assinar o contrato de
trabalho. Contudo, não raro, isso não
acontece.Geralmente os beneficiários
serãoosherdeirosnecessários.
Conclusão
Em suma,a indenização do seguro de
vida não é um direito hereditário. Ou
seja,o dinheiro do seguro não entra na
herança.Osegurodevidaéumaforma
de proteção.Ele visa garantir que uma
pessoa, escolhida pelo contratante,
receba uma indenização no caso de
sua morte. O evento coberto costuma
ser a morte acidental ou por causas
naturais.
É muito importante observar as cláu-
sulas excludentes da cobertura. Elas
preveem hipóteses nas quais a indeni-
zação pode não ser paga,por exemplo
morte decorrente de doenças pré-
-existentes. Se um cardíaco contrata
um seguro de vida e sofre um infarto
fulminante, os beneficiários não rece-
berãoaindenização.
Espero que tenha gostado do tema
dessa semana e sempre que vocês
desejarem enviem suas dúvidas para
meu e-mail. Não deixem de acompa-
nhar as novidades em minhas redes
sociais.Até a próxima se Deus quiser!
Bom final de semana para todos!
Grandeabraço!
8 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
MOMENTO SEGURO redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
DjaildoAlmeida
Corretor de Seguros - djaildo@jaraguaseguros.com
Indenização do seguro de vida não é herança
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9O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
redação 82 3023.2092
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10 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
ESPORTES redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
Longe do mundo da bola, mas
perto da magia da literatura
JOVEMATÉJOGOUFUTEBOLPROFISSIONAL,masdificuldadeslhe“empurraram”paraentendimentodojogoforadasquatrolinhas
JOGODuro Jorge Moraes
jorgepontomoraes@gmail.com
Thiago Luiz
Estagiário
E
s t u d o s e
carreira profis-
sional são fato-
res que dificilmente andam
juntos na vida de um atleta de
futebol ou de qualquer outra
modalidade. Por estarem
focadosnosonhodechegarao
topo da profissão de jogador,
os adolescentes e jovens são,
quase sempre, “forçados” a
escolherem um caminho para
percorrer. Ou os estudos, ou o
esporte.
Mas, tão importante
quanto correr atrás do sonho,
é zelar pela intelectualidade.
Seguindo, ou não, a carreira
de jogador, o conhecimento é
um aliado que não se importa
com classe, profissão, cor ou
gênero. E foi, justamente, com
essa ideologia que nasceu o
maiorprojetoqueabordarese-
nhas e trabalha com venda de
livros nas redes sociais, o Lite-
ratura & Futebol.
Encabeçada pelo “faz
tudo” [fundador, vendedor,
blogueiro] Léo Lyra, a página
nasceu em 2017. Mas, para
entender o começo dessa
história, é preciso voltar
alguns anos da vida do estu-
dante de biblioteconomia
da Universidade Federal de
Alagoas (Ufal).Até os 18 anos,
o baiano tentou, e até conse-
guiu, se profissionalizar como
atleta de futebol. No entanto,
a precariedade, as dificulda-
des do mundo da bola longe
da fama e graças à insistência
de sua mãe, o jovem desper-
tou o interesse pela leitura
quando ainda estava “dentro
de campo”.
“Eu percebi que não sabia
mecomunicarcomaspessoas.
Se o assunto não fosse futebol,
parecia que eu não entendia
nada. Minha mãe sempre
pegou muito no meu pé
para que eu estudasse, lesse
e tivesse contato com outras
línguas, porque eu passava
muito tempo viajando, ou na
concentração”, afirmou Léo.
A pressão da mãe e a
curiosidade fizeram o então
jogador de categorias de base
procurar livros que desper-
tassem o seu interesse. Logo
de início, o foco eram livros
de comediantes brasileiros, já
que ele tem afinidade com o
humor nacional. Mas, diante
docenárioqueeleencontrava,
não teve saída. A busca por
obras que falassem do e sobre
futebol começou.
Criar o hábito de leitura,
segundo ele, não foi difícil por
estar lidando com um assunto
que ele gostava. Ao terminar
de ler os livros, Léo postava
no Snapchat [app em alta à
época]. Ao ver a interação das
pessoas,elefoitomandogosto
e pensou em criar um perfil
de trabalho nessa linha. Só
um ano depois a ideia saiu do
papel e foi para a prática. Em
2016, quando se profissionali-
zou, o atleta preferia ler a sair
para beber e se divertir com
os demais companheiros. Por
esse costume, ficou conhecido
como “doutor” no time em
que jogava.
Em 2017 nasceu o Litera-
tura & Futebol, que só tinha
uma foto do acervo pessoal
de livros de seu fundador.
Léo não entrou no perfil do
Instagram por alguns meses
e, quando voltou, se surpre-
endeu com o número de
comentários e seguidores,
que hoje passam de 10 mil.
Um dos seguidores era o
zagueiro Wallace Reis, que
à época jogava pelo Vitória,
time do coração de Léo, que
inclusive é torcedor do Leão.
Da interação, foi marcada
uma entrevista, que resultou
num texto e no início de fato
das atividades do projeto. As
vendas de livros geram uma
renda, mesmo que não muito
grande,parajustificarotempo
investido no trabalho.
E como conselho de quem
já passou pelo mundo da bola
e conheceu a importância dos
estudos,Léofinalizadeixando
umrecado:“Quemnãoconse-
gue se profissionalizar tem
umavidapelafrente.Emesmo
quem conquista esse sonho,
tem uma carreira muito curta.
Os livros podem te dar um
entendimento muito maior
que serão relevantes para
todas as áreas da sua vida,
inclusive no entendimento
de jogo e tomada de decisões
dentro das quatro linhas”.
O futuro começou no futebol
No Mundo já não é novidade. No Brasil, também não,
umavezqueaLiveFCjáfaztransmissãopeloYouTube
há pelo menos dois anos, e o exemplo disso é a Copa do
Nordeste. Agora, em se tratando de clubes, individu-
almente, como foi o caso do Flamengo, na quarta-feira
da semana passada, com transmissão para o Brasil e
o Mundo, no jogo diante do Boa Vista pelo Campeonato
Carioca, podemos registrar como um fato inédito. Sem
nenhuma dúvida, o Flamengo foi o precursor. Não sou
torcedor do Flamengo, mas torço pelo profissionalismo e
a competência de quem faz. A FLATV conseguiu fazer um
trabalho espetacular.
Contratouumaequipeprofissional,comcâmerasespalha-
dosportodooMaracanã,imagensesomperfeitos,efeitos
especiais e um quarteto formado por locutor, comenta-
ristas, entre eles o ex-goleiro e ídolo do Flamengo, Raul
Plasman, e uma repórter para levar emoção e todas as
informações precisas e possíveis de um grande espe-
táculo. No decorrer do primeiro tempo, a transmissão já
atingia a casa de 4 milhões de pessoas inscritas - inclu-
siveaminha-ebateuumrecordedecomentáriosdurante
o jogo,fechando a transmissão com mais de 5 milhões de
pessoas e uma arrecadação espetacular,mesmo que não
tivesse cobrança para assistir, só um QR Code disponível
natelaparareceberqualquervalordasuaimensatorcida.
Depois desse fato marcante na história do futebol,a Rede
Globo de Televisão informou aos 11 clubes cariocas e à
Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro que o
contrato com a emissora para a transmissão do restante
do campeonato estava cancelada,mesmo que a empresa
tenha dito que vai honrar com o compromisso financeiro
de toda a temporada. Cheguei à seguinte conclusão: se é
esse mesmo o caminho para todos os clubes brasileiros,
com a Medida Provisória do presidente Jair Bolsonaro,
tenho lá minhas dúvidas,mas que o futuro já chegou,não
tenho dúvida nenhuma.
l O que parecia um“céu
de brigadeiro” virou um
pesadelo para o CSA. Com
a desistência do terreno
que seria doado pela
Prefeitura de Rio Largo,
que não teve o aval da
Câmara de Vereadores, o
clube procura outro local,
que pode ser até em Rio
Largo, Benedito Bentes ou
até o próprio CT do Corin-
thians Alagoano, onde o clube já está, sem o menor inte-
resse do presidente RafaelTenório;
l Ograndeproblemaéqueumgrupodeconselheirosnão
quer que o CSA saia de Maceió e perca a sua identidade,
comoocorreucomoCRBquefoiparaaBarradeSãoMiguel
e tem gente no CSA dizendo que o rival está em Roteiro,
mais longe ainda. O novo terreno está quase comprado,
mas a briga interna impede que o negócio seja fechado. A
discussão interna é grande.
ALFINETADAS...Como pensam os outros?
Certamente que essa Medida Provisória do Bolsonaro não vai atin-
gir todos os clubes brasileiros.Os chamados pequenos não serão
nem ouvidos pelas emissoras de televisão para transmissão de
seus jogos. Ou melhor: não serão nem enxergados. Para discutir
diretamente o assunto, cara a cara, só mesmo quem tem torcida
grande, prestígio e força na palavra.A MP pode abrir uma discus-
são com Flamengo, Vasco da Gama,Corinthians Paulista,Palmei-
ras, São Paulo,Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional,Athlético
Paranaense e até o Cruzeiro, mesmo em baixa e se preparando
para disputar a segunda divisão do futebol brasileiro, mas com
todos os clubes,acredito que não.
Discussão longa
Mesmo que a Medida Provisória venha a se transformar em Lei
pelo Congresso Nacional, e acredito muito nisso depois de uma
longa discussão, ainda não terá uma ampla abrangência para os
próximos anos. É possível que nos campeonatos estaduais, uma
Copa do Nordeste, até uma Copa do Brasil, eventos para 2021, o
assuntosejaabordado,masemrelaçãoamaisimportantecompe-
tição do país, que é o Campeonato Brasileiro das Séries A e B, a
Rede Globo deTelevisão ainda detém os direitos para transmissão
até 2024,e nem a MP,nem a Lei,podem retroagir para prejudicar.
Por isso,tem muita confusão ainda pela frente.
A volta dos campeonatos
A maioria dos estados brasileiros já decidiu que os campeona-
tos estaduais vão retornar nos próximos dias, como é o caso de
Pernambuco, que já começa, agora, no próximo dia 8. Alguns
outros resolveram encerrar definitivamente as competições,como
no Norte,sem a definição de quem é o campeão.No Mato Grosso
do Sul a federação informou que a temporada desse ano vai ser
disputadaemnovembroedezembro.Logodepois,jáemendacom
o campeonato de 2021. No Norte e no Mato Grosso é fácil fazer
assim, pois os estados não tem representação no Campeonato
Brasileiro - Séries A e B, deixando muitas datas disponíveis para
suas regiões.
E o alagoano?
Mesmo que a FAF insista em dizer que trabalha para a volta e a
conclusão do Campeonato Alagoano, os dirigentes de clubes não
acreditam nessa possibilidade. Essa semana, Raimundo Tavares,
homem forte do futebol do CSA, deixou bem claro que a competi-
ção não deveria voltar. Para que isso ocorra, os clubes do interior
precisam de um tempo para procurar jogadores, acertar os novos
contratos, a chegada do grupo, de um prazo para treinamento e,
só depois disso, jogar o restante do estadual em data ainda inde-
terminada.Além disso,ele perguntou quem é que vai bancar essa
volta,com jogos sem torcida nos estádios?
LéoLyra:acarreiradofutebolécurta
11O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
Estudarláfora redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
Alyshia Gomes
alyshiagomes.ri@gmail.com
Bolsa para MBA na Ohio State University
Interessados em fazer um MBA nos Estados Unidos tiveram,
ontemaoportunidadedeconversarcomumex-bolsistadaescola
de Negócios da Ohio State University em um webinário que dava
dicas para os possíveis futuros bolsistas.
A instituição oferece importantes e interessantes oportunidades
para estudantes. Por isso, repasso, aqui, algumas informações
para os que não puderam participar.
Fisher College of Business, a Escola de Negócios da Ohio State
University, logo abrirá candidaturas para seu programa de MBA
e outros mestrados profissionais, muitos com bolsa integral. Os
selecionadosterãoaoportunidadedefazerumcursoquecombina
teoria e prática dentro de uma perspectiva global. Segundo a
instituição, mais de 90% dos formados na escola conseguem
empregoemmenosdetrêsmesesapósaconclusãodosestudos.
The Ohio State University possui vários programas de apoio para
alunos de MBA.Eles incluem bolsas,empregos de meio período e
financiamento e todo estudante admitido nos cursos é automati-
camente considerado para receber algum auxílio financeiro.
O programa Scholarship for the Americas foi criado para atrair
um número maior de estudantes daAmérica do Sul e daAmérica
Central.Além de isenção total de matrícula por dois anos,a bolsa
inclui um auxílio mensal de 1.435 dólares. Os bolsistas devem
ajudar no Escritório de Programas de Pós-Graduação para
aumentar o recrutamento de estudantes daAmérica Latina.
Oscandidatosdevemficaratentosaoprazoparaenviodos
seguintes documentos para candidatura:
* Histórico acadêmico;
* Resultado do GMAT ou GRE;
* Certificado de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS);
* Currículo;
* Cartas de recomendação
Oscandidatosdeverãoescreverpersonalstatementsobrigatórios.
Os textos são uma oportunidade para que se apresentem e falem
sobre a sua experiência, seus objetivos e o que os diferencia dos
demais candidatos.
A Fisher College of Business se interessa por aptidão acadê-
mica, realizações profissionais, potencial de liderança, capaci-
dade de colaboração e trabalho em equipe e perfil pessoal.
Em caso de dúvidas, é possível entrar em contato através do
e-mail fishergrad@fisher.osu.edu.
Uma vantagem interessante para aqueles que queiram se candi-
datar é que a Ohio State University tem um escritório no Brasil, o
BrazilGateway.Interessadospodementraremcontatocomotime
do escritório para suporte e podem ainda seguir as páginas nas
redes sociais e/ou se inscrever para receber a newsletter mensal
onde eventos e oportunidades relacionadas são postadas diaria-
mente.
Bolsa de Doutorado Sanduíche - EUA
Fonte: Comissão Fulbright Brasil
Estudantes brasileiros de doutorado em todas as áreas do conhecimento podem
se candidatar a até 30 vagas de Doutorado Sanduíche nos EUA de nove meses
de duração com início em agosto/setembro de 2021 e término em abril/maio ou
junho de 2022.
Requisitos:
* Possuir nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana;
* Estar matriculado em curso de doutorado no Brasil;
* Ter proficiência em inglês;
* Residir no Brasil no momento da candidatura e durante todo o processo de
seleção; e
* Não acumular esta bolsa com outras para doutorado no exterior com o intuito
de estender o período de estágio.
Os bolsistas terão os seguintes benefícios:
* Bolsa mensal de acordo com a localidade da instituição americana;
* Passagem aérea internacional;
* Auxílio instalação de US$ 1.000;
* Auxílio para participação de eventos acadêmicos/científicos nos EUA, após
aprovação,de até US$ 1.000;
* Auxílio para aquisição de livros de US$ 300,00;
* Orientação Pré-Partida em São Paulo;
* Treinamento intensivo de inglês (se aplicável)*;
* Seguro para acidentes e doenças limitado (ASPE – Accident and Sickness
Program for Exchanges);
* Visto J-1.
Mais informações em https://fulbright.org.br/edital/doutorado-nos-eua/ .
Bolsa de Doutorado e Pós-doutorado - Argentina
Fonte: Comissão Fulbright
Oprogramaofereceaté10bolsasdestinadasajovensdoutoresemqualquerárea
do conhecimento,que foram recentemente contratados em caráter permanente
em Instituições de Ensino Superior brasileiras.
Os candidatos selecionados poderão realizar pesquisas,ministrar palestras e/ou
apresentar cursos/seminários para a pós-graduação em Instituições de Ensino
Superior ou Centros de Pesquisa nos Estados Unidos, com duração de três ou
quatro meses.
Requisitos:
* Ter nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana;
* Ter concluído o doutorado após 31 de dezembro de 2013;
* Sermembrodocorpodocenteeminstituiçõesdeensinosuperiorbrasileirasou
de institutos de pesquisa em tempo integral;
* Ter fluência em inglês, compatível com o bom desempenho das atividades
previstas;
* Permanecer no Brasil durante a seleção,afiliação e partida aos EUA; e
* Não receber bolsa ou benefício financeiro de outras agências ou entidades
brasileiras com o mesmo objetivo.
Os bolsistas receberão os seguintes benefícios:
*US$15,600paraquatromesesdepermanência,US$16,600paraduasvisitas
de dois meses ou US$ 11,700 para três meses. Estes valores deverão cobrir as
despesas de passagem aérea e manutenção nos EUA;
* Seguro Saúde (ASPE); e
* Taxa do visto J-1.
Maiores informações em https://fulbright.org.br/edital/programa-professor-
-pesquisador-visitante-junior/.
BolsadeMBA-EUA
Fonte:OhioStateUniversity
Existem ainda outras bolsas de estu-
dos,além da apresentada no início da
coluna. Menciono, agora, o programa
International StudentAmbassador,que
oferecebolsade50%.
Todososanos,algunsestudantesinter-
nacionaissãoselecionadosparatraba-
lhar como“embaixadores”da Fisher.O
seu papel é auxiliar os futuros alunos
noprocessodeadmissãodaescola.Os
embaixadores ganham 50% de isen-
ção de taxas e uma bolsa mensal de
715 dólares durante o ano acadêmico.
Em troca, eles devem trabalhar dez
horasporsemana.
Para mais detalhes sobre o programa
de MBA e as bolsas de estudos, veja
o site da Ohio State University Fisher
College of Business:https://fisher.osu.
edu/graduate/ftmba
12 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
igor93279039@hotmail.comIGOR PEREIRA
Chevrolet lança
loja pop-up digital
de seminovos
A Chevrolet lançou o
primeiro site integrado da
sua área de seminovos
multimarcas: www.
chevroletseminovos.
com.br. O site que estará
no ar até o dia 31 de
julho concentra todas
as oportunidades de
compra de seminovos
disponíveis na rede de
concessionárias da marca
e ainda traz condições de
pagamento especiais.”Não
é só o cliente interessado
em zero quilômetro que
está mais digital. Nesse
momento notamos uma
procura do nosso público
buscando seminovos
que também quer
comprar online, por isso
trouxemos o conceito
de loja pop-up para o
digital. Serão 30 dias de
condições imperdíveis para
quem está de olho nos
seminovos com a garantia
da Rede Chevrolet”,
destaca o diretor Executivo
de Marketing da Chevrolet,
Hermann Mahnke.
Mercado reage e
tem alta de 117%
sobre o mês
anterior
Pela primeira vez desde
o início da pandemia de
coronavírus no Brasil
o mercado de veículos
leves superou a marca
de 100 mil unidades
emplacadas em um
mês.Após resultados
muito impactados
pelo fechamento de
concessionárias e
Detrans, o volume de
junho somou 122.790
automóveis e utilitários
leves emplacados,
segundo dados obtidos
por Automotive Business.
O resultado superou as
expectativas de analistas
e entidades do setor como
Fenabrave e Anfavea. O
total de emplacamentos
registrados em junho
é mais que o dobro
do verificado em maio
(56.639), representa alta
de 117% sobre o mês
anterior.
ACONTECE
esta semana
CANCELADO O SALÃO
DE GENEBRA DE 2021
Os organizadores do Salão
de Genebra, na Suíça,
informaram que a feira
anual, que ocorre em março,
não será realizada em
2021. O salão deste ano
foi cancelado às vésperas
da abertura por causa
do novo coronavírus. O
comitê da fundação que
gerencia a feira informou
que o cancelamento ocorre
por questões financeiras
e que pretende retomar
o salão em 2022.Após
uma pesquisa entre os
possíveis participantes, na
qual a maioria disse que
provavelmente não estaria
em uma edição de 2021 do
Salão, entendeu-se por bem
não preparar a edição do ano
que vem. Na sequência do
cancelamento da edição de
2020, a fundação pediu um
empréstimo ao governo do
estado da Genebra.
Aston Martin
cria moto
exclusivamente
para competição
A Aston Martin divulgou as
primeiras imagens da AMB
001 em testes. Primeira
motocicleta da fabricante
inglesa de esportivos, o
modelo foi desenvolvido em
parceria com a centenária
marca Brough Superior.A
AMB 001 será um modelo
“de imagem”, assim
como a H2R é para a
Kawasaki e a Superleggera
V4 para a Ducati.Aliás,
outra similaridade com a
superesportiva da marca
japonesa é que o modelo
da Aston só poderá rodar
em pistas. Não há faróis,
espelhos e piscas, itens de
segurança obrigatórios para
motos que circulam por
vias públicas.
RODASDUAS
Os modelos BMW Série
3 e X1 produzidos na fábrica
do BMW Group em Araquari
ganham novas opções de
cores.AstonalidadesPortimao
Blue e Sunset Orange foram
adicionadas à cartela de cores
dos veículos produzidos e
pintados em solo catarinense.
Em um processo totalmente
desenvolvido pela equipe
brasileira, os profissionais da
fábrica em Araquari foram os
responsáveis por ações que
vão desde a programação
dos robôs responsáveis pela
pintura, a parametrização,
teste de qualidade e validação.
“Nosso time coordenou os
processos e tecnologias que
permitiram novas cores serem
adicionadas na nossa pintura,
com eficiência e sem adição de
custos, trazendo novas opções
ao cliente do Brasil”, afirma
Mathias Hofmann, Diretor
Geral da fábrica do BMW
Group em Araquari.Modelo
mais vendido na história do
BMW Group no mundo, o
BMW Série 3 terá as opções
Sunset Orange e Portimao
Blue. A sétima geração do
modelo foi lançada em março
de 2019 no País e está comple-
tamente reformulada, ainda
mais tecnológica, interativa
e com sistemas inéditos de
condução semiautônoma.
BMW Série 3 e X1 ganham mais
duas novas opções de cores
A Ford Ranger registrou
dois marcos importantes em
junho: tornou-se a líder do
segmento de picapes médias,
com 1.736 unidades, e atin-
giu a maior participação de
mercado da sua história, de
24,6%. As vendas da picape
da Ford vem crescendo desde
o lançamento da linha 2020,
com inovações que foram
muito bem recebidas pelos
consumidores. Além do novo
design dianteiro, suspensão
recalibrada e um sistema que
facilita a movimentação da
tampa da caçamba, a Ranger
introduziu tecnologias exclu-
sivas na versão atual, lançada
em 2019. Sistema de frenagem
autônoma com detecção de
pedestres, reconhecimento
de sinais de trânsito, piloto
automático adaptativo e
sistema de permanência em
faixa são alguns dos equipa-
mentos que só ela oferece na
categoria. “A Ranger tem hoje
oconjuntomaiscompletopara
atender tudo o que o cliente
quer,sejaemtermosdedesem-
penho, conforto e tecnologia
como de custo de posse. Difer-
entemente de outros segmen-
tos da indústria, as picapes
estão sofrendo menos os efei-
tos do isolamento e a Ranger
é o seu principal expoente,
retornando ao mesmo pata-
mar de vendas do período
pré-Covid”,dizReinaldoFaga,
diretor de Vendas da Ford.
Ford Ranger assume a
liderança das picapes
DOIS MARCOS
AMPLIAÇÃO
PedroCabr
al
CORONAPANDEMIAISOLAMENTOCORONAPANDEMIAISOLAMENTOCORONAPANDEMIAISOLAMENTO
Alagoas l 5 a 11 de julho I ano 08 I nº 384 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br
Envie crítica e sugestão para ndsvcampus@gmail.com
Dois
dedos
de
prosa
Otexto de João Neto Félix Mendes vem de Santana do Ipanema e nos foi remetido
graças à intervenção da jornalista Goretti Brandão, a quem agradecemos. Jaear-
merson é professor universitário e conhecido nosso desde quando fomos interlocutores,
na oportunidade da preparação de sua dissertação de mestrado. Sérgio Barroso é velho
amigo. São três enfoques diferentes, três formas de estar com a pandemia e três agradeci-
mentos que fazemos. É uma honra. A capa é de Eduardo Basto,s a quem agradecemos a
grande colaboração que nos dá.
Vamos ler!
Sávio Almeida
CAMPUSCAMPUSCAMPUSCAMPUS
VIVENTES DAS ALAGOAS
E A PANDEMIA (XII)
É
c o m p o e m a
“Ainda assim
eu me levanto,
de Maya Angelo[2] que inicio
meu relato sobre o novo coti-
diano, esse isolamento social.
O poema manifesto de 1978
representa muito bem meus
anseios nessa pandemia, com
a mesma força e necessidade
do momento que foi escrito
na luta por direitos civis, uma
luta contra o racismo! Ele tem
a força de nos provocar refle-
xão e reafirma que apesar da
pandemia, ainda assim, vou
continuar de pé:
Ainda assim eu me levanto
Você pode me riscar da
História
Com mentiras lançadas ao
ar.
Pode me jogar contra o
chão de terra,
Mas ainda assim, como a
poeira, eu vou me levantar.
Minha presença o inco-
moda?
Por que meu brilho o inti-
mida?
Porque eu caminho como
quem possui
Riquezas dignas do grego
Midas.
Como a lua e como o sol no
céu,
Com a certeza da onda no
mar,
Como a esperança emer-
gindo na desgraça,
Assim eu vou me levantar.
Você não queria me ver
quebrada?
Cabeça curvada e olhos
para o chão?
Ombros caídos como as
lágrimas,
Minh’alma enfraquecida
pela solidão?
Meu orgulho o ofende?
Tenho certeza que sim
Porque eu rio como quem
possui
Ouros escondidos em mim.
Pode me atirar palavras
afiadas,
Dilacerar-me com seu
olhar,
Você pode me matar em
nome do ódio,
Mas ainda assim, como o
ar, eu vou me levantar.
Minha sensualidade inco-
moda?
Será que você se pergunta
Porquê eu danço como se
tivesse
Um diamante onde as
coxas se juntam?
Da favela, da humilhação
imposta pela cor
Eu me levanto
De um passado enraizado
na dor
Eu me levanto
Sou um oceano negro,
profundo na fé,
Crescendo e expandindo-se
como a maré.
Deixando para trás noites
de terror e atrocidade
Eu me levanto
Em direção a um novo dia
de intensa claridade
Eu me levanto
Trazendo comigo o dom de
meus antepassados,
Eucarregoosonhoeaespe-
rança do homem escravizado.
E assim, eu me levanto
Eu me levanto
Eu me levanto.
Falardeumnovocotidiano
sobreapressãodeumapande-
mia, a qual para os negros e
negras torna-se ainda mais
letal, apesar das perspectivais
mais humanistas possíveis de
aproveitar para pensar novas
formas de lidar com o mundo;
imaginar novas formas de
percebermo-nos mais coleti-
vos, mesmo distantes, quem
dera que todos pudéssemos
compartilhar dos mesmos
desejos! Mas a realidade
mostra-nos que tal ideia só
contempla a elite branca, que
vive sua concepção de demo-
cracia racial da varanda de seu
apartamento, da segurança de
sua casa com seus familiares e
amigos.
Meu cotidiano na pande-
mia é manter-me em pé! Para
me prevenir da Covid-19, para
denunciar o racismo e todas as
facetas neonazistas, revelando
a crise do sistema público
de saúde como ação de uma
política genocida! A pande-
mia se transforma em uma
grande lupa! Revelando tudo
aquilo que denunciávamos: o
racismo!Presentenafunçãoda
atual presidência da Fundação
Palmares que busca riscar da
História Zumbi! É o racismo
que cega e silencia diante das
mortes de negros pela Covid-
19 e pelas balas “perdidas”.
O racismo continua no “novo
normal”. Não foi a Covid-19
que impediu George Floyd de
respirar! Não foi a Covid-19
que matou João Pedro!
É de uma perspectiva
racial, que busco ocupar parte
do meu tempo atuando nesse
enfrentamento da pandemia
e, principalmente, da política
genocida. É dentro do campo
digital, nas redes sociais;
contrapondo ao “ideário”
que estamos todos no mesmo
barco,quevenhopromovendo
ouparticipandodeLivescoma
temática afro centrada. É notó-
rio que as disputas de narrati-
vas nas redes sociais partem
da compreensão do indivíduo
que a protagoniza, portanto
são assuntos, problemas,
conflitos que nos atravessam!
Mas devemos também agir
na ocupação desse espaço de
forma ativa, crítica e solidária,
compartilhando as discussões
(Lives)paraquesejaumespaço
de verberação, onde possamos
respirar pela Vida! Pela Liber-
dade de Viver! De socializar
saberes, afetos e carinhos para
aqueles que, além de enfrentar
o racismo, têm que se proteger
da Covid-19, ou seja devemos
pensar nos nossos irmãos e
irmãs negras!
Nesses dias, após receber
o convite para escrever sobre
meu cotidiano na pandemia,
vi um vídeo de uma mulher
branca reclamando dos baru-
lhos de bomba e gritos que
vinham da rua. Era uma mani-
festação antifascista atacada
pela polícia. O que a incomo-
dava não eram as agressões,
balas e gritos. O que a incomo-
dava era que tudo isso atrapa-
lhavaagravaçãodesuaLive(!),
e para simbolizar o silencia-
mento da realidade, ela grava
o conflito da janela de seu
apartamento e põe filtro com
borboletas!
Só uma elite branca pensa-
ria em borboletas para “acal-
mar” o enfrentamento do
neonazismo! Seu cotidiano
favorece seus pensamentos.
Nãoprecisamsairdecasapara
o trabalho! Não ficam preocu-
pados com os filhos, se estão
bem ou se estão vivos! O meu
novo cotidiano é interagir nas
redes sociais com as mesmas
preocupações e provocações
de sempre!
A pandemia só revelou o
que sabemos! A condição do
negro e o racismo estrutural
mostra que até a “educação”
é utilizada como estratégia do
racismo. Vejamos como houve
toda tentativa de manter o
calendário do ENEM, onde
todos sabemos que é o futuro
da juventude negra e pobre
que é alvo! É de conhecimento
do Governo o índice de acesso
àinternetdapopulaçãonegrae
pobre,masatéasúltimaschan-
ces o governo tentou manter o
calendário das provas.
Pensar como podemos nos
prepararmaisparaessecampo
de batalha “virtual” torna-se
imperativo para, principal-
mente, quem tem as condi-
ções de ESTAR nesse campo,
produzindo Lives. Discussões
são muito importantes para
que os artistas negros e não
negros e antirracistas possam
entenderotamanhodarespon-
sabilidade que temos. Deve-
mos ocupar as redes sociais
comamesmaforçaegarraque
ocupamos as ruas.
Ao compartilhar um
“simples” post com #suspen-
deENEM ou quando produ-
zimos uma Live falando de
nossas lutas, memórias, histó-
ria, mas, particularmente, falar
de nosso cotidiano e do coti-
diano de nossos irmãos, que
estão nessa Guerra sem “arma
digital”, enfrentando e até
dormindo em filas para rece-
beroauxílioemergencial,onde
inicialmente a política geno-
cida desejava o valor de 200
reais e diante da mobilização
dentrodocampodigital,parla-
mentares propuseram o valor
de 600 reais, parlamentares
em sua maioria de Esquerda!
Agora imaginem se fossemto-
dos negros?! Iriam entender
que o salário mínimo não dá
para uma família VIVER em
condições dignas! Imagine
SOBREVIVER diante de uma
pandemia!
Asredessociaislevampara
o campo digital a condição do
sistema racista da desigual-
dade.Nemtodososnegrostêm
acesso a esse novo “cotidiano
digital”. Entender isso me faz
pensar em várias problemá-
ticas que ainda temos, como,
por exemplo, representa-
ções políticas suficientes que
entendam a necessidade de
SALVAR VIDAS PRETAS! É
dentro desse campo virtual,
do novo cotidiano que eu me
levanto! Contra política geno-
cida eu me levanto! Contra o
racismo eu me levanto! Contra
ofascismoeumelevanto!Pelas
vidas negras eu me levanto!
CAMPUS
2 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
O Corona Virus com toda sua chateação.
Quem
é
quem?
CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 215 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092
Para anunciar,
ligue 3023.2092
EXPEDIENTE
ElianePereira
Diretora-Executiva
DeraldoFrancisco
Editor-Geral
Conselho Editorial JorgeVieira JoséAlberto CostaODiaAlagoas
Jeamerson dos Santos Mestre em Culturas Populares –PPGCULT-UFS,Especialista emArte,Educação e Sociedade,Graduado em Ciências Sociais com ênfase emAntropologia Cultural,Cenógrafo
Dentro do “novo cotidiano”, eu me levanto!
“
CAMPUS
3O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
A opinião dos autores pode não coincidir no todo ou em parte com a de Campus.
A
s i m e n s a s
interrogações
que assomam
hoje se remetem ao quadro
dramáticoaberto com a nova
pandemia, num misto de
perplexidade não só quanto
àsdimensões do fenômeno em
si; mais ainda quanto ao que
nos reserva o dayafter dessa
inaudita combinação das
múltiplas causas envoltas na
tormenta.
Como se não as tivesse
havido antes, ainda que pros-
pecções futurísticas sobre-
grandes tragédias sejam
rotineiramenteabertasaofazer
humano.
É do historiador britânico
Eric Hobsbawm [2] a ideia
de que toda a previsãosobre
o mundo real se assenta, em
grandemedida,emalgumtipo
deinferência sobre o futuro a
partir daquilo que aconteceu
no passado, ou seja, apartir da
história concreta. E –defini-
tivamente - não para os axio-
massilogísticos de Aristóteles,
para quem um escravo era um
escravoporteralmadeescravo,
eporissomesmonãopossuiria
apartedelaelaborativadaciên-
ciaedafilosofia–oudosentido
edafinalidadedascoisas.[3]
HISTÓRIAEEPIDEMIAS
ConcluiJaredDiamond,em
seu deveras elogiado “Armas,
germes e aço. Osdestinos das
sociedades humanas” [4] que
sãosimilaresasdificuldadesen-
contradas porclimatologistas,
biólogos da evolução, astrôno-
mos geólogos epaleontólogos,
daquelas dos historiadores,
para captarem as “relações
decausa e efeito” verificadas
(ou não) nassociedades huma-
nas. Em suas vastaspesquisas,
as razões histórico-naturais
mais profundas da condição
humana edas determinações
sócio-antropológicas.
A exemplo, no capítulo 3,
apresentam-se os sucessivos
confrontos entre ospovos de
diferentes continentes, iden-
tificando os elos estruturais
quelevaram as conquistaseu-
ropeias de sociedades nativas
americanas. Entre osfatores
causais (e casuais) encontra-
ram-se germes de origem
espanhola,cavalos, cultura,
organização política e tecno-
logia, notadamente navios
earmas. Diamond vascu-
lha uma sequência onde as
epidemias sãoindissociáveis
de transformações históricas
originárias, digamos. Oudeter-
minaçõescategoriais.
N o u t r a a n g u l a r ,
animais domesticados [5]
transmitiram germes aos
humanos,simultaneamente
produzindo vacinas natu-
rais contra o contágio neles.
Edisseminaram, perseguindo
novos territórios, carregando
seus germes, comoaconteceu
com Cortés, em 1519, em que
nadasabiaentãolevaravaríola
paraosastecas.Demodoseme-
lhante o mesmo ocorre com
Pizarro,em1531,levando-aaos
Incas e, então, contribuindo
para dizimá-los. (Diamond,
idem,pp.75-78).
Geografia, botânica, a
zoologia,aarqueologiaeepide-
miologia, levam Diamonda
ver a diversidade humana
como resultado de processo
histórico,argumentando
que a história seguiu rumos
diferentes para os diferentes
povos,especialmente devido
às diferenças entre ambien-
tes e não às diferençasbio-
lógicas. Ele conclui que a
dominação de determinada
população sobre outratem
fundamentosmilitares(armas),
tecnológicos(aço)ounasdoen-
çasepidêmicas (germes), que
dizimaramsociedadesdecaça-
dores e coletores,assegurando
conquistas.
APROPAGAÇÃODOSOFRIMENTO
Conta o turco OrhanPa-
muk, [6] que “Um Diário do
AnodaPeste”,deDanielDefoe,
seria a mais esclarecedora obra
literária já escrita sobre contá-
gio ecomportamento humano.
Reproduz Pamuk: em 1664, as
autoridades locais emalguns
bairros de Londres camufla-
ram o número de mortes para
reduzir otamanho da praga,
trocando-asporoutrasdoenças,
assim inventadas comocausa
da morte. Além, o romance de
Defoe desvela haver por trás
deimensa“existetambémuma
raiva contra o destino”, contra
uma divindade testemunha“e
[que] talvez até tolere toda essa
morteesofrimentohumano”.
Noutro romance, “I
PromessiSposi” (“Os noivos”,
1827), Alessandro Manzoni
-“talvez”, continua o escritor
turco, o romance mais realista
escrito sobre umsurto de peste
– denuncia que esta se espa-
lhara rapidamente porque
asinsuficientes restrições ao
alastramento da epidemia e
a aplicação frouxa dasmedi-
das não convenceram os cida-
dãos de Milão, a partir de seu
governador. Apopulação se
revoltara contra a comemo-
ração de um aniversário dum
príncipe,apesar das evidências
da ameaça da praga. Manzoni
declararaapoioaopovo.
No universo das comuni-
dades mulçumanos – relata
Pamuk -, só partir dadécada
de 1850, quando viagens de
barco a vapor ficaram mais
baratas, osperegrinos indo às
terrassantasdeMecaeMedina
“tornaram-se os maisprolíficos
transportadores e propagado-
res de doenças infecciosas do
mundo”.[7]
“VÁ P’RA CASA DA PESTE! ”– E A
ILUSÃODEPAMUK
Em 1855, casualidade ou
não, Alagoas, no Nordeste
brasileiro recebera umaepide-
mia do Cólera, via por Sergipe,
mas saído da Bahia. A Junta
de HigienePública da Bahia,
já experimentada no combate
enviouàProvínciaquaisaspro-
vidências a serem tomadas, no
começo do dezembro do ano
aludido. Todoo estado então
contava com 22 médicos, 14
acadêmicos, três cirurgiões e
quatrofarmacêuticos.
Naquele ano, o Presidente
da Província Antônio Coelho
deSáeAlbuquerquelamentava
àCorte:
“Não tenho ainda médicos
para enviar a muitas localida-
des, não tenhopadres(...), não
tenhomedicamentosemquan-
tidade que possamsatisfazer...
(Apud:Almeida,idemp.29).
O fatídico é que entre 1855
e1862aCóleramatoumilhares
de alagoanos,numa população
depoucomaisdeduzentasmil
pessoas.Eapresençadossurtos
epidêmicos não altera o drama
sócio-político perscrutado
por Almeida,bem depois, na
década de 1990. [8] Epidemias
marcadas pelos registroscultu-
rais definitivos encontrados na
sociabilidaderegional:adorda
morte,osofrimento,ohorror.
“A tradição nos diz que
todas as epidemias e todas as
suas dores estãono prosaico
xingamento, no ato trivial das
pragas e das maldições nospe-
quenos discursos em que se
manda a vida para a maldi-
ção: ‘Vá p’racasa da peste!’ E
que identificamos a casa da
peste como o lugar dohorror
social e este é um endereço
alagoanamente conhecido”.
(Almeida,idem,p.79).
Assim, nessa aparente-
mente interminável jornada
de atemporalidade da morte,o
literata turco OrhanPamuk,
cujodescortino,vendohojeseu
país, crê nummundo melhor
a surgir após esta pande-
mia; e, encerrando seu artigo:
portanto,todos “devemos
abraçar e nutrir os sentimentos
de humildade e solidariedade-
geradospelomomentoatual”.
Pamuk, também um crítico
das tragédias desse capita-
lismo contemporâneo,abatido,
transpira aqui ilusionismo.
Na Turquia, no Brasil e em
qualquer queseja outro lugar
da periferia subdesenvolvida
fervilharão desgraças, fome
emais desigualdades após a
destruição pandêmica por
sobre nova crisesistêmica.
Ou basta Pamuk mirar o que
ocorre–eocorrerá-nosEUA!
Mais certeira é a metáfora
deAlmeida,aografarno‘ofere-
cimento’eaberturadeseulivro:
“(...)somosumasociedadeque
sabe onde é a casa da peste,
ogrande lugar dos horrores
cívicos”(p.29).Oubemporque
“Adoençadeumindivíduorico
nunca poderá ser considerada
idêntica como a de um pobre”
(p.85).
Ora, não há como desen-
carcerar os “horrores cívicos”
de sociedades dahistória dum
tempo de morte. E esque-
cer que essa história pode se
repetir:umavezcomotragédia,
outracomofarsa(Marx).
A. Sérgio Barroso Médico,doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade de Campinas (Unicamp),membro do Comitê Central do PCdoB e diretor da Fundação Maurício Grabois (FMG)
No tempo da morte
NOTAS
[1]“Alagoasnostemposdecólera”,
Luiz Sávio de Almeida, Maceió,
CBA,2018, pp, 32-3, 2ª edição.
Estudopercucienteemeticulosode
história,sociólogaeantropologia,as
395 notas albergam pesquisas de
inúmeras fontesprimárias e regio-
nais, além de bibliografia clássica
(Marx, Ladurie, Le Goff,Heller). O
elogioso Prefácio (1ª edição) é de
ManuelCorreadeAndrade.
[2] “A história e a previsão do
futuro”, E. Hobsbawm, em:“Sobre
História”,São Paulo,Companhia ds
Bolso,2014,pp.62-66.
[3] “Aristóteles”, São Paulo, Nova
Cutural,199,p.17-20.
[4] Rio de Janeiro, Record, 2010,
12ªedição;PrêmioPulitzer.
[5] Sabe-se que atual pandemia
do Coronavírus 19 teve origem na
cidade deWuhan, na China cujo
governo, até agora, não refuta a
possibilidade datransmissão da
viroseatravésdeanimaisselvagens
(morcegosetc.).
Comunicado do Ministério daAgri-
culturadaChina,emmaiode2020:
“No quediz respeito aos cães,tanto
o progresso da civilização humana
como apreocupação pública,além
doamorpelaproteçãodosanimais,
eles passarama ser tratados de
forma especial para se tornarem
animais companheiros.Alémdisso,
internacionalmente não são consi-
derados animais para consumo, e
nãoserão regulamentados como
animais para consumo na China.
Aqui:
https://extra.globo.com/noticias/
mundo/governo-chines-proibe-
-consumo-de-
c a e s - g a t o s - e m - t o d o -
pais-24362374.html
[6] Artigo publicado no “The New
YorkTimes”;aqui:
h t t p s : / / w w w . n y t i m e s .
com/2020/04/23/opinion/sunday/
coronavirus-orhan-
pamuk.html?auth=login-google1ta
p&login=google1tap (“O que
osgrandes
romances pandêmicos nos ensi-
nam”).Pamuk foi prêmio Nobel de
Literatura
(2006), após “O castelo branco”,
“Meu nome é vermelho”,“O Livro
negro”etc.,
esses traduzidos no Brasil pela
CompanhiadasLetras.
[7] Pamuk lembra ainda o registro
doquandodapropagaçãodapraga
emAtenas,Tucídides começou por
notar que o surto tinha começado
muitolonge,naEtiópiaenoEgito.
[8] Ver aqui o registro no jornal
FolhadeS.Paulo(“Exércitoajudará
aconteracóleraemAlagoas”):
https://www1.folha.uol.com.br/
fsp/1997/4/03/cotidiano/51.
html#:~:text=Uma%20
pessoa%20morreu%20contami-
nada%20com,casos%20da%20
doen%C3%A7a
%20mo%20Estado.
O Cólera vai chegar emAlagoas somente em novembro de 1855.(...) não se teria a construção do novo cemitério
na velocidade necessária e [o vice-presidente da Província] determina,então,a construção de um provisório.
(...) É como se a morte estivesse rondando para assumir o tempo e comandar a vida”
Alagoas,nostemposdocólera,L.SáviodeAlmeida,1996[1]
CAMPUS
4 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020
redação 82 3023.2092
e-mail redacao@odia-al.com.br
FICHA TÉCNICA
CAMPUS
COORDENADORIAS SETORIAIS
L. Sávio deAlmeida
Coordenador de Campus
Cícero Rodrigues
Ilustração
Jobson Pedrosa
Diagramação
Iracema Ferro
Edição e Revisão
CíceroAlbuquerque
Semiárido
Eduardo Bastos
Artes Plásticas
Amaro Hélio da Silva
Índios
Lúcio Verçoza
Ciências Sociais
Renildo Ribeiro
Letras e Literatura
Visite o Blog do SávioAlmeida
V
i v e m o s
tempos estra-
nhos. Surre-
alismo que surpreende até
o mais cético dos homens.
Coisas inimagináveis. Até as
cartomantes, visionários e
videntes foram pegos despre-
venidos. Nem Nostradamus
(1503-1566) buscou em suas
visões tamanha tragédia no
porvir.
Quem predisse palpite da
atual realidade foi o cantor
baiano Raul Seixas (1945-
1989), o maluco beleza como
se autodenominou. Sua
canção “O dia em que a terra
parou” (1977) faz um relato
de um sonho, profetizando o
mundo em caos parecido com
esse que estamos vivendo.
O certo mesmo é que o
perigo está à espreita. Paira
sobre nós o manto invisível
de medo. Vivemos em perma-
nente desconfiança. O cenário
provocado pelo novo corona-
vírus (covid-19) é nocaute às
regras e convenções. Impie-
doso, o mal avança e se alastra
rapidamente em todas as regi-
ões do país; grandes e peque-
nas cidades. A ciência ainda
estuda sua origem e trata-
mento. Países fazem esforços
para a descoberta de uma
vacina. Milhares de pessoas já
morreram no País.
Reconhecemos que é um
teste brutal aos governos e
sistemas econômicos, visto
quenãoháumprotocoloúnico
a ser seguido. E é exatamente
por isso que o inimigo invisí-
vel se sobressai. Para vencer
o desafio hercúleo é preciso
consertar, pensar, articular,
mediar, ouvir e implementar.
Atitudes de líderes eficazes.
Infelizmente, em falta atual-
mente!
Os governos expuseram
em abundância foi sarrabu-
lhada, desunião e falta de
planejamento para gerenciar
as crises de saúde pública,
econômica, política e social.
Estamos sozinhos, a esmo.
Cada um por si e salve-se
quem puder.
E tudo foi parando. Gesto-
res, na ausência de plano
federativo de gestão da crise,
cada um foi tomando medi-
das que no seu entendimento
mais serviam. Enquanto isso,
superlotação e falta de estru-
tura nos hospitais e aumento
demortesemtodasasregiões.
Nunca a ciência foi tão
desprezada e subjugada.
Governos acham-se no direito
de questionar e ignorar
pesquisas científicas e impor
seus achismos à população e
isso tem efeitos desastrosos.
O isolamento social se apre-
sentou como única forma
eficiente para redução do
contágio. Em consequência,
economiasestãosendodestro-
çadas. O desemprego e a fome
avançam, tal qual a força de
tsunami social e de saúde
pública exigindo dos gover-
nosaçõesqueamenizemtanto
sofrimento e agonia.
Já estamos há mais 100
dias em quarentena e não
vislumbramos amenidades.
Indústrias fechadas, comér-
cios, escolas e muitas pessoas
nasruas,indiferentesaosaler-
tas das autoridades. Muitos
esnobam. Pessoas reclusas
foram obrigadas a intensi-
ficar convívio familiar e se
espantam com a realidade do
encontro consigo mesmo. Em
risco, a sanidade mental anda
capenga no limiar da loucura.
Muitos seguem indiferentes
como se nada estivesse acon-
tecendo. Outros, simples-
mente fingem desprezar tudo
o que estamos vivenciando
como se fosse um filme de
ficção científica.
As redes sociais se trans-
formaram no palco geral de
asneiras proclamadas aos
quatro ventos. Muitos brasi-
leiros agora são autoridades
virtuais a serviço de coisa
nenhuma, aliás, da balbúr-
dia. A falta de consciência ou
boa vontade para analisar a
veracidade das informações
vem produzindo milhares de
agentes disseminadores de
notícias falsas em volumes
desmedidos, embaralhando
ainda mais o pandemônio.
Diariamente testemunha-
mosestímuloaoódioeapola-
rização política, enquanto
milhares de pessoas morrem
sem direito sequer a veló-
rio e sepultamento digno.
Vergonha nacional. Como
será daqui para frente não
sabemos. Somos um barco
à deriva. Contudo, a pande-
mia e o isolamento social
estão produzindo inúmeras
mudanças no comporta-
mento humano que não vê
alternativa, senão ressigni-
ficar valores. A resiliência
tomou a dianteira de palavra
deordem.Novosparadigmas
despontam. E, como diz um
velho amigo, assim caminha
a humanidade.
João Neto Felix Mendes Bancário aposentado,autor de contos e crônicas,publicados coletivamente nos livros“À Sombra do Umbuzeiro”,“À Sombra do Juazeiro”e a“À Sombra da Quixabeira”
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  • 1. O Batalhão de Policia- mento de Trânsito (BPTran) tem se reinventado no combateaocrimeemAlagoas. Todos os dias, a Força Tática da unidade faz apreensões de armas e drogas em Maceió e região metropolitana. Alagoas l 5 a 11 de julho I ano 08 I nº 384 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br ATENÇÃO! “CANDIDATOS” Indenização do seguro de vida não é herança Adiamento das eleições municipais foi acertada 8 3 4 EM CAMPUS: PARTE XII DE “VIVENTES DAS ALAGOAS E A PANDEMIA”TRAZ MAIS TRÊS HISTÓRIAS DO ISOLAMENTO SOCIAL ESPORTES Jovem deixou a carreira curta no futebol profissional para se dedicar aos livros Rodrigues FabrícioMelo ABRIR SEM ESCANCARAR: Centro de Maceió reabre com medidas de prevenção para evitar “retrocesso” MÁSCARAS E BARREIRAS NO CENTRO NoCentro,omovimentoquejáeragrandeficouintenso;autoridadesfiscalizam Pelo menos 12 barreiras sanitárias foram instaladas no centrodeMaceió.Emtodaselas, háaverificaçãodatemperatura das pessoas. Também estão sendo distribuídas máscaras de proteção facial para quem frequentaocomércio. BPTran se reinventa no combate ao crime SEGURANA PÚBLICA 10 3
  • 2. 2 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 EXPRESSÃO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 210 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092 Para anunciar, ligue 3023.2092 EXPEDIENTE ElianePereira Diretora-Executiva DeraldoFrancisco Editor-Geral Conselho Editorial Jackson de Lima Neto JoséAlberto Costa JorgeVieiraODiaAlagoas Elly Mendes (ellymendes71@gmail.com) E s t a m o s t o d o s vivendoumasitua- ção de calamidade pública. O medo de ser contami- nado pelo coronavírus e o exacer- bado número de mortos pela Covid-19têmassustadoomundo. O confinamento social, uma das inúmeras medidas de segurança recomendadapelosórgãoseauto- ridades competentes da saúde, tem causado certos transtornos, acertos e desacertos na convi- vência familiar. A convivência, algo que deveria ser comum, na verdade está sendo vista como um verdadeiro campo de guerra emocional. Esposos,esposas,filhosefilhas estão sendo “obrigados” a passar mais tempo juntos, diariamente. Contudo, um fator que deveria ser corriqueiro, como o simples ato de conviver em família, está desvendando as verdadeiras ou as encobertas relações familia- res. Há relatos em que as esposas afirmam que sentem falta da vida “normal”, em que seus esposos saíam pela manhã e chegavam à noite. Estes, quando chegavam em casa contavam como foi o dia, tomavam banho, jantavam e iam dormir,pararecomeçararepetida rotinanosdiasseguintes.Asespo- sas, a maior parte delas trabalha- vamforadecasatambém.Quando voltavam à casa, encontravam os filhos, cuidavam das tarefas domésticaseiamtodosdescansar, dormir para se recompor para o dia seguinte. Atualmente, a maioria da população brasileira está de uma forma ou de outra, confinada em casa, trabalhando de casa, afas- tada e isolada socialmente. As mulheres que trabalham de casa dizem que logo nos primeiros meses de pandemia, agradece- ram por poder trabalhar de casa, e entre um intervalo e outro, desli- gavam a câmera do computador ou celular e lavavam a louça, varriam a casa, faziam comida... Pareciapráticoedivertido.Asolu- ção perfeita! E agradeciam por ter mais tempo com seus filhos e familiares. Passados mais de 90 dias de confinamento, as coisas mudaramumpouco.Asmulheres perceberam que nada que é bom dura muito tempo, “que alegria de pobre dura pouco”! Além de trabalhar de casa profissional- mente, as obrigações domésticas quintuplicaram:maiscomidapara fazer, mais louças e roupas para lavar, mais limpeza para fazer. E para completar, orientar e acom- panharosfilhosnasaulasremotas, poisnãosepodedeixarascrianças eadolescentesdiantedastelassem um acompanhamento expressivo de um adulto. E essa responsabi- lidade geralmente fica a cargo da mãe. Ou seja, o que parecia solu- cionávelepráticosetornoucumu- lativo e exaustivo! E quando se exerce a profissão de professor ou professora?! Lives e teleconferên- cias inúmeras, pesquisas, cursos, estudos, acompanhamento de diversos grupos via WhatsApp para dar assistência aos alunos e outras tantas plataformas... Diante de tantas dificuldades, acertos e desacertos, precisamos seguir em frente, superar as difi- culdades e enfrentar os desafios. Asemoçõesestão“àflordapele”! O socioemocional está abalado e precisa ser oxigenado. E em algu- mas situações temos que enfren- tar as necessidades neuróticas de determinados seres huma- nos que querem estar sempre certos, serem o centro das aten- ções ou ter sempre o poder sobre os outros. E a vida continua. A situação atípica social que esta- mos vivendo provoca reflexões e questionamentos sobre quem somos, o que somos e porque o somos! Uma coisa é certa: diante de toda essa situação pandêmica ninguém será digno de sucessos e conquistas se não fizer uso dos fracassos e desafios para superar a si próprios. Acertos e desacertos do confinamento social E stá se dese- nhandonoBrasil agora uma série de situações que estão demons- trando como as investigações de casos de corrupção, que nos últimos anos acabaram levando diversas pessoas influentes, ricas e também alguns políticos para a cadeia, tanto se desenro- lavam de maneira ilegal quanto tambématrapalhavaointeresse de muitos. Foram diversas as ilegali- dades apontadas não apenas pelos investigados, mas também reveladas no que ficou conhecidocomo“vaza-jato”do site de reportagem investiga- tiva The Intercept Brasil, sobre conversas e ajustes ao arrepio da lei por parte de integrantes do MPF (Ministério Público Federal) e o ex-juiz do caso, Sérgio Moro. O que está acontecendo agora é que se tem de um lado um “lava-jatista” que já esteve dentro do Governo Bolsonaro e que só foi parar lá devido à Operação Lava-Jato, sendo nomeado ministro da Justiça, ouseja,SérgioMoro,queaosair do Ministério acusou o Presi- dentedeinterferêncianaPolícia Federalequedesencadeouuma investigação contra Bolsonaro e do outro lado o MPF na pessoa do PGR nomeado pelo Presi- dente fora da lista tríplice do órgão,AugustoAras. Vale lembrar que Aras, além de ter se candidatado ao cargo fora da eleição realizada tradicionalmente pelo órgão para indicar três nomes para ser nomeado, sempre deixou claro qual era a sua posição em relação ao que ele chamava de “arbitrariedades do MPF”, o que, dentro deste arcabouço revelado pelo The Intercept coloca também a força-tarefa da lava-jato no meio. Recentemente a Sub-Procu- radora Geral da República, LindoraAraújo,esteveemCuri- tiba/PR querendo ter acesso a dados das investigações da lava-jato, o que além de ser estranho à forma como o MPF trabalha, acabou causando um desconforto nos procuradores que integram a lava-jato sendo que três deles, em protesto, acabaram pedindo demissão. O que muitos procurado- res enxergam é um movimento interno na PGR para desmontar a lava-jato, pois além das liga- ções de Aras com investigados que se sentiam prejudicados pela operação, agora se tem do outro lado o fato de que o processo contra o Presidente oriundo da denúncia de Sérgio Moro estava sendo investigado pela mesma equipe que atua na lava-jato, inclusive dos três procuradores que pediram demissão. Nesse sentido nota-se que há um interesse maior nesses desmonte, pois ele pode favo- recer diretamente o Presidente da República. Informações de repórteres investigativos apon- tam que Aras queria que os relatórios do MPF tendessem a arquivar o processo contra o Presidente. Um nome que também veio à tona recentemente, depois de muito tempo apagado, foi do Procurador Deltan Dallag- nol sobre fatos denunciados a muito tempo por investigados que é a interferência ilegal do FBI nas investigações da lava- -jato. Essa evidente ilegalidade apontada foi revelada também peloTheInterceptBrasilatravés de conversas que demonstram que Dallagnol pulou etapas legais, mantendo contato direto com o FBI para obter extradição e monitorar investigados da lava-jato nos EUA sem passar pelos gabinetes brasileiros do MPF que tratam das relações de cooperação internacional com órgãos estrangeiros de investi- gações. Nesse cabo de guerra entre umaoperaçãoquemuitasvezes atuou ao arrepio da lei para combater a corrupção e que foi a base para a eleição vitoriosa de Bolsonaro e agora as revela- ções de interferência do Presi- dente na Polícia Federal aliadas às investidas de Aras contra a própria lava-jato farão o Brasil voltar ao patamar de país sele- tivo no combate à corrupção? O combate a corrupção vale a qualquer preço, mesmo de forma ilegal? Vamos esperar para ver o desenrolar dessa história. PGR x Lava-Jato e as relações de Dallagnol
  • 3. Ariel Cipola Repórter O s dias 15 e 29 de novem- b r o s e r ã o as novas datas do Primeiro e Segundo Turno, respecti- vamente, das eleições muni- cipais deste ano, em razão da pandemia da Covid-19. O Congresso promulgou a Emenda Constitucional 107, decorrente da Proposta de Emenda Constitucio- nal (PEC) 18/2020, que foi aprovada em dois turnos por senadores e deputados. Vamos saber como votaram os senadores e deputados da bancada alagoana? O texto-base da PEC 18/2020, votado no Senado atingiu um total de 81 votos, dos quais 67 senadores votaram favoráveis ao adia- mento, 8 contra, 2 se absti- veram, 3 estavam ausentes e 1 não votou. Entre os sena- dores de Alagoas não houve consenso: Fernando Collor (PROS) votou contra; Renan Calheiros (MDB) se absteve e Rodrigo Cunha, a favor. A Câmara Federal regis- trou 513 votos, 402 deputados foram favoráveis ao adia- mento das eleições; 90 contra; 4 se abstiveram e 17 estavam ausentes. A bancada fede- ral de Alagoas também ficou dividida. Dos nove deputa- dos,4votaramafavor(Arthur Lira-PP; Paulão-PT; Severino Pessoa-RepublicanoseTereza Nelma-PSDB. E quatro foram contrários ao adiamento (snaldo Bulhões-MDB; Marx Beltrão-PSD; Nivaldo Albu- querque-PTB e Sérgio Toledo- -PL. João Henrique Caldas –JHC- (PSB) se absteve. Entre os pré-candida- tos à Prefeitura de Maceió, Ronaldo Lessa (PDT), Alfredo Gaspar (MDB) e JHC (PSB), houve consenso sobre a decisão. Para eles, o Congresso acertou nesse momento de pandemia. Para Lenilda Luna (UP), seria necessária essa posição de bom senso no Congresso, mas o adiamento das eleições não é o suficiente. 3O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 PODER redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Barreiras sanitárias e distribuição de máscaras NO CENTRO Rafaela Pimentel Ascom No primeiro dia em que a Fase Laranja do Plano de Distanciamento Social Controlado começa a valer em Maceió, o Governo do Estado adota medidas sanitárias preventivas mais rigorosas e fiscalização intensificada na capital. Já na sexta-feira (3) come- çaram a ser implantadas 12 barreiras sanitárias em pontos estratégicos do Centro da cidade, que contam com um técnico de enfermagem da Secreta- ria de Saúde (Sesau) para aferir a temperatura da população no local. A ação acontecerá sempre de 10h às 17h, período em que as lojas de rua de até 400m² comfuncionamentopermi- tido estarão abertas. Em reforço a estas medidas preventivas, o Estado realiza também a distribuição de másca- ras viabilizadas por meio do projeto Proteção para Todos, da Secretaria de Desenvolvimento Econô- mico e Turismo (Sedetur). Ao todo, serão entregues, ao longo das próximas semanas, inicialmente 5 mil kits, totalizando uma média de 15 mil máscaras produzidas por profissio- nais do setor de confecção de Alagoas, nas principais ruas do Centro. Além da região, os bairros do Jacin- tinho e Cleto Marques Luz também recebem a ação a partir desta sexta com a entrega de mais 2.500 mil kits para cada. Outro eixo que será intensificadonoperíodode mudançasdefasesdoPlano de Distanciamento Social Controlado é a fiscalização. Além da Guarda Muni- cipal, equipes da Ronda no Bairro estarão em dife- rentes pontos do Centro de Maceió para assegurar a ampliação das ativida- des de monitoramento da população e dos estabeleci- mentos, que devem seguir recomendações gerais e específicas previstas no Protocolo Sanitário, publi- cado no Diário Oficial do Estado no último dia 15 de junho. “Estas ações integrada- mente irão permitir uma retomada segura, contro- lada e gradual dos segmen- tos da nossa economia. Em parceria com a Secretaria de Saúde, vamos acen- tuar as medidas sanitárias preventivas em pontos estratégicos da capital e garantir mais proteção a população por meio da distribuição de máscaras nos locais com maior possi- bilidade de aglomeração. Neste momento, vamos precisar de todo o apoio do setor produtivo e dos trabalhadores no cumpri- mento das regras sanitárias e, sobretudo, do cidadão que passa a ser um grande aliado do Estado enquanto fiscal dos estabelecimen- tos”, corrobora o secretá- rio de Desenvolvimento Econômico, Rafael Brito. Pré-candidatos aprovam o adiamento das eleições/2020 COMO VOTOU A BANCADA ALAGOANA e as opiniões dos pré-candidatos à Prefeitura de Maceió sobre mais um mês de campanha Ronaldo Lessa “Achei a medida correta.Talvez tenha sido um pouco preci- pitada, porque se não houver uma redução grande nessa contaminação e nos óbitos o ideal teria sido passado logo para dezembro, ao invés de 30, 40 dias se dava logo 60, talvez fosse mais prudente. Porém, foi melhor do que manter na data que estava prevista. O principal motivo na minha visão é a questão da participação do povo.A eleição é um momento de festa da democracia.É um momento de respeitoondeaspessoassemanifestam.Comessapande- mia,o mais correto é adiar.Não foi para dezembro como eu achavaquedeveriaser,masjáéumamedidamelhordoque manter em outubro”,disse Lessa. João Henrique Caldas “A mudança é importante, pois preserva a alternância no poder, própria da democracia, e confere tempo ao país para que possa adequar seu processo eleitoral à reali- dade impostas pela Covid-19. Tenho evitado ao máximo falar de eleição neste momento para focar apenas nos cuidados com a saúde da população e recuperação da economia. Considero essa uma medida importante neste momento. Apesar disso, como pré-candidato, e por, em tese,terconflitodeinteresse,entendiporbemmeabster”, disse ele. Alfredo Gaspar “Vejo como uma decisão acertada do Congresso Nacio- nal, juntamente o Poder Judiciário e Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ouvindo a ciência e a classe médica, tendo como objetivo a preservação da vida das pessoas. Além disso, um mês a mais dará oportunidade de apro- fundarmos nossos estudos sobre os problemas da cidade, aperfeiçoando as soluções possíveis”, destaca Alfredo Gaspar. Lenilda Luna “Chegamos a mais de 60 mil mortos no país. Vítimas da total irresponsabilidade do Governo Federal para lidar com a pandemiadeCovid19.OCongressoprecisavaterumaposi- ção de bom senso. Mas adiar a votação não é o suficiente. Vaiserprecisoorganizaressepleitodentrodeparâmetrosde segurança sanitária,garantindo o exercício democrático do votosemcolocaremriscoaindamaisasaúdedosbrasileiros e brasileiras”,afirma Lenilda Luna,da Unidade Popular.
  • 4. Iracema Ferro Repórter S e engana quem pensa que o Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), queseorgulhadeterasForças Táticas mais operantes, resume sua atuação a proble- mas envolvendo roubos de veículos, blitze e fiscalização de trânsito. Embora essas sejam algumas de suas atri- buições, a unidade tem se destaca em outras atuações, como apreensão de armas de fogo e substâncias entorpe- centes. Isso mesmo. Somente neste primeiro semestre do ano foram apreendidas 10 armas de fogo e pouco mais de 40 quilos de drogas apre- endidos, entre maconha (prensada e in natura), coca- ína e crack. AUTUAÇÕES NA PANDEMIA “Pareceestranhoumsaldo deste para uma unidade da nossa natureza, mas antes de sermos do Batalhão de Polícia de Trânsito, somos da Polícia Militar e temos uma equipe bastante atuante, que recebe muitas informações e nunca se nega a apoiar opera- ções de outras unidades nem deixa de ir em busca quando percebe algo suspeito, que em geral termina em prisões e autuações em flagrante”, explica o comandante do BPTran, tenente-coronel Felipe Lins. Ele destaca que mesmo com praticamente metade deste primeiro semestre ter sido de isolamento social, ou seja, período em que as pessoas deveriam estar mais tempo em casa e saindo somente em situações extre- mamente necessárias (como para comprar alimentos, remédios, socorrer alguém ou trabalhar para quem exerce suas atividades em serviços essenciais), as ocor- rências relacionadas a trân- sito não declinaram. Somente neste semestre foram feitos 3.741 Autos de Infração de Trânsito (AIT), 19 motoristas foram flagra- dos embriagados condu- zindo veículos, sendo que sete deles no período da pandemia, outros 42 condu- tores se recusaram a fazer o teste do etilômetro, embora apresentassem sinais claros de embriaguez. VEICULOS RECOLHIDOS Foram recolhidos 66 Certificado de Registro de Veículo (CRVs) contendo alguma irregularidade e 189 Carteiras Nacionais de Habi- litação (CNHs) foram reco- lhidas por diversos motivos. O número que mais impres- siona é a de veículos reco- lhidos: 8.642. Esse montante corresponde aos carros e motos sem documentação regularizada, conduzidos por pessoas inabilitadas, com chassis adulterados, placas clonadas ou adulteradas, entre outras irregularidades. O BPTran também somou 60 prisões em flagrante pelos mais diversos motivos. “Nossa tropa não tem preguiça e gosta do trabalho policial: é a isso que atribuo nosso sucesso nas operações, blitze e no trabalho em geral. Nossa Força Tática é muito motivada e atenta”, defende o comandante. Em situações suspeitas, as Forças Táticas do BPTran realizam abordagens em diversos pontos da cidade Apreensão de substâncias entorpecentes tem sido uma constante no BPTran 4 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 ESTADO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br FT do BPTran apreende 40 kg de drogas e 10 armas de fogo AÇÕES VÃO ALÉM DO TRABALHO propriamente de trânsito,como blitze,fiscalização e operações envolvendo roubos de veículos
  • 5. PUBLICIDADE 5O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br
  • 6. 6 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 SOCIAL redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br EM SOCIEDADE Jailthon Sillva jailthonsilva@yahoo.com.br Contatos: 3522-2662 / 99944-8050 REFLEXOS E REFLEXÕES Comopropositivoqueotema/assunto“ReflexoseReflexões Gerontológicasfrente ao Envelhecimento e a Velhice em tempospandêmicos,sejadenotadoehistoricizado,aparce- ria OIA–Observatório do Idoso em Alagoase IIECG– ideias &IdeaisCursoseEventosGerontológicospromovemnodia 11 de julho, as 14 horas, mais um Encontro Observacional Sociotecnológico. O evento virtual é o terceiro a ser reali- zadoem forma sócio-interacionista com a população, uma vez que a parceria executava de forma remota, somente, encontros do Clube Social eVitual 60+.O encontro que vai ser transmitido pela Meet Google (link através do whatssap 996931541)terá como mediado este colunistado Poder Grisalho – Francisco Silvestre - e os mobilizadores/temá- ticos são: a psicogerontóloga Cristina Magno (proª facilita- dora da Unicisati); a fisioterapeuta Fátima Machado(profª discip. Gerontologia e Geriatriaem Fisioterapia) e a Ed. Física Dênia Bastos (coord. Projeto Longeviver). Como propostaeminentedarealização,omicrofoneestaráaberto para relatospertinentes dos gerontos participantes. Nesta pandemia que estamos sobrevivendo, o segmento das pessoas idosas foi o que mais recebeu destaques para cuidados preventivos devido as pessoas que formam esse grupo estarem mais sujeitas a maioria das infecções respiratórias, principalmente virais.Contudo uma outra parcela deste segmento careceu ainda mais de atenção. São os idosos que vivem asilados. Comumapopulação estimada em 110 mil idosos, sendo que deste montante 60 mil moram em instituição públicas ou filantrópicas, aatenção para esse publico começou a preocupar mais aindaquandoonúmerodeóbitosficaramalarmantesneste períy. Medidas emergenciais foram formuladaslogo que a grande maioria dos asilos brasileiros tem condições para o acolhimento precário.Aqui em Alagoas a situação ainda é mais preocupante. Com 17 instituições cadastradas no Conselho Estadual da Pessoa Idosa todas passam necessi- dadesfinanceiras.Mas,oquemaisespantaéqueogoverno federal liderou 3,5 milhões, através de uma parceria entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) e numa relação publicada pelo ministério só figurou 02 insti- tuições alagoanas da sua totalidade. ABRIGOS DE IDOSOS DEDICAÇÃONECESSÁRIA Com o passar dos tempos,quais estamos vivenciando,momentos de diversos tipos de crises pessoais, comunitárias efamiliaresse compu- seram emdesafios que foram ultra- passados de forma salutar e outros insalutíferos.Crises essasreflexos decorrentesdeumainusitadaebizarra pandemia que nos conduziu a um inconfortável isolamentoque passa- mos a enfrentar como ensinamentos ou experiências ocasionais. Mas, um fato pandêmico vai alémdos percalços experimentados nesse tempo, que de formaextraordináriaestá acontecendo e queficará marcado para sempre nas vidas dos que são progenitores: a avôternagem e avóternagem. Com o significado semelhante a maternagem e a partenagem, os avós e avôs que são outorgados por variados motivosa zelar pelos seus netos devem estar passando por mais uma situaçãobem torturante. Respeitantes e respeita- dores das novas ordens sociais de prevenções ao coronavírus, os avós e avôsenvolvidostiveramaindaderesis- tir ou se adaptar maturamente a nova ordem social do“fique em casa”eape- sardisso,suportarodistanciamentoeo isolamentodosnetos. RELATOS PROGEMITORES Contar histórias, dá conselhos, presentearintuitivamente, preparar e oferecer deliciosos bolos e iguarias diversas são uma das principais dedi- cações que fortalecem asrelaçõesa- voternais. Nas sociedades modernas destacam-se também outras formas de familiarizaçãoque são construídas ocacionalmentee tem outros valores maximizadosnasafetividadesfamilia- res.Porém,essasmençõesempíricas- mesmo carecendo de observações e hipóteses baseadas teses, podem serem solidificadas em relatos históricos descortinados pela crise pandêmica que estamos passando. Aproveitando o ensejo que o dia dedi- cado aos avós será o dia 26 de julho, na véspera dia 25 de julho,sábado,as 14horas,teremosumencontrovirtual comemorativo. O tema tem como título: Avóternagem / Avôternagem, Autonomia, Longevidade e Vivências Pandêmicas. O evento será transmi- tido pela Meet Google (link através do whatssap 993285237). Participa- ção especial da proª Sara Cerqueira, coordenadora do projeto de extensão Universidade daTerceira Idade / Uneal e uma série de relatos ilustrativos que adornaram a temática. PODERGrisalho Francisco Silvestre silvestreanjos@bol.com.br CORONAVÍRUS Ditadospopulareseprovérbiosparaosmaisvividos,nasuaépoca de formação juvenil foram recados de alertas e para reflexão, citados por seus pais quando imaginavam algum perigo vital,ensi- namento educacional, ou mesmo em substituição ao que chama- vam de“surras”,“sovas”,“palmadas”...no sentido de espertar para não serem surrados pela vida mais tarde neste pandêmico, neste bloco nós vamos reviver mais umditado, que se bem interpretado pode alertar e ser benéfico para os Coroavívus de plantão.Estamos falando damemorável máxima:“seguro morreu de velho”.Trocando em miúdos,testemunhando que aindaocoronavírus está em tempo deprevalêncialatenteequeMaceióentrounafaselaranja(sextafeira, dia 02 de junho) com a abertura de novos setores da economia,é maduroeconscientequeoscoroavívuslembremtambémdeoutros ditos populares ilustrativos que com certeza servirão como preven- ção:“cobra que não anda não engole sapo”,“árvore oca cai por pouca” e “é melhor prevenir do que remediar”. Portanto, o “fique em casa”ainda pode ser um bom antídoto eum ótimo antiviral.Até porque,comércioabertonãoquerdizerqueocovid-19,acabou. PODEROSO | O amigo Diogo Brito, se destaca em suas belas fotos pelas viagens no mundo a fora LUXOTOTAL |Toda beleza da cirurgiã-dentista Laura Maria,curtindo intensamente momentos incríveis em sua nova vida.#aplausos JULHO AMARELO Julho é o mês da conscientização de hepatites virais e câncer ósseo. O mês foi escolhido pelo Ministério da Saúde e pelo Comitê Estadual de Hepatites Virais. A cor foi escolhida por ser o tom que os olhos dos infectados geralmente ficam quando a doença se manifesta,no fígado. IN DESTAQUE | Ela Coach de Estilo,AmandaVas,Ele Jorna- lista e Cronista Social,Marcos Leão,ambos são sucesso na CapitalAlagoana TODA ELA | Sempre linda,Aline Rijo é destaque in Maceió MADE IN SERGIPE | O sargento Jailson Lourival,recebeu ontem,dia 04,os parabéns por mais uma aniversário.No click ele posa ao lado de sua amada esposa DetinhaAragão. Felicidades sempre!
  • 7. PUBLICIDADE 7O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br
  • 8. Primeiramentevamosentenderoque é herança,ok? Então,a herança é o conjunto de bens,direitos e obrigações queserãotransferidosparaosherdeiros de uma pessoa falecida.Os herdeiros, ousucessores,sãoaspessoasquetêm o direito,previsto na lei,de receberem essepatrimônio.Quandohámaisdeum herdeiro a herança será dividida entre eles, também de acordo com critérios definidos na Lei.De forma geral, é o CódigoCivilquedefineessasregras. O que muita gente não sabe é que a indenização do seguro de vida não faz parte da herança,ou seja,indenização dosegurodevidanãoéherança. Essa é uma dúvida recorrente. E para evitar confusão num momento tão delicado,é melhor conhecer as regras. Geralmente, os herdeiros esperam receber a indenização, mas ela pode não ser paga a eles. Quem recebe a indenizaçãosãoaspessoasquetiverem sidonomeadasnocontratodeseguro. Quando uma pessoa contrata um seguro de vida ela deve indicar quem serão os beneficiários no caso de seu falecimento.Pode ser uma pessoa só, oumaisdeuma,quereceberáparcelas daindenização. O segurado também pode definir quanto cada beneficiário deverá rece- ber. Assim, o valor da indenização poderá ser dividido em partes diferen- tesparadiferentesbeneficiários. Quemescolheosbeneficiárioseovalor do benefício é o segurado.O segurado é a pessoa que contrata o seguro e pagaasprestaçõesdoseguro(prêmio). Umapessoaquepossuitrêsfilhospode contratar um seguro de vida e nomear um irmão como único beneficiário. Neste caso, os filhos não receberão nenhumapartedaindenização. A divisão do valor é livremente definida pelo segurado.Ele pode indicar que um filho receba 30% da indenização, outro receba 70% e um terceiro filho não receba nada.Assim, o que vale é a vontade do contratante no momento dacontratação. Ovalorserápagopelaseguradoradire- tamente ao beneficiário, quando ela receberacomunicaçãodoóbito.Como esse valor não é parte do patrimônio do falecido, sobre ele não incide o Imposto deTransmissão Causa Mortis eDoaçãodeQuaisquerBens(ITD),que recaisobretodososbensdaherançae deve ser pago no ato da transferência dosbensaosherdeiros. E se o segurado não indicar os beneficiários?Aí sim, neste caso, os herdeiros necessários poderão rece- ber a indenização.É o que determina o artigoArt.792 e seu § único do Código Civil.Deacordocomalei: “Na falta de indicação da pessoa ou beneficiário,ou se por qualquer motivo não prevalecer a que for feita, o capi- tal segurado será pago por metade ao cônjuge não separado judicialmente,e o restante aos herdeiros do segurado, obedecida a ordem da vocação here- ditária. Parágrafo único. Na falta das pessoas indicadas neste artigo,serão benefici- ários os que provarem que a morte do seguradoosprivoudosmeiosnecessá- riosàsubsistência”. Em geral, os contratos de seguro de vida e de acidentes pessoais costu- mam prever esta hipótese. Assim, costuma estar descrito no contrato: não sendo indicados os beneficiários, considera-se os herdeiros necessários parapagamentodaindenização. Os herdeiros necessários são as pessoas indicadas no artigo 1.845 do Código Civil (descendentes,os ascen- denteseocônjuge). Em algumas empresas, as Conven- ções Coletivas deTrabalho ouAcordos Coletivos preveem como benefício do emprego um seguro de vida. É ideal o empregado indicar na apólice de seguro seus beneficiários no mesmo momento que assinar o contrato de trabalho. Contudo, não raro, isso não acontece.Geralmente os beneficiários serãoosherdeirosnecessários. Conclusão Em suma,a indenização do seguro de vida não é um direito hereditário. Ou seja,o dinheiro do seguro não entra na herança.Osegurodevidaéumaforma de proteção.Ele visa garantir que uma pessoa, escolhida pelo contratante, receba uma indenização no caso de sua morte. O evento coberto costuma ser a morte acidental ou por causas naturais. É muito importante observar as cláu- sulas excludentes da cobertura. Elas preveem hipóteses nas quais a indeni- zação pode não ser paga,por exemplo morte decorrente de doenças pré- -existentes. Se um cardíaco contrata um seguro de vida e sofre um infarto fulminante, os beneficiários não rece- berãoaindenização. Espero que tenha gostado do tema dessa semana e sempre que vocês desejarem enviem suas dúvidas para meu e-mail. Não deixem de acompa- nhar as novidades em minhas redes sociais.Até a próxima se Deus quiser! Bom final de semana para todos! Grandeabraço! 8 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 MOMENTO SEGURO redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br DjaildoAlmeida Corretor de Seguros - djaildo@jaraguaseguros.com Indenização do seguro de vida não é herança
  • 9. PUBLICIDADE 9O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br
  • 10. 10 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 ESPORTES redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Longe do mundo da bola, mas perto da magia da literatura JOVEMATÉJOGOUFUTEBOLPROFISSIONAL,masdificuldadeslhe“empurraram”paraentendimentodojogoforadasquatrolinhas JOGODuro Jorge Moraes jorgepontomoraes@gmail.com Thiago Luiz Estagiário E s t u d o s e carreira profis- sional são fato- res que dificilmente andam juntos na vida de um atleta de futebol ou de qualquer outra modalidade. Por estarem focadosnosonhodechegarao topo da profissão de jogador, os adolescentes e jovens são, quase sempre, “forçados” a escolherem um caminho para percorrer. Ou os estudos, ou o esporte. Mas, tão importante quanto correr atrás do sonho, é zelar pela intelectualidade. Seguindo, ou não, a carreira de jogador, o conhecimento é um aliado que não se importa com classe, profissão, cor ou gênero. E foi, justamente, com essa ideologia que nasceu o maiorprojetoqueabordarese- nhas e trabalha com venda de livros nas redes sociais, o Lite- ratura & Futebol. Encabeçada pelo “faz tudo” [fundador, vendedor, blogueiro] Léo Lyra, a página nasceu em 2017. Mas, para entender o começo dessa história, é preciso voltar alguns anos da vida do estu- dante de biblioteconomia da Universidade Federal de Alagoas (Ufal).Até os 18 anos, o baiano tentou, e até conse- guiu, se profissionalizar como atleta de futebol. No entanto, a precariedade, as dificulda- des do mundo da bola longe da fama e graças à insistência de sua mãe, o jovem desper- tou o interesse pela leitura quando ainda estava “dentro de campo”. “Eu percebi que não sabia mecomunicarcomaspessoas. Se o assunto não fosse futebol, parecia que eu não entendia nada. Minha mãe sempre pegou muito no meu pé para que eu estudasse, lesse e tivesse contato com outras línguas, porque eu passava muito tempo viajando, ou na concentração”, afirmou Léo. A pressão da mãe e a curiosidade fizeram o então jogador de categorias de base procurar livros que desper- tassem o seu interesse. Logo de início, o foco eram livros de comediantes brasileiros, já que ele tem afinidade com o humor nacional. Mas, diante docenárioqueeleencontrava, não teve saída. A busca por obras que falassem do e sobre futebol começou. Criar o hábito de leitura, segundo ele, não foi difícil por estar lidando com um assunto que ele gostava. Ao terminar de ler os livros, Léo postava no Snapchat [app em alta à época]. Ao ver a interação das pessoas,elefoitomandogosto e pensou em criar um perfil de trabalho nessa linha. Só um ano depois a ideia saiu do papel e foi para a prática. Em 2016, quando se profissionali- zou, o atleta preferia ler a sair para beber e se divertir com os demais companheiros. Por esse costume, ficou conhecido como “doutor” no time em que jogava. Em 2017 nasceu o Litera- tura & Futebol, que só tinha uma foto do acervo pessoal de livros de seu fundador. Léo não entrou no perfil do Instagram por alguns meses e, quando voltou, se surpre- endeu com o número de comentários e seguidores, que hoje passam de 10 mil. Um dos seguidores era o zagueiro Wallace Reis, que à época jogava pelo Vitória, time do coração de Léo, que inclusive é torcedor do Leão. Da interação, foi marcada uma entrevista, que resultou num texto e no início de fato das atividades do projeto. As vendas de livros geram uma renda, mesmo que não muito grande,parajustificarotempo investido no trabalho. E como conselho de quem já passou pelo mundo da bola e conheceu a importância dos estudos,Léofinalizadeixando umrecado:“Quemnãoconse- gue se profissionalizar tem umavidapelafrente.Emesmo quem conquista esse sonho, tem uma carreira muito curta. Os livros podem te dar um entendimento muito maior que serão relevantes para todas as áreas da sua vida, inclusive no entendimento de jogo e tomada de decisões dentro das quatro linhas”. O futuro começou no futebol No Mundo já não é novidade. No Brasil, também não, umavezqueaLiveFCjáfaztransmissãopeloYouTube há pelo menos dois anos, e o exemplo disso é a Copa do Nordeste. Agora, em se tratando de clubes, individu- almente, como foi o caso do Flamengo, na quarta-feira da semana passada, com transmissão para o Brasil e o Mundo, no jogo diante do Boa Vista pelo Campeonato Carioca, podemos registrar como um fato inédito. Sem nenhuma dúvida, o Flamengo foi o precursor. Não sou torcedor do Flamengo, mas torço pelo profissionalismo e a competência de quem faz. A FLATV conseguiu fazer um trabalho espetacular. Contratouumaequipeprofissional,comcâmerasespalha- dosportodooMaracanã,imagensesomperfeitos,efeitos especiais e um quarteto formado por locutor, comenta- ristas, entre eles o ex-goleiro e ídolo do Flamengo, Raul Plasman, e uma repórter para levar emoção e todas as informações precisas e possíveis de um grande espe- táculo. No decorrer do primeiro tempo, a transmissão já atingia a casa de 4 milhões de pessoas inscritas - inclu- siveaminha-ebateuumrecordedecomentáriosdurante o jogo,fechando a transmissão com mais de 5 milhões de pessoas e uma arrecadação espetacular,mesmo que não tivesse cobrança para assistir, só um QR Code disponível natelaparareceberqualquervalordasuaimensatorcida. Depois desse fato marcante na história do futebol,a Rede Globo de Televisão informou aos 11 clubes cariocas e à Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro que o contrato com a emissora para a transmissão do restante do campeonato estava cancelada,mesmo que a empresa tenha dito que vai honrar com o compromisso financeiro de toda a temporada. Cheguei à seguinte conclusão: se é esse mesmo o caminho para todos os clubes brasileiros, com a Medida Provisória do presidente Jair Bolsonaro, tenho lá minhas dúvidas,mas que o futuro já chegou,não tenho dúvida nenhuma. l O que parecia um“céu de brigadeiro” virou um pesadelo para o CSA. Com a desistência do terreno que seria doado pela Prefeitura de Rio Largo, que não teve o aval da Câmara de Vereadores, o clube procura outro local, que pode ser até em Rio Largo, Benedito Bentes ou até o próprio CT do Corin- thians Alagoano, onde o clube já está, sem o menor inte- resse do presidente RafaelTenório; l Ograndeproblemaéqueumgrupodeconselheirosnão quer que o CSA saia de Maceió e perca a sua identidade, comoocorreucomoCRBquefoiparaaBarradeSãoMiguel e tem gente no CSA dizendo que o rival está em Roteiro, mais longe ainda. O novo terreno está quase comprado, mas a briga interna impede que o negócio seja fechado. A discussão interna é grande. ALFINETADAS...Como pensam os outros? Certamente que essa Medida Provisória do Bolsonaro não vai atin- gir todos os clubes brasileiros.Os chamados pequenos não serão nem ouvidos pelas emissoras de televisão para transmissão de seus jogos. Ou melhor: não serão nem enxergados. Para discutir diretamente o assunto, cara a cara, só mesmo quem tem torcida grande, prestígio e força na palavra.A MP pode abrir uma discus- são com Flamengo, Vasco da Gama,Corinthians Paulista,Palmei- ras, São Paulo,Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional,Athlético Paranaense e até o Cruzeiro, mesmo em baixa e se preparando para disputar a segunda divisão do futebol brasileiro, mas com todos os clubes,acredito que não. Discussão longa Mesmo que a Medida Provisória venha a se transformar em Lei pelo Congresso Nacional, e acredito muito nisso depois de uma longa discussão, ainda não terá uma ampla abrangência para os próximos anos. É possível que nos campeonatos estaduais, uma Copa do Nordeste, até uma Copa do Brasil, eventos para 2021, o assuntosejaabordado,masemrelaçãoamaisimportantecompe- tição do país, que é o Campeonato Brasileiro das Séries A e B, a Rede Globo deTelevisão ainda detém os direitos para transmissão até 2024,e nem a MP,nem a Lei,podem retroagir para prejudicar. Por isso,tem muita confusão ainda pela frente. A volta dos campeonatos A maioria dos estados brasileiros já decidiu que os campeona- tos estaduais vão retornar nos próximos dias, como é o caso de Pernambuco, que já começa, agora, no próximo dia 8. Alguns outros resolveram encerrar definitivamente as competições,como no Norte,sem a definição de quem é o campeão.No Mato Grosso do Sul a federação informou que a temporada desse ano vai ser disputadaemnovembroedezembro.Logodepois,jáemendacom o campeonato de 2021. No Norte e no Mato Grosso é fácil fazer assim, pois os estados não tem representação no Campeonato Brasileiro - Séries A e B, deixando muitas datas disponíveis para suas regiões. E o alagoano? Mesmo que a FAF insista em dizer que trabalha para a volta e a conclusão do Campeonato Alagoano, os dirigentes de clubes não acreditam nessa possibilidade. Essa semana, Raimundo Tavares, homem forte do futebol do CSA, deixou bem claro que a competi- ção não deveria voltar. Para que isso ocorra, os clubes do interior precisam de um tempo para procurar jogadores, acertar os novos contratos, a chegada do grupo, de um prazo para treinamento e, só depois disso, jogar o restante do estadual em data ainda inde- terminada.Além disso,ele perguntou quem é que vai bancar essa volta,com jogos sem torcida nos estádios? LéoLyra:acarreiradofutebolécurta
  • 11. 11O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 Estudarláfora redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br Alyshia Gomes alyshiagomes.ri@gmail.com Bolsa para MBA na Ohio State University Interessados em fazer um MBA nos Estados Unidos tiveram, ontemaoportunidadedeconversarcomumex-bolsistadaescola de Negócios da Ohio State University em um webinário que dava dicas para os possíveis futuros bolsistas. A instituição oferece importantes e interessantes oportunidades para estudantes. Por isso, repasso, aqui, algumas informações para os que não puderam participar. Fisher College of Business, a Escola de Negócios da Ohio State University, logo abrirá candidaturas para seu programa de MBA e outros mestrados profissionais, muitos com bolsa integral. Os selecionadosterãoaoportunidadedefazerumcursoquecombina teoria e prática dentro de uma perspectiva global. Segundo a instituição, mais de 90% dos formados na escola conseguem empregoemmenosdetrêsmesesapósaconclusãodosestudos. The Ohio State University possui vários programas de apoio para alunos de MBA.Eles incluem bolsas,empregos de meio período e financiamento e todo estudante admitido nos cursos é automati- camente considerado para receber algum auxílio financeiro. O programa Scholarship for the Americas foi criado para atrair um número maior de estudantes daAmérica do Sul e daAmérica Central.Além de isenção total de matrícula por dois anos,a bolsa inclui um auxílio mensal de 1.435 dólares. Os bolsistas devem ajudar no Escritório de Programas de Pós-Graduação para aumentar o recrutamento de estudantes daAmérica Latina. Oscandidatosdevemficaratentosaoprazoparaenviodos seguintes documentos para candidatura: * Histórico acadêmico; * Resultado do GMAT ou GRE; * Certificado de proficiência em inglês (TOEFL ou IELTS); * Currículo; * Cartas de recomendação Oscandidatosdeverãoescreverpersonalstatementsobrigatórios. Os textos são uma oportunidade para que se apresentem e falem sobre a sua experiência, seus objetivos e o que os diferencia dos demais candidatos. A Fisher College of Business se interessa por aptidão acadê- mica, realizações profissionais, potencial de liderança, capaci- dade de colaboração e trabalho em equipe e perfil pessoal. Em caso de dúvidas, é possível entrar em contato através do e-mail fishergrad@fisher.osu.edu. Uma vantagem interessante para aqueles que queiram se candi- datar é que a Ohio State University tem um escritório no Brasil, o BrazilGateway.Interessadospodementraremcontatocomotime do escritório para suporte e podem ainda seguir as páginas nas redes sociais e/ou se inscrever para receber a newsletter mensal onde eventos e oportunidades relacionadas são postadas diaria- mente. Bolsa de Doutorado Sanduíche - EUA Fonte: Comissão Fulbright Brasil Estudantes brasileiros de doutorado em todas as áreas do conhecimento podem se candidatar a até 30 vagas de Doutorado Sanduíche nos EUA de nove meses de duração com início em agosto/setembro de 2021 e término em abril/maio ou junho de 2022. Requisitos: * Possuir nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana; * Estar matriculado em curso de doutorado no Brasil; * Ter proficiência em inglês; * Residir no Brasil no momento da candidatura e durante todo o processo de seleção; e * Não acumular esta bolsa com outras para doutorado no exterior com o intuito de estender o período de estágio. Os bolsistas terão os seguintes benefícios: * Bolsa mensal de acordo com a localidade da instituição americana; * Passagem aérea internacional; * Auxílio instalação de US$ 1.000; * Auxílio para participação de eventos acadêmicos/científicos nos EUA, após aprovação,de até US$ 1.000; * Auxílio para aquisição de livros de US$ 300,00; * Orientação Pré-Partida em São Paulo; * Treinamento intensivo de inglês (se aplicável)*; * Seguro para acidentes e doenças limitado (ASPE – Accident and Sickness Program for Exchanges); * Visto J-1. Mais informações em https://fulbright.org.br/edital/doutorado-nos-eua/ . Bolsa de Doutorado e Pós-doutorado - Argentina Fonte: Comissão Fulbright Oprogramaofereceaté10bolsasdestinadasajovensdoutoresemqualquerárea do conhecimento,que foram recentemente contratados em caráter permanente em Instituições de Ensino Superior brasileiras. Os candidatos selecionados poderão realizar pesquisas,ministrar palestras e/ou apresentar cursos/seminários para a pós-graduação em Instituições de Ensino Superior ou Centros de Pesquisa nos Estados Unidos, com duração de três ou quatro meses. Requisitos: * Ter nacionalidade brasileira e não ter nacionalidade norte-americana; * Ter concluído o doutorado após 31 de dezembro de 2013; * Sermembrodocorpodocenteeminstituiçõesdeensinosuperiorbrasileirasou de institutos de pesquisa em tempo integral; * Ter fluência em inglês, compatível com o bom desempenho das atividades previstas; * Permanecer no Brasil durante a seleção,afiliação e partida aos EUA; e * Não receber bolsa ou benefício financeiro de outras agências ou entidades brasileiras com o mesmo objetivo. Os bolsistas receberão os seguintes benefícios: *US$15,600paraquatromesesdepermanência,US$16,600paraduasvisitas de dois meses ou US$ 11,700 para três meses. Estes valores deverão cobrir as despesas de passagem aérea e manutenção nos EUA; * Seguro Saúde (ASPE); e * Taxa do visto J-1. Maiores informações em https://fulbright.org.br/edital/programa-professor- -pesquisador-visitante-junior/. BolsadeMBA-EUA Fonte:OhioStateUniversity Existem ainda outras bolsas de estu- dos,além da apresentada no início da coluna. Menciono, agora, o programa International StudentAmbassador,que oferecebolsade50%. Todososanos,algunsestudantesinter- nacionaissãoselecionadosparatraba- lhar como“embaixadores”da Fisher.O seu papel é auxiliar os futuros alunos noprocessodeadmissãodaescola.Os embaixadores ganham 50% de isen- ção de taxas e uma bolsa mensal de 715 dólares durante o ano acadêmico. Em troca, eles devem trabalhar dez horasporsemana. Para mais detalhes sobre o programa de MBA e as bolsas de estudos, veja o site da Ohio State University Fisher College of Business:https://fisher.osu. edu/graduate/ftmba
  • 12. 12 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br igor93279039@hotmail.comIGOR PEREIRA Chevrolet lança loja pop-up digital de seminovos A Chevrolet lançou o primeiro site integrado da sua área de seminovos multimarcas: www. chevroletseminovos. com.br. O site que estará no ar até o dia 31 de julho concentra todas as oportunidades de compra de seminovos disponíveis na rede de concessionárias da marca e ainda traz condições de pagamento especiais.”Não é só o cliente interessado em zero quilômetro que está mais digital. Nesse momento notamos uma procura do nosso público buscando seminovos que também quer comprar online, por isso trouxemos o conceito de loja pop-up para o digital. Serão 30 dias de condições imperdíveis para quem está de olho nos seminovos com a garantia da Rede Chevrolet”, destaca o diretor Executivo de Marketing da Chevrolet, Hermann Mahnke. Mercado reage e tem alta de 117% sobre o mês anterior Pela primeira vez desde o início da pandemia de coronavírus no Brasil o mercado de veículos leves superou a marca de 100 mil unidades emplacadas em um mês.Após resultados muito impactados pelo fechamento de concessionárias e Detrans, o volume de junho somou 122.790 automóveis e utilitários leves emplacados, segundo dados obtidos por Automotive Business. O resultado superou as expectativas de analistas e entidades do setor como Fenabrave e Anfavea. O total de emplacamentos registrados em junho é mais que o dobro do verificado em maio (56.639), representa alta de 117% sobre o mês anterior. ACONTECE esta semana CANCELADO O SALÃO DE GENEBRA DE 2021 Os organizadores do Salão de Genebra, na Suíça, informaram que a feira anual, que ocorre em março, não será realizada em 2021. O salão deste ano foi cancelado às vésperas da abertura por causa do novo coronavírus. O comitê da fundação que gerencia a feira informou que o cancelamento ocorre por questões financeiras e que pretende retomar o salão em 2022.Após uma pesquisa entre os possíveis participantes, na qual a maioria disse que provavelmente não estaria em uma edição de 2021 do Salão, entendeu-se por bem não preparar a edição do ano que vem. Na sequência do cancelamento da edição de 2020, a fundação pediu um empréstimo ao governo do estado da Genebra. Aston Martin cria moto exclusivamente para competição A Aston Martin divulgou as primeiras imagens da AMB 001 em testes. Primeira motocicleta da fabricante inglesa de esportivos, o modelo foi desenvolvido em parceria com a centenária marca Brough Superior.A AMB 001 será um modelo “de imagem”, assim como a H2R é para a Kawasaki e a Superleggera V4 para a Ducati.Aliás, outra similaridade com a superesportiva da marca japonesa é que o modelo da Aston só poderá rodar em pistas. Não há faróis, espelhos e piscas, itens de segurança obrigatórios para motos que circulam por vias públicas. RODASDUAS Os modelos BMW Série 3 e X1 produzidos na fábrica do BMW Group em Araquari ganham novas opções de cores.AstonalidadesPortimao Blue e Sunset Orange foram adicionadas à cartela de cores dos veículos produzidos e pintados em solo catarinense. Em um processo totalmente desenvolvido pela equipe brasileira, os profissionais da fábrica em Araquari foram os responsáveis por ações que vão desde a programação dos robôs responsáveis pela pintura, a parametrização, teste de qualidade e validação. “Nosso time coordenou os processos e tecnologias que permitiram novas cores serem adicionadas na nossa pintura, com eficiência e sem adição de custos, trazendo novas opções ao cliente do Brasil”, afirma Mathias Hofmann, Diretor Geral da fábrica do BMW Group em Araquari.Modelo mais vendido na história do BMW Group no mundo, o BMW Série 3 terá as opções Sunset Orange e Portimao Blue. A sétima geração do modelo foi lançada em março de 2019 no País e está comple- tamente reformulada, ainda mais tecnológica, interativa e com sistemas inéditos de condução semiautônoma. BMW Série 3 e X1 ganham mais duas novas opções de cores A Ford Ranger registrou dois marcos importantes em junho: tornou-se a líder do segmento de picapes médias, com 1.736 unidades, e atin- giu a maior participação de mercado da sua história, de 24,6%. As vendas da picape da Ford vem crescendo desde o lançamento da linha 2020, com inovações que foram muito bem recebidas pelos consumidores. Além do novo design dianteiro, suspensão recalibrada e um sistema que facilita a movimentação da tampa da caçamba, a Ranger introduziu tecnologias exclu- sivas na versão atual, lançada em 2019. Sistema de frenagem autônoma com detecção de pedestres, reconhecimento de sinais de trânsito, piloto automático adaptativo e sistema de permanência em faixa são alguns dos equipa- mentos que só ela oferece na categoria. “A Ranger tem hoje oconjuntomaiscompletopara atender tudo o que o cliente quer,sejaemtermosdedesem- penho, conforto e tecnologia como de custo de posse. Difer- entemente de outros segmen- tos da indústria, as picapes estão sofrendo menos os efei- tos do isolamento e a Ranger é o seu principal expoente, retornando ao mesmo pata- mar de vendas do período pré-Covid”,dizReinaldoFaga, diretor de Vendas da Ford. Ford Ranger assume a liderança das picapes DOIS MARCOS AMPLIAÇÃO
  • 13. PedroCabr al CORONAPANDEMIAISOLAMENTOCORONAPANDEMIAISOLAMENTOCORONAPANDEMIAISOLAMENTO Alagoas l 5 a 11 de julho I ano 08 I nº 384 l 2020 redação 82 3023.2092 I e-mail redacao@odia-al.com.br Envie crítica e sugestão para ndsvcampus@gmail.com Dois dedos de prosa Otexto de João Neto Félix Mendes vem de Santana do Ipanema e nos foi remetido graças à intervenção da jornalista Goretti Brandão, a quem agradecemos. Jaear- merson é professor universitário e conhecido nosso desde quando fomos interlocutores, na oportunidade da preparação de sua dissertação de mestrado. Sérgio Barroso é velho amigo. São três enfoques diferentes, três formas de estar com a pandemia e três agradeci- mentos que fazemos. É uma honra. A capa é de Eduardo Basto,s a quem agradecemos a grande colaboração que nos dá. Vamos ler! Sávio Almeida CAMPUSCAMPUSCAMPUSCAMPUS VIVENTES DAS ALAGOAS E A PANDEMIA (XII)
  • 14. É c o m p o e m a “Ainda assim eu me levanto, de Maya Angelo[2] que inicio meu relato sobre o novo coti- diano, esse isolamento social. O poema manifesto de 1978 representa muito bem meus anseios nessa pandemia, com a mesma força e necessidade do momento que foi escrito na luta por direitos civis, uma luta contra o racismo! Ele tem a força de nos provocar refle- xão e reafirma que apesar da pandemia, ainda assim, vou continuar de pé: Ainda assim eu me levanto Você pode me riscar da História Com mentiras lançadas ao ar. Pode me jogar contra o chão de terra, Mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar. Minha presença o inco- moda? Por que meu brilho o inti- mida? Porque eu caminho como quem possui Riquezas dignas do grego Midas. Como a lua e como o sol no céu, Com a certeza da onda no mar, Como a esperança emer- gindo na desgraça, Assim eu vou me levantar. Você não queria me ver quebrada? Cabeça curvada e olhos para o chão? Ombros caídos como as lágrimas, Minh’alma enfraquecida pela solidão? Meu orgulho o ofende? Tenho certeza que sim Porque eu rio como quem possui Ouros escondidos em mim. Pode me atirar palavras afiadas, Dilacerar-me com seu olhar, Você pode me matar em nome do ódio, Mas ainda assim, como o ar, eu vou me levantar. Minha sensualidade inco- moda? Será que você se pergunta Porquê eu danço como se tivesse Um diamante onde as coxas se juntam? Da favela, da humilhação imposta pela cor Eu me levanto De um passado enraizado na dor Eu me levanto Sou um oceano negro, profundo na fé, Crescendo e expandindo-se como a maré. Deixando para trás noites de terror e atrocidade Eu me levanto Em direção a um novo dia de intensa claridade Eu me levanto Trazendo comigo o dom de meus antepassados, Eucarregoosonhoeaespe- rança do homem escravizado. E assim, eu me levanto Eu me levanto Eu me levanto. Falardeumnovocotidiano sobreapressãodeumapande- mia, a qual para os negros e negras torna-se ainda mais letal, apesar das perspectivais mais humanistas possíveis de aproveitar para pensar novas formas de lidar com o mundo; imaginar novas formas de percebermo-nos mais coleti- vos, mesmo distantes, quem dera que todos pudéssemos compartilhar dos mesmos desejos! Mas a realidade mostra-nos que tal ideia só contempla a elite branca, que vive sua concepção de demo- cracia racial da varanda de seu apartamento, da segurança de sua casa com seus familiares e amigos. Meu cotidiano na pande- mia é manter-me em pé! Para me prevenir da Covid-19, para denunciar o racismo e todas as facetas neonazistas, revelando a crise do sistema público de saúde como ação de uma política genocida! A pande- mia se transforma em uma grande lupa! Revelando tudo aquilo que denunciávamos: o racismo!Presentenafunçãoda atual presidência da Fundação Palmares que busca riscar da História Zumbi! É o racismo que cega e silencia diante das mortes de negros pela Covid- 19 e pelas balas “perdidas”. O racismo continua no “novo normal”. Não foi a Covid-19 que impediu George Floyd de respirar! Não foi a Covid-19 que matou João Pedro! É de uma perspectiva racial, que busco ocupar parte do meu tempo atuando nesse enfrentamento da pandemia e, principalmente, da política genocida. É dentro do campo digital, nas redes sociais; contrapondo ao “ideário” que estamos todos no mesmo barco,quevenhopromovendo ouparticipandodeLivescoma temática afro centrada. É notó- rio que as disputas de narrati- vas nas redes sociais partem da compreensão do indivíduo que a protagoniza, portanto são assuntos, problemas, conflitos que nos atravessam! Mas devemos também agir na ocupação desse espaço de forma ativa, crítica e solidária, compartilhando as discussões (Lives)paraquesejaumespaço de verberação, onde possamos respirar pela Vida! Pela Liber- dade de Viver! De socializar saberes, afetos e carinhos para aqueles que, além de enfrentar o racismo, têm que se proteger da Covid-19, ou seja devemos pensar nos nossos irmãos e irmãs negras! Nesses dias, após receber o convite para escrever sobre meu cotidiano na pandemia, vi um vídeo de uma mulher branca reclamando dos baru- lhos de bomba e gritos que vinham da rua. Era uma mani- festação antifascista atacada pela polícia. O que a incomo- dava não eram as agressões, balas e gritos. O que a incomo- dava era que tudo isso atrapa- lhavaagravaçãodesuaLive(!), e para simbolizar o silencia- mento da realidade, ela grava o conflito da janela de seu apartamento e põe filtro com borboletas! Só uma elite branca pensa- ria em borboletas para “acal- mar” o enfrentamento do neonazismo! Seu cotidiano favorece seus pensamentos. Nãoprecisamsairdecasapara o trabalho! Não ficam preocu- pados com os filhos, se estão bem ou se estão vivos! O meu novo cotidiano é interagir nas redes sociais com as mesmas preocupações e provocações de sempre! A pandemia só revelou o que sabemos! A condição do negro e o racismo estrutural mostra que até a “educação” é utilizada como estratégia do racismo. Vejamos como houve toda tentativa de manter o calendário do ENEM, onde todos sabemos que é o futuro da juventude negra e pobre que é alvo! É de conhecimento do Governo o índice de acesso àinternetdapopulaçãonegrae pobre,masatéasúltimaschan- ces o governo tentou manter o calendário das provas. Pensar como podemos nos prepararmaisparaessecampo de batalha “virtual” torna-se imperativo para, principal- mente, quem tem as condi- ções de ESTAR nesse campo, produzindo Lives. Discussões são muito importantes para que os artistas negros e não negros e antirracistas possam entenderotamanhodarespon- sabilidade que temos. Deve- mos ocupar as redes sociais comamesmaforçaegarraque ocupamos as ruas. Ao compartilhar um “simples” post com #suspen- deENEM ou quando produ- zimos uma Live falando de nossas lutas, memórias, histó- ria, mas, particularmente, falar de nosso cotidiano e do coti- diano de nossos irmãos, que estão nessa Guerra sem “arma digital”, enfrentando e até dormindo em filas para rece- beroauxílioemergencial,onde inicialmente a política geno- cida desejava o valor de 200 reais e diante da mobilização dentrodocampodigital,parla- mentares propuseram o valor de 600 reais, parlamentares em sua maioria de Esquerda! Agora imaginem se fossemto- dos negros?! Iriam entender que o salário mínimo não dá para uma família VIVER em condições dignas! Imagine SOBREVIVER diante de uma pandemia! Asredessociaislevampara o campo digital a condição do sistema racista da desigual- dade.Nemtodososnegrostêm acesso a esse novo “cotidiano digital”. Entender isso me faz pensar em várias problemá- ticas que ainda temos, como, por exemplo, representa- ções políticas suficientes que entendam a necessidade de SALVAR VIDAS PRETAS! É dentro desse campo virtual, do novo cotidiano que eu me levanto! Contra política geno- cida eu me levanto! Contra o racismo eu me levanto! Contra ofascismoeumelevanto!Pelas vidas negras eu me levanto! CAMPUS 2 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br O Corona Virus com toda sua chateação. Quem é quem? CNPJ 07.847.607/0001-50 l Rua Pedro Oliveira Rocha, 189, 2º andar, sala 215 - Farol - Maceió - AL - CEP 57057-560 - E-mail: redacao@odia-al.com.br - Fone: 3023.2092 Para anunciar, ligue 3023.2092 EXPEDIENTE ElianePereira Diretora-Executiva DeraldoFrancisco Editor-Geral Conselho Editorial JorgeVieira JoséAlberto CostaODiaAlagoas Jeamerson dos Santos Mestre em Culturas Populares –PPGCULT-UFS,Especialista emArte,Educação e Sociedade,Graduado em Ciências Sociais com ênfase emAntropologia Cultural,Cenógrafo Dentro do “novo cotidiano”, eu me levanto!
  • 15. “ CAMPUS 3O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br A opinião dos autores pode não coincidir no todo ou em parte com a de Campus. A s i m e n s a s interrogações que assomam hoje se remetem ao quadro dramáticoaberto com a nova pandemia, num misto de perplexidade não só quanto àsdimensões do fenômeno em si; mais ainda quanto ao que nos reserva o dayafter dessa inaudita combinação das múltiplas causas envoltas na tormenta. Como se não as tivesse havido antes, ainda que pros- pecções futurísticas sobre- grandes tragédias sejam rotineiramenteabertasaofazer humano. É do historiador britânico Eric Hobsbawm [2] a ideia de que toda a previsãosobre o mundo real se assenta, em grandemedida,emalgumtipo deinferência sobre o futuro a partir daquilo que aconteceu no passado, ou seja, apartir da história concreta. E –defini- tivamente - não para os axio- massilogísticos de Aristóteles, para quem um escravo era um escravoporteralmadeescravo, eporissomesmonãopossuiria apartedelaelaborativadaciên- ciaedafilosofia–oudosentido edafinalidadedascoisas.[3] HISTÓRIAEEPIDEMIAS ConcluiJaredDiamond,em seu deveras elogiado “Armas, germes e aço. Osdestinos das sociedades humanas” [4] que sãosimilaresasdificuldadesen- contradas porclimatologistas, biólogos da evolução, astrôno- mos geólogos epaleontólogos, daquelas dos historiadores, para captarem as “relações decausa e efeito” verificadas (ou não) nassociedades huma- nas. Em suas vastaspesquisas, as razões histórico-naturais mais profundas da condição humana edas determinações sócio-antropológicas. A exemplo, no capítulo 3, apresentam-se os sucessivos confrontos entre ospovos de diferentes continentes, iden- tificando os elos estruturais quelevaram as conquistaseu- ropeias de sociedades nativas americanas. Entre osfatores causais (e casuais) encontra- ram-se germes de origem espanhola,cavalos, cultura, organização política e tecno- logia, notadamente navios earmas. Diamond vascu- lha uma sequência onde as epidemias sãoindissociáveis de transformações históricas originárias, digamos. Oudeter- minaçõescategoriais. N o u t r a a n g u l a r , animais domesticados [5] transmitiram germes aos humanos,simultaneamente produzindo vacinas natu- rais contra o contágio neles. Edisseminaram, perseguindo novos territórios, carregando seus germes, comoaconteceu com Cortés, em 1519, em que nadasabiaentãolevaravaríola paraosastecas.Demodoseme- lhante o mesmo ocorre com Pizarro,em1531,levando-aaos Incas e, então, contribuindo para dizimá-los. (Diamond, idem,pp.75-78). Geografia, botânica, a zoologia,aarqueologiaeepide- miologia, levam Diamonda ver a diversidade humana como resultado de processo histórico,argumentando que a história seguiu rumos diferentes para os diferentes povos,especialmente devido às diferenças entre ambien- tes e não às diferençasbio- lógicas. Ele conclui que a dominação de determinada população sobre outratem fundamentosmilitares(armas), tecnológicos(aço)ounasdoen- çasepidêmicas (germes), que dizimaramsociedadesdecaça- dores e coletores,assegurando conquistas. APROPAGAÇÃODOSOFRIMENTO Conta o turco OrhanPa- muk, [6] que “Um Diário do AnodaPeste”,deDanielDefoe, seria a mais esclarecedora obra literária já escrita sobre contá- gio ecomportamento humano. Reproduz Pamuk: em 1664, as autoridades locais emalguns bairros de Londres camufla- ram o número de mortes para reduzir otamanho da praga, trocando-asporoutrasdoenças, assim inventadas comocausa da morte. Além, o romance de Defoe desvela haver por trás deimensa“existetambémuma raiva contra o destino”, contra uma divindade testemunha“e [que] talvez até tolere toda essa morteesofrimentohumano”. Noutro romance, “I PromessiSposi” (“Os noivos”, 1827), Alessandro Manzoni -“talvez”, continua o escritor turco, o romance mais realista escrito sobre umsurto de peste – denuncia que esta se espa- lhara rapidamente porque asinsuficientes restrições ao alastramento da epidemia e a aplicação frouxa dasmedi- das não convenceram os cida- dãos de Milão, a partir de seu governador. Apopulação se revoltara contra a comemo- ração de um aniversário dum príncipe,apesar das evidências da ameaça da praga. Manzoni declararaapoioaopovo. No universo das comuni- dades mulçumanos – relata Pamuk -, só partir dadécada de 1850, quando viagens de barco a vapor ficaram mais baratas, osperegrinos indo às terrassantasdeMecaeMedina “tornaram-se os maisprolíficos transportadores e propagado- res de doenças infecciosas do mundo”.[7] “VÁ P’RA CASA DA PESTE! ”– E A ILUSÃODEPAMUK Em 1855, casualidade ou não, Alagoas, no Nordeste brasileiro recebera umaepide- mia do Cólera, via por Sergipe, mas saído da Bahia. A Junta de HigienePública da Bahia, já experimentada no combate enviouàProvínciaquaisaspro- vidências a serem tomadas, no começo do dezembro do ano aludido. Todoo estado então contava com 22 médicos, 14 acadêmicos, três cirurgiões e quatrofarmacêuticos. Naquele ano, o Presidente da Província Antônio Coelho deSáeAlbuquerquelamentava àCorte: “Não tenho ainda médicos para enviar a muitas localida- des, não tenhopadres(...), não tenhomedicamentosemquan- tidade que possamsatisfazer... (Apud:Almeida,idemp.29). O fatídico é que entre 1855 e1862aCóleramatoumilhares de alagoanos,numa população depoucomaisdeduzentasmil pessoas.Eapresençadossurtos epidêmicos não altera o drama sócio-político perscrutado por Almeida,bem depois, na década de 1990. [8] Epidemias marcadas pelos registroscultu- rais definitivos encontrados na sociabilidaderegional:adorda morte,osofrimento,ohorror. “A tradição nos diz que todas as epidemias e todas as suas dores estãono prosaico xingamento, no ato trivial das pragas e das maldições nospe- quenos discursos em que se manda a vida para a maldi- ção: ‘Vá p’racasa da peste!’ E que identificamos a casa da peste como o lugar dohorror social e este é um endereço alagoanamente conhecido”. (Almeida,idem,p.79). Assim, nessa aparente- mente interminável jornada de atemporalidade da morte,o literata turco OrhanPamuk, cujodescortino,vendohojeseu país, crê nummundo melhor a surgir após esta pande- mia; e, encerrando seu artigo: portanto,todos “devemos abraçar e nutrir os sentimentos de humildade e solidariedade- geradospelomomentoatual”. Pamuk, também um crítico das tragédias desse capita- lismo contemporâneo,abatido, transpira aqui ilusionismo. Na Turquia, no Brasil e em qualquer queseja outro lugar da periferia subdesenvolvida fervilharão desgraças, fome emais desigualdades após a destruição pandêmica por sobre nova crisesistêmica. Ou basta Pamuk mirar o que ocorre–eocorrerá-nosEUA! Mais certeira é a metáfora deAlmeida,aografarno‘ofere- cimento’eaberturadeseulivro: “(...)somosumasociedadeque sabe onde é a casa da peste, ogrande lugar dos horrores cívicos”(p.29).Oubemporque “Adoençadeumindivíduorico nunca poderá ser considerada idêntica como a de um pobre” (p.85). Ora, não há como desen- carcerar os “horrores cívicos” de sociedades dahistória dum tempo de morte. E esque- cer que essa história pode se repetir:umavezcomotragédia, outracomofarsa(Marx). A. Sérgio Barroso Médico,doutor em Desenvolvimento Econômico pela Universidade de Campinas (Unicamp),membro do Comitê Central do PCdoB e diretor da Fundação Maurício Grabois (FMG) No tempo da morte NOTAS [1]“Alagoasnostemposdecólera”, Luiz Sávio de Almeida, Maceió, CBA,2018, pp, 32-3, 2ª edição. Estudopercucienteemeticulosode história,sociólogaeantropologia,as 395 notas albergam pesquisas de inúmeras fontesprimárias e regio- nais, além de bibliografia clássica (Marx, Ladurie, Le Goff,Heller). O elogioso Prefácio (1ª edição) é de ManuelCorreadeAndrade. [2] “A história e a previsão do futuro”, E. Hobsbawm, em:“Sobre História”,São Paulo,Companhia ds Bolso,2014,pp.62-66. [3] “Aristóteles”, São Paulo, Nova Cutural,199,p.17-20. [4] Rio de Janeiro, Record, 2010, 12ªedição;PrêmioPulitzer. [5] Sabe-se que atual pandemia do Coronavírus 19 teve origem na cidade deWuhan, na China cujo governo, até agora, não refuta a possibilidade datransmissão da viroseatravésdeanimaisselvagens (morcegosetc.). Comunicado do Ministério daAgri- culturadaChina,emmaiode2020: “No quediz respeito aos cães,tanto o progresso da civilização humana como apreocupação pública,além doamorpelaproteçãodosanimais, eles passarama ser tratados de forma especial para se tornarem animais companheiros.Alémdisso, internacionalmente não são consi- derados animais para consumo, e nãoserão regulamentados como animais para consumo na China. Aqui: https://extra.globo.com/noticias/ mundo/governo-chines-proibe- -consumo-de- c a e s - g a t o s - e m - t o d o - pais-24362374.html [6] Artigo publicado no “The New YorkTimes”;aqui: h t t p s : / / w w w . n y t i m e s . com/2020/04/23/opinion/sunday/ coronavirus-orhan- pamuk.html?auth=login-google1ta p&login=google1tap (“O que osgrandes romances pandêmicos nos ensi- nam”).Pamuk foi prêmio Nobel de Literatura (2006), após “O castelo branco”, “Meu nome é vermelho”,“O Livro negro”etc., esses traduzidos no Brasil pela CompanhiadasLetras. [7] Pamuk lembra ainda o registro doquandodapropagaçãodapraga emAtenas,Tucídides começou por notar que o surto tinha começado muitolonge,naEtiópiaenoEgito. [8] Ver aqui o registro no jornal FolhadeS.Paulo(“Exércitoajudará aconteracóleraemAlagoas”): https://www1.folha.uol.com.br/ fsp/1997/4/03/cotidiano/51. html#:~:text=Uma%20 pessoa%20morreu%20contami- nada%20com,casos%20da%20 doen%C3%A7a %20mo%20Estado. O Cólera vai chegar emAlagoas somente em novembro de 1855.(...) não se teria a construção do novo cemitério na velocidade necessária e [o vice-presidente da Província] determina,então,a construção de um provisório. (...) É como se a morte estivesse rondando para assumir o tempo e comandar a vida” Alagoas,nostemposdocólera,L.SáviodeAlmeida,1996[1]
  • 16. CAMPUS 4 O DIA ALAGOAS l 5 a 11 de julho I 2020 redação 82 3023.2092 e-mail redacao@odia-al.com.br FICHA TÉCNICA CAMPUS COORDENADORIAS SETORIAIS L. Sávio deAlmeida Coordenador de Campus Cícero Rodrigues Ilustração Jobson Pedrosa Diagramação Iracema Ferro Edição e Revisão CíceroAlbuquerque Semiárido Eduardo Bastos Artes Plásticas Amaro Hélio da Silva Índios Lúcio Verçoza Ciências Sociais Renildo Ribeiro Letras e Literatura Visite o Blog do SávioAlmeida V i v e m o s tempos estra- nhos. Surre- alismo que surpreende até o mais cético dos homens. Coisas inimagináveis. Até as cartomantes, visionários e videntes foram pegos despre- venidos. Nem Nostradamus (1503-1566) buscou em suas visões tamanha tragédia no porvir. Quem predisse palpite da atual realidade foi o cantor baiano Raul Seixas (1945- 1989), o maluco beleza como se autodenominou. Sua canção “O dia em que a terra parou” (1977) faz um relato de um sonho, profetizando o mundo em caos parecido com esse que estamos vivendo. O certo mesmo é que o perigo está à espreita. Paira sobre nós o manto invisível de medo. Vivemos em perma- nente desconfiança. O cenário provocado pelo novo corona- vírus (covid-19) é nocaute às regras e convenções. Impie- doso, o mal avança e se alastra rapidamente em todas as regi- ões do país; grandes e peque- nas cidades. A ciência ainda estuda sua origem e trata- mento. Países fazem esforços para a descoberta de uma vacina. Milhares de pessoas já morreram no País. Reconhecemos que é um teste brutal aos governos e sistemas econômicos, visto quenãoháumprotocoloúnico a ser seguido. E é exatamente por isso que o inimigo invisí- vel se sobressai. Para vencer o desafio hercúleo é preciso consertar, pensar, articular, mediar, ouvir e implementar. Atitudes de líderes eficazes. Infelizmente, em falta atual- mente! Os governos expuseram em abundância foi sarrabu- lhada, desunião e falta de planejamento para gerenciar as crises de saúde pública, econômica, política e social. Estamos sozinhos, a esmo. Cada um por si e salve-se quem puder. E tudo foi parando. Gesto- res, na ausência de plano federativo de gestão da crise, cada um foi tomando medi- das que no seu entendimento mais serviam. Enquanto isso, superlotação e falta de estru- tura nos hospitais e aumento demortesemtodasasregiões. Nunca a ciência foi tão desprezada e subjugada. Governos acham-se no direito de questionar e ignorar pesquisas científicas e impor seus achismos à população e isso tem efeitos desastrosos. O isolamento social se apre- sentou como única forma eficiente para redução do contágio. Em consequência, economiasestãosendodestro- çadas. O desemprego e a fome avançam, tal qual a força de tsunami social e de saúde pública exigindo dos gover- nosaçõesqueamenizemtanto sofrimento e agonia. Já estamos há mais 100 dias em quarentena e não vislumbramos amenidades. Indústrias fechadas, comér- cios, escolas e muitas pessoas nasruas,indiferentesaosaler- tas das autoridades. Muitos esnobam. Pessoas reclusas foram obrigadas a intensi- ficar convívio familiar e se espantam com a realidade do encontro consigo mesmo. Em risco, a sanidade mental anda capenga no limiar da loucura. Muitos seguem indiferentes como se nada estivesse acon- tecendo. Outros, simples- mente fingem desprezar tudo o que estamos vivenciando como se fosse um filme de ficção científica. As redes sociais se trans- formaram no palco geral de asneiras proclamadas aos quatro ventos. Muitos brasi- leiros agora são autoridades virtuais a serviço de coisa nenhuma, aliás, da balbúr- dia. A falta de consciência ou boa vontade para analisar a veracidade das informações vem produzindo milhares de agentes disseminadores de notícias falsas em volumes desmedidos, embaralhando ainda mais o pandemônio. Diariamente testemunha- mosestímuloaoódioeapola- rização política, enquanto milhares de pessoas morrem sem direito sequer a veló- rio e sepultamento digno. Vergonha nacional. Como será daqui para frente não sabemos. Somos um barco à deriva. Contudo, a pande- mia e o isolamento social estão produzindo inúmeras mudanças no comporta- mento humano que não vê alternativa, senão ressigni- ficar valores. A resiliência tomou a dianteira de palavra deordem.Novosparadigmas despontam. E, como diz um velho amigo, assim caminha a humanidade. João Neto Felix Mendes Bancário aposentado,autor de contos e crônicas,publicados coletivamente nos livros“À Sombra do Umbuzeiro”,“À Sombra do Juazeiro”e a“À Sombra da Quixabeira” Pandemia de Absurdos