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Realizou-se no dia 30 de Abril, na
freguesia de Seda, o almoço conce-
lhio comemorativo do 95º aniversá-
rio do Partido Comunista Português.
Nesta comemoração na qual partici-
param vários militantes e amigos do
PCP e da CDU discutiu-se também a
situação política local e nacional. Os
participantes ficaram a conhecer e a
perceber melhor as condições do
apoio parlamentar do PCP e do PEV
ao governo do PS.
O AlterenseCDU Alter do Chão | Abril a Junho de 2016 | Julho de 2016 | N.º 11 | Ano III
CDU
Comemoração do 95.º Aniversário do PCP
Pá g in a 2O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1
Encontro do Distrito de Portalegre
que foram os anos de governação do PSD/CDS e a luta dos
portugueses para acabar com esse inferno. Explicou ainda a
novidade, o papel e a importância do PCP nesta nova fórmula
governativa que está “a arranjar o que eles estragaram”. Esta
situação política será tanto mais duradoura quando menos se
desiludirem os portugueses. O PCP tem este compromisso com o
PS mas o principal compromisso é com o povo. Referiu ainda a
contradição da UE/CE relativamente a Portugal porque o obrigou
a uma política de austeridade e agora quer penalizá-lo por a ter
praticado e que disse também que quem manda em Portugal são
os portugueses. Por último referiu a luta dos estivadores em defesa
da contratação colectiva e contra o trabalho precário e que cada
conquista foi sempre alcançada com a luta dos trabalhadores e do
povo. Nada está adquirido para todo o sempre. Temos
preocupação mas também confiança disse o secretário geral do
PCP, Jerónimo de Sousa.
Teve lugar no Pavilhão Multiusos de Alter do Chão, no dia 28 de
Maio, um encontro Distrital, no qual participaram camaradas e
amigos do PCP e da CDU, e que contou com a presença do
Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa.
João Martins, da concelhia de Alter do Chão, deu as boas vindas e
agradeceu a presença dos muitos participantes vindos de todo o
distrito de Portalegre para este encontro. Fernanda Bacalhau, da
DORPR, salientou na sua intervenção o desprezo a que o distrito
de Portalegre, outrora o distrito industrial do Alentejo, tem sido
votado e a violência do emprego precário e do envelhecimento da
população. Referiu ainda que só com uma política patriótica e de
esquerda e com a ajuda do PCP se pode inverter esta situação e
ajudar a sair o distrito da situação em que se encontra.
Jerónimo de Sousa começou por saudar de forma fraternal todos
os não militantes do PCP que estavam presentes e ajudaram nesta
iniciativa do Partido. O secretário geral fez questão de recordar o
Pá g in a 3O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1
Actividades Autárquicas
Na sequência das
declarações proferidas
pela Presidente da
Junta de Freguesia da
Chancelaria / Chança,
na Assembleia
Municipal de Alter do
Chão que teve lugar a
26 de Fevereiro
passado, a CDU de
Alter do Chão
apresentou, em
reunião de Câmara de
1 de Abril, a seguinte
declaração de repúdio:
3) Apelar aos trabalhadores portugueses para que participem nas celebrações do 1º de Maio na
defesa dos interesses, direitos e deveres da população portuguesa.
Alter do Chão, 15 de Abril de 2016
O vereador eleito pela CDU
Romão Trindade
Esta moção foi aprovada por unanimidade. Uma moção de teor semelhante foi
aprovada por maioria (16 votos a favor e 3 abstenções) na Assembleia Municipal de
22 de Abril.
Na celebração do 42º da Revolução do 25
de Abril e do 40º da aprovação da Consti-
tuição da República Portuguesa, a CDU de
Alter do Chão apresentou em reunião de
Câmara de 15 de Abril a seguinte moção:
MOÇÃO
25 de Abril, Constituição e 1º de Maio
Comemoram-se este ano o 42º aniversário da Re-
volução de Abril que libertou Portugal da repres-
são, da censura, das prisões e da tortura e o 40º
aniversário da aprovação da Constituição da Re-
pública que propiciou as conquistas políticas, soci-
ais, económicas e culturais ao povo português e
consagrou o Poder Local Democrático.
Assim, considerando que os valores de Abril ainda
permanecem bem fundo no ideário dos trabalhado-
res e do povo português, a Câmara Municipal de
Alter do Chão reunida a 15 de Abril de 2016
delibera:
1) Saudar os valores e conquistas da Revolu-
ção de Abril, elementos essenciais consagrados
na Constituição da República Portuguesa;
2) Apelar aos eleitos autárquicos, ao movimen-
to associativo e à população, para se associarem
às comemorações do 25 de Abril, na afirmação
do Poder Local Democrático, como conquista
de Abril;
DECLARAÇÃO
A intervenção proferida por Maria Susete Antunes, Presidente da Direcção da Associação e Centro de Apoio à Terceira Idade de
Santo Estevão, Presidente da Junta de Freguesia da Chança/Chancelaria e membro da Assembleia Municipal de Alter do Chão
por inerência, na reunião de 26 de Fevereiro de 2016 desta Assembleia Municipal, cobre de vergonha todos os eleitos para os
órgãos autárquicos, todos os habitantes do concelho de Alter do Chão e todos os habitantes da sua freguesia em particular.
Não é admissível que num momento tão difícil da vida da Europa, política e socialmente, um eleito local profira, num órgão
democrático por excelência, declarações xenófobas, racistas que fomentam e agravam o ódio, a vingança e a raiva entre os povos e as
religiões e que manifestam, também, falta de respeito grosseira pelo órgão que integra.
Pessoas assim, não merecem integrar os órgãos autárquicos nos quais estão por inerência de funções.
Num século que se apresenta difícil, não são intervenções e posturas como estas que irão contribuir para a tão almejada paz social e
política que quase todos desejam.
A CDU de Alter do Chão repudia e condena com veemência as declarações proferidas pela referida autarca e exige mais respeito
pelos povos em sofrimento e pelos órgãos eleitos.
Alter do Chão, 1 de Abril de 2016 O vereador eleito pela CDU
Romão Trindade
Moção sobre o 25 de Abril, a Constituição e o 1.º de Maio
Pá g in a 4O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1
Intervenção do Presidente da Junta de Freguesia de
Seda na cerimónia do 25 de Abril
Sr. Presidente da Câmara Municipal
Srs. Autarcas e demais entidades
Caros concidadãos
Celebramos hoje o 42.º Aniversário da Revolução de Abril, o
acontecimento mais marcante e determinante da história recente
de Portugal, na afirmação da democracia, da liberdade e dos
direitos dos trabalhadores.
Todavia, infelizmente, para os nossos governantes, para o poder
central, o 25 de Abril mais não é do que um Dia de Festa, um
Cravo na Lapela e um discurso de circunstância em Lisboa.
É preciso relembrar a quem nos governa que existe Portugal além
da capital, e que no resto do ano também é necessário estar atento
às assimetrias regionais, às carências das populações, tantas vezes
agravadas por fantasiosas e erráticas políticas, postas em prática
por sucessivos governos, ora do PS, ora do PSD, ou ainda da PSD
-CDS.
Não nos compadecemos com a circunstancialidade de vivermos
eternamente com a contingência de sermos um país pobre e de
fracos recursos, com sucessivos cortes na saúde, na educação, na
cultura e na fragilização das condições de trabalho e de vida da
classe operária e, por consequência, das famílias portuguesas.
É necessário salientar que o Alentejo, o nosso Alentejo,
continuamente esquecido, também faz parte de Portugal e que
merece, como nenhuma outra região do país, uma aposta séria e
responsável de fixação de pessoas, através da criação de emprego,
de melhoria das condições de vida dos idosos, de incentivos à
produção agrícola e à pecuária. Importa não esquecer que urge
promover, divulgar e dignificar a nossa identidade cultural, a nossa
história e o nosso património. Portugal precisa de um projecto
educativo consistente com estratégias bem definidas de formação
das nossas crianças e jovens, preparando-os para o futuro, para o
sucesso e bem-estar social. Na saúde, é imperativo melhorar as
condições dos hospitais, dotando-os de equipamento técnico
especializado e de equipas médicas para dar resposta às
necessidades de cada região, principalmente no que concerne aos
idosos, tantas vezes ignorados.
Meus amigos, o Alentejo agoniza lentamente, com o abandono das
terras, o despovoamento, o envelhecimento da população, a falta
de industrialização e a perda contínua de serviços básicos, num
país onde as estatísticas, os números, são mais importantes que as
pessoas.
A pobreza ainda aqui existe. A precaridade das condições de vida
afecta severamente famílias inteiras, pondo em causa gerações de
cidadãos da região, arruinando os sonhos e ambições dos nossos
jovens.
Se Lisboa nos parece, por vezes, distante e o governo central
ausente e indiferente ao Alentejo, no que diz respeito, entre outras
matérias, ao investimento na região, a Comunidade Europeia
mostra-se inacessível, sediada num qualquer lugar longínquo. Para
contrariar esta norma é preciso fazer insistentes exigências a quem
nos governa, aos executivos camarários, ao poder central, os quais
deverão de forma uníssona fazer alertas e pressão a Bruxelas.
Enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Seda, em estreita
colaboração com instituições locais, agentes económicos e
população sedense, estarei sempre fortemente empenhado em
trabalhar e a contribuir para o desenvolvimento e valorização da
freguesia: apostando no reconhecimento da produção endógena,
designadamente do vinho, do azeite e da cortiça, mas também da
gastronomia e do aproveitamento trístico dos recursos naturais e
do património cultural, naturalmente de forma concertada com a
Câmara Municipal e outras entidades competentes.
Desenganem-se porque a crise e a austeridade ainda não passaram,
mas fiquem sabendo que estaremos atentos, pois a CDU lutará
sempre por uma política de esquerda e patriótica, em prol da classe
trabalhadora, dos mais desfavorecidos e da juventude.
Se muito foi feito em Portugal nestes 42 anos da Revolução de
Abril, muito mais há a fazer e não ficaremos de braços cruzados e
indiferentes aos problemas que tanto afectam o Alentejo, o
concelho de Alter do Chão e a nossa freguesia.
Até amanhã camaradas, porque a luta continuará amanhã e
sempre, pois os heróis e os valores de Abril jamais serão
esquecidos!!!
Viva a Liberdade,
Viva o 25 de Abril,
Viva Portugal !!!
O presidente da Junta de Freguesia de Seda
Mário Mendes
Comemorações do 25 de Abril de 1974 em Seda
Pá g in a 5 O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1
No dia do Município, a 5 de Maio, a CDU
de Alter do Chão participou nas cerimónias
oficiais que decorreram no Pavilhão Mul-
tiusos. Na sua intervenção, a CDU disse o
seguinte:
Senhor Presidente da Região de Turismo do
Alentejo e Ribatejo; Srs. Convidados; Srs.
Autarcas; Caros habitantes do concelho de
Alter do Chão
Comemoramos, neste ano de 2016, o 40º
aniversário da Constituição da República
Portuguesa e o 42º aniversário do 25 de
Abril, da Revolução dos Cravos. Nestes 42
anos constatamos que muitas coisas muda-
ram no nosso país e verificamos que ainda
há muito por fazer.
A CDU está e estará sempre disponível,
como sempre esteve, a trabalhar em prol da
melhoria das condições de vida dos traba-
lhadores e da população portuguesa.
Os resultados das eleições legislativas e
presidenciais mostraram, uma vez mais, a
triste realidade existente nos concelhos do
interior, nomeadamente em Alter do Chão,
isto é, que o despovoamento e o envelheci-
mento da população são, de facto, impres-
sionantes e pela negativa.
O despovoamento do interior, deste
Alentejo profundo, não mostra sinais de
inversão. O nosso concelho tem menos de
3 mil eleitores e, em pouco mais de 3 meses,
perdeu 29, quase 10 por mês. Um dos ran-
kings publicados nos últimos dias colocava
Alter do Chão no lugar 259, dos 308 conce-
lhos do nosso país.
Ser do interior de Portugal, do nosso inte-
rior alentejano, significa:
 ter cortes de energia eléctrica com fre-
quência;
 ir a Lisboa durante a noite para uma
consulta de especialidade;
 pagar taxas moderadoras mais elevadas
do que se paga de consulta num hospi-
tal privado da capital;
 ter dificuldades nos transportes;
 não ter indústria transformadora;
 assistir ao fecho de serviços públicos;
 não ter investimentos públicos ou pri-
vados;
 ver a população envelhecer;
 não ter o 10º ou 11º anos e ver os alu-
nos a partir e a não voltar;
 ter a Câmara Municipal como a maior
entidade empregadora do concelho;
 ter consecutivamente os mesmos direc-
tores das colectividades, trocando estes
apenas de lugares, por dificuldades em
arranjar pessoas disponíveis para inte-
grar listas para essas associações;
 etc., etc..
As promessas que se fazem em períodos
eleitorais para as Autarquias Locais ou para
a Assembleia da República, são rapidamente
esquecidas ou são enviadas para o fim de
uma qualquer lista onde as prioridades
estão, normalmente, muito ligadas a inte-
resses privados.
Onde estão os grandes ou pequenos investi-
mentos públicos no Alto Alentejo? Onde e
como está o desenvolvimento turístico da
Coudelaria?
Onde está a barragem do Pisão, há muito
anunciada e prometida, obra de importância
capital para Alter do Chão e para o distrito
de Portalegre.
Onde está a industrialização? Como estão
as zonas industriais?
Onde está a criação de novos postos de
trabalho? E sem trabalho digno não há
atração e fixação de famílias, não há desen-
volvimento de qualquer espécie e não há
dignidade.
O desemprego disfarça-se sucessivamente
com programas de curta duração, de baixos
custos e pouca ou nenhuma especialização,
suportados pela Segurança Social, pelas
Câmaras Municipais e pelo Instituto de
Emprego e Formação Profissional, mas não
resolve a situação.
O número de pessoas que ocorre à Santa
Casa da Misericórdia para satisfazer necessi-
dades básicas com são a alimentação, o
vestuário e a instrução são já muito preocu-
pantes.
Aos autarcas compete-lhes serem ousados e
fazerem pressão junto do Poder Central
para que este diversifique, equitativamente,
o investimento público útil. Compete-lhes
igualmente facilitar e criar condições para
que os empresários façam os seus investi-
mentos na produção nacional e nas nossas
terras, sem no entanto lhes satisfazer to-
das as vontades e caprichos e ficar na sua
dependência. Só assim, os concelhos do
interior se podem desenvolver em termos
económicos, sociais e culturais.
Aos governantes, e a estes governantes em
particular, suportados na Assembleia da
República por uma forte maioria de esquer-
da constituída pelo PCP, BE, PEV e PS,
compete-lhes governar de acordo com a
vontade expressa pelo Povo Português.
Em Bruxelas junto da União Europeia,
compete ao Governo fazer tudo o que for
possível, e até o impossível, para que Portu-
gal seja olhado, não como um país de se-
gunda, que não conta e não ajuda na toma-
da de decisões, mas como um entre iguais
e, como tal, assim dever ser tratado.
Há que dizer, sem medo, à União Europeia
quão erradas têm sido as políticas seguidas e
que a necessidade de mudar e acabar com
a austeridade é imperiosa e urgente.
Não é aceitável que a Comissão Europeia
queira continuar a pressionar violentamente
Portugal com a mesma austeridade que nos
conduziu ao desemprego e à pobreza. E, ser
pobre é ser mais fraco e é estar mais sujeito
a pressões. Já se viu que com esta “canga”,
não há desenvolvimento económico possí-
vel.
A tentativa de inverter o mau caminho por
onde temos andado não pode falhar e a
Comissão Europeia não pode, por precon-
ceitos ideológicos, querer insistir na mes-
ma receita. A União Europeia deve ser mui-
to mais uma questão de pessoas e não
apenas uma questão de negócios e núme-
ros.
A Comissão Europeia não pode ter dois
pesos e duas medidas e não pode permitir
o primado da finança sobre a política e
sobre a economia e a pouca vergonha dos
offshores, no seu seio. Não deve decretar
embargos a países terceiros e, com isso,
provocar o caos e o desalento nos agricul-
tores e criadores de gado portugueses que
não conseguem escoar os seus produtos.
Não é admissível que depois da queda do
Muro de Berlim, a União Europeia permita
a construção de outros muros no seu inte-
rior.
Não foi para isto que aderimos à União
Europeia.
É preciso mudar de rumo.
Senhoras e senhores convidados e autorida-
des, venham ao concelho de Alter do Chão
mais vezes, visitem as nossas freguesias e
vejam o que de bom por cá se faz. Façam
por aqui as vossas reuniões trabalho e des-
centralizem os eventos que organizam.
Porque os alentejanos em geral, e os habi-
tantes do concelho de Alter do Chão em
particular, não querem ser uma comunidade
que tende a desaparecer e a perder a sua
cultura e identidade, a luta continua.
Obrigado
O vereador eleito pela CDU
Romão Trindade
Dia do Município
Email:
cdualter2013@gmail.com
Facebook:
www.facebook.com/
cdu.alter
Pá g in a 6 O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1
Ficha Técnica
Quando ouvimos dizer que umas das
soluções para fazer sair do marasmo a que
chegou o nosso Concelho a aposta es-
tá no Turismo, até pode parecer que va-
mos ter algum 1º premio como quem vai
apostar no euromilhões.
Mas como é que se pode querer apostar
no Turismo se não é feita uma cultura de
Turismo e valorização do Património do
nosso Concelho? O Turismo que tem
existido até hoje é o de passagem com
alguns dias em que aparecem alguns turis-
ta só para almoçar...
Não dispõe o Concelho de condições
para fixar 2 ou 3 dias os turistas? Claro
que dispõe! Estarão a ser aproveitadas?
Penso e creio que não!
Então porque não se criam visitas explica-
tivas e guiadas ao Palácio e Jardins do
Álamo, ao Castelo, à Fontinha, Museu e a
sua Arqueologia, Igrejas, a visitas panorâ-
mica no Talefe de Alter Pedroso, à Ponte
de Vila Formosa, a Seda, Chança e Cu-
nheira? Nada disto tem história que possa
interessar os turistas? E a Coudelaria?
Não teremos só aqui condições para que
deixe de existir o Turismo de passagem?
Isto custa muito a fazer? Mais custa des-
prezar o que temos para mostrar aos visi-
tantes e tem havido muita falta de atenção
ao Património que temos para quem nos
visita ficar mais tempo do que o do sim-
ples almoço.
Estou certo, se em vez de se esperar no
apostar, serão bem diferentes os resulta-
dos se soubermos trabalhar e depositar-
mos no nosso Património uma mais-valia
para o desenvolvimento do Concelho.
Desenvolvimento para fixação de econo-
mia, para a Restauração, comércio, postos
de trabalho e fixação de população.
O Turismo só poderá ser uma oportuni-
dade se os vários agentes económicos e os
órgãos Municipais souberem encontrar,
em conjunto, um plano de trabalho com a
finalidade de desenvolvimento que artaia
todos os parceiros. Isto já devia ser feito
há muito.
Artigo de Opinião
Falemos de turismo!
José Afonso | CDU Porto
Edição e Propriedade: CDU - Alter do Chão
ISSN: 2183-4415
Periodicidade: Trimestral
Tiragem: 250 exemplares
Distribuição: Impressa e online (gratuitas)
Director: João Martins
Morada: Rua Senhor Jesus do Outeiro, n.º 17
7440 - 078 Alter do Chão
Telefone: 927 220 200
Email: cdualter2013@gmail.com
Facebook: www.facebook.com/cdu.alter

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  • 1. Realizou-se no dia 30 de Abril, na freguesia de Seda, o almoço conce- lhio comemorativo do 95º aniversá- rio do Partido Comunista Português. Nesta comemoração na qual partici- param vários militantes e amigos do PCP e da CDU discutiu-se também a situação política local e nacional. Os participantes ficaram a conhecer e a perceber melhor as condições do apoio parlamentar do PCP e do PEV ao governo do PS. O AlterenseCDU Alter do Chão | Abril a Junho de 2016 | Julho de 2016 | N.º 11 | Ano III CDU Comemoração do 95.º Aniversário do PCP
  • 2. Pá g in a 2O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1 Encontro do Distrito de Portalegre que foram os anos de governação do PSD/CDS e a luta dos portugueses para acabar com esse inferno. Explicou ainda a novidade, o papel e a importância do PCP nesta nova fórmula governativa que está “a arranjar o que eles estragaram”. Esta situação política será tanto mais duradoura quando menos se desiludirem os portugueses. O PCP tem este compromisso com o PS mas o principal compromisso é com o povo. Referiu ainda a contradição da UE/CE relativamente a Portugal porque o obrigou a uma política de austeridade e agora quer penalizá-lo por a ter praticado e que disse também que quem manda em Portugal são os portugueses. Por último referiu a luta dos estivadores em defesa da contratação colectiva e contra o trabalho precário e que cada conquista foi sempre alcançada com a luta dos trabalhadores e do povo. Nada está adquirido para todo o sempre. Temos preocupação mas também confiança disse o secretário geral do PCP, Jerónimo de Sousa. Teve lugar no Pavilhão Multiusos de Alter do Chão, no dia 28 de Maio, um encontro Distrital, no qual participaram camaradas e amigos do PCP e da CDU, e que contou com a presença do Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa. João Martins, da concelhia de Alter do Chão, deu as boas vindas e agradeceu a presença dos muitos participantes vindos de todo o distrito de Portalegre para este encontro. Fernanda Bacalhau, da DORPR, salientou na sua intervenção o desprezo a que o distrito de Portalegre, outrora o distrito industrial do Alentejo, tem sido votado e a violência do emprego precário e do envelhecimento da população. Referiu ainda que só com uma política patriótica e de esquerda e com a ajuda do PCP se pode inverter esta situação e ajudar a sair o distrito da situação em que se encontra. Jerónimo de Sousa começou por saudar de forma fraternal todos os não militantes do PCP que estavam presentes e ajudaram nesta iniciativa do Partido. O secretário geral fez questão de recordar o
  • 3. Pá g in a 3O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1 Actividades Autárquicas Na sequência das declarações proferidas pela Presidente da Junta de Freguesia da Chancelaria / Chança, na Assembleia Municipal de Alter do Chão que teve lugar a 26 de Fevereiro passado, a CDU de Alter do Chão apresentou, em reunião de Câmara de 1 de Abril, a seguinte declaração de repúdio: 3) Apelar aos trabalhadores portugueses para que participem nas celebrações do 1º de Maio na defesa dos interesses, direitos e deveres da população portuguesa. Alter do Chão, 15 de Abril de 2016 O vereador eleito pela CDU Romão Trindade Esta moção foi aprovada por unanimidade. Uma moção de teor semelhante foi aprovada por maioria (16 votos a favor e 3 abstenções) na Assembleia Municipal de 22 de Abril. Na celebração do 42º da Revolução do 25 de Abril e do 40º da aprovação da Consti- tuição da República Portuguesa, a CDU de Alter do Chão apresentou em reunião de Câmara de 15 de Abril a seguinte moção: MOÇÃO 25 de Abril, Constituição e 1º de Maio Comemoram-se este ano o 42º aniversário da Re- volução de Abril que libertou Portugal da repres- são, da censura, das prisões e da tortura e o 40º aniversário da aprovação da Constituição da Re- pública que propiciou as conquistas políticas, soci- ais, económicas e culturais ao povo português e consagrou o Poder Local Democrático. Assim, considerando que os valores de Abril ainda permanecem bem fundo no ideário dos trabalhado- res e do povo português, a Câmara Municipal de Alter do Chão reunida a 15 de Abril de 2016 delibera: 1) Saudar os valores e conquistas da Revolu- ção de Abril, elementos essenciais consagrados na Constituição da República Portuguesa; 2) Apelar aos eleitos autárquicos, ao movimen- to associativo e à população, para se associarem às comemorações do 25 de Abril, na afirmação do Poder Local Democrático, como conquista de Abril; DECLARAÇÃO A intervenção proferida por Maria Susete Antunes, Presidente da Direcção da Associação e Centro de Apoio à Terceira Idade de Santo Estevão, Presidente da Junta de Freguesia da Chança/Chancelaria e membro da Assembleia Municipal de Alter do Chão por inerência, na reunião de 26 de Fevereiro de 2016 desta Assembleia Municipal, cobre de vergonha todos os eleitos para os órgãos autárquicos, todos os habitantes do concelho de Alter do Chão e todos os habitantes da sua freguesia em particular. Não é admissível que num momento tão difícil da vida da Europa, política e socialmente, um eleito local profira, num órgão democrático por excelência, declarações xenófobas, racistas que fomentam e agravam o ódio, a vingança e a raiva entre os povos e as religiões e que manifestam, também, falta de respeito grosseira pelo órgão que integra. Pessoas assim, não merecem integrar os órgãos autárquicos nos quais estão por inerência de funções. Num século que se apresenta difícil, não são intervenções e posturas como estas que irão contribuir para a tão almejada paz social e política que quase todos desejam. A CDU de Alter do Chão repudia e condena com veemência as declarações proferidas pela referida autarca e exige mais respeito pelos povos em sofrimento e pelos órgãos eleitos. Alter do Chão, 1 de Abril de 2016 O vereador eleito pela CDU Romão Trindade Moção sobre o 25 de Abril, a Constituição e o 1.º de Maio
  • 4. Pá g in a 4O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1 Intervenção do Presidente da Junta de Freguesia de Seda na cerimónia do 25 de Abril Sr. Presidente da Câmara Municipal Srs. Autarcas e demais entidades Caros concidadãos Celebramos hoje o 42.º Aniversário da Revolução de Abril, o acontecimento mais marcante e determinante da história recente de Portugal, na afirmação da democracia, da liberdade e dos direitos dos trabalhadores. Todavia, infelizmente, para os nossos governantes, para o poder central, o 25 de Abril mais não é do que um Dia de Festa, um Cravo na Lapela e um discurso de circunstância em Lisboa. É preciso relembrar a quem nos governa que existe Portugal além da capital, e que no resto do ano também é necessário estar atento às assimetrias regionais, às carências das populações, tantas vezes agravadas por fantasiosas e erráticas políticas, postas em prática por sucessivos governos, ora do PS, ora do PSD, ou ainda da PSD -CDS. Não nos compadecemos com a circunstancialidade de vivermos eternamente com a contingência de sermos um país pobre e de fracos recursos, com sucessivos cortes na saúde, na educação, na cultura e na fragilização das condições de trabalho e de vida da classe operária e, por consequência, das famílias portuguesas. É necessário salientar que o Alentejo, o nosso Alentejo, continuamente esquecido, também faz parte de Portugal e que merece, como nenhuma outra região do país, uma aposta séria e responsável de fixação de pessoas, através da criação de emprego, de melhoria das condições de vida dos idosos, de incentivos à produção agrícola e à pecuária. Importa não esquecer que urge promover, divulgar e dignificar a nossa identidade cultural, a nossa história e o nosso património. Portugal precisa de um projecto educativo consistente com estratégias bem definidas de formação das nossas crianças e jovens, preparando-os para o futuro, para o sucesso e bem-estar social. Na saúde, é imperativo melhorar as condições dos hospitais, dotando-os de equipamento técnico especializado e de equipas médicas para dar resposta às necessidades de cada região, principalmente no que concerne aos idosos, tantas vezes ignorados. Meus amigos, o Alentejo agoniza lentamente, com o abandono das terras, o despovoamento, o envelhecimento da população, a falta de industrialização e a perda contínua de serviços básicos, num país onde as estatísticas, os números, são mais importantes que as pessoas. A pobreza ainda aqui existe. A precaridade das condições de vida afecta severamente famílias inteiras, pondo em causa gerações de cidadãos da região, arruinando os sonhos e ambições dos nossos jovens. Se Lisboa nos parece, por vezes, distante e o governo central ausente e indiferente ao Alentejo, no que diz respeito, entre outras matérias, ao investimento na região, a Comunidade Europeia mostra-se inacessível, sediada num qualquer lugar longínquo. Para contrariar esta norma é preciso fazer insistentes exigências a quem nos governa, aos executivos camarários, ao poder central, os quais deverão de forma uníssona fazer alertas e pressão a Bruxelas. Enquanto Presidente da Junta de Freguesia de Seda, em estreita colaboração com instituições locais, agentes económicos e população sedense, estarei sempre fortemente empenhado em trabalhar e a contribuir para o desenvolvimento e valorização da freguesia: apostando no reconhecimento da produção endógena, designadamente do vinho, do azeite e da cortiça, mas também da gastronomia e do aproveitamento trístico dos recursos naturais e do património cultural, naturalmente de forma concertada com a Câmara Municipal e outras entidades competentes. Desenganem-se porque a crise e a austeridade ainda não passaram, mas fiquem sabendo que estaremos atentos, pois a CDU lutará sempre por uma política de esquerda e patriótica, em prol da classe trabalhadora, dos mais desfavorecidos e da juventude. Se muito foi feito em Portugal nestes 42 anos da Revolução de Abril, muito mais há a fazer e não ficaremos de braços cruzados e indiferentes aos problemas que tanto afectam o Alentejo, o concelho de Alter do Chão e a nossa freguesia. Até amanhã camaradas, porque a luta continuará amanhã e sempre, pois os heróis e os valores de Abril jamais serão esquecidos!!! Viva a Liberdade, Viva o 25 de Abril, Viva Portugal !!! O presidente da Junta de Freguesia de Seda Mário Mendes Comemorações do 25 de Abril de 1974 em Seda
  • 5. Pá g in a 5 O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1 No dia do Município, a 5 de Maio, a CDU de Alter do Chão participou nas cerimónias oficiais que decorreram no Pavilhão Mul- tiusos. Na sua intervenção, a CDU disse o seguinte: Senhor Presidente da Região de Turismo do Alentejo e Ribatejo; Srs. Convidados; Srs. Autarcas; Caros habitantes do concelho de Alter do Chão Comemoramos, neste ano de 2016, o 40º aniversário da Constituição da República Portuguesa e o 42º aniversário do 25 de Abril, da Revolução dos Cravos. Nestes 42 anos constatamos que muitas coisas muda- ram no nosso país e verificamos que ainda há muito por fazer. A CDU está e estará sempre disponível, como sempre esteve, a trabalhar em prol da melhoria das condições de vida dos traba- lhadores e da população portuguesa. Os resultados das eleições legislativas e presidenciais mostraram, uma vez mais, a triste realidade existente nos concelhos do interior, nomeadamente em Alter do Chão, isto é, que o despovoamento e o envelheci- mento da população são, de facto, impres- sionantes e pela negativa. O despovoamento do interior, deste Alentejo profundo, não mostra sinais de inversão. O nosso concelho tem menos de 3 mil eleitores e, em pouco mais de 3 meses, perdeu 29, quase 10 por mês. Um dos ran- kings publicados nos últimos dias colocava Alter do Chão no lugar 259, dos 308 conce- lhos do nosso país. Ser do interior de Portugal, do nosso inte- rior alentejano, significa:  ter cortes de energia eléctrica com fre- quência;  ir a Lisboa durante a noite para uma consulta de especialidade;  pagar taxas moderadoras mais elevadas do que se paga de consulta num hospi- tal privado da capital;  ter dificuldades nos transportes;  não ter indústria transformadora;  assistir ao fecho de serviços públicos;  não ter investimentos públicos ou pri- vados;  ver a população envelhecer;  não ter o 10º ou 11º anos e ver os alu- nos a partir e a não voltar;  ter a Câmara Municipal como a maior entidade empregadora do concelho;  ter consecutivamente os mesmos direc- tores das colectividades, trocando estes apenas de lugares, por dificuldades em arranjar pessoas disponíveis para inte- grar listas para essas associações;  etc., etc.. As promessas que se fazem em períodos eleitorais para as Autarquias Locais ou para a Assembleia da República, são rapidamente esquecidas ou são enviadas para o fim de uma qualquer lista onde as prioridades estão, normalmente, muito ligadas a inte- resses privados. Onde estão os grandes ou pequenos investi- mentos públicos no Alto Alentejo? Onde e como está o desenvolvimento turístico da Coudelaria? Onde está a barragem do Pisão, há muito anunciada e prometida, obra de importância capital para Alter do Chão e para o distrito de Portalegre. Onde está a industrialização? Como estão as zonas industriais? Onde está a criação de novos postos de trabalho? E sem trabalho digno não há atração e fixação de famílias, não há desen- volvimento de qualquer espécie e não há dignidade. O desemprego disfarça-se sucessivamente com programas de curta duração, de baixos custos e pouca ou nenhuma especialização, suportados pela Segurança Social, pelas Câmaras Municipais e pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, mas não resolve a situação. O número de pessoas que ocorre à Santa Casa da Misericórdia para satisfazer necessi- dades básicas com são a alimentação, o vestuário e a instrução são já muito preocu- pantes. Aos autarcas compete-lhes serem ousados e fazerem pressão junto do Poder Central para que este diversifique, equitativamente, o investimento público útil. Compete-lhes igualmente facilitar e criar condições para que os empresários façam os seus investi- mentos na produção nacional e nas nossas terras, sem no entanto lhes satisfazer to- das as vontades e caprichos e ficar na sua dependência. Só assim, os concelhos do interior se podem desenvolver em termos económicos, sociais e culturais. Aos governantes, e a estes governantes em particular, suportados na Assembleia da República por uma forte maioria de esquer- da constituída pelo PCP, BE, PEV e PS, compete-lhes governar de acordo com a vontade expressa pelo Povo Português. Em Bruxelas junto da União Europeia, compete ao Governo fazer tudo o que for possível, e até o impossível, para que Portu- gal seja olhado, não como um país de se- gunda, que não conta e não ajuda na toma- da de decisões, mas como um entre iguais e, como tal, assim dever ser tratado. Há que dizer, sem medo, à União Europeia quão erradas têm sido as políticas seguidas e que a necessidade de mudar e acabar com a austeridade é imperiosa e urgente. Não é aceitável que a Comissão Europeia queira continuar a pressionar violentamente Portugal com a mesma austeridade que nos conduziu ao desemprego e à pobreza. E, ser pobre é ser mais fraco e é estar mais sujeito a pressões. Já se viu que com esta “canga”, não há desenvolvimento económico possí- vel. A tentativa de inverter o mau caminho por onde temos andado não pode falhar e a Comissão Europeia não pode, por precon- ceitos ideológicos, querer insistir na mes- ma receita. A União Europeia deve ser mui- to mais uma questão de pessoas e não apenas uma questão de negócios e núme- ros. A Comissão Europeia não pode ter dois pesos e duas medidas e não pode permitir o primado da finança sobre a política e sobre a economia e a pouca vergonha dos offshores, no seu seio. Não deve decretar embargos a países terceiros e, com isso, provocar o caos e o desalento nos agricul- tores e criadores de gado portugueses que não conseguem escoar os seus produtos. Não é admissível que depois da queda do Muro de Berlim, a União Europeia permita a construção de outros muros no seu inte- rior. Não foi para isto que aderimos à União Europeia. É preciso mudar de rumo. Senhoras e senhores convidados e autorida- des, venham ao concelho de Alter do Chão mais vezes, visitem as nossas freguesias e vejam o que de bom por cá se faz. Façam por aqui as vossas reuniões trabalho e des- centralizem os eventos que organizam. Porque os alentejanos em geral, e os habi- tantes do concelho de Alter do Chão em particular, não querem ser uma comunidade que tende a desaparecer e a perder a sua cultura e identidade, a luta continua. Obrigado O vereador eleito pela CDU Romão Trindade Dia do Município
  • 6. Email: cdualter2013@gmail.com Facebook: www.facebook.com/ cdu.alter Pá g in a 6 O A lt eren se J u lh o d e 2 0 16 | N. º 1 1 Ficha Técnica Quando ouvimos dizer que umas das soluções para fazer sair do marasmo a que chegou o nosso Concelho a aposta es- tá no Turismo, até pode parecer que va- mos ter algum 1º premio como quem vai apostar no euromilhões. Mas como é que se pode querer apostar no Turismo se não é feita uma cultura de Turismo e valorização do Património do nosso Concelho? O Turismo que tem existido até hoje é o de passagem com alguns dias em que aparecem alguns turis- ta só para almoçar... Não dispõe o Concelho de condições para fixar 2 ou 3 dias os turistas? Claro que dispõe! Estarão a ser aproveitadas? Penso e creio que não! Então porque não se criam visitas explica- tivas e guiadas ao Palácio e Jardins do Álamo, ao Castelo, à Fontinha, Museu e a sua Arqueologia, Igrejas, a visitas panorâ- mica no Talefe de Alter Pedroso, à Ponte de Vila Formosa, a Seda, Chança e Cu- nheira? Nada disto tem história que possa interessar os turistas? E a Coudelaria? Não teremos só aqui condições para que deixe de existir o Turismo de passagem? Isto custa muito a fazer? Mais custa des- prezar o que temos para mostrar aos visi- tantes e tem havido muita falta de atenção ao Património que temos para quem nos visita ficar mais tempo do que o do sim- ples almoço. Estou certo, se em vez de se esperar no apostar, serão bem diferentes os resulta- dos se soubermos trabalhar e depositar- mos no nosso Património uma mais-valia para o desenvolvimento do Concelho. Desenvolvimento para fixação de econo- mia, para a Restauração, comércio, postos de trabalho e fixação de população. O Turismo só poderá ser uma oportuni- dade se os vários agentes económicos e os órgãos Municipais souberem encontrar, em conjunto, um plano de trabalho com a finalidade de desenvolvimento que artaia todos os parceiros. Isto já devia ser feito há muito. Artigo de Opinião Falemos de turismo! José Afonso | CDU Porto Edição e Propriedade: CDU - Alter do Chão ISSN: 2183-4415 Periodicidade: Trimestral Tiragem: 250 exemplares Distribuição: Impressa e online (gratuitas) Director: João Martins Morada: Rua Senhor Jesus do Outeiro, n.º 17 7440 - 078 Alter do Chão Telefone: 927 220 200 Email: cdualter2013@gmail.com Facebook: www.facebook.com/cdu.alter