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nós ainda
somos niilistas?
 O sujeito de Nietzsche analisa os mecanismos do “eu”
presentes nas sociedades midiáticas como uma
manifestação do Niilismo.
 As formas de construção do si permanecem ligadas a
busca de identidade e surgem como crença no sujeito.
Para o homem, não se trata de afirmar a liquidez do eu,
mas de curar-se dela.
 Segundo Nietzsche, a modernidade inventa um novo tipo
de Niilismo: que transfere os valores divinos para a esfera
da humanidade onde rompe com as religiões, colocando a
ciência em seu lugar.
 Vivemos hoje desencantamentos com a própria
modernidade. A crítica a unidade do eu, a sua autonomia e
permanência, não é uma invenção contemporânea.
 “A busca se si" que caracteriza o mundo contemporâneo é
uma de suas expressões, na medida em que se baseia no
pressuposto de um sujeito livre.
 Mas para Nietzsche, ao contrário, ele dá lugar a um
exercício de diferenciação, que pode ser expresso pela
fórmula tornar-se quem se é.
A modernidade pode ser compreendida como
ruptura com a tradição.
Em uma sociedade pré-moderna, ser "alguém“ é
ocupar o lugar socialmente designado pela
tradição: é descender de uma certa linhagem, é
vincula-se a uma dada etnia, pertencer a uma
religião ou classe social.
Ter uma identidade é ser capaz de empregar as
tecnologias do eu, que determinada que a
sociedade oferece aos seus membros.
É ser capaz de se perceber, se reconhecer, se
inventar a partir dessa gramática.
 O processo de “invenção do eu” parece de certa forma
evocar a crítica nietzschiana do sujeito. Para Nietzsche, o
eu não constitui uma unidade, existem em nós múltiplos
eus, inúmeras almas e subalmas, cada uma querendo
impor seu próprio ponto de vista sobre as demais.
 Assim, não se pode a rigor dizer que alguém é um
assassino: alguém se torna ou não assassino dependendo
das circunstâncias que encontre ao longo da vida.
 O eu se constitui no tempo, pelo encontro com outros
efeitos, pela ação das circunstâncias que vêm ao seu
encontro. Sendo o eu uma realidade que flui, toda hipótese
de um autoconhecimento.
 Na obra de Nietzsche um acontecimento não é algo que
ocorra a alguém como se pode dizer do acidente em
relação à substância; ao contrário a fórmula nietzschiana
ganha um sentido mais radical se a tornamos reversível:
pois ela implica também que não somos nada além daquilo
que, a cada momento, nos tornamos.
 O niilismo representa uma atitude crítica em relação às
convenções sociais. Segundo alguns estudiosos e filósofos
entre eles Oswaldo Giocoia e Nietzsche.
 Cada um reconhece o seu "eu" sendo assim, o seu "eu"
interior e exterior, dizendo que a forma de agir de um
niilista não tem nada haver com a liberdade. Não tem
sujeito ou autor.
 A relação do homem com seus atos não é de causalidade,
mas de imanência, pode ser confundido com seus atos,
mas não pode portanto causá-los ou fundá-los.
Passagem de Crepúsculo dos Idolos:
" Ninguém dá ao ser humano suas características, nem Deus,
nem a sociedade, nem seus pais e ancestrais... Ninguém e
responsável pelo fato de existir, por ser assim ou assado, por
se achar nessas circunstancias, nesse ambiente."
(2006. p. 46)
REFERÊNCIAS
Artigo feito por Silvia Pimenta Velloso Rocha. Em que ainda somos
niilistas. Tecnologias de Comunicação e Subjetividade. Ano 16, 1º
semestre , 2009.
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  • 1.
  • 3.  O sujeito de Nietzsche analisa os mecanismos do “eu” presentes nas sociedades midiáticas como uma manifestação do Niilismo.  As formas de construção do si permanecem ligadas a busca de identidade e surgem como crença no sujeito. Para o homem, não se trata de afirmar a liquidez do eu, mas de curar-se dela.  Segundo Nietzsche, a modernidade inventa um novo tipo de Niilismo: que transfere os valores divinos para a esfera da humanidade onde rompe com as religiões, colocando a ciência em seu lugar.
  • 4.  Vivemos hoje desencantamentos com a própria modernidade. A crítica a unidade do eu, a sua autonomia e permanência, não é uma invenção contemporânea.  “A busca se si" que caracteriza o mundo contemporâneo é uma de suas expressões, na medida em que se baseia no pressuposto de um sujeito livre.  Mas para Nietzsche, ao contrário, ele dá lugar a um exercício de diferenciação, que pode ser expresso pela fórmula tornar-se quem se é.
  • 5. A modernidade pode ser compreendida como ruptura com a tradição. Em uma sociedade pré-moderna, ser "alguém“ é ocupar o lugar socialmente designado pela tradição: é descender de uma certa linhagem, é vincula-se a uma dada etnia, pertencer a uma religião ou classe social.
  • 6. Ter uma identidade é ser capaz de empregar as tecnologias do eu, que determinada que a sociedade oferece aos seus membros. É ser capaz de se perceber, se reconhecer, se inventar a partir dessa gramática.
  • 7.  O processo de “invenção do eu” parece de certa forma evocar a crítica nietzschiana do sujeito. Para Nietzsche, o eu não constitui uma unidade, existem em nós múltiplos eus, inúmeras almas e subalmas, cada uma querendo impor seu próprio ponto de vista sobre as demais.  Assim, não se pode a rigor dizer que alguém é um assassino: alguém se torna ou não assassino dependendo das circunstâncias que encontre ao longo da vida.
  • 8.  O eu se constitui no tempo, pelo encontro com outros efeitos, pela ação das circunstâncias que vêm ao seu encontro. Sendo o eu uma realidade que flui, toda hipótese de um autoconhecimento.  Na obra de Nietzsche um acontecimento não é algo que ocorra a alguém como se pode dizer do acidente em relação à substância; ao contrário a fórmula nietzschiana ganha um sentido mais radical se a tornamos reversível: pois ela implica também que não somos nada além daquilo que, a cada momento, nos tornamos.
  • 9.  O niilismo representa uma atitude crítica em relação às convenções sociais. Segundo alguns estudiosos e filósofos entre eles Oswaldo Giocoia e Nietzsche.  Cada um reconhece o seu "eu" sendo assim, o seu "eu" interior e exterior, dizendo que a forma de agir de um niilista não tem nada haver com a liberdade. Não tem sujeito ou autor.  A relação do homem com seus atos não é de causalidade, mas de imanência, pode ser confundido com seus atos, mas não pode portanto causá-los ou fundá-los.
  • 10. Passagem de Crepúsculo dos Idolos: " Ninguém dá ao ser humano suas características, nem Deus, nem a sociedade, nem seus pais e ancestrais... Ninguém e responsável pelo fato de existir, por ser assim ou assado, por se achar nessas circunstancias, nesse ambiente." (2006. p. 46)
  • 11. REFERÊNCIAS Artigo feito por Silvia Pimenta Velloso Rocha. Em que ainda somos niilistas. Tecnologias de Comunicação e Subjetividade. Ano 16, 1º semestre , 2009.