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Museus e museologia II - O conceito de Museologia

  • 1. MUSEUS E MUSEOLOGIA:MUSEUS E MUSEOLOGIA: FORMAS ANTIGAS E NOVASFORMAS ANTIGAS E NOVAS AÇÕESAÇÕES Parte IIParte II O conceito de MuseologiaO conceito de Museologia
  • 2. AULA ABERTAAULA ABERTA Relação das leituras e aulas abertasRelação das leituras e aulas abertas ENCRYM-1982; Facultad de Filosofia (UCM) 1987; IMSP(1991)ENCRYM-1982; Facultad de Filosofia (UCM) 1987; IMSP(1991) in Textos IMSP (2001) Centro de Artes de São Paulo (1998);in Textos IMSP (2001) Centro de Artes de São Paulo (1998); Le Jardin (Genève) 2010....Le Jardin (Genève) 2010....
  • 3. Museologia: uma disciplina científicaMuseologia: uma disciplina científica  O caráter moderno da ciência museológica foi motivadoO caráter moderno da ciência museológica foi motivado pelo esclarecimento nos últimos anos de certos errospelo esclarecimento nos últimos anos de certos erros conceituais e pelo fato de que se estabeleceu a precisãoconceituais e pelo fato de que se estabeleceu a precisão metodológica que orienta o sentido dessa disciplina.metodológica que orienta o sentido dessa disciplina.  Trata-se de um conjunto de técnicas referentes ao “quéTrata-se de um conjunto de técnicas referentes ao “qué hacer” museal. (Aurora Leon)hacer” museal. (Aurora Leon)
  • 4. musealização-museal.......musealização-museal.......  A museologia a partir do anos 1950;A museologia a partir do anos 1950; estabeleceu uma linguagem teórica, umaestabeleceu uma linguagem teórica, uma nomenclatura própria e uma terminologianomenclatura própria e uma terminologia análoga e descendente das ciênciasanáloga e descendente das ciências interdisciplinares que a conforma.interdisciplinares que a conforma.
  • 5. a prática da teoriaa prática da teoria  A museologia atualmente consiste na práticaA museologia atualmente consiste na prática sistematizada da organização de museus, nasistematizada da organização de museus, na setoração e na fatoração de dados;setoração e na fatoração de dados;  ““no desenvolvimento paralelo da museografia,no desenvolvimento paralelo da museografia, como disciplina da práxis museológica ou partecomo disciplina da práxis museológica ou parte visível dessa organização”. (Lehne-Ragghianti)visível dessa organização”. (Lehne-Ragghianti)
  • 6. aprendendo os protocolosaprendendo os protocolos  Na prática refere-se à formação profissionalNa prática refere-se à formação profissional adequada para o labor no âmbito museológico,adequada para o labor no âmbito museológico, e na teoria, requer dos profissionais umae na teoria, requer dos profissionais uma formação científica específica.formação científica específica.  O museólogo deve ser capacitado nosO museólogo deve ser capacitado nos diferentes níveis do estudo museológico: ter adiferentes níveis do estudo museológico: ter a capacidade abstração para identificar uma sériecapacidade abstração para identificar uma série de conteúdos mais ou menos complexos, e,de conteúdos mais ou menos complexos, e, para atuar inclusive na formação da ciênciapara atuar inclusive na formação da ciência museológica.museológica.
  • 7. Interação das disciplinasInteração das disciplinas  Embora a museografia e a museologia aindaEmbora a museografia e a museologia ainda integram um eixo comum, comportam em suasintegram um eixo comum, comportam em suas respectivas raízes etimológicas significados erespectivas raízes etimológicas significados e funções diferentes.funções diferentes.  De início, assinalamos que a análise científicaDe início, assinalamos que a análise científica que a museologia oferece, forma a base doque a museologia oferece, forma a base do fenômeno museográfico como evolução dafenômeno museográfico como evolução da teoria para a prática.teoria para a prática.
  • 8. Museografia e arquitetura deMuseografia e arquitetura de museusmuseus  Considera-se também que, em muitos casos, aConsidera-se também que, em muitos casos, a aplicação (museografia) diverge da normativaaplicação (museografia) diverge da normativa museológica.museológica.  A museografia hoje em dia, também estuda o museu emA museografia hoje em dia, também estuda o museu em si, sua estrutura física - como objeto dessa disciplina,si, sua estrutura física - como objeto dessa disciplina, que ampliada na museologia, não se limita a problemasque ampliada na museologia, não se limita a problemas arquitetônicos, estruturais ou expositivos, masarquitetônicos, estruturais ou expositivos, mas contempla interesses mais amplos, como a extensão dacontempla interesses mais amplos, como a extensão da vida do museu, seu funcionamento e sua finalidade.vida do museu, seu funcionamento e sua finalidade.
  • 9. A especialização profissionalA especialização profissional  A museografia consiste na descrição dosA museografia consiste na descrição dos elementos que tocam diretamente ao museu,elementos que tocam diretamente ao museu, com sua estrutura arquitetônica, problemas decom sua estrutura arquitetônica, problemas de localização, apresentação e conservação daslocalização, apresentação e conservação das coleções.coleções.  A museologia, por sua vez, é a disciplinaA museologia, por sua vez, é a disciplina científica que trabalha no nível teórico,científica que trabalha no nível teórico, ratificando, transformando e renovando estesratificando, transformando e renovando estes dados.dados.
  • 10. museologia e museografia:museologia e museografia: interação disciplinarinteração disciplinar  A elaboração museológica apresenta-se dessaA elaboração museológica apresenta-se dessa maneira, como um fenômeno conseqüente,maneira, como um fenômeno conseqüente, trabalhando sobre fatos reais que foramtrabalhando sobre fatos reais que foram subministrados pela museografia, a fim desubministrados pela museografia, a fim de conseguir um planejamento teórico que definaconseguir um planejamento teórico que defina os postulados mais convenientes que podemos postulados mais convenientes que podem ser aplicados no futuro.ser aplicados no futuro.
  • 11. Bazin,Boylan,Stránsky,Rivière, Collier,VanMensch,Bohan,Fabri, Sola, Kircher,Bazin,Boylan,Stránsky,Rivière, Collier,VanMensch,Bohan,Fabri, Sola, Kircher, Dana, Burcaw, Alonso,Hooper, Herreman, Waagen, Lorente,YoungLee,RivardDana, Burcaw, Alonso,Hooper, Herreman, Waagen, Lorente,YoungLee,Rivard..............  O museólogo deve aprender a construirO museólogo deve aprender a construir argumentos mediante a interpretação do seu objetoargumentos mediante a interpretação do seu objeto de estudo sob os termos marcados pela teoria.de estudo sob os termos marcados pela teoria.  No que diz a teoria museológica, é que existemNo que diz a teoria museológica, é que existem parâmetros marcados pela museologia; estesparâmetros marcados pela museologia; estes parâmetros são os protocolos e as normas de açãoparâmetros são os protocolos e as normas de ação cotidiana no âmbito museológico,cotidiana no âmbito museológico,  Estes protocolos foram estabelecidos numaEstes protocolos foram estabelecidos numa constante interação entre a prática e a teoriaconstante interação entre a prática e a teoria estruturada através das diferentes formaçõesestruturada através das diferentes formações disciplinares que os museus foram absorvendo edisciplinares que os museus foram absorvendo e consolidando especialmente no século XX, deconsolidando especialmente no século XX, de forma sistemática.forma sistemática.
  • 12. A nomenclatura internacionalA nomenclatura internacional  A meta linguagem museológica exprime conteúdosA meta linguagem museológica exprime conteúdos exatos, por exemplo, o termo musealização, queexatos, por exemplo, o termo musealização, que exprime o momento no qual um objeto ingressa noexprime o momento no qual um objeto ingressa no sistema museológico, integrando-se a um “processo”, ousistema museológico, integrando-se a um “processo”, ou a uma série de procedimentos e ações integradas.a uma série de procedimentos e ações integradas.  Atualmente o termo se refere também aos processosAtualmente o termo se refere também aos processos similares extra-muros que “musealizam” o patrimôniosimilares extra-muros que “musealizam” o patrimônio histórico imóvel, no sentido da integração,histórico imóvel, no sentido da integração, transformação, adaptação de um conjunto material outransformação, adaptação de um conjunto material ou imaterial agrupado sob um campo conceitual similar aimaterial agrupado sob um campo conceitual similar a um museu.um museu.  Museal pode ser aplicado para exprimir as ações noMuseal pode ser aplicado para exprimir as ações no ambiente dos museus; porém a museologia queambiente dos museus; porém a museologia que expressa as ações relacionadas aos museus, utiliza osexpressa as ações relacionadas aos museus, utiliza os termos advindos da conservação, da arquitetura, datermos advindos da conservação, da arquitetura, da administração e assim por diante.administração e assim por diante.
  • 13. Serraller, Balerdi, Papadakis, Grenberg, Ferguson, Nairne,IsabelSerraller, Balerdi, Papadakis, Grenberg, Ferguson, Nairne,Isabel Fernandez, Allwood, Ambrose, Paine, Bachmann, Batorm, Belcher,Fernandez, Allwood, Ambrose, Paine, Bachmann, Batorm, Belcher, Bonilauri,Maugeri, Brawnw, Brill, Zoreda, Valeiras Casal,Bonilauri,Maugeri, Brawnw, Brill, Zoreda, Valeiras Casal, Davallon....Davallon....  A museologia apresenta-se como a análise reflexiva doA museologia apresenta-se como a análise reflexiva do fenômeno museográfico. A relação intrínseca dessasfenômeno museográfico. A relação intrínseca dessas matérias forma um dos pilares da museologia.matérias forma um dos pilares da museologia.  Afirmamos que a prática expositiva revela a face ocultaAfirmamos que a prática expositiva revela a face oculta dos museus, porque recontextualiza os objetos e osdos museus, porque recontextualiza os objetos e os expõe conforme o protocolo museográfico.expõe conforme o protocolo museográfico.  Um conceito que se aplica no âmbito dos museus, istoUm conceito que se aplica no âmbito dos museus, isto é, a museografia. Diferente das exposições em galeriasé, a museografia. Diferente das exposições em galerias ou nos circuitos comerciais (porque tem o propósito deou nos circuitos comerciais (porque tem o propósito de exibir o resultado da pesquisa científica, com aexibir o resultado da pesquisa científica, com a finalidade de educar informalmente, acompanhada dasfinalidade de educar informalmente, acompanhada das informações textuais que conformam uma narrativainformações textuais que conformam uma narrativa expositiva)expositiva)
  • 14. Reppeto,Dreyfuss, Dudley.......Reppeto,Dreyfuss, Dudley....... Wilkinson (AAM-1958), Hernández F., Lukchurst, Konikow,Wilkinson (AAM-1958), Hernández F., Lukchurst, Konikow, Tillotson, Shelley, Pearce S., Susan Vogel,Baztán, Barrientos,Tillotson, Shelley, Pearce S., Susan Vogel,Baztán, Barrientos, Zoreda, Deloche....Zoreda, Deloche....  Outro exemplo é o termo documentação, que evoluiu daOutro exemplo é o termo documentação, que evoluiu da arquivologia e da biblioteconomia para o mundoarquivologia e da biblioteconomia para o mundo museológico, nesse sentido atualmente utilizamos omuseológico, nesse sentido atualmente utilizamos o termo documentaçao museológica em referencia a todatermo documentaçao museológica em referencia a toda documentação pertinente ao museu, exceto adocumentação pertinente ao museu, exceto a documentação produzida pelo setor administrativo.documentação produzida pelo setor administrativo.  Nesse sentido integramos as novas áreas de açãoNesse sentido integramos as novas áreas de ação museológica, como a Gestão de Museus, que diferenciamuseológica, como a Gestão de Museus, que diferencia os dois setores organizativos: o museológico e oos dois setores organizativos: o museológico e o administrativo.administrativo.
  • 15. Museums at 60ths...Museums at 60ths...  A orientação acadêmica diferenciando aA orientação acadêmica diferenciando a museografia e a museologia como disciplinasmuseografia e a museologia como disciplinas autônomas, estava definida nos anos 80,autônomas, estava definida nos anos 80, especialmente nos centros de estudos criadosespecialmente nos centros de estudos criados sob a égide das iniciativas da UNESCO, como osob a égide das iniciativas da UNESCO, como o Centro Paul Coremans, no México, atualCentro Paul Coremans, no México, atual Escuela Nacional de Conservación,Escuela Nacional de Conservación, Restauración y Museografia “Manuel del CastilloRestauración y Museografia “Manuel del Castillo Negrete”.Negrete”.
  • 16. memória museológicamemória museológica  A museografia diverge da museologia nesse momentoA museografia diverge da museologia nesse momento metodológico da delimitação do campo conceitual de ambasmetodológico da delimitação do campo conceitual de ambas disciplinas, a partir da prática sistematizada a partir da metade dodisciplinas, a partir da prática sistematizada a partir da metade do século XIX, iniciado pela formação dos conservadores, dosséculo XIX, iniciado pela formação dos conservadores, dos documentalistas e do fenômeno cultural experimental dasdocumentalistas e do fenômeno cultural experimental das exposições.exposições.  Esse conceito advém dos estudos de conservação preventiva,Esse conceito advém dos estudos de conservação preventiva, seguindo o pensamento de Varine Bohan,seguindo o pensamento de Varine Bohan,  e foi incorporado aos estudos de museologia e da formação doe foi incorporado aos estudos de museologia e da formação do museólogo, através do conceito de continente (edifício) e conteúdomuseólogo, através do conceito de continente (edifício) e conteúdo (coleções).(coleções).
  • 17. ISBN 978-85-914169-1-2ISBN 978-85-914169-1-2 Profa. Dra. Teresa Cristina de Andrade Bock, Coordenadora doProfa. Dra. Teresa Cristina de Andrade Bock, Coordenadora do Curso de Especialização em Museologia do Instituto deCurso de Especialização em Museologia do Instituto de Museologia de São Paulo (1991-1993) e colaboradora do IMSPMuseologia de São Paulo (1991-1993) e colaboradora do IMSP em 2001, para a criação no Brasil da formação profissional eem 2001, para a criação no Brasil da formação profissional e acadêmica em Museografia, Documentalista museológico e emacadêmica em Museografia, Documentalista museológico e em Museopedagogia.Museopedagogia.