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Morfologia e Anatomia Vegetal Prof. Tubão
Semente e Germinação: Origem dos Órgãos Vegetais  Prof. Tubão
Germinação do Semente  :  Inicio da formação das estruturas vegetais: Raiz, Caule e Folhas (que formam estróbilos e flores). Função da Semente:  Manter o embrião em estado de dormência, enquanto as condições ambientais (água, temperatura, luz e oxigênio) não forem ideais e fornecer-lhe nutrientes durante o desenvolvimento.  As sementes são compostas pela c asca ou tegumento  (testa ou tégumen)e pela  amêndoa (endosperma ou albúmen + embrião)
Endosperma ou albúmen:  reserva nutritiva ,  composto de óleos, proteínas, carboidratos,vitaminas, sais minerais e enzimas.  Nas gimnospermas o endosperma  primário (n) é derivado diretamente do gametófito feminino. Na angiospermas é resultado da junção do núcleo espermático masculino com dois núcleos polares femininos que resulta no endosperma secundário (3n). Nas Angiospermas o endosperma pode estar contido nas folhas iniciais ( cotilédones ) do embrião, como no caso das dicotiledôneas ou estarem  na própria semente formando o  albúmen  como nas monocotiledôneas.
O embrião das monocotiledôneas é formado por  um cotilédone  ou escutelo, que digere e absorve o endosperma, pela  radícula , que dá origem a raiz e pelo  caulículo , que dá origem ao caule. O caulículo se divide  epicótilo  (que está acima) e  hipocótilo  (que está abaixo).  No ápice do caulículo está o  epicótilo , onde se encontra a gema apical, que dá origem as folhas primárias ( plúmula) . O epicótilo esta envolvido por um tecido de proteção, o  coleóptile .
O embrião das dicotiledôneas é formado por  dois cotilédones , que  contém o endosperma , pelo  radícula , que dá origem a raiz, pelo  caulículo , que origina o caule e pelas folhas primárias ou plúmulas. Os  cotilédones  dividem caulículo em  epicótilo  (que está acima) e  hipocótilo  (que está abaixo).
Sementes possuem  baixo teor e água  (5 a 20%) e baixo metabolismo, mantendo o embrião em estado de dormência. Germinação:  o primeiro passo para se retirar a semente do seu estado de dormência é fornecer água que esta absorve por  osmose  ou  embebição.
A água retira o embrião do estado de dormência que passa a produz hormônios ( giberelinas ), ativando enzimas presentes em um tecido rico em proteínas perto da casca ( aleurona ), digerindo (hidrólise) o amido e liberando  a glicose.
Outros fatores também influenciam na germinação com oxigênio, temperatura (varia de acordo com o ambiente) e  luz . Sementes  fotoblásticas positivas  precisam de um fotoperíodo de muitas horas de luminosidade para germinar. Sementes  fotoblásticas negativas  precisam de um fotoperíodo de muitas horas de escuro ou de escuro total para germinar.
Na germinação das monocotiledôneas as primeiras estruturas a brotarem a partir do embrião  são o  coleóptilo  ( coleóptile ), que recobre o  epicótilo  (caule inicial) que dá origem  as folhas primárias, e a  radícula , que dá origem a raiz.
Nas dicotiledôneas brotam  radícula , o  hipocótilo  e o  epicótilo  que  originam  as folhas primárias, onde estão as  gemas apicais  (tecido de crescimento embrionário ou meristema apical do caule).  Após  esgotarem seus nutrientes, os cotilédones caem.
gemas apicais  (tecido de crescimento embrionário ou meristema apical do caule).
Morfologia Vegetal: A Raiz Prof. Tubão
Raiz:  Órgão Vegetal responsável pela fixação (sustentação) da planta e pala absorção da seiva bruto (água mais nutrientes minerais. Genericamente, podem ser de dois tipos: fasciculadas (monocotiledôneas) e pivotantes ou axiais(dicotiledôneas)
Nas dicotiledôneas apresentam regiões com funções específicas: A) Coifa:  Na ponta da raiz, tecido que protege o meristema da raiz (tecido embrionário de crescimento. B) Região ou Zona Lisa:  onde se nota o  crescimento da raiz.  C) Região ou Zona Pilífera (pilosa):  onde se encontram os pelos absorventes, região de maior absorção de água. D) Região ou Zona de ramificação:  de onde surgem as raízes late ais ou secundárias Colo:  transição entre o Caule e a raiz
 
A) Coifa com meristema apical da raiz  (tecido meristemático de crescimento da raiz) :  Fundamental para evitar lesões ao meristema quando este penetra no solo
B) Zona de crescimento:  Resultado da multiplicação e diferenciação da células do meristema: De células embrionárias para células adultas:
C) Zona PiIlífera:  Os pelos absorventes surgem a partir da epiderme da raiz aumentam a área de absorção de água:
Tecidos que formam as raízes:  epiderme, córtex, endoderme, periciclo, xilemas e floemas
D) Zona de Ramificação ou suberosa :  fixa o vegetal ao solo:
Tipos de Raízes: 1) Subterrâneas ou terrestres: a) pivotantes ou axiais  (eixo central) das dicotiledôneas: apresentam crescimento secundário (raízes que crescem lateralmente perpendiculares ao eixo centra)
b) fasciculadas:  (sem eixo central) Todas crescem a partir de um ponto do caule, sem crescimento lateral.
c) Tuberosas:  quando armazenarem reservas de nutrientes (principalmente amido). Podem ocorrer tanto em axiais como em fasciculadas.
2) Raízes Aéreas: a) Suportes ou escoras:  Raízes que partem do caule acima do colo, em direção ao solo e ajudam a aumentar a fixação do vegetal. Ex. milho e plantas de maguezais:
b) Raiz Cintura:  Raízes que crescem enroladas em um suporte como caules de outra planta. Apresentam uma casca especial chamada  velame , que absorve água do ar. Comum em  epífitas  (bromélias e orquídeas):
c) Raiz estrangulante:  Raízes muito ramificadas que se enrolam no caule, mas ao crescerem interrompem o fluxo de seiva elaborada, matando a planta hospedeira: Ex. mata-pau
d) Raiz Tabulares:  muito achatadas, servem para respiração e fixação da planta. Ex figueira
e) Raiz Respiratórios ou pneumatóforos:  raízes que se projetam para o ar em solos pantanosos ou de manguezais, e realizam trocas gasosas.
f) Raiz Grampiforme:  Raízes pequenas que aderem fortemente ao substrato, com a unha de gato.
g) Raiz sugadora ou haustórios:  Raízes de plantas parasitas que penetram nos xilemas (hemiparasitas) ou nos floemas (holoparasitas) como o cipó-chumbo, que devido a isso perdeu a capacidade de fazer fotossíntese.
Morfologia Vegetal: O Caule Prof. Tubão
Caule:  Eixo principal das plantas que fornece sustentação para folhas, flores e frutos, ponto de origem das raízes e acumulação de  substâncias nutritivas e água. Por ele correm a seiva bruta e elaborada (xilemas e floemas). Origina-se do caulículo do embrião.
Nas dicotiledôneas os xilemas e floemas estão dispostos regularmente em volta de um cilindro central (lenho) e nas monocotiledôneas estão dispostos aleatoriamente pelo caule lenho Dicotiledôneas monocotiledôneas
Os caules apresentam os  meristemas apicais ou gemas terminais  (crescimento em direção a luz) e as  gemas laterais ou auxiliares  (crescimento de ramos laterais), tecidos embrionários, onde ocorrem muitas mitoses e que comandam o crescimento das plantas. Podem  estar ativos ou dormentes.
Nas gemas laterais as regiões de onde partem os ramos laterais são denominadas  nós . A região entre dois nós e denominada  entre nós .
Tipos de Caules: 1- Caules Aéreos Típicos: a) Troncos:  apresentam lenho (crescimento lateral). Geralmente apresentam a base mais larga que o ápice e muitas ramificações como em árvores e arbustos. Típicos das dicotiledôneas e gimnospermas
b) Hastes:  Caule pouco desenvolvido e geralmente flexível comum em ervas e pequenos arbustos: c) Estipes:  Caule cilíndrico, pouco ramificado das palmeiras. Típicos das monocotiledôneas
d) Colmos:  Caule cilíndricos típicos das monocotiledôneas com nítida divisão entre nós e entre nós. Como em bambus e cana de açúcar.
e) Estolão ou Estolho:  Caule rastejante, como na grama e no morango. Podem ser  volúveis  (trepadeiras).
2- Caules aéreos modificados: a) Cladódios:  Caules achatados e verdes. Podem realizar fotossíntese ou funcionarem como reserva d água (suculentos). Apresentam espinhos (folhas modificadas que não realizam fotossíntese) para economia de água) filocládios  mais afilados, como o aspargo:
e) Espinho:  ramificação atrofiada do caule que tem a função de proteger a planta. f) Gavinhas:  estrutura filamentosa derivadas de caules aéreos (estolões volúveis)   como na uva e maracujá
g) Pseudobulbo:  Caule intumescido, presente nas orquídeas: h) Pseudobulbo Alado:  expansão lateral do caule (carqueja).
3) Caules Subterrâneos Típicos: a) Rizoma:  Caule subterrâneo como na banana e samambaia.
b) Tubérculo:  Caules que acumulam material nutritivo como a batata.
3) Caules Subterrâneos Típico Modificados: a) Xilopódios:  Caule subterrâneo que acumulam água e não distinção nítida entre raiz e caule. b) Bulbos:  estrutura complexa formado pelo  prato  (base do caule modificado) envolvido por folhas modificadas denominadas  catáfilos.  Podem ser simples (cebola) ou compostos (alho)
- Bulbos simples Tunicados (cebola):  Vários catáfilos sobrepostos Bulbos simples escamoso lírio):  escamas imbricadas
- Bulbos simples sólido (tulipa):  acumula nutrientes Bulbos compostos (alho):
Morfologia Vegetal: A Folha Prof. Tubão
Folhas:  Originadas das gemas do caule que formam os primórdios foliares.  Geralmente é o local onde ocorre a fotossíntese, a transpiração e as trocas gasosas. Morfologicamente se divide em  bainha, estípulas, pecíolo  e  limbo:
O  Limbo  é a parte principal de folha, onde ocorre a fotossíntese. No limbo são visíveis as  nervuras , reticuladas (ramificadas) nas dicotiledôneas e paralelas nas monocotiledôneas. Ex.:
O  Limbo  é a pode ser  simples  (uma folha por pecíolo) ou  composto  (varias folhas ou folíolos por pecíolo) formando  folhas compostas
A  bainha  é a estrutura que prende a folha no caule. È muito desenvolvida nas monocotiledôneas ( folhas invaginantes ) e reduzida ou ausente nas dicotiledôneas:
A  estípula  pequenas estruturas presentes na gema caulinar que tem a função de proteger a folha que está nascendo. Em alguns caso é muito desenvolvida e assume a função fotossintetizante (ervilhas).
Pecíolo:  Eixo de sustentação que prende a folha no caule. Normalmente ausente nas monocotiledôneas.
Folhas que apresentam todas as estruturas foliares são denominada  completas  e as apresentam a falta de alguma das estruturas são denominadas  incompletos .
Tipos de  folhas   incompletas: a) Peciolada : quando o pecíolo é desenvolvido e falta a bainha (dicotiledôneas): b) Invaginante:  pecíolo ausente e bainha desenvolvida (monocotiledôneas):
c) Séssil : quando o pecíolo  e a bainha estão ausentes: Classificação das folha em relação a disponibilidade de água: a)   Xeromórficas  (xerófitas , climas desérticos): espinhos dos cactos b) Mesomórficas  (Mesófitas, climas muito úmidos): Palmito c) Higromórficas  (higrófitas, aquáticas): Ninfeas
Adaptações e Modificações das Folhas: 1- Cotilédones : primeiras folhas embrionárias que nas dicotiledôneas guarda o endosperma: 2- Insetívoras:  modificadas para captura de animais: Drosera sp Dionea sp Nepenthes sp
3- Escamas ou catáfilos : Proteção das gemas dos caules 4 – Brácteas:  Folhas protetoras da base das flores, que podem assumir o papel das pétalas para atrair polinizadores
5- espinhos:  folhas modificadas para proteção (cora de Cristo) ou para economia de água (cactos). 6- Gavinhas:  fixação:
Folhas com funções de reprodução: a) Multiplicação vegetativa (assexuada) : folhas que apresentam tecidos embrionários que podem gerar outra planta: b) Esporófilos:  Folhas das samambaias que produzem esporos:
c) Antófilos:  Folhas transformadas em flores Heterofilia:  Planta com folhas de formatos diferentes:
Filotaxia:  Classificação da posição dos folhas em relação ao caule: a) Alternadas:  Inseridas em níveis diferentes  b) Opostas:  inseridas no mesmo nó em oposição uma da outra: c) Verticiladas:  varias folhas no mesmo nó: