3. REFERENCIAL TEÓRICO
O referencial teórico, ou fundamentação teórica, é a etapa que dá suporte à
coleta e análise dos dados e apresenta os conceitos, teorias e modelos que irão
sustentar a argumentação do pesquisador. Corresponde à revisão bibliográfica
do assunto, conferindo-lhe credibilidade pelas referências citadas. Não é a parte
mais importante do relatório!
Em algum lugar, alguém já deve ter feito pesquisas iguais ou semelhantes, ou
mesmo complementares de certos aspectos da pesquisa pretendida. Logo, a
procura de tais fontes, documentais ou bibliográficas, torna-se imprescindível
para que não haja duplicação de esforços.
A citação das principais conclusões a que outros autores chegaram permite
salientar a contribuição da pesquisa realizada, demonstrar contradições ou
reafirmar comportamentos e atitudes. Para tanto, a literatura deverá ser
relevante, atual e condizente com o problema em estudo. É importante ainda que
o autor do relatório demonstre entendimento da literatura existente sobre o tema.
Não se trata de reescrever ou citar de forma idêntica o que os autores da área
publicaram ou afirmaram, mas, sim, de relacionar – com coesão, coerência,
criatividade e bom português – a teoria revisada ao tema e ao problema
construído.
De preferência, o Referencial Teórico deve ser dividido em subitens que
facilitem a escrita, começando com definições, histórico, dados atuais do
assunto (em outros países, regiões, tempos passados e atuais), até chegar
ao problema ou solução que deseja abordar, ou seja, ao seu tema em
questão.
Ex.:
3.1. Resíduos sólidos- Definições e Histórico
3.2. Legislação de Resíduos Sólidos
Fundamentar, então, será o ato de buscar em obras esses conhecimentos e
descrevê-lo em seu relatório. Mas como se faz isso?
Há duas formas de fazer uma citação, ou seja, de usar a informação de uma
obra em seu relatório:
1) Citação indireta: Deve ser a escrita mais utilizada. Ocorre quando é feita a
paráfrase do texto original, ou seja, o trecho é reescrito com outras palavras, mas
mantendo seu sentido. Pode-se dizer que é uma espécie de tradução dentro da própria língua, ou seja, é como se você lesse um livro e tivesse que contar a
história com suas próprias palavras, respeitando a escrita técnica. Nesse caso,
deve-se citar o último nome do autor do texto e o ano de publicação da obra.
O número da página é opcional (e raramente usado), e as aspas ou o recuo
não são usados.
Veja os exemplos:
De acordo com Mattar (1996), a pesquisa bibliográfica é apropriada para os
primeiros estágios da investigação quando a familiaridade, o conhecimento e a
compreensão do fenômeno por parte do pesquisador são geralmente pouco ou
inexistentes.Os estudos exploratórios têm como principal característica a informalidade, a
flexibilidade e a criatividade, e neles procura-se obter um primeiro contato com
a situação a ser pesquisada (SAMARA; BARROS, 2002).
Algumas expressões usadas em citações para mencionar o nome do autor são: