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Integrando ambientes Windows e Linux
Agenda – Fase 1

●   Motivação
●   Introdução
●   Compartilhamento de arquivos e impressoras
●   SMB – Server Message Block
●   CIFS – Common Internet File System
    ●   Como o CIFS trabalha
●   Componentes do Samba
●   Funcionalidades do Samba
Motivação


Integração de Redes Heterogêneas é importante porque...
 ●   Uso crescente de máquinas Windows e Linux
 ●   Os dois ambientes possuem recursos que podem ser compartilhados
 ●   A integração aproveita o melhor dos dois mundos:
     ●   Windows como plataforma desktop popular e com muitos recursos
     ●   Linux como plataforma de infraestrutura escalável e flexível
Introdução
●   O Samba começou a ser desenvolvido por Andrew Tridgell em 1992 como
    ferramenta para compartilhamento de diretórios e arquivos entre máquinas
    *nix e máquinas com sistemas operacionais como Windows e OS/2 da IBM.
●   Utilizando engenharia reversa no protocolo SMB (Server Message Block),
    Andrew fez a implementação do protocolo em seu computador Unix.
●   Dessa forma, os sistemas de arquivos do servidor Unix podiam então ser
    montados e acessados por estações Windows.
●   O projeto é mantido por um grupo de voluntários sob a supervisão de
    Andrew Tridgell.
●   Ferramenta opensource, é solução viável para as necessidades de
    armazenamento centralizado de dados, autenticação e uso uso de recursos.
Compartilhamento de arquivos e impressoras
●   Recursos como compartilhamento de arquivos e impressoras ficam disponíveis
    na rede através do uso do protocolo CIFS (Common Internet File System), que
    permite a comunicação entre diversas máquinas operando em diferentes
    plataformas.
●   O Samba utiliza o lado servidor do CIFS que permite que máquinas Linux se
    comuniquem com outros sistemas operacionais disponibilizando e usando
    recursos.
●   Dessa forma, uma máquina Linux, por exemplo, é vista como outra máquina
    Windows na rede.
●   O Samba oferece escalabilidade, podendo inicialmente começar em uma
    infraestrutura de máquinas comuns baseadas em arquiteturas Intel e crescer
    até a implementação em Mainframes.
Exemplo de compartilhamento




      http://wiki.sintectus.com/pub/GrupoLinux/ArtigoServidorSAMBA/pag_207a.jpg
SMB – Server Message Block

●   “Coração” do CIFS
●   Foi uma extensão que a Microsoft acrescentou ao DOS para permitir que o
    I/O de disco fosse redirecionado ao NetBIOS (Network Basic Input/Output
    System).
●   NetBIOS serve como interface entre a rede e um aplicativo fornecendo:
    ●   Serviço de Nomes (responsável por exibir os nomes vistos no Ambiente de
        Rede)
    ●   Serviço de Sessão (utilizado pelo CIFS para enviar e receber mensagens
        SMB)
CIFS – Common Internet File System

●   Padrão aberto, criado pela IETF – Internet Engineering Task Force
●   Trabalha na arquitetura cliente-servidor
●   Provê os seguintes serviços:
    ●   Compartilhamento de arquivos
    ●   Impressão em rede
    ●   Autenticação e autorização
    ●   Resolução de nomes
    ●   Anúncio de serviços (browsing ou navegação de recursos como
        impressoras e servidor de arquivos)
Como o CIFS trabalha?
●   Cliente e servidor trocam mensagens a fim de acessarem recursos
●   Isso é feito através do Server Message Block Protocol.


                                                       Mensagens SMB:
               SMB Request                   ●   Solicitações de início e término de
                                                 conexão em compartilhamentos de
              SMB Response                       arquivo e impressão;
                                             ●   Operações com arquivos:
Cliente                          Servidor        ● Open/Close

                                                 ● Read/Write

                                             ●   Pesquisa em diretórios
                                             ●   Definição e checagem de permissões
Como o CIFS trabalha?
●   Cliente e servidor trocam mensagens a fim de acessarem recursos
●   Isso é feito através do Server Message Block Protocol.


                                                       Mensagens SMB:
               SMB Request                   ●   Solicitações de início e término de
                                                 conexão em compartilhamentos de
              SMB Response                       arquivo e impressão;
                                             ●   Operações com arquivos:
Cliente                          Servidor        ● Open/Close

                                                 ● Read/Write

                                             ●   Pesquisa em diretórios
                                             ●   Definição e checagem de permissões
Componentes do Samba

nmbd
●



    Responsável pela resolução de nomes, faz parte do processo de navegação
    ●



    (browsing) e varredura de recursos disponíveis em uma máquina
smbd
●



    Responsável
    ●               por   compartilhar   recursos    (arquivos,   impressoras),
    autenticação, controle da autorização e acesso aos recursos
winbind
●



    Responsável pelo mapeamento de bases de usuários em um domínio
    ●



    Windows.
Funcionalidades do Samba

●   Compartilhamento de um ou mais sistemas de arquivos;
●   Compartilhamento de impressoras em ambientes Windows, ou atuar
    como cliente;
●   Autenticação de clientes em um domínio Windows;
●   Manter registros das ações dos usuários no servidor;
●   Permitir e garantir ao administrador direitos de domínio como restrições
    de logins, inserção e retirada de máquinas e usuários da rede;
●   Melhor controle de acesso aos recursos compartilhados no sistema;
●   Facilidade na localização de arquivos e realização de backups.
Samba como servidor de arquivos
Agenda – Fase 2

●   Instalação de Pacotes – ambiente Debian
●   Análise do smb.conf
●   Definindo compartilhamentos personalizados
●   Teste do arquivo smb.conf
●   Criando usuários
●   Teste no ambiente Windows
●   Teste no ambiente Linux
Instalação de pacotes
   Para configurar o servidor samba, é necessário instalar os seguintes
pacotes:

          # apt­get install samba smbclient smbfs

     O comando acima irá instalar os seguintes pacotes:
 ●   samba – servidor samba
 ●   samba-common – arquivos de configuração do samba
 ●   smbclient – cliente samba para Linux
 ●   smbfs – utilitários para montagem de compartilhamentos através do Linux

  Dica!
     É uma boa prática, antes de instalar um pacote, verificar se o mesmo já está
     instalado no sistema:
     # dpkg -l | grep samba
     # dpkg -l | grep smbclient
     # dpkg -l | grep smbfs
Dica para o administrador
      Dica!
         Nos próximo slides, iremos analisar as principais diretivas do smb.conf.
    Porém, antes de fazer qualquer alteração, primeiro vamos salvar uma cópia
do arquivo original, que pode ser utilizado para futuras consultas.

    # cp /etc/samba/smb.conf /etc/samba/smb.conf.original


    Feito o backup do arquivo original, podemos partir para análise do arquivo:
        # cd /etc/samba/
        # vim smb.conf
Arquivo smb.conf
   A configuração do Samba é feita através no arquivo /etc/samba/smb.conf,
que é composto por seções, parâmetros e variáveis.
   Seções são iniciadas por uma palavra colocada entre colchetes, como por
exemplo [global], [homes], entre outras. Alguns nomes de seções tem o nome
reservado para configurações específicas. No próximo slide vamos conhecer as
seções reservadas.
   Parâmetros definem os atributos das seções onde se encontram.
   Variáveis são utilizadas para substituir textos fixos, como por exemplo
“path=/tmp/%u” pode ser interpretada como “path=/tmp/aluno”, caso se
tenha acessado o sistema com o usuário aluno.
Seções reservadas no smb.conf
[global] – Define configurações como nome do servidor, grupo de trabalho, e
outras que tem efeito em todos compartilhamentos.
[homes] – Responsável por compartilhar o diretório home de cada usuário que
irá acessar o Samba.
[netlogon] – Utilizado para armazenar os scripts de logon quando o Samba está
sendo utilizado como PDC (Primary Domain Controller).
[profile] – Define um perfil quando o Samba é usado como PDC. Permite que os
clientes utilizem o mesmo perfil em qualquer máquina em que se autentique na
rede.
[printers] – Define opções gerais para controle das impressoras do sistema.
Análise do arquivo smb.conf
                 Seção [global]
workgroup = Laboratorio – Define em qual grupo de trabalho ou domínio da
rede Microsoft ele estará contido.
server string = Servidor de Arquivos – Comentário sobre o servidor.
wins support = yes – Define o Samba como servidor WINS, resolvendo nome
para máquinas Windows.
client lanman auth = yes – Utilizado pelo comando smbclient.
wins server = w.x.y.z – se já existir um servidor WINS na rede, aqui é informado
o endereço IP do servidor.
log file = /var/log/samba/%m.log – arquivo de log gerado pelo samba (o valor
%m indica que o nome do arquivo terá o nome NetBIOS do host de acesso).
Análise do arquivo smb.conf
                 Seção [global]
max log size = 1024 – tamanho do arquivo de log (em KB)
security = share – configuração da política de acesso e autenticação para os
serviços compartilhados.
encrypt passwords = yes – Habilita ou não o uso de senhas criptografadas.
passdb backend = tdbsam – Se estiver usando senhas criptografadas, essa
opção permite criar uma base de senhas samba.
unix password sync = yes – Habilita sincronização de senhas do Samba com as
senhas do Linux.
passwd program = /usr/bin/passwd %u – Programa que realiza a alteração de
senhas e os parâmetros.
Análise do arquivo smb.conf
                  Seção [global]
smb passwd file = /etc/samba/smbpasswd – Arquivo que guarda as senhas
criptografadas.
load printers = yes – Disponibiliza as impressoras listadas no arquivo
/etc/printcap.
printcap name = /etc/printcap – Arquivo onde se localizam as impressoras
configuradas no sistema.
printing = cups – Define o tipo do servidor de impressão (CUPS – Common Unix
Printing System).
Análise do arquivo smb.conf
                 Seção [homes]
comment = Home Directories – Descrição do compartilhamento.
browseable = no – Permite ou não a visualização do compartilhamento.
ready only = yes – Por padrão, os diretórios são exportados somente com
permissão de leitura.
create mask = 0644 – Permissão padrão de criação de arquivos no
compartilhamento.
directory mask = 0775 – Permissão padrão de criação de diretórios no
compartilhamento.
valid users = %S – Define que a pasta home será acessível apenas pelo usuário
dono (a variável %S é substituída pelo nome do usuário).
Análise do arquivo smb.conf
                   [printers]
comment = All Printers – Descrição do compartilhamento
path = /var/spool/samba – Diretório do spool de impressão no servidor
browseable = no – Permite ou não a visualização do compartilhamento.
guest ok = no – Define se será solicitado senha ao acessar a impressora
compartilhada.
writable = no – Permite ou não gravação no recurso compartilhado.
printable = yes – Especifica se o compartilhamento é uma impressora (yes) ou
um arquivo/diretório (no).
Aquecimento
●   Objetivo: configurar um compartilhamento personalizado:
    ●   Compartilhar a pasta /srv/samba/publico
    ●   Definir dono e grupo para a pasta
    ●   Ajustar as permissões
●   O arquivo de configuração de um servidor Samba para o aquecimento
    segue no próximo slide.




                Servidor
                 Samba
                                                         Clientes
Ajuste do smb.conf
[global]
   workgroup = Laboratorio
   server string = Servidor de Arquivos
   wins support = yes
   client lanman auth = yes
   security = share


[Publico]
   comment = Diretorio Publico
   path = /srv/samba/publico
   force user = smbuser
   force group = users
   read only = no
   guest ok = yes
Testando a configuração

    O samba oferece um utilitário para checar se a sintaxe do arquivo smb.conf
está correta:
        # testparm


    O comando acima irá checar se a sintaxe dos parâmetros está correta. Após
a checagem, é exibido um dump do arquivo de configuração.
    Lembrando que qualquer compartilhamento extra criado, mesmo que não
apresente erro durante a verificação do testparm, exige algumas ações como
criar o diretório localmente, definir as permissões, entre outras.
Criando usuários
    Depois de configurar o arquivo smb.conf, é necessário criar os usuários que
irão utilizá-lo.
    O Samba não usa a mesma base de dados de usuários do sistema
(/etc/passwd) porque o Windows usa um tipo de autenticação diferente. Mas
para que seja criado um usuário no Samba é obrigatório que este já exista no
sistema.
    Nesse aquecimento, o usuário que irá utilizar o compartilhamento é o
smbuser que faz parte do grupo users:


         # useradd smbuser -g users
Criando a pasta compartilhada
     Após criar o usuário que terá acesso ao compartilhamento, é hora de criar a
pasta que será compartilhada e definir as permissões.
     No smb.conf, foi definido que o diretório compartilhado é o
/srv/samba/publico; assim temos que criá-lo no caminho indicado no arquivo
de configuração.
 ●   Criando o diretório:
      # mkdir -p /srv/samba/publico

 ●   Alterando as permissões:
      # chown smbuser:users /srv/samba/publico

 ●   Checando se as permissões estão corretas:
      # ls -ld /srv/samba/publico
Antes de testar...
●   Reiniciar o servidor samba, para que as configurações adicionadas tenham
    efeito:
      # invoke-rc.d samba stop
      # invoke-rc.d samba start

●   Checar se os daemons smbd e nmbd estão atendendo requisições:
      # netstat -anutp

              Opção                         Descrição
                a     Listar todos serviços
                n     Listar de forma numérica (não resolver nomes)
                u     Listar serviços UDP
                t     Listar serviços TCP
                p     Programa ou serviço
Portas que o Samba utiliza
●   NetBIOS
    ● Utiliza as portas 137/UDP, 138/UDP e 139/TCP para compartilhamento de


      arquivos e impressoras em redes Microsoft, sendo que cada uma possui
      uma função específica:
      ● 137/UDP – Usada para a navegação, incluindo a visualização dos


        compartilhamentos disponíveis.
      ● 138/UDP – Usada para a resolução dos nomes da rede.

      ● 139/TCP – Usada para a transferência de dados.




●   CIFS
    ● Utiliza a porta 445/TCP. O protocolo CIFS é uma versão atualizada do


      antigo protocolo NetBIOS. Por padrão é utilizado em clientes rodando o
      Windows 2000, XP e Vista, além de ser usado pelas versões recentes do
      Samba.
Teste no ambiente Linux
 ●   Verificar o compartilhamento local:

# smbclient -L localhost
Enter root's password:
Domain=[LABORATORIO] OS=[Unix] Server=[Samba 3.2.5]

   Sharename       Type      Comment
   ---------       ----      -------
   print$          Disk      Printer Drivers
   Publico         Disk      Diretorio Publico
   IPC$            IPC       IPC Service (Servidor de Arquivos)
Domain=[LABORATORIO] OS=[Unix] Server=[Samba 3.2.5]

     Server                   Comment
     ---------                -------
     LAB-SAMBA                Servidor de Arquivos

     Workgroup                Master
     ---------                -------
     LABORATORIO
Teste no ambiente Linux
●   Verificar o compartilhamento na máquina do colega:
     # smbclient -L <IP do colega>

●   Montar o compartilhamento da máquina do colega na sua máquina:
     # smbmount //<IP do colega>/Publico /mnt
     # mount -t cifs //<IP do colega>/Publico /mnt

●   Confirmar se o compartilhamento foi montado:
     # mount

●   Criar um arquivo no compartilhamento:
     # touch /mnt/$HOSTNAME.txt

●   Checar as permissões do arquivo criado pelo colega:
     # ls -la /srv/samba/publico
Teste no ambiente Windows




                 ●   Iniciar
                 ●   Pesquisar
                 ●   Arquivos ou Pastas
                 ●   Computadores ou pessoas
Teste no ambiente Windows


●   Adicionar o compartilhamento criado na máquina Windows.
●   Fazer o backup das configurações do Windows no compartilhamento
    criado:
    ●   Iniciar → Programas → Acessórios → Ferramentas de Sistema →
        Assistente para Transferência de Arquivos e Configuração.
●   Verificar no servidor Samba se o backup foi gravado.
Samba como controlador de domínio
Agenda – Fase 3


●   Introdução
●   Samba como Controlador de Domínio
●   Etapas da configuração do PDC
●   Análise das diretivas do PDC no smb.conf
●   Configurações adicionais
Introdução

   Além de servir como um servidor de compartilhamento de recursos em
rede, o Samba também pode atuar como um controlador de domínio.
   Um domínio é um conjunto de computadores que residem na mesma
subrede e pertencem ao mesmo grupo de trabalho.
   O controlador de domínio (Domain Controller) é responsável por armazenar
as informações sobre os usuários e suas respectivas senhas.
   Um PDC (Primary Domain Controller) é um servidor que autentica os
usuários em um domínio.
Introdução

                                              Domain Controller
        Workgroup




No modelo workgroup, cada máquina      Nesse Domain Controller, a
é responsável por suas configurações   política de acesso aos recursos é
locais.                                centralizada no Domain Controller.
Samba como PDC
   A configuração do Samba como controlador de domínio em uma rede
Windows, requer mudanças em algumas diretivas da seção [global] no arquivo
de configuração smb.conf.
   Algumas configurações a serem checadas antes de editar o arquivo:

     ●   Verificar o nome da máquina:
          # hostname

     ●   Checar se o pacote do samba está instalado:
          # dpkg ­l | grep samba

     ●   Verificar se a máquina está na rede:
          # ifconfig
Etapas da configuração do PDC
                                             Servidor PDC
1) No servidor:
 ●   Editar o arquivo smb.conf
 ●   Criar um Domínio para a Rede
 ●   Criar as contas de máquina
                                          switch
 ●   Criar os usuários do domínio


2) No cliente
 ●   Ingressar o cliente no domínio
 ●   Autenticar o cliente pelo domínio   Cliente Windows
Análise do arquivo smb.conf
●   workgroup = Laboratorio
     ●   Define o nome do domínio da rede.
●   netbios name =lab­samba
     ●   Nome da máquina.
●   server string = PDC
     ●   Comentário sobre o servidor.
●   security = user
     ● Tipo de acesso. Como o Samba está sendo configurado para autenticar


       a rede no domínio, é necessário alterar o tipo de acesso para user.
Análise do arquivo smb.conf

●   encrypt passwords = yes
     ●   Habilita o uso de senhas criptografadas.
●   passdb backend = tdbsam
     ● Se estiver usando senhas criptografadas, essa opção permite criar uma


       base de senhas samba.
●   unix password sync = yes
     ●   Habilita sincronização de senhas do Samba com as senhas do Linux.
●   passwd program = /usr/bin/passwd %u
     ●   Programa que realiza a alteração de senhas e os parâmetros.
Análise do arquivo smb.conf
●   smb passwd file = /etc/samba/smbpasswd
    ●   Caminho do arquivo que irá armazenar as senhas samba dos usuários.
●   domain logons = yes
    ●   Transforma o Samba em um servidor de logon.
●   logon path = %Lprofiles%U
    ●   Define o local onde ficará armazenado o perfil do usuário. A variável %L
        será substituída pelo nome do servidor e a variável %U pelo nome do
        usuário.
●   logon drive = H:
    ●   Unidade que será mapeada para o home do usuário
Análise do arquivo smb.conf
●   os level = 80
    ● Quando uma eleição é realizada na rede, para saber quem será o PDC


      da rede, cada computador faz um broadcast pela rede enviando
      informações sobre si mesmo. Essas informações incluem o sistema
      operacional da máquina, o tempo que o cliente está conectado na rede
      e seu nome.
      A cada sistema operacional é atribuído um valor numérico na eleição
      (OS level), e para que o Samba seja o Domain Controller da rede, é
      necessário colocar um valor alto nessa opção.

                            Sistema Operacional                                         OS Level
         Windows NT/2000 Server, rodando como PDC                                            32
         Windows NT/2000/XP, não PDC                                                         16
         Windows 95/98/Me                                                                    1
         Windows for Workgroups                                                              1
                        Fonte: http://www.samba.org/samba/docs/using_samba/ch07.html#samba2-CHP-7-TABLE-2
Análise do arquivo smb.conf

●   logon home = %Lhomes%U
    ●   Define o local onde ficará armazenado o diretório home do usuário. A
        variável %L será substituída pelo nome do servidor e a variável %U pelo
        nome do usuário.
●   logon script = logon.bat
    ●   Arquivo que será executado no login do usuário. Esse script deverá ser
        gravado no servidor no diretório definido na seção [netlogon].
●   domain master = yes
    ●   Define o Samba como o principal navegador do domínio.
Análise do arquivo smb.conf
●   preferred master = yes
    ●   Dá prioridade ao Samba vencer a eleição.
●   local master = yes
    ●   Define se o Samba irá participar ou não da eleição para navegador local
        do grupo de trabalho.
●   preserve case = yes
    ●   Seleciona se arquivos com nomes extensos criados serão criados com os
        caracteres em maiúsculas/minúsculas.
●   short preserve case = yes
    ●   Seleciona se os arquivos com nomes curtos (formato 8.3) serão criados
        com os caracteres mistos.
Análise do arquivo smb.conf

●   case sensitive = no
    ●   Permite que os nomes dos arquivos/diretórios tenham as letras
        maiúsculas/minúsculas mantidas.
●   unix charset = iso8859­1
    ●   Seleciona o conjunto de caracteres dos arquivos exibidos pelo Samba.
●   display charset = cp850
    ●   Seleciona a página de código do Samba que irá tratar dos caracteres.
    As opções unix charset e display charset são usadas para que o samba
    respeite a acentuação dos arquivos na hora de realizar a gravação em disco.
Arquivo smb.conf
[global]
   workgroup = Laboratorio
   netbios name = lab­samba
   server string = PDC
   security = user
   encrypt passwords = true
   passdb backend = tdbsam
   unix password sync = yes
   passwd program = /usr/bin/passwd %u
   smb passwd file = /etc/samba/smbpasswd
   admin users = root
   domain logons = yes
   os level = 80
Arquivo smb.conf
   logon path = %Lprofiles%U
   logon drive = H:
   logon home = %Lhomes%U
   logon script = logon.bat
   domain master = yes
   preferred master = yes
   local master = yes
   preserve case = yes
   short preserve case = yes
   case sensitive = no
   unix charset = iso8859­1
   display charset = cp850
Arquivo smb.conf

[homes]
   comment = Diretorio Pessoal
   path = /srv/samba/homes/%U
   browseable = no
   read only = no
   valid users = %S

[netlogon]
   comment = Network Logon Service
   path = /srv/samba/netlogon
   browseable = no
   read only = yes
   guest ok = yes
   share modes = no
Arquivo smb.conf



[profiles]
   comment = Perfis Moveis
   path = /srv/samba/profiles
   guest ok = yes
   browseable = no
   read only = no
Configurações adicionais
   Para que os usuários Windows possam efetuar login no domínio é
necessário que tanto o host quanto o usuário estejam cadastrados no Linux e
no Samba.
   No arquivo, especificamos que o root irá realizar esse procedimento
(diretiva admin users = root). Para adicionar a conta root no samba, executar o
comando abaixo:
       # smbpasswd ­a root


   Também é necessário criar os diretórios definidos no arquivo smb.conf:
      # mkdir /srv/samba/homes
      # mkdir /srv/samba/profiles
      # mkdir /srv/samba/netlogon
Configurações adicionais
    Para checar se os diretórios foram criados:
     # ls ­l /srv/samba


    Alterar as permissões dos diretórios criados:
       # chmod 775 /srv/samba/homes
       # chmod 775 /srv/samba/profiles
       # chmod 775 /srv/samba/netlogon
       # chown root:users /srv/samba/profiles


    Cada máquina cliente Windows deverá ter uma conta de máquina no
servidor Linux, ou seja, no samba.
    Conta de máquina nada mais é do que um usuário no servidor que tenha o
mesmo nome da máquina Windows.
Configurações adicionais
   Criando a conta de máquina:
   #  useradd  ­c  “HOSTNAME”  ­d  /dev/null  ­g  users  ­s  /dev/null 
cliwin$
   # smbpasswd ­m ­a cliwin


   OBS: cliwin é o nome da máquina cliente Windows.


   Criar o usuário que irá autenticar no samba:
    #  useradd  ­c  “Aluno  User”  ­m  ­d  /srv/samba/homes/aluno  ­g 
    users ­s /bin/false aluno


   Atribuir senha para o usuário criado:
    # smbpasswd ­a aluno
Configurações adicionais
   Agora já podemos começar a inserir as máquinas no domínio.
   Para isso, na máquina Windows, acesse na Área de Trabalho -> Meu
Computador -> Propriedades, e adicione a máquina no domínio.
   Com isso, na máquina Windows poderemos realizar login com os usuários
cadastrados no domínio Unix do Samba, que nós criamos no exemplo.
Configurações adicionais
                                       Na janela “Alterações de nome do
                                       computador, clicar em “Domínio” e
                                       inserir o nome do domínio especificado
                                       no arquivo smb.conf




Em “Propriedades do sistema”, clicar
em “Alterar”
Configurações adicionais

                                    Em seguida, a máquina tera ingresso no
                                    domínio. É necessário reiniciar o Windows
                                    para que as alterações entrem em vigor.




Será solicitado o nome do usuário
que tem permissão para ingressar
no domínio; no caso, o root.
Configurações adicionais

Após reiniciar, informar o usuário cadastrado no samba, a senha e na opção
“Fazer logon em:”, selecionar o domínio:
Referências


●   OFFICIAL SAMBA-3 HOWTO AND REFERENCE GUIDE, THE (2ND
    EDITION) (BRUCE PERENS' OPEN SOURCE SERIES); TERPSTRA, John
    H; VERNOOI, H.; JELMER, R. J; 2ª. Ed; Prentice Hall Professional
    Technical Reference; 2003
●   SAMBA 3 – GUIA RÁPIDO DO ADMINISTRADOR DE REDES; BOAS,
    Tiago V.; MENDONÇA, N.; 3ª. Ed; São Paulo; Brasport; 2006
●   Página oficial do projeto Samba. Disponível em: <http://samba.org/>.
    Acessado em Agosto/2011.

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Minicurso Samba

  • 2. Agenda – Fase 1 ● Motivação ● Introdução ● Compartilhamento de arquivos e impressoras ● SMB – Server Message Block ● CIFS – Common Internet File System ● Como o CIFS trabalha ● Componentes do Samba ● Funcionalidades do Samba
  • 3. Motivação Integração de Redes Heterogêneas é importante porque... ● Uso crescente de máquinas Windows e Linux ● Os dois ambientes possuem recursos que podem ser compartilhados ● A integração aproveita o melhor dos dois mundos: ● Windows como plataforma desktop popular e com muitos recursos ● Linux como plataforma de infraestrutura escalável e flexível
  • 4. Introdução ● O Samba começou a ser desenvolvido por Andrew Tridgell em 1992 como ferramenta para compartilhamento de diretórios e arquivos entre máquinas *nix e máquinas com sistemas operacionais como Windows e OS/2 da IBM. ● Utilizando engenharia reversa no protocolo SMB (Server Message Block), Andrew fez a implementação do protocolo em seu computador Unix. ● Dessa forma, os sistemas de arquivos do servidor Unix podiam então ser montados e acessados por estações Windows. ● O projeto é mantido por um grupo de voluntários sob a supervisão de Andrew Tridgell. ● Ferramenta opensource, é solução viável para as necessidades de armazenamento centralizado de dados, autenticação e uso uso de recursos.
  • 5. Compartilhamento de arquivos e impressoras ● Recursos como compartilhamento de arquivos e impressoras ficam disponíveis na rede através do uso do protocolo CIFS (Common Internet File System), que permite a comunicação entre diversas máquinas operando em diferentes plataformas. ● O Samba utiliza o lado servidor do CIFS que permite que máquinas Linux se comuniquem com outros sistemas operacionais disponibilizando e usando recursos. ● Dessa forma, uma máquina Linux, por exemplo, é vista como outra máquina Windows na rede. ● O Samba oferece escalabilidade, podendo inicialmente começar em uma infraestrutura de máquinas comuns baseadas em arquiteturas Intel e crescer até a implementação em Mainframes.
  • 6. Exemplo de compartilhamento http://wiki.sintectus.com/pub/GrupoLinux/ArtigoServidorSAMBA/pag_207a.jpg
  • 7. SMB – Server Message Block ● “Coração” do CIFS ● Foi uma extensão que a Microsoft acrescentou ao DOS para permitir que o I/O de disco fosse redirecionado ao NetBIOS (Network Basic Input/Output System). ● NetBIOS serve como interface entre a rede e um aplicativo fornecendo: ● Serviço de Nomes (responsável por exibir os nomes vistos no Ambiente de Rede) ● Serviço de Sessão (utilizado pelo CIFS para enviar e receber mensagens SMB)
  • 8. CIFS – Common Internet File System ● Padrão aberto, criado pela IETF – Internet Engineering Task Force ● Trabalha na arquitetura cliente-servidor ● Provê os seguintes serviços: ● Compartilhamento de arquivos ● Impressão em rede ● Autenticação e autorização ● Resolução de nomes ● Anúncio de serviços (browsing ou navegação de recursos como impressoras e servidor de arquivos)
  • 9. Como o CIFS trabalha? ● Cliente e servidor trocam mensagens a fim de acessarem recursos ● Isso é feito através do Server Message Block Protocol. Mensagens SMB: SMB Request ● Solicitações de início e término de conexão em compartilhamentos de SMB Response arquivo e impressão; ● Operações com arquivos: Cliente Servidor ● Open/Close ● Read/Write ● Pesquisa em diretórios ● Definição e checagem de permissões
  • 10. Como o CIFS trabalha? ● Cliente e servidor trocam mensagens a fim de acessarem recursos ● Isso é feito através do Server Message Block Protocol. Mensagens SMB: SMB Request ● Solicitações de início e término de conexão em compartilhamentos de SMB Response arquivo e impressão; ● Operações com arquivos: Cliente Servidor ● Open/Close ● Read/Write ● Pesquisa em diretórios ● Definição e checagem de permissões
  • 11. Componentes do Samba nmbd ● Responsável pela resolução de nomes, faz parte do processo de navegação ● (browsing) e varredura de recursos disponíveis em uma máquina smbd ● Responsável ● por compartilhar recursos (arquivos, impressoras), autenticação, controle da autorização e acesso aos recursos winbind ● Responsável pelo mapeamento de bases de usuários em um domínio ● Windows.
  • 12. Funcionalidades do Samba ● Compartilhamento de um ou mais sistemas de arquivos; ● Compartilhamento de impressoras em ambientes Windows, ou atuar como cliente; ● Autenticação de clientes em um domínio Windows; ● Manter registros das ações dos usuários no servidor; ● Permitir e garantir ao administrador direitos de domínio como restrições de logins, inserção e retirada de máquinas e usuários da rede; ● Melhor controle de acesso aos recursos compartilhados no sistema; ● Facilidade na localização de arquivos e realização de backups.
  • 13. Samba como servidor de arquivos
  • 14. Agenda – Fase 2 ● Instalação de Pacotes – ambiente Debian ● Análise do smb.conf ● Definindo compartilhamentos personalizados ● Teste do arquivo smb.conf ● Criando usuários ● Teste no ambiente Windows ● Teste no ambiente Linux
  • 15. Instalação de pacotes Para configurar o servidor samba, é necessário instalar os seguintes pacotes: # apt­get install samba smbclient smbfs O comando acima irá instalar os seguintes pacotes: ● samba – servidor samba ● samba-common – arquivos de configuração do samba ● smbclient – cliente samba para Linux ● smbfs – utilitários para montagem de compartilhamentos através do Linux Dica! É uma boa prática, antes de instalar um pacote, verificar se o mesmo já está instalado no sistema: # dpkg -l | grep samba # dpkg -l | grep smbclient # dpkg -l | grep smbfs
  • 16. Dica para o administrador Dica! Nos próximo slides, iremos analisar as principais diretivas do smb.conf. Porém, antes de fazer qualquer alteração, primeiro vamos salvar uma cópia do arquivo original, que pode ser utilizado para futuras consultas. # cp /etc/samba/smb.conf /etc/samba/smb.conf.original Feito o backup do arquivo original, podemos partir para análise do arquivo: # cd /etc/samba/ # vim smb.conf
  • 17. Arquivo smb.conf A configuração do Samba é feita através no arquivo /etc/samba/smb.conf, que é composto por seções, parâmetros e variáveis. Seções são iniciadas por uma palavra colocada entre colchetes, como por exemplo [global], [homes], entre outras. Alguns nomes de seções tem o nome reservado para configurações específicas. No próximo slide vamos conhecer as seções reservadas. Parâmetros definem os atributos das seções onde se encontram. Variáveis são utilizadas para substituir textos fixos, como por exemplo “path=/tmp/%u” pode ser interpretada como “path=/tmp/aluno”, caso se tenha acessado o sistema com o usuário aluno.
  • 18. Seções reservadas no smb.conf [global] – Define configurações como nome do servidor, grupo de trabalho, e outras que tem efeito em todos compartilhamentos. [homes] – Responsável por compartilhar o diretório home de cada usuário que irá acessar o Samba. [netlogon] – Utilizado para armazenar os scripts de logon quando o Samba está sendo utilizado como PDC (Primary Domain Controller). [profile] – Define um perfil quando o Samba é usado como PDC. Permite que os clientes utilizem o mesmo perfil em qualquer máquina em que se autentique na rede. [printers] – Define opções gerais para controle das impressoras do sistema.
  • 19. Análise do arquivo smb.conf Seção [global] workgroup = Laboratorio – Define em qual grupo de trabalho ou domínio da rede Microsoft ele estará contido. server string = Servidor de Arquivos – Comentário sobre o servidor. wins support = yes – Define o Samba como servidor WINS, resolvendo nome para máquinas Windows. client lanman auth = yes – Utilizado pelo comando smbclient. wins server = w.x.y.z – se já existir um servidor WINS na rede, aqui é informado o endereço IP do servidor. log file = /var/log/samba/%m.log – arquivo de log gerado pelo samba (o valor %m indica que o nome do arquivo terá o nome NetBIOS do host de acesso).
  • 20. Análise do arquivo smb.conf Seção [global] max log size = 1024 – tamanho do arquivo de log (em KB) security = share – configuração da política de acesso e autenticação para os serviços compartilhados. encrypt passwords = yes – Habilita ou não o uso de senhas criptografadas. passdb backend = tdbsam – Se estiver usando senhas criptografadas, essa opção permite criar uma base de senhas samba. unix password sync = yes – Habilita sincronização de senhas do Samba com as senhas do Linux. passwd program = /usr/bin/passwd %u – Programa que realiza a alteração de senhas e os parâmetros.
  • 21. Análise do arquivo smb.conf Seção [global] smb passwd file = /etc/samba/smbpasswd – Arquivo que guarda as senhas criptografadas. load printers = yes – Disponibiliza as impressoras listadas no arquivo /etc/printcap. printcap name = /etc/printcap – Arquivo onde se localizam as impressoras configuradas no sistema. printing = cups – Define o tipo do servidor de impressão (CUPS – Common Unix Printing System).
  • 22. Análise do arquivo smb.conf Seção [homes] comment = Home Directories – Descrição do compartilhamento. browseable = no – Permite ou não a visualização do compartilhamento. ready only = yes – Por padrão, os diretórios são exportados somente com permissão de leitura. create mask = 0644 – Permissão padrão de criação de arquivos no compartilhamento. directory mask = 0775 – Permissão padrão de criação de diretórios no compartilhamento. valid users = %S – Define que a pasta home será acessível apenas pelo usuário dono (a variável %S é substituída pelo nome do usuário).
  • 23. Análise do arquivo smb.conf [printers] comment = All Printers – Descrição do compartilhamento path = /var/spool/samba – Diretório do spool de impressão no servidor browseable = no – Permite ou não a visualização do compartilhamento. guest ok = no – Define se será solicitado senha ao acessar a impressora compartilhada. writable = no – Permite ou não gravação no recurso compartilhado. printable = yes – Especifica se o compartilhamento é uma impressora (yes) ou um arquivo/diretório (no).
  • 24. Aquecimento ● Objetivo: configurar um compartilhamento personalizado: ● Compartilhar a pasta /srv/samba/publico ● Definir dono e grupo para a pasta ● Ajustar as permissões ● O arquivo de configuração de um servidor Samba para o aquecimento segue no próximo slide. Servidor Samba Clientes
  • 25. Ajuste do smb.conf [global] workgroup = Laboratorio server string = Servidor de Arquivos wins support = yes client lanman auth = yes security = share [Publico] comment = Diretorio Publico path = /srv/samba/publico force user = smbuser force group = users read only = no guest ok = yes
  • 26. Testando a configuração O samba oferece um utilitário para checar se a sintaxe do arquivo smb.conf está correta: # testparm O comando acima irá checar se a sintaxe dos parâmetros está correta. Após a checagem, é exibido um dump do arquivo de configuração. Lembrando que qualquer compartilhamento extra criado, mesmo que não apresente erro durante a verificação do testparm, exige algumas ações como criar o diretório localmente, definir as permissões, entre outras.
  • 27. Criando usuários Depois de configurar o arquivo smb.conf, é necessário criar os usuários que irão utilizá-lo. O Samba não usa a mesma base de dados de usuários do sistema (/etc/passwd) porque o Windows usa um tipo de autenticação diferente. Mas para que seja criado um usuário no Samba é obrigatório que este já exista no sistema. Nesse aquecimento, o usuário que irá utilizar o compartilhamento é o smbuser que faz parte do grupo users: # useradd smbuser -g users
  • 28. Criando a pasta compartilhada Após criar o usuário que terá acesso ao compartilhamento, é hora de criar a pasta que será compartilhada e definir as permissões. No smb.conf, foi definido que o diretório compartilhado é o /srv/samba/publico; assim temos que criá-lo no caminho indicado no arquivo de configuração. ● Criando o diretório: # mkdir -p /srv/samba/publico ● Alterando as permissões: # chown smbuser:users /srv/samba/publico ● Checando se as permissões estão corretas: # ls -ld /srv/samba/publico
  • 29. Antes de testar... ● Reiniciar o servidor samba, para que as configurações adicionadas tenham efeito: # invoke-rc.d samba stop # invoke-rc.d samba start ● Checar se os daemons smbd e nmbd estão atendendo requisições: # netstat -anutp Opção Descrição a Listar todos serviços n Listar de forma numérica (não resolver nomes) u Listar serviços UDP t Listar serviços TCP p Programa ou serviço
  • 30. Portas que o Samba utiliza ● NetBIOS ● Utiliza as portas 137/UDP, 138/UDP e 139/TCP para compartilhamento de arquivos e impressoras em redes Microsoft, sendo que cada uma possui uma função específica: ● 137/UDP – Usada para a navegação, incluindo a visualização dos compartilhamentos disponíveis. ● 138/UDP – Usada para a resolução dos nomes da rede. ● 139/TCP – Usada para a transferência de dados. ● CIFS ● Utiliza a porta 445/TCP. O protocolo CIFS é uma versão atualizada do antigo protocolo NetBIOS. Por padrão é utilizado em clientes rodando o Windows 2000, XP e Vista, além de ser usado pelas versões recentes do Samba.
  • 31. Teste no ambiente Linux ● Verificar o compartilhamento local: # smbclient -L localhost Enter root's password: Domain=[LABORATORIO] OS=[Unix] Server=[Samba 3.2.5] Sharename Type Comment --------- ---- ------- print$ Disk Printer Drivers Publico Disk Diretorio Publico IPC$ IPC IPC Service (Servidor de Arquivos) Domain=[LABORATORIO] OS=[Unix] Server=[Samba 3.2.5] Server Comment --------- ------- LAB-SAMBA Servidor de Arquivos Workgroup Master --------- ------- LABORATORIO
  • 32. Teste no ambiente Linux ● Verificar o compartilhamento na máquina do colega: # smbclient -L <IP do colega> ● Montar o compartilhamento da máquina do colega na sua máquina: # smbmount //<IP do colega>/Publico /mnt # mount -t cifs //<IP do colega>/Publico /mnt ● Confirmar se o compartilhamento foi montado: # mount ● Criar um arquivo no compartilhamento: # touch /mnt/$HOSTNAME.txt ● Checar as permissões do arquivo criado pelo colega: # ls -la /srv/samba/publico
  • 33. Teste no ambiente Windows ● Iniciar ● Pesquisar ● Arquivos ou Pastas ● Computadores ou pessoas
  • 34. Teste no ambiente Windows ● Adicionar o compartilhamento criado na máquina Windows. ● Fazer o backup das configurações do Windows no compartilhamento criado: ● Iniciar → Programas → Acessórios → Ferramentas de Sistema → Assistente para Transferência de Arquivos e Configuração. ● Verificar no servidor Samba se o backup foi gravado.
  • 35. Samba como controlador de domínio
  • 36. Agenda – Fase 3 ● Introdução ● Samba como Controlador de Domínio ● Etapas da configuração do PDC ● Análise das diretivas do PDC no smb.conf ● Configurações adicionais
  • 37. Introdução Além de servir como um servidor de compartilhamento de recursos em rede, o Samba também pode atuar como um controlador de domínio. Um domínio é um conjunto de computadores que residem na mesma subrede e pertencem ao mesmo grupo de trabalho. O controlador de domínio (Domain Controller) é responsável por armazenar as informações sobre os usuários e suas respectivas senhas. Um PDC (Primary Domain Controller) é um servidor que autentica os usuários em um domínio.
  • 38. Introdução Domain Controller Workgroup No modelo workgroup, cada máquina Nesse Domain Controller, a é responsável por suas configurações política de acesso aos recursos é locais. centralizada no Domain Controller.
  • 39. Samba como PDC A configuração do Samba como controlador de domínio em uma rede Windows, requer mudanças em algumas diretivas da seção [global] no arquivo de configuração smb.conf. Algumas configurações a serem checadas antes de editar o arquivo: ● Verificar o nome da máquina: # hostname ● Checar se o pacote do samba está instalado: # dpkg ­l | grep samba ● Verificar se a máquina está na rede: # ifconfig
  • 40. Etapas da configuração do PDC Servidor PDC 1) No servidor: ● Editar o arquivo smb.conf ● Criar um Domínio para a Rede ● Criar as contas de máquina switch ● Criar os usuários do domínio 2) No cliente ● Ingressar o cliente no domínio ● Autenticar o cliente pelo domínio Cliente Windows
  • 41. Análise do arquivo smb.conf ● workgroup = Laboratorio ● Define o nome do domínio da rede. ● netbios name =lab­samba ● Nome da máquina. ● server string = PDC ● Comentário sobre o servidor. ● security = user ● Tipo de acesso. Como o Samba está sendo configurado para autenticar a rede no domínio, é necessário alterar o tipo de acesso para user.
  • 42. Análise do arquivo smb.conf ● encrypt passwords = yes ● Habilita o uso de senhas criptografadas. ● passdb backend = tdbsam ● Se estiver usando senhas criptografadas, essa opção permite criar uma base de senhas samba. ● unix password sync = yes ● Habilita sincronização de senhas do Samba com as senhas do Linux. ● passwd program = /usr/bin/passwd %u ● Programa que realiza a alteração de senhas e os parâmetros.
  • 43. Análise do arquivo smb.conf ● smb passwd file = /etc/samba/smbpasswd ● Caminho do arquivo que irá armazenar as senhas samba dos usuários. ● domain logons = yes ● Transforma o Samba em um servidor de logon. ● logon path = %Lprofiles%U ● Define o local onde ficará armazenado o perfil do usuário. A variável %L será substituída pelo nome do servidor e a variável %U pelo nome do usuário. ● logon drive = H: ● Unidade que será mapeada para o home do usuário
  • 44. Análise do arquivo smb.conf ● os level = 80 ● Quando uma eleição é realizada na rede, para saber quem será o PDC da rede, cada computador faz um broadcast pela rede enviando informações sobre si mesmo. Essas informações incluem o sistema operacional da máquina, o tempo que o cliente está conectado na rede e seu nome. A cada sistema operacional é atribuído um valor numérico na eleição (OS level), e para que o Samba seja o Domain Controller da rede, é necessário colocar um valor alto nessa opção. Sistema Operacional OS Level Windows NT/2000 Server, rodando como PDC 32 Windows NT/2000/XP, não PDC 16 Windows 95/98/Me 1 Windows for Workgroups 1 Fonte: http://www.samba.org/samba/docs/using_samba/ch07.html#samba2-CHP-7-TABLE-2
  • 45. Análise do arquivo smb.conf ● logon home = %Lhomes%U ● Define o local onde ficará armazenado o diretório home do usuário. A variável %L será substituída pelo nome do servidor e a variável %U pelo nome do usuário. ● logon script = logon.bat ● Arquivo que será executado no login do usuário. Esse script deverá ser gravado no servidor no diretório definido na seção [netlogon]. ● domain master = yes ● Define o Samba como o principal navegador do domínio.
  • 46. Análise do arquivo smb.conf ● preferred master = yes ● Dá prioridade ao Samba vencer a eleição. ● local master = yes ● Define se o Samba irá participar ou não da eleição para navegador local do grupo de trabalho. ● preserve case = yes ● Seleciona se arquivos com nomes extensos criados serão criados com os caracteres em maiúsculas/minúsculas. ● short preserve case = yes ● Seleciona se os arquivos com nomes curtos (formato 8.3) serão criados com os caracteres mistos.
  • 47. Análise do arquivo smb.conf ● case sensitive = no ● Permite que os nomes dos arquivos/diretórios tenham as letras maiúsculas/minúsculas mantidas. ● unix charset = iso8859­1 ● Seleciona o conjunto de caracteres dos arquivos exibidos pelo Samba. ● display charset = cp850 ● Seleciona a página de código do Samba que irá tratar dos caracteres. As opções unix charset e display charset são usadas para que o samba respeite a acentuação dos arquivos na hora de realizar a gravação em disco.
  • 52. Configurações adicionais Para que os usuários Windows possam efetuar login no domínio é necessário que tanto o host quanto o usuário estejam cadastrados no Linux e no Samba. No arquivo, especificamos que o root irá realizar esse procedimento (diretiva admin users = root). Para adicionar a conta root no samba, executar o comando abaixo: # smbpasswd ­a root Também é necessário criar os diretórios definidos no arquivo smb.conf: # mkdir /srv/samba/homes # mkdir /srv/samba/profiles # mkdir /srv/samba/netlogon
  • 53. Configurações adicionais Para checar se os diretórios foram criados: # ls ­l /srv/samba Alterar as permissões dos diretórios criados: # chmod 775 /srv/samba/homes # chmod 775 /srv/samba/profiles # chmod 775 /srv/samba/netlogon # chown root:users /srv/samba/profiles Cada máquina cliente Windows deverá ter uma conta de máquina no servidor Linux, ou seja, no samba. Conta de máquina nada mais é do que um usuário no servidor que tenha o mesmo nome da máquina Windows.
  • 54. Configurações adicionais Criando a conta de máquina: #  useradd  ­c  “HOSTNAME”  ­d  /dev/null  ­g  users  ­s  /dev/null  cliwin$ # smbpasswd ­m ­a cliwin OBS: cliwin é o nome da máquina cliente Windows. Criar o usuário que irá autenticar no samba: #  useradd  ­c  “Aluno  User”  ­m  ­d  /srv/samba/homes/aluno  ­g  users ­s /bin/false aluno Atribuir senha para o usuário criado: # smbpasswd ­a aluno
  • 55. Configurações adicionais Agora já podemos começar a inserir as máquinas no domínio. Para isso, na máquina Windows, acesse na Área de Trabalho -> Meu Computador -> Propriedades, e adicione a máquina no domínio. Com isso, na máquina Windows poderemos realizar login com os usuários cadastrados no domínio Unix do Samba, que nós criamos no exemplo.
  • 56. Configurações adicionais Na janela “Alterações de nome do computador, clicar em “Domínio” e inserir o nome do domínio especificado no arquivo smb.conf Em “Propriedades do sistema”, clicar em “Alterar”
  • 57. Configurações adicionais Em seguida, a máquina tera ingresso no domínio. É necessário reiniciar o Windows para que as alterações entrem em vigor. Será solicitado o nome do usuário que tem permissão para ingressar no domínio; no caso, o root.
  • 58. Configurações adicionais Após reiniciar, informar o usuário cadastrado no samba, a senha e na opção “Fazer logon em:”, selecionar o domínio:
  • 59. Referências ● OFFICIAL SAMBA-3 HOWTO AND REFERENCE GUIDE, THE (2ND EDITION) (BRUCE PERENS' OPEN SOURCE SERIES); TERPSTRA, John H; VERNOOI, H.; JELMER, R. J; 2ª. Ed; Prentice Hall Professional Technical Reference; 2003 ● SAMBA 3 – GUIA RÁPIDO DO ADMINISTRADOR DE REDES; BOAS, Tiago V.; MENDONÇA, N.; 3ª. Ed; São Paulo; Brasport; 2006 ● Página oficial do projeto Samba. Disponível em: <http://samba.org/>. Acessado em Agosto/2011.