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Resumo do livro: “Minha Querida Ine s” 
Minha Querida Inês é um romance histórico, no qual é retratada a vida de D. Inês de Castro, 
designadamente a sua paixão por D. Pedro, filho do rei D. Afonso IV, rei de Portugal na época. 
O livro relata como foram passados os últimos sete dias de vida daquela que foi considerada a 
maior heroína romântica da história de Portugal. Esses dias correspondem aos primeiros sete 
dias do mês de Janeiro do ano de 1355. 
D. Inês, personagem principal, fala-nos das suas tristezas, angústias, medos, alegrias, da 
família, do amor e paixão que existe entre ela e D. Pedro e, também, como tal amor é visto aos 
olhos de Deus, do povo e da corte, narrando-nos assim a sua vida íntima. 
Viviam-se tempos difíceis e de incertezas. Portugal tornara-se independente há apenas dois 
séculos. O amor existente entre D. Pedro e D. Inês, filha de mãe portuguesa e de um dos 
fidalgos mais poderosos do reino de Castela, podia tornar-se num perigo para o reino de 
Portugal. 
Por razões de estado, o Infante D. Pedro viria a casar-se com D. Constança Manuel. Todavia, 
seria por uma das aias de D. Constança, D. Inês, que D. Pedro se viria a apaixonar. A certa 
altura, este romance começou a ser notado, comentado e mal aceite, tanto pela corte como 
pelo povo. 
Como D. Afonso IV não aprovava tal relação amorosa, devido, entre outros motivos, à amizade 
de D. Pedro com os irmãos de D. Inês, mandou exilá-la no castelo de Albuquerque, na fronteira 
castelhana. Apesar da distância, o amor entre D. Pedro e D. Inês não acabou e, quando D. 
Constança, mulher legítima de D. Pedro, faleceu, ao dar a luz o Infante D. Fernando, o futuro 
rei de Portugal, D. Pedro, contra a vontade de seu pai, mandou regressar D. Inês do exílio e os 
dois passaram a viver juntos, tendo provocado um escândalo na corte, pois esta não era 
casada com D. Pedro. 
Desta relação amorosa nasceram quatro filhos, o que veio agravar ainda mais a situação que 
se vivia no reino, bem como as relações de D. Pedro com o pai. Este tinha receio que o trono 
português passasse para o filho mais velho de D. Inês, já que o Infante D. Fernando, filho 
legítimo de D. Pedro com D. Constança, era fisicamente débil, e havia rumores de que os 
irmãos de D. Inês o queriam assassinar. 
D. Pedro e D. Inês, ao fim de alguns anos, instalaram-se no Paço de Santa Clara, em Coimbra, 
habitação, mandada construir pela rainha Santa Isabel, avó de D. Pedro, para Reis e Príncipes, 
seus descendentes, com suas esposas legítimas. Com o passar do tempo, começaram a surgir 
boatos de que D. Pedro se teria casado, em segredo, com D. Inês. 
A ser verdade, este casamento fazia com que a corte se sentisse ameaçada pelos irmãos de D. 
Inês, sendo que os conselheiros do rei o começaram a pressionar no sentido de este arranjar 
uma solução para acabar com a ameaça que existia pelo facto de um dos filhos de D. Inês 
poder vir a ser o herdeiro do trono. Foi então que o rei D. Afonso IV decidiu que a solução seria 
matar D. Inês.
A 7 de Janeiro de 1355, quando D. Pedro, após uma curta visita feita a D. Inês, se ausentou 
para uma caçada, o rei D. Afonso IV, aproveitando-se desta ausência do filho, acompanhado 
dos seus conselheiros, deslocou-se a casa de D. Inês com o fim de a matar. 
D. Inês, desesperada, suplicou ao rei que a poupasse à morte, pois nada tinha a ver com as 
políticas do reino nem com o que pensavam os seus irmãos e que o único pecado que 
cometera foi ter-se apaixonado por D. Pedro. Porém, o rei não lhe deu ouvidos, dando ordens 
para que a sua execução fosse cumprida como, inicialmente, estava planeado. 
Após a morte de D. Inês, D. Pedro entrou em guerra com seu pai e não descansou enquanto 
não vingou a morte da sua amada, tendo morto dois dos seus executantes, Pêro Coelho e 
Álvaro Gonçalves. Mais tarde, D. Pedro mandou construir, no Mosteiro de Alcobaça, dois 
túmulos nos quais se retratavam as suas vidas, tendo, posteriormente, mandado transladar os 
restos mortais de D. Inês para o referido mosteiro. 
A minha reflexa o 
Os seus livros são bestsellers. Amada por uns, odiada por outros, Margarida Rebelo Pinto é um 
caso de sucesso na literatura portuguesa com os seus livros light e femininos, e que desde 
sempre foi uma voz extremamente contemporânea, escreveu um livro diferente, um romance 
histórico de D. Inês e D. Pedro. 
Este livro baseado num romance histórico, não foi dos livros que mais me fascinou, agora que 
reflicto na minha decisão de escolha por este, acho que foi um erro e uma perda de tempo ao 
lê-lo. 
Já conhecia a história apaixonante de D. Inês e D. Pedro, e tinha várias ideias do que poderia 
conter este livro, mas sinceramente, tive momentos em que não conseguia continuar a ler, daí 
a demora da leitura deste. Senti-me desinteressada por vezes e apesar de a história me cativar 
e querer encarar o papel de cada personagem, havia partes muito confusas e outras que 
ninguém precisava de saber (como a descrição das relações sexuais que D. Pedro tinha com D 
Inês, e também a orientação sexual de D. Pedro, etc.). 
Desta mínima ideia que tinha desta história, do amor imenso que ambos tinham e que fariam 
de tudo para estar um com outro, ultrapassando todos os obstáculos, considero que não há 
gestos do amor intenso que fez Pedro desafiar tudo e todos por Inês mas antes uma obsessão 
da parte dela e uma total indiferença da dele. Diria mesmo que a relação deles acaba por ser 
basicamente a uma relação carnal, não existindo cumplicidade enquanto casal senão pelas 
palavras de Inês. Quebrou um pouco aquela magia que Camões imprimiu a esta história e 
apresentou-a mais nua e crua, o que de algum modo me entristeceu! 
Apesar das caracterizações feitas de D. Pedro, a imagem que tinha dele mudou 
completamente com o ponto de vista da autora. Achava que D. Pedro era um homem bom, 
que amava imenso D. Inês, que a tratava como sua rainha, que lutou muito para manterem-se
juntos por muito tempo, mas seguindo o ponto de vista da autora, D. Pedro era um homem 
mau, rude, podia amar D. Inês mas o seu desejo carnal por ela e o prazer que desejava era 
maior que este amor, e ainda, quando o rei aceitou o casamento, D. Pedro não ouviu o seu pai 
D.Afonso IV, não mostrando qualquer tipo de interesse por essa união. 
Quanto à D. Inês, a caracterização está bem realizada, e bem explicada, também porque a obra 
concentra-se nos últimos dias de vida dela que é a voz que mais se faz ouvir neste livro. Isto 
permitiu conhecermos o seu amor, as suas angústias, as suas alegrias, os seus medos, e 
também, como tal amor é visto aos olhos de Deus, do povo e da corte (que tem um papel 
fundamental na sociedades desta época. E além desta voz somos presenteados com 6 outras 
vozes que nos trazem diferentes perspectivas: ouvimos os pensamentos daqueles que querem 
bem a Inês e escutamos as intrigas daqueles que vêem Inês como uma ameaça, o que torna a 
obra um pouco mais empolgante. 
Quanto à escrita, considero que a autora fez citações maravilhosas, mas a junção de 
vocabulário daquela época com o calão e o vocabulário de hoje em dia foi de meras confuso e 
desnecessário. 
No fundo este livro mostra a biografia de D. Inês de Castro e a força, o poder, o amor, a 
coragem, a beleza, a capacidade de seduzir os homens, a inteligência, e as lutas que todas as 
mulheres enfrentam. A sua capacidade de comunicarem e o uso intemporal, pelos homens, 
das mulheres ao longo dos anos. Senti que o contexto histórico e a própria história em si, por 
vezes pareciam chocar-se tornando a leitura mais pesada, menos fluída e até ligeiramente 
aborrecida. 
Mas penso que a mensagem a transmitir desta obra seja, que independentemente de tudo o 
que possa acontecer, de todas as circunstâncias, condicionantes, de todos os obstáculos que 
possam interferir no curso normal das coisas, o amor acaba sempre por vencer tudo e todos. 
Este amor de D. Inês e D. Pedro acabou na morte da bela Inês, mas foi por causa das políticas 
do reino, dos conselheiros do rei, e do povo que deu origem a este fim, mas não o amor 
porque ele nunca terminou, nunca acabou e prevalecerá para sempre. Não haverá outro amor 
como este. 
Trabalho realizado por Ana Sofia Dias Gomes, nº3, 10º A.

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"Minha Querida Inês"

  • 1. Resumo do livro: “Minha Querida Ine s” Minha Querida Inês é um romance histórico, no qual é retratada a vida de D. Inês de Castro, designadamente a sua paixão por D. Pedro, filho do rei D. Afonso IV, rei de Portugal na época. O livro relata como foram passados os últimos sete dias de vida daquela que foi considerada a maior heroína romântica da história de Portugal. Esses dias correspondem aos primeiros sete dias do mês de Janeiro do ano de 1355. D. Inês, personagem principal, fala-nos das suas tristezas, angústias, medos, alegrias, da família, do amor e paixão que existe entre ela e D. Pedro e, também, como tal amor é visto aos olhos de Deus, do povo e da corte, narrando-nos assim a sua vida íntima. Viviam-se tempos difíceis e de incertezas. Portugal tornara-se independente há apenas dois séculos. O amor existente entre D. Pedro e D. Inês, filha de mãe portuguesa e de um dos fidalgos mais poderosos do reino de Castela, podia tornar-se num perigo para o reino de Portugal. Por razões de estado, o Infante D. Pedro viria a casar-se com D. Constança Manuel. Todavia, seria por uma das aias de D. Constança, D. Inês, que D. Pedro se viria a apaixonar. A certa altura, este romance começou a ser notado, comentado e mal aceite, tanto pela corte como pelo povo. Como D. Afonso IV não aprovava tal relação amorosa, devido, entre outros motivos, à amizade de D. Pedro com os irmãos de D. Inês, mandou exilá-la no castelo de Albuquerque, na fronteira castelhana. Apesar da distância, o amor entre D. Pedro e D. Inês não acabou e, quando D. Constança, mulher legítima de D. Pedro, faleceu, ao dar a luz o Infante D. Fernando, o futuro rei de Portugal, D. Pedro, contra a vontade de seu pai, mandou regressar D. Inês do exílio e os dois passaram a viver juntos, tendo provocado um escândalo na corte, pois esta não era casada com D. Pedro. Desta relação amorosa nasceram quatro filhos, o que veio agravar ainda mais a situação que se vivia no reino, bem como as relações de D. Pedro com o pai. Este tinha receio que o trono português passasse para o filho mais velho de D. Inês, já que o Infante D. Fernando, filho legítimo de D. Pedro com D. Constança, era fisicamente débil, e havia rumores de que os irmãos de D. Inês o queriam assassinar. D. Pedro e D. Inês, ao fim de alguns anos, instalaram-se no Paço de Santa Clara, em Coimbra, habitação, mandada construir pela rainha Santa Isabel, avó de D. Pedro, para Reis e Príncipes, seus descendentes, com suas esposas legítimas. Com o passar do tempo, começaram a surgir boatos de que D. Pedro se teria casado, em segredo, com D. Inês. A ser verdade, este casamento fazia com que a corte se sentisse ameaçada pelos irmãos de D. Inês, sendo que os conselheiros do rei o começaram a pressionar no sentido de este arranjar uma solução para acabar com a ameaça que existia pelo facto de um dos filhos de D. Inês poder vir a ser o herdeiro do trono. Foi então que o rei D. Afonso IV decidiu que a solução seria matar D. Inês.
  • 2. A 7 de Janeiro de 1355, quando D. Pedro, após uma curta visita feita a D. Inês, se ausentou para uma caçada, o rei D. Afonso IV, aproveitando-se desta ausência do filho, acompanhado dos seus conselheiros, deslocou-se a casa de D. Inês com o fim de a matar. D. Inês, desesperada, suplicou ao rei que a poupasse à morte, pois nada tinha a ver com as políticas do reino nem com o que pensavam os seus irmãos e que o único pecado que cometera foi ter-se apaixonado por D. Pedro. Porém, o rei não lhe deu ouvidos, dando ordens para que a sua execução fosse cumprida como, inicialmente, estava planeado. Após a morte de D. Inês, D. Pedro entrou em guerra com seu pai e não descansou enquanto não vingou a morte da sua amada, tendo morto dois dos seus executantes, Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves. Mais tarde, D. Pedro mandou construir, no Mosteiro de Alcobaça, dois túmulos nos quais se retratavam as suas vidas, tendo, posteriormente, mandado transladar os restos mortais de D. Inês para o referido mosteiro. A minha reflexa o Os seus livros são bestsellers. Amada por uns, odiada por outros, Margarida Rebelo Pinto é um caso de sucesso na literatura portuguesa com os seus livros light e femininos, e que desde sempre foi uma voz extremamente contemporânea, escreveu um livro diferente, um romance histórico de D. Inês e D. Pedro. Este livro baseado num romance histórico, não foi dos livros que mais me fascinou, agora que reflicto na minha decisão de escolha por este, acho que foi um erro e uma perda de tempo ao lê-lo. Já conhecia a história apaixonante de D. Inês e D. Pedro, e tinha várias ideias do que poderia conter este livro, mas sinceramente, tive momentos em que não conseguia continuar a ler, daí a demora da leitura deste. Senti-me desinteressada por vezes e apesar de a história me cativar e querer encarar o papel de cada personagem, havia partes muito confusas e outras que ninguém precisava de saber (como a descrição das relações sexuais que D. Pedro tinha com D Inês, e também a orientação sexual de D. Pedro, etc.). Desta mínima ideia que tinha desta história, do amor imenso que ambos tinham e que fariam de tudo para estar um com outro, ultrapassando todos os obstáculos, considero que não há gestos do amor intenso que fez Pedro desafiar tudo e todos por Inês mas antes uma obsessão da parte dela e uma total indiferença da dele. Diria mesmo que a relação deles acaba por ser basicamente a uma relação carnal, não existindo cumplicidade enquanto casal senão pelas palavras de Inês. Quebrou um pouco aquela magia que Camões imprimiu a esta história e apresentou-a mais nua e crua, o que de algum modo me entristeceu! Apesar das caracterizações feitas de D. Pedro, a imagem que tinha dele mudou completamente com o ponto de vista da autora. Achava que D. Pedro era um homem bom, que amava imenso D. Inês, que a tratava como sua rainha, que lutou muito para manterem-se
  • 3. juntos por muito tempo, mas seguindo o ponto de vista da autora, D. Pedro era um homem mau, rude, podia amar D. Inês mas o seu desejo carnal por ela e o prazer que desejava era maior que este amor, e ainda, quando o rei aceitou o casamento, D. Pedro não ouviu o seu pai D.Afonso IV, não mostrando qualquer tipo de interesse por essa união. Quanto à D. Inês, a caracterização está bem realizada, e bem explicada, também porque a obra concentra-se nos últimos dias de vida dela que é a voz que mais se faz ouvir neste livro. Isto permitiu conhecermos o seu amor, as suas angústias, as suas alegrias, os seus medos, e também, como tal amor é visto aos olhos de Deus, do povo e da corte (que tem um papel fundamental na sociedades desta época. E além desta voz somos presenteados com 6 outras vozes que nos trazem diferentes perspectivas: ouvimos os pensamentos daqueles que querem bem a Inês e escutamos as intrigas daqueles que vêem Inês como uma ameaça, o que torna a obra um pouco mais empolgante. Quanto à escrita, considero que a autora fez citações maravilhosas, mas a junção de vocabulário daquela época com o calão e o vocabulário de hoje em dia foi de meras confuso e desnecessário. No fundo este livro mostra a biografia de D. Inês de Castro e a força, o poder, o amor, a coragem, a beleza, a capacidade de seduzir os homens, a inteligência, e as lutas que todas as mulheres enfrentam. A sua capacidade de comunicarem e o uso intemporal, pelos homens, das mulheres ao longo dos anos. Senti que o contexto histórico e a própria história em si, por vezes pareciam chocar-se tornando a leitura mais pesada, menos fluída e até ligeiramente aborrecida. Mas penso que a mensagem a transmitir desta obra seja, que independentemente de tudo o que possa acontecer, de todas as circunstâncias, condicionantes, de todos os obstáculos que possam interferir no curso normal das coisas, o amor acaba sempre por vencer tudo e todos. Este amor de D. Inês e D. Pedro acabou na morte da bela Inês, mas foi por causa das políticas do reino, dos conselheiros do rei, e do povo que deu origem a este fim, mas não o amor porque ele nunca terminou, nunca acabou e prevalecerá para sempre. Não haverá outro amor como este. Trabalho realizado por Ana Sofia Dias Gomes, nº3, 10º A.