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SUPLEMENTOEXCLUSIVODOJORNALACIDADE
ZONA LESTEZONA LESTE
MEUBAIRRO
LUGAR DE ARTE
É NO CEU, VIU?
CEU DAS ARTES, PRINCIPAL FOCO DE CULTURA
DA ZONA LESTE, PODE FECHAR AS PORTAS
MINHA
HISTÓRIA
MINHA
BRONCA
MINHA
RECEITA
OS 25 ANOS DE UMA
ESCOLA MUITO ESPECIAL
UMA CALÇADA
CHEIA DE PERIGOS
ESSE BOLO SORVETE TEM
UMA HISTÓRIA E TANTO
A CIDADE
SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
no
F.L.PITON/ACIDADE
2 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
O céu e o inferno de
uma administração
Como é possível que uma mesma administração municipal consiga
manter, de forma admirável, uma escola para alunos com necessidades
especiais há um quarto de século e, ao mesmo tempo, esquecer de fazer
o mínimo para garantir a sobrevivência de um dos poucos locais de oferta
de cultura na zona Leste de Ribeirão Preto?
Esse paradoxo acontece com o Centro de Educação Especial Egydio
Pedreschi, na Ribeirânia, e com o Centro de Artes e Esportes Unificados
do Jardim Florestan das Artes, mais conhecido como Ceu das Artes. É
assustador!
Nesta edição, falamos também dos buracos na calçada da avenida
Maurílio BIagi, de quase 1,5 metro de profundidade, que são uma verda-
deira armadilha para os pedestres. É um verdadeiro descaso!
Mas, para tornar as coisas mais gostosas, fomos atrás do segredo do
famoso bolo sorvete da Tia Encarnação. É uma delícia! Então, boa leitura!
NOSSA OPINIÃO
tá bom
PROMESSA CUMPRIDA
Inaugurado no último dia 3 de
setembro, o terminal de ônibus
da Vila Abranches oferece aos
usuários do transporte coletivo
banheiros, sala de espera e postos
de recarga.
tá ruim
MUGNATTO MARINCEK
As obras de duplicação da ave-
nida do Ribeirão Verde já começa-
ram, mas até o momento a popu-
lação não viu nada de diferente, a
não ser o caos no trânsito causado
pelos trabalhos.
tá indo
RETIRO SAUDOSO
Depois de anos de espera, os
moradores da região Leste vão
ganhar o Parque Linear Retiro
Saudoso. O local ficará às margens
da avenida Celso Charuri e contará
com ciclovia, quadras e lanchonete.
MATHEUSURENHA/ACIDADE
MATHEUSURENHA/ACIDADE
MATHEUSURENHA/ACIDADE
ZONA LESTE
NESTA EDIÇÃO
ZONA OESTE
PRÓXIMA EDIÇÃO
EDIÇÃO
José Manuel Lourenço
REPORTAGEM
Jessica Ribeiro
EDITOR DE ARTE
Daniel Torrieri
EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA
Mariana Martins
TRATAMENTO DE IMAGENS
Francielly Flamarini
CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO
Antonio Carlos Coutinho Nogueira
José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho
André Coutinho Nogueira
José Bonifácio Coutinho Nogueira Neto
Marcos Frateschi
Fernando Corrêa da Silva
GERENTE DE PUBLICIDADE
Marco Vallim
marco.vallim@jornalacidade.com.br
DEPARTAMENTO COMERCIAL
comercial@jornalacidade.com.br
TELEFONE (16) 3977-2172
REDAÇÃO
Rua Javari, 3099, Ipiranga
Fone (16) 3977-2175
CEP 14060-640 - Ribeirão Preto (SP)
JORNAL DO GRUPO
A CIDADEDESDE 1905
MEUBAIRRO
A CIDADE no
DIRETOR DE JORNAIS
E MÍDIAS DIGITAIS
Josué Suzuki
EDITOR-CHEFE
Thiago Roque
3A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
O CEU é para todos!
Centro Cultural do Ribeirão Verde é uma
referência para moradores da região
Ele não é apenas um centro cultural:
é o principal foco de produção e difusão
de cultura da zona Leste, local de atração
e convívio de uma comunidade que tem
problemas bastante sérios.
Mesmo assim, corre o risco de fechar
as portas, porque a Administração Muni-
cipal não paga os serviços prestados por
uma empresa de segurança há quatro
meses.
Nas páginas 4 e 5 contamos um
pouco da história desse local, que foi
acolhido por todos da região. Contamos
a história de Chico, Paulo, Miria, que
são exemplos da relação de amor dos
moradores do Ribeirão Verde com o seu
centro cultural. Fruto da união e da luta
de todos, os moradores preparam-se para
garantir, através de parcerias, formas de
manter as portas abertas. Mais uma vez.
meuorgulho
fPARTICIPAÇÃO POPULAR CENTRO CULTURAL FOI INAUGURADO EM DEZEMBRO DE 2014, FRUTO
DO EMPENHO DE GRANDE PARTE DOS MORADORES DA REGIÃO DO RIBEIRÃO VERDE.
riberfestas@riberfestas.com.br / www.riberfestas.com.br
Av. Antonio e Helena Zerrenner, 555 - Ribeirão Preto - SP
Telefone: 3633 1868 - 3633 3629
ARTIGOS PARA FESTAS
EMBALAGENS E DESCARTÁVEIS
Linha completa para festas:
Doces, Chocolates, Artigos para cestas
MELHOR PREÇO DA REGIÃO
ATENDIMENTO PERSONALIZADO
FÁCIL ESTACIONAMENTO
CURSOS
VARIADOS
ATACADO
E VAREJO
ACidadeON.com/ribeirao
Veja, no portar ACidadeON, vídeo com
os personagens citados nesta matéria e
do dia a dia do CEU das Artes
FOTOSF.L.PITON/ACIDADE
4 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
O CEU do Ribeirão
Verde distribui
cultura e, mesmo
assim, pode fechar
Espaço existe desde o final de 2014 e é,
praticamente, o único polo cultural da região
No Jardim Florestan Fernandes, o
número 330 da rua Benedito Jacinto de
Souza guarda um pedacinho do paraíso,
pelo menos para quem mora na região
do Complexo RibeirãoVerde. Lá funciona
o Centro deArtes e Esportes Unificados
(CEU) “José Pedro Rotirotti”, espaço
dedicado à cultura e lazer, aberto aos
moradores da comunidade.
“Estou aqui desde o rascunho
do CEU”, conta FranciscoAntônio de
Alcântara, coordenador do espaço para
a região, que até então não possuía
nenhum espaço de lazer.
A abertura do espaço aconteceu em
16 de dezembro de 2014, data que Chico
lembra de cor.“Foi como ver um sonho se
realizando, o resultado de todo o trabalho
e esforço de muitas pessoas.Tem gente
que esta conosco desde o primeiro tijoli-
nho”. Por lá impera o espírito de família,
“o meu CEU é diferente”.
O CEU chegou à comunidade para
mudar o comportamento e implantar
valores para todos que moram ao redor.A
própria população trabalha para manter o
prédio organizado, limpo e funcionando.
“Até mesmo os meninos que ficam aqui
próximos, mesmo que não participem das
atividades, vem ajudando a cuidar, do
jeito deles. Não deixam pichar e inibem a
ação de vândalos”.
EM RISCO
Apesar de todo o trabalho desen-
volvido para a comunidade, o CEU pode
fechar as portas, porque a empresa
responsável pela segurança nãoé paga há
quatro meses.“Nós estamos sob a ame-
aça de que, se o pagamento da empresa
não sair, eles tirarem todos os vigias do
prédio”, explicaAlcântara.“Nós vamos
correr e buscar parcerias na comunidade
como fizemos das outras vezes. Essa já é
a terceira empresa que nos atende e eu
também já passei 28 dias como vigia”.
Em nota, a Secretaria de Cultura,
responsável pelo CEU e pelo repasse do
pagamento à empresa responsável pela
segurança do prédio informou que, por
diversas vezes, solicitou a liberação da
verba à Secretaria da Fazenda, mas ainda
não obteve sucesso.
Também por nota, a Guarda Civil
Municipal informou que “está avaliando a
solicitação para disponibilização de GCMs
para ao local” e que o contrato com a
empresa ainda está em vigência.
meuorgulho
PRA TODOS OS GOSTOS
CURSOS E OFICINAS:VIOLINO,TECLADO,VIOLÃO, FLAUTA, DANÇA DE
RUA,TEATRO, CAPOEIRA, DANÇA DO VENTRE, INFORMÁTICA,TAI CHI,
CROCHÊ, PIC,VÔLEI E ATLETISMO.
5A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
Prova de que o CEU faz diferença
na vida da comunidade são as amigas
Cristiane Teodoro e Miria Salles.A dupla
não perde uma aula de dança e não
importa em qual horário aconteça, estão
elas e as colegas lá.
“Eu moro no bairro há seis anos,
então acompanho o CEU desde quando
começou a construir e a relação de
amor já começou lá. Hoje é minha
segunda casa, vivo o dia todo aqui”,
conta Miria, que mora do outro lado da
rua.“Eu faço a ginástica e é a melhor
coisa.Antigamente eu vivia travada nas
costas e no joelho, depois que comecei
as atividades aqui as dores acabaram”,
revela.
Os cursos oferecidos são as grandes
estrelas do trabalho do CEU. Dentre
os mais populares estão violão – que
tem aproximadamente 265 alunos –,
teatro, dança e capoeira.“Hoje faço a
ginástica, a computação e a dança de
salão, é tudo muito bom. Nós já pedimos
e logo vai começar a dança do ventre,
que eu também vou participar”, explica
Cristiane.
A questão estrutural é outro ponto
à parte, tudo é impecavelmente limpo e
cuidado. Biblioteca, auditório, sanitários
e sala de informática compõem o prédio
principal do espaço.“Os professores,
as aulas e a estrutura do local, tudo é
muito bom”, elogia Cristiane, que ainda
passa na casa das amigas para leva-las
às aulas.
“Se o CEU fechar não vai dar certo,
porque vou ficar em casa e só comer
e dormir”, diverte-se Miria. Mas ela
também fala sério e em nome de toda
comunidade,“Não pode fechar por
todos que moram aqui, as crianças por
exemplo vão ficar sem atividades se isso
acontecer.Aqui é nosso lugar”, finalizou.
Os serviços prestados no CEU das
Artes são oferecidos de forma gratuita,
muitos deles contam com trabalho
de voluntários que vem da própria
comunidade.
Um desses casos é o do advogado
Paulo César Silva, de 61 anos. Há
algumas semanas ele presta diariamente
atendimento jurídico à população.
“Através da minha pouca experiência tiro
dúvidas, auxilio no acompanhamento
processual, encaminho à procuradoria.
Também ajudo a resolver problemas
menores, como questões imobiliárias ou
comerciais. Essa atividade passou a ser
uma alegria para mim”, conta.
Por lá não tem erro, de segunda a
sexta-feira, das 9h às 12h, Paulo está
sentado na sala de informática disposto
a ouvir e ajudar quem quer que precise.
“Eu tenho procurado atender com
uma resposta rápida, mostrando os
caminhos, a solução. E se eu não puder
resolver aqui, encaminho para o órgão
responsável atender essa pessoa”.
Para ele, a oportunidade de atender
a comunidade do Ribeirão Verde é
motivo de gratidão, Paulo entende o
convite do amigo como um presente
divino.“É um bairro carente, onde esses
serviços oferecidos aqui estão atingindo
uma camada expressiva. Estamos tendo
um retorno muito positivo, e eu me sinto
envaidecido de estar participando desse
projeto”.
Assim como Chico, o advogado
faz questão de convidar a população
para ir até o CEU e ver com os próprios
olhos o pedacinho de paraíso guardado
com muito carinho no meio do Ribeirão
Verde.“Aqui, nós gostamos de atender
as pessoas com amor e educação, que
é tudo o que elas querem e precisam”,
finaliza Paulo.
Miria fala por
todos: ‘Aqui é
nosso lugar’
Amor e educação
são as bases do
atendimento
f PERSONAGENS ACIMA, O ADVOGADO PAULO CÉSAR SILVA, QUE PRESTA ASSISTÊNCIA JURÍDICA
GRATUITA NO CEU DAS ARTES; NA PÁGINA ANTERIOR, CHICO ALCÂNTARA, QUE ESTÁ LIGADO AO
SURGIMENTO DO CENTRO CULTURAL, NO RIBEIRÃO VERDE
PRA TODO MUNDOO CEU DAS ARTES “JOSÉ PEDRO ROTIROTTI” FICA NA RUA BENEDITO
JACINTO DE SOUZA, 330, NO JARDIM FLORESTAN FERNANDES (COM-
PLEXO RIBEIRÃO VERDE). FUNCIONA DE SEGUNDA A SÁBADO COM
ATIVIDADES INICIANDO ÀS 08HS.
FOTOS F.L.PITON / A CIDADE
6 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
ESPECIAL
PARA TODOS
ESCOLAUMA
E
f ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS SÃO PREPARADOS PARA O MERCADO DE TRABALHO
MUITO
CHAAANCES
IGGGUAIS
PARA
TTTODOS
Andando pela avenida Costábile Romano, na Ribeirânia,
provavelmente você já deve ter se deparado com um grande
muro verde com ‘cara de escola’. Lá realmente funciona uma
instituição de ensino, a CEEEF Egydio Pedreschi que completou
25 anos no último mês e atende a mais de 300 alunos com o
maior amor do mundo.
A escola foi fundada em 25 de agosto de 1991 e trabalha
para capacitar adolescentes e adultos com deficiências para o
mercado de trabalho.“Nós recebemos alunos a partir dos 14
anos.Aqui eles têm oficinas, alimentação, terapia ocupacional,
serviços de saúde e o principal, interação com outras pessoas
e uma vida normal”, explica a monitora Fernanda Marques de
Jesus, de 35 anos.
Oportunidades iguais para todos, porque todos somos
iguais dentro das nossas diferenças. Com esse entendimento a
escola trabalha para dar aos alunos todo suporte para que eles
sejam independentes e felizes no que quer que escolham fazer.
“Eu venho de manhã e trabalho na horta, de tarde vou
para casa e à noite volto para o estacionamento. Lá nós guar-
damos os carros”, conta o estudante Hugo David, de 22 anos.
O rapaz frequenta a Egydio desde a adolescência e mesmo
tendo passado por outras instituições, só se sentiu feliz de
verdade lá.“Dos lugares pelos quais passei, aqui é o melhor,
tenho meus amigos na horta, o Celso, o Geraldo, o Matheus.
Nós estamos aqui todos os dias, sem falta”.
A instituição conta com parceiros que empregam os alunos
e oferecem apoio às aulas ministradas por lá.“Muitas das nos-
sas crianças saem daqui para empregos com carteira assinada
e alguns até conciliam as aulas com o trabalho. Isso é uma
honra para nós, queremos que eles cresçam sempre”, declara
Fernanda.
Mas estar lá também é felicidade para quem não quis dei-
xar a escola.“Dá muito orgulho ver que tudo o que plantamos
vai para a cozinha ou para as aulas de culinária da escola. Foi
importante ter vindo para cá, a escola está cuidando de mim”,
termina Hugo.
Um quarto de
século de muito
amor a quem é
especial
Centro Egydio Pedreschi oferece
formação para adolescentes e
adultos com necessidades especiais
minhahistória
F.L.PITON / A CIDADE
EDUCAÇÃO ESPECIAL
25 anosA escola recebeu o nome de Egydio Pedreschi em home-
nagem ao fundador da APAE Ribeirão Preto.
7A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
fEXEMPLO DEATIVIDADE LÚDICA DESENVOLVIDA NA EGYDIO PEDRESCHI COM OS SEUSALUNOS
LOCAL ATENDE
A 300 ALUNOS
“Sabe quando você está no inferno e encontra o paraíso?
Foi assim que me senti quando o Renan conseguiu uma vaga
lá”.A dona de casa Luciana Mara Ribeiro Fonseca é umas das
mães dos mais de 300 alunos da CEEEF Egydio Pedreschi, e
resume em uma única frase o alívio dos pais que têm filhos na
instituição.
O rapaz hoje tem 24 anos e há dez frequenta a escola.
Mas o caminho até lá não foi fácil.“Desde o início da vida
escolar o Renan passou por instituições estaduais, municipais
e até particulares, e nenhuma conseguiu oferecer atendimento
de qualidade a ele. Quando ele fez 12 anos, desistimos”, conta
Luciana. Nesse momento a família optou por tirar o menino da
escola e educá-lo em casa, até que ele tivesse idade suficiente
para entrar no Egydio Pedreschi.
“O processo de inclusão que a Secretaria da Educação
insiste em pregar é uma fachada. Muitos alunos não têm o
devido atendimento e passam anos sofrendo de escola em
escola”, desabafa.Aos 14 anos Renan foi aceito na ‘escola dos
sonhos’ e foi direto para as aulas de artesanato, oficina em que
se encaixa até hoje.“A escola é muito organizada, os alunos
tem apoio, carinho e atenção”. Para a família, o fim de uma
guerra,“nós queríamos que ele fosse feliz e lá ele encontrou
amor”, finaliza.
No Egydio
Pedreschi, Renan
encontrou mais
que uma escola
Depois de passar outras escolas, o
menino encontrou, sobretudo, amor
minhahistória F.L.PITON / A CIDADE
8 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
COM A
COMUNIDADE
JORNALUM
O
fO JORNALISTA E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, GIL SANTIAGO, COM O SEU JORNAL DA REGIÃO SUDESTE
EM SINTONIA
LLLINHA
DDDIRETA
COMMM UMA
REEEGIÃO
“Minha família está no Jardim Roberto Benedetti, também
conhecido como Conjunto dos Bancários, há 22 anos. O bairro
está fazendo 30 anos, e nós chegamos bem no comecinho,
moramos aqui desde então, eu e minha esposa Susana Busatto.
Em 2008, entendi que poderia encontrar uma forma de
falar com a comunidade e defender o interesse dos moradores,
então em parceria com a minha esposa desenvolvemos o Jornal
da Região Sudeste.
Desde o início nós trabalhamos com o propósito de cons-
truir um espaço para registrar e relatar os principais fatos da
região Sudeste de Ribeirão Preto.A primeira edição foi publi-
cada em dezembro de 2008.A nossa proposta é focada no
jornalismo, temos a preocupação de não trabalhar pessoas, mas
informação e fatos. O jornal é um registro histórico da região,
através de textos e fotografias.
A publicação depende do comércio da região para se
manter, tanto na parte de impressão, quanto na entrega (os
exemplares são distribuídos casa a casa). Ele começou com
4,5 mil exemplares e hoje chegamos a dez mil. Observamos a
receptividade, o pessoal começou a pedir e apoiar, a região foi
crescendo e necessitamos de uma tiragem cada vez maior.
O conteúdo é produzido e chega de diversas maneiras. Nós
mantemos uma redação, temos colaboradores fixos e esporá-
dicos. Os temas tratados tanto no impresso quanto no digital
são definidos de acordo com temas que são interessantes para
a nossa região e para aqueles moradores.Aliás, muito do nosso
conteúdo surge a partir de sugestões dos próprios leitores, que
mandam e-mails ou nos encontram e sugerem pautas.
Nós, como veículo de comunicação dessa região, de-
fendemos algumas causas que são importantes para nossa
comunidade. Por exemplo a instalação do Parque Linear Retiro
Saudoso. Esse era um pedido antigo dos moradores, porque
é uma área que precisa ser preservada. Outra causa que nós
abraçamos é a construção da Paróquia São Miguel Arcanjo,
que está sendo erguida no Jardim Manoel Penna desde 2000.
Temos até uma seção fixa no site que fala sobre a igreja.
Entendemos que nossa missão como jornal é contribuir
para o desenvolvimento dos bairros, condomínios, instituições,
comércio e prestadores de serviços da região Sudeste. Existimos
para registrar e divulgar as atividades, reivindicações e conquis-
tas da nossa comunidade.
Para nós, o mais importante é que a publicação fale a
linguagem da comunidade. Nossa intenção é que o Jornal da
Região Sudeste seja um veículo de informação e prestação de
serviços. Se cumprir essa missão, para nós está perfeito”.
Geraldo José Santiago (Gil Santiago)
Jornalista, radialista e professor universitário
Há oito anos Gil
organiza com a
esposa Jornal da
Região Sudeste
Projeto tem a intenção de relatar
fatos e contar histórias da região
meulugar
MATHEUSURENHA/ACIDADE
9A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
Av.Cav.PaschoalInecchi
AvenidaSaudade
Anel Viário Norte
Anel Viário Sul
Av. Bandeirantes
Av.D.PedroI
RodoviaAntonioMachadoSant’Anna
Av. Dr. Oscar de
Moura Lacerda
Av.Francisco
Junqueira
Av.Mal.CostaeSilva
Av. Pres. Castelo Branco
Av. Treze de Maio
Av.MaurílioBiagi
Av. Costábile Romano
Av. Pio XII Av. Nove
de Julho
Av. Caramuru
Av.Independência
areugnahnA.doR
Av.Pres.Vargas
bardonei29@gmail.com | Bar do Nei
Rua Conde de Irajá, 235 - Ribeirão Preto/Sp
16 3610-5891 | 3632-9280
zonaleste COMIDAS
CULTURA
CURTIÇÃO
Joaquim Camilo de Mattos
(1892-1945) foi prefeito,
vice-prefeito e presidente
da Câmara de Ribeirão
Preto na década de 1920.
Foi, também, delegado
de Cravinhos.
COLÉGIO ANCHIETA
Tradicional instituição de ensino
em Ribeirão Preto, o Colégio
Anchieta se intalou na cidade em
1979 e hoje oferece desdea edu-
cação infantil ao ensino médio.
BARES E COMIDA
A Camilo de Mattos se des-
taca no Jardim Paulista pela
grande quantidade de bares e
opções de restaurantes.
PRAÇA SAN LEANDRO
Localizada entre as ruas Camilo de Mattos,
Itararé e Itapurá.A Praça San Leandro está no
coração do Jardim Paulista. O local é ponto de
encontro das famílias do bairro e é um orgu-
lho, já que está sempre limpa e bem cuidada.
A rua Camilo de Mattos
é uma das mais importantes
do Jardim Paulista e caracte-
rizaça-se pela forte presença
do comércio e, menor escala,
de serviços.
VIA É MARCADA
PELO COMÉRCIO
FORTE E ATIVO
RUA
CAMILO DE
MATTOS
10 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
zoomzonaleste
CENAS URBANAS
Nas imagens do repórter fotográfico F. L. Piton, alguns flagrantes
da zona Leste de Ribeirão Preto.Tem caminhada no Curupira, mas
também tem algumas cenas inusitadas, como o banho de sol de um
casal de cágados.
VVVVerdddde-rosaÉ uma primavera ou um ipê-rosa? O que é importante destacar é a
beleza das cores que chegam nesta época do ano.
OOO que vocêêê fffaz aííí???Um sim
qpático felino resolveu subir em uma árvore para apreciar a
vvista, mas, aparentemente, teve problemas para descer.
BBBanhhho ddde solllNos dias corridos de hoje, nada como uma relaxada à beira da água para
ppoder recuperar as energias.
SSSaúúúdddeO Curupira é o principal local de lazer e de se
colocar o corpo em ordem na zona Leste; isso sem
falar que é de uma beleza sem fim.
FOTOS F.L.PITON / A CIDADE
11A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
meuguia UBDS CASTELO BRANCO
Rua Dom Luís do Amaral Mousinho, 3.300
Telefone: 3627-8488
UBS BONFIM PAULISTA
Rua Azarias Vieira de Almeida, 620
Telefones: 3972-3302 / 3972-0109
UBS JARDIM JULIANA
Av. Dr. Marcos Antônio Macário Santos, 602
Telefone: 3965-6141
UBS SANTA CRUZ
Rua Triunfo, 1.070
Telefone: 3916-1122
OBS: UBS em reforma. Os atendimentos foram
transferidos para a UBS Castelo Branco
UBS SÃO JOSÉ
Rua Madre Maria Teodora Voiron, 110
Telefone: 3617-0307
UBS VILA ABRANCHES
Rua Maria Abranches de Faria, 550
Telefone: 3965-2655
USF JARDIM ZARA
Rua Stéfano Barufi, 1.639
Telefone: 3967-7898
UPA – UNIDADE DE PRONTO
ATENDIMENTO
Av. 13 de Maio, 353
Telefones: 3972-2868 / 3632-3067
CASTELO BRANCO NOVO
Rua José Aissum, 829
Telefone: 3624-2388
Responsável: Dalgima Borges de A.
Moraes
• Reuniões de grupos
- Terça-feira (semanalmente) – 8h30 às
10h30 – grupo da 3ª idade
- Quarta-feira (semanalmente) – 13h
às 16h – grupo Cevi (Comunidade
Experiência de Vida)
- Quinta-feira (quinzenalmente) – 14h –
grupos socioeducativos
- Aulas da Escola Municipal José Delibo
Segunda-feira – capoeira
Quinta-feira - dança
VILA ABRANCHES
Rua Álvaro Abranches Lopes, 414
Responsável: Lilian Aparecida Luchesi
JARDIM JULIANA
Rua Dina Sassi Steagall, 215
Telefone: 3965-2209
Responsável: Silvia Beatriz Borges
Teodoro
RIBEIRÃO VERDE
Rua João Tonioli, 3.874
Telefone: 3996-2376
Responsável: Carla Rosa Roma
JARDIM MANOEL PENNA
Rua José Barense, 127
Responsável: Eliana Vecchi Pereira
JARDIM SÃO JOSÉ
Rua José da Silva Melo, 280
Responsável: Eliana Vecchi Pereira
CENTRO COMUNITÁRIO
PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA
• Rua Heron Domingues, 812 –
Parque São Sebastião
• Rua Jorge Gouveia, 40 – Jardim
Interlagos
• Avenida Presidente Kennedy, 2.400
– Ribeirânia
• Rua Ramos de Azevedo, 392 –
Jardim Paulista
• Rua Doutor José Ribeiro Ferreira,
394 – Jardim São José
• Avenida Treze de Maio, 575 – Jardim
Paulista
• Rua Amadeu Amaral, s/n – Vila
Seixas
• Rua Salvador Spadoni, s/n – Vila
Seixas
• Rua Ermelinda Corrado, s/n – Parque
dos Bandeirantes
• Rua Barão do Bananal, 465 – Jardim
Anhanguera
BANCAS
TERCEIRO BATALHÃO DA POLÍCIA
MILITAR DO INTERIOR (3º BPM/I)
Base Comunitária de Segurança (BCS):
1ª CIA PM
Rua Wlamir de Lima Pupo, 81, Lagoinha
Telefone: 3629-5975
BASE DA POLÍCIA
UNIDADES DE SAÚDE
12 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
Lorenzo foi a descoberta de um
novo mundo para Vanessa e Tiago
Para a família de Vanessa e Tiago
o “projeto Lorenzo” começou em julho
de 2014. Nessa época, o casal já estava
casado há um ano e meio e decidiu que
era hora de aumentar a família.
“Fazia sentido no momento em que
nós estávamos. Começamos a pensar os
prós e contras de uma criança e vimos
que seria positivo”, conta a psicóloga. Em
setembro do mesmo ano ela descobriu
que estava grávida.A expectativa já estava
grande e Vanessa mal podia acreditar
quando finalmente o teste estampou
positivo.“Fiz três testes para ter certeza
e, quando descobri, já estava com sete
semanas de gravidez”.
Surpresa também foi para o marido
dela, que também estava ansioso pela
chegada do filho.“O Tiago foi a primeira
pessoa para quem contei. Ele ficou muito
feliz, foi nosso momento.A partir daí,
começamos todo o planejamento e para
nós surgiu um novo mundo”, conta
Vanessa.
A maternidade foi realmente uma
descoberta e tanto para ela, até 27 de
julho de 2015, quando Lorenzo nasceu.
“Fui descobrir questões com as quais as
mães têm que lidar todos os dias, que vão
influenciar o nosso futuro e o futuro do
bebê principalmente”.
Para o casal a chegada do pequeno
trouxe fascinação, mas também medo.“A
gente tem toda uma expectativa. É uma
pessoinha com necessidades e a gente tem
que se adaptar aos ritmos dele, ao que ele
quer, conhecer o choro”.
Mas nada que a risada gostosa e os
primeiros passinhos não curem.“É um
amor imenso, não dá para explicar”.
vida nova
Jardim Paulista ainda lamenta a dor
da perda de padre Marcelo de Souza
No início de fevereiro a comunidade
do Jardim Paulista perdeu uma de suas
referências em termos de generosidade.
padre Marcelo Luiz de Souza, 48 anos,
era responsável pela Paróquia São Paulo
Apóstolo e faleceu durante o período pós-
operatório de uma cirurgia bariátrica.
“Ele era meu melhor amigo e a perda
dele é algo que nós nunca vamos superar”,
conta o padre Elviro Pinheiro Junior.
Marcelo começou a vida católica em
1985, quando entrou para a Congregação
dos Padres da Doutrina Cristã e desde
então dedicou seu tempo ao serviço da
Igreja.“Ele era uma pessoa querida na
comunidade, pelo clero, pelos estudantes.
Era muito alegre e que transmitia felicidade
por onde passava”.
A herança de Marcelo para Elviro foi
a Paróquia São Paulo Apóstolo, que ele
recebeu como um presente e prometeu
cuidar com o mesmo amor do amigo.
“Como eu já era próximo da comunidade,
acredito que a Arquidiocese tenha decidido
me manter por perto para cuidar da
memória dele também”, explica.
Elviro ainda faz questão de esclarecer
as condições em que o amigo morreu.
“Houve boatos de que ele havia morrido
por causa da operação, mas não. Ele foi
muito bem atendido e o que acometeu
ele foi um aneurisma, que nem mesmo o
médico pôde prever”.
Para ele o amigo se foi de forma
inesperada, deixou uma saudade imensa
e o espaço no coração que ele ocupava
jamais terá outro dono.“Acredito que você
nunca vá encontrar alguém que tenha
algo de ruim para falar dele, ele era uma
extremamente generosa”, finaliza.
memória
MATHEUS URENHA / A CIDADE
ARQUIVO PESSOAL
13A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
Na avenida das Lágrimas, no Jardim Zara,
quem chora é o motorista. Por lá não há opção
a não ser passar pelos imensos buracos, e torcer
para que as pedras que voam não acertem
ninguém.A via passa defronte ao Cemitério Bom
Pastor e é extremamente movimentada.
Há cerca de dois meses motoristas e
moradores pediram socorro para a rua Itapira, no
Jardim Paulistano. Por lá buracos transformavam
o trânsito num caos e obrigavam pedestres a
desviar das pedras soltas. O conserto foi feito em
setembro.
Na rua Jaime José do Nascimento Feitosa,
no Jardim Palmares, o problema é a sarjeta
danificada.Além de juntar lixo no local, ao
lado um buraco se abriu no asfalto. Moradores
afirmam que já pediram o conserto do problema e
nunca foram atendidos.
Tristeza é o asfalto
Bagunça no trânsito
Tudo quebrado
FALTA RESOLVER RESOLVIDOFALTA RESOLVER
minhabroncaMILENA AUREA / A CIDADE
MILENA AUREA / A CIDADE MILENA AUREA / A CIDADE
14 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
minhabronca
Calçada da avenida Maurílio
Biagi atrapalha os buracos
Às margens da avenida Maurílio Biagi, calçada tem vários trechos quebrados e, em alguns casos, os
buracos chegam a ter 1,5 metro de profundidade, transformando-se em armadilhas para pedestres
Ela não é a primeira coisa em que se
pensa quando se começa a construir um
imóvel, mas sem ela não há passagem,
não há trânsito e a sua falta pode gerar
multa.As calçadas são item de primeira
necessidade e têm papel fundamental no
exercício do ir e vir do cidadão.
Apesar de ser uma via de grande mo-
vimento, a avenida Maurílio Biagi carece
de calçadas e recursos que favoreçam a
passagem de pedestres por ali. Em um
dos trechos, a calçada é feita de placas de
concreto e algumas já se quebraram dei-
xando buracos de pelo menos um metro e
meio de profundidade.
“Ribeirão cresceu de forma desor-
denada e só para quem anda de carro.
Muitos prédios foram sendo construídos,
as vias ficando apertadas e foram se
eliminando calçadas e outros recursos que
ajudam quem anda a pé pela cidade”,
afirma a advogada Rosângela Ribeiro, de
58 anos.
Ela costuma caminhar pelas vias
da Ribeirânia e, em busca de sombra,
passava pelas margens da avenida na
última semana, quando se deparou com o
problema.“A cidade não foi pensada para
o pedestre, para os animais e nem para a
natureza. Foi crescendo, expandindo e não
se pensou em como adequar ao que já
existia”, desabafa.
PEDESTRE FICOU ESQUECIDO
A falta de calçadas ou calçamento
danificado é um problema crônico nos
bairros da zona Leste da cidade e sempre
uma dor de cabeça para quem ‘não tem
motor’ e depende delas para se locomo-
ver.“Por toda cidade você vê como os
espaços foram mal estruturados e não
foi considerada a convivência harmônica.
Muito se fez pelos veículos, que já são
quase um por habitante aqui, e não se
pensou no pedestre”, finaliza.
fA ADVOGADA ROSÂNGELA RIBEIRO PERTO DE UM DOS BURACOS COM MAIS DE 1,5 METRO DE PROFUNDIDADE
Através de nota, a assessoria de
comunicação da prefeitura de Ribei-
rão Preto informou que a Secretaria
Municipal de Infraestrutura encami-
nhará equipe ao local para verificar
a demanda e tomar as providências
necessárias.
Ainda esclareceu que implantou
calçadas em diversas áreas públicas
localizadas em diferentes bairros da
cidade e a construção de calçada
na Maurílio Biagi será inserida na
próxima licitação.
Para relatar problemas de infra-
estrutura na cidade o morador pode
entrar em contato com o Serviço de
Atendimento ao Munícipe (SAM),
através do telefone 156.
Prefeitura
promete tomar
providências
OUTRO LADO
Caminho pelas margens da
avenida todas as manhãs, e por
aqui só pela vicinal e com cui-
dado, porque é preciso andar na
rua. Falta sinalização adequada
para os carros e calçada para os
pedestres.
DANTE RUOTOLO
75 anos, aposentado
A avenida não foi pensada
para o pedestre, nem mesmo a
vicinal, onde não há calçadas. Na
verdade, o trecho é inseguro, ca-
rente de sinalização, como faixas
e travessias que favoreçam quem
passa por aqui a pé.
JOÃO HENRIQUE DE SOUZA
37 anos, bancário
AVENIDA MAURÍLIO BIAGI NÃO OFERECE ESTRUTURA PARA O PEDESTRE, QUE CORRE RISCO DIÁRIO
F.L.PITON / A CIDADE
FOTOS F.L.PITON / A CIDADE
PERIGO
NO CHÃO O problema dos buracos na Maurílio Biagi é sério: em mui-
tos casos, a profundidade é superior à altura de uma criança, o
que os torna perigosos o suficiente para ferir quem cair, sobretu-
do idosos ou pessoas com mobilidade reduzida.
PROBLEMA ESTÁ NAS ‘PONTES’ SOBRE O CÓRREGO
15A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
minhareceita
UMA RECEITA DE FAMÍLIA NA
FORMA DE UM BOLO SORVETE
INGREDIENTES
• Açúcar (o suficiente para caramelizar uma
forma)
• 9 colheres (sopa) de água
• 4 colheres (sopa) de achocolatado em pó
• 1 lata de leite condensado
• 2 latas de leite
• 3 gemas (reservar as claras)
• 5 colheres de sopa de açúcar
• 1 lata de creme de leite com soro
MODO DE PREPARO
Caramelizar uma forma de buraco
só (de pudim) com açúcar e reservar.
Numa panela, levar ao fogo as nove
colheres de água com quatro colheres de
achocolatado em pó. Quando começar a
ferver, despejar por cima do caramelo da
forma. Levar a forma ao freezer por uma
hora.
Bata as claras em neve, acrescente as
cinco colheres de açúcar e o creme de leite
com soro. Junte essa mistura ao creme já
frio, misturando delicadamente. Colocar
tudo na forma e levar ao freezer.
É importante fazer a receita na
véspera de servir. Retirar do freezer alguns
minutos antes, virar num prato como se
fosse pudim e após servir, retornar ao
freezer.
Liliane e Tatiana Griffo são as ‘guardiãs’ da receita favorita da Tia Encarnação
Tia Encarnação era daquelas que
tinha o poder de fazer toda a família se
reunir em volta de uma mesa e agradecer
só por ter um ou outro por perto. Com
seus dons culinários, deixava todos ansio-
sos pela próxima delícia que iria inventar.
“Ela era uma tia do meu pai, já bem
senhorinha. Foi ela quem trouxe a receita
do Bolo Sorvete para nossa família e fazia
todo ano”, conta Tatiana Griffo, de 35
anos, moradora do Jardim Paulista.
A receita, além de tradição, virou um
marco na família, já que tem data e lugar
certo para ser feita.“Sempre fazia no final
do ano, normalmente quando todos nos
reuníamos para o Natal. Ela já se foi, mas
isso ficou marcado para nós”.
A história dos Griffo está intimamente
ligada à cozinha e às memórias que o
prato traz.
fTATIANA E LILIANE MANTÊM A TRADIÇÃO
DA FAMÍLIA REUNIDA NO NATAL COM O
“BOLO SORVETE DA TIA ENCARNAÇÃO”
12 FATIAS
Tem uma receita e quer compartilhar com a gente?
Mande para receita@jornalacidade.com.br
FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE
A receita original nunca foi modifica-
da e acabou ‘herdando’ o nome de Bolo
Sorvete da Tia Encarnação, como home-
nagem a quem fazia questão de ter toda
família reunida.“Essas receitas especiais
nós guardamos só para quando todo
mundo se reúne”.
O legado de tia Encarnação na cozi-
nha está sendo preservado por Tatiana e
sua mãe, Liliane Griffo.“Minha mãe uma
vez pegou a receita e aprendeu todos
os segredos com ela.A intenção é que
permaneça conosco, na família”.
Para tirar a foto e dar a entrevista,Ta-
tiana e a mãe abriram uma exceção.“Fa-
zer a receita em outubro é uma ocasião
extraordinária.Acho que todo mundo vai
acabar aparecendo para comer”, brinca.
Todos continuam se reunindo no Na-
tal para apreciar a delícia e lembrar com
carinho de tia Encarnação que, durante
anos, foi a grande responsável pela parte
culinária dos encontros familiares.“Para
nós é o momento de reunir a família, re-
presenta essa união. O filho dela,Vitoria-
no, ainda vem de São Paulo para comer o
Bolo Sorvete e passar as festas conosco”.
Tatiana promete honrar as mãos de
fada da tia.“Pretendo dar continuidade
a essa tradição. Quando tiver meus filhos
vou fazer e também ensinar a receita que
já faz parte da história da nossa família”.
16 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016
pontodeencontroCLICK DE TODO FINAL DE SEMANA
No Jardim Roberto Benedetti (Conjunto dos Bancários)
o local favorito dos moradores para o final de semana é
a quadra de futevôlei que fica na sede da Associação de
Moradores. Por lá também são oferecidas aulas gratuitas para
moradores do bairro.
Renan Pastori, Gustavo Valetim, Raphael Esteves, Mathes Carvalho e Marcos César
Anísio Menezes
João Vitor Blisa
Paulo Sadala, João Moré e Bruno Calsani
Guilherme Dall Agnol e Gabriel Mochila Karina Ávila,Vanessa Menezes, Josiane Caetano e Ariane Leoncini
Jogadores de futevôlei durante uma partida

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Meu Bairro Zona Leste - Outubro

  • 1. SUPLEMENTOEXCLUSIVODOJORNALACIDADE ZONA LESTEZONA LESTE MEUBAIRRO LUGAR DE ARTE É NO CEU, VIU? CEU DAS ARTES, PRINCIPAL FOCO DE CULTURA DA ZONA LESTE, PODE FECHAR AS PORTAS MINHA HISTÓRIA MINHA BRONCA MINHA RECEITA OS 25 ANOS DE UMA ESCOLA MUITO ESPECIAL UMA CALÇADA CHEIA DE PERIGOS ESSE BOLO SORVETE TEM UMA HISTÓRIA E TANTO A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 no F.L.PITON/ACIDADE
  • 2. 2 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 O céu e o inferno de uma administração Como é possível que uma mesma administração municipal consiga manter, de forma admirável, uma escola para alunos com necessidades especiais há um quarto de século e, ao mesmo tempo, esquecer de fazer o mínimo para garantir a sobrevivência de um dos poucos locais de oferta de cultura na zona Leste de Ribeirão Preto? Esse paradoxo acontece com o Centro de Educação Especial Egydio Pedreschi, na Ribeirânia, e com o Centro de Artes e Esportes Unificados do Jardim Florestan das Artes, mais conhecido como Ceu das Artes. É assustador! Nesta edição, falamos também dos buracos na calçada da avenida Maurílio BIagi, de quase 1,5 metro de profundidade, que são uma verda- deira armadilha para os pedestres. É um verdadeiro descaso! Mas, para tornar as coisas mais gostosas, fomos atrás do segredo do famoso bolo sorvete da Tia Encarnação. É uma delícia! Então, boa leitura! NOSSA OPINIÃO tá bom PROMESSA CUMPRIDA Inaugurado no último dia 3 de setembro, o terminal de ônibus da Vila Abranches oferece aos usuários do transporte coletivo banheiros, sala de espera e postos de recarga. tá ruim MUGNATTO MARINCEK As obras de duplicação da ave- nida do Ribeirão Verde já começa- ram, mas até o momento a popu- lação não viu nada de diferente, a não ser o caos no trânsito causado pelos trabalhos. tá indo RETIRO SAUDOSO Depois de anos de espera, os moradores da região Leste vão ganhar o Parque Linear Retiro Saudoso. O local ficará às margens da avenida Celso Charuri e contará com ciclovia, quadras e lanchonete. MATHEUSURENHA/ACIDADE MATHEUSURENHA/ACIDADE MATHEUSURENHA/ACIDADE ZONA LESTE NESTA EDIÇÃO ZONA OESTE PRÓXIMA EDIÇÃO EDIÇÃO José Manuel Lourenço REPORTAGEM Jessica Ribeiro EDITOR DE ARTE Daniel Torrieri EDIÇÃO DE FOTOGRAFIA Mariana Martins TRATAMENTO DE IMAGENS Francielly Flamarini CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO Antonio Carlos Coutinho Nogueira José Bonifácio Coutinho Nogueira Filho André Coutinho Nogueira José Bonifácio Coutinho Nogueira Neto Marcos Frateschi Fernando Corrêa da Silva GERENTE DE PUBLICIDADE Marco Vallim marco.vallim@jornalacidade.com.br DEPARTAMENTO COMERCIAL comercial@jornalacidade.com.br TELEFONE (16) 3977-2172 REDAÇÃO Rua Javari, 3099, Ipiranga Fone (16) 3977-2175 CEP 14060-640 - Ribeirão Preto (SP) JORNAL DO GRUPO A CIDADEDESDE 1905 MEUBAIRRO A CIDADE no DIRETOR DE JORNAIS E MÍDIAS DIGITAIS Josué Suzuki EDITOR-CHEFE Thiago Roque
  • 3. 3A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 O CEU é para todos! Centro Cultural do Ribeirão Verde é uma referência para moradores da região Ele não é apenas um centro cultural: é o principal foco de produção e difusão de cultura da zona Leste, local de atração e convívio de uma comunidade que tem problemas bastante sérios. Mesmo assim, corre o risco de fechar as portas, porque a Administração Muni- cipal não paga os serviços prestados por uma empresa de segurança há quatro meses. Nas páginas 4 e 5 contamos um pouco da história desse local, que foi acolhido por todos da região. Contamos a história de Chico, Paulo, Miria, que são exemplos da relação de amor dos moradores do Ribeirão Verde com o seu centro cultural. Fruto da união e da luta de todos, os moradores preparam-se para garantir, através de parcerias, formas de manter as portas abertas. Mais uma vez. meuorgulho fPARTICIPAÇÃO POPULAR CENTRO CULTURAL FOI INAUGURADO EM DEZEMBRO DE 2014, FRUTO DO EMPENHO DE GRANDE PARTE DOS MORADORES DA REGIÃO DO RIBEIRÃO VERDE. riberfestas@riberfestas.com.br / www.riberfestas.com.br Av. Antonio e Helena Zerrenner, 555 - Ribeirão Preto - SP Telefone: 3633 1868 - 3633 3629 ARTIGOS PARA FESTAS EMBALAGENS E DESCARTÁVEIS Linha completa para festas: Doces, Chocolates, Artigos para cestas MELHOR PREÇO DA REGIÃO ATENDIMENTO PERSONALIZADO FÁCIL ESTACIONAMENTO CURSOS VARIADOS ATACADO E VAREJO ACidadeON.com/ribeirao Veja, no portar ACidadeON, vídeo com os personagens citados nesta matéria e do dia a dia do CEU das Artes FOTOSF.L.PITON/ACIDADE
  • 4. 4 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 O CEU do Ribeirão Verde distribui cultura e, mesmo assim, pode fechar Espaço existe desde o final de 2014 e é, praticamente, o único polo cultural da região No Jardim Florestan Fernandes, o número 330 da rua Benedito Jacinto de Souza guarda um pedacinho do paraíso, pelo menos para quem mora na região do Complexo RibeirãoVerde. Lá funciona o Centro deArtes e Esportes Unificados (CEU) “José Pedro Rotirotti”, espaço dedicado à cultura e lazer, aberto aos moradores da comunidade. “Estou aqui desde o rascunho do CEU”, conta FranciscoAntônio de Alcântara, coordenador do espaço para a região, que até então não possuía nenhum espaço de lazer. A abertura do espaço aconteceu em 16 de dezembro de 2014, data que Chico lembra de cor.“Foi como ver um sonho se realizando, o resultado de todo o trabalho e esforço de muitas pessoas.Tem gente que esta conosco desde o primeiro tijoli- nho”. Por lá impera o espírito de família, “o meu CEU é diferente”. O CEU chegou à comunidade para mudar o comportamento e implantar valores para todos que moram ao redor.A própria população trabalha para manter o prédio organizado, limpo e funcionando. “Até mesmo os meninos que ficam aqui próximos, mesmo que não participem das atividades, vem ajudando a cuidar, do jeito deles. Não deixam pichar e inibem a ação de vândalos”. EM RISCO Apesar de todo o trabalho desen- volvido para a comunidade, o CEU pode fechar as portas, porque a empresa responsável pela segurança nãoé paga há quatro meses.“Nós estamos sob a ame- aça de que, se o pagamento da empresa não sair, eles tirarem todos os vigias do prédio”, explicaAlcântara.“Nós vamos correr e buscar parcerias na comunidade como fizemos das outras vezes. Essa já é a terceira empresa que nos atende e eu também já passei 28 dias como vigia”. Em nota, a Secretaria de Cultura, responsável pelo CEU e pelo repasse do pagamento à empresa responsável pela segurança do prédio informou que, por diversas vezes, solicitou a liberação da verba à Secretaria da Fazenda, mas ainda não obteve sucesso. Também por nota, a Guarda Civil Municipal informou que “está avaliando a solicitação para disponibilização de GCMs para ao local” e que o contrato com a empresa ainda está em vigência. meuorgulho PRA TODOS OS GOSTOS CURSOS E OFICINAS:VIOLINO,TECLADO,VIOLÃO, FLAUTA, DANÇA DE RUA,TEATRO, CAPOEIRA, DANÇA DO VENTRE, INFORMÁTICA,TAI CHI, CROCHÊ, PIC,VÔLEI E ATLETISMO.
  • 5. 5A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 Prova de que o CEU faz diferença na vida da comunidade são as amigas Cristiane Teodoro e Miria Salles.A dupla não perde uma aula de dança e não importa em qual horário aconteça, estão elas e as colegas lá. “Eu moro no bairro há seis anos, então acompanho o CEU desde quando começou a construir e a relação de amor já começou lá. Hoje é minha segunda casa, vivo o dia todo aqui”, conta Miria, que mora do outro lado da rua.“Eu faço a ginástica e é a melhor coisa.Antigamente eu vivia travada nas costas e no joelho, depois que comecei as atividades aqui as dores acabaram”, revela. Os cursos oferecidos são as grandes estrelas do trabalho do CEU. Dentre os mais populares estão violão – que tem aproximadamente 265 alunos –, teatro, dança e capoeira.“Hoje faço a ginástica, a computação e a dança de salão, é tudo muito bom. Nós já pedimos e logo vai começar a dança do ventre, que eu também vou participar”, explica Cristiane. A questão estrutural é outro ponto à parte, tudo é impecavelmente limpo e cuidado. Biblioteca, auditório, sanitários e sala de informática compõem o prédio principal do espaço.“Os professores, as aulas e a estrutura do local, tudo é muito bom”, elogia Cristiane, que ainda passa na casa das amigas para leva-las às aulas. “Se o CEU fechar não vai dar certo, porque vou ficar em casa e só comer e dormir”, diverte-se Miria. Mas ela também fala sério e em nome de toda comunidade,“Não pode fechar por todos que moram aqui, as crianças por exemplo vão ficar sem atividades se isso acontecer.Aqui é nosso lugar”, finalizou. Os serviços prestados no CEU das Artes são oferecidos de forma gratuita, muitos deles contam com trabalho de voluntários que vem da própria comunidade. Um desses casos é o do advogado Paulo César Silva, de 61 anos. Há algumas semanas ele presta diariamente atendimento jurídico à população. “Através da minha pouca experiência tiro dúvidas, auxilio no acompanhamento processual, encaminho à procuradoria. Também ajudo a resolver problemas menores, como questões imobiliárias ou comerciais. Essa atividade passou a ser uma alegria para mim”, conta. Por lá não tem erro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h, Paulo está sentado na sala de informática disposto a ouvir e ajudar quem quer que precise. “Eu tenho procurado atender com uma resposta rápida, mostrando os caminhos, a solução. E se eu não puder resolver aqui, encaminho para o órgão responsável atender essa pessoa”. Para ele, a oportunidade de atender a comunidade do Ribeirão Verde é motivo de gratidão, Paulo entende o convite do amigo como um presente divino.“É um bairro carente, onde esses serviços oferecidos aqui estão atingindo uma camada expressiva. Estamos tendo um retorno muito positivo, e eu me sinto envaidecido de estar participando desse projeto”. Assim como Chico, o advogado faz questão de convidar a população para ir até o CEU e ver com os próprios olhos o pedacinho de paraíso guardado com muito carinho no meio do Ribeirão Verde.“Aqui, nós gostamos de atender as pessoas com amor e educação, que é tudo o que elas querem e precisam”, finaliza Paulo. Miria fala por todos: ‘Aqui é nosso lugar’ Amor e educação são as bases do atendimento f PERSONAGENS ACIMA, O ADVOGADO PAULO CÉSAR SILVA, QUE PRESTA ASSISTÊNCIA JURÍDICA GRATUITA NO CEU DAS ARTES; NA PÁGINA ANTERIOR, CHICO ALCÂNTARA, QUE ESTÁ LIGADO AO SURGIMENTO DO CENTRO CULTURAL, NO RIBEIRÃO VERDE PRA TODO MUNDOO CEU DAS ARTES “JOSÉ PEDRO ROTIROTTI” FICA NA RUA BENEDITO JACINTO DE SOUZA, 330, NO JARDIM FLORESTAN FERNANDES (COM- PLEXO RIBEIRÃO VERDE). FUNCIONA DE SEGUNDA A SÁBADO COM ATIVIDADES INICIANDO ÀS 08HS. FOTOS F.L.PITON / A CIDADE
  • 6. 6 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 ESPECIAL PARA TODOS ESCOLAUMA E f ALUNOS COM NECESSIDADES ESPECIAIS SÃO PREPARADOS PARA O MERCADO DE TRABALHO MUITO CHAAANCES IGGGUAIS PARA TTTODOS Andando pela avenida Costábile Romano, na Ribeirânia, provavelmente você já deve ter se deparado com um grande muro verde com ‘cara de escola’. Lá realmente funciona uma instituição de ensino, a CEEEF Egydio Pedreschi que completou 25 anos no último mês e atende a mais de 300 alunos com o maior amor do mundo. A escola foi fundada em 25 de agosto de 1991 e trabalha para capacitar adolescentes e adultos com deficiências para o mercado de trabalho.“Nós recebemos alunos a partir dos 14 anos.Aqui eles têm oficinas, alimentação, terapia ocupacional, serviços de saúde e o principal, interação com outras pessoas e uma vida normal”, explica a monitora Fernanda Marques de Jesus, de 35 anos. Oportunidades iguais para todos, porque todos somos iguais dentro das nossas diferenças. Com esse entendimento a escola trabalha para dar aos alunos todo suporte para que eles sejam independentes e felizes no que quer que escolham fazer. “Eu venho de manhã e trabalho na horta, de tarde vou para casa e à noite volto para o estacionamento. Lá nós guar- damos os carros”, conta o estudante Hugo David, de 22 anos. O rapaz frequenta a Egydio desde a adolescência e mesmo tendo passado por outras instituições, só se sentiu feliz de verdade lá.“Dos lugares pelos quais passei, aqui é o melhor, tenho meus amigos na horta, o Celso, o Geraldo, o Matheus. Nós estamos aqui todos os dias, sem falta”. A instituição conta com parceiros que empregam os alunos e oferecem apoio às aulas ministradas por lá.“Muitas das nos- sas crianças saem daqui para empregos com carteira assinada e alguns até conciliam as aulas com o trabalho. Isso é uma honra para nós, queremos que eles cresçam sempre”, declara Fernanda. Mas estar lá também é felicidade para quem não quis dei- xar a escola.“Dá muito orgulho ver que tudo o que plantamos vai para a cozinha ou para as aulas de culinária da escola. Foi importante ter vindo para cá, a escola está cuidando de mim”, termina Hugo. Um quarto de século de muito amor a quem é especial Centro Egydio Pedreschi oferece formação para adolescentes e adultos com necessidades especiais minhahistória F.L.PITON / A CIDADE EDUCAÇÃO ESPECIAL 25 anosA escola recebeu o nome de Egydio Pedreschi em home- nagem ao fundador da APAE Ribeirão Preto.
  • 7. 7A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 fEXEMPLO DEATIVIDADE LÚDICA DESENVOLVIDA NA EGYDIO PEDRESCHI COM OS SEUSALUNOS LOCAL ATENDE A 300 ALUNOS “Sabe quando você está no inferno e encontra o paraíso? Foi assim que me senti quando o Renan conseguiu uma vaga lá”.A dona de casa Luciana Mara Ribeiro Fonseca é umas das mães dos mais de 300 alunos da CEEEF Egydio Pedreschi, e resume em uma única frase o alívio dos pais que têm filhos na instituição. O rapaz hoje tem 24 anos e há dez frequenta a escola. Mas o caminho até lá não foi fácil.“Desde o início da vida escolar o Renan passou por instituições estaduais, municipais e até particulares, e nenhuma conseguiu oferecer atendimento de qualidade a ele. Quando ele fez 12 anos, desistimos”, conta Luciana. Nesse momento a família optou por tirar o menino da escola e educá-lo em casa, até que ele tivesse idade suficiente para entrar no Egydio Pedreschi. “O processo de inclusão que a Secretaria da Educação insiste em pregar é uma fachada. Muitos alunos não têm o devido atendimento e passam anos sofrendo de escola em escola”, desabafa.Aos 14 anos Renan foi aceito na ‘escola dos sonhos’ e foi direto para as aulas de artesanato, oficina em que se encaixa até hoje.“A escola é muito organizada, os alunos tem apoio, carinho e atenção”. Para a família, o fim de uma guerra,“nós queríamos que ele fosse feliz e lá ele encontrou amor”, finaliza. No Egydio Pedreschi, Renan encontrou mais que uma escola Depois de passar outras escolas, o menino encontrou, sobretudo, amor minhahistória F.L.PITON / A CIDADE
  • 8. 8 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 COM A COMUNIDADE JORNALUM O fO JORNALISTA E PROFESSOR UNIVERSITÁRIO, GIL SANTIAGO, COM O SEU JORNAL DA REGIÃO SUDESTE EM SINTONIA LLLINHA DDDIRETA COMMM UMA REEEGIÃO “Minha família está no Jardim Roberto Benedetti, também conhecido como Conjunto dos Bancários, há 22 anos. O bairro está fazendo 30 anos, e nós chegamos bem no comecinho, moramos aqui desde então, eu e minha esposa Susana Busatto. Em 2008, entendi que poderia encontrar uma forma de falar com a comunidade e defender o interesse dos moradores, então em parceria com a minha esposa desenvolvemos o Jornal da Região Sudeste. Desde o início nós trabalhamos com o propósito de cons- truir um espaço para registrar e relatar os principais fatos da região Sudeste de Ribeirão Preto.A primeira edição foi publi- cada em dezembro de 2008.A nossa proposta é focada no jornalismo, temos a preocupação de não trabalhar pessoas, mas informação e fatos. O jornal é um registro histórico da região, através de textos e fotografias. A publicação depende do comércio da região para se manter, tanto na parte de impressão, quanto na entrega (os exemplares são distribuídos casa a casa). Ele começou com 4,5 mil exemplares e hoje chegamos a dez mil. Observamos a receptividade, o pessoal começou a pedir e apoiar, a região foi crescendo e necessitamos de uma tiragem cada vez maior. O conteúdo é produzido e chega de diversas maneiras. Nós mantemos uma redação, temos colaboradores fixos e esporá- dicos. Os temas tratados tanto no impresso quanto no digital são definidos de acordo com temas que são interessantes para a nossa região e para aqueles moradores.Aliás, muito do nosso conteúdo surge a partir de sugestões dos próprios leitores, que mandam e-mails ou nos encontram e sugerem pautas. Nós, como veículo de comunicação dessa região, de- fendemos algumas causas que são importantes para nossa comunidade. Por exemplo a instalação do Parque Linear Retiro Saudoso. Esse era um pedido antigo dos moradores, porque é uma área que precisa ser preservada. Outra causa que nós abraçamos é a construção da Paróquia São Miguel Arcanjo, que está sendo erguida no Jardim Manoel Penna desde 2000. Temos até uma seção fixa no site que fala sobre a igreja. Entendemos que nossa missão como jornal é contribuir para o desenvolvimento dos bairros, condomínios, instituições, comércio e prestadores de serviços da região Sudeste. Existimos para registrar e divulgar as atividades, reivindicações e conquis- tas da nossa comunidade. Para nós, o mais importante é que a publicação fale a linguagem da comunidade. Nossa intenção é que o Jornal da Região Sudeste seja um veículo de informação e prestação de serviços. Se cumprir essa missão, para nós está perfeito”. Geraldo José Santiago (Gil Santiago) Jornalista, radialista e professor universitário Há oito anos Gil organiza com a esposa Jornal da Região Sudeste Projeto tem a intenção de relatar fatos e contar histórias da região meulugar MATHEUSURENHA/ACIDADE
  • 9. 9A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 Av.Cav.PaschoalInecchi AvenidaSaudade Anel Viário Norte Anel Viário Sul Av. Bandeirantes Av.D.PedroI RodoviaAntonioMachadoSant’Anna Av. Dr. Oscar de Moura Lacerda Av.Francisco Junqueira Av.Mal.CostaeSilva Av. Pres. Castelo Branco Av. Treze de Maio Av.MaurílioBiagi Av. Costábile Romano Av. Pio XII Av. Nove de Julho Av. Caramuru Av.Independência areugnahnA.doR Av.Pres.Vargas bardonei29@gmail.com | Bar do Nei Rua Conde de Irajá, 235 - Ribeirão Preto/Sp 16 3610-5891 | 3632-9280 zonaleste COMIDAS CULTURA CURTIÇÃO Joaquim Camilo de Mattos (1892-1945) foi prefeito, vice-prefeito e presidente da Câmara de Ribeirão Preto na década de 1920. Foi, também, delegado de Cravinhos. COLÉGIO ANCHIETA Tradicional instituição de ensino em Ribeirão Preto, o Colégio Anchieta se intalou na cidade em 1979 e hoje oferece desdea edu- cação infantil ao ensino médio. BARES E COMIDA A Camilo de Mattos se des- taca no Jardim Paulista pela grande quantidade de bares e opções de restaurantes. PRAÇA SAN LEANDRO Localizada entre as ruas Camilo de Mattos, Itararé e Itapurá.A Praça San Leandro está no coração do Jardim Paulista. O local é ponto de encontro das famílias do bairro e é um orgu- lho, já que está sempre limpa e bem cuidada. A rua Camilo de Mattos é uma das mais importantes do Jardim Paulista e caracte- rizaça-se pela forte presença do comércio e, menor escala, de serviços. VIA É MARCADA PELO COMÉRCIO FORTE E ATIVO RUA CAMILO DE MATTOS
  • 10. 10 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 zoomzonaleste CENAS URBANAS Nas imagens do repórter fotográfico F. L. Piton, alguns flagrantes da zona Leste de Ribeirão Preto.Tem caminhada no Curupira, mas também tem algumas cenas inusitadas, como o banho de sol de um casal de cágados. VVVVerdddde-rosaÉ uma primavera ou um ipê-rosa? O que é importante destacar é a beleza das cores que chegam nesta época do ano. OOO que vocêêê fffaz aííí???Um sim qpático felino resolveu subir em uma árvore para apreciar a vvista, mas, aparentemente, teve problemas para descer. BBBanhhho ddde solllNos dias corridos de hoje, nada como uma relaxada à beira da água para ppoder recuperar as energias. SSSaúúúdddeO Curupira é o principal local de lazer e de se colocar o corpo em ordem na zona Leste; isso sem falar que é de uma beleza sem fim. FOTOS F.L.PITON / A CIDADE
  • 11. 11A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 meuguia UBDS CASTELO BRANCO Rua Dom Luís do Amaral Mousinho, 3.300 Telefone: 3627-8488 UBS BONFIM PAULISTA Rua Azarias Vieira de Almeida, 620 Telefones: 3972-3302 / 3972-0109 UBS JARDIM JULIANA Av. Dr. Marcos Antônio Macário Santos, 602 Telefone: 3965-6141 UBS SANTA CRUZ Rua Triunfo, 1.070 Telefone: 3916-1122 OBS: UBS em reforma. Os atendimentos foram transferidos para a UBS Castelo Branco UBS SÃO JOSÉ Rua Madre Maria Teodora Voiron, 110 Telefone: 3617-0307 UBS VILA ABRANCHES Rua Maria Abranches de Faria, 550 Telefone: 3965-2655 USF JARDIM ZARA Rua Stéfano Barufi, 1.639 Telefone: 3967-7898 UPA – UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO Av. 13 de Maio, 353 Telefones: 3972-2868 / 3632-3067 CASTELO BRANCO NOVO Rua José Aissum, 829 Telefone: 3624-2388 Responsável: Dalgima Borges de A. Moraes • Reuniões de grupos - Terça-feira (semanalmente) – 8h30 às 10h30 – grupo da 3ª idade - Quarta-feira (semanalmente) – 13h às 16h – grupo Cevi (Comunidade Experiência de Vida) - Quinta-feira (quinzenalmente) – 14h – grupos socioeducativos - Aulas da Escola Municipal José Delibo Segunda-feira – capoeira Quinta-feira - dança VILA ABRANCHES Rua Álvaro Abranches Lopes, 414 Responsável: Lilian Aparecida Luchesi JARDIM JULIANA Rua Dina Sassi Steagall, 215 Telefone: 3965-2209 Responsável: Silvia Beatriz Borges Teodoro RIBEIRÃO VERDE Rua João Tonioli, 3.874 Telefone: 3996-2376 Responsável: Carla Rosa Roma JARDIM MANOEL PENNA Rua José Barense, 127 Responsável: Eliana Vecchi Pereira JARDIM SÃO JOSÉ Rua José da Silva Melo, 280 Responsável: Eliana Vecchi Pereira CENTRO COMUNITÁRIO PROTEÇÃO SOCIAL BÁSICA • Rua Heron Domingues, 812 – Parque São Sebastião • Rua Jorge Gouveia, 40 – Jardim Interlagos • Avenida Presidente Kennedy, 2.400 – Ribeirânia • Rua Ramos de Azevedo, 392 – Jardim Paulista • Rua Doutor José Ribeiro Ferreira, 394 – Jardim São José • Avenida Treze de Maio, 575 – Jardim Paulista • Rua Amadeu Amaral, s/n – Vila Seixas • Rua Salvador Spadoni, s/n – Vila Seixas • Rua Ermelinda Corrado, s/n – Parque dos Bandeirantes • Rua Barão do Bananal, 465 – Jardim Anhanguera BANCAS TERCEIRO BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR DO INTERIOR (3º BPM/I) Base Comunitária de Segurança (BCS): 1ª CIA PM Rua Wlamir de Lima Pupo, 81, Lagoinha Telefone: 3629-5975 BASE DA POLÍCIA UNIDADES DE SAÚDE
  • 12. 12 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 Lorenzo foi a descoberta de um novo mundo para Vanessa e Tiago Para a família de Vanessa e Tiago o “projeto Lorenzo” começou em julho de 2014. Nessa época, o casal já estava casado há um ano e meio e decidiu que era hora de aumentar a família. “Fazia sentido no momento em que nós estávamos. Começamos a pensar os prós e contras de uma criança e vimos que seria positivo”, conta a psicóloga. Em setembro do mesmo ano ela descobriu que estava grávida.A expectativa já estava grande e Vanessa mal podia acreditar quando finalmente o teste estampou positivo.“Fiz três testes para ter certeza e, quando descobri, já estava com sete semanas de gravidez”. Surpresa também foi para o marido dela, que também estava ansioso pela chegada do filho.“O Tiago foi a primeira pessoa para quem contei. Ele ficou muito feliz, foi nosso momento.A partir daí, começamos todo o planejamento e para nós surgiu um novo mundo”, conta Vanessa. A maternidade foi realmente uma descoberta e tanto para ela, até 27 de julho de 2015, quando Lorenzo nasceu. “Fui descobrir questões com as quais as mães têm que lidar todos os dias, que vão influenciar o nosso futuro e o futuro do bebê principalmente”. Para o casal a chegada do pequeno trouxe fascinação, mas também medo.“A gente tem toda uma expectativa. É uma pessoinha com necessidades e a gente tem que se adaptar aos ritmos dele, ao que ele quer, conhecer o choro”. Mas nada que a risada gostosa e os primeiros passinhos não curem.“É um amor imenso, não dá para explicar”. vida nova Jardim Paulista ainda lamenta a dor da perda de padre Marcelo de Souza No início de fevereiro a comunidade do Jardim Paulista perdeu uma de suas referências em termos de generosidade. padre Marcelo Luiz de Souza, 48 anos, era responsável pela Paróquia São Paulo Apóstolo e faleceu durante o período pós- operatório de uma cirurgia bariátrica. “Ele era meu melhor amigo e a perda dele é algo que nós nunca vamos superar”, conta o padre Elviro Pinheiro Junior. Marcelo começou a vida católica em 1985, quando entrou para a Congregação dos Padres da Doutrina Cristã e desde então dedicou seu tempo ao serviço da Igreja.“Ele era uma pessoa querida na comunidade, pelo clero, pelos estudantes. Era muito alegre e que transmitia felicidade por onde passava”. A herança de Marcelo para Elviro foi a Paróquia São Paulo Apóstolo, que ele recebeu como um presente e prometeu cuidar com o mesmo amor do amigo. “Como eu já era próximo da comunidade, acredito que a Arquidiocese tenha decidido me manter por perto para cuidar da memória dele também”, explica. Elviro ainda faz questão de esclarecer as condições em que o amigo morreu. “Houve boatos de que ele havia morrido por causa da operação, mas não. Ele foi muito bem atendido e o que acometeu ele foi um aneurisma, que nem mesmo o médico pôde prever”. Para ele o amigo se foi de forma inesperada, deixou uma saudade imensa e o espaço no coração que ele ocupava jamais terá outro dono.“Acredito que você nunca vá encontrar alguém que tenha algo de ruim para falar dele, ele era uma extremamente generosa”, finaliza. memória MATHEUS URENHA / A CIDADE ARQUIVO PESSOAL
  • 13. 13A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 Na avenida das Lágrimas, no Jardim Zara, quem chora é o motorista. Por lá não há opção a não ser passar pelos imensos buracos, e torcer para que as pedras que voam não acertem ninguém.A via passa defronte ao Cemitério Bom Pastor e é extremamente movimentada. Há cerca de dois meses motoristas e moradores pediram socorro para a rua Itapira, no Jardim Paulistano. Por lá buracos transformavam o trânsito num caos e obrigavam pedestres a desviar das pedras soltas. O conserto foi feito em setembro. Na rua Jaime José do Nascimento Feitosa, no Jardim Palmares, o problema é a sarjeta danificada.Além de juntar lixo no local, ao lado um buraco se abriu no asfalto. Moradores afirmam que já pediram o conserto do problema e nunca foram atendidos. Tristeza é o asfalto Bagunça no trânsito Tudo quebrado FALTA RESOLVER RESOLVIDOFALTA RESOLVER minhabroncaMILENA AUREA / A CIDADE MILENA AUREA / A CIDADE MILENA AUREA / A CIDADE
  • 14. 14 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 minhabronca Calçada da avenida Maurílio Biagi atrapalha os buracos Às margens da avenida Maurílio Biagi, calçada tem vários trechos quebrados e, em alguns casos, os buracos chegam a ter 1,5 metro de profundidade, transformando-se em armadilhas para pedestres Ela não é a primeira coisa em que se pensa quando se começa a construir um imóvel, mas sem ela não há passagem, não há trânsito e a sua falta pode gerar multa.As calçadas são item de primeira necessidade e têm papel fundamental no exercício do ir e vir do cidadão. Apesar de ser uma via de grande mo- vimento, a avenida Maurílio Biagi carece de calçadas e recursos que favoreçam a passagem de pedestres por ali. Em um dos trechos, a calçada é feita de placas de concreto e algumas já se quebraram dei- xando buracos de pelo menos um metro e meio de profundidade. “Ribeirão cresceu de forma desor- denada e só para quem anda de carro. Muitos prédios foram sendo construídos, as vias ficando apertadas e foram se eliminando calçadas e outros recursos que ajudam quem anda a pé pela cidade”, afirma a advogada Rosângela Ribeiro, de 58 anos. Ela costuma caminhar pelas vias da Ribeirânia e, em busca de sombra, passava pelas margens da avenida na última semana, quando se deparou com o problema.“A cidade não foi pensada para o pedestre, para os animais e nem para a natureza. Foi crescendo, expandindo e não se pensou em como adequar ao que já existia”, desabafa. PEDESTRE FICOU ESQUECIDO A falta de calçadas ou calçamento danificado é um problema crônico nos bairros da zona Leste da cidade e sempre uma dor de cabeça para quem ‘não tem motor’ e depende delas para se locomo- ver.“Por toda cidade você vê como os espaços foram mal estruturados e não foi considerada a convivência harmônica. Muito se fez pelos veículos, que já são quase um por habitante aqui, e não se pensou no pedestre”, finaliza. fA ADVOGADA ROSÂNGELA RIBEIRO PERTO DE UM DOS BURACOS COM MAIS DE 1,5 METRO DE PROFUNDIDADE Através de nota, a assessoria de comunicação da prefeitura de Ribei- rão Preto informou que a Secretaria Municipal de Infraestrutura encami- nhará equipe ao local para verificar a demanda e tomar as providências necessárias. Ainda esclareceu que implantou calçadas em diversas áreas públicas localizadas em diferentes bairros da cidade e a construção de calçada na Maurílio Biagi será inserida na próxima licitação. Para relatar problemas de infra- estrutura na cidade o morador pode entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Munícipe (SAM), através do telefone 156. Prefeitura promete tomar providências OUTRO LADO Caminho pelas margens da avenida todas as manhãs, e por aqui só pela vicinal e com cui- dado, porque é preciso andar na rua. Falta sinalização adequada para os carros e calçada para os pedestres. DANTE RUOTOLO 75 anos, aposentado A avenida não foi pensada para o pedestre, nem mesmo a vicinal, onde não há calçadas. Na verdade, o trecho é inseguro, ca- rente de sinalização, como faixas e travessias que favoreçam quem passa por aqui a pé. JOÃO HENRIQUE DE SOUZA 37 anos, bancário AVENIDA MAURÍLIO BIAGI NÃO OFERECE ESTRUTURA PARA O PEDESTRE, QUE CORRE RISCO DIÁRIO F.L.PITON / A CIDADE FOTOS F.L.PITON / A CIDADE PERIGO NO CHÃO O problema dos buracos na Maurílio Biagi é sério: em mui- tos casos, a profundidade é superior à altura de uma criança, o que os torna perigosos o suficiente para ferir quem cair, sobretu- do idosos ou pessoas com mobilidade reduzida. PROBLEMA ESTÁ NAS ‘PONTES’ SOBRE O CÓRREGO
  • 15. 15A CIDADESÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 minhareceita UMA RECEITA DE FAMÍLIA NA FORMA DE UM BOLO SORVETE INGREDIENTES • Açúcar (o suficiente para caramelizar uma forma) • 9 colheres (sopa) de água • 4 colheres (sopa) de achocolatado em pó • 1 lata de leite condensado • 2 latas de leite • 3 gemas (reservar as claras) • 5 colheres de sopa de açúcar • 1 lata de creme de leite com soro MODO DE PREPARO Caramelizar uma forma de buraco só (de pudim) com açúcar e reservar. Numa panela, levar ao fogo as nove colheres de água com quatro colheres de achocolatado em pó. Quando começar a ferver, despejar por cima do caramelo da forma. Levar a forma ao freezer por uma hora. Bata as claras em neve, acrescente as cinco colheres de açúcar e o creme de leite com soro. Junte essa mistura ao creme já frio, misturando delicadamente. Colocar tudo na forma e levar ao freezer. É importante fazer a receita na véspera de servir. Retirar do freezer alguns minutos antes, virar num prato como se fosse pudim e após servir, retornar ao freezer. Liliane e Tatiana Griffo são as ‘guardiãs’ da receita favorita da Tia Encarnação Tia Encarnação era daquelas que tinha o poder de fazer toda a família se reunir em volta de uma mesa e agradecer só por ter um ou outro por perto. Com seus dons culinários, deixava todos ansio- sos pela próxima delícia que iria inventar. “Ela era uma tia do meu pai, já bem senhorinha. Foi ela quem trouxe a receita do Bolo Sorvete para nossa família e fazia todo ano”, conta Tatiana Griffo, de 35 anos, moradora do Jardim Paulista. A receita, além de tradição, virou um marco na família, já que tem data e lugar certo para ser feita.“Sempre fazia no final do ano, normalmente quando todos nos reuníamos para o Natal. Ela já se foi, mas isso ficou marcado para nós”. A história dos Griffo está intimamente ligada à cozinha e às memórias que o prato traz. fTATIANA E LILIANE MANTÊM A TRADIÇÃO DA FAMÍLIA REUNIDA NO NATAL COM O “BOLO SORVETE DA TIA ENCARNAÇÃO” 12 FATIAS Tem uma receita e quer compartilhar com a gente? Mande para receita@jornalacidade.com.br FOTOS MATHEUS URENHA / A CIDADE A receita original nunca foi modifica- da e acabou ‘herdando’ o nome de Bolo Sorvete da Tia Encarnação, como home- nagem a quem fazia questão de ter toda família reunida.“Essas receitas especiais nós guardamos só para quando todo mundo se reúne”. O legado de tia Encarnação na cozi- nha está sendo preservado por Tatiana e sua mãe, Liliane Griffo.“Minha mãe uma vez pegou a receita e aprendeu todos os segredos com ela.A intenção é que permaneça conosco, na família”. Para tirar a foto e dar a entrevista,Ta- tiana e a mãe abriram uma exceção.“Fa- zer a receita em outubro é uma ocasião extraordinária.Acho que todo mundo vai acabar aparecendo para comer”, brinca. Todos continuam se reunindo no Na- tal para apreciar a delícia e lembrar com carinho de tia Encarnação que, durante anos, foi a grande responsável pela parte culinária dos encontros familiares.“Para nós é o momento de reunir a família, re- presenta essa união. O filho dela,Vitoria- no, ainda vem de São Paulo para comer o Bolo Sorvete e passar as festas conosco”. Tatiana promete honrar as mãos de fada da tia.“Pretendo dar continuidade a essa tradição. Quando tiver meus filhos vou fazer e também ensinar a receita que já faz parte da história da nossa família”.
  • 16. 16 A CIDADE SÁBADO, 1º DE OUTUBRO DE 2016 pontodeencontroCLICK DE TODO FINAL DE SEMANA No Jardim Roberto Benedetti (Conjunto dos Bancários) o local favorito dos moradores para o final de semana é a quadra de futevôlei que fica na sede da Associação de Moradores. Por lá também são oferecidas aulas gratuitas para moradores do bairro. Renan Pastori, Gustavo Valetim, Raphael Esteves, Mathes Carvalho e Marcos César Anísio Menezes João Vitor Blisa Paulo Sadala, João Moré e Bruno Calsani Guilherme Dall Agnol e Gabriel Mochila Karina Ávila,Vanessa Menezes, Josiane Caetano e Ariane Leoncini Jogadores de futevôlei durante uma partida