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LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
                                                       ENSINO FUNDAMENTAL (1º AO 9º) /
                                                               E ENSINO MÉDIO (1ª À 3ª)
                                              Coordenação da Área
                                                   Simone Stival
                                             sstival@positivo.com.br

               Lucienne Lautenschlager                                 Cristianna Sant'Anna Monteiro
              luciennel@positivo.com.br                                 cmonteiro@positivo.com.br

               Irene Cristina Boschiero                                 Rosemara Custódio Vicente
             iboschiero@positivo.com.br                                  rvicente@positivo.com.br

            Mário Rodrigues Simões Penzo                               Robson Luiz Rodrigues de Lima
             mpenzo@positivo.com.br                                       rlima@positivo.com.br

               Patrícia Bertachini Talhari                                Vanessa H. da Fonseca
               ptalhari@positivo.com.br                                 vfonseca@positivo.com.br

http://www.portalpositivo.com.br/spe/linguainglesa
http://www.portalpositivo.com.br/spe/linguaespanhola



                              0800 725 3536
Expediente

       Este texto de Implantação do Material Didático Positivo 2013 da área de Línguas
Estrangeiras é destinado às Escolas Conveniadas ao Sistema Positivo de Ensino − SPE.

        Seu objetivo é apresentar a Proposta Pedagógica do SPE e dos Livros Didáticos de
Língua Inglesa e Língua Espanhola.

A seguir, conheça a equipe de assessoria de área de Língua Portuguesa e Línguas Estrangeiras:

                                       Coordenação da área
                                            Simone Stival
                                      sstival@positivo.com.br



    Assessoria de Línguas Estrangeiras                    Assessoria de Língua Portuguesa
         Lucienne Lautenschlager                           Cristianna Sant’Anna Monteiro
        luciennel@positivo.com.br                           cmonteiro@positivo.com.br

         Irene Cristina Boschiero                                Lucienne Lautenschlager
       iboschiero@positivo.com.br                               luciennel@positivo.com.br

      Mário Rodrigues Simões Penzo                            Irene Cristina Boschiero
       mpenzo@positivo.com.br                               iboschiero@positivo.com.br

        Patrícia Bertachini Talhari                             Rosemara Custódio Vicente
        ptalhari@positivo.com.br                                 rvicente@positivo.com.br

                                                           Robson Luiz Rodrigues de Lima
                                                              rlima@positivo.com.br

                                                                  Vanessa H. da Fonseca
                                                                vfonseca@positivo.com.br
Sumário




APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................................... 4
OBJETIVOS ............................................................................................................................................................. 4
A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL I – 1.º
AO 5.º ANO............................................................................................................................................................ 5
    Organização didática (Língua Inglesa EFI) – 1.º ano ......................................................................................... 9
    Organização didática (Língua Inglesa EFI)- 2.º ao 5.º ano .............................................................................. 10
PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (INGLESA E ESPANHOLA) PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II – 6.º ao
9.º ANO ............................................................................................................................................................... 11
    Livro Didático de Língua Espanhola para o Ensino Fundamental II - 6.º ao 9.º ano ...................................... 13
    Livro Didático Positivo de Língua Inglesa do EFII – Coleção nova: 6.º e 7.º anos........................................... 15
    Organização didática (Língua Inglesa EFII) – 8.º e 9.º anos ............................................................................ 18
PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (LÍNGUA INGLESA E ESPANHOLA) NO ENSINO MÉDIO (1.ª a 3.ª SÉRIE)20
    Matriz do ENEM – EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas do conhecimento) ................................... 20
    Livro Didático Regular de Língua Espanhola para o Ensino Médio – (1.ª a 3.ª série) .................................... 21
    Livro Didático de Língua Inglesa para o Ensino Médio ................................................................................... 22
    Organização didática (Língua Inglesa EM) – 1.ª a 3.ª séries ........................................................................... 23
IMPLEMENTANDO COM O PORTAL POSITIVO .................................................................................................... 25
REFLETINDO SOBRE A AVALIAÇÃO ...................................................................................................................... 26
PLANEJAMENTO OU PLANO DE ENSINO ............................................................................................................. 29
    Tipos de Planejamento de Ensino................................................................................................................... 29
    Planejamento de Ensino e seus Componentes............................................................................................... 29
    Traçando um Planejamento ........................................................................................................................... 30
    Anexo 1: Términos (atividade complementar) ............................................................................................... 37
    ANEXO 2 .......................................................................................................................................................... 38
    AS INTELIGÊNCIAS PROPOSTAS POR HOWARD GARDNER E PROCEDIMENTOS QUE AS DESENVOLVEM...... 38
Inteligências ........................................................................................................................................................ 38
Abertura da janela .............................................................................................................................................. 38
Procedimentos .................................................................................................................................................... 38
    ANEXO 3 .......................................................................................................................................................... 39
    ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM E PROCEDIMENTOS QUE AS TRABALHAM .............................................. 39
Estratégias de aprendizagem .............................................................................................................................. 39
Procedimentos ...................................................................................................................................................... 39
REFERÊNCIAS COMENTADAS .............................................................................................................................. 40



                                                                                    3
APRESENTAÇÃO

        Este material destina-se aos professores de Língua Inglesa e de Língua Espanhola, do Ensino
Fundamental e do Ensino Médio, atuantes nas escolas que firmaram parceria com a Editora Positivo em
2012/2013.

        OBJETIVOS

        Nosso intuito é apresentar os Livros Didáticos Positivo de Língua Inglesa e Língua Espanhola,
ressaltando sua concepção, suas propostas metodológicas, seus objetivos e sua estrutura, além dos recursos
de mídia (Portal Positivo e CD de áudio).
        Também sugeriremos o planejamento de suas unidades para a consecução dos cronogramas e de
alguns procedimentos estratégicos para o desenvolvimento das atividades propostas.
        Com isso, certamente, o início de suas aulas será mais confiante, sua relação com o material didático
será mais próxima e seus objetivos serão traçados com mais clareza. Coloco-me, por fim, à disposição para
quaisquer esclarecimentos.


        ¡Buen trabajo! Good work!
        Patrícia Bertachini Talhari
        Assessora Pedagógica da Área de Línguas Estrangeiras




                                                     4
A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA PARA O ENSINO
FUNDAMENTAL I – 1.º AO 5.º ANO

          A proposta do Livro Didático Positivo de Língua Inglesa para o Ensino Fundamental I prevê a
introdução da criança nesse universo linguístico do modo mais lúdico e autêntico possível. Por meio de
personagens da mesma faixa etária dos alunos, que facilitarão a identificação do pequeno aprendiz,
apresentam-se         situações       de     interação       em     Inglês,     nas     quais     o     professor      poderá       apontar
diferenças/semelhanças culturais. Com base nessa comparação entre as funções comunicativas em Língua
Inglesa e Materna, será propiciada a familiarização com o uso do idioma estrangeiro.


          A proposta lúdica incentivará a participação dos alunos, contribuindo para a formação afetiva e
social, além de promover a ativação das diferentes inteligências 1, contribuindo para que as informações
apresentadas sejam organizadas na memória de longo prazo, preparando o aluno para uma posterior
sistematização da língua, no segundo ciclo do Ensino Fundamental.


          O material é composto de quatro volumes, organizado em seções identificadas por ícones, que
indicam os principais procedimentos metodológicos envolvidos.

          O ensino de Língua Inglesa no Ensino Fundamental I 2

          Nesta etapa, o ensino de uma Língua Estrangeira não é obrigatório. Como decorrência, ainda não há
parâmetros, currículo ou orientações legais, curso de graduação específico, nem pesquisas. Por esta razão, é
necessário fazer algumas observações sobre as especificidades da aula de Língua Estrangeira para crianças
(LEC).
          Segundo Spratt, Pulverness e Williams (2005) e Cameron (2001), crianças têm diferentes
características de aprendizagem com relação aos adultos. Esses autores afirmam que crianças compreendem
o mundo e aprendem de modo muito diferente, de acordo com a etapa cognitiva em que estão.
          Até aproximadamente 7 anos, ou seja, no 1.º e/ou 2.º anos, a criança ainda está no estágio
denominado por Piaget como Pré-operacional. Isso significa que ela ainda não diferencia fantasia da
realidade, nem é capaz de abstrair ou estabelecer comparações, procedimentos mentais essenciais à
reflexão linguística. Nesse momento ela começa, também, sua alfabetização na Língua Materna a q ue já
                                                                                          ―
usa com proficiência. A primeira etapa desse complexo processo, que envolve muito mais do que a simples
codificação, não estará consolidado antes do 3.º ano. Ressalte-se que ela é continuamente orientada e
exposta à escrita em Língua Materna, não só pelo professor, mas pelo universo em que está inserida. Todos
seus esforços, nessa etapa, dirigem-se a reconhecer e utilizar os grafemas (escrita) que representam os
fonemas (sons) de sua Língua Materna.



1
 Ver anexos 2 e 3.
2
 Este assunto foi tratado no curso de metodologia de ensino de línguas estrangeiras de 2011, “Letramento em Língua Inglesa: é lúdico, mas não é
brincadeira não”, disponível no Portal.


                                                                      5
Essa premissa obedece à hipótese do filtro afetivo, de Stephen Krashen (in Figueiredo, 1997).
Segundo o linguista, é fundamental que haja uma relação afetiva positiva do aprendiz com sua aprendizagem
em LE. Assim, para que o processo de ensino e aprendizagem de uma LE seja bem-sucedido, é necessário
motivar, incutir confiança, ajudar a diminuir a ansiedade, adequar a aula ao contexto sociocultural e,
especialmente em nosso caso, à faixa etária. Em outras palavras, a criança só aprenderá Inglês se gostar da
aula. O afetivo mobiliza a aprendizagem.


        De acordo com Carvalho (2005,) o pequeno aprendiz de Língua Estrangeira, de fato, aprende
rapidamente, mas esquece do aprendido na mesma velocidade. Seu período de atenção é muito curto, e sua
tolerância à frustração é muito baixa. O insucesso na execução de tarefas que estão acima de sua capacidade
cognitiva, como o reconhecimento de grafemas de outro idioma, pode frustrá-lo permanentemente.
        A partir do segundo e terceiro anos, embora a criança comece a operar com conceitos abstratos
elementares, como hoje e amanhã ou quantidades, ela recorre a referências concretas e simbolizações
simples (como desenhos). Observe o quadro:


     Etapas de
  desenvolvimento
                             Pré-operacional           Operações concretas           Operações formais
 cognitivo propostas
     por Piaget

        Idade                     03-06                        07-10                     11 em diante

                         Egocêntrico         (não                        Tem comportamento pró-
                                                  Começa a desenvolver a
                         entende o status dos                            social, com traços de
                                                  empatia.
                         outros indivíduos).                             egocentrismo.

                                                 Começa a desenvolver
Características          Começa a simbolizar pensamento lógico, mas
                         intuitivamente; mistura necessita de referências
                         fantasia e realidade.   concretas.
                                                                                 Começa a desenvolver
                                                                                 pensamento abstrato.
                         Tem     conceitos     e Diminui rigidez, começa a
                         julgamentos     rígidos desenvolver autonomia.
                         (heteronomia).


        Brown (1994) observa a ineficácia do ensino de gramática e regras nessa faixa etária, devido à
imaturidade cognitiva da criança para a aprendizagem de normas e abstrações. Assim, especialmente nos
três anos iniciais, de nada serve explicar que apple significa maçã, fazer a criança repetir a palavra (oral ou
por escrito), nem mandar tarefas de “fixação” estruturais para fazer em casa.




                                                      6
Em termos de aprendizagem, temos que partir de uma expressão (uma função linguística, como good
morning), de um objeto concreto (como apple) e/ou sua representação gráfica (foto, desenho), nomeá-los,
utilizá-los em uma situação comunicativa (o mais próxima do “real” possível) e encaminhar a criança para
que os simbolize, incluindo-os em seus esquemas mentais. Isso se faz por meio da manipulação (usar,
recortar, colar, pintar, desenhar, gesticular etc.).


        Mais significativo ainda é, depois desse momento de familiarização, concretizar o conhecimento,
utilizando essa expressão em sua função (cumprimentar o interlocutor, ou seja, o professor e os colegas com
um good morning, de manhã), empregar fruta em uma receita simples, como uma salada de frutas, por
exemplo. Esse pequeno projeto pode ser realizado em conjunto com ciências, que explicará a necessidade de
uma alimentação saudável. O procedimento também é válido para os anos seguintes. Apesar de o aluno de
4.º e 5.º anos ser capaz de entender a palavra e as construções a ela relacionadas, só organizará esses
conhecimentos em um esquema mental se utilizá-la significativamente.


        Em suma, os eixos que orientam o ensino de Língua Inglesa no Ensino Fundamental I são o afetivo, o
cognitivo e o linguístico.
        O afetivo implica em oferecer atividades de fundo lúdico, adequadas à maturidade cognitiva da
criança. Com relação ao cognitivo, é importante proporcionar sempre uma experiência sensível (auditiva,
visual, táctil) para que a criança internalize e simbolize os conceitos do novo idioma (o concreto, a imagem,
os gestos, a manipulação). Só então poderemos trabalhar o linguístico.


        Cabe lembrar, aqui, que a aprendizagem, ou melhor dito, nesta etapa, a familiarização com esse
novo idioma acontece por meio da oralidade, da situação social de uso, na qual se apresentam os ”blocos de
significação” (os sintagmas, ou os chunks), sem explicação gramatical até que a criança tenha capacidade de
abstrair, já no ano final do Ensino Fundamental I. A escrita se fará de forma progressiva, após concluída a
primeira grande etapa da alfabetização em Língua Materna.

        Sugestão de roteiro para introdução da escrita em Língua Inglesa

        1.º ano
        Este é o ano em que a criança tem que se “contagiar” com a realização oral, antes de aprender a ler
no novo idioma. Assim, a orientação principal é trabalhar a oralidade, associando a palavra − e o sintagma, a
expressão − à situação concreta, à imagem, ao gesto, além de praticar os conhecimentos por meio de
atividades interativas de caráter lúdico.
        Não se devem utilizar provas, nem exigir a escrita da criança. A principal forma de avaliação da
aprendizagem deve ser a observância constante da resposta motora ou oral do aprendiz ao comando oral do
professor. Em outras palavras, o professor dá o comando em Inglês e a criança demonstra que o entendeu
apontando o objeto a que se refere, ou levantando a mão, ou batendo palmas, ou desenhando, ou
circulando.

                                                       7
2.º ano (1.ª série)
        A partir do segundo ou, algumas vezes, do terceiro ano, a maioria das crianças atingirá o estágio
Operatório Concreto. Isso significa que começarão a desenvolver noções de conceitos abstratos, como
tempo, espaço, ordem, números, e a habilidade de solucionar problemas. Esses elementos, no entanto, são
praticados priorizando a oralidade.
        A proposta de não estudar a língua, ou seja, usá-la sem análise gramatical, segue. Propõe-se o uso
para familiarização de construções completas (sintagmas ou chunks), apresentando-se a leitura no nível da
palavra, associando-a a seu aspecto gráfico, à imagem e/ou aos objetos, a seu som. A criança ainda não é
capaz de escrever sozinha em Inglês, mas, sim, de “brincar” com as letras e as palavras, completando-as,
relacionando-as a imagens. É interessante oferecer, junto à prática oral, ao desenho e à manipulação, jogos
com a escrita, como preencher poucos espaços em branco (fill in the blank), desembaralhar uma ou duas
letras de uma palavra ou expressão (unscramble the word), caça-palavras (wordsearch), juntar partes de
palavras ou mesmo a forca (hangman). A escrita não pode aparecer isolada, mas, sim, associada com
imagens. É importante lembrar que a criança ainda não é capaz de escrever sozinha.
        3.º e 4.º anos (2.ª e 3.ª séries)
        O trabalho pedagógico continua centrado na construção contínua de conhecimentos na Língua
Inglesa por meio de situações comunicativas, de simbolização e de manipulação que envolvam o uso da
língua. Apresentam-se insumos orais, contextualizados em uma situação de uso, associados à sua
representação escrita e visual.
        A criança escreverá pouco a pouco, respeitando-se suas diferenças individuais. A principal forma da
avaliação formativa deve ser a observância da resposta do aprendiz ao comando oral. A leitura começa a ser
trabalhada, oferecendo i+1 (construções completas), mas exigindo-se apenas i (vocabulário, construções
mais simples, que foram bastante praticadas). Não se solicita perfeição na produção escrita, uma vez que são
as primeiras tentativas da criança, e o objetivo principal continua sendo o desenvolvimento da oralidade, a
compreensão oral e o uso dos conceitos. É importante trabalhar a reescrita: indicar que a grafia de uma
palavra ou expressão ainda não corresponde ao padrão, para que a criança consulte e a reescreva.
        5.º ano (4.ª série)
        Considerando que até os onze anos – e muitas vezes mais – a criança ainda depende muito do
mundo concreto, da imagem e dos gestos para alcançar abstrações simples, no quinto ano (quarta série)
continua-se com a proposta dos anos anteriores, ainda que a escrita esteja mais presente. Nesta etapa, a
criança já tem maior percepção do aspecto linguístico, e é capaz de entender aspectos linguísticos como a
ordem das palavras, embora ainda não se sensibilize com nomenclatura gramatical.
        As quatro habilidades tradicionais (compreensão e produção oral, leitura e escrita) são trabalhadas
de forma integrada, ainda que a ênfase continue sendo no aspecto oral. O vocabulário deve ser sempre
associado à sua realização gráfica e fonética; e o aspecto linguístico, restringido ao uso.




                                                        8
Organização didática (Língua Inglesa EFI) – 1.º ano

        O material didático de Língua Inglesa, desenvolvido para atender aos primeiros cinco anos do Ensino
Fundamental de nove anos, é composto de quatro volumes por ano. Em 2013 a coleção começa a ser
renovada a partir do 1.º ano. As unidades se iniciam por meio de situações envolvendo o dia a dia de quatro
personagens fictícios (Anne, Leo, Lucas e Yumi) e seus amigos. Esses personagens nasceram em diferentes
países (sendo Yumi a personagem brasileira) e estudam em uma escola internacional localizada no Brasil. As
aventuras vividas pelos personagens foram criadas para contextualizarem e familiarizarem os alunos do
Ensino Fundamental com a comunicação em Língua Inglesa. Tanto as características dos personagens
principais quanto a dos secundários foram estabelecidas para contemplar alguns aspectos da diversidade
étnica e cultural.
        A fim de organizar didaticamente tanto o conteúdo quanto as atividades, as unidades foram divididas
em seções identificadas por ícones específicos que auxiliarão os alunos na compreensão das atividades
propostas. Nos volumes, as seções são acionadas e apresentadas em uma sequência variável que visa
promover o desenvolvimento didático da unidade.


        Get ready (Ponto de partida)
        Apresenta, por meio de apoio visual e de áudio, as situações vividas pelos personagens, assim como
as expressões que serão trabalhadas nas unidades.


        Your turn (Para fazer)
        Possibilita a prática controlada das expressões apresentadas na seção Get ready por meio de
atividades variadas (leitura textual ou de imagens, associações, múltipla escolha, compreensão oral etc.).


        World spot (Conexões)
        Essa seção favorece a reflexão sobre os assuntos trabalhados, ao promover a interdisciplinaridade,
ao explorar a diversidade cultural e ao possibilitar aos alunos a ampliação de conhecimentos relacionados às
práticas sociais.


        Team work (pensar e fazer juntos)
        Essa seção tem como objetivo o desenvolvimento de trabalhos em grupos, promovendo a ajuda
mútua, a troca de ideias e a socialização dos alunos. Dessa forma, ao mesmo tempo que constroem
coletivamente o conhecimento, os alunos desenvolvem atitudes de participação em grupo e respeito às
ideias expostas e às pessoas que falam.


        Different points of view (outros olhares)
        Essa seção apresenta reflexões, aspectos históricos, contrapontos e diferentes visões sobre o mesmo
assunto.



                                                      9
Curiosities (curiosidades)
        Apresenta curiosidade(s) sobre o assunto explorado, despertando o interesse dos alunos.


        People in action (cidadania todo o dia)
        Essa seção propõe o estudo de questões relacionadas à cidadania. Para tanto, são apresentadas, por
meio de textos e de outras linguagens, situações que possibilitam a reflexão e a troca de ideias sobre
atitudes que devem ser desenvolvidas, a fim de que os alunos possam crescer como cidadãos e exercer,
assim, sua cidadania.


        Ready, set, go! (desafio)
        Essa seção apresenta atividades desafiadoras que instigam o raciocínio e estimulam a reflexão e o
estabelecimento de relações.


        In tune
        Essa seção promove a prática dos vocábulos e estruturas apresentados na unidade por meio de
atividades de compreensão oral envolvendo identificação ou associação de vocábulos, diálogos ou pequenos
monólogos. A fim de desenvolver conscientização para a sonoridade da Língua Inglesa, também, nessa seção,
são apresentadas canções, cantigas de roda, poemas infantis, adivinhações e trava-línguas.
        Play and learn (brincar e aprender)
        Essa seção, caracterizada por atividades lúdicas e prazerosas, propicia a aplicação do conhecimento e
promove a criatividade, a sensibilização, a reflexão e o desenvolvimento de habilidades cognitivas e éticas.


        Hands on (outras descobertas)
        Propicia aos alunos a construção e a ampliação do conhecimento, por meio de pesquisas,
investigações, aulas de campo, entrevistas, coleta de depoimentos, de histórias e de experiências de vida,
além de análise de informações em enciclopédias, livros paradidáticos, revistas, Portal Positivo, entre outros,
sobre assuntos ou temas significativos que aprofundam o conteúdo abordado na unidade. Tais atividades
devem ser orientadas e acompanhadas pelo professor e podem ser individuais ou em equipe.



Organização didática (Língua Inglesa EFI)- 2.º ao 5.º ano

        Seguem as seções que destacam os principais procedimentos metodológicos envolvidos:
        Listen and say
O objetivo das atividades propostas nesta seção é levar os alunos à prática oral das novas estruturas e dos
novos vocábulos da unidade.
        Time for listening
Por meio de atividades de compreensão auditiva, busca-se expor os alunos, de forma contextualizada e
significativa, a pequenos textos gravados por falantes nativos da Língua Inglesa.

                                                      10
Sounds fun
Por meio de atividades lúdicas com parlendas rimadas, cantigas populares, adivinhas e trava-línguas,
pretende-se levar os alunos a perceberem as diferenças entre ritmos e sonoridades de fonemas da Língua
Inglesa.
           Sing along
Com o objetivo de consolidar o conhecimento de determinadas estruturas e determinados vocábulos,
desenvolver nos alunos o senso de ritmo e a musicalidade, além de motivá-los para a aula, apresentando a
eles canções.
           What about you?
Nesta parte, os alunos podem relacionar o conteúdo trabalhado à realidade deles. Assim, pretende-se tornar
o ensino da Língua Inglesa mais significativo.
           Talk to your friend
Esta divisão apresenta atividades a serem realizadas em duplas, no intuito de proporcionar maior interação
entre os alunos e possibilitar o uso da Língua Inglesa em situações de sala de aula.
           Let’s work!
Aqui são propostas atividades para registro de ideias por meio de pintura, desenho, associação ou
identificação de imagens.
           Working together
Nesta divisão, inserida no final de cada volume, tenciona-se envolver alunos e professor na elaboração de
um projeto, dando significado ao conteúdo linguístico trabalhado.
           Cut-out
Trata-se de atividades de recorte que visam à participação dos alunos em jogos, em trabalhos em pares ou
em grupos em que será necessário utilizar o material de apoio, que se encontra no final de cada volume.
           Internet
Indicação de conteúdos do Portal Positivo, selecionados e indicados para contribuir com o trabalho do
professor.
           Além das atividades sugeridas no Livro Didático e na mídia digital no Portal Positivo, há as propostas
no CD de áudio. O professor também conta com a Assessoria Pedagógica na orientação e nas sugestões de
trabalho.

           PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (INGLESA E ESPANHOLA) PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
II – 6.º AO 9.º ANO

           O principal fim do ensino de uma Língua Estrangeira (LE), a partir do Ensino Fundamental II, é o de
formar leitores proficientes, providos do máximo de ferramentas de comunicação que possibilitem seu
autodesenvolvimento nesse idioma. A compreensão de diferentes gêneros de textos levará o aluno a
posicionar-se, a expressar-se com imaginação e criatividade e – mais prático, mas não menos importante – a
lidar com tarefas de extensão e de exames formais escritos.



                                                        11
No tratamento à língua, optou-se, seguindo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), pela
gramática indutiva, ou seja, primeiro apresenta-se a estrutura nova (ou a ser revisada) em uso; depois, se
explica como ela funciona. O objetivo, assim, não é aprender gramática em si, mas, sim, lançar mão dela para
que o aluno desenvolva a competência comunicativa. Essa abordagem mais abrangente toma o texto como
ponto de partida para a compreensão e o uso da língua, para que o aluno identifique e utilize de modo
proficiente os tópicos, as funções comunicativas, as estruturas, o vocabulário, as situações de comunicação e
as noções sócio-históricas.
         Dessa forma, a proposta pedagógica do Livro Didático Positivo de Línguas Estrangeiras (LE), a partir
do 2.º ciclo do Ensino Fundamental (6.º ao 9.º ano) pode ser assim sintetizada:
 Promover a competência comunicativa do aluno, ou seja, orientá a interpr etar, expressar e negociar
                                                                ‐lo
    significados, com base no trabalho com o texto escrito. Para tanto, procura‐se mobilizar conhecimentos:
         Linguísticos: Entenda-se aqui, o uso de língua, mais do que normas prescritivas. Ou seja, dar a
            conhecer o funcionamento do idioma, as características lexicais, morfológicas, sintáticas e
            fonológicas da Língua-Alvo para que o aprendiz as reconheça e as use para se expressar.
         Discursivos: Apresentar o discurso, especialmente o escrito, como um todo significativo, fazer o
            educando perceber a coesão entre as partes do texto, as palavras e as orações para formar uma
            unidade coerente.
         Sociolinguísticos: Prover o aprendiz de ferramentas de comunicação, expor o contexto social no
            qual a língua é usada, para permitir o julgamento da adequação do uso do idioma às situações.
         Estratégicos: Sugerir táticas de compensação de lacunas no conhecimento linguístico,
            principalmente no que tange à leitura.
 Encaminhar o educando a se posicionar, a refletir por meio da Língua-Alvo. Dirigir as atividades de
    forma que o estudante possa estabelecer inter‐relações entre forma, conteúdo e linguagem.


         Em outras palavras, o principal fim do ensino de LE, a partir do Ensino Fundamental II, é formar
leitores proficientes. A compreensão de vários gêneros textuais levará o aluno a desenvolver julgamentos
críticos e racionais; a expressar-se com imaginação e criatividade― mais pr
                                                                   e      ático, mas não menos
importante ― a lidar com tarefas de extensão e exames formais.
         Expõe-se o aprendiz ao máximo de insumos em LE, com o intuito de fazer o aluno discriminar os
elementos característicos desse idioma novo. A competência gramatical e a competência discursiva serão
desenvolvidas indutivamente. Esta trata dos gêneros textuais, sua estrutura, sua coerência e coesão; aquela
trata da apropriação do uso da língua, incluindo a pronúncia, a apropriação do vocabulário, a ordem em que
as palavras se apresentam. Com relação às habilidades tradicionais, trabalham-se, na medida do possível em
contexto escolar, a compreensão e a produção oral, a leitura e a produção escrita, de forma integrada,
embora se privilegie a compreensão leitora:
         Ou seja, primeiramente se apresenta o texto oral e/ou escrito, para que os alunos se familiarizem
com a língua em uso. Em seguida, criam-se situações em que os alunos terão que usar as funções



                                                     12
linguísticas, o vocabulário e/ou o tema apresentados. Esse uso contextualizado estimulará as diferentes
inteligências 3, fazendo com que essas informações sejam “registradas” na memória de longo prazo.
            Os livros de Línguas Estrangeiras (Língua Espanhola e Inglesa) oferecem CD com propostas de
compreensão oral, que acompanham os diálogos e textos do material impresso.

Livro Didático de Língua Espanhola para o Ensino Fundamental II - 6.º ao 9.º ano 4

          A proposta de ensino de Língua Espanhola para o segundo ciclo do Ensino Fundamental considera
que além da questão do mercado de trabalho, o ensino de Língua Estrangeira deve ser motivado na escola
levando em consideração a formação cidadã, privilegiando nesse processo, como indicam os PCN, “a relação
entre teoria e prática e a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares
do aluno, nas quais se incluem as do trabalho e do exercício da cidadania”.
          Para tanto, o material didático de Língua Espanhola para o Ensino Fundamental II utiliza a
abordagem comunicativa, aliada ao contato e ao uso de diferentes gêneros textuais para que o aluno entre
em contato com informações de diferentes países em que o Espanhol é Língua Materna. Isso possibilitará ao
aluno atribuir sentido(s) para os textos (realidades) aos quais é exposto, percebendo as maneiras de
interação das pessoas próprias do mundo hispânico e a riqueza na diferença entre essas culturas e a
brasileira.
          Pretende-se, com tal encaminhamento, capacitar o aluno para escolher estratégias de comunicação
com base no contexto, permeado pela interculturalidade e pela percepção de sua indissociabilidade com a
língua.
          Para tal, o material didático de Língua Espanhola se organiza embasado em quatro eixos, que
contemplam as chamadas quatro habilidades em Línguas Estrangeiras: compreensão oral e escrita e
produção oral e escrita. São eles:


 Práticas de leitura: proposta de diferentes gêneros textuais de múltiplas linguagens e atividades que
     tratem da compreensão e interpretação dos textos escolhidos.
 Práticas de oralidade: atividades contextualizadas de exposição oral: leitura, leitura dramatizada e
     produção preparadas previamente pelo aluno.
 Práticas de análise textual e linguística + práticas de produção textual: estudo de tópicos de gramática e
     de vocabulário referente aos gêneros textuais em questão e proposta de produção com base em textos
     dados e discutidos.
 Práticas de compreensão auditiva 5: compreensão da situação comunicativa, da posição dos
     interlocutores, do propósito e do(s) objetivo(s) expressos nos textos auditivos.
          A sequência didática é formada por um encadeamento de atividades que visam a contemplar
diferentes aspectos da aprendizagem, assegurando que os conteúdos sejam significativos e funcionais e que
apresentem um desafio possível, promovendo, nesse processo, a atividade mental e o estímulo à
3
  Ver anexo 2.
4
  Este material é recomendado para duas aulas semanais de 50 minutos cada.
5
  Acompanha CD de áudio.


                                                                     13
autoestima. Dessa forma, são asseguradas a autonomia e a metacognição. Por essa razão, foram
considerados os seguintes aspectos:
 Escolha do tema;
 Gêneros textuais trabalhados de acordo com o tema e a sua adequação ao nível linguístico-discursivo dos
    alunos;
 Tempo de que dispõem os alunos e os professores;
 Grau de dificuldade das atividades (que derivam dos conhecimentos prévios que os alunos tenham).

        Organização didática (Língua Espanhola EFII) – 6.º ao 9.º ano

As seções didáticas são as seguintes:
        Leyendo y comprendiendo
        Leitura e análise interpretativa de textos diversificados. Trata-se de uma seção em que se
apresentam textos de diversos gêneros, sempre relacionados ao tema da unidade e levando em
consideração a proposta de ensino que prevê a utilização de temas adequados à realidade do aluno.
Acompanham o texto atividades variadas de compreensão da estrutura composicional e da função do
gênero, além de seu conteúdo. Introduz, também, conteúdos gramaticais e estruturais relevantes e
atividades práticas de utilização do conteúdo trabalhado.
        Platicar y practicar
        Trata-se de uma seção que objetiva apresentar atividades de prática de oralidade por meio de
produção textual oral, prioritariamente em grupos, incentivando a produção espontânea a partir dos
conteúdos estudados.
        Conocer y disfrutar
        Trata-se de uma seção que possibilita a apresentação de informações culturais sobre o mundo
hispânico com propostas de análise e comparação reflexiva com a cultura do aluno.
        Investigando
        Seção em que o objetivo é criar um espaço para a pesquisa e a investigação de aspectos relevantes à
temática proposta na unidade. Trata-se de uma ferramenta de ampliação do repertório dos alunos para o
desenvolvimento de projetos que incentivem a interação e a formação cidadã.
        Jugar al español
         Atividades lúdicas, brincadeiras e passatempos de uso da língua.
        Como lo oyes
         Seção criada para apresentar atividades de prática auditiva. Atividades baseadas em material
audiovisual que reproduz situações relevantes, cotidianas e, também, textos autênticos de gêneros variados.
Compreende a análise das variedades linguísticas regionais e sociais, estudos de pronunciação e
compreensão do emprego oral da língua.
        De charla en charla
         Seção criada para proporcionar discussão/debate sobre o tema proposto na unidade. É constituída
por perguntas orientadoras a serem debatidas em aula oralmente, a fim de incentivar a reflexão dos alunos

                                                     14
sobre os temas da unidade. Facilita o ambiente de trabalho em grupo, o respeito à posição alheia e propicia
o desenvolvimento da oralidade em situações reais de expressão de ideias e opiniões.
        Con mis propias manos
        Seção que introduz a prática de produção textual, abrangendo diversos gêneros textuais,
fomentando a utilização da língua escrita na criação de textos.
        Ahora te toca a ti
        Seção que abre espaço para os alunos praticarem os conhecimentos desenvolvidos por meio de
atividades variadas.
        Herramientas
        Seção de síntese de conteúdos gramaticais, estruturais ou funcionais, visando a uma prática de
instrumentalização da língua.
        Palabrero
        Fornece léxico de maneira direta, aumentando o vocabulário dos alunos em relação ao tema da
unidade.
        Hiperlink
        Boxe com informações adicionais.



Livro Didático Positivo de Língua Inglesa do EFII – Coleção nova: 6.º e 7.º anos

           A coleção de Língua Inglesa para o Ensino Fundamental II está sendo renovada. Em 2013,
apresentamos os livros de 6.º e 7.º anos. São quatro volumes bimestrais com quatro unidades cada. Com
base em um tema geral escolhido para todo o volume, cada unidade aborda um subtema. O mesmo será
feito com o conteúdo gramatical: cada volume explora tópicos diferentes, podendo ser retomados
posteriormente. Sugerimos que, para cada unidade, sejam destinadas de três a quatro aulas, a depender dos
projetos apresentados e da realidade da sala de aula, com a possibilidade de trabalhos interdisciplinares para
envolver outras áreas de conhecimento e tornar significativo o aprendizado da Língua Inglesa.



        Organização didática (Língua Inglesa EFII) – 6.º e 7.º anos


           A fim de organizar didaticamente a ordem de apresentação dos conteúdos, foram elaboradas
seções, as quais não aparecem, necessariamente, em todas as unidades de um mesmo volume nem sempre
na mesma sequência, dependendo da ênfase dada a uma ou outra habilidade comunicativa. Cada seção tem
um ícone específico. Recomenda-se analisar os ícones com os alunos a fim de familiarizá-los com o material.
As seções são as seguintes:
        Word in World (vocabulário)
        Esta seção visa a instigar a curiosidade do aluno a respeito do tema a ser abordado, prepará-lo para
compreendê-lo e discuti-lo. Será apresentado vocabulário pertinente à unidade em contextos específicos, ou


                                                      15
seja, dentro do universo temático da unidade por meio de atividades diversas – como a associação de
definições a imagens, questionários, etc. Esse é um dos momentos em que o professor poderá usar
diferentes estratégias de ensino/aprendizagem, resgatando o conhecimento prévio do aluno e ativando seu
conhecimento de mundo sobre o tema.
        Catch on (gramática/pronúncia)
        Nesta seção, os alunos são convidados a sistematizar aspectos linguísticos previamente abordados na
unidade. Serão fornecidos exemplos, direcionando o aluno a perceber as diferenças de uso da língua em
contextos variados, orais ou escritos. Além disso, serão abordadas e comparadas algumas variedades
linguísticas, especialmente no tocante à Língua Inglesa americana e a britânica, bem como comparações com
a Língua Materna. A pronúncia também será enfocada nesta seção, por meio da análise de diferentes sons da
Língua Inglesa associada a atividades práticas.
        Carry out (prática)
         O objetivo desta seção é praticar as novas estruturas linguísticas abordadas na unidade. Em vários
momentos, esta seção será precedida por outra, a Catch on. Enquanto Catch on explicita um novo aspecto
linguístico, Carry out convida o aluno a usá-lo de forma contextualizada.
        Keep it going (atividade de aprofundamento do tema ou follow up)
         A ideia desta seção é propor um miniprojeto que envolva os alunos em algum tipo de pesquisa a
fim de ampliar seus conhecimentos sobre o tema condutor da unidade. Nesta seção, podem ser propostos
trabalhos interdisciplinares e alguns temas transversais.
        Get together (conversação)
         Partindo-se do princípio de que todas as habilidades devem ser abordadas em sala de aula, não se
pode esquecer a prática da oralidade. Para tanto, sugere-se que nesta seção o aluno interaja com outras
pessoas por meio da comunicação oral, seja por realizar trabalhos, seja por jogos em duplas ou em grupos.
        Bookworm time (leitura)
         Com base em gêneros diversos, são apresentados textos, muitas vezes autênticos, relacionados ao
tema da unidade, a fim de contextualizá-lo e relacioná-lo com situações reais. Diferentes estratégias de
leitura são propostas para orientação do aluno na compreensão não somente do texto, mas também do
gênero ao qual pertence. Cumpre ressaltar o intuito de ampliação e consolidação do processo de
aprendizagem.
        Ideas factory (produção textual)
         Este é o momento da prática de escrita em Língua Inglesa, na qual é solicitada a produção textual
de diferentes gêneros textuais. A seção está vinculada a um trabalho prévio feito com o gênero textual,
normalmente apresentado na seção Bookworm time.
        Listen to learn! (compreensão auditiva)
         A compreensão auditiva é o foco dessa seção, tendo como objetivos principais: 1) associar
informações textuais, verbais ou não verbais, à compreensão auditiva; 2) perceber as diferentes variedades




                                                      16
linguísticas da Língua Inglesa; 3) obter informações essenciais para uma finalidade específica, por exemplo, o
preço de um item, o número de um telefone, o nome de uma pessoa, etc.


       Ícone do CD
         Complementa a seção Listen to learn, indicando que os textos foram gravados no CD de áudio. Esse
ícone será apresentado ao lado dos enunciados das atividades cujo áudio consta no CD.
         Além das seções citadas anteriormente, há algumas subseções, que complementam informações
relacionadas ao tema ou às estruturas linguísticas. Elas aparecem quando é necessário fazer uma explicação
sobre determinado aspecto da Língua Inglesa (uma curiosidade, por exemplo) ou diferenças entre a escrita
das variantes britânica e americana. A opção por essas variantes deve-se ao fato de os Estados Unidos e a
Inglaterra serem os representantes da Língua Inglesa de maior expressão mundial. Seguem as subseções e
suas funções:
       Check the word! (procurar no dicionário)
         O ícone desta subseção indica que o aluno deve procurar as palavras elencadas em um dicionário,
para facilitar a leitura do texto proposto. Trata-se de uma estratégia de leitura que visa auxiliar o
entendimento de palavras-chave no texto, as quais ainda não foram abordadas na unidade em estudo, mas
que são essenciais para a compreensão do texto.
       Need Help? (glossário)
         Ao contrário da subseção Check the Word, aqui são fornecidos o significado de expressões
idiomáticas e verbetes relevantes na comunicação, cujo significado se perde quando traduzido literalmente
para a língua portuguesa.
       Your turn (sua vez – sobre o aluno)
       Este é o momento em que o aluno, tendo por base os conteúdos e/ou tema expostos na unidade,
deverá realizar atividades que favoreçam o desenvolvimento de habilidades diversas ao mesmo tempo que
aproxima o tema da unidade de sua realidade. A subseção considera informações, opiniões, gostos e/ou
hábitos pessoais dos alunos, a fim de dar sentido àquilo que foi estudado no decorrer da unidade.
       It’s curious! (curiosidades)
       Subseção que chama a atenção do aluno para curiosidades sobre a Língua Inglesa. Ainda que na
oralidade sejam exploradas variantes linguísticas diversas, para a escrita, serão utilizadas somente as
variações americana e britânica.
       Do you know? (você sabe?)
       Subseção que trata da expansão do tema da unidade, isto é, o foco não é linguístico, mas cultural,
geográfico, social, histórico, político, etc. Por exemplo, uma explicação sobre uma rede social, sobre um
personagem histórico ou um lugar turístico.




                                                     17
Organização didática (Língua Inglesa EFII) – 8.º e 9.º anos

               No 8.º e 9.º anos a proposta de trabalho tem seu foco na prática de compreensão textual, apoiada
nos estudos de gêneros textuais ou discursivos. Por meio de atividades de análise e compreensão de texto,
os alunos serão capazes de identificar a função que determinado gênero textual cumpre em certa situação
comunicativa, qual o canal de comunicação utilizado pelos interlocutores, bem como estilo, forma e
conteúdo.
               O trabalho é organizado considerando-se as etapas de pré-leitura (Preparing to read), leitura
(Reading text) e pós-leitura (habilidades variadas). Suas seções, que indicam o encaminhamento que deve
ser dado, são:

             Preparing to read (pré-leitura)

             Connecting to the topic
             Seção em que se ativa o conhecimento prévio e/ou se introduz o tema da unidade. É o momento da
problematização aliada à conexão com a realidade dos alunos.
             Vocabulary for comprehesion
             Introdução ao vocabulário e a conhecimentos gerais para auxiliar no processo de compreensão
textual, quando necessário. A atividade pode ser realizada na forma escrita ou, até mesmo, em Língua
Materna.

             Reading text (leitura por meio de estratégias)

             Apresenta textos de gêneros diversos, relacionados ao tema da unidade. Sempre que os textos
estiverem gravados no CD de áudio, aparecerá um ícone do lado esquerdo, que indicará que há gravação.
             Reading skills
             Essa seção do material corresponde a uma sequência de atividades específicas para o
desenvolvimento da compreensão textual, das estratégias de leitura e da construção de conhecimentos.

             Language skills 6

             A seção trabalha aspectos linguísticos em nível lexical ou estrutural. Divide-se em duas seções:
             Language skills: key vocabulary
             Na seção Key vocabulary, procuramos fazer um trabalho com base em estratégias de ampliação
vocabular a partir de definições. Existe a possibilidade de trabalhar as definições em português com os
alunos, dependendo do nível da turma. É necessário ressaltar que o trabalho com definições auxilia os alunos
no desenvolvimento da circumlocution ou estratégia compensatória, usada quando não lembramos ou não
sabemos uma palavra. Para compensar, explicamos o sentido da palavra e a ilustramos, por exemplo. É uma
maneira mais estratégica e menos mecanicista de se usar a Língua Estrangeira. Definir/explicar é diferente de
traduzir!



6
    A partir desta seção, todo o trabalho é considerado de pós-leitura. O foco variará entre tema/vocabulário e elementos linguísticos.


                                                                            18
Após o trabalho específico com vocabulário, fechamos esta seção com algum tipo de discussão para
chegar à conclusão de ideias.
       Language skills: key structures
       De forma interativa, apresentam-se os tópicos gramaticais aos alunos na Língua Materna, a partir de
um trecho do texto. Assim, com base em cada gênero textual, propõe-se uma reflexão sobre a estrutura e o
funcionamento da língua. Apresentam-se algumas atividades de aplicação, de forma que os alunos tenham a
oportunidade de praticar as estruturas aprendidas.

       Listening skills

       Atividades de compreensão auditiva, cuja estrutura segue a Reading skills. Entre os vários tipos de
estratégias para compreensão auditiva, destacam-se as estratégias compensatórias como parte desse
contexto de compreensão do discurso. Qualquer recurso compensatório, como, por exemplo, imagens,
objetos reais, situações e até mesmo seu conhecimento de mundo (conhecimento formal + experiências
vividas) podem auxiliar no processo de compreensão.

       Critical thinking skills

       Apresenta discussões mais avançadas e aprofundadas a partir do(s) texto(s) da unidade de trabalho.
Além de instigar a curiosidade epistemológica, busca-se articular a inteligência coletiva do grupo com base
em um processamento avançado da informação e em questões polêmicas para debate ou apresentação.
Neste espaço, o professor tem total liberdade para utilizar diversas estratégias a fim de atingir os objetivos
relacionados, na forma oral e/ou escrita.
       É justamente com base nas discussões proporcionadas neste espaço que o professor poderá
desenvolver atividades interativas ou projetos temáticos associados à próxima seção do material.

       Stay tuned

       Essa seção traz fatos interessantes com o intuito de promover reflexão acerca de temas relacionados
à unidade de trabalho, visando à formação do cidadão crítico e atuante. Pode ser expandida para pequenos
projetos educacionais, pois, além de ter uma relação direta com o assunto da unidade, dá abertura para
ampliação do discurso. Pode assumir diversos formatos.

       Homework

       Essa seção é formada por exercícios que desenvolvem habilidades diversas. Seu objetivo é aplicar o
conhecimento construído no decorrer da unidade. Pode ser realizada tanto no final quanto no meio da
unidade, quando o professor julgar necessário.

       Importante!

       Nas unidades com temas diversos voltados à contemporaneidade, todos os ícones estarão presentes.
Porém, nas unidades voltadas ao trabalho com aspectos culturais de Língua Inglesa, alguns dos ícones não
aparecem.

                                                     19
PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (LÍNGUA INGLESA E ESPANHOLA) NO ENSINO MÉDIO (1.ª A 3.ª
SÉRIE)


         A proposta pedagógica do Livro Didático Positivo de Línguas Estrangeiras para o Ensino Médio
aprofunda o trabalho de cunho cultural e de uso social do idioma já proposto no 2.º ciclo do Ensino
Fundamental. Um documento oficial que ajuda a orientar a consolidação dessa proposta é a matriz vigente
do ENEM, que apresentamos a seguir:



Matriz do ENEM – EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas do conhecimento)

 Dominar linguagens: fazer uso das Línguas Espanhola e Inglesa (no caso de LE).
 Compreender fenômenos: construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a
   compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das
   manifestações artísticas.
 Enfrentar situações-problema: selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações
   representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.
 Construir argumentação: relacionar informações representadas em diferentes formas e conhecimentos
   disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.
 Elaborar propostas: recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas
   de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade
   sociocultural.



         Matriz do ENEM – COMPETÊNCIA DE ÁREA

 Conhecer e usar Língua(s) Estrangeira(s) Moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a
    outras culturas e a outros grupos sociais.
 Associar vocábulos e expressões de um texto em LE ao seu tema.
 Utilizar os conhecimentos da LE e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso
    a informações, tecnologias e culturas.
 Relacionar um texto em LE às estruturas linguísticas, à sua função e ao seu uso social.
 Reconhecer a importância da produção cultural em LE como representação da diversidade cultural e
    linguística.


         Vejamos as características específicas de cada coleção:




                                                      20
Livro Didático Regular de Língua Espanhola para o Ensino Médio – (1.ª a 3.ª série) 7

            No Livro Didático Positivo de Língua Espanhola para o Ensino Médio, aprofunda-se o já proposto no
Ensino Fundamental II, contemplando-se dois objetivos principais: o mercado de trabalho e a formação
cidadã. Para tanto, privilegia-se uma abordagem cultural do idioma, para que, ao se apresentarem outra(s)
cultura(s) ao aluno, este perceba a si mesmo e ao outro e, ao mesmo tempo, reflita na sua prática social. Ou
seja, entendemos que se constroem significado e significação nas práticas sociais por meio da linguagem e da
interação, uma vez que a realidade não é dada, mas, sim, construída pelo discurso.
            A coleção contempla tanto o aprendiz que já tenha tido contato com a Língua Espanhola como o que
a está abordando pela primeira vez. No ensino e na aprendizagem de estratégias comunicativas, trabalham-
se, concomitantemente, construtos culturais. Dessa forma, prevê-se a utilização do método comunicativo
aliado ao uso dos gêneros textuais com o objetivo de os alunos entrarem em contato com formas de
comunicação do mundo hispânico e utilizá-las em situações/práticas sociais reais de comunicação. O que se
almeja com tal encaminhamento é fornecer a eles a possibilidade de escolher estratégias de comunicação
com base no contexto em que estão inseridos, permeado pela interculturalidade e pela percepção de sua
indissociabilidade com o idioma.
            Portanto, esta proposta pedagógica tem o intuito de desenvolver não apenas as capacidades técnicas
(formais) dos alunos, mas também a possibilidade de criar interação, de construir diferentes visões de
mundo e respeitar genuinamente distintas perspectivas em consonância com os documentos oficiais, visto
que a concepção de ensino que a norteia é intersubjetiva e discursiva.
            Cada um dos três volumes anuais desta coleção de Língua Espanhola está organizado em três ou
quatro unidades temáticas, todas condicionadas ao encaminhamento proposto pelo MEC com base nos
eixos: Trabalho, Ciência, Cultura e Tecnologia. Os temas são desenvolvidos em uma sequência didática que
parte da relação com o mundo conhecido do aluno para, em seguida, proporcionar o contato mais
diretamente com o que lhe é desconhecido. O encaminhamento didático é também organizado em quatro
eixos, que contemplam as chamadas quatro habilidades em Línguas Estrangeiras: compreensão oral e escrita
e produção oral e escrita, continuando com a proposta do Ensino Fundamental II.



            Organização didática (Língua Espanhola EM) – 1.ª à 3.ª séries


            A sequência didática do Ensino Médio é encadeada do mesmo modo que no Ensino Fundamental II.
As unidades se iniciam com a exposição de algum texto, verbal ou não verbal, que contextualiza o tema com
o qual os alunos vão interagir na unidade (seção Para empezar). Seguem textos auditivos em Espanhol
(seção Oyendo y comprendiendo). Após essa seção, oferece-se a leitura de textos escritos que mantêm
relação com os textos auditivos (Leyendo y comprendiendo). O objetivo não é apenas a compreensão das
palavras, mas também do texto como um todo, para que o aprendiz atribua significados possíveis a ele. Isso


7
    Este material é recomendado para duas aulas semanais de 50 minutos cada.


                                                                       21
somente será possível com base em ferramentas gramaticais e lexicais que possibilitem ao aluno a
decodificação do texto e sua compreensão. A partir do reconhecimento intuitivo de determinadas estruturas
linguísticas, será realizada uma apreensão por meio da produção de situações parecidas (seções De charla en
charla e Te toca a ti). Aqui, o aluno produzirá situações usando a gramática de forma não sistemática ainda.
Isso acontecerá por meio da seção Herramientas, em que será exposto aos recursos formais da Língua
Espanhola. A ampliação do vocabulário e o reforço da pronúncia e entonação serão realizados por meio das
seções Más palabras e Más sonidos. Por último, há a síntese do que foi visto na unidade, parte que se
denominou Entre nosotros.
        É necessário esclarecer que toda a unidade tem a perspectiva de colocar o aluno em contato com o
mundo hispânico e fazer com que ele atue e interaja com base em seu discurso. Não se pensa em uma seção
especial sobre cultura, uma vez que se entende que língua é cultura. A unidade como um todo se pauta sob
essa ótica. Portanto, todas as atividades estão construídas com essa visão intercultural.

        Modular Regular de Língua Espanhola para o Ensino Médio

        Além do material regular, a escola tem, para o Ensino Médio, a opção do material modular regular.
Este está organizado em seis módulos não seriados, de quatro unidades cada. Cada um desses módulos está
estruturado em eixos que orientam o trabalho de leitura, a construção de léxico, a atenção às estruturas da
língua, o conhecimento sobre culturas de Língua Espanhola e as questões de vestibular, a fim de
instrumentalizar o aluno para provas externas.

        Extensivo-Modular de Língua Espanhola para o Ensino Médio

        Existe também esse material complementar, o Extensivo-Modular. São três módulos (Gramática I, II e
III), cujas aulas são divididas por tópicos gramaticais, com inserção de atividades de compreensão textual e
de questões de vestibular.



Livro Didático de Língua Inglesa para o Ensino Médio

        A proposta pedagógica do Livro Didático de Língua Inglesa para o Ensino Médio busca aprofundar o
trabalho de competência textual desenvolvido no Ensino Fundamental, baseando-se nos quatro pilares da
educação para o Século XXI (UNESCO, 1996), aqui elencados: (1) aprender a conhecer, (2) aprender a fazer,
(3) aprender a viver com os outros e (4) aprender a ser. Esse relatório direciona a educação para quatro
perspectivas de aprendizagem que se complementam e interagem entre si.
        A primeira – aprender a conhecer – aborda a necessidade do desenvolvimento intelectual e
cognitivo, visando ao pensamento crítico dos indivíduos. A segunda – aprender a fazer – relaciona-se ao
aprimoramento técnico e profissional que, por sua vez, engloba também a resolução de problemas, o
domínio da linguagem e o desenvolvimento de habilidades comunicativas de uso da língua. Seguindo essa
linha de raciocínio, o aprender a viver com os outros se refere às interações estabelecidas para o
compartilhamento de conhecimentos, experiências e valores, bem como à descoberta do outro e o respeito


                                                      22
às diversidades sociocultural e linguística em geral. Essa vivência acontecerá por meio da proximidade com
as práticas sociais reais, vistas como ponto de partida para a aprendizagem. Por fim, o aprender a ser é um
compilado dos três itens anteriores, porém com especial atenção ao desenvolvimento individual na
coletividade, usando os pressupostos acima como referenciais.
       Nesse sentido, a aprendizagem de Língua Inglesa pode contribuir com o engajamento dos indivíduos
no contexto exposto anteriormente. Para tanto, é fundamental alicerçar a proposta pedagógica deste
material levando-se em consideração as justificativas sociais para a sua aprendizagem, com o intuito de
desenvolver conhecedores da língua intelectualmente autônomos, assim como agentes de mudança da
sociedade que os cerca.
       Cremos, com base na pedagogia do Pós-Método, que o professor tem a liberdade de usar várias
metodologias de ensino como norte para sua prática. Essas práticas metodológicas devem ser escolhidas e
adaptadas, considerando a situação particular ou o contexto em que o docente se encontra. Porém, vale
lembrar que a escolha dos procedimentos não deve acontecer de forma eclética e sem uma reflexão a
respeito do contexto e dos objetivos em questão.



Organização didática (Língua Inglesa EM) – 1.ª a 3.ª séries


       O Livro Integrado de Língua Inglesa para o Ensino Médio é composto por quatro volumes bimestrais,
que apresentam de três a cinco unidades (o número poderá variar de acordo com a organização do conteúdo
a ser trabalhado em cada volume). Cada unidade apresenta um gênero textual principal a ser explorado. Há,
também, a possibilidade de trabalho com gêneros complementares.
       No Livro Integrado Positivo de Língua Inglesa, são apresentados temas diversos pautados em
assuntos da atualidade e que contribuem para a formação de cidadãos críticos e atuantes, assim como em
assuntos que se referem à aprendizagem de línguas, em particular da Língua Inglesa, e seus aspectos
socioculturais relacionados. Tem-se por objetivo contribuir com a formação humana do indivíduo e construir
uma unidade que integra as diversas áreas de conhecimento via aprendizagem da Língua Inglesa. Em
algumas das unidades, não serão trabalhados tópicos gramaticais.
       Com base nos temas, situações e sistematização linguística trabalhados, o professor terá condições
de orientar o aluno a associar vocabulário, estruturas, função comunicativa e gênero de texto a seu tema e à
sua função social; a usar conhecimento de língua para ter acesso a informações, tecnologia e cultura. Dessa
forma, atendem-se tanto as necessidades sociais como as Orientações Curriculares para o Ensino Médio,
assim como a tendência dos vestibulares do país e da projeção sobre o Exame Nacional do Ensino Médio
(ENEM).
       É importante enfatizar que o Livro Integrado Positivo para a Língua Inglesa é sugerido para duas aulas
semanais, o que não impede seu trabalho em contextos escolares com mais ou menos aulas por semana,
desde que a escola faça as devidas adaptações. Para organizar didaticamente os conteúdos e as atividades,
foram criadas seções. Por se tratar de uma obra integrada, algumas seções são comuns a todas as disciplinas,

                                                    23
outras são específicas desta. Elas não obedecem a uma ordem previamente estabelecida e não são usadas,
necessariamente, em todas as unidades. As seções são:
       Focus on the topic
       Introduz o contexto e ativa o conhecimento prévio dos alunos por meio de discussões acerca do
tema da unidade. É o momento da problematização aliada à conexão com a realidade dos alunos.
       Focus on Reading
       Seção que apresenta uma sequência de atividades a serem desenvolvidas antes, durante e após a
leitura de textos de gêneros diversos, com especial enfoque no uso de estratégias para a compreensão
textual. Subdivide-se em Getting ready (momento de discussão prévia, preparando os alunos para o
conteúdo apresentado na sequência), While reading (apontamentos para orientar a leitura) e Getting the
message (atividades para serem realizadas após a leitura, com o intuito de consolidar o processo de
aprendizagem com base nos textos do material).
       Focus on listening
       Além do trabalho com a leitura, este material tem como objetivo o desenvolvimento da
compreensão textual por meio de atividades de compreensão oral sobre os diversos assuntos abordados.
Possui a mesma estrutura da seção Focus on reading, com estratégias de compreensão oral para uso antes,
durante e depois da audição (Getting ready, While listening e Getting the message).
       Focus on language in use
       Nesta seção do material, trabalham-se aspectos linguísticos dos textos. De forma interativa, os
tópicos gramaticais são apresentados aos alunos na Língua Materna, com base em um trecho do texto
escrito ou falado, propondo uma reflexão sobre as estruturas em questão. Apresentam-se algumas
atividades de aplicação, possibilitando a prática contextualizada das estruturas aprendidas. É composta por
duas subseções: Looking at language e Practical activities.
       Focus on vocabulary
       Seção em que se apresentam atividades específicas para a aprendizagem de vocabulário. O trabalho
com o vocabulário pode aparecer, também, em outras seções da unidade.
       Thinking ahead
       Com o intuito de desenvolver o pensamento crítico, esta seção traz discussões mais aprofundadas
sobre os temas abordados nas unidades. Além de instigar a curiosidade dos alunos, busca-se articular a
inteligência coletiva do grupo, com base em um processamento avançado das informações e em questões
polêmicas para debate ou apresentação.
       Neste espaço, o professor tem total liberdade para utilizar diversas estratégias de comunicação oral
na Língua Estrangeira, ou poderá simplesmente manter a discussão na Língua Materna, de acordo com o
nível de proficiência do seu grupo. As discussões podem ser registradas por escrito. As trocas de ideias
podem oferecer oportunidades para o desenvolvimento de projetos temáticos associados aos assuntos da
unidade. Os projetos ampliam o trabalho desenvolvido em sala de aula e os objetivos apresentados na
Concepção de ensino e nos Conhecimentos privilegiados.



                                                     24
Research projects
       Nesta seção, são apresentadas propostas de expansão dos assuntos abordados por meio de pesquisa
e apresentação de projetos.
       Follow up activities
       Atividades complementares para o desenvolvimento de habilidades diversas. Seu objetivo é a
aplicação dos conteúdos estudados no decorrer da unidade, preferencialmente contemplados na forma de
questões estilo ENEM e de processos seletivos de vestibular em todas as regiões brasileiras. Os exercícios
propostos podem ser realizados tanto no final da unidade quanto durante a aprendizagem do conteúdo.


       Além das seções mencionadas, outras podem ser encontradas nas unidades. Geralmente,
apresentadas em boxes no decorrer do material. São elas:
       Exchanging ideas
       Esta seção marca o momento de uma discussão acerca dos assuntos de cada unidade, com o objetivo
de promover o compartilhamento de conhecimento.
       Integrating content
       Partindo de uma perspectiva interdisciplinar, que fundamenta a proposta pedagógica do Livro
Integrado Positivo, são disponibilizados alguns boxes que destacam a conexão entre o conteúdo de Língua
Inglesa e as diversas áreas de conhecimento. Nesse espaço, os professores podem desenvolver projetos que
promovam a relação entre o conteúdo estudado e a realidade dos alunos.
       Everyday issues
       Neste boxe, são enfatizados aspectos do dia a dia, em especial, os que se relacionam ao mundo do
trabalho. Esses aspectos estão relacionados aos conteúdos estudados na unidade em questão.
       Throughout the times
       Nesta seção, há um resgate de informações dos séculos anteriores sobre os assuntos da unidade
trabalhada. Assim, mais uma vez, o professor pode relacionar os conteúdos de Língua Inglesa a outras áreas
de conhecimento.


       Ícones CD e caneta azul
       O professor também precisa estar atento à presença do ícone CD, que indica que os textos foram
gravados no CD de áudio, e na caneta, que adverte que há sugestões de respostas ou comentários presentes
nas Orientações Metodológicas relacionados às atividades.



       IMPLEMENTANDO COM O PORTAL POSITIVO

       O Portal Positivo considera, em primeiro lugar, a inclusão digital de alunos e professores, como
preveem as Orientações Curriculares (OCEMs):




                                                   25
É inegável que aumenta cada vez mais a possibilidade de acesso às redes de
                                informação do tipo Internet, como também as exigências do mundo do trabalho
                                passam a incluir o domínio do uso dessas redes. O conhecimento de Língua
                                Estrangeira é crucial para se poder participar ativamente dessa sociedade em que,
                                tudo indica, a informatização passará a ter um papel cada vez maior (BRASIL, 1998, p.
                                97).
                                         Com frequência, encontram-se referências à inclusão digital daqueles que
                                não dispõem de acesso às novas tecnologias, às novas formas de comunicação, ao
                                conhecimento por elas gerado, pois esse acesso representa oportunidades de
                                participação ou mesmo de ascensão social (BRASIL, 2006, p. 85).


        Assim, auxiliará o professor a enriquecer seu trabalho com encaminhamentos, atividades
complementares e conteúdo multimídia. É uma ferramenta que se articula à proposta sociointeracionista de
ensino e aprendizagem, que propõe o tratamento indutivo das estruturas do idioma, ou seja, estas serão
sistematizadas de acordo com a necessidade do grupo. O Portal Positivo propicia orientações e
aprofundamento de aspectos linguísticos para o professor e os alunos, que podem tirar dúvidas e praticar.
Além disso, esse formato vai ao encontro da necessidade de dominar outras tecnologias e, especificamente
no caso de LE, de familiarizar-se com outras formas de leitura:


                                         (...) a linguagem na comunicação mediada pelo computador oferece muitos
                                exemplos de novos usos de linguagem e da premente necessidade de modificar as
                                concepções anteriores de linguagem, cultura e conhecimento (...) Por exemplo, a
                                organização de muitas páginas da web em colunas verticais cercadas por margens
                                coloridas contendo imagens ou informações adicionais transforma e desafia os
                                hábitos de leitura tradicionais do texto escrito que treinavam o olho a se mover de
                                cima para baixo e da esquerda para a direita (BRASIL, 2006, p. 105).

        Além dos links indicados no material impresso (indicados com os códigos @ing e @esp), que
remetem a algum conteúdo ou alguma atividade no Portal Positivo, há algumas seções específicas para o
professor de Línguas Estrangeiras, como a Assessoria de Área, os blogs dos especialistas (Inglês e Espanhol) e
Língua Estrangeira (audiotextos com atividades).



        REFLETINDO SOBRE A AVALIAÇÃO

        É função da escola direcionar o trabalho pedagógico no sentido de desenvolver competências e
habilidades para que o aluno opere com conceitos e dados, em vez de apenas conhecê-los. Além disso, a
escola certifica que seus alunos alcançaram esses objetivos propostos para cada etapa, razão pela qual
existem as averiguações periódicas do aprendizado.
        Para tanto, o principal instrumento de avaliação utilizado é a prova escrita, seja por ela ter sido
consagrada como um instrumento científico de mensuração, seja pela familiaridade que se tem com ela. O
índice de acertos do aluno é transformado em números, os quais, por sua vez, serão usados na promoção ou
retenção de alunos em determinada etapa.
        Esse modelo cria a ilusão de que o aprendiz acumula, de forma organizada, subsídios que utilizará
mais tarde na solução de questões de ordem prática. No entanto, o que efetivamente acontece é uma
resposta fragmentada e de curta duração, em termos de memória, à exposição de informações.


                                                       26
Note-se que não é a prova em si, nem o fato de ela ser escrita, o que estagna o trabalho com as
competências, mas, sim, o fato de se considerar apenas um momento e um aspecto de uso da língua como
indicador de desempenho. Tampouco se trata de eliminá-la. Afinal, uma das principais tarefas do ensino
formal é fazer com que o aluno se aproprie de conhecimentos já estabelecidos e os expresse em forma de
afirmações sobre um tema ou um problema, ou seja, o educando deve praticar a escrita acadêmica. Em sua
vida futura, será submetido a testes formais, como provas de vestibulares e de seleção a postos de trabalho;
é importante que ele se familiarize também, mas não só, com esses modelos.
        O problema reside em sua excessiva valorização. Preparam-se os estudantes desde muito cedo nesse
formato, antes mesmo de serem capazes de abstrair, como se a prova escrita fosse o único modo existente
de avaliar.
        De outra parte, as provas escritas de processos seletivos, sejam escolares, sejam profissionais,
exigem, cada vez mais, não só a retenção de conceitos, mas também a habilidade em utilizá-los em situações
práticas, assim como a capacidade de organização de argumentos e/ou dados em uma linha de raciocínio.
        No mercado de trabalho, são utilizados também entrevistas, dinâmicas, testes psicotécnicos e
períodos de experiência, que servem para avaliar competências aliadas ao conhecimento. O próprio padrão
da prova de vestibular está se transformando, passando de uma averiguação de memorização de
informações para uma verificação do uso contextualizado desses dados. Cabe ressaltar, também, que sua
função não é avaliar aprendizagens consolidadas – incumbência da escola – mas, sim, realmente classificar,
para excluir excedentes, uma vez que não há vagas para todos.
        Lembremos que a aprendizagem de uma língua − um instrumento de interação social − é um
processo espiralado em andamento, ou seja, vemos e trabalhamos com um mesmo conceito em várias
ocasiões, de diversas formas, até nos apropriarmos dele. Não é um movimento linear, em que aprendemos
algo definitivamente para acrescentarmos outra “etapa” a esse conhecimento estabelecido. Aí reside a
importância da chamada avaliação contínua, que tira proveito de todas as situações possíveis para verificar
se o aluno está aprendendo. Assim, o procedimento avaliativo não pode se dissociar do que se faz em sala
da aula.
        Do mesmo modo que se procura diversificar procedimentos e técnicas para dar conta da cognição, é
necessário variar os instrumentos de sua constatação. Só para citar instrumentos formais de avaliação que
podem ser usados na escola, há exercícios escritos, testes, tarefa de casa ou de classe, feedback, debates,
jogos e/ou dinâmicas, dramatizações, entrevistas, portfólios, projetos e apresentações desenvolvidas em
grupo. Mesmo ferramentas pontuais, como a própria prova, podem ser utilizadas de forma contínua ou
construtiva, como a prova com consulta, em etapas, com correção cruzada ou com possibilidade de refazê-la.
        Assim, a preocupação em empregar atividades diversificadas, visando desenvolver a competência
comunicativa, as diferentes inteligências e as habilidades necessárias à aquisição e uso de uma LE, estará
presente em todas as ações promovidas pelo professor, seja para consolidar a aprendizagem, seja para
avaliar se houve apropriação de conhecimentos. Nosso cuidado será harmonizar o que, para que e como
ensinar/avaliar. Para tanto, é fundamental definir ou conhecer claramente os seus objetivos. É por meio



                                                    27
deles e do formato da avaliação que se tomam as decisões quanto aos conhecimentos a serem tratados e
quanto à maneira de trabalhá-los.
       Essa não deve ser uma informação privilegiada do professor, mas, sim, de ciência do aluno. Explicar
ao educando o projeto pedagógico, os objetivos específicos do componente curricular em cada fase, as
ferramentas utilizadas para avaliar e se tais metas foram alcançadas tem se demonstrado o melhor modo de
engajar o aluno em sua própria aprendizagem. Assim sendo, professor, cabem algumas perguntas, ao se
estruturarem atividades de avaliação-aprendizagem.


                                                  Para quê?
  Os conhecimentos que solicitarei são relevantes para a aprendizagem dos conhecimentos e habilidades
   privilegiados, dentro da proposta pedagógica, neste momento? Qual é o papel desse(a) teste/tarefa no
       conjunto de aprendizagens que estamos construindo? Quero constatar falhas no processo de
                   aprendizagem dos alunos para fazer algo a respeito ou só para excluir?



                                                   Como?
    Que instrumentos/atividades posso usar nessa verificação? As questões/tarefas permitem ao aluno
    desenvolver competência comunicativa, refletir, relacionar, criar por meio da LE, ou se exige apenas
  memorização? Há diferentes formas de representação do pensamento (verbal, plástica, dramática, etc.)?
      Os diversos tipos de inteligência, estilos de aprendizagem e habilidades estão contemplados? Os
               conhecimentos foram praticados na aula ou apresentados apenas em teoria?




                                                  O quê?
   O que pretendo verificar? Quais são os objetivos de ensino de uma LE na escola? Qual é a proposta
       pedagógica e qual é a programação anual? Quais são os eixos temáticos, os conhecimentos
 privilegiados, os gêneros textuais, as habilidades desenvolvidas nesta unidade? Os objetivos estão claros
                                         para mim e para os alunos?



       A confluência desses três aspectos vai determinar como avaliar:


         CONHECIMENTOS                      OBJETIVOS
          PRIVILEGIADOS                        de Ensino
             (O quê?)                         (Para quê?)


                                 Tipos                                      Instrumento
                                    de                                      de avaliação
                            ATIVIDADES


                                                     28
PLANEJAMENTO OU PLANO DE ENSINO

        O planejamento de aulas consiste em organizar em termos operacionais o que o professor fará em
sala de aula, para encaminhar o processo de aprendizagem.
        Para tanto, o professor deve examinar a realidade em que sua área de conhecimento se insere: as
necessidades e as expectativas dos alunos, a importância e o status de seu componente curricular no
contexto do curso, o programa a ser cumprido, os recursos disponíveis para o seu desenvolvimento.
        Com base nesse diagnóstico, o docente define objetivos, determina os conhecimentos privilegiados
do componente curricular, seleciona estratégias 8, recursos de ensino e formas de avaliação. Como muitas
alterações significativas podem ocorrer durante o curso, fica claro que o planejamento constitui uma
atividade contínua e flexível.
        Logo, planejar as atividades de ensino é fundamental, porque evita a rotina e a improvisação,
contribui para a realização dos objetivos visados, promove a eficiência do ensino e garante economia de
tempo e energia.



Tipos de Planejamento de Ensino

        O planejamento de ensino, diferenciado por seu grau crescente de especificidade, é desdobrável em
três tipos: plano de curso, plano de unidade e plano de aula. O plano de curso consiste na previsão de um
determinado conjunto de conhecimentos, competências e habilidades a serem alcançados por uma turma
num certo período de tempo (ano letivo ou semestre), representando as ações a serem desenvolvidas.
        O plano de unidade é a orientação da ação em relação a cada uma das partes do plano de curso,
durante uma ou mais aulas. Uma unidade de trabalho é formada de assuntos inter-relacionados e cada uma
deve ser planejada ao final da antecedente, que lhe servirá de base ou apoio. Isso significa que as unidades
serão planejadas ou replanejadas durante o curso.
        A especificação das realizações diárias acontece no plano de aula, no qual se desenvolve a sequência
de tudo o que vai ser trabalhado em um dia letivo. Esse plano constitui-se na sistematização de todas as
atividades desenvolvidas no período de tempo em que o professor e o aluno interagem, numa dinâmica de
ensino e aprendizagem.



Planejamento de Ensino e seus Componentes

     - Identificação: apontar suas características, discriminar a que atividade se refere, em que condições
        será realizado, para quantas turmas, quem é o professor responsável, qual é a carga horária etc.
     - Objetivos de ensino: considerar quais são as metas de ensino e aprendizagem, para escolher as
        estratégias de ensino e os processos de avaliação que contribuam para alcançá-las.
     - Programação: distinguir temas, tópicos, funções comunicativas, noções de cultura, situações,
        gramática e vocabulário que deverão ser privilegiados durante o curso.

        8
            Ver anexo 3


                                                     29
 - Estratégias: definir qual será o papel do professor e do aluno em determinados momentos, e os
            meios a serem utilizados.
          - Avaliação: criar critérios que explicitem as expectativas de aprendizagem, considerando objetivos e
            conhecimentos privilegiados, de forma coerente com o trabalho desenvolvido nas aulas.
          - Cronograma: determinar o número de aulas de cada bimestre (ou outra unidade de tempo),
            considerando os encontros destinados à aplicação de provas e à comunicação de resultados. Deve-
            se, também, ter uma margem de segurança para imprevistos e para garantir certa flexibilidade no
            desenrolar do trabalho.



            Carga Horária Sugerida 9

             Ensino Fundamental I (1.º ao 5.º ano): 1 aula semanal
             Ensino Fundamental II (6.º ao 9.º ano): 2 aulas semanais
             Ensino Médio (1.ª à 3.ª série): 2 aulas semanais




Traçando um Planejamento

            Antes de fazer a sua tentativa, tomemos, como exemplo, o planejamento das aulas do 1.º volume de
Língua Espanhola do Ensino Médio. Em nossa hipótese, os encontros terão lugar nas segundas e quartas-
feiras. Este é um provável calendário letivo do início do ano:


    2013
    FEVEREIRO
    D       S                      T                   Q                    Q                     S                    S
                                                                                                  1                    2
    3          4                   5                   6                    7                     8                    9
    10         11                  12                  13                   14                    15                   16
    17         18                  19                  20                   21                    22                   23
    24         25                  26                  27                   28
    Início do ano letivo: 18/02
    09 a 12: Carnaval
    Aulas de Espanhol: 4

    MARÇO
    D    S                    T                 Q                  Q                  S                 S
                                                                                      1                 2
    3        4                5                 6                  7                  8                 9
    10       11               12                13                 14                 15                16
    17       18               19                20                 21                 22                23
    24       25               26                27                 28                 29                30
    31
    29: Paixão de Cristo
    31: Páscoa
    Aulas de Espanhol: 8


9
 O trabalho com um número de aulas semanais menor do que o estipulado comprometerá o trabalho com o material, visto que serão necessárias
exclusões e priorizações.


                                                                  30
ABRIL
 D     S                       T                   Q                   Q                   S                  S
       1                       2                   3                   4                   5                  6
 7     8                       9                   10                  11                  12                 13
 14    15                      16                  17                  18                  19                 20
 21    22                      23                  24                  25                  26                 27
 28    29                      30

 21: Tiradentes
 Dias letivos: 20
 Aulas de Espanhol: 6
 19: Término do 1.º bimestre


          Considerando-se essas 2 aulas por semana, dispomos de 18 dias letivos para nosso componente
curricular no 1.º bimestre. O total de aulas sugerido no 1.º volume, somando-se suas 3 unidades, coincide, ou
seja, temos 18 aulas sugeridas e 18 aulas disponíveis no calendário 10.
          De posse dessas informações, tracemos um plano de aulas e um cronograma de atividades a serem
desenvolvidas nas 6 aulas disponíveis para a unidade 1. Vejamos o programa do primeiro bimestre:



PROGRAMAÇÃO DE LÍNGUA ESPANHOLA – 1.ª SÉRIE – 1.º VOLUME

Unidade 1. Español, ¿qué lengua es ésa?

Prática de leitura/gêneros privilegiados
 Mapa, gráfico, depoimento, artigo da Constituição, música

Prática de oralidade
 Reconhecimento das diferenças entre o Português e o Espanhol
 Noções de variedade e dos sons (fonemas) em Espanhol

Práticas de análise textual e práticas de produção textual
 Localização de informações no texto
 Sensibilização de vocabulário
 Adjetivos pátrios
 Paráfrase

Práticas de compreensão auditiva
 Textos de apresentação
 Música – fonemas da Língua Espanhola
Sugestão de aulas: 6

Unidade 2. Mírame. ¡Aquí estoy!

Prática de leitura/gêneros privilegiados
 Textos de apresentação pessoal, carta, conto

Prática de oralidade
 Informações para construir vocabulário e observação de estruturas

10
  Aqui se ressalta a importância da utilização da avaliação contínua. A obrigatoriedade de uma prova escrita mensal redundará em menos tempo para
fazer o aluno refletir e se posicionar com relação ao tema, utilizando as estruturas e vocabulário privilegiados, que é proposta de LE.


                                                                      31
Práticas de análise textual e práticas de produção textual
 Nomes, sobrenomes, apelidos e sua construção
 Pronomes pessoais
 Verbos ser e gustar
 Artigos e contrações
 Elaboração de apresentações (depoimento)

Práticas de compreensão auditiva
 Apresentações pessoais
Sugestão de número de aulas: 6

Unidade 3. Él mola un pegote

Prática de leitura/gêneros privilegiados
 Reportagem

Prática de oralidade
 Apresentação pessoal (do outro)

Práticas de análise textual e práticas de produção textual
 Verbos trabajar, dedicarse e hacer
 Vocabulário de profissões e lugares
 Substantivos
 Adjetivos
Práticas de compreensão auditiva
 Depoimentos (opiniões)

Sugestão de número de aulas: 6




                                                     32
33
34
35
36
Anexo 1: Términos (atividade complementar) 11

        Nosotros, brasileños, formamos parte de América, por lo tanto, también somos americanos. Somos
denominados latinoamericanos, por ser parte de América colonizada por pueblos latinos – españoles y
portugueses. Los hispanoamericanos son también latinoamericanos. Para aclararlo, vamos a las definiciones
registradas en un diccionario español.
        Primero, ¿qué significa el término “hispánico”? ¿Y la palabra “latino”? ¿E hispanoamericano? ¿Y
latinoamericano?


hispánico, ca.
     (Del lat. Hispanĭcus).
     1. adj. Perteneciente o relativo a España.
     2. adj. Perteneciente o relativo a la antigua Hispania o a los pueblos que formaron parte de ella y a los que
     nacieron de estos pueblos en época posterior.
     3. adj. Perteneciente o relativo a la lengua y la cultura españolas.

latino, na.
      7. adj. Natural de los pueblos de Europa y América en que se hablan lenguas derivadas del latín.

hispanoamericano, na.
     1. adj. Perteneciente o relativo a españoles y americanos.
     2. adj. Compuesto de elementos propios de uno y otro pueblo.
     3. adj. Se dice de los países de América en que se habla el español.
     4. adj. Se dice de los individuos de habla española nacidos o naturalizados en esos países.

latinoamericano, na.
      1. adj. Se dice del conjunto de los países de América colonizados por naciones latinas, es decir, España,
      Portugal o Francia.

          Diccionario de la Lengua Española, Real Academia Española. Disponível em: <http://www.rae.es> acesso
          em: 22/09/2011


        Ahora que has visto las definiciones del Diccionario de La Real Academia Española (RAE) y has
reflexionado con tu profesor y compañeros sobre varios términos asociados al mundo latino, haz la actividad para
comprobar lo que has aprendido.
        Escribe V (verdadero) o F (falso) para las siguientes afirmaciones. Ten en cuenta lo que has discutido:

(     ) Los brasileños y los hispanoamericanos son todos latinoamericanos.
(     ) La mayor parte de los hablantes de América son hispánicos.
(     ) Brasil es el único lugar de América donde se habla el portugués.
(     ) Los brasileños no somos americanos.
(     ) Ser latino significa tener relación con los pueblos que hablaban latín.
(     ) Los latinos son solo los hablantes de portugués y de español.




11
     Atividade disponível nas Orientações Didáticas. Gabarito V,V,V,F,V,F.


                                                                             37
ANEXO 2

AS INTELIGÊNCIAS PROPOSTAS POR HOWARD GARDNER E PROCEDIMENTOS QUE AS DESENVOLVEM

 Inteligências          Abertura da janela   Procedimentos
 Linguística       ou Do nascimento aos Brincadeiras com a língua.
 verbal               10 anos           Contato, análise, síntese, leitura, escuta e produção de anedotas,
                                        debates, ditados, expressões idiomáticas, histórias, imagens e
                                        jogos com palavras; manchetes, metáforas, paródias, relatórios,
                                        reportagens; rimas, poemas, slogans, textos, trava-línguas.
 Lógico-                De 1 a 10 anos       Descoberta de padrões geométricos, de simetria, de escala, de
 -matemática                                 proporções; proposição de desafios matemáticos e/ou lógicos,
                                             problemas, mapas conceituais, criptogramas, cartas cifradas,
                                             gráficos, médias, cálculo de probabilidades, uso de computador e
                                             suas linguagens.
 Naturalista       ou Dos 4 meses aos 14 Identificação e articulação de dados e elementos da natureza
 ecológica            anos               (plantas, animais, partes deles); observação, análise e debates
                                         sobre o meio ambiente; comparação entre padrões e
                                         relacionamento de seres vivos.
 Sonora ou musical      Dos 3 aos 10 anos    Percepção e criação de ritmos e rimas; pesquisa e execução de
                                             apresentações; paródias, transformação de textos em música;
                                             colagens musicais.
 Cinestésico-           Do nascimento aos Desenvolvimento do tato, do paladar, do olfato; promoção de
 -corporal              6 anos            atividades motoras, gestos, mímica, movimentos, simulações;
                                          brincadeiras de salão, caça ao tesouro, labirinto, coreografias,
                                          danças, desfiles, dramatizações.
 Visual-espacial        Dos 5 aos 10 anos    Exploração da noção de direita, esquerda, em cima e embaixo;
                                             transformação de conceitos em imagens. Contato, trabalho e/ou
                                             criação de cartas enigmáticas, cartazes, colagens, desenhos,
                                             esquemas, figuras, filmes, fotos, legendas, linhas de tempo,
                                             mapas, murais, pinturas, quadros, tabelas.
 Pessoais              Do nascimento à Brincadeiras, campanhas; condução de debates, descrição de
 (interpessoal       e puberdade       emoções, dinâmicas de grupo; entrevistas, estudos de caso,
 intrapessoal)                         grupos de autoajuda, sensibilizações, troca de cartas e e-mails.
Adaptado de ANTUNES, 1998, p. 12




                                                      38
ANEXO 3

ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM E PROCEDIMENTOS QUE AS TRABALHAM

Estratégias de aprendizagem               Procedimentos

Estratégias Diretas (individuais)
Mnemônicas         (responsáveis  pelo Agrupamento; associação (imagens, sons); contextualização; revisão
“armazenamento” de informação): para etc.
lembrar!
                                       Repetição; relação fonema-grafema; modelos-padrão; recombinação
Cognitivas      (processamento     das de itens familiares; situações autênticas (competência comunicativa);
informações): massa cinzenta em estratégias de skimming e scanning; pesquisa; anotações; análise de
funcionamento!                         expressões; resumo; aplicação de regras gerais; comparação com
                                       outras línguas; evitar a tradução palavra por palavra e a leitura linear
                                       etc.

Compensatórias      (auxiliam   na/o Pistas/contexto para dedução do sentido de palavras; compreensão
compreensão/uso de conhecimento geral do texto; circunlocução; gestos, mímicas, sinônimos, descrições
ainda não construído): não entendeu? etc.
Faço um desenho!


Estratégias Indiretas (precisam de mediação)
                                           Revisão; “encadeamento” com o já aprendido; horários, ambiente,
Metacognitivas (organizam e avaliam o materiais; estabelecimento de objetivos (no ensino e nas atividades);
próprio processo de aprendizagem): o planejamento; prática constante; percepção dos erros; aprendizagem
que, como e quanto aprendi até agora? com os próprios erros; avaliação do progresso etc.

Afetivas (auxiliam na administração de Motivação; incentivo, pensamento positivo, iniciativa no uso da LE;
emoções relacionadas à aprendizagem): recompensa por bom desempenho etc.
você pode!
                                       Trabalho em grupo, esclarecimento, verificação; solicitação de
Sociais (dirigem a aprendizagem às correção; auxílio aos colegas; vínculo com falantes da LE;
interações sociais): nós nos ajudamos! contato/consciência sobre a cultura estrangeira; conscientização do
                                       outro etc.

Adaptado de Oxford, 1990.




                                                      39
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Metodologia de ensino de LE- Implantação 2013

  • 1. LÍNGUAS ESTRANGEIRAS ENSINO FUNDAMENTAL (1º AO 9º) / E ENSINO MÉDIO (1ª À 3ª) Coordenação da Área Simone Stival sstival@positivo.com.br Lucienne Lautenschlager Cristianna Sant'Anna Monteiro luciennel@positivo.com.br cmonteiro@positivo.com.br Irene Cristina Boschiero Rosemara Custódio Vicente iboschiero@positivo.com.br rvicente@positivo.com.br Mário Rodrigues Simões Penzo Robson Luiz Rodrigues de Lima mpenzo@positivo.com.br rlima@positivo.com.br Patrícia Bertachini Talhari Vanessa H. da Fonseca ptalhari@positivo.com.br vfonseca@positivo.com.br http://www.portalpositivo.com.br/spe/linguainglesa http://www.portalpositivo.com.br/spe/linguaespanhola 0800 725 3536
  • 2. Expediente Este texto de Implantação do Material Didático Positivo 2013 da área de Línguas Estrangeiras é destinado às Escolas Conveniadas ao Sistema Positivo de Ensino − SPE. Seu objetivo é apresentar a Proposta Pedagógica do SPE e dos Livros Didáticos de Língua Inglesa e Língua Espanhola. A seguir, conheça a equipe de assessoria de área de Língua Portuguesa e Línguas Estrangeiras: Coordenação da área Simone Stival sstival@positivo.com.br Assessoria de Línguas Estrangeiras Assessoria de Língua Portuguesa Lucienne Lautenschlager Cristianna Sant’Anna Monteiro luciennel@positivo.com.br cmonteiro@positivo.com.br Irene Cristina Boschiero Lucienne Lautenschlager iboschiero@positivo.com.br luciennel@positivo.com.br Mário Rodrigues Simões Penzo Irene Cristina Boschiero mpenzo@positivo.com.br iboschiero@positivo.com.br Patrícia Bertachini Talhari Rosemara Custódio Vicente ptalhari@positivo.com.br rvicente@positivo.com.br Robson Luiz Rodrigues de Lima rlima@positivo.com.br Vanessa H. da Fonseca vfonseca@positivo.com.br
  • 3. Sumário APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................................... 4 OBJETIVOS ............................................................................................................................................................. 4 A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL I – 1.º AO 5.º ANO............................................................................................................................................................ 5 Organização didática (Língua Inglesa EFI) – 1.º ano ......................................................................................... 9 Organização didática (Língua Inglesa EFI)- 2.º ao 5.º ano .............................................................................. 10 PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (INGLESA E ESPANHOLA) PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II – 6.º ao 9.º ANO ............................................................................................................................................................... 11 Livro Didático de Língua Espanhola para o Ensino Fundamental II - 6.º ao 9.º ano ...................................... 13 Livro Didático Positivo de Língua Inglesa do EFII – Coleção nova: 6.º e 7.º anos........................................... 15 Organização didática (Língua Inglesa EFII) – 8.º e 9.º anos ............................................................................ 18 PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (LÍNGUA INGLESA E ESPANHOLA) NO ENSINO MÉDIO (1.ª a 3.ª SÉRIE)20 Matriz do ENEM – EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas do conhecimento) ................................... 20 Livro Didático Regular de Língua Espanhola para o Ensino Médio – (1.ª a 3.ª série) .................................... 21 Livro Didático de Língua Inglesa para o Ensino Médio ................................................................................... 22 Organização didática (Língua Inglesa EM) – 1.ª a 3.ª séries ........................................................................... 23 IMPLEMENTANDO COM O PORTAL POSITIVO .................................................................................................... 25 REFLETINDO SOBRE A AVALIAÇÃO ...................................................................................................................... 26 PLANEJAMENTO OU PLANO DE ENSINO ............................................................................................................. 29 Tipos de Planejamento de Ensino................................................................................................................... 29 Planejamento de Ensino e seus Componentes............................................................................................... 29 Traçando um Planejamento ........................................................................................................................... 30 Anexo 1: Términos (atividade complementar) ............................................................................................... 37 ANEXO 2 .......................................................................................................................................................... 38 AS INTELIGÊNCIAS PROPOSTAS POR HOWARD GARDNER E PROCEDIMENTOS QUE AS DESENVOLVEM...... 38 Inteligências ........................................................................................................................................................ 38 Abertura da janela .............................................................................................................................................. 38 Procedimentos .................................................................................................................................................... 38 ANEXO 3 .......................................................................................................................................................... 39 ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM E PROCEDIMENTOS QUE AS TRABALHAM .............................................. 39 Estratégias de aprendizagem .............................................................................................................................. 39 Procedimentos ...................................................................................................................................................... 39 REFERÊNCIAS COMENTADAS .............................................................................................................................. 40 3
  • 4. APRESENTAÇÃO Este material destina-se aos professores de Língua Inglesa e de Língua Espanhola, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, atuantes nas escolas que firmaram parceria com a Editora Positivo em 2012/2013. OBJETIVOS Nosso intuito é apresentar os Livros Didáticos Positivo de Língua Inglesa e Língua Espanhola, ressaltando sua concepção, suas propostas metodológicas, seus objetivos e sua estrutura, além dos recursos de mídia (Portal Positivo e CD de áudio). Também sugeriremos o planejamento de suas unidades para a consecução dos cronogramas e de alguns procedimentos estratégicos para o desenvolvimento das atividades propostas. Com isso, certamente, o início de suas aulas será mais confiante, sua relação com o material didático será mais próxima e seus objetivos serão traçados com mais clareza. Coloco-me, por fim, à disposição para quaisquer esclarecimentos. ¡Buen trabajo! Good work! Patrícia Bertachini Talhari Assessora Pedagógica da Área de Línguas Estrangeiras 4
  • 5. A PROPOSTA PEDAGÓGICA DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA INGLESA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL I – 1.º AO 5.º ANO A proposta do Livro Didático Positivo de Língua Inglesa para o Ensino Fundamental I prevê a introdução da criança nesse universo linguístico do modo mais lúdico e autêntico possível. Por meio de personagens da mesma faixa etária dos alunos, que facilitarão a identificação do pequeno aprendiz, apresentam-se situações de interação em Inglês, nas quais o professor poderá apontar diferenças/semelhanças culturais. Com base nessa comparação entre as funções comunicativas em Língua Inglesa e Materna, será propiciada a familiarização com o uso do idioma estrangeiro. A proposta lúdica incentivará a participação dos alunos, contribuindo para a formação afetiva e social, além de promover a ativação das diferentes inteligências 1, contribuindo para que as informações apresentadas sejam organizadas na memória de longo prazo, preparando o aluno para uma posterior sistematização da língua, no segundo ciclo do Ensino Fundamental. O material é composto de quatro volumes, organizado em seções identificadas por ícones, que indicam os principais procedimentos metodológicos envolvidos. O ensino de Língua Inglesa no Ensino Fundamental I 2 Nesta etapa, o ensino de uma Língua Estrangeira não é obrigatório. Como decorrência, ainda não há parâmetros, currículo ou orientações legais, curso de graduação específico, nem pesquisas. Por esta razão, é necessário fazer algumas observações sobre as especificidades da aula de Língua Estrangeira para crianças (LEC). Segundo Spratt, Pulverness e Williams (2005) e Cameron (2001), crianças têm diferentes características de aprendizagem com relação aos adultos. Esses autores afirmam que crianças compreendem o mundo e aprendem de modo muito diferente, de acordo com a etapa cognitiva em que estão. Até aproximadamente 7 anos, ou seja, no 1.º e/ou 2.º anos, a criança ainda está no estágio denominado por Piaget como Pré-operacional. Isso significa que ela ainda não diferencia fantasia da realidade, nem é capaz de abstrair ou estabelecer comparações, procedimentos mentais essenciais à reflexão linguística. Nesse momento ela começa, também, sua alfabetização na Língua Materna a q ue já ― usa com proficiência. A primeira etapa desse complexo processo, que envolve muito mais do que a simples codificação, não estará consolidado antes do 3.º ano. Ressalte-se que ela é continuamente orientada e exposta à escrita em Língua Materna, não só pelo professor, mas pelo universo em que está inserida. Todos seus esforços, nessa etapa, dirigem-se a reconhecer e utilizar os grafemas (escrita) que representam os fonemas (sons) de sua Língua Materna. 1 Ver anexos 2 e 3. 2 Este assunto foi tratado no curso de metodologia de ensino de línguas estrangeiras de 2011, “Letramento em Língua Inglesa: é lúdico, mas não é brincadeira não”, disponível no Portal. 5
  • 6. Essa premissa obedece à hipótese do filtro afetivo, de Stephen Krashen (in Figueiredo, 1997). Segundo o linguista, é fundamental que haja uma relação afetiva positiva do aprendiz com sua aprendizagem em LE. Assim, para que o processo de ensino e aprendizagem de uma LE seja bem-sucedido, é necessário motivar, incutir confiança, ajudar a diminuir a ansiedade, adequar a aula ao contexto sociocultural e, especialmente em nosso caso, à faixa etária. Em outras palavras, a criança só aprenderá Inglês se gostar da aula. O afetivo mobiliza a aprendizagem. De acordo com Carvalho (2005,) o pequeno aprendiz de Língua Estrangeira, de fato, aprende rapidamente, mas esquece do aprendido na mesma velocidade. Seu período de atenção é muito curto, e sua tolerância à frustração é muito baixa. O insucesso na execução de tarefas que estão acima de sua capacidade cognitiva, como o reconhecimento de grafemas de outro idioma, pode frustrá-lo permanentemente. A partir do segundo e terceiro anos, embora a criança comece a operar com conceitos abstratos elementares, como hoje e amanhã ou quantidades, ela recorre a referências concretas e simbolizações simples (como desenhos). Observe o quadro: Etapas de desenvolvimento Pré-operacional Operações concretas Operações formais cognitivo propostas por Piaget Idade 03-06 07-10 11 em diante Egocêntrico (não Tem comportamento pró- Começa a desenvolver a entende o status dos social, com traços de empatia. outros indivíduos). egocentrismo. Começa a desenvolver Características Começa a simbolizar pensamento lógico, mas intuitivamente; mistura necessita de referências fantasia e realidade. concretas. Começa a desenvolver pensamento abstrato. Tem conceitos e Diminui rigidez, começa a julgamentos rígidos desenvolver autonomia. (heteronomia). Brown (1994) observa a ineficácia do ensino de gramática e regras nessa faixa etária, devido à imaturidade cognitiva da criança para a aprendizagem de normas e abstrações. Assim, especialmente nos três anos iniciais, de nada serve explicar que apple significa maçã, fazer a criança repetir a palavra (oral ou por escrito), nem mandar tarefas de “fixação” estruturais para fazer em casa. 6
  • 7. Em termos de aprendizagem, temos que partir de uma expressão (uma função linguística, como good morning), de um objeto concreto (como apple) e/ou sua representação gráfica (foto, desenho), nomeá-los, utilizá-los em uma situação comunicativa (o mais próxima do “real” possível) e encaminhar a criança para que os simbolize, incluindo-os em seus esquemas mentais. Isso se faz por meio da manipulação (usar, recortar, colar, pintar, desenhar, gesticular etc.). Mais significativo ainda é, depois desse momento de familiarização, concretizar o conhecimento, utilizando essa expressão em sua função (cumprimentar o interlocutor, ou seja, o professor e os colegas com um good morning, de manhã), empregar fruta em uma receita simples, como uma salada de frutas, por exemplo. Esse pequeno projeto pode ser realizado em conjunto com ciências, que explicará a necessidade de uma alimentação saudável. O procedimento também é válido para os anos seguintes. Apesar de o aluno de 4.º e 5.º anos ser capaz de entender a palavra e as construções a ela relacionadas, só organizará esses conhecimentos em um esquema mental se utilizá-la significativamente. Em suma, os eixos que orientam o ensino de Língua Inglesa no Ensino Fundamental I são o afetivo, o cognitivo e o linguístico. O afetivo implica em oferecer atividades de fundo lúdico, adequadas à maturidade cognitiva da criança. Com relação ao cognitivo, é importante proporcionar sempre uma experiência sensível (auditiva, visual, táctil) para que a criança internalize e simbolize os conceitos do novo idioma (o concreto, a imagem, os gestos, a manipulação). Só então poderemos trabalhar o linguístico. Cabe lembrar, aqui, que a aprendizagem, ou melhor dito, nesta etapa, a familiarização com esse novo idioma acontece por meio da oralidade, da situação social de uso, na qual se apresentam os ”blocos de significação” (os sintagmas, ou os chunks), sem explicação gramatical até que a criança tenha capacidade de abstrair, já no ano final do Ensino Fundamental I. A escrita se fará de forma progressiva, após concluída a primeira grande etapa da alfabetização em Língua Materna. Sugestão de roteiro para introdução da escrita em Língua Inglesa 1.º ano Este é o ano em que a criança tem que se “contagiar” com a realização oral, antes de aprender a ler no novo idioma. Assim, a orientação principal é trabalhar a oralidade, associando a palavra − e o sintagma, a expressão − à situação concreta, à imagem, ao gesto, além de praticar os conhecimentos por meio de atividades interativas de caráter lúdico. Não se devem utilizar provas, nem exigir a escrita da criança. A principal forma de avaliação da aprendizagem deve ser a observância constante da resposta motora ou oral do aprendiz ao comando oral do professor. Em outras palavras, o professor dá o comando em Inglês e a criança demonstra que o entendeu apontando o objeto a que se refere, ou levantando a mão, ou batendo palmas, ou desenhando, ou circulando. 7
  • 8. 2.º ano (1.ª série) A partir do segundo ou, algumas vezes, do terceiro ano, a maioria das crianças atingirá o estágio Operatório Concreto. Isso significa que começarão a desenvolver noções de conceitos abstratos, como tempo, espaço, ordem, números, e a habilidade de solucionar problemas. Esses elementos, no entanto, são praticados priorizando a oralidade. A proposta de não estudar a língua, ou seja, usá-la sem análise gramatical, segue. Propõe-se o uso para familiarização de construções completas (sintagmas ou chunks), apresentando-se a leitura no nível da palavra, associando-a a seu aspecto gráfico, à imagem e/ou aos objetos, a seu som. A criança ainda não é capaz de escrever sozinha em Inglês, mas, sim, de “brincar” com as letras e as palavras, completando-as, relacionando-as a imagens. É interessante oferecer, junto à prática oral, ao desenho e à manipulação, jogos com a escrita, como preencher poucos espaços em branco (fill in the blank), desembaralhar uma ou duas letras de uma palavra ou expressão (unscramble the word), caça-palavras (wordsearch), juntar partes de palavras ou mesmo a forca (hangman). A escrita não pode aparecer isolada, mas, sim, associada com imagens. É importante lembrar que a criança ainda não é capaz de escrever sozinha. 3.º e 4.º anos (2.ª e 3.ª séries) O trabalho pedagógico continua centrado na construção contínua de conhecimentos na Língua Inglesa por meio de situações comunicativas, de simbolização e de manipulação que envolvam o uso da língua. Apresentam-se insumos orais, contextualizados em uma situação de uso, associados à sua representação escrita e visual. A criança escreverá pouco a pouco, respeitando-se suas diferenças individuais. A principal forma da avaliação formativa deve ser a observância da resposta do aprendiz ao comando oral. A leitura começa a ser trabalhada, oferecendo i+1 (construções completas), mas exigindo-se apenas i (vocabulário, construções mais simples, que foram bastante praticadas). Não se solicita perfeição na produção escrita, uma vez que são as primeiras tentativas da criança, e o objetivo principal continua sendo o desenvolvimento da oralidade, a compreensão oral e o uso dos conceitos. É importante trabalhar a reescrita: indicar que a grafia de uma palavra ou expressão ainda não corresponde ao padrão, para que a criança consulte e a reescreva. 5.º ano (4.ª série) Considerando que até os onze anos – e muitas vezes mais – a criança ainda depende muito do mundo concreto, da imagem e dos gestos para alcançar abstrações simples, no quinto ano (quarta série) continua-se com a proposta dos anos anteriores, ainda que a escrita esteja mais presente. Nesta etapa, a criança já tem maior percepção do aspecto linguístico, e é capaz de entender aspectos linguísticos como a ordem das palavras, embora ainda não se sensibilize com nomenclatura gramatical. As quatro habilidades tradicionais (compreensão e produção oral, leitura e escrita) são trabalhadas de forma integrada, ainda que a ênfase continue sendo no aspecto oral. O vocabulário deve ser sempre associado à sua realização gráfica e fonética; e o aspecto linguístico, restringido ao uso. 8
  • 9. Organização didática (Língua Inglesa EFI) – 1.º ano O material didático de Língua Inglesa, desenvolvido para atender aos primeiros cinco anos do Ensino Fundamental de nove anos, é composto de quatro volumes por ano. Em 2013 a coleção começa a ser renovada a partir do 1.º ano. As unidades se iniciam por meio de situações envolvendo o dia a dia de quatro personagens fictícios (Anne, Leo, Lucas e Yumi) e seus amigos. Esses personagens nasceram em diferentes países (sendo Yumi a personagem brasileira) e estudam em uma escola internacional localizada no Brasil. As aventuras vividas pelos personagens foram criadas para contextualizarem e familiarizarem os alunos do Ensino Fundamental com a comunicação em Língua Inglesa. Tanto as características dos personagens principais quanto a dos secundários foram estabelecidas para contemplar alguns aspectos da diversidade étnica e cultural. A fim de organizar didaticamente tanto o conteúdo quanto as atividades, as unidades foram divididas em seções identificadas por ícones específicos que auxiliarão os alunos na compreensão das atividades propostas. Nos volumes, as seções são acionadas e apresentadas em uma sequência variável que visa promover o desenvolvimento didático da unidade. Get ready (Ponto de partida) Apresenta, por meio de apoio visual e de áudio, as situações vividas pelos personagens, assim como as expressões que serão trabalhadas nas unidades. Your turn (Para fazer) Possibilita a prática controlada das expressões apresentadas na seção Get ready por meio de atividades variadas (leitura textual ou de imagens, associações, múltipla escolha, compreensão oral etc.). World spot (Conexões) Essa seção favorece a reflexão sobre os assuntos trabalhados, ao promover a interdisciplinaridade, ao explorar a diversidade cultural e ao possibilitar aos alunos a ampliação de conhecimentos relacionados às práticas sociais. Team work (pensar e fazer juntos) Essa seção tem como objetivo o desenvolvimento de trabalhos em grupos, promovendo a ajuda mútua, a troca de ideias e a socialização dos alunos. Dessa forma, ao mesmo tempo que constroem coletivamente o conhecimento, os alunos desenvolvem atitudes de participação em grupo e respeito às ideias expostas e às pessoas que falam. Different points of view (outros olhares) Essa seção apresenta reflexões, aspectos históricos, contrapontos e diferentes visões sobre o mesmo assunto. 9
  • 10. Curiosities (curiosidades) Apresenta curiosidade(s) sobre o assunto explorado, despertando o interesse dos alunos. People in action (cidadania todo o dia) Essa seção propõe o estudo de questões relacionadas à cidadania. Para tanto, são apresentadas, por meio de textos e de outras linguagens, situações que possibilitam a reflexão e a troca de ideias sobre atitudes que devem ser desenvolvidas, a fim de que os alunos possam crescer como cidadãos e exercer, assim, sua cidadania. Ready, set, go! (desafio) Essa seção apresenta atividades desafiadoras que instigam o raciocínio e estimulam a reflexão e o estabelecimento de relações. In tune Essa seção promove a prática dos vocábulos e estruturas apresentados na unidade por meio de atividades de compreensão oral envolvendo identificação ou associação de vocábulos, diálogos ou pequenos monólogos. A fim de desenvolver conscientização para a sonoridade da Língua Inglesa, também, nessa seção, são apresentadas canções, cantigas de roda, poemas infantis, adivinhações e trava-línguas. Play and learn (brincar e aprender) Essa seção, caracterizada por atividades lúdicas e prazerosas, propicia a aplicação do conhecimento e promove a criatividade, a sensibilização, a reflexão e o desenvolvimento de habilidades cognitivas e éticas. Hands on (outras descobertas) Propicia aos alunos a construção e a ampliação do conhecimento, por meio de pesquisas, investigações, aulas de campo, entrevistas, coleta de depoimentos, de histórias e de experiências de vida, além de análise de informações em enciclopédias, livros paradidáticos, revistas, Portal Positivo, entre outros, sobre assuntos ou temas significativos que aprofundam o conteúdo abordado na unidade. Tais atividades devem ser orientadas e acompanhadas pelo professor e podem ser individuais ou em equipe. Organização didática (Língua Inglesa EFI)- 2.º ao 5.º ano Seguem as seções que destacam os principais procedimentos metodológicos envolvidos: Listen and say O objetivo das atividades propostas nesta seção é levar os alunos à prática oral das novas estruturas e dos novos vocábulos da unidade. Time for listening Por meio de atividades de compreensão auditiva, busca-se expor os alunos, de forma contextualizada e significativa, a pequenos textos gravados por falantes nativos da Língua Inglesa. 10
  • 11. Sounds fun Por meio de atividades lúdicas com parlendas rimadas, cantigas populares, adivinhas e trava-línguas, pretende-se levar os alunos a perceberem as diferenças entre ritmos e sonoridades de fonemas da Língua Inglesa. Sing along Com o objetivo de consolidar o conhecimento de determinadas estruturas e determinados vocábulos, desenvolver nos alunos o senso de ritmo e a musicalidade, além de motivá-los para a aula, apresentando a eles canções. What about you? Nesta parte, os alunos podem relacionar o conteúdo trabalhado à realidade deles. Assim, pretende-se tornar o ensino da Língua Inglesa mais significativo. Talk to your friend Esta divisão apresenta atividades a serem realizadas em duplas, no intuito de proporcionar maior interação entre os alunos e possibilitar o uso da Língua Inglesa em situações de sala de aula. Let’s work! Aqui são propostas atividades para registro de ideias por meio de pintura, desenho, associação ou identificação de imagens. Working together Nesta divisão, inserida no final de cada volume, tenciona-se envolver alunos e professor na elaboração de um projeto, dando significado ao conteúdo linguístico trabalhado. Cut-out Trata-se de atividades de recorte que visam à participação dos alunos em jogos, em trabalhos em pares ou em grupos em que será necessário utilizar o material de apoio, que se encontra no final de cada volume. Internet Indicação de conteúdos do Portal Positivo, selecionados e indicados para contribuir com o trabalho do professor. Além das atividades sugeridas no Livro Didático e na mídia digital no Portal Positivo, há as propostas no CD de áudio. O professor também conta com a Assessoria Pedagógica na orientação e nas sugestões de trabalho. PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (INGLESA E ESPANHOLA) PARA O ENSINO FUNDAMENTAL II – 6.º AO 9.º ANO O principal fim do ensino de uma Língua Estrangeira (LE), a partir do Ensino Fundamental II, é o de formar leitores proficientes, providos do máximo de ferramentas de comunicação que possibilitem seu autodesenvolvimento nesse idioma. A compreensão de diferentes gêneros de textos levará o aluno a posicionar-se, a expressar-se com imaginação e criatividade e – mais prático, mas não menos importante – a lidar com tarefas de extensão e de exames formais escritos. 11
  • 12. No tratamento à língua, optou-se, seguindo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), pela gramática indutiva, ou seja, primeiro apresenta-se a estrutura nova (ou a ser revisada) em uso; depois, se explica como ela funciona. O objetivo, assim, não é aprender gramática em si, mas, sim, lançar mão dela para que o aluno desenvolva a competência comunicativa. Essa abordagem mais abrangente toma o texto como ponto de partida para a compreensão e o uso da língua, para que o aluno identifique e utilize de modo proficiente os tópicos, as funções comunicativas, as estruturas, o vocabulário, as situações de comunicação e as noções sócio-históricas. Dessa forma, a proposta pedagógica do Livro Didático Positivo de Línguas Estrangeiras (LE), a partir do 2.º ciclo do Ensino Fundamental (6.º ao 9.º ano) pode ser assim sintetizada:  Promover a competência comunicativa do aluno, ou seja, orientá a interpr etar, expressar e negociar ‐lo significados, com base no trabalho com o texto escrito. Para tanto, procura‐se mobilizar conhecimentos:  Linguísticos: Entenda-se aqui, o uso de língua, mais do que normas prescritivas. Ou seja, dar a conhecer o funcionamento do idioma, as características lexicais, morfológicas, sintáticas e fonológicas da Língua-Alvo para que o aprendiz as reconheça e as use para se expressar.  Discursivos: Apresentar o discurso, especialmente o escrito, como um todo significativo, fazer o educando perceber a coesão entre as partes do texto, as palavras e as orações para formar uma unidade coerente.  Sociolinguísticos: Prover o aprendiz de ferramentas de comunicação, expor o contexto social no qual a língua é usada, para permitir o julgamento da adequação do uso do idioma às situações.  Estratégicos: Sugerir táticas de compensação de lacunas no conhecimento linguístico, principalmente no que tange à leitura.  Encaminhar o educando a se posicionar, a refletir por meio da Língua-Alvo. Dirigir as atividades de forma que o estudante possa estabelecer inter‐relações entre forma, conteúdo e linguagem. Em outras palavras, o principal fim do ensino de LE, a partir do Ensino Fundamental II, é formar leitores proficientes. A compreensão de vários gêneros textuais levará o aluno a desenvolver julgamentos críticos e racionais; a expressar-se com imaginação e criatividade― mais pr e ático, mas não menos importante ― a lidar com tarefas de extensão e exames formais. Expõe-se o aprendiz ao máximo de insumos em LE, com o intuito de fazer o aluno discriminar os elementos característicos desse idioma novo. A competência gramatical e a competência discursiva serão desenvolvidas indutivamente. Esta trata dos gêneros textuais, sua estrutura, sua coerência e coesão; aquela trata da apropriação do uso da língua, incluindo a pronúncia, a apropriação do vocabulário, a ordem em que as palavras se apresentam. Com relação às habilidades tradicionais, trabalham-se, na medida do possível em contexto escolar, a compreensão e a produção oral, a leitura e a produção escrita, de forma integrada, embora se privilegie a compreensão leitora: Ou seja, primeiramente se apresenta o texto oral e/ou escrito, para que os alunos se familiarizem com a língua em uso. Em seguida, criam-se situações em que os alunos terão que usar as funções 12
  • 13. linguísticas, o vocabulário e/ou o tema apresentados. Esse uso contextualizado estimulará as diferentes inteligências 3, fazendo com que essas informações sejam “registradas” na memória de longo prazo. Os livros de Línguas Estrangeiras (Língua Espanhola e Inglesa) oferecem CD com propostas de compreensão oral, que acompanham os diálogos e textos do material impresso. Livro Didático de Língua Espanhola para o Ensino Fundamental II - 6.º ao 9.º ano 4 A proposta de ensino de Língua Espanhola para o segundo ciclo do Ensino Fundamental considera que além da questão do mercado de trabalho, o ensino de Língua Estrangeira deve ser motivado na escola levando em consideração a formação cidadã, privilegiando nesse processo, como indicam os PCN, “a relação entre teoria e prática e a concretização dos conteúdos curriculares em situações mais próximas e familiares do aluno, nas quais se incluem as do trabalho e do exercício da cidadania”. Para tanto, o material didático de Língua Espanhola para o Ensino Fundamental II utiliza a abordagem comunicativa, aliada ao contato e ao uso de diferentes gêneros textuais para que o aluno entre em contato com informações de diferentes países em que o Espanhol é Língua Materna. Isso possibilitará ao aluno atribuir sentido(s) para os textos (realidades) aos quais é exposto, percebendo as maneiras de interação das pessoas próprias do mundo hispânico e a riqueza na diferença entre essas culturas e a brasileira. Pretende-se, com tal encaminhamento, capacitar o aluno para escolher estratégias de comunicação com base no contexto, permeado pela interculturalidade e pela percepção de sua indissociabilidade com a língua. Para tal, o material didático de Língua Espanhola se organiza embasado em quatro eixos, que contemplam as chamadas quatro habilidades em Línguas Estrangeiras: compreensão oral e escrita e produção oral e escrita. São eles:  Práticas de leitura: proposta de diferentes gêneros textuais de múltiplas linguagens e atividades que tratem da compreensão e interpretação dos textos escolhidos.  Práticas de oralidade: atividades contextualizadas de exposição oral: leitura, leitura dramatizada e produção preparadas previamente pelo aluno.  Práticas de análise textual e linguística + práticas de produção textual: estudo de tópicos de gramática e de vocabulário referente aos gêneros textuais em questão e proposta de produção com base em textos dados e discutidos.  Práticas de compreensão auditiva 5: compreensão da situação comunicativa, da posição dos interlocutores, do propósito e do(s) objetivo(s) expressos nos textos auditivos. A sequência didática é formada por um encadeamento de atividades que visam a contemplar diferentes aspectos da aprendizagem, assegurando que os conteúdos sejam significativos e funcionais e que apresentem um desafio possível, promovendo, nesse processo, a atividade mental e o estímulo à 3 Ver anexo 2. 4 Este material é recomendado para duas aulas semanais de 50 minutos cada. 5 Acompanha CD de áudio. 13
  • 14. autoestima. Dessa forma, são asseguradas a autonomia e a metacognição. Por essa razão, foram considerados os seguintes aspectos:  Escolha do tema;  Gêneros textuais trabalhados de acordo com o tema e a sua adequação ao nível linguístico-discursivo dos alunos;  Tempo de que dispõem os alunos e os professores;  Grau de dificuldade das atividades (que derivam dos conhecimentos prévios que os alunos tenham). Organização didática (Língua Espanhola EFII) – 6.º ao 9.º ano As seções didáticas são as seguintes: Leyendo y comprendiendo Leitura e análise interpretativa de textos diversificados. Trata-se de uma seção em que se apresentam textos de diversos gêneros, sempre relacionados ao tema da unidade e levando em consideração a proposta de ensino que prevê a utilização de temas adequados à realidade do aluno. Acompanham o texto atividades variadas de compreensão da estrutura composicional e da função do gênero, além de seu conteúdo. Introduz, também, conteúdos gramaticais e estruturais relevantes e atividades práticas de utilização do conteúdo trabalhado. Platicar y practicar Trata-se de uma seção que objetiva apresentar atividades de prática de oralidade por meio de produção textual oral, prioritariamente em grupos, incentivando a produção espontânea a partir dos conteúdos estudados. Conocer y disfrutar Trata-se de uma seção que possibilita a apresentação de informações culturais sobre o mundo hispânico com propostas de análise e comparação reflexiva com a cultura do aluno. Investigando Seção em que o objetivo é criar um espaço para a pesquisa e a investigação de aspectos relevantes à temática proposta na unidade. Trata-se de uma ferramenta de ampliação do repertório dos alunos para o desenvolvimento de projetos que incentivem a interação e a formação cidadã. Jugar al español Atividades lúdicas, brincadeiras e passatempos de uso da língua. Como lo oyes Seção criada para apresentar atividades de prática auditiva. Atividades baseadas em material audiovisual que reproduz situações relevantes, cotidianas e, também, textos autênticos de gêneros variados. Compreende a análise das variedades linguísticas regionais e sociais, estudos de pronunciação e compreensão do emprego oral da língua. De charla en charla Seção criada para proporcionar discussão/debate sobre o tema proposto na unidade. É constituída por perguntas orientadoras a serem debatidas em aula oralmente, a fim de incentivar a reflexão dos alunos 14
  • 15. sobre os temas da unidade. Facilita o ambiente de trabalho em grupo, o respeito à posição alheia e propicia o desenvolvimento da oralidade em situações reais de expressão de ideias e opiniões. Con mis propias manos Seção que introduz a prática de produção textual, abrangendo diversos gêneros textuais, fomentando a utilização da língua escrita na criação de textos. Ahora te toca a ti Seção que abre espaço para os alunos praticarem os conhecimentos desenvolvidos por meio de atividades variadas. Herramientas Seção de síntese de conteúdos gramaticais, estruturais ou funcionais, visando a uma prática de instrumentalização da língua. Palabrero Fornece léxico de maneira direta, aumentando o vocabulário dos alunos em relação ao tema da unidade. Hiperlink Boxe com informações adicionais. Livro Didático Positivo de Língua Inglesa do EFII – Coleção nova: 6.º e 7.º anos A coleção de Língua Inglesa para o Ensino Fundamental II está sendo renovada. Em 2013, apresentamos os livros de 6.º e 7.º anos. São quatro volumes bimestrais com quatro unidades cada. Com base em um tema geral escolhido para todo o volume, cada unidade aborda um subtema. O mesmo será feito com o conteúdo gramatical: cada volume explora tópicos diferentes, podendo ser retomados posteriormente. Sugerimos que, para cada unidade, sejam destinadas de três a quatro aulas, a depender dos projetos apresentados e da realidade da sala de aula, com a possibilidade de trabalhos interdisciplinares para envolver outras áreas de conhecimento e tornar significativo o aprendizado da Língua Inglesa. Organização didática (Língua Inglesa EFII) – 6.º e 7.º anos A fim de organizar didaticamente a ordem de apresentação dos conteúdos, foram elaboradas seções, as quais não aparecem, necessariamente, em todas as unidades de um mesmo volume nem sempre na mesma sequência, dependendo da ênfase dada a uma ou outra habilidade comunicativa. Cada seção tem um ícone específico. Recomenda-se analisar os ícones com os alunos a fim de familiarizá-los com o material. As seções são as seguintes: Word in World (vocabulário) Esta seção visa a instigar a curiosidade do aluno a respeito do tema a ser abordado, prepará-lo para compreendê-lo e discuti-lo. Será apresentado vocabulário pertinente à unidade em contextos específicos, ou 15
  • 16. seja, dentro do universo temático da unidade por meio de atividades diversas – como a associação de definições a imagens, questionários, etc. Esse é um dos momentos em que o professor poderá usar diferentes estratégias de ensino/aprendizagem, resgatando o conhecimento prévio do aluno e ativando seu conhecimento de mundo sobre o tema. Catch on (gramática/pronúncia) Nesta seção, os alunos são convidados a sistematizar aspectos linguísticos previamente abordados na unidade. Serão fornecidos exemplos, direcionando o aluno a perceber as diferenças de uso da língua em contextos variados, orais ou escritos. Além disso, serão abordadas e comparadas algumas variedades linguísticas, especialmente no tocante à Língua Inglesa americana e a britânica, bem como comparações com a Língua Materna. A pronúncia também será enfocada nesta seção, por meio da análise de diferentes sons da Língua Inglesa associada a atividades práticas. Carry out (prática) O objetivo desta seção é praticar as novas estruturas linguísticas abordadas na unidade. Em vários momentos, esta seção será precedida por outra, a Catch on. Enquanto Catch on explicita um novo aspecto linguístico, Carry out convida o aluno a usá-lo de forma contextualizada. Keep it going (atividade de aprofundamento do tema ou follow up) A ideia desta seção é propor um miniprojeto que envolva os alunos em algum tipo de pesquisa a fim de ampliar seus conhecimentos sobre o tema condutor da unidade. Nesta seção, podem ser propostos trabalhos interdisciplinares e alguns temas transversais. Get together (conversação) Partindo-se do princípio de que todas as habilidades devem ser abordadas em sala de aula, não se pode esquecer a prática da oralidade. Para tanto, sugere-se que nesta seção o aluno interaja com outras pessoas por meio da comunicação oral, seja por realizar trabalhos, seja por jogos em duplas ou em grupos. Bookworm time (leitura) Com base em gêneros diversos, são apresentados textos, muitas vezes autênticos, relacionados ao tema da unidade, a fim de contextualizá-lo e relacioná-lo com situações reais. Diferentes estratégias de leitura são propostas para orientação do aluno na compreensão não somente do texto, mas também do gênero ao qual pertence. Cumpre ressaltar o intuito de ampliação e consolidação do processo de aprendizagem. Ideas factory (produção textual) Este é o momento da prática de escrita em Língua Inglesa, na qual é solicitada a produção textual de diferentes gêneros textuais. A seção está vinculada a um trabalho prévio feito com o gênero textual, normalmente apresentado na seção Bookworm time. Listen to learn! (compreensão auditiva) A compreensão auditiva é o foco dessa seção, tendo como objetivos principais: 1) associar informações textuais, verbais ou não verbais, à compreensão auditiva; 2) perceber as diferentes variedades 16
  • 17. linguísticas da Língua Inglesa; 3) obter informações essenciais para uma finalidade específica, por exemplo, o preço de um item, o número de um telefone, o nome de uma pessoa, etc. Ícone do CD Complementa a seção Listen to learn, indicando que os textos foram gravados no CD de áudio. Esse ícone será apresentado ao lado dos enunciados das atividades cujo áudio consta no CD. Além das seções citadas anteriormente, há algumas subseções, que complementam informações relacionadas ao tema ou às estruturas linguísticas. Elas aparecem quando é necessário fazer uma explicação sobre determinado aspecto da Língua Inglesa (uma curiosidade, por exemplo) ou diferenças entre a escrita das variantes britânica e americana. A opção por essas variantes deve-se ao fato de os Estados Unidos e a Inglaterra serem os representantes da Língua Inglesa de maior expressão mundial. Seguem as subseções e suas funções: Check the word! (procurar no dicionário) O ícone desta subseção indica que o aluno deve procurar as palavras elencadas em um dicionário, para facilitar a leitura do texto proposto. Trata-se de uma estratégia de leitura que visa auxiliar o entendimento de palavras-chave no texto, as quais ainda não foram abordadas na unidade em estudo, mas que são essenciais para a compreensão do texto. Need Help? (glossário) Ao contrário da subseção Check the Word, aqui são fornecidos o significado de expressões idiomáticas e verbetes relevantes na comunicação, cujo significado se perde quando traduzido literalmente para a língua portuguesa. Your turn (sua vez – sobre o aluno) Este é o momento em que o aluno, tendo por base os conteúdos e/ou tema expostos na unidade, deverá realizar atividades que favoreçam o desenvolvimento de habilidades diversas ao mesmo tempo que aproxima o tema da unidade de sua realidade. A subseção considera informações, opiniões, gostos e/ou hábitos pessoais dos alunos, a fim de dar sentido àquilo que foi estudado no decorrer da unidade. It’s curious! (curiosidades) Subseção que chama a atenção do aluno para curiosidades sobre a Língua Inglesa. Ainda que na oralidade sejam exploradas variantes linguísticas diversas, para a escrita, serão utilizadas somente as variações americana e britânica. Do you know? (você sabe?) Subseção que trata da expansão do tema da unidade, isto é, o foco não é linguístico, mas cultural, geográfico, social, histórico, político, etc. Por exemplo, uma explicação sobre uma rede social, sobre um personagem histórico ou um lugar turístico. 17
  • 18. Organização didática (Língua Inglesa EFII) – 8.º e 9.º anos No 8.º e 9.º anos a proposta de trabalho tem seu foco na prática de compreensão textual, apoiada nos estudos de gêneros textuais ou discursivos. Por meio de atividades de análise e compreensão de texto, os alunos serão capazes de identificar a função que determinado gênero textual cumpre em certa situação comunicativa, qual o canal de comunicação utilizado pelos interlocutores, bem como estilo, forma e conteúdo. O trabalho é organizado considerando-se as etapas de pré-leitura (Preparing to read), leitura (Reading text) e pós-leitura (habilidades variadas). Suas seções, que indicam o encaminhamento que deve ser dado, são: Preparing to read (pré-leitura) Connecting to the topic Seção em que se ativa o conhecimento prévio e/ou se introduz o tema da unidade. É o momento da problematização aliada à conexão com a realidade dos alunos. Vocabulary for comprehesion Introdução ao vocabulário e a conhecimentos gerais para auxiliar no processo de compreensão textual, quando necessário. A atividade pode ser realizada na forma escrita ou, até mesmo, em Língua Materna. Reading text (leitura por meio de estratégias) Apresenta textos de gêneros diversos, relacionados ao tema da unidade. Sempre que os textos estiverem gravados no CD de áudio, aparecerá um ícone do lado esquerdo, que indicará que há gravação. Reading skills Essa seção do material corresponde a uma sequência de atividades específicas para o desenvolvimento da compreensão textual, das estratégias de leitura e da construção de conhecimentos. Language skills 6 A seção trabalha aspectos linguísticos em nível lexical ou estrutural. Divide-se em duas seções: Language skills: key vocabulary Na seção Key vocabulary, procuramos fazer um trabalho com base em estratégias de ampliação vocabular a partir de definições. Existe a possibilidade de trabalhar as definições em português com os alunos, dependendo do nível da turma. É necessário ressaltar que o trabalho com definições auxilia os alunos no desenvolvimento da circumlocution ou estratégia compensatória, usada quando não lembramos ou não sabemos uma palavra. Para compensar, explicamos o sentido da palavra e a ilustramos, por exemplo. É uma maneira mais estratégica e menos mecanicista de se usar a Língua Estrangeira. Definir/explicar é diferente de traduzir! 6 A partir desta seção, todo o trabalho é considerado de pós-leitura. O foco variará entre tema/vocabulário e elementos linguísticos. 18
  • 19. Após o trabalho específico com vocabulário, fechamos esta seção com algum tipo de discussão para chegar à conclusão de ideias. Language skills: key structures De forma interativa, apresentam-se os tópicos gramaticais aos alunos na Língua Materna, a partir de um trecho do texto. Assim, com base em cada gênero textual, propõe-se uma reflexão sobre a estrutura e o funcionamento da língua. Apresentam-se algumas atividades de aplicação, de forma que os alunos tenham a oportunidade de praticar as estruturas aprendidas. Listening skills Atividades de compreensão auditiva, cuja estrutura segue a Reading skills. Entre os vários tipos de estratégias para compreensão auditiva, destacam-se as estratégias compensatórias como parte desse contexto de compreensão do discurso. Qualquer recurso compensatório, como, por exemplo, imagens, objetos reais, situações e até mesmo seu conhecimento de mundo (conhecimento formal + experiências vividas) podem auxiliar no processo de compreensão. Critical thinking skills Apresenta discussões mais avançadas e aprofundadas a partir do(s) texto(s) da unidade de trabalho. Além de instigar a curiosidade epistemológica, busca-se articular a inteligência coletiva do grupo com base em um processamento avançado da informação e em questões polêmicas para debate ou apresentação. Neste espaço, o professor tem total liberdade para utilizar diversas estratégias a fim de atingir os objetivos relacionados, na forma oral e/ou escrita. É justamente com base nas discussões proporcionadas neste espaço que o professor poderá desenvolver atividades interativas ou projetos temáticos associados à próxima seção do material. Stay tuned Essa seção traz fatos interessantes com o intuito de promover reflexão acerca de temas relacionados à unidade de trabalho, visando à formação do cidadão crítico e atuante. Pode ser expandida para pequenos projetos educacionais, pois, além de ter uma relação direta com o assunto da unidade, dá abertura para ampliação do discurso. Pode assumir diversos formatos. Homework Essa seção é formada por exercícios que desenvolvem habilidades diversas. Seu objetivo é aplicar o conhecimento construído no decorrer da unidade. Pode ser realizada tanto no final quanto no meio da unidade, quando o professor julgar necessário. Importante! Nas unidades com temas diversos voltados à contemporaneidade, todos os ícones estarão presentes. Porém, nas unidades voltadas ao trabalho com aspectos culturais de Língua Inglesa, alguns dos ícones não aparecem. 19
  • 20. PROPOSTA DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS (LÍNGUA INGLESA E ESPANHOLA) NO ENSINO MÉDIO (1.ª A 3.ª SÉRIE) A proposta pedagógica do Livro Didático Positivo de Línguas Estrangeiras para o Ensino Médio aprofunda o trabalho de cunho cultural e de uso social do idioma já proposto no 2.º ciclo do Ensino Fundamental. Um documento oficial que ajuda a orientar a consolidação dessa proposta é a matriz vigente do ENEM, que apresentamos a seguir: Matriz do ENEM – EIXOS COGNITIVOS (comuns a todas as áreas do conhecimento)  Dominar linguagens: fazer uso das Línguas Espanhola e Inglesa (no caso de LE).  Compreender fenômenos: construir e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para a compreensão de fenômenos naturais, de processos histórico-geográficos, da produção tecnológica e das manifestações artísticas.  Enfrentar situações-problema: selecionar, organizar, relacionar, interpretar dados e informações representados de diferentes formas, para tomar decisões e enfrentar situações-problema.  Construir argumentação: relacionar informações representadas em diferentes formas e conhecimentos disponíveis em situações concretas, para construir argumentação consistente.  Elaborar propostas: recorrer aos conhecimentos desenvolvidos na escola para elaboração de propostas de intervenção solidária na realidade, respeitando os valores humanos e considerando a diversidade sociocultural. Matriz do ENEM – COMPETÊNCIA DE ÁREA  Conhecer e usar Língua(s) Estrangeira(s) Moderna(s) como instrumento de acesso a informações e a outras culturas e a outros grupos sociais.  Associar vocábulos e expressões de um texto em LE ao seu tema.  Utilizar os conhecimentos da LE e de seus mecanismos como meio de ampliar as possibilidades de acesso a informações, tecnologias e culturas.  Relacionar um texto em LE às estruturas linguísticas, à sua função e ao seu uso social.  Reconhecer a importância da produção cultural em LE como representação da diversidade cultural e linguística. Vejamos as características específicas de cada coleção: 20
  • 21. Livro Didático Regular de Língua Espanhola para o Ensino Médio – (1.ª a 3.ª série) 7 No Livro Didático Positivo de Língua Espanhola para o Ensino Médio, aprofunda-se o já proposto no Ensino Fundamental II, contemplando-se dois objetivos principais: o mercado de trabalho e a formação cidadã. Para tanto, privilegia-se uma abordagem cultural do idioma, para que, ao se apresentarem outra(s) cultura(s) ao aluno, este perceba a si mesmo e ao outro e, ao mesmo tempo, reflita na sua prática social. Ou seja, entendemos que se constroem significado e significação nas práticas sociais por meio da linguagem e da interação, uma vez que a realidade não é dada, mas, sim, construída pelo discurso. A coleção contempla tanto o aprendiz que já tenha tido contato com a Língua Espanhola como o que a está abordando pela primeira vez. No ensino e na aprendizagem de estratégias comunicativas, trabalham- se, concomitantemente, construtos culturais. Dessa forma, prevê-se a utilização do método comunicativo aliado ao uso dos gêneros textuais com o objetivo de os alunos entrarem em contato com formas de comunicação do mundo hispânico e utilizá-las em situações/práticas sociais reais de comunicação. O que se almeja com tal encaminhamento é fornecer a eles a possibilidade de escolher estratégias de comunicação com base no contexto em que estão inseridos, permeado pela interculturalidade e pela percepção de sua indissociabilidade com o idioma. Portanto, esta proposta pedagógica tem o intuito de desenvolver não apenas as capacidades técnicas (formais) dos alunos, mas também a possibilidade de criar interação, de construir diferentes visões de mundo e respeitar genuinamente distintas perspectivas em consonância com os documentos oficiais, visto que a concepção de ensino que a norteia é intersubjetiva e discursiva. Cada um dos três volumes anuais desta coleção de Língua Espanhola está organizado em três ou quatro unidades temáticas, todas condicionadas ao encaminhamento proposto pelo MEC com base nos eixos: Trabalho, Ciência, Cultura e Tecnologia. Os temas são desenvolvidos em uma sequência didática que parte da relação com o mundo conhecido do aluno para, em seguida, proporcionar o contato mais diretamente com o que lhe é desconhecido. O encaminhamento didático é também organizado em quatro eixos, que contemplam as chamadas quatro habilidades em Línguas Estrangeiras: compreensão oral e escrita e produção oral e escrita, continuando com a proposta do Ensino Fundamental II. Organização didática (Língua Espanhola EM) – 1.ª à 3.ª séries A sequência didática do Ensino Médio é encadeada do mesmo modo que no Ensino Fundamental II. As unidades se iniciam com a exposição de algum texto, verbal ou não verbal, que contextualiza o tema com o qual os alunos vão interagir na unidade (seção Para empezar). Seguem textos auditivos em Espanhol (seção Oyendo y comprendiendo). Após essa seção, oferece-se a leitura de textos escritos que mantêm relação com os textos auditivos (Leyendo y comprendiendo). O objetivo não é apenas a compreensão das palavras, mas também do texto como um todo, para que o aprendiz atribua significados possíveis a ele. Isso 7 Este material é recomendado para duas aulas semanais de 50 minutos cada. 21
  • 22. somente será possível com base em ferramentas gramaticais e lexicais que possibilitem ao aluno a decodificação do texto e sua compreensão. A partir do reconhecimento intuitivo de determinadas estruturas linguísticas, será realizada uma apreensão por meio da produção de situações parecidas (seções De charla en charla e Te toca a ti). Aqui, o aluno produzirá situações usando a gramática de forma não sistemática ainda. Isso acontecerá por meio da seção Herramientas, em que será exposto aos recursos formais da Língua Espanhola. A ampliação do vocabulário e o reforço da pronúncia e entonação serão realizados por meio das seções Más palabras e Más sonidos. Por último, há a síntese do que foi visto na unidade, parte que se denominou Entre nosotros. É necessário esclarecer que toda a unidade tem a perspectiva de colocar o aluno em contato com o mundo hispânico e fazer com que ele atue e interaja com base em seu discurso. Não se pensa em uma seção especial sobre cultura, uma vez que se entende que língua é cultura. A unidade como um todo se pauta sob essa ótica. Portanto, todas as atividades estão construídas com essa visão intercultural. Modular Regular de Língua Espanhola para o Ensino Médio Além do material regular, a escola tem, para o Ensino Médio, a opção do material modular regular. Este está organizado em seis módulos não seriados, de quatro unidades cada. Cada um desses módulos está estruturado em eixos que orientam o trabalho de leitura, a construção de léxico, a atenção às estruturas da língua, o conhecimento sobre culturas de Língua Espanhola e as questões de vestibular, a fim de instrumentalizar o aluno para provas externas. Extensivo-Modular de Língua Espanhola para o Ensino Médio Existe também esse material complementar, o Extensivo-Modular. São três módulos (Gramática I, II e III), cujas aulas são divididas por tópicos gramaticais, com inserção de atividades de compreensão textual e de questões de vestibular. Livro Didático de Língua Inglesa para o Ensino Médio A proposta pedagógica do Livro Didático de Língua Inglesa para o Ensino Médio busca aprofundar o trabalho de competência textual desenvolvido no Ensino Fundamental, baseando-se nos quatro pilares da educação para o Século XXI (UNESCO, 1996), aqui elencados: (1) aprender a conhecer, (2) aprender a fazer, (3) aprender a viver com os outros e (4) aprender a ser. Esse relatório direciona a educação para quatro perspectivas de aprendizagem que se complementam e interagem entre si. A primeira – aprender a conhecer – aborda a necessidade do desenvolvimento intelectual e cognitivo, visando ao pensamento crítico dos indivíduos. A segunda – aprender a fazer – relaciona-se ao aprimoramento técnico e profissional que, por sua vez, engloba também a resolução de problemas, o domínio da linguagem e o desenvolvimento de habilidades comunicativas de uso da língua. Seguindo essa linha de raciocínio, o aprender a viver com os outros se refere às interações estabelecidas para o compartilhamento de conhecimentos, experiências e valores, bem como à descoberta do outro e o respeito 22
  • 23. às diversidades sociocultural e linguística em geral. Essa vivência acontecerá por meio da proximidade com as práticas sociais reais, vistas como ponto de partida para a aprendizagem. Por fim, o aprender a ser é um compilado dos três itens anteriores, porém com especial atenção ao desenvolvimento individual na coletividade, usando os pressupostos acima como referenciais. Nesse sentido, a aprendizagem de Língua Inglesa pode contribuir com o engajamento dos indivíduos no contexto exposto anteriormente. Para tanto, é fundamental alicerçar a proposta pedagógica deste material levando-se em consideração as justificativas sociais para a sua aprendizagem, com o intuito de desenvolver conhecedores da língua intelectualmente autônomos, assim como agentes de mudança da sociedade que os cerca. Cremos, com base na pedagogia do Pós-Método, que o professor tem a liberdade de usar várias metodologias de ensino como norte para sua prática. Essas práticas metodológicas devem ser escolhidas e adaptadas, considerando a situação particular ou o contexto em que o docente se encontra. Porém, vale lembrar que a escolha dos procedimentos não deve acontecer de forma eclética e sem uma reflexão a respeito do contexto e dos objetivos em questão. Organização didática (Língua Inglesa EM) – 1.ª a 3.ª séries O Livro Integrado de Língua Inglesa para o Ensino Médio é composto por quatro volumes bimestrais, que apresentam de três a cinco unidades (o número poderá variar de acordo com a organização do conteúdo a ser trabalhado em cada volume). Cada unidade apresenta um gênero textual principal a ser explorado. Há, também, a possibilidade de trabalho com gêneros complementares. No Livro Integrado Positivo de Língua Inglesa, são apresentados temas diversos pautados em assuntos da atualidade e que contribuem para a formação de cidadãos críticos e atuantes, assim como em assuntos que se referem à aprendizagem de línguas, em particular da Língua Inglesa, e seus aspectos socioculturais relacionados. Tem-se por objetivo contribuir com a formação humana do indivíduo e construir uma unidade que integra as diversas áreas de conhecimento via aprendizagem da Língua Inglesa. Em algumas das unidades, não serão trabalhados tópicos gramaticais. Com base nos temas, situações e sistematização linguística trabalhados, o professor terá condições de orientar o aluno a associar vocabulário, estruturas, função comunicativa e gênero de texto a seu tema e à sua função social; a usar conhecimento de língua para ter acesso a informações, tecnologia e cultura. Dessa forma, atendem-se tanto as necessidades sociais como as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, assim como a tendência dos vestibulares do país e da projeção sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). É importante enfatizar que o Livro Integrado Positivo para a Língua Inglesa é sugerido para duas aulas semanais, o que não impede seu trabalho em contextos escolares com mais ou menos aulas por semana, desde que a escola faça as devidas adaptações. Para organizar didaticamente os conteúdos e as atividades, foram criadas seções. Por se tratar de uma obra integrada, algumas seções são comuns a todas as disciplinas, 23
  • 24. outras são específicas desta. Elas não obedecem a uma ordem previamente estabelecida e não são usadas, necessariamente, em todas as unidades. As seções são: Focus on the topic Introduz o contexto e ativa o conhecimento prévio dos alunos por meio de discussões acerca do tema da unidade. É o momento da problematização aliada à conexão com a realidade dos alunos. Focus on Reading Seção que apresenta uma sequência de atividades a serem desenvolvidas antes, durante e após a leitura de textos de gêneros diversos, com especial enfoque no uso de estratégias para a compreensão textual. Subdivide-se em Getting ready (momento de discussão prévia, preparando os alunos para o conteúdo apresentado na sequência), While reading (apontamentos para orientar a leitura) e Getting the message (atividades para serem realizadas após a leitura, com o intuito de consolidar o processo de aprendizagem com base nos textos do material). Focus on listening Além do trabalho com a leitura, este material tem como objetivo o desenvolvimento da compreensão textual por meio de atividades de compreensão oral sobre os diversos assuntos abordados. Possui a mesma estrutura da seção Focus on reading, com estratégias de compreensão oral para uso antes, durante e depois da audição (Getting ready, While listening e Getting the message). Focus on language in use Nesta seção do material, trabalham-se aspectos linguísticos dos textos. De forma interativa, os tópicos gramaticais são apresentados aos alunos na Língua Materna, com base em um trecho do texto escrito ou falado, propondo uma reflexão sobre as estruturas em questão. Apresentam-se algumas atividades de aplicação, possibilitando a prática contextualizada das estruturas aprendidas. É composta por duas subseções: Looking at language e Practical activities. Focus on vocabulary Seção em que se apresentam atividades específicas para a aprendizagem de vocabulário. O trabalho com o vocabulário pode aparecer, também, em outras seções da unidade. Thinking ahead Com o intuito de desenvolver o pensamento crítico, esta seção traz discussões mais aprofundadas sobre os temas abordados nas unidades. Além de instigar a curiosidade dos alunos, busca-se articular a inteligência coletiva do grupo, com base em um processamento avançado das informações e em questões polêmicas para debate ou apresentação. Neste espaço, o professor tem total liberdade para utilizar diversas estratégias de comunicação oral na Língua Estrangeira, ou poderá simplesmente manter a discussão na Língua Materna, de acordo com o nível de proficiência do seu grupo. As discussões podem ser registradas por escrito. As trocas de ideias podem oferecer oportunidades para o desenvolvimento de projetos temáticos associados aos assuntos da unidade. Os projetos ampliam o trabalho desenvolvido em sala de aula e os objetivos apresentados na Concepção de ensino e nos Conhecimentos privilegiados. 24
  • 25. Research projects Nesta seção, são apresentadas propostas de expansão dos assuntos abordados por meio de pesquisa e apresentação de projetos. Follow up activities Atividades complementares para o desenvolvimento de habilidades diversas. Seu objetivo é a aplicação dos conteúdos estudados no decorrer da unidade, preferencialmente contemplados na forma de questões estilo ENEM e de processos seletivos de vestibular em todas as regiões brasileiras. Os exercícios propostos podem ser realizados tanto no final da unidade quanto durante a aprendizagem do conteúdo. Além das seções mencionadas, outras podem ser encontradas nas unidades. Geralmente, apresentadas em boxes no decorrer do material. São elas: Exchanging ideas Esta seção marca o momento de uma discussão acerca dos assuntos de cada unidade, com o objetivo de promover o compartilhamento de conhecimento. Integrating content Partindo de uma perspectiva interdisciplinar, que fundamenta a proposta pedagógica do Livro Integrado Positivo, são disponibilizados alguns boxes que destacam a conexão entre o conteúdo de Língua Inglesa e as diversas áreas de conhecimento. Nesse espaço, os professores podem desenvolver projetos que promovam a relação entre o conteúdo estudado e a realidade dos alunos. Everyday issues Neste boxe, são enfatizados aspectos do dia a dia, em especial, os que se relacionam ao mundo do trabalho. Esses aspectos estão relacionados aos conteúdos estudados na unidade em questão. Throughout the times Nesta seção, há um resgate de informações dos séculos anteriores sobre os assuntos da unidade trabalhada. Assim, mais uma vez, o professor pode relacionar os conteúdos de Língua Inglesa a outras áreas de conhecimento. Ícones CD e caneta azul O professor também precisa estar atento à presença do ícone CD, que indica que os textos foram gravados no CD de áudio, e na caneta, que adverte que há sugestões de respostas ou comentários presentes nas Orientações Metodológicas relacionados às atividades. IMPLEMENTANDO COM O PORTAL POSITIVO O Portal Positivo considera, em primeiro lugar, a inclusão digital de alunos e professores, como preveem as Orientações Curriculares (OCEMs): 25
  • 26. É inegável que aumenta cada vez mais a possibilidade de acesso às redes de informação do tipo Internet, como também as exigências do mundo do trabalho passam a incluir o domínio do uso dessas redes. O conhecimento de Língua Estrangeira é crucial para se poder participar ativamente dessa sociedade em que, tudo indica, a informatização passará a ter um papel cada vez maior (BRASIL, 1998, p. 97). Com frequência, encontram-se referências à inclusão digital daqueles que não dispõem de acesso às novas tecnologias, às novas formas de comunicação, ao conhecimento por elas gerado, pois esse acesso representa oportunidades de participação ou mesmo de ascensão social (BRASIL, 2006, p. 85). Assim, auxiliará o professor a enriquecer seu trabalho com encaminhamentos, atividades complementares e conteúdo multimídia. É uma ferramenta que se articula à proposta sociointeracionista de ensino e aprendizagem, que propõe o tratamento indutivo das estruturas do idioma, ou seja, estas serão sistematizadas de acordo com a necessidade do grupo. O Portal Positivo propicia orientações e aprofundamento de aspectos linguísticos para o professor e os alunos, que podem tirar dúvidas e praticar. Além disso, esse formato vai ao encontro da necessidade de dominar outras tecnologias e, especificamente no caso de LE, de familiarizar-se com outras formas de leitura: (...) a linguagem na comunicação mediada pelo computador oferece muitos exemplos de novos usos de linguagem e da premente necessidade de modificar as concepções anteriores de linguagem, cultura e conhecimento (...) Por exemplo, a organização de muitas páginas da web em colunas verticais cercadas por margens coloridas contendo imagens ou informações adicionais transforma e desafia os hábitos de leitura tradicionais do texto escrito que treinavam o olho a se mover de cima para baixo e da esquerda para a direita (BRASIL, 2006, p. 105). Além dos links indicados no material impresso (indicados com os códigos @ing e @esp), que remetem a algum conteúdo ou alguma atividade no Portal Positivo, há algumas seções específicas para o professor de Línguas Estrangeiras, como a Assessoria de Área, os blogs dos especialistas (Inglês e Espanhol) e Língua Estrangeira (audiotextos com atividades). REFLETINDO SOBRE A AVALIAÇÃO É função da escola direcionar o trabalho pedagógico no sentido de desenvolver competências e habilidades para que o aluno opere com conceitos e dados, em vez de apenas conhecê-los. Além disso, a escola certifica que seus alunos alcançaram esses objetivos propostos para cada etapa, razão pela qual existem as averiguações periódicas do aprendizado. Para tanto, o principal instrumento de avaliação utilizado é a prova escrita, seja por ela ter sido consagrada como um instrumento científico de mensuração, seja pela familiaridade que se tem com ela. O índice de acertos do aluno é transformado em números, os quais, por sua vez, serão usados na promoção ou retenção de alunos em determinada etapa. Esse modelo cria a ilusão de que o aprendiz acumula, de forma organizada, subsídios que utilizará mais tarde na solução de questões de ordem prática. No entanto, o que efetivamente acontece é uma resposta fragmentada e de curta duração, em termos de memória, à exposição de informações. 26
  • 27. Note-se que não é a prova em si, nem o fato de ela ser escrita, o que estagna o trabalho com as competências, mas, sim, o fato de se considerar apenas um momento e um aspecto de uso da língua como indicador de desempenho. Tampouco se trata de eliminá-la. Afinal, uma das principais tarefas do ensino formal é fazer com que o aluno se aproprie de conhecimentos já estabelecidos e os expresse em forma de afirmações sobre um tema ou um problema, ou seja, o educando deve praticar a escrita acadêmica. Em sua vida futura, será submetido a testes formais, como provas de vestibulares e de seleção a postos de trabalho; é importante que ele se familiarize também, mas não só, com esses modelos. O problema reside em sua excessiva valorização. Preparam-se os estudantes desde muito cedo nesse formato, antes mesmo de serem capazes de abstrair, como se a prova escrita fosse o único modo existente de avaliar. De outra parte, as provas escritas de processos seletivos, sejam escolares, sejam profissionais, exigem, cada vez mais, não só a retenção de conceitos, mas também a habilidade em utilizá-los em situações práticas, assim como a capacidade de organização de argumentos e/ou dados em uma linha de raciocínio. No mercado de trabalho, são utilizados também entrevistas, dinâmicas, testes psicotécnicos e períodos de experiência, que servem para avaliar competências aliadas ao conhecimento. O próprio padrão da prova de vestibular está se transformando, passando de uma averiguação de memorização de informações para uma verificação do uso contextualizado desses dados. Cabe ressaltar, também, que sua função não é avaliar aprendizagens consolidadas – incumbência da escola – mas, sim, realmente classificar, para excluir excedentes, uma vez que não há vagas para todos. Lembremos que a aprendizagem de uma língua − um instrumento de interação social − é um processo espiralado em andamento, ou seja, vemos e trabalhamos com um mesmo conceito em várias ocasiões, de diversas formas, até nos apropriarmos dele. Não é um movimento linear, em que aprendemos algo definitivamente para acrescentarmos outra “etapa” a esse conhecimento estabelecido. Aí reside a importância da chamada avaliação contínua, que tira proveito de todas as situações possíveis para verificar se o aluno está aprendendo. Assim, o procedimento avaliativo não pode se dissociar do que se faz em sala da aula. Do mesmo modo que se procura diversificar procedimentos e técnicas para dar conta da cognição, é necessário variar os instrumentos de sua constatação. Só para citar instrumentos formais de avaliação que podem ser usados na escola, há exercícios escritos, testes, tarefa de casa ou de classe, feedback, debates, jogos e/ou dinâmicas, dramatizações, entrevistas, portfólios, projetos e apresentações desenvolvidas em grupo. Mesmo ferramentas pontuais, como a própria prova, podem ser utilizadas de forma contínua ou construtiva, como a prova com consulta, em etapas, com correção cruzada ou com possibilidade de refazê-la. Assim, a preocupação em empregar atividades diversificadas, visando desenvolver a competência comunicativa, as diferentes inteligências e as habilidades necessárias à aquisição e uso de uma LE, estará presente em todas as ações promovidas pelo professor, seja para consolidar a aprendizagem, seja para avaliar se houve apropriação de conhecimentos. Nosso cuidado será harmonizar o que, para que e como ensinar/avaliar. Para tanto, é fundamental definir ou conhecer claramente os seus objetivos. É por meio 27
  • 28. deles e do formato da avaliação que se tomam as decisões quanto aos conhecimentos a serem tratados e quanto à maneira de trabalhá-los. Essa não deve ser uma informação privilegiada do professor, mas, sim, de ciência do aluno. Explicar ao educando o projeto pedagógico, os objetivos específicos do componente curricular em cada fase, as ferramentas utilizadas para avaliar e se tais metas foram alcançadas tem se demonstrado o melhor modo de engajar o aluno em sua própria aprendizagem. Assim sendo, professor, cabem algumas perguntas, ao se estruturarem atividades de avaliação-aprendizagem. Para quê? Os conhecimentos que solicitarei são relevantes para a aprendizagem dos conhecimentos e habilidades privilegiados, dentro da proposta pedagógica, neste momento? Qual é o papel desse(a) teste/tarefa no conjunto de aprendizagens que estamos construindo? Quero constatar falhas no processo de aprendizagem dos alunos para fazer algo a respeito ou só para excluir? Como? Que instrumentos/atividades posso usar nessa verificação? As questões/tarefas permitem ao aluno desenvolver competência comunicativa, refletir, relacionar, criar por meio da LE, ou se exige apenas memorização? Há diferentes formas de representação do pensamento (verbal, plástica, dramática, etc.)? Os diversos tipos de inteligência, estilos de aprendizagem e habilidades estão contemplados? Os conhecimentos foram praticados na aula ou apresentados apenas em teoria? O quê? O que pretendo verificar? Quais são os objetivos de ensino de uma LE na escola? Qual é a proposta pedagógica e qual é a programação anual? Quais são os eixos temáticos, os conhecimentos privilegiados, os gêneros textuais, as habilidades desenvolvidas nesta unidade? Os objetivos estão claros para mim e para os alunos? A confluência desses três aspectos vai determinar como avaliar: CONHECIMENTOS OBJETIVOS PRIVILEGIADOS de Ensino (O quê?) (Para quê?) Tipos Instrumento de de avaliação ATIVIDADES 28
  • 29. PLANEJAMENTO OU PLANO DE ENSINO O planejamento de aulas consiste em organizar em termos operacionais o que o professor fará em sala de aula, para encaminhar o processo de aprendizagem. Para tanto, o professor deve examinar a realidade em que sua área de conhecimento se insere: as necessidades e as expectativas dos alunos, a importância e o status de seu componente curricular no contexto do curso, o programa a ser cumprido, os recursos disponíveis para o seu desenvolvimento. Com base nesse diagnóstico, o docente define objetivos, determina os conhecimentos privilegiados do componente curricular, seleciona estratégias 8, recursos de ensino e formas de avaliação. Como muitas alterações significativas podem ocorrer durante o curso, fica claro que o planejamento constitui uma atividade contínua e flexível. Logo, planejar as atividades de ensino é fundamental, porque evita a rotina e a improvisação, contribui para a realização dos objetivos visados, promove a eficiência do ensino e garante economia de tempo e energia. Tipos de Planejamento de Ensino O planejamento de ensino, diferenciado por seu grau crescente de especificidade, é desdobrável em três tipos: plano de curso, plano de unidade e plano de aula. O plano de curso consiste na previsão de um determinado conjunto de conhecimentos, competências e habilidades a serem alcançados por uma turma num certo período de tempo (ano letivo ou semestre), representando as ações a serem desenvolvidas. O plano de unidade é a orientação da ação em relação a cada uma das partes do plano de curso, durante uma ou mais aulas. Uma unidade de trabalho é formada de assuntos inter-relacionados e cada uma deve ser planejada ao final da antecedente, que lhe servirá de base ou apoio. Isso significa que as unidades serão planejadas ou replanejadas durante o curso. A especificação das realizações diárias acontece no plano de aula, no qual se desenvolve a sequência de tudo o que vai ser trabalhado em um dia letivo. Esse plano constitui-se na sistematização de todas as atividades desenvolvidas no período de tempo em que o professor e o aluno interagem, numa dinâmica de ensino e aprendizagem. Planejamento de Ensino e seus Componentes  - Identificação: apontar suas características, discriminar a que atividade se refere, em que condições será realizado, para quantas turmas, quem é o professor responsável, qual é a carga horária etc.  - Objetivos de ensino: considerar quais são as metas de ensino e aprendizagem, para escolher as estratégias de ensino e os processos de avaliação que contribuam para alcançá-las.  - Programação: distinguir temas, tópicos, funções comunicativas, noções de cultura, situações, gramática e vocabulário que deverão ser privilegiados durante o curso. 8 Ver anexo 3 29
  • 30.  - Estratégias: definir qual será o papel do professor e do aluno em determinados momentos, e os meios a serem utilizados.  - Avaliação: criar critérios que explicitem as expectativas de aprendizagem, considerando objetivos e conhecimentos privilegiados, de forma coerente com o trabalho desenvolvido nas aulas.  - Cronograma: determinar o número de aulas de cada bimestre (ou outra unidade de tempo), considerando os encontros destinados à aplicação de provas e à comunicação de resultados. Deve- se, também, ter uma margem de segurança para imprevistos e para garantir certa flexibilidade no desenrolar do trabalho. Carga Horária Sugerida 9  Ensino Fundamental I (1.º ao 5.º ano): 1 aula semanal  Ensino Fundamental II (6.º ao 9.º ano): 2 aulas semanais  Ensino Médio (1.ª à 3.ª série): 2 aulas semanais Traçando um Planejamento Antes de fazer a sua tentativa, tomemos, como exemplo, o planejamento das aulas do 1.º volume de Língua Espanhola do Ensino Médio. Em nossa hipótese, os encontros terão lugar nas segundas e quartas- feiras. Este é um provável calendário letivo do início do ano: 2013 FEVEREIRO D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 Início do ano letivo: 18/02 09 a 12: Carnaval Aulas de Espanhol: 4 MARÇO D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 29: Paixão de Cristo 31: Páscoa Aulas de Espanhol: 8 9 O trabalho com um número de aulas semanais menor do que o estipulado comprometerá o trabalho com o material, visto que serão necessárias exclusões e priorizações. 30
  • 31. ABRIL D S T Q Q S S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 21: Tiradentes Dias letivos: 20 Aulas de Espanhol: 6 19: Término do 1.º bimestre Considerando-se essas 2 aulas por semana, dispomos de 18 dias letivos para nosso componente curricular no 1.º bimestre. O total de aulas sugerido no 1.º volume, somando-se suas 3 unidades, coincide, ou seja, temos 18 aulas sugeridas e 18 aulas disponíveis no calendário 10. De posse dessas informações, tracemos um plano de aulas e um cronograma de atividades a serem desenvolvidas nas 6 aulas disponíveis para a unidade 1. Vejamos o programa do primeiro bimestre: PROGRAMAÇÃO DE LÍNGUA ESPANHOLA – 1.ª SÉRIE – 1.º VOLUME Unidade 1. Español, ¿qué lengua es ésa? Prática de leitura/gêneros privilegiados  Mapa, gráfico, depoimento, artigo da Constituição, música Prática de oralidade  Reconhecimento das diferenças entre o Português e o Espanhol  Noções de variedade e dos sons (fonemas) em Espanhol Práticas de análise textual e práticas de produção textual  Localização de informações no texto  Sensibilização de vocabulário  Adjetivos pátrios  Paráfrase Práticas de compreensão auditiva  Textos de apresentação  Música – fonemas da Língua Espanhola Sugestão de aulas: 6 Unidade 2. Mírame. ¡Aquí estoy! Prática de leitura/gêneros privilegiados  Textos de apresentação pessoal, carta, conto Prática de oralidade  Informações para construir vocabulário e observação de estruturas 10 Aqui se ressalta a importância da utilização da avaliação contínua. A obrigatoriedade de uma prova escrita mensal redundará em menos tempo para fazer o aluno refletir e se posicionar com relação ao tema, utilizando as estruturas e vocabulário privilegiados, que é proposta de LE. 31
  • 32. Práticas de análise textual e práticas de produção textual  Nomes, sobrenomes, apelidos e sua construção  Pronomes pessoais  Verbos ser e gustar  Artigos e contrações  Elaboração de apresentações (depoimento) Práticas de compreensão auditiva  Apresentações pessoais Sugestão de número de aulas: 6 Unidade 3. Él mola un pegote Prática de leitura/gêneros privilegiados  Reportagem Prática de oralidade  Apresentação pessoal (do outro) Práticas de análise textual e práticas de produção textual  Verbos trabajar, dedicarse e hacer  Vocabulário de profissões e lugares  Substantivos  Adjetivos Práticas de compreensão auditiva  Depoimentos (opiniões) Sugestão de número de aulas: 6 32
  • 33. 33
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  • 35. 35
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  • 37. Anexo 1: Términos (atividade complementar) 11 Nosotros, brasileños, formamos parte de América, por lo tanto, también somos americanos. Somos denominados latinoamericanos, por ser parte de América colonizada por pueblos latinos – españoles y portugueses. Los hispanoamericanos son también latinoamericanos. Para aclararlo, vamos a las definiciones registradas en un diccionario español. Primero, ¿qué significa el término “hispánico”? ¿Y la palabra “latino”? ¿E hispanoamericano? ¿Y latinoamericano? hispánico, ca. (Del lat. Hispanĭcus). 1. adj. Perteneciente o relativo a España. 2. adj. Perteneciente o relativo a la antigua Hispania o a los pueblos que formaron parte de ella y a los que nacieron de estos pueblos en época posterior. 3. adj. Perteneciente o relativo a la lengua y la cultura españolas. latino, na. 7. adj. Natural de los pueblos de Europa y América en que se hablan lenguas derivadas del latín. hispanoamericano, na. 1. adj. Perteneciente o relativo a españoles y americanos. 2. adj. Compuesto de elementos propios de uno y otro pueblo. 3. adj. Se dice de los países de América en que se habla el español. 4. adj. Se dice de los individuos de habla española nacidos o naturalizados en esos países. latinoamericano, na. 1. adj. Se dice del conjunto de los países de América colonizados por naciones latinas, es decir, España, Portugal o Francia. Diccionario de la Lengua Española, Real Academia Española. Disponível em: <http://www.rae.es> acesso em: 22/09/2011 Ahora que has visto las definiciones del Diccionario de La Real Academia Española (RAE) y has reflexionado con tu profesor y compañeros sobre varios términos asociados al mundo latino, haz la actividad para comprobar lo que has aprendido. Escribe V (verdadero) o F (falso) para las siguientes afirmaciones. Ten en cuenta lo que has discutido: ( ) Los brasileños y los hispanoamericanos son todos latinoamericanos. ( ) La mayor parte de los hablantes de América son hispánicos. ( ) Brasil es el único lugar de América donde se habla el portugués. ( ) Los brasileños no somos americanos. ( ) Ser latino significa tener relación con los pueblos que hablaban latín. ( ) Los latinos son solo los hablantes de portugués y de español. 11 Atividade disponível nas Orientações Didáticas. Gabarito V,V,V,F,V,F. 37
  • 38. ANEXO 2 AS INTELIGÊNCIAS PROPOSTAS POR HOWARD GARDNER E PROCEDIMENTOS QUE AS DESENVOLVEM Inteligências Abertura da janela Procedimentos Linguística ou Do nascimento aos Brincadeiras com a língua. verbal 10 anos Contato, análise, síntese, leitura, escuta e produção de anedotas, debates, ditados, expressões idiomáticas, histórias, imagens e jogos com palavras; manchetes, metáforas, paródias, relatórios, reportagens; rimas, poemas, slogans, textos, trava-línguas. Lógico- De 1 a 10 anos Descoberta de padrões geométricos, de simetria, de escala, de -matemática proporções; proposição de desafios matemáticos e/ou lógicos, problemas, mapas conceituais, criptogramas, cartas cifradas, gráficos, médias, cálculo de probabilidades, uso de computador e suas linguagens. Naturalista ou Dos 4 meses aos 14 Identificação e articulação de dados e elementos da natureza ecológica anos (plantas, animais, partes deles); observação, análise e debates sobre o meio ambiente; comparação entre padrões e relacionamento de seres vivos. Sonora ou musical Dos 3 aos 10 anos Percepção e criação de ritmos e rimas; pesquisa e execução de apresentações; paródias, transformação de textos em música; colagens musicais. Cinestésico- Do nascimento aos Desenvolvimento do tato, do paladar, do olfato; promoção de -corporal 6 anos atividades motoras, gestos, mímica, movimentos, simulações; brincadeiras de salão, caça ao tesouro, labirinto, coreografias, danças, desfiles, dramatizações. Visual-espacial Dos 5 aos 10 anos Exploração da noção de direita, esquerda, em cima e embaixo; transformação de conceitos em imagens. Contato, trabalho e/ou criação de cartas enigmáticas, cartazes, colagens, desenhos, esquemas, figuras, filmes, fotos, legendas, linhas de tempo, mapas, murais, pinturas, quadros, tabelas. Pessoais Do nascimento à Brincadeiras, campanhas; condução de debates, descrição de (interpessoal e puberdade emoções, dinâmicas de grupo; entrevistas, estudos de caso, intrapessoal) grupos de autoajuda, sensibilizações, troca de cartas e e-mails. Adaptado de ANTUNES, 1998, p. 12 38
  • 39. ANEXO 3 ESTRATÉGIAS DE APRENDIZAGEM E PROCEDIMENTOS QUE AS TRABALHAM Estratégias de aprendizagem Procedimentos Estratégias Diretas (individuais) Mnemônicas (responsáveis pelo Agrupamento; associação (imagens, sons); contextualização; revisão “armazenamento” de informação): para etc. lembrar! Repetição; relação fonema-grafema; modelos-padrão; recombinação Cognitivas (processamento das de itens familiares; situações autênticas (competência comunicativa); informações): massa cinzenta em estratégias de skimming e scanning; pesquisa; anotações; análise de funcionamento! expressões; resumo; aplicação de regras gerais; comparação com outras línguas; evitar a tradução palavra por palavra e a leitura linear etc. Compensatórias (auxiliam na/o Pistas/contexto para dedução do sentido de palavras; compreensão compreensão/uso de conhecimento geral do texto; circunlocução; gestos, mímicas, sinônimos, descrições ainda não construído): não entendeu? etc. Faço um desenho! Estratégias Indiretas (precisam de mediação) Revisão; “encadeamento” com o já aprendido; horários, ambiente, Metacognitivas (organizam e avaliam o materiais; estabelecimento de objetivos (no ensino e nas atividades); próprio processo de aprendizagem): o planejamento; prática constante; percepção dos erros; aprendizagem que, como e quanto aprendi até agora? com os próprios erros; avaliação do progresso etc. Afetivas (auxiliam na administração de Motivação; incentivo, pensamento positivo, iniciativa no uso da LE; emoções relacionadas à aprendizagem): recompensa por bom desempenho etc. você pode! Trabalho em grupo, esclarecimento, verificação; solicitação de Sociais (dirigem a aprendizagem às correção; auxílio aos colegas; vínculo com falantes da LE; interações sociais): nós nos ajudamos! contato/consciência sobre a cultura estrangeira; conscientização do outro etc. Adaptado de Oxford, 1990. 39