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MÓDULO II
AS CADEIAS DE
ABASTECIMENT
O CURTAS
Augusta Pereira |2023
2
MÓDULO II
AS CADEIAS OU
CIRCUITOS DE
ABASTECIMENTO
CURTOS
(CCA)
Conceitos e evolução
Definição
Distinção de outras cadeias de
abastecimento
Modalidades
Benefícios
CONCEITOS
- INTEGRAÇÃO NA AGENDA
PÚBLICA
3
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Os primeiros conceitos surgiram no Japão e Estados Unidos a partir da 2ª metade do séc. XX
- visavam reconstruir sistemas alimentares de proximidade, ligando produtores e consumidores.
Os slogans mais representativos começaram por ser:
• “Buy Fresh, Buy Local” num incentivo ao consumo de produtos locais e o apoio à reconstrução e sustentabilidade de sistemas
alimentares locais
• “slow food” movimento para contrariar o fast food e o poder do complexo agroindustrial e do sistema agroalimentar global
• SIAL (localized agri-food system) enquanto conceito de sistemas agroalimentares localizados.
CONCEITOS
- INTEGRAÇÃO NA AGENDA
PÚBLICA
4
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Na tentativa de sistematizar estas ideias e estabelecer consenso em torno de uma linguagem comum,
o Grupo de Trabalho (GEVPAL) criado no âmbito do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento de Território (MAMAOT)
com o objetivo de elaborar a “Estratégia para a valorização da produção agrícola local” estabeleceu os seguintes conceitos (MAMAOT,
2013: 3):
• Sistema Alimentar Local (SAL)
• Circuito Curto Agroalimentar (CCA)
4 a 8 de fevereiro/1998 | Mirandela | 1º Seminário Europeu Comercializar em circuitos curtos | UE
CONCEITOS
- INTEGRAÇÃO NA AGENDA
PÚBLICA
5
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
1º Seminário Europeu Comercializar em circuitos curtos
4 a 8 de fevereiro/1998 | Mirandela
“ I N O VA Ç Ã O N O M E I O R U R A L”
CA D E R N O N.º 7
OB S E R VAT Ó R I O EU R O P E U L E A D E R
A primeira parte deste caderno foi redigida por Martine François (GRET / Groupe de Recherche et
d’Echanges Technologiques, França)
CONCEITOS
- INTEGRAÇÃO NA AGENDA
PÚBLICA
Sistema Alimentar Local (SAL)
Conjunto de atividades interligadas, em que a produção, a
transformação, a distribuição e o consumo de produtos
alimentares visam promover a utilização sustentável dos
recursos ambientais, económicos, sociais e nutricionais de um
território.
Definido como uma comunidade de interesses localizados,
reforçando as relações entre os respetivos agentes
intervenientes.
Circuito Curto Agroalimentar (CCA)
Modo de comercialização que se efetua ou por venda direta do
produtor para o consumidor ou por venda indireta, com a condição de
não haver mais de um intermediário.
A ele se associa uma proximidade geográfica (concelho e concelhos
limítrofes) e proximidade relacional entre produtores e consumidores.
6
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
CONTEXTO NA AÇÃO DE
FORMAÇÃO
- O QUE É ?
7
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Objetivo geral
Capacitar técnicos com competências na metodologia e instrumentos de conceção, implementação e animação de cadeias de
abastecimento curtas.
Objetivo específico (Competências à saída da formação)
• Reconhecer as características das cadeias de abastecimento curtas e respetivas modalidades;
• Aplicar métodos de mediação entre produtores (e outros atores locais), envolvidos em projetos coletivos de cadeias de
abastecimento curtas;
• Apreender as etapas de conceção e implementação de projetos coletivos de cadeias de abastecimento curtas;
• Aplicar instrumentos de animação de grupos envolvidos em projetos coletivos de cadeias de abastecimento curtas.
EM QUE CONSISTE UM
CCA?
8
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
• Modo de comercialização dos produtos agroalimentares
• por venda direta do produtor ao consumidor
• ou por venda indireta através de um único intermediário.
• Proximidade geográfica (concelho de produção e concelhos limítrofes)
• Proximidade relacional entre produtores e consumidores.
ASPETOS DISTINTIVOS
9
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
• A origem local e perfeitamente identificada do produto
• Rastreabilidade e sazonalidade
• Intervenção direta na produção, na transformação e comercialização dos produtos (produtor)
• Matérias-primas provenientes das explorações locais (produtos transformados)
• Informação sobre a origem do produto, modo de produção e qualidades específicas (consumidor)
• O fluxo de comunicação entre produtores e consumidores permite criar confiança mútua
• Diferenciação dos produtos locais face aos restantes
ASPETOS DISTINTIVOS
10
• Assumem hoje em dia novas dimensões (SAL versus CCA)
• Multiplicidade de motivações por parte de consumidores e produtores.
• Satisfação de autenticidade
• Forma de apoiar a economia local
• Preocupações ambientais
• Interesse crescente por métodos alternativos de comercialização dos alimentos
“A aposta não é apenas escoar e remunerar melhor os produtos
ou valorizar a qualidade e a singularidade de alguns deles,
mas frequentemente conseguir obter o reconhecimento social da sua atividade.”
Rede Rural Nacional, acedido em https://www.rederural.gov.pt/
DESCARBONIZAÇÃO
– O FUTURO DA
NEUTRALIDADE CARBÓNICA
11
(Ignorem a publicidade)
Pós-graduação em Sistemas Agroalimentares Sustentáveis e de Comercialização em Circuitos Curtos da AgroB
• Atentem apenas à sensibilização sobre o tema nos primeiros minutos
https://youtu.be/Zv5tVhkXQVU
12
MERCADO DE
PRODUTORES
MERCADO DE
PRODUTORES BIO
FEIRA DE PRODUTOS
LOCAIS
PONTO DE VENDA
COLETIVO
CABAZ DE PRODUTOS
AGROALIMENTARES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Admitidas e publicitadas pela Rede Rural Nacional | DGADR
https://www.rederural.gov.pt/circuitos-curtos-agroalimentares/2016-06-01-13-36-46/mercado-de-produtores
VENDA NA
EXPLORAÇÃO
AGRÍCOLA
RESTAURAÇÃO
COMERCIAL
RESTAURAÇÃO
COLETIVA
VENDAS INTERNET/
À DISTÂNCIA/
CORRESPONDÊNCIA
GRANDES
SUPERFÍCIES, EM
BANCADA PRÓPRIA
ORGANIZAÇÕES
SOCIAIS
Mas também as demais, que são consideradas por publicações de referência (legislativa e academia)
Local de acesso público onde os produtores agrícolas e
agroalimentares vendem os seus produtos diretamente aos
consumidores.
Aspetos caraterizadores dos mercados de produtores:
※ O mercado é reservado a produtores agrícolas e
agroalimentares
※ Os produtos comercializados são exclusivamente da
produção própria
※ Os produtos comercializados têm uma origem local
identificada
Principais produtos comercializados são:
※ os frescos da época (hortícolas, frutas, plantas aromáticas),
※ produtos transformados artesanalmente a partir de matéria-
prima local (pão, compotas, queijos, licores, doçaria, enchidos)
※ frutos de casca rija, leguminosas, mel e ovos.
13
MERCADO DE
PRODUTORES
- CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Funcionamento: nos centros urbanos
Regularidade: fixa, geralmente semanal, quinzenal ou mensal,
realizando-se ainda ocasionalmente em datas de eventos
especiais ou festividades locais.
Origem: das explorações agrícolas e de unidades de fabrico
artesanal de pequena escala.
Em Portugal, esta é uma forma tradicional de escoamento e
comercialização dos produtos agroalimentares, que ganhou uma
nova dinâmica por iniciativa das Câmaras Municipais e (Juntas
de) Freguesia, Grupos de Ação Local, grupos de produtores ou
outras.
Em alguns casos, deu-se continuidade ao modelo tradicional,
realizando-se o mercado em dias fixos da semana ou mês, mas
com melhores condições de funcionamento.
14
MERCADO DE
PRODUTORES
- CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Novas modalidades
• recriam as formas tradicionais de funcionamento destes
mercados,
• procurando adaptar-se às novas exigências, horários, hábitos
e realidades dos consumidores, fundamentalmente urbanos,
e
• atrair novos públicos
• associados a eventos ou festividades que se realizam em
datas especiais ou simbólicas para a região
• associados a atividades ligadas à valorização da
gastronomia, ao artesanato, à cultura e saberes locais
• associados à promoção dos territórios
• mercados que funcionam descentralizadamente em vários
locais, mas com uma denominação comum
15
MERCADO DE
PRODUTORES
- CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
 Escolher uma localização adequada, instalações
devidamente equipadas e horários adaptados aos
hábitos de consumo
 Estabelecer uma relação de proximidade com os
consumidores, escrutinando regularmente o seu nível de
satisfação
 Criar e comunicar a imagem do mercado pelos meios
habituais e através de atividades de animação cultural
 Apresentar os produtos de forma atrativa e respeitar as
regras de informação ao consumidor
16
MERCADO DE PRODUTORES
- CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES
 Ter implantação territorial e o envolvimento dos órgãos
do poder local
 Definir um modelo de gestão participado pelos
produtores
 Definir e assegurar o cumprimento do regulamento
coletivo
 Garantir a adesão de um número suficiente de
produtores para satisfazer a procura
 Assegurar a qualidade e a regularidade dos produtos
comercializados
Condições de criação de um mercado de produtores
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
17
MERCADO
DE
PRODUTORE
S
- EXEMPLOS
DE MERCADO
DE PRODUTORES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Local de acesso público onde os produtores que produzem em
Modo de Produção Biológico (MBP) vendem os seus produtos
diretamente aos consumidores.
Aspetos caraterizadores dos mercados de produtores bio:
O mercado é reservado a produtores agrícolas e
agroalimentares certificados em MPB
※ Os produtos comercializados são exclusivamente
biológicos da produção própria
※ Os produtos comercializados têm uma origem local
identificada
Esta dinâmica resulta igualmente da existência de uma procura e
interesse crescentes dos consumidores por produtos biológicos,
que não é satisfeita pelos circuitos da grande distribuição ou a
preços muito superiores em relação aos praticados nos
mercados bio.
18
MERCADO DE
PRODUTORES BIO
- CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES
EM MODO E PRODUÇÃO BIOLÓGICO (MBP)
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
19
MERCADO DE
PRODUTORES BIO
- CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES
EM MODO E PRODUÇÃO BIOLÓGICO (MBP)
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Feiras locais ou regionais, onde são promovidos e
comercializados por venda direta um produto local ou vários
produtos que se podem associar ao que se pretende
promover, e que em muitos casos constituem o principal meio
de escoamento desses produtos.
Aspetos caraterizadores:
※promovidas maioritariamente pelas Câmaras Municipais em
parceria com Juntas de Freguesia e organizações de caráter
associativo,
※realizam-se anualmente em datas regulares ou fixas,
※geralmente coincidentes com períodos do fim do ciclo de
produção.
20
FEIRA DE PRODUTOS
LOCAIS
- CONCEITO DE FEIRAS DE PRODUTOS
LOCAIS
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Evolução
※ Iniciaram-se como mostras de produtos, aumentando o
número de produtores participantes, produtos vendidos e
visitantes,
※ ganhando projeção regional e, em muitos casos, nacional
※ transformaram-se no maior evento realizado na região
※ permitiram associar a imagem de uma região a um produto.
Exemplos
Fundão a cereja, Alfândega da Fé e cereja, Foz Coa e amêndoa,
Aljezur e batata-doce, Vinhais e fumeiro, Marvão a castanha,
Mirandela a alheira, Valongo a Regueifa.
21
FEIRA DE PRODUTOS
LOCAIS
- CONCEITO DE FEIRAS DE PRODUTOS
LOCAIS
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
22
FEIRA DE PRODUTOS
LOCAIS
- CONCEITO DE FEIRAS DE PRODUTOS
LOCAIS
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Espaço comercial onde os produtores agrícolas ou agroalimentares
se organizam para vender diretamente aos consumidores os
produtos da produção própria.
Aspetos caraterizadores dos pontos de venda coletivos:
※ A gestão é assegurada pelos produtores da mesma região
※ Responsabilizam-se (de forma rotativa), pela venda dos
produtos dos produtores aderentes
※ Pelo menos um dos produtores está presente no ato da venda
※ Os produtos são propriedade do produtor até ao momento da
transação.
(Modalidade com pouca expressão em Portugal)
23
PONTO DE VENDA
COLETIVO
- CONCEITO DE PONTO DE VENDA
COLETIVO
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Gestão
- grupo de produtores informalmente constituído
- ou por um agrupamento de produtores cuja natureza jurídica
pode variar entre associação, cooperativa ou outra
- solução para manter/desenvolver ou iniciar a atividade agrícola
Criação
※ surge frequentemente por iniciativa de um pequeno grupo de
pessoas, amigos, vizinhos
※ com valores comuns que se organizam no interesse coletivo
※ oferecendo aos consumidores, num único espaço, uma gama
variada de produtos frescos da época e produtos transformados
de caráter artesanal.
24
PONTO DE VENDA
COLETIVO
- CONCEITO DE PONTO DE VENDA
COLETIVO
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Objetivos
※ conseguir uma melhor valorização dos produtos,
※ a conquista de novos mercados,
※ maior controlo da cadeia de produção
※ ou o reconhecimento social da sua atividade
※ permite a partilha de custos e de riscos
※ otimiza o tempo dedicado à venda dos produtos
Aspetos-chave
 Liderança/governação (organiz. dos produtores)
 Localização
 Gestão do aprovisionamento
 Estratégia de marketing e comunicação
25
PONTO DE VENDA
COLETIVO
- CONCEITO DE PONTO DE VENDA
COLETIVO
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Modelo de governação
 Estatuto jurídico
 Redação comum do regulamento interno
 Participação ativa dos aderentes na gestão do PVC
 Clareza e equilíbrio das normas referentes à ocupação do
tempo nas tarefas comuns
 Comparticipação na realização dos investimentos, nos custos
operacionais e nos resultados
 Concorrência entre produtores
 Fixação dos preços
 Perdas comerciais nos produtos perecíveis
26
PONTO DE VENDA
COLETIVO
- CONDIÇÕES DE CRIAÇÃO DE PONTO
DE VENDA COLETIVO (PVC)
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Localização
 Adequação na relação de distâncias entre zonas de consumo e
de produção,
 áreas de parqueamento
 horários adaptados aos hábitos de consumo
Gestão do aprovisionamento e sustentabilidade
 assegurando a diversidade e regularidade,
 a qualidade e quantidade, dos produtos comercializados,
 satisfação das expectativas dos consumidores.
Estratégia de marketing e comunicação
 criar e comunicar a imagem junto do público-alvo
 focando os aspetos diferenciadores (produtos e outros sistemas
de comercialização)
27
PONTO DE VENDA
COLETIVO
- CONDIÇÕES DE CRIAÇÃO DE PONTO
DE VENDA COLETIVO (PVC)
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
No que consiste:
※ conjunto diversificado de produtos agroalimentares,
※ locais e sazonais,
※ com entrega regular, previamente calendarizada
※ em local previamente combinado entre o produtor e o
consumidor (domicílio do consumidor, sede de empresa,
exploração agrícola, cooperativas, lojas e outros locais)
Produtos incluídos (exemplos)
- hortícolas, frutas, frutos secos, azeite, vinhos, plantas
aromáticas, ovos, pão, compotas, queijos e derivados, licores,
mel, carnes e doçaria.
Apresentam uma qualidade reconhecida pelos consumidores,
sendo muitas vezes produzidos em Modo de Produção Biológico
ou em Modo de Produção Integrado.
28
CABAZ DE PRODUTOS
AGROALIMENTARES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Constituição/apresentação
 Tamanho (a oferta pode ter apenas um; ou vários tamanhos
de cabaz)
 Seleção dos produtos (o consumidor pode ter a
possibilidade de escolha dos produtos a incluir no cabaz;
cabazes com produtos pré definidos).
 Regularidade da entrega (semanal, quinzenal, mensal; ou
sem regularidade exigida
 Venda (um único produtor; agregação de 2 ou mais
produtores, que complementam os produtos do cabaz)
 Distribuição de tarefas: divulgar os cabazes, organizar as
encomendas, fazer os cabazes, entregá-los e organizar a
contabilidade.
29
CABAZ DE PRODUTOS
AGROALIMENTARES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
Relação direta/próxima entre o produtor e o consumidor
- São organizados momentos de convívio, geralmente nas
explorações dos produtores
- O ato de compra/venda efetua-se por encomenda, geralmente
por internet ou telefone.
30
CABAZ DE PRODUTOS
AGROALIMENTARES
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
31
Sociais
Culturais
Económicos
Ambientais
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Sociais
Culturais
Económicos
Ambientais
32
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Permitirem reforçar a coesão em territórios onde os rendimentos baixos da atividade agrícola
favorecem a emigração e proporcionarem aos consumidores produtos frescos e saudáveis, com
rastreabilidade;
Possibilitarem diversificar a oferta e preservar sistemas tradicionais de produção vegetal e animal,
promovendo a coesão das comunidades locais;
Proporcionarem valor acrescentado às produções locais e alargarem a gama dos produtos
oferecidos e poderem reduzir as necessidades de capital a investir, pois tendem a ser menos
intensivos na mecanização das operações culturais e na utilização de agroquímicos;
Viabilizarem uma agricultura menos poluidora (sistemas de produção menos intensivos) e de
conservação de recursos. As necessidades de acondicionamento, transporte e refrigeração
tendem a ser mais reduzidas e, por conseguinte, a utilização de combustíveis fósseis e as
emissões de gases com efeito de estufa tendem a diminuir.
33
No território
Dos produtores
Dos consumidores
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Territórios
Produtores
Consumidores
Ambientais
34
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
※Insuficiência de estratégias territoriais que priorizem a criação, apoios e promoção das cadeias curtas.
※Ausências de estratégias de informação e comunicação sobre as cadeias curtas que já existem nos seus territórios
※Pouca sensibilidade dos decisores e dos técnicos aos benefícios dos CCA para os produtores, consumidores e
economia dos territórios.
※Dificuldades de mobilização e de associação dos produtores
Produtores
35
※ Garantir quantidade, variedade e regularidade (oferta que satisfaça necessidades consumidores)
※ Falta de competências para desempenhar outras funções (transformação/comercialização/apresentação rotulagem, publicidade e marketing)
※ Detetar oportunidades de negócio, identificar e selecionar locais e modalidades de venda, gerir uma carteira de clientes
※ Informação atualizada sobre a legislação e medidas de apoio
※ Gerir o tempo, pela acumulação das atividades (produção/ transformação/ comercialização)
※ Gestão de recursos (instalações e equipamentos - transporte em veículos adaptados, cadeias de frio, locais para embalamento)
※ Financiamento do investimento (inexistência de capitais próprios/ acesso ao crédito bancário)
※ Inexistência de uma cultura de cooperação e de organização dos produtores.
※ Garantir as exigências legais requeridas para o exercício da sua atividade (inadequação à dimensão da produção)
※ Distância em relação aos centros urbanos ou locais de venda.
※ Aquisição de novas competências (inadequação dos formatos e conteúdos das ações de formação existentes)
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
36
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
※ A oferta de produtos é pouco diversificada e irregular (porque respeita a sazonalidade dos produtos) em relação aos seus
hábitos de consumo
※ Os horários e locais de comercialização não são os mais adequados às exigências e hábitos sociais dos atuais consumidores
※ Acesso a informação clara sobre locais, horários de comercialização e outas especificações sobre os produtos e produtores
※ Cumprir a regularidade dos compromissos de consumo exigidos (aquisição regular de cabazes, aquisição de produtos pelo
comércio e restauração local)
※ Inexistência de cultura de cooperação e de organização dos consumidores
※ Escassez de informação sobre os benefícios destes produtos e formas de comercialização.
Dos consumidores
OBRIGADA
TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
Augusta Pereira
augustamaxado@gmail.com

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  • 1. MÓDULO II AS CADEIAS DE ABASTECIMENT O CURTAS Augusta Pereira |2023
  • 2. 2 MÓDULO II AS CADEIAS OU CIRCUITOS DE ABASTECIMENTO CURTOS (CCA) Conceitos e evolução Definição Distinção de outras cadeias de abastecimento Modalidades Benefícios
  • 3. CONCEITOS - INTEGRAÇÃO NA AGENDA PÚBLICA 3 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 Os primeiros conceitos surgiram no Japão e Estados Unidos a partir da 2ª metade do séc. XX - visavam reconstruir sistemas alimentares de proximidade, ligando produtores e consumidores. Os slogans mais representativos começaram por ser: • “Buy Fresh, Buy Local” num incentivo ao consumo de produtos locais e o apoio à reconstrução e sustentabilidade de sistemas alimentares locais • “slow food” movimento para contrariar o fast food e o poder do complexo agroindustrial e do sistema agroalimentar global • SIAL (localized agri-food system) enquanto conceito de sistemas agroalimentares localizados.
  • 4. CONCEITOS - INTEGRAÇÃO NA AGENDA PÚBLICA 4 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 Na tentativa de sistematizar estas ideias e estabelecer consenso em torno de uma linguagem comum, o Grupo de Trabalho (GEVPAL) criado no âmbito do Ministério da Agricultura, Mar, Ambiente e Ordenamento de Território (MAMAOT) com o objetivo de elaborar a “Estratégia para a valorização da produção agrícola local” estabeleceu os seguintes conceitos (MAMAOT, 2013: 3): • Sistema Alimentar Local (SAL) • Circuito Curto Agroalimentar (CCA) 4 a 8 de fevereiro/1998 | Mirandela | 1º Seminário Europeu Comercializar em circuitos curtos | UE
  • 5. CONCEITOS - INTEGRAÇÃO NA AGENDA PÚBLICA 5 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 1º Seminário Europeu Comercializar em circuitos curtos 4 a 8 de fevereiro/1998 | Mirandela “ I N O VA Ç Ã O N O M E I O R U R A L” CA D E R N O N.º 7 OB S E R VAT Ó R I O EU R O P E U L E A D E R A primeira parte deste caderno foi redigida por Martine François (GRET / Groupe de Recherche et d’Echanges Technologiques, França)
  • 6. CONCEITOS - INTEGRAÇÃO NA AGENDA PÚBLICA Sistema Alimentar Local (SAL) Conjunto de atividades interligadas, em que a produção, a transformação, a distribuição e o consumo de produtos alimentares visam promover a utilização sustentável dos recursos ambientais, económicos, sociais e nutricionais de um território. Definido como uma comunidade de interesses localizados, reforçando as relações entre os respetivos agentes intervenientes. Circuito Curto Agroalimentar (CCA) Modo de comercialização que se efetua ou por venda direta do produtor para o consumidor ou por venda indireta, com a condição de não haver mais de um intermediário. A ele se associa uma proximidade geográfica (concelho e concelhos limítrofes) e proximidade relacional entre produtores e consumidores. 6 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
  • 7. CONTEXTO NA AÇÃO DE FORMAÇÃO - O QUE É ? 7 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 Objetivo geral Capacitar técnicos com competências na metodologia e instrumentos de conceção, implementação e animação de cadeias de abastecimento curtas. Objetivo específico (Competências à saída da formação) • Reconhecer as características das cadeias de abastecimento curtas e respetivas modalidades; • Aplicar métodos de mediação entre produtores (e outros atores locais), envolvidos em projetos coletivos de cadeias de abastecimento curtas; • Apreender as etapas de conceção e implementação de projetos coletivos de cadeias de abastecimento curtas; • Aplicar instrumentos de animação de grupos envolvidos em projetos coletivos de cadeias de abastecimento curtas.
  • 8. EM QUE CONSISTE UM CCA? 8 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 • Modo de comercialização dos produtos agroalimentares • por venda direta do produtor ao consumidor • ou por venda indireta através de um único intermediário. • Proximidade geográfica (concelho de produção e concelhos limítrofes) • Proximidade relacional entre produtores e consumidores.
  • 9. ASPETOS DISTINTIVOS 9 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 • A origem local e perfeitamente identificada do produto • Rastreabilidade e sazonalidade • Intervenção direta na produção, na transformação e comercialização dos produtos (produtor) • Matérias-primas provenientes das explorações locais (produtos transformados) • Informação sobre a origem do produto, modo de produção e qualidades específicas (consumidor) • O fluxo de comunicação entre produtores e consumidores permite criar confiança mútua • Diferenciação dos produtos locais face aos restantes
  • 10. ASPETOS DISTINTIVOS 10 • Assumem hoje em dia novas dimensões (SAL versus CCA) • Multiplicidade de motivações por parte de consumidores e produtores. • Satisfação de autenticidade • Forma de apoiar a economia local • Preocupações ambientais • Interesse crescente por métodos alternativos de comercialização dos alimentos “A aposta não é apenas escoar e remunerar melhor os produtos ou valorizar a qualidade e a singularidade de alguns deles, mas frequentemente conseguir obter o reconhecimento social da sua atividade.” Rede Rural Nacional, acedido em https://www.rederural.gov.pt/
  • 11. DESCARBONIZAÇÃO – O FUTURO DA NEUTRALIDADE CARBÓNICA 11 (Ignorem a publicidade) Pós-graduação em Sistemas Agroalimentares Sustentáveis e de Comercialização em Circuitos Curtos da AgroB • Atentem apenas à sensibilização sobre o tema nos primeiros minutos https://youtu.be/Zv5tVhkXQVU
  • 12. 12 MERCADO DE PRODUTORES MERCADO DE PRODUTORES BIO FEIRA DE PRODUTOS LOCAIS PONTO DE VENDA COLETIVO CABAZ DE PRODUTOS AGROALIMENTARES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 Admitidas e publicitadas pela Rede Rural Nacional | DGADR https://www.rederural.gov.pt/circuitos-curtos-agroalimentares/2016-06-01-13-36-46/mercado-de-produtores VENDA NA EXPLORAÇÃO AGRÍCOLA RESTAURAÇÃO COMERCIAL RESTAURAÇÃO COLETIVA VENDAS INTERNET/ À DISTÂNCIA/ CORRESPONDÊNCIA GRANDES SUPERFÍCIES, EM BANCADA PRÓPRIA ORGANIZAÇÕES SOCIAIS Mas também as demais, que são consideradas por publicações de referência (legislativa e academia)
  • 13. Local de acesso público onde os produtores agrícolas e agroalimentares vendem os seus produtos diretamente aos consumidores. Aspetos caraterizadores dos mercados de produtores: ※ O mercado é reservado a produtores agrícolas e agroalimentares ※ Os produtos comercializados são exclusivamente da produção própria ※ Os produtos comercializados têm uma origem local identificada Principais produtos comercializados são: ※ os frescos da época (hortícolas, frutas, plantas aromáticas), ※ produtos transformados artesanalmente a partir de matéria- prima local (pão, compotas, queijos, licores, doçaria, enchidos) ※ frutos de casca rija, leguminosas, mel e ovos. 13 MERCADO DE PRODUTORES - CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 14. Funcionamento: nos centros urbanos Regularidade: fixa, geralmente semanal, quinzenal ou mensal, realizando-se ainda ocasionalmente em datas de eventos especiais ou festividades locais. Origem: das explorações agrícolas e de unidades de fabrico artesanal de pequena escala. Em Portugal, esta é uma forma tradicional de escoamento e comercialização dos produtos agroalimentares, que ganhou uma nova dinâmica por iniciativa das Câmaras Municipais e (Juntas de) Freguesia, Grupos de Ação Local, grupos de produtores ou outras. Em alguns casos, deu-se continuidade ao modelo tradicional, realizando-se o mercado em dias fixos da semana ou mês, mas com melhores condições de funcionamento. 14 MERCADO DE PRODUTORES - CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 15. Novas modalidades • recriam as formas tradicionais de funcionamento destes mercados, • procurando adaptar-se às novas exigências, horários, hábitos e realidades dos consumidores, fundamentalmente urbanos, e • atrair novos públicos • associados a eventos ou festividades que se realizam em datas especiais ou simbólicas para a região • associados a atividades ligadas à valorização da gastronomia, ao artesanato, à cultura e saberes locais • associados à promoção dos territórios • mercados que funcionam descentralizadamente em vários locais, mas com uma denominação comum 15 MERCADO DE PRODUTORES - CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 16.  Escolher uma localização adequada, instalações devidamente equipadas e horários adaptados aos hábitos de consumo  Estabelecer uma relação de proximidade com os consumidores, escrutinando regularmente o seu nível de satisfação  Criar e comunicar a imagem do mercado pelos meios habituais e através de atividades de animação cultural  Apresentar os produtos de forma atrativa e respeitar as regras de informação ao consumidor 16 MERCADO DE PRODUTORES - CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES  Ter implantação territorial e o envolvimento dos órgãos do poder local  Definir um modelo de gestão participado pelos produtores  Definir e assegurar o cumprimento do regulamento coletivo  Garantir a adesão de um número suficiente de produtores para satisfazer a procura  Assegurar a qualidade e a regularidade dos produtos comercializados Condições de criação de um mercado de produtores TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
  • 17. 17 MERCADO DE PRODUTORE S - EXEMPLOS DE MERCADO DE PRODUTORES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
  • 18. Local de acesso público onde os produtores que produzem em Modo de Produção Biológico (MBP) vendem os seus produtos diretamente aos consumidores. Aspetos caraterizadores dos mercados de produtores bio: O mercado é reservado a produtores agrícolas e agroalimentares certificados em MPB ※ Os produtos comercializados são exclusivamente biológicos da produção própria ※ Os produtos comercializados têm uma origem local identificada Esta dinâmica resulta igualmente da existência de uma procura e interesse crescentes dos consumidores por produtos biológicos, que não é satisfeita pelos circuitos da grande distribuição ou a preços muito superiores em relação aos praticados nos mercados bio. 18 MERCADO DE PRODUTORES BIO - CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES EM MODO E PRODUÇÃO BIOLÓGICO (MBP) TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 19. 19 MERCADO DE PRODUTORES BIO - CONCEITO DE MERCADO DE PRODUTORES EM MODO E PRODUÇÃO BIOLÓGICO (MBP) TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 20. Feiras locais ou regionais, onde são promovidos e comercializados por venda direta um produto local ou vários produtos que se podem associar ao que se pretende promover, e que em muitos casos constituem o principal meio de escoamento desses produtos. Aspetos caraterizadores: ※promovidas maioritariamente pelas Câmaras Municipais em parceria com Juntas de Freguesia e organizações de caráter associativo, ※realizam-se anualmente em datas regulares ou fixas, ※geralmente coincidentes com períodos do fim do ciclo de produção. 20 FEIRA DE PRODUTOS LOCAIS - CONCEITO DE FEIRAS DE PRODUTOS LOCAIS TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 21. Evolução ※ Iniciaram-se como mostras de produtos, aumentando o número de produtores participantes, produtos vendidos e visitantes, ※ ganhando projeção regional e, em muitos casos, nacional ※ transformaram-se no maior evento realizado na região ※ permitiram associar a imagem de uma região a um produto. Exemplos Fundão a cereja, Alfândega da Fé e cereja, Foz Coa e amêndoa, Aljezur e batata-doce, Vinhais e fumeiro, Marvão a castanha, Mirandela a alheira, Valongo a Regueifa. 21 FEIRA DE PRODUTOS LOCAIS - CONCEITO DE FEIRAS DE PRODUTOS LOCAIS TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 22. 22 FEIRA DE PRODUTOS LOCAIS - CONCEITO DE FEIRAS DE PRODUTOS LOCAIS TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 23. Espaço comercial onde os produtores agrícolas ou agroalimentares se organizam para vender diretamente aos consumidores os produtos da produção própria. Aspetos caraterizadores dos pontos de venda coletivos: ※ A gestão é assegurada pelos produtores da mesma região ※ Responsabilizam-se (de forma rotativa), pela venda dos produtos dos produtores aderentes ※ Pelo menos um dos produtores está presente no ato da venda ※ Os produtos são propriedade do produtor até ao momento da transação. (Modalidade com pouca expressão em Portugal) 23 PONTO DE VENDA COLETIVO - CONCEITO DE PONTO DE VENDA COLETIVO TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 24. Gestão - grupo de produtores informalmente constituído - ou por um agrupamento de produtores cuja natureza jurídica pode variar entre associação, cooperativa ou outra - solução para manter/desenvolver ou iniciar a atividade agrícola Criação ※ surge frequentemente por iniciativa de um pequeno grupo de pessoas, amigos, vizinhos ※ com valores comuns que se organizam no interesse coletivo ※ oferecendo aos consumidores, num único espaço, uma gama variada de produtos frescos da época e produtos transformados de caráter artesanal. 24 PONTO DE VENDA COLETIVO - CONCEITO DE PONTO DE VENDA COLETIVO TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 25. Objetivos ※ conseguir uma melhor valorização dos produtos, ※ a conquista de novos mercados, ※ maior controlo da cadeia de produção ※ ou o reconhecimento social da sua atividade ※ permite a partilha de custos e de riscos ※ otimiza o tempo dedicado à venda dos produtos Aspetos-chave  Liderança/governação (organiz. dos produtores)  Localização  Gestão do aprovisionamento  Estratégia de marketing e comunicação 25 PONTO DE VENDA COLETIVO - CONCEITO DE PONTO DE VENDA COLETIVO TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 26. Modelo de governação  Estatuto jurídico  Redação comum do regulamento interno  Participação ativa dos aderentes na gestão do PVC  Clareza e equilíbrio das normas referentes à ocupação do tempo nas tarefas comuns  Comparticipação na realização dos investimentos, nos custos operacionais e nos resultados  Concorrência entre produtores  Fixação dos preços  Perdas comerciais nos produtos perecíveis 26 PONTO DE VENDA COLETIVO - CONDIÇÕES DE CRIAÇÃO DE PONTO DE VENDA COLETIVO (PVC) TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 27. Localização  Adequação na relação de distâncias entre zonas de consumo e de produção,  áreas de parqueamento  horários adaptados aos hábitos de consumo Gestão do aprovisionamento e sustentabilidade  assegurando a diversidade e regularidade,  a qualidade e quantidade, dos produtos comercializados,  satisfação das expectativas dos consumidores. Estratégia de marketing e comunicação  criar e comunicar a imagem junto do público-alvo  focando os aspetos diferenciadores (produtos e outros sistemas de comercialização) 27 PONTO DE VENDA COLETIVO - CONDIÇÕES DE CRIAÇÃO DE PONTO DE VENDA COLETIVO (PVC) TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 28. No que consiste: ※ conjunto diversificado de produtos agroalimentares, ※ locais e sazonais, ※ com entrega regular, previamente calendarizada ※ em local previamente combinado entre o produtor e o consumidor (domicílio do consumidor, sede de empresa, exploração agrícola, cooperativas, lojas e outros locais) Produtos incluídos (exemplos) - hortícolas, frutas, frutos secos, azeite, vinhos, plantas aromáticas, ovos, pão, compotas, queijos e derivados, licores, mel, carnes e doçaria. Apresentam uma qualidade reconhecida pelos consumidores, sendo muitas vezes produzidos em Modo de Produção Biológico ou em Modo de Produção Integrado. 28 CABAZ DE PRODUTOS AGROALIMENTARES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 29. Constituição/apresentação  Tamanho (a oferta pode ter apenas um; ou vários tamanhos de cabaz)  Seleção dos produtos (o consumidor pode ter a possibilidade de escolha dos produtos a incluir no cabaz; cabazes com produtos pré definidos).  Regularidade da entrega (semanal, quinzenal, mensal; ou sem regularidade exigida  Venda (um único produtor; agregação de 2 ou mais produtores, que complementam os produtos do cabaz)  Distribuição de tarefas: divulgar os cabazes, organizar as encomendas, fazer os cabazes, entregá-los e organizar a contabilidade. 29 CABAZ DE PRODUTOS AGROALIMENTARES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 30. Relação direta/próxima entre o produtor e o consumidor - São organizados momentos de convívio, geralmente nas explorações dos produtores - O ato de compra/venda efetua-se por encomenda, geralmente por internet ou telefone. 30 CABAZ DE PRODUTOS AGROALIMENTARES TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO
  • 32. Sociais Culturais Económicos Ambientais 32 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 Permitirem reforçar a coesão em territórios onde os rendimentos baixos da atividade agrícola favorecem a emigração e proporcionarem aos consumidores produtos frescos e saudáveis, com rastreabilidade; Possibilitarem diversificar a oferta e preservar sistemas tradicionais de produção vegetal e animal, promovendo a coesão das comunidades locais; Proporcionarem valor acrescentado às produções locais e alargarem a gama dos produtos oferecidos e poderem reduzir as necessidades de capital a investir, pois tendem a ser menos intensivos na mecanização das operações culturais e na utilização de agroquímicos; Viabilizarem uma agricultura menos poluidora (sistemas de produção menos intensivos) e de conservação de recursos. As necessidades de acondicionamento, transporte e refrigeração tendem a ser mais reduzidas e, por conseguinte, a utilização de combustíveis fósseis e as emissões de gases com efeito de estufa tendem a diminuir.
  • 33. 33 No território Dos produtores Dos consumidores TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
  • 34. Territórios Produtores Consumidores Ambientais 34 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 ※Insuficiência de estratégias territoriais que priorizem a criação, apoios e promoção das cadeias curtas. ※Ausências de estratégias de informação e comunicação sobre as cadeias curtas que já existem nos seus territórios ※Pouca sensibilidade dos decisores e dos técnicos aos benefícios dos CCA para os produtores, consumidores e economia dos territórios. ※Dificuldades de mobilização e de associação dos produtores
  • 35. Produtores 35 ※ Garantir quantidade, variedade e regularidade (oferta que satisfaça necessidades consumidores) ※ Falta de competências para desempenhar outras funções (transformação/comercialização/apresentação rotulagem, publicidade e marketing) ※ Detetar oportunidades de negócio, identificar e selecionar locais e modalidades de venda, gerir uma carteira de clientes ※ Informação atualizada sobre a legislação e medidas de apoio ※ Gerir o tempo, pela acumulação das atividades (produção/ transformação/ comercialização) ※ Gestão de recursos (instalações e equipamentos - transporte em veículos adaptados, cadeias de frio, locais para embalamento) ※ Financiamento do investimento (inexistência de capitais próprios/ acesso ao crédito bancário) ※ Inexistência de uma cultura de cooperação e de organização dos produtores. ※ Garantir as exigências legais requeridas para o exercício da sua atividade (inadequação à dimensão da produção) ※ Distância em relação aos centros urbanos ou locais de venda. ※ Aquisição de novas competências (inadequação dos formatos e conteúdos das ações de formação existentes) TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023
  • 36. 36 TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 ※ A oferta de produtos é pouco diversificada e irregular (porque respeita a sazonalidade dos produtos) em relação aos seus hábitos de consumo ※ Os horários e locais de comercialização não são os mais adequados às exigências e hábitos sociais dos atuais consumidores ※ Acesso a informação clara sobre locais, horários de comercialização e outas especificações sobre os produtos e produtores ※ Cumprir a regularidade dos compromissos de consumo exigidos (aquisição regular de cabazes, aquisição de produtos pelo comércio e restauração local) ※ Inexistência de cultura de cooperação e de organização dos consumidores ※ Escassez de informação sobre os benefícios destes produtos e formas de comercialização. Dos consumidores
  • 37. OBRIGADA TÉCNICOS DE ORGANIZAÇÃO DE CADEIAS DE ABASTECIMENTO CURTAS |2023 Augusta Pereira augustamaxado@gmail.com