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Módulo 3-Cultura do Mosteiro
Escultura e Pintura Românicas
HCA 10º Ano Prof. Carla Freitas
Escultura
Românica
 Século V ao século XI
 Invasões
• Custo dos materiais
• Falta de conhecimentos e
técnicas
• Falta de materiais
 Questão iconoclasta (Bizâncio)
Decadência da Escultura
• Simplificação da expressão formal
• Artificialismo de gestos e
posturas
• Simbolismo
Díptico de marfim
Compostos por duas abas com relevos
no exterior em marfim e superfície de
cera no interior, que serviam para
guardar documentos ou manuscritos.
 A partir do século XI (românico)
 Expansão a partir do sudoeste
França e Norte Espanha
• Expansão das ordens religiosas com
a excepção da ordem de Cister
• Peregrinações
 Influências:
• Germânicas (temática animalista e
vegetalista)
• Paleocristãs (motivos geométricos e
vegetalistas)
• Árabes e Bizantinas (geométrico e
ornamentalismo)
 Reinvenção da escultura
 Predomínio dos relevos
Eva, Gislebertus, 1130,
Pedra, Museu Rolin, França
 Submissão à arquitetura
 Materiais: Pedra, metal e marfim
 Uso da cor: Azul . paraíso, vermelho – inferno,
dourado – sagrado (luz do sol)
 Função:
• Ornamental (Alivia o peso da estrutura)
• Doutrinal, pedagógica e narrativa (conta a
história humana e divina)
“Bíblia dos pobres”
• compreensão do pensamento religioso
• elevação até Deus
• simbolismo
• ao serviço da Fé e da Igreja
Mais importante a mensagem do que a execução
Mosteiro de Santo Domingo de Silos
Características
 Talhe rude
 Modelagem antinaturalista, sem preocupação com
os cenários ou perspetiva
 Figura Humana:
 Posição frontal com cabeça e olhos grandes
 Sem realismo anatómico
 Verticalidade
 Esquematização
 Gestos hieráticos (ligados à religião) e rígidos
 Pouca plasticidade
 O nú é raro
 Figuras sagradss representadas segundo cânones
específicos:
• Cristo aparece como homem maduro com cabelo
comprido e barba
• Evangelistas associados a livros e/ou a símbolos
animais
Cristo Pantocrator e Tetramorfos (símbolos dos evangelistas)
Homem alado- S. Mateus, Águia – S. João, Leão – S. Marcos e Touro – S. Lucas
Composição
 Segue regras geométricas
 Adapta-se ao formato dos suportes
 Hierarquização das personagens
 Simetria
 Alinhamento de acordo com isocefalia
 Cenários planos e sem perspetiva
 Composição em Y (Capiteis com formas
cúbicas)
Saint- Benoit-sur-Loire; França
Composição em X
Santo Domingo de Silos - Pentecostes
Simetria e Isocefalia
Temáticas
 Geométricas e Vegetalistas
 Decorativas
 Preenchem vazios
 Sobretudo em arquivoltas, frisos,
cornijas e capitéis dos colunelos de
entrada
 Figurativos
 Animalistas (animais e monstros
imaginários)
 Antropomórficos (personagens
religiosas)
 Histórias sagradas e cenas bíblicas
 Quotidiano e Fantástico (sentido
alegórico)
Tímpano do portal da Catedral de Saint Lazare,
Autun, França
Capitéis
 Dos colunelos das fachadas:
 Elementos vegetalistas,
animalistas e geométricos
 Lavrado minucioso
 Das colunas, colunatas e pilastras
interiores:
 Temática variada: cenas bíblicas,
alegorias, quotidiano, seres
fantásticos, elementos geométricos
e vegetalistas
 Capitéis historiados (1 história nas
4 faces)
 Rudeza e expressividade
 Adaptação à superfície
Tímpano do portal da Catedral de Saint Lazare,
Autun, França
Capitéis Historiados
Capitel da Igreja de S. Pedro de Chauvigny; séc.
XII ( A adoração dos Magos, com a inscrição
“Gofridus fez-me”)
Fuga de Belém
Capitel da Catedral de San Lázaro, Autun, França
O moinho místico; capitel da igreja da abadia de
Vézelay, França Igreja de Saint-Parize-le-Chatel ; séc. XII
Capitel na Igreja Saint Pierre, Chauvigny. França
Igreja de Saint-Parize-le-Chatel ; séc. XII
(capitel: o avarento e o demónio)
Igreja de Sainte-Radegonde; França; capitéis do coro
Mosteiro de Santa María, L'Estany, capitéis do claustro Notre-Dame-du-pré; França; séc. XII
Capitéis do coro
Portais
 Acesso à casa de Deus
(Proteção)
 Temas específicos
 Cuidado e riqueza
decorativa
 Uso de cor, simbólica
 Baixo relevo, de entalhe
pouco profundo
Catedral Saint-Trophime, Arles, séc- XII
Portais - Tímpano
 Elemento mais importante
 Função estética e pedagógica
 Temáticas:
 Portas principais: Cristo: Em
Majestade (no trono), Pantocrátor
(a abençoar) ou Envolto pela
mandorla
• Juízo Final
• Com Tetramorfos
• Com os Apóstolos ou com os
Anciãos
 Portas laterais e interiores:
• Vida dos Santos
• Temas vegetalistas
• “Agnus Dei”
Cristo em Magestade no Juízo Final
Tímpano da Catedral de Saint Lazare de Autun,
Borgonha, França
Cristo em Magestade com os Apóstolos
Borgonha – Santa Madalena de Vézelay, 1120, Portal central
Cristo Pantocrátor, envolto em Mandorla, com Tetramorfos
Portal de Saint-Trophime, em Arles, França
Agnus-Dei
Igreja de Santa María del Azogue, Portal lateral
Tímpano Românico de El Pilar
Portais – Líntel
 Temáticas:
 Lutas de animais (Bem – Mal)
 Procissão de figuras estilizadas
 Motivos geométricos
Portais – Arquivoltas e Colunelos
 Arquivoltas
• motivos humanos
• Animais
• geométricos
 Colunelos
• figura humana adaptado ao fuste;
• decoração no capitel
Santa Maria de Freiberg
Líntel do Portal central
Borgonha – Santa Madalena de Vézelay, 1120
Portal sul da igreja de S. Pedro em
Aulnay-de-Saintonge
Manual Pág. 155 – Portal sul da Igreja do Mosteirode São Pedro de Moissac
Portais - Portas
 Nem sempre
decoradas
 Madeira ou bronze
 Molduras quadradas
 Temáticas:
• cenas religiosas,
doutrinais
Tímpano do portal da Catedral de Saint Lazare, Autun, França
Cachorradas, mísulas e gárgulas
 Mitos pagãos
 Figuras animalistas
 Bestiário popular
 Elementos vegetalistas
 Alfaias agrícolas, artesanais,
musicais
 Reduzido desenvolvimento
 Material
 Metais preciosos
 Madeira
 Gesso
 Pedra estucada
 Tipologia
 Imagens relicário
 Estátuas jacentes (raras)
 Virgens, Cristo e Santos em
altares
 Virgens românicas de caráter
popular Virgens Românicas
Astorga, Espanha
Cabeça relicário do Papa Santo Alexandre
(prata, cobre dourado, esmalte); séc. XII
Virgem e o menino, séc. XII, prata
Estátuas jacentes de Leonor da Aquitânia e de
Henrique II, abadia de Fontevraud, séc. XII
Virgem do bispoImad; madeira; séc. XI; alt.:112 cm Cristo de Carrizo, marfim, 33 cm, século XI,
Espanha
Características formais
 Representação esquematizada
 Geometrização
 Hieratismo dos gestos
 Frontalidade (só trabalhadas de
frente e dos lados)
 Proporções anatómicas incorretas
 Rostos estereotipados
 Evolução a partir do séc. XII em
Itália e sul da França: para o
naturalismo (gótico)
Cristo románico, Majestat de Sant Boi de
Lluçanés, séc. XII. Osona. Museu episcopal de
Vic.
A arte da cor
(pintura, mosaico,
iluminura)
 Influências:
 Clássica
 Bizantina
 Suportes
 Paredes das catacumbas
 Ábsides e cúpulas das Igrejas
 Composição
 Plana e linear
 Delimitada por linhas
geométricas de cor
 Sem profundidade
 Representação das figuras
 Simplificação dos corpos
 Gestos hieráticos e simbólicos
 Expressividade dada pelo olhar
Cristo; catacumba de Commodilla,
fins séc. IV, Roma
 Temática sobretudo do Novo
Testamento
 Batismo de Cristo
 Cristo Bom Pastor
 Cristo com os Apóstolos e/ou os
Evangelistas
 Cristo com Tetramorfos
 Cristo em ascensão
Cristo o Bom Pastor; catacumba de Calixto
Cristo ensinando os Apóstolos, Catacumba de
Domitila, Roma, século IV
 Locais
 Paredes, ábsides e cúpulas das Igrejas e
mausoléus
 Caracteristicas
 Representação esquemática e decorativa
 Ausência de volumetria, profundidade ou
modelação
 Riqueza cromática
 Tratamento do rosto com preocupação
volumétrica sobre fundos lisos e dourados
 Temática
 Religiosa de inspiração bíblica sobretudo
ligada a Cristo
Os mosaicos da Igreja de Santo Apolinário-o-
Novo fazem a transição para o românico
Cristo Entronizado e em Majestade
Basílica de Santo Apolinário o Novo,
séc. V ou VI, parede sul
Basílica de S. Vital, Ravena
corte do Imperador Justiniano
imperatriz Teodora, suas aias e eunucos, sec. VI
Basílica de Santo Apolinário o Novo
Traição de Judas, parede sul.
Cristo Entronizado e em Majestade,
ladeado por quatro Arcanjos, parede sul.
Jesus diante de Pilatos
 Categorias:
 No espaço arquitetónico:
• Frescos
• Retábulos
• Mosaicos (sobretudo Itália)
 Nos livros (Iluminuras):
• Letras capitulares
• Página inteira
 Espaços: todo o interior (paredes, cúpulas,
pavimentos, ábsides)
 Exceção: igrejas cistercienses
 Função pedagógica e mística
 Reduzidos vestígios
 Antecedentes:
 Pintura mural paleocristã (Ocidente)
 Pintura dos códices
 Tradição helenística do mosaico
 Mosaico e pintura de ícones bizantinos
Pantocrátor; S. Clemente de Tahull
(ábside central), séc. XII (c.1123)
 Temática religiosa em ciclos narrativos garante unidade
conceptual
ábside da capela-mor, cabeceira e naves centrais:
• cenas narrativas do Antigo e Novo Testamento;
Cristo Pantocrator
Paredes das naves laterais :
• vida dos santos (hagiografias); atividades
humanas; acontecimentos lendários e históricos
 Técnicas:
A fresco ou têmpera
Sem matizados : pintura plana, bidimensional
 Trabalhos de “escolas” ou “oficinas” / estilos regionais
Trabalho coletivo de pintores e mestres itinerantes e
diversificados (especializados (panejamentos, mãos,
rosto, etc.)
França (frescos polícromos, fundos claros e tonalidades
brilhantes)
Espanha (cores intensas com brilhos metálicos)
Itália (fundos escuros e cores fortes)
Capela de St Gilles ; séc. XI; França,
Cristo em Magestade, em dupla Mandorla Igreja de Saint-Savin-sur-Gartemp; séc. XI
Qual o tema?
Capela dos reis; Santo Isidoro de Leão
Ermita de la Vera Cruz de Maderuelo.
S. Angelo de Formis, Ábside, séc. XI; Monte Cassino
abade Desidério oferecendo a
maqueta da sua igreja Cristo em MagestadeJuízo Final
Capela de St Gilles ; séc. XI; França
(Cristo em majestade, abside)
Características comuns
 Prevalência do desenho (linha angulosa
e rígida)
 Convenções
 Sem rigor anatómico,
proporcionalidade, perspetiva, realismo
 Expressividade, simbolismo e caráter
doutrinal
 Hieratismo, rigidez, desarticulação
 Estilização e geometrização do corpo
 Composições: geométricas, complexas
 Ritmo
 Cenas contidas em faixas ou bandas
 Ajustamento ao espaço
arquitetónico
Missal Weingarten, iluminura sobre
pergaminho, cerca de 1210, 29,2×20,3 cm
 Surge no período paleocristão
 Feita nos scriptoria – monges copistas
 Temática variada (grande
criatividade)
 Ocupa as letras capitulares ou toda a
página
 Destreza execução; capacidade de
síntese; colorido e fantasia:
 Maior qualidade que os frescos:
• público mais conhecedor e
distinto
• situação mais estável do monge
copista (especialista)
Apocalipse de Bamberg , séc. XI (1000-1020), Reichenau
Evangeliário de Otão III, séc. XI
Livro de Pericopios de Enrique II, 1002-1004, Reichenau
Livro do Evangelho, Reichenau (?),
meados do século XI
Oficina Alemã
 Escola dos Monges de Reichenau
 Herdeira do classicismo
 Composições simples e
equilibradas
 Fundos neutros
Biblia de Winchester, 1160-1175
Livro de Kells, manuscrito irlandês do séc. XI
Augustine, Enchiridon, fragmento, Inglaterra;Worcester?; fins séc. XI
Evangeliário de Averbode; meados séc. XII
Bíblia, Inglaterra;Oxford; inícios séc.
XIII (Moisés e a sarça ardente)
Oficina Inglesa
 Catedrais de Canterbury e Winchester
 Herdeira da iluminura irlandesa e
anglo-saxónica,
 Estilo vivo
 Apresenta formas naturalistas;
burlescas
Exultet, Catedral de Bari, séc. XI
Exultet, Catedral de Bari, séc. XI
Rolo C
Oficina Italiana
 Catedral de Bary
 Herdeiras tradição bizantina
Comentário do Apocalipse de São João. Beatus de Liébana.
séc X,
Mosteiro de San Millan de La Cogolla
séc. X.
Mosteiro de San Salvador de
Tábara
séc. X.
Mosteiro de San Miguel de
Escalada
Escorial Beautus, Séc.X, Mosteiro de San Millan de La Cogolla
Apocalipse de S. Severo; abadia de Saint-Sever, séc. XI
Oficina Espanhola
 Espanha moçárabe
 Influência árabe
 Forte colorido
 Grafismo
Apocalipse do Lorvão, Mosteiro do Lorvão saiu em 1189
considerado pela UNESCO um dos mais belos documentos da civilização medieval ocidental
1. Justificar a falta de conhecimentos técnicos na escultura.
2. Caracterizar a escultura românica.
3. Identificar as temáticas da escultura nos diferentes espaços
4. Justificar a predominância do relevo
5. Explicar a função da escultura.
6. Caracterizar a pintura românica nas usas diferentes categorias
7. Identificar as diferentes categorias de pintura
8. Justificar as diferenças regionais
9. Comparar a função e temática da escultura e pintura.