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SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO – SEEDUC-RJ
COLÉGIO ESTADUAL ROSELÂNDIA
MATERIAL IMPRESSO – 2020
Disciplina Curso Bimestre Série
FILOSOFIA Ensino Médio 3ºe 4º 3º
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS
A dimensão política
Ideologia e práticas ideológicas.
- Compreender o papel da política na atualidade a luz da noção de política na Antiguidade
- Identificar e discutir filosoficamente justiça, relações de poder, democracia e liberdade.
- Perceber-se como sujeito político na vida da cidade.
- Analisar as práticas ideológicas e alienantes presentes no cotidiano e suas repercussões
para o mundo do trabalho.
- Ser capaz de identificar práticas ideológicas no cotidiano.
TEXTO - PARTICIPAÇÃO POLÍTICAE CIDADANIA
Caro aluno é muito comum ouvirmos dizer que somos cidadãos e devemos lutar pela
garantia dos nossos direitos. Mas o que significa ser cidadão e de onde vêm os direitos de
cidadania?
Para começar vamos conhecer a origem do conceito de cidadão. A primeira ideia de cidadão
surgiu na Grécia antiga nas cidades-estados, como Atenas, e definia quem podia participar das
discussões sobre os problemas da cidade. Essa participação era restrita aos homens livres,
adultos, nascidos na cidade e com posses, portanto era uma cidadania restrita, pois excluía as
mulheres, os jovens e crianças, os estrangeiros e os escravos.
Na Idade Média, esses direitos foram ignorados e vão começar a surgir a partir de 1688 com
a Revolução Inglesa, onde uma lei chamada Bill of Rigths, estabeleceu que o rei inglês não teria
mais poder absoluto e que o país passaria a ser governado por um primeiro ministro escolhido
entre os deputados eleitos pelo povo. Nesse primeiro momento, muito poucas pessoas tinham
direito de participar votando para escolher os deputados. Contudo, a cidadania, assim como na
Grécia antiga, ainda era para homens livres, adultos e com posse.
A Revolução Francesa (1789) é um marco na constituição dos primeiros direitos de
cidadania, os direitos civis. Nesse momento foi feita a Declaração dos Direitos do Homem e
do Cidadão, que foi a primeira a afirmar que todos os homens são iguais perante a lei.
Contudo, apesar de afirma a igualdade entre todos, continuava a excluir as mulheres e os
escravos do direito de participação política.
Em 1948, após a segunda guerra mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU)
estabeleceu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estende a liberdade e a
igualdade de direitos, até nos campos econômico, social e cultural, a todos os seres humanos. De
acordo com essa concepção universalista, os direitos humanos estão acima de qualquer poder
existente, seja do Estado, seja dos governantes
Falamos em direitos de cidadania e você deve estar perguntando que direitos são esses?
Vamos enumerar os direitos que compõem a cidadania e sua abrangência:
1 – Direitos civis: liberdade de expressão, direito de ir e vir, direito a propriedade, direito a justiça;
2 – Direitos políticos: liberdade de aderir a sindicatos e associações profissionais, direito de
votar e ser votado;
3 – Direitos sociais: direito a educação, saúde, transporte, previdência social.
Os primeiro direitos a surgir foram os civis, seguidos dos políticos e por último os sociais.
Contudo esses direitos não foram dados, como vimos acima os direitos civis surgiram após duas
revoluções, a inglesa e a francesa, ou seja, foi necessária muita luta para que os indivíduos
passassem a ter os primeiros direitos. Como vimos também, esses direitos não foram dados para
todos, já que a maioria da população era excluída de sua abrangência. Através dos tempos a
extensão dos direitos de cidadania para mais pessoas só foi conseguida através de muita luta e
participação política da população. Como exemplo, as mulheres no Brasil só tiveram reconhecido
seu direito de voto em 1932 e na Suíça esse direto só foi alcançado em 1974.
Você já deve ter percebido que não só a conquista, mas também a manutenção de direitos
pelo cidadão só se deu e ainda se dá através da participação política, seja através de
manifestações reivindicatórias seja através do exercício do voto em eleições, seja através de
greves de trabalhadores.
ATIVIDADE AVALIATIVA DE FILOSOFIA
3º ANO
Professor: NOE ASSUNÇÃO AVALIAÇÃO – VALOR: 4,0 pontos
Aluno (a): Nota:
Caro aluno, agora que você já leu O TEXTO “Paricipação Política e cidadania”, disponível no
início dessa apostila, vamos fazer uma reflexão sobre os temas abordados na leitura.
Para isso, responda as perguntas abaixo:
1 – Todo brasileiro tem condições de vida digna?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
2 – Os direitos de cidadania estão acessíveis a todos os cidadãos brasileiros? Justifique.
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
3.“O cidadão é um individuo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa
ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo que acontece no mundo acontece
comigo...” (Herbert de Souza – Betinho) segundo a definição acima, podemos afirmar que:
a) O cidadão é o individuo que se omite frente ao debate político.
b) A prática da cidadania está ligada à defesa de interesses individuais.
c) A cidadania compreende a necessidade que as pessoas tem em participarem sempre visando o
funcionamento da sociedade.
d) A cidadania é algo apenas restrito aos estudiosos e políticos.
e) O cidadão é aquele que vive em uma sociedade.
4. Segundo Aristóteles, "na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de
homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou
de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades
morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é
indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades
políticas". (VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994).
O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania:
a) possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de
qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar.
b) era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma
concepção política profundamente hierarquizada da sociedade.
c) estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os
habitantes da pólis a participarem da vida cívica.
d) tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser
dedicado às atividades vinculadas aos tribunais.
e) vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham
tempo para resolver os problemas.
Governodo Riode Janeiro
Secretariade Estadode Educação
ColégioEstadual Roselândia
TEXTO- AINVENÇÃO DAPOLÍTICA
O analfabeto político Bertold Brecht
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e
do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o
pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores
do povo.
Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singela. E examinai,
sobretudo, o que parece habitual.
Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de
desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade
desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar.
http://www.mcpbrasil.org.br/o-mcp/poemas/item/344-bertold-brecht-o-analfabeto-pol%C3%ADtico
Hoje em dia, é comum ouvirmos muitas pessoas dizendo que não querem saber de política
ou detestam política. Espero que o poema de Brecht tenha ajudado você, estudante, a perceber o
quão grave é essa afirmação. Não há como o ser humano se ausentar da política. A “ausência” já
seria um posicionamento e com graves consequências, como vimos pelo poema.
Mas se a política é tão importante, como tanta gente pode afirmar que não gosta de política?
É que as pessoas que assim falam, estão se referindo a “política profissional” e ao afirmarem
que detestam política querem na verdade, fazer uma critica ao andamento das políticas e ao
comportamento de alguns políticos profissionais que se corrompem e não fazem política, mas
POLITICAGEM.
Vamos usar esse termo para falar da má política, a partir de agora ok?
A corrupção, o “se dar bem” à custa do dinheiro do povo, não é política. É politicagem e
crime. E precisamos criar mecanismos de defesa para combater essas más práticas. Espero que
essa introdução tenha ajudado a você a querer saber mais sobre política para que possa assumir
o seu papel de cidadão consciente e ativo na comunidade que vive.
Vamos começar a aula de hoje: a invenção da política! Falamos que a política nasce na
Grécia. Quer dizer que não existia política antes dos gregos? Não é bem assim! Sempre existiu o
poder, mas o exercício dele era exercido por autoridades patriarcais e despóticas. Foram os
gregos que reformularam o sistema de poder e por isso falamos que a política nasceu com eles.
Os gregos inventaram a democracia. E é a democracia que nos lança na possibilidade de
participação política e elimina a arbitrariedade dos poderes tirânicos. Na democracia somos
cidadãos e podemos participar das decisões políticas. Na democracia, os governantes não
são mais definidos hereditariamente, como nas monarquias. Ao contrário, são eleitos.
Separa-se o poder político do religioso. Separa-se o poder militar do poder civil.
Na democracia, a leis são criadas depois de muitas disputas, mas emergem como aspiração
da comunidade e por isso são impessoais. Ou seja, não existem porque esse ou aquele quer, mas
nascem de um consenso, da vontade da maioria. Essa é a ideia de direito! As novas leis criam
direitos e deveres para todos os cidadãos que são iguais perante a lei. A palavra política vem de
pólis que em grego significa cidade. Por aí, podemos perceber que a política se relaciona com a
cidade, ou seja, com o bem comum. Não ficamos nada felizes quando os “políticos” se

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O documento apresenta questões sobre Sociologia da Educação, abordando conceitos como: I) A Sociologia da Educação como disciplina autônoma que estuda a educação como processo social e as relações entre escola e sociedade; II) As funções da educação sistemática em manter a estabilidade social através do controle e peneiramento social.

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O autor descreve como os valores morais e a ética no Brasil mudaram ao longo do tempo, passando de uma sociedade baseada no respeito pelos mais velhos e autoridades para uma em que a corrupção, criminalidade e materialismo prevalecem. Ele expressa nostalgia por um passado mais simples e seguro, quando as pessoas confiavam umas nas outras.

A ética e a moral – o problema da ação e dos valores
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Moral – refere-se ao conjunto de normas que orientam o comportamento humano com base nos valores de uma comunidade ou cultura. Ética – Aplica-se a disciplina filosófica que investiga esses sistemas morais, buscando compreender sua fundamentação e seus pressupostos. Nesse sentido , a ética é uma disciplina sobre uma prática humana.

eticanormas jurídicasteoria de piaget
esquecem disso e ao invés de cuidarem do bem comum se beneficiam indevidamente do lugar
que ocupam e tratam de encher o próprio bolso. Mas lembre-se! Isso é politicagem!
Para os antigos, que criaram esse belo caminho para a humanidade, que considera todos os
cidadãos como iguais, “a polís perfeita deve ser autárquica. Autarquia ( auto=próprio + arquia,
derivado de arché=princípio), ou seja, capaz de governar a si próprio e prover as
necessidades básicas de seus cidadãos”.
A democracia é então, o melhor caminho para os seres humanos praticarem a justiça. As leis
impedem a justiça “do olho por olho, dente por dente”. Ninguém pode fazer justiça com as próprias
mãos. Essa é a lei do mais forte, da selva. O ser humano é dotado de logos (pensamento,
linguagem, racionalidade) e isso nos leva a buscar entre nós, um consenso sobre como devemos
viver, o que é mais justo ou injusto, o que é certo ou errado. E todos os cidadãos podem e devem
participar dessa discussão, pois somos “animais políticos”, nos ensina o filósofo Aristóteles. Sim,
somos os únicos animais que CRIAM leis. Então, dizemos que os seres humanos são políticos por
natureza, em oposição aos demais animais que vivem segundo as leis da natureza.
Até hoje estamos buscamos mecanismos para aperfeiçoarmos a democracia que foi
inventada há tantos séculos. Muita coisa já mudou ao longo dos anos. Os gregos, mais
especificamente, os atenienses, criaram a democracia direta. Hoje, vivemos na democracia
representativa. Votamos e elegemos quem vai nos representar. Por isso é fundamental
acompanhar de perto o que fazem os políticos profissionais. Outra diferença grande em relação à
democracia de hoje e a da antiguidade é que quando foi criada só eram considerados cidadãos os
atenienses, homens e livres. Ou seja, mulheres, estrangeiros e escravos não participavam da vida
9 pública. Demorou muito tempo para as mulheres serem consideradas cidadãs e poderem
participar da vida pública. Como a democracia pressupõe a igualdade de todos os cidadãos, não
deixar ninguém de fora é aperfeiçoar a democracia. Entendeu?
Espero que você esteja, a partir dessa aula, mais consciente da sua importância na cidade
e que quando ouvir alguém falar que “detesta política” possa declamar o poema de Brecht
para os amigos que ainda não compreenderam isso!
5. Escreva sobre a diferença de politicagem e política, segundo a aula de hoje.
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6. Explique com suas palavras a concepção de Aristóteles: o homem é um animal político.
______________________________________________________________________________
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7. Leia atentamente os versos de cunho político do poeta e dramaturgo alemão Bertolt
Brecht: “Nós vos pedimos com insistência: Nunca digam — isso é natural! (...) A fim de que
nada passe por ser imutável”
De acordo com as ideias de Brecht expostas no trecho acima é correto afirmar que:
a) O ser humano faz parte da natureza e por isso o mundo que constrói é imutável.
b) Os valores humanos são absolutos, portanto não podem ser modificados.
c) O homem é superior à natureza e por isso o mundo construído por ele é imutável.
d) Os valores humanos são estáticos, pois são frutos de suas predisposições naturais.
e) O ser humano é criador de valores e por isso estes podem ser modificados.
CONCEITO DE IDEOLOGIA
IDEOLOGIA é “um conjunto de inverdades difundidas através de idéias falsas, símbolos,
preconceitos, propagandas e “slogans” para neutralizar e dominar aqueles que historicamente
pertencem à classe dos dominados, sem que eles se percebam como sendo dominados. A
ideologia trabalha para esconder as diferenças sociais, passando uma imagem de que todos
somos iguais. No máximo ela admite que há uma divisão (é evidente, que é impossível negá-la)
porque : “o indivíduo é pobre porque quer”, “quem não estuda não progride na vida”, “os pobres
são pobres porque querem”, “a pobreza é abençoada por Deus”. A ideologia é um fator de
estabilização social.
A ideologia nos meios de comunicação: Os meios de comunicação são na atualidade um dos
maiores veículos de transmissão e imposição da ideologia dominante. São várias as formas
usadas pelos meios de comunicação para impor a ideologia dominante (burguesa e capitalista).
Vejamos algumas:
a) a ideologia do consumismo: o capitalismo tem o poder de transformar tudo em mercadoria: o
“dia das mães”, “dos namorados”, “das crianças”, etc. A cada festa, mais lucro para o capitalista...
mais pobreza, porém, para a consciência de boa parte dos consumidores, que já perdeu a
capacidade de tomar uma atitude de crítica diante do fato de dar e receber presentes. O
importante é ter e não ser. O amor e a amizade são traduzidos pelo ter, pelo possuir, pelo
presentear, muitas vezes esquecendo o verdadeiro significado do amor e da amizade. Seguindo a
ideologia do consumismo quantas pessoas compram coisas que nunca irão usar. Compram
porque foram induzidas, forçadas pela propaganda. Muitas vezes a propaganda amortece a
capacidade crítica do indivíduo, transformando-o num robô consumista. Quantas propagandas são
enganosas porque não dizem realmente a verdade sobre o produto apresentado. Outras são
imorais – não porque apelam para o nu – mas porque apelam para a mentira, para a chantagem
emocional, para a destruição dos valores morais ou sociais;
b) a ideologia da moda – também uma característica do capitalismo, que, precisando a cada
instante do lucro, busca na moda uma imposição dos seus padrões. A moda do verão, do inverno,
do natal, da praia, do esporte...e assim, explora-se duplamente o trabalhador: pagando-lhe um
salário de miséria e sugando-lhe este pouco salário através do consumismo e da moda.
c) a ideologia imperialista: isto é, a ideologia das multinacionais e das nações ricas, manifesta e
expressa nos “enlatados” (filmes) e “shows fantásticos” que mostram o modo de vida das nações
ditas desenvolvidas.
d) a ideologia da segregação – que se manifesta no racismo, na condição de inferioridade da
mulher ou do pobre e, por conseguinte, na exaltação da riqueza, da força do homem, no elogio ao
esperto, na superioridade do homem estudado, etc. Observe como são os cenários das novelas:
que belos apartamentos, que belas salas, que ricas modas. Mesmo os pobres nas novelas têm
carro, vivem em casas onde os móveis têm um padrão de classe média, sem fome e copos de
estrato de tomate. Não se explica de onde vem o dinheiro e tudo parece perfeito, com homens
engravatados e mulheres maquiladas. No fundo, a ideologia faz com que o trabalhador, que
produz quase tudo que aparece na TV e que não pode possuir bens, se console em ver tudo isso!
FONTE: http://mundosocialnove.blogspot.com.br/2009/10/o-que-e-ideologia.html
http://www.suapesquisa.com/o_que_e/ideologia.htm
8. Dentre as frases a seguir, IDENTIFIQUE aquela que expressa a principal função das
propagandas em uma sociedade de consumo.
a) Informar os consumidores acerca das virtudes dos produtos.
b) Divulgar o produto para atingir uma demanda já existente.
c) Esconder os problemas dos produtos.
d) Criar a necessidade de consumo do produto, alavancando assim a demanda.
e) Aumentar o consumo do produto através da divulgação da sua marca.
9. “[...] uma grande marca enaltece - acrescenta um maior sentido de propósito à
experiência, seja o desafio de dar o melhor de si nos esportes e nos exercícios físicos ou a
afirmação de que a xícara de café que você bebe realmente importa [...] Segundo o velho
paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo,
contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro produto, a marca, e a venda de uma
marca adquire um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”. O
efeito desse processo pode ser observado na fala de um empresário da Internet
comentando sua decisão de tatuar o logo da Nike em seu umbigo: “Acordo toda manhã,
pulo para o chuveiro, olho para o símbolo e ele me sacode para o dia. É para me lembrar a
cada dia como tenho de agir, isto é, ‘just do it’.” (KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das
marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 45-76.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre IDEOLOGIA, é correto afirmar:
a) A atual tendência do capitalismo globalizado é produzir marcas que estimulam a
conscientização em detrimento dos processos de alienação.
b) O capitalismo globalizado, ao tornar o ser humano desideologizado, aproximou-se dos ideais
marxistas quanto ao ideal humano.
c) Graças às marcas e à influência da mídia, em sua atuação educativa, as pessoas tornaram-se
menos sujeitas ao consumo.
d) O trabalho ideológico em torno das marcas solucionou as crises vividas desde a década de
1970 pelo capital oligopólico.
e) Por meio da ideologia associada à mundialização do capital, ampliou-se o fetichismo das
mercadorias, o qual se reflete na resposta social às marcas.
10. Quando se fala em ideologia como visão distorcida das relações sociais, forma
alienada de ver a realidade, queremos mostrar, por meio do pensamento marxiano, que “a
função principal da ideologia é ocultar e dissimular as divisões sociais e políticas, dar-lhes
a aparência de indivisões e de diferenças naturais entre os seres humanos”. Quando Chaui
refere-se a dar falsas aparências e dissimular relações sociais, ela, sobretudo, ressalta a
concepção marxista de ideologia construída em cima principalmente de uma crítica às
visões sobre o mesmo tema que tinham os jovens hegelianos. Marcelo Dorneles Michel.
Ideologia e ocultamento no pensamento marxiano. Internet: http://www.ucpel.tche.br/
A partir desse texto, assinale a opção correta a respeito das ideias de Marx.
a) O conceito de alienação da produção refere-se apenas à ocultação dos lucros obtidos a partir
da exploração do trabalho assalariado.
b) A alienação filosófica acontece quando o Estado representa os interesses da burguesia
hegemônica.
c) A democracia representativa é instrumento de alienação das classes trabalhadoras, na medida
em que o Estado representa apenas os interesses das classes dominantes.
d) A recuperação da condição humana só poderá ocorrer por meio da transformação e evolução
contínua do capitalismo.
11. Comumente ouvimos falar do modo de vida americano, o american way of life. Trata-se
de um ideal muito difundido nos Estados Unidos, o qual estabelece a felicidade como
resultado necessário do trabalho individual, que é recompensado com o acesso ao
consumo de determinados bens. Sob o ponto de vista de certo marxismo, isso não passa
de uma ___________ burguesa, a qual identifica no mercado a garantia de sustentação dos
seus privilégios de classe.
INDIQUE a palavra que melhor completa o trecho lido acima.
a) Indústria cultural.
b) Conspiração.
c) Ideologia.
d) Percepção.
e) Alienação.
12. A Filosofia e a Sociologia são disciplinas que promovem uma reflexão crítica sobre os
mais variados temas, particularmente o da ideologia. Partindo de uma análise crítica e
utilizando o conceito de ideologia desenvolvido por Marx e outros pensadores, é correto
afirmar que o cartum:
a) revela que, independentemente dos
indivíduos e das classes sociais, todos
pertencemos ao povo brasileiro.
b) mostra que, diante da televisão, todos os
brasileiros são iguais nesse momento.
c) sugere que há um crescimento quantitativo
dos telespectadores com o passar do tempo.
d) mostra que o discurso sobre “povo
brasileiro” é ideológico, falso, abole as
divisões e desigualdades sociais.
13. “Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no
pode. Ideologia, eu quero uma pra viver!! Ideologia, eu quero uma
para viver”. Esses versos, escritos e cantados por Cazuza em uma
de suas canções, servem para exemplificar como esses conceito
de larga utilização sociológica também pode ser utilizado pelo
senso comum.
Considerando as múltiplas acepções do termo ideologia, assinale
qual destas alternativas está correta.
a) O termo ideologia aparece pela primeira vez significando
“filosofia”.
b) Ideologia pode ser entendida como um meio para que o povo
tenha mais participação.
c) O termo ideologia pode ser interpretado como um sistema
repleto de verdades beneficentes.
c)A ideologia é a principal ferramenta da classe dominante para
controlar a população.

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Material impresso filosofia 3º ano - ensino regular - Prof. Ms. Noe Assunção

  • 1. GOVERNO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO – SEEDUC-RJ COLÉGIO ESTADUAL ROSELÂNDIA MATERIAL IMPRESSO – 2020 Disciplina Curso Bimestre Série FILOSOFIA Ensino Médio 3ºe 4º 3º HABILIDADES E COMPETÊNCIAS A dimensão política Ideologia e práticas ideológicas. - Compreender o papel da política na atualidade a luz da noção de política na Antiguidade - Identificar e discutir filosoficamente justiça, relações de poder, democracia e liberdade. - Perceber-se como sujeito político na vida da cidade. - Analisar as práticas ideológicas e alienantes presentes no cotidiano e suas repercussões para o mundo do trabalho. - Ser capaz de identificar práticas ideológicas no cotidiano.
  • 2. TEXTO - PARTICIPAÇÃO POLÍTICAE CIDADANIA Caro aluno é muito comum ouvirmos dizer que somos cidadãos e devemos lutar pela garantia dos nossos direitos. Mas o que significa ser cidadão e de onde vêm os direitos de cidadania? Para começar vamos conhecer a origem do conceito de cidadão. A primeira ideia de cidadão surgiu na Grécia antiga nas cidades-estados, como Atenas, e definia quem podia participar das discussões sobre os problemas da cidade. Essa participação era restrita aos homens livres, adultos, nascidos na cidade e com posses, portanto era uma cidadania restrita, pois excluía as mulheres, os jovens e crianças, os estrangeiros e os escravos. Na Idade Média, esses direitos foram ignorados e vão começar a surgir a partir de 1688 com a Revolução Inglesa, onde uma lei chamada Bill of Rigths, estabeleceu que o rei inglês não teria mais poder absoluto e que o país passaria a ser governado por um primeiro ministro escolhido entre os deputados eleitos pelo povo. Nesse primeiro momento, muito poucas pessoas tinham direito de participar votando para escolher os deputados. Contudo, a cidadania, assim como na Grécia antiga, ainda era para homens livres, adultos e com posse. A Revolução Francesa (1789) é um marco na constituição dos primeiros direitos de cidadania, os direitos civis. Nesse momento foi feita a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que foi a primeira a afirmar que todos os homens são iguais perante a lei. Contudo, apesar de afirma a igualdade entre todos, continuava a excluir as mulheres e os escravos do direito de participação política. Em 1948, após a segunda guerra mundial, a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que estende a liberdade e a igualdade de direitos, até nos campos econômico, social e cultural, a todos os seres humanos. De acordo com essa concepção universalista, os direitos humanos estão acima de qualquer poder existente, seja do Estado, seja dos governantes Falamos em direitos de cidadania e você deve estar perguntando que direitos são esses? Vamos enumerar os direitos que compõem a cidadania e sua abrangência: 1 – Direitos civis: liberdade de expressão, direito de ir e vir, direito a propriedade, direito a justiça; 2 – Direitos políticos: liberdade de aderir a sindicatos e associações profissionais, direito de votar e ser votado; 3 – Direitos sociais: direito a educação, saúde, transporte, previdência social. Os primeiro direitos a surgir foram os civis, seguidos dos políticos e por último os sociais. Contudo esses direitos não foram dados, como vimos acima os direitos civis surgiram após duas revoluções, a inglesa e a francesa, ou seja, foi necessária muita luta para que os indivíduos passassem a ter os primeiros direitos. Como vimos também, esses direitos não foram dados para todos, já que a maioria da população era excluída de sua abrangência. Através dos tempos a extensão dos direitos de cidadania para mais pessoas só foi conseguida através de muita luta e participação política da população. Como exemplo, as mulheres no Brasil só tiveram reconhecido seu direito de voto em 1932 e na Suíça esse direto só foi alcançado em 1974. Você já deve ter percebido que não só a conquista, mas também a manutenção de direitos pelo cidadão só se deu e ainda se dá através da participação política, seja através de manifestações reivindicatórias seja através do exercício do voto em eleições, seja através de greves de trabalhadores.
  • 3. ATIVIDADE AVALIATIVA DE FILOSOFIA 3º ANO Professor: NOE ASSUNÇÃO AVALIAÇÃO – VALOR: 4,0 pontos Aluno (a): Nota: Caro aluno, agora que você já leu O TEXTO “Paricipação Política e cidadania”, disponível no início dessa apostila, vamos fazer uma reflexão sobre os temas abordados na leitura. Para isso, responda as perguntas abaixo: 1 – Todo brasileiro tem condições de vida digna? ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 2 – Os direitos de cidadania estão acessíveis a todos os cidadãos brasileiros? Justifique. ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 3.“O cidadão é um individuo que tem consciência de seus direitos e deveres e participa ativamente de todas as questões da sociedade. Tudo que acontece no mundo acontece comigo...” (Herbert de Souza – Betinho) segundo a definição acima, podemos afirmar que: a) O cidadão é o individuo que se omite frente ao debate político. b) A prática da cidadania está ligada à defesa de interesses individuais. c) A cidadania compreende a necessidade que as pessoas tem em participarem sempre visando o funcionamento da sociedade. d) A cidadania é algo apenas restrito aos estudiosos e políticos. e) O cidadão é aquele que vive em uma sociedade. 4. Segundo Aristóteles, "na cidade com o melhor conjunto de normas e naquela dotada de homens absolutamente justos, os cidadãos não devem viver uma vida de trabalho trivial ou de negócios — esses tipos de vida são desprezíveis e incompatíveis com as qualidades morais —, tampouco devem ser agricultores os aspirantes à cidadania, pois o lazer é indispensável ao desenvolvimento das qualidades morais e à prática das atividades políticas". (VAN ACKER, T. Grécia. A vida cotidiana na cidade-Estado. São Paulo: Atual, 1994). O trecho, retirado da obra Política, de Aristóteles, permite compreender que a cidadania: a) possui uma dimensão histórica que deve ser criticada, pois é condenável que os políticos de qualquer época fiquem entregues à ociosidade, enquanto o resto dos cidadãos tem de trabalhar. b) era entendida como uma dignidade própria dos grupos sociais superiores, fruto de uma concepção política profundamente hierarquizada da sociedade. c) estava vinculada, na Grécia Antiga, a uma percepção política democrática, que levava todos os habitantes da pólis a participarem da vida cívica. d) tinha profundas conexões com a justiça, razão pela qual o tempo livre dos cidadãos deveria ser dedicado às atividades vinculadas aos tribunais. e) vivida pelos atenienses era, de fato, restrita àqueles que se dedicavam à política e que tinham tempo para resolver os problemas. Governodo Riode Janeiro Secretariade Estadode Educação ColégioEstadual Roselândia
  • 4. TEXTO- AINVENÇÃO DAPOLÍTICA O analfabeto político Bertold Brecht O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas. O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo. Nada é impossível de mudar. Desconfiai do mais trivial, na aparência singela. E examinai, sobretudo, o que parece habitual. Suplicamos expressamente: não aceiteis o que é de hábito como coisa natural, pois em tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural nada deve parecer impossível de mudar. http://www.mcpbrasil.org.br/o-mcp/poemas/item/344-bertold-brecht-o-analfabeto-pol%C3%ADtico Hoje em dia, é comum ouvirmos muitas pessoas dizendo que não querem saber de política ou detestam política. Espero que o poema de Brecht tenha ajudado você, estudante, a perceber o quão grave é essa afirmação. Não há como o ser humano se ausentar da política. A “ausência” já seria um posicionamento e com graves consequências, como vimos pelo poema. Mas se a política é tão importante, como tanta gente pode afirmar que não gosta de política? É que as pessoas que assim falam, estão se referindo a “política profissional” e ao afirmarem que detestam política querem na verdade, fazer uma critica ao andamento das políticas e ao comportamento de alguns políticos profissionais que se corrompem e não fazem política, mas POLITICAGEM. Vamos usar esse termo para falar da má política, a partir de agora ok? A corrupção, o “se dar bem” à custa do dinheiro do povo, não é política. É politicagem e crime. E precisamos criar mecanismos de defesa para combater essas más práticas. Espero que essa introdução tenha ajudado a você a querer saber mais sobre política para que possa assumir o seu papel de cidadão consciente e ativo na comunidade que vive. Vamos começar a aula de hoje: a invenção da política! Falamos que a política nasce na Grécia. Quer dizer que não existia política antes dos gregos? Não é bem assim! Sempre existiu o poder, mas o exercício dele era exercido por autoridades patriarcais e despóticas. Foram os gregos que reformularam o sistema de poder e por isso falamos que a política nasceu com eles. Os gregos inventaram a democracia. E é a democracia que nos lança na possibilidade de participação política e elimina a arbitrariedade dos poderes tirânicos. Na democracia somos cidadãos e podemos participar das decisões políticas. Na democracia, os governantes não são mais definidos hereditariamente, como nas monarquias. Ao contrário, são eleitos. Separa-se o poder político do religioso. Separa-se o poder militar do poder civil. Na democracia, a leis são criadas depois de muitas disputas, mas emergem como aspiração da comunidade e por isso são impessoais. Ou seja, não existem porque esse ou aquele quer, mas nascem de um consenso, da vontade da maioria. Essa é a ideia de direito! As novas leis criam direitos e deveres para todos os cidadãos que são iguais perante a lei. A palavra política vem de pólis que em grego significa cidade. Por aí, podemos perceber que a política se relaciona com a cidade, ou seja, com o bem comum. Não ficamos nada felizes quando os “políticos” se
  • 5. esquecem disso e ao invés de cuidarem do bem comum se beneficiam indevidamente do lugar que ocupam e tratam de encher o próprio bolso. Mas lembre-se! Isso é politicagem! Para os antigos, que criaram esse belo caminho para a humanidade, que considera todos os cidadãos como iguais, “a polís perfeita deve ser autárquica. Autarquia ( auto=próprio + arquia, derivado de arché=princípio), ou seja, capaz de governar a si próprio e prover as necessidades básicas de seus cidadãos”. A democracia é então, o melhor caminho para os seres humanos praticarem a justiça. As leis impedem a justiça “do olho por olho, dente por dente”. Ninguém pode fazer justiça com as próprias mãos. Essa é a lei do mais forte, da selva. O ser humano é dotado de logos (pensamento, linguagem, racionalidade) e isso nos leva a buscar entre nós, um consenso sobre como devemos viver, o que é mais justo ou injusto, o que é certo ou errado. E todos os cidadãos podem e devem participar dessa discussão, pois somos “animais políticos”, nos ensina o filósofo Aristóteles. Sim, somos os únicos animais que CRIAM leis. Então, dizemos que os seres humanos são políticos por natureza, em oposição aos demais animais que vivem segundo as leis da natureza. Até hoje estamos buscamos mecanismos para aperfeiçoarmos a democracia que foi inventada há tantos séculos. Muita coisa já mudou ao longo dos anos. Os gregos, mais especificamente, os atenienses, criaram a democracia direta. Hoje, vivemos na democracia representativa. Votamos e elegemos quem vai nos representar. Por isso é fundamental acompanhar de perto o que fazem os políticos profissionais. Outra diferença grande em relação à democracia de hoje e a da antiguidade é que quando foi criada só eram considerados cidadãos os atenienses, homens e livres. Ou seja, mulheres, estrangeiros e escravos não participavam da vida 9 pública. Demorou muito tempo para as mulheres serem consideradas cidadãs e poderem participar da vida pública. Como a democracia pressupõe a igualdade de todos os cidadãos, não deixar ninguém de fora é aperfeiçoar a democracia. Entendeu? Espero que você esteja, a partir dessa aula, mais consciente da sua importância na cidade e que quando ouvir alguém falar que “detesta política” possa declamar o poema de Brecht para os amigos que ainda não compreenderam isso! 5. Escreva sobre a diferença de politicagem e política, segundo a aula de hoje. ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________ 6. Explique com suas palavras a concepção de Aristóteles: o homem é um animal político. ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________ 7. Leia atentamente os versos de cunho político do poeta e dramaturgo alemão Bertolt Brecht: “Nós vos pedimos com insistência: Nunca digam — isso é natural! (...) A fim de que nada passe por ser imutável” De acordo com as ideias de Brecht expostas no trecho acima é correto afirmar que: a) O ser humano faz parte da natureza e por isso o mundo que constrói é imutável. b) Os valores humanos são absolutos, portanto não podem ser modificados. c) O homem é superior à natureza e por isso o mundo construído por ele é imutável. d) Os valores humanos são estáticos, pois são frutos de suas predisposições naturais. e) O ser humano é criador de valores e por isso estes podem ser modificados.
  • 6. CONCEITO DE IDEOLOGIA IDEOLOGIA é “um conjunto de inverdades difundidas através de idéias falsas, símbolos, preconceitos, propagandas e “slogans” para neutralizar e dominar aqueles que historicamente pertencem à classe dos dominados, sem que eles se percebam como sendo dominados. A ideologia trabalha para esconder as diferenças sociais, passando uma imagem de que todos somos iguais. No máximo ela admite que há uma divisão (é evidente, que é impossível negá-la) porque : “o indivíduo é pobre porque quer”, “quem não estuda não progride na vida”, “os pobres são pobres porque querem”, “a pobreza é abençoada por Deus”. A ideologia é um fator de estabilização social. A ideologia nos meios de comunicação: Os meios de comunicação são na atualidade um dos maiores veículos de transmissão e imposição da ideologia dominante. São várias as formas usadas pelos meios de comunicação para impor a ideologia dominante (burguesa e capitalista). Vejamos algumas: a) a ideologia do consumismo: o capitalismo tem o poder de transformar tudo em mercadoria: o “dia das mães”, “dos namorados”, “das crianças”, etc. A cada festa, mais lucro para o capitalista... mais pobreza, porém, para a consciência de boa parte dos consumidores, que já perdeu a capacidade de tomar uma atitude de crítica diante do fato de dar e receber presentes. O importante é ter e não ser. O amor e a amizade são traduzidos pelo ter, pelo possuir, pelo presentear, muitas vezes esquecendo o verdadeiro significado do amor e da amizade. Seguindo a ideologia do consumismo quantas pessoas compram coisas que nunca irão usar. Compram porque foram induzidas, forçadas pela propaganda. Muitas vezes a propaganda amortece a capacidade crítica do indivíduo, transformando-o num robô consumista. Quantas propagandas são enganosas porque não dizem realmente a verdade sobre o produto apresentado. Outras são imorais – não porque apelam para o nu – mas porque apelam para a mentira, para a chantagem emocional, para a destruição dos valores morais ou sociais; b) a ideologia da moda – também uma característica do capitalismo, que, precisando a cada instante do lucro, busca na moda uma imposição dos seus padrões. A moda do verão, do inverno, do natal, da praia, do esporte...e assim, explora-se duplamente o trabalhador: pagando-lhe um salário de miséria e sugando-lhe este pouco salário através do consumismo e da moda. c) a ideologia imperialista: isto é, a ideologia das multinacionais e das nações ricas, manifesta e expressa nos “enlatados” (filmes) e “shows fantásticos” que mostram o modo de vida das nações ditas desenvolvidas. d) a ideologia da segregação – que se manifesta no racismo, na condição de inferioridade da mulher ou do pobre e, por conseguinte, na exaltação da riqueza, da força do homem, no elogio ao esperto, na superioridade do homem estudado, etc. Observe como são os cenários das novelas: que belos apartamentos, que belas salas, que ricas modas. Mesmo os pobres nas novelas têm carro, vivem em casas onde os móveis têm um padrão de classe média, sem fome e copos de estrato de tomate. Não se explica de onde vem o dinheiro e tudo parece perfeito, com homens engravatados e mulheres maquiladas. No fundo, a ideologia faz com que o trabalhador, que produz quase tudo que aparece na TV e que não pode possuir bens, se console em ver tudo isso! FONTE: http://mundosocialnove.blogspot.com.br/2009/10/o-que-e-ideologia.html http://www.suapesquisa.com/o_que_e/ideologia.htm
  • 7. 8. Dentre as frases a seguir, IDENTIFIQUE aquela que expressa a principal função das propagandas em uma sociedade de consumo. a) Informar os consumidores acerca das virtudes dos produtos. b) Divulgar o produto para atingir uma demanda já existente. c) Esconder os problemas dos produtos. d) Criar a necessidade de consumo do produto, alavancando assim a demanda. e) Aumentar o consumo do produto através da divulgação da sua marca. 9. “[...] uma grande marca enaltece - acrescenta um maior sentido de propósito à experiência, seja o desafio de dar o melhor de si nos esportes e nos exercícios físicos ou a afirmação de que a xícara de café que você bebe realmente importa [...] Segundo o velho paradigma, tudo o que o marketing vendia era um produto. De acordo com o novo modelo, contudo, o produto sempre é secundário ao verdadeiro produto, a marca, e a venda de uma marca adquire um componente adicional que só pode ser descrito como espiritual”. O efeito desse processo pode ser observado na fala de um empresário da Internet comentando sua decisão de tatuar o logo da Nike em seu umbigo: “Acordo toda manhã, pulo para o chuveiro, olho para o símbolo e ele me sacode para o dia. É para me lembrar a cada dia como tenho de agir, isto é, ‘just do it’.” (KLEIN, Naomi. Sem logo: a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro: Record, 2002, p. 45-76.) Com base no texto e nos conhecimentos sobre IDEOLOGIA, é correto afirmar: a) A atual tendência do capitalismo globalizado é produzir marcas que estimulam a conscientização em detrimento dos processos de alienação. b) O capitalismo globalizado, ao tornar o ser humano desideologizado, aproximou-se dos ideais marxistas quanto ao ideal humano. c) Graças às marcas e à influência da mídia, em sua atuação educativa, as pessoas tornaram-se menos sujeitas ao consumo. d) O trabalho ideológico em torno das marcas solucionou as crises vividas desde a década de 1970 pelo capital oligopólico. e) Por meio da ideologia associada à mundialização do capital, ampliou-se o fetichismo das mercadorias, o qual se reflete na resposta social às marcas. 10. Quando se fala em ideologia como visão distorcida das relações sociais, forma alienada de ver a realidade, queremos mostrar, por meio do pensamento marxiano, que “a função principal da ideologia é ocultar e dissimular as divisões sociais e políticas, dar-lhes a aparência de indivisões e de diferenças naturais entre os seres humanos”. Quando Chaui refere-se a dar falsas aparências e dissimular relações sociais, ela, sobretudo, ressalta a concepção marxista de ideologia construída em cima principalmente de uma crítica às visões sobre o mesmo tema que tinham os jovens hegelianos. Marcelo Dorneles Michel. Ideologia e ocultamento no pensamento marxiano. Internet: http://www.ucpel.tche.br/ A partir desse texto, assinale a opção correta a respeito das ideias de Marx. a) O conceito de alienação da produção refere-se apenas à ocultação dos lucros obtidos a partir da exploração do trabalho assalariado. b) A alienação filosófica acontece quando o Estado representa os interesses da burguesia hegemônica. c) A democracia representativa é instrumento de alienação das classes trabalhadoras, na medida em que o Estado representa apenas os interesses das classes dominantes. d) A recuperação da condição humana só poderá ocorrer por meio da transformação e evolução contínua do capitalismo.
  • 8. 11. Comumente ouvimos falar do modo de vida americano, o american way of life. Trata-se de um ideal muito difundido nos Estados Unidos, o qual estabelece a felicidade como resultado necessário do trabalho individual, que é recompensado com o acesso ao consumo de determinados bens. Sob o ponto de vista de certo marxismo, isso não passa de uma ___________ burguesa, a qual identifica no mercado a garantia de sustentação dos seus privilégios de classe. INDIQUE a palavra que melhor completa o trecho lido acima. a) Indústria cultural. b) Conspiração. c) Ideologia. d) Percepção. e) Alienação. 12. A Filosofia e a Sociologia são disciplinas que promovem uma reflexão crítica sobre os mais variados temas, particularmente o da ideologia. Partindo de uma análise crítica e utilizando o conceito de ideologia desenvolvido por Marx e outros pensadores, é correto afirmar que o cartum: a) revela que, independentemente dos indivíduos e das classes sociais, todos pertencemos ao povo brasileiro. b) mostra que, diante da televisão, todos os brasileiros são iguais nesse momento. c) sugere que há um crescimento quantitativo dos telespectadores com o passar do tempo. d) mostra que o discurso sobre “povo brasileiro” é ideológico, falso, abole as divisões e desigualdades sociais. 13. “Meus heróis morreram de overdose, meus inimigos estão no pode. Ideologia, eu quero uma pra viver!! Ideologia, eu quero uma para viver”. Esses versos, escritos e cantados por Cazuza em uma de suas canções, servem para exemplificar como esses conceito de larga utilização sociológica também pode ser utilizado pelo senso comum. Considerando as múltiplas acepções do termo ideologia, assinale qual destas alternativas está correta. a) O termo ideologia aparece pela primeira vez significando “filosofia”. b) Ideologia pode ser entendida como um meio para que o povo tenha mais participação. c) O termo ideologia pode ser interpretado como um sistema repleto de verdades beneficentes. c)A ideologia é a principal ferramenta da classe dominante para controlar a população.