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Planeamento e
Gestão do
Orçamento Familiar
UFCD 9820
UFCD
9820
 Avaliar os riscos e a incerteza no plano financeiro ou identificar fatores de
incerteza no rendimento e na despesa
 Distinguir entre objetivos de curto prazo e objetivos de longo prazo.
 Utilizar a conta de depósito à ordem e os meios de pagamento
 Distinguir entre despesas fixas e variáveis e entre despesas necessárias e
supérfluas.
 Elaborar um orçamento familiar, identificando
rendimentos e despesas e apurando o respetivo saldo.
2
3
CARGA HORÁRIA: 25HORAS
 Orçamento familiar
 Fontes de rendimento: salário, pensão, subsídios, juros e dividendos, rendas
• Deduções ao rendimento: impostos e contribuições para a segurança social
• Distinção entre rendimento bruto e rendimento líquido
 Tipos de despesas
• Despesas fixas (por ex. renda de casa, escola dos filhos, pagamento de empréstimos)
• Despesas variáveis prioritárias (por ex.: alimentação)
• Despesas variáveis não prioritárias
 A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas
4
 Planeamento do orçamento
 Distinção entre objetivos de curto e de longo prazo
 Cálculo das necessidades de poupança para a satisfação de objetivos no longo
prazo
 A poupança
5
 Fatores de incerteza
 No rendimento (por ex. desemprego, divórcio, redução salarial, promoção)
 Nas despesas (por ex. doença, acidente)
 Precaução
 Constituição de um 'fundo de emergência' para fazer face a imprevistos
 Importância dos seguros (por ex. acidentes, saúde)
 Conta de depósitos à ordem
 Abertura da conta à ordem: elementos de identificação
 Tipo de conta: individual, solidária e conjunta
 Movimentação e saldo da conta: saldo disponível, saldo contabilístico e saldo
autorizado
 Formas de controlar os movimentos e o saldo da conta à ordem
 Custos de manutenção da conta de depósitos à ordem
 Descobertos autorizados em conta à ordem: vantagens e custos
6
 Meios de pagamento
 Notas e moedas
 Cheques: tipos de cheques (por ex. cruzados, não à ordem), endosso
 Débitos diretos: domiciliação de pagamentos, cancelamento
 Transferências interbancárias
 Cartões de débito
 Cartões de crédito
7
8
Orçamento familiar
 O orçamento é uma importante ferramenta para conhecer, gerir e
equilibrar os rendimentos e despesas de forma a planear e alcançar os
nossos objetivos.
Porque é importante a
elaboração do
orçamento?
9
Orçamento familiar
 A elaboração do orçamento permite:
 Conhecer e organizar a vida
financeira
 Identificar hábitos de consumo
 Definir prioridades e objetivos
 Prevenir imprevistos
10
Orçamento familiar
 Um orçamento diz-nos aquilo que
não temos dinheiro para comprar.
Não nos impede de o fazer.
William Feather
11
Orçamento familiar
 O encargo de
uma família,
hoje em dia, é
semelhante ao
de uma
microempresa.
Tem receitas,
tem despesas e
os gastos
devem ser
estruturados.
Orçamento
Familiar
Rendimentos
do agregado
familiar
Poupanças
Despesas do
agregado
familiar
Para onde vai o dinheiro?
De onde vem o dinheiro?
12
Orçamento familiar
 Ninguém tem a capacidade de mentalmente controlar todas as despesas e
receitas de uma família, por muito que admita que tem tudo controlado.
 Todos sabemos onde gastamos o nosso dinheiro e quanto recebemos todos
os meses.
Poucos de nós aceitamos que alguém nos
diga que estamos a gastar dinheiro de mais,
ou que gastamos dinheiro a comprar o que
não precisamos. Ou simplesmente que
insinuem que não sabemos gerir o nosso
dinheiro (levamos isso mesmo como uma
ofensa grave e uma intromissão nas nossas
vidas).
13
Orçamento familiar
 Só Existem Duas Formas
para ter Mais Dinheiro
Ou poupamos mais dinheiro
Ou ganhamos mais dinheiro
14
Orçamento familiar
Basicamente é resumir toda a nossa vida financeira num pequeno mapa
onde as orientações surgem da conjugação dos números.
Elaborar um orçamento familiar permite-nos ver estes dois
caminhos com maior clareza, pois ficamos sensíveis aos nossos
ganhos, provenientes do nosso esforço laboral, e sensíveis aos
nossos gastos, resultantes do nosso estilo de vida e das nossas
necessidades.
Permite criar regras, eliminar excessos e acompanhar todas as estratégias
e objetivos financeiros.
Elaborar um orçamento familiar permite assim ter controlo sobre o seu
dinheiro, saber como está a gastar o seu dinheiro e onde o está a gastar.
15
Orçamento familiar
Mudança cultural e de hábitos
 Antigamente
 Ato de poupar era valorizado e ensinado
 Poupava-se para estar preparado para o “amanhã”
 Ficar a dever era encarado como uma vergonha
 Atualmente
 Desmaterialização do dinheiro
(cartões de débito e crédito)
 Perceção de que haverá sempre um crédito disponível
16
Orçamento familiar
 A família, incluindo os mais jovens, deverá ser envolvida na gestão
financeira da família. Se os objetivos de curto, médio e longo prazo forem
definidos em conjunto, o envolvimento e a predisposição para o seu
cumprimento é maior.
A informação
transmitida às
crianças deverá
depender da sua
maturidade.
É importante que conheçam
a sua capacidade financeira
real, por isso pode-se ir
explicando o que se pode ou
não gastar e porquê.
17
Orçamento familiar
Etapas da elaboração do orçamento:
Identificar os
rendimentos
Identificar as
despesas
Calcular o
saldo
Gerir o
orçamento
18
Identificar os rendimentos:
 O rendimento corresponde ao “dinheiro que se ganha”.
 O rendimento é uma “entrada de dinheiro” que
pode estar sujeita a variabilidade.
 Há rendimentos que são:
 “fixos” (por ex. salários)
 outros que variam no seu valor (por ex.
comissões) e na periodicidade (por ex.
prémios).
19
Identificar os rendimentos:
 Os rendimentos da família dependem da situação dos membros do
agregado familiar e do seu património:
 Trabalhador por conta de outrem (professor, enfermeiro, polícia,
engenheiro, bancário, …)
 Trabalhador por conta própria (empresário, estilista, arquiteto, …)
 Reformado/pensionista
 Desempregado
 Arrendatário (proprietário de imóveis, …)
 Aforrador/Investidor (detentor de depósitos e de outras aplicações
financeiras).
20
Tipos de rendimentos:
 Os rendimentos fixos são aqueles cujo valor se mantém inalterado
durante o período de tempo que se conhece (por exemplo, os salários ou
as pensões de reforma).
 Os rendimentos variáveis, tal como o nome indica, são os que variam ao
longo do tempo (por exemplo, os juros de depósito).
21
Tipos de rendimentos:
 Podem ainda existir rendimentos imprevistos, que são rendimentos
inesperados ou de montante não conhecido (por exemplo, um prémio de
produtividade).
 Estes rendimentos não devem ser considerados na elaboração do orçamento
familiar dado o seu carácter irregular e imprevisível.
22
Tipos de rendimentos:
 Na elaboração do orçamento familiar devem ser incluídos os rendimentos
efetivamente recebidos, ou seja, os rendimentos líquidos depois de
descontado o pagamento de impostos e de contribuições para a segurança
social.
 Segurança social: 11% do vencimento bruto
(Trabalhadores em geral por conta de outrem)
 Pagamento de impostos: Mediante tabela de retenção
consoante agregado familiar
23
Tipos de rendimentos:
Rendimento Bruto
Rendimento
Líquido
24
 Pressupostos para cálculo do rendimento líquido:
 Rendimento bruto;
 Residência fiscal (Continente, Açores ou Madeira);
 Regime (Geral ou Deficientes);
 Estado Civil (Não casado, Casado 1 titular, Casado 2 titulares);
 Número de dependentes (1, 2, 3, 4 e 5 ou mais).
 Tabela de retenção na fonte de acordo com o OGE de cada ano.
 Taxa contributiva para a segurança social
25
Tipos de rendimentos:
Rendimento liquido = Rendimento
Bruto - Impostos (contribuição segurança social e IRS)
26
Rendimento
disponível
Poupança
Consumo
27
 Designamos por consumo a despesa em bens e serviços com vista a
satisfação de necessidades e desejos. Estas podem ser necessidades
básicas, como alimentação, vestuário e habitação; ou desejos associados
ao consumo de bens de luxo, como férias num país exótico.
Consumo
28
 A poupança e a diferença entre o rendimento disponível e a despesa em
bens de consumo, sendo igual a variação da riqueza do indivíduo ou
família. A decisão entre consumo e poupança e, em última análise, uma
decisão entre consumo no presente e consumo no futuro.
Poupança
29
Identificar as despesas:
 As despesas do agregado familiar podem classificar-se em necessárias ou
supérfluas.
 As despesas necessárias correspondem aos gastos realizados na
aquisição de bens e serviços considerados essenciais, como
alimentação, vestuário, habitação…
 As despesas supérfluas correspondem aos gastos em bens e serviços
que podem ser dispensados ou substituídos por outros. Trata-se, regra
geral, da satisfação dos nossos desejos, por ex., aquisição dos últimos
modelos de vestuário ou calçado.
As despesas supérfluas podem ser reduzidas ou até eliminadas.
30
Identificar as despesas:
 A diferença entre o necessário e o supérfluo varia de pessoa para pessoa
e é condicionada pelas suas circunstâncias.
 As necessidades não são estáticas, podem evoluir. O que hoje é
supérfluo, amanhã pode ser necessário (caso do computador, por
exemplo).
 O gasto com o consumo de água é certamente uma despesa necessária.
Mas ainda assim é possível escolher entre a água da torneira e a água
engarrafada, e da água engarrafada é possível escolher entre diferentes
marcas…
31
Identificar as despesas:
 As despesas podem distinguir-se pelo seu grau de flexibilidade:
 As despesas fixas são as que não podem ser facilmente alteradas por nossa
iniciativa. Um exemplo é a prestação do crédito à habitação.
As despesas supérfluas podem corresponder a uma despesa fixa (por ex.
compra de um LCD com recurso ao crédito).
 As despesas variáveis podem ser alteradas, reduzidas ou mesmo eliminadas,
embora parte delas tenha sempre de ser feita, pelo menos até um determinado
montante, como é o caso das despesas com alimentação, água, gás e
eletricidade. São despesas variáveis porque o seu consumo pode ser ajustado.
32
Identificar as despesas:
 As despesas necessárias fixas são as relacionadas com necessidades
básicas e que não podem ser facilmente alteradas (por exemplo, a
prestação do crédito à habitação).
 As despesas necessárias variáveis são as que correspondem ao
pagamento de bens indispensáveis, mas cujo valor pode ser reduzido por
decisão da família (por exemplo, a compra de alimentos, a água, o gás ou
a luz).
33
Identificar as despesas:
 As despesas supérfluas fixas são as relacionadas com o pagamento de bens
e serviços não essenciais, mas que se mantêm no tempo (por exemplo, a
compra de uma viagem de lazer a crédito é uma despesa supérflua, mas
gera uma despesa fixa com a prestação do crédito).
 As despesas supérfluas variáveis correspondem ao pagamento de bens e
serviços não essenciais, cujos valores podem ser reduzidos ou até
eliminados (por exemplo, a aquisição de bens de consumo, como os
últimos modelos de vestuário ou calçado).
34
Identificar as despesas:
 Uma estrutura muito rígida da despesa (muitas despesas fixas) dificulta o
ajustamento caso surja uma situação que altere os rendimentos (por ex.
desemprego, divórcio, doença) ou as despesas (por ex. nascimento de um
filho).
35
 A diferença entre o necessário e o supérfluo depende de família para
família e das diferentes etapas da vida.
Identificar as despesas:
Uma despesa supérflua para um agregado familiar pode ser
necessária para outro agregado familiar.
Uma despesa supérflua numa fase da vida pode mais tarde ser
considerada como necessária.
Por exemplo, um automóvel pode ser um bem necessário para quem começa a trabalhar
por conta própria numa atividade comercial e ser um bem supérfluo para um estudante.
36
Identificar as despesas:
 Conhecer a estrutura de despesas do
agregado familiar permite mais facilmente
gerir o orçamento familiar, especialmente
perante situações imprevistas.
 O peso das despesas fixas e das despesas variáveis determina se
a estrutura de despesas
é
mais rígida ou mais flexível.
37
Identificar as despesas:
 Quanto maior o peso das despesas fixas mais rígida é a estrutura de
despesas do agregado familiar.
 Neste caso, é mais difícil ajustar o orçamento familiar
perante situações imprevistas de quebra de rendimento
ou de aumento de despesas.
38
39
Identificar as despesas:
 A análise à estrutura das despesas deve ter em atenção o peso das
prestações associadas aos empréstimos contraídos, calculando a taxa de
esforço.
 A taxa de esforço corresponde à percentagem do rendimento destinada ao
pagamento das prestações de créditos que tenham sido contraídos.
40
Identificar as despesas:
 Uma taxa de esforço elevada significa que uma parte importante do
rendimento se destina a pagar os encargos resultantes de empréstimos
bancários, os quais constituem despesas fixas.
 Quanto maior a taxa de esforço, maior o risco de surgirem dificuldades
financeiras, caso ocorra um imprevisto ou uma alteração de despesas e/ou
rendimentos.
41
Identificar as despesas:
 A taxa de esforço é apenas
um indicador dos encargos
financeiros da família. É
importante considerar a
composição do agregado
familiar e o nível de
rendimentos.
42
Calcular o saldo:
Se o saldo for positivo => poupança.
Se o saldo for negativo => avaliar as despesas e o rendimento.
 Depois de identificar todas as despesas e rendimentos é possível efetuar
um diagnóstico da situação financeira através do cálculo do saldo do
orçamento.
A noção de saldo como relação entre os
rendimentos e as despesas
Saldo do orçamento familiar = Rendimentos líquidos – Despesas
43
 Se o saldo for positivo, significa que os rendimentos são superiores às
despesas, pelo que foi realizada poupança. Há que avaliar se corresponde
aos objetivos fixados para a poupança do agregado familiar.
 Mesmo quando o saldo é positivo, é importante analisar a estrutura dos
rendimentos e das despesas e introduzir ajustamentos se a estrutura for
demasiada rígida.
 Se o saldo for negativo, os rendimentos são inferiores às despesas. Isto
significa que se gasta mais do que se recebe sendo necessário corrigir a
situação. É fundamental avaliar se é possível reduzir despesas e/ou
aumentar o rendimento.
A noção de saldo como relação entre os
rendimentos e as despesas
44
45
Calcular o saldo:
 Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam
A noção de saldo como relação entre os
rendimentos e as despesas
46
 Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo
A noção de saldo como relação entre os
rendimentos e as despesas
47
 Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo
A noção de saldo como relação entre os
rendimentos e as despesas
48
 Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo
A noção de saldo como relação entre os
rendimentos e as despesas
49
 Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo
A noção de saldo como relação entre os
rendimentos e as despesas
50
 Conselhos na elaboração do orçamento gestão do orçamento familiar
 Calcular os rendimentos e as despesas utilizando valores rigorosos para os
rendimentos e despesas fixas ou variáveis, projetar valores numa perspetiva anual.
 Guardar faturas, recibos, extratos da conta bancária e outros documentos que
possam ajudar a elaborar e a acompanhar o orçamento.
 Tomar nota das datas de pagamento das despesas mais importantes, em
particular, das despesas fixas com datas pré-determinadas, evitando penalizações
por atraso de pagamento.
 Planear o orçamento de forma a obter uma poupança. Não assumir riscos que
comprometam essa a poupança.
 Rever o orçamento caso surjam alterações com impacto no rendimento ou
despesas do agregado familiar.
 Utilizar o simulador do orçamento familiar.
Obrigada pela atenção dispensada!

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  • 1. Planeamento e Gestão do Orçamento Familiar UFCD 9820 UFCD 9820
  • 2.  Avaliar os riscos e a incerteza no plano financeiro ou identificar fatores de incerteza no rendimento e na despesa  Distinguir entre objetivos de curto prazo e objetivos de longo prazo.  Utilizar a conta de depósito à ordem e os meios de pagamento  Distinguir entre despesas fixas e variáveis e entre despesas necessárias e supérfluas.  Elaborar um orçamento familiar, identificando rendimentos e despesas e apurando o respetivo saldo. 2
  • 4.  Orçamento familiar  Fontes de rendimento: salário, pensão, subsídios, juros e dividendos, rendas • Deduções ao rendimento: impostos e contribuições para a segurança social • Distinção entre rendimento bruto e rendimento líquido  Tipos de despesas • Despesas fixas (por ex. renda de casa, escola dos filhos, pagamento de empréstimos) • Despesas variáveis prioritárias (por ex.: alimentação) • Despesas variáveis não prioritárias  A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas 4
  • 5.  Planeamento do orçamento  Distinção entre objetivos de curto e de longo prazo  Cálculo das necessidades de poupança para a satisfação de objetivos no longo prazo  A poupança 5  Fatores de incerteza  No rendimento (por ex. desemprego, divórcio, redução salarial, promoção)  Nas despesas (por ex. doença, acidente)  Precaução  Constituição de um 'fundo de emergência' para fazer face a imprevistos  Importância dos seguros (por ex. acidentes, saúde)
  • 6.  Conta de depósitos à ordem  Abertura da conta à ordem: elementos de identificação  Tipo de conta: individual, solidária e conjunta  Movimentação e saldo da conta: saldo disponível, saldo contabilístico e saldo autorizado  Formas de controlar os movimentos e o saldo da conta à ordem  Custos de manutenção da conta de depósitos à ordem  Descobertos autorizados em conta à ordem: vantagens e custos 6
  • 7.  Meios de pagamento  Notas e moedas  Cheques: tipos de cheques (por ex. cruzados, não à ordem), endosso  Débitos diretos: domiciliação de pagamentos, cancelamento  Transferências interbancárias  Cartões de débito  Cartões de crédito 7
  • 8. 8 Orçamento familiar  O orçamento é uma importante ferramenta para conhecer, gerir e equilibrar os rendimentos e despesas de forma a planear e alcançar os nossos objetivos. Porque é importante a elaboração do orçamento?
  • 9. 9 Orçamento familiar  A elaboração do orçamento permite:  Conhecer e organizar a vida financeira  Identificar hábitos de consumo  Definir prioridades e objetivos  Prevenir imprevistos
  • 10. 10 Orçamento familiar  Um orçamento diz-nos aquilo que não temos dinheiro para comprar. Não nos impede de o fazer. William Feather
  • 11. 11 Orçamento familiar  O encargo de uma família, hoje em dia, é semelhante ao de uma microempresa. Tem receitas, tem despesas e os gastos devem ser estruturados. Orçamento Familiar Rendimentos do agregado familiar Poupanças Despesas do agregado familiar Para onde vai o dinheiro? De onde vem o dinheiro?
  • 12. 12 Orçamento familiar  Ninguém tem a capacidade de mentalmente controlar todas as despesas e receitas de uma família, por muito que admita que tem tudo controlado.  Todos sabemos onde gastamos o nosso dinheiro e quanto recebemos todos os meses. Poucos de nós aceitamos que alguém nos diga que estamos a gastar dinheiro de mais, ou que gastamos dinheiro a comprar o que não precisamos. Ou simplesmente que insinuem que não sabemos gerir o nosso dinheiro (levamos isso mesmo como uma ofensa grave e uma intromissão nas nossas vidas).
  • 13. 13 Orçamento familiar  Só Existem Duas Formas para ter Mais Dinheiro Ou poupamos mais dinheiro Ou ganhamos mais dinheiro
  • 14. 14 Orçamento familiar Basicamente é resumir toda a nossa vida financeira num pequeno mapa onde as orientações surgem da conjugação dos números. Elaborar um orçamento familiar permite-nos ver estes dois caminhos com maior clareza, pois ficamos sensíveis aos nossos ganhos, provenientes do nosso esforço laboral, e sensíveis aos nossos gastos, resultantes do nosso estilo de vida e das nossas necessidades. Permite criar regras, eliminar excessos e acompanhar todas as estratégias e objetivos financeiros. Elaborar um orçamento familiar permite assim ter controlo sobre o seu dinheiro, saber como está a gastar o seu dinheiro e onde o está a gastar.
  • 15. 15 Orçamento familiar Mudança cultural e de hábitos  Antigamente  Ato de poupar era valorizado e ensinado  Poupava-se para estar preparado para o “amanhã”  Ficar a dever era encarado como uma vergonha  Atualmente  Desmaterialização do dinheiro (cartões de débito e crédito)  Perceção de que haverá sempre um crédito disponível
  • 16. 16 Orçamento familiar  A família, incluindo os mais jovens, deverá ser envolvida na gestão financeira da família. Se os objetivos de curto, médio e longo prazo forem definidos em conjunto, o envolvimento e a predisposição para o seu cumprimento é maior. A informação transmitida às crianças deverá depender da sua maturidade. É importante que conheçam a sua capacidade financeira real, por isso pode-se ir explicando o que se pode ou não gastar e porquê.
  • 17. 17 Orçamento familiar Etapas da elaboração do orçamento: Identificar os rendimentos Identificar as despesas Calcular o saldo Gerir o orçamento
  • 18. 18 Identificar os rendimentos:  O rendimento corresponde ao “dinheiro que se ganha”.  O rendimento é uma “entrada de dinheiro” que pode estar sujeita a variabilidade.  Há rendimentos que são:  “fixos” (por ex. salários)  outros que variam no seu valor (por ex. comissões) e na periodicidade (por ex. prémios).
  • 19. 19 Identificar os rendimentos:  Os rendimentos da família dependem da situação dos membros do agregado familiar e do seu património:  Trabalhador por conta de outrem (professor, enfermeiro, polícia, engenheiro, bancário, …)  Trabalhador por conta própria (empresário, estilista, arquiteto, …)  Reformado/pensionista  Desempregado  Arrendatário (proprietário de imóveis, …)  Aforrador/Investidor (detentor de depósitos e de outras aplicações financeiras).
  • 20. 20 Tipos de rendimentos:  Os rendimentos fixos são aqueles cujo valor se mantém inalterado durante o período de tempo que se conhece (por exemplo, os salários ou as pensões de reforma).  Os rendimentos variáveis, tal como o nome indica, são os que variam ao longo do tempo (por exemplo, os juros de depósito).
  • 21. 21 Tipos de rendimentos:  Podem ainda existir rendimentos imprevistos, que são rendimentos inesperados ou de montante não conhecido (por exemplo, um prémio de produtividade).  Estes rendimentos não devem ser considerados na elaboração do orçamento familiar dado o seu carácter irregular e imprevisível.
  • 22. 22 Tipos de rendimentos:  Na elaboração do orçamento familiar devem ser incluídos os rendimentos efetivamente recebidos, ou seja, os rendimentos líquidos depois de descontado o pagamento de impostos e de contribuições para a segurança social.  Segurança social: 11% do vencimento bruto (Trabalhadores em geral por conta de outrem)  Pagamento de impostos: Mediante tabela de retenção consoante agregado familiar
  • 23. 23 Tipos de rendimentos: Rendimento Bruto Rendimento Líquido
  • 24. 24  Pressupostos para cálculo do rendimento líquido:  Rendimento bruto;  Residência fiscal (Continente, Açores ou Madeira);  Regime (Geral ou Deficientes);  Estado Civil (Não casado, Casado 1 titular, Casado 2 titulares);  Número de dependentes (1, 2, 3, 4 e 5 ou mais).  Tabela de retenção na fonte de acordo com o OGE de cada ano.  Taxa contributiva para a segurança social
  • 25. 25 Tipos de rendimentos: Rendimento liquido = Rendimento Bruto - Impostos (contribuição segurança social e IRS)
  • 27. 27  Designamos por consumo a despesa em bens e serviços com vista a satisfação de necessidades e desejos. Estas podem ser necessidades básicas, como alimentação, vestuário e habitação; ou desejos associados ao consumo de bens de luxo, como férias num país exótico. Consumo
  • 28. 28  A poupança e a diferença entre o rendimento disponível e a despesa em bens de consumo, sendo igual a variação da riqueza do indivíduo ou família. A decisão entre consumo e poupança e, em última análise, uma decisão entre consumo no presente e consumo no futuro. Poupança
  • 29. 29 Identificar as despesas:  As despesas do agregado familiar podem classificar-se em necessárias ou supérfluas.  As despesas necessárias correspondem aos gastos realizados na aquisição de bens e serviços considerados essenciais, como alimentação, vestuário, habitação…  As despesas supérfluas correspondem aos gastos em bens e serviços que podem ser dispensados ou substituídos por outros. Trata-se, regra geral, da satisfação dos nossos desejos, por ex., aquisição dos últimos modelos de vestuário ou calçado. As despesas supérfluas podem ser reduzidas ou até eliminadas.
  • 30. 30 Identificar as despesas:  A diferença entre o necessário e o supérfluo varia de pessoa para pessoa e é condicionada pelas suas circunstâncias.  As necessidades não são estáticas, podem evoluir. O que hoje é supérfluo, amanhã pode ser necessário (caso do computador, por exemplo).  O gasto com o consumo de água é certamente uma despesa necessária. Mas ainda assim é possível escolher entre a água da torneira e a água engarrafada, e da água engarrafada é possível escolher entre diferentes marcas…
  • 31. 31 Identificar as despesas:  As despesas podem distinguir-se pelo seu grau de flexibilidade:  As despesas fixas são as que não podem ser facilmente alteradas por nossa iniciativa. Um exemplo é a prestação do crédito à habitação. As despesas supérfluas podem corresponder a uma despesa fixa (por ex. compra de um LCD com recurso ao crédito).  As despesas variáveis podem ser alteradas, reduzidas ou mesmo eliminadas, embora parte delas tenha sempre de ser feita, pelo menos até um determinado montante, como é o caso das despesas com alimentação, água, gás e eletricidade. São despesas variáveis porque o seu consumo pode ser ajustado.
  • 32. 32 Identificar as despesas:  As despesas necessárias fixas são as relacionadas com necessidades básicas e que não podem ser facilmente alteradas (por exemplo, a prestação do crédito à habitação).  As despesas necessárias variáveis são as que correspondem ao pagamento de bens indispensáveis, mas cujo valor pode ser reduzido por decisão da família (por exemplo, a compra de alimentos, a água, o gás ou a luz).
  • 33. 33 Identificar as despesas:  As despesas supérfluas fixas são as relacionadas com o pagamento de bens e serviços não essenciais, mas que se mantêm no tempo (por exemplo, a compra de uma viagem de lazer a crédito é uma despesa supérflua, mas gera uma despesa fixa com a prestação do crédito).  As despesas supérfluas variáveis correspondem ao pagamento de bens e serviços não essenciais, cujos valores podem ser reduzidos ou até eliminados (por exemplo, a aquisição de bens de consumo, como os últimos modelos de vestuário ou calçado).
  • 34. 34 Identificar as despesas:  Uma estrutura muito rígida da despesa (muitas despesas fixas) dificulta o ajustamento caso surja uma situação que altere os rendimentos (por ex. desemprego, divórcio, doença) ou as despesas (por ex. nascimento de um filho).
  • 35. 35  A diferença entre o necessário e o supérfluo depende de família para família e das diferentes etapas da vida. Identificar as despesas: Uma despesa supérflua para um agregado familiar pode ser necessária para outro agregado familiar. Uma despesa supérflua numa fase da vida pode mais tarde ser considerada como necessária. Por exemplo, um automóvel pode ser um bem necessário para quem começa a trabalhar por conta própria numa atividade comercial e ser um bem supérfluo para um estudante.
  • 36. 36 Identificar as despesas:  Conhecer a estrutura de despesas do agregado familiar permite mais facilmente gerir o orçamento familiar, especialmente perante situações imprevistas.  O peso das despesas fixas e das despesas variáveis determina se a estrutura de despesas é mais rígida ou mais flexível.
  • 37. 37 Identificar as despesas:  Quanto maior o peso das despesas fixas mais rígida é a estrutura de despesas do agregado familiar.  Neste caso, é mais difícil ajustar o orçamento familiar perante situações imprevistas de quebra de rendimento ou de aumento de despesas.
  • 38. 38
  • 39. 39 Identificar as despesas:  A análise à estrutura das despesas deve ter em atenção o peso das prestações associadas aos empréstimos contraídos, calculando a taxa de esforço.  A taxa de esforço corresponde à percentagem do rendimento destinada ao pagamento das prestações de créditos que tenham sido contraídos.
  • 40. 40 Identificar as despesas:  Uma taxa de esforço elevada significa que uma parte importante do rendimento se destina a pagar os encargos resultantes de empréstimos bancários, os quais constituem despesas fixas.  Quanto maior a taxa de esforço, maior o risco de surgirem dificuldades financeiras, caso ocorra um imprevisto ou uma alteração de despesas e/ou rendimentos.
  • 41. 41 Identificar as despesas:  A taxa de esforço é apenas um indicador dos encargos financeiros da família. É importante considerar a composição do agregado familiar e o nível de rendimentos.
  • 42. 42 Calcular o saldo: Se o saldo for positivo => poupança. Se o saldo for negativo => avaliar as despesas e o rendimento.  Depois de identificar todas as despesas e rendimentos é possível efetuar um diagnóstico da situação financeira através do cálculo do saldo do orçamento. A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas Saldo do orçamento familiar = Rendimentos líquidos – Despesas
  • 43. 43  Se o saldo for positivo, significa que os rendimentos são superiores às despesas, pelo que foi realizada poupança. Há que avaliar se corresponde aos objetivos fixados para a poupança do agregado familiar.  Mesmo quando o saldo é positivo, é importante analisar a estrutura dos rendimentos e das despesas e introduzir ajustamentos se a estrutura for demasiada rígida.  Se o saldo for negativo, os rendimentos são inferiores às despesas. Isto significa que se gasta mais do que se recebe sendo necessário corrigir a situação. É fundamental avaliar se é possível reduzir despesas e/ou aumentar o rendimento. A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas
  • 44. 44
  • 45. 45 Calcular o saldo:  Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas
  • 46. 46  Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas
  • 47. 47  Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas
  • 48. 48  Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas
  • 49. 49  Utilizar o Simulador do orçamento familiar disponível no Portal Todos Contam - Exemplo A noção de saldo como relação entre os rendimentos e as despesas
  • 50. 50  Conselhos na elaboração do orçamento gestão do orçamento familiar  Calcular os rendimentos e as despesas utilizando valores rigorosos para os rendimentos e despesas fixas ou variáveis, projetar valores numa perspetiva anual.  Guardar faturas, recibos, extratos da conta bancária e outros documentos que possam ajudar a elaborar e a acompanhar o orçamento.  Tomar nota das datas de pagamento das despesas mais importantes, em particular, das despesas fixas com datas pré-determinadas, evitando penalizações por atraso de pagamento.  Planear o orçamento de forma a obter uma poupança. Não assumir riscos que comprometam essa a poupança.  Rever o orçamento caso surjam alterações com impacto no rendimento ou despesas do agregado familiar.  Utilizar o simulador do orçamento familiar.
  • 51. Obrigada pela atenção dispensada!

Notas do Editor

  1. http://elearning.todoscontam.pt/#areas-formacao/familia/t1hekhlmhecjcmjcccmhclhejbkcbccbi8/vídeo 8 min de vídeo
  2. No trabalho apresentado sobre "Planear o orçamento familiar", o slide 27 tem informação desatualizada relativamente às tabelas de IRS de 2018, sugere-se atualização da informação para 2019, disponível no Despacho n.º 791-A/2019, de 18 de janeiro.
  3. Video 6 min