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2 antibióticos
1 anti-inflamatório
NO LEITE,
TEMPO É DINHEIRO.
Masticine L: Ação mais potente.
Retorno mais rápido à produção.
Masticine L combina a ação de 2 antibióticos
bactericidas (Cefalexina e Neomicina) a um potente
anti-inflamatório (Prednisolona), garantindo maior
eficácia no controle e tratamento da mastite
em vacas lactantes.
Disponível nas melhores lojas
e revendas agropecuárias.
/ValleeOficial/ValleeOficial 0800 882 5533@ValleeSA
Durante 6 edições, o “Saúde ponto a ponto Vallée”
trará informações práticas de como controlar a mastite no rebanho.
Esta é a primeira edição. Colecione!
A Vallée, em parceria com o projeto Unileite, da UFMG – Universidade Federal
de Minas Gerais, elaborou um projeto para auxiliar produtores, técnicos
e funcionários a enfrentar um dos problemas mais recorrentes nas fazendas
de leite: a MASTITE.
Ao longo de 6 edições da Revista Balde Branco, o “Saúde ponto a ponto Vallée”
trará informações e dicas de como minimizar o impacto da doença na produção
e qualidade do leite. O material elaborado por nossa equipe técnica abrangerá
as medidas que compõem o “Programa Básico de Controle da Mastite”,
conhecido como “Programa dos 6 pontos”.
Assim, a Vallée espera contribuir para melhorar o dia a dia
dos produtores de leite, cumprindo com a sua missão de assegurar
a saúde animal.
1
SAÚDE
Abril-2015 | Higiene e conforto dos animais
Encarte 1º ponto.indd 2 3/24/15 11:30 AM
Os agentes causadores da mastite existem no próprio ambiente onde as vacas vivem, seja na
pastagem ou no interior das instalações. Estas bactérias preferem locais sujos, com alta presença
de matéria orgânica e elevada umidade, pois encontram neles as condições ideais para sua
multiplicação. Por isso, quanto mais suja estiver a instalação ou mais lama houver no piquete, maiores
serão os riscos de contaminação. As bactérias podem entrar pelos canais do teto diretamente,
quando as vacas se deitam na lama com o esfíncter aberto ou no momento da ordenha, quando
a sucção das teteiras abre o caminho para a entrada dos patógenos alojados na sujeira.
Algumas práticas de manejo contribuem para esta contaminação, como a limpeza inadequada das
instalações e a alta concentração de animais, que favorece o acúmulo de fezes, urina e a consequente
formação de lama. A permanência dos animais nestes locais, sem opção de ambientes secos,
a má conservação dos corredores de acesso, a falta de manutenção do piso nas áreas próximas
a comedouros e bebedouros intensificam o problema.
Estudos mostram que quanto mais sujos estiverem os animais, maior a incidência de mastite.
Para avaliar a higiene do úbere e dos tetos, o produtor pode se valer de um sistema de
classificação visual (escores), prático e simples, por meio de uma pontuação que varia de 1 a 4.
No sistema de produção do tipo “free-stall”, onde os animais
permanecem estabulados, o conforto da cama – areia, palha, serragem
etc – é fundamental para o bem-estar e a prevenção da mastite.
Para saber se a cama utilizada proporciona conforto, basta observar
se os animais deitam-se com frequência. Se estiverem deitando pelos
corredores, é sinal de que a cama não está confortável.
Os corredores que ligam os piquetes à sala ordenha devem ser conservados
de modo a manter a terra firme, sem lama, mesmo no período de chuvas.
Para isso é essencial construir valetas e aberturas nas laterais da estrada
com intervalos regulares de modo que permitam escoamento da água
da chuva. Outra opção é abrir corredores paralelos ao principal, de modo
a promover um rodízio no trânsito diário de animais, diminuindo
a formação de lama.
Por serem locais de alta concentração dos animais, o piso ao redor de
comedouros e bebedouros tende a sofrer com o pisoteio intenso. Para evitar
a formação de lama, uma alternativa é preencher os arredores destas
instalações com terra firme, utilizando cascalho, por exemplo. Outra alternativa
é fazer um cimentado.
Para evitar a formação de lama nos piquetes, em especial nas áreas de
descanso, onde os animais se deitam, deve-se promover um rodízio com
o uso de cercas móveis ou pastejo rotacionado. É importante também ajustar
o número de animais de acordo com a forragem disponível no piquete.
Altas taxas de lotação (número de animais X área) deixam o solo
mais exposto à ação das chuvas e, consequentemente, favorecem
a formação de lama.
1
Higiene e conforto dos animais Como solucionar os problemas?
Pernas sujas são resultado
do acúmulo de barro. O problema
pode estar nas proximidades
de comedouros e bebedouros
ou nos corredores de acesso
que ligam os piquetes à sala
de ordenha
A sujeira na ponta do rabo
(vassoura da cauda) pode estar
relacionada ao o acúmulo
de fezes
A sujeira acumulada nos
flancos indica que o problema
pode estar na cama ou no local
onde os animais se deitam
A sujeira no úbere
e nos tetos pode ser
provocada por uma
combinação de todas
as demais situações
O conforto térmico é fundamental para garantir o bem-estar das vacas. O estresse térmico
deprime o sistema imunológico dos animais, tornando-os mais susceptíveis a doenças.
Por isso, sombra natural ou artificial é essencial nos piquetes.
Pernas sujas Vassoura da cauda suja
Flancos sujos Úbere e tetos sujos
Observação rotineira dos animais pode ajudar a identificar
o que de errado está acontecendo na propriedade.
Oeste
Norte
Sul
Leste
Norte
Sul
Ao instalar o sombrite ou plantar um renque de árvores
é preciso estar atento à sua disposição no terreno. O sentido
correto é norte-sul, de modo que a sombra “caminhe” ao longo
do dia, passando de um lado para o outro. Isto permite que
o sol incida sobre cada um dos lados, em horários diferentes,
o que impede a formação de lama. Confira na ilustração ao lado.
Observe que a sombra se “movimenta” ao longo do dia.
Manhã Tarde
Limpeza periódica da cama
Conservação dos corredores de acesso
Conservação do piso nos arredores
de comedouros e bebedouros
Manter os piquetes livres de lama
SAÚDE
Fique de olho!
Úbere limpo:
superficie livre
de sujeira
Úbere pouco sujo:
até 10%
da superfície suja.
Úbere moderadamente sujo:
de 10% a 30%
da superfície suja.
Úbere severamente sujo:
acima de 30%
da superfície suja.
Escore 1 Escore 2 Escore 3 Escore 4
Encarte 1º ponto.indd 3 3/24/15 11:30 AM

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Mastite - Ponto a Ponto

  • 1. Consulte sempre um Médico Veterinário. www.vallee.com.br 2 antibióticos 1 anti-inflamatório NO LEITE, TEMPO É DINHEIRO. Masticine L: Ação mais potente. Retorno mais rápido à produção. Masticine L combina a ação de 2 antibióticos bactericidas (Cefalexina e Neomicina) a um potente anti-inflamatório (Prednisolona), garantindo maior eficácia no controle e tratamento da mastite em vacas lactantes. Disponível nas melhores lojas e revendas agropecuárias. /ValleeOficial/ValleeOficial 0800 882 5533@ValleeSA Durante 6 edições, o “Saúde ponto a ponto Vallée” trará informações práticas de como controlar a mastite no rebanho. Esta é a primeira edição. Colecione! A Vallée, em parceria com o projeto Unileite, da UFMG – Universidade Federal de Minas Gerais, elaborou um projeto para auxiliar produtores, técnicos e funcionários a enfrentar um dos problemas mais recorrentes nas fazendas de leite: a MASTITE. Ao longo de 6 edições da Revista Balde Branco, o “Saúde ponto a ponto Vallée” trará informações e dicas de como minimizar o impacto da doença na produção e qualidade do leite. O material elaborado por nossa equipe técnica abrangerá as medidas que compõem o “Programa Básico de Controle da Mastite”, conhecido como “Programa dos 6 pontos”. Assim, a Vallée espera contribuir para melhorar o dia a dia dos produtores de leite, cumprindo com a sua missão de assegurar a saúde animal. 1 SAÚDE Abril-2015 | Higiene e conforto dos animais Encarte 1º ponto.indd 2 3/24/15 11:30 AM
  • 2. Os agentes causadores da mastite existem no próprio ambiente onde as vacas vivem, seja na pastagem ou no interior das instalações. Estas bactérias preferem locais sujos, com alta presença de matéria orgânica e elevada umidade, pois encontram neles as condições ideais para sua multiplicação. Por isso, quanto mais suja estiver a instalação ou mais lama houver no piquete, maiores serão os riscos de contaminação. As bactérias podem entrar pelos canais do teto diretamente, quando as vacas se deitam na lama com o esfíncter aberto ou no momento da ordenha, quando a sucção das teteiras abre o caminho para a entrada dos patógenos alojados na sujeira. Algumas práticas de manejo contribuem para esta contaminação, como a limpeza inadequada das instalações e a alta concentração de animais, que favorece o acúmulo de fezes, urina e a consequente formação de lama. A permanência dos animais nestes locais, sem opção de ambientes secos, a má conservação dos corredores de acesso, a falta de manutenção do piso nas áreas próximas a comedouros e bebedouros intensificam o problema. Estudos mostram que quanto mais sujos estiverem os animais, maior a incidência de mastite. Para avaliar a higiene do úbere e dos tetos, o produtor pode se valer de um sistema de classificação visual (escores), prático e simples, por meio de uma pontuação que varia de 1 a 4. No sistema de produção do tipo “free-stall”, onde os animais permanecem estabulados, o conforto da cama – areia, palha, serragem etc – é fundamental para o bem-estar e a prevenção da mastite. Para saber se a cama utilizada proporciona conforto, basta observar se os animais deitam-se com frequência. Se estiverem deitando pelos corredores, é sinal de que a cama não está confortável. Os corredores que ligam os piquetes à sala ordenha devem ser conservados de modo a manter a terra firme, sem lama, mesmo no período de chuvas. Para isso é essencial construir valetas e aberturas nas laterais da estrada com intervalos regulares de modo que permitam escoamento da água da chuva. Outra opção é abrir corredores paralelos ao principal, de modo a promover um rodízio no trânsito diário de animais, diminuindo a formação de lama. Por serem locais de alta concentração dos animais, o piso ao redor de comedouros e bebedouros tende a sofrer com o pisoteio intenso. Para evitar a formação de lama, uma alternativa é preencher os arredores destas instalações com terra firme, utilizando cascalho, por exemplo. Outra alternativa é fazer um cimentado. Para evitar a formação de lama nos piquetes, em especial nas áreas de descanso, onde os animais se deitam, deve-se promover um rodízio com o uso de cercas móveis ou pastejo rotacionado. É importante também ajustar o número de animais de acordo com a forragem disponível no piquete. Altas taxas de lotação (número de animais X área) deixam o solo mais exposto à ação das chuvas e, consequentemente, favorecem a formação de lama. 1 Higiene e conforto dos animais Como solucionar os problemas? Pernas sujas são resultado do acúmulo de barro. O problema pode estar nas proximidades de comedouros e bebedouros ou nos corredores de acesso que ligam os piquetes à sala de ordenha A sujeira na ponta do rabo (vassoura da cauda) pode estar relacionada ao o acúmulo de fezes A sujeira acumulada nos flancos indica que o problema pode estar na cama ou no local onde os animais se deitam A sujeira no úbere e nos tetos pode ser provocada por uma combinação de todas as demais situações O conforto térmico é fundamental para garantir o bem-estar das vacas. O estresse térmico deprime o sistema imunológico dos animais, tornando-os mais susceptíveis a doenças. Por isso, sombra natural ou artificial é essencial nos piquetes. Pernas sujas Vassoura da cauda suja Flancos sujos Úbere e tetos sujos Observação rotineira dos animais pode ajudar a identificar o que de errado está acontecendo na propriedade. Oeste Norte Sul Leste Norte Sul Ao instalar o sombrite ou plantar um renque de árvores é preciso estar atento à sua disposição no terreno. O sentido correto é norte-sul, de modo que a sombra “caminhe” ao longo do dia, passando de um lado para o outro. Isto permite que o sol incida sobre cada um dos lados, em horários diferentes, o que impede a formação de lama. Confira na ilustração ao lado. Observe que a sombra se “movimenta” ao longo do dia. Manhã Tarde Limpeza periódica da cama Conservação dos corredores de acesso Conservação do piso nos arredores de comedouros e bebedouros Manter os piquetes livres de lama SAÚDE Fique de olho! Úbere limpo: superficie livre de sujeira Úbere pouco sujo: até 10% da superfície suja. Úbere moderadamente sujo: de 10% a 30% da superfície suja. Úbere severamente sujo: acima de 30% da superfície suja. Escore 1 Escore 2 Escore 3 Escore 4 Encarte 1º ponto.indd 3 3/24/15 11:30 AM