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MAIS REFLEXÕES SOBRE O GOLPE DE ESTADO DE 1964 NO BRASIL
Fernando Alcoforado*
Ao término da Segunda Guerra Mundial em 1945, iniciou-se a Guerra Fria, uma disputa
pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e a União Soviética. Passou-se a
vivenciar uma intensa guerra ideológica, econômica, diplomática e tecnológica pela
conquista de áreas de influência, que estabeleceu a divisão do mundo em dois blocos,
com sistemas econômicos, políticos e ideológicos divergentes: o chamado bloco
capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o bloco socialista, liderado pela União
Soviética. Essa disputa influenciou diretamente nas políticas de vários países, inclusive
do Brasil.
A Guerra Fria coincidiu também com o processo de descolonização e de luta de
libertação nacional de vários países do mundo. O desejo de independência de várias
colônias europeias na Ásia e na África e o fortalecimento do nacionalismo coincidiram
com o declínio das potências europeias. A própria Carta da ONU reconhecia o direito à
autodeterminação dos povos colonizados que fora assinada pelos próprios países
colonizadores. Em 1955, vinte e nove países recém-independentes reuniram-se na
Conferência de Bandung, capital da Indonésia, estabelecendo seu apoio à luta contra o
colonialismo. A Conferência de Bandung estimulou as lutas por independência na
África e na Ásia.
A descolonização na África e na Ásia não foi um processo homogêneo, ocorrendo de
forma pacífica e também de forma violenta. No caso da via pacífica, a independência da
colônia era realizada progressivamente pela metrópole, com a concessão da autonomia
político-administrativa, mantendo-se o controle econômico do novo país, criando, dessa
forma, um novo tipo de dependência, como ocorreu na Índia. A independência que
ocorreu pela via da violência resultou da intransigência dos países imperialistas em
conceder a autonomia às colônias. As lutas revolucionárias de emancipação nacional
eram geralmente vinculadas à construção do socialismo como ocorreu, por exemplo, em
Cuba e no Vietnam.
Terminada a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética que passaram
a liderar os dois grandes blocos, capitalista e socialista, buscaram, de um lado, a
manutenção e, de outro, a expansão de suas áreas de influência. Nesse sentido, a União
Soviética passou a ver nos movimentos de independência na África e na Ásia a
possibilidade de ampliar sua influência política nas novas nações. A Guerra Fria entre
os Estados Unidos e a União Soviética, o avanço das ideias socialistas no mundo e as
lutas de libertação nacional em todo o mundo contribuíram decisivamente para interferir
diretamente na política brasileira.
Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil ficou aliado dos Estados Unidos e, a partir
desse posicionamento, desencadeou um aumento nas relações comerciais entre os dois
países com o aumento da dominação econômica dos monopólios norte-americanos na
economia brasileira que se acentuou durante o governo Juscelino Kubitchek. Mais tarde,
em 1961, com a ascensão ao poder de João Goulart, após a renúncia do então presidente
Jânio Quadros, ocorreram mudanças na política brasileira, pois Goulart começou a
controlar os capitais estrangeiros, incentivou a reforma agrária e estendeu as relações do
Brasil com países socialistas. Isso não foi bem aceito pelos norte-americanos, pois viam
essas iniciativas como uma ameaça aos seus interesses no Brasil.
O Brasil em 1964 era considerado área de influência capitalista sob a liderança dos
Estados Unidos. Seria inaceitável para os Estados Unidos e seus aliados internos
admitirem que o Brasil se tornasse um país independente e capaz de se aliar à União
Soviética como aconteceu com Cuba. Para fazer frente às ações do governo João
Goulart, o governo norte-americano apoiou os grupos existentes no Brasil contrários às
políticas levadas avante pelo governo brasileiro. A ofensiva norte-americana produziu
um crescimento da crise política no país que se somava ao fato de que grande parte da
população brasileira não estava satisfeita com o governo Goulart. Por sua vez, o
governo João Goulart se aliou às correntes e ideias nacional-reformistas que buscavam a
emancipação nacional do jugo do imperialismo especialmente o norte-americano.
A correlação de forças entre os partidários do governo Goulart e as forças que a ele se
opunham era amplamente favorável às forças de oposição. A Igreja, a mídia, os
latifundiários, setores ponderáveis de empresários industriais e a maioria da classe
média se posicionavam majoritariamente contrários ao governo Goulart. Esta oposição
tinha natureza político- ideológica porque estes setores viam no governo Goulart a
possibilidade de introduzir o comunismo no Brasil e também refletia a insatisfação da
maioria da população com a incapacidade dos governantes de combater a hiperinflação
que consumia seus salários e de combater o desemprego retirando o país da estagnação
econômica em que se encontrava.
A área militar estava dividida em três correntes: a primeira, era composta por aqueles
alinhados com os Estados Unidos e inimigos do comunismo; a segunda, apesar de
anticomunista, tinha um caráter nacionalista porque não aceitava a subordinação do
Brasil ao imperialismo norte-americano; e, a terceira, também anticomunista, era
partidária da defesa da legalidade. A primeira corrente passou a contar com o apoio da
terceira quando o movimento de soldados, marinheiros e sargentos colocou em xeque o
princípio do respeito à hierarquia e a disciplina nas Forças Armadas que foi
determinante para o desencadeamento do golpe de estado em 1964 no Brasil.
Por sua vez, o governo João Goulart era apoiado por partidos (PTB, PSB e PCB, entre
outros) e demais forças políticas da Sociedade Civil (sindicatos de trabalhadores, ligas
camponesas e entidades estudantis, entre outros) interessados no combate ao latifúndio
e à subordinação do Brasil ao capital internacional. O governo Goulart e seus aliados
eram defensores das reformas estruturais que contribuíssem, dentro do capitalismo, para
a superação dos entraves econômicos e sociais ao desenvolvimento do Brasil.
O governo João Goulart era combatido também por partidos de esquerda adeptos da
revolução socialista, como o PC do B, Ação Popular, Polop, etc que o considerava
bastante conciliador. Os fatos da história demonstram que nem o governo Goulart nem
os partidos revolucionários existentes no Brasil estavam preparados para neutralizar o
golpe de estado. A falta de resistência ao golpe de estado é uma demonstração cabal de
que os partidos de esquerda revolucionária não estavam preparados também para fazer
revolução social no Brasil.
Está comprovado com documentos do governo dos Estados Unidos que o golpe de
estado em 1964 no Brasil contou com seu apoio porque queria evitar que o Brasil se
libertasse de sua área de influência e se tornasse aliado da União Soviética e de Cuba.
Está comprovado também que, no momento do golpe militar, o governo dos Estados
Unidos enviou uma esquadra naval para a costa brasileira que poderia ser utilizada caso
houvesse algum tipo de resistência. Isto significava dizer que Brasil poderia ser
invadido caso o golpe militar fosse mal sucedido.
*Fernando Alcoforado, 74, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional
pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico,
planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos
livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem
Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000),
Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de
Barcelona, http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento
(Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos
Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the
Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller
Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe
Planetária (P&A Gráfica e Editora, Salvador, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e
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  • 1. MAIS REFLEXÕES SOBRE O GOLPE DE ESTADO DE 1964 NO BRASIL Fernando Alcoforado* Ao término da Segunda Guerra Mundial em 1945, iniciou-se a Guerra Fria, uma disputa pela hegemonia mundial entre Estados Unidos e a União Soviética. Passou-se a vivenciar uma intensa guerra ideológica, econômica, diplomática e tecnológica pela conquista de áreas de influência, que estabeleceu a divisão do mundo em dois blocos, com sistemas econômicos, políticos e ideológicos divergentes: o chamado bloco capitalista, liderado pelos Estados Unidos, e o bloco socialista, liderado pela União Soviética. Essa disputa influenciou diretamente nas políticas de vários países, inclusive do Brasil. A Guerra Fria coincidiu também com o processo de descolonização e de luta de libertação nacional de vários países do mundo. O desejo de independência de várias colônias europeias na Ásia e na África e o fortalecimento do nacionalismo coincidiram com o declínio das potências europeias. A própria Carta da ONU reconhecia o direito à autodeterminação dos povos colonizados que fora assinada pelos próprios países colonizadores. Em 1955, vinte e nove países recém-independentes reuniram-se na Conferência de Bandung, capital da Indonésia, estabelecendo seu apoio à luta contra o colonialismo. A Conferência de Bandung estimulou as lutas por independência na África e na Ásia. A descolonização na África e na Ásia não foi um processo homogêneo, ocorrendo de forma pacífica e também de forma violenta. No caso da via pacífica, a independência da colônia era realizada progressivamente pela metrópole, com a concessão da autonomia político-administrativa, mantendo-se o controle econômico do novo país, criando, dessa forma, um novo tipo de dependência, como ocorreu na Índia. A independência que ocorreu pela via da violência resultou da intransigência dos países imperialistas em conceder a autonomia às colônias. As lutas revolucionárias de emancipação nacional eram geralmente vinculadas à construção do socialismo como ocorreu, por exemplo, em Cuba e no Vietnam. Terminada a Segunda Guerra Mundial, Estados Unidos e União Soviética que passaram a liderar os dois grandes blocos, capitalista e socialista, buscaram, de um lado, a manutenção e, de outro, a expansão de suas áreas de influência. Nesse sentido, a União Soviética passou a ver nos movimentos de independência na África e na Ásia a possibilidade de ampliar sua influência política nas novas nações. A Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, o avanço das ideias socialistas no mundo e as lutas de libertação nacional em todo o mundo contribuíram decisivamente para interferir diretamente na política brasileira. Após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil ficou aliado dos Estados Unidos e, a partir desse posicionamento, desencadeou um aumento nas relações comerciais entre os dois países com o aumento da dominação econômica dos monopólios norte-americanos na economia brasileira que se acentuou durante o governo Juscelino Kubitchek. Mais tarde, em 1961, com a ascensão ao poder de João Goulart, após a renúncia do então presidente Jânio Quadros, ocorreram mudanças na política brasileira, pois Goulart começou a controlar os capitais estrangeiros, incentivou a reforma agrária e estendeu as relações do
  • 2. Brasil com países socialistas. Isso não foi bem aceito pelos norte-americanos, pois viam essas iniciativas como uma ameaça aos seus interesses no Brasil. O Brasil em 1964 era considerado área de influência capitalista sob a liderança dos Estados Unidos. Seria inaceitável para os Estados Unidos e seus aliados internos admitirem que o Brasil se tornasse um país independente e capaz de se aliar à União Soviética como aconteceu com Cuba. Para fazer frente às ações do governo João Goulart, o governo norte-americano apoiou os grupos existentes no Brasil contrários às políticas levadas avante pelo governo brasileiro. A ofensiva norte-americana produziu um crescimento da crise política no país que se somava ao fato de que grande parte da população brasileira não estava satisfeita com o governo Goulart. Por sua vez, o governo João Goulart se aliou às correntes e ideias nacional-reformistas que buscavam a emancipação nacional do jugo do imperialismo especialmente o norte-americano. A correlação de forças entre os partidários do governo Goulart e as forças que a ele se opunham era amplamente favorável às forças de oposição. A Igreja, a mídia, os latifundiários, setores ponderáveis de empresários industriais e a maioria da classe média se posicionavam majoritariamente contrários ao governo Goulart. Esta oposição tinha natureza político- ideológica porque estes setores viam no governo Goulart a possibilidade de introduzir o comunismo no Brasil e também refletia a insatisfação da maioria da população com a incapacidade dos governantes de combater a hiperinflação que consumia seus salários e de combater o desemprego retirando o país da estagnação econômica em que se encontrava. A área militar estava dividida em três correntes: a primeira, era composta por aqueles alinhados com os Estados Unidos e inimigos do comunismo; a segunda, apesar de anticomunista, tinha um caráter nacionalista porque não aceitava a subordinação do Brasil ao imperialismo norte-americano; e, a terceira, também anticomunista, era partidária da defesa da legalidade. A primeira corrente passou a contar com o apoio da terceira quando o movimento de soldados, marinheiros e sargentos colocou em xeque o princípio do respeito à hierarquia e a disciplina nas Forças Armadas que foi determinante para o desencadeamento do golpe de estado em 1964 no Brasil. Por sua vez, o governo João Goulart era apoiado por partidos (PTB, PSB e PCB, entre outros) e demais forças políticas da Sociedade Civil (sindicatos de trabalhadores, ligas camponesas e entidades estudantis, entre outros) interessados no combate ao latifúndio e à subordinação do Brasil ao capital internacional. O governo Goulart e seus aliados eram defensores das reformas estruturais que contribuíssem, dentro do capitalismo, para a superação dos entraves econômicos e sociais ao desenvolvimento do Brasil. O governo João Goulart era combatido também por partidos de esquerda adeptos da revolução socialista, como o PC do B, Ação Popular, Polop, etc que o considerava bastante conciliador. Os fatos da história demonstram que nem o governo Goulart nem os partidos revolucionários existentes no Brasil estavam preparados para neutralizar o golpe de estado. A falta de resistência ao golpe de estado é uma demonstração cabal de que os partidos de esquerda revolucionária não estavam preparados também para fazer revolução social no Brasil. Está comprovado com documentos do governo dos Estados Unidos que o golpe de estado em 1964 no Brasil contou com seu apoio porque queria evitar que o Brasil se
  • 3. libertasse de sua área de influência e se tornasse aliado da União Soviética e de Cuba. Está comprovado também que, no momento do golpe militar, o governo dos Estados Unidos enviou uma esquadra naval para a costa brasileira que poderia ser utilizada caso houvesse algum tipo de resistência. Isto significava dizer que Brasil poderia ser invadido caso o golpe militar fosse mal sucedido. *Fernando Alcoforado, 74, engenheiro e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona, http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (P&A Gráfica e Editora, Salvador, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011) e Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), entre outros.