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se mudam as vontades, Carlos e Ega, dois
peões no tabuleiro do xadrez social
Analise de personagens
Trabalho realizado por:
Catarina Henriques, Nº4
Marta Mendes, Nº19
11ºCT1 | Português | 2022/2023
Prof.: Lígia Santos
Características físicas de Carlos
• É a personagem principal da obra;
• Belo e magnifico rapaz ;
• Alto;
• Bem constituídos, de ombros largos;
• Olhos negros e pele branca;
• Cabelos negros e ondulados ;
• Barba fina castanha escura pequena e aguçada no queixo ;
• Bigode arqueado aos cantos da boca ;
• Como Ega diz, ele tem uma fisionomia de “belo cavaleiro renascentista”.
Caraterísticas psicológicas de Carlos
• Tinha gostos requintados; .
• É fruto de educação inglesa (ao contrário do seu pai);
• É corajoso e frontal;
• Amigo do seu amigo e generoso;
• O cosmopolitismo destaca-se na sua personalidade (é um pensamento filosófico que discorda
das fronteiras geográficas impostas pela sociedade. considerando que a humanidade segue as
leis do Universo (cosmos); isto é, considera que os seres humanos devem formar uma única
nação, sem separatismos culturais e avaliando o mundo na possibilidade de ser uma só pátria.);
• Destaca-se também a sua sensualidade, o seu gosto pelo luxo e o diletantismo (incapacidade de
se fixar num projeto sério e de concretizar);
• Carlos fracassou apesar da sua ótima educação, devido ao meio onde se instalou, numa
sociedade parasita, ociosa (inativa, pouco trabalhadora), fútil e sem estímulos;
• Mas também fracassou devido a aspetos hereditários, pois o seu pai era um fraco e um cobarde,
um egoísta e de grande futilidade.
Caraterísticas psicológicas de
Ega
• Magro;
• Usa monóculo. Usava “usava um vidro entalado no olho”;
• Tem um bigode arrebitado e volumoso;
• Tem um nariz adunco (curvo, em formato de gancho);
• Pescoço esganiçado (fino);
• Punhos tísicos (característico de pessoas magras);
• Pernas de cegonha (também remete para a magreza);
• Era o autêntico retrato de Eça de Queiroz;
Caraterísticas físicas de Ega
• A nível intelectual, revela a sua dualidade romântica
e regeneradora;
• Irreverente;
• Excêntrico;
• Revolucionário;
• Boémio (festeiro e despreocupado);
• Exagerado;
• Provocador;
• Sarcástico;
• Crítico;
• Anarquista (opõe-se a todo tipo de hierarquia e
dominação);
• Satânico;
• Contraditório;
• Romântico e sentimental;
• Progressista e crítico;
• Sarcástico do Portugal constitucional;
• Sofre de diletantismo pois concebe grandes projetos
literários que nunca chega a executar;
• Depois de ter terminado o curso em Coimbra veio viver
para lisboa tornando de amigo inseparável de Carlos da
Maia;
• Ega era um falhado corrompido (alterar ou alterar-se para
um estado ética ou moralmente negativo) pela
sociedade;
• Encarna a figura defensora dos valores da escola realista
por oposição à romântica.
Críticas à sociedade
• Sociedade inativa onde há falta de fibra, moleza a agir, e jovens ociosos, pouco trabalhadores. Carlos toma
consciência que o seu país está ainda mais decadente que há 10 anos atrás.
• Diletantismo: é a incapacidade útil. O mal do diletantismo impede que se fixe a atenção num trabalho sério sem se
deixar desviar por solicitações acidentais.
• Apreciação do estrangeiro: o embevecimento perante tudo o que é estrangeiro atinge praticamente todos, desde
Afonso que viveu em Inglaterra e não esconde a admiração, a Carlos que acaba por se fixar em Paris, Dâmaso que
pacoviamente admira tudo o que é francês. Até o vocabulário é cheio de estrangeirismos.
• Depreciação do português: o país é sistematicamente depreciado como é comum de todo o português falar mal do
seu próprio país.
Críticas à sociedade
• Cópia do estrangeiro: A mania de copiar o estrangeiro – consequência das duas anteriores: “aqui importa-se tudo.
Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilos, indústrias, modas, maneiras, tudo vem em
caixotes pelo paquete” (capítulo IV).
• Esta mania de copiar vai de par com a incapacidade de adaptar capazmente o que nos vem de fora (“tendo
abandonado o seu feitio antigo… este desgraçado Portugal decidira arranjar-se à moderna: mas sem originalidade,
sem força, sem carácter para criar um feitio seu, um feitio próprio, manda vir modelos do estrangeiro… exagera o
modelo, deforma-o, estraga-o até à caricatura” – Capítulo XVIII)
• Romantismo: O mal do romantismo, concebido não como estética, mas com atitude perante a vida: “Que temos nós
sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos, isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida
pelo sentimento e não pela razão” (Capítulo XVIII)
Relação de Carlos da Maia e João da Ega
• Conheceram se em Coimbra, nos tempos de faculdade;
• Tornaram-se amigos inseparáveis;
• Os dois amigos fazem uma viagem pelo mundo, umas semanas após a partida definitiva de
Maria Eduarda para Paris;
• Ega regressa passado 1 ano e meio, avisando que Carlos fica por Paris onde tinha alugado um
apartamento, pois dizia que tinha perdido o encanto por Portugal;
• Carlos regressa a Lisboa passado 10 anos e encontra se com Ega;
• Ambos dão um passeio por Lisboa bastante nostálgico (“o passeio final”).

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  • 1. Mudam-se os tempos não se mudam as vontades, Carlos e Ega, dois peões no tabuleiro do xadrez social Analise de personagens Trabalho realizado por: Catarina Henriques, Nº4 Marta Mendes, Nº19 11ºCT1 | Português | 2022/2023 Prof.: Lígia Santos
  • 2. Características físicas de Carlos • É a personagem principal da obra; • Belo e magnifico rapaz ; • Alto; • Bem constituídos, de ombros largos; • Olhos negros e pele branca; • Cabelos negros e ondulados ; • Barba fina castanha escura pequena e aguçada no queixo ; • Bigode arqueado aos cantos da boca ; • Como Ega diz, ele tem uma fisionomia de “belo cavaleiro renascentista”.
  • 3. Caraterísticas psicológicas de Carlos • Tinha gostos requintados; . • É fruto de educação inglesa (ao contrário do seu pai); • É corajoso e frontal; • Amigo do seu amigo e generoso; • O cosmopolitismo destaca-se na sua personalidade (é um pensamento filosófico que discorda das fronteiras geográficas impostas pela sociedade. considerando que a humanidade segue as leis do Universo (cosmos); isto é, considera que os seres humanos devem formar uma única nação, sem separatismos culturais e avaliando o mundo na possibilidade de ser uma só pátria.); • Destaca-se também a sua sensualidade, o seu gosto pelo luxo e o diletantismo (incapacidade de se fixar num projeto sério e de concretizar); • Carlos fracassou apesar da sua ótima educação, devido ao meio onde se instalou, numa sociedade parasita, ociosa (inativa, pouco trabalhadora), fútil e sem estímulos; • Mas também fracassou devido a aspetos hereditários, pois o seu pai era um fraco e um cobarde, um egoísta e de grande futilidade.
  • 4. Caraterísticas psicológicas de Ega • Magro; • Usa monóculo. Usava “usava um vidro entalado no olho”; • Tem um bigode arrebitado e volumoso; • Tem um nariz adunco (curvo, em formato de gancho); • Pescoço esganiçado (fino); • Punhos tísicos (característico de pessoas magras); • Pernas de cegonha (também remete para a magreza); • Era o autêntico retrato de Eça de Queiroz;
  • 5. Caraterísticas físicas de Ega • A nível intelectual, revela a sua dualidade romântica e regeneradora; • Irreverente; • Excêntrico; • Revolucionário; • Boémio (festeiro e despreocupado); • Exagerado; • Provocador; • Sarcástico; • Crítico; • Anarquista (opõe-se a todo tipo de hierarquia e dominação); • Satânico; • Contraditório; • Romântico e sentimental; • Progressista e crítico; • Sarcástico do Portugal constitucional; • Sofre de diletantismo pois concebe grandes projetos literários que nunca chega a executar; • Depois de ter terminado o curso em Coimbra veio viver para lisboa tornando de amigo inseparável de Carlos da Maia; • Ega era um falhado corrompido (alterar ou alterar-se para um estado ética ou moralmente negativo) pela sociedade; • Encarna a figura defensora dos valores da escola realista por oposição à romântica.
  • 6. Críticas à sociedade • Sociedade inativa onde há falta de fibra, moleza a agir, e jovens ociosos, pouco trabalhadores. Carlos toma consciência que o seu país está ainda mais decadente que há 10 anos atrás. • Diletantismo: é a incapacidade útil. O mal do diletantismo impede que se fixe a atenção num trabalho sério sem se deixar desviar por solicitações acidentais. • Apreciação do estrangeiro: o embevecimento perante tudo o que é estrangeiro atinge praticamente todos, desde Afonso que viveu em Inglaterra e não esconde a admiração, a Carlos que acaba por se fixar em Paris, Dâmaso que pacoviamente admira tudo o que é francês. Até o vocabulário é cheio de estrangeirismos. • Depreciação do português: o país é sistematicamente depreciado como é comum de todo o português falar mal do seu próprio país.
  • 7. Críticas à sociedade • Cópia do estrangeiro: A mania de copiar o estrangeiro – consequência das duas anteriores: “aqui importa-se tudo. Leis, ideias, filosofias, teorias, assuntos, estéticas, ciências, estilos, indústrias, modas, maneiras, tudo vem em caixotes pelo paquete” (capítulo IV). • Esta mania de copiar vai de par com a incapacidade de adaptar capazmente o que nos vem de fora (“tendo abandonado o seu feitio antigo… este desgraçado Portugal decidira arranjar-se à moderna: mas sem originalidade, sem força, sem carácter para criar um feitio seu, um feitio próprio, manda vir modelos do estrangeiro… exagera o modelo, deforma-o, estraga-o até à caricatura” – Capítulo XVIII) • Romantismo: O mal do romantismo, concebido não como estética, mas com atitude perante a vida: “Que temos nós sido desde o colégio, desde o exame de latim? Românticos, isto é, indivíduos inferiores que se governam na vida pelo sentimento e não pela razão” (Capítulo XVIII)
  • 8. Relação de Carlos da Maia e João da Ega • Conheceram se em Coimbra, nos tempos de faculdade; • Tornaram-se amigos inseparáveis; • Os dois amigos fazem uma viagem pelo mundo, umas semanas após a partida definitiva de Maria Eduarda para Paris; • Ega regressa passado 1 ano e meio, avisando que Carlos fica por Paris onde tinha alugado um apartamento, pois dizia que tinha perdido o encanto por Portugal; • Carlos regressa a Lisboa passado 10 anos e encontra se com Ega; • Ambos dão um passeio por Lisboa bastante nostálgico (“o passeio final”).